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Um ano totalmente aleatório

Olá, amigos. Mais um ano, mais uma lista. Dessa vez, joguei um jogo a menos que o ano passado, totalizando 31 jogos zerados.

Aqui você já sabe o esquema: postamos a lista dos jogos que jogamos com um breve review. Assim, você pode ver o que te interessa na lista e comentar depois se vai jogar ou jogou cada um dos citados.

LEIAM – Moons of Darsalon – Uma viagem de escolta ao mundo das luas

A temática desse ano pra mim foi de “jogar qualquer coisa“; pois jogos foram segundo plano em um ano que tive que me dedicar aos estudos. E de modo geral, joguei algumas coisas mais para esvaziar a cabeça, como horas de EA FC 24 e alguns jogos de corrida, como Forza Horizon 4.

Estatísticas

Como sempre, eu fiz uma planilha arrumadinha com tudo que eu ia jogando.

Assim, dos 31 jogos que zerei esse ano, as plataformas que joguei cada um foram:

  • PC: 12 jogos
  • PlayStation 5: 9 jogos
  • Switch: NADA (rapaz…)
  • PlayStation 3: 1 jogo (com platina!)
  • Super Nintendo: 3 jogos
  • NES, 3DS, Dreamcast e Mega Drive: 1 jogo cada.

Sobre o gênero dos jogos, surpresa principalmente para o gênero Survivor Horror, que eu sempre fui meio cagão a minha vida toda, e esse ano fiz uma maratona de Resident Evil pra tirar toda vergonha do meu corpo.

  • RPG: 4 jogos
  • Corrida: 4 jogos
  • Plataforma (2D e 3D): 7 jogos
  • Ação: 7 jogos
  • Beat n’ up: 2 jogos
  • Metroidvania: 1 jogo
  • Survivor Horror: 4 jogos
  • Simulator, FPS e Shooter: 1 jogo cada

    Vamos à lista:

1) Sonic CD (PC, 1993*)

Reprodução: Internet

Sonic CD estava na minha lista de espera à anos e finalmente terminei. Ele tem a estética perfeita: um jogo de 16-bits bombado. As animações e trilhas sonoras (japonesa e americana) são ótimas, mas o level design deixa muito a desejar.

Recomendo pra quem deseja zerar todos os Sonics 2D, mas se for só pela estética mesmo, melhor só jogar o Sonic Mania.

*zerado no PC

2) Max Payne (PC, 2001)

Reprodução: Internet

Talvez meu jogo favorito de PC de todos os tempo. Fazia anos que não zerava ele e mais uma vez voltei pra matar saudade do Max. A dublagem em português faz desse jogo ir de 9/10 pra 15/10, de tão boa que é. Recomendo jogar esse sempre no PC e com mouse e teclado.

3) Alan Wake II (PC, 2023)

Reprodução: Internet

Por coincidência, mais um jogo da Remedy em sequência. Alan Wake 2 se tornou um game muito mais explorativo do que aquela aventura quase de plataforma do primeiro jogo. É muito bonito e tem uma história interessante, mas algumas mecânicas realmente deixam o game mais enrolado, ao ponto que se você só está lá pela história e pelo gameplay, mas não está a fim de resolver puzzles para progredir, talvez se frustre um pouco.

Outra tristeza é que a história não fecha nesse, deixando mais pontas soltas que sabe Deus lá quando vão fechar.

4) Prince of Persia: The Lost Crown (PC, 2024)

Reprodução: Internet

Meu jogo favorito de 2024, por incrível que pareça. Lost Crown é um metroidvania moderno que traz um frescor ao gênero, com mecânicas de combate divertidas que vão além de só apertar o botão de ataque ad infinitum e subir de level.

Foi muito mal marketeado pela Ubisoft, onde venderam o primeiro trailer através de uma música de Rap moderna, tirando um pouco da simpatia dos possíveis consumidores com o protagonista, que dessa vez não é o príncipe, mas sim um soldado que deve salvá-lo.

Vendeu pouco, infelizmente, mas a Ubisoft não mandou ninguém que trabalhou nele embora, então vamos ver sobre o futuro.

5) Persona 3 Reload (PC, 2024)

Reprodução: Internet

Eu joguei Persona 3 FES no PS2 numa fase muito conturbada da minha vida. Tinha pouco tempo livre devido ao colégio e provavelmente sofria depressão que nunca foi diagnosticada. Devido a isso, talvez eu tivesse gostado muito mais do jogo na época que ele lançou, já que ele trata temas bem similares na sua história.

O que ocorre é que eu TAMBÉM tava um pouco sem saco pra JRPG na época e dropei e só agora em 2024 que passei pela sua história, nesse remake que a ATLUS fez.

Os gráficos estão muito bonitos e a jogabilidade melhorou bastante, com diversas adições de qualidade de vida. Infelizmente, a saga da Aigis que era um modo separado no original, virou um DLC pago (que não joguei).

Um ótimo JRPG que me fez pagar um mêszinho de GamePass só pra jogar.

6) Mega Man 2 (NES, 1989*)

Reprodução: Internet

Clássico do NES, não tem muito o que falar. Dos Mega Man clássico, esse é o mais redondinho nas mecânicas, level design e trilha sonora. Então, caso você queira conhecer a série original do puro aço, vai nesse.

O Legacy Collection está disponível em todas as plataformas e tem ferramentas como save state e até rewind, então é bom para quem quer treinar antes de levar o jogo mais a sério, ou só se divertir mesmo sem muitas frustrações. Recomendadão.

*jogado no PC via emulador dessa vez

7) Granblue Fantasy: Relink (PS5, 2024)

Reprodução: Internet

Um JRPG de um time diferente, cujo investimento foi grande devido ao grande lucro que o Granblue gacha dá para a empresa.

Ele lembra muito Tales of Arise, tanto na estética quanto no gameplay. A história talvez exija que você conheça a lore do gacha minimamente, mas eu sequer joguei 1 min dele e consegui me divertir, só que não me importei muito com os personagens.

Ele é um action JRPG muito bom, bonito e com trilha sonora voltado para o épico. Se você puder jogar em qualquer lugar que não seja um PS4, vai se divertir bastante.

Ao final do jogo, ele abre meio que um modo de missões online de caça a monstros meio parecido com Monster Hunter, e me parece que esse é o verdadeiro “grosso” do jogo. Mas como eu joguei no PS5 e não assino Plus, eu fiquei de fora dessa brincadeira.

Também fiz esse review em vídeo aqui! LINK

8) Gran Turismo 7 (PS5, 2022)

Reprodução: Internet

Um dos melhores jogos de corrida “sérios” atualmente, sendo o mais acessível também entre os de simulação.

A Polyphony segue adicionando carros e pistas até hoje e isso faz com que eu sempre volte nele.

Diferente de outros jogos anteriores onde era necessário jogar simplesmente TUDO pra poder zerar, nesse aqui eles colocaram um sistema de “cardápios” onde o esquisito do Lucca te dá 3 corridas temáticas para chegar no mínimo em 3º lugar. Ao final delas, você termina o cardápio e ele conta uma história sobre os carros envolvidos, te dando eles de presente.

É uma progressão simplística que tira aquela sensação de ser um piloto galgando espaço entre outros corredores que tinha até o GT4, mas ao mesmo tempo é melhor que a aproximação direta de jogos anteriores, como GT6 e o horrível Sport.

9) Star Fox 64 3D (3DS, 2011)

Reprodução: Internet

Volta e meia eu ligo o 3DS pra bateria dele não morrer e sempre caio pro Star Fox 64 3D, já que ele é mais fácil de zerar rapidamente e a emulação no PC não é muito boa ainda.

A versão não perde nada para o original de 64, a menos se você comparar com o port nativo pra PC que uma galera têm feito recentemente. O jogo foi redublado pela maioria dos atores originais, trazendo um som mais limpo para todas as falas.

Recomendo muito esse, principalmente de se tentar pegar medalha em todas as fases. Eu nunca consegui.

10) Top Gear (SNES, 1992*)

Reprodução: Internet

Outro clássico de SNES que dispensa apresentações. Dessa vez joguei no collection feito pela brasileira QByte, que como você pode ver no review linkado acima, teve seus altos e baixos nessa versão.

À época que joguei e escrevi, ainda não tinham saído updates, como a remoção do filtro CRT com tremilique e também os troféus marcando quais pistas você chegou em primeiro, o que é essencial para ir atrás da platina.

Atualmente (em fevereiro de 2025 quando estou escrevendo essa parte) estou tentando terminar o TG2 na mesma coleção, então no texto desse ano talvez falaremos mais sobre esse port.

*zerado no PS5 dentro da Collection, como falei.

11) Streets of Rage 2 (Mega Drive, 1992)

Reprodução: Internet

Clássico do Mega Drive, dessa vez zerei a rom original, pois lembro que uns anos atrás eu tinha jogado um romhack que você jogava com o Luffy (??) e aquilo meio que deixou uma mancha pra mim.

Dos 3 do Mega, é meu preferido, mas o 1 também é muito bom. Caso jogue o 3, pegue a versão japonesa sem censura.

12) Final Fantasy VII: Rebirth (PS5, 2024)

Reprodução: Internet

Finalmente a Square-Enix lançou a continuação do maravilhoso FF7 Remake, e dessa vez eles tentaram aplicar o mundo aberto do jogo original e conseguiram fazer isso muito bem.

O problema pra mim é que os gráficos apanharam um pouco, devido ao escopo do jogo, onde tiveram que dar uma diminuída na resolução no PS5 para que ele rodasse de forma fluida ainda. Nada que seus olhos não acostumem com o tempo também.

Fora isso, o final deixa um gosto meio amargo, já que o diretor resolveu privar os jogadores do momento mais marcante da história dos videogames só pra contá-lo de forma esquisita e fragmentada.

Assim, o jogador termina o jogo sem entender realmente o que houve. Logicamente eles vão entregar isso no início da parte 3, mas não vai ter o mesmo peso de um clímax de final de jogo.

Eu quase platinei esse aqui, mas ainda tenho que zerá-lo de novo e não vou fazer isso tão cedo. Bom jogo apesar de tudo, mas não é melhor que a parte 1.

13) Mighty Morphin Power Rangers: The Movie (SNES, 1995)

Reprodução: Internet

Talvez para aqueles que não tiveram SNES na infância, esse jogo possa parecer estranho, mas pra quem teve, ele é provavelmente um dos mais conhecidos. MMPRTM era incluso em diversas coletâneas piratas, daquelas “5 em 1”, devido ao tamanho minúsculo de sua rom e também por ser de uma franquia popular.

Ele é um beat n’ up meio diferente, pois você não anda livremente no cenário (diferentemente da versão de Mega). Aqui você tem duas “lanes”, e você pode trocar entre elas apertando R.  É diferente porém funciona muito bem.

A trilha desse jogo é LOUCA, um dos melhores trabalhos no SNES, até com alguns remixes por aí como esse da primeira fase, que mixa a versão do jogo com o tema da série.

Muito divertido, principalmente se você estiver introduzindo uma criança menor ao mundo dos jogos.

14) Mega Man X (SNES, 1993*)

Reprodução: Internet

Outro jogo que eu sempre revisito uma vez ao ano, já apareceu nas minhas listas algumas vezes, acho.
Melhor Mega Man de todos os tempos. Caso queira jogar em console moderno, tem no Legacy Collection do X, mas o ideal é jogá-lo num controle fininho do SNES mesmo.

*jogado no PS5 no Mega Man X Legacy Collection.

15) Sand Land (PS5, 2024)

Reprodução: Internet

Um jogo de ação com toques de RPG, feito em cima do anime baseado no mangá one-shot do finado Akira Toriyama.
É bem divertido andar pelo deserto e construir tanques novos é legal, mas a customização poderia ser mais direta.

A navegação pelo cenário fica muito complicada quando se atinge a área do país da Floresta, pois os caminhos não ficam muito claros.

Tentei de tudo pra platinar, mas chegou uma hora que ficou inviável e fui vencido pelo cansaço, a ponto que não consigo voltar pra ele tão cedo.

16) Game Dev Story (PC, 1997)

Reprodução: Internet

Jogo de simulação feito pela Kairosoft, onde você gerencia uma empresa de criação de jogos. Os gráficos são muito bonitinhos e a trilha sonora meio 8-bits deixam o pacote todo mais divertido.

Posteriormente, foi copiado na cara dura no jogo Game Dev Tycoon, onde roubaram todas as mecânicas desse jogo. Mas na dúvida, jogue original mesmo.

Tem como jogar ele no Android e iPhone, visto que ele é um port de um jogo antigo feito para flip phones japoneses. Eu zerei no PC dessa vez, onde finalmente colocaram uma tradução em português muito bem feitinha.

17) Gears of War 4 (PC, 2016)

Reprodução: Internet

Eu nunca fui fã da série Gears. Eu não tive nenhum Xbox até recentemente (e já revendi o 360 que eu tinha, coisa essa que me arrependo) e por isso nunca tive contato com a série. Ela também se popularizou num momento em que eu estava desacreditado com jogos. Sabe, aquela época onde tudo era cinza e marrom no PS3 e tal? Então.

Apesar disso, meu amigo veio aqui em casa e jogamos Gears 4 do começo ao fim em co-op local e foi muito divertido. O jogo também é um soft reboot, já que jogamos com o filho do Markus Phoenix, protagonista dos jogos anteriores.

É um jogo onde você não pensa muito e só se diverte mesmo. A dublagem em português é bem legal também.

18) Hi-Fi Rush (PC, 2023)

Reprodução: Internet

Um jogo japonês financiado pela Bethesda, como que pode, né?
Aqui temos um beat-n-up 3D estilo meio anime mas com traços tendendo mais para animações ocidentais, onde o protagonista faz tudo de forma ritmada. Acertar os combos, pular, dar dash… TUDO é no ritmo da batida que fica constantemente pulsando na tela.

Leva uns minutos para acostumar, mas eu consegui zerar o jogo no Hard, que me parece o desafio ideal para que o game não fique enfadonho. As músicas são muito boas, contendo até algumas canções licenciadas, por algum motivo.

É um pouco longo, talvez. Mas vale a pena. Uma continuação será feita no futuro.

19) Mega Man: Battle & Chase (PS1, 1997)

Reprodução: Internet

Um jogo de corrida de Mega Man com gráficos 3D, muito bonito pela época que foi feito.
Inicialmente não foi lançado nos EUA, mas a versão europeia em inglês existe desde a época, sem falar que no PS2 teve um port que era desbloqueado ao zerar todos os Mega Man X no Collection lançado naquele console.

Não é um Mario Kart, mas é legal pela customização dos carros. Se você gosta desse tipo de jogo de corrida, pode tentar esse pois é mediano pra bom.

20) Crazy Taxi (PC, 1999) [100%]

Reprodução: Internet

Bom jogo arcade para Dreamcast e PC (onde joguei dessa vez). A graça dele está em dominar o Crazy Dash e o Crazy Drift, que são essenciais para tirar ranking A e ver os créditos.

“Zerar” o jogo aqui consiste em fazer todas as missões do modo Crazy Box. É BEM DIFÍCIL, mas depois que você domina essas mecânicas, vai perceber que o jogo não é só sobre ir pra lá e pra cá pegando passageiros. Tem que dominar como sair com o carro, fazer drift, parar rápido e reconhecer os melhores caminhos para chegar nos destinos. Um clássico que pouca gente sabe jogar realmente.

21) GTA: Vice City The Definitive Edition (PS5, 2021)

Reprodução: Internet

Finalmente zerei Vice City e minha experiência foi mista. Sempre se falou muito desse jogo como se ele tivesse uma história excelente, mas o que eu vi aqui é só uma cópia de Scarface que se perde lá pra metade do jogo e o resto das missões se resume a fazer entregas e matanças que não se encaixam com nada na história.

Porém, GTA também pode ser visto como um grande sandbox, então é justo apreciá-lo por isso. Eu só esperava mais da história, e ela é curta e não entrega nada.

22) Doom (PC, 1995*)

A Bethesda relançou Doom I e II com mods e t

Reprodução: Internet

udo em todas as plataformas e quem tinha os ports antigos nos consoles modernos e Steam, ganhou essas versões novas também. É um clássico e recomendo baixar o mod de jogar com a trilha sonora do 3DO, que é diferentona.

23) GTA: San Andreas The Definitive Edition (PS5, 2021)

Reprodução: Internet

Agora sim o melhor GTA já feito. A história finalmente é boa e o jogo é umas 4x maior que o Vice City. Eu nunca joguei San Andreas quando era pequeno, porque eu gostava mais de jogos japoneses.

Infelizmente, eu zerei esse remaster uns poucos meses antes de atualizar a versão de consoles com a iluminação antiga, então eu joguei com a imagem bem zoada. Um ótimo jogo mesmo.

24) Yakuza: Like a Dragon (PS5, 2020) [Platina]

Reprodução: Internet

Fiz uma análise bem detalhada desse jogo no texto linkado acima, mas quero dizer aqui que esse é um dos melhores JRPGs no PS4/PS5, ficando bem equivalente ao Final Fantasy VII Remake, tanto em jogabilidade, como em qualidade técnica.

Aqui temos o primeiro jogo da série em formato de JRPG, que também é uma espécie de soft-reboot. Então, caso não tenha jogado nenhum anterior a esse, pode ir atrás que é maravilhoso, principalmente se você gosta de histórias com setting moderno e também de jrpgs clássicos de turno, como Dragon Quest.

25) O Escudeiro Valente (PS5, 2024) [Platina] 

Reprodução: Internet

Também com texto meu no site (linkado acima), The Plucky Squire é um jogo bem simples de aventura estilo Zelda antigo, mas que em partes se torna um jogo 3D parecido com o remake de Link’s Awakening que saiu pra Switch há alguns anos.

É simpático e eu platinei ele num dia só. Muito doido (não façam isso porque cansa).

26) Resident Evil 3: Nemesis (Dreamcast, 1999)

Reprodução: Internet

Um jogo que eu passei anos devendo, mas que finalmente resolvi parar de ser frouxo e joguei. É muito mais voltado pra ação que o segundo jogo. Ainda que seja uma experiência mais curta, ele é bem divertido. O sistema de esquiva é meio estranho mas com sorte você consegue fugir do Nemesis pra não morrer fácil.

Zerei no próprio Dreamcast, e é legal pois o VMU mostra a vida da Jill o tempo todo na telinha. É a melhor versão do game.

27) Deadpool (PS3, 2013) [Platina]

Reprodução: Internet

Após assistir o excelente Deadpool & Wolverine, resolvi ir atrás desse jogo. Infelizmente, a versão de PC não vende mais e as de console tão custando os zóio da cara. Mas graças a DEUS, meu PS3 é desbloqueado então consegui aproveitar esse jogo muito bem feitinho.

A graça dele é jogá-lo no modo mais difícil, pois ele oferece um desafio onde o medo de morrer faz você andar em cada parte do cenário com cautela, diferentemente do modo normal, onde todos os inimigos parecem feitos de papel.

Obviamente você vai morrer muito, mas as pessoas têm que aprender que perder faz parte do que torna uma experiência boa.

28) Shadow Generations (PC, 2024)

Reprodução: Internet

Uma espécie de DLC do Sonic Generations láaaa de 2010, mas feito numa engine nova e onde você joga apenas com o Shadow.

É uma das melhores experiências de Sonic já feitas, assim como Sonic Frontiers. Leia o texto sobre o game linkado acima, assim como meu texto sobre o jogo original de 2010 que também saiu junto com Shadow Generations e também a análise do Geovane sobre a versão original dele de PS3.

29) Resident Evil 3: Remake (PS5, 2020)

O que eu joguei em 2024
Reprodução; Internet

Comprei esse jogo no ano que saiu, mas nunca tinha sequer aberto porque sou medroso, mesmo tendo zerado um monte de RE antes desse.
Acabou que ao terminar o original, bateu uma sanha de terminar o Remake pra ver as diferenças e sim, realmente as pessoas têm motivo pra reclamar. Só não tanto.

Parece realmente que foi uma experiência corrida, principalmente lá pro final do jogo onde cortaram a torre do relógio, tirando muito do clímax dessa parte. Tirando isso, a Jill e o Carlos estão excelentes e eu gosto mais deles do que do Leon e da Claire do remake do 2.

São ótimos personagens e eu gostaria de ver mais deles no futuro. O jogo em si é igual ao RE2R com umas coisinhas a mais no gameplay, mas é mais linear devido a estrutura da história. Num geral, um jogo 7,5/10, mas muito gostoso de zerar.

30) Resident Evil Director’s Cut (PS1, 1997)

O que eu joguei em 2024
Reprodução; Internet

Ao terminar o RE3R, percebi que eu não tinha jogado o primeiro jogo da trilogia original. Bem, vi que no antigo CDRomance existia uma iso modificada do Director’s Cut com a OST original do primeiro game.

Caso não entenda porque isso exista, bem… a OST dessa versão é famosa por ser horrível, então qualquer melhoria que o game possa oferecer vai por água a baixo devido às músicas ruins.

É um bom jogo, que andou para que os jogos seguintes pudessem correr. O final é um pouco confuso e eu não gostei de ter perdido o melhor final porque eu não esperei o Barry jogar a cordinha pra me puxar lá na metade do jogo.
Num geral, valeu ter ido atrás do clássico. Joguei ele no Switch porque eu podia trocar pro modo portátil e pra TV dependendo da minha vontade. Ter console desbloqueado é ótimo mesmo.

31) Indiana Jones and the Great Circle (PC, 2024)

O que eu joguei em 2024
Reprodução: Internet

Último jogo de 2024, e também meu maior texto no site (link acima).

A Bethesda fez um baita jogão baseado na franquia de filmes, que supera os dois filmes recentes com certa distância até.
Se vocês têm gamepass, recomendo dar uma chance pois ele é um jogo bem diferente; não se trata de um FPS, mas também não é um jogo cheio de ação como Uncharted.

O Grande Círculo é um jogo onde você explora os ambientes, resolve missões paralelas e entra em combate furtivo com muita frequência, lembrando até alguns jogos da antiga LucasArts. Realmente foi uma ótima forma de terminar o ano.

O que eu joguei em 2024
Reprodução: Internet

Conclusão

2024 foi um ano onde joguei o que me foi aparecendo na frente, muita coisa boa que eu estava para jogar há anos e tinha deixado pra trás, ao lado de games que me fizeram relaxar por horas sem que eu precisasse me preocupar demais.

É como dizem: não leve sua vida a sério o tempo todo, nem mesmo seus hobbies. Espero que tenha sido um ano bom para vocês, não só nos jogos mas na vida real também! Um abraço e caso você tenha caído nessa página por acaso, deixe seu relato!

Veja abaixo também as minhas listas dos anos anteriores:

O que joguei em 2023
O que joguei em 2022
O que joguei em 2021
O que joguei em 2020

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Top Racer Collection | Análise da Coletânea de Top Gear https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/03/30/top-racer-collection-analise-da-coletanea-de-top-gear/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/03/30/top-racer-collection-analise-da-coletanea-de-top-gear/#comments Sat, 30 Mar 2024 13:17:26 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=16694 Os três clássicos do Super Nintendo estão de volta nas plataformas modernas e finalmente pudemos botar as mãos na versão completa dessa coletânea feita pela brasileira QUByte. Lembrando que essa análise fala mais da coletânea como um todo. Caso você queira se aprofundar mais sobre a série de jogos Top Gear como um todo, também […]

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Os três clássicos do Super Nintendo estão de volta nas plataformas modernas e finalmente pudemos botar as mãos na versão completa dessa coletânea feita pela brasileira QUByte.

Lembrando que essa análise fala mais da coletânea como um todo. Caso você queira se aprofundar mais sobre a série de jogos Top Gear como um todo, também fizemos um texto gigantesco e bem desenvolvido pelo Geovane .

Lá, ele aborda toda a história de sua criação, desde a origem da série nos computadores Amiga, até seus ports para outros consoles e as continuações pós-SNES.

Top Racer Collection
Créditos: QUByte

Por que diabos “Top Racer”?

Antes de mais nada, precisamos deixar claro o que está presente nesse collection. Temos três jogos: Top Gear, Top Gear 2 e Top Gear 3000.

Os três games estão com o nome “alternativo” de Top Racer, que é o nome dado aos dois primeiros jogos no Japão. Em nível de curiosidade, Top Gear 3000 saiu no oriente com o horrível nome de “The Planet’s Champ: TG3000”, mas nessa versão foi produzido um novo logotipo para o game se chamar Top Racer 3000.

A razão da troca de nome é óbvia para aqueles que conhecem o universo de esporte a motor: “Top Gear” é um programa britânico, produzido pela BBC, que fala sobre carros deeeesde 1977 (!!).

LEIAM – O Futuro dos Consoles Xbox: Uma Nova Era de Possibilidades

De alguma forma, a Kemco — produtora original dos games — conseguiu passar batida nos anos 90 ao lançar games de carro com o mesmo nome do programa — mesmo na Europa — mas no mundo globalizado atual isso ficaria difícil de passar batido sem alguns entraves legais.

A Piko Interactive, detentora atual dos direitos da série, resolveu trabalhar os games com os nomes japoneses. Como as roms japonesas não possuem diferença alguma entre as americanas além do logo/nome, eles simplesmente usam essas versões em todo relançamento moderno, como no portátil Evercade.

É a primeira vez que Top Gear 3000 é relançado, e a QUByte deu uns pulos pra se livrar de mostrar o nome original do game, mas isso será abordado mais a frente.

Créditos: QUByte

Emulação e desempenho

Os três games da coletânea rodam perfeitamente em qualquer plataforma. Afinal, são três jogos de Super Nintendo, não é mesmo?

Porém, na demo lançada ainda em fevereiro, Top Gear 2 estava com um problema sério no áudio do motor dos carros, soando em nada parecido com o game original. Ainda bem que isso foi consertado.

Top Gear 3000, famoso por ser difícil de emular por anos graças ao seu chip DSP-4, funciona sem problemas também.

Temos algumas poucas opções de imagem:

  • Normal: onde o jogo fica bastante pixelado;
  • Suave: onde a tela dá uma amaciada e deixa mais palatável ao se jogar numa TV de LCD moderna e gigante;
  • CRT: uma aberração que deixa a imagem toda trêmula, simulando uma tv com mau-contato. Evite a todo custo. Não era pra isso EXISTIR.

Além disso temos algumas coisas comuns como papeis de parede e possibilidade de esticar a imagem pela tela inteira, caso você seja algum tipo de louco.

Os controles funcionam bem e não percebi atraso de input, ou se tem, é algo quase imperceptível. É possível remapear os controles e dou graças a Deus por isso, já que acelerar com o TRIÂNGULO é algo totalmente fora da casinha desde 1990.

Créditos: QUByte

Apresentação visual

Uma bola fora é que o jogador não tem acesso aos menus dos próprios jogos. Tudo é feito através da interface da coletânea, como escolha de nome, marcha, campeonato e carro (em TG1). Depois disso, o jogo abre já na tela da corrida.

Entendo que foi uma tentativa de modernizar e padronizar o produto, mas parte da experiência é navegar pelos menus e isso foi tirado do jogador.

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Como exemplo disso em outra coletânea, podemos ver o caso do Street Fighter 30th Anniversary Collection, lançado pela Capcom em 2018. Lá tínhamos diversos jogos da série, emulados de diferentes máquinas de arcade.

A Digital Eclipse, desenvolvedora, optou por deixar todos os menus na interface “externa”, colocando o jogador já na tela de seleção de lutadores. Isso agiliza o gameplay, mas tira a experiência original dos jogos.

O mesmo acontece aqui em Top Racer Collection: temos as três roms dos jogos originais, mas não podemos usar seus menus ou mesmo o sistema de passwords dos games originais.

E aí que entra meu maior ponto de descontentamento com essa coletânea da QUByte. Os menus.

Créditos: QUByte

Menus feios

Como o h2 desse parágrafo já entrega, eu achei que a identidade visual da coletânea não condizem em nada com os jogos.

Esteticamente eles não casam com o que é apresentado nos jogos, pois usam menus estáticos, similares a algo visto em menus de DVD mais simples.

No fundo dessas telas temos carros renderizados em 3D que VAGAMENTE lembram o carro das capas do Top Gear 1 e 2, mas parecem algo tão genérico que eu ainda tenho minhas dúvidas se não foram feitos com IA.

E caso tenha sido isso, que pelo menos buscassem algo parecido com os jogos ou com a capa dos mesmos. Mas ao invés disso, temos menus com tons azuis predominantes que talvez pegam inspiração na estética dos menus do primeiro jogo, mas nossa… é tão vaga essa lembrança que considerar que isso foi algum template pronto da engine deles não seria tão fora da realidade.

Não só isso, mas as músicas usadas nessas telas antes de entrar nos jogos é genérica. Poderiam optar por rearranjos das canções dos jogos, já que são tão marcantes, ou mesmo usar as próprias músicas extraídas de cada um deles.

Mas não. O que temos são temas tocados em guitarra que não remetem a nenhuma trilha de nenhum dos três jogos. Uma escolha minimamente bizarra por parte da QUByte, que por ser brasileira, deveria entender o que esses jogos carregam de importante para quem gosta deles.

Créditos: QUByte

Outros detalhes negativos

Na página da comunidade de Top Racer Collection no Steam, os produtores pediram que déssemos feedback do que havia sido publicado na demo e eu consegui notar diversas coisas.

Algumas eles corrigiram antes do lançamento final, porém outras acredito que não terão solução. Seja por design ou por fugir do escopo/verba da QUByte. Algumas delas são:

  •  A falta de outros jogos antigos da série Top Gear. Temos alguns games no Nintendo 64 e no Game Boy. Isso sem falar da versão bizarra de Top Gear 2 para o Mega Drive, que apesar de ser péssima, faz parte da história da série.

Isso talvez – e é uma suposição minha – seja devido a falta de direitos sobre os jogos por parte da Piko, que provavelmente só possui os três games de SNES. Uma pena.

  •  Falta de tradução dos jogos em si. Isso é algo que eu acho BIZARRO para ser sincero. Eles fizeram todo um rom hack do primeiro game chamado “Top Gear Crossroads” — que nem vou me dar ao trabalho de abordar mais a fundo porque só tem quatro skins novas para os carros, baseadas no Horizon Chase 1 da Acquiris –, mas não tiveram a capacidade de traduzir as roms?

Os jogos possuem meia dúzia de linhas de texto, e eu acho simplesmente inaceitável que eles não se deram o trabalho de traduzir oficialmente cada um deles.

E para quem achar que seria muito complicado, saiba que eles já fazem um processo de edição na hora das roms, podendo ser evidenciado pelo fato de você poder editar seu nome fora do jogo e ele aparecer na tela de jogo dentro da rom.

Isso indica que alguma edição hexadecimal em tempo real está sendo feita e com scripts de Lua isso é facilmente feito hoje em dia. Aliás, muitas coletâneas fazem isso com jogos antigos e com jogos mais complexos, diga-se de passagem. Bola fora total.

Top Racer Collection
Créditos: QUByte

Pontos positivos

Além da já citada emulação, que é perfeita nos três games — mais o Crossroads que é só o Top Gear 1 de novo –, temos algumas coisas que são interessantes.

  • Modo online, podendo ser jogado por dois jogadores nos dois primeiros jogos e em até quatro jogadores em Top Gear 3000;
  • Save State, extremamente necessário caso o jogador não queira se frustrar nas corridas mais difíceis;
  • Conquistas/Troféus, que são bem difíceis de se completar, exigindo que o jogador chegue em primeiro em TODAS as corridas de TODOS os jogos;
  • Galeria com manuais e caixa dos jogos — ainda que em japonês;
  • Tocador de música, que apesar de não tocar nos menus, pode ser acessado no menu principal em uma tela separada;
  • Recriação da abertura do Top Gear 3000, já que ela não pode ser acessada durante o jogo devido a já citada escolha de tirar todos os menus originais. Essa abertura está traduzida em todas as línguas disponíveis e foi refeita fora da engine do jogo. É um easter egg interessante até
  • O tão falado Top Gear Crossroads. Pode ser um fator legal para alguns mas depois de jogar, vi que é só um romhack do original que apenas troca os sprites dos carros. O desempenho deles não muda e as pistas são as mesmas. Acredito que o tempo investido nisso deveria ter sido gasto com a tradução do jogo ou fazendo menus mais bonitos, mas coloco aqui como ponto positivo porque tem gente que amou esse raio desse Uno com escada em cima.

    Top Racer Collection
    Essa tela de seleção de carros ainda era da versão beta, mas mudou pouco no lançamento final. – Créditos: QUByte

Conclusão

Apesar das minhas críticas acima, Top Racer Collection AINDA É uma boa forma de contemplar esses três games em plataformas modernas.

Evidentemente que você pode só baixar as três roms e jogar em um emulador, mas pelos troféus e para ter os games oficialmente da única forma que é possível hoje em dia sem ser comprando um cartucho velho, acho que é completamente aceitável, principalmente nos consoles.

Ainda temos alguns extras, como troféus. Alguns desses inclusive, fazem referência ao forró da banda Total Mix, que usou a primeira canção do Top Gear 1 como base para uma de suas músicas.

Se você quer matar saudade e tem um console aí na sua sala ou deseja ter tudo de forma oficial, Top Racer Collection é para você.

Nota Final: 6/10

___________________________________________________
Esta análise foi escrita usando uma cópia do jogo para PlayStation 5, gentilmente cedida pela produtora.
Top Racer Collection está disponível no PC (Steam), PlayStation 4, Playstation 5, Xbox e Switch.

 

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O que eu joguei em 2023 | Tony Horo https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/01/16/o-que-eu-joguei-em-2023-tony-horo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/01/16/o-que-eu-joguei-em-2023-tony-horo/#respond Tue, 16 Jan 2024 21:25:52 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=15853 Um ano de esvaziar o backlog Como vocês estão, amigos? Em um ano que escrevi muito menos para o site, ainda assim consegui jogar bastante coisa, fechando a lista com 32 jogos zerados. Aqui você já sabe o esquema: postamos a lista dos jogos que jogamos com um breve review. Assim, você pode ver o […]

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Um ano de esvaziar o backlog

Como vocês estão, amigos? Em um ano que escrevi muito menos para o site, ainda assim consegui jogar bastante coisa, fechando a lista com 32 jogos zerados.

Aqui você já sabe o esquema: postamos a lista dos jogos que jogamos com um breve review. Assim, você pode ver o que te interessa na lista e comentar depois se vai jogar ou jogou cada um dos citados.

A temática desse ano pra mim foi de “esvaziar o backlog“; muita coisa que eu havia planejado jogar há anos finalmente saiu da geladeira e eu fui até o final, priorizando coisas antigas na frente de jogos mais modernos, que também tiveram seu espaço.

Estatísticas

Desde que montei meu PC em 2021, minha mentalidade sobre jogar na frente de um monitor mudou bastante.

Antes era algo que eu abominava, já que trabalho de home office. Hoje em dia, eu jogo muito mais no PC do que nos próprios consoles e isso se dá devido a facilidade de configurar um controle ou um emulador, e até mesmo modificar jogos de PC para que rodem ao meu agrado.

Isso claro, sem falar no preço muito mais convidativo para a maioria das coisas.

Assim, dos 32 jogos que zerei esse ano, as plataformas que joguei cada um foram:

  • PC: 15 jogos
  • PlayStation 5: 5 jogos
  • Switch: 4 jogos
  • Super Nintendo: 3 jogos
  • NES, GBA, PSP e Saturn: 1 jogo cada.

Sobre o gênero dos jogos, quem me conhece já sabe que não tem muita surpresa:

  • RPG: 6 jogos
  • Corrida: 5 jogos
  • Plataforma 2D, Plataforma 3D e Action Adventure: 4 jogos cada
  • Ação e FPS: 3 jogos cada
  • Beat n’ up: 2 jogos
  • Metroidvania: 1 jogo.

Existem alguns jogos que vão aparecer como menções honrosas no final, pois foram jogos sem fim ou que joguei bastante mas não zerei, e eles não entraram na estatística.

Assim que eu anoto tudo

Agora, vamos à lista:

1) Bright Memory: Infinite

Um FPS chinês curtinho e bem competente. Foi o meu primeiro jogo do ano, que zerei exatamente no dia 1º de janeiro. Foi o game que me fez clickar finalmente com a ideia de botar um headset e jogar um fps no PC, no silêncio do meu quarto.

Graficamente é bem bonito, a menos que você esteja jogando no Switch, que tem um port bem feio. A história se passa numa China futurística e você joga com uma garota de anime gostosa que mata todo mundo usando espada e muito tiro. Pela sua duração, eu recomendo pra quem quer botar um pezinho no gênero FPS.

Plataforma: PC
Gênero: FPS
Data que zerei: 01/01/2023
Nota: 7/10

 

2) Donkey Kong Country 3: Dixie Kong’s Double Trouble!

Clássico que não precisa de apresentações. Ultimamente tem se falado bastante em como o DKC3 é “mau visto” e isso é algo que tá sendo absorvido de gringos, pois no Brasil todo mundo gostava do Donkey Kong 3 tanto quanto dos outros dois.

Obviamente ele não é tão bom quanto o segundo game, mas isso é questão de gosto. É difícil bater de frente com o visual e temática pirata do DKC2, principalmente com a escolha de fazer o jogo se passar numa espécie de Canadá de macacos. O Kiddy Kong com certeza foi uma ideia muito doida que só poderia ter saído da mente de ingleses nos anos 90.

Apesar desse macaco gordo ser chato, o gameplay dele é igual ao do Donkey Kong, que por sinal nem aparece no jogo se você não fizer 103% e conseguir o final verdadeiro.

Inclusive esse jogo foi minha primeira “platina” da vida (antes mesmo desse conceito existir), pois eu fiz essa porcentagem láaaa em 2001, com meus 10 anos de idade. Dessa vez em 2023, eu só zerei sem pegar tudo, durante as lives em twitch.tv/horojoga.

Plataforma: SNES
Gênero: Plataforma 2D
Data que zerei: 02/01/2023
Nota: 9/10

3) Crisis Core: Final Fantasy VII Reunion

Um clássico do PSP, remasterizado e melhorado para a geração atual. Melhoraram o combate bastante, e agora ele está mais parecido com, digamos, Kingdom Hearts 2 em termos de agilidade e jogabilidade. A versão que joguei, no PS5, roda em 60 FPS travados, o que melhora muito a fluidez de tudo.

A história é muito legal de acompanhar, porém as missões são curtas e até repetitivas devido a sua origem portátil. A coisa era tão repetitiva nas side-missions que eu desisti da platina, mesmo sendo totalmente “fazível”, devido a chatice de repetir várias missões parecidas. É um bom jogo para acompanhar o remake do game principal.

Plataforma: PS5
Gênero: RPG
Data que zerei: 02/01/2023
Nota: 7,5/10

4) Need for Speed Underground

Um que estava no meu backlog desde os tempos de lan house. Dessa vez finalmente consegui ir até o final, e acredito que foi o primeiro jogo de corrida, tirando Mario Kart, que realmente vi os créditos no final (spoiler: não foi o único esse ano).

É um game que marcou bastante no seu tempo, e eu pessoalmente prefiro ele que o segundo Underground, visto que aqui não temos o chatíssimo mundo aberto, que pra mim não tem lugar em jogos de corrida.

Uma pena que, lá pro final, o jogo começa a abusar do rubber-banding. Pra quem não sabe, isso é algo que fazem em jogos de corrida, onde os carros do computador simplesmente andam em velocidades acima do normal, para sempre estarem próximos de você – ou muito a frente.

Mesmo com tanto ROUBO, eu consegui fazer as cento e tantas corridas nele e me diverti muito.

Plataforma: PC
Gênero: Corrida
Data que zerei: 11/01/2023
Nota: 8/10

5) Fight n’ Rage

Um joguinho de briga de rua bem competente, com gráficos estilizados e que dá uma sensação bem gostosa durante o combate. Joguei com um amigo aqui e a gente zerou em um dia. Caso você queira algo diferente no gênero, pode tentar esse.

Plataforma: Switch
Gênero: Bean n’ up
Data que zerei: 17/01/2023
Nota: 7/10

6) Duck Tales Remastered

Outro que estava perdido no meu backlog desde os tempos de PS3. Ele ainda está a venda na Steam, e isso me fez adquiri-lo logo antes que a Disney suma com o jogo da loja.

Eu nunca joguei o original, visto que quando comecei a jogar videogame, eu peguei tudo do SNES para frente e nunca fui muito atrás de coisas do NES, tirando os mais óbvios tipo Mario e Mega Man.

Aqui temos um remake muito bem feitinho, com melhorias em diversas partes, mas em nenhum momento facilitaram o gameplay: temos um jogo difícil PRA CACETE, e apesar de ter poucas fases, acredito que um jogador normal vai querer passar de uma ou duas fases por dia e deixar o Tio Patinhas descansar por umas horas, pois é BEM difícil e estressante.

Quando zerei, senti uma sensação de conclusão muito boa. Caso queira dificuldade em um jogo de plataforma, pode ir nesse.

Plataforma: PC
Gênero: Plataforma 2D
Data que zerei: 20/01/2023
Nota: 7,5/10

7) Portal with RTX

E já que estamos falando de backlog, vamos falar de Portal.
Na verdade, na verdade. Eu já havia zerado Portal no meu notebook da CCE láaaa em 2011, mas a performance era horrível e eu não lembrava de nada.

Dessa vez, com uma RTX 3060, eu consegui até botar um mod que adiciona raytracing ao jogo, que deixou tudo muito bonito e moderno.

Os puzzles são muito bem feitos e a Glados tem uma personalidade divertida que faz o ambiente — bem repetitivo — não parecer monótono. A Valve quando fazia jogo acertava demais.

Plataforma: PC
Gênero: FPS (naquelas)
Data que zerei: 15/02/2023
Nota: 8,5/10

8) Ys VIII: Lacrimosa of Dana

Nos últimos anos, eu virei um grande apreciador dos jogos feitos pela Nihon Falcom. É uma empresa japonesa meio desconhecida por nós, mas que produz diversos jogos com investimento até baixo para os padrões atuais, mas que sempre entrega um gameplay gostoso e narrativas memoráveis.

Ys VIII saiu primeiro no Vita anos atrás, e mesmo eu tendo um portátil desse, preferi adquirir a versão de PS5, na época que o suposto pai dos pobres ainda não tinha fodido com as importações (obrigado, Lula!).

É um RPG de ação muito legal que se passa em uma ilha gigantesca, e você deve explorá-la aos poucos para ir desvendando os mistérios ao redor do lugar e de seu passado.

O combate gira em torno da sua party que tem 3 personagens, e cada um tem um tipo diferente de ataque que é efetivo contra alguns tipos de inimigos.

É super intuitivo e divertido. Sem falar na história que, mesmo longa, é muito marcante e lembra bastante os RPGS da Square dos anos 90.

Plataforma: PS5
Gênero: RPG
Data que zerei: 22/03/2023
Nota: 9/10

9) Sonic Adventure

Um clássico do Dreamcast que zerei novamente esse ano. Ainda não tive coragem de fazer a campanha dos outros personagens, mas pretendo voltar a ele eventualmente, talvez esse ano.

Para um primeiro jogo 3D da série, até que o jogo é bem competente. Alguns momentos de exploração são bem esquisitos, mas há de se dar uma trégua, afinal é um jogo que começou a ser feito lá pra 1997.

Dá pra zerar em uns 3 dias sem jogar por muitas horas, e por isso eu sempre recomendarei ele como um dos melhores do Dreamcast. A versão do PC está bem melhor que em anos atrás, e agora suporta até controles, vejam só.

Plataforma: PC
Gênero: Plataforma 3D
Data que zerei: 25/03/2023
Nota: 7,5/10

10, 11 e 12) Toree 3D, Toree 2 e Toree Genesis

Três joguinhos similares que poderiam ser apenas um jogo só com capítulos diferentes.
São indies muito bem feitinhos onde você deve saltitar por plataformas até o final das fases.

O que mais me impressiona é que o visual dele é bem bonito, pegando como inspiração jogos do início do PS1, mas do nada tem uns jump scares e coisas meio macabras que aparecem no meio das fases.

Inclusive, até tinha um pai reclamando disso na página do jogo na Steam. Coitado.

Plataforma: PC
Gênero: Plataforma 3D
Data que zerei: 07/04, 11/04 e 12/04/23
Nota: 7/10

13) Grandia

Um absoluto clássico, que finalmente tirei do meu backlog. Anos atrás, eu havia adquirido uma versão repro do game para o Sega Saturn, mas só tive paciência e disposição de jogar no PC mesmo, com todas as facilidades que a versão proporciona, como: áudio em japonês nativo, 16:9, resolução maior dos cenários e framerate menos bunda.

A história é muito divertida e lembra os animes de aventura dos anos 90. O combate da série é maravilhoso e dá muita vontade de ir atrás de batalhas, diferentemente de muitos JRPGS que tem por aí até hoje.

Já havia zerado o Grandia 2 no Dreamcast uns anos antes, mas o primeiro jogo da série também é muito legal. Sinceramente uma das melhores experiências que tive esse ano.

Plataforma: PC
Gênero: RPG
Data que zerei: 10/04/2023
Nota: 9/10

14) Yakuza 6

Olha, o tanto que falaram mal do jogo e da engine dele na época que eu ainda estava jogando o Kiwami 2 — que por sinal foi feito depois do 6 — me fizeram entrar nesse aqui com muito pé atrás.

Não bastasse isso, mas também foi uma luta superar a trilogia do PS3 (3, 4 e 5), já que eram jogos enormes, onde a história ficou tão inchada que confesso que só terminei porque gosto muito da série.

Aí imagina minha surpresa quando vi que o 6 é um jogo muito mais contido. Apenas um protagonista, duas cidades, conteúdo bem mais limitado em relação ao monstro que é Yakuza 5 e adivinha: isso foi bom!

Temos um jogo bem focado na história de Kiryu e na Haruka, sua filha adotiva, que agora é adulta e arrumou um problema muito sério que infelizmente contradiz todo seu arco do último jogo.

Mas nada disso importa, pois a graça é meter a porrada em todo mundo. A Dragon Engine, usada nesse jogo e em mais alguns da série após esse, fez um belo trabalho, modernizando o visual e a física do game em relação ao jogo anterior.

Está sempre barato em várias plataformas, e apesar de ser o fechamento (até então, na época) da saga do Kiryu, acredito que é uma boa porta de entrada para a série original, antes dela virar JRPG no jogo numerado seguinte.

Plataforma: PS4 
Gênero: Action Adventure
Data que zerei: 23/04/2023
Nota: 8/10

15) Legend of Zelda: Tears of the Kingdom

Fiz um review em vídeo desse jogo que você pode assistir aqui:

A continuação do melhor jogo de Switch até hoje, chegou com ambições gigantes de melhorar e expandir tudo que foi feito no jogo anterior.

Nessa continuação direta, todos os poderes que Link usou no game anterior foram descartados, dando espaço para novas habilidades. A maioria delas agora gira em torno de interagir e construir objetos, como planadores, carrinhos, barcos e qualquer outra parafernália que venha na sua cabeça e o jogo permita que seja feito.

Não é uma mecânica muito legal para todos, obviamente. Tem gente que gosta apenas de usar as ferramentas que o jogo proporciona, ao invés de construir suas próprias soluções. Assim, o game já deixa alguns objetos meio que prontos para serem usados na hora certa, de forma que a aventura nunca fica travada.

Agora Hyrule não é o único ambiente explorável: temos o céu e suas ilhas e, infelizmente, o subsolo.

Essa parte do subsolo é muito chata ao meu ver, pois a visualização é baixa e várias vezes me vi batendo cabeça em paredes, que impedem a progressão do jogador. Isso ocorre porque o mapa do subsolo foi feito para ser explorado em pedaços, onde Link deve mergulhar de Hyrule pra baixo em pontos diferentes. Ou seja, não dá pra descer e andar livremente por lá até liberar o mapa todo.

Fora isso, é um jogo bem competente, mas acredito que deixou um gostinho de que tentaram enfeitar demais o pavão que já era bem bonito. Jogue Breath of the Wild antes desse.

Plataforma: Switch
Gênero: Action Adventure
Data que zerei: 18/05/23
Nota: 8/10

16) The Legend of Zelda

É isso mesmo. Não tem subtítulo porque eu realmente zerei o primeiro Zelda. E vou contar pra vocês, viu. É um jogo DIFÍCIL.

Não só porque os jogos da época não te carregam nas costas, mas porque a exploração é cheia de coisas ocultas que provavelmente foram pensadas para jogadores ficarem meses discutindo e descobrindo coisas novas, como a caverna secreta que só aparece se você queimar um arbusto bem específico numa área do mapa onde não há nenhum indicador para tal.

Não só isso, mas a última dungeon é um labirinto digno de sessões de tortura, e seguir por ela sem um guia é simplesmente perder tempo.

Consegui fazer uns 75% do jogo sem detonado, mas o final simplesmente exigiu que eu fosse atrás de alguma forma de terminar sem desistir. É muito divertido, não se engane, mas é algo que eu não faria de novo.

Apesar que, logo após terminar, eu fui atrás dos BS Zelda no SNES, que usam um mapa parecido com o deste jogo mas com algumas mudanças. Esse sim eu larguei, lol.

Pelo menos tirei isso do meu backlog.

Plataforma: NES
Gênero: Action Adventure
Data que zerei: 26/05/2023
Nota: 8/10

17) Ravenlok

Uma espécie de metroidvania bem bonitinho e estiloso cujo review você pode ler aqui.
No texto que escrevi sobre ele, chamei “zeldavania”, pois ele tem características de combate mais parecidas com o jogo do Link do que com o jogo da Samus.

A historinha é bem simpática e a progressão faz você sempre querer continuar a exploração para tentar zerar logo. Eu peguei “platina” nele, mas como o jogo é da Epic Store, isso não serve nem pra tirar onda com ninguém.

Competente. Se achar em promoção ou simplesmente gostar do visual. Dê uma chance.

Plataforma: PC
Gênero: RPG
Data que zerei: 04/06/23
Nota: 7,5/10

18) Final Fantasy IV

Final Fantasy IV foi um jogo que eu adquiri pela primeira vez no PS1, numa versão mal gravada que rodava pior que o disco original. Nunca fui muito longe quando criança nessa versão original.

No começo da minha vida adulta, comprei um Nintendo DS Lite e joguei a versão com gráficos 3D, que também bati na trave; joguei até 3/4 do jogo, mas por sei lá que cargas d’água eu dropei. Era uma síndrome que eu tinha até meus 25 anos, de nunca terminar um JRPG.

Hoje em dia, além de ter terminado vários daquela época, também tirei esse do backlog. Dessa vez com a bonita versão Pixel Remaster.

Essa versão trouxe melhorias que vão muito além do básico; dá pra duplicar a experiência ganha por luta, aumentar o dinheiro (nunca usei) e também tirar os inimigos do mapa para facilitar a exploração.

Não tenha vergonha de usar essas coisas, afinal de contas, somos todos pessoas ocupadas e, sinceramente, o jogo não fica mais fácil por causa de nada disso. Cortar o tempo do grinding é deixar o jogo mais prazeroso, e isso ajuda a apreciar melhor a história.

Confesso que 1/4 final do jogo — que não havia terminado no DS lembra — não é tão agradável, e a última dungeon é tão chata quanto a maioria das dungeons finais de JRPGs dessa época.

Não foi um jogo tão memorável assim, mas eu me diverti com ele o suficiente pra ir até o fim. Recomendo ir atrás do Pixel Remaster do V e do VI. São jogos com gráficos e histórias mais legais.

Plataforma: Switch
Gênero: RPG
Data que zerei: 04/06/23
Nota: 7,5/10

19) Mega Man: Maverick Hunter X

Um clássico absoluto. Esse remake do Mega Man X original, não levou nem o nome Rockman/Mega Man no Japão, sabiam? Lá, o jogo se chama apenas Irregular Hunter X, que virou o subtítulo no ocidente (onde Irregular é o nome japonês pra Maverick).

Ouso dizer que é o melhor jogo do PSP de longe. Sendo um remake praticamente 1:1 do game original, trocando a posição de alguns itens chave e adicionando elementos de história e gameplay no pós-game.

Uma coisa que me irritou muito foi saber que por causa do merda do Keiji Inafune, não tivemos o Zero jogável nessa versão. “Seria muito óbvio”, ele disse na época. Ele realmente é o pior produtor que já trabalhou na Capcom.

Ao invés do Zero, podemos jogar a campanha com o Vile, o robozinho que serve como primeiro chefe do jogo original.

Sinceramente nunca animei de jogar com ele. A progressão é mais lenta, e o Vile parece um tanque. Sem variações e armas nem tão legais. Seria melhor ter o Zero mesmo.

Plataforma: PSP
Gênero: Plataforma
Data que zerei: 14/06/23
Nota: 9,5/10

20) Final Fantasy XVI

Por incrível que pareça, Final Fantasy 16 foi a ovelha negra do meu ano. Estive muito empolgado com ele antes do lançamento. Fiz compra antecipada. Procurei jogar a demo antes do jogo. Fiz tudo.

E sabe o que aconteceu? Achei o jogo horroroso. O combate até que é legal, porém uma série de RPG como FF merecia um jogo que abraçasse mais suas origens, ao invés de tentar agradar um público ocidental, com muitas influências de Game of Thrones, que estava sendo exibido enquanto eles ainda estavam desenvolvendo o game.

A narrativa também é cansada; Clive é um protagonista modorrento, e seu irmão é até ligeiramente mais interessante, porém não jogamos com ele em momento algum, assim como Cid. Esse, é o melhor personagem do jogo, e ele deixa a história muito mais cedo do que esperávamos.

O vilão final também aparece do nada nos últimos capítulos, e a narrativa, que de início contava uma trama de impérios e reinos se enfrentando, dá lugar a algo totalmente mais fantástico do que o que fora apresentado até então. Tudo isso apenas para escalar a reta final do jogo para um nível mais “final fantasyzesco”, mas que não se encaixa com o restante da história.

A ausência de dungeons bem elaboradas e um mapa com exploração mínima, fez com que Final Fantasy XVI fosse pra mim não só a maior decepção do ano, mas também o pior Final Fantasy que já joguei.

Plataforma: PS5
Gênero: Ação
Data que zerei: 17/07/23
Nota: 6/10

21) Sonic Frontiers

Para limpar o palato do meu já vendido Final Fantasy 16, resolvi me aventurar no mais novo jogo do Ouriço.

Dessa vez a tentativa foi renovar a série transformando o jogo do raio azul em Zelda Breath of the Wild, basicamente.

Porém, estruturalmente o game não oferece os mesmos nuances que BotW tem, onde o jogador encontra naturalmente pontos de interesse no mundo aberto, optando por marcações no mapa que surgem no raio de outros objetivos que você encontra.

Obviamente que é um jogo bem mais ágil que o Zelda de Switch, e por essa razão não daria para fazer um jogo realmente idêntico. E nem deveriam, pra ser sincero.

Tem algo muito legal nesse Sonic Frontiers, que é quando você apenas vai perambulando no mapa, pulando em molas e corrimãos, sem pensar direito para onde deve ir, e sempre se acha alguma coisa nova.

Além disso, os ataques do Sonic são muito variados e podem ser melhorados com uma árvore de progressão que sinceramente, não tem lugar nesse jogo e só botaram porque outros jogos fazem. É sério; na METADE do jogo, você já tá com pontos infinitos sobrando pra distribuir e não tem como gastar porque não tem mais o que upar.

Uma crítica adicional é o cenário bem morto e com um filtro azulado que lembra os filmes da série Crepúsculo, sem falar em algumas lutas com chefes que — no padrão Sonic — são totalmente bugadas. Zerei esse no Hard e foi bem mais divertido do que se eu tivesse jogado no modo Normal.

Não é um jogo perfeito, nem de longe, mas a Sega está no caminho certo para fazer uma continuação muito mais colorida e com as arestas aparadas.

Plataforma: PS5
Gênero: Action Adventure
Data que zerei: 13/08/2023
Nota: 7,5/10

22 e 23) Horizon Chase 2

 

Fiz um review em vídeo desse game no Youtube, confere lá

A continuação de um dos jogos que MAIS ESCREVI TEXTO AQUI NESSE SITE. Sério, benzadeus, acho que fiz review de 90% de tudo que saiu de Horizon Chase 1 aqui no arquivos do woo lol.
Mas dessa vez, estamos falando de sua continuação que chegou para todos os consoles esse ano.

A galera brasileira da Aquiris foi adquirida pela Epic e antes que virassem um estúdio pra fazer asset de Fortnite (não pensem que isso não vai acontecer), eles entregaram o que pode ser talvez seu último jogo pessoal.

O design retro com polígonos sem textura deu lugar a um jogo de corrida 3D normal. A jogabilidade arcade, similar a Top Gear se manteve, mas graficamente o jogo está muito moderno, lembrando algo que poderia ter saído no PSP, por exemplo.

Senti falta de mais personalidade nos carros; são bem menos que no jogo anterior, e eles são apenas carros genéricos bonitos. Não temos mais o Uno da firma e nem outros carros que remetem a outras franquias famosas.

A trilha sonora conta novamente com Barry Leitch, compositor da série Lotus/Top Gear, mas ouso dizer que são mais do mesmo ouvido no primeiro Horizon Chase, porém menos memoráveis.

É um jogo que apesar de mais bonito, perdeu a personalidade no caminho.

Ah, você deve estar se perguntando porque eu joguei no Switch E no PC depois. Bem,  é porque a performance no Switch é horrorosa. Diferentemente do primeiro jogo que roda a 60 FPS cravadinho no console da Nintendo, esse aqui não consegue se manter a 30 FPS sem dar umas quedas. É bem triste, visto que muita gente comprou o primeiro game no Switch e a sua versão do segundo jogo merecia mais carinho.

Plataforma: Switch e PC
Gênero: Corrida
Data que zerei: 20/08/23 (Switch) e 25/08/23 (PC)
Nota: 7,0/10

24) Grand Theft Auto IV (GTA 4)

Quando GTA 4 saiu, eu estava totalmente fora de consoles. Não lembro direito o que estava fazendo na época além de estudar, mas provavelmente eu jogava apenas coisas japonesas que gravava em casa pro meu velhinho PS2, e nem acompanhava as novidades da indústria na época.

Assim, quase toda aquela geração PS3/Xbox 360 passou batida por mim até 2012, quando adquiri meu PS3 tardiamente e pude aproveitar bastante coisa, mas não GTA 4.

Inclusive, dos jogos numerados, eu zerei o 5, depois o 3 e agora finalmente o 4. Totalmente fora de ordem, né? Imagina se eu te contar que nunca terminei Vice City e sequer JOGUEI o San Andreas, lol.

Aqui, Niko veio de um país balcã atrás do sonho americano, mas tomou na tarraqueta ao descobrir que seu primo Roman, que dizia estar vivendo bem, na verdade era um fodido que trabalhava com táxis em Liberty City.

Niko, que era velho de guerra (literalmente), começa a se envolver com a máfia local e fazendo um crime aqui, e outro acolá, acaba subindo nos rankings e a trabalhar pra gente mais braba e influente.

Pra época até que foi um jogo legal. Tem muito menos conteúdo que os jogos de PS2, pois focaram em trazer o universo da série para algo mais realista, e conseguiram.

Porém, a cidade é um cu pra navegar; ruas apertadas, direção do carro muito realista pro seu próprio bem e combate (tanto em mãos quanto de tiro) bem ruins para um jogo com tamanho investimento.

A versão de PC que joguei já vem cheia de guerigueri pra rodar a 60 FPS cravados e gráficos bonitos, mas sei que na época ninguem jogou assim. Foi uma experiência até que divertida, mas nada que me faça querer jogar de novo um dia.

Plataforma: PC
Gênero: Ação
Data que zerei: 09/09/23
Nota: 7,5/10

25) Half-Life

E continuamos com a sequência de esvaziar o backlog do Tony!
Dessa vez, eu fui atrás do tão falado FPS mais perfeito de todos os tempos. Direto de 1998 para meu PC moderno em 2023, Half-Life foi o jogo que fez você poder comprar jogos no PC numa única loja hoje em dia.

Confesso que esse jogo eu comecei em JANEIRO, mas fui degustando ele em doses homeopáticas ao longo do ano, pois eu acho que é uma experiência muito longa e que eu não tenho foco suficiente pra jogar um jogo de tiro por tanto tempo sem enjoar.

Assim, eu passava uma fase ou outra e voltava à ele depois de semanas. Funcionou, pois eu fui até o fim e me diverti bastante.

Ao contrário do que eu achava antes de jogar, HL não é um jogo de tiro puro, como Unreal ou Quake, que são contemporâneos dele, e sim algo que tem elementos de narrativa ambiental — sem cutscenes em vídeo, tudo na engine do jogo enquanto você controla –, além momentos de puzzle bem-feitos e partes de plataforma.

Essa última característica infelizmente é muito ruim, e seu último capítulo, XEN, é odiado por todos até hoje.

Eu joguei com um mod bem legal de raytracing que é leve suficiente para rodar em placas como a RTX 3060, que não aguentam o tranco de jogos com traçados de raio mais pesados.

Existe também o remake chamado Black Mesa, que moderniza o jogo para algo como se tivesse sido feito lá pra 2010, e reformula totalmente o capítulo final para que ele seja mais aceitável. É legal jogar essa versão remake somente depois de apreciar o game original, porém.

Plataforma: PC
Gênero: FPS
Data que zerei: 10/09/23
Nota: 8/10

26) Chrono Trigger

Chrono Trigger é um marco na vida de muitas pessoas. Eu infelizmente não joguei na época, muito menos joguei na sua primeira renascença, quando as pessoas começaram a conhecer o game aqui no Brasil via emulação.

Em sua segunda renascença, no DS, com nova tradução — tanto para português por fãs quanto para inglês — muita gente também zerou o jogo, que dessa vez vinha com mais conteúdo extra.

Porém, eu também na minha sina de não zerar RPGS que já falei mais acima, também não cheguei no final. Aliás, eu CHEGUEI no final, mas não matei o chefe.

Dessa vez foi diferente. Comprei o jogo pela segunda vez — a primeira foi um cartucho repro pra SNES que também não zerei lol –, na Steam. PAGAR pelo jogo era talvez a motivação que me faltava.

Fui do começo ao fim, fazendo live às vezes mostrando meu progresso. Li a história com calma, absorvi cada diálogo de cada NPC das cidades, sem passar direto por eles. Entendi os nuances da narrativa, treinei minha party até a exaustão e fui atrás de cada um dos TREZE finais do game.

Sim, eu fiz tudo. E com isso, tive a melhor experiência com um JRPG na minha vida. Cada momento que fiquei jogando aqui no meu PC, usando fone e com as pernas cruzadas na cadeira, foi maravilhoso e divertido.

Fechei essa lembrança tatuando o C de seu logotipo no meu antebraço. Uma lembrança que quero ter para sempre no meu braço. E no meu coração.

Plataforma: SNES (versão para PC)
Gênero: RPG
Data que zerei: 26/09/23
Nota: 11/10

27) Spider-Man 2

Continuação do aclamado jogo de PS4, Spider-Man 2 melhora muito em termos de gameplay o que foi apresentado no primeiro jogo e em Miles Morales.

Com a vantagem do PS5, temos um jogo que usa Raytracing em seus gráficos obrigatoriamente, mesmo no modo performance, que pode atingir 60 FPS sem perda de quadros com o uso da tecnologia.

O combate está tão ágil quanto nos jogos anteriores, e foi melhorada muita coisa na exploração, como o teleporte. Agora podemos ir para qualquer área do mapa, desde que sejam feitos alguns objetivos na área para qual se queira ir.

A história porém está muito fraca. Peter foi reduzido a um fracassado, e literalmente todo mundo sabe mais do que ele. No fim, ele larga o manto de Aranha e deixa tudo nas mãos do Miles. É meus amigos, eles vão forçar isso até você aceitar.

O jogo é muito bom se você ignorar a narrativa ignóbil. Por sorte, ele vendeu pouco. Talvez o hack que fizeram na Insomniac foi merecido, sei lá. Eu não gosto desse jogo, mesmo sendo bom de jogar.

Plataforma: PS5
Gênero: Ação
Data que zerei: 09/11/23
Nota: 7/10

28) Super Mario RPG

Outro jogo cujo cartucho eu tenho desde muitos anos, porém nunca tentei me aventurar nele realmente. Dessa vez, com o lançamento iminente do seu remake, eu tive que de uma vez por todas terminar o original.

É um jogo que sempre teve um status de lendário entre os jogadores, mas sinceramente duvido que a maioria das pessoas realmente tenham jogado ele em sua totalidade.

É sim um RPG bem bonitinho e diferente para o SNES, com seus gráficos pré-renderizados a lá Donkey Kong Country, mas as cores são muito saturadas e o contraste é muito alto, tirando um pouco do brilho colorido dos outros jogos do Mario.

Além disso, o combate é bem feijão com arroz, mesmo para a época. Temos sim uma interação de timing que o jogador deve apertar o botão de ação na hora que o golpe encaixa, e isso tira bastante a monotonia do combate, mas não é suficiente para carregar as suas 16~20 horas de gameplay sem tanta exploração e variedade.

Os puzzles não são tão convidativos também, sem falar que os segredos do jogo são absurdamente “secretos” mesmo lol

Não estou reclamando disso, mas é bizarro como muitas das coisas escondidas no jogo estão em blocos transparentes sem indicação no mapa, e cabe ao jogador ficar pulando que nem um LOUCO por todos os lugares caso ele queira achar essas coisas.

Eu zerei sem nada disso e me dei por satisfeito. Não foi tão ruim mas pelo tanto que falaram a vida toda sobre esse jogo, eu achei que seria MUITO mais.

Plataforma: SNES (emulado no Switch)
Gênero: RPG
Data que zerei: 26/11/23
Nota: 7,0/10

29) Mega Man Zero

Um dos jogos — senão o mais — difícil do Gameboy Advance. Mesmo que seu gameplay seja bem similar a série X, parece que o pessoal da IntiCreates queria comer o cu de quem tá lendo, afinal, é um jogo que tortura o jogador.

Duvido que qualquer ser humano zerou esse jogo sem save state, pois é algo totalmente fora da realidade de um ser humano normal. Ainda mais se o cara tentou jogar isso num GBA normal sem iluminação traseira e à pilha.

Eu mesmo tentei jogar várias vezes no DS e no GBA SP e é intragável devido a falta de ergonomia e/ou de botões mesmo, no caso do GBA.

Aqui na versão do remaster, eles facilitaram bastante coisa, colocando checkpoints durante as fases, o que já tira um pouco da PUTARIA que esse jogo é, sem facilitar demais, como seria se simplesmente tivessem liberado save states em qualquer lugar.

Foi um desafio e tanto mesmo assim, e eu fiquei feliz de finalmente ter terminado pelo menos o primeiro dos quatro jogos da série Zero. Tão cedo não quero jogar o segundo pra não passar raiva.

Plataforma: GBA (versão Zero/ZX Collection no Switch)
Gênero: Plataforma 2D
Data que zerei: 10/12/23
Nota: 7,5/10

30) Split/Second

Daqui pro final do ano eu fui só na marolinha. Depois de tanto jogo longo e difícil, resolvi fechar o ano na molezinha e na maciota, como já dizia o grande Toguro mais novo.

Split/Second é um jogo de corrida na pegada de Burnout, mas o diferencial é que você não consegue destruir seus inimigos na porrada; o lance aqui é apertar um botão que ativa uma armadilha na frente do corredor adversário, no melhor estilo Dick Vigarista.

A proposta até que funciona bem, mas em vários momentos você simplesmente não tem o que fazer para alcançar um carro adversário, já que nem sempre tem uma armadilha na pista para ser usada. Fora o timing pra ativá-la na hora exata que o carro do adversário passa.

Ainda assim, não é tão frustrante quanto poderia ser, se você parar pra pensar. A IA é ajustada de forma que o jogo sempre te dê uma facilitada para acertar os outros corredores, mas nunca é certo.

A sensação de velocidade é boa, ainda mais se você conseguir fazer funcionar um mod que deixa o jogo rodar a 60 FPS, visto que o port de PC é tão porco que não tem como fazer isso nativamente.

Comprei baratinho na Nuuvem e até que valeu à pena, mas eu sou um cracudo por jogos de corrida desse estilo, e já já vocês vão ler que não foi minha pior escolha do gênero.

Plataforma: PC
Gênero: Corrida
Data que zerei: 02/01/2023
Nota: 7,0/10

31) Nekketsu Oyako

Um belo dia de dezembro eu SURTEI e resolvi ligar o Sega Saturn, já que recentemente adquiri um controle sem fio da 8bitdo no formato do Mega Drive, mas que serve perfeitamente pra jogar o console de 32 Bits da Sega.

Não tava a fim de jogar nada muito complexo, então fui nesse beat n’ up MALUCO chamado Nekketsu Oyako, onde tu controlas uma família de SEQUELADOS que bate nos outros na rua e até mesmo dentro de uma baleia (?). Sim, não tô exagerando.

A versão de Saturn roda um pouco mais lenta, mas parece que foi melhorada em relação a de PS1. É um jogo bem fácil e jogando pela primeira vez, eu consegui chegar no último chefe sem perder todos os continues.

Se quiser algo diferentinho, pode tentar esse. No Saturn não tem muitos beat n’ ups mesmo e foi uma tarde divertida.

Plataforma: Saturn
Gênero: Beat n’ up
Data que zerei: 26/12/2023
Nota: 7,0/10

32) Ridge Racer Unbounded

Lembra quando falava de Split/Second há 1 minuto de leitura atrás e que aquela não seria a pior escolha do gênero nesse ano? Então, rapaz.

Eu como disse, sou um cracudo por jogos de corrida arcade, e fui atrás de algo que já sabia que poderia me decepcionar. Feito pela Bugbear Studio, esse Ridge Racer só leva o nome da franquia da Namco, numa tentativa patética de renovar a marca com o público ocidental.

Isso era uma característica muito comum na época; empresas japonesas achando que precisavam fazer um jogo cinza e realista para vender mais no ocidente.

Olha, sinceramente, esse jogo parece que foi mijado. Tudo é laranja e escuro, como se a pessoa mijando tivesse pego cólera e gota no mesmo dia.

Não obstante, a dirigibilidade é bem dura, e volta e meia seu carro trava e não consegue sair depois de rodar, fazendo você reiniciar a corrida trocentas vezes até conseguir terminar sem perder tudo ou arrancar os cabelos.

A progressão também é travada por pontuação, e isso faz com que mesmo que você ganhe corridas, talvez faltem pontos para abrir todas as pistas de uma área. Uma verdadeira aberração de game design.

Aqui temos uma mecânica de destruição mais similar à Burnout, com nitro que pode ser usado para bater nos oponentes e mandá-los para o beleléu. Isso é divertido mesmo, mas as cores mortas do jogo fazem com que só os mais aficionados pelo gênero queiram se dedicar à ele antes de desistirem depois de algumas horas.

Apesar do port pra PC ser mais bem feito que do Split/Second, esse jogo é com certeza pior e não deve ser consumido por ninguém. Que jeito de fechar o ano, hein?

Plataforma: PC
Gênero: 20/12/23
Data que zerei: 30/12/23
Nota: 5/10

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Menções Honrosas

A) EA Sports FC 24

Depois que a EA gentilmente cedeu a key do jogo para que eu pudesse escrever o review que vocês podem ler aqui, eu continuei minha primeira aventura num FIFINHA online, visto que todas as vezes eu só abria esse tipo de jogo pra jogar uma temporada da carreira ou versus com amigos.

Até que tenho me divertido bastante com o modo Ultimate Team. Construir seu time com cartinhas e ir sempre melhorando sua equipe é bem legal, porém não me julgo bom o suficiente para jogar contra os outros no modo online por muito tempo sem me frustrar. Tem muito viciado!

A versão de PC é muito bugada e acho que a EA não melhora muito porque sabe que a vida útil desses jogos é de um ano e nada mais, então pra que fazer o jogo abrir direitinho se nego nem vai jogar mais ele ano que vem?

Infelizmente a Konami ficou totalmente para trás e não tem mais como voltar pro eFootball depois que você aprende a jogar Fifa, digo, EA FC.

Plataforma: PC
Gênero: Futebol
Nota: 7,5/10

B) Vampire Survivors

Um divertido jogo com inspirações visuais de Castlevania, mas que tem uma pegada mais twin-stick shooter, onde você só anda pelo mapa atirando automaticamente em ordas de inimigos, pegando upgrades aleatórios que vão surgindo no mapa.

É muito viciante e eu só parei de jogar porque minha vida tava parada graças à ele. Até reunião de trabalho eu tava fazendo enquanto jogava. Não tenho muito o que falar além de “joguem”. O gráfico podem afastar de cara mas você certamente estará lá pelas mecânicas e não pela qualidade visual. Vai por mim, é divertido demais.

Plataforma: PC
Gênero: Roguelite
Nota: 8/10

E chegamos ao fim de mais um ano

Depois desse texto gigante e muito maior que dos outros anos, mesmo com menos jogos — nada supera os 50 e tantos de 2020 –, eu fico feliz que pude me divertir tanto com meu hobby favorito.

Na vida a gente se julga tanto por passar tempo com algo que gostamos, mas temos que aproveitar tudo da melhor maneira possível e mais importante: sermos felizes.

Então, queria agradecer à todos que leram até aqui, ao Diogo que tá sempre sendo um bom amigo, mesmo que não tenhamos nos falado tanto ultimamente, a Deus por ter me dado energia pra estar aqui mais um aninho e é isso. Até o ano que vem!

Minhas listas dos anos anteriores:

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WWF Wrestlemania | Retro Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/07/19/wwf-wrestlemania-retro-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/07/19/wwf-wrestlemania-retro-analise/#respond Tue, 19 Jul 2022 16:39:40 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12020 Ah, a Luta Livre. O esporte nobre… Ops, complemento de frase errado! Ah, sim… A Luta Livre, um dos esportes mais estilosos do mundo, aonde visual e pancadaria se complementam. Nos anos 90 surgiram excelentes jogos de WWF, aonde podíamos surrar pessoas como Hulk Hogan, The Undertaker, Yokozuna, entre outros, sem o menor esforço, o […]

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Ah, a Luta Livre. O esporte nobre… Ops, complemento de frase errado! Ah, sim… A Luta Livre, um dos esportes mais estilosos do mundo, aonde visual e pancadaria se complementam. Nos anos 90 surgiram excelentes jogos de WWF, aonde podíamos surrar pessoas como Hulk Hogan, The Undertaker, Yokozuna, entre outros, sem o menor esforço, o que seria impossível na vida real, já que o mais fraco deles tem força o suficiente para nos surrar daqui até a semana que vem sem o menor esforço.

LEIAM – Shaq Fu | Relembrando o polêmico jogo

E o melhor deles, com certeza foi o WWF Wrestlemania Arcade, lançado pela Midway. Com jogabilidade simples, personagens em motion capture (semelhante aos lutadores dos 3 mk’s clássicos), não demorou a ganhar um port para os consoles da época, o Mega e o SNES. Inclusive na época, cheguei a jogar a versão de SNES no próprio videogame, e lembro, como um garoto de 9, 10 anos que tinha bom gosto e escolhia o UnderTaker (é Cyber Woo, o Undertaker é melhor que o Doink e ponto final), porém, com a habilidade de um orangotango de luvas, levava surras abissais do próprio Undertaker (o que é completamente compreensível, nem tanto para um garoto cansado de zerar Double Dragon II, ou seja, derrotar os Shadow Warriors era moleza, difícil era ganhar do UnderTaker.). Pois bem, paremos de devaneios e vamos com o review dos ports caseiros de WWF Wrestlemania.

O jogo tem um objetivo bem simples, controlando um dos seis lutadores (versão SNES) ou oito (Versão Mega) disponíveis, ganhar o título de melhor lutador do mundo, lutando contra todos os outros. Escolhendo entre Shawn Michaels, Bret ‘Hitman’ Hart, The Undertaker, Doink The Clown, Lex Luger, Razor Ramon, Yokozuna (Somente No Mega) e Bam Bam BigeLow (Somente no Mega), derrote todos e adquira os cinturões de melhor do mundo.

Jogabilidade

Reprodução/ Internet

São os melhores jogos do gênero em ambos os consoles. Só há uma ressalva na versão Mega Drive quanto ao mapeamento de botões, que a princípio (mais pelo meu controle que é estilo ps1) é confuso. Mas nada que algumas jogatinas não resolvam.

Em geral, temos dois botões para soco e dois para chute (tendo a versão SNES como padrão) e um botão para defesa. Combinando alguns botões determinados você pode dar a corrida para usar a lona como estilingue e acertar golpes encaixados para causar mais dano. Usando alguns comandos conhecidos de jogos de luta (como o meia lua + chute fraco com o Undertaker) é possível executar algumas técnicas especiais.

Se por um lado, o SNES tem uma funcionalidade maior, o Mega Drive tem mais personagens, o que dá um melhor replay value.

O jogo possui apenas dois modos de jogo, em ambos você confronta lutas com os outros, e chegando nas finais, são 2 contra um, ou três contra um, ou até um survival contra oito lutadores seguidos (sempre em 2 x 1).

Graficamente

O SNES dá um banho no Mega. Como visto nas fotos, a versão de SNES traz gráficos mais parecidos com os do Arcade. Os lutadores estão bem feitos, embora só haja um cenário e isto não seja lá muito animador. (Algumas alterações nas cores dos cenários viriam bem a calhar, como no ótimo Saturday Night Slam Masters (Arcade /SNES/ Mega).

LEIAM – Habroxia 2 | Um dos últimos jogos do PS Vita

No mega, a limitada palheta de cores do console contou contra, embora ter Yokozuna e BigeLow possa ser um mérito do 16bit da SEGA.

O SOM

Sonoramente não tem tanto destaque, as músicas são poucas e as vozes dos lutadores são genéricas, mas os efeitos sonoros são bons, e fazem referências a outros jogos da Midway, como NBA JAM (é normal ouvir um BOOM SHAKALAKA durante as lutas) e Mortal Kombat (Toasty!). Pensando bem, a trilha é realmente esquecível.

Finalizando

Relacionando potência com conteúdo final, a versão de Mega perde ligeiramente, pois embora tenha mais personagens, é menos potente que a versão de SNES.

Ainda assim, são ambas boas conversões, mas pecam em número de personagens, pois as versões anteriores de WWF tinham as vezes 10, 12 ou mais lutadores. Embora poder usar o UnderTaker pra dar um chute no saco de Shawn Michaels e escutar Dan Forden gritando: TOASTY! simplesmente não tem preço, por isso, WWF Wrestlemania, leva 78/100 em sua versão Mega e 82/100 em sua versão SNES.

Análise publicada originalmente em 25/02/2011 no New Old Players.

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De Kiki Kaikai a Reshrined: A história de Pocky & Rocky https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/06/25/de-kiki-kaikai-a-reshrined-a-historia-de-pocky-rocky/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/06/25/de-kiki-kaikai-a-reshrined-a-historia-de-pocky-rocky/#comments Sat, 25 Jun 2022 13:54:04 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=11834 Sabe, recentemente, com a inércia da Capcom em conteúdo relacionado a Mega Man, estando as beiras de completar 35 anos da série, me lembrei de outras séries tão antigas quanto, como R-Type, da Irem que também faz 35 anos em 2022, e Street Fighter, que também faz 35 anos em 2022, por mais que a […]

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Sabe, recentemente, com a inércia da Capcom em conteúdo relacionado a Mega Man, estando as beiras de completar 35 anos da série, me lembrei de outras séries tão antigas quanto, como R-Type, da Irem que também faz 35 anos em 2022, e Street Fighter, que também faz 35 anos em 2022, por mais que a gente jure que Street Fighter II foi o primeiro da série. Uma série, que por incrível que pareça, é mais velha que elas, é a série Pocky & Rocky

Como assim, você me pergunta? Pocky & Rocky nasceu no Super NES. E se eu lhe dissesse que a série tem um jogo no NES e no PC Engine? Mas, estou me adiantando. Eu não tenho uma história complicada com essa série, então vamos falar sobre a produtora da série, Taito.

LEIAM – Cotton: A Noite dos Sonhos Fantásticos

A Taito, lá em 1978, deu início a febre dos jogos, com um singelo arcade chamado Space Invaders. Reza a lenda (que os japoneses juram ser verdade), que o sucesso do jogo era tamanho, que não era possível em certos momentos, encontrar moedas de 100 yen no país, porque todas estavam nas máquinas de Invaders.

Tá certo que a Namco iria retrabalhar melhor a fórmula de Space Invaders com Galaga e Galaxian, mas nos anos 80, a Taito sempre trabalhou em fazer arcades únicos ou diferentes, tanto que em 1986, eles começaram os testes de um arcade de nave que utilizaria três monitores lado a lado e espelhado para uma experiência widescreen, antes mesmo da invenção do que conhecemos hoje como widescreen.

Esse arcade? Darius. Mas, Darius só viria a ser lançado de fato em 1987, porém em 1986, a Taito lançaria um outro arcade, que é basicamente o tema do artigo de hoje… Falo de Kiki Kaikai.

Créditos: MAME-FAN

Kiki Kaikai | A Jornada de uma sacerdotisa

Desenvolvimento: Taito
Lançamento: 18 de Setembro de 1986
Gênero: Shooter multi direcional
Plataforma: Arcade

O primeiro jogo é extremamente simples. No comando de uma sacerdotisa Shinto chamada Sayu-chan, que fazia suas obrigações, ela é visitada por um grupo de Deuses que a alertam de um perigo imenso. Não sabemos que perigo é esse porque os Sete Deuses são sequestrados por Youkais, e agora Sayu precisa resgatá-los.

Sayu possui dois ataques, ela pode atirar com pergaminhos o-fuda, ou atacar com a vara de purificação dela. Atacar com a vara pode fazer com que os inimigos deixem cair power-ups para ela, mas esses ataques só podem ser feitos a curta distância, dando uma sensação de risco e recompensa. Para ataques mais seguros, você tem obviamente os pergaminhos.

Como todo bom fliperama, o jogo é difícil feito a peste e não possui modo cooperativo. De fato, o modo para dois jogadores, os mesmos se alternam, tornando tudo um tanto chato, na minha opinião. E pra colocar sal na ferida, não importa quantos créditos estejam na máquina, caso perca todas as vidas, é game over… EXCETO, se os três números da pontuação forem os mesmos dos 3 números aleatórios que surgem na tela após perder a última vida.

A parte audiovisual de Kiki Kaikai é bem básica. A trilha de Hisayoshi Ogura não é tão boa quanto a de Darius (também dele) e os gráficos não são tão chamativos. Os inimigos e a Sayu-chan possuem designs bons, mas os cenários são passáveis na melhor das hipóteses.

O jogo demorou pra vir pro ocidente oficialmente, mas bootlegs com o título Knight Boy podem ser encontrados, infelizmente não consegui rodar Knight Boy pra saber quando ele foi produzido. Apesar de não ter sido necessariamente bem sucedido (Kiki Kaikai estava longe de ser um Elevator Action em termos de sucesso), a criação de Hisaya Yabusaki rendeu lucro o suficiente para garantir alguns portes.

O primeiro deles saiu para o MSX, mas vamos pulá-lo por que eu não sei ainda como emular MSX. O segundo porte, foi lançado em Agosto de 1987, quase um ano após o lançamento do arcade. A plataforma? O Famicom Disk System.

Reprodução: Taito, Bits Laboratory

Kiki Kaikai: Dotou-hen | Scrolling e música ruins

Desenvolvimento: Bits Laboratory
Lançamento: 28 de Agosto de 1987
Gênero: Shooter multidirecional
Plataforma: Famicom Disk System

Vamos começar realmente do começo: Emular Famicom Disk System é um PÉ NO SACO. Ter que ficar acessar a troca de disco via swapping é chato. Kiki Kaikai: Dotou-hen introduziu o conceito de coop na série, com a segunda personagem jogável, Miki, baseada na idol Miki Ito, que havia sido contratada pela Taito para estrelar alguns comerciais de Kiki Kaikai.

Miki também gravou “Sayo Carnival”, uma versão vocal do tema do jogo, que é o típico pop chiclete japonês dos anos 80 e o jogo veio num belíssimo pacote com figures dos sete Deuses que são sequestrados no jogo. E aqui acabam meus elogios a Kiki Kaikai: Dotou-hen.

As músicas, rearranjadas por Yoshiaki Tsuruoka não soam legal, mesmo considerando que é o NES. Não são as mais terríveis, mas não ficaram boas. E graficamente, olha, você poderia dizer que é um jogo decente quando está parado, em screenshots. Porque PUTA QUE ME PARIU, o scroll desse jogo é absolutamente ABOMINÁVEL.

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E a jogabilidade, também não ajuda. O jogo dessa vez, ao invés de ser um shooter multidirecional linear, como o original, ou a versão de MSX, tem um toque de exploração como Zelda, com um sistema de dia e noite, semelhante ao visto em Castlevania II: Simon’s Quest. Só que ideias que podem ser boas em teoria, ficaram terríveis aqui, já que o visual igual dos cenários faz fácil ficar perdido. E o sistema de dia/noite não é bem implementado, já que se demorar a chegar em algum lugar, faz o jogo dar game over DO NADA.

E os tiros? Seus pergaminhos o-fuda não são somente tiros, eles são também moeda de comércio pra lojas e save points, e eles são LIMITADOS. Você ganha mais pergaminhos se matar seus inimigos com a vara de purificação. Aliás, boa sorte tentando ACHAR inimigos, porque você vai andar por telas e mais telas de puro nada. Some isso a hitbox questionável, e temos aqui um jogo que você deve evitar.

Kiki Kaikai não havia sido o hit nos arcades, e a versão de NES falhou em tudo basicamente, o que significa que a Taito iria desistir de Kiki Kaikai, certo? Na verdade, como muitos, a terceira vez é a que dá sorte, então em 1990, Kiki Kaikai chegava a OUTRA plataforma, o PC Engine.

Reprodução: Taito

 

Kiki Kaikai (PCE) | Melhor que a versão de Arcade

Desenvolvimento: Taito
Lançamento: 27 de Março de 1990
Gênero: Shooter Multidirecional
Plataforma: PC Engine

Ao invés de inventar moda, como no Famicom Disk System, a Taito resolveu fazer o arroz com feijão e trouxe uma conversão que não somente era fiel ao layout e jogabilidade do arcade, como também era superior a mesma, com gráficos levemente melhorados, e os arranjos finalmente puderam ser decentemente ouvidos.

A versão de Arcade, pra quem não sabe, tinha as músicas em mono, e com isso, não eram tão marcantes. Aqui, pelo menos elas mostram o potencial que tinham, pra ser a melhor experiência possível de Kiki Kaikai. Eu posso ter falado menos aqui do que nas seções de NES e Arcade, mas o ponto é que a jogabilidade da versão de PC Engine é igual a do arcade, questão de risco e recompensa, só que com um pouquinho menos inimigos do que nos fliperamas.

Hoje em dia, com os preços na estratosfera, conseguir uma cópia de Kiki Kaikai vai abrir um belo rombo no seu bolso, Deus abençoe a emulação, é o que eu vos digo.

Enfim, eu falei das versões de Arcade, NES e PC Engine em ordem cronológica, porque eu as joguei para poder comentar. Então antes de seguir com a cronologia, vou comentar dos que não pude jogar por uma razão ou outra.

Reprodução: Taito

Kiki Kaikai no MSX

Desenvolvimento: Taito
Lançamento: 18 de setembro de 1986
Gênero: Shooter Multidirecional
Plataforma: MSX

Graficamente, Kiki Kaikai no MSX não parece ser ruim, os gráficos estão fiéis ao arcade, ainda que diminutos. Mas assim como no Famicom Disk System, o que mata o jogo é o scrolling, e isso meio que era esperado no micro japonês, que não tinha muita potência no departamento.

Mas o scrolling aqui é tão ruim que faz o do FDS parecer liso, e dificulta saber onde os inimigos estão quando você dispara.

É ruim A ESSE PONTO.

Reprodução: Taito

Kiki Kaikai: The Bizarre World

Existem dois portes de Kiki Kaikai para celulares, um japonês, que é fiel a versão de arcade, mas claro que numa coisa tipicamente Japão, não é possível ser jogado hoje em dia por conta da má preservação de jogos mobile japoneses, e o outro, que foi a primeira aparição do nome Kiki Kaikai no ocidente, é um porte feito pra celulares Java… Que não é muito bom. Primeiro, ele não possui efeitos sonoros, a música é o típico mídi Java vagabundo. E segundo, o jogo NÃO TEM scrolling. Todas as fases são compostas de múltiplas seções de uma tela. E pra completar, a área jogável é minúscula.

Reprodução: Taito

Kiki Kaikai no PC

Existe uma versão de PC do jogo, lançada em 2004, dizem ser uma emulação do arcade, não pude conferir, apesar de ter baixado, por uma razão: O instalador sequer abre no Windows 64-bit. Posso fazer nada. Mas, agora que terminamos o desvio, voltemos ao texto regular.

Assim como Ninja Warriors, e seus portes, a Taito tratou Kiki Kaikai como um outro jogo qualquer, logo, no começo dos anos 90 ela se dedicou a outras coisas, como versões medianas da série Darius pro SNES e relançar Space Invaders pela nonagésima vez.

Nisso, a Natsume, que já havia trabalhado com a Taito em títulos como Power Blade, Darius II (a Natsume desenvolveu os portes de Mega Drive e Master System) e Special Criminal Investigations (a Natsume novamente, foi a responsável pela versão de Master System), licenciou Kiki Kaikai para um jogo inédito que sairia em 1992 para o Super Nintendo.

Com o título de Kiki Kaikai: Nazo no Kuro Mantle (Misterioso Mundo Fantasma: O Mistério do Manta Negra), o jogo foi rebatizado para o lançamento americano, com o título que o tornaria icônico. Obviamente falo de Pocky & Rocky!

Reprodução: Taito/ Natsume

Pocky & Rocky | Ação hardcore em dose dupla

Desenvolvimento: Natsume
Lançamento: Dezembro de 1992
Gênero: Shooter Multidirecional
Plataforma: Super NES, SNES Satellaview (Sim, o jogo foi transmitido lá também)

Ao contrário do que a Natsume faria dois anos depois, com Ninja Warriors Again (que é mais como um remake de “The Ninja Warriors” de arcade), Pocky & Rocky é uma continuação direta de Kiki Kaikai. Após ter conseguido resgatar os deuses e fazer as pazes com os youkais, Pocky (o nome ocidental de Sayu) vivia sua vida tranquila, até que um dia, um dos youkais, um Guaxinim chamado Rocky (Manuki na versão japonesa) apareceu no vilarejo de Pocky, pedindo a ajuda dela, contando que os Youkais ficaram doidos após a visita de um misterioso ser que usava um manto preto. Com isso, Pocky e Rocky saem numa jornada para derrotar os Youkais, trazendo-os de volta pro lado do bem e descobrir mais sobre esse ser misterioso.

Pocky & Rocky usa uma versão melhorada da jogabilidade de Kiki Kaikai, dessa vez você tem tanto a opção de mashar o botão de tiro, ou um rapid fire, que vem muito a calhar. Além disso, os personagens possuem um dash, ótimo pra desviar de inimigos.

O design de fases melhorou bastante, por outro lado, a dificuldade aumentou exponencialmente, mesmo no Easy, jogar Pocky & Rocky não é a tarefa mais fácil do mundo. Por outro lado, chega de 1-hit deaths como no jogo de arcade, agora os personagens possuem pontos de vida, que podem ser recuperados com items adquiridos ao longo das fases.

Graficamente e sonoramente, ele é muito mais variado que seu antecessor, o que era esperado, visto que são seis anos de diferença entre o jogo original e este aqui. Os sprites são bonitos, os cenários são maravilhosos e as cutscenes são charmosas, fazendo de Pocky & Rocky um jogo obrigatório para os fãs do SNES.

E não fui só eu, que elogiei Pocky & Rocky, já que o jogo conseguiu excelentes notas nas revistas da época. E bem, numa possível continuação, a ordem costuma ser… “Em time que tá ganhando não se mexe”, certo? Parece que a Natsume não recebeu esse memorando, já que em 1994, eles resolveram mudar as coisas para Pocky & Rocky 2, que no Japão, recebeu o título de  Kiki Kaikai: Tsukiyo Soushi (Misterioso Mundo Fantasma: Uma noite a luz da lua).

Reprodução: Taito/ Natsume

Pocky & Rocky 2 | Mudando tudo, com um toque de magia

Desenvolvedora: Natsume
Lançamento: 17 de Junho de 1994
Gênero: Shooter Multidirecional
Plataforma: Super NES

Dessa vez, temos que salvar a Princesa Luna (nora), sequestrada e colocada em um casamento contra a sua vontade. Para isso, Pocky & Rocky terão ajuda de aliados, o que influencia bastante na jogabilidade.

Enquanto que apesar do elemento cooperativo, a experiência de Pocky & Rocky single player e multiplayer era basicamente a mesma, com a diferença sendo o numero de jogadores. Na continuação, as coisas diferem porque o single player e multiplayer podem se diferenciar, se vai ser ou não possível jogar com o outro personagem. Explicando, agora é possível alternar entre Pocky & Rocky (ou algum de seus outros aliados) no meio da partida. E também não só isso, mas alternar entre o personagem escolhido e algum dos aliados.

É possível também usar o aliado como um “projétil”, arremessando-o contra os inimigos, sendo ideal para batalhas contra chefões. Esse aliado vai estar ao seu lado o tempo todo e mais ou menos copia seus ataques, e pode sofrer algum dano até se incapacitar (mas eles voltam.) Porém, a quantidade de hit points que o personagem pode tomar antes de perder uma vida diminuiu para dois, podendo ser ampliado com itens encontrados.

O design de fases é menos linear que o jogo anterior, já que é possível encontrar desvios onde se pode recrutar aliados, achar lojas e coisas do tipo, mas não chega a ser a patifaria do jogo de NES. Graficamente, ele é tão bonito quanto o antecessor, e também possui uma trilha competente, uma das coisas que era comum da Natsume no NES e SNES, jogos com excelentes trilhas.

Assim como seu antecessor, Pocky & Rocky 2 foi bem avaliado pela crítica e público, mas após isso, a Natsume e a Taito colocaram a franquia na geladeira, sem nenhuma iteração nos 32 ou 64 bits. A própria Natsume não iria aparecer como desenvolvedora do próximo jogo da franquia, ao invés disso, entraria em campo a Altron, que havia trabalhado com a Taito na versão de Game Boy Color de Elevator Action (Elevator Action EX, que nos EUA virou um jogo de Laboratório de Dexter), e nas conversões/remakes de Bubble Bobble e Elevator Action para Game Boy Advanced (Bubble Bobble Old & New e Elevator Action Old & New). E apesar da Natsume estar publicando o jogo, Kiki Kaikai Advance não seria uma continuação de Pocky & Rocky, mas um remake/porte do Kiki Kaikai original, com elementos de Pocky & Rocky inseridos, além da marca Pocky & Rocky para reconhecimento internacional.

Nascia assim, Pocky & Rocky with Becky!

Reprodução: Taito/ Altron

Pocky & Rocky with Becky | Aquele que ninguém lembra porque é remake do Arcade

Desenvolvimento: Altron
Lançamento: 5 de Outubro de 2001
Gênero: Shooter Multidirecional
Plataforma: Game Boy Advance, Nintendo Wii U

Pocky & Rocky with Becky é basicamente um remake do primeiro jogo, que repete a história da Sayu/Pocky estar em seus afazeres de sacerdotisa e os deuses sequestrados e laiá laiá.

Só que dessa vez, Pocky não estará sozinha na jornada… Ou estará porque o jogo é single player. Mas dessa vez, temos a opção de escolha de personagens, você pode escolher a Pocky, o Rocky e a novata que não é novata, Becky. Becky é basicamente a Miki-chan, da versão de NES de Kiki Kaikai, aqui rebatizada de Becky. Ela funciona como um recolor de Pocky.

Considerando que é um jogo do começo da vida do Game Boy Advance, Pocky & Rocky with Becky não é um jogo feio, ele se aproveita das melhorias de hardware e das melhorias de design trazidas com os jogos de SNES. E sonoramente ele não faz feio, sabemos como o chip sonoro do GBA pode ser um horror na mão de gente incompetente.

A jogabilidade é basicamente a mesma do jogo de arcade, mas ao invés de 1-hit deaths, temos aí uma singela barra de vida (de 2 hits, como em Pocky & Rocky 2), e temos além dos óbvios ataques com os pergaminhos ofuda e a vara de purificação, um especial com os botões de ombro do GBA que aplicam-se a tela toda. Pocky & Rocky with Becky seria a maneira ideal de jogar a versão de arcade, se não fosse por um detalhe: a câmera elástico. Deixe-me explicar, quando você está se movendo e muda de direção, a câmera continua indo na direção anterior e PUXA pro outro lado, corrigindo o progresso. Não é algo que afete tanto a jogatina, mas pode incomodar muita gente.

Pocky & Rocky with Becky teve uma recepção morna, e eu definitivamente entendo as razões, porque ao invés de continuar o que tínhamos no SNES em termos de jogabilidade, entregaram um remake do arcade. Ele vale mais como curiosidade.

Reprodução: Starfish SD

Interlúdio de uma continuação cancelada

Mas, por incrível que pareça, a Taito não desistiu de Kiki Kaikai, já que ela havia licenciado novamente a IP, dessa vez para a Starfish SD desenvolver Kiki Kaikai 2, para o Game Cube. As coisas iam relativamente tranquilas (talvez), com o típico desenvolvimento de jogo atrasando um pouco e tal, tanto que o jogo migrou para o sucessor do Game Cube, o Nintendo Wii.

Só que uma coisa aconteceu nesse interim, a Square Enix comprou a Taito, e basicamente deixou a Taito menos como publisher/desenvolvedora, e mais como administradora dos arcades e tal. Inclusive a aquisição pela Square Enix foi a razão pela qual Hisayoshi Ogura saiu da Zuntata (banda/grupo de game music da Taito), que gerou diferenças criativas, apesar do mesmo ter feito trabalhos pra Taito como Freelancer.

Enfim, após a aquisição da Taito pela Square, alguns projetos baseados em IP’s da Taito foram cancelados, entre eles, Kiki Kaikai 2.

Só que o desenvolvimento do jogo estava já quase nos 45 do segundo tempo, então o jogo virou uma sequência espiritual, inicialmente intitulada Kiki Kai World (com pequenas alterações no visual da personagem), mas para evitar um processo por parte da Square-Enix, mudanças no visual foram feitas, e o projeto seguiu até ganhar o nome que seria lançado para PlayStation 2 e Wii, Heavenly Guardian.

Reprodução: Starfish SD

Heavenly Guardian/Snow Battle Princess Saiyuki | Bonitinho, mas desordenado

Desenvolvimento: Starfish SD
Lançamento: 20 de Dezembro de 2007
Gênero: Shooter Multidirecional
Plataformas: PlayStation 2, Nintendo Wii, Nintendo Switch, PC e PlayStation 4

O jogo possui dois modos história, um para single player e um para multiplayer. No single player, controlamos a Princesa do Gelo Saiyuki, que havia se apaixonado por um garoto de um vilarejo. Só que um dia, ela descobre que esse garoto foi amaldiçoado e estava em um estado de coma/sono eterno, e para curá-lo, Luna teria que conseguir oito ingredientes para fazer um elixir que o curaria. No multiplayer, basicamente é uma disputa de beleza entre Luna e sua irmã para ver quem derrota mais inimigos.

Heavenly Guardian não teve uma boa recepção na época, e sempre me perguntei o motivo, quando olhava a wiki do jogo. Felizmente o jogo recebeu uma segunda chance, com um relançamento para Nintendo Switch, PC e PlayStation 4 em 2019 (com o título de Snow Battle Princess Saiyuki), e apesar de achar um exagero as opiniões sobre o original, entendo de onde vem a frustração de muita gente com o jogo.

O design de fases não é muito intuitivo, e o spawn de inimigos do jogo não faz sentido, é desordenado e não organizado como em qualquer uma das versões de Kiki Kaikai (exceto a de java, aquilo é lastimável). A trilha sonora é esquecível. Mas, graficamente o jogo é bonito.

Os sprites são bem feitos e os cenários não deixam a desejar em termos de variedade. O design de personagens é bem puxado pro Anime, e as personagens são até charmosas. E a jogabilidade em si, apesar do péssimo mapeamento de teclas na versão de PC, não chega a ser ruim, e o preço no Steam é até convidativo. A versão de PS4 está disponível apenas na PSN japonesa, custando certa de 15 dólares.

No fim das contas, se você tem um controle pra jogar, e encontrou o jogo por um bom preço, vale a pena dar uma chance a Snow Battle Princess Saiyuki.

Reprodução: Taito, Natsume-Atari, Tango Project

O caminho até Reshrined

Mas agora você se pergunta… E quanto a Kiki Kaikai/ Pocky & Rocky? Bem, as coisas ficaram adormecidas até por volta de 2015, quando um grupo de desenvolvedores que trabalhou em Pocky & Rocky e outros jogos da Natsume, se juntou para formar um estúdio chamado Tengo Project.

Nisso, o Tengo Project trabalhou em revitalizar dois antigos projetos da Natsume, um deles era Wild Guns, com o excelente Wild Guns Reloaded (PS4/PC/Switch), que trouxe não só a ação clássica de Wild Guns, mas a expandiu com novos personagens, fases, estando em widescreen e cooperativo local para 4 pessoas. E em 2019, Ninja Warriors Again recebeu o mesmo tratamento, com o “espetabuloso” Ninja Saviors: Return of the Warriors (Ninja Warriors Once Again no Japão), para Switch e PS4.

Novamente, o jogo veio com melhorias de qualidade de vida, novos personagens, redesign de alguns inimigos, modo cooperativo, opção de trilha sonora do Arcade ou SNES. Infelizmente nenhum desses dois jogos está disponível na PlayStation Store Brasileira no momento em que esta matéria é escrita.

ASSISTAM – Chuck Rock II: Son of Chuck | Review

E em 2021, fora anunciado o mais recente projeto do Tengo Project, Pocky & Rocky receberia o mesmo tratamento que Wild Guns e Ninja Warriors Again. Intitulado Kiki Kaikai: Kuro no Nazo Mantle, o jogo foi lançado em Abril de 2022 no Japão e saiu agora dia 24 de Junho no resto do mundo. Como ainda não estamos com o jogo em mãos, não podemos saber exatamente se ele segue o sucesso de Wild Guns Reloaded e Ninja Warriors Once Again, mas a localização foi motivo de certa discórdia na internet.

Pocky & Rocky Reshrined traz três novas personagens, sendo que a roupa de uma delas (Ame no Uzumi) foi alterada para a versão ocidental, mostrando um decote mais modesto do que a versão japonesa. Sim, é uma razão bem minúscula para se decidir se compra ou não um jogo, mas em pleno ano de 2022, ter publishers ainda fazendo esse tipo de modificação para agradar a gente que nem joga é um tanto… Decepcionante.

Enfim, para não terminar numa nota frustrada, ao menos a recepção do jogo por quem jogou a versão japonesa em Abril foi positiva, então aguardemos aí.

Olha, eu achei que esse texto seria menor que o de Cotton, mas falamos até que bastante sobre Pocky & Rocky.

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Shaq Fu | Relembrando o polêmico jogo https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/03/12/shaq-fu-relembrando-o-polemico-jogo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/03/12/shaq-fu-relembrando-o-polemico-jogo/#comments Sat, 12 Mar 2022 16:16:12 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10258 Quando criei o meu primeiro blog sobre jogos em 2010, Shaq Fu fez parte das primeiras publicações. E apesar de eu ter criticado ferrenhamente o jogo, acredito que poderia ter contado um pouco mais da minha experiência com o titulo. Shaq Fu foi um dos títulos que eu jogava com uma certa frequência com meu […]

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Quando criei o meu primeiro blog sobre jogos em 2010, Shaq Fu fez parte das primeiras publicações. E apesar de eu ter criticado ferrenhamente o jogo, acredito que poderia ter contado um pouco mais da minha experiência com o titulo.

Shaq Fu foi um dos títulos que eu jogava com uma certa frequência com meu irmão e um primo. Não era o nosso jogo predileto, mas um jogo tosco que encarávamos por vontade própria, sem termos qualquer ideia do quão mal avaliado era o jogo.

O que me leva a um outro ponto é que acabei não abordando a minha experiência com o titulo. Claro, fiz uma analise meio tosca naquela época, mas deixei de lado a minha experiência entre outras observações que poderia ter feito.

Por esse motivo eu decidi revisitar um pouco da história titulo e minhas memorias, me acompanhem.

Shaq Fu
Reprodução/ Internet

Acertando a lixeira

No ano de 1994 fomos brindados com diversos títulos incríveis, como Castlevania Bloodlines, Mega Man X, Sonic 3, Donkey Kong Country entre outros, porém, também saíram dois jogos que contavam com dois astros da NBA naquela época, Michael Jordan: Chaos in the Windy City e Shaq Fu.

Enquanto no jogo Michael Jordan optou por um jogo de plataforma em Michael Jordan: Chaos in the Windy City – Que não é um jogo tão ruim. Shaquille O’Neal foi para o caminho contrário, optando pela pancadaria interdimensional.

LEIAM – Resultado: Gamer Caduco Awards 2021

É importante lembrar que Mortal Kombat e Super Street Fighter II, ambos, foram lançado em 1993. Logo fica fácil entender que miraram em um jogo para se inspirar, mas acabaram acertando a lixeira.

Em uma época que todos queriam ver Shaquille O’Neal nas mais diversas mídias, digo isso a nível USA, então dá para ter uma vaga ideia de como os fãs se desapontaram – Por duas vezes, pois em 1997 ele lançou o filme STEEL.

Shaq Fu
Olha só que mapa bonito – Reprodução/ Internet

Nada que alguns dedos esfolados não resolva

Eu fui bem injusto no passado, pois jogava o game regularmente com meu primo. Reclamávamos um pouco, mas os problemas não eram um empecilho para que a gente se divertisse na época.

Os controles são duro, para conseguir soltar alguns golpes especiais se leva tempo para dominar, além de muita pele dos dedos perdida nesse processo.

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Por outro lado, depois que se dominava alguns desse comando era possível brincar de boa. O que rendia algumas boas trocas de soco virtuais entre meu primo, meu irmão e eu. Mesmo diante das dificuldades ali, o jogo ainda era visualmente atraente.

Outro fator que nos levava a jogar de forma recorrente era a limitação de títulos disponível na vídeo locadora que frequentávamos. Era bem comum pegarmos os mesmos jogos só para ter algo pra jogar no fim de semana, quando não encontrávamos algum titulo que queríamos.

Reprodução/ Internet

Precisamos falar mal

Quando criei a seção “Disguting” no finado blog, a ideia original era trazer os jogos considerados horrorosos, mas após começar a rejogá-los, notei que não me pareciam mais tão ruins. Inclusive cheguei a trazer o review de alguns deles para cá, mas com uma pegada menos selvagem do que a do passado.

LEIAM – Melhores dos 10s – Dark Souls

Shaq-Fu claramente tem muitos defeitos, mas tal como outros jogos que são visto como ruins, mas eu gosto, passei a desgostar menos com o passar dos anos. Inclusive tenho um amigo que gosta bastante do jogo – Abraço pra tu Jogador Rabugento.

Hoje percebo que muito da opinião tá atrelada ao senso do comum do que se diz na internet. O que eu acho bem ruim, e digo isso me colocando nesse mesmo balaio.  E entenda bem, o game realmente é ruim, mas dependendo da forma como seu deu o seu contato com ele, talvez até possa gostar do jogo.

Como o Jogador Rabugento – Outro abraço pra tu.

Deem uma conferida no site oficial https://shaqfu.com/

Frente de Libertação de Shaq Fu

É importante lembrar que quando o jogo E.T. O Extra Terrestre chegou ao console da Atari e seus clones, o titulo foi massacrado. Sem mais. Tamanho foi o descontentamento que as cópias restantes foram enterradas no deserto do novo México.

Enquanto Shaq-Fu após seu lançamento desgraçou a cabeça de tanta gente que, um grupo de pessoas criaram um site com o objetivo de comprarem o máximo possível de cópias do jogo somente para destrui-las. Eles se auto intitulam como a Frente de Libertação de Shaq Fu (The Shaq Fu Liberation Front).

Um fato interessante é que o site continua ativo até os dias de hoje, e até se manifestaram contra o Shaq Fu: A Legend Reborn, quando anunciado. O trabalho da equipe ainda segue firme e forte, enquanto existir um mal chamado Shaq Fu na indústria de jogos eletrônicos.

Concluindo

Shaq Fu listou como um dos piores jogos ao lado de muitos outros títulos no mercado de jogos por anos, e com razão.

Por outro lado, o jogo conta com uma movimentação dos personagens muito boas, assim como visual e alguns cenários – E isso se deve pelo fato de que o responsável pelo jogo foi o estúdio francês, Delphine Software International.

Estúdio esse que foi responsável por Another World e Flashback, o que explica a boa movimentação dos personagens e os péssimos controles, pois o estúdio não tinha qualquer experiência com jogos de luta.

Porém, as expectativas talvez estivessem bem altas da parte dos produtores do Shaq, pois logo após a conclusão do primeiro jogo, o estúdio deu início a pré-produção de sua sequencia, Shaq Fu 2.

Sorte ou não, o projeto acabou sendo cancelado no ano seguinte, em  1995, mas é possível termos algumas ideias do que estava por vir, graças as artes conceituais estarem disponíveis no portfolio de Thierry Levastre, que trabalhava na Delphine Software. Segundo Thierry, em sua pagina ele descreve que a produção do primeiro titulo foi problemática, logo, não escondeu a felicidade com o cancelamento da sequencia.

Não está claro se os problemas na produção estão atrelados a fatores externos. Ou dificuldades pela falta de experiência da equipe com um jogo do gênero, mas Shaq Fu foi concebido.

Para o bem ou para o mal, o jogo pode ser emulado facilmente e hoje você pode tirar suas próprias conclusões.

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Fighter’s History | Mizoguchi #PlayWoo https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/11/02/fighters-history-mizoguchi/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/11/02/fighters-history-mizoguchi/#comments Mon, 02 Nov 2020 13:40:13 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=5879 Fighter’s History foi publicado em meio ao sucesso que Street Fighter 2 estava fazendo em seu lançamento. Um titulo que não se importou de “emprestar” muito dos elementos e características do jogo da Capcom. A Data East na época só queria surfar nessa onda e garantir sua fatia, com isso publicou Fighters History, mesmo enfrentando […]

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Fighter’s History foi publicado em meio ao sucesso que Street Fighter 2 estava fazendo em seu lançamento. Um titulo que não se importou de “emprestar” muito dos elementos e características do jogo da Capcom.

A Data East na época só queria surfar nessa onda e garantir sua fatia, com isso publicou Fighters History, mesmo enfrentando alguns problemas legais posteriores, mas conseguiu entregar um jogo divertido, ao menos para nós, pois a Capcom não curtiu nem um pouco a ousadia da rival.

Tive contato com Fighter’s History ainda moleque e gostei bastante, nem me importava se remetia ao SF2, alias, muitos outros tentaram ser o titulo da Capcom e me diverte do mesmo modo, deixando claro que Street Fighter 2 sempre se manteve no topo.

CONFIRAM TAMBÉM: DOOM ETERNAL: The Ancient Gods Parte Um

De qualquer modo tinha boas tão boas lembranças dele, e como ressuscitei o canal para gameplays, decidi desenferrujar um pouco minhas habilidades com o titulo.

Confiram o gameplay e se possível, inscrevam-se no canal:

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Secret of Evermore | #PlayWoo https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/10/12/secret-of-evermor/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/10/12/secret-of-evermor/#respond Mon, 12 Oct 2020 20:29:59 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=5711 Secret of Evermore é um jogo lançado em 1995, e não foi lá um game muito popular, mas encantou quem teve a chance de jogar. Também pudera, o jogo saiu no ano de encerramento do Super Nintendo. LEIAM – Kalango Clay e suas Incríveis Esculturas Gamers Para a nossa sorte o jogo saiu, e se […]

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Secret of Evermore é um jogo lançado em 1995, e não foi lá um game muito popular, mas encantou quem teve a chance de jogar. Também pudera, o jogo saiu no ano de encerramento do Super Nintendo.

LEIAM – Kalango Clay e suas Incríveis Esculturas Gamers

Para a nossa sorte o jogo saiu, e se trata de um dos jogos que guardo boas lembranças. Um jogo onde o protagonista é uma criança sem nome e seu fiel cachorro, que por azar ou destino, acaba sendo levado para outro tempo.

Uma premissa simples que acaba rendendo boas horas de gameplays e personagens carismáticos, como nosso fiel cachorro e outros personagens que nos auxiliarão durante a busca por um caminho de volta.

Recordo com muito carinho do tempo investido e as decepções ao re-alugar o jogo no fim de semana e me deparar com o save apagado. Maior frustração.

De qualquer modo, depois de muito enrolação ao longo dos anos, comecei a gravar minhas jogatinas, afinal, tempo anda bem escasso com tantas outras prioridades na vida adulta.

Bem, espero que gostem de Secret of Evermore e as gameplays, que apesar de não possuírem voz, devido as limitações técnicas, estão sendo produzidas no pouco tempo livre.

Cogitem se inscrevem em meu canal pessoal.

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Donkey Kong Country 3 | O jogo que é uma porcaria? https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/10/12/donkey-kong-country-3-o-jogo-que-e-uma-porcaria/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/10/12/donkey-kong-country-3-o-jogo-que-e-uma-porcaria/#comments Mon, 12 Oct 2020 13:59:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=5648 Macacos me mordam! Chegou a hora de um review de mais um clássico de Super Nintendo: Donkey Kong Country 3 – Dixie Kong’s Double Trouble, um game que fechou a trilogia dos macacos mais famosos do mundo gamer no Snes. Tudo começou com Donkey Kong Country em 1994, que deixou todos de queixos caídos ao […]

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Macacos me mordam! Chegou a hora de um review de mais um clássico de Super Nintendo: Donkey Kong Country 3 – Dixie Kong’s Double Trouble, um game que fechou a trilogia dos macacos mais famosos do mundo gamer no Snes.

Tudo começou com Donkey Kong Country em 1994, que deixou todos de queixos caídos ao apresentar gráficos pré-renderizados, trilha sonora espetacular, jogabilidade perfeita, fases criativas e muita diversão.

LEIAM – Chrono Trigger | Uma Viagem no Tempo

E continuou em 1996 com o lançamento de Donkey Kong Country 2: Diddy’s Kong Quest, que conseguiu melhorar o que já era bom no primeiro e adicionou novos desafios, músicas, exploração, mundos secretos e tudo mais que fez a alegria dos proprietários de Super Nintendo.

Mas você deve estar se perguntando… Por que resolveu falar do Donkey Kong Country 3? Se o DKC1 e DKC2 são os mais conhecidos para a grande maioria dos gamers? Respondo logo abaixo, caros leitores.

O ano que alguém disse: Não jogue DK3!

É bem possível que você também tenha passado por isso, um amigo ou conhecido que te disse: “Esse jogo é uma porcaria! Nem jogue!” E por isso acabou deixando de jogá-lo!

Foi exatamente o que aconteceu comigo com DKC3. Meu ciclo de vida com SNES estava acabando e já queria comprar algum console da nova geração.

Eu não era um garoto com uma situação financeira boa e para conseguir qualquer console novo precisaria vender o antigo e rezar para meu pai colaborar com o restante do dinheiro.

Donkey Kong Country 3Por isso, antes de comprar um novo console ainda queria jogar algo legal no SNES e me despedir dele com as devidas alegrias. Nesse período foi lançado DKC3, o que para mim parecia ser algo épico, afinal DKC 1 e 2 foram espetaculares. Mas quando estava na locadora com esse game na mão… ouvi a frase do meu amigo: “- Esse jogo é uma porcaria!!”.

E foi exatamente o que fiz, fiquei sem alugar e acabei não jogando na época. Muitos anos se passaram, para falar a verdade foram quase vinte anos. E eis que um dia, em um dos meus passeios pelo Mercado Livre, encontrei uma oferta maluca de DKC1 por um “preço de banana” e acabei comprando.

Resolvi detonar esse game com os 101% dessa vez (sim, eu não fechei o game na época porque era impossível passar todas as fases em um sábado e domingo apenas o alugando!), e foi muito bom fazer tudo e descobrir cada segredo do game.

Depois disso, resolvi logo comprar DKC2 e detoná-lo com seus 102%, com todas as moedas DK’s, final secreto e tudo mais. Foi outra alegria que somente games assim conseguem nos trazer. Bom, cheguei ao DKC3 que ganhei de presente, totalmente completinho, com caixa e manual.

Lindo!

Aquele comentário ainda ficava pairando na minha cabeça mesmo vinte anos depois, mas deixei isso de lado e resolvi seguir em frente. Sim, ele tem seus “poréns”, mas isso vou comentar mais à frente. Agora venha comigo que vou te apresentar ou reapresentar DKC3 de SNES.

“Comecei a jogar e tive uma mistura de raiva e alegria. Raiva por ter acreditado naquele comentário de que o jogo é uma porcaria e alegria por estar curtindo um jogo muito legal.”

A história dos Macacos

Donkey Kong Country 3

Logo após a derrota do King K. Rool em DKC2, Kong e Diddy decidiram comemorar a vitória com uma viagem de barco, com direito a bananas, pesca e diversão. Mas o tempo passa e eles não retornam para casa, ficando todos preocupados com o sumiço desses dois malucos.

E é nesse momento que acontece algo na ilha Donkey Kong. Um robô misterioso chamado “Kaos” surge e coloca medo em todos… Mas quem está por trás disso? Ninguém menos que K. Rool novamente, afirmando que sequestrou Kong e Diddy, e vai tentar dominar a ilha mais uma vez. E agora?

Quem será que vai salvar todos se Donkey Kong e Diddy Kong foram sequestrados? Entra em cena novamente a famosa Dixie Kong e o seu primo e novo personagem Kiddy Kong, que é um bebezão, mas tem muita força e agilidade.

Juntos eles partem para o Norte, rumo ao “Arquipélago Kremisfério Norte” onde se encontra o robô Kaos e o famigerado K. Rool, para assim resgatar Donkey Kong e Diddy e salvar a todos.

Donkey Kong Country 3

Em DKC3 você sairá da ilha Donkey Kong em direção ao “Arquipélago Kremisfério Norte”. Enquanto em DKC1 o game era mais concentrado em selvas e cavernas e no DKC2 pirataria era o tema da maioria das fases, em DKC3 ficamos mais focados em indústrias, ficção e regiões típicas do hemisfério norte.

Fora da Ilha

Donkey Kong Country 3

Fora da ilha Donkey Kong nessa aventura, teremos muitas novidades! Uma delas é que logo no começo você vai encontrar o Funky Kong (aquele que te oferecia um avião nas primeiras versões), que irá te entregar um bote para navegar pelo mapa e a cada dois mundos completados, você ganha um item que lhe permite evoluir o bote para uma espécie de lancha.

Essas reformas no bote são essenciais, pois há partes nos mundos que só podem ser acessadas se esse meio de transporte for melhorado.

No Kremisfério Norte o jogador também vai encontrar os irmãos ursos. Existe um urso em cada parte do mundo, com os quais é possível trocar itens ou até mesmo comprá-los.

Donkey Kong Country 3
Kremisfério Norte

Esses itens possibilitam o acesso a locais secretos no jogo e a descoberta de segredos que ajudam a salvar os “Pássaros bananas” e a “Mãe Pássaro Banana”, que estão secretamente escondidos por todo o jogo. Tudo isso possibilita fazer o final verdadeiro do jogo (existem três finais diferentes).

As moedas DK agora têm uma maior utilidade, pois recuperando todas elas você poderá conseguir com Funky Kong o último veículo, um tipo de “barco helicóptero” que irá te ajudar a alcançar áreas que sem esse meio de transporte são inacessíveis.

As pequenas moedas de ouro do DKC2 agora são moedas de prata, que serão utilizadas para fazer algumas compras nas cabanas dos ursos e finalmente encontrar os barris bônus que estão escondidos em todas as fases (continuam no mesmo esquema de DKC2). Caso você não os encontre, não chegará aos 100% e não verá o final verdadeiro também.

“Em DKC3 você sairá da ilha Donkey Kong em direção ao Arquipélago Kremisfério Norte.”

Personagens Principais

Donkey Kong Country 3

Dixie Kong – Dixie está de volta e desta vez não vai deixar barato terem sequestrado seu namorado Diddy.

Kiddy Kong – É o novo personagem e primo da Dixie, que vai ajudá-la nessa aventura. Com muita força e agilidade, é capaz fazer o K. Rool pensar duas vezes antes de atacar sua ilha.

Rainha-Pássaro-Banana – A Rainha-Pássaro-Banana é um imenso Pássaro-Banana, toda colorida e é mãe dos Pássaros-Bananas. Em sua tática de dominação da ilha, K. Rool aprisionou-a em uma barreira com uma chave de cristal em sua nuvem.

Os Pássaros-Bananas, filhos da rainha, também foram aprisionados e escondidos pelo vilão K. Rool para que eles não libertassem sua mãe. A missão do jogador é encontrá-los e reuni-los, libertando também a Rainha-Pássaro-Banana em seguida. Juntos eles irão se vingar de K. Rool derrotando-o, e isso levará ao final verdadeiro do game.

Crankly Kong – O velhinho Cranky Kong está de volta. Você irá desafiá-lo na barraca de joguinhos do Swanky Kong e, se ganhar dele, prepare-se para ouvir muita reclamação.

Diddy Kong – Nosso amável Diddy Kong não está presente para se jogar com ele nessa versão. Ele foi sequestrado pelo K. Rool e está sendo usado dentro do robô “Kaos”.

Donkey Kong – Assim como Diddy Kong, Donkey Kong está fora da aventura. Ele é outro que foi sequestrado e está sendo utilizado pelo terrível K. Rool.

Funky Kong – Funky Kong é o amigo que vai te ajudar com os veículos nesse jogo. Você vai ter que achar certas partes dos veículos pelo mapa e entregar a ele para que possa montá-los.

Swanky Kong – Swanky é o cara da barraquinha de jogos. Se você vencer os desafios dele irá ganhar moedas e bananas, mas se perder… pode ir passando o dinheiro para ele.

Wrinkly Kong – A vovó esperta Wrinkly Kong vai te ajudar sempre a salvar o game. Ele também toma conta dos Pássaros-Bananas e joga N64 enquanto você se aventura.

Ellie – Ellie é sua nova amiga, que vai substituir seu clássico amigo Rambi nesse jogo. Ellie não é tão forte como Rambi, mas ela pode sugar barris e atirá-los em direção aos inimigos. Também pode aspirar água de lagos e cachoeiras e atirar nos inimigos. Mas tem um grande ponto fraco: ela tem pavor de ratos e toda vez que os vê sai correndo.

Enguarde – Enguarde está de volta e novamente sendo capaz de derrotar os inimigos com seu nariz-espada.

Nibbla – Apesar de parecer ser um inimigo ele tem algumas características muito parecidas com as de um amigo. Na fase “Fish Food Frenzy’, Nibbla irá te acompanhar como um amigo e você deverá sempre alimentá-lo, servindo como banquete os seus inimigos. Caso contrário, ele irá te atacar e te devorar, então seja rápido e não o deixe com fome.

Parry – É seu novo amigo, mas não é possível jogar com ele. Parry ficará te acompanhando durante as fases para ajudar a pegar itens inacessíveis, e por muitas vezes – se chegar com ele até o final da fase – você será recompensado de algum modo (até barris-bônus você pode ganhar).

Quawks – Quawks é um pássaro roxo que consegue carregar barris e soltá-los nos inimigos. Ele aparece somente em duas fases: Low-G Labirinto e Buzzer Barrage.

Squawks – Nosso amigo Squawks está de volta e jogando os clássicos ovos na cabeça de nossos inimigos.

Squitter – Outro velho amigo dos nossos macacos está de volta. Squitter continua criando plataformas com suas teias para alcançar áreas inacessíveis e também irá atirá-las nos inimigos.

Trilha Sonora e Efeitos sonoros

Donkey Kong Country 3

Essa foi uma parte que deixou bem a desejar em DKC3. A trilha sonora não ficou épica, mas vou comentar mais sobre isso logo abaixo na parte dos “poréns” do jogo. Já os efeitos sonoros continuam bons.

Sons como os dos inimigos quando são atingidos, dos macacos, ao coletar bananas, ao coletar moedas e até o choro da Dixie e Kiddy quando são acertados pelos inimigos são tranquilos de ouvir (e você vai ouvir muito isso!). Mas a trilha sonora é outra história.

Os poréns de DK3

Donkey Kong Country 3

Em DKC3 existe, sem dúvida, detalhes que o fazem inferior às suas versões anteriores, mas isso não quer dizer que ele é um jogo ruim e mereça o comentário de que é “uma porcaria”. Pelo contrário, é um ótimo jogo. Mas vamos a esses detalhes:

Faltou uma trilha sonora épica no game. Apesar de ser novamente David Wise a trabalhar nela, faltou aquela música marcante no game. Como no caso de DKC1 com Aquatic Ambience ou em DKC2 com Stickerbrush Symphony. Talvez ele não estava muito inspirado nesse game e acabamos não tendo uma trilha épica.

– A Dixie e o Kiddy são personagens muito legais, mas não possuem o carisma do Diddy e do Donkey Kong. Até entendo o Donkey Kong não ter aparecido em DKC2, por ter sido sequestrado e assim não interagir na história, mas no DKC3 acredito que seria melhor se ele tivesse voltado. Muitas pessoas sentiram isso enquanto jogava esse terceiro jogo.

Outro motivo para o “hype” de DKC3 ter caído bastante é que ele foi lançado dois meses depois do lançamento do N64. Naquele momento, todos estavam encantados com o N64 e games como Super Mario 64, PilotWings e Wave Race. Apesar de muitos ainda terem o SNES, o impacto não foi expressivo. E você? Já tinha migrado para o N64 ou ainda estava com o SNES nessa época?

E por último foi o fator dificuldade. Comparado às outras versões, essa é bem fácil. A dificuldade em certas fases chega a ser “very easy” e isso acaba deixando aquele gamer mais exigente frustrado, ainda mais quem jogou DKC1 e DKC2.

O Veredicto

Se aquele meu amigo tivesse chegado e falado: – Esse game não é bom como o Donkey Kong Country 1 e 2 eu até entenderia, mas falar que ele é uma porcaria… é digno de merecer uma “BANANA”.

Donkey Kong Country 3: Dixie Kong’s Double Trouble é um ótimo jogo. Vale a pena ser jogado! Cheio de aventura, diversão, jogabilidade e tudo que o SNES merecia para sua despedida.

Ele tem alguns “poréns” como falei, mas nada que mereça ser classificado como “PORCARIA” ou um game “RUIM”. Se pudesse voltar no tempo e xingar aquele meu amigo, faria com certeza e jamais teria dado ouvidos a ele: “Manééééé!”.

Obs.: Lembrando que ele foi lançado para Wii U há algum tempo, então você tem a oportunidade de relembrar dele nessa versão também.

Então fechamos aqui nossa jornada desse Retro Review de Donkey Kong Country 3. E lembre-se, nunca ouça muito aquele seu amigo que fala aos quatro ventos que tal jogo é uma porcaria. Jogue, analise, crie sua opinião e nunca siga modinhas de opinião, pois você pode perder uma jogatina inesquecível.

Curiosidades

Donkey Kong Country 3

DKC3 foi lançado no Brasil pela Playtronic e inclusive com comercial passando na TV. Confira!

Em Donkey Kong Country 3 é possível ver Wrinkly Kong jogando Nintendo 64 e que por sinal foi lançando no mesmo ano.

Outro detalhe é que a música de fundo é a mesma da Inside the Castle Walls, do Super Mario 64. Que sacada de divulgação hein?!

Donkey Kong Country 3

No Japão o game é chamado de Super Donkey Kong 3: Mystery of Kremis Island.

O jogo foi lançado para Game Boy Advance apenas com o título “Donkey Kong Country 3”, omitindo o subtítulo “Dixie Kong Double Trouble”.

O game tem algumas mudanças exclusivas. Uma delas é um novo mundo chamado “Pacifica”, novas trilhas sonoras criadas pelo David Wise, novos bônus na barraca do Swanky e vários itens dos irmãos-ursos que foram alterados, assim como houve a inclusão de um novo urso no mundo “Pacifica”.

Espero que tenha gostado do texto e não deixe de comentar.

Matéria publicada originalmente na Locadora do Resident Ivo

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Você conhece esse tema e sabe o que vem pela frente ou apenas desconfia?

Não é de hoje que o tema de viagem no tempo é tão comum, atualmente há milhares semelhantes, mas na década de 90 ainda  repercutia bastante em se tratando dos sucessos dos cinemas como “Back to the Future” entre outros, todavia, houve um game que balançou o coração daqueles que o zeraram.

Pois é, rapaziada, vamos falar de Chrono Trigger!

Particularmente, meu jogo favorito, meu top 1 em tudo, jogabilidade, gráficos, história, personagens e PRINCIPALMENTE: MÚSICA.

Amo este jogo e cada detalhe feito nele, a magia e a trama em cima da história é magnífica, apaixonante e sem igual.

Um breve resumo

Chrono Trigger

Você começa com o protagonista >> MUDO << chamado Crono, um rapaz que treina para ser espadachim e vive no pacífico ano de 1000 AD no reinado de Guardia.

O protagonista acorda em pleno dia do festival milenar  que acontece na cidade. Obviamente nosso herói vai lá se encontrar sua amiga de infância, Lucca, que está construindo uma máquina de teletransporte com seu pai.

Lucca é uma cientista inteligente e engenhosa, fortemente inspirada na personagem Bulma de Dragon Ball, não é atoa que você vai encontrar muita semelhança física da personagem com a própria Bulma e não é para menos, o desenhista do jogo é nada menos que Akira Toriyama, o criador da famosa franquia de sayajins.

LEIAM – Descoberto a Solução para o save corrompido de Perfect Dark

Crono esbarra com Marle, uma garota jovem e espirituosa passeando pela festa e os dois decidem curtir o festival juntos. (que beleza, hein?! mal começa o jogo e o herói já quer levar a pobre moça para o mal caminho.

Nada disso, Marle se aventura com Crono e vai testar o teletransporte de Lucca e seu pai Taban, mas algo da muito errado e é aí que as coisas se complicam.

Os personagens e suas linhas temporais

Chrono Trigger

O jogo começa a se desenrolar e há quebras de linhas temporais de acordo com a ações tomadas pelo protagonista do jogo, as coisas boas vão prevalecendo de acordo com seu progresso no jogo, todavia, há diversos problemas que tem que ir se resolvendo.

Chrono Trigger não é necessariamente um jogo infantil, é algo que te faz imergir profundamente numa história em que você só busca encaixar as peças no quebra cabeças, com missões totalmente alheia aos personagens, cito como exemplo o caráter de um prefeito de uma cidade no jogo, que em sua linha de tempo ele é corrupto e não liga para ninguém, mas ao viajar ao passado você descobre que seus ancestrais passaram por muita dificuldade, ao ajudá-los você muda completamente o comportamento do prefeito na sua era, fazendo ele se tornar amigável e gentil.

O game te apresentará diversos personagens fantásticos, como é o caso dos três iniciais, Crono, Marle e Lucca e os seguintes, Frog, Robô, Ayla e por fim, Magus.

Cada personagem tem uma história profunda e características únicas, Frog é um espadachim que lutava ao lado de seu grande amigo Cyrus, porém na guerra contra os monstros em 600 A.D. acaba perdendo seu amigo e sendo transformado em um sapo.

Marle é a princesa Nadia, recém fugida do castelo em busca de aventura, esbarra com Crono e Lucca no festival milenar e se aventura com os heróis nas vastas viagens pelo tempo.

LEIAM – Minha História com Perfect Dark

Robô é um personagem cômico, ele pertence ao ano de 2300 D.C. e foi criado para destruir humanos, todavia, entrou em defeito e foi reprogramado por Lucca para fazer parte da galera e acaba tendo sua história modificada.

Ayla é uma jovem líder de uma tribo pré-histórica em 6500000 a.C., ela é noiva de Kino e luta contra os LIZARDS REPTITES que pretendem dominar o mundo com sua inteligência e conhecimentos, todavia, os planos dos lagartos vai por água abaixo quando Ayla se junta a equipe de Crono para detê-los.

Magus pertence ao ano de 12000 B.C. Ele é um dos personagens mais queridos pelos amantes da franquia (não tanto por mim, sinceramente.) Ele é o estereótipo anti-herói que está pouco se lixando para os outros, só quer saber de adquirir poder e mais poder.

Mas nem só de metas egoístas vive nosso caro mago, ele tem um propósito profundo que não transmite, ele busca incessantemente por Schala, sua irmã mais velha, e quer a todo custo encontrá-la… seja passando por cima dos outros ou não.

LAVOS

Chrono

Você jogador irá vivenciar uma fantástica história jogando Chrono Trigger, vasculhando e desbravando eras antigas, eras de fantasia, gelo e terror e era pré-histórica.

Não, você não leu errado, uma era de terror, onde quem detém o poder é a rainha Zeal, mãe de Schala e Janus(Magus), que busca fortificar-se e adquirir mais e mais poder, deixando de lado seu povo e o largando numa intensa era glacial com poucos recursos para viver.

A Rainha Zeal é uma das principais do jogo, sendo manipulada pelo vilão principal Lavos, ela tem intenção de drenar seu poder afim de ficar mais forte, mas tudo o que está fazendo é invocá-lo mais cedo.

Lavos é o vilão principal do jogo, o personagem possui 3 formas de batalha, onde a sua primeira se trata de uma carapaça gigante e poderosíssima, imagine as outras.

Por experiência própria, não recomendo a batalha contra o mesmo antes de atingir o level 60.

Lavos é o principal responsável pela destruição do planeta em 1999 A.D. ele surge em um hemisfério no planeta e desfere vários ataques meteóricos e catastróficos no planeta, explodindo absolutamente tudo ao seu redor. Absolutamente nada sobrevive na superfície transformando o ano de 2300 B.C. um ano totalmente destruído e denso.

Um futuro totalmente inaceitável para a raça humana. Tendo conhecimento dessa destruição, Crono, Marle, Lucca e Robô se aventuram em busca de uma solução para evitar a catástrofe.

Viajando pelo tempo

A viagem no tempo só é permitida com 3 corpos dentro de um vórtice temporal, na soma de mais um, o vórtice se quebra e joga os viajantes na periferia do tempo, onde nada existe, exceto uma pequena “praça” e um senhor que explica justamente sobre as viagens no tempo.

Este senhor é nada menos que o guru Gaspar, que fora exilado em 12.000 B.C. para o fim do tempo. Outros dois sábios do mesmo ano foram jogados em um vórtice temporal aberto pela rainha Zeal. Melchior para o ano de 1000 A.D. e Baltasar para o ano de 2300 B.C.

Os 3 magos foram punidos por se rebelarem contra a rainha e ajudam os nossos heróis a consertar as linhas temporais e por consequência as fábricas do tempo.

Particularmente a minha parte favorita desse jogo é o Reino de Zeal onde você caminha no continente flutuante e entra no palácio, ali você vai apreciar a bela vista que o jogo nos proporciona, e apesar da limitação gráfica da época, é possível apreciar belas vistas no game Chrono Trigger. Como o já citado continente flutuante, a ponte de Zenan em 600 A.D, o Pico da Morte, entre outros.

A paixão pelo titulo

Meus xodó!

É isso meu caro jogador, se você não jogou este jogo, saiba que está perdendo a oportunidade de apreciar e desbravar um jogo maravilhoso, nota 1000, um jogo maravilhoso. Caso não seja fãs de RPG, bom, só tenho a dizer MEUS PESÂMES.

Particularmente eu não me canso de dizer que Chrono Trigger é maravilhoso.

Eu possuo uma coleção interessante de colecionador da franquia , desde fita do SNES, a Revista do Jogo Véio que adquiri recentemente (VALEU JOGO VÉIO), a versão do DS, meu disco piratão do PS1 (HAHAHA! risada do editor que também tem um disco desse) e a trilha sonora TRIPLA de Chrono Trigger com uma entrevista em Japonês com Yasunori Mitsuda.

Breve trarei a vocês TRADUZIDA na íntegra para que vocês partilhem dessa delícia junto comigo.

Conclusão

Queria contar a história toda do jogo para vocês, mas aqui eu só passei por cima para que vocês tenham noção do que o jogo é e acreditem, já dei informação o bastante.

Só não me reclamem de spoiler, pois se você ainda não jogou esse jogo de 95/96 e reclamar de spoiler, meu amigo. Tome vergonha na sua cara HUAHUAHUA.

Enfim, deem uma chance a esta maravilha, garanto a você jogador que não só vai te arrancar vários espantos e surpresas como também lhe arrancará lágrimas de alegria, assim como acontece comigo toda vez que jogo e zero o game.

É emocionante e mexe demais com você, é como se você fosse um 8º membro da equipe oficial, é como se você fizesse parte daquilo, é como se todos os personagens fossem seus amigos de verdade, é uma imersão completa em um jogo de fantasia e viagem no tempo. Sem igual.

Tudo o que eu posso dizer para Chrono Trigger especialmente é: Muito Obrigado por me ensinar o valor de grandes amizades e do porque lutar sempre pelo melhor de todos.

Obrigado por fazer minha infância mais maravilhosa e por me presentar com suas belas trilhas sonoras. Obrigado, Chrono Trigger.

Vale a pena jogar.

“GIVE ME YOUR BEST SHOT, IF YOU ARE PREPARED FOR THE VOID.”

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