Arquivos Action RPG - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/action-rpg/ Um pouco de tudo na medida certa Mon, 30 Jun 2025 12:02:40 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Action RPG - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/action-rpg/ 32 32 RAIDOU Remastered: The Mystery of the Soulless Army | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/06/29/raidou-remastered-the-mystery-of-the-soulless-army-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/06/29/raidou-remastered-the-mystery-of-the-soulless-army-analise/#respond Sun, 29 Jun 2025 19:43:56 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20498 Shin Megami Tensei: Devil Summoner – Raidou Kuzunoha era uma duologia de jogos feitos pela Atlus para o PlayStation 2, que misturavam a mitologia da série Shin Megami Tensei com um gameplay de ação, ao invés da convencional batalha de turnos. Outro detalhe interessante é que normalmente os jogos desse universo se passam no tempo […]

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Shin Megami Tensei: Devil Summoner – Raidou Kuzunoha era uma duologia de jogos feitos pela Atlus para o PlayStation 2, que misturavam a mitologia da série Shin Megami Tensei com um gameplay de ação, ao invés da convencional batalha de turnos.

Outro detalhe interessante é que normalmente os jogos desse universo se passam no tempo presente ou em um futuro próximo. Já no caso de Raidou Kuzunoha, a história se passa em um 1931 alternativo (ano 20 da Era Taishou, que nunca existiu),  numa Tóquio alternativa e estilizada, cheia de tecnologia steampunk e misticismo.

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Em 2025, a Atlus lançou RAIDOU Remastered: The Mystery of the Soulless Army, que apesar do nome, não se trata de uma remasterização como estamos acostumados, e sim um remake feito do zero, mas será que as mudanças são tão significativas em relação ao game original?

História

Você controla o jovem que acabou de herdar o título de Raidou Kuzunoha XIV, um detetive oculto e invocador de demônios. Ele trabalha disfarçado como assistente na Agência de Detetives Narumi, resolvendo casos sobrenaturais.

Tudo começa quando uma jovem misteriosa chamada Kaya Daidouji aparece pedindo para ser morta. Logo em seguida, ela é sequestrada por soldados com armaduras futuristas — a Soulless Army (Exército Sem Alma).

Com ajuda de seu gato falante Gouto-Douji e de demônios aliados, Raidou precisa salvar Kaya, impedir que o Capitão Rasputin e o exército do futuro alterem o curso da história e proteger Tóquio de uma catástrofe espiritual e tecnológica.

Toda narrativa do jogo gira em torno desse primeiro ponto de roteiro, mas a trama vai evoluindo aos poucos ao longo dos seus capítulos, assim como seria uma história de uma série de TV.

Reprodução: SEGA / Atlus

Exploração

Em RAIDOUvocê explora o mapa do jogo a pé, assim como nos jogos da série SMT ou Persona.

Essa estrutura foi mantida no remake, assim como os ângulos de câmera fixa ou semifixa. Mas a comparação entre essa versão e a antiga fica para depois.

Além da história principal, é possível resolver pequenos Case Files”, que funcionam como missões secundárias. Elas envolvem interações com NPCs e, muitas vezes, exigem o uso de demônios com habilidades específicas como Voar, Acender ou Atravessar.  

Essas missões secundárias dão uma vida estendida ao jogo, e criam pequenos cenários onde Raidou precisa resolver certos puzzles e também fechar arcos de personagens que já

Diferente do jogo original, não é mais necessário trocar o demônio manualmente nos menus para usá-lo fora de batalha. Se você possuir o demônio certo, o jogo faz essa troca automaticamente. Essa é apenas uma das várias melhorias de qualidade de vida da nova versão.

A ambientação também é muito diferente do comum dos jogos da série Megaten, pois os diversos ambientes da cidade misturam o ruralismo do Japão recém-aberto às culturas ocidentais, com a sua industrialização que havia chegado para mudar as vidas das pessoas.

Você se locomove de bonde entre os diversos pontos da cidade e vê e interage com carros da época, ao mesmo tempo que explora áreas rurais e tradicionais do Japão, como templos, casas de banho, mansões antigas e por aí vai.

Reprodução: SEGA / Atlus

 

Combate

As batalhas acontecem em arenas. Você é transportado ao encontrar inimigos no mapa e tem controle total sobre Raidou, que conta com ajuda de até dois demônios.

Os inimigos podem aparecer em hordas ou sozinhos e o jogador precisa explorar fraquezas elementais para vencê-los.

Diferente dos Personas, atacar a fraqueza não derruba o inimigo, mas o deixa inerte por alguns segundos. Nessa janela, seus ataques causam mais dano e você acumula mais MAG (sua “energia mágica”).

Essa estratégia também é essencial para quebrar escudos, pois certos inimigos só são vulneráveis após perderem muita energia.

Essencial para o combate são o uso dos seus demônios, que podem ser trocados em qualquer momento durante a luta. Para conseguir novos monstros, você pode capturá-los como na imagem abaixo, ou fundi-los para conseguir bichos melhores.

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Os combos são importantes também, pois quanto maior o combo, mais rápido você pode encher a barra de MAG, e assim, executar mais ataques elementais com seus demônios, além do ataque especial de Raidou.

Se comparado com o combate do jogo de PS2, as mudanças foram gigantes. No game original, Raidou tinha um único combo, acesso a somente um demônio por vez e era isso o jogo inteiro. Essa parte foi bastante expandida e isso talvez seja a mudança mais significativa dessa versão.

Ainda assim, o jogo ainda dá a sensação de que os inimigos são esponjas de dano, e o único indicativo de que os inimigos estão tomando dano é a própria barra de energia deles.

Em poucos momentos você é punido por atacar sem parar. Desde que esteja usando as skills e os demônios com elemento certo, na maior parte das vezes dá pra levar as lutas como uma batalha de Dinasty Warriors, onde atacar sem parar tem quase nenhum impacto negativo, mesmo em dificuldades altas.

Reprodução: SEGA / Atlus

O arsenal inclui ataques elementais com as armas de Raidou, o revólver (que interrompe ataques ou faz os inimigos pararem de se mexer) e ataques especiais como Devil’s Bane e Spirit Slash. Esses são ativados após esquivas perfeitas ou acúmulo de dano.

Apesar de parecer simples, o combate é cheio de nuances. Você pode recuar demônios, esquivar, defender e gerenciar recursos.

Ataques fracos geram MAG, que alimenta habilidades suas e dos demônios. Eles usam magias sozinhos, mas também podem ser comandados para atacar e gerar mais MAG.

A chave é equilibrar uso de magia e ataques físicos para explorar fraquezas.

Reprodução: SEGA / Atlus

Fusão de demônios (e de armas)

A fusão de demônios funciona como nos outros títulos da Atlus: combine dois demônios para gerar um novo.

A fase da lua e as habilidades herdadas influenciam nas fusões. Outro ponto importante são as “Ordens” dos demônios, como a Volt, que permite usar a habilidade de “Investigação” fora do mapa.

Agora é possível fundir demônios sem que seu nível de Lealdade esteja no máximo, como era no jogo original. A barra de Loyality agora serve para que o demônio tenha chance de te dar um item após ser fundido.

As armas também podem ser fundidas com itens obtidos no jogo. Isso lembra uma árvore de habilidades, onde cada nova arma exige materiais e a anterior como base.

Elas se dividem em Espadas, Lanças e Machados, com tipos diferentes de combos. Isso oferece mais variedade que o sistema limitado do original.

Reprodução: SEGA / Atlus

Mudanças do Remake (e não “Remaster”)

Claramente a Atlus escolheu dar o nome de Remastered para o título pois sabe que jogos que são classificados assim têm uma saída muito grande, porém, a realidade é que essa versão de Raidou foi feita do zero.

Temos sim algumas coisas da versão antiga sendo utilizadas, como algumas animações, que foram renderizadas novamente, mas usando os mesmos assets da versão original. Além disso, provavelmente alguns modelos dos demônios são reutilizados de jogos recentes, como de Persona 5.

As principais mudanças incluem:

  • Dublagem completa em inglês e japonês (é possível remover as vozes para deixar o jogo como no original);
  • Autosave e possibilidade de salvar manualmente;
  • Cenários totalmente em 3D (antes eram pré-renderizados);
  • Combate reformulado com possibilidade de travar a mira, dois demônios simultâneos e mais profundidade;
  • Troca automática de demônios e objetivos marcados no mapa;
  • Falando em mapa: agora temos um minimapa no canto, acabando com problemas de orientação causados pelos ângulos de câmera fixos;
  • Viagem rápida por bondinho instantânea para locais específicos;
  • Mais de 120 demônios (ao invés dos 70 do jogo original) e opção de ter duplicatas na equipe.
  • Novos modos de dificuldade, sendo quatro disponíveis desde o começo e a mais difícil — “Detective Legend” — liberada após zerar o jogo uma vez.

Estilo de arte

O estilo de arte do jogo original lembrava muito os filmes mudos do início do século XX, com tons de sépia e a falta de dublagem. Houve um certo criticismo por parte de alguns fãs de longa data em relação às escolhas feitas para esse Remake, onde se usou mais cores vivas nas interfaces. 

Particularmente, eu não tenho afeição ou apego pelo game original para achar ruim o fato de terem usado um verde-limão para destacar uma informação na tela aqui e ali.

De modo geral, o jogo inteiro ainda se inspira muito na estética dos anos 1920/1930. Desde a escolha das fontes quanto os menus, todos complementam o visual da história.

Inclusive, esse é um dos jogos modernos que mais traz à vida a arte de Kazuma Kaneko. Normalmente presente nos jogos de Persona somente através do design dos demônios, aqui os personagens humanos também têm arte feita por ele, assim como na série principal Shin Megami Tensei.

Todos são muito bem animados e os designs dos personagens são bonitos, mesmo sendo contidos, já que a ideia era capturar o visual mais básico e sério das pessoas daquela época.

Reprodução: SEGA / Atlus
Reprodução: SEGA / Atlus

 

Trilha sonora

Também é necessário dar destaque a trilha de Shoji Meguro em RAIDOU Remastered: The Mystery of the Soulless Army, que apesar de ser a mesma do jogo original, ainda é ótima. Ela lembra muito seus trabalhos da época, como em Persona 4 e Digital Devil Saga, e mesmo que o jogo tenha um tom totalmente diferente, as músicas casam muito bem com a narrativa, com elementos de jazz e rock.

As músicas são em geral as mesmas do original, mas estão com qualidade superior. Em alguns momentos, são usados novos arranjos, como até mesmo uma versão da música de batalha do primeiro Devil Summoner e o tema de batalha da Naomi do Devil Summoner: Soul Hackers, ambos para Sega Saturn.

Esses remixes são do álbum Devil Summoner: Hyper Rearrange Collection, que não foram feitas para o jogo em si, mas também são feitas pelo Shoji Meguro.

 

Pontos negativos

Apesar da qualidade geral, alguns problemas persistem. A navegação pode ser confusa no início. Algumas ruas não estão bem indicadas no submenu e nem sempre os objetivos estão marcados.

Menus durante as batalhas ainda são lentos. O direcional é usado para mover o personagem na exploração, mas poderia servir para atalhos.

Existem dois menus de pausa redundantes, o que atrapalha a fluidez. A habilidade de “Investigação” ainda precisa ser ativada manualmente, mesmo com demônio correto em campo, diferentemente de todas as outras habilidades do jogo.

A descrição de alguns Case Files (as missões paralelas) são óbvias demais, meio que dando a solução do caso de forma rápida ao invés de dar dicas que valorizem o quesito “detetive” do jogo.

Outro ponto negativo é a ausência de idioma português. É um caso estranho, pois todos os lançamentos recentes da SEGA, como Like a Dragon e Persona 3 Reload tiveram seus diálogos traduzidos, pelo menos em texto.

Desnecessário dizer que a barreira linguística é impeditiva para que mais pessoas joguem coisas que não sejam só Fortnite e Valorant. Portanto, o investimento valeria a pena para que a SEGA e a Atlus trouxessem fãs novos para seus jogos.

Sei que a minha geração aprendeu a jogar em inglês na marra, mas nós não tínhamos muita opção, né: era jogar em outra língua ou ir pra rua ver a grama crescer. As pessoas de hoje têm mais opções, e se as empresas não se igualarem em termos de acessibilidade em relação às outras, seus produtos vão continuar vendendo menos em mercados que não falam inglês.

São pormenores que não causam tanto problema, ainda mais depois que o jogador se adapta a eles, mas que poderiam ter sido ajustados durante os testes antes do lançamento.

Veredito

RAIDOU Remastered: The Mystery of the Soulless Army moderniza um clássico do PS2 com novos sistemas, visuais e combate profundo. Mesmo com pequenos problemas e ajustes que poderiam ter sido refinados antes do lançamento, o jogo entrega uma experiência sólida, envolvente e respeitosa com o material original.

A narrativa continua envolvente, o sistema de batalha é ágil e estratégico, e a ambientação faz jus à proposta estilizada dos anos 30. É um daqueles remakes que acerta ao manter o espírito do original, ao mesmo tempo em que corrige várias de suas limitações técnicas.

Quem jogou o título original encontrará muitas melhorias. Já os novatos poderão experimentar uma das histórias mais peculiares e interessantes do universo Megaten, com mecânicas modernas e mais agradáveis ao gosto dos recém-chegados na série da Atlus.

Com uma duração que vai de 24 até umas 55 horas, dependendo do quanto você deseja completar além da missão principal, RAIDOU traz de volta um jogo do PlayStation 2 da melhor forma possível, com mudanças que melhoraram a fórmula e abrem caminho para um possível terceiro jogo no futuro.

Nota: 8,0/10

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Esta análise foi feita com uma cópia do jogo gentilmente cedida pela SEGA. RAIDOU Remastered: The Mystery of the Soulless Army está disponível para Xbox Series S|X, PlayStation 4, PlayStation 5, Switch 2 e PC. 

 

Reprodução: SEGA / Atlus

 

 

 

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Ah, o financiamento coletivo. Quando você não vem de uma família endinheirada ou tem a grana de uma corporação, é uma solução para tornar seu sonho de poder fazer um jogo, uma realidade. Claro, que tudo depende de vários fatores, como a maneira que a campanha é realizada, se ela vai atingir seu objetivo e depois disso tem a parte difícil, programar o jogo e lançá-lo, além de entregar as recompensas ao redor do mundo. Ou seja, mesmo tendo uma opção extra para produzir o jogo, ainda é uma operação complicada. E não é sempre que os jogos que entram em financiamento coletivo são de fato lançados. Temos o caso de Trajes Fatais aqui no Brasil, que tornou MUITO MAIS DIFÍCIL pra devs daqui conseguirem financiamento ou divulgação. E casos como o da Zoe Quinn, que deu um calote de 85 mil dólares e a mídia americana de games ficou CALADA, mesmo fazendo um alarde para a campanha… E você se pergunta porque ninguém confia em jornalistas de jogos.

Mesmo jogos que conseguem o financiamento e entregam o produto final, não há garantia de que será um bom jogo. Mighty No. 9 é um exemplo, que ainda que o jogo não seja ruim, ele ficou muito aquém das expectativas. Mesmo quando eu joguei uma build de prévia do jogo pra um preview na época em que eu escrevia pro Jbox, eu comentei que… O jogo parecia sem alma. Outro exemplo, dessa vez brasileiro, é o Tormenta: O Desafio dos Deuses… O que deu na cabeça da Jambô pra colocar um grupo de estudantes universitários pra fazer um Beat’em up? O resultado foi mediocridade.

Claro, muitas vezes também há casos de sucesso, já falamos aqui sobre Shovel Knight, um dos jogos que foi ao infinito e além em termos de entrega do prometido, e Lords of Exile, excelente classicvania. Aqui mesmo no Brasil, ainda que o jogo em si seja discutível, o sucesso do beat’em up 99 Vidas ajudou a alavancar a QUByte, que hoje é a maior publisher da América Latina. O jogo veio de uma campanha bem sucedida no Catarse. Como devem ter percebido, o título da análise de hoje veio do Kickstarter.

Misturando a mecânica de RPG’s de ação top-down com transformações a la Altered Beast e Metamorphic Force, Coridden chegou ao Steam no fim de janeiro. Será que ele vale a pena? Confira conosco.

Bom sozinho, melhor ainda no coop

Se você é familiarizado com RPG’s de ação isométricos como Diablo, Path of Exile, Marvel Ultimate Alliance (E os dois X-Men Legends), você vai se sentir em casa com os controles de Coridden, mas o que chama a atenção e vende o jogo é a habilidade de se metamorfosear em feras que você encontra na jornada. O jogo atinge as notas esperadas de um RPG top-down. Percorra o mundo, numa quest principal, faça side-quests e derrote criaturas.

O jogo tem certa variedade, com sete criaturas nas quais você pode se transformar e quatro classes (representadas pelos quatro personagens jogáveis), com habilidades únicas, com isso, as combinações de combate garantem um bom fator replay ao jogo. A sensação de começar o combate na forma humana, e no meio do combate mudar pra forma animal é bacana. Mas nem tudo são flores e alegria no reino de Kumbaya. Não, não é necessariamente um negativo, mas como muitos jogos de ação, o jogo tem uma barra de stamina, e você precisa ficar de olho.

O jogo é divertido e pode ser jogado solo sem nenhum problema, mas o foco real do jogo é o modo cooperativo para até quatro jogadores, seja local (Isso é, se você tiver amigos), ou online. Diabos, dá até pra você ampliar as possibilidades de combate, com um dos jogadores se transformando em uma criatura e outro jogador a montando. Esse é um jogo que redefine o conceito de dar uma montada em seus amigos… Exceto aqueles outros jogos em que você também pode montar no outro jogador e eu não sei da existência.

Considerando o preço cobrado pelo jogo, o fato de que foi desenvolvido por uma pequena equipe sueca (O estúdio foi fundado por duas pessoas), o jogo dura de 10 a 20 horas, podendo ser menos se o jogador souber o que está fazendo, então é uma boa relação custo-benefício. Não sei qual será o preço cobrado pela futura versão de consoles, mas não é a hora nem o lugar para discutir isso. O ponto fraco da jogabildade, certamente é o chefe final. Basicamente, é uma esponja de dano. Não é particularmente difícil, como todo jogo, basta saber como ele ataca e contra atacar, mas ele leva bem mais tempo que os outros não pela dificuldade.

Outro ponto fraco é a história, que tem certa promessa, mas algumas das reviravoltas acabam sendo mais previsíveis que mentira de político. O mundo construído é interessante, mas a história em si, é uma desculpa para introduzir as mecânicas do jogo, tanto que nem a resumi em uma seção própria.

Gráficos e Sons

Os cenários de Coridden são lindos. Com biomas variados e construções bem feitas, o jogo tem um certo charme típico dos jogos de ação top-down, mas é claro que suas expectativas não podem ser altas, esse é um jogo feito com um orçamento de menos de 30 mil euros (estou contando aqui também impostos e a fatia que o Kickstarter leva). Os retratos dos personagens são meio cursed, mas ei… Não se pode ter tudo. Sonoramente, é competente, a dublagem dá pro gasto na maior parte do tempo.

Recomendo

Apesar da história fraca, a jogabilidade mais do que compensa em Coridden. O jogo tem potencial para se tornar franquia, se o time de produção levar em consideração o feedback dos jogadores, uma continuação pode corrigir os problema do primeiro jogo. Como está, Corridden é um jogo bastante sólido. Recomendo.

Nota Final: 8/10

Coridden está disponível para PC, com versões para consoles possivelmente lançando em algum ponto do futuro. Está análise foi feita com uma chave do Steam, fornecida pela Anshar Publishjing.

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Granblue Fantasy: Relink | Um action RPG curto e competente https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/02/24/granblue-fantasy-relink-um-action-rpg-curto-e-competente/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/02/24/granblue-fantasy-relink-um-action-rpg-curto-e-competente/#respond Sat, 24 Feb 2024 18:46:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=16297 Apesar de ter aquela sensação de franquia nova, Granblue é um velho conhecido dos fãs de jogos gacha. O jogo original foi lançado para aparelhos mobile e navegadores, é um jogo comum de celular de hoje em dia: existe um gameplay irrisório que serve como elemento para fazer o jogador gastar dinheiro com a moeda […]

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Apesar de ter aquela sensação de franquia nova, Granblue é um velho conhecido dos fãs de jogos gacha. O jogo original foi lançado para aparelhos mobile e navegadores, é um jogo comum de celular de hoje em dia: existe um gameplay irrisório que serve como elemento para fazer o jogador gastar dinheiro com a moeda interna do jogo, que pode proporcionar a ele novos personagens.

No Granblue Fantasy original, as batalhas são de turno e os personagens são apresentados em forma de sprites 2D, relembrando os remakes dos primeiros Final Fantasies para o PSP.

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O estilo de arte é bem bonito, remetendo a pinturas renascentistas misturado com o estilo comum de anime. Inclusive, um dos artistas resposáveis pelo jogo é Hideo Minaba, que trabalhou em jogos como Final Fantasy Tactics, Final Fantasy IX e Final Fantasy XII.

Seu estilo é bem característico, pois tem uma estética de livros de contos de fadas e personagens com feições bem humanas, com olhos pequenos e proporcionais, diferentemente do que normalmente se vê em animes.

Muito bem, isto posto, Granblue Fantasy: Relink abraça suas origens mobile e continua a narrativa de seu jogo mobile, e isso é uma faca de dois gumes. Entenda o porquê.

Granblue Fantasy Relink
Créditos: Cygames

A história que começa pela metade

Jogadores do jogo mobile se sentirão em casa, caso eles leiam a narrativa do jogo de celular enquanto jogam. Porém, quem começar a conhecer o mundo de Granblue através de Relink vai ter uma certa dificuldade para se adaptar.

Em Relink, a história começa assumindo que você conheça todos os personagens da história principal. O protagonista, chamado de Capitão pela dublagem, mas que pode ser homem ou mulher — e isso pode ser trocado a qualquer momento do jogo — é acompanhado de diversos outros membros de equipe, mas principalmente por uma menina chamada Lyria, que tem uma ligação de alma com seu personagem, que não é explicada na história desse jogo, mas é ligeiramente abordada durante o jogo.

Toda história dos personagens e suas relações vêm da narrativa do jogo de celular e, assim como a história dos outros personagens, é abordada em forma de “episódios”, que podem ser acessados na central da guilda, junto com outras missões.

Essas narrações de partes vindas do gacha são apresentadas de forma preguiçosa, com narrações feitas sobre texto em tela, com algumas imagens estáticas aparecendo de fundo.

Em alguns pontos específicos, essas narrações dão lugar a pequenas missões de combate, onde o jogador controla o personagem em questão, mas elas nunca variam muito além disso.

Sabendo que elas não são tão interessantes, a CyGames até tenta recompensar o jogador, dando pontos de experiência ou outros bônus consideravelmente bons para aqueles que se submetem a essas torturas, mas tudo isso teria sido evitado se a escolha da história principal simplesmente contasse a origem dos personagens ao invés de continuar o que um jogo que nem todo mundo jogou.

Granblue Fantasy Relink
Créditos: Cygames

Ok, a história de verdade

A narrativa de Granblue Fantasy: Relink (e do restante da franquia) se passa num mundo de fantasia medieval fantástico, onde as pessoas e outras raças vivem em ilhas no céum, cada uma contendo uma cidade.

Seu grupo, liderado pelo protagonista/capitão, viaja pelos céus em sua aeronave, em busca da ilha lendária chamada Estalúcia. Durante o começo da narrativa, Lyria, a menina de cabelos azuis, é sequestrada e se torna o mcguffin inicial, sendo o motivo que leva os personagens a viajar pelos lugares em busca da mesma.

Ela é sequestrada pela vilã principal do jogo, mas durante o caminho, o jogador encontra alguns outros antagonistas que voltam a aparecer mais para o fim da narrativa, onde o plot se volta para o clássico ato de salvar o mundo, onde o famigerado “Poder da Amizade” dá um tom pobre à narrativa, que seria melhor caso usassem menos estereótipos de roteiro como esses.

Créditos: Cygames

Ambientação e cenários

Como dito acima, o jogador viaja por algumas — eu usaria a palavra “diversas” aqui, mas seria exagero — cidades e cenários, como uma ilha de lava, florestas, um deserto enorme e uma montanha de gelo. São áreas bem diversificadas, com mapas bem complexos em sua estrutura.

Afinal, estamos acostumados a ver em JRPGS, cenários retos e simplórios. Repara só: quantos JRPGS que você já viu que os mapas das dungeons consistem em salões quadrados, com pouca ou nenhuma elevação, ligados por pequenos corredores? Quando não é isso, são corredores que volta e meia possuem um desvio, que leva a algum baú ou encontro infortúnio contra algum inimigo.

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Em GFR houve uma clara preocupação em evitar isso. As cidades são muito complexas, em seu mapa e artisticamente também. Já as dungeons ou cenários que o jogador visita são igualmente detalhados, e a exploração dos mesmos é recompensada sempre; seja com itens ou encontros com inimigos diferenciados que dão mais experiência.

A verticalidade desses mapas é um diferencial, pois nem sempre um caminho diferente está claro, e tudo parece bem natural, o que é surpreendente, ainda mais dada a natureza e a origem do jogo. Nesse quesito, a CyGames está de parabens.

Créditos: Cygames

Jogabilidade

O estilo de jogo de Relink difere muito de sua fonte mobile. Ao invés de um jogo 2D com batalhas em turno, temos um jogo de ação com elementos de RPG, que me lembram três games em específico:

Tales of Arise, pela estética visual e o combate;
– A série Musou/Warriors, também pelo combate e pela fraqueza dos inimigos;
Monster Hunter, pelo multiplayer e as missões paralelas.

O combate é bem ágil, com cada personagem tendo características sutilmente diferente uns dos outros.

O protagonista é o clássico espadachim, com golpes fortes e fracos atrelados aos botões quadrado e triângulo. Alguns outros personagens como a Io funcionam melhor à distância, pois usam magia ou armas de fogo, como Rackam, que pode atingir inimigos de longe com sua espingarda.

Inclusive, não faz sentido em um jogo que você controla tantos personagens, não ser possível trocar entre eles durante as lutas. Isso só pode ser feito no menu de pausa e fora de combates, o que deixa o gameplay um pouco mais duro e faz com o que o jogador acabe focando em um único personagem por um bom tempo ao invés de alternar entre os quatro de sua party.

Créditos: Cygames

Ao subir de level ou derrotar um inimigo mais forte, você recebe itens para distribuir na sua já manjada lista de perks, que dão habilidades novas ou aumentos nos status.

Esses pontos não são individuais para cada personagem, então é possível lutar com personagens de nível mais alto para ganhar pontos para distribuir entre os que estão fora da party.

Esses personagens de fora também ganham XP, mas não na mesma proporção dos que estão em luta, então caso você queira por algum motivo upar todos, será necessário grindar ou ficar variando a party ao longo do gameplay.

Num geral, mesmo que exista por aí um tier list com os melhores personagens do jogo, o ideal é você escolher os que mais te agradam e formar uma party com quatro.

O protagonista não pode sair, mas você não precisa controlá-lo nunca, tirando nas missões paralelas dos outros personagens.

Ainda sobre sua origem em gacha, volta e meia você adquire tickets para invocar novos personagens. Esses não tem participação direta nos diálogos de história, mas falam coisas que durante o gameplay, têm sim a ver com o que está acontecendo no momento específico da história, a fim de não aliená-los.

Créditos: Cygames

Exploração

Fora de combate, Granblue Fantasy: Relink é bem competente em fazer o jogador interagir com os cenários. Como dito bem mais acima neste texto, os mapas possuem um certo nível de verticalidade e interação que não são muito comuns em JRPGs, ainda mesmo nesta geração.

As cidades infelizmente não possuem mapas, contando apenas com a já estabelecida barra de bússola no topo da tela. Mas, como existem diversos caminhos, em alguns momentos fica difícil encontrar um NPC específico ou pontos de interesse.

A sorte é que nenhuma dessas interações é feita muito durante o jogo, já que sua história é bem curtinha.

Em alguns momentos da história, cenas de ação com diversos set pieces legais aparecem, como fugir de um vulcão em erupção ou controlar MECHAS em determinados momentos da história.

Esses momentos são muito bem executados. Um destaque é a luta contra um inimigo gigante, onde você precisa escalá-lo para lutar contra ele, no melhor estilo Shadow of the Colossus.

Todos esses momentos fora da curva são surpreendentemente bem executados na engine do jogo, e demonstram como os seis anos de seu desenvolvimento foram bem aproveitados para contar a história principal do jogo.

Afinal, seria muito fácil enfiar um monte de dungeons retas e diálogos vazios — apesar que isso até que tem bastante, infelizmente, mas a CyGames se deu ao trabalho de fazer momentos esticamente bastante agradáveis.

Não só isso, mas as cutscenes são bonitas e bem animadas, lembrando muito jogos baseados em animes, com cenas dinâmicas e bem executadas, todas na engine do jogo e em tempo real.

Granblue Fantasy: Relink
Créditos: Cygames

O pós-game e o grosso do jogo

A campanha de Granblue Fantasy: Relink é bem curta, durante no máximo umas 20 horas, se você jogar com calma e explorar cada cantinho do cenário e fizer as missões paralelas e lutas extras.

Após isso, temos os créditos, fechando aquele pequeno arco de história, mas que infelizmente não dá um desfecho pra nada, deixando todo mundo no mesmo status quo de antes do game.

Só que aí começa o verdadeiro GranBlue Relink. Diversas missões ficam disponíveis, e o jogo libera o teleporte entre pontos de interesse dentro do mapa do jogo, tornando a exploração algo totalmente do passado.

Durante a história principal, o jogador encontra diversos loots que não possuem função alguma, nem para forjar armas nem nada.

Porém, eles começam a fazer sentido no pós-game, pois eles são usados para fazer outros itens melhores para seus personagens.

A forja serve para criar armas melhores ou melhorar o nível delas, e isso requer drops específicos de missões, além de dinheiro.

Granblue Fantasy: Relink
Créditos: Cygames

Aí que o pós-game começa de verdade, pois o jogador pode marcar no menu os itens que precisa. Depois, ao ir na tela de seleção de missões, é possível ver quais delas dão os itens que o jogador quer. Daí é só abrir a missão e passar dela.

Isso pode ser feito online com amigos ou sozinho, mas a complexidade das missões aumenta em um ponto que o jogo realmente fica mais divertido com pessoas ao seu lado.

Para este review, não tive a oportunidade de jogar online, pois foi me dado a cópia do jogo no PlayStation 5 e é necessário assinatura da Plus, coisa que não tenho.

Mas, ao ler relatos de amigos ou em outros vídeos, é possível notar que várias mecânicas do jogo são voltadas para essa interação entre jogadores, como algumas skills que se ativadas em sequência, dão mais danos nos inimigos.

Elas podem ser a ativadas no modo single player também, mas o fator “VAI ATIVA SUA SKILL AÍ” que isso pode gerar numa call durante o jogo, gera potencial para muita diversão em conjunto.

Granblue Fantasy: Relink
Créditos: Cygames

 

Conclusão

Granblue Fantasy: Relink é um Action RPG bem competente em sua estrutura. Apesar de uma história curta e pouco desenvolvida, a jogabilidade carrega o jogo por conta própria, já que suas mecânicas e estrutura geral sustentam um um gameplay que pode render umas 200 horas, caso o jogador queira se dedicar ao end-game.

Para futuros lançamentos, seria interessante que a CyGames desenvolvesse uma história fechada, que desenvolvesse os personagens sem depender de outros jogos.

Além disso, na dificuldade normal, o jogo fica trivial, principalmente se o jogador fizer todas as missões paralelas que aparecem durante a campanha.

As músicas são boas, mas nada marcantes, mas servem para ilustrar o tom mais épico dessa aventura fantasiosa.

Caso você queira um jogo de ação para jogar com os amigos durante uma call, ou um RPG curto para matar a sanha de zerar um jogo nesse gênero, Granblue Fantasy Relink é uma boa pedida, mas não espere uma história muito marcante, pois o forte dele está mesmo no loop de gameplay.

Prós:

  • Gameplay divertido com diversos personagens com jogabilidade variada;
  • Multiplayer com premissa divertida que sustenta o pós-game
  • Momentos de ação e exploração que às vezes extrapolam o que se espera de um jogo do gênero

Contras:

  • Falta de mapa nas cidades faz falta;
  • Campanha curta e com expectativa que o jogador conheça o jogo de celular;

    Nota: 7,5

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Esta análise foi feita com uma cópia do game para PlayStation 5, gentilmente cedida pela CyGames.
Granblue Fantasy: Relink está disponível para PlayStation 4, PlayStation 5 e PC (Steam).

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Elex 2 | Um RPG difícil de gostar https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/03/24/elex-2-um-rpg-dificil-de-gostar/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/03/24/elex-2-um-rpg-dificil-de-gostar/#comments Thu, 24 Mar 2022 15:20:08 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10486 Introdução Elex 2 é a continuação do talvez desconhecido ELEX, lançado para PC/ PS4/ XONE em 2017, sendo um RPG de ação feito pela Piranha Bytes e publicado pela THQ Nordic, que volta e meia pega uns títulos de menor orçamento para soltar pro público. Lá, vimos a história de Jax, um soldado genérico careca […]

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Introdução

Elex 2 é a continuação do talvez desconhecido ELEX, lançado para PC/ PS4/ XONE em 2017, sendo um RPG de ação feito pela Piranha Bytes e publicado pela THQ Nordic, que volta e meia pega uns títulos de menor orçamento para soltar pro público.

Lá, vimos a história de Jax, um soldado genérico careca de uma raça chamada Alb, que almeja usar a energia Elex do planeta para benefício próprio. E o que é esse tal de Elex? É uma energia esquisita que caiu no planeta Magalan junto com um meteoro que destruiu a civilização como eles conheciam.

LEIAM – Mario Kart Tour | Em defesa do Mario Kart de celular

As pessoas que sobreviveram se juntaram em facções e todas elas ODEIAM esses Albs, a raça do seu protagonista.

O que ocorreu no primeiro game é que ele caiu de sua nave e o Elex que ele tinha em seu corpo sumiu, deixando ele fraco. Isso fez com que ele não tivesse outra opção senão se juntar ao povo livre de Magalan.

Assim, a missão do jogador era se aventurar por esse planeta e fazer uso dos tropes clássicos desse tipo de RPG ocidental – como inclinação moral, forjar itens, conversar com NPCs estranhos – para zerar o game.

Elex 2
Reprodução/ Piranha Bytes – THQ Nordic

 

O segundo game

Senti que foi necessário dar essa introdução do roteiro do primeiro game, pois acho que ninguém sabe exatamente do que se trata. Se bem que se você achou esse texto no Google, é muito provável que você já conheça o game, mas enfim.

A questão é que o segundo jogo é basicamente uma extensão do primeiro, com mecânicas similares.

LEIAM – Tunic – It’s dangerous to go alone, Ѭझ അऔ

O combate do game não é um dos melhores, mesmo se comparado com outros jogos de baixo orçamento. Isso sem falar da dificuldade do mesmo, que vai pra lá e pra cá sem aviso.

Em alguns momentos você está batendo inimigos no mapa totalmente fracos e dois passos depois você é humilhado por algum monstro que não faz sentido estar na mesma área. Isso sem falar que tudo é pesado e as hitboxes não parecem corretas.

Elex 2
Reprodução/ Piranha Bytes – THQ Nordic

Os NPCs que você encontra também não adicionam valor nenhum à narrativa, sendo todos seres meio desprezíveis que em 2 horas de jogo você provavelmente já vai estar pulando todos os diálogos, torcendo pra que ao fim da conversa, você ganhe algum item bom ou avance a narrativa de alguma forma.

Acho que o único fator que salva bem de leve é o jetpack, que já estava presente no primeiro jogo, facilitando a navegação pelo mapa e deixando a experiência menos pior.

Elex 2
Reprodução/ Piranha Bytes – THQ Nordic

Conclusão

Normalmente é legal dar uma passada de pano para empresas que não podem fazer jogos AAA, mas o estúdio Piranha Bytes, localizado na Alemanha, parece que simplesmente não aprende com seus erros.

O jogo sofre de diversos problemas de combate e narrativa que seus jogos anteriores, como a série Gothic e Risen, e é difícil compreender o motivo de continuarem criando experiências sem escopo assim.

LEIAM – Albert Odyssey: Legend of Eldean | Um dos JRPGS já feitos

E pior é ver que outros estúdios europeus que fazem este tipo de jogo, como a CD Projekt RED, melhoraram muito nos últimos anos. É só ver a diferença de Witcher 2 para o terceiro titulo.

Caso você goste de RPG’s ocidentais de baixo orçamento ou simplesmente queira dar umas risadas com um jogo que beira o injogável, pode dar uma chance a Elex (tanto faz o 1 ou o 2). Espero que você encontre alguma felicidade nisso.


Esta análise foi feita no PlayStation 5 com uma cópia digital do game gentilmente cedida pela THQ Nordic.

Elex 2

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Biomutant | Furries pós apocalípticos https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/06/02/biomutant-furries-pos-apocalipticos/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/06/02/biomutant-furries-pos-apocalipticos/#respond Wed, 02 Jun 2021 21:55:22 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7629 Biomutant é uma aposta arriscada em vários sentidos. Primeiro, por parte da THQ Nordic, por investir em uma IP completamente original. Depois, por parte da Experiment 101, sendo o primeiro projeto deles e pelo fato do jogo ser um RPG de mundo aberto, num mercado que está absolutamente lotado deles. A Experiment 101 não é […]

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Biomutant é uma aposta arriscada em vários sentidos. Primeiro, por parte da THQ Nordic, por investir em uma IP completamente original. Depois, por parte da Experiment 101, sendo o primeiro projeto deles e pelo fato do jogo ser um RPG de mundo aberto, num mercado que está absolutamente lotado deles.

A Experiment 101 não é necessariamente novata nisso, já que o fundador do estúdio, Stefan Ljungqvist foi uma das mentes responsáveis pela série Just Cause e pelo jogo de Mad Max.

A pergunta que não quer calar, entretanto é: Como Biomutant se sai sozinho? Confira conosco na análise.

A ascensão dos Furries

Após gerações e gerações de humanos jogando tudo quanto é tipo de porcaria na Terra, chegou um ponto em que o planeta começou a se tornar inabitável para as pessoas, assim a humanidade abandonou o planeta e deixou o planeta a Deus dará.

Como acontece com toda espécie deixada numa condição adversa, os animais sobreviventes acabaram por se adaptar ao ambiente e as mutações ocorreram, com as criaturas se tornando mais inteligentes e desenvolvendo sociedades, nas ruínas do que os humanos deixaram.

LEIAM – WarDogs: Red’s Return | Final Fight dos Cachorros

Só que o preço pago por inúmeros anos de poluição, é que isso gerou a criação de quatro criaturas tenebrosas, denominadas Devoradores, que começaram a acelerar o processo de destruição do mundo, pois eles ocupam os quatro galhos principais da Árvore da Vida, o pilar central do mundo e que mantém o mesmo vivo.

É seu papel, um ronin com um passado trágico, derrotar tais criaturas e curar o mundo, mas você decide O MEIO DE CHEGAR AO SEU OBJETIVO.

Um mundo de possibilidades para você

Biomutant

Tirando o primeiro elefante branco da sala: O começo do jogo não é dos mais animadores. Sim, é esquisito ter que criticar um tutorial, mas aquele trecho inicial me cativou o bastante.

Dito isso, primeiro você tem uma miríade de coisas para fazer, que influenciam nos seus status iniciais, como a espécie que você pertence, a classe e mesmo os seus atributos iniciais. Tudo isso influencia na sua aparência e mesmo no seu passado, com a aparência de seus pais.

Claro, como são animais antropomórficos não fofinhos feito os de Sonic, o sistema de criação de personagens tende a ter um ar mais animalesco, ainda que seja decente. Embora apesar de tudo, ainda é possível criar aberrações da natureza, como meu primeiro char criado antes das sessões de livestream’s que fiz do jogo no Twitch.

O jogo possui um sistema de carma semelhante ao da série InFamous, que influencia não somente o final que você vai obter no jogo, mas como os personagens ao seu redor o veem e as habilidades psiônicas, que são as magias do jogo. Luz ou escuridão, o carma pode ser adquirido em diálogos ou em totens que você consegue encontrar no mundo do jogo.

No quesito de combate, você possui uma gama impressionante de armas para chutar os traseiros até a semana que vem. Você começa com uma arma de combate corpo a corpo e uma a longa distância referente a sua classe, mas você pode fazer upgrades nela com peças que encontrará em sua exploração e com sucata que você acha nos totens de recursos e dropando de alguns inimigos.

O crafting a princípio não parece ser algo importante, mas conforme se avança no jogo são necessárias armas mais fortes, então acumular recursos para uma arma melhor é uma boa pedida aqui.

Quando o mundo se abre, existe uma imensa gama de missões para se fazer, e ainda que o jogador tenha liberdade para fazê-las na hora que quiser, nem todas poderão ser feitas, pois coisas acabam faltando, como veículos, montarias ou roupas especiais.

Infelizmente, aqui mora um dos pontos fracos do jogo, não há um incentivo emocional para se fazer tais missões. Claro, você vai querer fazê-las do ponto de vista racional, conseguir XP, craftar itens e pontos de upgrade. Faço aqui uma comparação com a série Fallout, que por mais que desajeitado o combate as vezes seja, usualmente ele nos proporciona missões com NPC’s que vez ou outra conseguimos nos afeiçoar a eles, seja amor ou ódio.

Combate variado, puzzles simples

Biomutant

O combate de Biomutant existe em três partes, mano a mano desarmado, o combate com as armas e combate a distância. Você tem combos simples, e vai desbloqueando novas habilidades conforme se aumenta de nível.

Não é difícil pegar o jeito, mas cabe ao jogador escolher quando ele vai se utilizar de ataques físicos, ou se é melhor ele utilizar da boa e velha magia de pólvora (conhecido como armas de fogo). Cada arma tem um funcionamento único, e novamente, aí vai muito do jogador decidir que tipo de arma de fogo ou arma branca se adequa melhor ao estilo dele.

A dificuldade do jogo é balanceada, mas o jogador pode se pegar morrendo em situações bobas, seja por descuido (cair na água, que drena a sua estamina ou na gosma venenosa que mata rápido), ou um chefe em específico ( #nerftorresminho). Mas, ainda assim, não encontrei grandes dificuldades nas minhas 25 horas de jogatina (foi o tempo que levei pra terminar a campanha principal, fazendo um punhado de sidequest’s ao longo do caminho).

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As batalhas contra os devoradores ocorrem em veículos especiais, uma ocorre numa espécie de armadura robótica, outra num jet-ski, uma acontece numa montaria e o último acontece num veículo subaquático que eu esqueci o nome. Essas batalhas, apesar de emocionantes, são um tanto repetitivas, porque o que você faz é ver o padrão do chefe, desviar dos ataques e contra atacar.

A batalha mais criativa é a do Torresminho (segundo devorador), que exige um pouco de criatividade, mas é a mais difícil e me tomou MUITOS itens de cura porque demora até você pegar o jeito. E a segunda fase dela, pior que a primeira. E a luta final foi mais um teste de paciência porque envolve lutar contra o chefe final três vezes, uma sozinho, uma antes de batalha contra o quarto devorador e as outras duas para finalizar o jogo.

Em algumas etapas do jogo, você encontrará alguns objetos do mundo antigo, que são coisas como relógios de sol, ou telefones, ou Tevês, rádios. Ao interagir com tais objetos, você precisará resolver um puzzle.

Seria algo a se preocupar no meu caso, que sou notavelmente ruim nos jogos do gênero puzzle, mas eles são extremamente simplistas, e ficam AINDA MAIS FÁCEIS caso sua inteligência (no jogo) seja alta.

Porém, no estado atual (passível de ser consertado em futuros patches de correção), alguns puzzles estarão bugados a ponto de não poderem ser resolvidos (no momento a solução é salvar e carregar o save).

Fantástico mundo de baixo orçamento

Biomutant

De novo, tirando aqui o segundo elefante branco da sala (aparentemente essa sala é tão grande que cabem dois elefantes brancos, mas divago): Qualquer um que olhe para o jogo rodando, verá que os cenários são aquém do que os consoles da geração passada (PS4/Xone) são capazes.

As texturas não possuem a qualidade vista em jogos como Horizon: Zero Dawn ou mesmo o Ratchet & Clank de 2016, mas até aí a THQ Nordic não possui o cheat de dinheiro infinito que a SONY tem.

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Dito isso, ainda assim, os cenários de Biomutant são de tirar o fôlego. O mundo é vibrante e colorido em sua maior parte, com exceções óbvias nos locais onde a poluição deixou tudo cinza. As construções que mostram que aquelas criaturas que hoje habitam o mundo se adaptaram ao que restou.

Os modelos dos personagens não são o que você esperaria ao ouvir a palavra “furry”, usualmente associada com os seres antropomórficos de Sonic ou o estilo cartunesco que vemos os Furries utilizarem no Twitter. Aqui literalmente são animais humanoides. E apesar da estranheza inicial, o estilo casou com a proposta do jogo.

A trilha de Biomutant, composta por Björn Palmberg é fantástica. As músicas tem um toque, uma sonoridade com um pé no oriente, visto a influência de artes marciais no combate e organização do jogo. Apesar disso, a trilha possui um outro tom melancólico, como se soubesse que o mundo em que ela está inserida está agonizando.

Quanto a dublagem do jogo… Existe uma razão pela qual o jogo te dá a opção de “mutar” o narrador do jogo. A princípio você acha bacana, mas conforme o tempo passa, a voz do narrador é praticamente a única, e ela vai te deixar maluco, porque ele não narra apenas os diálogos, mas ele solta linhas aleatórias, conforme você vai andando pelo mundo. E não importa a língua, eu joguei com as vozes em inglês, japonês, espanhol, russo, polonês e mandarim. Você vai ficar irritado de qualquer jeito.

Honestamente, eu preferiria que deixassem somente o idioma fictício criado pro jogo com os textos na tela, como acontece em Klonoa, por exemplo. Apesar de você não entender o que as criaturas falam, dá pra perceber pela tonalidade, o que elas querem dizer. Um narrador só serviu pra irritar os jogadores.

Como muitos jogos da THQ, Biomutant está traduzido para o português (sem dublagem, mas ei, talvez tenha sido benção disfarçada). No geral, a tradução está 99% excelente, com termos bem localizados, com exceção de uns dois errinhos que encontrei, e se tratando de uma jornada de mais de 25 horas, com toneladas de texto, isso quer dizer algo.

Conclusão Honesta

Biomutant

Se Biomutant fosse um jogo vendido na PSN ou na Live por 250, 200 Reais (seguindo basicamente a tabela de 50, ou 40 dólares respectivamente), eu recomendaria a compra sem pensar duas vezes.

Num mundo ideal onde os jogadores podem comprar 2 lançamentos AAA num mês sem ter rombo no orçamento, Biomutant a 40, 50 dólares seria uma compra certa.

Porém não estamos num mundo ideal, e Biomutant custa 300 reais na PSN Brasileira (332 na Xbox Live), indo para a tabela dos 60 dólares, e francamente. Por esse preço, eu recomendaria a compra em uma promoção. Se você quiser arriscar 200 reais na versão de PC, vai fundo, porque o jogo é legal e pode valer o investimento.

Enfim, entre acertos e erros, Biomutant é um RPG bem divertido, que vai render horas de diversão (após o tutorial), mas tenha em mente que existem jogos que fazem o que Biomutant fez, mas que custam menos atualmente.

Biomutant está disponível para PC, PlayStation 4 e Xbox One, com versões para PlayStation 5 e Xbox Series a serem lançadas posteriormente.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 cedida pela THQ Nordic.

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Action Taimanin | Ação sexy, porém limitada https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/10/22/actiontaimanin/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/10/22/actiontaimanin/#respond Thu, 22 Oct 2020 20:50:45 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=5791 O jogo dessa análise junta duas coisas que não tenho tanta familiaridade assim, Gachas, e a série Taimanin Asagi. Mas bem, aqui estamos. A série Taimanin Asagi é famosa por ter suas personagens, belas e curvilíneas ninjas, passando por situações bem cabrosas nas mãos de seus inimigos. E quando Action Taimanin, um jogo de ação […]

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O jogo dessa análise junta duas coisas que não tenho tanta familiaridade assim, Gachas, e a série Taimanin Asagi. Mas bem, aqui estamos. A série Taimanin Asagi é famosa por ter suas personagens, belas e curvilíneas ninjas, passando por situações bem cabrosas nas mãos de seus inimigos.

E quando Action Taimanin, um jogo de ação foi anunciado, alguns pun… digo, membros da fanbase, reclamaram porque seria um jogo sem sexo, que a série tinha se vendido e blá, blá, blá, whiskas sachê.

Eu, honestamente, não tinha uma opinião, porque quando originalmente anunciado para o mercado japonês, era um jogo para Android e iOS, e como eu não tenho um celular (sim, eu sei, chocante), não é para mim.

Jogos gacha são jogos eletrônicos que adaptam e virtualizam a mecânica gacha. A monetização destes videogames é similar ao conceito de loot boxes, quando se trata de induzir os jogadores a gastarem dinheiro.

Porém tudo mudou, quando anunciaram no lançamento global que o jogo sairia no Steam também. E sendo um jogo Free2Play, pensei…  Bem, não faria nenhum mal experimentar, certo? O experimentei, e agora veremos se ele vale a pena o seu tempo.

A Elite dos Ninjas Fatia Demônios

Action Taimanin

O jogo faz uma breve introdução do universo de Taimanin Asagi, onde num futuro próximo, demônios são uma ameaça ao mundo humano, porém um pacto de não agressão fora firmado entre as duas espécies. Entretanto, com a corrupção e decadência da sociedade, essa trégua era tênue e frágil.

Uma hora, obviamente, a merda bateu no ventilador e os demônios invadiram o mundo humano. Porém, um grupo de ninjas altamente treinados, intitulados Taimanins defendem a humanidade, transformando demônios em sarapatel.

Você, no controle do comandante Kotaro Fuuma, da Força Tarefa de Taimanins, deve realizar diversas missões, incluindo derrotar dois ex-taimanins, que hoje são criadores do caos.

Claro, eu resumi mal e porcamente um pouco da lore, e um pouco do roteiro da Quest principal do jogo, mas é bem isso aí. Não é necessário ter um conhecimento profundo da série para poder aproveitar a lore de Action Taimanin.

Quase um Oneechanbara de celulares

Primeiramente, vamos a uma coisa: Se você fizer apenas a Main Quest, Action Taimanin é um jogo bem curto. São 5 capítulos, com cinco etapas cada, no final da quinta etapa de cada capítulo, temos uma luta contra um chefe principal (cada etapa também possui um chefe, usualmente um inimigo um pouco mais poderoso). Ainda assim, é um jogo curto.

No começo do jogo, você pode escolher uma dentre três das Taimanins disponíveis, Asagi Igawa, que usa uma Katana, Sakura Igawa, que usa duas espadas curtas, e Yukikaze Mizuki, que utiliza duas pistolas. No momento em que escrevo essa análise, não sabemos se Rinko Akiyama (que vai ser adicionada ao jogo no dia 26) entrará entre as selecionáveis para novos jogadores.

LEIAM – Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning | Re-Remaster [CARREGANDO…] da-datado?

Com a Taimanin selecionada, você começa realizando a Main Quest, até desbloquear as outras abas do jogo, como as Missões Diárias, os Desafios Especiais, os Eventos e o modo Time Attack. Antes de explicar esses modos, vamos explicar como funciona a jogabilidade principal.

Primeiramente, se estiver jogando em um notebook, recomendo que remapeie os botões de ataque e troca de armas para o teclado. Não sei se é o meu notebook, mas jogar com o touchpad dele pra atacar deixava o jogo não muito divertido. Usando o teclado para se mover e atacar tornou a jogabilidade melhor pra mim.

O jogo é um hack’n slash básico, porém limitado pelo fator de ser um jogo originalmente pensado para celulares Você possui um botão de ataque, um de Dash/Esquiva, um botão para a Ultimate Skill e um botão para a habilidade ativa de suporte.

O objetivo é fácil, acabe com a onda de inimigos de um ponto, até o jogo indicar que você pode ir para o próximo, repita até chegar ao chefe. Existem skills que você pode desbloquear com skill points e elas são equipáveis.

Essas skills possuem um tempo de recarga e são uma mão na roda em diversos momentos do jogo, seja para atacar um inimigo, ou mesmo esquivar de um ataque iminente.

Se um Oneechanbara fosse produzido para celulares, ele seria possivelmente bem parecido com Action Taimanin. Porém, a todo momento em Action Taimanin, você percebe que ele foi pensado primariamente para celulares, desde os comandos presentes, até mesmo alguns textos do jogo, como o aviso de updates, que avisa para conectar em uma rede wi-fi, típíco de jogo mobile (para poupar a banda de jogadores que utilizam 3G/4G/5G, é recomendado estar em wifi).

É, é um gacha

O jogo é um gacha, porém os pulls não estão ligados aos personagens jogáveis. Existem 3 tipos de pulls em Action Taimanin, os pulls de personagens de suporte, pulls de novas armas e pulls de materiais.

Os personagens de Suporte podem possuir uma habilidade passiva ou ativa, dependendo do personagem.

A habilidade ativa é ativada com a tecla E no computador, enquanto que a passiva independe da ação do jogador, pode ser desde bônus de atributo a contra-ataques quando se é atacado. O jogador possui até 3 slots para personagens de suporte, e o efeito varia, se o suporte está no slot principal ou nos dois secundários.

As armas são divididas entre as quatro personagens, porém os pulls não vão estar necessariamente ligados a personagem que você escolheu a princípio, logo, se você está jogando primeiramente com a Asagi, pode acabar conseguindo armas para a Sakura, e vice versa.

Os pulls de suporte e armas vão utilizar, ou de tickets dados pelo jogo (também podem ser comprados com dinheiro de verdade, mas como o dólar está na casa dos 83 reais, não é recomendado, especialmente porque a loja de Action Taimanin não cobra em reais), ou de gemas, dadas por cumprir missões, diárias ou achievements conseguidos durante a jogatina.

Já os pulls de material para crafting são feitos usando o dinheiro in-game recebido por logins, missões e coletado nas fases.

Existe um sistema de melhoria de armas e de suporte, que é até um pouco complexo, se considerarmos que é um jogo de celulares, mas caso eu entre em todas as minúcias, o texto irá se alongar demais.

Corpos curvilíneos, cenários simples

Vamos mencionar o elefante branco na sala: Os cenários de Action Taimanin são MUITO simples.

Não há maneira melhor de descrevê-los. Aceitáveis para um jogo mobile, mas longe de serem esplendorosos. E os cenários das cenas em Visual Novel são em sua maioria, fotografias.

Os modelos das personagens femininas jogáveis são bonitos, considerando que não sou lá muito fã da arte da série, porém os inimigos em sua maioria (com poucas exceções) são genéricos e não muito inspirados, são robozinhos, ninjas genéricos e monstros que encontramos em obras que exploram um pouco o folclore japonês.

As personagens de suporte basicamente são sprites 2D com artes das mais variadas, feitas por diversos desenhistas (todos creditados). As cutscenes em visual novel são feitas com os modelos 3D dos personagens que lá aparecem.

A trilha sonora não chama muito a atenção, mas também não atrapalha. E a dublagem é de alto calibre, contando com as dubladoras que reprisam seus papéis, e nomes de quilate, como Haruka Tomatsu, que empresta sua voz para uma das personagens de suporte do jogo.

Veredito final

Boa parte dos problemas de Action Taimanin tem muito a ver com a limitação dele de ser um jogo feito primariamente para celulares. E mostra o potencial que Taimanin Asagi pode ter, saindo da área eroge.

Fico imaginando um jogo produzido pela Tamsoft (da série Oneechanbara), feito para aproveitar o Hardware do PC ou de um Switch, talvez de um Series X (porque a Sony e a Austrália tem medo de tetas).

Enfim, se seu PC ou dispositivo móvel conseguir rodar Action Taimanin, recomendo dar uma chance a ele. Apesar dos tropeços, é um jogo competente, apesar de não ser excelente.

Action Taimanin é gratuito e está disponível para PC (através do Steam), Android (PlayStore) e iOS (AppStore)

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.hack//G.U. Last Recode | Resgatando clássicos da melhor maneira possível https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/09/27/hack-g-u-last-recode/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/09/27/hack-g-u-last-recode/#comments Sun, 27 Sep 2020 10:00:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=5298 Antes de mais nada, vou ser honesto: Os jogos da quadrilogia original de .hack// não envelheceram bem. Sim, Infectation, Mutation, Outbreak e Quarentine cumpriram seu papel de estabelecer o universo, mas a jogabilidade ficou datada e pesada. Dito isso, minha primeira experiência com a série foi lá por 2009, com meu suado PlayStation 2, no […]

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Antes de mais nada, vou ser honesto: Os jogos da quadrilogia original de .hack// não envelheceram bem. Sim, Infectation, Mutation, Outbreak e Quarentine cumpriram seu papel de estabelecer o universo, mas a jogabilidade ficou datada e pesada.

Dito isso, minha primeira experiência com a série foi lá por 2009, com meu suado PlayStation 2, no qual joguei o primeiro volume de .hack//G.U. (Rebirth).

LEIAM – 20 Anos de PlayStation 2

A ironia do destino só me permitiu terminar a trilogia .hack//G.U. em 2018, época em que o remaster já havia chegado ao mercado.

Mas enfim, somente agora em 2020, pude jogar o remaster da trilogia .hack//G.U…. Será que ela vale a pena seu suado dinheirinho?

Sigam-me os bons.

Renasça, Relembre, Redima e Reconecte

.hack//G.U.

A trilogia G.U. original da segmento aos eventos do anime .hack//Roots, de 2006, que contava as aventuras de Haseo na época em que ele fazia parte da Brigada do Crepúsculo, uma das muitas guildas que habitava o MMORPG de Realidade virtual The World R:2 (R:2 significando Revisão 2). Claro, não é necessário ter o conhecimento de .hack//Roots para jogar G.U., mas vai dar um tremendo contexto a muitas das coisas.

.hack//G.U. Conta a odisseia de Haseo, um Adept Rogue que está caçando Tri-Edge, o responsável por colocar sua amiga Shino em coma na vida real. Quando ele supostamente encontra Tri-Edge e luta contra ele, as coisas dão tremendamente errado e seu personagem inteiro é reformatado, retornando ao nível 1.

LEIAM – 5 Motivos para você Comprar um PlayStation 2

Sendo assim, Haseo, um famoso PKK (Player Killer Killer) conhecido como Terror of Death, tem que reiniciar sua jornada.

A princípio, Haseo é sem sombra de duvida, um dos personagens mais insuportáveis que já joguei em um RPG. Arrogante, convencido e extremamente babaca, você passa pelo boa parte do primeiro volume de G.U. querendo dar um soco na fuça dele.

Mas, aí é que está a graça da jornada, porque conforme ele vai conhecendo as pessoas de seu grupo, Silabus, Gaspard, Atoli, Kuhn e Pi (além do excêntrico Piros, the 3rd e do enigmático bêbado Antares ), Haseo vai se tornando aos poucos menos babaca e uma pessoa melhor. E até mesmo entendemos a razão pela qual Haseo havia se isolado e se tornado um babaca.

.hack//G.U.

No segundo volume, lidamos com a ameaça da AIDA, forma de vida capaz de corromper os jogadores e fazê-los entrar em coma.

Devido ao ocorrido no final do primeiro volume, Atoli havia perdido a sua habilidade de “escutar” a presença da AIDA devido a mesma ter roubado seu Avatar.

Além dessa ameaça, existe um clima de tensão na guilda Moon Tree, já que claramente há uma cisão entre Sakaki, o líder de uma das unidades, e Zelkova, o mestre da guilda. Com isso, novos aliados, que antes eram seus adversários, se juntam ao grupo, como Sakubo, um garoto que possui uma personalidade dupla, Alkaid, antiga Campeã da Arena que deseja resgatar o líder de sua antiga guilda que fora infectado pela AIDA e ficara insano, e Endrance, o Campeão da Arena que Haseo derrotara no volume um.

Devido a influência de seus amigos, Haseo já não era mais um babaca e se tornara uma pessoa mais afável e tolerável. E descobrimos aqui, o quão filho da puta o Sakaki é (no primeiro volume, você ‘suspeita’ dele, porque ele parece bonzinho demais) e o quanto ele manipula Atoli, que a princípio parece ser aquela menina pululante que quer que todos se deem bem, mas na verdade é uma menina solitária que sofreu bullying e rejeição no colégio, pressão da família por conta de notas e comportamento e tentou o suicídio, tendo encontrado no The World uma válvula de escape.

.hack//G.U.

E no último volume da trilogia .hack//G.U. original, descobrimos que quem havia colocado Shino em coma, havia sido Ovan, o mestre da Twilight Brigade e que ELE era Tri-Edge, além de ter manipulado Sakaki. E agora ele quer que Haseo o derrote, para descobrir a verdade do The World.

Também descobrimos que Sakaki está de volta, e mais maníaco que nunca, querendo destruir Haseo e manter o controle tirânico sobre o The World. Com isso, a jornada chega ao ápice e o que está em jogo, não é só o mundo virtual, mas o próprio mundo real, vindo de uma ameaça que havia sido derrotada tempos atrás, na quadrilogia original.

Neste volume, vemos que Haseo agora é mais honesto e uma pessoa muito mais afável que no começo do jogo, a ponto de perceber seus sentimentos por Atoli, e dar um tremendo esporro em Alkaid, quando a mesma aparece para ajudá-lo num ponto da história. O esporro foi pela mesma não ter avisado que tinha voltado.

E para o relançamento do remaster, a Bandai Namco e a CyberConnect2 prepararam um quarto volume, chamado Reconnection, se passando um ano após a trilogia .hack//G.U.

Haseo passou todo o tempo trabalhando no mundo real, com Pi, na esperança de encontrar um modo de salvar Ovan, que estava em um coma profundo, entre a vida e a morte.

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Com a informação que precisava, ele retorna ao The World, porém sem os poderes de seu avatar, selado por Zelkova, Haseo é incapaz de libertar Ovan da esquife de gelo na qual ele havia se posto. Ele também descobre que The World estava extremamente instável e a CC Corp iria fechá-lo em alguns dias.

Haseo sabia que a única maneira de salvar Ovan era com os poderes do avatar, mas a pessoa que poderia ajudá-lo estava desaparecida, então é uma corrida contra o tempo para encontrar Zelkova e salvar Ovan. Nisso, descobrimos que uma ameaça ao The World ainda existe, que liga todos esses pontos.

Por fim, Reconnection é uma aventura curta, funcionando como um epílogo aos eventos de Redemption, com essa parte em específico da coletânea, podendo ser terminada em cerca de duas horas.

Simples, mas profundo

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Explicar como funciona .hack//G.U. é simples, mas ao mesmo tempo uma tarefa complicada.

O jogo é um RPG de ação, simulando um MMO. Para ir nas áreas onde temos combates, você precisa ir aos Chaos Gates e colocar palavras específicas que irão gerar uma área, usualmente essas palavras são conseguidas durante a história, ou nos fóruns do jogo.

Juntando três palavras, se forma uma área e dependendo do seu nível e do nível da área, os inimigos e recompensas serão influenciados.

O combate do jogo é simples, nas áreas do jogo (sejam campos abertos ou dungeons), grupos de inimigos estarão vagando. Você pode entrar em um combate se aproximando deles, ou atacando, se não foi percebido pelos mesmos.

Isso é importante, pois um ataque preventivo causa dano, auxiliando um pouco os combates. Você possui apenas combos simples com o botão de ataque, um botão para defesa e o botão das Skill Triggers.

As Skill Triggers são as magias do Haseo e ajudam bastante. A princípio, você tem apenas uma Skill Trigger, mas conforme avança (e usa Skill Triggers com as armas), novas habilidades vão sendo desbloqueadas.

Outra coisa ligada com as Skill Triggers é o Rengeki, uma habilidade que é ativada após um certo número de golpes ser acertado no inimigo. Um halo brilhante o envolverá, e ao usar uma Skill Trigger, ativará o Rengeki, que potencializa o dano do ataque.

O uso dos Rengekis aumenta a barra de moral do grupo, necessária para realizar outra técnica, o Awakening.

O Awakening depende do selecionado (eles são desbloqueados ao longo da história, não fique tão nervoso ao ver somente um no começo), mas são extremamente úteis em batalhas contra chefes, sejam da história ou opcionais.

Claro, que existem mil outras coisas que eu poderia explicar, como o sistema de alquimia, utilizado para fortalecer as armas (ops, expliquei), as sidequests feitas (que são exatamente isso, sidequests), embora algumas delas sejam obrigatórias para o andar da história, mas explicarei os dois pontos mais importantes da jogabilidade.

Primeiro, temos a Arena, que é um local onde basicamente lutas entre jogadores acontecem, criado para evitar o excesso de Matadores de Jogador (Vulgo Player Killers), onde uma variação do Rengeki ocorre, o Hangeki, que é basicamente você usar uma Skill para cortar a Skill do oponente.

A Arena é parte importante, utilizada nos três volumes, mas existe conteúdo opcional nela (alguns troféus do jogo são desbloqueados na Arena) para o manter entretido.

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E segundo, temos um sistema de afeição. Em um determinado ponto do jogo, você ganha cartões que pode enviar aos membros do seu grupo (que você possui contato) através da caixa de entrada de e-mails. E usualmente quando mandamos um cartão, o personagem que você mandou responde, e dependendo do tipo de cartão, uma conversa pode ser iniciada, o que vai aumentar a afeição do personagem.

Outras maneiras de se aumentar a afeição do membro do grupo, é dando presentes a ele (usualmente equipamento bom que ele possa usar), o uso de Rengeki quando ele está no grupo, e a participação em sidequests.

Existe uma maneira rápida de se aumentar a afeição dos membros do seu grupo, mas isso é reservado apenas para o pós jogo do terceiro volume. Essa afeição é carregada do primeiro ao terceiro volume, e permite no pós jogo, um evento especial com o membro que tenha a afeição no máximo.

A dificuldade do jogo é bem balanceada, existindo poucos momentos onde se vai exigir um certo grinding. E para os que não querem perder tempo com grinding, para esse remaster, a Bandai Namco adicionou um “Cheat Mode”, onde em cada volume, todos os personagens começaram em nível máximo (50 no volume 1, 100 no volume 2 e 150 nos volumes 3 e 4), com a afeição ao máximo, os melhores itens e equipamentos já no seu inventário. Ainda assim, antes de ir com sede ao pote, recomendo uma jogatina primeiro no modo normal.

Uma outra coisa que esqueci de explicar, é a questão dos Avatares.

Os Avatares são, por falta de termo melhor, Personas, utilizados em batalhas muito especiais, contra a AIDA. Essas batalhas são simples, na qual deve-se diminuir o HP do inimigo a 0 e utilizar o Data Drain.

Não é nada complexo, e o próprio jogo tem um tutorial bastante útil.

Mostrando a Idade, mas esteticamente bonito

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Graficamente, o jogo mostra em muitos pontos que é um jogo de PlayStation 2.

Temos alguns efeitos aqui e ali, o jogo rodando a 1080/4K e 60FPS constante, mas ainda assim, muitas coisas no jogo gritam PLAYSTATION 2. Especialmente os modelos dos personagens, com suas mãos que denotam que o orçamento dos jogos originais talvez não fosse tão grande.

Ainda assim, a estética do jogo envelheceu bem. Os cenários são lindos, com detalhes diversos, dependendo do local. As cidades e áreas das guildas grandes (como a Moon Tree e a Kestrel) são criativas e bem feitas, deixando um pouco a imaginação do jogador preencher como é lá dentro.

No começo do volume 1 as dungeons e áreas se repetem, mas conforme avançamos nos volumes 2 e 3, mais cenários são abertos, deixando uma boa variedade que não torna cansativo.

No volume 4, foram produzidas cutscenes em animação, diferentes das presentes nos volumes anteriores, dando um toque diferente ao epílogo do jogo.

A trilha sonora possui temas relaxantes e bem compostos, com os temas de batalha sendo o contraposto das áreas por onde navegamos. Não são necessariamente marcantes, mas conseguem justamente passar o tom exigido pela cena ou cenário.

Pela primeira vez (a não ser que você tenha jogado a versão de PS2 através de uma iso Undub) os jogadores ocidentais puderam ter a chance de ouvir a dublagem japonesa de .hack//G.U., que foi incluída juntamente com a americana.

Esse é um jogo da época que estavam começando a dublar bem jogos japoneses no ocidente, então independente do idioma de sua preferência, você não vai se decepcionar com a dublagem do jogo. Uma excelente escolha de vozes, com ótimas interpretações.

E como um bônus extra, foi adicionado o Modo Paródia, que basicamente pega cutscenes dos jogos e altera-se totalmente o contexto, gerando cenas hilárias.

A melhor maneira de se aproveitar um clássico

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.hack//G.U. Last Recode é a melhor maneira de se aproveitar três excelentes jogos da biblioteca do PS2 de maneira conveniente.

Uma boa história, jogabilidade simples, mas eficiente e uma boa gama de waifus para se casar no final. Recomendadíssimo, independente da plataforma escolhida.

.hack//G.U. Last Recode está disponível para PlayStation 4 e PC (via Steam).

A análise foi feita com base na versão de PlayStation 4.

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Curiosamente, Kingdoms of Amalur: Reckoning e a THQ tem muito em comum, mesmo antes da THQ Nordic adquirir a ip para o relançamento.

Num passado muito distante, quando eu era um jovem mancebo, a THQ era responsável pelas versões 16-bit das séries da EA, como FIFA, NHL e NBA Live, e também foi a Electronic Arts que foi a publisher da versão original de Kingdoms of Amalur: Reckoning.

E, assim como a THQ foi pro vinagre depois de diversas decisões erradas na geração passada (como aquele tablet que foi um fiasco imenso), Kingdoms of Amalur: Reckoning não foi um sucesso comercial.

LEIAM – DARKSIDERs Genesis | Uma Jornada de Conflito

Sim, o jogo foi relativamente bem recebido pela crítica, mas não vendeu muito bem e o estúdio responsável pelo jogo (38 Studios) sofreu um revés absurdo no processo, impossibilitando que o jogo se tornasse uma franquia.

No saldão da THQ, o nome da mesma e muitas das IP’s (como Darksiders) foram adquiridas pela publisher austríaca Nordic, que aproveitando do nome maior da THQ, se rebatizou como THQ Nordic

Aliás, vocês sabiam que a THQ foi fundada pelo criador da LJN?

Pois é, desiludido com o foco da LJN em jogos (originalmente era uma empresa que produzia brinquedos, como algumas action figures da WWF nos anos 80), ele saiu da empresa e criou a THQ, que significa Toy Head Quarters

Que depois de um tempo TAMBÉM passou a focar em jogos ao invés de brinquedos, o que fez o criador da THQ deixar a empresa e fundar a Jakks Pacific.

Enfim, lições de história a parte, em 2018, a THQ adquiriu a IP e os assets do jogo e em junho deste ano, foi revelado que Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning chegaria em setembro para a atual geração de consoles e para os PC’s. Mas será que o jogo merece uma segunda chance? Ou ele deve ser ignorado, tal qual foi em sua primeira versão?

Forje seu Destino

Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning

Em uma Terra ainda em guerra, você é um guerreiro que falecera, mas graças a um ritual executado por uns anões cabulosos no poço das almas, sua alma voltou dos mortos e você está vivo novamente.

Não apenas isso, mas em um mundo onde a maioria das pessoas acredita piamente que o Destino está selado, você descobre que não possui um.

Claro, que nada é preto no branco, e até chegar ao ponto em que devemos SALVAR O MUNDO, existem outros milhares de problemas que podem ou não se entrelaçar.

LEIAM – O que a aquisição da Bethesda pela Microsoft pode significar pro futuro da mesma

O fato é que o mundo de Kingdoms of Amalur é imenso, talvez não no escopo de um Skyrim, mas é um mundo gigante e salvar o mundo nem sempre é a parte mais divertida da jornada.

O mundo criado aqui é bastante credível, com raças diferentes convivendo de maneira mais ou menos harmônica. Digo mais ou menos, porque muitas vezes as relações podem ser frágeis e um movimento errado pode dar início a uma merda em proporções bíblicas.

Cuidado para não se perder

Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning

Você pode escolher entre quatro raças e dois sexos, tal qual no original. Cada raça dá bônus em determinados atributos (força, agilidade, stealth, etc), mas você NÃO ESTÁ preso a elas.

Por exemplo, minha Elfa Negra (esse é o equivalente da raça da minha personagem) seria uma ótima ladra que utiliza duas lâminas curtas e é sorrateira, só que eu, conforme fui upando no jogo, coloquei o foco na força e a personagem é habilidosa com espadas longas e espadas FUCKING ENORMES.

Mais uma vez, forjando o destino, sacou?

O problema, é que é muito fácil se perder nas telas de Level Up, com upgrades baseados em habilidades ativas e passivas. Você pode dar foco em habilidades de negociação (ótimas para persuadir NPC’s e evitar batalhas desnecessárias), ou focar em descontos nas lojas, e as árvores de atributos são complexas, além dos “destinos” (conjuntos extras de atributos que podem ser escolhidos e alterados a qualquer momento, dependendo dos seus status). Então é recomendado que você pare um pouco, quando for upar e veja o que quer fazer, com paciência.

Em termos de jogabilidade, Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning é bastante simples. Um botão pra arma primária, outro pra secundária, corrida, esquiva e defesa sendo bastante fáceis de aprender.

Claro, existem magias, usadas com um dos gatilhos e um botão de face. As magias podem ser aprendidas conforme se vai ganhando níveis e alocando pontos para habilitar as mesmas.

Muitas armas, mesmo!

O jogo possui uma variedade de armas enorme, cabendo ao jogador escolher um estilo que lhe apeteça, pois armas pesadas, como martelos, causam um bom dano, mas são lentas, enquanto que armas pequenas como adagas não causam muito dano, mas são ótimas para ataques em sucessão, ou furtividade.

Algumas armas que você adquire possuem atributos elementares, que podem dar vantagem ou desvantagem. Por exemplo, um martelo com o atributo de eletricidade não vai causar tanto dano a um Golem de Pedra, quanto um martelo sem esse atributo. E espadas com o atributo de fogo causam mais dano a inimigos de madeira.

E ainda é possível customizar as armas sem atributos, através da alquimia, embora sendo honesto, eu não usei a alquimia na minha jogatina. Talvez eu precise, talvez não.

O jogo possui uma gama de missões enormes pro jogador fazer, dando liberdade ao jogador fazê-las na ordem que quiser (com exceção da história principal, claro). Mas não é recomendado você ignorar tudo porque hora ou outra, vai chegar num trechos com inimigos que vão ser mais duros de matar do que deveriam.

O combate funciona de maneira ok, claro, alguns inimigos vão se mostrar chatos pra carai, mas nada que uma boa esquiva, ou mesmo o uso do escudo (coisa que esqueci 96,75% das vezes) resolva, com as batalhas contra chefes sendo um pouco mais difíceis por conta das habilidades dos mesmos.

LEIAM – Sword and Fairy 6 | Catástrofe em forma de RPG

Mas, o jogador também possui alguns outros truques na manga. Conforme se executa combos, uma barra roxa (de Destino) vai se enchendo e quando ela estiver cheia, ao pressionar os dois gatilhos do controle, o personagem entrará no modo Reckoning, onde os inimigos estarão em câmera lenta e seus golpes causarão mais dano.

Esse modo é ideal para matar grupos de inimigos que estejam lhe cercando, pois com alguns combos rápidos, eles estarão prontos para uma finalização brutal.

Agora, nem tudo são flores em Re-Reckoning. Se tem uma coisa que realmente incomodou na minha jogatina, foram os loadings. Eles são constantes, sempre que você entra (ou sai) em uma dungeon ou residência. E quando é de uma residência/ou dungeon pro mundo, os loadings são maiores.

Sim, isso é uma constante e incomoda de verdade. Talvez se eu tivesse um SSD os loadings seriam menores, mas eu sou tão versado em tecnologia quanto o João da Esquina, sem contar que HD’s custam dinheiros, coisa que anda em falta.

Belos cenários… Gente feia.

Amalur tem cenários maravilhosamente lindos, eles não dão a mesma vibe de um Skyrim por exemplo, mas definitivamente são bonitos e passam no teste do tempo, apesar de que em alguns momentos, você vai desejar que não tenham tantas teias de aranha assim.

Por outro lado os personagens… Somente agora, com o relançamento, deu pra ver que os personagens são feios, e meu Deus. Eles não parecem ser feitos num ralador de queijo, como os personagens de Skyrim, mas o estilo cartunesco não ficou muito bom.

O criador de personagens também é extremamente limitado, sendo dada ao jogador poucas opções de customização da aparência do personagem. Posso dizer tranquilamente que existem jogos de PS2 que dão maior liberdade de customização na hora de criar seus personagens, o que é uma pena.

A trilha sonora de Amalur foi composta por Grant Kirkhope (Banjo-Kazooie, Perfect Dark, Castle of Illusion Remake) e executada pela Orquestra Filarmônica da Cidade de Praga.

São composições muito boas que passam o clima variado da jornada, desde a solidão das longas caminhadas de um ponto a outro do mapa, ou a agitação e perigo de uma batalha contra um chefe.

A dublagem é competente. Mas, se eu for completamente franco, você vai esquecer dela, porque existe a opção de pular os diálogos com o botão quadrado durante as cenas. Eu mesmo fiz isso em muitas instâncias do jogo.

Veredito final

Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning tem alguns problemas que podem afastar os mais casuais, como o visual datado dos personagens, as árvores de habilidades complexas ou os demorados loadings.

Mas, como contraponto, temos um excelente mundo a se explorar, horas infindáveis de conteúdo (incluindo os DLC’s do jogo original que estão inclusos de cara no pacote) e uma jogabilidade base bem gostosa.

Dependendo da plataforma que você possui (Xbox One e PC), ele pode valer a pena a compra pelo preço pedido (sim PlayStation 4, estamos olhando pros seus 164,90 pedidos), caso possua um PS4, espere uma promoção. E caso você possua a versão original na steam, poderá aproveitar um polpudo desconto de 50% válido até o dia 8 de novembro.

Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning está disponível para PC (via Steam, GOG.com e Epic Games), Xbox One e Playstation 4.

A análise deste jogo foi feita com base na versão de PS4, com uma cópia gentilmente cedida pela THQ Nordic.

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Tales of Berseria | Conferindo a demo https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/01/14/tales-of-berseria-impressoes-da-demo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/01/14/tales-of-berseria-impressoes-da-demo/#comments Sat, 14 Jan 2017 20:00:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/01/14/tales-of-berseria-impressoes-da-demo/ Fazia muito tempo que não colocava as mãos em um jogo da franquia Tales Of, porém, com o lançamento do Tales of Berseria tão próximo e a liberação de uma nova demo, acabei não resistindo e o peguei para jogar. A demo foi liberada no dia 10 para PlayStation 4 e PC, oferecendo duas modalidades de jogo. Uma […]

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Fazia muito tempo que não colocava as mãos em um jogo da franquia Tales Of, porém, com o lançamento do Tales of Berseria tão próximo e a liberação de uma nova demo, acabei não resistindo e o peguei para jogar.

A demo foi liberada no dia 10 para PlayStation 4 e PC, oferecendo duas modalidades de jogo.

Uma é o modo cenário, onde você precisa alcançar um objetivo, possivelmente ligado ao modo história e com um mapa maior a ser explorado, enquanto o outro modo podemos dizer que é um boss battle, onde há inúmeros inimigos para combater e com dois bosses para se enfrentar – O último boss é dureza.

Em Tales of Berseria você controla Velvet Crowe, uma garota que devido a experiências traumáticas, tornou-se amarga e introvertida, mas que está disposta a superar todos os obstáculos ao lado de seus amigos piratas.

Ah, como eu adoro tramas assim. =3

Tales of Berseria

Apesar de simples, esse lado emocional que é construído em torno da amizade é algo que venho sentindo muita falta nos jogos atuais. Hoje em dia os jogos apenas tentam trazer temas mais realista, enquanto os RPGs da Bandai Namco brincam com nossas fantasia, e eu amo isso.

O jogo segue a linha action rpg, onde você é livre para se movimentar pelo cenário enquanto ataca. O que achei interessante, foi o fato de que você pode criar combos apenas alternando os botões, sendo que cada um remete a um tipo de golpe e pode ser personalizado através do menu do personagem.

LEIAM – Resident Evil 3 Raccoon City | Impressões da demo

Bem, eu sou da velha guarda e adoro o sistema de turno, mas essa ausência é suprida com a possibilidade de alternar entre os personagens,  o que aumenta o fator estratégia.  E isso foi um ponto que me agradou bastante, visto que você não pode sair dando porrada em tudo quanto é monstro sem antes pensar.

Tales of Berseria

É possível você pré-determinar como seus companheiros irão reagir durante a batalha, seja no modo agressivo, defensivo ou meio-termo, o famoso “bater e correr”. Também é possível alternar o seu personagem durante o combate, basta respeitar uma limitação de vezes, assim você pode jogar com todos os seus companheiros e ficar familiarizado com seus comandos.

Tales of Berseria possui um cenário belíssimo e os efeitos de iluminação são ótimos, realmente passa a sensação de que você está em lugar paradisíaco. Midgand certamente é um lugar que vale a pena ser explorado mais vezes, seja pela beleza ou por suas criaturas exóticas.

Também não posso deixar de citar os personagens, que possuem um design bem detalhado e repleto de carisma. Eu particularmente estou apaixonado por Velvet, principalmente quando ela utiliza dos poderes de seu braço esquerdo. Sim, causa um dano danado.

Tales of Berseria

Também gostei muito dos efeitos de magia durante o combate, oferecem um show de luzes e cores de dar gosto.

O modo batalha disponível na demo é um ótimo de você testar o arco de dificuldade do jogo.

Há monstros que realmente exigem uma ação bem pensada e estratégia, caso não queria morrer logo de cara. Também me chamou a minha atenção fora o alcance do dano.

Tales of Berseria

Quando o inimigo vai executar um golpe mágico, é possível ver o raio do dano ou mesmo em que ele está focando. Isso não chega a facilitar, mas te dá tempo para pensar em uma ação ou defesa durante o combate.

E gente, que monstro complicado de derrotar no modo batalha. Eu pensei que fosse uma tarefa fácil, visto que são dois bosses para se enfrentar, porém, me enganei e apanhei feio do último. Mas basta queimar um pouco mais os neurônios que dá pra derrotá-lo.

No geral, Tales of Berseria tem tudo para ser um excelente jogo, não posso garantir baseando-se apenas em uma demo, mas pelo pouco que pude conferir, é garantia de diversão a nós amantes de um bom rpg.

Minhas impressões são baseadas na demo disponível na STEAM.

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