Na manhã desta segunda-feira (21/09), num timing quase perfeito com o anuncio da exclusividade (em consoles) do Final Fantasy too Much Cinza, digo, Final Fantasy XVI no PlayStation 5, a Microsoft anunciou a aquisição da Zenimax Media, o conglomerado que é dono da Bethesda, conseguindo por meio da compra, um bocado de ip’s como Fallout, Doom, Elder Scrolls e Commander Keen.

Agora, o que isso significa para o futuro da Bethesda?

A princípio, como é de praxe em situações como essa (vide a aquisição da Obsidian), os lançamentos próximos multiplataforma ainda estão garantidos e o suporte a jogos online (como TES Online e Fallout 76HAHAHAHAHALGUÉMJOGAISSO?) deve continuar no PlayStation 4, tal qual o suporte a Minecraft continua mesmo após a compra da Mojang.

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Não que isso particularmente me preocupe, já que eu não tenho interesse na maioria das franquias da Bethesda, de fato, único jogo deles que possuo é o Wolfenstein II.

Claro, a coisa mais óbvia é que os próximos jogos da Bethesda serão exclusivos dos consoles de Bill Gates, não precisa nem falar sobre isso. Como disse anteriormente, isso não me afeta tanto porque não tenho lá muito apreço pelos jogos da Bethesda.

Bethesda

O primeiro ponto positivo (inclusive levantado por Phil Spencer no anuncio) é que agora você vai poder ignorar os jogos da Bethesda que irão para o Xbox Game Pass (tanto nos consoles quanto no PC).

Sim, ignorar, porque convenhamos… Você joga TODOS os jogos que o Game Pass te dá? Não. Esse é um “mal” (repare as aspas) do Game Pass: Com a quantidade de jogos disponíveis, você não tem tempo (ou mesmo saco) o suficiente pra aproveitar todos. Você vai jogar aquela meia duzia que te convém…

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O segundo ponto positivo é que o PlayStation 5 não receberá Skyrim. EI, EU TINHA QUE FAZER A PIADA, ME DEIXE EM PAZ!

Enfim, o segundo ponto positivo real é que como a Microsoft agora é dona da Obsidian e da Bethesda, a chance de termos Fallout New Vegas 2 existe, apesar de eu achar que a Obsidian tem todo o direito de dar o dedo do meio para essa possibilidade (A Bethesda foi ultra cretina com os caras)

Mas agora, tem duas possibilidades que podemos levantar com isso: Como a Microsoft vai lidar com a operação da Bethesda? A maneira que a Casa do Windows irá gerenciar, vai determinar o futuro da empresa.

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A mais positiva, é se a relação Microsoft-Bethesda for gerenciada de maneira semi-independente, tal qual a SEGA faz com a ATLUS, após a aquisição da mesma.

Os jogos da Atlus continuam sendo desenvolvidos, com o envolvimento mínimo necessário feito pela casa do Sonic. Com a Zenimax sendo um conglomerado enorme, é uma grande possibilidade que isso aconteça e a única influência que a Microsoft tenha sobre a Bethesda é o logo da Casa do Bill Gates Games Studios na capa dos jogos.

Porém, existe outra possibilidade, é de que a Bethesda acabe se tornando uma nova Rare. Sim, a chance é pequena devido ao tamanho da Zenimax, mas digamos que a Microsoft tem histórico de cagar em aquisições.

A própria Rare, que era uma das developers britânicas mais criativas acabou ganhando fama de fazer jogos pro Kinect. E algumas de suas franquias faleceram pelo caminho, como Perfect Dark e Banjo, enquanto outras levaram tempo pra retornarem, como Killer Instincts e Battletoads. E o futuro da Ninja Theory vai depender de Hellblade II porque pelo amor de Deus, aquele Bleeding Edge é muito MULTIPLAYER GENÉRICO #23.

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Por fim, a compra da Zenimax por parte da Microsoft é um movimento na eterna guerra de consoles, mas também abre um perigoso precedente na industria, onde estúdios imensos com multiplas propriedades intelectuais podem acabar nas mãos de produtoras de consoles.

O artigo foi curto, pois meu objetivo era ir diretamente ao ponto. E você deve estar se perguntando se eu usei esse artigo como desculpa para postar memes do Todd Howard.

Não confirmamos nem negamos isso.

Author: Geovane Sancini

Geovane, mais conhecido como Sancini (ou Kyo, se você for velho o suficiente pra lembrar do nick antigo dele) é um escritor e speedrunner que joga videogames desde que se entende por gente.