Arquivos THQ Nordic - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/thq-nordic/ Um pouco de tudo na medida certa Mon, 06 Oct 2025 14:40:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos THQ Nordic - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/thq-nordic/ 32 32 Wreckfest | Corrida, destruição e diversão sem regras https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/10/05/wreckfest-corrida-destruicao-e-diversao-sem-regras/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/10/05/wreckfest-corrida-destruicao-e-diversao-sem-regras/#respond Sun, 05 Oct 2025 15:59:24 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20807 Quando você pensa em jogo de corrida, provavelmente imagina carros velozes, pistas perfeitas e quem errar paga caro. Wreckfest é diferente. Ele mistura corrida com destruição total, e a sensação que você tem é de estar numa bagunça organizada: você corre, bate, empurra os adversários e ainda precisa cuidar para não destruir seu próprio carro. […]

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Quando você pensa em jogo de corrida, provavelmente imagina carros velozes, pistas perfeitas e quem errar paga caro. Wreckfest é diferente. Ele mistura corrida com destruição total, e a sensação que você tem é de estar numa bagunça organizada: você corre, bate, empurra os adversários e ainda precisa cuidar para não destruir seu próprio carro. E é exatamente isso que torna o jogo tão divertido.

Eu, pessoalmente, não sou daqueles que amam ficar tentando fazer tempo perfeito em cada curva, mas Wreckfest consegue me pegar porque o desafio não está só na velocidade — está na improvisação. Cada corrida é imprevisível, cada colisão muda o cenário e até o carro que você escolheu para se proteger pode se tornar uma lata velha em segundos. É a mistura perfeita de tensão e diversão.

Ambientes e pistas 

As pistas de Wreckfest são variadas e cheias de detalhes que fazem diferença na hora da corrida. Tem circuito de terra, asfalto, arenas lotadas de rampas e obstáculos, e até locais cheios de buracos e detritos espalhados. Isso faz com que cada corrida seja diferente da anterior: você nunca sabe exatamente como a pista vai se comportar ou qual adversário vai te empurrar para fora da linha.

O jogo também consegue transmitir a sensação de velocidade e impacto muito bem. Quando você bate em outro carro ou é jogado para fora da pista, o peso da colisão é perceptível. A física é realista na medida certa: não é simulador exagerado, mas também não é arcade sem sentido. Isso cria um equilíbrio ótimo entre diversão e desafio.

Mesmo que visualmente Wreckfest não seja o jogo mais bonito do mundo, ele cumpre o que promete. Os carros se deformam de forma convincente, os efeitos de poeira, fumaça e faíscas dão sensação de caos, e a ambientação das pistas ajuda a deixar a experiência mais intensa. É simples, mas funcional, e funciona melhor do que eu esperava.

Reprodução: Bugbear

Combate sobre rodas

Uma das coisas que mais chama atenção é o sistema de destruição e colisão. Diferente de outros jogos de corrida, em Wreckfest bater nos adversários não é um erro — é uma estratégia. Você pode empurrar carros, tentar tirar alguém da pista ou simplesmente sobreviver ao caos. O jogo recompensa a criatividade na destruição, e isso deixa cada corrida imprevisível e divertida.

Mesmo que você não seja especialista em manobras perfeitas, é fácil entrar no ritmo. O segredo é entender como seu carro reage às batidas, usar o ambiente ao seu favor e aceitar que algumas corridas vão ser uma completa confusão. E isso é ótimo: não existe sensação de derrota permanente, porque cada corrida é diferente, e sempre dá para tentar de novo e se divertir de uma forma nova.

Reprodução: Bugbear

Progressão, customização e modo de jogo

O jogo oferece um sistema de progressão simples, mas satisfatório. Você começa com carros básicos, ganha dinheiro conforme corre e derrota adversários, e pode investir em melhorias de motor, reforços de carroceria e suspensão. Não há microgestão complicada: é comprar peças, testar e ver como seu carro se comporta nas corridas.

Isso funciona muito bem porque te mantém motivado. Cada corrida rende dinheiro e experiência, e você sente que está evoluindo não só no controle, mas também no próprio veículo. O processo de customização é intuitivo: você melhora o carro e aumenta suas chances de sobreviver às corridas mais caóticas. E, mesmo que você não foque nisso, é divertido ver os carros ficando mais resistentes e mais preparados para o caos total.

Já o modo carreira é direto e eficiente. Ele te guia por campeonatos, corridas isoladas e desafios que servem como tutorial de forma natural. Não há enrolação: cada corrida tem objetivo claro, e você sente a progressão acontecendo. É simples, mas cumpre muito bem o papel de manter o jogador engajado.

Já o multiplayer transforma tudo em uma festa de pancadaria. Jogar com amigos deve virar uma bagunça imprevisível, cheia de risadas e momentos épicos. O caos aumenta, as estratégias mudam, e não existe nada melhor do que ver seu carro voando por uma rampa enquanto você tenta se manter na pista. Para quem gosta de socializar e competir ao mesmo tempo, é diversão garantida.

Reprodução: Bugbear

Som, música e imersão

O áudio em Wreckfest é simples, mas funcional. O barulho dos impactos, o som do motor, a poeira levantando e as faíscas voando criam uma sensação real de destruição. A música é discreta, deixando o foco na corrida e nas colisões. Jogar com fones ajuda a sentir a intensidade de cada corrida, e isso aumenta bastante a imersão.

Claro, nada é perfeito, e Wreckfest também tem suas falhas. Às vezes, a IA dos adversários faz escolhas estranhas, gerando acidentes inesperados. Algumas pistas repetem obstáculos, e certos momentos podem parecer injustos. Mas, na maior parte do tempo, essas situações acabam se tornando parte da diversão: elas reforçam o caos imprevisível que define o jogo.

Reprodução: Bugbear

Conclusão

Eu me diverti com Wreckfest, mesmo sabendo que não é o tipo de jogo que exige raciocínio profundo ou estratégias complexas. Ele entrega uma experiência imediata e divertida. A cada corrida, você sente a adrenalina de não saber se vai terminar inteiro ou sair voando para fora da pista. A mistura de corrida e destruição é bacana, e mesmo os momentos de frustração acabam sendo engraçados.

Se você gosta de corrida com impacto, pancadaria e risadas garantidas, Wreckfest é um jogo que vale a pena. E mesmo que, como eu, você não se considere fã de jogos de corrida, ele consegue capturar a atenção com seu caos divertido e progressão simples.

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Wrecksfest está disponível para Xbox One, Xbox Series S|X, PlayStation 4, Playstation 5, Nintendo Switch e PC. Essa análise foi feita com uma chave digital gentilmente cedida pela distribuidora do jogo.

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Revelada a data de lançamento de AEW: Fight Forever https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/05/22/revelada-a-data-de-lancamento-de-aew-fight-forever/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/05/22/revelada-a-data-de-lancamento-de-aew-fight-forever/#respond Mon, 22 May 2023 20:29:49 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=13963 A THQ Nordic e a Yuke’s, juntamente com o selo AEW Games, revelaram finalmente a data do aguardado jogo AEW: Fight Forever. O jogo, em produção já por um longo tempo, chegará no dia 29 de Junho, na semana seguinte a segunda edição do Pay-Per-View Forbidden Door, feito em conjunção entre a New Japan Pro […]

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A THQ Nordic e a Yuke’s, juntamente com o selo AEW Games, revelaram finalmente a data do aguardado jogo AEW: Fight Forever.

O jogo, em produção já por um longo tempo, chegará no dia 29 de Junho, na semana seguinte a segunda edição do Pay-Per-View Forbidden Door, feito em conjunção entre a New Japan Pro Wrestling e a All Elite Wrestling.

AEW: Fight Forever sairá para PC, Playstation 4, Playstation 5, Xbox One, Xbox Series X|S e Nintendo Switch

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AEW: Fight Forever ganha teaser focado no Campeão MJF https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/12/21/aew-fight-forever-ganha-teaser-focado-no-campeao-mjf/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/12/21/aew-fight-forever-ganha-teaser-focado-no-campeao-mjf/#respond Wed, 21 Dec 2022 17:51:43 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12895 A THQ Nordic e a Yuke’s, através do selo AEW Games, da All Elite Wrestling, liberou nesta quarta-feira, um teaser do vindouro AEW: Fight Forever, focado no atual AEW World Champion, Maxwell Jacob Friedmann. Com uma proposta mais arcade, advinda dos títulos da era de ouro dos jogos de luta livre, como WWF: No Mercy […]

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A THQ Nordic e a Yuke’s, através do selo AEW Games, da All Elite Wrestling, liberou nesta quarta-feira, um teaser do vindouro AEW: Fight Forever, focado no atual AEW World Champion, Maxwell Jacob Friedmann.

Com uma proposta mais arcade, advinda dos títulos da era de ouro dos jogos de luta livre, como WWF: No Mercy e Smackdown: Here comes the Pain, AEW: Fight Forever será lançado em 2023 para PC, Playstation 4, Playstation 5, Xbox One, Xbox Series X|S e Nintendo Switch.

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Elex 2 | Um RPG difícil de gostar https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/03/24/elex-2-um-rpg-dificil-de-gostar/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/03/24/elex-2-um-rpg-dificil-de-gostar/#comments Thu, 24 Mar 2022 15:20:08 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10486 Introdução Elex 2 é a continuação do talvez desconhecido ELEX, lançado para PC/ PS4/ XONE em 2017, sendo um RPG de ação feito pela Piranha Bytes e publicado pela THQ Nordic, que volta e meia pega uns títulos de menor orçamento para soltar pro público. Lá, vimos a história de Jax, um soldado genérico careca […]

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Introdução

Elex 2 é a continuação do talvez desconhecido ELEX, lançado para PC/ PS4/ XONE em 2017, sendo um RPG de ação feito pela Piranha Bytes e publicado pela THQ Nordic, que volta e meia pega uns títulos de menor orçamento para soltar pro público.

Lá, vimos a história de Jax, um soldado genérico careca de uma raça chamada Alb, que almeja usar a energia Elex do planeta para benefício próprio. E o que é esse tal de Elex? É uma energia esquisita que caiu no planeta Magalan junto com um meteoro que destruiu a civilização como eles conheciam.

LEIAM – Mario Kart Tour | Em defesa do Mario Kart de celular

As pessoas que sobreviveram se juntaram em facções e todas elas ODEIAM esses Albs, a raça do seu protagonista.

O que ocorreu no primeiro game é que ele caiu de sua nave e o Elex que ele tinha em seu corpo sumiu, deixando ele fraco. Isso fez com que ele não tivesse outra opção senão se juntar ao povo livre de Magalan.

Assim, a missão do jogador era se aventurar por esse planeta e fazer uso dos tropes clássicos desse tipo de RPG ocidental – como inclinação moral, forjar itens, conversar com NPCs estranhos – para zerar o game.

Elex 2
Reprodução/ Piranha Bytes – THQ Nordic

 

O segundo game

Senti que foi necessário dar essa introdução do roteiro do primeiro game, pois acho que ninguém sabe exatamente do que se trata. Se bem que se você achou esse texto no Google, é muito provável que você já conheça o game, mas enfim.

A questão é que o segundo jogo é basicamente uma extensão do primeiro, com mecânicas similares.

LEIAM – Tunic – It’s dangerous to go alone, Ѭझ അऔ

O combate do game não é um dos melhores, mesmo se comparado com outros jogos de baixo orçamento. Isso sem falar da dificuldade do mesmo, que vai pra lá e pra cá sem aviso.

Em alguns momentos você está batendo inimigos no mapa totalmente fracos e dois passos depois você é humilhado por algum monstro que não faz sentido estar na mesma área. Isso sem falar que tudo é pesado e as hitboxes não parecem corretas.

Elex 2
Reprodução/ Piranha Bytes – THQ Nordic

Os NPCs que você encontra também não adicionam valor nenhum à narrativa, sendo todos seres meio desprezíveis que em 2 horas de jogo você provavelmente já vai estar pulando todos os diálogos, torcendo pra que ao fim da conversa, você ganhe algum item bom ou avance a narrativa de alguma forma.

Acho que o único fator que salva bem de leve é o jetpack, que já estava presente no primeiro jogo, facilitando a navegação pelo mapa e deixando a experiência menos pior.

Elex 2
Reprodução/ Piranha Bytes – THQ Nordic

Conclusão

Normalmente é legal dar uma passada de pano para empresas que não podem fazer jogos AAA, mas o estúdio Piranha Bytes, localizado na Alemanha, parece que simplesmente não aprende com seus erros.

O jogo sofre de diversos problemas de combate e narrativa que seus jogos anteriores, como a série Gothic e Risen, e é difícil compreender o motivo de continuarem criando experiências sem escopo assim.

LEIAM – Albert Odyssey: Legend of Eldean | Um dos JRPGS já feitos

E pior é ver que outros estúdios europeus que fazem este tipo de jogo, como a CD Projekt RED, melhoraram muito nos últimos anos. É só ver a diferença de Witcher 2 para o terceiro titulo.

Caso você goste de RPG’s ocidentais de baixo orçamento ou simplesmente queira dar umas risadas com um jogo que beira o injogável, pode dar uma chance a Elex (tanto faz o 1 ou o 2). Espero que você encontre alguma felicidade nisso.


Esta análise foi feita no PlayStation 5 com uma cópia digital do game gentilmente cedida pela THQ Nordic.

Elex 2

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Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning – Fatesworn | O Dark Souls dos RPG’s https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/12/27/kingdoms-of-amalur-re-reckoning-fatesworn-o-dark-souls-dos-rpgs/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/12/27/kingdoms-of-amalur-re-reckoning-fatesworn-o-dark-souls-dos-rpgs/#respond Mon, 27 Dec 2021 14:31:37 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=9588 A pergunta que me faço aqui é:  Será que eu já fiz análise de algum DLC? De cabeça lembro do Shovel Knight: King of Cards, mas em Shovel Knight, cada campanha é tratada como um jogo diferente, apesar da única a ser vendida separadamente é o Specter of Torment. Enfim, em 2012, após ter me […]

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A pergunta que me faço aqui é:  Será que eu já fiz análise de algum DLC?

De cabeça lembro do Shovel Knight: King of Cards, mas em Shovel Knight, cada campanha é tratada como um jogo diferente, apesar da única a ser vendida separadamente é o Specter of Torment.

Enfim, em 2012, após ter me decepcionado com Elder Scrolls V: Skyrim e seu combate de cortador de queijo, (Sério, o combate de Skyrim é bem meh, e eu tenho a sensação de estar cortando queijo e não pessoas e criaturas e animais), Kingdoms of Amalur: Reckoning surgiu e se tornou o “meu” Skyrim pessoal… Até a parte em que eu o abandonei, pois jogar no PC é um saco.

O fato é que apesar de ter sido moderadamente elogiado na época, o jogo não vendeu bem. E considerando que foi publicado pela EA… Bem, esse papo não interessa agora, mas se quiser saber sobre ele, só ler a análise que fiz do remaster de Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning, onde faço um resumo melhor da situação da ip até sua aquisição pela THQ Nordic.

LEIAM – Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning | Re-Remaster [CARREGANDO…] da-datado?

Pois bem, quando anunciado, foi dito Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning teria uma expansão nova, o primeiro conteúdo original desde as DLC’s do jogo original. O tempo passou, e finalmente em Dezembro de 2021, Fatesworn chegou aos consoles. E o fato de que o lançamento da DLC foi no dia do aniversário da minha ex, é irônico.

Não sei a razão, mas é irônico, assim como Space Explore e Duke Nukem Forever terem saído no dia do MEU ANIVERSÁRIO.

Talvez por isso eu seja conhecido como o cara dos jogos ruins, mas acho que estou desviando do assunto. Pois bem, essa vai ser uma análise meio diferente, já que a mecânica principal, você pode ler na minha análise do jogo.

O objetivo desse texto é ser meio que um diário da minha jornada (mais ou menos) e falar sobre o que Fatesworn trouxe ao mundo de Amalur.

Fatesworn
Capturado no PS4/ Créditos: THQ Nordic

Hora de Salvar Amalur novamente… Rumo ao norte!

Ao contrário dos conteúdos anteriores de Kingdoms of Amalur, que podem ser situados em qualquer ponto das suas aventuras, Fatesworn se passa após o fim da aventura principal. Após receber uma carta de uma mulher misteriosa (como a carta foi parar no nosso inventário? Não sei.), vamos ao encontro dela, até descobrir que ela foi morta.

No local, após lidar com alguns Niskaru Hunters (bichos chatos pra caralho), descobrimos que uma nova ameaça vinda da região de Mithros, pode acabar com Amalur inteira. Após uma longa viagem (mentira, você pode utilizar Fast Travel, mas vamos fingir que é uma viagem longa), lá descobrimos que um grupo de cultistas do Caos, liderados por Telegram, digo, Telogrus aterroriza a região, e planejam levar o Caos a toda Amalur em seguida. Logo, é nosso dever chegar lá, chutar cus e provar que a Sem Destino (porque é claro que eu jogo com personagem feminina) é a maioral.

A nova região possui um clima montanhoso, diferente do clima de Amalur em geral, com regiões geladas. Em termos de história, apesar da maioria dos releases dizerem que é uma campanha de seis horas, posso dizer com base em experiência própria, que não, pelo menos se você não upou seu personagem até o nível máximo do jogo base.

Fatesworn
Capturado no PS4/ Créditos: THQ Nordic

Primeira missão da DLC, me preparar para a DLC

Assim que eu reinstalei o jogo e recebi a carta pra dar início aos eventos da DLC, eu fui para a região de Mithros e para me testar, fui encarar o primeiro grupo de inimigos que vi, alguns vagabundos de beira de estrada… E amigos… Eu tomei muito no rabo.

Meus ataques não causavam dano algum, no máximo 5 pontos. Quase morri umas 3 vezes, e tive que fugir com o rabo entre as pernas. E sim, esse é um dos efeitos de se estar MUITO underlevel.

O DLC aumentou o level máximo de personagem de 40, pra 50. E meu personagem estava num nível MUITO abaixo do recomendado, então fiz o que qualquer pessoa que joga RPG’s faria. GRINDAR. Mas eu não faria na base de só matar inimigos, ou eu ainda estaria grindando, mas sim fazendo algo que devia ter feito quando joguei o jogo principal. Side-quests.

Tive que ir a cada cidade, pegar todas as side quests possíveis e imagináveis, incluindo as dos DLC’s anteriores (Teeth of Naros e Legend of Dead Kel), e daí aconteceram muitas coisas, incluindo o fato de que reconstruí um castelo, matei um cara usando apenas o poder das palavras e me casei.

E após cerca de quinze horas, talvez, de grinding contínuo, atingi o nível 35 de personagem e fui novamente para a região de Mithros, e aí o jogo começou. Bem, depois disso foram outras quinze horas fazendo o que o jogo me deu lá, e posso dizer que valeu a pena… Em boa parte do tempo. Além disso, eu finalmente fiz algo que o jogo original oferecia, mas não havia feito porque não senti necessidade na época, a mudança de destino.

No caso, você pode resetar todos os seus pontos adquiridos com a subida de níveis, e redistribuir eles da maneira que preferir. Como eu havia dito, eu não senti necessidade de fazer isso na campanha normal, nem costumo sentir a necessidade disso nos RPG’s em geral, mas foi preciso para adquirir algumas habilidades necessárias para o meu progresso.

Capturado no PS4/ Créditos: THQ Nordic

O que Fatesworn trás de novo em relação ao jogo regular?

Além da belíssima região de Mithros e da nova storyline e muitas quests, temos aí o Telegram e seus asseclas, que funcionam basicamente como os Tuatha Deohn no jogo base, até mesmo os magos usam os mesmos tipos de magia. E é claro, como Telogrus é o (auto proclamado) deus do Caos, com ele, traz as novas criaturas, que são as criaturas do Caos.

Você é introduzido a elas brevemente numa side quest comum, onde você encara uns monstros minúsculos que você não consegue causar nenhum dano, e a barra de vida está protegida por algo roxo. Mas você não dá muita atenção, já que as criaturas te atacam se autodestruindo. Porém, conforme você avança na história, há o primeiro encontro com o Telegram…

E você não causa dano algum. Porém, ao segui-lo num portal para o Reino do Caos, você acaba parando na dungeons do Caos, e lá consegue uma nova arma, uma espada aparentemente fraca, mas imbuída com a energia do Caos, logo, ideal para combater as criaturas do Caos.

Basicamente as criaturas do Caos são versões de inimigos comuns (Giant Spiders, Boggars e Niskaru Hunters) que possuem uma segunda barra de energia que só pode ser diminuída com armas do Caos, forjadas com Núcleos do Caos. Além dessas criaturas, temos os Chaos Critters (aqueles bichinhos que se matam), e uma versão maior de um Niskaru Hunter que vai dar muito trabalho para derrotar.

Sete Dungeons do Caos são obrigatórias para a história, com outras 18 espalhadas por Amalur, fora da área da DLC. Para adentrar essas dungeons, você precisa abrir os Portais do Caos, fechando barreiras de onde saem criaturas do Caos. Parece complicado, assim escrito, mas é só uma questão de matar criaturas, fechar portais para abrir um portal maior.

Uma das coisas que é importante ressaltar aqui (e de onde eu tirei o título TOTALMENTE CLICKBAIT da análise) que a dificuldade da DLC é elevada, se compararmos com o jogo principal.

LEIAM – Boku no Hero Academia — Você também pode ser um herói

Em alguns momentos, inimigos vão lhe atacar sem dó nem piedade por momentos seguidos, especialmente se você utilizar armas lentas (eu utilizei Espadões e Cajados), mas a minha defesa estava tão forte que mesmo em momentos onde eu era combado sem piedade, o dano não era tão grande (sem contar que eu tinha equipamentos com propriedade de restauração de energia), mas irrita bastante você não conseguir avançar porque tá apanhando feito boi ladrão.

E após umas quinze horas de jornada, idas e vindas, xingamentos e tal, chegou a hora de encarar Telogrus e salvar Amalur mais uma vez… Exceto que o castelo dele não tem nenhuma ameaça em si, no máximo umas barreiras que são trespostas com o set de armadura do Fatesworn (adquirido na preparação pra batalha final).

E ainda que Tirnoch seja mais impressionante visualmente, a batalha contra Telogrus é bem mais divertida… E difícil, ela tomou um bom bocado das minhas poções que acumulei durante o jogo todo e não usei tanto quanto deveria. Telogrus é desafiador e causa status que vão drenar seu life rapidinho se não prestar atenção, além dos círculos de fogo que ele invoca (e que eu não sabia que dava pra apagar, tanto que eu ganhei o troféu “O chão é lava” após derrotá-lo).

Capturado no PS4/ Créditos: THQ Nordic

A minha única reclamação (ou únicas) em relação ao DLC…

Nem tudo são flores ou porrada em Fatesworn, já que uma das personagens mais proeminentes do jogo base, sua aliada Alyn Shir quase não aparece na DLC.

Claro, cada um de vocês seguiu seu caminho no fim da campanha principal (como descrito no bilhete que ela lhe deixou), mas aparecer só pra meia dúzia de falas no final é meio broxante pra única personagem realmente marcante no jogo.

E já que estamos falando do final… Eu não gostei do final do jogo. Sim, ele deixou uma brecha pra continuação, mas é um tanto agridoce. Não vou spoilar o final da aventura aqui.

Fatesworn
Capturado no PS4/ Créditos: THQ Nordic

Concluindo

Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning – Fatesworn entrega o prometido, com uma campanha de boa duração, uma história sólida (mesmo que faltem personagens marcantes) e novas composições de Grant Kirkwall, o que nunca é ruim, pois as composições são boas. No geral, se você curtiu Amalur, vai certamente se divertir em Fatesworn.

Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning – Fatesworn está disponível para PC, PlayStation 4 e Xbox One, com a versão de Nintendo Switch da DLC a ser lançada em 2022. 


Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela THQ Nordic.

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Biomutant | Furries pós apocalípticos https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/06/02/biomutant-furries-pos-apocalipticos/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/06/02/biomutant-furries-pos-apocalipticos/#respond Wed, 02 Jun 2021 21:55:22 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7629 Biomutant é uma aposta arriscada em vários sentidos. Primeiro, por parte da THQ Nordic, por investir em uma IP completamente original. Depois, por parte da Experiment 101, sendo o primeiro projeto deles e pelo fato do jogo ser um RPG de mundo aberto, num mercado que está absolutamente lotado deles. A Experiment 101 não é […]

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Biomutant é uma aposta arriscada em vários sentidos. Primeiro, por parte da THQ Nordic, por investir em uma IP completamente original. Depois, por parte da Experiment 101, sendo o primeiro projeto deles e pelo fato do jogo ser um RPG de mundo aberto, num mercado que está absolutamente lotado deles.

A Experiment 101 não é necessariamente novata nisso, já que o fundador do estúdio, Stefan Ljungqvist foi uma das mentes responsáveis pela série Just Cause e pelo jogo de Mad Max.

A pergunta que não quer calar, entretanto é: Como Biomutant se sai sozinho? Confira conosco na análise.

A ascensão dos Furries

Após gerações e gerações de humanos jogando tudo quanto é tipo de porcaria na Terra, chegou um ponto em que o planeta começou a se tornar inabitável para as pessoas, assim a humanidade abandonou o planeta e deixou o planeta a Deus dará.

Como acontece com toda espécie deixada numa condição adversa, os animais sobreviventes acabaram por se adaptar ao ambiente e as mutações ocorreram, com as criaturas se tornando mais inteligentes e desenvolvendo sociedades, nas ruínas do que os humanos deixaram.

LEIAM – WarDogs: Red’s Return | Final Fight dos Cachorros

Só que o preço pago por inúmeros anos de poluição, é que isso gerou a criação de quatro criaturas tenebrosas, denominadas Devoradores, que começaram a acelerar o processo de destruição do mundo, pois eles ocupam os quatro galhos principais da Árvore da Vida, o pilar central do mundo e que mantém o mesmo vivo.

É seu papel, um ronin com um passado trágico, derrotar tais criaturas e curar o mundo, mas você decide O MEIO DE CHEGAR AO SEU OBJETIVO.

Um mundo de possibilidades para você

Biomutant

Tirando o primeiro elefante branco da sala: O começo do jogo não é dos mais animadores. Sim, é esquisito ter que criticar um tutorial, mas aquele trecho inicial me cativou o bastante.

Dito isso, primeiro você tem uma miríade de coisas para fazer, que influenciam nos seus status iniciais, como a espécie que você pertence, a classe e mesmo os seus atributos iniciais. Tudo isso influencia na sua aparência e mesmo no seu passado, com a aparência de seus pais.

Claro, como são animais antropomórficos não fofinhos feito os de Sonic, o sistema de criação de personagens tende a ter um ar mais animalesco, ainda que seja decente. Embora apesar de tudo, ainda é possível criar aberrações da natureza, como meu primeiro char criado antes das sessões de livestream’s que fiz do jogo no Twitch.

O jogo possui um sistema de carma semelhante ao da série InFamous, que influencia não somente o final que você vai obter no jogo, mas como os personagens ao seu redor o veem e as habilidades psiônicas, que são as magias do jogo. Luz ou escuridão, o carma pode ser adquirido em diálogos ou em totens que você consegue encontrar no mundo do jogo.

No quesito de combate, você possui uma gama impressionante de armas para chutar os traseiros até a semana que vem. Você começa com uma arma de combate corpo a corpo e uma a longa distância referente a sua classe, mas você pode fazer upgrades nela com peças que encontrará em sua exploração e com sucata que você acha nos totens de recursos e dropando de alguns inimigos.

O crafting a princípio não parece ser algo importante, mas conforme se avança no jogo são necessárias armas mais fortes, então acumular recursos para uma arma melhor é uma boa pedida aqui.

Quando o mundo se abre, existe uma imensa gama de missões para se fazer, e ainda que o jogador tenha liberdade para fazê-las na hora que quiser, nem todas poderão ser feitas, pois coisas acabam faltando, como veículos, montarias ou roupas especiais.

Infelizmente, aqui mora um dos pontos fracos do jogo, não há um incentivo emocional para se fazer tais missões. Claro, você vai querer fazê-las do ponto de vista racional, conseguir XP, craftar itens e pontos de upgrade. Faço aqui uma comparação com a série Fallout, que por mais que desajeitado o combate as vezes seja, usualmente ele nos proporciona missões com NPC’s que vez ou outra conseguimos nos afeiçoar a eles, seja amor ou ódio.

Combate variado, puzzles simples

Biomutant

O combate de Biomutant existe em três partes, mano a mano desarmado, o combate com as armas e combate a distância. Você tem combos simples, e vai desbloqueando novas habilidades conforme se aumenta de nível.

Não é difícil pegar o jeito, mas cabe ao jogador escolher quando ele vai se utilizar de ataques físicos, ou se é melhor ele utilizar da boa e velha magia de pólvora (conhecido como armas de fogo). Cada arma tem um funcionamento único, e novamente, aí vai muito do jogador decidir que tipo de arma de fogo ou arma branca se adequa melhor ao estilo dele.

A dificuldade do jogo é balanceada, mas o jogador pode se pegar morrendo em situações bobas, seja por descuido (cair na água, que drena a sua estamina ou na gosma venenosa que mata rápido), ou um chefe em específico ( #nerftorresminho). Mas, ainda assim, não encontrei grandes dificuldades nas minhas 25 horas de jogatina (foi o tempo que levei pra terminar a campanha principal, fazendo um punhado de sidequest’s ao longo do caminho).

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As batalhas contra os devoradores ocorrem em veículos especiais, uma ocorre numa espécie de armadura robótica, outra num jet-ski, uma acontece numa montaria e o último acontece num veículo subaquático que eu esqueci o nome. Essas batalhas, apesar de emocionantes, são um tanto repetitivas, porque o que você faz é ver o padrão do chefe, desviar dos ataques e contra atacar.

A batalha mais criativa é a do Torresminho (segundo devorador), que exige um pouco de criatividade, mas é a mais difícil e me tomou MUITOS itens de cura porque demora até você pegar o jeito. E a segunda fase dela, pior que a primeira. E a luta final foi mais um teste de paciência porque envolve lutar contra o chefe final três vezes, uma sozinho, uma antes de batalha contra o quarto devorador e as outras duas para finalizar o jogo.

Em algumas etapas do jogo, você encontrará alguns objetos do mundo antigo, que são coisas como relógios de sol, ou telefones, ou Tevês, rádios. Ao interagir com tais objetos, você precisará resolver um puzzle.

Seria algo a se preocupar no meu caso, que sou notavelmente ruim nos jogos do gênero puzzle, mas eles são extremamente simplistas, e ficam AINDA MAIS FÁCEIS caso sua inteligência (no jogo) seja alta.

Porém, no estado atual (passível de ser consertado em futuros patches de correção), alguns puzzles estarão bugados a ponto de não poderem ser resolvidos (no momento a solução é salvar e carregar o save).

Fantástico mundo de baixo orçamento

Biomutant

De novo, tirando aqui o segundo elefante branco da sala (aparentemente essa sala é tão grande que cabem dois elefantes brancos, mas divago): Qualquer um que olhe para o jogo rodando, verá que os cenários são aquém do que os consoles da geração passada (PS4/Xone) são capazes.

As texturas não possuem a qualidade vista em jogos como Horizon: Zero Dawn ou mesmo o Ratchet & Clank de 2016, mas até aí a THQ Nordic não possui o cheat de dinheiro infinito que a SONY tem.

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Dito isso, ainda assim, os cenários de Biomutant são de tirar o fôlego. O mundo é vibrante e colorido em sua maior parte, com exceções óbvias nos locais onde a poluição deixou tudo cinza. As construções que mostram que aquelas criaturas que hoje habitam o mundo se adaptaram ao que restou.

Os modelos dos personagens não são o que você esperaria ao ouvir a palavra “furry”, usualmente associada com os seres antropomórficos de Sonic ou o estilo cartunesco que vemos os Furries utilizarem no Twitter. Aqui literalmente são animais humanoides. E apesar da estranheza inicial, o estilo casou com a proposta do jogo.

A trilha de Biomutant, composta por Björn Palmberg é fantástica. As músicas tem um toque, uma sonoridade com um pé no oriente, visto a influência de artes marciais no combate e organização do jogo. Apesar disso, a trilha possui um outro tom melancólico, como se soubesse que o mundo em que ela está inserida está agonizando.

Quanto a dublagem do jogo… Existe uma razão pela qual o jogo te dá a opção de “mutar” o narrador do jogo. A princípio você acha bacana, mas conforme o tempo passa, a voz do narrador é praticamente a única, e ela vai te deixar maluco, porque ele não narra apenas os diálogos, mas ele solta linhas aleatórias, conforme você vai andando pelo mundo. E não importa a língua, eu joguei com as vozes em inglês, japonês, espanhol, russo, polonês e mandarim. Você vai ficar irritado de qualquer jeito.

Honestamente, eu preferiria que deixassem somente o idioma fictício criado pro jogo com os textos na tela, como acontece em Klonoa, por exemplo. Apesar de você não entender o que as criaturas falam, dá pra perceber pela tonalidade, o que elas querem dizer. Um narrador só serviu pra irritar os jogadores.

Como muitos jogos da THQ, Biomutant está traduzido para o português (sem dublagem, mas ei, talvez tenha sido benção disfarçada). No geral, a tradução está 99% excelente, com termos bem localizados, com exceção de uns dois errinhos que encontrei, e se tratando de uma jornada de mais de 25 horas, com toneladas de texto, isso quer dizer algo.

Conclusão Honesta

Biomutant

Se Biomutant fosse um jogo vendido na PSN ou na Live por 250, 200 Reais (seguindo basicamente a tabela de 50, ou 40 dólares respectivamente), eu recomendaria a compra sem pensar duas vezes.

Num mundo ideal onde os jogadores podem comprar 2 lançamentos AAA num mês sem ter rombo no orçamento, Biomutant a 40, 50 dólares seria uma compra certa.

Porém não estamos num mundo ideal, e Biomutant custa 300 reais na PSN Brasileira (332 na Xbox Live), indo para a tabela dos 60 dólares, e francamente. Por esse preço, eu recomendaria a compra em uma promoção. Se você quiser arriscar 200 reais na versão de PC, vai fundo, porque o jogo é legal e pode valer o investimento.

Enfim, entre acertos e erros, Biomutant é um RPG bem divertido, que vai render horas de diversão (após o tutorial), mas tenha em mente que existem jogos que fazem o que Biomutant fez, mas que custam menos atualmente.

Biomutant está disponível para PC, PlayStation 4 e Xbox One, com versões para PlayStation 5 e Xbox Series a serem lançadas posteriormente.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 cedida pela THQ Nordic.

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SpongeBob SquarePants: Battle for Bikini Bottom – Rehydrated | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/11/09/spongebob-squarepants/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/11/09/spongebob-squarepants/#respond Mon, 09 Nov 2020 21:17:17 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=5955 Remake visitado pela primeira vez Engraçado como o tempo passa para todos. Já vivemos uma época em que só eram lançados games com ideais originais e posteriormente, vivemos a época de remakes de ótimas ideais do passado. Jogos como Yakuza, Shadow of the Colossus, Demon’s Souls, Resident Evil, Crash Bandicoot e Spyro the Dragon receberam […]

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Remake visitado pela primeira vez

Engraçado como o tempo passa para todos. Já vivemos uma época em que só eram lançados games com ideais originais e posteriormente, vivemos a época de remakes de ótimas ideais do passado.

Jogos como Yakuza, Shadow of the Colossus, Demon’s Souls, Resident Evil, Crash Bandicoot e Spyro the Dragon receberam novas versões, trazendo suas experiências para uma nova geração de jogadores.

SpongeBob SquarePants

Isso tudo foi muito incrível de se ver. Games dos quais eu mesmo pude experiência na infância ou adolescência sendo revisitados com um olhar mais moderno e que dessa vez conseguiram mostrar ao jogador a visão real do que seus desenvolvedores queriam. Foi realmente maravilhoso.

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Porém, algo que começa a surgir agora me surpreende bastante: remakes de games dos quais eu simplesmente não tenho nostalgia alguma. Coisas que fizeram parte da infância de outras pessoas e que pra mim eram só algo voltado pra um público bem mais jovem do que eu. E esse game do Bob Esponja se encaixa perfeitamente nisso.

Nostalgia Millennial

Lançado originalmente para PlayStation 2, Xbox e Game Cube no ano de 2003. SpongeBob SquarePants: Battle for Bikini Bottom (ou “Jogo do Bob Esponja”, como era popularmente conhecido nas barraquinhas de feira), foi produzido pela Heavy Iron Studios, mesma que dois anos antes fez o bizarro Evil Dead: Hail to the King, baseado na série de filmes de terror.

SpongeBob SquarePants

Aqui tínhamos um game de plataforma bem característico da sua época. Bob Esponja passeia pela Fenda do Biquíni resolvendo missões e buscando itens coletáveis, que por sua vez dão acesso à novas áreas a serem exploradas.

O game era bem fiel ao visual da primeira temporada do desenho animado, com um Bob mais esguio e traços mais grosseiros, porém com animações bem feitas e cenas já bem divertidas.

As cores do game original também refletiam bem a série, porém não tão coloridas, devido principalmente às limitações dos consoles da época. Os gráficos não eram em cel-shading (como em Zelda: Wind Waker), usando modelos em 3D simples para representar os bonecos.

Ou seja, era um game que conseguia divertir as crianças da época, porém não conseguia se equiparar a outros jogos de mascotes feitos especificamente para consoles.

Reidratação bacana

SpongeBob SquarePants

A versão Rehydrated do game, remake lançado em 2020 feito pela THQ Nordic, tenta entrar na onda de outros games de personagens bonitinhos que foram refeitos recentemente, como Crash Bandicoot e Spyro the Dragon.

Aqui, temos a mesma aventura de Bob Esponja do jogo original, mas com novos gráficos mais brilhantes e modelos de personagens baseados nas artworks atuais deles, com o Bob mais quadradinho e bonitinho, além de Patrick e Sandy, os outros dois personagens controláveis do jogo.

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As fases da Fenda do Biquíni são mais brilhosas, com cores mais vivas e mais animações nos cenários, e a movimentação e controle do jogador estão bem mais fluidas que no original.

Além disso, foi adicionado um novo modo multiplayer para até dois jogadores (online e offline!) e uma luta com um chefe extra que havia sido cortada do game em sua primeira versão.

Conclusão

SpongeBob SquarePants

SpongeBob SquarePants: Battle for Bikini Bottom – Rehydrated (ufa, que nome enorme) é um remake de um game antigo, mas pode ser muito bem tratado como algo novo.

Se você tem um filho que ama o personagem ou quer matar saudade da sua própria infância, essa é uma ótima recomendação. Porém, não espere o polimento e fluidez de outros games do gêner.

Infelizmente, ainda temos algumas quedas de frames aqui e acolá que podem não ser tão perceptíveis aos olhos dos pequenos, mas mostram que poderia ter sido feito um trabalho de otimização para aliviar um pouco esse problema.

Além disso, o game possui tradução em português, mas apenas para os textos. É uma pena, pois seria maravilhoso ver o Wendel Bezerra (voz do Goku de Dragon Ball Z) dar a voz a Bob Esponja também nos games.

Assim sendo, mesmo com todos os poréns, a diversão é garantida tanto para os velhacos quanto para os pequenos que gostam de um joguinho de plataforma honesto e divertido.

SpongeBob SquarePants: Battle for Bikini Bottom – Rehydrated está disponível para PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch e PC.

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Esta análise foi feita com uma cópia para Xbox One cedida pela distribuidora do game.

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Neighbours back From Hell | Se vingue do vizinho ao vivo https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/11/06/neighbours-back-from-hell/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/11/06/neighbours-back-from-hell/#respond Fri, 06 Nov 2020 21:43:47 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=5778 Neighbours back From Hell é uma coletânea que chegou de maneira tímida, mas que certamente vai agradar o público mais velho. Nascido em 2003 para PC’s e portado posteriormente em 2005 aos consoles, Neighbours from Hell foi um game de estratégia impregnado de humor, com aquele ar de Wallace & Gromit, mas com um toque […]

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Neighbours back From Hell é uma coletânea que chegou de maneira tímida, mas que certamente vai agradar o público mais velho.

Nascido em 2003 para PC’s e portado posteriormente em 2005 aos consoles, Neighbours from Hell foi um game de estratégia impregnado de humor, com aquele ar de Wallace & Gromit, mas com um toque de furtividade.

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Essa coletânea chega em boa hora pra quem hoje dispõem dos consoles dessa geração e PC, principalmente. E apesar de não ser sua estreia em um console de mesa, poderá ser a porta de entrada de muitos para essa franquia até então desconhecida.

Mas para saber se vale o seu tempo e investimento, me acompanhem.

Conceitos velhos de cara nova

Nighbours Back from Hell

Neighbours Back From Hell reflete explicitamente o ano 2000 nos mais diversos aspectos. Desde o humor pastelão a maneira exagerada como tudo acontece.  O jogo segue com a premissa da expressão alemã “Schadenfreude” designada a programas televisivos onde enxergamos graça no infortúnio alheio. Ou quase isso.

De qualquer forma é impossível não rir em alguns momentos com as pegadinhas realizada pelo protagonista, Woody, que só esta dando o troco para com seu vizinho chato e barulhento, Mr. Rottweiler, AO VIVO.

A premissa de realizarmos a pegadinha em um programa de TV com audiência é interessante e só reforça o absurdo do game. Com direito aquela risada gravada há mais de 50 anos.

Enquanto o senhor cachorro bravo segue com sua rotina pelo imóvel, você se esgueira e vai sabotando tudo antes que ele possa realizar a tarefa. Mais simples que isso impossível. Só não pode ser pego, caso contrário é surra na certa.

Divertido mas repetitivo

Nighbours Back from Hel

Talvez um dos maiores problemas aqui, se é que dá pra chamar de problema, se resume ao fato de que o jogo é um tanto cansativo.

Por mais que de um game para o outro alguns elementos mudem e formas de sacanear Mr. Rottweiler, ele é um tanto repetitivo. Talvez pelas limitações  ou ausência de recurso da época mesmo, fazendo a jogatina ser um pouco arrastada.

Claro, o maior desafio consiste em conseguir todas as medalhas, e para isso você precisar dar uma boa olhada no cenário para coletar tudo o que será usado para aprontar com o vizinho.

A medida que se avança eles vão inserindo mais elementos e personagens para dificultar a realização de sabotagens, mas não é nada ridiculamente dificil.

Velho não significa ruim

Nighbours Back from Hell

Neighbours Back From Hell não é um jogo dificil, muito pode ser feito facilmente, sendo bem interessante para os caçadores de platinas e miletadas.

Repetição é o maior problema aqui ao meu ver, nas primeiras horas você acha engraçado, depois de algumas horas cansa ver as mesmas reações. Por mais que os motivos mudem a reação é sempre a mesma, coisa que acho que deveria ao menos ter sido modificada, afinal, inseriram mais fases.

No que compete a jogabilidade, é aquele padrão point-and-click moderno em cenários estáticos mas bem adaptado aos controles. Também tem uns puzzle aqui e outro acolá, mas nada de ferver o cérebro. E o engraçado é que mesmo você subestimando o jogo, ainda dá pra perder algumas vidas no processo, mais por ousadia.

Um jogo simples e sem firulas

Neighbours Back From Hell é muito bem-vindo ao meu ver, mesmo sendo um jogo um tanto datado, acredito que poderia ser melhor desenvolvido nos dias de hoje.

Sei que existe espaço e público, principalmente porque ele brinca com a ideia de realizar travessuras na furtividade, o que realmente diverte.

O titulo nasceu em uma época em que jogos Manhunt, Prince of Persia entre tantos outros títulos estava fazendo um tremendo sucesso, enquanto ele ainda se prendia as raízes dos games clássicos de computadores, o que talvez tenha feito dele pouco conhecido do mainstream.

Hoje, jogando diretamente de um console, posso afirmar que ele entretém e ainda preserva a memória de uma época mais simples. É aquele remaster que ninguém pediu, mas é sempre muito bem-vindo.

O jogo está disponível para PC, PlayStation 4 e Xbox One por um preço bacana.

O jogo foi analisado com uma chave digital de Xbox One fornecida pela desenvolvedora

Abaixo vocês conferem o gameplay do jogo:

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Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning | Re-Remaster [CARREGANDO…] da-datado? https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/09/25/kingdoms-of-amalur-re-reckoning/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/09/25/kingdoms-of-amalur-re-reckoning/#respond Fri, 25 Sep 2020 12:38:45 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=5310 Curiosamente, Kingdoms of Amalur: Reckoning e a THQ tem muito em comum, mesmo antes da THQ Nordic adquirir a ip para o relançamento. Num passado muito distante, quando eu era um jovem mancebo, a THQ era responsável pelas versões 16-bit das séries da EA, como FIFA, NHL e NBA Live, e também foi a Electronic […]

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Curiosamente, Kingdoms of Amalur: Reckoning e a THQ tem muito em comum, mesmo antes da THQ Nordic adquirir a ip para o relançamento.

Num passado muito distante, quando eu era um jovem mancebo, a THQ era responsável pelas versões 16-bit das séries da EA, como FIFA, NHL e NBA Live, e também foi a Electronic Arts que foi a publisher da versão original de Kingdoms of Amalur: Reckoning.

E, assim como a THQ foi pro vinagre depois de diversas decisões erradas na geração passada (como aquele tablet que foi um fiasco imenso), Kingdoms of Amalur: Reckoning não foi um sucesso comercial.

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Sim, o jogo foi relativamente bem recebido pela crítica, mas não vendeu muito bem e o estúdio responsável pelo jogo (38 Studios) sofreu um revés absurdo no processo, impossibilitando que o jogo se tornasse uma franquia.

No saldão da THQ, o nome da mesma e muitas das IP’s (como Darksiders) foram adquiridas pela publisher austríaca Nordic, que aproveitando do nome maior da THQ, se rebatizou como THQ Nordic

Aliás, vocês sabiam que a THQ foi fundada pelo criador da LJN?

Pois é, desiludido com o foco da LJN em jogos (originalmente era uma empresa que produzia brinquedos, como algumas action figures da WWF nos anos 80), ele saiu da empresa e criou a THQ, que significa Toy Head Quarters

Que depois de um tempo TAMBÉM passou a focar em jogos ao invés de brinquedos, o que fez o criador da THQ deixar a empresa e fundar a Jakks Pacific.

Enfim, lições de história a parte, em 2018, a THQ adquiriu a IP e os assets do jogo e em junho deste ano, foi revelado que Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning chegaria em setembro para a atual geração de consoles e para os PC’s. Mas será que o jogo merece uma segunda chance? Ou ele deve ser ignorado, tal qual foi em sua primeira versão?

Forje seu Destino

Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning

Em uma Terra ainda em guerra, você é um guerreiro que falecera, mas graças a um ritual executado por uns anões cabulosos no poço das almas, sua alma voltou dos mortos e você está vivo novamente.

Não apenas isso, mas em um mundo onde a maioria das pessoas acredita piamente que o Destino está selado, você descobre que não possui um.

Claro, que nada é preto no branco, e até chegar ao ponto em que devemos SALVAR O MUNDO, existem outros milhares de problemas que podem ou não se entrelaçar.

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O fato é que o mundo de Kingdoms of Amalur é imenso, talvez não no escopo de um Skyrim, mas é um mundo gigante e salvar o mundo nem sempre é a parte mais divertida da jornada.

O mundo criado aqui é bastante credível, com raças diferentes convivendo de maneira mais ou menos harmônica. Digo mais ou menos, porque muitas vezes as relações podem ser frágeis e um movimento errado pode dar início a uma merda em proporções bíblicas.

Cuidado para não se perder

Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning

Você pode escolher entre quatro raças e dois sexos, tal qual no original. Cada raça dá bônus em determinados atributos (força, agilidade, stealth, etc), mas você NÃO ESTÁ preso a elas.

Por exemplo, minha Elfa Negra (esse é o equivalente da raça da minha personagem) seria uma ótima ladra que utiliza duas lâminas curtas e é sorrateira, só que eu, conforme fui upando no jogo, coloquei o foco na força e a personagem é habilidosa com espadas longas e espadas FUCKING ENORMES.

Mais uma vez, forjando o destino, sacou?

O problema, é que é muito fácil se perder nas telas de Level Up, com upgrades baseados em habilidades ativas e passivas. Você pode dar foco em habilidades de negociação (ótimas para persuadir NPC’s e evitar batalhas desnecessárias), ou focar em descontos nas lojas, e as árvores de atributos são complexas, além dos “destinos” (conjuntos extras de atributos que podem ser escolhidos e alterados a qualquer momento, dependendo dos seus status). Então é recomendado que você pare um pouco, quando for upar e veja o que quer fazer, com paciência.

Em termos de jogabilidade, Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning é bastante simples. Um botão pra arma primária, outro pra secundária, corrida, esquiva e defesa sendo bastante fáceis de aprender.

Claro, existem magias, usadas com um dos gatilhos e um botão de face. As magias podem ser aprendidas conforme se vai ganhando níveis e alocando pontos para habilitar as mesmas.

Muitas armas, mesmo!

O jogo possui uma variedade de armas enorme, cabendo ao jogador escolher um estilo que lhe apeteça, pois armas pesadas, como martelos, causam um bom dano, mas são lentas, enquanto que armas pequenas como adagas não causam muito dano, mas são ótimas para ataques em sucessão, ou furtividade.

Algumas armas que você adquire possuem atributos elementares, que podem dar vantagem ou desvantagem. Por exemplo, um martelo com o atributo de eletricidade não vai causar tanto dano a um Golem de Pedra, quanto um martelo sem esse atributo. E espadas com o atributo de fogo causam mais dano a inimigos de madeira.

E ainda é possível customizar as armas sem atributos, através da alquimia, embora sendo honesto, eu não usei a alquimia na minha jogatina. Talvez eu precise, talvez não.

O jogo possui uma gama de missões enormes pro jogador fazer, dando liberdade ao jogador fazê-las na ordem que quiser (com exceção da história principal, claro). Mas não é recomendado você ignorar tudo porque hora ou outra, vai chegar num trechos com inimigos que vão ser mais duros de matar do que deveriam.

O combate funciona de maneira ok, claro, alguns inimigos vão se mostrar chatos pra carai, mas nada que uma boa esquiva, ou mesmo o uso do escudo (coisa que esqueci 96,75% das vezes) resolva, com as batalhas contra chefes sendo um pouco mais difíceis por conta das habilidades dos mesmos.

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Mas, o jogador também possui alguns outros truques na manga. Conforme se executa combos, uma barra roxa (de Destino) vai se enchendo e quando ela estiver cheia, ao pressionar os dois gatilhos do controle, o personagem entrará no modo Reckoning, onde os inimigos estarão em câmera lenta e seus golpes causarão mais dano.

Esse modo é ideal para matar grupos de inimigos que estejam lhe cercando, pois com alguns combos rápidos, eles estarão prontos para uma finalização brutal.

Agora, nem tudo são flores em Re-Reckoning. Se tem uma coisa que realmente incomodou na minha jogatina, foram os loadings. Eles são constantes, sempre que você entra (ou sai) em uma dungeon ou residência. E quando é de uma residência/ou dungeon pro mundo, os loadings são maiores.

Sim, isso é uma constante e incomoda de verdade. Talvez se eu tivesse um SSD os loadings seriam menores, mas eu sou tão versado em tecnologia quanto o João da Esquina, sem contar que HD’s custam dinheiros, coisa que anda em falta.

Belos cenários… Gente feia.

Amalur tem cenários maravilhosamente lindos, eles não dão a mesma vibe de um Skyrim por exemplo, mas definitivamente são bonitos e passam no teste do tempo, apesar de que em alguns momentos, você vai desejar que não tenham tantas teias de aranha assim.

Por outro lado os personagens… Somente agora, com o relançamento, deu pra ver que os personagens são feios, e meu Deus. Eles não parecem ser feitos num ralador de queijo, como os personagens de Skyrim, mas o estilo cartunesco não ficou muito bom.

O criador de personagens também é extremamente limitado, sendo dada ao jogador poucas opções de customização da aparência do personagem. Posso dizer tranquilamente que existem jogos de PS2 que dão maior liberdade de customização na hora de criar seus personagens, o que é uma pena.

A trilha sonora de Amalur foi composta por Grant Kirkhope (Banjo-Kazooie, Perfect Dark, Castle of Illusion Remake) e executada pela Orquestra Filarmônica da Cidade de Praga.

São composições muito boas que passam o clima variado da jornada, desde a solidão das longas caminhadas de um ponto a outro do mapa, ou a agitação e perigo de uma batalha contra um chefe.

A dublagem é competente. Mas, se eu for completamente franco, você vai esquecer dela, porque existe a opção de pular os diálogos com o botão quadrado durante as cenas. Eu mesmo fiz isso em muitas instâncias do jogo.

Veredito final

Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning tem alguns problemas que podem afastar os mais casuais, como o visual datado dos personagens, as árvores de habilidades complexas ou os demorados loadings.

Mas, como contraponto, temos um excelente mundo a se explorar, horas infindáveis de conteúdo (incluindo os DLC’s do jogo original que estão inclusos de cara no pacote) e uma jogabilidade base bem gostosa.

Dependendo da plataforma que você possui (Xbox One e PC), ele pode valer a pena a compra pelo preço pedido (sim PlayStation 4, estamos olhando pros seus 164,90 pedidos), caso possua um PS4, espere uma promoção. E caso você possua a versão original na steam, poderá aproveitar um polpudo desconto de 50% válido até o dia 8 de novembro.

Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning está disponível para PC (via Steam, GOG.com e Epic Games), Xbox One e Playstation 4.

A análise deste jogo foi feita com base na versão de PS4, com uma cópia gentilmente cedida pela THQ Nordic.

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Desperados III | Uma Mistura equilibrada de clássico e moderno https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/09/08/desperados-iii/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/09/08/desperados-iii/#respond Tue, 08 Sep 2020 23:06:21 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=4928 Desperados III ganha uma continuação após 15 anos desde o lançamento do game original, além de chegar aos consoles pela primeira vez. E apesar do número três, o jogo se trata de uma pré-sequencia da franquia. Onde a origem dos personagens conhecidos da franquia original e seus laços são contados pela primeira vez de modo […]

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Desperados III ganha uma continuação após 15 anos desde o lançamento do game original, além de chegar aos consoles pela primeira vez. E apesar do número três, o jogo se trata de uma pré-sequencia da franquia.

Onde a origem dos personagens conhecidos da franquia original e seus laços são contados pela primeira vez de modo que possa atrair uma nova leva de jogadores.

O que é muito bom, principalmente pra mim que não havia jogado nenhum titulo da franquia. Bem, então bote seu chapéu na cabeça e me acompanhe nessa aventura ao velho-oeste.

Mas do que diabos se trata Desperado III?

Desperados III

Desperados III é uma sequencia direta dos jogos anteriores, mas que busca contar as origens dos personagens da franquia, talvez por ser sua primeira vez aportando aos consoles de mesa.

Fazendo bom uso desse gancho, a Mimimi Games decidiu nos contar a origem de tudo. E se você

por conta de ser uma novidade a todos, vou contar um pouco da história da franquia.

Desperados: Wanted Dead or Alive nasceu em 2001, desenvolvido pelo estúdio alemão Spellbound Entertainment e publicado pela Infogrames, teve uma recepção e notas muito boas na época.

Essa  boa recepção garantiu a sequencia Desperados 2: Cooper’s Revenge em 2006. Que passou por diversos problemas e demissões, assim, parte do game foi cortada e lançado posteriormente.

Helldorado é uma sequencia direta do segundo jogo, mas que não pode fazer uso do nome da franquia por razões de direitos autorais. É uma continuação com outro nome, e esse fator influenciou na sua ausência da coletânea Desperados: Complete Collection de 2016, que saiu pelas mãos da Nordic, que comprou os direitos da franquia. Uma pena.

OS DESPERADOS

Desperados III

Como havia dito antes, o terceiro titulo nos conta a história dos heróis da franquia, precisamente como o BadAss, John Cooper, se tornou mercenário e como conheceu seus companheiros de jornada.

Tudo isso é contado por meio de diálogos dublados e cenas com os personagens mesmo, nada de CGI ou coisa do tipo. A câmera sem mantem em visão isométrica e aproxima um pouco mais do que você conseguira durante os gameplays, mas isso funciona para o jogo.

Que mesmo com uma trama simples, onde a motivação central não é lá complexa, ela permite permite que você simpatize com os personagens, mas não se engane, creio que se não fosse pela ótima dublagem, provavelmente não nos apegaríamos muito.

Preciso destacar que gostei muito da dublagem dos personagens.

Os Cinco Magníficos

Desperados III

Temos cinco personagens a nossa disposição e cada um com habilidades e motivações distintas no jogo, sendo que um deles é acessível só lá pela metade do game: Isabelle Monroe, uma das melhores personagens, por sinal.

Cada um deles possuem características únicas e que devemos explorar o máximo durante o combate, por exemplo:

John Cooper consegue realizar dois tiros durante uma única ação, por conta de suas duas pistolas, e enquanto o brutamontes Hector Mendoza, tem a capacidade de carregar dois corpos e correr levando-os consigo, e eliminar furtivamente os Long Coats, inimigos mais fortes do game.

Preciso destacar que Hector utiliza de uma armadilha para ursos, da qual usa como arma. Excelente por sinal.

Desperados III

Kate O’Hara, por outro lado, tem a habilidade de se disfarçar e seduzir os inimigos. Tem a capacidade de usar uma pistola de curto alcance e cegar os inimigos, além de conseguir chamá-los para cantos escuros e nocauteá-los.

Doc MacCoy é o sniper e médico do grupo, possuindo consigo a vantagem de ataques a distancia e curar aliados, além de um ataque que desmaia grupos. Claro, tudo limitado.

Isabelle Moreau é o meu amorzinho no jogo, uma das melhores personagem disparado. Movimentá-se rapidamente, além de usar vodu durante o combate, o que lhe dá imensa vantagem.

Com o sacrifício de sangue, Isabelle, consegue controlar mentalmente um inimigo e usá-lo como bem quiser, além da habilidade de conectar a alma de duas pessoas, assim, caso uma seja morta, consequentemente outra também morrerá ao mesmo tempo.

E tem a sua gata, Stella, que pode ser usada para distrair o inimigo e reduzir o raio do alcance de visão do inimigo.

MELHOR PERSONAGEM!!

A Mão no Gatilho chega a Tremer

Desperados III

Desperados III é um jogo de estratégia focado no stealth, e como qualquer outro game do gênero, sair atirando feito um doido varrido é uma péssima ideia, e ser morto significa Game Over.

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O game não permite falhas, uma vez visto, os inimigos vão persegui-los até os encontrar e matá-los, contanto que consiga fugir do raio de visão deles. Mesmo assim um alarme é soado e mais inimigos entraram no quadrante e passaram a patrulhar a área.

O cenário possui alguns elementos que nos auxiliam na estratégia, mas ainda se torna imprescindível ficar de olho no alcance da visão dos inimigos.

Desperados III

Dependendo da área em que o inimigo estiver, o alcance dobra, pois não há elementos que possam bloquear sua visão. No caso de ficar poucos segundo no raio de visão, a cor muda para amarelo e o inimigo vai investigar. Se ficar vermelho vai atirar e perseguir, além de alertar os demais inimigos, o que é morte certa.

Os inimigos possuem poucas variações, mas são o suficiente para conseguir dar muito trabalho. Por exemplo, temos os Long Coats, que são brutamontes portando shotguns. São mais inteligentes e residentes, sendo impossível matá-los com um único golpe, a não ser que você esteja com Hector.

Há o trabalhador, que porta uma pá e vai te dedurar, e os capangas habituais, normalmente diferenciado por patrulheiros (pistoleiros) e vigilantes (Usam espingardas) que normalmente ficam em áreas mais elevadas ou torres.

Há diversas maneiras de derrotá-las e o ambiente muitas vezes oferece diversas opções, seja saltar em cima deles ou derrubar pedras, cortar vigas que sustentam as pontes.

O que não falta é forma de acabar com esses caras e os cachorros, pobre cachorros.

Sem Checkpoints, Forasteiro!

Desperados III
Podem me chamar de Senhor Morte, Cowboy!

Não há checkpoints no game, simples assim, então não importa o quanto você avance, caso não tenha salvo e morrer, será começar tudo de novo.

Tal como os games anteriores da franquia, Desperados III faz uso do sistema de salvamento manual. Há o salvamento rápido, que durante a partida pode ser feito a qualquer momento e temos o salvamento manual tradicional, que consiste em dar pausa na partida e ir até a opção de salvamento.

E como estamos falando de um jogo impiedoso, garanto que depois de algumas partidas compreenderá o porque do sistema manual, pois o game é impiedoso.

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Cada falha vai te levar a morte e a uma tela de Game Over, então você se adapta rápido ao salvamento manual, o que te permite testar estratégias sem ter que retornar a uma tela de loading mais demorada.

Os loadings iniciais antes de cada cenário são um tanto demorados, mas uma vez neles, raramente terá problema com isso.

Showdown Mode

Desperados III

Uma das coisas mais legais do game, e que você vai usar muito, pelo menos no começo é o Showdown Mode.

Ele é uma habilidade que permite você congelar o tempo e delegar uma ação a todos os personagens em tela ao mesmo tempo. Funciona quase como um turno de RPG, onde você vai selecionar qual passado dar a seguir para eliminar determinado alvo, nos permitindo explorar ainda mais a habilidade dos personagens.

Esse sistema foi herdado de outro RTS da Mimimi Games, o Shadow Tactics: Blades of the Shogun. Infelizmente eu não joguei esse game, mas posso dizer que o modo foi uma excelente adição ao titulo.

Conclusão

Desperados III

Desperados III consegue ser uma lufada de ar fresco em meio a um mercado onde a busca incessante por jogos onde narrativa e gráficos ultra realistas são cada vez mais comuns.

Ele não inova tanto em sua fórmula, claramente para agradar aos fãs franquia e do gênero, mas ainda assim implementa novas mecânicas, talvez para tornar o game mais acessível aos novos jogadores.

Destaque para a adaptação dos controles dos consoles caseiros, visto que é um gênero que nasceu nos PCs. Funciona muito bem, e a medida que se acostuma você passa a agir rapidamente na hora de executar ações. Não dá pra a mesma resposta que nos PCs, mas funciona.

Por outro lado, o game peca apenas pela ausência de legendas em português. Claro, destaco que isso não é um problema, mas é sempre bom ver um jogo localizado, seja na dublagem ou mesmo nas legendas.

Desperados III

O jogo pode desagradar uma galera por conta da ausência de checkpoints, mas nem de longe isso faz dele um jogo ruim. Na realidade compreendo e respeito o direito da pessoa não gostar, mas NUNCA que isso faria do jogo ruim, como li de um certo profissional.

Desperados III é divertido, desafiador e com uma história que convence o jogador a buscar o seu desenrolar, sem contar o elenco carismático que fara você rir durante os diálogos que rolam durante a partida.

Recentemente a Mimimi games liberou uma DLC inusitada e gratuita para os jogadores. Creio que teremos muito o que desbravar no velho-oeste até a chegada de um quarto titulo.

Mas você não precisa acreditar em mim, tire suas próprias conclusões. Caso tenha um PC, poderá jogar duas fases do prologo gratuitamente baixando no GOG ou Steam.

Desperados III foi analisado com chave digital para Xbox One gentilmente cedida pela THQ Nordic.

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