A pergunta que me faço aqui é:  Será que eu já fiz análise de algum DLC?

De cabeça lembro do Shovel Knight: King of Cards, mas em Shovel Knight, cada campanha é tratada como um jogo diferente, apesar da única a ser vendida separadamente é o Specter of Torment.

Enfim, em 2012, após ter me decepcionado com Elder Scrolls V: Skyrim e seu combate de cortador de queijo, (Sério, o combate de Skyrim é bem meh, e eu tenho a sensação de estar cortando queijo e não pessoas e criaturas e animais), Kingdoms of Amalur: Reckoning surgiu e se tornou o “meu” Skyrim pessoal… Até a parte em que eu o abandonei, pois jogar no PC é um saco.

O fato é que apesar de ter sido moderadamente elogiado na época, o jogo não vendeu bem. E considerando que foi publicado pela EA… Bem, esse papo não interessa agora, mas se quiser saber sobre ele, só ler a análise que fiz do remaster de Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning, onde faço um resumo melhor da situação da ip até sua aquisição pela THQ Nordic.

LEIAM – Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning | Re-Remaster [CARREGANDO…] da-datado?

Pois bem, quando anunciado, foi dito Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning teria uma expansão nova, o primeiro conteúdo original desde as DLC’s do jogo original. O tempo passou, e finalmente em Dezembro de 2021, Fatesworn chegou aos consoles. E o fato de que o lançamento da DLC foi no dia do aniversário da minha ex, é irônico.

Não sei a razão, mas é irônico, assim como Space Explore e Duke Nukem Forever terem saído no dia do MEU ANIVERSÁRIO.

Talvez por isso eu seja conhecido como o cara dos jogos ruins, mas acho que estou desviando do assunto. Pois bem, essa vai ser uma análise meio diferente, já que a mecânica principal, você pode ler na minha análise do jogo.

O objetivo desse texto é ser meio que um diário da minha jornada (mais ou menos) e falar sobre o que Fatesworn trouxe ao mundo de Amalur.

Fatesworn
Capturado no PS4/ Créditos: THQ Nordic

Hora de Salvar Amalur novamente… Rumo ao norte!

Ao contrário dos conteúdos anteriores de Kingdoms of Amalur, que podem ser situados em qualquer ponto das suas aventuras, Fatesworn se passa após o fim da aventura principal. Após receber uma carta de uma mulher misteriosa (como a carta foi parar no nosso inventário? Não sei.), vamos ao encontro dela, até descobrir que ela foi morta.

No local, após lidar com alguns Niskaru Hunters (bichos chatos pra caralho), descobrimos que uma nova ameaça vinda da região de Mithros, pode acabar com Amalur inteira. Após uma longa viagem (mentira, você pode utilizar Fast Travel, mas vamos fingir que é uma viagem longa), lá descobrimos que um grupo de cultistas do Caos, liderados por Telegram, digo, Telogrus aterroriza a região, e planejam levar o Caos a toda Amalur em seguida. Logo, é nosso dever chegar lá, chutar cus e provar que a Sem Destino (porque é claro que eu jogo com personagem feminina) é a maioral.

A nova região possui um clima montanhoso, diferente do clima de Amalur em geral, com regiões geladas. Em termos de história, apesar da maioria dos releases dizerem que é uma campanha de seis horas, posso dizer com base em experiência própria, que não, pelo menos se você não upou seu personagem até o nível máximo do jogo base.

Fatesworn
Capturado no PS4/ Créditos: THQ Nordic

Primeira missão da DLC, me preparar para a DLC

Assim que eu reinstalei o jogo e recebi a carta pra dar início aos eventos da DLC, eu fui para a região de Mithros e para me testar, fui encarar o primeiro grupo de inimigos que vi, alguns vagabundos de beira de estrada… E amigos… Eu tomei muito no rabo.

Meus ataques não causavam dano algum, no máximo 5 pontos. Quase morri umas 3 vezes, e tive que fugir com o rabo entre as pernas. E sim, esse é um dos efeitos de se estar MUITO underlevel.

O DLC aumentou o level máximo de personagem de 40, pra 50. E meu personagem estava num nível MUITO abaixo do recomendado, então fiz o que qualquer pessoa que joga RPG’s faria. GRINDAR. Mas eu não faria na base de só matar inimigos, ou eu ainda estaria grindando, mas sim fazendo algo que devia ter feito quando joguei o jogo principal. Side-quests.

Tive que ir a cada cidade, pegar todas as side quests possíveis e imagináveis, incluindo as dos DLC’s anteriores (Teeth of Naros e Legend of Dead Kel), e daí aconteceram muitas coisas, incluindo o fato de que reconstruí um castelo, matei um cara usando apenas o poder das palavras e me casei.

E após cerca de quinze horas, talvez, de grinding contínuo, atingi o nível 35 de personagem e fui novamente para a região de Mithros, e aí o jogo começou. Bem, depois disso foram outras quinze horas fazendo o que o jogo me deu lá, e posso dizer que valeu a pena… Em boa parte do tempo. Além disso, eu finalmente fiz algo que o jogo original oferecia, mas não havia feito porque não senti necessidade na época, a mudança de destino.

No caso, você pode resetar todos os seus pontos adquiridos com a subida de níveis, e redistribuir eles da maneira que preferir. Como eu havia dito, eu não senti necessidade de fazer isso na campanha normal, nem costumo sentir a necessidade disso nos RPG’s em geral, mas foi preciso para adquirir algumas habilidades necessárias para o meu progresso.

Capturado no PS4/ Créditos: THQ Nordic

O que Fatesworn trás de novo em relação ao jogo regular?

Além da belíssima região de Mithros e da nova storyline e muitas quests, temos aí o Telegram e seus asseclas, que funcionam basicamente como os Tuatha Deohn no jogo base, até mesmo os magos usam os mesmos tipos de magia. E é claro, como Telogrus é o (auto proclamado) deus do Caos, com ele, traz as novas criaturas, que são as criaturas do Caos.

Você é introduzido a elas brevemente numa side quest comum, onde você encara uns monstros minúsculos que você não consegue causar nenhum dano, e a barra de vida está protegida por algo roxo. Mas você não dá muita atenção, já que as criaturas te atacam se autodestruindo. Porém, conforme você avança na história, há o primeiro encontro com o Telegram…

E você não causa dano algum. Porém, ao segui-lo num portal para o Reino do Caos, você acaba parando na dungeons do Caos, e lá consegue uma nova arma, uma espada aparentemente fraca, mas imbuída com a energia do Caos, logo, ideal para combater as criaturas do Caos.

Basicamente as criaturas do Caos são versões de inimigos comuns (Giant Spiders, Boggars e Niskaru Hunters) que possuem uma segunda barra de energia que só pode ser diminuída com armas do Caos, forjadas com Núcleos do Caos. Além dessas criaturas, temos os Chaos Critters (aqueles bichinhos que se matam), e uma versão maior de um Niskaru Hunter que vai dar muito trabalho para derrotar.

Sete Dungeons do Caos são obrigatórias para a história, com outras 18 espalhadas por Amalur, fora da área da DLC. Para adentrar essas dungeons, você precisa abrir os Portais do Caos, fechando barreiras de onde saem criaturas do Caos. Parece complicado, assim escrito, mas é só uma questão de matar criaturas, fechar portais para abrir um portal maior.

Uma das coisas que é importante ressaltar aqui (e de onde eu tirei o título TOTALMENTE CLICKBAIT da análise) que a dificuldade da DLC é elevada, se compararmos com o jogo principal.

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Em alguns momentos, inimigos vão lhe atacar sem dó nem piedade por momentos seguidos, especialmente se você utilizar armas lentas (eu utilizei Espadões e Cajados), mas a minha defesa estava tão forte que mesmo em momentos onde eu era combado sem piedade, o dano não era tão grande (sem contar que eu tinha equipamentos com propriedade de restauração de energia), mas irrita bastante você não conseguir avançar porque tá apanhando feito boi ladrão.

E após umas quinze horas de jornada, idas e vindas, xingamentos e tal, chegou a hora de encarar Telogrus e salvar Amalur mais uma vez… Exceto que o castelo dele não tem nenhuma ameaça em si, no máximo umas barreiras que são trespostas com o set de armadura do Fatesworn (adquirido na preparação pra batalha final).

E ainda que Tirnoch seja mais impressionante visualmente, a batalha contra Telogrus é bem mais divertida… E difícil, ela tomou um bom bocado das minhas poções que acumulei durante o jogo todo e não usei tanto quanto deveria. Telogrus é desafiador e causa status que vão drenar seu life rapidinho se não prestar atenção, além dos círculos de fogo que ele invoca (e que eu não sabia que dava pra apagar, tanto que eu ganhei o troféu “O chão é lava” após derrotá-lo).

Capturado no PS4/ Créditos: THQ Nordic

A minha única reclamação (ou únicas) em relação ao DLC…

Nem tudo são flores ou porrada em Fatesworn, já que uma das personagens mais proeminentes do jogo base, sua aliada Alyn Shir quase não aparece na DLC.

Claro, cada um de vocês seguiu seu caminho no fim da campanha principal (como descrito no bilhete que ela lhe deixou), mas aparecer só pra meia dúzia de falas no final é meio broxante pra única personagem realmente marcante no jogo.

E já que estamos falando do final… Eu não gostei do final do jogo. Sim, ele deixou uma brecha pra continuação, mas é um tanto agridoce. Não vou spoilar o final da aventura aqui.

Fatesworn
Capturado no PS4/ Créditos: THQ Nordic

Concluindo

Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning – Fatesworn entrega o prometido, com uma campanha de boa duração, uma história sólida (mesmo que faltem personagens marcantes) e novas composições de Grant Kirkwall, o que nunca é ruim, pois as composições são boas. No geral, se você curtiu Amalur, vai certamente se divertir em Fatesworn.

Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning – Fatesworn está disponível para PC, PlayStation 4 e Xbox One, com a versão de Nintendo Switch da DLC a ser lançada em 2022. 


Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela THQ Nordic.

Author: Geovane Sancini

Geovane, mais conhecido como Sancini (ou Kyo, se você for velho o suficiente pra lembrar do nick antigo dele) é um escritor e speedrunner que joga videogames desde que se entende por gente.