Arquivos EastAsiaSoft - https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/eastasiasoft/ Um pouco de tudo na medida certa Mon, 03 Feb 2025 19:25:32 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos EastAsiaSoft - https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/eastasiasoft/ 32 32 Dead of Darkness | Como fazer um Resident Evil em 2D https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/02/03/dead-of-darkness-como-fazer-um-resident-evil-em-2d/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/02/03/dead-of-darkness-como-fazer-um-resident-evil-em-2d/#respond Mon, 03 Feb 2025 19:25:32 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19346 Adaptações 2D de jogos 3D sempre foram algo complexo, porque muitas coisas tem que ser mudadas, a jogabilidade alterada e levado em conta os controles da plataforma em questão, ao menos no passado. Me refiro em específico a era dos portáteis entre 97 e 2002, em especial, Game Boy, Game Boy Color e Game Boy […]

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Adaptações 2D de jogos 3D sempre foram algo complexo, porque muitas coisas tem que ser mudadas, a jogabilidade alterada e levado em conta os controles da plataforma em questão, ao menos no passado. Me refiro em específico a era dos portáteis entre 97 e 2002, em especial, Game Boy, Game Boy Color e Game Boy Advance, Neo Geo Pocket e Wonderswan/Color (DS e PSP já tinham potência pra fazer 3D sem engasgar e peidar). Nessa era, recebemos adaptações de franquias e jogos 3D, desde jogos originais (Resident Evil Gaiden, Metal Gear: Ghost Babel) a adaptações de jogos (Alone in the Dark: The New Nightmare, Max Payne). Claro que muitos projetos ficaram pelo caminho, como um porte de Resident Evil, e pelo menos dois projetos envolvendo Dino Crisis.

Claro, que nem sempre os resultados eram satisfatórios, enquanto que o Metal Gear de Game Boy Color e o Max Payne de GBA eram bons jogos, Resident Evil Gaiden tinha uma execução pavorosa, apesar da boa ideia (O combate do jogo é o principal ponto ruim, seguido da arte horrível) e Alone in the Darkness: TNN é ruim, ainda que ele tente emular a versão de consoles.

A história de hoje começa com um jogo singelo de horror chamado Dreamland R, feito no RPG Maker 2000 (ê, saudades) e lançado em 2005, e que em 2010 ganhou uma versão atualizada e revisada, intitulada Dreamland R Final Mix (O título obviamente foi inspirado nas versões Final Mix de Kingdom Hearts), e que ganhou uma tradução pro inglês em 2012 (O jogo foi lançado originalmente em alemão). Haviam planos para uma continuação, que seria chamada de Dreamland R², que nunca foi lançada… (Isso tem mais em comum comigo do que eu imaginava. Versão revisada do próprio jogo, planos de uma continuação nunca lançada?). Eis que em 2022, o criador do jogo, Judeau, anunciou que ele estava trabalhando em um novo jogo que iria utilizar ideias de Dreamland R² e estava em fase de planejamento há pelo menos dois anos.

Com o título de Dead of Darkness, o jogo originalmente iria utilizar o RPG Maker MV como engine, mas devido a limitações técnicas, o criador decidiu trocar de engine e utilizar o GameMaker Studio 2. E depois de dois anos e pouco em produção, agora sob a label Retrofiction Games, Dead of Darkness chegou ao PC na segunda metade de Janeiro, com lançamento também previsto futuramente para os consoles. Será que esse tempo todo valeu a pena? Ou o jogo falha feito minhas tentativas de fazer uma continuação para Força da Amizade? Confira conosco


Procurando pela verdade

Em 1985, na Inglaterra, o investigador privado Miles Windham segue uma pista sobre a misteriosa morte da sua filha que o leva até à Ilha Velvet. Mas assim que chega à ilha, ele rapidamente percebe que os residentes estão a comportar-se de forma estranha. Na verdade, há uma crescente hostilidade em relação ao investigador que parece tornar-se mais forte a cada minuto. Não demora muito até que a situação se intensifique e Miles se encontre numa luta pela sua própria sobrevivência.

Um detalhe que o resumo do jogo no Steam não detalha da história, é que o jogo é visto do ponto de vista de dois personagens, o próprio Miles, que está investigando o que aconteceu com sua esposa e filha, e Olivia Greene, uma enfermeira que fora contratada para trabalhar na clínica da Ilha Velvet. O jogo nos apresenta inúmeros personagens com suas histórias e motivações próprias, que envolvem os segredos tenebrossos da ilha.

Apesar da influência de Resident Evil, o jogo também bebe da fonte de H.P. Lovecraft, com pitadas de horror cósmico e insanidade introduzidos no jogo, o que dá um contraste interessante a narrativa… O que é verdade e o que foi produto da sua cabeça? E sem querer spoilar o final do jogo, mas… O jogo deixa aberto que haverá uma continuação.


Resident Evil clássico na veia

Vamos a uma crítica que eu fiz em vários outros jogos aqui no site em termos de gameplay… O jogo não é tão otimizado para o uso do teclado. O que quero dizer com isso? O dev recomenda que joguemos com controle. Mas vamos lá, o jogo bebe da fonte de Resident Evil total, em específico, os primeiros Resident Evils, com o jogador não podendo se mover enquanto atira, a faca para uso quando lhe falta (ou se quer poupar) munição e a exploração da mansão e da ilha.

Até mesmo a função de mudar a cor da sala no mapa quando se acha 100% dos itens, introduzida em jogos posteriores, como o RE Remake foi trazida para Dead of Darkness. Os controles funcionam muito bem, obrigado, mesmo eles tendo sido otimizados para controles e não teclados. Na parte de exploração, obviamente se encontram itens necessários para a jornada, pistas e segredos da lore do jogo e o que está de fato acontecendo na maldita ilha.

O jogo cobre áreas básicas do Resident Evil que aprendemos na terceira série, como inventário e munição limitados, saber quando fugir de uma luta. E como o jogo não pausa, muitas vezes, uma escapadinha para recarregar a arma é o que diferencia a vida e a morte no jogo. Como disse duas frases atrás, fugir as vezes é a melhor opção, porque tem inimigos que podem te matar num ataque só, e as mortes aqui são gráficas e criativas.

Lembra que mencionei da pitada de horror cósmico? Pois é, o jogo tem um sistema de sanidade, e conforme você é atacado por inimigos, mais ablublé das ideias seu personagem vai ficando, até o ponto em que Game Over, Man… Game Over. Sim. Isso dá um toque a mais de cuidado que você precisa ter. Por outro lado, o jogo oferece vários níveis de dificuldade, então mesmo se você for um palerma ou cagão em jogos de Terror (estou olhando para você, Diogo), Dead of Darkness dá pra ser jogado de boa. Outra coisa positiva, é que o jogo sabe utilizar jumpscares, não é como nos jogos de horror modernos (aqueles que Youtubers jogam e gritam feito sopranos de maneira artificial) onde há um jumpscare a cada treze segundos.


Pixel art boa, dublagem de destaque

A dublagem de Dead of Darkness é muito bem feita, os atores apresentam performances decentes, em especial os dubladores de Miles (Bradley Gareth, August, o assassino em série de Crimson Spires) e Olivia (Abigail Turner, Maddy em Crimson Spires… Fun fact, foi a Maddy que foi minha rota quando joguei Crimson Spires no PS4), já que os dois personagens são os que mais você irá ouvir na jogatina.

Graficamente, possui muita inspiração em seu antecessor, Dreamland R, com os sprites de longe lembrando sprites do RPG Maker 2000, obviamente com muito mais detalhes do que seria possível no RPG Maker original. Os cenários são inspirados em Resident Evil, impossível não navegar na mansão da ilha e não lembrar da Mansão Spencer com uma certa nostalgia. E todo esse cenário conectado é muito bem feito.

Isso sem contar os monstros, oh boy, eles são grotescamente bem feitos, em especial os bosses. esses são, em particular os enormes, o destaque da parte gráfica do jogo. E temos como finalização, os retratos dos personagens, e apesar da diferença ser gritante dos retratos pros sprites, os retratos são igualmente bem desenhados.

 

Considerações Finais

Dead of Darkness conseguiu ser um Resident Evil bidimensional MUITO MELHOR que o próprio Resident Evil 2D oficial… O que convenhamos, não era difícil. O que quero dizer é, Dead of Darkness consegue se destacar por si só, sem precisar do conhecimento necessário de Dreamland R, ou Resident Evil. É um bom survivor horror com uma jogabilidade boa, gráficos bacanas que vale a pena, e o preço de R$ 39,99 é um bom custo-benefício. Se você curte RE clássico, dê uma chance ao jogo.

Nota final: 9,5/10

Dead of Darkness está disponível para PC, e a Eastasia Soft irá cuidar das versões de PS4, PS5, Nintendo Switch, Xbox One e Xbox Series que serão lançadas posteriormente. Essa análise foi feita com uma cópia de PC, fornecida pela Retrofiction Games

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3D Don’t Die Mr. Robot | Um clássico cult está de volta https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/11/28/3d-dont-die-mr-robot-um-classico-cult-esta-de-volta/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/11/28/3d-dont-die-mr-robot-um-classico-cult-esta-de-volta/#respond Thu, 28 Nov 2024 18:44:31 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18599 Mais um dia, mais um review de jogo que o Sancini descobre que havia um anterior a esse lançado anos atrás. HOORAY! Enfim, em 2014, a Infinite State lançava no PS Vita, o jogo simples, mas viciante, Don’t Die, Mr. Robot! Como apenas 16 pessoas compraram o PS Vita no mundo inteiro, outras plataformas acabaram […]

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Mais um dia, mais um review de jogo que o Sancini descobre que havia um anterior a esse lançado anos atrás. HOORAY! Enfim, em 2014, a Infinite State lançava no PS Vita, o jogo simples, mas viciante, Don’t Die, Mr. Robot! Como apenas 16 pessoas compraram o PS Vita no mundo inteiro, outras plataformas acabaram por receber o joguinho, como o PS4, iOS, o Nintendo Switch e o PC, sendo esta a versão mais recente… E é claro, eu não joguei.

Durante esses dez anos entre o lançamento do Don’t Die, Mr Robot! original e o jogo de hoje, a Infinite State, um estúdio formado por uma dupla de hobbistas que fazem jogos nas horas vagas, ganhou fama como produtor de jogos simples, com mecânicas fáceis de se aprender e difíceis de dominar. Eles até mesmo resolveram experimentar com realidade virtual, com o gratuito Rogue Aces VR, uma versão em VR de seu jogo de navinha roguelike Rogue Aces.

Agora, em 2024, o estúdio anunciou uma nova versão de seu clássico Don’t Die Mr. Robot!, com o lançamento de consoles previsto para algum ponto de 2025, nós do Arquivos do Woo tivemos acesso a versão de PC de 3D Don’t Die Mr. Robot, que sairá agora dia 3 de dezembro no Steam. Confira a nossa análise.

Sobreviva a uma dimensão de frutosas explosões

Você é Mr. Robot, um robô azul que gosta de frutas, mas foi capturado por um ser alienígena chamado Açuol e mandado para uma dimensão altamente perigosa chamada Sanikart. Nessa dimensão, assim como na Austrália, tudo quer te matar, mas você não tem como se defender. Isso é, até você se lembrar dos ensinamentos de seu mestre Pepino.

Ele lhe ensinou que seres que tentam lhe matar podem ser derrotados com o auxílio das frutas explosivas, que ao serem devoradas, explodem num raio considerável, mas não ferem robôs chamados Mr. Robot… Ainda bem que ele não foi chamado de Vanderson, ou ele estaria fodido e mal pago… Feito desenvolvedores independentes. A não ser que seu jogo seja viral e… Ah, deixa pra lá, eu ia acabar saindo numa tangente/rant contra os indies safe que se tornam modinha, mas não é o objetivo desse texto.

Sim, eu inventei mais ou menos metade dessa história, misturada com parte da lore do jogo. E eu achei que ficou mais engraçado. Me processe… Aliás, não me processe, eu não tenho nem dinheiro pra comprar jogos, quanto mais pagar processos. Vamos continuar esse texto antes que eu saia em outra tangente pedindo dinheiro pra pagar um processo hipotético.

MUDE PRO TECLADO, SÉRIO

A primeira coisa que recomendamos assim que você iniciar o jogo, vá nas opções e altere os controles para o teclado (deixando a movimentação de câmera no mouse), você vai me agradecer. Caso não tenha ficado claro, o jogo pode ser controlado com o mouse ou teclado, mas principalmente se você usa o touchpad do notebook, sua experiência vai ser dolorosa. Sério.

A jogabilidade de 3D Don’t Die Mr. Robot é simples ao extremo. Desvie dos inimigos, e colete as frutas explosivas, as explosões das frutas podem matar os inimigos, e se a explosão de uma fruta tocar outra fruta, ela criará uma reação em cadeia. E é basicamente isso. Claro, cada inimigo morto deixa moedas que valem pontos, mas é esse o essencial. E jogando no teclado (e controle), deixa tudo viciante a ponto de você não querer parar. (Eu só tive que parar porque meu backlog de reviews do Arquivos do Woo está IMENSO pra esse fim de ano.). E claro que a jogatina vai ficar mais intensa conforme se avança, é essa a beleza de jogos no estilo arcade. Como só isso ficaria pouca coisa pra um review, vou explicar os modos de jogo em geral.

O primeiro modo é o Arcade, e você tem simplesmente que sobreviver o maior tempo possível, conquistando a maior quantidade de pontos, explicativo e rápido. O modo principal é o Remix, que é a grosso modo, um modo de missões. Com mapas variados (ao invés do retângulo do modo Arcade), o jogador deve fazer pontuações de acordo com a missão do mapa, pode ser pegar frutas, matar inimigos ou fazer pontos coletando moedas. Dependendo da sua pontuação na missão, você pode ganhar troféus de Bronze, Prata, Ouro e Platina pra cada missão. Na minha modesta opinião, é aqui que o jogo brilha mais.

O modo Lime Attack é um trocadilho com Time Attack, e e você deve conseguir a maior pontuação possível em um determinado tempo limite. As mortes nesse modo não são o fim do mundo, você só fica paralisado por alguns segundos e perde pontos, e o lime vem do fato de que o mapa no lime attack remete justamente a limões com as frutas coletadas sendo limões (o nosso limão verde, que os gringos chamam de Lime). E o último modo é parecido com o Arcade, mas mais relaxado e as explosões são maiores e o cenário diferente.

A trilha sonora é matadora

Os gráficos do jogo fizeram uma transição bacana do bidimensional do jogo original para 3D, apesar da adição de movimentação de câmera (opcional do jogador) não ser necessariamente algo importante. Na maior parte do tempo, eles são funcionais e os efeitos visuais são aceitáveis. Para incentivar o fator replay do jogo, você pode desbloquear skins extras, coisa… Que eu não fiz na minha jogatina… Porque sou um idiota imbecil.

O jogo brilha na trilha matadora, que ajuda muito no clima arcade viciante do jogo. Ainda que no momento eu não consiga lembrar da trilha por motivos de EU TER OUTROS SETE JOGOS NO MEU BACKLOG PRA FAZER REVIEW, as músicas de 3D Don’t Die Mr. Robot são MUITO BOAS. Recomendo dar uma ouvida nelas.

Divertido e acessível

Se recomendamos 3D Don’t Die, Mr Robot!? SIM com S em maiúsculo. É um daqueles jogos simples que são divertidos, ideais entre uma jogatina e outra, e que de fato cumpre bem seu papel. Eu estava preparado pra dar uma nota menor se os controles fossem apenas no mouse, mas como deu pra mudar, o jogo recebe a nota merecidamente.

Nota Final: 8,5/10

3D Don’t Die Mr. Robot será lançado para PC dia 3 de Dezembro no Steam (Se você está lendo isso dia 4 de dezembro, o jogo já saiu), e terá lançamento para Playstation 4, Playstation 5, Xbox One, Xbox Series X|S e Nintendo Switch em 2025. Essa análise foi feita com uma chave de PC fornecida pela Infinite State.

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Otoko Cross: Pretty Boys Klondike Solitaire | Paciência com os crossdressers https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/08/14/otoko-cross-pretty-boys-klondike-solitaire-paciencia-com-os-crossdressers/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/08/14/otoko-cross-pretty-boys-klondike-solitaire-paciencia-com-os-crossdressers/#respond Sun, 14 Aug 2022 14:48:43 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=11993 Há algum tempo atrás, falamos sobre a primeira IP original da EastAsiaSoft, a série Otoko Cross, que mostra os rapazotes crossdressers, numa situação semelhante da série Pretty Girls, da Zoo Corporation. O primeiro título, Otoko Cross: Pretty Boys Mahjong Solitaire, apesar de não ter nenhum defeito gritante, tinha o problema de ser Mahjong Solitaire, ou […]

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Há algum tempo atrás, falamos sobre a primeira IP original da EastAsiaSoft, a série Otoko Cross, que mostra os rapazotes crossdressers, numa situação semelhante da série Pretty Girls, da Zoo Corporation. O primeiro título, Otoko Cross: Pretty Boys Mahjong Solitaire, apesar de não ter nenhum defeito gritante, tinha o problema de ser Mahjong Solitaire, ou seja, um absoluto porre. Tá, isso é um pouco mais de gosto pessoal, porque eu não sou chegado em Mahjong Solitaire, mesmo os títulos da Zoo Corporation do mesmo tema eu não toquei.

Enfim, não muito tempo depois, a empresa anunciou o segundo jogo da linha Otoko Cross, dessa vez apelando para o nicho de funcionários de repartições públicas que curtam crossdressing, com Otoko Cross: Pretty Boys Klondike Solitaire, que chegou aos PC’s nesse mês de Julho.

Agora, será que ele vale a pena o seu tempo, ou dinheiro? Bem, confira comigo no replay, digo, na análise.

Reprodução: Eastasiasoft

Paciência pra que te quero

O jogo não possui uma história, e eu sei que nesses casos, eu costumo tirar uma do cu em cinco minutos, mas no momento eu estou meio puto da vida porque meu PS4 tá com problema de super aquecimento (e temos uma análise do novo MX vs ATV pra fazer) e basicamente vou ter que fazer a manutenção básica dele (troca de pasta térmica e cool pads, limpeza) e isso custa um dinheiro que não tenho.

Some a isso, o fato do meu computador estar com problemas seríssimos de performance, que as vezes fazem jogos que não exigem NADA do PC, cagarem nas calças, me impedindo de fazer qualquer coisa mais complexa, me deixando basicamente na estaca zero em projetos de speedrun, edição de vídeo ou mesmo o auxílio em retransmissões de eventos (coisa que faço tanto na Speedruns Brasil quanto na Speed gaming Português).

Então, desculpe se não consegui inventar uma desculpa para um jogo de paciência, mas a minha cabeça tá cheia de preocupações, então finjam que esses três parágrafos foram algo de uma história épica maravilhosa, e não minhas frustrações por falta de equipamento decente pra produção de conteúdo.

Reprodução: Eastasiasoft

Paciência, pura e simplesmente, mas viciante

De acordo com as estatísticas do PlayStation, um dos jogos que mais joguei no ano passado, com um total de 60 horas, foi Pretty Girls Klondike Solitaire, e é por uma razão (além dos plots das meninas). Paciência é um jogo simples, que qualquer pessoa pode pegar e jogar, seja no PC, ou com um baralho de verdade.

O jogo possui, assim como o anterior da linha Otoko Cross, os cinco rapazotes com roupas normais que conforme vamos avançando na partida, mudam para roupas femininas no melhor estilo crossdressing, mas o “mascote” da série, Kyun, só tem as partidas liberadas quando terminamos as partidas dos outros quatro personagens nas três dificuldades, Easy, Normal e Hard.

LEIAM – Otoko Cross: Pretty Boys Mahjong Solitaire | Mahjong e Cross dressing

No Easy, as cartas usualmente estão ao seu favor, com pouca ou nenhuma dificuldade de conseguir terminar a partida, as cartas abertas na parte inferior da tela são de valores baixos. Caso tenha dificuldade, você tem direito a três dicas, três re-embaralhamentos e três cartas dentre as ocultas para serem tiradas e lhe auxiliar. No Normal, as situação é um pouco mais difícil, mas nada demais, para quem está acostumado com o jogo de paciência, mas você tem menos auxílios, no caso, 3 dicas, 1 re-embaralhamento e 1 carta oculta. Já no Hard, você vai ser MUITO dependente do RNG, não possui auxílios, e ao invés de puxar uma carta do baralho, são 3 cartas puxadas de uma vez (podendo usar somente a última). Muitas vezes, a carta que você precisa vai ser a segunda das 3 que puxou, causando ocasionais ataques de raiva.

Ao terminar todos os 15 estágios (3 por personagem), você desbloqueia o Modo Nu, onde na dificuldade Hard, ao invés da roupa de crossdresser, o personagem vai estar do jeito que veio ao mundo (e por razões óbvias, não vamos mostrar aqui). No geral, é um jogo básico e até curto de você conseguir terminar esses 15 estágios. Infelizmente, apesar dos jogos da série Otoko Cross terem vindo da experiência da EastAsiaSoft em portar os jogos da série Pretty Girls, ele não tem as melhorias do Dressing Room que vieram nos títulos mais recentes da mesma. O Dressing Room aqui é bem básico. E um dos chamarizes da série Pretty Girls é a quantidade de garotas disponíveis no jogo, enquanto que aqui continuamos com os mesmos cinco personagens do jogo anterior.

Reprodução: Eastasiasoft

Nada mudou em relação ao jogo anterior

Eu sei que pode parecer que estou sendo duro demais nas minhas críticas, mas o fato é que bem… Há zero mudanças em relação aos personagens do jogo, mais especificamente, as roupas, continuam as mesmas e isso tira um pouco do brilho. Tudo bem que tecnicamente temos pouco espaço entre os lançamentos e desenhos demoram pra ser feitos, mas como eu disse, tira um pouco do brilho, porque os designs não são feios, tanto de personagens quanto de cenários.

LEIAM – Pretty Girls Escape | Estratégia na hora de fugir

Musicalmente utiliza-se de faixas Royalty-free que combinam com o clima casual do jogo, nada demais, mas não chegam a ser músicas ruins. E eu vou continuar achando esquisito as vozes dos rapazes claramente com sotaque, falando em japonês. Sim, são frases que fazem mais sentido que as da série Pretty Girls que foram tiradas de contexto das visual novels que as personagens faziam parte, mas ainda assim.

Reprodução: Eastasiasoft

Recomendado com ressalvas

A recomendação de Otoko Cross: Pretty Boys Klondike Solitaire é com ressalvas, mais pela temática do que por qualquer outra coisa. Sim, eu fiz a piada do nicho de funcionários públicos que gostam de crossdressing, mas é mais uma piada pela questão de ser um jogo de paciência (e como todos sabem, paciência é o jogo mais jogado nas repartições públicas do Brasil e eu não queria repetir a mesma piada que fiz na análise de Pretty Girls Klondike Solitaire).

É um jogo sólido de paciência, mas que vai ser meio decepcionante se você comprou o Otoko Cross: Pretty Boys Mahjong Solitaire e puta que pariu esses nomes imensos ocupam quase metade de uma linha. Na minha opinião, se tiver que escolher entre o Klondike Solitaire ou Mahjong Solitaire, esse jogo aqui oferece o mesmo conteúdo visual do outro, mas é melhor.

Otoko Cross: Pretty Boys Klondike Solitaire está disponível para PC’s.

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Otoko Cross: Pretty Boys Mahjong Solitaire | Mahjong e Cross dressing https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/06/04/otoko-cross-pretty-boys-mahjong-solitaire-mahjong-e-cross-dressing/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/06/04/otoko-cross-pretty-boys-mahjong-solitaire-mahjong-e-cross-dressing/#respond Sat, 04 Jun 2022 14:10:54 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=11473 Eu não sei como abrir esse texto, sei que deveria falar um pouco sobre a subcultura do otokonoko (algo como filha homem ou garota homem), que ela tem raízes nos atores onnagata do Teatro Kabuki, atores esses aliás que tem que fazer um puta treinamento de maquiagem, atuação e movimentação feminina do Kabuki para as […]

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Eu não sei como abrir esse texto, sei que deveria falar um pouco sobre a subcultura do otokonoko (algo como filha homem ou garota homem), que ela tem raízes nos atores onnagata do Teatro Kabuki, atores esses aliás que tem que fazer um puta treinamento de maquiagem, atuação e movimentação feminina do Kabuki para as peças.

Mas enfim, basicamente, a cultura otokonoko tem muito a ver com a questão do crossdressing, no caso, homens se vestindo e maquiando para parecerem mulheres. A cultura otokonoko começou lá nos anos 2000, nos primórdios da internet moderna e se fortaleceu no fim daquela década, sua influencia aparecendo em animes e alguns jogos, muitas vezes em situações românticas ou eróticas.

E para trazer um pouco mais dessa cultura aos jogos, a publisher Eastasiasoft criou sua primeira ip original, Otoko Cross, e graças a expertise em portar os jogos da ZOO Corporation, desenvolveu o primeiro jogo da linha Otoko Cross em Otoko Cross: Pretty Boys Mahjong Solitaire, que saiu agora na segunda metade de Maio no Steam. Vamos ver se ele vale o seu tempo e dinheiro?

Otoko Cross
Reprodução: eastasiasoft

A história dos Rapazotes crossdressers, em um formato já conhecido

Assim como os jogos da série Pretty Girls, Otoko Cross: Pretty Boys Mahjong Solitaire não tem uma história em si, mas por incrível que pareça, o jogo oferece um background para os cinco rapazes estarem no Japão, o que é algo, especialmente se considerarmos que ao contrário das meninas da série Pretty Girls, que são retiradas de visual novels da Norn/Miel (que são parte da ZOO Corporation), os rapazes e seus sprites foram criados do zero.

E entendo que vocês não saibam jogar Mahjong, eu também não, então fiquem tranquilos, que apesar do nome do jogo conter mahjong em si, ele não tem tanto a ver com o pôquer chinês (Mahjong é chinês, né?).

O jogo funciona como um jogo de Mahjong Solitaire comum, você tem um tabuleiro com as peças de mahjong, divididas em camadas e você precisa remover essas peças em pares. Só que o progresso requer estratégia, tendo que saber que peças tirar pra não ficar sem peças.

LEIAM – Pretty Girls Four Kings Solitaire | Big Brain Game, Small Brain Player

Para os menos afortunados, o jogo possui um modo “fácil”, que não muda nada na jogabilidade, mas oferece 3 dicas das peças que podem ser removidas e 3 embaralhamentos das peças, mas o custo é que você não ganha pontos nas fases, para a leaderboard. Mas é uma concessão fácil de se fazer, o jogo não fica mais fácil, mas você tem mais chance de terminar as fases.

O jogo possui sessenta tabuleiros divididos pelos cinco personagens, cada personagem tem 4 etapas divididas essas em 3 estágios, sendo que no terceiro estágio, a roupa do personagem muda. Para liberar o quinto personagem, deve-se terminar os outros quatro.

Para os mais assanhadinhos e fãs de femboys, ao terminar os 60 tabuleiros, você libera o modo Naked, onde na terceira etapa de cada roupa do personagem, ao invés da roupa, o personagem ficará do jeito que veio ao mundo.

Otoko Cross
Reprodução: Eastasiasoft

Competente, mas as vozes…

No departamento audiovisual, bem, primeiro notar aqui que as vozes dos rapazes… Não sei, mas ocidentais falando japonês com aquele sotaque forte não me soou muito bom. Ainda que boa parte das tonalidades seja boa, o sotaque forte não ajuda.

Graficamente, é o que você espera de um jogo da linha Pretty Girls (apesar de Otoko Cross: Pretty Boys Mahjong Solitaire não ser um, você entendeu meu ponto), sprites originais bem feitos, bons cenários e uma apresentação decente, não muito do que reclamar.

A trilha sonora é composta de musicas royalty free, mas são ao menos musicas que combinam com os cenários e temática das etapas, nada soa fora do lugar.

Reprodução: Eastasiasoft

É mais do mesmo, tudo depende da sua apreciação da temática do jogo

A temática do jogo é provavelmente o que mais chama a atenção em Otoko Cross: Pretty Boys Mahjong Solitaire, porque de resto, apesar de não ser um título ruim, ele acaba sendo similar aos demais jogos de Mahjong Solitaire da série Pretty Girls. Mas seria mais interessante ver esses personagens em outros tipos de jogo.

Otoko Cross: Pretty Boys Mahjong Solitaire está disponível para PC, e com o lançamento para consoles previsto ainda para esse ano.

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Poker Pretty Girls Battle: Texas Hold’Em | O blefe é a sua melhor arma https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/10/14/poker-pretty-girls-battle-texas-holdem-o-blefe-e-a-sua-melhor-arma/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/10/14/poker-pretty-girls-battle-texas-holdem-o-blefe-e-a-sua-melhor-arma/#respond Thu, 14 Oct 2021 08:00:31 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=8382 Eu não sou lá um grande fã de pôquer. Digo, do pôquer profissional, envolvendo dinheiro, ou mesmo esses jogos de pôquer online sem compromisso. Talvez pelo fato de que eu tenha que interagir com estranhos online, acho isso um pé no saco. Dito isso, eu conheço um pouco de pôquer. Digo, Aprendi mais ou menos […]

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Eu não sou lá um grande fã de pôquer. Digo, do pôquer profissional, envolvendo dinheiro, ou mesmo esses jogos de pôquer online sem compromisso.

Talvez pelo fato de que eu tenha que interagir com estranhos online, acho isso um pé no saco. Dito isso, eu conheço um pouco de pôquer. Digo, Aprendi mais ou menos as regras de uma das variantes do pôquer graças ao clássico Vegas Stakes, de Super NES.

Eu adorava aquele jogo. E apesar de ser basicamente um jogo de casino, eu adorava (e ainda adoro) o pacote todo que envolve o clássico da HAL. Existe toda a coisa de você chegar com seus amigos em Las Vegas, todos com uma certa quantia de dinheiro e o sonho de tirar a sorte grande.

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Entre as partidas, você era abordado aleatoriamente por NPC’s que pediam dinheiro aqui e ali, por N motivos, as vezes não dava em nada, as vezes a sua gentileza era recompensada porque o cara ganhou um caminhão de grana e te deu uma parte por agradecimento.

Mas, não estou aqui pra falar de Vegas Stakes, mas de pôquer, que também esteve presente na série Dead or Alive Xtreme (assim como outros mini games de Casino), então eu achei que já tava PHD em pôquer, e poderia jogar tão bem quanto… Sei lá, quem é o Kenny Omega do pôquer? Anyway.

Eu achei que estava pronto. Até que o jogo dessa análise, Poker Pretty Girls Battle: Texas Hold’em me pegou de calça arriada.

Seja bem vindo ao torneio de poker do Casino Miele

Como qualquer outro jogo da série Pretty Girls da Zoo Corporation, aqui não temos um enredo, mas dá pra improvisar um de boa. Você era considerado o talento da sua cidade no poker, mas considerando que era uma cidade de 1653 habitantes e 2 palhaços (palhaço não conta como gente), isso não é lá grandes coisas.

Um dia, você descobre o Norn Resort, que possui o Casino Miele, onde há um torneio com os melhores jogadores de poker do mundo. Decidido a provar o seu valor, você pega as suas economias, e vai tentar a sorte no torneio, pra ver se suas habilidades são mesmo excepcionais, ou se você possui apenas sorte.

Sim, eu bolei essa sinopse em 7 minutos aqui, e uma das ideias nem foi minha, já que o nome Miele é o nome do restaurante presente em Catgirl & Doggirl Cafe, visual novel da Norn/Miel.

Talvez eu fale sobre ela em algum ponto desse ano (spoilers do futuro?).

Pura e simplesmente Poker (na variante Texas Hold’em)

Poker Pretty Girls Battle: Texas Hold'Em

O game é um jogo simples de Poker, com pequenas coisinhas típicas da série Pretty Girls.

Primeiro, escolhe-se uma adversária principal (temos quatro grupos com 4 garotas cada), e nisso, entramos numa partida com ela e mais outros dois personagens aleatórios controlados pela CPU (eles tem sprites, mas não importam tanto).

Cada um dos personagens possui 100 fichas e o objetivo é conseguir as 100 fichas dos outros. Vença a partida, e você ganhará um pedaço de uma imagem (das quatro garotas que compõem aquela parte ali). Monte a imagem completa (vencendo as 4 garotas uma ou mais vezes) e passe para as próximas garotas.

Agora, lembra que eu mencionei sobre Vegas Stakes e DOA Xtreme quando falei sobre poker? Pois é, nesses jogos usamos a variante normal do Poker, com cada um dos jogadores possui sua mão própria, escondida dos outros.

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Aqui, são as regras da variante Texas Hold’Em, o que significa que as únicas cartas escondidas são as duas primeiras, e essa é a sua mão. As outras cinco cartas são compartilhadas com todos os outros adversários, o que pode dar pista do que esperar do adversário ou de como você vai agir.

Explicando como funciona, a princípio, com as duas primeiras cartas, cada um dos jogadores faz a aposta inicial de duas fichas (quando chegar a vez do jogador, ele pode aumentar a quantidade de fichas apostadas), e após essa rodada, são colocadas as 3 primeiras cartas da mão compartilhada.

Aqui, o jogador (e a CPU) podem passar para o próximo jogador (em sentido horário) sem apostar, ou apostar mais fichas, o seguinte pode cobrir a aposta, aumentar ou desistir da rodada, minimizando as perdas. E assim segue, por outros dois turnos, até que no showdown, todas as mãos são reveladas, como no poker normal. Aí ganha aquele que tiver a melhor mão.

Ao contrário de jogos da série que analisamos aqui (Pretty Girls Klondlike Solitaire e Pretty Girls Panic!), esse não é um jogo que você pega, joga uma partidinha rápida e pode colocar de lado.

Como é preciso tirar as fichas dos outros 3 adversários, as partidas irão demorar, porque assim como no Poker da vida real, é tudo muito dependente da aleatoriedade do baralho. E claro, uma das coisas que você pode fazer para tentar forçar vitórias, é blefar.

Porque parte da estratégia de um bom jogador de poker está na arte do blefe, jogar uma isca que force os participantes a desistir. Claro, isso pode se voltar contra você, mas faz parte do jogo. E ao contrário dos outros dois jogos citados aqui, você não vai terminar todas as partidas em uma hora, apesar de que dependendo do seu talento, a platina pode vir relativamente rápida.

Não no mesmo nível dos outros

Poker Pretty Girls Battle: Texas Hold'Em

Em termos de gráficos e músicas, talvez esse seja o ponto fraco de Poker Pretty Girls Battle: Texas Hold’Em. As meninas pouco aparecem, já que o maior foco está na mesa de poker. Elas ainda são curvilíneas, mas não possuem roupas alternativas ou coisas do tipo.

A apresentação do jogo até as partidas começarem, é decente, por assim dizer. Porém uma coisa que destaco aqui é: Existem sprites masculinos no jogo, o que me deixou surpreso.

As músicas, assim como os outros jogos da Zoo Corporation, são royalty free, e não são ruins, mas não são músicas que vão grudar na sua cabeça, feito os dois jogos anteriores que analisamos. As falas das garotas, novamente, são falas extraídas das visual novels de origem delas.

Se você quer um poker barato, vá em frente

Poker Pretty Girls Battle: Texas Hold'Em

Jogos de poker não são a praia de muita gente, eu sei disso muito bem. Posso me considerar mente aberta pra jogos, apesar de nem tanto. Porém, entre prós e contras, Poker Pretty Girls Battle: Texas Hold’Em é uma alternativa decente a se endividar online. Tem garotas bonitas como bônus.

O jogo está disponível para Nintendo Switch, PlayStation 4 e PlayStation 5, além da versão original de PC. 

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela EastAsiaSoft.

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Pretty Girls Panic! | QiX com as waifus na praia https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/10/08/pretty-girls-panic-qix-com-as-waifus-na-praia/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/10/08/pretty-girls-panic-qix-com-as-waifus-na-praia/#respond Fri, 08 Oct 2021 10:57:07 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=8380 Sabe, as vezes a gente reclama demais da indústria de jogos. E sim, boa parte das vezes com razão, sejam as micro transações ultra predatórias de certos jogos, o enésimo relançamento de GTA V (por mais que Skyrim e Resident Evil 4 tenham mais portes, a Bethesda e a Capcom lançaram muitos jogos a mais […]

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Sabe, as vezes a gente reclama demais da indústria de jogos. E sim, boa parte das vezes com razão, sejam as micro transações ultra predatórias de certos jogos, o enésimo relançamento de GTA V (por mais que Skyrim e Resident Evil 4 tenham mais portes, a Bethesda e a Capcom lançaram muitos jogos a mais do que a Rockstar de 2013 pra cá), ou a enxurrada de Rogue-likes e jogos com mundo aberto, mas o fato é que apesar dos problemas, vivemos numa das melhores épocas pra ser fã de jogos.

Se você gosta de jogos de mundo aberto, tem um bocado pra você, gosta de JRPG? Tem uns 10 a cada esquina, Quer algo retrô?

Você pode emular vários sistemas a vontade, e ainda tem desde coletâneas, a jogos indie que capturam o estilo retrô. E se você quer algo esquisito, tem um bocado de jogo indie pretensioso. O fato é que tem jogo pra todo mundo.

O que isso tem a ver com o jogo de hoje? Nada, só resolvi enrolar por dois parágrafos porque tava sem ideias… Nem me olha com essa cara, você já fez isso no Enem. Enfim, a desenvolvedora japonesa Zoo Corporation, tem desenvolvido já alguns anos, jogos que possuem mecânicas básicas, sejam jogos como paciência, ou pôquer, porém com uma estética de anime, graças as ilustrações da desenvolvedora Miel/Norn (as novels deles usam labels diferentes, dependendo da temática, mas são o mesmo time). E a EastAsiaSoft tem sido responsáveis pelos lançamentos desses jogos em consoles. Um dos jogos mais recentes, foi Pretty Girls Panic! Confira a análise.

Praia: Sombra, água fresca e waifus

Pretty Girls Panic! não tem um roteiro, e eu não estou com o menor saco pra inventar um, então vou copiar e colar um parágrafo do Gerador de Lero-Lero a seguir:

Minto. Desisti de copiar e colar a frase do gerador de Lero-Lero. A piada tinha mais graça na minha cabeça do que no texto, peço desculpas.,

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Enfim, as garotas foram sequestradas por animais marítimos e cabe a você, o protagonista sem nome e personalidade, resgatá-las através da mecânica de um jogo clássico que já foi clonado um milhão de vezes.

Hooray! Consegui inventar uma história tirando ela do cu. Eu sou um gênio. Ou não.

Você já viu esse jogo em algum lugar

Se você é jovem, provavelmente não deve ter jogado o original, mas certamente já deve ter jogado algum de seus clones ou ao menos visto algum, já que Qix, junto com Space Invaders e Breakout/Arkanoid, é um dos jogos mais clonados ao longo dos anos.

Enfim, o jogo funciona como Qix, você precisa preencher a tela com formas geométricas enquanto evita inimigos. Temos um quadrado como a área de jogo, e você pode ir nas quatro direções, sendo que precisa evitar os inimigos, e evitar que os inimigos atinjam sua linha.

Se a área que você preencheu tinha algum inimigo, você o destruirá, tornando a fase um pouco mais fácil. Existem power-ups que vão lhe ajudar na jogatina, seja lhe dando alguns segundos de invencibilidade (seja contra você ou sua linha), seja deixando seu personagem mais rápido ou parando o tempo.

LEIAM – Trigger Witch | Bruxeira e bigodudo trocam tiros, mais informações às 9

As fases começam simples, mas ao longo das fases, a variedade de inimigos vai aumentando, tornando a jornada mais desafiante. E claro que não é só a jornada. Como era de se esperar da ZOO Corporation, as roupas das garotas ficam mais provocantes (na maioria das vezes) conforme avançamos nos estágios delas.

Em termos de dificuldades, o jogo não tem uma dificuldade variável em si, mas dois modos, o Easy e o Challenging.

A diferença é que no Easy, temos seis vidas por fase, e no Challenging possui 4, além de pontuações por tempo e finalização perfeita (sem perder vida). E as fases obviamente vão ficando mais difíceis, mas é uma dificuldade meio montanha russa, sobe e desce, quando mudamos para outra garota.

Moças curvilíneas, e belas músicas

Pretty Girls Panic!

Sim, a principal razão de muitos de vocês comprarem o jogo (além da jogabilidade viciante, eu pelo menos adoro o estilo de QIX, dos mini games de aulas do Bully, o de fotografia – que era clone de QIX – é meu favorito) são as moças do jogo, e bem, elas não desapontam.

Vindas de diversas novels da Norn/Miel, certamente vais achar alguma favorita, mesmo que boa parte das novels de origem tem tanto roteiro quanto um pão com mortadela (a quantidade de novels que são basicamente isekai do cara padrão que vira ultra poderoso em outro mundo, dá pra escrever uma lista imensa), mas estou desviando muito do assunto.

CONFIRAM – Variação rara do jogo Chaves Kart para PlayStation 3

A estética do jogo e os cenários são agradáveis, complementados por belíssimas composições que são Royalty Free. Ainda que a variedade de músicas as vezes seja gritante (algumas parecem ter saído de Shovel Knight, enquanto outras não ficariam deslocadas em algum jogo da série Mega Man X.)

Por fim, a dublagem são basicamente frases isoladas das visual novels, e algumas delas são… Bem, você vai querer ou mutar a voz, ou jogar de fone de ouvido para seus parentes não ouvirem.

Se você quer diversão arcade sem compromisso, vai fundo

Pretty Girls Panic!

Pretty Girls Panic! é um jogo divertido, sem compromisso e dá pra terminar rápido. Mas tem um bom fator replay porque é um jogo no estilo arcade. Então hora ou outra, vai acabar voltando pra ele.

O jogo está disponível para PlayStation 4, PlayStation 5 e Nintendo Switch, além da versão original de PC.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela EastAsiaSoft

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Trigger Witch | Bruxeira troca tiros com bigodudo, mais informações às 9 https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/08/26/trigger-witch-bruxeira-troca-tiros-com-bigodudo-mais-informacoes-as-9/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/08/26/trigger-witch-bruxeira-troca-tiros-com-bigodudo-mais-informacoes-as-9/#respond Thu, 26 Aug 2021 15:16:02 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=8148 Eu gosto de jogos 8-bit como qualquer um de nós, porém, uma coisa que eu queria que fosse mais regra e menos exceção nos indies, são jogos que abraçassem mais a estética dos 16 bits. Sei que tem um número considerável, mas pra cada Kaze and the Wild Masks, temos 10 Panzer Paladin. O que […]

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Eu gosto de jogos 8-bit como qualquer um de nós, porém, uma coisa que eu queria que fosse mais regra e menos exceção nos indies, são jogos que abraçassem mais a estética dos 16 bits. Sei que tem um número considerável, mas pra cada Kaze and the Wild Masks, temos 10 Panzer Paladin.

O que quero dizer com isso? Bem, a quantidade de jogos em 8 bit na indústria indie ainda é bem grande.

LEIAM – Kaze and the Wild Masks | Análise

E vou confessar aqui, apesar de ter um apreço genuíno, eu nunca fui muito interessado na série Legend of Zelda, tanto que só zerei o primeiro jogo. Num emulador de NES pro PSP. E eu já vi tanto randomizer de A Link to the Past que eu não consigo ver o jogo mais na minha frente.

Porque eu to falando sobre Zelda? Bem, a primeira vista, o jogo de hoje pode render comparações ao clássico do SNES, mas será que Trigger Witch é somente isso?

Confira conosco.

Glória ao Balisticismo!

Estamos no papel de Colette, uma aprendiz de bruxa (no começo do jogo) que leva jeito com armas de fogo.

No mundo de Evertonia, a magia acabou se tornando obsoleta e as armas de fogo, trazidas por um misterioso portal, são a regra. Porém, após sua formatura na Stock, a academia de Balística do reino, um homem misterioso aparece e a vida de Colette fica de pernas para o ar, já que este homem com um bigode peculiar não tem planos muito agradáveis para Evertonia.

LEIAM – Thunderflash | Tiro, porrada e bomba, mas sem porrada

O ponto fraco de Trigger Witch é a sua história. Não que ela seja ruim, mas sim porque pelo pouco que o jogo nos oferece, muito mais poderia ter sido contado, o potencial era enorme.

Por outro lado, o plot twist do trecho final me deixou rolando de rir, e isso era tipo quase uma da manhã. Não vou contar aqui pra não estragar a surpresa, mas quem me segue no twitter ou viu algumas das minhas speedruns deve ter visto, mas enfim.

O mundo de Evertonia poderia ter sido mais explorado, mas não foi, o que é uma pena.

Tiroteio, exploração e caos

Trigger Witch

Ao invés de começar pelos pontos positivos sobre a jogabilidade, falarei de alguns pontos negativos.

O jogo tem um softlock em potencial logo no começo do jogo (quando a arma acerta a cabeça da protagonista), que ainda não foi patcheado. A única maneira de evitar isso é não smashar o botão pra avançar o texto nesse pequeno intervalo (como todo speedrunner faria). E caso o softlock aconteça, aí é fechar o jogo e reiniciar.

E em algumas salas, por alguma razão, é possível fazer com que a sala não carregue, e a única solução pra isso é voltar ao menu principal do jogo e recarregar o save mais recente. Não perde muito tempo, mas aguardamos patches aí para corrigir esses dois pequenos pormenores.

O jogo ele é de um gênero… Que eu não sou lá muito fã, o Twin Stick Shooter, que basicamente você mira com um analógico e se move com o outro. A princípio, só uma arma está disponível, mas com o tempo você consegue um arsenal que deixaria o protagonista de DOOM orgulhoso. Cada arma funciona de maneira diferente, como o esperado e cabe a você usar com sabedoria.

Evertonia é um mundo aberto e você pode explorá-lo a vontade em busca de maneiras de melhorar sua arma. Para melhorar, você precisa encontrar peças de upgrade em certos baús pelo mundo afora e gastá-las na loja de upgrades, além do dinheiro para os upgrades em si. O dinheiro pode ser obtido em alguns baús pelo mundo, ou simplesmente matando inimigos e coletando.

As dungeons do jogo são similares as de ALTTP em certas estruturas, você precisa de chaves para abrir certas portas, enquanto que em outros setores, é necessário matar todos os inimigos e por fim, tem algumas portas que só abrem se resolvermos algum “puzzle”. Os puzzles em si não são muito complicados, não afetando muito a fluidez da jogatina (a não ser que você seja burro, como este que vos fala).

Em alguns pontos de determinadas dungeons, o jogo mudará o estilo, de Dual stick shooter pra shoot’em up (com uma das etapas sendo basicamente uma homenagem a sequência “final” de Metal Slug 3), o que dá um pouco de variedade (e faz com que eu pareça menos idiota no processo) ao jogo.

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O jogo não possui itens de cura deixados por inimigos, você se recupera basicamente usando uma poção, que enche sua vida inteira, e pode ser recarregada conforme se mata inimigos. A princípio, você possui apenas uma poção, mas esse número é aumentado durante a jogatina (uma você ganha com o progresso da história e a outra se compra no casino).

As batalhas contra chefes são mais ou menos o que você esperaria de um jogo como esse, veja como funciona o chefe e aja de acordo, sendo que em alguns casos, você só pode atacar em determinado momento, quando se abre o ponto fraco dele.

Em termos de duração, dependendo da dificuldade, e se você sabe ou não as direções (e se quer fazer 100% ou não), o jogo pode levar de 4 a 8 horas para ser concluído, com algum tempinho a mais aí se você quiser fazer a platina. Não é um trabalho complicado, mas admito que tive que olhar online pra pegar alguns dos coletáveis pra platina.

Caos colorido

Trigger Witch

A trilha sonora de Trigger Witch é bem competente. As músicas passam bem o clima de aventura e ação pedidos. E os samples de voz são bem “16-bits”, se é que isso é algo.

Graficamente, o jogo lembra bem o já supracitado A Link to the Past, mas com sprites um pouquinho maiores (ou é só o efeito de jogar numa TV de 43 polegadas). Os inimigos e NPC’s possuem bons designs em geral, apesar dos retratos dos diálogos ficaram um cadinho deslocados.

Os cenários do jogos são bastante variados, e em alguns casos, possuem bons efeitos climáticos. E o jogo é sangrento. Quando você mata os inimigos, voa sangue e tripas, mas se você for sensível (ou quiser um dos troféus), pode mudar isso trocando do modo Gore para o modo Piñata, onde os inimigos mortos estouram deixando docinhos, feito uma piñata.

É uma adição boba, e a não ser que você tenha um senso de humor pastelão, não vai ser algo utilizado. Mas não reclamo, porque achei hilário.

Jogue Trigger Witch

Trigger Witch

Se você tem um console, a palavra final é: se possível, jogue Trigger Witch. O jogo tem uns pequenos defeitos que precisam ser consertados, mas no geral é um dos melhores jogos (dos lançados esse ano) que joguei em 2021: Ação na medida certa, frenético, com a dificuldade acessível e muito divertido.

Trigger Witch está disponível para PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch, Xbox One e Xbox Series.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 que foi gentilmente cedida pela produtora.

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Pretty Girls Klondike Solitaire | Paciência + Waifus = Vício https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/08/15/pretty-girls-klondike-solitaire-paciencia-waifus-vicio/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/08/15/pretty-girls-klondike-solitaire-paciencia-waifus-vicio/#respond Sun, 15 Aug 2021 21:16:33 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=8021 Existe uma lenda de que certamente paciência é o jogo mais jogado nas repartições do nosso país, e talvez do mundo. O quanto disso é verdade, não sei. Mas o fato é que como o jogo de paciência vem pré instalado com o Windows desde mil novecentos e guaraná bolinha, acaba sendo o passatempo numero […]

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Existe uma lenda de que certamente paciência é o jogo mais jogado nas repartições do nosso país, e talvez do mundo.

O quanto disso é verdade, não sei. Mas o fato é que como o jogo de paciência vem pré instalado com o Windows desde mil novecentos e guaraná bolinha, acaba sendo o passatempo numero 1 para o tédio em locais calmos. Especialmente quando se está sem internet (como quando comecei a escrever essa análise).

E o povo gosta de anime, então… Porque não juntar as duas coisas?

Foi esse o pensamento da Zoo Corporation, que pegou algumas waifus, misturou com paciência e CABLAM! Assim surgiu Pretty Girls Klondlike Solitaire, primeiramente lançado para PC no Steam e neste ano foi portado para PlayStation 4, PlayStation 5 e Nintendo Switch.

O jogo não tem história, então vou inventar uma

Cansadas de participar de fornicações escritas com menos roteiro que um panfleto da Igreja Universal (calma que a piada vai fazer sentido depois), dez mulheres resolvem abrir um clube de paciência, e o jogador que vencer os jogos ofertados por elas, verão suas roupas magicamente mudadas.

Como bom otaku, nosso herói resolve encarar o desafio de jogar a boa e velha paciência…

Vish, foi curto, mas enfim, a piada aqui é com o fato de que as personagens do jogo em si, são licenciadas diretamente da produtora Miel/Norn (dependendo da novel, o selo é diferente, mas são a mesma empresa), responsável por diversas novels que são basicamente nukige (e numa tradução grosseira, porém correta significa “material de bronha”), e não possuem roteiros lá muito desenvolvidos, especialmente os jogos mais recentes.

Os jogos dessa produtora são distribuídos em inglês pelo braço ocidental, a Cherry Kiss Games e boa parte está no Steam.

Paciência com um bugzinho aqui

Pretty Girls Klondlike Solitaire

O jogo em si, como dito, é a boa e velha paciência. Acho que não é necessário explicar tanto, mas vamos lá. Uma das coisas que a falta de internet me ensinou, é que existe mais de um tipo de paciência, claro, pelo Windows eu sabia que tinha o Paciência Spider. Mas não sabia que Free Cell era outra variante. E a paciência tradicional que conhecemos, é a Klondlike.

Basicamente um baralho nos é dado e temos que separar em quatro pilhas por nipe, do ás ao rei, mas até podermos organizar, precisamos tirar uma carta por vez e organizar no tabuleiro, de cima pra baixo, da maior pra menor, alternando entre preto e vermelho. Olhando assim parece supercomplexo, mas é paciência, e você provavelmente sabe como jogar, seu pai sabe jogar, e até aquele seu primo chato pra caralho sabe jogar.

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O jogo é dividido em 3 dificuldades, fácil, normal e difícil. Ainda que quase todas as conquistas do jogo não estejam ligadas a dificuldades, as dificuldades garantem um pouco de replay. Apesar disso, a única alteração de dificuldade do Normal pro Hard é que ao invés de puxar uma carta, você puxa três, e não possui auxílio algum, o RNG do baralho nem sempre vai te ajudar. No Normal e no Easy, temos auxílios, como re-embaralhar as cartas fora do tabuleiro e tirar uma carta que (pode) lhe auxiliar, das cartas ainda ocultas no tabuleiro.

Sim, é paciência e sim, é simples a beça. Mas ainda assim, toda a apresentação do jogo é bem feita. Algumas personagens tem mais de uma roupa, que é aleatória e influencia nos troféus necessários para a platina.

Porém, nem tudo são flores no jogo. Existe um pequeno bug (não sei se é só nas versões de console) que impede que se volte da tela de Stage Clear pra Stage Select. Não quebra o jogo, mas certamente não deixa o seu status de vitórias em 100%.

Visualmente competente, sonoramente atraente

Pretty Girls Klondlike Solitaire

Os visuais do jogo são bastante aceitáveis. E é esse tipo de coisa que separa jogos de carteado (virtual) bons dos ruins.

Não é só colocar umas imagens, fazer o joguinho e uns hentão mal feito. A estética do jogo é boa, os sprites são “volumosos” se é que me entendem. Os cenários são bem desenhados. Não sei se foram removidos das novels de origem das personagens, mas complementam muito bem a jogatina.

LEIAM – O meu primeiro Sega Saturn

A trilha sonora do jogo… Não foi composta para ele. Basicamente são músicas Royalty Free, que você adquire em sites como o Dova-Syndrome para uso em vídeos, jogos ou podcasts. Mas ainda assim, são músicas bem escolhidas e agradáveis. Inclusive uma das músicas eu reconheci que foi utilizada em alguns vídeos do Hololive. A dublagem se utiliza clipes de áudio, que acho que são das novels originais, mas não as joguei para saber com exatidão.

Honestamente, só compre se quiser uma platina fácil

Pretty Girls Klondlike Solitaire

Se eu recomendo Pretty Girls Klondlike Solitaire? Sim, é um bom jogo e viciante. Porém, você tem paciência no PC, gratuito.  Então, a questão é: Será que devo comprar? A resposta é: Somente se quiser uma platina fácil.

Pretty Girls Klondlike Solitaire está disponível para PC, PlayStation 4, PlayStation 5 e Nintendo Switch.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela Eastasiasoft.

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0 Degrees | Mas em Curitiba faz mais frio https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/06/16/0-degrees-mas-em-curitiba-faz-mais-frio/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/06/16/0-degrees-mas-em-curitiba-faz-mais-frio/#comments Wed, 16 Jun 2021 08:00:28 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7587 A gente vive, possivelmente na melhor era pra se jogar videogames, pois tem jogos para todos os gostos. Se você curte retrogames, pode voltar para eles de maneira muito mais fácil com a emulação, vários gêneros estão presentes nas principais plataformas do mercado (e alguns até saem pro Stadia). E até mesmo jogos que cabem […]

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A gente vive, possivelmente na melhor era pra se jogar videogames, pois tem jogos para todos os gostos.

Se você curte retrogames, pode voltar para eles de maneira muito mais fácil com a emulação, vários gêneros estão presentes nas principais plataformas do mercado (e alguns até saem pro Stadia). E até mesmo jogos que cabem no seu bolso estão disponíveis, desde o steam, que em promoções costumam ter jogos a preços pornograficamente baixos, até mesmo a PSN, que vez ou outra tem jogos a preços realmente baixos.

LEIAM – Resident Evil Village | Impressões das sombras

Sim, isso dá vazão a jogos de qualidade baixa, como Horse Racing 2016, o CATÁLOGO INTEIRO da Sabec (responsável por aquele lixo do Fight) e Yasai Ninja. E nem me fale da montanha de clones de baixa qualidade pega trouxa de hentai que o steam possui, ou não sairemos daqui hoje. Mas, também guarda algumas pérolas boas, como Metagal e Milo’s Quest. Felizmente o jogo de hoje, 0 Degrees fica no segundo grupo de jogos.

A estrada para Curitiba será longa

O jogo não tem uma história, então vou bolar uma aqui em cinco minutos (E vocês já devem ter percebido pelo título do texto pra que caminho vamos). O garoto do Iglu vivia contente lá no Polo Norte (na esquina entre Inhoaiba e Caxias), até que um dia, em que ele comentou no twitter que a temperatura naquele dia era de 0ºC (nem muito quente, nem muito frio), mas como é do twitter que estamos falando, veio um gaiato pra dizer que em Curitiba é mais frio.

Numa mistura de revolta e curiosidade, o Garoto do Iglu decide ir a Curitiba pra saber se aquela alegação do chato de galocha que não importa a temperatura que o local faça, vai sempre dizer que Curitiba faz mais frio.

Só que o caminho até Curitiba será longo, ele terá que passar por locais como a Groelândia, Islândia e outros locais frios que terminem com ândia, tipo Uberlândia, Marilândia e… Anadia.

O jogo, desenvolvido pelo dev brasileiro Kiddo Dev, é uma versão revisada de Cryomancer, lançado para web browsers em 2019, e portado para consoles pela EastAsiaSoft.

Número de fases: 40 | Os puzzles usam: 1 Tela | QI do autor do Review: 0

0 Degrees

O jogo conta com 40 fases nas quais você deve ir do ponto A ao ponto B usando suas habilidades para chegar lá.

A princípio, pulos bastam, mas conforme as fases vão passando, empurrar blocos para ativar mecanismos serão necessários, e em seguida, a criação de blocos será necessária e por fim, você terá a habilidade de congelar os blocos no ar.

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Por um lado, essas habilidades são entregues em circunstâncias seguras, o uso delas deve ser feito com cuidado, já que o uso dessas habilidades é limitado. Você pode ser criativo na hora de fazer as fases, mas tome cuidado para não exceder e ficar sem blocos para chegar ao fim da fase.

A dificuldade do jogo é variada, alguns puzzles obviamente são mais difíceis que outros, mas dependendo da inteligência do jogador, ele consegue terminar em um bom tempo. O jogo foi inclusive pensado para speedruns, com o tempo rolando na tela.

A mesmice é gelada, mas não feia

0 Degrees

Uma crítica que usualmente pode ser feita a jogos indie, é que os sprites as vezes tendem a não serem detalhados. Seja por estilo do desenvolvedor, ou falta de recursos. Enfim, posso dizer que 0 Degrees é um jogo bonito.

O visual é simples, repetitivo (afinal de contas, gelo, neve, espinhos pra todos os lados), mas é bem construído e o sprite do personagem principal é bonito. A trilha sonora do jogo complementa a temática relaxante de puzzle.

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Não há muito o que se dizer aqui, exceto que em alguns momentos você vai jurar que fez certinho, mas não, deu errado.

Depende apenas de você comprar

0 Degrees

Se você tem dinheiro disponível e gosta de puzzle-platformer, eu recomendo 0 Degrees, é um jogo simples, divertido e relaxante de se jogar. Caso contrário, aguarde uma promoção talvez, já que os cenários repetitivos e a simplicidade do jogo podem te afastar.

0 Degrees está disponível para PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch, além da versão web chamada Cryomancer.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela produtora do jogo.

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Hentai vs Evil | Garota Colegial, Caçadora de Zumbis https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/06/09/hentai-vs-evil-garota-colegial-cacadora-de-zumbis/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/06/09/hentai-vs-evil-garota-colegial-cacadora-de-zumbis/#comments Wed, 09 Jun 2021 08:45:43 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7543 Acreditem, eu estou aqui sem saber como começar o texto sobre esse jogo. Não sei se falo da indústria de jogos num geral, se uso esse parágrafo para aloprar os iluminados. Mas de certa forma, abençoo as publishers indie que recentemente tem feito um esforço para portar jogos de PC para os consoles. Temos aí […]

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Acreditem, eu estou aqui sem saber como começar o texto sobre esse jogo. Não sei se falo da indústria de jogos num geral, se uso esse parágrafo para aloprar os iluminados. Mas de certa forma, abençoo as publishers indie que recentemente tem feito um esforço para portar jogos de PC para os consoles.

Temos aí a Gamuzumi, que lançou Sakura Succubus 1 e 2 no PS4/Switch, além de Beach Bounce no Switch, a Ratalaika que está portando jogos de diversos gêneros diferentes, de visual novels (como C14 Dating) a platformers como League of Evil e também a EastAsia Soft, publisher de Hong Kong que também trabalha com porte e publicação de jogos para os consoles modernos.

LEIAM – WarDogs: Red’s Return | Final Fight dos Cachorros

Claro, nem sempre são coisas boas, enquanto que temos aí jogos bacanas como a VN “One Night Stand”, temos Nicky, jogo da bola de golfe, lançado para o Switch um tempo atrás… Mas ainda assim, é bacana ver jogos que dificilmente veríamos em consoles, por conta das restrições orçamentárias que um lançamento em console demanda (pra um desenvolvedor independente). E assim, Hentai vs Evil: Back 4 Waifus chegou ao PlayStation 4, PlayStation 5 e Nintendo Switch sob o título de: Hentai vs Evil. O que achou que seria? Duelo no Sertão?

Tá no título do artigo.

Equipe de Elite ao Resgate

O jogo não tem um roteiro, então vou inventar um agora. Uma praga colossal chamada ACABAB YNOS transformou a população do estado do Acre em Zumbis, Esqueletos, Orcs e na Morte. E capturou menininhas de anime de cabelo branco. E você, no papel de três Agentes de Elite do governo, chamadas Riyo, Reiri e Tomoko devem atravessar ordas de inimigos para resgatar as meninas, enquanto enfrentam traumas do passado.

Traumas esses que eu não sei, mas provavelmente tem alguma coisa a ver com pegar o ônibus errado em Guarulhos e ter de comer um cachorro quente caro demais para o gosto ruim que ele tem. Agora estou com vontade de comer cachorros quentes.

Os nomes eu peguei obviamente de um gerador de nomes, porque as personagens não tem nome, backstory ou coisa do tipo.

Se na análise de WarDogs: Red’s Return eu apontei que apesar do jogo não mostrar muito, ao menos é fornecido um pano de fundo da trama. Aqui, nem na versão de Steam é fornecido um pano de fundo, é apenas: RESGATE MENINAS DE ANIME, COM NUDEZ. E sim, a versão do Steam tem nudez, a versão de consoles obviamente não.

Fazendo o que Nekopara não fez

Uma das coisas que causou o atraso de Nekopara em consoles, foi a Sony forçar o remoção da barrinha que regula as físicas dos peitos das meninas. Foi algo completamente imbecil que tirou uma das piadas da série.

Hentai vs Evil, em seu modo de customização de personagens, permite que você aumente e diminua o tamanho dos peitos das personagens.

Claro, você pode mudar também atributos como a altura, tamanho das coxas (for the T H I C C), cor de cabelo, pele e roupa. É um editor bem rudimentar, se quer saber a minha opinião, mas ei, considerando que o jogo foi feito com o orçamento menor que o Auxílio Emergencial do governo, eu não deveria reclamar tanto.

Atire em tudo que se move

Hentai vs Evil

Hentai vs Evil é a “continuação” de outro jogo da mesma desenvolvedora (Axyos Games), chamado “Hentai vs Vírus: I am Waifu” que obviamente, tem outra temática (suspeito de que o jogo tenha sido feito pra pegar onda na carona de um certo vírus, mas divago), mas é bem similar.

O jogo possui dois modos: Resgate e Sobrevivência. O modo sobrevivência é auto explicatório: Escolha um dos três mapas e sobreviva o maior tempo possível. Sinceramente, a não ser que você seja um fanático por leaderboards, o máximo que talvez você queira usar esse modo, é para grindar os troféus de Kills e Power ups, fora isso, não existe incentivo algum para você retornar ao modo, não há itens extras de customização, nem nada assim.

No modo Resgate, você tem os mesmos três cenários, mas você tem dois objetivos em específico, matar doze personagens do tipo Ceifador e depois resgatar a garota na cela. Os cenários são meio mundo aberto, então pra salvar a menina você vai ter que ir até ela.

Nas fases, você encontrará algumas armas, e power ups pras balas. O power Up amarelo adiciona o atributo de fogo a sua arma, causando dano extra aos seus tiros por um determinado tempo. Já o Power Up azul, dá um atributo que todo tiro da sua arma será 1-hit kill no inimigo, ideal para farmar kills ou passar por agrupamentos de inimigos.

Existem armas diferentes, que causam dano diferente e carregam quantidades diferentes de munição, então o jogador pode escolher o que melhor lhe apetece… Ou seja, ele vai usar as metralhadoras porque elas carregam mais munição.

Janky game, mate

Hentai vs Evil

O jogo é um tanto desajeitado, tanto na movimentação da personagem, a inteligência artificial dos inimigos, e até mesmo o spawn deles na área não é dos melhores, muitas vezes o inimigo surge numa área… Não muito boa para ele.

O pulo da personagem é risível, tanto em termos de animação quanto no quanto de espaço ele cobre. E para um shooter que tem inimigos vindos de todos os lados, uma esquiva faz falta.

No fim das contas, o jogo acaba parecendo School Girl / Zombie Hunter, só que com sérias restrições orçamentárias… O que dá o tom do jogo, já que School Girl / Zombie Hunter já é um jogo de baixo orçamento. Só que o spin-off de Onechanbara que citei duas vezes nesse parágrafo, fornece motivação e variedade na jogabilidade, por mais limitada que ela seja.

O jogo é feio, melhor definição que posso dar dele

Hentai vs Evil

A parte mais bonita de Hentai vs Evil é a arte da thumbnail da PSN. Porque Minha Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil, como esse jogo é feio.

Comecemos pelos cenários, que possuem pouquíssimos detalhes e tenho certeza de que a quantidade de polígonos que as construções possuem, é menor que a quantidade de batatas que vem num saco de Ruffles (cujo pacote constitui de 90% de vento, 5% de batatas e 5% das mãos de alguém pedindo uma batata quando viu você abrir).

LEIAM – Lizard Lady vs The Cats | Memes de baixa qualidade

Os modelos dos veículos, monstros e mesmo as personagens, não estão muito longe. Ele não chega no nível de feiura de um Lady Lizard vs the Cats, mas olha… É pau a pau. Como ponto positivo nos gráficos, o jogo possui um modo de fotografia. Não é lá muito intuitivo de usar, mas crédito dado a onde se pode.

A trilha sonora do jogo é pouco memorável. E tenho absoluta certeza de que ela é composta de músicas royalty-free, porque juro que ouvi o tema da tela título de Lizard Lady vs. The Cats em algum momento da jogatina. Os efeitos sonoros não são lá chamativos, completando o nível de meh.

Se quiser uma platina, numa promoção

Hentai vs Evil

Hentai vs Evil chama mais a atenção pelo título (Oh, um jogo com o título Hentai saindo no PlayStation e no Switch) do que pelos méritos próprios.

É possível se divertir com ele? Sim, eu me diverti jogando, apesar do gameplay não ser dos melhores e os gráficos serem… Er… Feios. Mas ao menos o jogo é trash divertido, vale pelas risadas, e se você quiser uma platina rápida e pegar ele numa promoção. Se a Sony não tivesse aumentado o preço de tabela da loja baseada no dólar, eu recomendaria pelo meme, mas 53,90… Melhor esperar uma promoção.

Hentai vs Evil está disponível para PC, Playstation 4, Playstation 5 e Nintendo Switch.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 cedida pela EastAsia Soft.

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