Sabe, as vezes a gente reclama demais da indústria de jogos. E sim, boa parte das vezes com razão, sejam as micro transações ultra predatórias de certos jogos, o enésimo relançamento de GTA V (por mais que Skyrim e Resident Evil 4 tenham mais portes, a Bethesda e a Capcom lançaram muitos jogos a mais do que a Rockstar de 2013 pra cá), ou a enxurrada de Rogue-likes e jogos com mundo aberto, mas o fato é que apesar dos problemas, vivemos numa das melhores épocas pra ser fã de jogos.

Se você gosta de jogos de mundo aberto, tem um bocado pra você, gosta de JRPG? Tem uns 10 a cada esquina, Quer algo retrô?

Você pode emular vários sistemas a vontade, e ainda tem desde coletâneas, a jogos indie que capturam o estilo retrô. E se você quer algo esquisito, tem um bocado de jogo indie pretensioso. O fato é que tem jogo pra todo mundo.

O que isso tem a ver com o jogo de hoje? Nada, só resolvi enrolar por dois parágrafos porque tava sem ideias… Nem me olha com essa cara, você já fez isso no Enem. Enfim, a desenvolvedora japonesa Zoo Corporation, tem desenvolvido já alguns anos, jogos que possuem mecânicas básicas, sejam jogos como paciência, ou pôquer, porém com uma estética de anime, graças as ilustrações da desenvolvedora Miel/Norn (as novels deles usam labels diferentes, dependendo da temática, mas são o mesmo time). E a EastAsiaSoft tem sido responsáveis pelos lançamentos desses jogos em consoles. Um dos jogos mais recentes, foi Pretty Girls Panic! Confira a análise.

Praia: Sombra, água fresca e waifus

Pretty Girls Panic! não tem um roteiro, e eu não estou com o menor saco pra inventar um, então vou copiar e colar um parágrafo do Gerador de Lero-Lero a seguir:

Minto. Desisti de copiar e colar a frase do gerador de Lero-Lero. A piada tinha mais graça na minha cabeça do que no texto, peço desculpas.,

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Enfim, as garotas foram sequestradas por animais marítimos e cabe a você, o protagonista sem nome e personalidade, resgatá-las através da mecânica de um jogo clássico que já foi clonado um milhão de vezes.

Hooray! Consegui inventar uma história tirando ela do cu. Eu sou um gênio. Ou não.

Você já viu esse jogo em algum lugar

Se você é jovem, provavelmente não deve ter jogado o original, mas certamente já deve ter jogado algum de seus clones ou ao menos visto algum, já que Qix, junto com Space Invaders e Breakout/Arkanoid, é um dos jogos mais clonados ao longo dos anos.

Enfim, o jogo funciona como Qix, você precisa preencher a tela com formas geométricas enquanto evita inimigos. Temos um quadrado como a área de jogo, e você pode ir nas quatro direções, sendo que precisa evitar os inimigos, e evitar que os inimigos atinjam sua linha.

Se a área que você preencheu tinha algum inimigo, você o destruirá, tornando a fase um pouco mais fácil. Existem power-ups que vão lhe ajudar na jogatina, seja lhe dando alguns segundos de invencibilidade (seja contra você ou sua linha), seja deixando seu personagem mais rápido ou parando o tempo.

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As fases começam simples, mas ao longo das fases, a variedade de inimigos vai aumentando, tornando a jornada mais desafiante. E claro que não é só a jornada. Como era de se esperar da ZOO Corporation, as roupas das garotas ficam mais provocantes (na maioria das vezes) conforme avançamos nos estágios delas.

Em termos de dificuldades, o jogo não tem uma dificuldade variável em si, mas dois modos, o Easy e o Challenging.

A diferença é que no Easy, temos seis vidas por fase, e no Challenging possui 4, além de pontuações por tempo e finalização perfeita (sem perder vida). E as fases obviamente vão ficando mais difíceis, mas é uma dificuldade meio montanha russa, sobe e desce, quando mudamos para outra garota.

Moças curvilíneas, e belas músicas

Pretty Girls Panic!

Sim, a principal razão de muitos de vocês comprarem o jogo (além da jogabilidade viciante, eu pelo menos adoro o estilo de QIX, dos mini games de aulas do Bully, o de fotografia – que era clone de QIX – é meu favorito) são as moças do jogo, e bem, elas não desapontam.

Vindas de diversas novels da Norn/Miel, certamente vais achar alguma favorita, mesmo que boa parte das novels de origem tem tanto roteiro quanto um pão com mortadela (a quantidade de novels que são basicamente isekai do cara padrão que vira ultra poderoso em outro mundo, dá pra escrever uma lista imensa), mas estou desviando muito do assunto.

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A estética do jogo e os cenários são agradáveis, complementados por belíssimas composições que são Royalty Free. Ainda que a variedade de músicas as vezes seja gritante (algumas parecem ter saído de Shovel Knight, enquanto outras não ficariam deslocadas em algum jogo da série Mega Man X.)

Por fim, a dublagem são basicamente frases isoladas das visual novels, e algumas delas são… Bem, você vai querer ou mutar a voz, ou jogar de fone de ouvido para seus parentes não ouvirem.

Se você quer diversão arcade sem compromisso, vai fundo

Pretty Girls Panic!

Pretty Girls Panic! é um jogo divertido, sem compromisso e dá pra terminar rápido. Mas tem um bom fator replay porque é um jogo no estilo arcade. Então hora ou outra, vai acabar voltando pra ele.

O jogo está disponível para PlayStation 4, PlayStation 5 e Nintendo Switch, além da versão original de PC.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela EastAsiaSoft

Author: Geovane Sancini

Geovane, mais conhecido como Sancini (ou Kyo, se você for velho o suficiente pra lembrar do nick antigo dele) é um escritor e speedrunner que joga videogames desde que se entende por gente.