Acreditem, eu estou aqui sem saber como começar o texto sobre esse jogo. Não sei se falo da indústria de jogos num geral, se uso esse parágrafo para aloprar os iluminados. Mas de certa forma, abençoo as publishers indie que recentemente tem feito um esforço para portar jogos de PC para os consoles.

Temos aí a Gamuzumi, que lançou Sakura Succubus 1 e 2 no PS4/Switch, além de Beach Bounce no Switch, a Ratalaika que está portando jogos de diversos gêneros diferentes, de visual novels (como C14 Dating) a platformers como League of Evil e também a EastAsia Soft, publisher de Hong Kong que também trabalha com porte e publicação de jogos para os consoles modernos.

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Claro, nem sempre são coisas boas, enquanto que temos aí jogos bacanas como a VN “One Night Stand”, temos Nicky, jogo da bola de golfe, lançado para o Switch um tempo atrás… Mas ainda assim, é bacana ver jogos que dificilmente veríamos em consoles, por conta das restrições orçamentárias que um lançamento em console demanda (pra um desenvolvedor independente). E assim, Hentai vs Evil: Back 4 Waifus chegou ao PlayStation 4, PlayStation 5 e Nintendo Switch sob o título de: Hentai vs Evil. O que achou que seria? Duelo no Sertão?

Tá no título do artigo.

Equipe de Elite ao Resgate

O jogo não tem um roteiro, então vou inventar um agora. Uma praga colossal chamada ACABAB YNOS transformou a população do estado do Acre em Zumbis, Esqueletos, Orcs e na Morte. E capturou menininhas de anime de cabelo branco. E você, no papel de três Agentes de Elite do governo, chamadas Riyo, Reiri e Tomoko devem atravessar ordas de inimigos para resgatar as meninas, enquanto enfrentam traumas do passado.

Traumas esses que eu não sei, mas provavelmente tem alguma coisa a ver com pegar o ônibus errado em Guarulhos e ter de comer um cachorro quente caro demais para o gosto ruim que ele tem. Agora estou com vontade de comer cachorros quentes.

Os nomes eu peguei obviamente de um gerador de nomes, porque as personagens não tem nome, backstory ou coisa do tipo.

Se na análise de WarDogs: Red’s Return eu apontei que apesar do jogo não mostrar muito, ao menos é fornecido um pano de fundo da trama. Aqui, nem na versão de Steam é fornecido um pano de fundo, é apenas: RESGATE MENINAS DE ANIME, COM NUDEZ. E sim, a versão do Steam tem nudez, a versão de consoles obviamente não.

Fazendo o que Nekopara não fez

Uma das coisas que causou o atraso de Nekopara em consoles, foi a Sony forçar o remoção da barrinha que regula as físicas dos peitos das meninas. Foi algo completamente imbecil que tirou uma das piadas da série.

Hentai vs Evil, em seu modo de customização de personagens, permite que você aumente e diminua o tamanho dos peitos das personagens.

Claro, você pode mudar também atributos como a altura, tamanho das coxas (for the T H I C C), cor de cabelo, pele e roupa. É um editor bem rudimentar, se quer saber a minha opinião, mas ei, considerando que o jogo foi feito com o orçamento menor que o Auxílio Emergencial do governo, eu não deveria reclamar tanto.

Atire em tudo que se move

Hentai vs Evil

Hentai vs Evil é a “continuação” de outro jogo da mesma desenvolvedora (Axyos Games), chamado “Hentai vs Vírus: I am Waifu” que obviamente, tem outra temática (suspeito de que o jogo tenha sido feito pra pegar onda na carona de um certo vírus, mas divago), mas é bem similar.

O jogo possui dois modos: Resgate e Sobrevivência. O modo sobrevivência é auto explicatório: Escolha um dos três mapas e sobreviva o maior tempo possível. Sinceramente, a não ser que você seja um fanático por leaderboards, o máximo que talvez você queira usar esse modo, é para grindar os troféus de Kills e Power ups, fora isso, não existe incentivo algum para você retornar ao modo, não há itens extras de customização, nem nada assim.

No modo Resgate, você tem os mesmos três cenários, mas você tem dois objetivos em específico, matar doze personagens do tipo Ceifador e depois resgatar a garota na cela. Os cenários são meio mundo aberto, então pra salvar a menina você vai ter que ir até ela.

Nas fases, você encontrará algumas armas, e power ups pras balas. O power Up amarelo adiciona o atributo de fogo a sua arma, causando dano extra aos seus tiros por um determinado tempo. Já o Power Up azul, dá um atributo que todo tiro da sua arma será 1-hit kill no inimigo, ideal para farmar kills ou passar por agrupamentos de inimigos.

Existem armas diferentes, que causam dano diferente e carregam quantidades diferentes de munição, então o jogador pode escolher o que melhor lhe apetece… Ou seja, ele vai usar as metralhadoras porque elas carregam mais munição.

Janky game, mate

Hentai vs Evil

O jogo é um tanto desajeitado, tanto na movimentação da personagem, a inteligência artificial dos inimigos, e até mesmo o spawn deles na área não é dos melhores, muitas vezes o inimigo surge numa área… Não muito boa para ele.

O pulo da personagem é risível, tanto em termos de animação quanto no quanto de espaço ele cobre. E para um shooter que tem inimigos vindos de todos os lados, uma esquiva faz falta.

No fim das contas, o jogo acaba parecendo School Girl / Zombie Hunter, só que com sérias restrições orçamentárias… O que dá o tom do jogo, já que School Girl / Zombie Hunter já é um jogo de baixo orçamento. Só que o spin-off de Onechanbara que citei duas vezes nesse parágrafo, fornece motivação e variedade na jogabilidade, por mais limitada que ela seja.

O jogo é feio, melhor definição que posso dar dele

Hentai vs Evil

A parte mais bonita de Hentai vs Evil é a arte da thumbnail da PSN. Porque Minha Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil, como esse jogo é feio.

Comecemos pelos cenários, que possuem pouquíssimos detalhes e tenho certeza de que a quantidade de polígonos que as construções possuem, é menor que a quantidade de batatas que vem num saco de Ruffles (cujo pacote constitui de 90% de vento, 5% de batatas e 5% das mãos de alguém pedindo uma batata quando viu você abrir).

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Os modelos dos veículos, monstros e mesmo as personagens, não estão muito longe. Ele não chega no nível de feiura de um Lady Lizard vs the Cats, mas olha… É pau a pau. Como ponto positivo nos gráficos, o jogo possui um modo de fotografia. Não é lá muito intuitivo de usar, mas crédito dado a onde se pode.

A trilha sonora do jogo é pouco memorável. E tenho absoluta certeza de que ela é composta de músicas royalty-free, porque juro que ouvi o tema da tela título de Lizard Lady vs. The Cats em algum momento da jogatina. Os efeitos sonoros não são lá chamativos, completando o nível de meh.

Se quiser uma platina, numa promoção

Hentai vs Evil

Hentai vs Evil chama mais a atenção pelo título (Oh, um jogo com o título Hentai saindo no PlayStation e no Switch) do que pelos méritos próprios.

É possível se divertir com ele? Sim, eu me diverti jogando, apesar do gameplay não ser dos melhores e os gráficos serem… Er… Feios. Mas ao menos o jogo é trash divertido, vale pelas risadas, e se você quiser uma platina rápida e pegar ele numa promoção. Se a Sony não tivesse aumentado o preço de tabela da loja baseada no dólar, eu recomendaria pelo meme, mas 53,90… Melhor esperar uma promoção.

Hentai vs Evil está disponível para PC, Playstation 4, Playstation 5 e Nintendo Switch.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 cedida pela EastAsia Soft.

Author: Geovane Sancini

Geovane, mais conhecido como Sancini (ou Kyo, se você for velho o suficiente pra lembrar do nick antigo dele) é um escritor e speedrunner que joga videogames desde que se entende por gente.