Lizard Lady vs The Cats

Olá, aos meus dezessete leitores, como vai a vida de vocês? Eu vou bem, recentemente comprei Nioh 2, o primeiro jogo físico que compro em mais de dois anos. O jogo é difícil, mas é bem legal, quando me dá na telha o “streamo” no Twitch. Além de Nioh 2, voltei a jogar F1 2020 porque é lógico que não larguei o jogo.

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Vez após vez, temos visto que a retirada da versão de PS4 de Cyberpunk 2077 da loja da PSN foi pura e meramente uma atitude exagerada ocasionada por rage de pessoas, porque ao citar “o jogo não está a altura de nossos padrões”, ignoram completamente anos e mais anos de jogos completamente quebrados ou disfuncionais sendo lançados (incluindo clássicos da geração PS3/360 como Fallout New Vegas e Skyrim) e não vi a Sony tirando esses jogos da loja online porque “não atendia os padrões”. DIABOS, Assassin’s Creed Unity e WWE 2K20 foram lançados em estado muito pior que o jogo da CD Projekt e não foram removidos.

“Sancini, por quê você tá enrolando tanto pra falar do jogo?” Acalme-se, voz da minha consciência que adicionei para deixar esse texto mais longo, já vou chegar lá. Ficou calmo?

Bem, continuando, nessa última semana, saiu um jogo que me chamou a atenção na PSN, falo de RAID SHADOW LE- Nah, essa piada só funcionaria se fosse em vídeo e realmente existisse uma versão de consoles de Raid: Shadow Legends.

Enfim, o jogo me chamou a atenção não pelo título ou pessoas envolvidas, mas pelo preço de DOIS REAIS E SESSENTA CENTAVOS (50 centavos de dólar na PSN Americana). Então, pensei comigo mesmo: “Dois e sessenta por um jogo. Lizard Lady vs The Cats não pode ser tão ruim, certo? CERTO?”

Não sei de onde vim nem pra onde vou

Lizard Lady vs The Cats

Uma gangue de gatos humanoides intitulada The Cats, matou um milhão de cachorrinhos, e você, no papel da Mulher Lagarto sai em busca de vingança. E é isso. Sério, eu queria fazer alguma piada, mas a apresentação do jogo é tão desprovida de vida que não deu.

Sei que não deveria ser tão duro em relação ao trabalho de uma pessoa só, mas quando seu jogo tem uma apresentação mais sem graça que a dos jogos do LENDÁRIO Gilson B. Pontes (que me bloqueou no twitter), isso quer dizer algo. Nisso o jogo pelo menos ganha pontos em relação ao horrendo the Little Adventures in the Prairie. O que não é muito difícil.

Um tiroteio… Eu posso ir embora? Tô sem ideias.

Lizard Lady vs The Cats

O jogo é um shooter em terceira pessoa, que embora você possa dizer que ele funciona, tudo é o mais contra intuitivo possível. Os comandos são básicos, nada demais, mas você só tem uma arma e nenhum ataque físico. Os tiros não possuem som ou recuo, o que deixa tudo sem um impacto.

A mira não passa de uma pequena retícula vermelha, e o criador sabia que ela era uma porcaria, já que o botão onde usualmente usamos pra zoom (L2) é utilizado para travar a mira no inimigo. Curiosamente, você não vê seus tiros, mas os dos inimigos, você consegue ver.

Aliás, a variedade de inimigos no jogo é uma piada, existem apenas três, um que vem na sua direção, outro que quica de um lado pro outro e um que age normalmente. Outro fator é que não existe um botão de recarga, a quantidade de tiros é indicada por uma barra que enche conforme não se atira.

Você pode pular e rolar pra evitar os tiros inimigos, ainda que dê pra desviar deles andando normalmente porque eles vem com a velocidade de uma placa tectônica. O jogo é curto, possui apenas cinco fases… Acho. Enfim, depois dessas cinco fases (e um final “hilário”), o jogo acaba… Isso é, você precisa pausar e voltar pro menu principal, porque não tem tela de créditos.

Caso você queira se torturar, o jogo tem um modo survival, com três cenários onde você deve matar o maior numero de inimigos possível. E isso é tudo o que o jogo tem para oferecer.

MEUS OLHOS! MEUS OLHOS!

“O que diabos eu estou vendo?” Essa é a única descrição que posso usar para os gráficos de Lizard Lady vs the Cats. Eles tem um estilo estranho, que olhando o portfólio do criador do jogo, você vai ver que é típico dele, mas isso não quer dizer que eles sejam bonitos… Porque não são. É difícil descrever o que você está vendo e as animações extremamente desengonçadas, tanto da protagonista quanto dos inimigos não ajudam.

Mas os cenários, oh os cenários. O autor do jogo parece que escolheu a palheta de cores do ZX Spectrum, então tudo o que vemos é preto, amarelo, rosa, azul, verde e alguma outra cor que esqueci… Só que não são cores bem posicionadas, como víamos em bons jogos do antigo computador do Sir Clive Sinclair, mas algo que parece ter sido vomitado por um gato.

A trilha sonora desse desastre não é ruim. Mas ela não foi composta pro jogo, e sim são músicas royalty free, que podem ser ouvidas fora do jogo. Casam com o que quer que esteja na tela, mas não são músicas do jogo.

Não faça como eu, evite esse jogo

Representação do autor desta análise ao ver o conteúdo do jogo

Esse jogo não tem nada que o salve, a jogabilidade é desinteressante, a premissa, idiota e os gráficos não são nem um pouco agradáveis. As músicas são decentes, mas podem ser ouvidas fora do mesmo. Evite Lizard Lady vs The Cats como o diabo evita a cruz.

O jogo está disponível para Playstation 4 e Playstation 5 (via retro)

Author: Geovane Sancini

Geovane, mais conhecido como Sancini (ou Kyo, se você for velho o suficiente pra lembrar do nick antigo dele) é um escritor e speedrunner que joga videogames desde que se entende por gente.