Arquivos Mega Drive - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/mega-drive/ Um pouco de tudo na medida certa Fri, 18 Apr 2025 22:07:48 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Mega Drive - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/mega-drive/ 32 32 Pocket Bravery | Porradaria verde-amarela de primeira https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/18/pocket-bravery-porradaria-verde-amarela-de-primeira/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/18/pocket-bravery-porradaria-verde-amarela-de-primeira/#respond Fri, 18 Apr 2025 22:07:48 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20089 Você já ouviu falar no jogo “Barravento, o Mestre da Capoeira”?. A não ser que você seja um leitor assíduo do Arquivos do Woo, que pegou de passagem um dos meus reviews um tempo atrás, a resposta é provavelmente não. Eu tenho minhas dúvidas de que o criador do jogo de hoje saiba da existência […]

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Você já ouviu falar no jogo “Barravento, o Mestre da Capoeira”?. A não ser que você seja um leitor assíduo do Arquivos do Woo, que pegou de passagem um dos meus reviews um tempo atrás, a resposta é provavelmente não. Eu tenho minhas dúvidas de que o criador do jogo de hoje saiba da existência desse jogo. Mas enfim, Barravento, o Mestre da Capoeira foi um jogo lançado em 1993 para o Commodore Amiga pela Hitek Softworks (Ou Hitek Computação: Sistemas e Editora, como consta na tela título). Se a história contada por Divino Leitão no grupo da revista Micro Sistemas no Facebook (e reproduzido no site Retrópolis) for verdade (aqui estou apenas me resguardando legalmente, porque eu acredito na história), Barravento nasceu do plágio de uma paródia de Karateka. (É uma história fascinante, leiam)

A questão é que para os padrões de 1993, Barravento era um jogo horroroso, eu mesmo mal consegui passar do segundo oponente. Mas enfim, pro bem ou pro mal, Barravento é possivelmente o primeiro jogo de luta brasileiro. Claro que ser o primeiro não diz que será o melhor, ou relembrado. Duvido que muita gente hoje em dia saiba da existência desse jogo. Computação no início dos anos 90 era coisa de hobbista que tinha dinheiro. O povão que queria diversão eletrônica pagava o Master System em 500 prestações, se contentava com os 200 famiclones que haviam no Brasil ou torravam seus cruzeiros na máquina de Street Fighter II da rua de baixo. Os mais sortudos (pros padrões de 93) tinham SNES da Playtronic ou Mega Drives da Tec Toy. Mas bem, a Capcom pode ter arrebanhado muita gente com SF II (e por um período nos anos 90, tinhamos fliperamas traduzidos por ela), mas o que era muito proeminente em toda esquina, em especial na segunda metade dos anos 90, eram os jogos de lutinha da SNK, mais especificamente, KOF. Quantos Kofeiros não foram formados nesses botequins, acompanharam os lançamentos atuais in-loco da 96, 97, 98… Este que vos fala é um deles, inclusive.

Alguns deles dedicam sua atual vida a falar groselha na Internet, outros decidem transformar essa paixão em algo maior e mais original do que isso. Durante e após um período conturbado da produção de Trajes Fatais, Johnathan “Jon Satella” Silva e Anderson Halfeld começaram um projeto de paixão, chamado Bravery. A princípio, os sprites seriam em HD, semelhantes aos de KOF XIII, mas em algum ponto do desenvolvimento, eles optaram por um visual inspirado pelos jogos de luta do Neo Geo Pocket, chegando ao visual de Pocket Bravery que temos hoje em dia. Mas não foi uma jornada fácil, tem o documentário que o Renato Cavallera (que hoje em dia é parte da Nuntius Games, publisher brasileira criada pelo próprio Jon Satella) produziu e recomendei num outro texto. Depois de comer o pão que o diabo amassou, o jogo finalmente fora lançado em agosto de 2023. E o jogo foi bem avaliado, inclusive, foi indicado ao The Game Awards daquele ano concorrendo na categoria de Melhor Jogo de Luta. Sim, sabemos que essas premiações são… Questionáveis (só lembrar que MULTIVERSUS venceu como melhor jogo de luta em 2022, num ano em que tivemos KOF XV. E Multiversus está MORTO, enquanto que KOF XV completou seu ciclo com o lançamento de Mature e Vice no ano passado), ainda assim. Ter o jogo concorrendo com figurões como Street Fighter 6, é louvável, prova do trabalho competente da Statera. Só que… O tempo foi passando e a versão de consoles não surgia. 2024 veio e foi embora, e nada de Pocket Bravery.

E finalmente, após um ano e oito meses de seu lançamento original de PC, a revelação da data de lançamento que deveria ter sido num live stream… Havia “vazado”, quando a Meridiem Games, distribuídora espanhola, anunciou a pré-venda da edição física de Pocket Bravery. Passou batido por muita gente, mas não por mim que faço meu dever de casa como jornalista de jogos. Mas enfim, após uma longa espera, finalmente nesse dia 10 de abril, o jogo está disponível para todos os consoles. Confira nossa análise.

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Em busca de Redenção… E além.

Algo estranho acontece pelo mundo… Mas só algumas pessoas conseguem sentir (ui!) e manifestar esse algo. Existem aqueles que atiram energia pelas mãos, outros ampliam seus músculos, enquanto certas pessoas transferem essa essência para objetos e armas, e por fim outros resolvem ir reclamar na Internet. Ninguém sabe o que caralhos acontece e todo mundo tenta entender por si só. No meio dessa treta, A Matilha, uma organização criminosa, quer roubar artefatos antigos e relíquias que envolvem diversas nações e pessoas notáveis.

Em oposição a Matilha, também existem indivíduos excepcionais que tem uma vendeta contra a mesma, em especial, Nuno Alves, que no passado pertencera a organização e agora quer se vingar da mesma. Outros possuem ideais semelhantes por um motivo ou outro. E algumas pessoas querem coisas muito pessoais.

A história de Pocket Bravery é bastante competente, e possui um universo atualmente em expansão, não só com a continuação que foi recentemente anunciada e está em estágio de pré-pré-produção, mas também com outros jogos no mesmo universo, como Guns N’ Runs, o primeiro jogo da Statera e de onde veio Rick Johnson, primeiro personagem de DLC do jogo e Arashi Gaiden, um dos jogos presentes no showcase da Nuntius Games e anunciado há um tempo.

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Porradaria Estilosa

O jogo é um prato cheio pra quem curte jogos da era do Neo Geo. Como padrão da época, o jogo utiliza o esquema dois socos e dois chutes (também conhecido como o estilo superior bidimensional), com os comandos especiais saindo da maneira que estamos acostumados. Não somente isso, mas o jogo também tem um esquema de controles “moderno” ou “acessível”, ou como gosto de chamar… “A prova de idiotas”, sendo mais simplificado.

Cada um dos treze personagens possui golpes e habilidades únicas (como padrão, dá pra ver os golpes dos personagens no menu de pausa). Obviamente, há uma barra de ataques especiais que é preenchida conforme o jogador utiliza alguma habilidade e apanha, aprendemos esse tipo de barra especial na quinta série. E quando a barra é cheia, um ataque especial pode ser usado. E também existe uma segunda barra, a barra elementar (meu caro Watson… Aliás, a frase “Elementar , meu caro Watson” NUNCA FOI PROFERIDA por Sherlock Holmes, isso foi um efeito mandela coletivo na humanidade), enfim, a barra elementar se enche sozinha e acumula dois níveis, permitindo o jogador a usar versões EX das habilidades, que usam o elemento do personagem escolhido.

O roster do jogo possui treze personagens, sendo um deles Sho Kamui, de Breakers, clássico do Neo Geo, que veio por conta da parceria com a Pixel Heart, a atual detentora das Ip’s da Visco (A produtora de Breakers), cada um deles com a jogabilidade diferente, dando possibilidades de estratégia e variedade nos combates. O jogo possui online com Rollback netcode, mas como eu tenho Aversão a Online e não possuo a PS Plus pra jogar online, não irei comentar esse aspecto (e mesmo se eu tivesse a Plus, eu cago pra online).

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Mais que um feijão com arroz

Hoje em dia, se um jogo de luta índie vier com Arcade, Versus, Training e Online, já dá pra dizer que ele é mais ou menos básico. Mas Pocket Bravery foi ao infinito e além para colocar o jogo recheado de conteúdo pra fazer o seu dinheiro valer a pena. Claro, ele possui esses modos que mencionei, mas vai muito além disso. Se você quiser ir a fundo na lore do jogo, do ponto de vista de Nuno e sua jornada em busca de redenção e vingança contra a organização Matilha. Você pode aprender os paranauês do jogo no Tutorial, e praticar e criar seus próprios combos no modo Fábrica de Combos. Nem precisa dizer que eu NÃO USEI esse modo porque eu não sou nem tenho pretensão de ser datilógrafo de combos. Deixo esse trabalho pro DioRod.

Você tem também um modo de Trials, no qual cada personagem tem que fazer dez combos com dificuldade crescente, ideal para melhorar naquele combo. O modo de Time Attack, para speedrunners encherem os inimigos de porrada no menor tempo possível. Só que não são lutas normais, durante as lutas, várias orbes podem aumentar ou reduzir sua vida, ataque ou barra elementar. Assim como no Arcade (que não expliquei, por motivos de Alzheimer), o Time Attack é contra oito oponentes. O modo Sobrevivência é clássico de jogos de luta a essa altura do campeonato, derrotar os oponentes usando apenas uma barra de energia.

Nos modos singleplayer, você ganha uma pontuação que pode usar na loja do jogo para adquirir cenários extras, cores, desbloquear um dos personagens secretos e ítens de customização pro seu perfil do jogo. Além de desbloquear dois modos extras. Um deles, é o Hot Pursuit* (Perseguição da Gostosa em tradução livre e você vai entender a piada em seguida), onde Daisuke deve perseguir a Ximena (entendeu agora?) como se fosse num runner sem fim, desviando dos obstáculos que Ximena manda em sua direção. Você não tem como atacar nesse modo, mas possui uma barra que vai enchendo ao longo do tempo, e quando está cheia, você pode utilizar uma técnica pra limpar a tela dos obstáculos. Tenho a impressão de que esse modo foi inspirado na minha vida pessoal, sempre atrás de uma gostosa, numa perseguição sem fim, nunca chegando lá.

*O modo é chamado de Busca Implacável na versão em Português

Enfim, tem o último modo extra do jogo, que vale toda a aquisição do jogo. O modo Rodoviária. Se jogos de luta tem a preocupação de fazer os personagens balanceados, não muito fortes, mas não muito merdas, esse modo pega todo o balanceamento e equilíbrio de Pocket Bravery e joga ele pela janela (eu pensei em usar a expressão “enfia no cu”, mas não seria muito profissional). Inspirado pelos bootlegs de Street Fighter II (O Lendário Street Fighter de Rodoviária) e King Of Fighters (não tão comuns, mas existentes), com ataques sendo desferidos no ar, multiplas magias e o escambau a quatro.

Trilha do Caralho, Belíssimos gráficos

Pocket Bravery mostra ao que veio logo de cara com uma belíssima abertura animada, com um tema cantado, tanto em português (Bravura na Alma) quanto em inglês (Bravery in my soul), por ninguém menos que Rodrigo Rossi. Sim, aquele Rodrigo Rossi que cantou as músicas de CDZ Lost Canvas e Dragon Ball Z Kai. A composição e o instrumental dessa abertura é da banda Miura Jam, um excelente instrumental aliás. O mesmo vale para os encerramentos, também em português (Um Novo Ideal) e inglês (Be Brave), com o instrumental da Miura Jam e vocal da Bruna Higs, igualmente bons.

Claro que eu não elogiaria somente a abertura e o encerramento, quando o jogo tem temas excelentes atrás de temas excelentes. incluindo um excelente remix do tema de Sho Kamui (de Breaker’s Revenge). Cada tema foi bem pensado pra se encaixar a uma rivalidade, a um personagem. Nada soa estranho e passa aquele clima dos anos 90, onde nos bons jogos de luta, os personagens tinham temas marcantes.

Na parte gráfica, Pocket Bravery possui excelentes e variados cenários ambientados ao redor do mundo. Do Parque Lage, aqui no Rio de Janeiro, as proximidades da Ponte Dom Luís I em Porto, ao telhado do Midtown Manhattan em Nova York, o jogo viaja ao redor do mundo com seus personagens, destaco aqui também um cenário em Osasco, o cenário de Jorge Chagas, cujo tema me fez ficar rindo dez minutos só pelo nome do tema, Goodbye Osasco… Sim, uma referência a Goodbye Osaka. E se você pregar o olho bem, pode encontrar o Vampeta fazendo um cameo. Assim como no cenário do Parque Lage na variante noturna, é possível encontrar o Snoop Dogg em um cameo (ele gravou um clipe no local em 2003). Outro cenário extra que quero destacar, é o do Treta Championship, Treta que é basicamente a nossa EVO, o maior campeonato de jogos de luta do Brasil.

Falamos dos belíssimos cenários, e ainda não chegamos nos lutadores, que são extremamente bem animados. A Animação dos sprites de Pocket Bravery é muito detalhada, especialmente considerando que os lutadores possuem estilos de combate diferentes, e ajustar animações de tomar ataque pra cada estilo e personagem (de acordo com a própria Statera) foi um trabalho do cão e o resultado é evidente. O jogo possui uma animação fluidíssima, o que me faz pensar, se a Statera tivesse mantido o estilo original de Bravery, acho que o jogo ainda estaria em produção. Mas divagações a parte, o que eu falei acima é fato, do ponto de vista gráfico, Pocket Bravery é um deleite… Exceto se você não curtir SD, mas aí o problema é seu e não do jogo.

Por último, mencionar aqui o fato da dublagem do jogo que está competente, e conta com nomes como o Rocky Silva (O Seiya, da paródia Vai Seiya) como o protagonista Nuno, Vii Zedek (Tails nos filmes de Sonic) como Mingmei e Lia Mello (Kiriko em Overwatch) como a mortífera Ximena. Não vou gastar seu tempo falando todos os dubladores, mas o elenco de Pocket Bravery é competente e desempenha seu papel bem.

Altamente recomendado

O lançamento de Pocket Bravery, tanto no PC, quanto nos consoles foi algo extremamente importante pro mercado brasileiro de jogos. Porque é meio que uma vitória depois do calvário que foi a produção de Trajes Fatais. Pocket Bravery possui uma ótima jogabilidade, gráficos belíssimos e estilosos, e uma trilha sonora excepcional. Assim como comentei no meu review de Raccoo Venture anos atrás, Pocket Bravery é um marco pra jogos de luta nacional. E o preço, em qualquer plataforma, é extremamente convidativo. Só faltou o crossplay (culpa da Sony), mas como eu não jogo online, caguei pra falta de crossplay.

Nota: 10/10

Pocket Bravery está disponível para Playstation 4, Playstation 5, PC, Xbox One, Xbox Series X | S e Nintendo Switch, com uma versão para Mega Drive sendo produzida oficialmente pela equipe do RheoGamer, que fez o impressionante porte de Mega Drive de Real Bout Special. Esta análise foi feita com uma chave de PS4, cedida pela PQube.

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Coleções retrô, isso é algo que apesar de parecer relativamente recente, vem desde a época do Super NES, com compilações de jogos da Midway, Atari e Nichibutsu, e perdemos a conta de quantas vezes a Namco vem relançando os seus jogos desde o PS1. Capcom e Sega não ficam atrás. Desde portes diretos feitos do zero, como os que aconteciam em coletâneas como Sonic JAM no Saturn e a Capcom Generation no PS1, a emulações como o Sega Smash Pack do Dreamcast, Super Mario All-Stars no Wii (Essa foi uma das emulações mais safadas que a Nintendo colocou em um disco de Wii) e alguma coleção da Taito no PS2, e temos remasters, comuns na geração PS3 e adiante, como a Devil May Cry HD Collecti0n, .hack//G.U. Last Recode e a coletânea de Lunar que tá pra sair.

Eu mesmo tenho algumas coleções na minha “coleção”, tanto que comprei, quanto que recebi pra análise. Na minha opinião, independente do resultado ou maneira que foi produzido, é uma ótima maneira de colocar jogos de uma antiga geração de consoles e PC’s em hardware recente de maneira conveniente e legalizada. Sim, sabemos que a emulação existe e você pode aplicar filtros de firula, texturas e até mesmo cometer o crime de esticar um jogo 4:3 pra 16:9, mas ainda assim acho legal quando relançam jogos de outrora de maneira legal.

Se você jogava videogames nos anos 90, deve ter visto a Accolade em alguns jogos como Bubsy, Test Drive e Barkley Shut up and Jam. A empresa foi fundada por ex-funcionários da Activision (não a Activision que conhecemos hoje, mas a Activision fundada na era de ouro dos games). A empresa cometeu uma sucessão de erros no fim da década que levou a aquisição pela Infogrames e o fechamento da mesma em 2000. Durante anos, a marca ficou dormente, até que a Billionsoft adquiriu a marca Accolade e tivemos dois jogos bastante medianos de Bubsy. Algumas pessoas vão dizer que os dois últimos jogos do Bubsy são ruins, mas são só clones medianos de Giana Sisters (The Woolies Strike Back) e Bit.Trip Runner (Paws of Fire). Enfim, em 2023, a Atari (sempre ela) readquiriu a marca Accolade e suas ip’s da Billionsoft.

E no ano passado, no QUByte Connect, a QUByte anunciou a parceria com a Atari para o lançamento da Accolade Sports Collection, com o lançamento ocorrendo em Janeiro de 2025. Contendo cinco jogos esportivos da Accolade, essa compilação é uma viagem no tempo para aqueles que viveram os anos 90. Mas será que é uma boa viagem? Ou é aquela viagem onde você não pode ir pra praia porque o mar tá revolto, não tem internet e quando você vai nadar na lagoa, um anzol prende no seu pé? Essa analogia pode ou não ter relação com uma viagem de feriado pra Maricá que fiz com a família muitos anos atrás. LEIAM A ANÁLISE!

Cinco jogos, mas…

O jogo traz cinco jogos da Accolade, Hardball!, Hardball 2, Winter Challenge, Summer Challenge e Hoops Shut up and Jam. Infelizmente, com exceção de Hardball 2, todos os jogos são as versões de Mega Drive. Eu falo isso, porque com exceção de Hoops Shut up and Jam, todos os outros tiveram suas origens nos PC’s, seja o Commodore 64, MS-DOS ou Amiga.

O Hardball! é um clássico do Commodore 64 de 1985, que recebeu diversas versões, até chegar ao Mega em 1991, Hardball 2 saiu para MS-DOS, Mac e Amiga em 89 e 90 respectivamente. Winter Challenge saiu pra DOS em 1991, e pra Mega em 92, Summer Challenge saiu pra DOS em 92, com a versão de Mega em 1993 e por fim fechando a coleção, Hoops Shut up and Jam saiu em… 2021. E em 1994, pra Mega Drive, mas com outro nome. Se você não percebeu até agora, Hoops Shut up and Jam é uma reskin de Barkley Shut up and Jam. Esse reskin foi feito pela outra parceira de longa data da QUByte, a Piko Interactive, pro relançamento do jogo no Evercade.

Sim, como um entusiasta de outras plataformas que estão fora do espectro comum do jogador médio brasileiro (aka geração 16-bits pra frente), eu gostaria de ver mais jogos de outras plataformas relançados. Então, uma coletânea de jogos com versões pra outras plataformas, não ver versões de outras plataformas é um tanto decepcionante.

Recursos para a jogatina perfeita.

Como todo relançamento de jogo antigo, a Accolade Sports Collecion possui todas as firulas esperadas. Recursos de salvamento e recarregamento, além de rebobinamento, ideais para refazer uma jogada. Em especial considerando o input delay de emulação, que pode prejudicar a partida de Hardball por exemplo. Como a versão de Hardball é a de PC, não há rebobinamento, mas um load pode ajudar na hora de fazer aquela rebatida perfeita. Infelizmente eu não manjo nada de baseball, e aos 36 anos de idade, não tenho interesse em aprender, mesmo com o Brasil tendo se classificado pro campeonato mundial.

Winter Challenge e Summer Challenge são dois bons jogos de esportes. Apesar de que Summer Challenge o metralhamento de botões é inevitável, coisa menos evidente no jogo de inverno. Ainda sim admito, em relação a inverno, ainda prefiro o Winter Olympics do Master System. Quem diria, eu, elogiando um jogo da Tiertex. Não é a toa que choveu pra caralho na data em que escrevo esse texto.

Por fim, o melhor jogo da coletânea é Hoops Shut up and Jam, apesar da péssima edição que fizeram no sprite do Barkley que fizeram na tela título e menu do jogo. A PIKO simplesmente pegou uma stock photo de “Angry Black Man” e fez uma digitalização com o cu. De resto, ainda que não seja melhor que NBA JAM (tarefa impossível), é um jogo de Basquete de Rua bem competente, com regras mais relaxadas e ideal para partidas com os amigos. E é o jogo que melhor envelheceu da série.

Para os entusiastas de retrojogos, a QUByte preparou manuais em português, cheios de explicações, que fariam até um idiota como eu aprender a jogar beisebol.


Jogos em 16-bit envelhecem bem graficamente

Uma da coisas que é conversa típica de entusiastas retrô, jogos da era 16-bits envelhecem MUITO BEM graficamente. Enquanto que jogos do PS1 e do Saturn muitas vezes envelhecem mal graficamente, jogos da geração anterior permanecem bonitos ainda hoje, muitos jogos do Mega Drive, SNES, Turbografx-16 e até mesmo PC’s como o Amiga e o Atari-ST produziram jogos 2D belíssimos.

E essa é a sensação visual na maioria dos jogos, com exceção de Hardball 2 que destoa dos demais, pela plataforma diferente. Sprites bem feitos, e elogiar os climas de verão e inverno em Summer e Winter Challenge, é legal ter um ambiente de olimpíadas não oficial. A única coisa que se destaca negativamente, foi a digitalização da stock photo de Hoops, que mencionei no setor anterior.

Uma coletânea que merece existir

Essa coletânea foi quase feita pra mim. Eu tenho interesse em jogos de PC’s antigos, mas como 80% dos jogos dessa coleção são de Mega Drive, eu perdi meu interesse pessoal. Em questão de comprar, essa compilação vale pelo Hoops Shut up and Jam, e pelo valor histórico. Se tivéssemos versões de DOS dos outros jogos, talvez me apetecesse mais.

Nota final: 6,5/10

Accolade Sports Collection está disponível para PC, PS4, PS5, Switch, Xbox One e Xbox Series. Essa análise foi feita com uma chave de PS4 cedida pela QUByte.

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O que eu joguei em 2024 | Tony Horo https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/02/22/o-que-eu-joguei-em-2024-tony-horo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/02/22/o-que-eu-joguei-em-2024-tony-horo/#respond Sat, 22 Feb 2025 20:27:36 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19242 Um ano totalmente aleatório Olá, amigos. Mais um ano, mais uma lista. Dessa vez, joguei um jogo a menos que o ano passado, totalizando 31 jogos zerados. Aqui você já sabe o esquema: postamos a lista dos jogos que jogamos com um breve review. Assim, você pode ver o que te interessa na lista e […]

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Um ano totalmente aleatório

Olá, amigos. Mais um ano, mais uma lista. Dessa vez, joguei um jogo a menos que o ano passado, totalizando 31 jogos zerados.

Aqui você já sabe o esquema: postamos a lista dos jogos que jogamos com um breve review. Assim, você pode ver o que te interessa na lista e comentar depois se vai jogar ou jogou cada um dos citados.

LEIAM – Moons of Darsalon – Uma viagem de escolta ao mundo das luas

A temática desse ano pra mim foi de “jogar qualquer coisa“; pois jogos foram segundo plano em um ano que tive que me dedicar aos estudos. E de modo geral, joguei algumas coisas mais para esvaziar a cabeça, como horas de EA FC 24 e alguns jogos de corrida, como Forza Horizon 4.

Estatísticas

Como sempre, eu fiz uma planilha arrumadinha com tudo que eu ia jogando.

Assim, dos 31 jogos que zerei esse ano, as plataformas que joguei cada um foram:

  • PC: 12 jogos
  • PlayStation 5: 9 jogos
  • Switch: NADA (rapaz…)
  • PlayStation 3: 1 jogo (com platina!)
  • Super Nintendo: 3 jogos
  • NES, 3DS, Dreamcast e Mega Drive: 1 jogo cada.

Sobre o gênero dos jogos, surpresa principalmente para o gênero Survivor Horror, que eu sempre fui meio cagão a minha vida toda, e esse ano fiz uma maratona de Resident Evil pra tirar toda vergonha do meu corpo.

  • RPG: 4 jogos
  • Corrida: 4 jogos
  • Plataforma (2D e 3D): 7 jogos
  • Ação: 7 jogos
  • Beat n’ up: 2 jogos
  • Metroidvania: 1 jogo
  • Survivor Horror: 4 jogos
  • Simulator, FPS e Shooter: 1 jogo cada

    Vamos à lista:

1) Sonic CD (PC, 1993*)

Reprodução: Internet

Sonic CD estava na minha lista de espera à anos e finalmente terminei. Ele tem a estética perfeita: um jogo de 16-bits bombado. As animações e trilhas sonoras (japonesa e americana) são ótimas, mas o level design deixa muito a desejar.

Recomendo pra quem deseja zerar todos os Sonics 2D, mas se for só pela estética mesmo, melhor só jogar o Sonic Mania.

*zerado no PC

2) Max Payne (PC, 2001)

Reprodução: Internet

Talvez meu jogo favorito de PC de todos os tempo. Fazia anos que não zerava ele e mais uma vez voltei pra matar saudade do Max. A dublagem em português faz desse jogo ir de 9/10 pra 15/10, de tão boa que é. Recomendo jogar esse sempre no PC e com mouse e teclado.

3) Alan Wake II (PC, 2023)

Reprodução: Internet

Por coincidência, mais um jogo da Remedy em sequência. Alan Wake 2 se tornou um game muito mais explorativo do que aquela aventura quase de plataforma do primeiro jogo. É muito bonito e tem uma história interessante, mas algumas mecânicas realmente deixam o game mais enrolado, ao ponto que se você só está lá pela história e pelo gameplay, mas não está a fim de resolver puzzles para progredir, talvez se frustre um pouco.

Outra tristeza é que a história não fecha nesse, deixando mais pontas soltas que sabe Deus lá quando vão fechar.

4) Prince of Persia: The Lost Crown (PC, 2024)

Reprodução: Internet

Meu jogo favorito de 2024, por incrível que pareça. Lost Crown é um metroidvania moderno que traz um frescor ao gênero, com mecânicas de combate divertidas que vão além de só apertar o botão de ataque ad infinitum e subir de level.

Foi muito mal marketeado pela Ubisoft, onde venderam o primeiro trailer através de uma música de Rap moderna, tirando um pouco da simpatia dos possíveis consumidores com o protagonista, que dessa vez não é o príncipe, mas sim um soldado que deve salvá-lo.

Vendeu pouco, infelizmente, mas a Ubisoft não mandou ninguém que trabalhou nele embora, então vamos ver sobre o futuro.

5) Persona 3 Reload (PC, 2024)

Reprodução: Internet

Eu joguei Persona 3 FES no PS2 numa fase muito conturbada da minha vida. Tinha pouco tempo livre devido ao colégio e provavelmente sofria depressão que nunca foi diagnosticada. Devido a isso, talvez eu tivesse gostado muito mais do jogo na época que ele lançou, já que ele trata temas bem similares na sua história.

O que ocorre é que eu TAMBÉM tava um pouco sem saco pra JRPG na época e dropei e só agora em 2024 que passei pela sua história, nesse remake que a ATLUS fez.

Os gráficos estão muito bonitos e a jogabilidade melhorou bastante, com diversas adições de qualidade de vida. Infelizmente, a saga da Aigis que era um modo separado no original, virou um DLC pago (que não joguei).

Um ótimo JRPG que me fez pagar um mêszinho de GamePass só pra jogar.

6) Mega Man 2 (NES, 1989*)

Reprodução: Internet

Clássico do NES, não tem muito o que falar. Dos Mega Man clássico, esse é o mais redondinho nas mecânicas, level design e trilha sonora. Então, caso você queira conhecer a série original do puro aço, vai nesse.

O Legacy Collection está disponível em todas as plataformas e tem ferramentas como save state e até rewind, então é bom para quem quer treinar antes de levar o jogo mais a sério, ou só se divertir mesmo sem muitas frustrações. Recomendadão.

*jogado no PC via emulador dessa vez

7) Granblue Fantasy: Relink (PS5, 2024)

Reprodução: Internet

Um JRPG de um time diferente, cujo investimento foi grande devido ao grande lucro que o Granblue gacha dá para a empresa.

Ele lembra muito Tales of Arise, tanto na estética quanto no gameplay. A história talvez exija que você conheça a lore do gacha minimamente, mas eu sequer joguei 1 min dele e consegui me divertir, só que não me importei muito com os personagens.

Ele é um action JRPG muito bom, bonito e com trilha sonora voltado para o épico. Se você puder jogar em qualquer lugar que não seja um PS4, vai se divertir bastante.

Ao final do jogo, ele abre meio que um modo de missões online de caça a monstros meio parecido com Monster Hunter, e me parece que esse é o verdadeiro “grosso” do jogo. Mas como eu joguei no PS5 e não assino Plus, eu fiquei de fora dessa brincadeira.

Também fiz esse review em vídeo aqui! LINK

8) Gran Turismo 7 (PS5, 2022)

Reprodução: Internet

Um dos melhores jogos de corrida “sérios” atualmente, sendo o mais acessível também entre os de simulação.

A Polyphony segue adicionando carros e pistas até hoje e isso faz com que eu sempre volte nele.

Diferente de outros jogos anteriores onde era necessário jogar simplesmente TUDO pra poder zerar, nesse aqui eles colocaram um sistema de “cardápios” onde o esquisito do Lucca te dá 3 corridas temáticas para chegar no mínimo em 3º lugar. Ao final delas, você termina o cardápio e ele conta uma história sobre os carros envolvidos, te dando eles de presente.

É uma progressão simplística que tira aquela sensação de ser um piloto galgando espaço entre outros corredores que tinha até o GT4, mas ao mesmo tempo é melhor que a aproximação direta de jogos anteriores, como GT6 e o horrível Sport.

9) Star Fox 64 3D (3DS, 2011)

Reprodução: Internet

Volta e meia eu ligo o 3DS pra bateria dele não morrer e sempre caio pro Star Fox 64 3D, já que ele é mais fácil de zerar rapidamente e a emulação no PC não é muito boa ainda.

A versão não perde nada para o original de 64, a menos se você comparar com o port nativo pra PC que uma galera têm feito recentemente. O jogo foi redublado pela maioria dos atores originais, trazendo um som mais limpo para todas as falas.

Recomendo muito esse, principalmente de se tentar pegar medalha em todas as fases. Eu nunca consegui.

10) Top Gear (SNES, 1992*)

Reprodução: Internet

Outro clássico de SNES que dispensa apresentações. Dessa vez joguei no collection feito pela brasileira QByte, que como você pode ver no review linkado acima, teve seus altos e baixos nessa versão.

À época que joguei e escrevi, ainda não tinham saído updates, como a remoção do filtro CRT com tremilique e também os troféus marcando quais pistas você chegou em primeiro, o que é essencial para ir atrás da platina.

Atualmente (em fevereiro de 2025 quando estou escrevendo essa parte) estou tentando terminar o TG2 na mesma coleção, então no texto desse ano talvez falaremos mais sobre esse port.

*zerado no PS5 dentro da Collection, como falei.

11) Streets of Rage 2 (Mega Drive, 1992)

Reprodução: Internet

Clássico do Mega Drive, dessa vez zerei a rom original, pois lembro que uns anos atrás eu tinha jogado um romhack que você jogava com o Luffy (??) e aquilo meio que deixou uma mancha pra mim.

Dos 3 do Mega, é meu preferido, mas o 1 também é muito bom. Caso jogue o 3, pegue a versão japonesa sem censura.

12) Final Fantasy VII: Rebirth (PS5, 2024)

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Finalmente a Square-Enix lançou a continuação do maravilhoso FF7 Remake, e dessa vez eles tentaram aplicar o mundo aberto do jogo original e conseguiram fazer isso muito bem.

O problema pra mim é que os gráficos apanharam um pouco, devido ao escopo do jogo, onde tiveram que dar uma diminuída na resolução no PS5 para que ele rodasse de forma fluida ainda. Nada que seus olhos não acostumem com o tempo também.

Fora isso, o final deixa um gosto meio amargo, já que o diretor resolveu privar os jogadores do momento mais marcante da história dos videogames só pra contá-lo de forma esquisita e fragmentada.

Assim, o jogador termina o jogo sem entender realmente o que houve. Logicamente eles vão entregar isso no início da parte 3, mas não vai ter o mesmo peso de um clímax de final de jogo.

Eu quase platinei esse aqui, mas ainda tenho que zerá-lo de novo e não vou fazer isso tão cedo. Bom jogo apesar de tudo, mas não é melhor que a parte 1.

13) Mighty Morphin Power Rangers: The Movie (SNES, 1995)

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Talvez para aqueles que não tiveram SNES na infância, esse jogo possa parecer estranho, mas pra quem teve, ele é provavelmente um dos mais conhecidos. MMPRTM era incluso em diversas coletâneas piratas, daquelas “5 em 1”, devido ao tamanho minúsculo de sua rom e também por ser de uma franquia popular.

Ele é um beat n’ up meio diferente, pois você não anda livremente no cenário (diferentemente da versão de Mega). Aqui você tem duas “lanes”, e você pode trocar entre elas apertando R.  É diferente porém funciona muito bem.

A trilha desse jogo é LOUCA, um dos melhores trabalhos no SNES, até com alguns remixes por aí como esse da primeira fase, que mixa a versão do jogo com o tema da série.

Muito divertido, principalmente se você estiver introduzindo uma criança menor ao mundo dos jogos.

14) Mega Man X (SNES, 1993*)

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Outro jogo que eu sempre revisito uma vez ao ano, já apareceu nas minhas listas algumas vezes, acho.
Melhor Mega Man de todos os tempos. Caso queira jogar em console moderno, tem no Legacy Collection do X, mas o ideal é jogá-lo num controle fininho do SNES mesmo.

*jogado no PS5 no Mega Man X Legacy Collection.

15) Sand Land (PS5, 2024)

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Um jogo de ação com toques de RPG, feito em cima do anime baseado no mangá one-shot do finado Akira Toriyama.
É bem divertido andar pelo deserto e construir tanques novos é legal, mas a customização poderia ser mais direta.

A navegação pelo cenário fica muito complicada quando se atinge a área do país da Floresta, pois os caminhos não ficam muito claros.

Tentei de tudo pra platinar, mas chegou uma hora que ficou inviável e fui vencido pelo cansaço, a ponto que não consigo voltar pra ele tão cedo.

16) Game Dev Story (PC, 1997)

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Jogo de simulação feito pela Kairosoft, onde você gerencia uma empresa de criação de jogos. Os gráficos são muito bonitinhos e a trilha sonora meio 8-bits deixam o pacote todo mais divertido.

Posteriormente, foi copiado na cara dura no jogo Game Dev Tycoon, onde roubaram todas as mecânicas desse jogo. Mas na dúvida, jogue original mesmo.

Tem como jogar ele no Android e iPhone, visto que ele é um port de um jogo antigo feito para flip phones japoneses. Eu zerei no PC dessa vez, onde finalmente colocaram uma tradução em português muito bem feitinha.

17) Gears of War 4 (PC, 2016)

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Eu nunca fui fã da série Gears. Eu não tive nenhum Xbox até recentemente (e já revendi o 360 que eu tinha, coisa essa que me arrependo) e por isso nunca tive contato com a série. Ela também se popularizou num momento em que eu estava desacreditado com jogos. Sabe, aquela época onde tudo era cinza e marrom no PS3 e tal? Então.

Apesar disso, meu amigo veio aqui em casa e jogamos Gears 4 do começo ao fim em co-op local e foi muito divertido. O jogo também é um soft reboot, já que jogamos com o filho do Markus Phoenix, protagonista dos jogos anteriores.

É um jogo onde você não pensa muito e só se diverte mesmo. A dublagem em português é bem legal também.

18) Hi-Fi Rush (PC, 2023)

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Um jogo japonês financiado pela Bethesda, como que pode, né?
Aqui temos um beat-n-up 3D estilo meio anime mas com traços tendendo mais para animações ocidentais, onde o protagonista faz tudo de forma ritmada. Acertar os combos, pular, dar dash… TUDO é no ritmo da batida que fica constantemente pulsando na tela.

Leva uns minutos para acostumar, mas eu consegui zerar o jogo no Hard, que me parece o desafio ideal para que o game não fique enfadonho. As músicas são muito boas, contendo até algumas canções licenciadas, por algum motivo.

É um pouco longo, talvez. Mas vale a pena. Uma continuação será feita no futuro.

19) Mega Man: Battle & Chase (PS1, 1997)

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Um jogo de corrida de Mega Man com gráficos 3D, muito bonito pela época que foi feito.
Inicialmente não foi lançado nos EUA, mas a versão europeia em inglês existe desde a época, sem falar que no PS2 teve um port que era desbloqueado ao zerar todos os Mega Man X no Collection lançado naquele console.

Não é um Mario Kart, mas é legal pela customização dos carros. Se você gosta desse tipo de jogo de corrida, pode tentar esse pois é mediano pra bom.

20) Crazy Taxi (PC, 1999) [100%]

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Bom jogo arcade para Dreamcast e PC (onde joguei dessa vez). A graça dele está em dominar o Crazy Dash e o Crazy Drift, que são essenciais para tirar ranking A e ver os créditos.

“Zerar” o jogo aqui consiste em fazer todas as missões do modo Crazy Box. É BEM DIFÍCIL, mas depois que você domina essas mecânicas, vai perceber que o jogo não é só sobre ir pra lá e pra cá pegando passageiros. Tem que dominar como sair com o carro, fazer drift, parar rápido e reconhecer os melhores caminhos para chegar nos destinos. Um clássico que pouca gente sabe jogar realmente.

21) GTA: Vice City The Definitive Edition (PS5, 2021)

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Finalmente zerei Vice City e minha experiência foi mista. Sempre se falou muito desse jogo como se ele tivesse uma história excelente, mas o que eu vi aqui é só uma cópia de Scarface que se perde lá pra metade do jogo e o resto das missões se resume a fazer entregas e matanças que não se encaixam com nada na história.

Porém, GTA também pode ser visto como um grande sandbox, então é justo apreciá-lo por isso. Eu só esperava mais da história, e ela é curta e não entrega nada.

22) Doom (PC, 1995*)

A Bethesda relançou Doom I e II com mods e t

Reprodução: Internet

udo em todas as plataformas e quem tinha os ports antigos nos consoles modernos e Steam, ganhou essas versões novas também. É um clássico e recomendo baixar o mod de jogar com a trilha sonora do 3DO, que é diferentona.

23) GTA: San Andreas The Definitive Edition (PS5, 2021)

Reprodução: Internet

Agora sim o melhor GTA já feito. A história finalmente é boa e o jogo é umas 4x maior que o Vice City. Eu nunca joguei San Andreas quando era pequeno, porque eu gostava mais de jogos japoneses.

Infelizmente, eu zerei esse remaster uns poucos meses antes de atualizar a versão de consoles com a iluminação antiga, então eu joguei com a imagem bem zoada. Um ótimo jogo mesmo.

24) Yakuza: Like a Dragon (PS5, 2020) [Platina]

Reprodução: Internet

Fiz uma análise bem detalhada desse jogo no texto linkado acima, mas quero dizer aqui que esse é um dos melhores JRPGs no PS4/PS5, ficando bem equivalente ao Final Fantasy VII Remake, tanto em jogabilidade, como em qualidade técnica.

Aqui temos o primeiro jogo da série em formato de JRPG, que também é uma espécie de soft-reboot. Então, caso não tenha jogado nenhum anterior a esse, pode ir atrás que é maravilhoso, principalmente se você gosta de histórias com setting moderno e também de jrpgs clássicos de turno, como Dragon Quest.

25) O Escudeiro Valente (PS5, 2024) [Platina] 

Reprodução: Internet

Também com texto meu no site (linkado acima), The Plucky Squire é um jogo bem simples de aventura estilo Zelda antigo, mas que em partes se torna um jogo 3D parecido com o remake de Link’s Awakening que saiu pra Switch há alguns anos.

É simpático e eu platinei ele num dia só. Muito doido (não façam isso porque cansa).

26) Resident Evil 3: Nemesis (Dreamcast, 1999)

Reprodução: Internet

Um jogo que eu passei anos devendo, mas que finalmente resolvi parar de ser frouxo e joguei. É muito mais voltado pra ação que o segundo jogo. Ainda que seja uma experiência mais curta, ele é bem divertido. O sistema de esquiva é meio estranho mas com sorte você consegue fugir do Nemesis pra não morrer fácil.

Zerei no próprio Dreamcast, e é legal pois o VMU mostra a vida da Jill o tempo todo na telinha. É a melhor versão do game.

27) Deadpool (PS3, 2013) [Platina]

Reprodução: Internet

Após assistir o excelente Deadpool & Wolverine, resolvi ir atrás desse jogo. Infelizmente, a versão de PC não vende mais e as de console tão custando os zóio da cara. Mas graças a DEUS, meu PS3 é desbloqueado então consegui aproveitar esse jogo muito bem feitinho.

A graça dele é jogá-lo no modo mais difícil, pois ele oferece um desafio onde o medo de morrer faz você andar em cada parte do cenário com cautela, diferentemente do modo normal, onde todos os inimigos parecem feitos de papel.

Obviamente você vai morrer muito, mas as pessoas têm que aprender que perder faz parte do que torna uma experiência boa.

28) Shadow Generations (PC, 2024)

Reprodução: Internet

Uma espécie de DLC do Sonic Generations láaaa de 2010, mas feito numa engine nova e onde você joga apenas com o Shadow.

É uma das melhores experiências de Sonic já feitas, assim como Sonic Frontiers. Leia o texto sobre o game linkado acima, assim como meu texto sobre o jogo original de 2010 que também saiu junto com Shadow Generations e também a análise do Geovane sobre a versão original dele de PS3.

29) Resident Evil 3: Remake (PS5, 2020)

O que eu joguei em 2024
Reprodução; Internet

Comprei esse jogo no ano que saiu, mas nunca tinha sequer aberto porque sou medroso, mesmo tendo zerado um monte de RE antes desse.
Acabou que ao terminar o original, bateu uma sanha de terminar o Remake pra ver as diferenças e sim, realmente as pessoas têm motivo pra reclamar. Só não tanto.

Parece realmente que foi uma experiência corrida, principalmente lá pro final do jogo onde cortaram a torre do relógio, tirando muito do clímax dessa parte. Tirando isso, a Jill e o Carlos estão excelentes e eu gosto mais deles do que do Leon e da Claire do remake do 2.

São ótimos personagens e eu gostaria de ver mais deles no futuro. O jogo em si é igual ao RE2R com umas coisinhas a mais no gameplay, mas é mais linear devido a estrutura da história. Num geral, um jogo 7,5/10, mas muito gostoso de zerar.

30) Resident Evil Director’s Cut (PS1, 1997)

O que eu joguei em 2024
Reprodução; Internet

Ao terminar o RE3R, percebi que eu não tinha jogado o primeiro jogo da trilogia original. Bem, vi que no antigo CDRomance existia uma iso modificada do Director’s Cut com a OST original do primeiro game.

Caso não entenda porque isso exista, bem… a OST dessa versão é famosa por ser horrível, então qualquer melhoria que o game possa oferecer vai por água a baixo devido às músicas ruins.

É um bom jogo, que andou para que os jogos seguintes pudessem correr. O final é um pouco confuso e eu não gostei de ter perdido o melhor final porque eu não esperei o Barry jogar a cordinha pra me puxar lá na metade do jogo.
Num geral, valeu ter ido atrás do clássico. Joguei ele no Switch porque eu podia trocar pro modo portátil e pra TV dependendo da minha vontade. Ter console desbloqueado é ótimo mesmo.

31) Indiana Jones and the Great Circle (PC, 2024)

O que eu joguei em 2024
Reprodução: Internet

Último jogo de 2024, e também meu maior texto no site (link acima).

A Bethesda fez um baita jogão baseado na franquia de filmes, que supera os dois filmes recentes com certa distância até.
Se vocês têm gamepass, recomendo dar uma chance pois ele é um jogo bem diferente; não se trata de um FPS, mas também não é um jogo cheio de ação como Uncharted.

O Grande Círculo é um jogo onde você explora os ambientes, resolve missões paralelas e entra em combate furtivo com muita frequência, lembrando até alguns jogos da antiga LucasArts. Realmente foi uma ótima forma de terminar o ano.

O que eu joguei em 2024
Reprodução: Internet

Conclusão

2024 foi um ano onde joguei o que me foi aparecendo na frente, muita coisa boa que eu estava para jogar há anos e tinha deixado pra trás, ao lado de games que me fizeram relaxar por horas sem que eu precisasse me preocupar demais.

É como dizem: não leve sua vida a sério o tempo todo, nem mesmo seus hobbies. Espero que tenha sido um ano bom para vocês, não só nos jogos mas na vida real também! Um abraço e caso você tenha caído nessa página por acaso, deixe seu relato!

Veja abaixo também as minhas listas dos anos anteriores:

O que joguei em 2023
O que joguei em 2022
O que joguei em 2021
O que joguei em 2020

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WWF Wrestlemania | Retro Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/07/19/wwf-wrestlemania-retro-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/07/19/wwf-wrestlemania-retro-analise/#respond Tue, 19 Jul 2022 16:39:40 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12020 Ah, a Luta Livre. O esporte nobre… Ops, complemento de frase errado! Ah, sim… A Luta Livre, um dos esportes mais estilosos do mundo, aonde visual e pancadaria se complementam. Nos anos 90 surgiram excelentes jogos de WWF, aonde podíamos surrar pessoas como Hulk Hogan, The Undertaker, Yokozuna, entre outros, sem o menor esforço, o […]

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Ah, a Luta Livre. O esporte nobre… Ops, complemento de frase errado! Ah, sim… A Luta Livre, um dos esportes mais estilosos do mundo, aonde visual e pancadaria se complementam. Nos anos 90 surgiram excelentes jogos de WWF, aonde podíamos surrar pessoas como Hulk Hogan, The Undertaker, Yokozuna, entre outros, sem o menor esforço, o que seria impossível na vida real, já que o mais fraco deles tem força o suficiente para nos surrar daqui até a semana que vem sem o menor esforço.

LEIAM – Shaq Fu | Relembrando o polêmico jogo

E o melhor deles, com certeza foi o WWF Wrestlemania Arcade, lançado pela Midway. Com jogabilidade simples, personagens em motion capture (semelhante aos lutadores dos 3 mk’s clássicos), não demorou a ganhar um port para os consoles da época, o Mega e o SNES. Inclusive na época, cheguei a jogar a versão de SNES no próprio videogame, e lembro, como um garoto de 9, 10 anos que tinha bom gosto e escolhia o UnderTaker (é Cyber Woo, o Undertaker é melhor que o Doink e ponto final), porém, com a habilidade de um orangotango de luvas, levava surras abissais do próprio Undertaker (o que é completamente compreensível, nem tanto para um garoto cansado de zerar Double Dragon II, ou seja, derrotar os Shadow Warriors era moleza, difícil era ganhar do UnderTaker.). Pois bem, paremos de devaneios e vamos com o review dos ports caseiros de WWF Wrestlemania.

O jogo tem um objetivo bem simples, controlando um dos seis lutadores (versão SNES) ou oito (Versão Mega) disponíveis, ganhar o título de melhor lutador do mundo, lutando contra todos os outros. Escolhendo entre Shawn Michaels, Bret ‘Hitman’ Hart, The Undertaker, Doink The Clown, Lex Luger, Razor Ramon, Yokozuna (Somente No Mega) e Bam Bam BigeLow (Somente no Mega), derrote todos e adquira os cinturões de melhor do mundo.

Jogabilidade

Reprodução/ Internet

São os melhores jogos do gênero em ambos os consoles. Só há uma ressalva na versão Mega Drive quanto ao mapeamento de botões, que a princípio (mais pelo meu controle que é estilo ps1) é confuso. Mas nada que algumas jogatinas não resolvam.

Em geral, temos dois botões para soco e dois para chute (tendo a versão SNES como padrão) e um botão para defesa. Combinando alguns botões determinados você pode dar a corrida para usar a lona como estilingue e acertar golpes encaixados para causar mais dano. Usando alguns comandos conhecidos de jogos de luta (como o meia lua + chute fraco com o Undertaker) é possível executar algumas técnicas especiais.

Se por um lado, o SNES tem uma funcionalidade maior, o Mega Drive tem mais personagens, o que dá um melhor replay value.

O jogo possui apenas dois modos de jogo, em ambos você confronta lutas com os outros, e chegando nas finais, são 2 contra um, ou três contra um, ou até um survival contra oito lutadores seguidos (sempre em 2 x 1).

Graficamente

O SNES dá um banho no Mega. Como visto nas fotos, a versão de SNES traz gráficos mais parecidos com os do Arcade. Os lutadores estão bem feitos, embora só haja um cenário e isto não seja lá muito animador. (Algumas alterações nas cores dos cenários viriam bem a calhar, como no ótimo Saturday Night Slam Masters (Arcade /SNES/ Mega).

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No mega, a limitada palheta de cores do console contou contra, embora ter Yokozuna e BigeLow possa ser um mérito do 16bit da SEGA.

O SOM

Sonoramente não tem tanto destaque, as músicas são poucas e as vozes dos lutadores são genéricas, mas os efeitos sonoros são bons, e fazem referências a outros jogos da Midway, como NBA JAM (é normal ouvir um BOOM SHAKALAKA durante as lutas) e Mortal Kombat (Toasty!). Pensando bem, a trilha é realmente esquecível.

Finalizando

Relacionando potência com conteúdo final, a versão de Mega perde ligeiramente, pois embora tenha mais personagens, é menos potente que a versão de SNES.

Ainda assim, são ambas boas conversões, mas pecam em número de personagens, pois as versões anteriores de WWF tinham as vezes 10, 12 ou mais lutadores. Embora poder usar o UnderTaker pra dar um chute no saco de Shawn Michaels e escutar Dan Forden gritando: TOASTY! simplesmente não tem preço, por isso, WWF Wrestlemania, leva 78/100 em sua versão Mega e 82/100 em sua versão SNES.

Análise publicada originalmente em 25/02/2011 no New Old Players.

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Wonder Boy Collection | Coletânea mas nem tanto https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/06/16/wonder-boy-collection-coletanea-mas-nem-tanto/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/06/16/wonder-boy-collection-coletanea-mas-nem-tanto/#respond Thu, 16 Jun 2022 11:50:05 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=11798 Wonder Boy é um daqueles jogos que todo mundo já esbarrou, seja jogando na época do Master System ou em screenshots por aí. Inicialmente um jogo de plataforma simples, a série evoluiu ainda nos anos 80, se tornando uma espécie de action RPG de plataforma. E é um pouco desse gostinho que temos nessa coletânea […]

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Wonder Boy é um daqueles jogos que todo mundo já esbarrou, seja jogando na época do Master System ou em screenshots por aí.

Inicialmente um jogo de plataforma simples, a série evoluiu ainda nos anos 80, se tornando uma espécie de action RPG de plataforma. E é um pouco desse gostinho que temos nessa coletânea lançada em 2022.

Mistureba de séries

Ainda que você não tenha visto o próprio Wonder Boy, bem capaz de ter jogado ou visto sua franquia irmã, Adventure Island.

Inicialmente, Wonder Boy 1 de arcades seria portado pela Hudson para consoles, mas a desenvolvedora da série, Escape – hoje Westone Bit Entertainment – já havia vendido os direitos do nome para a SEGA.

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Assim, o gameplay foi mantido, mas em Adventure Island o protagonista foi mudado, mas os dois jogos são bem parecidos.

Desta forma, a Hudson seguiu fazendo jogos com o mesmo gameplay de Wonder Boy 1, enquanto que a Escape/Sega evoluíram a série, como dito no parágrafo anterior.

Reprodução – ININ GAMES/ Ratalaika Games

Collection mas nem tanto

Essa coletânea lançada pela ININ games que estamos analisando aqui possui quatro jogos:

  • Wonder Boy (1986) feito para a placa Arcade System 1;
  • Wonder Boy: Monster Land (1987) feito para a placa Arcade System 2;
  • Wonder Boy in Monster World (1991) de Mega Drive;
  • Monster World IV (1994), também de Mega Drive.

Seria um ótimo apanhado de games caso não fosse a ausência de diversos títulos da série.

Diferentemente da versão aqui analisada, também existe uma versão física feita pela Strictly Limited Games, que inclui incríveis 21 jogos da série (!), muito além dos 4 da versão digital.

E sim, não EXISTE versão digital com todos os jogos, forçando o preço dessa edição física lá pra cima, tudo que essa empresa mesquinha de jogos limitados queria.

Mas não se preocupe, porque nesse texto vamos falar do produto normal que está acessível a todos. Caso queira, procure as roms dos outros jogos. Tenho certeza que eles não vão reclamar.

Os jogos da coletânea

Bem, vamos falar sobre cada um dos games aqui presentes.

Wonder Boy – ININ GAMES/ Ratalaika Games

Wonder Boy (1986)

O primeiro e mais simples jogo da série. Você controla o Menino Maravilha em fases de plataforma bem simples, onde o objetivo é terminar a fase sem morrer pelos inimigos ou… de fome.

Sim. Durante as fases, comidas de diversos tipos aparecem aleatoriamente na sua frente (como em Duck Tales de NES) e sua barra de energia vai diminuindo aos poucos caso você não coma nada.

Parece irritante e é mesmo, principalmente nas últimas fases, onde as plataformas e inimigos também viram um problema.

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Os cenários e músicas são bem repetitivos e o jogo em si parece muito longo para um jogo de arcade.

Sinceramente duvido que muita gente zerou na época sem gastar milhões de fichas.

Para esse Review, eu finalizei este jogo usando muito save state e a função rewind – estas presentes em todos os jogos, vale dizer – e mesmo assim foi difícil.

Wonder Boy: Monster Land – ININ GAMES/ Ratalaika Games

Wonder Boy: Monster Land (1987)

Versão arcade do jogo que no Master System, saiu no Brasil como Mônica no Castelo do Dragão.

Aqui o Wonder Boy vive uma aventura mais cadenciada e de movimento mais lento. Você deve passar por 12 fases, matando inimigos para pegar ouro que deve ser usado para comprar itens de melhoria para seu personagem.

Diferentemente do jogo anterior onde seu personagem usava uma machadinha e um skate (?), Aqui temos uma aventura mais capa e espada tradicional.

Por ser um jogo de arcade, tem sempre uma putaria escondida: de início, os shops das cidades são marcados, mas depois as placas somem, e algumas portas são armadilhas.

Mais pra frente, os shops são literalmente SECRETOS e cabe ao jogador descobrir onde comprar os melhores itens.

Essa versão de arcade é um pouco mais cruel que a do Master System, mas com save states ela se torna totalmente trivial.

Wonder Boy in Monster World- ININ GAMES/ Ratalaika Games

Wonder Boy in Monster World (1991)

Não foi o primeiro jogo para os consoles da Sega, mas é o primeiro presente nessa coletânea capada. Aqui temos uma evolução natural de Monster Land, por isso não tem muito a se dizer.

Graficamente ele melhora bastante em relação ao Monster Land de Master System, mas introduz muito backtracking, tornando algumas partes do jogo um pouco irritantes, mesmo com save state.

Vale notar que em alguns momentos, o jogador precisa tocar uma flauta que mostra na tela os mesmos botões do Mega Drive, independentemente da sua configuração de controle. Esse aqui saiu como Turma da Mônica na Terra de Monstros no Brasil.

Monster World IV – ININ GAMES/ Ratalaika Games

Monster World IV (1994)

Aqui temos a primeira mudança gigante na série, trocando o protagonista por Asha, uma geninha parecida com a Shantae. Os controles são bem melhores e evoluídos, mas o core da série ainda está lá: ande pelas fases horizontais comprando itens e explorando o cenário de forma nem sempre linear.

Emulação e outras coisas

Wonder Boy Collection em si é até bem ok. Temos um menu principal com algumas artworks a serem desbloqueadas, um filtro simples de CRT configurável e diversos papéis de parede. Tudo bem comum nos jogos retrô relançados em pacotes assim.

Essa interface inclusive parece ter sido feita pela Ratalaika Games, que também tem seu nome em alguns jogos de Mega Drive relançados recentemente, como Gleylancer. Lá, a interface era literalmente a mesma que, apesar de ser funcional, é visualmente simples demais.

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A função de save states e rebobinar funciona muito bem e é essencial para evitar frustrações causadas por jogos lançados em uma época diferente. Você obviamente tem sempre a opção de salvar diretamente nos jogos que dão suporte a isso.

Pra finalizar, um pequeno problema que encontrei foi o troféu por zerar Wonder Boy 1, que simplesmente não apareceu. Não sei se vão corrigir com update futuro, mas leve isso em consideração caso queira platinar, pois apesar de ser um game com dedo da Ratalaika — famosa por platinas fáceis, esse parece remar contra a maré.

Conclusão

Wonder Boy Collection entrega quatro jogos da série, mas acredito que só as versões de Mega Drive merecem o espaço na coletânea.

A ausência inexplicável de Wonder Boy III: Dragon’s Trap mostra que a Strictly Limited Games lançou essa versão digital apenas como uma forma de fazer propaganda do seu produto principal que contém praticamente todas as versões dos jogos da série (tirando aqueles com outros nomes, como os da Mônica).

O preço de 149 reais (no PlayStation) não é convidativo e eu não recomendo que você compre a menos que apareça em promoção.


Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 5 gentilmente cedida pela ININ Games.

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Shaq Fu | Relembrando o polêmico jogo https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/03/12/shaq-fu-relembrando-o-polemico-jogo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/03/12/shaq-fu-relembrando-o-polemico-jogo/#comments Sat, 12 Mar 2022 16:16:12 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10258 Quando criei o meu primeiro blog sobre jogos em 2010, Shaq Fu fez parte das primeiras publicações. E apesar de eu ter criticado ferrenhamente o jogo, acredito que poderia ter contado um pouco mais da minha experiência com o titulo. Shaq Fu foi um dos títulos que eu jogava com uma certa frequência com meu […]

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Quando criei o meu primeiro blog sobre jogos em 2010, Shaq Fu fez parte das primeiras publicações. E apesar de eu ter criticado ferrenhamente o jogo, acredito que poderia ter contado um pouco mais da minha experiência com o titulo.

Shaq Fu foi um dos títulos que eu jogava com uma certa frequência com meu irmão e um primo. Não era o nosso jogo predileto, mas um jogo tosco que encarávamos por vontade própria, sem termos qualquer ideia do quão mal avaliado era o jogo.

O que me leva a um outro ponto é que acabei não abordando a minha experiência com o titulo. Claro, fiz uma analise meio tosca naquela época, mas deixei de lado a minha experiência entre outras observações que poderia ter feito.

Por esse motivo eu decidi revisitar um pouco da história titulo e minhas memorias, me acompanhem.

Shaq Fu
Reprodução/ Internet

Acertando a lixeira

No ano de 1994 fomos brindados com diversos títulos incríveis, como Castlevania Bloodlines, Mega Man X, Sonic 3, Donkey Kong Country entre outros, porém, também saíram dois jogos que contavam com dois astros da NBA naquela época, Michael Jordan: Chaos in the Windy City e Shaq Fu.

Enquanto no jogo Michael Jordan optou por um jogo de plataforma em Michael Jordan: Chaos in the Windy City – Que não é um jogo tão ruim. Shaquille O’Neal foi para o caminho contrário, optando pela pancadaria interdimensional.

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É importante lembrar que Mortal Kombat e Super Street Fighter II, ambos, foram lançado em 1993. Logo fica fácil entender que miraram em um jogo para se inspirar, mas acabaram acertando a lixeira.

Em uma época que todos queriam ver Shaquille O’Neal nas mais diversas mídias, digo isso a nível USA, então dá para ter uma vaga ideia de como os fãs se desapontaram – Por duas vezes, pois em 1997 ele lançou o filme STEEL.

Shaq Fu
Olha só que mapa bonito – Reprodução/ Internet

Nada que alguns dedos esfolados não resolva

Eu fui bem injusto no passado, pois jogava o game regularmente com meu primo. Reclamávamos um pouco, mas os problemas não eram um empecilho para que a gente se divertisse na época.

Os controles são duro, para conseguir soltar alguns golpes especiais se leva tempo para dominar, além de muita pele dos dedos perdida nesse processo.

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Por outro lado, depois que se dominava alguns desse comando era possível brincar de boa. O que rendia algumas boas trocas de soco virtuais entre meu primo, meu irmão e eu. Mesmo diante das dificuldades ali, o jogo ainda era visualmente atraente.

Outro fator que nos levava a jogar de forma recorrente era a limitação de títulos disponível na vídeo locadora que frequentávamos. Era bem comum pegarmos os mesmos jogos só para ter algo pra jogar no fim de semana, quando não encontrávamos algum titulo que queríamos.

Reprodução/ Internet

Precisamos falar mal

Quando criei a seção “Disguting” no finado blog, a ideia original era trazer os jogos considerados horrorosos, mas após começar a rejogá-los, notei que não me pareciam mais tão ruins. Inclusive cheguei a trazer o review de alguns deles para cá, mas com uma pegada menos selvagem do que a do passado.

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Shaq-Fu claramente tem muitos defeitos, mas tal como outros jogos que são visto como ruins, mas eu gosto, passei a desgostar menos com o passar dos anos. Inclusive tenho um amigo que gosta bastante do jogo – Abraço pra tu Jogador Rabugento.

Hoje percebo que muito da opinião tá atrelada ao senso do comum do que se diz na internet. O que eu acho bem ruim, e digo isso me colocando nesse mesmo balaio.  E entenda bem, o game realmente é ruim, mas dependendo da forma como seu deu o seu contato com ele, talvez até possa gostar do jogo.

Como o Jogador Rabugento – Outro abraço pra tu.

Deem uma conferida no site oficial https://shaqfu.com/

Frente de Libertação de Shaq Fu

É importante lembrar que quando o jogo E.T. O Extra Terrestre chegou ao console da Atari e seus clones, o titulo foi massacrado. Sem mais. Tamanho foi o descontentamento que as cópias restantes foram enterradas no deserto do novo México.

Enquanto Shaq-Fu após seu lançamento desgraçou a cabeça de tanta gente que, um grupo de pessoas criaram um site com o objetivo de comprarem o máximo possível de cópias do jogo somente para destrui-las. Eles se auto intitulam como a Frente de Libertação de Shaq Fu (The Shaq Fu Liberation Front).

Um fato interessante é que o site continua ativo até os dias de hoje, e até se manifestaram contra o Shaq Fu: A Legend Reborn, quando anunciado. O trabalho da equipe ainda segue firme e forte, enquanto existir um mal chamado Shaq Fu na indústria de jogos eletrônicos.

Concluindo

Shaq Fu listou como um dos piores jogos ao lado de muitos outros títulos no mercado de jogos por anos, e com razão.

Por outro lado, o jogo conta com uma movimentação dos personagens muito boas, assim como visual e alguns cenários – E isso se deve pelo fato de que o responsável pelo jogo foi o estúdio francês, Delphine Software International.

Estúdio esse que foi responsável por Another World e Flashback, o que explica a boa movimentação dos personagens e os péssimos controles, pois o estúdio não tinha qualquer experiência com jogos de luta.

Porém, as expectativas talvez estivessem bem altas da parte dos produtores do Shaq, pois logo após a conclusão do primeiro jogo, o estúdio deu início a pré-produção de sua sequencia, Shaq Fu 2.

Sorte ou não, o projeto acabou sendo cancelado no ano seguinte, em  1995, mas é possível termos algumas ideias do que estava por vir, graças as artes conceituais estarem disponíveis no portfolio de Thierry Levastre, que trabalhava na Delphine Software. Segundo Thierry, em sua pagina ele descreve que a produção do primeiro titulo foi problemática, logo, não escondeu a felicidade com o cancelamento da sequencia.

Não está claro se os problemas na produção estão atrelados a fatores externos. Ou dificuldades pela falta de experiência da equipe com um jogo do gênero, mas Shaq Fu foi concebido.

Para o bem ou para o mal, o jogo pode ser emulado facilmente e hoje você pode tirar suas próprias conclusões.

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Gynoug | Homens voadores não são anjos https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/11/16/gynoug-homens-voadores-nao-sao-anjos/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/11/16/gynoug-homens-voadores-nao-sao-anjos/#respond Tue, 16 Nov 2021 16:46:15 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=9045 Senta que lá vem historia Algumas semanas atrás eu passei 1 mês inteiro na casa do meu pai. Já não sei oque é morar com ele a mais de 15 anos e a minha sensação foi de me sentir como criança de novo. Sempre lembramos dos momentos quando morávamos no nosso primeiro apartamento, na época […]

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Senta que lá vem historia

Algumas semanas atrás eu passei 1 mês inteiro na casa do meu pai. Já não sei oque é morar com ele a mais de 15 anos e a minha sensação foi de me sentir como criança de novo. Sempre lembramos dos momentos quando morávamos no nosso primeiro apartamento, na época que meu pai ainda gostava de vídeo games.

Eu diria que foi ele quem me influenciou nesse hobby, sempre me contando sobre a época em que ele passava o dia jogando nas máquinas de fliperama. Uma em especial que ele sempre menciona era uma tal de Columbia, toda vez me dizendo de como o jogo era incrível e que vinha uma nave grandona atirando um milhão de balas, e que ele conseguia travar a máquina passando do limite de pontuação.

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Eu sempre escutava essa história mas nunca dei muita bola pra saber que tal de Columbia era esse, até passar por esse período na casa dele e resolvi pesquisar mais sobre. O jogo do qual meu pai tanto falava era o tal do Xevious, desenvolvido pela Namco e lançado em 1982 chegando aqui com o outro nome que já mencionei pois imagino que o título original era muito excêntrico pra época e só chamariam por aqui de “Chevious”.

Gynoug

Revivendo o passado

No fim das contas eu baixei o jogo e um emulador, configurei bonitinho e coloquei meu pai pra testar, e talvez eu tenha acendido um pouco daquela gana de jogar nele.

Pra quem não joga nada faz anos foi legal demais ver ele se divertindo e tentando melhorar a cada tentativa. E era meio que isso que fazíamos todo dia, pelo menos em uma parte da manhã e da noite ficávamos tentando bater um o recorde do outro.

Nos primeiros dias tava legal, mas no final do mês eu já estava enlouquecendo. Eu já não sou muito chegado em jogos de navinha (é assim que eu chamo) e Xevious não é o melhor exemplo desse estilo.

Me de algo que não seja só uma repetição por pontuação, me mostre diferentes fases com início meio e fim, Power Ups interessantes e talvez seja o suficiente pra me interessar.

Gynoug

Asas de quem?

Foi assim que Gynoug atendendo essas expectativas, caiu na minha mão como uma luva. Um Shoot’Em Up horizontal feito pelo estúdio japonês Masaya Games (Langrisser, Cho Aniki) lançado em 1991 para Mega Drive, veio para o ocidente com o nome de Wings of Wor e agora está sendo relançado e publicado com o nome original pela Ratalaika Games.

Na real eu não fazia ideia da existência desse jogo, da minha infância a adolescência eu sempre fui o cara da Nintendo e o mais próximo de jogo de “navinha” que jogava era Star Fox 64 (que é um dos meus jogos favoritos da vida) então não cheguei a jogar muitas coisas de Mega Drive que não fosse Sonic ou Columns.

Gynoug

Relançamentos sem muitos floreios

De cara, essa versão de Gynoug vem com quase tudo que você espera de um port de jogo antigo.

Opções de controle, filtro do vídeo, tamanho da tela, save state, possibilidade de ativar cheats e um botão pra rebobinar. Tudo isso te dando a possibilidade de criar sua própria experiência com o jogo, você pode jogar da maneira mais pura, ou selecionar alguns cheats pra facilitar o jogo, ou no meu caso usar e abusar do rewind sempre que estivesse no limiar do game over.

LEIAM – Mega Man X Legacy Collection 1+2 | Análise

Isso tudo é muito legal mas eu já queria deixar a minha crítica pra esse e outros relançamentos de jogos antigos, tipo, não custa nada colocar alguns extras como galeria de arte ou até mesmo um manual digital.

Megaman Legacy Collection faz isso muito bem deixando disponíveis várias artes e esboços como bônus, ao invés de só emular um jogo pras novas plataformas, poderiam aproveitar e agregar um pouco mais de conteúdo.

Me dê contexto

Aliás eu tive realmente que procurar mais informações pelas interwebs pra entender o que raios é esse jogo já que não existe nada nele que te dê algum contexto, se não eu só iria escrever que tu controla um anjo atirando bolinhas e matando um monte de monstros bizarros.

Segundo o manual da TecToy, a história de Gynoug se passa em Iccus, planeta dos “homens voadores”. Você controla um deles que se chama Wor, que parte numa jornada para livrar seu planeta de um vírus chamado Destroyer e sua prole.

No caminho para conseguir tal feito você precisa passar pelas 6 fases matando os mais diversos tipos de inimigos que vem pela frente ou por trás. Eu gosto que os bichos são bem variados e cada fase além de sempre variadas uma da outra também te apresentam um sub chefe e um chefe que são bem únicos. Monstros grotescos, alguns misturados com metal e máquinas, é bem da hora.

Atirando com as forças da natureza

E típico desses jogos são os upgrades que você vai coletando conforme avança na fase e vão te ajudar bastante.

Alguns deles são as esferas azuis que aumentam a capacidade de tiros e as vermelhas que aumentam o dano, existem outras esferas que mudam a direção e o quanto os tiros se espalham. Tem também as penas que quanto mais você coleta, mais veloz fica o seu personagem. Felizmente mesmo depois de morrer você não perde essas melhorias por completo, elas só diminuem conforme você vai perdendo as vidas.

LEIAM – Scarlet Nexus – Potencial inexplorado

Existem também uma variedade de armas secundárias que o manual traduzido pela Tectoy de Gynoug chama de “Forças mágicas da natureza” UOU! São basicamente itens limitados de ataque e defesa que vão aparecer de acordo com a fase. Eles aparecem na forma de pergaminho e você pode segurar até no máximo 3 deles.

Alguns são mais uteis que os outros, mas oque vale é a variedade. Tem uma que invoca raios na parte superior da tela, outro que atira bolas de fogo pelas diagonais, tem um que invoca uns anjos (ou seriam homens com asa) pra te proteger de projéteis inimigos.

Gynoug

É legal, mas não vale uma pena de asa do Wor

Como jogo de navinha, eu diria que Gynoug não é dos mais difíceis mesmo jogando direito (sem usar os benefícios da emulação). Com prática e sabendo oque vem pela frente da pra zerar tranquilo, mas se você só quer chegar no final e ver monstros com visuais da hora da pra usar e abusar do rewind e mesmo assim se divertir com o jogo.

Pra mim que não tem o hábito de jogar shmups eu diria que ele não é nada de mais além dos visuais dos chefes, o que me deixa curioso de saber por qual motivo decidiram gastar recursos pra relançar esse jogo.

A falta de alguns extras também me faz questionar o porquê que alguém gastaria dinheiro nesse jogo ao invés de só emular no computador que já trás todas as qualidades de vida que já mencionei. É legal trazer jogos antigos a tona mas por favor, pelo menos que deem um bom motivo pra isso!

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Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela Ratalaika Games.

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Cotton 100% | Uma porta de entrada para os Shmups! https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/11/04/cotton-100-uma-porta-de-entrada-para-os-shmups/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/11/04/cotton-100-uma-porta-de-entrada-para-os-shmups/#comments Thu, 04 Nov 2021 21:27:51 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=8989 Vocês sabiam que um novo jogo da franquia Cotton vai sair no fim do ano? Nem eu, mas sim, Cotton Rock ‘N’ Roll*: Superlative Night Dreams sairá no fim do ano para PlayStation 4, Switch e PC. Será o primeiro jogo original da série em 20 anos, sem contar relançamentos ou Pachinkos. Também não conto […]

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Vocês sabiam que um novo jogo da franquia Cotton vai sair no fim do ano? Nem eu, mas sim, Cotton Rock ‘N’ Roll*: Superlative Night Dreams sairá no fim do ano para PlayStation 4, Switch e PC.

Será o primeiro jogo original da série em 20 anos, sem contar relançamentos ou Pachinkos. Também não conto o remake, porque tecnicamente é o primeiro jogo da série relançado, mas, enfim.

LEIAM – Panorama Cotton | A um toque da grandeza

1994 foi um ano esquisito pra franquia Cotton, porque a Success, desenvolvedora do jogo produziu não um, mas dois jogos diferentes da série, um deles sendo o Panorama Cotton, que analisamos na semana passada, e outro que é justamente esse aqui, Cotton 100%… Que até pouco tempo atrás, era o único jogo da série que eu havia jogado, no emulador.

Depois de um relançamento no PS1 nos anos 2000 (e que está disponível na PSN japonesa), a ININ Games e a Ratalaika Games se juntaram pra trazer Cotton 100% a um novo público, com um lançamento global.

Se ele vale a pena seu suado dinheirinho? Confira conosco.

Reciclando a primeira aventura… Mais ou menos.

Cotton 100% não é necessariamente um porte do primeiro Cotton (Cotton: Fantastical Night Dreams), mas reaproveita muita coisa do primeiro jogo, como a vilã Wool, que aparentemente sequestrou Knit, a irmã de Silk, a fadinha que é companheira de Cotton e possivelmente roubou mais Willow, o doce que Cotton é viciada.

E isso foi o necessário para enfurecer Cotton e fazê-la sair numa rampante de destruição… Ou algo do tipo. Ei, o jogo nem patch em inglês da versão de Super Famicom tem. No máximo em francês, e como não me chamo Jacquin e nem deixo o freezer desligado de notche, não sei o que se passa nos diálogos do jogo.

Pois é, assim como Panorama Cotton, Cotton 100% foi lançado do jeito que o original estava, sem tradução*.

Não que isso seja um grande problema, porque num shooter, usualmente a história é secundária e o jogo é amigável bastante pra ser jogado sem que seja necessário o entendimento de japonês.

Meu primeiro Shoot’ Em Up

Se você quiser introduzir alguém ao gênero de shooters, Cotton 100% é perfeito para o serviço. Primeiro, a dificuldade dele não é necessariamente grande. Tem seus pontos difíceis? Tem, mas não é tão difícil quanto outros jogos do gênero.

O jogo é um shooter horizontal, e você precisa explodir tudo que está em seu caminho. Antes de começar o jogo, você tem quatro sets de magia para escolher, e aí depende do que você quer. Deseja ir com poder ofensivo?

Dá. Quer um pouco de proteção com escudo? Também dá.

Conforme você vai avançando nas sete curtas fases, você vai acumulando experiência ao derrotar inimigos, e coletar Willows deixados por alguns deles. Com isso, sua arma principal vai ficando mais forte. Além disso, você pode coletar fadas deixadas por determinados inimigos, e elas funcionam mais ou menos como as Options de Gradius, ou seja, Orbes que disparam e lhe ajudam.

LEIAM – Gleylancer | Um relançamento para uma nova geração

O jogo não é longo, podendo ser terminado em pouco mais de meia hora, mas as coisas podem ficar um pouco cascudas, especialmente na batalha contra a Wool, mas é recompensador terminar o jogo.

Cotton 100% tem os mesmos recursos modernizados de Panorama Cotton (e GleyLancer), ou seja, opção entre os modos “Padrão” (Com Save State e Rebobinação) e “Desafio” (o jogo como ele foi lançado), e ao terminar o modo Desafio, você habilita a opção de jogar com os Cheats. (vidas infinitas, arma no máximo, invencibilidade).

Porém, ao contrário de Panorama Cotton, onde os Cheats só funcionam no modo Padrão, em Cotton 100%, os cheats irão funcionar no modo desafio. Claro, você vai ter que terminar o jogo uma vez na raça, mas o fato dos Cheats funcionarem no modo desafio auxilia bastante na platina, já que dá pra conseguir os troféus de pontuação com facilidade.

Colorido e animado

Cotton 100%

Cotton 100% faz jus a fama da série no quesito gráficos. Cada estágio é único, e muito, mas muito bem feito. Felizmente não é necessário se preocupar com toques no chão ou no teto, já que eles não te matam (como é de costume em muitos shooters). E os sprites do jogo, os inimigos, assim como a própria Cotton são muito bem feitos. Mas destaco aqui os sprites da boss final, Wool, nas duas formas. É um sprite bonito pra caramba. Os bosses são criativos num geral, talvez com exceção do Dragão da sexta fase que parece genérico.

LEIAM – Luigi’s Mansion (GameCube) | Análise

A trilha de Cotton 100% também foi assinada por Kenichi Hirata, que assim como em Panorama Cotton, fez excelentes temas aqui, embora alguns temas possam soar inapropriados para o cenário. Em específico aqui falo da fase das cavernas, que não passa uma atmosfera muito cavernosa, e sim um tema felizinho.

Mas, entre tapas e beijos, as músicas de Cotton 100% agradam bastante. Uma coisa que eu possivelmente poderia ter falado no review de Panorama Cotton, e no de GleyLancer, assim como nesse aqui, é que obviamente, o jogo possui a opção de filtros pra simular TV antiga e blá blá blá. Mas sabe porque não comentei?

Eu acho esse tipo de filtro um saco. Pronto, falei.

Dê uma chance a Cotton 100%

Cotton 100%

Tá certo que o preço numa primeira vista pode não ser convidativo (mais pela situação do nosso país, com o dólar nas alturas), mas pesando prós e contras, especialmente considerando que uma cópia LOOSE (ou seja, só o cartucho) de Cotton 100% custa 500 reais, e uma completa (com caixa, manual e um CD especial com músicas cantadas pela seiyuu da Silk) sai por 1700 (esses preços estão no eBay), acaba não saindo um mau negócio adquirir Cotton 100% digitalmente.

É um shooter divertido, não muito difícil e se esforçar pra desbloquear a invencibilidade é uma das melhores sensações que se pode ter. Pulverizar bosses em 10 segundos no máximo, não tem preço. Na verdade tem, mas enfim.

Cotton 100% está disponível para PlayStation 4 e Nintendo Switch, além das versões originais de SNES e PS1.

*Pós texto: A ININ Games comentou que em breve, tanto Panorama Cotton, quanto Cotton 100% receberam patches de atualização com traduções para o Inglês, Francês, Espanhol, Italiano e Alemão.

*Pós texto 2: A ININ Games confirmou, nos trailers de lançamento de Panorama Cotton e Cotton 100%, que Cotton Rock ‘n’ Roll será localizado como Cotton Fantasy e que deve dar mais notícias sobre uma data ocidental em breve.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela ININ Games

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5 Motivos para você comprar um Mega Drive https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/12/28/5-motivos-para-voce-comprar-um-mega/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/12/28/5-motivos-para-voce-comprar-um-mega/#comments Sat, 28 Dec 2019 10:00:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/12/28/5-motivos-para-voce-comprar-um-mega/ Listarei aqui 5 Motivos para Comprar Mega Drive, um console que passou de maneira rápida em minha vida, mas o suficiente para me impactar pelo resto dela. Porque será que demoro tanto para retornar a escrita de artigos assim?  Oh, sim, porque a lista de jogos está muito grande e o tempo curto. Bem, mas […]

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Listarei aqui 5 Motivos para Comprar Mega Drive, um console que passou de maneira rápida em minha vida, mas o suficiente para me impactar pelo resto dela.

Porque será que demoro tanto para retornar a escrita de artigos assim?  Oh, sim, porque a lista de jogos está muito grande e o tempo curto.

Bem, mas é sempre muito relaxante voltar a elaborar alguns motivos para adquirir consoles antigos. Não que você realmente precise fazer isso, mas fica ai a sugestão caso esteja pensando sobre isso.

No último artigo eu abordei um dos meus consoles favoritos da SEGA, o Dreamcast. A publicação foi em maio do ano passado, mas eu sinto como se tivesse sido ontem.

De qualquer modo hoje eu abordarei outro console dessa empresa que causou boas dores de cabeça a Nintendo.

PREÇOS5 Motivos para você comprar um Mega Drive

É quase impossível não conseguir esse console por um preço bacana, principalmente agora que existem círculos retrogames. Claro, devemos ignorar alguns vendedores do Mercado Livre e OLX. Descobri recentemente que existem alguns grupos de troca e venda onde os preços são relativamente altos, isso quando não fogem a realidade e caem no ridículo: “Extremamente raro. Este item é apenas para quem quer agregar coleção”

Eu devo tá repetindo isso desde o meu primeiro artigo, mas é sempre bom reforçar, porque tem gente ai vendendo cartucho por preços exorbitantes. Creio que o cartucho mais caro que topei até agora, custava uns 8 mil reais. Um absurdo. Mas calma, por sorte o mundo ainda não foi tomado por esses doentes e você consegue encontrar o console em bom estado por um preço justo, coisa de 100 reais pra baixo.

Quem se interessar, também temos a alternativa que foi relançado pela TecToy.

O preço alterna entre 359 a 270 reais e pode ser facilmente encontrado em lojas como Casas Bahia e afins. O console sofreu muita critica após seu lançamento por uma parte do publico, mais por conta de uns problemas com o chip de som do aparelho, mas usuários criaram uma atualização e a distribuíram de maneira gratuita pela internet.

Apesar desses empecilhos apontados, creio que continua sendo um bom vir parar nos 5 Motivos Comprar Mega Drive

MANUTENÇÃO

5 Motivos para você comprar um Mega Drive

Como qualquer console já antigo, em algum momento ele vai precisar de manutenção e isso pode ser sanado facilmente.

Há varias pessoas pela internet que realizam esse tipo de manutenção hoje em dia, e se isso for um impedimento, você vai lá e compra outro por um preço em conta. Como citei acima existem diversos grupos onde se encontram o console por preços ótimos, além do serviço de manutenção.

De qualquer modo, deixo a indicação do meu amigo Massao Japanice (Basta clicar no nome), que faz manutenções em consoles clássico. Ele não só faz um ótimo trabalho, como também só cobrará o justo. Eu recomendo fortemente.

Japanice aprova os 5 Motivos Comprar Mega Drive mesmo não gostando do console abertamente.

CONTROLE

5 Motivos para você comprar um Mega Drive

Não há muito do que falar sobre o joystick, além de não que é um dos melhores para se jogar jogos de luta.

Apesar de isso ser questionável, no caso de você não ter tido tanto contato com a plataforma. O controle tenta replicar a disposição do controle arcade, assim tornando a experiência de quem veio dos fliperamas muito mais satisfatória.

LEIAM –  5 Motivos para você Comprar um Dreamcast

Eu particularmente acho lindo mas nunca me dei muito bem na hora de jogar games de lutas. O fato do meu contato com o Super Nintendo ter sido muito maior do que com o console da SEGA influenciou nisso, mas de uns anos para cá venho me adaptando.

OS JOGOS

5 Motivos para você comprar um Mega Drive

Eu não sou um exímio conhecedor da plataforma da SEGA, mas o pouco tempo que tive o console durante a minha infância me marcou o suficiente para nutrir um grande carinho e buscar adquirir o console nos dias de hoje.

Tive contatos com jogos que pareciam muito mais maduro do que eu havia visto na Nintendo e isso causou certo impacto na maneira como passei a enxergar o console, e por essa razão vou listar os títulos que se tornaram uma das razões pela qual passei a gostar tanto desse console de 16 bits da SEGA.

A começar por esse que é disparado um dos meus favoritos:

SPLATTERHOUSE 3

5 Motivos para você comprar um Mega Drive

Splatterhouse 3 não só é o jogo que me permitia jogar com um clone do Jason, mas como também eu podia trocar socos e me transformar em uma versão Stallone dele. Lembro que fiquei bem chocado com o quão macabro o jogo era para aquele tempo.

Oras, tem uma mão do capeta apontando pedindo para eu avançar, além de fetos um ursinho possuído por um dos primos do demônio, pentagramas e tudo mais que faria um jovem religioso perder o sono.

LEIAM – Splaterhouse | Um remake Memorável

É um jogo que estava totalmente fora do que havia visto antes no Master System e Super Nintendo. Meus pais são fascinados pelo gênero de filme de horror, então passei a acompanhá-los cedo e isso tornou esse titulo extremamente atraente.

Por sorte na locadora onde eu alugava eles possuíam o segundo jogo, que na minha opinião é o melhor da trilogia. Com um clima mais sério do que seu sucessor, além de icônicas batalhas com monstros extremamente grotescos. Para ter uma ideia, na batalha final eu lembro de ter passado o controle a um amigo para fechar pois minhas mãos não paravam de tremer de nervoso.

SPLATTERHOUSE 2

5 Motivos para você comprar um Mega Drive

Splatterhouse 2 e 3 são jogos que merece ir para coleção de qualquer amante do console. Infelizmente não tenho os cartuchos hoje em dia, mas é uma das minhas metas de aquisição para o console.

Passei a gostar tanto de Splatterhouse que até mesmo o remake eu joguei e me diverti bastante, apesar de não ser considerado um bom jogo, quem diria.

SONIC 2

5 Motivos para você comprar um Mega Drive

Sonic 2 foi o meu primeiro contato com o ouriço-azul e lembro como se fosse hoje. Estava na casa de um colega, o Zé Japa, responsável por derrotar o boss final em Splatterhouse e o cara que me mostrou que Sonic podia se transformar em super sayajin.

A experiência de jogar Sonic 2 foi muito divertida, a começar que tudo era tão rápido que soltávamos gargalhadas sempre que alguém perdia o controle do Sonic e caia nos espinhos ou não desviava a tempo dos inimigos. O foco naquele dia ficou pela transformação do personagem, ficamos loucos e queríamos o tempo todo coletar 50 argolas para vê-lo se transformar novamente.

Quando adulto, logo após adquirir um emulador portátil, Sonic 1 & 2 foram devidamente terminados. O 2 continuou sendo o meu favorito, mesmo com Sonic & Knuckles sendo tão divertido, mas esse aqui não perdeu o posto. É compra garantida para o meu console – É só questão de não cobrarem um rim.

SHINING FORCE II

5 Motivos para você comprar um Mega Drive

Shinning Force II é facilmente o meu primeiro contato com o gênero estratégia de tabuleiro, além de ser um dos que mais me frustrou. To até hoje na esperança de finalizar algum titulo da franquia que não são nem um pouco amigáveis com o jogador, pois suas batalhas são demoradas e vai exigir do jogador.

Claro, o jogo é constituído por um trilha sonora maravilhosa e personagens muito carismático. Creio que esses pontos acabam sobressaindo o tempo gastaremos no longos combates.

Não sei se isso possa ter sido um fator decisivo para a franquia ter caído no esquecimento, afinal, hoje em dia com os milhares de lançamentos mensais á um clique do cartão de crédito, faz com que se dedicar muito tempo a um único jogo seja algo um tanto difícil para o jogador moderno.

Eu não to dizendo que é regra geral, gente, existem muitas pessoas no mundo compartilhando do mesmo gosto para vocês estourarem hemorroidas com a minha opinião.No caso to levando em consideração que muitos jogos de hoje em dia populares possuem um tempo de campanha muito pequeno, coisa que um Shinning Force ultrapassa facilmente.

Shinning Force II é um titulo que se você gosta de RPG e desafio, pode tranquilamente encontrar ambos em um único cartucho e vai te garantir horas de diversão.

DECAPATTACK

5 Motivos para você comprar um Mega Drive

DecapAttack eu só fui conhecer depois de velho por meio dos emuladores, gostei tanto do que personagem que cheguei a colocá-lo em uma lista com os heróis mais legais dos videogames.

O personagem Chuck D. Head atira seu cranio nos inimigos e até ataca com mordidas provindas de sua barriga. É um jogo de plataforma super divertido e com uma cara toda unica. Não irei entrar no mérito de que se trata de uma versão repaginada para o ocidente de um jogo japonês chamado Magical Hat no Buttobi Tabo! Daibōken, porque gosto muito mais do design desse aqui.

Eu tive o cartucho, só que infelizmente precisei vendê-lo alguns anos atrás, me arrependo, mas tenho planos de adquirir novamente para a coleção.

ALADDIN

5 Motivos para você comprar um Mega Drive

Eu tenho boas lembranças com o Aladdin do Master System, até porque o console de 8 Bits da SEGA foi meu primeiro contato oficial com videogames em casa. Só que é fato de que essa versão não só é a mais bonita como também a unica em que Al porta uma espada.

Muito desse lance da espada se deve a postura da SEGA para vender um console voltado aos adolescentes rebeldes sem causa. O que é ótimo, pois ganhamos um excelente jogo aqui, quase uma animação controlável.

Oh, que tempos gloriosos em que a Disney nos proporcionava jogos tão bons de suas franquias. Não preciso reforçar que esse jogo é um must buy do console, né?

CASTLEVANIA: BLOODLINES

5 Motivos para você comprar um Mega Drive

Castlevania Bloodlines é sem duvida um dos meus jogos favoritos da franquia – Apesar de brigar bastante com Drácula X e Super Castlevania IV para ver quem fica no topo dos meus favoritos – e que ficou restrito ao console da SEGA. O que foi muito bom e agradeço por isso, pois o jogo é brutal e com violência antes nunca vista em outro jogo da franquia lançado para consoles caseiros, algo que provavelmente seria censurado se caísse nas mãos da Nintendo.

Nintendo jamais aceitaria violência, sangue, corpos sendo partidos ao meio por um chicote e etc… não não, não senhor, na casa da Nintendo não entra esse tipo de coisa.

Esse sexto jogo da franquia infelizmente foi o único a chegar a plataforma, uma pena, pois tenho certeza que poderíamos ter recebido ainda mais títulos no nivel desse aqui. Infelizmente é um jogo dificil de se encontrar por um bom preço, pelo menos o cartucho original. Há paralelos por um bom preço se você não for do tipo que gosta de certificar cartuchos para ficar cheirando e tirando foto depois.

X-MEN 2: CLONE WARS

5 Motivos para você comprar um Mega Drive

X-Men 2: Clone Wars é o melhor jogo dos baseado nos mutantes da Marvel e ponto final, não dá para dizer o contrário. Quer dizer, até dá, mas ai é questão de gosto e eu to cagando regra aqui.

Lembrando que o anterior a esse daqui foi muito bom, mas essa sequencia é muito mais bonita, além de que termos diversos personagens a disposição e seus poderes. Nada de meia lua e soco ou qualquer combinação estranha. É possível jogar em até duas pessoas, pra dar uma amenizada, pois o jogo é difícil, acredite.

Não posso deixar de lembrar que é possível controlar Magneto, após desbloqueá-lo mais a frente da história, além de ser possível revezar. Oras, que jogaço temos em mãos. SEGA mandou bem demais aqui.

É um jogo que vale muito a pena se ter na coleção UM dia quando não custar 1000 conto eu compro o original.

KID CHAMELEON

5 Motivos para você comprar um Mega Drive

Eu sei que muitos olham para outros jogos da SEGA, mas KID CHAMELEON é o jogo que sempre me vem a mente quando falamos do Mega Drive. Tive ótimos momentos com esse jogo gigantesco ao lado da minha família. Fins de semanas foram dedicados a tentativa de finalizar o jogo, sempre sem sucesso.

Cada nova transformação do personagem era recebida com alegria e surpresa por meu pai, minha mãe, meu irmão e eu. Meu velho principalmente que queria terminar o jogo a qualquer custo.

O jogo claramente é um dos mais querido de todos os tempos nessa lista, não só por ser um ótimo jogo, mas também por estar carregado por esses momentos gostosos em família.

É mais do que obrigatório listar como um dos 5 Motivos Comprar Mega Drive

OS BASTIDORES DA GUERRA

5 Motivos para você comprar um Mega Drive

Eu poderia citar mais jogos, mas como disse alguns parágrafos atrás que iria listar só os que realmente me marcaram com a plataforma da SEGA. Dito isso abrirei espaço para falar de um livro que li alguns anos atrás e que fiquei de produzir um artigo só para ele, então irei aproveitar e falar um pouco sobre ele aqui.

A Guerra dos Consoles foi um dos livros mais incríveis que li sobre os bastidores da guerra entre Sega e Nintendo. Eu terminei a leitura chocado com tudo o que rolou e como o marketing é importante para uma empresa que lida com entretenimento. Tom Kalinske e sua equipe conseguiram um feito que deixou uma marca na história dos jogos eletrônicos, que foi virar um jogo praticamente perdido.

Sei que muitos pontos são questionados nos dias de hoje, tanto que há um livro que conta o lado da Nintendo dessa guerra, além de focar mais nas figuras importantes da Big N. Outro livro que quero trazer artigo dedicado a ele aqui no site.

Se você gosta da SEGA e gostaria de saber mais a fundo tudo o que acontecia nela durante a guerra de consoles, por favor, se dê esse presente comprando o livro.

Apesar de ser uma lista com 5 Motivos para comprar um Mega Drive, o livro é leitura obrigatória a todo amante de videogames e seguistas.

CONCLUINDO

5 Motivos para você comprar um Mega Drive

Eu apontei diversas razões para se adquirir um console e ir atrás dos cartuchos, mas, estamos vivendo um momento em que suas empresas estão revivendo os consoles em suas versões mini e de modo que possa rodar em ótima qualidade e com resolução alta nas TVs modernas. O que os torna uma ótima alternativa para quem está pensando em economizar e não se importa em ter os cartuchos físicos.

Já cogitei ir atrás desses pequenos emuladores licenciados, acho que são interessantes para quem quer optar gastar menos e ainda ocupar menos espaço na estante. Colecionar significa ocupar espaço, e nos dias de hoje é algo que sinceramente vem reduzindo a medida que começamos a comprar mais e mais consoles.

Oras, olha os everdrive fazendo um baita sucesso ai.

Escrever artigos como esse é sempre muito prazeroso, então deixo claro que independente se você emula ou não, o que importa aqui é a experiência que você está tirando ao revisitar clássicos imortais.

O que não nos falta nos dias de hoje são formas de ir atrás de diversos títulos e resgatar, mesmo que por um curto momento, aquela magia do passado.

Espero que tenham gostado dos 5 Motivos Comprar Mega Drive e até a próxima.

 

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Castlevania Bloodlines| Prévia do Jogo por Rodrigo Vigia https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/05/10/https-twitter-com-arquivosdowoo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/05/10/https-twitter-com-arquivosdowoo/#comments Tue, 10 May 2016 23:36:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/05/10/jogatinas-saudaveis-castlevania/ Antes de mais nada, esse aqui não é um review do jogo Castlevania Bloodlines. Quem não gosta de Castlevania? É certo que alguns jogos são extremamente difíceis, outros fogem um pouco do gênero, mas no geral, Castlevania é uma franquia com ótimos jogos, sendo uma das principais franquias da história dos jogos eletrônicos. LEIAM – […]

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Antes de mais nada, esse aqui não é um review do jogo Castlevania Bloodlines.

Quem não gosta de Castlevania?

É certo que alguns jogos são extremamente difíceis, outros fogem um pouco do gênero, mas no geral, Castlevania é uma franquia com ótimos jogos, sendo uma das principais franquias da história dos jogos eletrônicos.

LEIAM – Silent Hill | Seu filme 3D intragável

Quero que pensem nisto como uma prévia desse jogo, para quem nunca jogou este clássico, como sendo uma de suas primeiras experiências, como se neste momento, você estivesse lendo em uma revista sobre um jogo que quer muito jogar!

Então espero que aproveitem este tipo de experiência que tentarei passar para vocês.

A HISTÓRIA DE CASTLEVANIA BLOODLINES

Castlevania Bloodlines
Capa da versão Européia

Castlevania Bloodlines foi o primeiro Castlevania a aparecer num console da SEGA e é considerado por muitos um dos melhores jogos do Mega Drive.

Lançado em 1994, Castlevania Bloodlines, na América, ou Castlevania: The New Generation na Europa e Vampire Killer no Japão, se passa em 1917, mas sua história começa bem antes disso.

Em 1421, a condessa Elizabeth Bartley foi encontrada ao lado do cadáver de um jovem, este, com duas perfurações no pescoço. Elizabeth foi julgada por ser vampira e foi condenada.

Castlevania Bloodlines
A Condessa Elizabeth Bartley

Agora, quase 5 séculos depois, de volta a 1917, uma bruxa chamada Drolta Tzuentes, numa visita às ruínas de um antigo castelo na Transilvânia, realiza um ritual e revive a condessa Bartley, esta que é nada mais, nada menos, que a sobrinha do Conde Drácula.

Revivida, a condessa está determinada a reviver seu falecido tio.

Sua missão é interromper a condessa antes que ela consiga reviver o conde Drácula, e para isso, podemos fazer uso de 2 personagens diferentes.

PERSONAGENS

Castlevania BloodlinesO primeiro personagem é o texano John Morris: Os Morris são considerados parentes distantes dos Belmonts, o que justifica o fato deles conseguirem usar o Vampire Killer, o famoso chicote matador de vampiros.

Uma curiosidade é que Quincy Morris, o pai de John Morris, derrotou o Drácula em 1897 junto com Jonathan Harker, na história de Bram Stoker.

Outra curiosidade é que o filho de John Morris é Jonathan Morris, um dos protagonistas de Castlevania: Portrait of Ruin, jogo exclusivo para Nintendo DS.

Considerado a continuação da história de Castlevania Bloodlines. Como um Morris, John deve seguir a tradição familiar e lutar contra as forças da escuridão a todo custo.

Castlevania BloodlinesO segundo protagonista é Eric Lecarde, natural de Segovia na Espanha.

Confesso que esse nome não me parece muito espanhol, mas Eric, amigo de John, se voluntaria para a batalha, mas por um motivo mais importante que um legado familiar.

Gwendolyn, sua amada, foi transformada em vampira pela Condessa Bartley, e agora o lanceiro quer vingança!

Em minhas pesquisas encontrei alguns fatos interessantes, como informações que diziam que os poderes mágicos da família Lecarde permitiam que os membros da família Morris usassem o Vampire Killer. Enquanto a lança de Eric, a Lança Alcarde  havia sido dada pelo próprio Alucard, dentre outras informações, no entanto, como não achei nenhuma fonte consistente, talvez isso não devesse ser levado em consideração.

Cada um dos personagens tem uma habilidade diferente. John consegue se pendurar no teto com seu chicote, enquanto Eric consegue efetuar pulos muito altos pegando impulso com sua lança.

No jogo temos 6 fases, onde passamos por diferentes países na caçada da condessa, e as fases são bem diferentes entre si, com cenários bem detalhados.

As sub-armas clássicas da franquia continuam presentes, como a faca, machado, bumerangue e água benta, e além dos upgrades normais, também podemos contar com um super-upgrade, que além de permitir um ataque especial muito forte também deixa a nossa arma bem mais potente!

CONCLUINDO

Essa é uma pedida para você começar a jogar Castlevania Bloodlines. A série desse clássico começará em breve aqui no canal, mas enquanto isso, aproveite para você jogar esse belo jogo, que na minha opinião, é um dos melhores jogos da 4ª geração.

Valeu Cyber Woo por me ceder espaço para eu falar sobre um jogo que tanto gosto!

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