Arquivos ININ Games - https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/inin-games/ Um pouco de tudo na medida certa Sat, 21 Oct 2023 17:03:40 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos ININ Games - https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/inin-games/ 32 32 Slaps And Beans 2 | É porradaria nostálgica https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/10/21/slaps-and-beans-2-e-porradaria-nostalgica/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/10/21/slaps-and-beans-2-e-porradaria-nostalgica/#comments Sat, 21 Oct 2023 17:03:40 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=15526 Lá nos anos 90 a tv aberta nos proporcionava algumas experiências televisivas no mínimo inusitadas. Foi por ela que assisti a clássicos incríveis, como “A MOSCA” entre outros obras que se perderam ao longo do tempo. Dentre elas, uma que sempre tive um imenso carinho é as aventuras vividas por Bud Spencer e Terence Hill, […]

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Lá nos anos 90 a tv aberta nos proporcionava algumas experiências televisivas no mínimo inusitadas. Foi por ela que assisti a clássicos incríveis, como “A MOSCA” entre outros obras que se perderam ao longo do tempo. Dentre elas, uma que sempre tive um imenso carinho é as aventuras vividas por Bud Spencer e Terence Hill, uma dupla de italianos que adoram problemas, no melhor sentido.

Bud Spencer e Terence Hill são grandes nome de um gênero de filmes de faroeste que ficou conhecido como Western Spaghetti, além de outros filmes que fugiam a essa regra, onde o protagonizavam personagens que se envolviam em enrascadas que terminavam em pancadaria cômica, muitas delas causadas por Terence, o malandro galanteador, enquanto Bud, o brutamontes mau humorado se via sendo puxado para a treta por tabela.

Essa formula rendeu quase 20 filmes, logo ver isso convertido em um beat’em up é no mínimo interessante, e apesar de não ter tido a oportunidade de jogar o primeiro titulo, trago a vocês a minha experiência com o segundo titulo graças a ININ Games que nos cedeu uma chave digital.

Meu nome não é Trinity, mas me acompanhem!

Slaps and Beans 2
Créditos: ININ Games – Trinity Team

Porradaria e Feijões

Bud Spencer & Terence Hill – Slaps And Beans 2 trata-se de uma continuação direta, ele começa a partir do fim do primeiro titulo com os personagens naufragados e tentando voltar para a casa. E como disse no parágrafo acima eu não joguei o primeiro, mas solucionei vendo o fim no YouTube – É, cometi um pecado mortal.

Com isso atirado a mesa, vamos ao ponto de que o titulo está localizado em português e isso foi uma bela surpresa, até porque ele é recheado de diálogos dublados que consegue resgatar a personalidade bonachão do Bud e Terence. Isso realmente me agradou muito.

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O humor e muitas situações retiradas dos filmes também estão presentes, então se você assistiu alguns deles, com toda a certeza vai identificar os trechos. Também existe a questão do combate que emula o dos filmes, onde temos um Bud como um trator poderoso que aguenta muita porrada, mas não salta e caminha devagar, até dá umas corridinhas, enquanto Terence é ágil e capaz de usar elementos dos cenários para golpear os inimigos.

Slaps & Beans 2
Créditos: ININ Games – Trinity Team

Um cuidado com o visual

É notável o cuidado que o estúdio Trinity Team teve no desenvolvimento do jogo, pois todos os personagens que aparecem na tela são muito bem construídos. Posso dizer que é um dos mais bonitos que eu vi recentemente, até mesmo pelo cuidado ao sincronizar a dublagem com a movimentação da boca dos modelos. Mesmo que as vezes perca um pouco o tempo.

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Os cenários são sempre coloridos e com muita coisa se movimentando, por vezes com a câmera afastando e outras dando zoom sem nenhuma perca de qualidade. Ouso dizer que é impressionante o quão bonito são os cenários e localizações em que passaremos com os personagens em Slaps & Beans 2.

Até mesmo os efeitos sonoros do combate remetem aos efeitos que fora utilizados nos filmes, o que só torna tudo ainda mais divertido.

Slaps & Beans 2
Créditos: ININ Games – Trinity Team

O combate…

Infelizmente Slaps & Beans 2 peca justamente em elemento que é primordial em um beat’em up, a sua jogabilidade. O combate é um pouco impreciso e as vezes até frustrante em áreas com muitos inimigos. é quase impossível terminar alguma fase em levar dano, pois mesmo entre uma sequencia de golpes o inimigo as vezes te acerta, como se não estivesse apanhando.

As vezes pelo excesso de inimigos em tela e a câmera é uma loucura saber o que está acontecendo,  então você une isso e as porradas que tu leva enquanto tá batendo, a prioridade acaba sendo ficar de olho na barra de energia e pressionar loucamente um único botão.

Eu não to nem brincando, basicamente avancei pressionando só um botão pelas fase. O que realmente realmente pode tornar a experiência com o titulo um pouco cansativa, se não fosse por conta de algo que realmente traz um tempero ao jogo.

Slaps and Beans 2
Créditos: ININ Games – Trinity Team

Mini Games e Puzzles

Se Slaps & Beans 2 peca em sua jogabilidade, ele acaba compensando pela diversificação do gameplay que insere mini games divertidos. Um deles é o que ilustra esse parágrafo, onde jogamos cartas para identificar um grandão envolvido em uma casa de aposta ilegal.

São vários os momentos em que entre uma transição de fase para a outra somos levados a mini games realmente criativos. Essa pausa entre a pancadaria para a realização de mini ao meu ver melhora muito a experiência com o titulo. E isso não é tudo. O jogo também usa dos personagens para a realização de puzzles, onde precisamos alternar entre os personagens para conseguir avançar uma etapa.

Estes puzzles inicialmente são fáceis, mas a medida que avançamos eles vão se tornando um pouco mais complexo e exigindo atenção ao cenário e as interações por ele.

Créditos: ININ Games – Trinity Team

Conclusão

Bud Spencer & Terence Hill – Slaps And Beans 2 é um presente aos fãs da dupla de atores italianos e seus filmes, e usa de forma criativa as referencias dos filmes para criar um a história original e divertida de se jogar. Há muitas cutscenes que são boas de se ver e interessante o suficiente para não querermos pulá-las.

Infelizmente a jogabilidade é um pouco cansativa, mas graças aos mini games e puzzles do jogo, você consegue se divertir por boas horas. Uma obra que foi pensada em agradar aos fãs de Bud Spencer e Terence Hill e ainda serve como uma grande homenagem ao legado da dupla.

Talvez não agrade tanto aqueles pouco familiarizados aos filmes da dupla, mas quem gosta vai se encantar com o titulo.

O jogo está disponível para PC, PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series S|X, Xbox One e Nintendo Switch.

Nota: 7/10

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Esta análise foi feita com uma chave digital de Xbox Series X|S cedida gentilmente pela INIM Games

 

 

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Jitsu Squad | Beat’ Em Up com bichos ninjas https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/12/22/jitsu-squad-beat-em-up-com-bichos-ninjas/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/12/22/jitsu-squad-beat-em-up-com-bichos-ninjas/#respond Thu, 22 Dec 2022 12:11:38 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12887 O gênero beat n’ up (ou briga de rua) não é nem mais novidade na geração atual. Tivemos jogos como Streets of Rage 4, Tartarugas Ninja Shredder’s Revenge e River City Girls Z, que são ótimos exemplos de revigoramento do gênero, que fez muito sucesso nos anos 90. Esquadrão Jitsu Feito pela Tanuki Creative Studios […]

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O gênero beat n’ up (ou briga de rua) não é nem mais novidade na geração atual. Tivemos jogos como Streets of Rage 4, Tartarugas Ninja Shredder’s Revenge e River City Girls Z, que são ótimos exemplos de revigoramento do gênero, que fez muito sucesso nos anos 90.

Reprodução: ININ Games – Tanuki Creative Studios

Esquadrão Jitsu

Feito pela Tanuki Creative Studios e editado pela ININ Games, o game (lançado para todas as plataformas menos no Xbox, que chegará depois) traz uma história bem simples, com quatro heróis que querem salvar o mundo do mago Origami. Assim, os guerreiros Hero, Baby, Jazz e Aros devem se unir para derrotar o chefe do mal. Simples e funcional.

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O gameplay varia um pouco com cada personagem jogado, mas todos os personagens são simples de pegar e jogar, podendo ser aproveitado até por jogadores casuais ou crianças.

Controlar os personagens é simples pois pode ser feito pelo D-pad ou analógico, e em jogos do gênero, essa possibilidade de escolha é essencial, pois ele é basicamente um jogo em duas dimensões.

Reprodução: ININ Games – Tanuki Creative Studios

Progressão

Não há muita variação no combate. Assim como em “Scott Pilgrim vs The World“, o jogador vai aprendendo novas técnicas, que podem ser usadas ao longo da aventura. As armas achadas no chão funcionam como em clássicos do gênero, porém aqui elas têm uma barra de energia, o que ajuda bastante na hora de escolher entre bater com elas ou jogá-las fora.

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A história se passa em oito mundos diferentes e variados, não se prendendo muito à realidade e fazendo referência à jogos do gênero, como Streets of Rage e Cadillacs and Dinosaurs.

Jitsu Squad
Reprodução: ININ Games – Tanuki Creative Studios

Visual e Som

Graficamente o game não faz meu estilo, pois não é em pixel art, contando com arte digital, lembrando muito os games em flash de outros tempos. Isso não é demérito, mas essa escolha de visual exige uma harmonia muito grande entre cenários e personagens, o que não acontece 100% aqui.

Não afeta tanto o jogo mas deixa o jogo com uma cara um pouco menos profissional.

Já as músicas são boas, com uma trilha feita por Sebastien Romero, que não tem um histórico com games, mas faz um bom serviço aqui. Algumas músicas com vocais contam com a voz de Johnny Gioeli, da banda Crush 40, que já gravou muita coisa para a série Sonic.

Jitsu Squad
Reprodução: ININ Games – Tanuki Creative Studios

Conclusão

O jogo é muito divertido e está pau-a-pau com outros games recentes do gênero. Seu visual não é para todas as pessoas, pois conta com um senso estético (ou falta de um) bem duvidoso. Porém, ainda que não tenha uma IP famosa por trás, Jitsu Squad é competente e bom de jogar.


Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 5 gentilmente cedida pela ININ Games.

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Turrican Anthology | Retro comodidade de primeira https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/08/20/turrican-anthology-retro-comodidade-de-primeira/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/08/20/turrican-anthology-retro-comodidade-de-primeira/#comments Sat, 20 Aug 2022 14:08:15 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12099 Você sabia que Super Turrican 2 foi cancelado quando já estava pronto, e que as únicas cópias terminadas do jogo foram vendidas somente na Colômbia? Pelo menos é o que afirmava uma revista brasileira de jogos nos anos 90, e é uma mentira mais cabeluda que a juba que cultivei por um ano. Mas por […]

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Você sabia que Super Turrican 2 foi cancelado quando já estava pronto, e que as únicas cópias terminadas do jogo foram vendidas somente na Colômbia?

Pelo menos é o que afirmava uma revista brasileira de jogos nos anos 90, e é uma mentira mais cabeluda que a juba que cultivei por um ano. Mas por quê comecei esse texto com um factoide mentiroso, você, meu leitor imaginário, se pergunta.

Se o título do texto não entregou que falaremos de Turrican Anthology, o parágrafo de abertura deve ter deixado isso bem claro. Mas enfim, para quem cresceu apenas com consoles como Mega Drive e Super NES, pode ter ouvido sobre a série apenas com as versões para tais consoles (incluindo o péssimo porte de Turrican 1 pro Mega Drive), mas nos computadores na Europa, Turrican foi um fenômeno imenso, com versões para os computadores caseiros e consoles.

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A série tem uma certa treta, porque de um lado, temos a criação original de Manfred Trenz (criador de Great Giana Sisters e Katakis, sucessos do C64) e da Rainbow Arts, no Commodore 64. Por outro lado, temos o imensamente popular porte de Amiga, desenvolvido pela Factor 5. A série rendeu jogos até 1995, quando Super Turrican 2 fora lançado. Tentativas de migrar a série pro 3D foram feitas, mas nada foi concluído. A série “morreu”, mas ela não deixou de influenciar jogos futuramente, como os excelentes Gunlord X e Valfaris.

Mas a série começou a ensaiar a volta em 2018, graças a Analogue e a Strictly Limited Games, que lançaram Super Turrican: Director’s Cut, tanto no Analogue NT quanto em cartucho avulso para SNES. Essa versão contém o conteúdo que fora cortado do Super Turrican original por conta de contenção de custos da publisher, e rearranja as fases, tornando uma experiência diferente do jogo original. E no começo de 2021, a ININ Games lançou a Turrican Flashback Collection, que continha 4 jogos, Turrican, Turrican II: The Final Fight, Mega Turrican e Super Turrican. Haviam planos para uma Antologia com mais jogos, mas ela fora adiada, até que finalmente, no fim de julho de 2022, a Turrican Anthology finalmente chegava, dividida em dois volumes e trazendo um total de dez jogos. Confira nossa análise.

Reprodução: Factor 5, Ratalaika Games, ININ Games

O que tem e o que não tem na coletânea?

Logo de cara, uma coisa que se nota ausente nas compilações, são três jogos importantes (mais pelo significado do que pelos jogos em si), no caso, a versão original de Commodore 64 do Turrican, a versão de Commodore 64 de Turrican II: The Final Fight, e o jogo Super Turrican de NES, no caso, os três são obras do criador da série, Manfred Trenz.

Na compilação, encontra-se a trilogia do Amiga, no caso Turrican, Turrican II: The Final Fight e Turrican III: Payment Day, o Mega Turrican de Mega Drive, que é curiosamente a versão original de Turrican III, mas não havia quem publicasse o jogo até 1994, quando a Data East adquiriu os direitos do jogo. E três jogos do SNES, o Super Turrican, o Super Turrican 2 e o Super Turrican: Director’s Cut, que mencionei na introdução da análise. Os outros três jogos da coletânea são versões Score Attack de Mega Turrican e Super Turrican, e uma versão Director’s Cut de Mega Turrican, que não tem tanta diferença pra versão original, a não ser a área secreta depois da seção do elevador, que vai estar desbloqueada de cara (no original, você tinha que ter uma quantidade determinada de pontos para acessar).

Um fator determinante contra a possível compra dos jogos, é que justamente eles estão divididos em duas coletâneas, com o volume 1 contendo Turrican 1, 2, Super Turrican, Super Turrican: Director’s Cut e Mega Turrican: Score Attack e o volume 2 contém Turrican 3, Mega Turrican, Mega Turrican: Director’s Cut, Super Turrican 2 e Super Turrican: Score Attack. Ou seja, quem quer jogar todos os jogos de maneira conveniente, terá de fazer duas compras.

E considerando o atual estado das coisas, a compra da edição de colecionador (física) de Turrican Anthology com os dois volumes se torna difícil pra quem não tem tanto dinheiro assim sobrando. Claro, ela tem itens que valem a pena o investimento (documentário em Blu-ray e uma caralhada de coisas), mas vamos combinar, é caro.

Reprodução: Factor 5, Ratalaika Games, ININ Games

Tretas em um mundo distante…

Eu honestamente não vou pegar o roteiro dos jogos, porque são pelo menos cinco histórias diferentes (Turrican 1, 2, 3, Super Turrican e Super Turrican 2). Mas, do que dá pra entender dos manuais, O segundo e terceiro jogos da série são conectados (mesmo protagonista), assim como Super Turrican e Super Turrican 2.

O trabalho de porte dos jogos foi feito pela Ratalaika, que vem trabalhando com esse tipo de jogo tem algum tempo, até mesmo em parceria com a ININ Games, nos casos de Cotton e da própria Turrican Flashback. Os jogos tem os recursos que esperamos desses relançamentos, sistema de save state, rebobinação, nada que não saibamos. Felizmente, no caso das versões de Amiga, Turrican era um dos jogos que utilizava dois botões, logo, nada daquela palhaçada de apertar pra cima pra pular, tão comum em jogos europeus dos anos 80/90.

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Não se engane, Turrican é uma série europeia, então você já sabe o que esperar, alta dificuldade, saltos de fé e mortes estúpidas. Mas ainda assim, são jogos excelentes que são Run N’ Guns com fases gigantes e abertas a exploração. Claro, que nos últimos jogos (em especial Super Turrican 2), as coisas são mais lineares, mas enquanto que não são áreas necessariamente interligadas como em Metroid, a maioria da série não segue um design de fases linear.

Power-up’s estarão a disposição do jogador pra ajudá-lo a passar pelas tretas, então fique atento a que tipo de arma se adequa ao seu estilo de jogo. Algumas fases serão com jogabilidade de shooter, dando assim uma variedade ao pacote final (individual) de cada jogo.

Turrican Anthology
Reprodução: Factor 5, Ratalaika Games, ININ Games

A música rouba a cena, apesar dos bons gráficos

Os dois primeiros Turrican’s de Amiga estão certamente entre os melhores jogos da biblioteca do computador, por uma boa razão. E os jogos possuem um bom trabalho no departamento, contando com bons efeitos visuais, camadas de parallax em certos estágios. Os chefes são enormes e marcantes, apesar de não contarmos com o Dolph Lundgren gigante…

Tá, essa foi uma piada que só quem sabe que o segundo jogo recebeu portes para Mega Drive, Game Boy e Super NES (esse cancelado, apesar de 95% dele estar pronto – Faltavam alguns retoques em animações e som), só que deram uma de Tectoy e colocaram uma skin de Soldado Universal no mesmo. Pelo menos esses portes de Turrican em console eram decentes, ao contrário do que foi feito com Turrican 1, mas divago).

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Eu comentei sobre os dois primeiros jogos, mas isso não quer dizer que o resto seja não marcável, porque eles possuem um bom trabalho de pixel art… Só não posso dizer o mesmo dos personagens criados nas cutscenes, que tentam passar uma aura de anime, mas parece mais o trabalho feito por alguém que ouviu o conceito do que é anime, porque PUTA QUE PARIU QUE GENTE FEIA E MAL DESENHADA! Desculpem, eu precisava disso.

Mas, se tem uma razão pela qual vale a pena jogar a série Turrican, é a trilha sonora, composta por Chris Hülsbeck, compositor que tá no meu top 5 favoritos, junto com Yuzo Koshiro, o finado Koichi Sugiyama e outros dois zés que não lembro no momento. As músicas de cada jogo são absolutamente fantásticas, em especial as de Turrican II: The Final Fight. Recomendo ir no YouTube e ouvir a trilha de Turrican 2, não vai se arrepender.

Turrican Anthology
Reprodução: Factor 5, Ratalaika Games, ININ Games

Recomendado com ressalvas

Turrican Anthology Vol. 1Vol. 2 valem a pena? Pelo lado positivo, tem a comodidade de não precisar ter que emular o Amiga pra jogar os jogos, poder ter eles facilmente acessíveis e tudo mais.

Por outro lado, os jogos estão divididos em duas coletâneas e comprando um ou outro você não vai ter a série inteira. Honestamente, se substituíssem os Score Attacks pelas versões de C64 e adicionassem o jogo de NES, valeria mais a pena.

Turrican Anthology Vol. 1 e Turrican Anthology Vol. 2 estão disponíveis para PlayStation 4 e Nintendo Switch.


Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela ININ Games.

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Pocky & Rocky Reshrined | Muito mais que um remake https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/07/03/pocky-rocky-reshrined-muito-mais-que-um-remake/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/07/03/pocky-rocky-reshrined-muito-mais-que-um-remake/#respond Sun, 03 Jul 2022 10:43:30 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=11929 Bem, aqui chegamos, finalmente. 20 anos após o último jogo da série (desconsiderando a continuação espiritual Heavenly Guardian/Snow Battle Princess Saiyuki), e um ano após seu anúncio, temos um novo jogo da série Pocky & Rocky, conhecida como Kiki Kaikai no Japão. Se você acompanha o site, sabemos que lançamos recentemente um texto contando a […]

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Bem, aqui chegamos, finalmente. 20 anos após o último jogo da série (desconsiderando a continuação espiritual Heavenly Guardian/Snow Battle Princess Saiyuki), e um ano após seu anúncio, temos um novo jogo da série Pocky & Rocky, conhecida como Kiki Kaikai no Japão.

Se você acompanha o site, sabemos que lançamos recentemente um texto contando a história da série, de sua humilde origem como um arcade mediano, até o cancelado Kiki Kaikai 2 que virou Heavenly Guardian.

Mas você sabia que Kiki Kaikai influenciou um dos maiores fenômenos indie do Japão? Sim, o visual da Sayu/Pocky e os fantasminhas característicos do jogo de arcade influenciaram fortemente a série Touhou, com sua protagonista, Reimu Hakurei, que também é uma sacerdotisa. E curiosamente, os primeiros jogos da série foram feitos quando seu criador, Jun’ya Ota (que atende pelo pseudônimo de ZUN e é um dos caras mais gente boa do Japão) ainda trabalhava na Taito (criadora de Kiki Kaikai). Agora você sabe, e saber é metade da batalha.

Pocky & Rocky Reshrined estava disponível no Japão desde Abril, mas agora, os donos de PlayStation 4 e Nintendo Switch ao redor do mundo podem aproveitar o jogo sem precisar apelar pros preços altos das lojas japonesas (não tô brincando, a versão da PSN japonesa é mais cara que a Brasileira), e até mesmo descolar uma cópia física. Mas se quer se decidir antes de comprar o jogo, confira a nossa análise.

Reprodução: Taito, Natsume, Tengo Project

O Manta Negra retornou… Ou é a primeira vez que o vejo?

A princípio, pela abertura do jogo, tudo parece se encaminhar para ser um remake de Pocky & Rocky, já que o jogo menciona os eventos de Kiki Kaikai, com os Youkais sequestrando os Deuses, e Pocky resolvendo a parada. Logo em seguida, Rocky chega e pede a ajuda de Pocky, comentando que os Youkais ficaram loucos e o agrediram e começaram a causar confusões.

Só que conforme a história avança, bem… As coisas mudam completamente em relação ao jogo original, se desenvolvendo numa história própria, com novos personagens e a narrativa difere e muito do Pocky & Rocky original, dando a entender que não era a primeira vez que Pocky e o Manta Negra, o vilão que causou a pira dos Youkais.

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Uma coisa que quero comentar, é que mesmo os diálogos do jogo também diferem do original, e não sei se foi o caso de tradução ruim, mas as vezes umas falas ficam sem sentido. Ou eu estava tendo só mais uma crise de ódio, mas isso vou falar pra frente.

O modo história do jogo introduz duas novas personagens, Ame no Uzume, uma deusa que ajuda a Pocky e aumenta suas habilidades após a segunda fase do jogo e Ikazuchi, um animal mágico que foi preso pelo Manta Negra e Pocky ajuda a escapar possuindo o corpo do bichinho (e é por isso que ele usa a veste de sacerdotisa da Pocky).

Reprodução: Taito, Natsume, Tengo Project

Prepare-se para o RAGE

Se você jogar as duas primeiras fases, você pode começar a pensar que é Reshrined não passa de um remake do SNES com um toque diferente nas fases, como os padrões novos para os chefes e gráficos refeitos. Só que quando passamos da segunda fase, o jogo dá um giro de 180 graus, e passa ser algo quase que inédito. Digo quase inédito porque algumas ideias ainda vão estar lá, mas as fases não passam mais a ser cópias 1/1 da versão original. Ainda temos uma fase em um navio voador, e ainda temos a visita ao castelo do Manta Negra, mas mesmo essas etapas são diferentes do original.

Temos dois modos de jogo, o Story, que obviamente, segue a história do jogo, e nele não escolhemos o personagem jogável, ele é determinado pelo momento da história em que estamos. Nele, jogamos com Pocky, Rocky, Ame no Uzume e Ikazuchi. No Free Mode, liberado após terminarmos o modo história, podemos escolher o personagem a ser jogado, e também podemos desbloquear a quinta personagem, a samurai Hotaru Gozen. E no Free Mode, não temos as cutscenes.

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Os comandos do jogo permanecem praticamente os mesmos do jogo de SNES, um botão de tiro, um pra utilizar a varinha de purificação, um pro slide, e um pra uma bomba especial. Porém, cada personagem funciona de um jeito ligeiramente diferente, assim como os power-up’s funcionam de maneira diferente pra cada personagem, mostrando que um power-up que pode funcionar bem pra um personagem, não funciona tão bem com outro. E depois de algumas fases, Pocky ganha duas novas habilidades graças a Uzume. Ao concentrar o botão da varinha de purificação, ela pode criar uma barreira pra proteger de projéteis, e ao mashar o botão de tiro, ela invoca um espelho que reflete seus tiros na direção do inimigo mais próximo (é recomendado pelo próprio jogo que você deixe o botão de tiro segurado durante o gameplay regular).

Quem jogou Pocky & Rocky no SNES, sabe que o jogo não era nada fácil, mesmo jogando no Easy… E Reshrined continua essa tradição da série, porque o que eu xinguei de membro da equipe de desenvolvimento enquanto tentava passar da primeira e depois terceira fases… O jogo não pega leve com o jogador o tempo todo, seja com inimigos ou lutas contra chefes.

Me impressiona a speedrun do Free Mode ter o WR abaixo de 20 minutos. Mas se você está tomando muitos Game Overs, não tema, pois após coletar um total de 3000 moedas (que são adquiridas de monstros derrotados), você pode desbloquear o modo Extra Easy… Que não é Easy PORRA NENHUMA, porque o jogo continua difícil como antes, mas você terá vidas infinitas, o que parece bom, mas não permite o exploit de dar Game Over num chefe e voltar na luta com as bombas para um dano legal. E o Extra Easy é só no modo história.

Reprodução: Taito, Natsume, Tengo Project

Excelência audiovisual: Retromoderno em seu ápice

Assim como no artigo sobre a série num todo, temos que falar aqui da alteração/censura que a versão ocidental de Reshrined sofreu, com a roupa de uma das personagens sendo alterada, no caso a Ame no Uzume ficou mais discreta. É uma mudança que não faz o menor sentido, e a única justificativa próxima de ser plausível, foi que a Natsume queria colocar o jogo com a classificação E (Everyone) na ESRB, mas ainda é um saco ter que mencionar esse tipo de coisa.

Graficamente, a admissão: Pocky & Rocky Reshrined não possui a área de jogo 16:9 nativa, como os outros dois jogos do Tengo Project, as configurações padrão do jogo esticam um bocadinho a tela. Isso é uma coisa pequena no todo? Sim, mas é importante notar. Com isso fora do caminho, Pocky & Rocky Reshrined faz uso de toda a potência dos consoles modernos sem sair das raízes 16 bits.

A qualidade e beleza dos cenários é incrível, e o redesign dos inimigos padrão do jogo original se encaixa com as mudanças de layout feitas originalmente. Eu só notei essas mudanças de design porque literalmente pra fazer comparações, eu assisti um playthrough do Pocky & Rocky original (é, eu não cheguei a terminar o Pocky & Rocky pra fazer aquele artigo, viu a quantidade de jogos e o tamanho do texto?).

A qualidade da pixel art nas cutscenes é absurdo, porque ele continua parecendo um jogo de SNES, só que numa resolução mais alta, sem ficar com aqueles filtros que cretinos dizem que são HD. É o pico do limite entre retrô e moderno, e no nível dos jogos anteriores do Tengo Project.

A trilha sonora é uma versão turbinada dos temas da versão de SNES, com os rearranjos estando ao mesmo tempo fiéis, mas livres das limitações que o chip sonoro daquele console. E olha, é difícil achar jogo da Natsume com trilha sonora ruim. E sim, é uma versão turbinada, mas contém muitos temas originais, porque o jogo não é um remake de Pocky & Rocky (exceto as duas primeiras fases que são do jogo original).

Reprodução: Taito, Natsume, Tengo Project

Jogue Pocky & Rocky Reshrined, esse é o nosso veredito.

O Tengo Project entregou nos últimos 6 anos, três excelentes jogos, trazendo clássicos da Natsume pros hardwares modernos. Wild Guns, Ninja Warriors tiveram ótimos tratamentos, e Pocky & Rocky não é exceção a isso. Com a jogabilidade refinada, excelentes gráficos e uma trilha matadora, Pocky & Rocky Reshrined é obrigatório pra quem jogou Pocky & Rocky e Pocky & Rocky 2 até os dedos caírem no SNES.

Tá certo que o modo “Easy” é um bait imenso (já que não dá pra ‘exploitar’ o Game Over no Boss pra voltar com bombas) para os jogadores menos habilidosos e pseudo-jornalistas se acharem bons, porque o jogo continua difícil, mas isso não tira o brilho do jogo. Só esperamos que a Natsume leve o jogo para os PC’s, como fez com Wild Guns Reloaded.

Pocky & Rocky Reshrined está disponível para PlayStation 4 e Nintendo Switch e esta análise foi feita com base na versão de PS4, com uma cópia gentilmente cedida pela ININ Games, que está distribuindo a edição física do jogo, que você pode adquirir no link abaixo, nas edições comum e de colecionador.

Comprem Pocky & Rocky Reshrined AQUI.

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Cotton: A Noite dos Sonhos Fantásticos https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/05/04/cotton-a-noite-dos-sonhos-fantasticos/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/05/04/cotton-a-noite-dos-sonhos-fantasticos/#comments Wed, 04 May 2022 16:18:07 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=11148 O gênero de shoot’ em up’s hoje em dia pode ser uma coisa de nicho, que poucos realmente se arriscam, porque é um dos poucos que desde sua concepção, pouco mudou. Claro, o gênero evoluiu bastante desde Space Invaders, mas comparado a outros, como o de plataforma ou RPG’s, shooters continuam os mesmos. Mas, assim […]

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O gênero de shoot’ em up’s hoje em dia pode ser uma coisa de nicho, que poucos realmente se arriscam, porque é um dos poucos que desde sua concepção, pouco mudou. Claro, o gênero evoluiu bastante desde Space Invaders, mas comparado a outros, como o de plataforma ou RPG’s, shooters continuam os mesmos.

Mas, assim como qualquer gênero, ao longo do tempo, ele foi criando suas variantes, seja na questão do eixo de progressão (Horizontal, como Gradius, Vertical, como Raiden, fixo como Galaga), dificuldade (os Bullet Hells criados nos anos 90 são exemplo, criados na necessidade de um desafio maior para jogadores habilidosos) e estética, que foi onde surgiu a variante Cute ‘em up.

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O que diferencia um cute’ em up de um shooter regular, você se pergunta? Simples, enquanto que usualmente os shoot’em ups regulares possuem a temática militar e/ou espacial, com naves sérias e usualmente cenários mais baseados no mundo real ou explorações espaciais, cute’ em up’s são coloridos, com temáticas leves e usualmente um pouco menos difíceis. Mas como estamos falando de Fliperamas, não são tão menos difíceis assim, já que sua função é papar fichas. Os pioneiros desse sub-gênero foram os clássicos Twinbee (da Konami) e Fantasy Zone (da SEGA), mas no fim dos anos 80 e começo dos anos 90, duas outras séries viriam a agraciar o sub-gênero, uma é Parodius, da própria Konami, que talvez pode ser tema de um artigo futuro, e Cotton, o tema do artigo de hoje.

Um pouco das origens

Durante os estágios iniciais de desenvolvimento, Cotton: Fantastic Night Dreams tinha o nome de Kurumizaka Nikki: Katsugeki-hen (くるみ坂日記 〜 活劇編). Uma das coisas que destacou Cotton na época, era o foco nas cutscenes que tinham uma pegada anime, produzidas por Hideki Tamura (um dos muitos animadores de séries como Comando Dolbuck, Urusei Yatsura e Hokuto no Ken). Vou ser franco aqui, é um pouco difícil conseguir informações melhores sobre o desenvolvimento de Cotton, ainda mais com meu quase nulo conhecimento de japonês. Mas, vamos logo falar sobre a série em si.

Cotton: Fantastic Night Dreams – Treta por doces: Parte 1

Lançamento: Abril de 1991
Plataformas: Arcade, PC Engine, Sharp X68000, Playstation e Neo-Geo Pocket, Celulares, SEGA Astro City Mini
Desenvolvedora: Success (Arcade, X68K, PS1, NGPC), Hudson Soft (Versão de PC-Engine)
Publisher: SEGA (Arcade), Hudson Soft (PC Engine), Electronic Arts (Sharp X68000), Success (PS1), SNK (Neo-Geo Pocket), BEEP (Relançamento da versão de X68000), SEGA (Sega Astro City Mini)

Reprodução: SEGA, SUCCESS

É um tanto difícil voltar ao Cotton original depois de jogar suas continuações, mas aqui estamos nós. No papel da bruxinha Nata de Cotton, que é viciada no doce Willow, temos que destruir os monstros em nosso caminho para recuperar os Willow Mágicos e restaurar a luz no mundo, que fora deixado na escuridão por uma terrível criatura.

Cotton é um shooter de progressão horizontal, que felizmente não possui um dos piores inimigos de shooters horizontais: Dano nas partes inferior e superior da tela. Então, você pode bonkar no chão e no teto da fase a vontade, que não irá morrer, a não ser que um inimigo o toque.

Uma das coisas que Cotton meio que se diferencia dos shooters regulares é na questão dos power-ups, ao invés de pegar itens para fortalecer seu tiro, você tem uma barra de experiência que é preenchida conforme matamos inimigos ou pegamos Willows, que são as barrinhas cristalizadas que podem ser dropadas por inimigos. Encha a barra e o nível do tiro irá subir, mas se você morrer, perde metade da XP que possui, dificultando a progressão.

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Para uso, como era comum em shooters da época, apenas dois botões, um para tiros e um para bombas. Mas as bombas em si não funcionam como as bombas que conhecemos nos shooters, que são aqueles ataques que limpam a tela, mas as bombas são tiros que descem em um arco até o chão, visando inimigos que estão em pontos que não dá pra alcançar descendo até eles (porque apesar de ser um shooter horizontal, o scrolling da tela e design de fases não é apenas horizontal, já que algumas vezes a tela se move na vertical ou na diagonal. E para utilizar as magias, é necessário segurar o botão de tiro por alguns segundos e Cotton irá disparar a magia.As magias, assim como os Willows, são dropadas de inimigos e existem 4 delas a serem usadas, Fire Dragon (equivalente a um tiro carregado), Thunder (equivalente a um raio laser), Fire Fairy (equivalente a um missil teleguiado) e Barrier (proteção de até 3 hits).

Reprodução: Hudson Soft, SUCCESS

Isso vem em retrospecto, mas o fato de que só temos dois botões, deixa o jogo mais difícil do que deveria, se tivéssemos um botão pra magia e o botão de tiro pudesse ser pressionado para contínuos disparos*… Mas já que não temos, continuamos com o que podemos.

Cotton é um jogo bem bonito, se considerarmos que foi feito em 1991, os cenários coloridos e as cutscenes passam personalidade, e a trilha sonora de Kenichi Hirata é fantástica.

Reprodução: SNK, SUCCESS

Apesar de não ter sido o primeiro, Cotton: Fantastic Night Dreams foi o jogo que definiu o sub gênero de cute’ em up’s, servindo inclusive de influência para Yoshiyasu Matsushita criar Twinkle Star Sprites (ADK, Neo-Geo/Saturn/Dreamcast).

Após o lançamento, Cotton recebeu portes para outras plataformas, com o desenvolvimento do primeiro porte (de PC Engine) sendo feito pela Hudson Soft, e a Success lidando com as outras versões, sendo publicadas pela Hudson (PCE), Electronic Arts Victor (Sharp X68000), Success (PS1) e SNK (Neo Geo Pocket).

As versões de Turbografx-16 e Neo Geo Pocket foram publicadas no ocidente. E como de praxe, a versão superior (na época) era a do PC da Sharp que era um monstro em termos de portes de arcade, e foi retrabalhada, com algumas mudanças na dificuldade e batalhas contra chefes ligeiramente alteradas.

Entre o primeiro e o segundo jogos da série, tivemos os portes de PC Engine e Sharp X68000 (já que em 1993, o PS1 e o Neo Geo Pocket não existiam)

Märchen Adventure Cotton 100% – Revisitando a primeira treta

Lançamento: 22 de Abril de 1994
Plataformas: SNES, PS1. PS3, PS4, Switch
Desenvolvimento: Success (SNES, PS1, PS3), Ratalaika Games (PS4, Switch)
Publicação: DATAM Polystar (SNES), Success (PS1),Hamster Corporation (PS3), Strictly Limited Games (SNES, relançamento) ININ Games (PS4, Switch)

*Sim, eu sei que o jogo saiu só pra Super Famicom no lançamento original, mas vou chamar de SNES porque no fim das contas é o mesmo hardware, não venha encher o saco por conta desses detalhes mínimos)

Reprodução: SUCCESS, Ratalaika Games, ININ Games

Eu não vou me alongar tanto pra falar sobre Cotton 100%, porque já fiz isso em detalhes na nossa análise do jogo, mas enfim focar em algumas coisas sobre o mesmo de maneira geral.

O jogo ele é meio que um pseudo remake do Cotton original, já que a história é praticamente a mesma, mas foram adicionadas algumas fases, chefes foram trocados, esse tipo de coisa que se espera em uma versão rearranjada. Mas existem duas diferenças mais notáveis em relação ao jogo original, primeiro, a jogabilidade se aproveita dos quatro botões do Super NES e abandona a parte de ter que segurar o botão de tiro pra lançar magias, tendo um botão dedicado a mesma função. E existe um preset de magias que é selecionado no começo da partida, e com o toque de um botão, alterna-se entre três magias disponíveis naquele preset.

Essa alteração tornou a jogatina menos baseada em mashing de botões e mais dinâmica. A questão dos presets de magia também adiciona uma pitada de variedade e estratégia, já que o jogador vai escolher o preset com as magias que mais lhe agradar.

Reprodução: SUCCESS, Ratalaika Games, ININ Games

A outra mudança, foi a questão gráfica. E não, não falo da diferença óbvia de hardware entre a Sega System 16 (placa onde o Cotton original rodava) e o SNES, mas sim o tom das fases. Enquanto que apesar de colorido e cômico, o tom das fases do original de Arcade tinha uma pitada sombria, no SNES temos ambientes mais coloridos, e em um caso específico, o sprite da final boss é mais bonito na versão de SNES.

Em 2003, um porte para PS1 foi lançado como um lançamento de baixo orçamento, na linha SuperLite 1500 da Success, mas infelizmente o jogo teve uns downgrades gráficos em relação a versão de SNES. E em 2010, a Hamster Corporation lançou essa versão na PSN japonesa, na linha Game Archives deles.

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Com relação ao relançamento da ININ para o Playstation 4 e Nintendo Switch, o jogo é o mesmo do SNES, para o bem e para o mal, já que ao menos poderiam ter adicionado bordas nas laterais da tela. E graças a Strictly Limited Games, donos de SNES ocidentais puderam ter um cartucho compatível com o sistema.

Mas… Por parível que incresça, 1994 não viu apenas um, mas DOIS jogos da franquia Cotton. Enquanto o Super NES recebia um pseudo remake do jogo original, o Mega Drive recebia um jogo inédito e totalmente diferente, mas com um pequeno porém, que veremos a seguir.

Panorama Cotton – Limpando o chão com a bunda de Space Harrier II

Lançamento: 12 de Agosto de 1994
Plataformas: Mega Drive, Playstation 4 e Nintendo Switch
Desenvolvedora: Success (Mega Drive), Ratalaika Games (Nintendo Switch e Playstation 4)
Publisher: Sunsoft (Mega Drive), Strictly Limited Games (Relançamento para Mega Drive e Genesis), ININ Games (Nintendo Switch e Playstation 4)

Reprodução: SUCCESS, Ratalaika Games, ININ Games

Eu poderia copiar e colar o que falei a respeito de não me alongar muito ao falar sobre Panorama Cotton, já que falamos bastante a respeito dele na análise do relançamento do jogo, então seremos breves aqui, prometo.

Panorama Cotton dá um giro de 180 graus em termos de jogabilidade na série, já que enquanto seus antecessores eram shooters side-scroller, temos aqui um competentíssimo shooter sob trilhos que deixa Space Harrier II no chão em termos de qualidade. Com efeitos de sprite scalling, e temática psicodélica, além da trilha excelente de Kenichi Hirata, o jogo poderia ser considerado um daqueles “obrigatórios” pros donos de Mega Drive, se não tivesse vendido apenas 4000 unidades no Japão…

Reprodução: SUCCESS, Ratalaika Games, ININ Games

Porque foi essa a quantidade de cópias do jogo que a Sunsoft produziu, tornando Panorama Cotton um dos jogos mais caros de se adquirir em sua tiragem original.

Com relação ao relançamento da ININ Games para PS4 e Nintendo Switch, uma melhoria de qualidade de vida importantíssima foi adicionada. A opção de remover o cooldown dos tiros da Cotton, isso porque quando se deixa pressionado o botão de tiro por cerca de dois segundos na versão original, a cadência de tiros diminui, o que permite (ao soltar o botão), lançar a Silk (a fadinha que acompanha a Cotton) para um ataque. E esse ataque de lançar a Silk fica remapeado para um outro botão.

E os donos de Mega Drive/Genesis ocidentais puderam adquirir uma tiragem limitada de cartuchos, graças ao relançamento que a Strictly Limited Games fez no ano passado.

Entre Panorama Cotton e o próximo título da série, a Success não ficou necessariamente parada, lançando outros títulos em seu portifólio, como o clássico cult Umihara Kawase, auxiliando o desenvolvimento de Hebereke’s Popoitto (SNES, Sunsoft) e criando as versões de SNES e PS1 dos RPG Makers 1, 2 e 3, entre outros jogos. Mas, em alguma hora seria a hora de voltar para o reino da bruxinha viciada em doce e chás.

Cotton 2: Magical Night Dreams – A treta agora possui combos!

Lançamento: Novembro de 1997
Plataformas: Arcade, Sega Saturn, Playstation 4, Nintendo Switch, PC e Xbox One
Desenvolvedora: Success (Arcade, Saturn), City Connection (PS4, Switch, PC e Xbox One*)
Publisher: Tecmo (Arcade), Success (Sega Saturn), City Connection (Playstation 4, Nintendo Switch, Steam, Xbox One)

*A versão de Xbox One tem previsão de lançamento no primeiro semestre de 2022

Reprodução: SUCCESS, Tecmo

Cotton 2 traz a nossa heroína Nata de Cotton, que junto com sua fiel escudeira Silk, precisa encontrar o Willow de Água, que está desaparecido e trazer a paz ao Reino das Abóboras. Porém, Cotton dessa vez não é a única nessa jornada, já que sua rival, Appli ke Pumpkin e seu companheiro, o chapéu mágico Needle também se fazem presentes.

O jogo é uma evolução do que foi visto em Cotton, mas agora, além dos elementos de RPG com a experiência aumentando seu poder de fogo e as magias, Cotton possui uma barra de vida (apesar de ser apenas uma vida, morreu, bye bye crédito) e pode agarrar os inimigos (sim, um botão pra agarrão, malandro!) e arremessá-los pra acertar outros inimigos. O arremesso de inimigos é excelente pra fazer combos, aumentando sua pontuação e poder se livrar das fileiras de inimigos.

Reprodução: SUCCESS, Tecmo

As fases continuam com a familiar estrutura de Cotton, com sub-chefes e chefões. Chefes esses que agora possuem indicações de pontos fracos e barra de vida. O jogo está obviamente mais bonito que seus antecessores, por estar rodando na placa SEGA ST-V (Sega Titan Video, baseada no hardware do Saturno), o que permitiu um porte relativamente rápido para o Sega Saturn, lançado um mês depois dos arcades.

A versão de Sega Satun possui o Saturn Mode, que é uma versão rearranjada da aventura do arcade, com o visual dos cenários modificados, e as lutas contra chefes sendo ligeiramente diferentes. Essa versão de Saturn (junto com os outros jogos da compilação) foi utilizada como base para o relançamento de três jogos da Success, na Cotton Guardian Force Saturn Tribute, que contém Cotton 2, Cotton Boomerang e Guardian Force, shooter da Success, lançado em 1998. No ocidente, a City Connection publicou os três jogos de maneira separada, ao contrário da versão japonesa.

No lançamento, esses relançamentos foram criticados por ter problemas de frame lag, que foram corrigidos em um patch lançado posteriormente.

Infelizmente eu não pude terminar Cotton 2 na versão de arcade, porque a emulação do jogo no MAME simplesmente bugou e parou de funcionar após a quinta fase, e eu não tenho dinheiro pra comprar a versão de PS4… E nem fodendo meu PC roda a versão do Steam, apesar do preço camarada.

Enfim, Cotton 2 adicionou alguns elementos de jogos de luta em seu sistema, então o que você faz após isso, você perguntaria? LANÇA UMA VERSÃO REMIXADA.

Cotton Boomerang: Magical Night Dreams – Treta em Tag Team Hardcore!

Lançamento: Setembro de 1998
Plataformas: Arcade, Sega Saturn, Playstation 4, Nintendo Switch, PC e Xbox One
Desenvolvedora: Success (Arcade, Sega Saturn), City Connection (PS4, Switch, PC, XONE)
Publisher: Tecmo (Arcade), Success (Sega Saturn), City Connection (Playstation 4, Nintendo Switch, Steam, Xbox One*)

*Mesmas condições de Cotton 2, sairá na primeira metade de 2022

Reprodução: SUCCESS, Tecmo

Essa aqui vai ser a seção provavelmente mais curta do texto, porque basicamente é o mesmo jogo que Cotton 2, mas tem um mix bem interessante em sua jogabilidade. Foi-se embora a barra de vida, voltou o sistema de vidas do jogo anterior… Mas cada vida é uma personagem diferente.

No início do jogo, temos oito personagens selecionáveis, três variantes da Cotton, três variantes da Appli, além de Silk e Needle. E a questão das variantes não é apenas uma escolha estética de cor, mas envolve o padrão de tiro de quem você escolhe.

Em termos de design de fases, as fases são quase as mesmas, mas com alterações no layout, e backgrounds algumas vezes. É mais ou menos como as mudanças de Cotton do arcade pra Cotton 100%, você vai reconhecer os locais, mas vai perceber as mudanças.

Os controles tiveram pequenas alterações, foi-se o botão pra magias (agora, precisamos novamente segurar o botão pra lançar a magia), já que o botão dedicado a essa função em Cotton 2, agora é usado para trocar de personagem, mas cuidado porque essas trocas são limitadas (itens extras de troca podem ser coletados nas fases). O sistema de experiência continua, mas cada personagem tem uma barra própria, e até mesmo a questão de barreiras (que não são mais magias, mas itens coletáveis) é individual, a barreira vale apenas para a personagem que a recolheu.

Tanto Cotton 2, quanto Cotton Boomerang foram bastante elogiados pelas revistas da época, mesmo o jogo não tendo recebido sequer um lançamento ocidental, coisa que só aconteceria em 2021 com as versões Saturn Tribute que mencionei quando falei de Cotton 2.

Meu veredito é que apesar de Cotton 2 e Cotton Boomerang serem em sua essência o mesmo jogo, vale a pena jogar os dois, porque são como dois sorvetes do mesmo sabor, mas com casquinhas diferentes. Olha, eu já trabalhei com sorvete e sei que casquinhas podem variar de lugar pra lugar, então deixe minha analogia de gordo em paz.

Com o novo milênio chegando, seria talvez a hora de uma mudança na série? Ou revisitar algo que deu certo? Bem, a Success resolveu fazer os dois ao mesmo tempo para a próxima aventura, que quase se chamou Panorama Cotton 2, mas foi renomeada.

Rainbow Cotton – Treta do Arco-Íris desajeitado
Lançamento: 20 de Janeiro de 2000
Plataforma: Dreamcast
Desenvolvedora: Success
Publisher: Success

Reprodução: SUCCESS

No começo do desenvolvimento, a equipe da Success usou o nome de Panorama Cotton 2 para o novo jogo da série, que teria a visão por trás, igual ao jogo de Mega Drive. Porém, mudaram de ideia em algum ponto e o jogo foi rebatizado e Rainbow Cotton. Dessa vez, a ameaça é Suede, cuja legião de demônios roubou um lendário Willow da Nação de York.

A Rainha das Fadas confia a Silk, a tarefa de recuperar o Willow, e a mesma chama sua companheira de longa data Nata de Cotton para ajudá-la, e assim, mais uma aventura se começa. Uma das coisas que podemos começar a destacar em Rainbow Cotton, é que a história é contada através de cutscenes em animação tradicional, cutscenes essas que são tão belas quanto hilárias.

As cenas possuem uma boa dublagem (apesar da compressão da minha iso, ou meu pc fodido, ter desincado um pouco as coisas) e felizmente, o jogo recebeu uma FENOMENAL tradução feita por fãs, permitindo que as pessoas possam aproveitar o jogo, e as cutscenes com legendas em inglês, já que no original, não haviam legendas em japonês… Eu acho. Não vou sair caçando outra iso pra testar.

Reprodução: SUCCESS

E o jogo acertou MUITO na questão da transição gráfica de 2D para 3D, com belíssimos e coloridos cenários, design de personagens e inimigos foram bem transicionados e a trilha sonora do jogo faz jus aos jogos anteriores. Pelas imagens, você poderia até pensar que esse jogo é uma pérola oculta do Dreamcast, mas…

A jogabilidade de Rainbow Cotton deixa MUITO a desejar. Ele é um rail shooter como Panorama Cotton, com níveis de tiro e magias coletáveis, tal qual seu antecessor, mas os controles não são bons. Pra começar, a mira da Cotton é desajeitada, acompanhando o movimento dela, tornando mirar em qualquer coisa por mais de 2 segundos, um calvário. Sem contar que o jogo fica te puxando pro centro da tela a quase todo momento, e é muito mais fácil os inimigos te acertarem do que o oposto, porque do jeito que a Cotton está na tela, é difícil precisar se os projéteis vão te acertar ou não.

O jogo poderia ter utilizado o sistema de jogos como Star Fox e Panzer Dragoon, que mesmo sem o auxílio e analógico (no SNES e Saturn respectivamente), conseguiram acertar na jogabilidade On-rail a ponto de se estabelecerem como clássicos e suas continuações melhorarem.

Rainbow Cotton vale pelas cutscenes, sons e visual do jogo, mas não na parte principal, a jogabilidade. E cutscenes e musica podem ser encontrados no Youtube com facilidade. Fica como curiosidade, mais do que recomendação.

E com Rainbow Cotton, a série Cotton entrou em um limbo gigante, apenas com os dois primeiros jogos (Fantastic Night Dreams e Cotton 100%) reaparecendo no PS1 (e o primeiro jogo era só um relançamento, dessa vez na linha SuperLite 1500.). A série ficou dormente, apesar de não necessariamente esquecida…

Enquanto isso…

Apesar da falta de jogos principais, Cotton não ficou tão parada assim, mas antes de começarmos a jornada pós-2000, voltemos um pouco no tempo, pra falarmos de outras coisinhas de Cotton que apareceram.

Reprodução: ASCII Corporation, SUCCESS

Em 1996, como parte da série “Tsukuru”, publicada pela ASCII, a Success desenvolveu o jogo Ongaku Tsukuru Kanadeeru, que permitia aos jogadores criar suas próprias composições com uma série de instrumentos. E a Success colocou lá o tema de Cotton dentre as musicas de exemplo do programa. O cartucho pode ser encontrado por um valor razoável em sites online, mas a barreira linguística impede que ele seja realmente aproveitado.

Reprodução: Internet

 

E em 1998, a SUCCESS lançava para Windows 95 e Windows 98, o kit de aplicações para PC chamado Cotton 2 Tenkomori. A aplicação, com o tema do segundo jogo, possui alguns mini-games e coisas do tipo. Hoje em dia, ele é mais ítem de colecionador e procurá-lo vai exigir uma boa dose de japonês.

Reprodução: SUCCESS

Voltando ao “presente”, como toda série japonesa que se preze, Cotton foi transformada em Pachinko, com Magical Pachinko Cotton em 2003, jogo esse que foi “portado” para o PlayStation 2, sendo a única aparição da série no popular console da Sony, o que foi esquisito, já que a própria Success lançou Psyvariar para o mesmo, mas divago. Felizmente, outras aparições da Cotton foram melhores que isso.

Reprodução: SUCCESS, ATLUS

Em 2007, a SUCCESS lançou o RPG de estratégia Rondo of Swords, para o Nintendo DS e a publicação do jogo no ocidente ficou a cargo da ATLUS. Lá, Cotton é uma personagem jogável que faz uma aparição, procurando por Willows (ou fugindo das máquinas de Pachinko, prefiro pensar nessa possibilidade). O RPG foi relativamente bem recebido pela crítica.

Reprodução: SUCCESS

Avançando para 2010, no RPG de Browser Metal Saga: New Frontier, Cotton não fez uma aparição em si, mas as roupas da Cotton foram disponibilizadas para se adquirir. Os serviços do jogo foram encerrados em 2013. Nem o Wayback Machine conseguiu restaurar o site oficial do jogo. Tenso.

Depois dessas aparições, subprodutos e a porcaria de um Pachinko, a personagem ficou dormente por alguns anos, até que perto do aniversário de 40 anos da SUCESS, que foi fundada em 1978, as coisas começavam a mudar.

O prelúdio do retorno…

Reprodução: Studio SiestA, Rocket Engine

Em 2016, a publisher Rocket-Engine lançara no Steam, uma versão atualizada do shooter Trouble Witches, lançada originalmente em 2007 no Japão e depois atualizada em 2011 para o Xbox 360, com o titulo de Trouble Witches Neo! (A versão de 360 foi delistada em 2015, então só se pode jogar essa versão por meios… Caiu do caminhão).

Esse relançamento do Steam, intitulado Trouble Witches Origin, possui algumas das atualizações advindas de Neo, e atualmente, a única maneira de jogar esse shooter bacana. Mas não é disso que vamos falar, mas sim do fato de que em Agosto de 2017, um DLC permitiu os jogadores a jogarem com a Cotton, acompanhada de sua fiel escudeira Silk.

Reprodução: Studio Saizensen, SUCCESS, Nicalis

E pra marcar o retorno de vez de Cotton, a personagem também fez uma aparição em Umihara Kawase Fresh!, parte da série Umihara Kawase, também da Success, assim como em Umihara Kawase Bazooka, de 2020.

 

Cotton Reboot – A melhor versão do primeiro jogo, mais bonita que nunca

Lançamento: 25 de Fevereiro de 2021
Plataformas: Playstation 4, Nintendo Switch, PC
Desenvolvimento: Rocket-Engine
Publisher: ININ Games (PS4, Switch), BEEP (Steam)

Em 2019, a publisher BEEP, que começou como uma loja online de venda de jogos usados e resolveu republicar alguns jogos antigos, anunciou que não somente republicaria a versão de X68000, mas começaria a trabalhar junto com a Rocket-Engine (do Trouble Witches) numa versão remasterizada do primeiro jogo, com previsão de lançamento para 2020. Atrasos ocorreram, mas como diz o velho deitado, melhor lançar um jogo redondo com atraso do que lançar uma porcaria inacabada… Parece que alguém na Square-Enix não recebeu esse memorando e Balan Wonderworld deu no que deu, mas divago.

Reprodução: Rocket Engine, BEEP, SUCCESS, ININ Games

Saindo em 2021, o jogo é a melhor maneira de se jogar o primeiro Cotton, contendo uma adaptação fiel da versão de X68000 e um remake completo em 16:9, com belíssimos gráficos, opção de trilha nova ou original, e uma atualização posterior adicionou a opção de jogar com Appli (e seu parceiro Needle), além da jogabilidade estar atualizada, seria quase o jogo perfeito, se o porte de PC não tivesse alguns probleminhas aqui e ali.

Infelizmente eu não pude jogar porque o preço do jogo está um pouquinho alto, mas as boa recepção do jogo foi o suficiente para garantir o primeiro jogo original da série em mais de 20 anos, comemorando o aniversário de 30 anos da série, chegava no Japão, no fim de Dezembro (nos consoles), Cotton Rock and Roll: Superlative Night Dreams.

 

Cotton Fantasy: Superlative Night Dreams – A entrada da série na era HD

Lançamento: 27 de Setembro de 2021
Plataformas: Arcade, Playstation 4, Nintendo Switch e PC
Desenvolvimento: SUCESS
Publisher: SEGA (Arcade), ININ Games (Playstation 4, Nintendo Switch e PC)

No dia em que a ININ lançou Panorama Cotton e Cotton 100% nos consoles modernos, eles lançaram o primeiro teaser da localização de Cotton Rock and Roll, com o nome de Cotton Fantasy. Misturando um pouco da jogabilidade tradicional side-scroller de Cotton, com seções de Rail Shooter de Panorama Cotton, Cotton Fantasy promete manter a bola erguida em relação a franquia.

Reprodução: SUCCESS, ININ Games

Com os lançamentos da ININ Games e da City Connection nos últimos dois anos, Cotton deixou de ser uma franquia cult, deixada nos anos 90, para ser algo possível de ser aproveitado por quem possui os consoles mais atuais. A SUCCESS garante que a partir de Cotton Fantasy, a série vai continuar.

Não estou escrevendo sobre coisas como a história, ou mesmo gráficos de Cotton Fantasy, porque estamos no aguardo do lançamento ocidental do jogo, no dia 20 de Maio, para PlayStation 4 e Nintendo Switch. E se possível, continue acompanhando o Arquivos do Woo, que teremos uma análise completa do jogo.

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TAITO Milestones | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/04/18/taito-milestones-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/04/18/taito-milestones-analise/#respond Mon, 18 Apr 2022 16:35:21 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10924 Fala galera! Victor do Nerd Profeta aqui na área falando de uma collection que saiu recentemente no console hibrido da Nintendo, o Nintendo Switch! Chega junto e vamos falar sobre a TAITO Milestone! Reproduza os clássicos onde tudo começou! O legado arcade da TAITO começou no início da década de 1970, mas alcançou o seu […]

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Fala galera! Victor do Nerd Profeta aqui na área falando de uma collection que saiu recentemente no console hibrido da Nintendo, o Nintendo Switch!

Chega junto e vamos falar sobre a TAITO Milestone!

Reprodução/ INIM GAMES – TAITO

Reproduza os clássicos onde tudo começou!

O legado arcade da TAITO começou no início da década de 1970, mas alcançou o seu auge nos anos 80. Tem agora a oportunidade de jogar estes clássicos marcantes que abriram o caminho para as décadas de domínio da arcada da Taito que se seguiram.

Dez jogos, cada um representando um avanço específico no desenvolvimento e na história do jogo, abrangendo uma variedade de géneros. Plataforma, desporto, tiro ao alvo, puzzle e muito mais. E agora estes 10 clássicos estarão disponíveis pela primeira vez como uma coleção em consoles modernas.

Mergulhe na história dos jogos e reviva os clássicos que ajudaram a moldá-la.

TAITO MIlestone
Reprodução/ INIM GAMES – TAITO

Os jogos disponíveis nessa coletânea

  • QIX, 1981, Puzzle. Desenhe linhas como o “Marcador” e capture áreas circundando-as! Cuidado com os inimigos enquanto se movem!
  • SPACE SEEKER, 1981, Tiro. Verifique o ecrã do mapa para se aproximar firmemente dos inimigos, intercepte a força aérea estrategicamente, e ataque a fortaleza móvel.
  • ALPINE SKI, 1982, Desporto. Entre no mundo da neve e participe em três competições: Esqui alpino, slalom e salto de esqui.
  • FRONT LINE, 1982, Correr e atirar. Avançar para o campo inimigo como um soldado. Também poderá pilotar tanque e artilharia.
  • WILD WESTERN, 1982, Tiro. Derrote os bandos que atacam de todas as direções com o seu fuzil.
  • Chack’n Pop, 1983, Platforma. Esse me lembrou um pouco o Super Mario Bros. 2 (NES) por conta dos cenários, mas é uma pegada bem diferente, entretanto, tão desafiador como o jogo do bigodudo.
  •  ELEVATOR ACTION, 1983, Ação. Infiltre um edifício como espião numa missão a solo, obtenha todos os documentos secretos e fuja.
  • The FairyLand Story, 1985, Plataforma. Falando em Mario, esse aqui lembra também me lembrou game do bigodudo, mas os Mario Bros. de arcade.
  • HALLEY’S COMET, 1986, o famoso ‘jogo de navinha’. Sinceramente acho que estou velho demais para esse estilo de tiros e inimigos por todo o lado hahaha!
  • THE NINJA WARRIORS, 1987, Ação. Sem dúvidas, o melhor gamer da coletânea, bem desafiador, como a maioria dos games da coletânea e típico dos games de arcade da época, pra fazer você perder grana com fichas mesmo!

A collection tem um hub inicial, padrão dessas coletâneas onde você pode escolher qual game jogar clicando na capa e depois retornando ao hub como se fosse uma loja de fliperama.

LEIAM – 5 Motivos para você comprar um Nintendo Switch

Não há uma sessão especial como uma galeria de fotos ou informações, como em algumas collections disponíveis no mercado.

O game mais chamativo é The Ninja Warriors, seguro dizer a maior franquia presente na coletânea.

TAITO MIlestone
Reprodução/ INIM GAMES – TAITO

JOGABILIDADE

Em TAITO Milestones a jogabilidade é ok, sem nenhuma surpresa. Os games por serem clássicos de arcade, é notório ter alguma movimentação que possa parecer ser lento ou “duro” o personagem, como o já falado The Ninja Warriors. Algo normal para a época, muitas das vezes que a dificuldade digna dos arcades que faziam você perder moedas!
Os jogos parecem ser um intermediário entre Atari e NES (Geração 8 bits).

Eles têm aquela vibe de Fliperama Antigo/Atari, mas tem uma gameplay, trilha e gráficos primeiro ano do NES. Exceção The Ninja Warriors que tem mais cara de Era 16 bits (Super Nintendo/Sega Genesis), sendo assim o mais visualmente atrativo.

Reprodução/ INIM GAMES – TAITO

CONCLUSÃO PROFÉTICA

Em suma, TAITO Milestones é uma boa collection em si, mas pouco apelativa para os gamers novatos e mesmo para os mais experientes.

Os games da coletânea já estão disponíveis a tempos para compra individual digital no Arcade Archives. Claro que, a coletânea em si é válida pelo preço que sairá bem mais barata do que comprar cada game um por um pelo Arcade Archives do Nintendo Switch. TAITO Milestone está a 199,99 na eShop brasileira do Nintendo Switch.

PONTOS POSITIVOS:
-Boa emulação
-Revive a sensação e dificuldade da era dos fliperamas
-Custo benefício da compra
-Vastas opções de configurações

PONTOS  NEGATIVOS:
-Preço salgado pela eShop BR do Switch
-Sem conteúdo extra

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TAITO Milestone está disponível para Nintendo Switch e esta análise foi feita com uma cópia do game gentilmente cedida pela ININ Games.

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Clockwork Aquario | Analise https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/12/15/clockwork-aquario-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/12/15/clockwork-aquario-analise/#respond Wed, 15 Dec 2021 14:03:19 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=9435 Deixados para trás Em todos esses anos consumindo mídias “videogamísticas” e esperando por lançamentos de jogos que nunca nem se quer viram a luz do dia, venho refletindo na quantidade de games cancelados nas ultimas 3 décadas (eu vivo entregando minha idade). Tem aí uma porrada de jogo que com certeza você já viu sendo […]

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Deixados para trás

Em todos esses anos consumindo mídias “videogamísticas” e esperando por lançamentos de jogos que nunca nem se quer viram a luz do dia, venho refletindo na quantidade de games cancelados nas ultimas 3 décadas (eu vivo entregando minha idade).

Tem aí uma porrada de jogo que com certeza você já viu sendo anunciado em algum evento ou conferencia, e que ressoa na sua cabeça ano após ano, sempre vindo a memória daquela demonstração que você achava a melhor coisa do mundo na época.

Eu posso dar um exemplo que sempre vem muito claro na minha cabeça, um jogo de ação e tiroteio em terceira pessoa que estava sendo desenvolvido supostamente para PlayStation 3, com gráficos impressionantes, movimentação dos personagens muito bem articuladas, de um jeito que me fez pensar nas palavras “parece até real” por bastante tempo.

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O nome do jogo era Eight Days, e vendo atualmente o trailer dá pra perceber que era aquele CGI bem safado digno daquela propaganda da Coca-Cola. E sim, hoje em dia o que não faltam são jogos com base em “realismo” como o dessa demonstração.

Esse é só um de muitos outros jogos que já tinham sido pelo menos conceitualizados e mostrados ao público, mas que nunca tiveram seu desenvolvimento concluído.

De cabeça me vem muitos outros tipos aquele Deep Down da Capcom que já virou meme, todo ano alguém lembra dessa porcaria. Glover 2 é outro que me vem a memória, que inclusive existe um protótipo jogável, gostaria que alguém colocasse a mão nessa IP e dessem uma continuidade no desenvolvimento dele.

Capturas do PS4/ ININ Games

Em tempos mais primórdios

O que é meio que o caso do Clockwork Aquario. Ele é um daqueles games que provavelmente você nunca ouviu falar, mas assim que vê pela primeira vez ele aparenta familiar, como um jogo que você cresceu jogando no seu Mega Drive ou Super Nintendo.

Ele foi consumado pelo estúdio japonês Westone que é provavelmente mais reconhecido pelo desenvolvimento dos jogos da série WonderBoy/ MonsterWorld, famosamente reconhecido por todo brasileiro como Turma da Mônica no Castelo do Dragão.

Clockwork Aquario é um daqueles casos de “o jogo certo no momento errado”. Foi um desenvolvimento em que a Westone queria lançar seu último jogo para fliper e puxar os limites da placa Sega System 18 dos arcades (placa que deu a vida a jogos como Fantasy Zone, Altered Beast e Shadow Dancer) que no final de sua produção, tipo literalmente o negócio já estava pronto, teve seu lançamento cancelado devido as demandas do mercado a jogos de luta na época (1993/94).

Capturas do PS4/ ININ Games

E nesse limbo ele ficou por quase 30 anos, até que uma empresa Alemã chamada Strictly Limited Games compraram os direitos sobre o jogo e juntamente com a ININ Games e antigos membros do desenvolvimento de Clockwork Aquario tiveram mais essa chance de terminar o jogo e ter um lançamento oficial.

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Eu gosto dessas histórias de jogos que sumiram e reaparecem de surpresa, e mesmo que no final o jogo não seja uma obra prima, vale mais pela preservação e acessibilidade desses produtos que simplesmente caem no esquecimento, por isso é muito importante que sempre tenha alguém disposto a correr atrás disso, então parabéns a todos os envolvidos.

Capturas do PS4/ ININ Games

Simplicidade e Nostalgia

Sobre o jogo em questão, Clockwork Aquario é puro charme. Sua estética de anime dos anos 90 me faz lembrar de algum desenho que passaria facilmente no Sábado Animado, as trilhas também ajudam a dar esse sentimento bem animado pro jogo além dos cenários super coloridos com um monte de camadas e inimigos bem cartunesco, da pra ver que o jogo é puro good vibes.

No jogo, você pode escolher controlar entre 3 personagens, Huck Londo, Elle Moon e o robô Gush numa jornada para acabar com os planos do Dr. Hangyo de dominar o mundo. Assim a trupe segue para a base inimiga que fica num mundo submerso onde você tem que passar por 5 estágios para concluir o jogo.

Toda temática do jogo é baseada no fundo do mar (ou em um aquário se preferir), então os inimigos são bichos que você veria em baixo d’água, peixes, estrelas do mar, enguias, conchas, mas todos modificados provavelmente pelo Dr. Hangyo para serem maquinas de matar crianças. E como essas ditas crianças enfrentam essa variedade de inimigos? Dando tabefes na cara deles, pulando em cima, dando cabeçada e tacando uns contra os outros!

Capturas do PS4/ ININ Games

Nesse quesito jogabilidade, ele lembra um pouco Mario Bros 2 com sensibilidades de jogos de arcade. Ele é estilo plataforma 2D bem básico, sem nada muito desafiador, com inimigos pra atrapalhar seu avanço. E como já dito, os meios de lidar com os bichos são os que já mencionei, então digamos que você pula em cima de um como se estivesse jogando Mario mesmo, isso acaba deixando o inimigo atordoado e aí que surgem duas opções.

Você pode pular de novo e matar de vez ele, ou pegar ele pra tacar em outro bicho aumentando a quantidade de pontuação que ganha.

Todas as outras formas de ataque mencionadas deixam os inimigos paralisados também, mas isso gera um pequeno risco principalmente se você depender muito do tapa, já que ele tem um alcance muito curto, é fácil demais de errar a distância e encostar no bicho, te deixando vulnerável.

Quando você toma dano, o jogo funciona com a regra dos dois toques, que é a de te matar se tomar dois danos, mas diferente de Ghouls N’ Ghosts e te deixar só de cueca como o Sir Arthur, os personagens aqui ficam com as roupas rasgadas e descabelados, no caso do robô ele fica com uma aparência mais destruída, e o jeito de se recuperar desse estado ou é perdendo uma vida e voltando pro jogo, ou encontrando poções que alguns inimigos deixam, elas recuperam a energia do personagem voltando ao estado normal.

Clockwork Aquario
Capturas do PS4/ ININ Games

Uma experiência sem desafio

Existem também as estrelinhas que te dão um momento de invencibilidade, e que te permitem tacar projeteis em formas de estrela, essas eliminam os inimigos de vez, o que ajuda bastante principalmente contra chefes, esses que tem sua variedade e padrões, mas por se tratar de um jogo de arcade portado pra consoles, meio que perde um pouco a onipotência desses encontros.

Tipo, os desenvolvedores criaram uns níveis de dificuldade pra essa versão e cada um tem uma quantidade exata de “continues” sendo a Easy a que tem a quantidade máxima de “fichas” (9) e a Hard com apenas 3.

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Você começa com duas vidas por ficha, e se você jogar direitinho, ainda ganha mais vidas dependendo da sua pontuação durante a fase, daí quando você chega no chefe, ele tem uma barra de energia enorme que você pode ir seguindo os padrões dele, desviar de suas investidas e tacar as coisas que ele joga pra cima do seu boneco, ou você pode simplesmente morrer e largar seu boneco em cima do chefe e ficar pulando até matar ele. E dá pra fazer isso em quase todos tirando o ultimo chefe que não tem como dar dano sem acertar o timing.

Por isso eu digo que esse jogo com a quantidade certa de fichas daria pra zerar num fliperama de verdade facilmente.

Clockwork Aquario
Capturas do PS4/ ININ Games

Não esqueçam os meus rabiscos!

Uma coisa que eu reclamei na minha analise anterior sobre o port de Gynoug, era o fato de não ter nada de novo além do jogo base, existiam as opções de ajuste de tela, filtros e coisas que você esperaria de um jogo velho emulado em console, mas a falta de uma galeria de arte e manual digital me fizeram questionar o por que de uma pessoa querer comprar isso sem ter pelo menos um bônus.

Em Clockwork Aquario não temos um manual, até porque era um jogo original de fliper, mas tem artwork de desenvolvimento! Pouco, mas tem! Pelo menos o suficiente pra me deixar satisfeito. Artes conceituais do trio que já eram bem definidas com o design final e até algumas imitando o estilo original.

Existe também um sound test no jogo pra você balançar os quadris varrendo a casa enquanto escuta essa trilha simpática, mas tem também uma versão remix das musicas que são muito boas.

Eu só não entendi por que que não da pra colocar essa versão enquanto joga. Pelo menos eu não achei em nenhum lugar uma opção de como escolher a versão remixada pra jogar, então tive que me conter só em escutar mesmo.

Clockwork Aquario
Capturas do PS4/ ININ Games

Conclusão

Seguindo essa onda de relançamentos e lançamentos de jogos esquecidos, eu considero esse port de Clockwork Aquario excelente!

Não só trouxeram um jogo que foi esquecido pela falta de interesse na época, como também deram pelo menos um trato nos extras pra justificar um lançamento atual.

O jogo em si não é uma das mil maravilhas, ele é simples, mas charmoso. Da pra jogar pra 2 (coisa que não fiz pois não tenho amigos) e os chefes tem visuais legais, mas são fáceis de quebrar.

Por ser um jogo de plataforma casou perfeitamente em ser lançado para consoles hoje em dia. De verdade eu teria uma versão física desse jogo só pela raridade que ele vai se tornar nos próximos anos.

Esse com certeza é o melhor exemplo de “antes tarde do que nunca” que eu já vi.


Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela ININ Games.

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Cotton 100% | Uma porta de entrada para os Shmups! https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/11/04/cotton-100-uma-porta-de-entrada-para-os-shmups/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/11/04/cotton-100-uma-porta-de-entrada-para-os-shmups/#comments Thu, 04 Nov 2021 21:27:51 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=8989 Vocês sabiam que um novo jogo da franquia Cotton vai sair no fim do ano? Nem eu, mas sim, Cotton Rock ‘N’ Roll*: Superlative Night Dreams sairá no fim do ano para PlayStation 4, Switch e PC. Será o primeiro jogo original da série em 20 anos, sem contar relançamentos ou Pachinkos. Também não conto […]

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Vocês sabiam que um novo jogo da franquia Cotton vai sair no fim do ano? Nem eu, mas sim, Cotton Rock ‘N’ Roll*: Superlative Night Dreams sairá no fim do ano para PlayStation 4, Switch e PC.

Será o primeiro jogo original da série em 20 anos, sem contar relançamentos ou Pachinkos. Também não conto o remake, porque tecnicamente é o primeiro jogo da série relançado, mas, enfim.

LEIAM – Panorama Cotton | A um toque da grandeza

1994 foi um ano esquisito pra franquia Cotton, porque a Success, desenvolvedora do jogo produziu não um, mas dois jogos diferentes da série, um deles sendo o Panorama Cotton, que analisamos na semana passada, e outro que é justamente esse aqui, Cotton 100%… Que até pouco tempo atrás, era o único jogo da série que eu havia jogado, no emulador.

Depois de um relançamento no PS1 nos anos 2000 (e que está disponível na PSN japonesa), a ININ Games e a Ratalaika Games se juntaram pra trazer Cotton 100% a um novo público, com um lançamento global.

Se ele vale a pena seu suado dinheirinho? Confira conosco.

Reciclando a primeira aventura… Mais ou menos.

Cotton 100% não é necessariamente um porte do primeiro Cotton (Cotton: Fantastical Night Dreams), mas reaproveita muita coisa do primeiro jogo, como a vilã Wool, que aparentemente sequestrou Knit, a irmã de Silk, a fadinha que é companheira de Cotton e possivelmente roubou mais Willow, o doce que Cotton é viciada.

E isso foi o necessário para enfurecer Cotton e fazê-la sair numa rampante de destruição… Ou algo do tipo. Ei, o jogo nem patch em inglês da versão de Super Famicom tem. No máximo em francês, e como não me chamo Jacquin e nem deixo o freezer desligado de notche, não sei o que se passa nos diálogos do jogo.

Pois é, assim como Panorama Cotton, Cotton 100% foi lançado do jeito que o original estava, sem tradução*.

Não que isso seja um grande problema, porque num shooter, usualmente a história é secundária e o jogo é amigável bastante pra ser jogado sem que seja necessário o entendimento de japonês.

Meu primeiro Shoot’ Em Up

Se você quiser introduzir alguém ao gênero de shooters, Cotton 100% é perfeito para o serviço. Primeiro, a dificuldade dele não é necessariamente grande. Tem seus pontos difíceis? Tem, mas não é tão difícil quanto outros jogos do gênero.

O jogo é um shooter horizontal, e você precisa explodir tudo que está em seu caminho. Antes de começar o jogo, você tem quatro sets de magia para escolher, e aí depende do que você quer. Deseja ir com poder ofensivo?

Dá. Quer um pouco de proteção com escudo? Também dá.

Conforme você vai avançando nas sete curtas fases, você vai acumulando experiência ao derrotar inimigos, e coletar Willows deixados por alguns deles. Com isso, sua arma principal vai ficando mais forte. Além disso, você pode coletar fadas deixadas por determinados inimigos, e elas funcionam mais ou menos como as Options de Gradius, ou seja, Orbes que disparam e lhe ajudam.

LEIAM – Gleylancer | Um relançamento para uma nova geração

O jogo não é longo, podendo ser terminado em pouco mais de meia hora, mas as coisas podem ficar um pouco cascudas, especialmente na batalha contra a Wool, mas é recompensador terminar o jogo.

Cotton 100% tem os mesmos recursos modernizados de Panorama Cotton (e GleyLancer), ou seja, opção entre os modos “Padrão” (Com Save State e Rebobinação) e “Desafio” (o jogo como ele foi lançado), e ao terminar o modo Desafio, você habilita a opção de jogar com os Cheats. (vidas infinitas, arma no máximo, invencibilidade).

Porém, ao contrário de Panorama Cotton, onde os Cheats só funcionam no modo Padrão, em Cotton 100%, os cheats irão funcionar no modo desafio. Claro, você vai ter que terminar o jogo uma vez na raça, mas o fato dos Cheats funcionarem no modo desafio auxilia bastante na platina, já que dá pra conseguir os troféus de pontuação com facilidade.

Colorido e animado

Cotton 100%

Cotton 100% faz jus a fama da série no quesito gráficos. Cada estágio é único, e muito, mas muito bem feito. Felizmente não é necessário se preocupar com toques no chão ou no teto, já que eles não te matam (como é de costume em muitos shooters). E os sprites do jogo, os inimigos, assim como a própria Cotton são muito bem feitos. Mas destaco aqui os sprites da boss final, Wool, nas duas formas. É um sprite bonito pra caramba. Os bosses são criativos num geral, talvez com exceção do Dragão da sexta fase que parece genérico.

LEIAM – Luigi’s Mansion (GameCube) | Análise

A trilha de Cotton 100% também foi assinada por Kenichi Hirata, que assim como em Panorama Cotton, fez excelentes temas aqui, embora alguns temas possam soar inapropriados para o cenário. Em específico aqui falo da fase das cavernas, que não passa uma atmosfera muito cavernosa, e sim um tema felizinho.

Mas, entre tapas e beijos, as músicas de Cotton 100% agradam bastante. Uma coisa que eu possivelmente poderia ter falado no review de Panorama Cotton, e no de GleyLancer, assim como nesse aqui, é que obviamente, o jogo possui a opção de filtros pra simular TV antiga e blá blá blá. Mas sabe porque não comentei?

Eu acho esse tipo de filtro um saco. Pronto, falei.

Dê uma chance a Cotton 100%

Cotton 100%

Tá certo que o preço numa primeira vista pode não ser convidativo (mais pela situação do nosso país, com o dólar nas alturas), mas pesando prós e contras, especialmente considerando que uma cópia LOOSE (ou seja, só o cartucho) de Cotton 100% custa 500 reais, e uma completa (com caixa, manual e um CD especial com músicas cantadas pela seiyuu da Silk) sai por 1700 (esses preços estão no eBay), acaba não saindo um mau negócio adquirir Cotton 100% digitalmente.

É um shooter divertido, não muito difícil e se esforçar pra desbloquear a invencibilidade é uma das melhores sensações que se pode ter. Pulverizar bosses em 10 segundos no máximo, não tem preço. Na verdade tem, mas enfim.

Cotton 100% está disponível para PlayStation 4 e Nintendo Switch, além das versões originais de SNES e PS1.

*Pós texto: A ININ Games comentou que em breve, tanto Panorama Cotton, quanto Cotton 100% receberam patches de atualização com traduções para o Inglês, Francês, Espanhol, Italiano e Alemão.

*Pós texto 2: A ININ Games confirmou, nos trailers de lançamento de Panorama Cotton e Cotton 100%, que Cotton Rock ‘n’ Roll será localizado como Cotton Fantasy e que deve dar mais notícias sobre uma data ocidental em breve.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela ININ Games

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Panorama Cotton | A um toque da grandeza https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/10/29/panorama-cotton-a-um-toque-da-grandeza/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/10/29/panorama-cotton-a-um-toque-da-grandeza/#comments Fri, 29 Oct 2021 08:00:47 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=8843 Não sei vocês, mas nos últimos tempos parece que só tenho feito análises de dois gêneros de jogo: Shooters e Visual Novels. Não que eu esteja reclamando, porque eu adoro os dois. É que foi uma literal coincidência que eu tenha feito análises de Gleylancer, Sakura Nova, Hell Blasters e Sand Story. Enfim. Se hoje […]

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Não sei vocês, mas nos últimos tempos parece que só tenho feito análises de dois gêneros de jogo: Shooters e Visual Novels. Não que eu esteja reclamando, porque eu adoro os dois. É que foi uma literal coincidência que eu tenha feito análises de Gleylancer, Sakura Nova, Hell Blasters e Sand Story. Enfim.

Se hoje temos Touhou, você pode agradecer a série Cotton por isso. Porque enquanto os shooters em geral colocavam o jogador no papel de uma nave qualquer (ainda que sejam naves icônicas, eram naves), Cotton deu origem ao gênero Cute’Em Up, colocando o jogador no papel de uma garota fofinha atirando em tudo o que se mexe. E Touhou acabou popularizando isso ao extremo.

LEIAM – Gleylancer | Um relançamento para uma nova geração

O primeiro jogo, Cotton: Fantastic Night Dreams foi durante anos, o único da série Cotton a ter presença no ocidente, graças aos portes de PC Engine e Neo Geo Pocket Color. Porém, a ININ Games resolveu mudar isso, pros 30 anos de aniversário da série, lançando o Remaster/remake do jogo original (Cotton Reboot) e dois portes do segundo jogo de arcade (Cotton 2 Saturn Tribute e Cotton Boomerang Saturn Tribute – O subtítulo “Saturn Tribute” referencia que ambos são baseados na versão de Sega Saturn). E agora, no fim de outubro, chegou ao PlayStation 4 e ao Nintendo Switch, Panorama Cotton, tecnicamente o terceiro jogo da série (Cotton 2: Magical Night Dreams é o QUARTO jogo da série), juntamente com Cotton 100% (esse é assunto pra OUTRA análise).

Confira conosco a análise.

A Rena encantada pode perdoá-lo, mas eu não irei!

Na série Cotton, controlamos a personagem título, Cotton, uma bruxinha esquentada que adora o doce mágico chamado Willow. Ao lado de Silk, uma fadinha que usa trajes que fariam a Sininho*  corar, as duas derrotaram a demônio Wool e trouxeram a luz de volta ao mundo.

*Tinkerbell é o cacete

A história de Panorama Cotton começa quando a irmã de Silk, Knit a conta que a Rainha Velvet começou a dizer coisas que não faziam o menor sentido. Pouco tempo depois, a rainha revela que acredita que o mundo está ficando caótico e que ela é a única que pode salvá-lo. Ela monta num animal chamado “Pinky” e desaparece, antes que alguém consiga detê-la. Perplexas, Silk e Knit deduzem que o Willow queimado que apareceu recentemente é o responsável pelo comportamento estranho da Rainha.

Aparentemente, monstros ao norte do Reino tem queimado todo e qualquer Willow que encontram. Antes de agir, Silk decide que precisa se livrar do Willow queimado do castelo primeiro, então o  leva para longe, mas antes que ela possa se livrar do material, Cottom aparece e o toma.

Sem parar pra ouvir a explicação da Silk, Cotton começa a comer o Willow queimado. Entretanto, ela cospe logo, com raiva e enojada. Quando Cottom descobre que tem alguém queimando Willows, ela jura que não permitirá que esse crime continue. Dali em diante, Silk e Cottom partem em sua nova aventura.

Essa história absurda já dá uma ideia do que esperar em Panorama Cottom, fomos de “salvar o mundo” pra “QUEIMARAM MEUS DOCES” em pouquíssimo tempo. Uma pena que os jogadores ocidentais não vão poder apreciar tanto o absurdo dos diálogos porque… Eles não foram traduzidos, continuando em japonês.

Não que a história seja realmente importante, mas como em meus reviews, falo dos aspectos do jogo, é preciso notar isso. E basicamente inclusive é por isso que coloquei o “A um passo da grandeza” no título da Análise.

Welcome to the Fantasy Zone… Get Ready.

Ao olhar as imagens de Panorama Cotton, a primeira coisa que vem na mente é Space Harrier. Panorama Cotton deixou de lado o estilo de shooter horizontal de seus predecessores, sendo um rail shooter, tal qual Space Harrier, mas com seu próprio twist, não sendo uma cópia barata, como algumas que saíram no mercado.

Você tem um botão para atirar, um pra aumentar a velocidade e um para utilizar magias que porventura você adquira no decorrer das fases. Também há um sistema de experiência no jogo, que conforme mais inimigos você mata, seu tiro subirá de nível, ficando mais forte. Isso é crucial, pois o jogo não é nada fácil, especialmente dada a natureza caótica das fases.

Até pegar o jeito, mortes serão normais. Mas apesar disso, com exceção do último chefe que é uma batalha/sequência de perseguição longa e ligeiramente difícil, os chefes não vão dar tanto trabalho quanto as fases em si.

Outra coisa que torna esse jogo distinto de Space Harrier, é o fato de que as fases não são 100% lineares (ainda que sejam lineares). Em alguns momentos, vai haver na tela, setas apontando para cima ou para baixo, indicando que em breve aparecerá um buraco no chão/teto que permite levar o jogador a um caminho alternativo que pode ou não ser mais fácil.

LEIAM – Os Heróis Mais Legais dos Games | Volume 2

O porte de consoles foi produzido pela Ratalaika Games, que já havia trabalhado com a ININ na coletânea de Turrican, então algumas melhorias foram introduzidas. A primeira que não interfere tanto em questão de como o jogo se comporta, é o fato de que você pode manter os controles como no jogo original, com o tiro precisando de um slowdown, se deixar pressionado o botão, ou sem esse slowdown, que permite ao jogador manter-se atirando constantemente.

Assim como em Gleylancer, temos a opção de jogar o jogo da maneira original, ou com acesso a recursos como Save State e Rebobinar, porém caso queira ativar os cheats do jogo, primeiro precisará terminar o jogo no Challenging (que é o modo original). E ao contrário de Gleylancer, que o modo original não tem troféus, aqui, cada modo de jogo tem seus troféus, o que significa que pra platinar, vão ser necessários pelo menos dois playthroughs que terminem com a pontuação acima de 1 milhão.

Gráficos Psicodélicos… E uma excelente trilha sonora

Panorama Cotton

A apresentação gráfica de Panorama Cotton pode não ter o tom dramático de Gleylancer, lembrando mais um anime de comédia, mas ela é bastante charmosa, com belíssimas pixel arts, que você basicamente vê na abertura e no fim do jogo.

Dentro do jogo, as fases são caóticas, sendo difícil parar pra ver e apreciar os cenários. Ainda que alguns são simplistas, outros são bastante detalhados e de cair o queixo. Como o Mega Drive não possuía o Mode 7 do SNES, a SUCESS (desenvolvedora do jogo) usou da criatividade pra passar a sensação durante as fases. Como o jogo consegue processar tanta loucura sem o mega drive pegar fogo em si é uma questão que deixo para os universitários, mas Panorama Cotton, do ponto de vista do Mega Drive, é uma maravilha técnica.

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Os inimigos regulares acabam sendo pouco memoráveis, porque honestamente, com todo o caos do jogo, no momento que você vê um inimigo ele já foi embora. Não que os designs deles sejam ruins, você só não vai lembrar deles por muito tempo. Os chefes no entanto, são criativos. Talvez não o primeiro, mas enfim.

A trilha de Panorama Cotton é cortesia de Kenichi Hirata, que basicamente fez sua carreira nos jogos da SUCESS, e em um ou outro jogo fora dela. E a trilha é fantástica, do princípio ao fim, excelentes composições embalando a jogatina e incentivando revisitas futuras.

Porque pode ter certeza de que vou jogar novamente Panorama Cotton, e quem sabe conseguir terminar o jogo no Challenge só pra poder ativar a invencibilidade e DESTRUIR LEGAL.

Tudo o que eu queria era a tradução dos textos da história

Panorama Cotton

Baseado apenas no jogo em si e no que apresenta nesse relançamento, recomendo Panorama Cotton sem pensar duas vezes.

A SUNSOFT (que publicou a versão original de Mega Drive) fez uma tiragem ULTRA LIMITADA na época, 4000 cartuchos apenas. Porém agora, por um preço muito menor do que os astronômicos 7200 reais do Ebay, você pode ter um clássico do Mega Drive no seu PS4 ou Switch. (Ou se você for sortudo e tiver dinheiro o suficiente, pode comprar uma cópia do Mega Drive na Strict Limited Games por 50 Euros)

Faltou a tradução* dos textos pro inglês, como em Gleylancer? Faltou. Mas ainda assim, é um excelente jogo, e no fim do dia, isso é o que conta. Panorama Cotton está disponível para Nintendo Switch e PlayStation 4.

*Pós texto: A ININ Games comentou que em breve, tanto Panorama Cotton, quanto Cotton 100% receberam patches de atualização com traduções para o Inglês, Francês, Espanhol, Italiano e Alemão.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela ININ Games

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