Arquivos Impressões - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/category/impressoes/ Um pouco de tudo na medida certa Sat, 08 Mar 2025 15:30:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Impressões - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/category/impressoes/ 32 32 Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii | As Primeiras 20 Horas de Jogo https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/03/08/like-a-dragon-pirate-yakuza-in-hawaii-as-primeiras-20-horas-de-jogo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/03/08/like-a-dragon-pirate-yakuza-in-hawaii-as-primeiras-20-horas-de-jogo/#respond Sat, 08 Mar 2025 15:30:18 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19705 Em 2025, a série Yakuza completa 20 anos, e mesmo após a mudança de nome para “Like a Dragon“, a sua popularidade nunca diminuiu. Após um conturbado ponto entre o terceiro e o quinto jogo, a chegada de Yakuza 0 em 2017 (no ocidente, dois anos após o lançamento japonês), a série entrou nos trilhos […]

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Em 2025, a série Yakuza completa 20 anos, e mesmo após a mudança de nome para “Like a Dragon“, a sua popularidade nunca diminuiu. Após um conturbado ponto entre o terceiro e o quinto jogo, a chegada de Yakuza 0 em 2017 (no ocidente, dois anos após o lançamento japonês), a série entrou nos trilhos novamente, e desde então tem obtido muito sucesso, sendo talvez o carro chefe da Sega, passando Sonic depois de muitos anos.

LEIAM – Yakuza: Like a Dragon (Yakuza 7) | Análise

O mais novo jogo da série é mais um spin-off, ou “Gaiden”, como é chamado no Japão. Depois do game solo de Kiryu chamado Like a Dragon Gaiden: The Man Who Erased His Name, que se passava entre os eventos de Yakuza: Like a Dragon e Like a Dragon: Infinite Wealth (6º e 7º jogos da série principal, respectivamente), agora temos Pirate Yakuza In Hawaii, sendo o jogo mais recente na timeline da saga, se passando após os eventos do oitavo jogo.

Nesse texto, vamos abordar, de forma mais sucinta, as primeiras 20 horas de jogo. Posteriormente, teremos um segundo texto mais completo, abordando todo o jogo após finalizarmos ele.

Pirate Yakuza in Hawaii
Divulgação: SEGA / RGG Studio

Mais uma aventura fora do Japão

Acho que a maior loucura do RGG Studio foi tirar a série da sua zona de conforto. Com tantos jogos e spin-offs se passando no bairro de Kamuro-cho e outras cidades japonesas, parecia impensável levar os personagens para um ambiente totalmente diferente do que os jogos costumam abranger.

E não é pra menos, dada a natureza da história, que desde o início é basicamente um grande novelão sobre a máfia japonesa, não haveria como fazer esses caras durões, que provavelmente nem inglês sabem, saírem do Japão pra fazer nada.

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Kiryu, o protagonista anterior da série, já falou em várias ocasiões em outros jogos que ele não era o tipo de cara que gostaria de viajar pra fora, e mesmo assim ele dá as caras no oitavo jogo, que se passa em Honolulu, no Havaí. Mas como todo mundo muda, aqui estamos, no segundo jogo que se passa na região sul do território americano.

A escolha de Honolulu como sendo novamente a cidade base de um jogo da série é perfeitamente compreensível para quem já conhece o modus operandi do Ryu ga Gotoku Studio. Eles simplesmente não queriam desperdiçar todo o cenário e ambientes criados para o jogo anterior — que sim, é ENORME — e como aquele game era um JRPG de turnos, seria perfeitamente plausível trazer de volta a cidade inteira para um jogo de briga de rua.

Mas não só de reciclagem vive o game, e tem um lado da ambientação totalmente novo, que tem a ver com…

Pirate Yakuza in Hawaii
Divulgação: SEGA / RGG Studio

Piratas?

Realmente não faz nenhum sentido lógico termos piratas, com navios antigos e vestimentas dignas de um filme do Jack Sparrow numa ambientação moderna, mas os caras só pensaram: “ah, quem liga?”.

E assim, o único jeito de tornar uma aventura pirata minimamente plausível na série Yakuza seria colocando o Majima como protagonista, e assim eles fizeram.

As minúcias dessa situação toda serão abordadas no texto final da análise, mas entenda que você, como Goro Majima — desmemoriado, por causa do naufrágio, por alguma razão — vai parar numa pequena ilha próxima ao Havaí, e ele faz amizade com um ex-pirata chamado Jason e seu filho, Noah. Após algumas idas e vindas, nosso protagonista se encontra como capitão de um navio pirata clássico, e deve enfrentar outros piratas da região — que nesse universo é habitada por um monte de caras como você — e isso gera bastante conflito, afinal todos estão aparentemente atrás de um grande tesouro pirata antigo, e cabe a você, o Capitão Majima, encontrá-lo.

LEIAM – Spin-offs de Yakuza | Parte 1 | Todos os que foram lançados no ocidente

Assim, Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii gira em torno de navegações com sua tripulação, que é o grande mini-game principal desse jogo, onde você monta um time de piratas, cada um com habilidades especiais que te ajudam em partes do navio. Pense neles como cartas de um card game: cada um tem características como ser bom com canhões, ou de aumentar o ataque durante invasões em ilhas ou a outros navios.

Você conhece esses tripulantes de N maneiras, como em Honolulu fazendo missões ou parados no mapa, esperando que você atenda certas condições, como ter ranque pirata necessário para ele te respeitar, ou através de brigas mesmo.

Divulgação: SEGA / RGG Studio

Que mais tem no jogo?

Além da vida pirata, temos as já características hordas de missões paralelas. Muitas delas são com personagens que já apareceram em Yakuza 7 e 8, e isso pode ser um ponto de crítica, pois muitas dessas missões são parecidas com outras que apareceram anteriormente.

Temos também o já popular Dragon Kart, o nosso Mario Kart da Yakuza, que continua sendo meio medíocre porém divertido o suficiente para você querer terminar pelo menos a história principal dele;

Outras atividades como jogos de dardos, sinuca, baseball, golfe também dão as caras novamente e continuam bastante divertidas.

LEIAM – Spin-offs de Yakuza | Parte 2 | Os exclusivos do Japão

Uma novidade é a caça aos bandidos, onde você deve ajudar a polícia de Honolulu a caçar bandidos e pegar recompensas com isso. É uma das formas eficazes de ganhar dinheiro rápido no início do jogo e vale a pena investir nisso sempre que puder.

O melhor pra mim, eu deixei pro final: os jogos de arcade e o Master System que você tem acesso a todo momento. Clássicos como Virtual Fighter 3 e Daytona USA 2 estão presentes, com uma emulação ótima.

Pirate Yakuza in Hawaii
Divulgação: SEGA / RGG Studio

Combate

O combate está bastante interessante nesse jogo do Majima pirata. Ele agora possui dois estilos de combate, o já consagrado “Cachorro Louco”, que trás diversos golpes vindos principalmente de Yakuza 0, e o novo “Lobo do Mar”, onde Majima usa duas espadas longas, um gancho e uma garrucha, lutando basicamente como Jack Sparrow mesmo.

Os estilos se completam e você deve trocar entre eles durante os combos apertando o direcional para baixo, criando combos maiores e aproveitando de suas características: o Cachorro Louco é mais indicado para combates um a um, pois ele é rápido mas a distância e a área de seus ataques são menores. Já o Lobo do Mar é indicado principalmente para batalhas contra vários inimigos (como nos navios), até porque ele permite que você defenda de todas as direções.

De forma geral, minha única crítica ao combate é que as Heat Actions, onde você aperta Triângulo para usar uma habilidade especial, estão mais restritas, e a janela para usá-las é muito curta, fazendo você perder a possibilidades de usá-las em diversas situações, mas nada disso é tão crítico a ponto de deixar o combate ruim.

Pirate Yakuza in Hawaii
Divulgação: SEGA / RGG Studio

E as primeiras 20 horas?

A principal razão desse texto não ser a análise final está explícita nas linhas acima: Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii é um spin-off gigantesco. Tem tantas atividades no jogo que fica impossível ficar se dedicando somente à história principal. Aliás, diria que é até um PECADO fazer isso.

Você deve aproveitar cada segundo do jogo sem pressa. Faça as atividades paralelas, jogue os minigames e só aproveite tudo que as lojas do jogo têm a oferecer.

Eu passei essas primeiras 20 horas em 3 capítulos do jogo, e parece que é pouco mas muito pelo contrário! Cacei piratas, joguei os jogos de arcade, comprei uma porção de roupas para o Majima — que aliás, você pode pela primeira vez na série vestir o personagem como quiser –, sem falar da customização e luta com navios.

A exploração do mar está bem divertida, dando com pau em jogos como Assassin’s Creed IV: Black Flag. E o mais incrível é que tudo isso é uma parte pequena do que o jogo tem a oferecer.

Assim sendo, Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii veio assim como quem não quer nada e é um jogo divertidíssimo, que acredito que pode ser porta de entrada para a série, mesmo por aqueles que conhecem vagamente o ambiente da série.

Não, não acho que fazer isso é indicado — particularmente preferiria começar pelo 0, Kiwami 1 ou Yakuza: Like a Dragon — mas é uma opção até que viável.

Minhas impressões já demostraram que esse jogo vale muito a pena e é uma experiência diferente na série, mostrando que eles realmente conseguiram tirar a série da sua zona de conforto. Espero que o RGG Studio sempre consiga esse atingir esse nível de excelência.

E em breve teremos o review completo aqui no site! Até lá!

Pirate Yakuza in Hawaii
Divulgação: SEGA / RGG Studio

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Judgement | Minhas breve impressão com o Spin-off de Yakuza https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/01/13/judgement-minhas-breve-impressao-com-o-spin-off-de-yakuza/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/01/13/judgement-minhas-breve-impressao-com-o-spin-off-de-yakuza/#respond Sat, 13 Jan 2024 17:29:59 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=15906 Takayuki Yagami é um ex-advogado que devido a um “erro” em seu passado se torna um detetive particular e acaba se envolvendo em uma trama na qual conhece o submundo da Yakuza e revelará segredos de um caso que o atormenta amargamente. Toda a trama se passa na fictícia cidade de Kamurocho. Cidade essa que […]

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Takayuki Yagami é um ex-advogado que devido a um “erro” em seu passado se torna um detetive particular e acaba se envolvendo em uma trama na qual conhece o submundo da Yakuza e revelará segredos de um caso que o atormenta amargamente.

Toda a trama se passa na fictícia cidade de Kamurocho. Cidade essa que quem conhece a série de jogos Yakuza já esta familiarizado, enquanto os novos jogadores com certeza se encantaram com a cidade cheia de neons, bares, baladas e restaurantes inspirados na cidade de Kabukichou em Tóquio. Chega a ser muito difícil falar de Judgement sem fazer comparações com a serie principal, Yakuza, mas vamos lá.

O início e a expectativa

Um aviso aos jogadores de primeira viagem: Talvez os longos diálogos e as cutscenes façam os jogadores torcerem o nariz no início, mas serão facilmente compensado pelo combate frenético com gangsteres a todo momento pela cidade. Combate esse que como sempre não deixa nada a desejar, o que me fez lembrou o estilo de combate do Yakuza 2 remaster. Por outro lado me decepcionou o fato de não ter um modo de torneio de lutas, algo recorrente em outros jogos da series.

Outro ponto que me decepcionou foi a forma na qual você ganha dinheiro no jogo, não tem o cabaré e nem a Majima Construction, ao invés disso foi adicionado um jogo divertido de realidade virtual onde você joga dados e percorre por um tabuleiro, achei muito interessante, não é ruim porém fica muito abaixo das outras duas experiências citadas.

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A dificuldade do jogo (no hard) eu achei moderada, não tive grandes problemas com chefes, só tem um “subchefe” (Matsuhisa Koga) na cidade que é meio chatinho por utilizar armas, inclusive, como eu toquei nesse ponto, diferente de outros jogos da serie agora o jogo é mais punitivo quando você é atingido por armas de fogo (ou por um golpe de tigre, sim você pode lutar contra tigres) pois sua barra de saúde fica com um dano no qual itens normais de saúde não curam e é preciso usar um item bem mais caro para se recuperar.

Judgment
Reprodução: SEGA

E a história de Judgement?

Voltando a falar mais um pouquinho da história sem spoilers, eu gostei das reviravoltas, jogando a primeira vez não percebi falhas graves no roteiro, acho que os problemas que o personagem enfrenta não estão ali só pra encher linguiça ou por conta de antagonistas totalmente sem sal como já visto em alguns jogos da serie. Dessa vez houve um maior capricho na criação dos vilões, estes agora contam com boas motivações para suas atitudes e isso deixará nosso protagonista quebrando a cabeça para resolver o caso como um verdadeiro detetive.

Os desenvolvedores acertaram também nas side quests, que são bem diversificadas e algumas com aquele humor pastelão conhecido na série. Já os casos de detetive são bem repetitivos, na maior parte do tempo consiste em perseguir pessoas escondido e tirar fotos.

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Agora as atividades para passar o tempo no jogo também são legais podemos jogar dardos, baseball, corrida de drones (você também pode usar o drone para sobrevoar livremente pela cidade e tirar fotos), no arcade você pode jogar jogos da SEGA como Motor Raid e Final Fight, pode se divertir no cassino jogando pôquer ou Black Jack, partidas de Mahjong ou Shogi, outros jogos da cultura japonesa como Oicho Kabu ou Koi-koi e também pode sair com uma das 4 garotas que podem se tornar sua namorada durante o game.

Judgment
Reprodução: SEGA

Conclusão

Judgement tem tudo o que um fã de Yakuza quer e muito o que apresentar pra quem não conhece a serie, a versão de PS4 possui apenas legendas em espanhol e inglês mas mesmo assim vale a pena dar uma chance pois se por ventura não curtir a história do game, eu garanto que você vai perder muitas horas andando pela cidade lutando e fazendo outras atividades.

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Back to the Dawn | Impressões da Demo https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/06/20/back-to-the-dawn-impressoes-da-demo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/06/20/back-to-the-dawn-impressoes-da-demo/#comments Tue, 20 Jun 2023 02:37:29 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=14490 Começo dizendo que Back to The Dawn não te vai desapontar. Quando eu li o pressrelease com alguns comentários do CEO da Spiral Up Games eu pensei: Será que é tão bom assim? Será? Bem, ignorando o meu gosto que geralmente deixa de lado jogos focados em narrativa, eu baixei a demo e decidi tirar […]

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Começo dizendo que Back to The Dawn não te vai desapontar. Quando eu li o pressrelease com alguns comentários do CEO da Spiral Up Games eu pensei: Será que é tão bom assim? Será?

Bem, ignorando o meu gosto que geralmente deixa de lado jogos focados em narrativa, eu baixei a demo e decidi tirar a prova. Para a minha surpresa o jogo é realmente imersivo e conseguiu prender a minha atenção – Eu não esperava me divertir tanto.

Logo, assim que conclui a minha primeira jogatina eu vim correndo para este meu cantinho na internet discorrer sobre minha experiência com a demo de Back to The Dawn, então guarde sua moeda e me acompanhe.

Reprodução: Metal Head Games

Uma experiência cativante

Estamos falando de uma demo, então muita coisa pode mudar para melhor creio eu, mas no que pude conferir tá tudo rodando maravilhosamente bem. Não tive qualquer bug ou ponto negativo no sentido técnico que pudesse pontar durante a minha jogatina.

Sendo o chato aqui, uma dublagem deixaria a experiência ainda muito melhor, mas é visível o nível de qualidade empregada no titulo. Se você apenas olhar o trailer ainda não terá noção da complexidade da história e a liberdade que os desenvolvedores tomaram aqui na construção dos elementos narrativos.

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É visualmente lindo, não dá nem pra dizer o contrário nesse aspecto. Se for anunciado uma localização em português, creio que facilmente será abraçado por muita gente dada a quantidade absurda de texto – Oras, é um RPG diferente, mas ainda um RPG.

Por outro lado, se você decidir jogá-lo no teclado sua experiência será a de um point and click, o que não me agradou muito,  sendo sincero. Não importa o que faça vá direto para uma jogatina com um controle em mãos, vai se divertir mais, pode confiar.

Reprodução: Metal Head Games

Raposa, para de arrumar confusão

Na demo podemos escolher entre dois personagens, Thomas a Raposa e Bob a Pantera, mas somente Thomas parece disponível em um primeiro momento, então compartilharei com base nessa primeira jogada com Thomas, a raposa. Bem, eu adoro raposas.

Ele é um jornalista que realizou uma reportagem que causou alguns furúnculos no traseiro de gente importante e corrupta, logo não demorou que ele fosse procurado alguém oferecendo muito dinheiro só para ele parar de investigar, eu optei pela recusa e em seguida a policia abordou o personagem e encontrou pó branco em seu carro.

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É… Caindo na prisão é que a história começa a desenrolar e vamos conhecendo a mecânica do jogo, onde você conta com um sistema social, onde se pode fazer amizade ou não com determinada pessoa e aprofundar os laços, ou simplesmente elevar até certo ponto pra tirar proveito da figura.

Há também os famosos favores que basicamente são missões secundárias e consiste entre entregas, plantar bombas e por ai vai. E uma das coisas que é notável a medida que você começa a conhecer as mecânicas é que não existe um jeito certo de se jogar, o que eu simplesmente amo.

Sendo um RPG no sentido de combate, mas fugindo as regras de ser apenas linear, permitindo que se eu quiser apenas fique cumprindo minha pena perpetua ou fuja, ou dê um jeito de virar o reio do pedaço.

Isso, faz empréstimo na cadeia – Reprodução: Metal Head Games

 

Liberdade para fazer empréstimos e morrer de fome

Se você é fã do seriado OZ vai lembrar de como era o funcionamento na prisão e como os carcereiros eram corruptos e como a prisão tem uma realidade muito singular. Eles conseguiram captar parte dessa essência e isso deixa a aventura ainda mais legal.

Existe todo um cronograma diário que o prisioneiro tem de seguir, e para fazer qualquer fora desse cronograma exige expertise. Você tem de pensar quais caminhos vai tomar, se vai dedicar mais tempo em construir laços e se juntar a alguém ou vai tentar fugir da prisão.

Você pode dividir sua janta com alguém no refeitório para tentar agradar uma determinada pessoa, ou pode tentar elevar o nível de afinidade com alguém que trabalhe na cozinha para conseguir algum privilégio. Tudo depende de como você conduzirá.

Tá com a grana curta? Faça um empréstimo. Tá com sanidade ruim? Pague para assistir TV? Quer uma renda fixa? Trabalhe na lavanderia, mas saiba que a quantidade absurda de elementos químicos pode te fazer mal.

Reprodução: Metal Head Games

Mas não é um RPG?

É sim, genial, não é mesmo? Apesar de seguir uma linha diferente o combate é de turno e leva em consideração status e equipamento como qualquer outro RPG clássico, com o diferencial é que para você conseguir equipamento bom dentro de uma prisão é muito mais trabalhoso.

Os equipamentos a nossa disposição também são muito interessantes, desde um punhal feito com pedaço de vidro e gases ao um pedaço de cano de ferro enferrujado. Cada um com seu status, sendo possível causar sangramento com as garras do personagem ou com o caco de vidro que causa isso por si só, além dos itens de cura que são coisas básicas como comida e até besouro – Esses podem ser colhidos pelo pátio na hora da recreação.

O personagem tem uma barra de fome que usa ícone de um estomago, barra de sanidade e corporal. Tudo o que você consome reflete de forma positiva ou negativa. Seu personagem é novato, então  a barra corporal despenca em dois dias, sendo necessário se alimentar bem… não será fácil.

Não lembro do Cloud Strife passar pela prisão nesse perrengue todo, não sofreu nada perto do que os protagonistas de Back to The Dawn tão passando.

Reprodução: Metal Head Games

Conclusão

Eu dei uma rápida pincelada sobre Back to The Dawn mais porque não quero estragar a experiência de ninguém. Há muito texto para ler, mas diferente de muitos outros jogos onde grande parte é algo no mínimo desinteressante, aqui você quer conhecer mais da personalidade de alguns personagens e até mesmo sobre a trama que te levou a prisão.

A Metal Head Games sem dúvida é um estúdio que começarei a ficar de olho de agora em diante, porque realmente a demo me surpreendeu de forma extremamente positiva. Reitero que uma localização em português me tiraria algumas lagrimas de alegria.

Não é todo dia que encontramos um jogo com animais humanoides tão bem escrito e que de quebra entrega uma experiência de RPG tão inusitada. Não tenho dúvidas, recomendo demais Back to The Dawn, e aproveitem que a demo ficará disponível até 10 de julho por conta do Steam Next Festival e coloque o titulo em sua lista de desejos.

O jogo tem previsão de lançamento para segunda metade desse ano apenas para PC no Steam, mas eu to na torcida para que os consoles em breve possam também receber o titulo.

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Front Mission 1st: Remake | Impressões da Demo https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/06/02/front-mission-1st-remake-impressoes-da-demo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/06/02/front-mission-1st-remake-impressoes-da-demo/#comments Fri, 02 Jun 2023 15:24:41 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=14162 Front Mission, um clássico jogo de estratégia da Square Enix ganhou um remake que muito em breve estará disponível, especificamente no dia 30 de Julho  para outras plataformas:  Steam, GOG, Epic Games Store, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series S, and Xbox Series X, mas se vocês são ansioso como eu e não tem […]

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Front Mission, um clássico jogo de estratégia da Square Enix ganhou um remake que muito em breve estará disponível, especificamente no dia 30 de Julho  para outras plataformas:  Steam, GOG, Epic Games Store, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series S, and Xbox Series X, mas se vocês são ansioso como eu e não tem um Nintendo Switch, a plataforma da Nintendo recebeu o jogo em novembro do ano passado, então corra conferir a demo que encontra-se disponível no Steam.

Investi parte da minha manhã de hoje jogando essa demo, que adianto ser no mínimo um baita aperitivo para aqueles que não conhecem a franquia ou estavam muito ansioso para ver como o jogo está funcionando. Obviamente este texto não será extenso por estar abordando uma demo, mas não vou esconderei minha minha alegria por ter a possibilidade de jogar novamente esse titulo, melhorado ainda por cima, depois de tantos anos.

Bem, vou discorrer abaixo minhas impressões, me acompanhem.

Front Mission
Reprodução: Forever Entertainment/ MegaPixel Studio.

Um remake para os fãs

Front Mission não é uma franquia tão conhecida do grande público e o anuncio que chegará a outras plataformas, nada mais é que um indicativo que até mesmo no Switch as vendas talvez não tenham sido lá tão expressivas. Oras, falamos de um IP que Square Enix nunca demonstrou muita preocupação em retirar do baú, logo não me surpreendeu ver a IP na mão de outro estúdio e publisher, aqui no caso Forever Entertainment e a desenvolvedora MegaPixel Studio.

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Quem teve a oportunidade de jogar o titulo original de 1995 vai ficar bem surpreso pela qualidade gráfica e do áudio do remake, afinal estamos falando de um titulo de 16 bits. Outros pontos foram melhorados, como detalhes pequenos e muito gratificantes de se ver.

Outro ponto interessante é que podemos escolher o lado que desejamos jogar, mas essa escolha fica disponível apenas na versão completa do jogo. Uma pena… uma pena mesmo.

Front Mission
Reprodução: Forever Entertainment/ MegaPixel Studio.

Gráficos, Câmera e Som

A câmera moderna é um baita adendo a o remake, porque enquanto a clássica é travada, optando pela nova você é capaz de movimentar para os lados, avançar pelo terreno e até olhar por cima. É impossível jogar Front Mission com a câmera clássica? Não, mas é melhor com a câmera nova.

Quanto aos gráficos, estamos falando de uma conversão muito boa. Não excelente, mas entendendo que trata-se de um rpg de estratégia onde maior parte do tempo a visão é distante do Wanzer (os robôs pilotáveis), creio que só encareceria ainda mais o titulo. Os únicos momentos em que temos uma visão completa dos Wanzer’s é durante as cenas de ataque, mas funciona, a desenvolvedora MegaPixel teve um cuidado em detalhar pedaços caindo, armas e alguns efeitos de curto e explosão.

Eu adoro a trilha sonora clássica do jogo e ela está disponível para escolhermos durante a jogatina, mas não tenho do que reclamar da versão remasterizada, que inclusivo estou ouvindo enquanto escrevo essas linhas.

Front Mission
Reprodução: Forever Entertainment/ MegaPixel Studio.

Conclusão por enquanto

Front Mission 1st: Remake entrega um demo que com certeza vai abrir o apetite dos fãs da franquia que ficaram chateados durante o seu lançamento como “exclusivo” no Nintendo Switch ano passado. Com o anuncio de chegar as outras plataformas, eu posso dizer que promete oferecer boas horas de diversão.

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Toda a arte do jogo recebeu uma bela melhoria, o que fez com que tudo ficasse bem agradável. Me lembrou bastante a arte do Front Mission 4 do PlayStation 2 – Vamos lá MegaPixel Studio nos traga todos os títulos.

Espero que não demore para que suas sequencias sejam anunciadas, em especifico Front Mission 3 que é o meu segundo jogo predileto da franquia.

https://youtu.be/21wSSiWS4FM

Especificações do meu PC:

  • Processador AMD A10-7700K Radeon R7, 10 Compute Cores 4C+6G 3.40 GHz
  • Memória RAM 8GB
  • SSD 240GB

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Shattered Heaven | Impressões https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/11/01/shattered-heaven-impressoes/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/11/01/shattered-heaven-impressoes/#comments Tue, 01 Nov 2022 21:50:31 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12457 O texto sobre a BGS ainda não saiu, mas vou me adiantar com minhas impressões sobre Shattered Heaven, um jogo desenvolvido pelo estúdio italiano, Leonardo Interactive., e que tive a oportunidade de jogar o titulo ainda durante o evento. Lá mesmo eu tive uma boa impressão, apesar de ser quase impossível ouvir bem a trilha […]

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O texto sobre a BGS ainda não saiu, mas vou me adiantar com minhas impressões sobre Shattered Heaven, um jogo desenvolvido pelo estúdio italiano, Leonardo Interactive., e que tive a oportunidade de jogar o titulo ainda durante o evento.

Lá mesmo eu tive uma boa impressão, apesar de ser quase impossível ouvir bem a trilha sonora do jogo, porém, consegui ter uma visão superficial. Já de volta a minha cidade, tive uma nova oportunidade, dessa vez a de jogar a prévia do jogo no conforto do lar.

O que posso dizer de forma antecipada é que a experiência foi ainda melhor. Claro, muita coisa pode mudar até o seu lançamento que está previsto para março de 2023, mas não podia deixar de compartilhar.

Confiram.

Reprodução: Leonardo Interactive

Um mundo sombrio

Shattered Heaven é ambientado em um mundo sombrio onde Deus caiu e isso levou a humanidade a ser amaldiçoada por infertilidade e morte aos 40 anos, além da impossibilidade de dormir. Tornando a vida de toda a população uma eterna tortura, onde apenas aguardam que o fim chegue logo.

Para tentar mudar esse quadro, guerreiros se unem para a realizar de um sacrifício será capaz de quebrar a maldição e salvar a todos. E apesar de parecer uma premissa simples, o jogo se permite desenvolver melhor a trama por meio do diálogo dos personagem, o que garante muita leitura, acreditem.

Também acho que vale a pena ressaltar como é divertido ver os personagens conversando entre si durante algumas pausas para descansar. Os diálogos dos personagens não são inteiramente dublados, mas determinadas expressões ou falas curtas são, e isso dá o tom de como o personagem está encarando a situação.

Reprodução: Leonardo Interactive

RPG de turno com cartas

Essa é talvez uma das coisas que mais me pegou de surpresa, pois não sou lá um exímio fã de jogos de cartas, mas Shattered Heaven mescla um tradicional jogo de cartas com uma pegada de tabuleiro e o tradicional RPG de turno, o que torna a experiência um tanto peculiar, no melhor sentido.

Para contextualizar melhor, vou me prender a experiência que tive com Yu-Gi-Oh! do PS1, que é a minha referencia pra jogos do gênero. É, me julguem.

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Em Shattered Heaven temos um deck para cada personagem, e que a medida que avançamos no tabuleiro que é a nossa dungeon, podemos ganhar algumas cartas para ir renovando, só que diferente do Yu-Gi-Oh! aqui não podem ser compradas em uma loja, só após os combates e elas são aleatórias. O que nos faz avaliarmos bem quais cartas descartar definitivamente para renovar o nosso deck.

Outro ponto é que enquanto andamos pelo tabuleiro, é possível ativar aleatoriamente  algumas armadilhas ou eventos que podem oferecer buffs de magia, bênçãos ou simplesmente nos ferrar logo no início de um combate. E isso é tão aleatório que quase sempre começava me ferrando na luta seguinte.

Cada deck só pode ter 20, então como disse acima é preciso montar o deck com cuidado porque fará toda a diferença mais adiante.

Reprodução: Leonardo Interactive

O combate de turnos

O combate de Shattered Heaven é um tanto desafiador, muito disso por conta da quantidade absurda de bleeding que os inimigos causam em seu primeiro ataque. Por outro lado, existe uma gama de buffs que podemos utilizar com algumas cartas, mas o sangramento segue firme nos ferrando.

E como estamos falando de um tabuleiro que contém muitas peculiaridades, é importante ressaltar que a recuperação de HP é trabalhosa.

No mapa há um altar onde podemos descansar, lá você pode remover cartas, recuperar HP e orar pra conseguir umas bênçãos. Isso pode ser feito apenas uma vez durante esse mapa. Ou seja, se identificou esse campo no mapa, só passe lá se realmente precisar, pois pode ser feito apenas uma vez por jogada.

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Quanto aos personagens, cada um possui suas particularidades como esperamos de um bom RPG. Um é força bruta e proteção, outro possui ataques rápidos e boa recuperação de energia e a outra  personagem é quase uma maga. Ela “sumona” um personagem com vários poderes, em sua maioria na base do sacrifício da personagem e descarte de cartas que lhe conferem cartas especiais.

Não sei se o combate melhora mais adiante, mas inicialmente os personagens causam pouco dano e mesmo com cartas que elevam, ainda é demorado o combate quando se tem vários inimigos na tela. Por outro lado, a medida que entendemos melhor o efeito de cada carta, dá pra brincar bem e causar bons danos.

Shattered Heaven
Reprodução: Leonardo Interactive

Conclusão

Shattered Heaven é um titulo que vale a pena ficar de olho em seu lançamento, pois além de um design e arte bonitos, ele conta com uma trilha sonora muito empolgante e que dá o maior gás durante o combate. Principalmente quando você tá com o HP todo fudido. Sério.

O único ponto negativo, e nem sei se dá pra apontar como algo negativo é não ter uma localização em português por enquanto, mas com o apoio da comunidade é possível convencermos os desenvolvedores a mudar isso. Basta dar RT no tweet do Jesús, que não é o nosso salvador, mas é uma pessoa incrível – Alias, sigam ele no Twitter.

No âmbito geral eu gostei bastante de Shattered Heaven, mais do que durante o meu primeiro contato ainda na BGS, onde fiquei encantando com esse violento e sombrio universo. Claro, não é um titulo que vai agradar a todos, mas certamente vai cair no gosto dos amantes de um bom RPG com quedinha por jogos de tabuleiro e cartas.

Há também área onde você pode comprar poções e craftar itens que vão lhe auxiliar, então se lhe assustei no começo, calma, o mundo não está perdido. Espero falar de forma mais precisa após o seu lançamento, mas por enquanto as impressões que ficaram são bem positivas.

O jogo inclusive já pode ser adicionado a sua lista de desejo em sua página no Steam, e mesmo que seja lançado em Março de 2023, passa rápido, então dê a si mesmo esse presente.

Essas análise foi feito com uma código da prévia do jogo que foi gentilmente cedida pela Leonardo Interactive.

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Ultraman Decker | Primeiras Impressões https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/08/21/ultraman-decker-primeiras-impressoes/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/08/21/ultraman-decker-primeiras-impressoes/#respond Sun, 21 Aug 2022 20:56:41 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12054 Eu nunca fui muito chegado em Ultraman na questão de tokusatsus, provavelmente porque pelo menos em termos de exibição no Brasil, o que havia passado da era clássica de Ultraman (Ultraman, Ultraseven e Retorno de Ultraman) passaram originalmente aqui muito antes de eu assistir Tokusatsu com regularidade, e apesar de ter assistido um pouco de […]

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Eu nunca fui muito chegado em Ultraman na questão de tokusatsus, provavelmente porque pelo menos em termos de exibição no Brasil, o que havia passado da era clássica de Ultraman (Ultraman, Ultraseven e Retorno de Ultraman) passaram originalmente aqui muito antes de eu assistir Tokusatsu com regularidade, e apesar de ter assistido um pouco de Tiga e até gostado da série, nunca fui muito além.

Outro fator, é que eu nunca fui muito fã da coisa de luta de gigantes e tal, dá pra contar nos dedos de uma das mãos do Lula a quantidade de filmes do Godzilla que assisti, e ainda sobrariam dedos. Eu até tenho aqui o filme Ultraman: The Next que a Focus lançou em DVD, mas mesmo tendo o DVD, eu nem assisti.

LEIAM – Ranking com meus Filmes favoritos de Kamen Rider 

Esse primeiro parágrafo, foi basicamente eu dizendo que sou um completo leigo nas questões dos gigantes cinzentos da Tsuburaya. E apesar dos lançamentos de alguns filmes isolados em home-vídeo (não lembro quais foram lançados aqui no Brasil), as séries de Ultraman ficariam como as de Kamen Rider* e Super Sentai, confinadas ao Japão e os que quisessem assistir, dependentes do trabalho de fansubs.

*Em termos de Kamen Rider, isso mudou, já que a Sato Company detém os direitos de exibição da franquia Kamen Rider para a América Latina, e já temos aqui no Brasil com legendas em português, Kamen Rider Black, Black-RX e Zi-O, com a próxima série prometida sendo Kuuga

Só que já há algum tempo, a Tsuburaya, que possui executivos mais inteligentes que os da Toei, decidiu investir no público de Tokusatsu que está fora do Japão, não só com parcerias com a Marvel (nas HQ’s The Rise of Ultraman, The Trials of Ultraman e a vindoura The Mystery of Ultraseven) e a Netflix (para a distribuição do anime de Ultraman), como também disponibilizando muito material de Ultraman em seu canal do Youtube, com legendas em diversas línguas, incluindo português.

Hoje em dia, é possível assistir especiais, como a minissérie Ultra Galaxy Fight: the Absolute Conspiracy, ou séries recentes, como Ultraman Z e Ultraman Trigger: New Generation Tiga no conforto de seu lar, sem depender do trabalho de fansubs (ei, eu sei como é cansativo traduzir) e sem gastar um tostão sequer.

E agora, em Julho de 2022, estreou a mais nova série de Ultraman, que assim como Trigger celebrou os 25 anos de Tiga, Ultraman Decker é a série que comemora os 25 anos de Ultraman Dyna. E esse texto conta mais ou menos minhas impressões iniciais da série (no momento em que escrevo esse texto, 4 episódios foram exibidos, com o quinto a ser exibido mais tarde – Eu provavelmente postarei 2 ou 3 screenshots do episódio no meu twitter enquanto assisto).

Reprodução: Tsuburaya

A série se passa sete anos depois dos eventos de Ultraman Trigger: Episode Z (o filme de Trigger), contando a história do jovem Kanata Asumi, que trabalhava numa lojinha com seu avô, e seus pais estavam em Marte, curtindo umas curtas férias que ganharam em um sorteio. Após fazer uma entrega, um monstro gigante (claro) surge, e esferas verdes começam a atacar as pessoas.

Coisas acontecem, e após ser engolido por uma dessas esferas, Kanata é salvo por uma luz que se funde a ele, se tornando o Ultraman Decker. Pouco após esse evento, Kanata acaba entrando para uma reformada GUTS-Select, que deve proteger o planeta e encontrar uma solução para o problema imediato das esferas que cobriram o planeta, cortando completamente o contato externo com as colônias de Marte.

Eu obviamente cortei MUITA coisa do que aconteceu, mas bem… A série está no começo, e muita coisa seria spoiler e não quero estragar esses momentos, então passei uma pincelada no primeiro episódio.

Reprodução: Tsuburaya

Uma das coisas que se percebe de cara, é que o elenco inicial de Decker é relativamente menor do que o de Trigger. Ainda temos o trio principal com o Kanata, Ichika e Soma, mas a equipe é menor. Kanata é meio que o herói otimista, talvez não tão excessivamente animado como o Kengo (Decker) foi. Ichika é o que a gente espera de um protagonista de shonen, cabeça quente, energética e tudo mais. E Soma é o gênio frio de blá blá blá.

A dinâmica deles funciona, apesar deles não saberem que o Kanata é o Ultraman Decker, o único que vem a saber disso é o robô AI H.A.N.E.2, que recebeu o apelido de Hanejiro, referência ao Alien mascote de Ultraman Dyna.

Em termos de ação, Ultraman Decker traz os pontos fracos e fortes de uma série Ultraman, e de um tokusatsu moderno em geral. Como nesse tipo de série, merchandising é um ponto chave, algo tem que ser usado pra vender algo, nisso, a transformação de Kanata em Decker se dá por meio de cartas, tal como Kamen Rider Decade, o mesmo vale pra mudanças de forma e invocações de monstros.

Reprodução: Tsuburaya

Como mencionado, traz os fortes e fracos de um Ultraman. Como a franquia sempre foi com batalhas de seres gigantes, os combates não são tão focados em golpes físicos em sequência, como temos num Kamen Rider ou Super Sentai (a exceção talvez seja a série Ultra Galaxy Fight), e obviamente temos o clássico ataque do Ultraman com os braços em formato de cruz disparando um raio. Mas ao mesmo tempo em que esse ritmo de lutas cadenciado pode ser considerado um ponto fraco, é o que torna uma série de Ultraman… Uma série de Ultraman, e tem um charme inigualável.

Ainda não tivemos episódios o suficiente para explorar mais os personagens, mas pinceladas são dadas a cada episódio, e talvez segredos dos personagens sejam revelados ao longo da série (ainda temos cerca de 21 episódios restantes, tempo o suficiente pra desenvolver.

Após assistir esse começo de Decker (e até o momento, 9 episódios de Trigger), me pergunto o porque das CG’s de tokusatsu da Toei serem tão ruins. Tenho certeza de que eles são capazes de mais, porque o que a Tsuburaya faz é magia pura. Claro, dá pra ver que a Tsuburaya usa MUITOS efeitos práticos, mas tem CG aqui e ali para muitas coisas, e a não ser aquelas coisas muito óbvias, como as esferas, o CG tá muito melhor integrado ao produto do que o que a Toei faz (por mais que eu goste de Donbrothers, os rangers rosa e preto em CG são horríveis visualmente, porque a CG parece pobre, sei que uma das gimmicks de Donbrothers é realidade virtual, mas ainda assim).

Reprodução: Tsuburaya

Os temas de abertura e encerramento da série são incríveis. Wake Up, Decker!, do duo SCREEN mode é uma música chiclete, que provavelmente vai te colocar pra fazer uns exercícios se você assistir ao videoclipe. E o encerramento, com Kanata Toku, interpretado por Hironobu Kageyama, é o tipo de música suave, que se espera de um encerramento (e ela me lembra MUITO Kokoro wa Tamago, encerramento de Jetman) e uma pequena referência ao fato do Kageyama ter interpretado Ultra High, o segundo encerramento de Ultraman Dyna, com a banda dele, LAZY.

Uma das melhores coisas, e que faz com que eu possa recomendar Ultraman Decker sem pensar muito, é que não é necessário ter assistido Dyna, ou mesmo Trigger pra entender o que se passa na série, mas pra quem o fez, vai reconhecer as referências, como monstros e tal, ou como os eventos de Trigger influenciaram Decker. É uma série gostosa de se ver, até o momento ao menos.

Ultraman Decker está em exibição no Japão, e todas as sextas-feiras a noite no canal oficial da Tsuburaya, com legendas em português do Brasil.

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Salt and Sacrifice | Morrem, digo, jogamos o beta https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/03/26/salt-and-sacrifice-morrem-digo-jogamos-o-beta/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/03/26/salt-and-sacrifice-morrem-digo-jogamos-o-beta/#respond Sat, 26 Mar 2022 08:00:45 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10462 Vocês devem saber que eu sou uma bosta em jogos do tipo Souls-like. Todas as minhas tentativas no gênero foram frustradas, em um grau ou outro, desde lá trás no Dark Souls no PC (que curiosamente minha cópia não legítima do jogo me deu achievement na Xbox Live. Lembram do Games for Windows Live? A merda […]

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Vocês devem saber que eu sou uma bosta em jogos do tipo Souls-like. Todas as minhas tentativas no gênero foram frustradas, em um grau ou outro, desde lá trás no Dark Souls no PC (que curiosamente minha cópia não legítima do jogo me deu achievement na Xbox Live. Lembram do Games for Windows Live? A merda que era? Ainda bem que a Microsoft aprendeu a lição e nunca mais tentou fazer uma loja separada do Steam pra PC, cert… Não, pera.). Onde eu estava? Ah sim, Souls-like.

O fato é que eu fracassei em diversos graus em vários jogos do gênero, e até hoje, o único que consegui terminar foi o Star Wars: Mamãe quero ser Dark Souls, que vai ganhar continuação esse ano.

Desde o lançamento de Demon’s Souls e Dark Souls, muitos jogos tentaram copiar a fórmula dos jogos da From Software, com variados graus de sucesso e fracasso. Até mesmo em 2D, com um dos primeiros (talvez), saindo em 2014 no Japão, e denominado Demon’s Sperm. E sim, é exatamente do que se trata o jogo. O que isso tem a ver com o jogo? Um pouco, já que ele possuía a mecânica típica de Demon’s Souls e era em 2D com sprites.

E em 2016, a desenvolvedora Ska Studios lançou, a princípio exclusivamente para PS4 (com versões para PC, Vita, Xbox One e Switch lançadas posteriormente), Salt and Sanctuary, um jogo que combinava o combate de Dark Souls, com a exploração bidimensional dos Metroidvanias.

Cinco anos depois, uma continuação, foi anunciada com previsão de chegada para esse ano. Intitulado “Salt and Sacrifice”, nós aqui do Arquivos do Woo tivemos a oportunidade de participar do beta.

Continue lendo para saber nossas impressões:

Salt and Sacrifice
Reprodução: Ska Studios

Se você jogou Salt and Sanctuary, esqueça o plot do jogo

Apesar de ser uma continuação, não se trata da jornada do personagem que jogamos no primeiro jogo. Aqui, fomos condenados por um certo crime (o crime é escolhido pela gente quando criamos nosso personagem), e para encontrarmos o perdão, devemos nos tornar Inquisidores e caçar Magos, que estão causando alguma treta maligna no mundo.

Só que as coisas não começam com o pé direito, já que enquanto partia para cumprir seu objetivo, você é atacado e deixado pra se virar sozinho, já que sua condução e o zé que conduzia esse cavalo, estão mortos. Não apenas isso, mas pouco depois de passar por meia duzia de idiotas, um boss gigante acaba contigo, e aí começa a sua jornada de verdade.

Salt and Sacrifice
Reprodução: Ska Studios

Mais bonito que seu antecessor

Pelas screenshots, percebe-se que apesar de continuar sendo uma equipe de apenas duas pessoas, houve um salto gráfico entre Salt and Sanctuary e Salt and Sacrifice, o que meio que era esperado, vide o tempo entre os dois jogos (seis anos). Os sprites estão bem mais bonitos e expressivos, com os cenários ficando mais detalhados.

Porém (não de um jeito ruim), apesar disso, o jogo continua com aquele clima opressivo de seu antecessor, acentuado pelos chefes e inimigos que não vão te dar descanso. E não podemos julgar as músicas contidas no beta por uma razão.

A build que recebemos para teste é uma versão antiga, e as músicas contidas no jogo são placeholders, não pertencendo a trilha sonora final.

Reprodução: Ska Studios

Prepare-se para morrer

Os controles na versão de Playstation… São menos que ideais. Ao menos se você quer utilizar armas de ataque a distância.

Os controles para combate funcionam bem, mas o mapeamento padrão de botões do jogo deixa bem a desejar, se eu for completamente honesto. Talvez por eu estar acostumado com os controles padrão de um souls-like, mas utilizar R1 pra item de cura depois de anos condicionado com o direcional pra cima é contra intuitivo. E mirar pra atirar adagas é complicado, independente do analógico usado. Isso dá uma vantagem para a versão de PC, por razões óbvias.

O combate, depende um pouco da classe escolhida, mas não foge do padrão souls, com estamina, defesa, esquiva e ataque sendo partes primordiais. E se o mapeamento de botões pode confundir, o combate funciona muito bem, obrigado. Claro, como um bom Souls-like, fique sem estamina na hora errada, erre um ataque e você vai ficar com a guarda aberta a ataques que podem ser letais, especialmente se você estiver com dois ou mais inimigos próximos de você.

LEIAM – Elex 2 | Um RPG difícil de gostar

Os combates contra chefes bebem da mesma fonte de Souls, aprenda os padrões de ataque, evite os ataques e contra ataque nos momentos certos. E assim como em Souls, conforme tiramos vida dos chefes, os mesmos adicionam padrões adicionais, tornando os combates interessantes.

Conforme se avança no jogo, novos recursos passam a ficar disponíveis, como o Grapple Hook (disponível na demo), e como todos sabemos, Grapple Hooks deixam os jogos 78% mais divertidos, Grapple Dog é a prova. O gancho em Salt and Sacrifice permite atingir áreas antes inacessíveis, desde que haja um ponto para arremessar o gancho, e o uso do mesmo requer um pouco de timing e precisão na hora.

Infelizmente, eu não pude testar o multiplayer, por motivos de força maior (eu não sou lá o maior fã de multiplayer e estava ocupado jogando outro jogo que vocês devem saber em breve – Ou sabem se me assistem no Twitch), mas o jogo possui PVP, então se você está acostumado a ser invadido em algum Souls, vai se sentir em casa aqui.

Reprodução: Ska Studios

Souls-like não é a minha praia

Apesar do mapeamento de controles ser um tanto medíocre na minha opinião, Salt and Sacrifice parece ser uma boa pedida, caso tenha curtido o primeiro jogo. Como Souls-like não é a minha especialidade, não tratem minha opinião como definitiva, mas justamente como uma opinião.

Salt and Sacrifice chega no dia 10 de maio para PlayStation 4, PlayStation 5 e PC.


Este texto foi feito com base na versão de PlayStation 4 com uma cópia digital do beta gentilmente cedida pela Ska Studios.

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Monark | Jogamos a demo https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/10/12/monark-jogamos-a-demo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/10/12/monark-jogamos-a-demo/#respond Tue, 12 Oct 2021 19:28:54 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=8603 A publisher FuRyu certamente chamou a minha atenção ao anunciar o RPG escolar Monark (sem relação com o cara lá), por conta da premissa dele, que era bem semelhante a de Shin Megami if, o que não é incomum, já que entre os desenvolvedores do RPG, estão ex-membros da Atlus, com experiência em MegaTen. O […]

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A publisher FuRyu certamente chamou a minha atenção ao anunciar o RPG escolar Monark (sem relação com o cara lá), por conta da premissa dele, que era bem semelhante a de Shin Megami if, o que não é incomum, já que entre os desenvolvedores do RPG, estão ex-membros da Atlus, com experiência em MegaTen.

O jogo sairá para PS4, PS5, Nintendo Switch e PC no começo de 2022, mas o lançamento japonês ocorre agora dia 14 de outubro e há uma demo disponível na eShop e PSN Japonesas, logo, contarei minhas impressões sobre o jogo.

Nunca confie num cara grandalhão de branco, é o que vos digo

Como a demonstração está em japonês e eu obviamente não falo essa língua ou entendo, fica um bocado difícil entender os diálogos ou o que está de fato acontecendo. Mas bem, de alguma maneira, nossa escola foi transportada pra outro mundo e incidentes estranhos tem acontecido.

Como parte do “Verdadeiro conselho estudantil”, seja lá o que isso quer dizer, devemos investigar essa treta.

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Do que foi revelado pelos produtores, a própria mecânica principal da narrativa de Monark é similar a de Shin Megami Tensei: if, com a escolha do parceiro principal definindo a nossa rota do jogo.

A demo em si só mostra um pouco da rota da Hinata. Mas o jogo final nos entregará quatro rotas diferentes, cada uma com seu/seus finais, e como incentivo de rejogar, será possível pular trechos em comum das rotas, focando nos momentos exclusivos de cada um desses caminhos.

O começo da demo, a narrativa posso falar que me lembrou um pouco Fate/Extra, o RPG de PSP. Você começa sendo introduzido a mecânica de combate, só que em uma situação impossível de vencer, e o seu personagem acaba morrendo. E aí somos introduzidos ao nosso personagem real.

E sobre o cara de branco que eu mencionei? Olha, ele parece ter um estranho poder que controla alguns outros alunos, e eles ficam com olhos avermelhados (Olhos avermelhados, Monark… As melhores piadas se fazem sozinhas, é o que vos digo) e claramente tem uma aversão ao protagonista. E c’mon! Um cara todo de branco numa escola onde o uniforme é preto.

Combate a la Neptunia + Risco e Recompensa na loucura

Monark

No começo do jogo, a diretora do colégio lhe faz uma série de quinze perguntas, que vão definir os status iniciais do jogador através do sistema de EGO.

Eu não entendi exatamente como ele funciona, ou como esses status são alterados (tem um personagem que vez ou outra você interage com ele e seus pontos de EGO em um status em específico muda, mas como não entendo japonês, isso passou batido por mim.)

O combate principal do jogo me lembrou um pouco a série Neptunia, com personagens diferentes tendo ataques que possuem raios de ação diferentes, seja em forma de cone ou circular (talvez hajam outros mais pra frente), A maneira com a qual você ataca os inimigos também influencia a resposta e o dano causado.

LEIAM – Samurai Warriors 5 | Jogamos a Demo

Se você atacar o inimigo de frente, é quase certo de que o inimigo fará um contra ataque. E se você o atacar por trás (THAT’S WHAT SHE SAID), seu ataque causará um pouco mais de dano. Antes de atacar, é possível mover o personagem livremente (por um raio definido de movimento, tal qual Neptunia faz)

O jogo possui um sistema de risco e recompensa baseado na sanidade dos personagens. Conforme você e o seu grupo andam por uma área infectada do jogo, o contador de loucura vai aumentando gradativamente. É importante ficar de olho nesse contador, porque certas ações em diálogos só são possíveis quando a barra de sanidade está acima de determinada percentagem.

Isso também vale para o combate, já que determinadas habilidades, só podem ser usadas quando a Sanidade está acima de um certo ponto.

Só que isso é uma faca de dois gumes, já que não é só estar na área infectada que aumenta a percentagem. Em alguns momentos, certos NPCs também estarão afetados pela loucura e irão para cima do personagem de maneira errática, a ponto de gritarem.

Esses gritos aumentam BASTANTE (cerca de 30%) a barra de sanidade. E se a barra de sanidade/loucura chegar a 100%, o personagem vai pirar na batatinha e nos combates, o jogador perderá o controle sobre ele, que poderá atacar aliados e inimigos com igual ferocidade.

A sanidade pode ser recuperada com itens, ou indo falar com o professor (que é médico), que vai restaurar por completo a sanidade do grupo.

O jogo possui os combates aleatórios, mas estes podem ser negados, caso o jogador recuse o telefonema (sim, o jogo tem uns telefonemas do além pra combate, não me pergunte, apenas aceite). E caso o jogador esteja numa enrascada (tipo eu), ele pode sair do combate e permanecer vivo.

Apesar do estilo, ele não é potente

Monark

Graficamente, Monark não vai chamar a sua atenção. Assim como Disaster Report 4 parecia um jogo de PS3 rodando num PS4 (O que suspeito que seja, já que originalmente Disaster Report 4 seria um jogo do PS3), Monark não parece se aproveitar da potência do PS4, quiçá do PS5. Os modelos dos personagens são bem simples, assim como os cenários.

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Claro, o jogo tem estilo próprio, mas muito parece ter vindo da inspiração em Shin Megami Tensei (exceto pelos demônios), e talvez um pouco tenha vindo de Caligula Effect (Outro RPG publicado pela FuRyu.

Admito que não prestei tanta atenção na trilha sonora da demo, mas a música tema em si é bem legal. E a dublagem japonesa do jogo, apesar de eu conhecer tipo, três nomes somente (Shigeru Chiba, Suzuko Mimori e Shinichiro Miki), é aquilo que se espera de um RPG japonês. Excelentes diálogos e entrega no ponto.

Que a experiência localizada ajude nesse promissor título

Monark

Monark promete, mas só saberemos se o jogo cumpre o prometido, quando ele chegar aos consoles e PC, no começo do próximo ano.

A localização está sendo feita pela NIS America, então há sentimentos mistos no meio (algumas das localizações deles deixaram a desejar, pelo que ouço aí na internet.), mas considerando que não ouço reclamações a respeito das localizações dos jogos da FuRyu, então talvez seja boa.

Enfim, Monark chegará em fevereiro de 2022 para Nintendo Switch, PlayStation 4, PlayStation 5 e PC.

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Samurai Warriors 5 | Jogamos a Demo https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/06/18/samurai-warriors-5-jogamos-a-demo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/06/18/samurai-warriors-5-jogamos-a-demo/#respond Fri, 18 Jun 2021 14:58:06 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7778 Geovane jogou a demo de Samurai Warriors 5 e conta suas impressões sobre o que esperar do jogo.

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Quanto tempo faz desde que não escrevo um artigo de prévia? Não lembro, mas enfim. Samurai Warriors 4 foi o título comemorativo de 10 anos da franquia, iniciada em 2004.

Apesar de ter sido a estreia da franquia na geração PS4, tanto ele, quanto seus sucessores (4-II e 4: Empires, e até mesmo o Spirit of Sanada) foram jogos pensados primariamente no Playstation 3 com PORTES para o PlayStation 4 (e Vita, PC e Switch posteriormente). Não que isso seja um demérito, eu passei horas sem fim em Samurai Warriors 4, 4-II e 4: Empires. Só não joguei o Spirit of Sanada porque o jogo tá muito caro.

E quando foi anunciado há muito tempo atrás, que Dynasty Warriors 9 seria em mundo aberto, a pergunta que não queria calar, foi: Será que Samurai Warriors 5 vai ir no mesmo caminho?

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Após a morna recepção que DW 9 teve, a resposta ficou bem clara: Não. (Tanto que o o Dynasty Warriors 9: Empires não usará o mundo aberto do jogo base). Mas, o aniversário de 15 anos da série veio em 2019, e nada foi anunciado, apenas que o título existia. E 2020 veio e foi embora, mas nada foi anunciado. 2021 chegou e finalmente, em um Nintendo Direct, a Koei Tecmo revelou o quinto jogo principal da franquia Samurai Warriors.

Tivemos a chance de jogar a demonstração do jogo e contaremos nossa experiência com o jogo. Sigam-me os bons.

Uma história focada em personagens ao invés de facções

A apresentação de Samurai Warriors 5 dá uma repaginada no que já havia sido apresentado nos jogos anteriores da série ao longo desses dezessete anos. Ainda que ele vá recontar uma história que já vimos inúmeras vezes, dessa vez o jogo recua um pouco no tempo e nos mostra um Oda Nobunaga jovem e sem o icônico bigode que o acompanha em diversos jogos, atravessando até mesmo os limites de produtoras.

A demo nos apresenta dois confrontos sob a ótica de Nobunaga, o primeiro foi um conflito contra o exército de Yoshimoto Imagawa, onde Nobunaga acaba fazendo de Ieyasu Tokugawa (que seria o responsável pela unificação do Japão muitos anos depois) seu aliado. E uma outra batalha contra Dosan Saito, na região de Mino, onde ele conhece aquela que seria sua esposa, , e o responsável por sua futura morte, Mitsuhide Akechi.

E não, nada do que falo aqui são “spoilers” já que isso é basicamente parte da história do Período dos Estados em Guerra (popularmente conhecido como Sengoku Jidai, ou Era Sengoku).

Mesma base, nova pintura

A demo nos dá duas missões do modo história e um total de cinco personagens jogáveis, Oda Nobunaga (somente na história), Nô, Hideyoshi Hashiba, Ieyasu Tokugawa e Maeda Toshie (No Free Mode).

O primeiro estágio começa obviamente com um rápido tutorial explicando como funcionam os comandos, bem simples e a jogabilidade… Bem, ainda que esteja refinada em relação ao 4-II/Empires, não mudou tanto. Você tem os ataques normais e os Hyper-Attacks (que são uma ótima maneira de cobrir distâncias até os inimigos e obviamente você pode desencadear combos com os dois tipos de ataque.

E a novidade em relação a franquia, são as Ultimate Skills, uma nova gama de habilidades para incrementar o combate. Basicamente são habilidades equipáveis que podem fazer a diferença na hora de manter um combo ou emendar com um Musou Attack.

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As Ultimate Skills podem variar dependendo do personagem, e tem diversos efeitos, desde ataques mesmo a habilidades, como encher a barra de Musou. Você tem quatro espaços no seu inventário para equipá-las e pode adquirir essas habilidades como itens nas fases do jogo. E para evitar o abuso, essas habilidades possuem um tempo de cooldown, deixando a cargo do jogador o momento certo para o uso.

Os golpes dos personagens sofreram revisões em relação a suas versões antigas, com alguns personagens mudando a arma, e logo, o jeito de de jogar. O maior beneficiado disso foi Hideyoshi Hashiba/Toyotomi, que de fato se tornou um personagem legal de se jogar.

Novos visuais estonteantes

Samurai Warriors 5

Muita gente levou um susto quando no primeiro trailer, foi mostrado um estilo gráfico que se assemelhava ao estilo “pintura” visto em Street Fighter IV e no novo Samurai Shodown. Bem, podem ficar tranquilos que esse estilo não é tão visto dentro do jogo, apenas em algumas cutscenes e no fim dos Musou Attacks.

O visual de Samurai Warriors 5 é bem limpo, e eu diria que um pouquinho mais colorido e vibrante que seu antecessor. Nada a nível Sengoku Basara, onde você não sabe se tá no Japão Feudal ou na São Paulo Fashion Week, mas ainda assim é algo mais colorido que o antecessor.

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Os modelos deixaram de ter aquele visual plástico de Samurai Warriors 4 e estão bem mais polidos, e ainda que os redesigns possam não agradar a todos, eu curti bastante ver personagens como o Akechi, o Nobunaga e a Nô tendo sido retrabalhados para um visual mais rejuvenescido. E uma coisa advinda de Spirit of Sanada se fará presente no jogo, no caso, o envelhecimento de alguns personagens durante a campanha.

Uma coisa, que na minha opinião ficou dissonante em relação aos jogos anteriores, foi a mudança de alguns dubladores. Claro, isso reflete muito da voz que o dublador dava ao personagem anteriormente, pois enquanto que Mitsuhide Akechi e Oichi continuam com seus dubladores originais (Hikaru Midorikawa e Ai Maeda, respectivamente), outros personagens, como o Oda Nobunaga e a ganharam novas vozes.

Não que isso me incomode de verdade, as atuações estão boas, e no departamento de áudio, isso é o que importa. Só achei realmente chato o fato de colocarem a Ai Maeda pra fazer o tom de voz que ela usava pra Oichi nos primeiros jogos da série, aquele tom mais infantilizado e com a voz mais fina, já que nos jogos mais recentes, ela utilizava um tom condizente com a maturidade da personagem.

Estamos excitados para as tretas de samurai

Samurai Warriors 5

Depois de muito aguardar, posso dizer que a espera por Samurai Warriors 5 parece ter valido a pena.

Pela demonstração do jogo, ele está polido, a jogabilidade afiada e amigável para novos jogadores, já que usualmente Samurai Warriors não exige conhecimento prévio da lore. O jogo sairá dia 27 de Julho para Playstation 4, Nintendo Switch, Xbox One e PC.

Abaixo você pode conferir meu gameplay da demonstração, com algumas observações:

#1 Eu cometi diversas gafes, por falta de conhecimento do idioma japonês

#2 Confundi o Nobuyuki Oda com o Akechi, depois com o Nagamasa.

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Resident Evil Village | Impressões das sombras https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/05/30/resident-evil-village-impressoes-das-sombras/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/05/30/resident-evil-village-impressoes-das-sombras/#respond Sun, 30 May 2021 08:00:33 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7439 Eu adoro a franquia Resident Evil clássica e quem acompanha a site há muito tempo sabe disso. E mesmo que eu tenha perdido alguns spin-offs ao longo dos anos, não passei a gostar menos da franquia. Logo, com o anuncio de Resident Evil Village a minha empolgação voltou, um pouco contida, mas ainda com boas […]

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Eu adoro a franquia Resident Evil clássica e quem acompanha a site há muito tempo sabe disso. E mesmo que eu tenha perdido alguns spin-offs ao longo dos anos, não passei a gostar menos da franquia.

Logo, com o anuncio de Resident Evil Village a minha empolgação voltou, um pouco contida, mas ainda com boas expectativas. Primeiro pelo motivo de explorar a mitologia dos monstros e deixar um pouco de lado os bons e velhos zumbis.  Esses estão em um descanso desde o sétimo titulo alias.

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E após toda a espera, finalmente pude colocar minhas mãos no novo titulo da franquia e tirar minhas conclusões. Claro, sendo honesto, ainda não finalizei mas queria deixar minhas impressões das mais de 10 horas jogadas até o momento.

Sigam-me forasteiros!

O início da Jornada em Resident Evil Village

Resident Evil Village ocorre meses após os traumáticos eventos do sétimo game, agora Ethan Winters está em uma casa confortável em algum canto do mundo com Mia e sua filha recém-nascida, Rose.

Nesse ponto somos embalado por uma rápida sensação de segurança, caminhando com a bebe nos braços enquanto Mia prepara o jantar. É incrível o quão belo esse game está, mesmo no meu Xbox One Fat 2077.

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Nesse ponto eu recomendo ao leitor a explorar um pouco a casa, é possível notar livros sobre armas entre outras coisas, dando sinal de que Ethan passou por um treinamento. Isso fica meio explicito, mas é interessante vasculhar assim mesmo na primeira jogada.

Quando retornar a sala de jantar, tudo vai para os ares e você será atirado no meio do nada próximo a um vilarejo, e ai o game começa. Toda a cena que se segue até esse ponto é surpreendente, ao ponto de ser quase impossível não se impressionar com o que pode ser feito com a RE ENGINE.

OLHA O BICHO VINDO!

Ethan acaba sendo atirado próximo a um vilarejo depois do carro que o transportava capotar. Ferido e sem ideia de onde Chris levou sua filha, resta ao personagem agora controlado pelo jogador se aventurar naquele local e encontrá-la.

Nesse ponto em diante a coisa só melhora, somos apresentados a um dos inimigos mais recorrentes, Os Licanos. E eu gostei tanto das características desses inimigos que vou dedicar algumas linhas a eles.

Os licanos são inimigos extremamente ágeis e isso lhes permite desviar do campo de tiro, após ser alvejado uma vez. Não fosse a agilidade um problema, alguns são mais resistentes por contar com armaduras e armas. É. Alguns deles portam armas brancas, como machados rudimentares e até arcos com flechas.

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Quando em grande número causam uma bela dor de cabeça para derrotá-los, mesmo com armas mais poderosas. Nesses momentos o local sempre deixa alguns barris, meio que propositalmente para usarmos em situações como essa, então atirem neles com sabedoria.

O aspecto físico dos licanos remetem ao The Wolf Man, mas não o clássico de 1941 com o saudoso Lon Chaney Jr. e sim o remake de 2010 e com devidas mudanças.  E mais adiante do game você se depara com outros monstros, mas sendo sincero esses são os meus prediletos.

“No rancho fundo, Bem pra lá do fim do mundo”

Se existe algo que merece destaque são os efeitos sonoros, que estão simplesmente absurdos. É impossível não se deixar levar pela imersão que a combinação de sons e trilha causa no jogador. Há determinados pontos que você simplesmente ouve estalar de madeira, tilintar de cristais, uivos, pássaros e todo tipo de coisa que cria uma atmosfera pesada e claustrofóbica.

Tudo no game é belo e assustador ao ponto de conseguir deixar o jogador com aquela pulga atrás da orelha, o que torna as idas e vindas à determinados trechos do mapa uma jornada repleta de ansiedade.

Por outro lado a área de exploração do game é relativamente grande, mas sem contar com respawn constante de inimigos. Imaginava encontrar um numero maior e considerável, mesmo jogando no modo normal do game, mas ele meio que lhe da uma colher de chá depois que você limpa uma área. Só retornam após você derrotar um dos filhos de Miranda, o que reflete nas áreas já visitadas.

E quanto a munição para lidar com essa corja toda, bem, ela não é tão farta no modo casual. Você encontrará pólvora entre outros elementos que são usado para a confecção dessas munições em caixotes quebráveis e espalhado por todo o mapa, além daquilo que os inimigos vão dropar após serem mortos.

Os Filhos de Miranda

Resident Evil Village conta com cinco bosses do modo história, são eles: Lady Dimitrescu, Donna Beneviento, Salvatore Moreau, Heisenberg e a Mãe Miranda. Existe outros menores e até ganhou certa atenção, mas quando você joga percebe que ficaram restritos apenas a pôsteres de divulgação.

Lady Dimetrescu ganhou mais atenção em marketing do que no game propriamente dito, pois é uma das primeiras áreas em que você desbravara e vai notar que é um local relativamente rápido de se avançar. Não entrarei no mérito do combate contra ela ou suas filhas, mas lhes garanto que é no mínimo divertido.

Donna Beneviento é a segunda na história, então após derrotar Dimetrescu você se vera direcionado a mansão da Beneviento. Um dos trechos mais assustadores, diga-se de passagem e o mais fácil de todos. Em seguida temos Salvatore Moreau e seu parque aquático. Não diria que é fácil esse trecho, mas tem alguns momentos que realmente são chatos. O combate com ele é interessante e ao meu ver um dos personagens com a personalidade mais legal.

Existem outros monstros mais fortes que os licanos e ghouls, como o Urias, aquele velho barbudo segurando uma marreta que aparece nos trailers, ou o canibal brutamontes. São relativamente difíceis, então controla essas munições.

Impressões finais (por enquanto)

Estou gostando bastante de Resident Evil Village, mas não o achando tão assustador quanto se fez parecer. Claro, o fator ação está aqui mas até onde estou jogando eles são bem pontuais.

É curioso ver como conseguiram criar um equilíbrio aqui entre a ação e o terror. Oras, há uma horda de lobisomens prontos para lhe arrancar uns nacos de carne, só que também temos um barril explosivo doido para transformá-los em uma chuva de sangue.

Essa mescla funciona tão bem que você, mesmo sabendo o que vai acontecer em seguida, ainda toma alguns sustos ou continua tenso.  Claro, existe alguns por menores para se falar, mas vou deixar para citá-los na analise que sairá assim que finalizar o game.

Por enquanto só posso dizer que é um dos títulos mais belos da franquia, mesmo rodando nos consoles da 8º geração. O enredo é interessante e consegue prender, ainda que as vezes sinta que algumas coisas estão ali atiradas porque alguém achou a ideia boa, mas no contexto geral é divertido. Senti que houve um hype levemente exagerado em cima do titulo, mas como não o finalizei, deixarei para falar mais depois.

Espero que tenham gostado do texto, e se também está jogando  comente abaixo o que esta achando do game.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de Xbox One gentilmente cedida pela distribuidora do jogo.

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