Cyberpunk 2077 foi um dos games mais aguardados dos últimos tempos, de fato.  E como todos nós bem sabemos, expectativas alta são garantias de um belo e gigantesco tombo.

E não conseguir corresponder a expectativa do público é certeza de fracasso. Mesmo que aquele produto possa  ser otimizado, ele vai cair no limbo do mercado. Uma lição que aprendemos com o No Man’s Sky, que hoje apesar de ser um game totalmente diferente do que foi em seu lançamento. Poucos vão se dar ao trabalho de ir buscar informações a respeito.

Bem, mas não estender muito sobre esse assunto, afinal, nós temos uma cidade para queimar, Samurai!

Bem-vindo a Night City na geração passada

O meu console principal é um Xbox One Fat, então mesmo o jogo sendo pensado para a nova geração, ele roda até que de forma satisfatória mesmo que com os problemas que todos nós sabemos.

Não é tão difícil jogar um game quando suas expectativas estão baixas, até porque sabia dos problemas que poderia encontrar ao longo da jogatina, mas tenho que dizer que me surpreendi positivamente.

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Estou com algumas boas horas de jogatina e muito disso se deve por conta do enredo e os personagens que nos relacionamos. Sério, fica impossível não se encantar por Jackie Welles, seu parceiro inicial ou pela Panam, que estou simplesmente apaixonado. Nesse quesito a CD Projekt acertou em cheio ao trabalhar os personagens e suas histórias, com backgrounds interessantes.

As missões são fantásticas e todo o dialogo e a maneira como tudo se desenrola empolga bastante. Sei que Night City tem os seus problemas, mas surpreende o quão bizarro é esse mundo futurístico e imprevisível.

O gameplay que impressiona


Cyberpunk 2077 tem uma jogabilidade de FPS que estamos habituado sem inovar muito, e isso é bom. Torna o combate mais dinâmico, sem fazer com que você pense muito em como agir.

O gatilho LB no caso permite usarmos o implante ocular de V, protagonista do game, para visualizar itens, pontos de acesso, hackear inimigos e por ai. Se torna intuitivo rapidamente, assim como o ato de pressionar o RB você atira granadas, mas se estiver dentro de um carro, então você irá acessar a rádio do jogo – Que é ótima.

Outro aspecto de Cyberpunk 2077 que eu preciso apontar é o combate corpo-a-corpo que é realmente prazeroso.

Não consigo deixar a katana de lado durante minha jogatina. Iniciei tentando distribuir os pontos de forma que o uso de armas de fogo fossem o foco, mas a medida que avançava, passei a notar a apreciar o uso da espada durante o combate e comecei a focar os pontos nas habilidades com a lamina.

Eu nunca gostei de usar combate corpo-a-corpo em Fallout, mas aqui funciona e você tem a sensação de que realmente está acertando os inimigos.

Cês queria ver reclamação, então toma

Sabia que iria me deparar com problemas, mas o que chega a incomodar  é quando se esta pilotando um carro ou moto pela cidade, pois a granulação fica mais evidente, assim como quedas de FPS.

Há também um bug recorrente que acontece sempre que retorno para o carro ou moto, mesmo pressionando o botão para mudar de visão, ela não muda, levando alguns minutos para isso ocorrer (quando retorna). Também é comum bugar a construção da roupa da personagem quando acessamos o inventário, onde fica o modelo. Por vezes me deparei com o char peladinho ou apenas uma sombra no lugar – Deve ter saído para tomar um café.

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Outro problema de Cyberpunk 2077 que foi bem relatado durante seu lançamento, e ao menos comigo acontece apenas uma vez, talvez por conta dos milhares de updates, foi o jogo crashar. Isso aconteceu comigo ontem enquanto eu finalizava uma missão que fazia com que vários NPC’s surgissem ao mesmo tempo. O jogo congelou por uns segundos e fechou.

Percebi que esses congelamentos de segundos acontece com frequência quando há um número grande de NPC’s e você se move rapidamente até eles.

Vale ressaltar que a dublagem em português está boa, o que é uma pena ter um lipsync meio cagado. Talvez por bug, não sei, mas tem hora que com a boca fechada eles continuando falando e isso é bizarro.

Impressões finais

Night City é recheada de vida, do mais variado tipo e isso faz a diferença na hora de jogar. Tu até fica meio decepcionado pelas condições que o game foi entregue, mas não quer parar mais.

Não é um jogo ruim se você focar no conteúdo, que é o que diverte, mas de fato os problemas se sobressaem em alguns momentos e isso acaba quebrando o clima. Oras, estamos diante de um mundo tão fantástico e sequer conseguimos apreciá-lo em sua totalidade por conta dos recorrentes problemas que surgem.

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Claro, tenho esperanças de que o jogo vai melhorar muito, mesmo para a antiga geração, afinal existem planos para DLC’s. E se com um mundo gigante existem os problemas, imaginem se lançarem conteúdo novo sem corrigir, com certeza vai ferrar com tudo. Não acho que a CD Projekt cometeria o mesmo erro duas vez, afinal, há dinheiro envolvido.

Mesmo com tudo o que apontei, eu estou gostando demais de Cyberpunk 2077.  Não  é a pilha de lixo que pensei que encontraria, na realidade é um jogo que tinha potencial para ser tão grande quanto almejava ser, só que por alguma razão interna decidiram entregar sem o devida atenção que merecia.

Essas foram as impressões iniciais, vejamos se o jogo se torna injogável próximo do fim, mas até lá me sigam no Twitter que to sempre publicando alguma coisa da jogatina.

Author: Diogo Batista

Criador e Editor-Chefe do Arquivos do Woo, é um eterno rabugento. Opta por investir seu tempo entre games, filmes, livros e sua família à perder tempo discutindo na internet.