Arquivos sonic - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/sonic/ Um pouco de tudo na medida certa Sun, 12 Oct 2025 00:27:46 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos sonic - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/sonic/ 32 32 Sonic Racing: CrossWorlds | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/10/12/sonic-racing-crossworlds-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/10/12/sonic-racing-crossworlds-analise/#respond Sun, 12 Oct 2025 00:27:46 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20858 Os jogos de corrida da série Sonic sempre chamaram muita atenção quando lançados. Ignorando títulos menos relevantes, como Sonic Drift 1 e 2, o primeiro lançamento relevante foi Sonic R (Saturn, 1997). Não tem como negar que esse jogo era horroroso, mas ele tinha um charme, que provavelmente vinha mais das músicas compostas por Richard […]

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Os jogos de corrida da série Sonic sempre chamaram muita atenção quando lançados. Ignorando títulos menos relevantes, como Sonic Drift 1 e 2, o primeiro lançamento relevante foi Sonic R (Saturn, 1997).

Não tem como negar que esse jogo era horroroso, mas ele tinha um charme, que provavelmente vinha mais das músicas compostas por Richard Jacques e cantadas por TJ Davis.

Após Sonic R, a Sega deixou de lado a ideia de deixar Sonic correr em um veículo por bastante tempo, até que em 2010, foi lançado Sonic & Sega All-Star Racing, para os consoles da sétima geração (Wii, PS3, Xbox 360) e PC. O jogo era uma celebração a história da Sega num geral, contendo personagens de diversas franquias, como Shenmue e NiGHTS. Ele foi feito pela Sumo Digital, uma empresa ocidental que já havia trabalhado com a Sega em OutRun 2.

Mas a sua continuação que foi o maior sucesso do Sonic em jogos de corrida. Em Sonic All-Star Racing Transformed (2013), a Sumo Digital nos trouxe uma evolução dos conceitos do jogo anterior. Com gráficos e controles melhores, o jogo ainda contou pela primeira vez com a transformação de veículos.

Lá, era possível transformar seu carro em barco ou avião dependendo da parte do percurso, e ele fez (e faz) muito sucesso até hoje entre os fãs de games de kart, sendo até mesmo considerado superior aos Mario Karts contemporâneos a ele.

Após isso, a Sumo Digital fez Team Sonic Racing, um game que provavelmente não foi feito com o mesmo empenho que os anteriores, e por isso é mal visto entre os fãs da série de corrida.

Depois dessa queda vertiginosa depois de dois games de sucesso, a Sega resolveu tomar pra si o desenvolvimento de seu novo jogo de corrida. Sonic Racing: CrossWorlds, é feito pelo próprio Sonic Team e saiu este ano de 2025 para todos os consoles atuais, incluindo o Switch 1. E é dele que vamos tratar neste texto.

Créditos: SEGA

Jogabilidade


Em Sonic Racing: CrossWorlds, é notável a influência de Sonic All-Star Racing Transformed. Os veículos se transformam entre carro, barco e aeronave, mas seus controles estão levemente diferentes.

  • A direção do carro continua similar a SASRT, porém ficou mais difícil fazer curvas sem usar o drift;
  • O controle do barco está mais arcade, e a principal diferença é poder dar saltos ao segurar o botão do drift, similar ao que pode ser feito em Mario Kart World (Switch 2, 2025);
  • Por fim, o controle do avião foi o que mais sofreu mudanças, sendo as manobras mais facilitadas. O controle aéreo de SART era muito duro, então essa é uma mudança relevante e bem-vinda.
Créditos: SEGA

Corridas ágeis para a geração Z

O ritmo das corridas foi algo que meu coração de 34 anos sentiu a idade, confesso. O game não tem um ritmo similar a de um Mario Kart, por exemplo; acontece muita coisa ao mesmo tempo, principalmente nas maiores dificuldades, e várias vezes você não tem tempo de perceber o feedback visual para reagir a um item inimigo ou a uma colisão contra algum objeto ou parede.

Acertar paredes ou bater em outros carros gera um feedback visual que na minha opinião é muito negativo, com anéis voando do seu carro. É quase como se o jogo quisesse te punir por fazer algo que acontece o tempo todo em um jogo de kart.

Apesar disso, o game tem um fluxo divertido, onde as corridas possuem três voltas, e a segunda sempre é num mundo alternativo, que vamos falar abaixo.

Créditos: SEGA

Mas o que são os tais dos CrossWorlds?

A grande mecânica do Sonic Racing: CrossWorlds são os anéis gigantes que teleportam os corredores para outro ambiente durante as corridas. O jogador em primeiro lugar na primeira volta escolhe um entre dois anéis na pista, que leva todo mundo para outra pista completamente diferente. Essas pistas são exclusivas dessa segunda volta e servem como uma variação interessante no gênero. Após a segunda volta, os corredores devem voltar para a pista normal e terminar a corrida normalmente.

Créditos: SEGA

Gráficos

Era de se esperar, mas os jogos do Sonic de uns anos pra cá, principalmente desde o Sonic Frontier (2022), possuem uma fidelidade visual mais arrojada que títulos anteriores. Em Sonic Racing: CrossWorlds temos gráficos lindos, com corredores, carros e principalmente pistas, dando um show visual. Tudo é bem colorido e bem animado, de forma que pareça um filme de animação. As pistas extras de teleporte são bem animadas, com efeitos visuais e coisas acontecendo o tempo todo. 

Créditos: SEGA

Customização dos carros e personagens de fora

De volta de Team Sonic Racing, temos customização dos carros. Você pode comprar peças e customizar o carro com adesivos e pinturas, fazendo com que o jogo se torne um grande Need for Speed Underground do Sonic. Essas mudanças afetam sutilmente o desempenho dos carros nas corridas, mas não consegui sentir nenhuma mudança muito relevante, tirando o uso das pranchas vindas do Sonic Riders de 2006 (que eu ignorei de propósito na introdução deste texto porque não são jogos de CARRO), que diferem dos carros do mesmo jeito que as motos no Mario Kart são diferente dos outros veículos em termos de controle e tração.

De volta de Sonic All-Star Racing Transformed, temos os personagens vindo de outras franquias. Da Sega, temos Ichiban da série Yakuza/Like a Dragon, Joker de Persona 5 e a própria Hatsune Miku. Além disso, a Sega claramente deu um jeito de fazer parceria com a Paramount/Viacom e botou um monte de personagens de séries da Nickelodeon, como Bob Esponja, Tartarugas Ninja e Avatar. Eu gostaria de dizer que eles não fazem muito sentido, mas em Transformed tínhamos gente de Team Fortress e até mesmo uma corredora da Nascar do mundo real, então fazer o quê né. São adicionais via DLC, e isso sim é um problema.

Créditos: SEGA

Veredito

Sonic Racing: CrossWorlds é uma volta ao apogeu que foi Sonic All-Star Racing Transformed, mas ainda não chegou no mesmo nível. A jogabilidade está refinada em relação a Team Sonic Racing, mas o ritmo do jogo da corrida é muito frenético, o que torna alguns momentos da corrida em um grande caos onde você como jogador, não tem tempo pra focar no que deveria ser o fator principal: dirigir em uma pista de corrida.

Créditos: SEGA

Ainda assim, é um jogo bem competente, com modo online bem competitivo e funcional e modos offline com uma grande campanha cheia de campeonatos. Entre ele e Mario Kart World, que foi lançado na mesma época, eu ficaria fácil com o ouriço da Sega. 

Nota: 7,5/10


Esta análise foi feita com uma cópia de Sonic Racing: CrossWords para PC cedida gentilmente pela SEGA. O game está disponível para Nintendo Switch, PlayStation 4, PlayStation 5, Windows, Xbox One e Xbox Series S|X. 

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Sonic x Shadow Generations | Análise Parte 2: Shadow Generations https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/31/sonic-x-shadow-generations-analise-parte-2-shadow-generations/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/31/sonic-x-shadow-generations-analise-parte-2-shadow-generations/#respond Thu, 31 Oct 2024 21:28:48 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18380 Shadow Generations é a parte nova do pacote lançado em outubro de 2024, junto com o remaster de Sonic Generations (2011). Nós, do Arquivos do Woo, fizemos dois textos sobre o game original: um feito pelo Geovanne, analisando o jogo em si, que você pode ler aqui, e outro focado nos aspectos do Remaster, escrito […]

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Shadow Generations é a parte nova do pacote lançado em outubro de 2024, junto com o remaster de Sonic Generations (2011). Nós, do Arquivos do Woo, fizemos dois textos sobre o game original: um feito pelo Geovanne, analisando o jogo em si, que você pode ler aqui, e outro focado nos aspectos do Remaster, escrito por mim, aqui. É quase a Biblioteca de Alexandria Furry isso aqui. Divirtam-se!

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Sobre o game em si, podemos dizer que essa é a parte mais bem trabalhada do pacote. Enquanto Sonic Generations recebeu um remaster que trouxe pequenas mudanças visuais e de controles, no lado Shadow temos um jogo completamente novo que, apesar de menor, entrega uma experiência completa e essencial para os fãs de jogos 3D da série.

Reprodução: SEGA

História

A história de Shadow Generations se passa paralelamente ao jogo do Sonic. Enquanto Sonic revisita fases clássicas do seu lado do Espaço Branco, Shadow revisita a base ARK e descobre que Black Doom, vilão do jogo Shadow the Hedgehog (2005), sobreviveu ao embate anterior.

Na bagunça gerada por enfrentá-lo novamente, Shadow é mandado para o mesmo Espaço Branco onde Sonic está, mas em outro lado.

Assim, temos uma desculpa para Shadow passar por várias fases baseadas em cenários de jogos anteriores da mesma forma que Sonic faz em Generations.

Reprodução: SEGA

O Mundo Branco 3D

Diferentemente do jogo do Sonic, a tela de seleção de fases não é mais em side-scrolling. Na parte de Shadow, você explora um mini-mundo 3D, onde as fases estão espalhadas pelo mapa, ao estilo de muitos jogos de plataforma 3D clássicos, como Banjo & Kazooie (1998) e, de certa forma, lembrando Sonic Jam, coletânea dos jogos de Mega Drive do Sonic para o Saturn.

Para preencher esse mundão, o Sonic Team novamente enfiou um monte de objetivos paralelos na forma de portais, que dão como recompensa chaves para enfrentar os chefes, além de alguns coletáveis, como artes dos jogos anteriores, músicas para ouvir durante as fases e outros quitutes.

Essa “trava” obrigatória faz o famigerado “padding”, quando um jogo enrola com algum conteúdo maçante para fazer o game durar mais. Era um problema já conhecido de Sonic Generations, e aqui volta com toda força.

Esses portais são compostos de pequenos desafios em fases que você já passou, como coletar tantos anéis (me recuso a chamá-los de Rings, nome em inglês usado até mesmo na tradução em português), matar X inimigos, ou coisas do tipo. Por sorte, 90% desses desafios são relativamente fáceis e não chegam a ser irritantes.

Reprodução: SEGA

Jogabilidade

Diferentemente de Sonic Generations, que foi feito na antiga engine Havok, Shadow Generations utiliza a Hedgehog Engine 2, que já havia sido utilizada em games anteriores, mas principalmente em Sonic Frontiers.

Assim, a jogabilidade é idêntica ao último grande jogo do ouriço azul. Pular, dar homing attack e emendar tudo com dashes e pulos em corrimãos, molas e afins fazem o loop do game ser maravilhoso.

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E os fãs dos primeiros jogos 3D do Sonic podem ficar tranquilos, pois aquela quantidade incrível de bugs do boneco parar do nada num loop ou sair caindo para o infinito foi bastante diminuída nos jogos feitos nessa engine, e em Shadow Generations temos um gameplay coeso e sem falhas. Parece que a Sega finalmente entendeu como fazer um jogo de Sonic sem ser tão bugado.

Mas não pense que esse jogo é apenas mais do mesmo com um Sonic preto. Shadow tem diversos poderes diferentes que adquire ao longo da sua curta jornada de 7 fases (já contando o DLC baseado no terceiro filme).

Reprodução: SEGA

Ele pode atirar raios de seus dedos, que servem para paralisar inimigos distantes ou ativar botões, pode bicar um inimigo pra cima e para frente para teleportar para o local onde o bicho foi lançado (estilo combo de Dragon Ball Z), surfar na água, se transformar em uma gosma preta para andar pelas paredes e até mesmo usar um PAR DE ASAS totalmente edgy que fazem Shadow ficar ainda mais descolado para seu sobrinho ou filho de 12 anos.

Mas o poder mais notável é o Chaos Control, que é uma barra de energia que se enche aos poucos e, quando ativada, faz Shadow andar em bullet time, tal qual Max Payne ou Neo de Matrix, parando inimigos e plataformas para que ele possa matá-los rapidamente ou usar projéteis como plataformas para atingir locais de difícil acesso.

Todas essas habilidades estão intrinsecamente ligadas ao design das fases, e o jogo sempre faz o favor de indicar qual botão apertar quando você precisa usar uma delas em específico, então nada fica muito complicado em momento algum.

Reprodução: SEGA

Fases

As fases do game são as seguintes (spoilerzinho de leve):

  • Space Colony Ark (Sonic Adventure 2, 2001)
  • Rail Canyon (Sonic Heroes, 2003)
  • Kingdom Valley (Sonic the Hedgehog, 2006)
  • Sunset Heights (Sonic Forces, 2017)
  • Chaos Island (Sonic Frontiers, 2022)
  • Radical Highway (Sonic Adventure 2, 2001)
  • Tokyo (do filme Sonic the Hedgehog 3, via DLC)

Como você pode ver, são poucos cenários, mas as fases são bem bonitas, principalmente as baseadas em jogos mais antigos. Podemos ver quanto os jogos do ouriço evoluíram graficamente nos últimos 20 anos, e só nos fazem imaginar como seria legal ver esses clássicos sendo refeitos do zero.

Apesar de aparentar ser pouco conteúdo, esses cenários são longos e cada um deles possui duas versões, uma para ser jogada em 3D e outra em 2D, assim como os atos eram divididos em Sonic Generations.

Após zerar o game, ainda temos um modo que aumenta a dificuldade dos chefes, fora ainda o velho lance de voltar às fases anteriores com os poderes adquiridos posteriormente, a fim de pegar itens escondidos ou fazer a melhor rota possível.

Reprodução: SEGA

Veredito

Fica muito claro que o pacote Sonic x Shadow Generations foi bastante inspirado no relançamento de Super Mario 3D World para Switch. Aquele lançamento incluía um jogo anterior, somado a uma aventura nova, com um mundo aberto 3D a ser explorado. Algumas mecânicas, como a de navegar pela água, são quase idênticas ao jogo do Mario. Não que inspirações sejam ruins, mas é tão óbvio quanto Sonic Frontiers é baseado em Zelda: Breath of the Wild.

Shadow Generations é mais um jogo bom dessa nova safra de games do Sonic. Após o fiasco de Forces de 2017, a Sega parece ter realmente tomado um tempo para corrigir o que estava errado, e tudo que saiu — em jogos 3D, pelo menos — foi bem feito.

Caso você seja um fã antigo ou um novato, saiba que esse pacote é uma das melhores formas de conhecer o mundo do ouriço.

Faltou uma dublagem em português, como sempre, mas temos tradução dos textos e escolha de áudio entre inglês e japonês, então todos vão poder aproveitar as aventuras do Sonic flamenguista (Shadow).

Nota: 8,0/10

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Esta análise foi feita com uma cópia de Sonic x Shadow Generations para PC, cedida gentilmente pela SEGA. Sonic x Shadow Generations está disponível no PC (Steam e Epic Store), Switch, PlayStation 4, PlayStation 5 e Xbox Series S|X.


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Sonic x Shadow Generations | Análise Parte 1: Sonic Generations Remaster https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/31/sonic-x-shadow-generations-analise-parte-1-sonic-generations-remaster/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/31/sonic-x-shadow-generations-analise-parte-1-sonic-generations-remaster/#respond Thu, 31 Oct 2024 08:00:10 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18152 Sonic Generations, o original, foi lançado em 2011 e foi recebido pela mídia e pelo público de forma muito positiva. Era uma retomada ao sucesso depois de diversas tentativas frustradas em 3D, como Sonic and the Black Knight, Sonic Unleashed e até mesmo Colors, que havia sido o game anterior a Generations. Neste game, temos […]

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Sonic Generations, o original, foi lançado em 2011 e foi recebido pela mídia e pelo público de forma muito positiva. Era uma retomada ao sucesso depois de diversas tentativas frustradas em 3D, como Sonic and the Black Knight, Sonic Unleashed e até mesmo Colors, que havia sido o game anterior a Generations.

Neste game, temos pela primeira vez em muito tempo a presença do Sonic gordinho. Essa é a sua versão da época do Mega Drive, antes de seu redesign feito pela Sega em 1999, que apareceu pela primeira vez no Neo Geo Pocket em Sonic Pocket Adventure, mas ficou conhecido mesmo nos jogos de Dreamcast.

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Agora em 2024, a SEGA resolveu dar o tratamento de remaster ao game, assim como fez com Colors em 2021, Mas, para agitar as coisas um pouco, eles adicionaram uma história paralela do personagem Shadow.

Lembrando que esta análise foca nas mudanças e no aspecto técnico do Remaster de Sonic Generations.

  • Para saber sobre o conteúdo novo do pacote, leia nossa análise: Parte 2: Shadow Generations.
  • Para uma análise do Sonic Generations original, leia o texto enorme que o Geovane fez sobre ele aqui.

É bom dizer que, mesmo que sejam dois jogos lançados num pacote só, a SEGA trata como se fosse um único jogo dividido em dois capítulos. Todas as versões abrem em um único launcher, e você escolhe o game na primeira tela após o jogo abrir.

Sonic x Shadow Generations
Reprodução: SEGA

Mudanças técnicas e gráficas

Em Sonic x Shadow Generation temos Sonic Generations, que é um port direto do original. Para aqueles que jogaram nos consoles, agora têm a vantagem de jogar o game em 60 fps (menos no Switch). Já para os jogadores de PC, temos basicamente a mesma versão antiga em termos gráficos.

Pelo lado positivo, agora temos o menu de configuração dos gráficos injetado diretamente no jogo, já que o game original ainda é da época em que essas configurações eram feitas num launcher separado. Quem lembra disso?

O game pode rodar em resoluções mais altas, indo até 4K, e também ser jogado em janela sem bordas, essencial para tempos em que muitos de nós usamos dois monitores. Há também suporte ao controle DualShock 4 e DualSense, e os ícones dos botões podem ser mudados independentemente do controle usado, o que é sempre muito bom.

Outra limitação da já antiga Havok Engine, usada no jogo original, é que, pelo menos no PC, o executável do Sonic Generations é carregado por dentro do launcher, deixando a tela preta por meio segundo. Isso é só um detalhe técnico, que mostra que a versão que estamos jogando de Sonic Generations é basicamente um update da original.

Reprodução: SEGA
Reprodução: SEGA

Jogabilidade

Sobre o jogo em si, temos o clássico Sonic Generations: diversas fases baseadas na franquia toda até então. Cada fase tem dois atos: um com Sonic gordinho e outro com Sonic moderno. A sensação de velocidade continua incrível, e as fases fluem muito bem; nem sempre segurar a alavanca para frente vai te levar ao final da fase intacto.

Temos também ainda o ponto meio chato do jogo que não modificaram, que são os desafios que travam o progresso do jogador. A Sega, ao ver que o jogo talvez acabasse muito rápido com apenas NOVE fases (divididas em dois atos mais os chefes), resolveu esticar a corda e colocar pequenos desafios entre elas.

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Eles variam entre apostar corrida com outro personagem ou passar de um Ato com algum gimmick, como inimigos gigantes ou usando a bolha de ar que faz o Sonic quicar. Eu nunca gostei disso desde que joguei o game no Xbox 360, e aqui eles não estão mais divertidos.

Nessa versão, o sistema de vidas se tornou opcional. Isso é legal, pois vidas sempre foram uma dificuldade artificial, principalmente em jogos mais modernos. Também há a opção de usar controles “modernos”, que se assemelham mais à configuração usada em Sonic Frontiers, com o Dash no R2 e o Homing Attack do Sonic moderno indo para o Quadrado, em vez de ser ativado com dois pulos.

Fica ao seu critério escolher qual a melhor configuração de botões. Também é possível modificar individualmente cada botão.

Reprodução: SEGA

Mudanças boas e outras nem tanto

Como já citado, houveram algumas mudanças para tornar o jogo mais moderno, porém junto dessas vieram algumas nem tão boas.

Além de Sonic x Shadow Generation ter seus textos traduzidos para o português, os diálogos foram todos regravados, mas não sei dizer com certeza se as vozes dos personagens foram alteradas. Pelo menos a qualidade do áudio está significativamente melhor, especialmente ouvindo os dois jogos em sequência.

O DLC Casino Night, do jogo original, agora vem liberado de cara, e também temos uma skin do Sonic do Dreamcast bem legal que não estava no lançamento de 2011.

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Temos também Chaos espalhados pelas fases, coisa que não tinha no original. Essas criaturas estão escondidas pelos mapas e você deve pegá-las para desbloquear conteúdos extras no jogo também.

O grande elefante na sala são as alterações sem noção que a Sega implementou nesse relançamento. Entre elas:

  • Sonic não coloca mais a mão no rosto da Amy na cutscene inicial.
  • Rogue tem seu decote escondido.
  • Knuckles não pergunta mais ao Sonic gordinho se ele ganhou peso.

Tenho uma opinião suave em relação à questão da Rogue, mas as outras alterações não fazem sentido algum. Nenhuma mulher vai se ofender com um personagem infantil tendo uma interação igualmente infantil com outro personagem.

Vivemos num mundo onde os flocos de neve ditam as regras e ao mesmo tempo continuam se fazendo de coitados. Aproveito o espaço para dizer que sou totalmente contra a setores de ESG em empresas justamente por esse tipo de comportamento. Mas dito isso, seguimos.

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Original (acima) e Remaster (abaixo) / Reprodução: SEGA

Trilha sonora

Sonic Generations conta com diversos rearranjos de outros games da franquia. Criatividade musical infelizmente nunca foi um forte desse game, já que sua proposta era justamente valorizar a história da série.

Vale destacar que é possível desbloquear trilhas de outros jogos da série, como Sonic CD e Sonic R, compostas por artistas como Crush 40 e Richard Jacques.

Reprodução: SEGA

Veredito

Sonic Generations (remaster) de Sonic x Shadow Generation é basicamente uma forma de jogadores de PS4, PS5 e Switch terem acesso ao jogo em consoles modernos. Donos de Xbox e PC já tinham o game sem as mudanças/censuras apresentadas.

De forma geral, parece que a SEGA apenas colocou o Generations original junto porque o novo jogo (Shadow) é muito curto, e eles precisavam completar o pacote.

Não é um lançamento totalmente negativo, mas poderiam ter portado o game para a Hedgehog Engine 2, a mesma usada na parte do Shadow. As censuras, porém, fazem a percepção do lançamento ser mais negativa do que o jogo merecia.

Nota do game original: 8,0/10
Nota do remaster: 6,0/10

Reprodução: SEGA

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Sonic Generations | Análise Retro https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/23/sonic-generations/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/23/sonic-generations/#respond Wed, 23 Oct 2024 08:00:58 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18047 Eu já havia zerado Sonic Generations há um tempão no PC, e agora, chegou em minhas mãos a versão de PS3 (sim, comprei um jogo que já havia zerado, me processe, porra!) . E o que de diferente ela tem pro PC? É o que veremos. A história de Generations é simples e pode até […]

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Eu já havia zerado Sonic Generations há um tempão no PC, e agora, chegou em minhas mãos a versão de PS3 (sim, comprei um jogo que já havia zerado, me processe, porra!) . E o que de diferente ela tem pro PC? É o que veremos.

A história de Generations é simples e pode até ser considerada bobinha dependendo do grau de ceticismo do jogador, mas se quer saber a minha opinião, ela cumpre exatamente o seu objetivo de ser a mola propulsora dos eventos do jogo.

LEIAM – The Bouncer | Análise Retro

Uma ameaça sem precedentes paira sobre o universo de Sonic e ela atende pelo nome de Time Eater, uma criatura que durante a comemoração dos 20 anos de Sonic, sequestra os amigos de Sonic e causa uma ruptura no tempo-espaço permitindo que os seres de duas épocas (Sonic Clássico e Sonic Moderno) interagissem, mas isso só é descoberto por eles após os dois Sonic’s se encontrarem antes de Sonic encarar o Death Egg Robot. A partir daí, os dois tem que encarar desafios de tirar o fôlego.

A versão do PlayStation 3 tem uma desvantagem, mas em troca tem uma vantagem. Se por um lado, você não terá o visual extremamente estonteante do PC (Caso rode no super ultra hiper mega puxa puxa/ Como diria o Sr. K), por outro, você não vai precisar se dar ao trabalho de configurar resolução ou qualidade gráfica (pra quem é leigo no assunto, é uma mão na roda). E ainda assim você terá um visual ótimo (com suporte até 1080p sem perda de frames), que mesmo você tendo aquela TV de Tubão dá pra aproveitar de boa.

Créditos: SEGA

A VERSÃO DE PS3

Sonic Generations tem um total de nove estágios, divididos em dois atos cada um, um jogado pelo Sonic Clássico e um pelo Sonic Moderno, e cada um deles tem mecânicas diferentes que podem ser aperfeiçoadas ao longo do jogo. Após completar as três primeiras fases (Green Hill, Chemical Plant e Sky Sanctuary), o Skill Shop é desbloqueado, e nele, com os Skill Points adquiridos nas fases (Que dependem dos fatores ranking e pontuação nas fases) algumas habilidades extras e coisas a mais podem ser conseguidas, como Escudos, vidas extras, e outras coisas mais. A maioria deles pode ser equipado antes das fases no menu de Skill Set.

Esse tipo de coisa, qualquer jogador autodidata poderá aprender com extrema facilidade, a coisa é mais difícil de explicar do que de jogar. Cada fase, como disse no parágrafo anterior é jogada em dois atos, cada um com cada era do Sonic. O padrão do jogo é Act 1 para o Sonic Clássico e Act 2 para o Sonic Moderno, mas com exceção de Green Hill, eles podem ser completados em qualquer ordem.

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No Act 1, temos a jogabilidade que consagrou Sonic no Mega Drive e como o design de fases caprichou, existem as famosas rotas alternativas que tanto usávamos no Mega e a sensação de exploração permanece a mesma, embora muitas vezes (em certos casos) não dê para voltar atrás num caminho, embora isso seja o que garanta o fator replay. Aqui, tudo o que você possui são os pulos e o Spin-Dash (que além do comando clássico, há um atalho Quadrado) e após adquirir os escudos no Skill Shop e equipá-los, você pode ativar até 2 por fase com o triângulo.

A jogabilidade está praticamente impecável, entretanto, de início é um pouco estranho controlar o Sonic Clássico, mas após alguns minutos você se acostuma com uma facilidade incrível. Os inimigos estão bem espalhados, mas o que mais interessa aqui é que os estágios da era pós Mega Drive estão muitíssimo bem representados no estilo 2D e Seaside Hill por exemplo, ficou particularmente bonita em 2D.

Sonic Generations
Créditos: SEGA

No ACT 2

Já no Act 2 de Sonic Generations, a coisa funciona como os Day Stages de Sonic Unleashed e as fases de Sonic Colors. Com uma câmera fixa, velocidade a toda e obstáculos colocados lá, além das transições de 3D para 2D. Homming Attacks estão lá (como em Unleashed nas versões PS2/Wii, com dois pulos), boosts (indispensáveis em alguns trechos) aquela famosa escorregadinha (pra passar por lugares baixos), o Quick Step (que funcionam com os L1 e R1), além do Drift que ficou meio estranho nos gatilhos esquerdo e direito dos botões de ombro e funciona um pouco diferente do visto em Unleashed.

As fases tem um ritmo empolgante, mas nas primeiras vezes em que jogar, vá com cautela para não cair no abismo. Os trechos 2D dessas fases, tem um ritmo que varia entre o cadenciado e o veloz (visto na série Rush). Conforme o jogo avança, habilidades como o Light Speed Dash, o Wall Jump e o Stomp são apresentados, e se descobre que eles podem ser utilizados nas fases anteriores, dando assim, uma maior dinâmica as partidas.

Além dos estágios, há as batalhas contra chefes, que representam momentos chave na carreira de Sonic, como a batalha contra o Death Egg Robot, que tem um esquema diferente da original (e tem argolas). E também há as Rival Battles, aonde deve-se enfrentar alguns dos rivais de longa data do ouriço, e os desafios, que além de serem cruciais para o prosseguimento da história (deve se completar ao menos 1 de cada fase e coletar uma das chaves) podem aumentar a vida útil do jogo.

Os desafios, consistem em chegar ao fim da fase cumprindo alguma condição que envolve tempo e outras coisas, ou uma corrida contra um ghost, às vezes tendo a ajuda de algum aliado em um trecho. Eles são realmente legais, aquele desafio do Sonic classico com o Skate foi bem divertido. Outra coisa que tais desafios (que podem ser feitos com o Sonic classico ou Moderno (há desafios diferentes para ambos) dão, são um Sino que tocado, libera uma nota musical que ao ser pega, libera algum extra (artwork ou música). Aliás, nas fases há estrelas vermelhas a serem encontradas, que liberam extras da sala de arte. Extras esses que são legais a beça, como artes conceituais das fases ou dos jogos anteriores.

Sonic Generations
Créditos: SEGA

OS BÔNUS

Outro bônus que pode ser adquirido no Skill Shop de Sonic Generations, exclusivamente nas versões de Console, é o Sonic 1 original. E caso você tenha terminado o jogo, pode estender a vida útil dele indo em busca dos troféus do jogo, ou refazer as fases com a possibilidade de se transformar em Super Sonic (O que é bem divertido).

A SEGA em 90% dos casos, sempre cria obras de arte no Departamento musical. Isso é um fato que nunca muda. Os remixes dos temas foram muito bem executados e caso você seja um aficionado pelo Sonic, encontrará diversas músicas de outros jogos da série, como Sonic 3D Blast, Knuckles Chaotix e Sonic 4, além de um Jingle de Sonic Adventure que não foi utilizado em seu jogo original.

A clássica “Escape From The City” e a Icônica “Open Your Heart” estão lá com novos arranjos e no caso de Escape from The City (versão classic), novos vocais, com a voz de Alex Makhlouf (tecladista e back vocal da banda de Synthpop “Cash Cash”). Alex também rearranjou algumas das músicas da trilha do jogo, junto com Jun Senoue e cantou “Super Sonic Racing” na versão contida na trilha do mesmo.

Destaco aqui, as versões Classic de “City Escape”, “Rooftop Run” e “Planet Wisp”, além da versão Modern de “Chemical Plant”, mas não que as outras músicas do jogo sejam ruins.

Sonic Generations
Créditos: SEGA

CONCLUSÃO

A dublagem de Sonic Generations também está ótima, apesar de não ter tantas falas, os dubladores desempenharam seus papéis melhor que os anteriores (que vieram de Sonic X para os jogos pós Sonic Heroes) e é possível mudar a língua das vozes para outra, caso queira conferir a dublagem japonesa, espanhola ou francesa. Efeitos sonoros do jogo também agradam, embora apenas cumpram seu papel.

Finalizando, Sonic Generations, mesmo após quase quatro anos de seu lançamento ainda vale o dinheiro investido. É um jogo divertido e presta tributo ao que de melhor teve na Saga do Ouriço Azul. E ainda aproveita pra tirar sarro de si mesmo em algumas situações.

NOTA 10/10

Publicado originalmente em 07/09/2015 no New Old Players

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Um ano de esvaziar o backlog

Como vocês estão, amigos? Em um ano que escrevi muito menos para o site, ainda assim consegui jogar bastante coisa, fechando a lista com 32 jogos zerados.

Aqui você já sabe o esquema: postamos a lista dos jogos que jogamos com um breve review. Assim, você pode ver o que te interessa na lista e comentar depois se vai jogar ou jogou cada um dos citados.

A temática desse ano pra mim foi de “esvaziar o backlog“; muita coisa que eu havia planejado jogar há anos finalmente saiu da geladeira e eu fui até o final, priorizando coisas antigas na frente de jogos mais modernos, que também tiveram seu espaço.

Estatísticas

Desde que montei meu PC em 2021, minha mentalidade sobre jogar na frente de um monitor mudou bastante.

Antes era algo que eu abominava, já que trabalho de home office. Hoje em dia, eu jogo muito mais no PC do que nos próprios consoles e isso se dá devido a facilidade de configurar um controle ou um emulador, e até mesmo modificar jogos de PC para que rodem ao meu agrado.

Isso claro, sem falar no preço muito mais convidativo para a maioria das coisas.

Assim, dos 32 jogos que zerei esse ano, as plataformas que joguei cada um foram:

  • PC: 15 jogos
  • PlayStation 5: 5 jogos
  • Switch: 4 jogos
  • Super Nintendo: 3 jogos
  • NES, GBA, PSP e Saturn: 1 jogo cada.

Sobre o gênero dos jogos, quem me conhece já sabe que não tem muita surpresa:

  • RPG: 6 jogos
  • Corrida: 5 jogos
  • Plataforma 2D, Plataforma 3D e Action Adventure: 4 jogos cada
  • Ação e FPS: 3 jogos cada
  • Beat n’ up: 2 jogos
  • Metroidvania: 1 jogo.

Existem alguns jogos que vão aparecer como menções honrosas no final, pois foram jogos sem fim ou que joguei bastante mas não zerei, e eles não entraram na estatística.

Assim que eu anoto tudo

Agora, vamos à lista:

1) Bright Memory: Infinite

Um FPS chinês curtinho e bem competente. Foi o meu primeiro jogo do ano, que zerei exatamente no dia 1º de janeiro. Foi o game que me fez clickar finalmente com a ideia de botar um headset e jogar um fps no PC, no silêncio do meu quarto.

Graficamente é bem bonito, a menos que você esteja jogando no Switch, que tem um port bem feio. A história se passa numa China futurística e você joga com uma garota de anime gostosa que mata todo mundo usando espada e muito tiro. Pela sua duração, eu recomendo pra quem quer botar um pezinho no gênero FPS.

Plataforma: PC
Gênero: FPS
Data que zerei: 01/01/2023
Nota: 7/10

 

2) Donkey Kong Country 3: Dixie Kong’s Double Trouble!

Clássico que não precisa de apresentações. Ultimamente tem se falado bastante em como o DKC3 é “mau visto” e isso é algo que tá sendo absorvido de gringos, pois no Brasil todo mundo gostava do Donkey Kong 3 tanto quanto dos outros dois.

Obviamente ele não é tão bom quanto o segundo game, mas isso é questão de gosto. É difícil bater de frente com o visual e temática pirata do DKC2, principalmente com a escolha de fazer o jogo se passar numa espécie de Canadá de macacos. O Kiddy Kong com certeza foi uma ideia muito doida que só poderia ter saído da mente de ingleses nos anos 90.

Apesar desse macaco gordo ser chato, o gameplay dele é igual ao do Donkey Kong, que por sinal nem aparece no jogo se você não fizer 103% e conseguir o final verdadeiro.

Inclusive esse jogo foi minha primeira “platina” da vida (antes mesmo desse conceito existir), pois eu fiz essa porcentagem láaaa em 2001, com meus 10 anos de idade. Dessa vez em 2023, eu só zerei sem pegar tudo, durante as lives em twitch.tv/horojoga.

Plataforma: SNES
Gênero: Plataforma 2D
Data que zerei: 02/01/2023
Nota: 9/10

3) Crisis Core: Final Fantasy VII Reunion

Um clássico do PSP, remasterizado e melhorado para a geração atual. Melhoraram o combate bastante, e agora ele está mais parecido com, digamos, Kingdom Hearts 2 em termos de agilidade e jogabilidade. A versão que joguei, no PS5, roda em 60 FPS travados, o que melhora muito a fluidez de tudo.

A história é muito legal de acompanhar, porém as missões são curtas e até repetitivas devido a sua origem portátil. A coisa era tão repetitiva nas side-missions que eu desisti da platina, mesmo sendo totalmente “fazível”, devido a chatice de repetir várias missões parecidas. É um bom jogo para acompanhar o remake do game principal.

Plataforma: PS5
Gênero: RPG
Data que zerei: 02/01/2023
Nota: 7,5/10

4) Need for Speed Underground

Um que estava no meu backlog desde os tempos de lan house. Dessa vez finalmente consegui ir até o final, e acredito que foi o primeiro jogo de corrida, tirando Mario Kart, que realmente vi os créditos no final (spoiler: não foi o único esse ano).

É um game que marcou bastante no seu tempo, e eu pessoalmente prefiro ele que o segundo Underground, visto que aqui não temos o chatíssimo mundo aberto, que pra mim não tem lugar em jogos de corrida.

Uma pena que, lá pro final, o jogo começa a abusar do rubber-banding. Pra quem não sabe, isso é algo que fazem em jogos de corrida, onde os carros do computador simplesmente andam em velocidades acima do normal, para sempre estarem próximos de você – ou muito a frente.

Mesmo com tanto ROUBO, eu consegui fazer as cento e tantas corridas nele e me diverti muito.

Plataforma: PC
Gênero: Corrida
Data que zerei: 11/01/2023
Nota: 8/10

5) Fight n’ Rage

Um joguinho de briga de rua bem competente, com gráficos estilizados e que dá uma sensação bem gostosa durante o combate. Joguei com um amigo aqui e a gente zerou em um dia. Caso você queira algo diferente no gênero, pode tentar esse.

Plataforma: Switch
Gênero: Bean n’ up
Data que zerei: 17/01/2023
Nota: 7/10

6) Duck Tales Remastered

Outro que estava perdido no meu backlog desde os tempos de PS3. Ele ainda está a venda na Steam, e isso me fez adquiri-lo logo antes que a Disney suma com o jogo da loja.

Eu nunca joguei o original, visto que quando comecei a jogar videogame, eu peguei tudo do SNES para frente e nunca fui muito atrás de coisas do NES, tirando os mais óbvios tipo Mario e Mega Man.

Aqui temos um remake muito bem feitinho, com melhorias em diversas partes, mas em nenhum momento facilitaram o gameplay: temos um jogo difícil PRA CACETE, e apesar de ter poucas fases, acredito que um jogador normal vai querer passar de uma ou duas fases por dia e deixar o Tio Patinhas descansar por umas horas, pois é BEM difícil e estressante.

Quando zerei, senti uma sensação de conclusão muito boa. Caso queira dificuldade em um jogo de plataforma, pode ir nesse.

Plataforma: PC
Gênero: Plataforma 2D
Data que zerei: 20/01/2023
Nota: 7,5/10

7) Portal with RTX

E já que estamos falando de backlog, vamos falar de Portal.
Na verdade, na verdade. Eu já havia zerado Portal no meu notebook da CCE láaaa em 2011, mas a performance era horrível e eu não lembrava de nada.

Dessa vez, com uma RTX 3060, eu consegui até botar um mod que adiciona raytracing ao jogo, que deixou tudo muito bonito e moderno.

Os puzzles são muito bem feitos e a Glados tem uma personalidade divertida que faz o ambiente — bem repetitivo — não parecer monótono. A Valve quando fazia jogo acertava demais.

Plataforma: PC
Gênero: FPS (naquelas)
Data que zerei: 15/02/2023
Nota: 8,5/10

8) Ys VIII: Lacrimosa of Dana

Nos últimos anos, eu virei um grande apreciador dos jogos feitos pela Nihon Falcom. É uma empresa japonesa meio desconhecida por nós, mas que produz diversos jogos com investimento até baixo para os padrões atuais, mas que sempre entrega um gameplay gostoso e narrativas memoráveis.

Ys VIII saiu primeiro no Vita anos atrás, e mesmo eu tendo um portátil desse, preferi adquirir a versão de PS5, na época que o suposto pai dos pobres ainda não tinha fodido com as importações (obrigado, Lula!).

É um RPG de ação muito legal que se passa em uma ilha gigantesca, e você deve explorá-la aos poucos para ir desvendando os mistérios ao redor do lugar e de seu passado.

O combate gira em torno da sua party que tem 3 personagens, e cada um tem um tipo diferente de ataque que é efetivo contra alguns tipos de inimigos.

É super intuitivo e divertido. Sem falar na história que, mesmo longa, é muito marcante e lembra bastante os RPGS da Square dos anos 90.

Plataforma: PS5
Gênero: RPG
Data que zerei: 22/03/2023
Nota: 9/10

9) Sonic Adventure

Um clássico do Dreamcast que zerei novamente esse ano. Ainda não tive coragem de fazer a campanha dos outros personagens, mas pretendo voltar a ele eventualmente, talvez esse ano.

Para um primeiro jogo 3D da série, até que o jogo é bem competente. Alguns momentos de exploração são bem esquisitos, mas há de se dar uma trégua, afinal é um jogo que começou a ser feito lá pra 1997.

Dá pra zerar em uns 3 dias sem jogar por muitas horas, e por isso eu sempre recomendarei ele como um dos melhores do Dreamcast. A versão do PC está bem melhor que em anos atrás, e agora suporta até controles, vejam só.

Plataforma: PC
Gênero: Plataforma 3D
Data que zerei: 25/03/2023
Nota: 7,5/10

10, 11 e 12) Toree 3D, Toree 2 e Toree Genesis

Três joguinhos similares que poderiam ser apenas um jogo só com capítulos diferentes.
São indies muito bem feitinhos onde você deve saltitar por plataformas até o final das fases.

O que mais me impressiona é que o visual dele é bem bonito, pegando como inspiração jogos do início do PS1, mas do nada tem uns jump scares e coisas meio macabras que aparecem no meio das fases.

Inclusive, até tinha um pai reclamando disso na página do jogo na Steam. Coitado.

Plataforma: PC
Gênero: Plataforma 3D
Data que zerei: 07/04, 11/04 e 12/04/23
Nota: 7/10

13) Grandia

Um absoluto clássico, que finalmente tirei do meu backlog. Anos atrás, eu havia adquirido uma versão repro do game para o Sega Saturn, mas só tive paciência e disposição de jogar no PC mesmo, com todas as facilidades que a versão proporciona, como: áudio em japonês nativo, 16:9, resolução maior dos cenários e framerate menos bunda.

A história é muito divertida e lembra os animes de aventura dos anos 90. O combate da série é maravilhoso e dá muita vontade de ir atrás de batalhas, diferentemente de muitos JRPGS que tem por aí até hoje.

Já havia zerado o Grandia 2 no Dreamcast uns anos antes, mas o primeiro jogo da série também é muito legal. Sinceramente uma das melhores experiências que tive esse ano.

Plataforma: PC
Gênero: RPG
Data que zerei: 10/04/2023
Nota: 9/10

14) Yakuza 6

Olha, o tanto que falaram mal do jogo e da engine dele na época que eu ainda estava jogando o Kiwami 2 — que por sinal foi feito depois do 6 — me fizeram entrar nesse aqui com muito pé atrás.

Não bastasse isso, mas também foi uma luta superar a trilogia do PS3 (3, 4 e 5), já que eram jogos enormes, onde a história ficou tão inchada que confesso que só terminei porque gosto muito da série.

Aí imagina minha surpresa quando vi que o 6 é um jogo muito mais contido. Apenas um protagonista, duas cidades, conteúdo bem mais limitado em relação ao monstro que é Yakuza 5 e adivinha: isso foi bom!

Temos um jogo bem focado na história de Kiryu e na Haruka, sua filha adotiva, que agora é adulta e arrumou um problema muito sério que infelizmente contradiz todo seu arco do último jogo.

Mas nada disso importa, pois a graça é meter a porrada em todo mundo. A Dragon Engine, usada nesse jogo e em mais alguns da série após esse, fez um belo trabalho, modernizando o visual e a física do game em relação ao jogo anterior.

Está sempre barato em várias plataformas, e apesar de ser o fechamento (até então, na época) da saga do Kiryu, acredito que é uma boa porta de entrada para a série original, antes dela virar JRPG no jogo numerado seguinte.

Plataforma: PS4 
Gênero: Action Adventure
Data que zerei: 23/04/2023
Nota: 8/10

15) Legend of Zelda: Tears of the Kingdom

Fiz um review em vídeo desse jogo que você pode assistir aqui:

A continuação do melhor jogo de Switch até hoje, chegou com ambições gigantes de melhorar e expandir tudo que foi feito no jogo anterior.

Nessa continuação direta, todos os poderes que Link usou no game anterior foram descartados, dando espaço para novas habilidades. A maioria delas agora gira em torno de interagir e construir objetos, como planadores, carrinhos, barcos e qualquer outra parafernália que venha na sua cabeça e o jogo permita que seja feito.

Não é uma mecânica muito legal para todos, obviamente. Tem gente que gosta apenas de usar as ferramentas que o jogo proporciona, ao invés de construir suas próprias soluções. Assim, o game já deixa alguns objetos meio que prontos para serem usados na hora certa, de forma que a aventura nunca fica travada.

Agora Hyrule não é o único ambiente explorável: temos o céu e suas ilhas e, infelizmente, o subsolo.

Essa parte do subsolo é muito chata ao meu ver, pois a visualização é baixa e várias vezes me vi batendo cabeça em paredes, que impedem a progressão do jogador. Isso ocorre porque o mapa do subsolo foi feito para ser explorado em pedaços, onde Link deve mergulhar de Hyrule pra baixo em pontos diferentes. Ou seja, não dá pra descer e andar livremente por lá até liberar o mapa todo.

Fora isso, é um jogo bem competente, mas acredito que deixou um gostinho de que tentaram enfeitar demais o pavão que já era bem bonito. Jogue Breath of the Wild antes desse.

Plataforma: Switch
Gênero: Action Adventure
Data que zerei: 18/05/23
Nota: 8/10

16) The Legend of Zelda

É isso mesmo. Não tem subtítulo porque eu realmente zerei o primeiro Zelda. E vou contar pra vocês, viu. É um jogo DIFÍCIL.

Não só porque os jogos da época não te carregam nas costas, mas porque a exploração é cheia de coisas ocultas que provavelmente foram pensadas para jogadores ficarem meses discutindo e descobrindo coisas novas, como a caverna secreta que só aparece se você queimar um arbusto bem específico numa área do mapa onde não há nenhum indicador para tal.

Não só isso, mas a última dungeon é um labirinto digno de sessões de tortura, e seguir por ela sem um guia é simplesmente perder tempo.

Consegui fazer uns 75% do jogo sem detonado, mas o final simplesmente exigiu que eu fosse atrás de alguma forma de terminar sem desistir. É muito divertido, não se engane, mas é algo que eu não faria de novo.

Apesar que, logo após terminar, eu fui atrás dos BS Zelda no SNES, que usam um mapa parecido com o deste jogo mas com algumas mudanças. Esse sim eu larguei, lol.

Pelo menos tirei isso do meu backlog.

Plataforma: NES
Gênero: Action Adventure
Data que zerei: 26/05/2023
Nota: 8/10

17) Ravenlok

Uma espécie de metroidvania bem bonitinho e estiloso cujo review você pode ler aqui.
No texto que escrevi sobre ele, chamei “zeldavania”, pois ele tem características de combate mais parecidas com o jogo do Link do que com o jogo da Samus.

A historinha é bem simpática e a progressão faz você sempre querer continuar a exploração para tentar zerar logo. Eu peguei “platina” nele, mas como o jogo é da Epic Store, isso não serve nem pra tirar onda com ninguém.

Competente. Se achar em promoção ou simplesmente gostar do visual. Dê uma chance.

Plataforma: PC
Gênero: RPG
Data que zerei: 04/06/23
Nota: 7,5/10

18) Final Fantasy IV

Final Fantasy IV foi um jogo que eu adquiri pela primeira vez no PS1, numa versão mal gravada que rodava pior que o disco original. Nunca fui muito longe quando criança nessa versão original.

No começo da minha vida adulta, comprei um Nintendo DS Lite e joguei a versão com gráficos 3D, que também bati na trave; joguei até 3/4 do jogo, mas por sei lá que cargas d’água eu dropei. Era uma síndrome que eu tinha até meus 25 anos, de nunca terminar um JRPG.

Hoje em dia, além de ter terminado vários daquela época, também tirei esse do backlog. Dessa vez com a bonita versão Pixel Remaster.

Essa versão trouxe melhorias que vão muito além do básico; dá pra duplicar a experiência ganha por luta, aumentar o dinheiro (nunca usei) e também tirar os inimigos do mapa para facilitar a exploração.

Não tenha vergonha de usar essas coisas, afinal de contas, somos todos pessoas ocupadas e, sinceramente, o jogo não fica mais fácil por causa de nada disso. Cortar o tempo do grinding é deixar o jogo mais prazeroso, e isso ajuda a apreciar melhor a história.

Confesso que 1/4 final do jogo — que não havia terminado no DS lembra — não é tão agradável, e a última dungeon é tão chata quanto a maioria das dungeons finais de JRPGs dessa época.

Não foi um jogo tão memorável assim, mas eu me diverti com ele o suficiente pra ir até o fim. Recomendo ir atrás do Pixel Remaster do V e do VI. São jogos com gráficos e histórias mais legais.

Plataforma: Switch
Gênero: RPG
Data que zerei: 04/06/23
Nota: 7,5/10

19) Mega Man: Maverick Hunter X

Um clássico absoluto. Esse remake do Mega Man X original, não levou nem o nome Rockman/Mega Man no Japão, sabiam? Lá, o jogo se chama apenas Irregular Hunter X, que virou o subtítulo no ocidente (onde Irregular é o nome japonês pra Maverick).

Ouso dizer que é o melhor jogo do PSP de longe. Sendo um remake praticamente 1:1 do game original, trocando a posição de alguns itens chave e adicionando elementos de história e gameplay no pós-game.

Uma coisa que me irritou muito foi saber que por causa do merda do Keiji Inafune, não tivemos o Zero jogável nessa versão. “Seria muito óbvio”, ele disse na época. Ele realmente é o pior produtor que já trabalhou na Capcom.

Ao invés do Zero, podemos jogar a campanha com o Vile, o robozinho que serve como primeiro chefe do jogo original.

Sinceramente nunca animei de jogar com ele. A progressão é mais lenta, e o Vile parece um tanque. Sem variações e armas nem tão legais. Seria melhor ter o Zero mesmo.

Plataforma: PSP
Gênero: Plataforma
Data que zerei: 14/06/23
Nota: 9,5/10

20) Final Fantasy XVI

Por incrível que pareça, Final Fantasy 16 foi a ovelha negra do meu ano. Estive muito empolgado com ele antes do lançamento. Fiz compra antecipada. Procurei jogar a demo antes do jogo. Fiz tudo.

E sabe o que aconteceu? Achei o jogo horroroso. O combate até que é legal, porém uma série de RPG como FF merecia um jogo que abraçasse mais suas origens, ao invés de tentar agradar um público ocidental, com muitas influências de Game of Thrones, que estava sendo exibido enquanto eles ainda estavam desenvolvendo o game.

A narrativa também é cansada; Clive é um protagonista modorrento, e seu irmão é até ligeiramente mais interessante, porém não jogamos com ele em momento algum, assim como Cid. Esse, é o melhor personagem do jogo, e ele deixa a história muito mais cedo do que esperávamos.

O vilão final também aparece do nada nos últimos capítulos, e a narrativa, que de início contava uma trama de impérios e reinos se enfrentando, dá lugar a algo totalmente mais fantástico do que o que fora apresentado até então. Tudo isso apenas para escalar a reta final do jogo para um nível mais “final fantasyzesco”, mas que não se encaixa com o restante da história.

A ausência de dungeons bem elaboradas e um mapa com exploração mínima, fez com que Final Fantasy XVI fosse pra mim não só a maior decepção do ano, mas também o pior Final Fantasy que já joguei.

Plataforma: PS5
Gênero: Ação
Data que zerei: 17/07/23
Nota: 6/10

21) Sonic Frontiers

Para limpar o palato do meu já vendido Final Fantasy 16, resolvi me aventurar no mais novo jogo do Ouriço.

Dessa vez a tentativa foi renovar a série transformando o jogo do raio azul em Zelda Breath of the Wild, basicamente.

Porém, estruturalmente o game não oferece os mesmos nuances que BotW tem, onde o jogador encontra naturalmente pontos de interesse no mundo aberto, optando por marcações no mapa que surgem no raio de outros objetivos que você encontra.

Obviamente que é um jogo bem mais ágil que o Zelda de Switch, e por essa razão não daria para fazer um jogo realmente idêntico. E nem deveriam, pra ser sincero.

Tem algo muito legal nesse Sonic Frontiers, que é quando você apenas vai perambulando no mapa, pulando em molas e corrimãos, sem pensar direito para onde deve ir, e sempre se acha alguma coisa nova.

Além disso, os ataques do Sonic são muito variados e podem ser melhorados com uma árvore de progressão que sinceramente, não tem lugar nesse jogo e só botaram porque outros jogos fazem. É sério; na METADE do jogo, você já tá com pontos infinitos sobrando pra distribuir e não tem como gastar porque não tem mais o que upar.

Uma crítica adicional é o cenário bem morto e com um filtro azulado que lembra os filmes da série Crepúsculo, sem falar em algumas lutas com chefes que — no padrão Sonic — são totalmente bugadas. Zerei esse no Hard e foi bem mais divertido do que se eu tivesse jogado no modo Normal.

Não é um jogo perfeito, nem de longe, mas a Sega está no caminho certo para fazer uma continuação muito mais colorida e com as arestas aparadas.

Plataforma: PS5
Gênero: Action Adventure
Data que zerei: 13/08/2023
Nota: 7,5/10

22 e 23) Horizon Chase 2

 

Fiz um review em vídeo desse game no Youtube, confere lá

A continuação de um dos jogos que MAIS ESCREVI TEXTO AQUI NESSE SITE. Sério, benzadeus, acho que fiz review de 90% de tudo que saiu de Horizon Chase 1 aqui no arquivos do woo lol.
Mas dessa vez, estamos falando de sua continuação que chegou para todos os consoles esse ano.

A galera brasileira da Aquiris foi adquirida pela Epic e antes que virassem um estúdio pra fazer asset de Fortnite (não pensem que isso não vai acontecer), eles entregaram o que pode ser talvez seu último jogo pessoal.

O design retro com polígonos sem textura deu lugar a um jogo de corrida 3D normal. A jogabilidade arcade, similar a Top Gear se manteve, mas graficamente o jogo está muito moderno, lembrando algo que poderia ter saído no PSP, por exemplo.

Senti falta de mais personalidade nos carros; são bem menos que no jogo anterior, e eles são apenas carros genéricos bonitos. Não temos mais o Uno da firma e nem outros carros que remetem a outras franquias famosas.

A trilha sonora conta novamente com Barry Leitch, compositor da série Lotus/Top Gear, mas ouso dizer que são mais do mesmo ouvido no primeiro Horizon Chase, porém menos memoráveis.

É um jogo que apesar de mais bonito, perdeu a personalidade no caminho.

Ah, você deve estar se perguntando porque eu joguei no Switch E no PC depois. Bem,  é porque a performance no Switch é horrorosa. Diferentemente do primeiro jogo que roda a 60 FPS cravadinho no console da Nintendo, esse aqui não consegue se manter a 30 FPS sem dar umas quedas. É bem triste, visto que muita gente comprou o primeiro game no Switch e a sua versão do segundo jogo merecia mais carinho.

Plataforma: Switch e PC
Gênero: Corrida
Data que zerei: 20/08/23 (Switch) e 25/08/23 (PC)
Nota: 7,0/10

24) Grand Theft Auto IV (GTA 4)

Quando GTA 4 saiu, eu estava totalmente fora de consoles. Não lembro direito o que estava fazendo na época além de estudar, mas provavelmente eu jogava apenas coisas japonesas que gravava em casa pro meu velhinho PS2, e nem acompanhava as novidades da indústria na época.

Assim, quase toda aquela geração PS3/Xbox 360 passou batida por mim até 2012, quando adquiri meu PS3 tardiamente e pude aproveitar bastante coisa, mas não GTA 4.

Inclusive, dos jogos numerados, eu zerei o 5, depois o 3 e agora finalmente o 4. Totalmente fora de ordem, né? Imagina se eu te contar que nunca terminei Vice City e sequer JOGUEI o San Andreas, lol.

Aqui, Niko veio de um país balcã atrás do sonho americano, mas tomou na tarraqueta ao descobrir que seu primo Roman, que dizia estar vivendo bem, na verdade era um fodido que trabalhava com táxis em Liberty City.

Niko, que era velho de guerra (literalmente), começa a se envolver com a máfia local e fazendo um crime aqui, e outro acolá, acaba subindo nos rankings e a trabalhar pra gente mais braba e influente.

Pra época até que foi um jogo legal. Tem muito menos conteúdo que os jogos de PS2, pois focaram em trazer o universo da série para algo mais realista, e conseguiram.

Porém, a cidade é um cu pra navegar; ruas apertadas, direção do carro muito realista pro seu próprio bem e combate (tanto em mãos quanto de tiro) bem ruins para um jogo com tamanho investimento.

A versão de PC que joguei já vem cheia de guerigueri pra rodar a 60 FPS cravados e gráficos bonitos, mas sei que na época ninguem jogou assim. Foi uma experiência até que divertida, mas nada que me faça querer jogar de novo um dia.

Plataforma: PC
Gênero: Ação
Data que zerei: 09/09/23
Nota: 7,5/10

25) Half-Life

E continuamos com a sequência de esvaziar o backlog do Tony!
Dessa vez, eu fui atrás do tão falado FPS mais perfeito de todos os tempos. Direto de 1998 para meu PC moderno em 2023, Half-Life foi o jogo que fez você poder comprar jogos no PC numa única loja hoje em dia.

Confesso que esse jogo eu comecei em JANEIRO, mas fui degustando ele em doses homeopáticas ao longo do ano, pois eu acho que é uma experiência muito longa e que eu não tenho foco suficiente pra jogar um jogo de tiro por tanto tempo sem enjoar.

Assim, eu passava uma fase ou outra e voltava à ele depois de semanas. Funcionou, pois eu fui até o fim e me diverti bastante.

Ao contrário do que eu achava antes de jogar, HL não é um jogo de tiro puro, como Unreal ou Quake, que são contemporâneos dele, e sim algo que tem elementos de narrativa ambiental — sem cutscenes em vídeo, tudo na engine do jogo enquanto você controla –, além momentos de puzzle bem-feitos e partes de plataforma.

Essa última característica infelizmente é muito ruim, e seu último capítulo, XEN, é odiado por todos até hoje.

Eu joguei com um mod bem legal de raytracing que é leve suficiente para rodar em placas como a RTX 3060, que não aguentam o tranco de jogos com traçados de raio mais pesados.

Existe também o remake chamado Black Mesa, que moderniza o jogo para algo como se tivesse sido feito lá pra 2010, e reformula totalmente o capítulo final para que ele seja mais aceitável. É legal jogar essa versão remake somente depois de apreciar o game original, porém.

Plataforma: PC
Gênero: FPS
Data que zerei: 10/09/23
Nota: 8/10

26) Chrono Trigger

Chrono Trigger é um marco na vida de muitas pessoas. Eu infelizmente não joguei na época, muito menos joguei na sua primeira renascença, quando as pessoas começaram a conhecer o game aqui no Brasil via emulação.

Em sua segunda renascença, no DS, com nova tradução — tanto para português por fãs quanto para inglês — muita gente também zerou o jogo, que dessa vez vinha com mais conteúdo extra.

Porém, eu também na minha sina de não zerar RPGS que já falei mais acima, também não cheguei no final. Aliás, eu CHEGUEI no final, mas não matei o chefe.

Dessa vez foi diferente. Comprei o jogo pela segunda vez — a primeira foi um cartucho repro pra SNES que também não zerei lol –, na Steam. PAGAR pelo jogo era talvez a motivação que me faltava.

Fui do começo ao fim, fazendo live às vezes mostrando meu progresso. Li a história com calma, absorvi cada diálogo de cada NPC das cidades, sem passar direto por eles. Entendi os nuances da narrativa, treinei minha party até a exaustão e fui atrás de cada um dos TREZE finais do game.

Sim, eu fiz tudo. E com isso, tive a melhor experiência com um JRPG na minha vida. Cada momento que fiquei jogando aqui no meu PC, usando fone e com as pernas cruzadas na cadeira, foi maravilhoso e divertido.

Fechei essa lembrança tatuando o C de seu logotipo no meu antebraço. Uma lembrança que quero ter para sempre no meu braço. E no meu coração.

Plataforma: SNES (versão para PC)
Gênero: RPG
Data que zerei: 26/09/23
Nota: 11/10

27) Spider-Man 2

Continuação do aclamado jogo de PS4, Spider-Man 2 melhora muito em termos de gameplay o que foi apresentado no primeiro jogo e em Miles Morales.

Com a vantagem do PS5, temos um jogo que usa Raytracing em seus gráficos obrigatoriamente, mesmo no modo performance, que pode atingir 60 FPS sem perda de quadros com o uso da tecnologia.

O combate está tão ágil quanto nos jogos anteriores, e foi melhorada muita coisa na exploração, como o teleporte. Agora podemos ir para qualquer área do mapa, desde que sejam feitos alguns objetivos na área para qual se queira ir.

A história porém está muito fraca. Peter foi reduzido a um fracassado, e literalmente todo mundo sabe mais do que ele. No fim, ele larga o manto de Aranha e deixa tudo nas mãos do Miles. É meus amigos, eles vão forçar isso até você aceitar.

O jogo é muito bom se você ignorar a narrativa ignóbil. Por sorte, ele vendeu pouco. Talvez o hack que fizeram na Insomniac foi merecido, sei lá. Eu não gosto desse jogo, mesmo sendo bom de jogar.

Plataforma: PS5
Gênero: Ação
Data que zerei: 09/11/23
Nota: 7/10

28) Super Mario RPG

Outro jogo cujo cartucho eu tenho desde muitos anos, porém nunca tentei me aventurar nele realmente. Dessa vez, com o lançamento iminente do seu remake, eu tive que de uma vez por todas terminar o original.

É um jogo que sempre teve um status de lendário entre os jogadores, mas sinceramente duvido que a maioria das pessoas realmente tenham jogado ele em sua totalidade.

É sim um RPG bem bonitinho e diferente para o SNES, com seus gráficos pré-renderizados a lá Donkey Kong Country, mas as cores são muito saturadas e o contraste é muito alto, tirando um pouco do brilho colorido dos outros jogos do Mario.

Além disso, o combate é bem feijão com arroz, mesmo para a época. Temos sim uma interação de timing que o jogador deve apertar o botão de ação na hora que o golpe encaixa, e isso tira bastante a monotonia do combate, mas não é suficiente para carregar as suas 16~20 horas de gameplay sem tanta exploração e variedade.

Os puzzles não são tão convidativos também, sem falar que os segredos do jogo são absurdamente “secretos” mesmo lol

Não estou reclamando disso, mas é bizarro como muitas das coisas escondidas no jogo estão em blocos transparentes sem indicação no mapa, e cabe ao jogador ficar pulando que nem um LOUCO por todos os lugares caso ele queira achar essas coisas.

Eu zerei sem nada disso e me dei por satisfeito. Não foi tão ruim mas pelo tanto que falaram a vida toda sobre esse jogo, eu achei que seria MUITO mais.

Plataforma: SNES (emulado no Switch)
Gênero: RPG
Data que zerei: 26/11/23
Nota: 7,0/10

29) Mega Man Zero

Um dos jogos — senão o mais — difícil do Gameboy Advance. Mesmo que seu gameplay seja bem similar a série X, parece que o pessoal da IntiCreates queria comer o cu de quem tá lendo, afinal, é um jogo que tortura o jogador.

Duvido que qualquer ser humano zerou esse jogo sem save state, pois é algo totalmente fora da realidade de um ser humano normal. Ainda mais se o cara tentou jogar isso num GBA normal sem iluminação traseira e à pilha.

Eu mesmo tentei jogar várias vezes no DS e no GBA SP e é intragável devido a falta de ergonomia e/ou de botões mesmo, no caso do GBA.

Aqui na versão do remaster, eles facilitaram bastante coisa, colocando checkpoints durante as fases, o que já tira um pouco da PUTARIA que esse jogo é, sem facilitar demais, como seria se simplesmente tivessem liberado save states em qualquer lugar.

Foi um desafio e tanto mesmo assim, e eu fiquei feliz de finalmente ter terminado pelo menos o primeiro dos quatro jogos da série Zero. Tão cedo não quero jogar o segundo pra não passar raiva.

Plataforma: GBA (versão Zero/ZX Collection no Switch)
Gênero: Plataforma 2D
Data que zerei: 10/12/23
Nota: 7,5/10

30) Split/Second

Daqui pro final do ano eu fui só na marolinha. Depois de tanto jogo longo e difícil, resolvi fechar o ano na molezinha e na maciota, como já dizia o grande Toguro mais novo.

Split/Second é um jogo de corrida na pegada de Burnout, mas o diferencial é que você não consegue destruir seus inimigos na porrada; o lance aqui é apertar um botão que ativa uma armadilha na frente do corredor adversário, no melhor estilo Dick Vigarista.

A proposta até que funciona bem, mas em vários momentos você simplesmente não tem o que fazer para alcançar um carro adversário, já que nem sempre tem uma armadilha na pista para ser usada. Fora o timing pra ativá-la na hora exata que o carro do adversário passa.

Ainda assim, não é tão frustrante quanto poderia ser, se você parar pra pensar. A IA é ajustada de forma que o jogo sempre te dê uma facilitada para acertar os outros corredores, mas nunca é certo.

A sensação de velocidade é boa, ainda mais se você conseguir fazer funcionar um mod que deixa o jogo rodar a 60 FPS, visto que o port de PC é tão porco que não tem como fazer isso nativamente.

Comprei baratinho na Nuuvem e até que valeu à pena, mas eu sou um cracudo por jogos de corrida desse estilo, e já já vocês vão ler que não foi minha pior escolha do gênero.

Plataforma: PC
Gênero: Corrida
Data que zerei: 02/01/2023
Nota: 7,0/10

31) Nekketsu Oyako

Um belo dia de dezembro eu SURTEI e resolvi ligar o Sega Saturn, já que recentemente adquiri um controle sem fio da 8bitdo no formato do Mega Drive, mas que serve perfeitamente pra jogar o console de 32 Bits da Sega.

Não tava a fim de jogar nada muito complexo, então fui nesse beat n’ up MALUCO chamado Nekketsu Oyako, onde tu controlas uma família de SEQUELADOS que bate nos outros na rua e até mesmo dentro de uma baleia (?). Sim, não tô exagerando.

A versão de Saturn roda um pouco mais lenta, mas parece que foi melhorada em relação a de PS1. É um jogo bem fácil e jogando pela primeira vez, eu consegui chegar no último chefe sem perder todos os continues.

Se quiser algo diferentinho, pode tentar esse. No Saturn não tem muitos beat n’ ups mesmo e foi uma tarde divertida.

Plataforma: Saturn
Gênero: Beat n’ up
Data que zerei: 26/12/2023
Nota: 7,0/10

32) Ridge Racer Unbounded

Lembra quando falava de Split/Second há 1 minuto de leitura atrás e que aquela não seria a pior escolha do gênero nesse ano? Então, rapaz.

Eu como disse, sou um cracudo por jogos de corrida arcade, e fui atrás de algo que já sabia que poderia me decepcionar. Feito pela Bugbear Studio, esse Ridge Racer só leva o nome da franquia da Namco, numa tentativa patética de renovar a marca com o público ocidental.

Isso era uma característica muito comum na época; empresas japonesas achando que precisavam fazer um jogo cinza e realista para vender mais no ocidente.

Olha, sinceramente, esse jogo parece que foi mijado. Tudo é laranja e escuro, como se a pessoa mijando tivesse pego cólera e gota no mesmo dia.

Não obstante, a dirigibilidade é bem dura, e volta e meia seu carro trava e não consegue sair depois de rodar, fazendo você reiniciar a corrida trocentas vezes até conseguir terminar sem perder tudo ou arrancar os cabelos.

A progressão também é travada por pontuação, e isso faz com que mesmo que você ganhe corridas, talvez faltem pontos para abrir todas as pistas de uma área. Uma verdadeira aberração de game design.

Aqui temos uma mecânica de destruição mais similar à Burnout, com nitro que pode ser usado para bater nos oponentes e mandá-los para o beleléu. Isso é divertido mesmo, mas as cores mortas do jogo fazem com que só os mais aficionados pelo gênero queiram se dedicar à ele antes de desistirem depois de algumas horas.

Apesar do port pra PC ser mais bem feito que do Split/Second, esse jogo é com certeza pior e não deve ser consumido por ninguém. Que jeito de fechar o ano, hein?

Plataforma: PC
Gênero: 20/12/23
Data que zerei: 30/12/23
Nota: 5/10

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Menções Honrosas

A) EA Sports FC 24

Depois que a EA gentilmente cedeu a key do jogo para que eu pudesse escrever o review que vocês podem ler aqui, eu continuei minha primeira aventura num FIFINHA online, visto que todas as vezes eu só abria esse tipo de jogo pra jogar uma temporada da carreira ou versus com amigos.

Até que tenho me divertido bastante com o modo Ultimate Team. Construir seu time com cartinhas e ir sempre melhorando sua equipe é bem legal, porém não me julgo bom o suficiente para jogar contra os outros no modo online por muito tempo sem me frustrar. Tem muito viciado!

A versão de PC é muito bugada e acho que a EA não melhora muito porque sabe que a vida útil desses jogos é de um ano e nada mais, então pra que fazer o jogo abrir direitinho se nego nem vai jogar mais ele ano que vem?

Infelizmente a Konami ficou totalmente para trás e não tem mais como voltar pro eFootball depois que você aprende a jogar Fifa, digo, EA FC.

Plataforma: PC
Gênero: Futebol
Nota: 7,5/10

B) Vampire Survivors

Um divertido jogo com inspirações visuais de Castlevania, mas que tem uma pegada mais twin-stick shooter, onde você só anda pelo mapa atirando automaticamente em ordas de inimigos, pegando upgrades aleatórios que vão surgindo no mapa.

É muito viciante e eu só parei de jogar porque minha vida tava parada graças à ele. Até reunião de trabalho eu tava fazendo enquanto jogava. Não tenho muito o que falar além de “joguem”. O gráfico podem afastar de cara mas você certamente estará lá pelas mecânicas e não pela qualidade visual. Vai por mim, é divertido demais.

Plataforma: PC
Gênero: Roguelite
Nota: 8/10

E chegamos ao fim de mais um ano

Depois desse texto gigante e muito maior que dos outros anos, mesmo com menos jogos — nada supera os 50 e tantos de 2020 –, eu fico feliz que pude me divertir tanto com meu hobby favorito.

Na vida a gente se julga tanto por passar tempo com algo que gostamos, mas temos que aproveitar tudo da melhor maneira possível e mais importante: sermos felizes.

Então, queria agradecer à todos que leram até aqui, ao Diogo que tá sempre sendo um bom amigo, mesmo que não tenhamos nos falado tanto ultimamente, a Deus por ter me dado energia pra estar aqui mais um aninho e é isso. Até o ano que vem!

Minhas listas dos anos anteriores:

O post O que eu joguei em 2023 | Tony Horo apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

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https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/01/16/o-que-eu-joguei-em-2023-tony-horo/feed/ 0
Sonic Superstars | Bonito, Nostálgico e quase lá https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/11/19/sonic-superstars-bonito-nostalgico-e-quase-la/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/11/19/sonic-superstars-bonito-nostalgico-e-quase-la/#comments Sun, 19 Nov 2023 22:03:36 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=15638 Eu adoro Sonic e a forma como o personagem se aventurou nos mais variados gêneros, desde um jogo de corrida a um jogo de plataforma bizarro onde se transformava em lobisomem com braços elásticos. O que nunca compreendi muito bem, afinal, sempre achei que a formula de Sonic Adventures era algo que podia ter sido […]

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Eu adoro Sonic e a forma como o personagem se aventurou nos mais variados gêneros, desde um jogo de corrida a um jogo de plataforma bizarro onde se transformava em lobisomem com braços elásticos. O que nunca compreendi muito bem, afinal, sempre achei que a formula de Sonic Adventures era algo que podia ter sido refinada e ampliada – Oras, nos dê um Sonic Adventure 3.

Entre os erros e acertos com o personagem e sua turma, ao que parece a SEGA enfim encontrou um rumo. Depois de Sonic Frontiers que teve uma recepção até boa, decidiram resgatar um pouco da essência do jogo clássico e aplicar uma bela harmonização nos personagens, que sendo bem franco, ficou espetacular.

Sonic Superstars remete a muito do que vimos no passado, mas com uma bela brisa de ar fresco em sua arte. Seria isso o suficiente para entregar uma das melhores experiência do ouriço azul nessa geração?

Bem, vista seu sapato de corridas e me siga

Sonic Superstars
Reprodução: SEGA

Indo um pouco além da nostalgia

Sonic Superstars chegou no dia 17 de Outubro para os consoles da nova geração, e a frente do titulo esta a produtora Arzest, responsável pelo Balan Wonder World. Dá pra dizer que Sonic Superstars chegou ao mundo com expectativas relativamente alta, e levando em conta todo o passado dos jogos do ouriço azul, creio que a Arzest conseguiu acertar em cheio com o titulo.

Se por um lado resgata fases que nos remetem as clássicas, existe muita verticalidade empregada aqui, o que traz algum tempero a formula conhecida por todos os fãs. É muito bom ver o Sonic e seus amigos correndo em alta velocidade e alternando no cenário, variando um pouco.

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Falando sobre alternância, isso nos leva a um outro ponto que é a possibilidade de jogarmos com outros personagens além do Sonic. São no total cinco personagens, mas ao iniciar o jogo apenas quatro estão disponíveis, e o quinto personagem só estará disponível ao concluir o jogo pela primeira vez.

Cada um deles com sua habilidade e vantagens que podem ser utilizadas para se finalizar a fase e até alcançar pontos que com um personagem você não conseguiria antes. O que eleva o fator de repetição do jogo, de fato.

Sonic Superstars
Reprodução: SEGA

Musicalmente falando

Os jogos do Sonic são conhecidos por sua trilha sonora que são sempre muito marcantes. É quase impossível você ter jogado qualquer titulo clássico e não ter a musica de introdução ou alguma fase especifica grudada na cabeça. Nesse sentido Sonic Superstars infelizmente não vai muito além, entrega uma boa trilha sonora, só que nada tão marcante.

Eu citaria aqui a musica de abertura que é empolgante e a que rola na fase Sandy Sanctuary, que também gostei bastante. Fora isso, acho que ela cumpre com o seu papel, mas não vai muito além disso.

De forma alguma estou alguma estou dizendo que ela a trilha sonora do jogo é ruim,  e sim que apenas funciona no contexto, não é nada que o faça ir atrás de um CD ou ouvir a playlist. em serviços de streaming. Ela dá conta do recado, mas certamente podia ter sido melhor.

Sonic Superstars
Reprodução: SEGA

Gameplay renovado

Sonic consiste em atravessar um cenário correndo, coletando argolas e lidar com chefões no final, na maioria das vezes o Dr. Robotnik ou o Eggman. Isso pelo menos era nos clássicos, pois aqui a cada esmeralda do chaos coletada durante as fases, os personagens adquirem um novo poder. O primeiro deles é o do avatar, onde o Sonic, o qualquer outro personagem selecionado, ganha a habilidade de criar centenas de clones de si mesmo que vão se lançando contra tudo na tela.

Esse poder nos auxilia também durante os combates com os chefes, e em determinadas situações é realmente uma baita mão na roda, caso você queira acelerar o processo de fechar o jogo. Usar ou não essas habilidades não os impedirá de derrota-los, visto que muda-se pouco no sentido de combate.

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Memorizando os padrões você os derrota facilmente, e se você achar que deve usá-los, use-os. Eu mesmo por muitas vezes esquecia que tinha tais habilidades, as vezes lembrando ao morrer de forma boba por algum chefe. E fazendo uma breve reflexão, essas novas habilidades são apenas mais um motivo para que exploremos o mapa atrás das fases bônus onde coletamos essas esmeralda. Sobre as fases, todas elas são um show visual a parte, com muitas cores e paisagens de tirar o nosso folego.

Sonic Superstars
Reprodução: SEGA

O bônus

Se existe algo que eu pelo menos achei chato de realizar, são as fases bônus. Exceto pelo bônus onde é basicamente a versão atualizada daquele labirinto onde Sonic pode cair em um buraco, as demais são cansativas.

No jogo temos os bônus onde é possível adquirir moedas e outras onde podemos adquirir as esmeraldas, geralmente aquelas onde há argolas se consegue as esmeraldas, mas existem portais também onde somos levado a fase bônus em que você só coleta argolas.

Sei que to sendo reclamão, mas imagine você parar o seu caminho só para atravessar rapidamente por um portal e coletar algumas poucas argolas. É o cumulo. Esmeraldas, OK, mas argolas e moedas para comprarmos peça de robô, ai não, violão.

Sonic Superstars
Reprodução: SEGA

Os extras

Sonic Superstars também conta com um modo extra onde você pode jogar os modos Batalha e o Contra o Tempo, que como o próprio nome sugere, trata-se de uma corrida para finalizar as fases disponíveis no seu menor tempo possível, contando com um ranking.

Já o modo batalha é uma modo de aumentar o fator de repetição, e que certamente vai agradar mais as crianças que os adultos. Nele você enfrenta desafios contra robôs. E esses desafios são variados ao melhor estilo gincana, como aqueles que conferimos em jogos como Fall Guys. O que muda nesse modo é que usamos as moedas para comprar pelas para o nosso robô.

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Se você comprou a edição de luxo, será agraciado com a skin de Metal Sonic para você equipar em seu personagem. Bem, pra quem gosta de cosméticos como esse, deve ser uma grande coisa.

Esse modo  vem com um forte apelo para o multiplayer online, e que se você é um dos que adora passar horas e horas jogando competitivo online, talvez você se divirta.

Conclusão

Sonic Superstars acerta ao entregar uma nova experiência nova sem deixar a fórmula que conhecíamos, porém, o excesso das fases bônus é algo que realmente me desagradou. Os que envolviam a coleta da esmeralda é basicamente pressionar e soltar um botão enquanto você tenta se aproximar da esmeralda voadora – Chatérrimo. Os puristas também pode não gostar muito dos novos poderes que implementaram, ou mesmo do design das fases.

Há uma fase onde controlamos Amy obrigatoriamente, e apesar de ser uma excelente personagem devido ao seu pulo duplo com a marreta, a fase é um tanto boba. Consiste em avançar e empurrar algumas jaulas com frutas dentro e não faz sentido, basicamente esta ali porque alguém achou uma boa ideia. Por sorte outras fases são bem divertidas e desafiadoras, o que pode levar algum tempo caso você opte por explorá-las com afinco.

Um outro ponto que gostei e acho que vale a pena comentar, é a ausência de diálogos. Os personagens falam basicamente por movimentos, então se você tá acostumado com histórias pretensiosas como os jogos cinemáticos, esqueça. Sonic Superstars é velha guarda nesse sentido e realmente tem o intuito apenas de ser uma bom entretenimento.

Sonic Superstars é entrega um visual colorido e carismático, além de diversão na medida. Talvez não seja a melhor jogo do Sonic que você irá jogar em sua vida, mas ele chega bem perto disso. Faz tempo que o ouriço azul merece um titulo que resgate parte da sua popularidade, e com este lançamento podemos ver que a SEGA está no caminho certo.

Nota: 8/10

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Esta análise foi feita com uma cópia digital do jogo cedida gentilmente pela SEGA Brasil. O jogo está disponível para Xbox One, Xbox Series S| X, PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch e PC via Steam.

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Sonic Frontiers | Finalmente um Sonic 3D bom de novo https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/08/13/sonic-frontiers-finalmente-um-sonic-3d-bom-de-novo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/08/13/sonic-frontiers-finalmente-um-sonic-3d-bom-de-novo/#comments Sun, 13 Aug 2023 14:21:21 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=14903 Sonic sofre bastante com seu famigerado “Sonic cycle“. Para aqueles não familiarizados, é um termo usado pela comunidade para descrever o sofrimento dos fãs da série, que se empolgam com o anúncio de um jogo novo do ouriço, somente para se frustrarem ao ver que o game não é lá essas coisas. Após o fiasco […]

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Sonic sofre bastante com seu famigerado “Sonic cycle“. Para aqueles não familiarizados, é um termo usado pela comunidade para descrever o sofrimento dos fãs da série, que se empolgam com o anúncio de um jogo novo do ouriço, somente para se frustrarem ao ver que o game não é lá essas coisas.

Após o fiasco que foi Sonic Forces de 2017, a Sega e seu Sonic Team resolveram arregaçar as mangas e pararam um segundo para pensar em porque a série não estava dando certo em 3D mais. Para nossa sorte, dessa vez eles estão no caminho certo.

Breath of the Sonic

Claramente a SEGA sabia onde buscar suas inspirações para esse novo jogo. Diferentemente de todas as empreitadas anteriores com a série, aqui temos um game de mundo aberto, onde o personagem pode se movimentar pelo cenário, sem um objetivo específico de início.

Não tem como enganar, gente: tudo aqui foi copiado do sucesso da Nintendo de 2017. A ideia é que você veja um objetivo à distância e vá até lá descobrir do que se trata. Às vezes podem ser inimigos, às vezes podem ser puzzles ou até mesmo itens que liberam melhorias para o ouriço.

Nesse contexto, a SEGA fez o que eu gosto de chamar de Breath of the Lite, uma versão mais suave e miniaturizada do conceito por traz do Zelda de Switch. Temos sim um mundo aberto grande, mas não tão detalhado como no jogo da ex-rival.

Sonic Frontiers
Reprodução: SEGA

Temos diversos pontos de interesse nos mapas (cinco ilhas, para ser exato) em Sonic Frontiers, porém eles se acentuam não por sua aparência, como uma montanha com um formato específico como no jogo que o inspirou, mas sim por marcações simples na interface.

Pontos de puzzles que liberam mais partes do mapa, por exemplo, são marcados por um poste com sigla “M-01” (mudando o número de acordo, evidentemente).

Todo jogo é permeado por esses marcadores que cumprem diferentes funções, e o loop de gameplay consistem e ir com Sonic de ponto em ponto, liberando tudo: mapa, puzzles, pontos-chaves de história, até o embate final.

Sonic Frontiers
Reprodução: SEGA

Narrativa

Nesta aventura, Sonic e seus amigos caem numa ilha misteriosa e precisam enfrentar diversos robôs novos que foram criados num mundo digital que acaba corrompendo e selando seus amigos em várias ilhas, e cabe ao herói azul pelado e de tênis salvá-los.

Com essa estética “digital”, o game aproveita para justificar diversas coisas presentes nele: muitos objetivos como molas, plataformas e corrimãos aparecem na tela conforme você anda (principalmente na versão de Switch).

Além disso, fases clássicas similares as de Sonic Generations também aparecem em portais digitais, como lembranças tiradas do subconsciente do ouriço.

Sonic Frontiers
Reprodução: SEGA

Para completar, seus amigos aparecem em diversos locais do mapa por estarem presos em uma forma digitalizada, e é nessas partes que a narrativa é entregue.

Diferentemente de games anteriores, a história foi encabeçada por Ian Flynn, que trabalhou por muitos anos nas histórias de Sonic feitas pela Archie Comics e IDW. Ele também foi confirmado como responsável pela história das DLCs que ainda irão sair (na data de publicação desse artigo, claro).

Assim, a narrativa se torna mais profunda — em termos de SONIC, é claro — e coesa com games anteriores. Por diversas partes, personagens mencionam ambientes e situações de outros jogos, e aqueles que são familiarizados com essas aventuras antigas, vão gostar de saber que dessa vez as coisas não foram ignoradas. Menos Forces, esse foi ignorado.

Reprodução: SEGA

Jogabilidade

Um game 3D de Sonic em mundo aberto tem tudo para dar errado em termos de física, sejamos sinceros. Qualquer protótipo de Sonic feito nesse esquema possui esse porém, visto que é muito fácil quebrar a física para fazer Sonic sair voando para lugares onde ele não deveria estar, ou que deveria ir de outras formas.

De início, Sonic Frontiers foi lançado com uma física esquisita, onde o impulso, força e velocidade gerados pela corrida não eram refletidos na trajetória e na velocidade dos saltos. Isso deixava o jogo bem morno, pois a graça é justamente poder conseguir dar pulos absurdos depois de correr em alta velocidade.

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Ainda bem que após os primeiros patches, o jogo te deu essa possibilidade. Não só isso, mas vários fatores, como velocidade inicial, velocidade constante, velocidade de salto e muito mais podem ser configurados pelo menu a gosto do jogador. Parece complicado de início mas após alguns testes eu achei as configurações ideais para aproveitar o jogo, e tudo isso sem quebrar as mecânicas!

Além disso, as melhores partes de Sonic são quando você faz aqueles combos de saltar + ataque teleguiado nos inimigos ou molas + corrimão e aqui em Frontiers temos mapas recheados desse tipo de desafio de plataforma.

Literalmente toda a extensão do jogo é permeada de locais assim, fazendo com que o jogador por vezes sequer se preocupe com o objetivo e fique procurando locais do tipo no mapa para saltar somente pela diversão de fazê-los.

Essas mecânicas foram aprimoradas desde Sonic Adventure até hoje, onde acredito termos atingido a perfeição.

Reprodução: SEGA

Combate variado

Dessa vez, Sonic não só tem seu pulo com homing attack à sua disposição. Com uma árvore de habilidades curta porém funcional, o personagem agora tem diversos combos que são ensinados em tutoriais jogáveis sempre que o jogo está carregando.

Por exemplo: é possível emendar um ataque teleguiado com um dash para a parede e continuar correndo sobre ela, ou também usar um ataque especial após esquivar dos inimigos.

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Também há um sistema básico de parry, mas que não depende de timing para execução. Talvez isso seja uma facilidade apresentada pois o jogo é primeiramente feito para crianças, e até mesmo o tutorial diz que não precisa usar a técnica no momento certo; apenas segurar os botões de ombro já faz com que Sonic rebata quase 99% dos ataques corporais inimigos.

Sonic Frontiers
Reprodução: SEGA

Trilha sonora

As músicas originais de Sonic Frontiers são muito mais sutis que dos games anteriores, principalmente por que passamos muito tempo em um mundo aberto e nem sempre somente correndo em direção a um objetivo. A temática do game é melancólica de modo geral e isso se reflete nas músicas.

Com um update recente, é possível ouvir as músicas de outros jogos durante o gameplay. Você só precisa coletar as notas musicais espalhadas pelas fases, que elas tocam ao apertar a setinha para direita no d-pad.

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Trouxeram músicas cantadas e instrumentais de games anteriores, indo de Sonic 2 de Master System (?) até versões demo de músicas da banda Crush 40. Incrivelmente, o tema de Green Hill Zone não está presente dessa vez. Ainda bem.

Obviamente também temos trilhas originais, como o ótimo tema “I’m Here” (cantando por Merry Kirk-Holmes da banda To Octavia), que você pode ouvir abaixo. Algumas músicas com estilo techno também permeiam os combates mais intensos, variando um pouco o tom do game em momentos de mais ação.

Ambientação

Como dito acima, Sonic Frontiers tem uma ambientação esquisitamente melancólica. Não só a narrativa mas também os cenários são chapados e que não combinam com o que Sonic é e sempre foi ao longo dos anos.

Não sei se isso veio da inspiração inicial em Zelda: Breath of the Wild, mas até mesmo o filtro azul digno de um filme da série Crepúsculo deixam todo o jogo com um tom abaixo, como se fosse uma aventura triste, destoante até mesmo da proposta recente dos filmes do ouriço.

As fases possuem ciclos de dia e noite, e em algumas delas, a chuva também pode acontecer, deixando a melancolia em nível Creed – Weathered (álbum de 2001). Quem sabe, sabe!

A dublagem também é influenciada por isso. Sonic ainda é dublado por Roger Craig Smith (voz de Ezio em Assassin’s Creed e Chris Redfield), mas aqui ele faz com uma voz mais normal, a ponto de causar até um pouco de estranheza de início.

Os outros personagens ainda possuem aquele tom de cartoon, mas Sonic realmente soa diferente de outras empreitadas com o personagem.

Sonic Frontiers
Reprodução: SEGA

Localização

Acredito eu que esse seja o primeiro Sonic de consoles com localização oficial em português. O trabalho ficou excelente, e estava na mão de uma galera que já trabalha com localização de jogos há pelo menos 12 anos, visto que um dos tradutores aparece como creditado em PES 2011.

Uma tristeza apenas notar que muita coisa permanece em inglês, como a HORRÍVEL decisão de manter RING como o nome dos anéis. Obviamente isso deve ter sido decisão do cliente, porém em nenhuma mídia esse termo é usado. É uma palavra normal, não é um copyright para ser mantido em inglês; e nesse sentido, a Sega cagou feio.

Sonic Frontiers

Conclusão

É fato de que Sonic finalmente entrou no caminho certo, porém não dá pra dizer que a aventura é perfeita. Algumas arestas precisam ser acertadas, como a ambientação melancólica e algumas coisas que só foram trazidas de Zelda sem pensar muito se isso se encaixaria na série Sonic.

Espero que a continuação traga mais cor e felicidade para um personagem que voltou a seu auge depois de tantos anos. Os fãs, novos e antigos, merecem mais jogos como esse.

Sonic Frontiers ainda está em constante desenvolvimento, com DLCs ainda não anunciadas, que talvez contarão com mais personagens jogáveis. Não deixe de conferir.

Prós:

  • Jogabilidade refinada;
  • Mundo aberto gostoso de explorar;
  • Músicas de vários jogos anteriores;
  • Customização de controles e física do personagem;
  • História mais bem escrita que qualquer outro game da série.

Contras:

  • Mundo e narrativa um pouco melancólicos demais;
  • Mapas sem muitos detalhes e sem muito a ver com a série;
  • Falta de polimento em alguns aspectos.

Nota: 7,5/10

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Esta análise foi feita com uma cópia pessoal de Sonic Frontiers para PlayStation 5. Ele também está disponível para Xbox One, Series S/X, PlayStation 4, Nintendo Switch e PC (via Steam).

Sonic Frontiers
Reprodução: SEGA
Sonic Frontiers
Reprodução: SEGA

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Takashi Iizuka está confirmado na Brasil Game Show 2022 https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/09/20/takashi-iizuka-esta-confirmado-na-brasil-game-show-2022/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/09/20/takashi-iizuka-esta-confirmado-na-brasil-game-show-2022/#respond Tue, 20 Sep 2022 06:20:41 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12278 A 13ª edição da Brasil Game Show será muito especial para os fãs de Sonic the Hedgehog. Além da estreia mundial da turnê Sonic Symphony, em 12 de outubro, o Creative Officer da Sonic Team, Takashi Iizuka, estará na maior feira de games da América Latina nos dias 11 e 12 de outubro. Iizuka-san construiu uma […]

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A 13ª edição da Brasil Game Show será muito especial para os fãs de Sonic the Hedgehog. Além da estreia mundial da turnê Sonic Symphony, em 12 de outubro, o Creative Officer da Sonic Team, Takashi Iizuka, estará na maior feira de games da América Latina nos dias 11 e 12 de outubro.

Iizuka-san construiu uma longa e bem-sucedida carreira como designer, produtor e diretor de alguns dos jogos mais amados da franquia Sonic como Sonic Adventure, Sonic Mania e Sonic Generations, bem como no esperado jogo de ação e aventura Sonic Frontiers, com lançamento previsto para o final do ano.

Os fãs terão oportunidades de encontrar Iizuka em sessões de fotos e autógrafos na BGS Meet & Greet Intel, em painéis na BGS Talks TikTok e na cerimônia de abertura. Para comemorar as contribuições de Takashi Iizuka à indústria dos games e o sucesso da franquia Sonic, ele também será homenageado com o Lifetime Achievement Award, no palco principal da BGS.

BGS 2022 será realizada no Expo Center Norte, em São Paulo e os ingressos para sábado, 8 de outubro, estão quase esgotados. Outras informações sobre o evento estão disponíveis no site da Brasil Game Show.

// Comunicado enviado via assessoria de imprensa //

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10 Jogos para jogar com seus Filhos https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/08/29/10-jogos-para-jogar-com-seus-filhos/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/08/29/10-jogos-para-jogar-com-seus-filhos/#comments Sat, 29 Aug 2020 08:00:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=4780 Muitas coisas mudaram ao me tornar pai, sendo uma delas a preocupação do meu filho com o meio tecnológico. Oras, tenho um site sobre jogos e constantemente estou falando a respeito nas redes sociais e tudo mais, logo, em algum momento ele vai querer brincar também. Com isso em mente, decidi listar alguns dos títulos […]

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Muitas coisas mudaram ao me tornar pai, sendo uma delas a preocupação do meu filho com o meio tecnológico. Oras, tenho um site sobre jogos e constantemente estou falando a respeito nas redes sociais e tudo mais, logo, em algum momento ele vai querer brincar também.

Com isso em mente, decidi listar alguns dos títulos que tenho planejado deixá-lo ter contato dentro de alguns anos. No momento ele está com dois anos, mas daqui a pouco ele vai entender e vai querer jogar.

Mas chega de enrolação e vamos direto ao que interessa: Jogos para jogar com seus filhos!

Rayman Origins

Jogos para jogar com seus filhos

Rayman Origins é um dos games favoritos da franquia, não só porque é maravilhoso em diversos aspecto, mas também por ser atraente para qualquer público. Inclusive trago ele a essa lista porque terminei no PC jogando com meus primos, que eram pequenos naquela época, e adoraram.

Cogitei colocar a sequencia LEGENDS, porém, não joguei o suficiente dela para considerar justo vir para cá.

De qualquer modo fato de ser possível jogar com mais pessoas torna tudo ainda mais divertido e desafiador. Mal posso esperar para o meu moleque ter idade para jogarmos todos juntos esse game.

Foi bem dificil não colocá-lo nessa lista de jogos para jogar com seus filhos

Claybook

Jogos para jogar com seus filhos

Uma das coisas que fez pegar esse jogo foi exatamente o fato de que ele funcionaria perfeitamente para o entretenimento de uma criança pequena. Todo colorido e basicamente livre pra demolir tudo.

O jogo é composto por diversos mini-games, além de um modo criativo bem interessante. Acho que é uma grande sacada, seja para o adulto se entreter e fazer uns 1000g fácil ou platinar, caso seja um desses, ou para deixar a criança trabalhando sua imaginação. Tudo embalado por uma excelente trilha sonora.

LEIAM – Claybook | Um jogo onde se brinca com Massinha

Sinceramente, esse é um dos primeiros que deixarei meu filho jogar assim que completar idade.

Minecraft

Jogos para jogar com seus filhos

Minecraft é polemico pelas razões errada, pois o jogo em si é perfeito para crianças. O problema foi os adultos retardados que se aproveitaram do sucesso para ganhar relevância e atrair a molecada, mas graças aos céus, essa criançada cresceu e abandonou aquela turma, MAS, isso não tira o mérito do jogo.

LEIAM – Minecraft não é ruim, apenas mal interpretado

Ele vai permitir que as crianças usem sua imaginação como bem entender no modo criativo e ainda explorar um mundo imaginário onde ele vai criar sua própria história e ainda ter você ali participando. O que é de suma importância.

É um game para crianças um pouco maiores, mas ainda crianças.

Super Mario World

Jogos para jogar com seus filhos

Eu poderia citar qualquer outro jogo do Mário, mas Super Mario World é um dos mais nostálgicos pra mim – Depois do Super Mario All-Star’s que foi o cartucho que eu tive.

O jogo é simplesmente muito divertido, com uma variedade gigante de caminhos escondidos, segredos e algumas fases de tirar os cabelos. Quem lembra daquele repleta de serras?

Um game atemporal e que certamente serão tão marcante para seus filhos quanto foi para você,  caso tenha tido algum contato com o titulo na infância.

Personagens coloridos, opção de jogar dois players e facilmente emulado em qualquer sistema. É um must-play em família que dispensa muitas apresentações, esse merece mais do que qualquer outro listar como um dos jogos para se jogar com os filhos.

Gente, é Nintendo, é Família!

Bomberman

Jogos para jogar com seus filhos

Eu amo Bomberman. Joguei todos os games mais do que deveria quando mais novos, e posso garantir que o jogo é pra todo público, incluso crianças.

Mesmo com jogos em japonês, apesar de muitos terem sido localizados por fã e serem fáceis de encontrar, a linguagem gera nenhum impedimento e ainda garante horas de diversão, por conta da proposta simples e direta.

LEIAM – Trog | Quase um Bomberman Pré-histórico

Outro game que facilmente consegue se emular em qualquer sistema e ainda garantira boas de horas de diversão.

Escolhi a imagem do Bomberman 5, mas todos eles são incríveis, uns mais que outros, mas ainda incríveis. Lembrando que nos dias atuais temos um novo Bomberman para os consoles modernos.

Tetris

Jogos para jogar com seus filhos

A maior obra-prima dos vídeo games desde sua concepção. Nada consegue ser tão viciante, intuitivo e acessível quanto TETRIS.

O jogo saiu para tudo quanto é console, além de ter sido pivô de brigas ferrenhas nos bastidores da industria de vídeo games na época. É um titulo que certamente vai entreter as crianças por horas, principalmente por conta das cores e disponibilidade nos consoles modernos.

É um jogo pouco lembrado nesse aspecto, mas que garante entretenimento para crianças que estão iniciando no mundos dos jogos.

Existe até mesmo uma versão battle royale disponível no mercado, olha só.

Sonic

Jogos para jogar com seus filhos

Todos nós amamos o Sonic, mesmo com um monte de game ruim que recebeu por conta do sucesso da trilogia original no Mega Drive.

Só que o filme é uma excelente porta de entrada para a criança que gostou e quer saber de onde ele surgiu. Pra nossa sorte existe o Sonic Mania e a opção de emular ou se você dispuser de um console e cartuchos, apresentar as aventuras do ouriço azul e seu companheiro de duas caldas.

De fato é um game tão divertido que provavelmente vai se sentir encantado de acompanha-los na jogatina.

Oras, é Sonic, não há muito o que dizer, além de que toda criança deveria conhecer.

LEGO Indiana Jones

Jogos para jogar com seus filhos

Eu escolhi o LEGO Indiana Jones, por ser um dos últimos que eu fechei e gostei bastante, mas qualquer jogo da franquia são voltado para o público infantil.

São bem humorados e com muito conteúdo para ser desbloqueado e segredos a serem desvendados. Brilha também por conta do coop local ou online, dependendo da plataforma que ira jogar.

LEIAM – LEGO CITY UNDERCOVER | GTA para todas as idades

É uma escolha acertada caso a criança seja um pouco maior, pois poderá treinar a coordenação e ir se preparando para jogos mais complexos.

Qualquer game da franquia LEGO é uma escolha que vai lhe render boas horas de diversão. Outro que mereceu listar como um dos jogos para jogar com seus filhos

Horizon Chase Turbo

Jogos para jogar com seus filhos

Eu poderia colocar na lista Top Gear, Mario Kart entre outros, mas decidi que Horizon Chase Turbo merece listar, porque resgata a essência do Top Gear, que é um dos meus games favoritos de corrida da infância, além de ser um game brasileiro de qualidade.

É um jogo simples e direto em sua proposta: Vença corridas, ganhe dinheiro, melhore o carro e siga desbloqueando pistas.

LEIAM – Horizon Chase Turbo | A verdadeira continuação de Top Gear

O melhor de tudo é que você ainda pode jogar um coop local com seus filhos e competirem entre si. É diversão na medida certa e com fator replay ridiculamente alto e tem para diversas plataformas, inclusive mobile.

Isso me lembrou de uma história, clique aqui pra conferir

Legend of Zelda

É quase impossível não dizer que Nintendo domina quando o assunto são jogos voltados para família no geral. E sabe o engraçado disso? Meu pai detestava Legend of Zelda, mas eu adorava a possibilidade de explorar e andar para lá e para cá, sem saber ao certo o que fazer.

Sabemos que é um jogo difícil, mas qualquer um deles pode ser jogado por qualquer criança sob a supervisão do pai. São trilhas sonoras incríveis, jogabilidade simples e um mundo novo para a criança explorar.

Mesmo eu nunca ter finalizado nenhum game da franquia, gastei horas e horas jogando quando moleque e me divertindo, e essa sensação é algo que realmente pode marcar seus filhos.

MENÇÃO HONROSA: Capcom Beat’em Up Bundle

Jogos para jogar com seus filhos

Capcom Beat’em Bundle é uma coletânea com diversos jogos de beat’em up, e apesar de não ser recomendado para crianças menores, é um entretenimento divertido se a criança tem um certo discernimento do que é ficção ou não.

LEIAM – Capcom Beat’Em Up Bundle | Revivendo os clássicos

Sair pelas ruas ou mundos distante trocando sopapos juntos dos pais, é uma experiência que vale a pena, afina, estamos acabando com o maldade no mundo muita dor, virtual.

O bundle contém setes jogos que vão lhes entreter por um longo período e ainda lhes dá fichas infinitas. É só escolher e esmagar botões do inicio ao fim com a criançada – E ele permite coop local e online.

CONCLUSÃO

Eu busquei diversificar quanto aos títulos, para não deixar nenhuma idade de fora.

Apesar de no passado meus pais não se importarem tanto com as recomendações de idade dos jogos, acho importante que pensem antes de decidir introduzir determinados gêneros, afinal, são crianças e estão absorvendo tudo ao seu redor.

Espero que tenham gostado da lista de Jogos para jogar com seus filhos, e caso recomendem um ou outro titulo, fiquem a vontade para comentar logo abaixo a sua lista.

Produzimos um vídeo para conferirem também:

https://youtu.be/55Swk3EQZqk

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Sega Heroes | O Candy Crush do Sonic https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/12/20/sega-heroes-o-candy-crush-do-sonic/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/12/20/sega-heroes-o-candy-crush-do-sonic/#respond Thu, 20 Dec 2018 15:35:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/12/20/sega-heroes-o-candy-crush-do-sonic/ – O mundo dos gachas Sei que não é todo mundo que é familiarizado com o universo louco dos jogos de celular, principalmente os japoneses. Lá, o gênero mais popular é o dos “gachas“, que têm esse nome por ter uma mecânica de ganhar prêmios aleatórios através do gasto de dinheiro (ou equivalente), similar ao […]

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– O mundo dos gachas


Sei que não é todo mundo que é familiarizado com o universo louco dos jogos de celular, principalmente os japoneses. Lá, o gênero mais popular é o dos “gachas“, que têm esse nome por ter uma mecânica de ganhar prêmios aleatórios através do gasto de dinheiro (ou equivalente), similar ao modo como funcionam aquelas maquinas de bichinhos da SNK com a foto da boneca Licca-chan no fundo ou da Athena (sim, você já viu várias dela em bares e shopping nos anos 90 e 2000).






Tal método é utilizado em jogos mobile da seguinte forma: quer um personagem novo? Gaste suas “gemas” pra girar uma roleta que TALVEZ lhe dê o personagem em questão. Essas gemas podem ter várias formas dependendo do jogo, como joias, moedas verdes da Fazenda Feliz do Orkut ou qualquer outra coisa que aparente ter mais valor intrínseco do que as moedas comuns. Essas normalmente só são conseguidas através da compra com dinheiro real, e é isso que faz a indústria de gachas ser mais lucrativa que a de games normais.


É um sistema BEM controverso, mas conversando no Twitter com os famigerados JOVENS®, percebo que jogos como Fate GO e Dragalia Lost — este último da Nintendo — fazem um belo sucesso, e não parece que jogadores mais novos se importam com isso.




– A Sega e seus jogos de celular


Antes de explanar como o formato de gacha se aplica ao Sega Heroes, é legal lembrar do histórico da Sega no mobile. Das empresas de games tradicionais, ela e a SNK são as que estão há mais tempo investindo na plataforma. Porém, diferentemente da empresa de jogos de luta, a Sega não costuma lançar apenas os jogos clássicos com adaptações para touch, e sim produzir coisas novas, como os antigos Sonic Jump que foram muito populares na era pré-smartphone e o MARAVILHOSO Crazy Taxi City Rush, este talvez sendo até hoje o melhor jogo mobile feito (ou financiado) por ela.


Como de costume, a própria Sega não costuma sujar as mãos pra passar seus jogos para o celular, então o Sega Heroes ficou nas mãos da americana Demiurge Studios, uma empresa que antes independente, ajudou em outros jogos mobile e alguns ports de jogos como Rock Band: Green Day e Mass Effect, mas que foi recentemente comprada pela Sega e bem, agora faz jogos de celular pra eles.





– Apresentação 


Dizer que se trata de uma empresa americana fazendo jogos da Sega não quer dizer absolutamente PATAVINAS, visto que muitos jogos clássicos dela foram produzidos nos EUA, como Sonic 2 e 3, por exemplo.


Posto isso, infelizmente dessa vez nota-se que a Demiurge decidiu abraçar um estilo de arte um pouco… desagradável aos olhos de um ser humano normal que não foi criado com um tablet na mão. Os personagens clássicos da Sega, principalmente os humanos como os protagonistas de Streets of Rage e Golden Axe, possuem uma forma cabeçuda e caricata, beirando a uma paródia de um cubismo da puta que o pariu. E é uma pena, pois dado o possível público-alvo desse jogo (pessoas mais velhas e nostálgicas), acho que caberia muito mais tomar um approach mais nintendístico e simplesmente usar os sprites originais dos jogos, que ainda que discrepantes entre si, não seriam esse show de horror de bonecos cabeçudos animados em algo similar ao Macromedia Flash MX 2004. Até mesmo os personagens mais caricatos, como os da série Sonic possuem uma certa estranheza em seu visual.


É uma pena isso pois a aparência geral dos personagens mascara a qualidade real do jogo e me afastou por umas semanas dele, isso porque é de graça. Imagina se fosse pago? A primeira impressão é a que conta, não é.



– Jogabilidade


Tirando toda a parte ruim que expliquei durante os gigantescos parágrafos acima, notem que eu GOSTO do jogo. Depois que você supera a horrível caracterização dos personagens, temos um sólido jogo para se jogar na fila do banco (alguém ainda enfrenta FILA no banco?) ou no transporte público, ainda mais que ele só pede conexão com internet quando você abre o aplicativo, podendo ser aproveitado até mesmo nos mais profundos túneis do metrô da sua cidade ou no meio do mato, caso você seja um capial e/ou boia-fria.


O gameplay consiste em um clássico Candy Crush, com 5 tipos diferentes de joias a serem destruídas ao se juntar 3 ou mais da mesma cor. Você escolhe 4 heróis de diferentes jogos da Sega, e cada um deles têm uma cor atribuída: Sonic é azul, Death Adler é Amarelo, Knuckles é vermelho e por aí vai. Ao quebrar três ou mais joias iguais, o herói em questão ataca um dos inimigos. O jogo funciona como seguidas batalhas de RPG, sendo bem rápidas e prazerosas. Ainda existem as gemas neutras, que servem para aumentar o poder de ataque de toda sua equipe durante a fase. Nunca deixe de quebrá-las de vez em quando!


Apesar de seu gameplay se manter o mesmo, existem diversos modos de jogo:


Campanha: onde a progressão é linear por fases;


Arena: basicamente o modo ranqueado do jogo, onde você enfrenta a party de outros jogadores. Não é em tempo real;


Sobrevivência: onde você deve passar pelo maior número de fases sem recuperar seu HP. É talvez o modo mais desafiador e eu simplesmente não consegui completar a primeira leva de 10 fases por não ter os melhores personagens ainda;


Além da Piração: esse modo com nome estúpido define quais bonecos você pode usar em cada fase. É difícil mas te motiva a melhorar todos os seus personagens por igual ao invés de escolher só os melhores de cada cor.


Eu falei acima sobre “melhorar” os personagens, e talvez seja a coisa mais enjoada do jogo. Você ganha prêmios ao passar das fases, como dinheiro, gemas e “tokens” de personagens. Esses tokens servem para evoluir ou desbloquear novos bonecos. Exemplo: o Sonic necessita de 50 tokens para ser desbloqueado e mais 50 para evoluir e ficar mais forte, só que por ser um personagem diferenciado, você só consegue essas fichas com conquistas in-game. Demorei uma semaninha jogando bem pouco para abrí-lo, então não foi tão cansativo. Já outros necessitam de mais ou menos esforço, mas raramente você vai se sentir prejudicado por não ter boneco X ou Y, já que muitos outros são abertos naturalmente e não possuem desvantagens.


O grande problema desse modo de tokens é que ele minimiza as conquistas do jogador e seu dinheiro. Veja: se em outros gachas é possível simplesmente comprar personagens, ainda que você não os escolha, aqui no máximo você ganha TOKENS que AOS POUCOS vão abrir outros bonequinhos, tornando o processo tão moroso quanto esperar na fila dos Correios com aquela senha de letra e números que eles te dão e nunca parecem chamar na ordem certa.



– Conclusão


Com seus personagens feios de doer mas com jogabilidade excelente e funcionalidade paga razoável, Sega Heroes é uma ótima opção para quem não tem mais nem vontade de abrir o whatsapp pra ouvir áudios de 3:12 minutos daquele seu amigo que tem preguiça de digitar porque está “na correria”. Ignore seus parentes e fique por pelo menos meia-hora diária enchendo os personagens da Sega de porrada sem motivo algum pelo simples prazer de juntar joias coloridas e vê-las quebrando com um efeito que talvez dê um pouco de lag no celular, mas só se ele for bem antigo. Talvez esteja na hora de trocar por um novo hein? Só dizendo.


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