Dificilmente encontraremos pessoas que nunca brincaram de
“massinha” sequer uma vez na vida, instigando nossa criatividade ao mesmo tempo
em que alimentamos nossos instintos destruidores.



Claybook no mostra que há uma criança dentro de cada um de nós. Com a premissa
de criação e manipulação de nossas famosas massinhas, nos encontramos brincando
em nosso playground de destruição fofinho.


Abrindo nosso livro, nos deparamos com os primeiros
tutoriais, onde deparamos com missões que já nos colocam realizando muito do
que encontraremos durante boa parte do gameplay.


Logo na primeira missão podemos nos deparar com uma das coisas mais bonitas do
game, a física dos fluídos, os líquidos nos prendem por bem mais tempo que o
imaginado, é simplesmente lindo e extremamente divertido libertar a agua da
opressão das paredes de massinha e inundar o mapa, mesmo que por diversas vezes
acabemos nos obrigando a ter que reiniciar a fase devido a tanta bagunça.


Com fases com os objetivos mais variados, o jogo ganha um
leque de possibilidades muito imersivo, desde missões onde é necessário
libertar líquidos, consumir objetos no mapa ou até mesmo correr para objetivos
sem ser derrubado, o mais rápido possível.

Nele você pode assumir as mais diversas formas para concluir seus objetivos,
desde a tradicional “bolinha”, discos, cubos, um lindo patinho amarelo ou até
mesmo um foguete que é impulsionado pelos líquidos.




A mecânica de controle de objetos pode parecer um pouco
estranha num primeiro momento, devido a simplesmente possuí-las com um toque no
controle, algo que também deve ser citado é a já conhecida mecânica de voltar
no tempo alguns períodos, deixando assim para trás clones perfeitos de nossa
última forma, gerando então mais inúmeras possibilidades, como a criação de
paredes, rampas ou escadas que podem nos ajudar muito no objetivo final.
Ainda no quesito mecânica, uma das coisas que mais me
surpreenderam foi a habilidade de atrair ou repelir líquidos, mas afinal de contas,
as massinhas com propriedades magnéticas não eram disponíveis na minha
infância, mas já estão entre nós há algum tempo.


A trilha sonora não chega a ser notável, com uma musica
calma e instrumental constante, podemos relaxar e mergulhar neste mundo, porém
a partir dos primeiros 20 minutos de gameplay, já é bem provável que você corra
o risco de desejar que o diretor de som fique surdo, pois a trilha se mantém
exageradamente constante, mesmo com o passar das missões, tornando a proposta
de calmaria em algo cansativo.




Um dos testes que pude realizar, foi jogar ao lado de minha
sobrinha em seus plenos 2 anos de idade, podendo assim perceber uma outra
característica muito presente, a excelente paleta de cores e o quanto este jogo
pode ser instrutivo se bem aplicado. O jogo conseguiu ficar ainda mais
divertido utilizando o mapa para demonstrar características e cores de um jeito
muito mais lúdico, ela simplesmente adorava identificar as cores e ver a
mecânica da massinha que ela já tanto conhecia, mas não dessa forma digital. 



Mesmo defendendo que “botar a mão na massa” literalmente, ainda é mais
aconselhável, essa pode ser uma boa alternativa de game para os pequenos, pois
mesmo com diversos controles complexos, a parte mais legal, que é simplesmente
ver o mapa ser moldado à sua própria vontade, é algo que consegue ser realizado
sem praticamente nenhum esforço. Já para as crianças um pouco mais crescidinhas
ele se demonstra muito bom para instigar a criatividade e solução de problemas,
tendo em vista que por diversas vezes você é pego de surpresa, andando em
círculos, tendo que bolar as mais mirabolantes táticas com as mais diversas
formas para que seu objetivo seja concluído, mesmo que isso seja apenas fugir
de dentro de uma caixa ou subir uma escada.


Algo que também deve ser citado é que o jogo também possui
uma possibilidade de Coop local com até 4 players o que nos dias de hoje é mais
raro do que ver um pé de alface em formato de árvore de Natal.




No modo Coop os desafios se tornam infinitamente mais
rápidos de serem resolvidos e o nível de diversão aumenta consideravelmente,
afinal de contas, não é todo dia que você pode empurrar seu amigo de obstáculos
altos ou usá-lo para subir em tanques de água, podendo implodi-los enquanto
riem. As pessoas tem o estranho costume de não quererem correr risco de vida na
vida real.


Algo que também notável é a ambientação, enquanto estamos
brincando observando apenas a visão da mesa com a massinha, tem todo um mundo
em volta, dentro de um quarto, onde existem referências a uma infância de uma
criança, que tem a imaginação estimulada também nos desenhos.




Pela bagatela de 29 Temers em dias normais na MicrosoftStore ou R$37,99 na Steam ou aguardar para uma possível liberada na carteira
quando rolar alguma promoção nas plataformas.


O jogo parece simples, mas pode te fazer relaxar por alguns
momentos com muita facilidade. 
Afinal de contas, convenhamos que possa ser menos prazeroso, mas é muito mais
seguro chegar em casa e brincar de massinha do que bolar um plano para
exterminar toda humanidade por te se estressado durante o dia.


Essa analise do jogo Claybook só foi possível graça a uma cópia fornecida pelo estúdio Second-Order



Abaixo você pode conferir um trecho do gameplay: