Arquivos Mobile - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/mobile/ Um pouco de tudo na medida certa Sun, 20 Feb 2022 20:37:47 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Mobile - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/mobile/ 32 32 Mario Kart Tour | Em defesa do Mario Kart de celular https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/02/20/mario-kart-tour-em-defesa-do-mario-kart-de-celular/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/02/20/mario-kart-tour-em-defesa-do-mario-kart-de-celular/#comments Sun, 20 Feb 2022 20:37:47 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10152 Introdução Em tempos onde o jogo numerado mais recente da franquia, Mario Kart 8, recebe DLC oito anos após seu lançamento e mais nenhum jogo novo aparenta estar sendo produzido, é facilmente compreensível ver pessoas torcendo o nariz para o único game mobile da série, Mario Kart Tour. Os motivos são diversos e abordaremos um […]

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Introdução

Em tempos onde o jogo numerado mais recente da franquia, Mario Kart 8, recebe DLC oito anos após seu lançamento e mais nenhum jogo novo aparenta estar sendo produzido, é facilmente compreensível ver pessoas torcendo o nariz para o único game mobile da série, Mario Kart Tour.

Os motivos são diversos e abordaremos um por um nesse texto, apresentando quase que em forma de tópicos as principais reclamações de jogadores de longa data, além de dissertar se são críticas válidas ou não.

LEIAM – Sifu | Deliciosamente difícil – Análise

Obviamente, cada pessoa tem sua opinião e mesmo ao apontar algumas qualidades do game aqui, o leitor pode tranquilamente continuar distante dessa iteração mobile. Por outro lado, recomendo uma expansão dos horizontes, pois Mario Kart Tour apresenta muito mais do que os olhos podem ver em primeiro momento.

Mario Kart Tour
Reprodução/ Nintendo

 

O Mario Kart de celular que ninguém gosta

Lançado em setembro de 2019, Mario Kart Tour é uma versão do popular jogo de corrida que todos conhecemos: corra, use itens pegos em caixas e acerte os inimigos para terminar em primeiro.

O diferencial no lançamento e que atingiu muitas pessoas foram os controles, que suportavam (e ainda suportam) somente a tela de toque do aparelho. Assim, o jogador precisa arrastar o dedo para os lados para controlar o seu carro.

Além disso, inicialmente o game só suportava o formato de tela em modo porta-retratos (em pé). Isso não diminui a visibilidade da tela, mas causa estranheza para quem está acostumado a jogar Mario Kart 8, por exemplo. Após algum tempo, foi lançada uma atualização que permite usar o celular deitado.

Reprodução/ Nintendo

 

O fator “gacha”

Uma coisa muito marcante nos reviews do game na época do lançamento foi aspecto gacha do jogo, principalmente nos textos escritos por americanos, que naturalmente possuem uma aversão maior a esse sistema em jogos mobile.

Para quem não conhece, “gacha” se refere àquelas maquininhas onde você coloca uma moeda e pega um brinquedo aleatório. Esse conceito foi trazido para os games, principalmente mobile, onde o jogador deve gastar uma certa quantidade de moedas pagas — geralmente chamadas de “gemas” — para rodar uma roleta e tirar um item, que pode ou não ser repetido.

Em jogos ocidentais, esse sistema costuma ser chamado de lootbox, e existem até leis em alguns países que impedem ou limitam esse tipo de mecânica nos jogos.

Reprodução/ Nintendo

 

Gacha Kart

Infelizmente, Mario Kart faz uso desse sistema de gacha. Ao completar certas conquistas semanais ou gastando dinheiro real, o jogador ganha uma moeda chamada gema, que pode ser usada para atirar um canhão, que pode conter pilotos, karts ou asas diferentes.

Em Mario Kart Tour, toda corrida possui um set específico de pilotos, karts e asas que dão mais pontos, então é natural que o jogador queira ter a maior variedade possível desses itens, para que não tenha que correr em desvantagens de pontos.

Mario Kart Tour
Reprodução/ Nintendo

 

Vencer ou fazer o hi-score?

Ah, os pontos. Isso precisa ser explicado, pois em MKT, o jogador não precisa necessariamente vencer todas as corridas, e sim fazer uma pontuação pré-definida, que vai dar a ele de uma até cinco estrelas no fim do percurso.

Os pontos são dados durante cada evento. Ultrapassagens, itens usados, itens desviados, drifts, pegar moedas, etc. Tudo aumenta sua pontuação. E o legal disso – e talvez o fator mais viciante do game – é que executar essas tarefas em sequência geram combos que aumentam mais seu score no final da corrida.

É uma mecânica BEM DIVERTIDA e faz muita falta quando se sai de Mario Kart Tour para voltar pra um jogo comum da série.

Mario Kart Tour
Reprodução/ Nintendo

 

Multiplayer e ranking online

O que faz os jogadores continuarem abrindo o game semanalmente é que as pistas estão sempre mudando. A cada duas semanas são liberadas doze copas, cada uma contendo três pistas e um desafio bônus. Todas essas pistas podem ser jogadas contra a CPU ou aleatoriamente no modo multiplayer, que funciona muito bem, mesmo em redes 4G/5G.

Além disso, a cada semana, uma das copas se torna a ranqueada. Nela os jogadores devem de fato fazer a melhor pontuação possível nas três corridas e subir nas Ligas. Melhores colocações nessas ligas semanais obviamente dão prêmios, como gemas, carros, pilotos, asas e itens de melhoria num geral.

Mario Kart Tour
Reprodução/ Nintendo

Loop de Gameplay e objetivo

Assim sendo, o objetivo do jogo é: entrar no início da semana (que in-game começa toda quarta-feira às 2AM) e ir jogando em todas as Copas, principalmente na ranqueada, onde é possível subir as Ligas e ganhar itens melhores para continuar jogando.

Como já joguei outros gachas, acho que o grande diferencial de Mario Kart Tour é que jogar o game DE FATO é divertido, e isso talvez seja um fator que nenhum review da época do lançamento focou.

Games como Fate GO e Another Eden possui um gameplay básico que se torna vazio bem rápido, fazendo com que o jogador apenas entre pra conseguir mais itens ao invés de se divertir.

Reprodução/ Nintendo

Já em MKT, mesmo que você não tenha os melhores pilotos (ainda), jogá-lo é tão divertido quanto um game normal da série. Os controles requerem um certo aprendizado, mas são bem intuitivos, a ponto de ficar natural em menos de uma hora correndo.

 

Por isso eu digo: mesmo que você não tenha o Luigi ou o Metal Mario de cara, não faz diferença. Todos os personagens são fáceis de jogar e é impossível não vencer algumas corridas, mesmo na dificuldade 150cc.

Não se deixe levar pela frustração de não tirar o personagem do banner semanal, pois tudo isso vem naturalmente ao longo do tempo e os principais pilotos sempre aparecem na lojinha in-game, para serem comprados com moedas normais.

Falo com experiência própria, pois jogo Mario Kart Tour desde o lançamento e nunca precisei gastar um centavo no game, e mesmo assim eu tenho uns 80% dos pilotos, já que nenhum deles é exclusivo para jogadores premium. Nesse sentido o game é bem generoso.

Reprodução/ Nintendo

 

Parte técnica e visual

Bem, agora que já abordei o fator social e financeiro, posso falar sobre o jogo em si, né?

Mario Kart Tour foi feito inicialmente, usando assets do jogo Mario Kart 7, de Nintendo 3DS.

Isso é facilmente notável, pois as primeiras pistas do game eram em sua maioria retiradas do game de 2011, além dos modelos dos pilotos, que apesar de terem uma resolução maior, ainda possuem o formato e animações vindas do 3DS.

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Com o tempo, mais conteúdo foi adicionado, além de pistas originais. Desse conteúdo original, a maioria é feita com base em locais do mundo real, e daí o nome Tour no título.

No segundo ano do game porém, esse foco em pistas baseadas em Nova Iorque, Japão, França e Inglaterra foi deixado um pouco de lado, e a desenvolvedora DeNA resolveu trazer pistas de outros Mario Karts, como algumas vindas do SNES e Nintendo 64.

Em fevereiro de 2022, o game conta com 43 pistas únicas. E se esse número parece alto, leve em consideração que todas elas, mesmo as antigas, possuem variações chamadas de RMX (Remix), como:

  • R (reverso): percurso ao contrário mesmo, com adaptações. Não é espelhado apenas);
  • T (tricks): circuito com rampas e viadutos que mudam de leve o caminho e aumentam os combos;
  • R/T: mistura dos dois conceitos acima.

    Reprodução/ Nintendo

Pilotos, Karts e Asas

Assim como foi inicialmente colocado em Mario Kart 7, é necessário escolher o seu personagem, karts e asas.

Aqui temos muito mais itens desse tipo, que obviamente existem em grande quantidade para sustentar o sistema de gacha presente no jogo.

Mas para sorte de todos nós, eles são até facilmente conquistáveis. Cada item desses possui três ranques: A, B e C.

Nenhum deles dá vantagens na corrida, mesmo os raros. O que mudam entre eles é dar mais pontos no final das corridas. Isso ajuda para subir nas Ligas, mas não dá vantagem no multiplayer, o que é muito bom.

Por outro lado, cada piloto (e karts e asas blá, blá, blá) tem um nível que pode ir de 1 a 7. Tirar um item desses repetidos aumenta a barra de experiência, podendo chegar até o nível 7.

E o que esses níveis fazem afinal? Bem, eles permitem combos maiores e principalmente permitem que o item em questão seja usado em mais pistas.

Reprodução/ Nintendo

Conclusão

Mario Kart Tour pode não ser o jogo mais perfeito da série, mas está longe de ser horroroso. Suas mecânicas mais criticadas, como os controles e o gacha, são facilmente contornáveis e toda apresentação visual e técnica faz jus a um jogo da Nintendo.

Por ser um game free to play, recomendo que todos que gostam de Mario Kart tentem um pouco.

Obviamente que a expectativa inicial é de jogar uma versão portátil idêntica a um jogo normal da série, mas os nuances de um game mobile não fazem dele algo ruim.

Mario Kart Tour é talvez um dos melhores jogos free to play atualmente, não a toa tendo 200 milhões de download até o fim de 2021.

Divirtam-se enquanto fazem cocô ou antes de dormir com esse grande jogo para celulares.

Reprodução/ Nintendo
Reprodução/ Nintendo

 

 

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Game Dev Story | Seja o desenvolvedor e vicie no processo https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/12/12/game-dev-story-seja-o-desenvolvedor-e-vicie-no-processo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/12/12/game-dev-story-seja-o-desenvolvedor-e-vicie-no-processo/#comments Sun, 12 Dec 2021 15:20:47 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=9415 Game Dev Story é um daqueles jogos que possui a capacidade de agradar até mesmo aqueles que não jogam no celular. E isso foi o que fez do titulo o primeiro e maior sucesso comercial do pequeno estúdio japonês, Kairosoft. A facilidade com que o jogo consegue nos prender a atenção e drenar nosso tempo […]

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Game Dev Story é um daqueles jogos que possui a capacidade de agradar até mesmo aqueles que não jogam no celular. E isso foi o que fez do titulo o primeiro e maior sucesso comercial do pequeno estúdio japonês, Kairosoft.

A facilidade com que o jogo consegue nos prender a atenção e drenar nosso tempo livre, fez dele rapidamente um dos jogos mais baixados de 2010 nos dispositivos da maçã mordida. Não tardando para que fosse portado para outros sistemas, e uma promessa de localização de todos os seus jogos.

LEIAM – The Game Awards 2021 | Impressões sobre os anúncios

E nesse momento chegamos a essa etapa da minha vida, em que estou viciado. Novamente.

Game Dev Story

Um vicio difícil de superar

Há algumas semanas atrás meu amigo Tony, um cara que quem acompanha o site sabe quem é, lançou no grupo o jogo Game Dev Story. Eu rapidamente fiz novamente o download e comecei a jogá-lo.

E nesse ponto entra um dos fatores que torna o jogo incrivelmente viciante: Não fazemos nada.

O jogo se joga sozinho, sendo necessário apenas selecionarmos algumas combinações que podem ou não dar certo. Enquanto ficamos ali vidrados com a cara no celular esperando que o novo lançamento venda muito.

Para terem uma ideia, na última vez que o joguei eu passei o dia todo com o jogo aberto enquanto realizava tarefas de casa.

Game Dev Story
The Office – Reprodução/ Kairosoft

Trabalhe com contratos para desenvolver o seu jogo

Como qualquer negocio da vida real, para ter capital é necessário trabalhar para outros antes, exceto no caso de você nascer filho de algum magnata.

Então, para que possamos conseguir dinheiro, será preciso visitarmos uma aba que permite trabalharmos em contratos de terceiros ou desenvolver jogos pra PCs ou plataformas.

Desenvolver para PC é opção inicial, além de ser a mais barata. Para desenvolver para os consoles, você precisará investir um valor maior para a compra de licenças, mas de fato desenvolver para consoles vale a pena.

Não só traz um retorno maior como aumenta relativamente a fama do seu estúdio.

Game Dev Stort
Reprodução/ Kairosoft

Os muito atrativos

Game Dev Story usa todos os elementos que reconhecemos como parte da indústria. Facilmente reconhecemos a E3 e um certo evento de premiação de jogos.

Isso faz com que você queira emplacar jogos a qualquer custo, mas pra isso é preciso acertar algumas combinações entre gênero e tipo. O que facilmente você encontra pelos buscadores, o que não recomendo que faça. Isso mata a graça facilmente.

Por outro lado, se você acerta com um jogo e começa a repetir a formula, sua base de fã encolhe e você começa a vender menos. Ou seja, ninguém contou isso a From Software que nos deixa sem um novo Armored Core, mas lança Soulslike a torto e a direito.

Essa rápida identificação dos elementos que conhecemos é outro fator que realmente nos prende ao jogo.

Habilidades ajudam muito

Uma das coisas que nos damos conta rapidamente é que sai caro contratar profissionais, que muitas das vezes agregam pouco.

Foram varias as vezes que contratei gente de fora e não acrescentaram nem 20 pontos nas característica do meu jogo. To falando de pagar 30 mil para alguém que não faz o trabalho direito, um absurdo.

Por outro lado, você pode treinar seus personagens ou contratar outros, o que reduz consideravelmente o custo de produzir um jogo, além do bom retorno financeiro.

Cogite treinar ou mesmo contratar outros personagens, e o mais importante mudar suas carreiras, com itens que podem ser comprados com o caixeiro viajante. Também existe um sistema de publicidade do jogo, que não achei tão relevante para impulsionar, mas faça o seu teste.

Game Dev Story
Reprodução/ Kairosoft

Conclusão

Não há muito o que falar a respeito do Game Dev Story, ele é um excelente passatempo. Daqueles que provavelmente te faça levar esporros da companheira (o), como aconteceu comigo.

Eu raramente gosto de jogar em meu celular, mas é tão simples e divertido que fica impossível não retornar ao Woo Games Studios para lançar a continuação de President Evil ou Dino Thief para Uranus.

Geoff Keighley não me deu um premio no TGA, mas emplaquei vários jogos na galeria da fama e até ganhei prêmios no Global Game Awards, vejam só.

Sem dúvida alguma é um jogo que vale a pena ser revisitado e jogado com moderação, isso se você conseguir não se viciar.

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Dragon Quest II: Luminaries of the Legendary Line | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/07/19/dragon-quest-ii-luminaries-of-the-legendary-line-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/07/19/dragon-quest-ii-luminaries-of-the-legendary-line-analise/#respond Mon, 19 Jul 2021 21:27:29 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7932 Introdução Originalmente lançado para o Famicom em 1987 e três anos depois no ocidente com o nome de Dragon Warrior II, o game se passa cem anos após os eventos do primeiro jogo (que a análise você lê aqui). Dessa vez acompanhamos as aventuras dos descendentes do Herói do game original. Assim, dessa vez temos […]

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Introdução

Originalmente lançado para o Famicom em 1987 e três anos depois no ocidente com o nome de Dragon Warrior II, o game se passa cem anos após os eventos do primeiro jogo (que a análise você lê aqui).

Dessa vez acompanhamos as aventuras dos descendentes do Herói do game original.

Assim, dessa vez temos três personagens formando uma party, evoluindo em relação ao DQ1, onde só controlávamos um herói solitário.

LEIAM – Dragon Quest | A origem dos JRPG’s

A party dessa vez consiste nos príncipes de Midenhall e de Cannock, além da princesa de Moonbrooke. Os três partem em busca do mago maligno Hargon, que destruiu o castelo de Mindenhall no início do game.

Evolução de gameplay

Apesar da mudança mais drástica da sequência ser o controle de três personagens, ainda temos um mundo muito mais extenso, que conta com as cidades de DQ1 e mais um continente a ser explorado posteriormente.

Em relação às batalhas, como a party tem mais personagens, agora também aparecem mais inimigos ao mesmo tempo. Já as lutas continuam aleatórias como todo RPG daquela época.

Outras mudanças e melhorias incluem mais itens, habilidades e magias, além de ser o primeiro da série a contar com um navio onde o jogador pode explorar todo o mapa após determinado momento da história. Todas essas mudanças viriam a ser marcas que nunca seriam mudadas nos jogos futuros.

História

O resuminho que dei no primeiro parágrafo foi o suficiente pra explicar o roteiro, que é bem básico. Ainda assim, os nuances fazem DQ2 ter muito mais carisma que outros RPGS de sua época.

Uma característica da série — que a difere de sua irmã adotiva, Final Fantasy — é ter histórias mais simples e com mais humor, se assemelhando à um conto de fadas medieval, sem muito fantasia ou alegorias.

Em Dragon Quest II, temos diversas cidades, onde é absolutamente necessário conversar com todos os NPCs, pois cada um deles é essencial, seja para dar dicas do próximo passo a ser seguido ou para explicar algum aspecto da lore daquele lugar.

Por exemplo: em uma cidade, existe um homem bêbado escondido em um canto da cidade, fugindo da esposa; já em outra vila, só existem mulheres, pois os homens desapareceram depois de uma viagem para pescar, entre outros causos que ajudam a colorir o roteiro principal.

Isso é incrível em um jogo dos anos oitenta, pois essas pequenas historinhas fazem os personagens das cidades terem muito mais serventia do que apenas entregarem itens chave ou avançar o roteiro.

Dificuldade

Infelizmente, o pior fator de DQ2 é a dificuldade desnecessária, principalmente em seu final.

Isso talvez seja uma característica de todos os jogos do Nintendinho de sua época, com pontos onde o jogador não tem dicas suficientes in-game para avançar, ficando totalmente à deriva, caso não queira procurar um detonado.

LEIAM – Dragon Quest VIII | Terminado meu primeiro DQ

As batalhas tem um pico de dificuldade na última parte, forçando o jogador a fazer o famoso grinding por horas até alcançar um level mínimo necessário pra enfrentar a última dungeon.

As diversas versões do game

Esses problemas são facilitados na versão de Switch e mobile (usada nesta análise), pois ela possui tradução atualizada e uma ótima função de Quick Save, essencial se você não quer simplesmente largar o game por raiva.

Essa versão também possui um baú que alivia a perda de dinheiro em caso de game over.

E por fim, os itens escondidos no World Map agora possuem um brilho, pois incrivelmente não existia isso no seu lançamento original.

Graficamente o jogo fica melhor, porém por ser um port de uma versão pra flip phones japoneses do início dos anos 2000, temos uma inconsistência constante, onde os sprites dos personagens se assemelham aos de um jogo de Super Nintendo, porém não combinam muito com os cenários.

LEIAM – Aniversário de 10 anos do blog Gamer Caduco

Em batalha, usam-se as artes originais feitas pelo Akira Toriyama, porém os inimigos não são animados. Isso seria até aceitável no port original para celulares, mas fica bem feio em aparelhos modernos, principalmente no Nintendo Switch.

O port feito para Super Famicom anos antes não possui as melhorias da versão de Switch, porém é esteticamente mais bonito. Também existe uma versão para Game Boy, porém seu maior mérito é apenas ser melhor que o original para NES.

Conclusão

Dragon Quest II

“Dragon Quest II: Luminaries of the Legendary Line” está longe de ser o melhor game da série, e sua dificuldade pode assustar aqueles que querem conhecê-la.

Acredito que jogar Dragon Quest II seja como assistir um filme em preto e branco: à primeira vista pode ser um pouco dolorido, mas estando com o mindset correto, sabendo das limitações da época, é possível se divertir de forma satisfatória, mas fique ciente de que entre os 11 jogos principais, esse é um dos menos gostados entre os fãs.

A série Dragon Quest viria a atingir o sucesso maior no Japão com o próximo jogo, que viria a fechar a trilogia original, mas isso já é uma história para outro dia.

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Essa análise foi feita com uma cópia pessoal do game para Nintendo Switch.
Dragon Quest II

Dragon Quest II

Dragon Quest II

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Mad Skills MX 3 | Manobras radicais no celular https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/05/29/mad-skills-mx-3-manobras-radicais-no-celular/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/05/29/mad-skills-mx-3-manobras-radicais-no-celular/#respond Sat, 29 May 2021 08:00:24 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7519 Quem me conhece sabe que não sou lá um grande adepto de jogos mobile, mas Mad Skills MX 3 conseguiu chamar a minha atenção. Desenvolvido pelo estúdio sueco, Turborilla AB, o game foi lançado no dia 25 de maio para os dispositivos Android e iOS em suas respectivas lojas, e como o próprio 3 no […]

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Quem me conhece sabe que não sou lá um grande adepto de jogos mobile, mas Mad Skills MX 3 conseguiu chamar a minha atenção.

Desenvolvido pelo estúdio sueco, Turborilla AB, o game foi lançado no dia 25 de maio para os dispositivos Android e iOS em suas respectivas lojas, e como o próprio 3 no titulo sugere, se trata do terceiro titulo de uma franquia que já conta com mais de 55 milhões de instalações em dispositivos.

LEIAM – Override 2: Super Mech League | Mechas, Monstros e o Ultraman

Eu tive a oportunidade de jogar o game em acesso antecipado por um tempo e não poderia deixar de escrever minhas impressões com o titulo, então me acompanhem.

O game

Mad Skills MX 3 é bem divertido e me lembrou um pouco o clássico Excitebike, além do divertidíssimo Trials Fusion. Claro, não necessariamente as mesmas propostas. Inclusive devo trazer um texto sobre o Trials Fusion qualquer dia desses, pois gosto bastante do game.

O foco do jogo em si é a competição e realização de acrobacias durante a corrida. Tais manobras garantem algumas conquistas que precisam ser alcançadas durante as fase e consequentemente rendendo mais grana para que o jogador possa gastar em compras de equipamento.

Inclusive essa questão das manobras são interessantes, pois a equipe de testes foram compostas por pilotos reais de motocross. E esse cuidado com a física das manobras realmente é perceptível visualmente, até mesmo na hora das quedas.

Gostei bastante de tentar encaixar manobras mesmo que em rampas menores, o que é possível mas bem difícil com o equipamento inicial. Também vale destacar que o jogo é visualmente bonito.

Gameplay

O gameplay de Mad Skills MX 3 é bem simples e fluido, contando dois botões no lado esquerdo do touch do celular e dois do lado direito para direcionar pra frete e para trás a moto. Um quinto botão que reinicia a corrida, caso você caia e queira refazer o percurso.

Não há muito segredos em sua jogabilidade, o que realmente vai influenciar aqui são as personalizações da moto.

LEIAM – Mortal Kombat 2021 | Será que é tão ruim?

Como todo bom game gratuito, o game lhe faz  assistir propaganda tenebrosas de TikTok ou qualquer outra que você está cansado de ver em outros apps. Isso lhe permite duplicar os ganhos, mas caso o seu bolso permita, pode se comprar benefícios com dinheiro real.

Dá pra avançar sem gastar nada? Inté dá, mas é um pouco mais trabalhoso para

Conclusão

Mad Skills MX 3 no fim das contas conta uma boa variedade de pistas e campeonatos, permitindo algumas boas horas de diversão de descompromissada se você curte jogar no smartphone.

Não conhecia a franquia até então, mas gostei bastante do que eu vi, principalmente do cuidado com a física. Todo movimento que você faz durante as corridas realmente impacta no desempenho e isso torna a experiência desafiadora e estimula a tentarmos mais acrobacias.

Claro, é um game free, então por esforço que você empregue, em algum momento você vai se ver tentado a comprar mais moeda pra investir em motos e peças melhores. Obviamente isso não compromete toda a experiências,  mas é bom sempre deixar claro.

O jogo se encontra disponível e você pode baixá-lo aqui na PlayStore ou Apple Store.

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Action Taimanin | Ação sexy, porém limitada https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/10/22/actiontaimanin/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/10/22/actiontaimanin/#respond Thu, 22 Oct 2020 20:50:45 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=5791 O jogo dessa análise junta duas coisas que não tenho tanta familiaridade assim, Gachas, e a série Taimanin Asagi. Mas bem, aqui estamos. A série Taimanin Asagi é famosa por ter suas personagens, belas e curvilíneas ninjas, passando por situações bem cabrosas nas mãos de seus inimigos. E quando Action Taimanin, um jogo de ação […]

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O jogo dessa análise junta duas coisas que não tenho tanta familiaridade assim, Gachas, e a série Taimanin Asagi. Mas bem, aqui estamos. A série Taimanin Asagi é famosa por ter suas personagens, belas e curvilíneas ninjas, passando por situações bem cabrosas nas mãos de seus inimigos.

E quando Action Taimanin, um jogo de ação foi anunciado, alguns pun… digo, membros da fanbase, reclamaram porque seria um jogo sem sexo, que a série tinha se vendido e blá, blá, blá, whiskas sachê.

Eu, honestamente, não tinha uma opinião, porque quando originalmente anunciado para o mercado japonês, era um jogo para Android e iOS, e como eu não tenho um celular (sim, eu sei, chocante), não é para mim.

Jogos gacha são jogos eletrônicos que adaptam e virtualizam a mecânica gacha. A monetização destes videogames é similar ao conceito de loot boxes, quando se trata de induzir os jogadores a gastarem dinheiro.

Porém tudo mudou, quando anunciaram no lançamento global que o jogo sairia no Steam também. E sendo um jogo Free2Play, pensei…  Bem, não faria nenhum mal experimentar, certo? O experimentei, e agora veremos se ele vale a pena o seu tempo.

A Elite dos Ninjas Fatia Demônios

Action Taimanin

O jogo faz uma breve introdução do universo de Taimanin Asagi, onde num futuro próximo, demônios são uma ameaça ao mundo humano, porém um pacto de não agressão fora firmado entre as duas espécies. Entretanto, com a corrupção e decadência da sociedade, essa trégua era tênue e frágil.

Uma hora, obviamente, a merda bateu no ventilador e os demônios invadiram o mundo humano. Porém, um grupo de ninjas altamente treinados, intitulados Taimanins defendem a humanidade, transformando demônios em sarapatel.

Você, no controle do comandante Kotaro Fuuma, da Força Tarefa de Taimanins, deve realizar diversas missões, incluindo derrotar dois ex-taimanins, que hoje são criadores do caos.

Claro, eu resumi mal e porcamente um pouco da lore, e um pouco do roteiro da Quest principal do jogo, mas é bem isso aí. Não é necessário ter um conhecimento profundo da série para poder aproveitar a lore de Action Taimanin.

Quase um Oneechanbara de celulares

Primeiramente, vamos a uma coisa: Se você fizer apenas a Main Quest, Action Taimanin é um jogo bem curto. São 5 capítulos, com cinco etapas cada, no final da quinta etapa de cada capítulo, temos uma luta contra um chefe principal (cada etapa também possui um chefe, usualmente um inimigo um pouco mais poderoso). Ainda assim, é um jogo curto.

No começo do jogo, você pode escolher uma dentre três das Taimanins disponíveis, Asagi Igawa, que usa uma Katana, Sakura Igawa, que usa duas espadas curtas, e Yukikaze Mizuki, que utiliza duas pistolas. No momento em que escrevo essa análise, não sabemos se Rinko Akiyama (que vai ser adicionada ao jogo no dia 26) entrará entre as selecionáveis para novos jogadores.

LEIAM – Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning | Re-Remaster [CARREGANDO…] da-datado?

Com a Taimanin selecionada, você começa realizando a Main Quest, até desbloquear as outras abas do jogo, como as Missões Diárias, os Desafios Especiais, os Eventos e o modo Time Attack. Antes de explicar esses modos, vamos explicar como funciona a jogabilidade principal.

Primeiramente, se estiver jogando em um notebook, recomendo que remapeie os botões de ataque e troca de armas para o teclado. Não sei se é o meu notebook, mas jogar com o touchpad dele pra atacar deixava o jogo não muito divertido. Usando o teclado para se mover e atacar tornou a jogabilidade melhor pra mim.

O jogo é um hack’n slash básico, porém limitado pelo fator de ser um jogo originalmente pensado para celulares Você possui um botão de ataque, um de Dash/Esquiva, um botão para a Ultimate Skill e um botão para a habilidade ativa de suporte.

O objetivo é fácil, acabe com a onda de inimigos de um ponto, até o jogo indicar que você pode ir para o próximo, repita até chegar ao chefe. Existem skills que você pode desbloquear com skill points e elas são equipáveis.

Essas skills possuem um tempo de recarga e são uma mão na roda em diversos momentos do jogo, seja para atacar um inimigo, ou mesmo esquivar de um ataque iminente.

Se um Oneechanbara fosse produzido para celulares, ele seria possivelmente bem parecido com Action Taimanin. Porém, a todo momento em Action Taimanin, você percebe que ele foi pensado primariamente para celulares, desde os comandos presentes, até mesmo alguns textos do jogo, como o aviso de updates, que avisa para conectar em uma rede wi-fi, típíco de jogo mobile (para poupar a banda de jogadores que utilizam 3G/4G/5G, é recomendado estar em wifi).

É, é um gacha

O jogo é um gacha, porém os pulls não estão ligados aos personagens jogáveis. Existem 3 tipos de pulls em Action Taimanin, os pulls de personagens de suporte, pulls de novas armas e pulls de materiais.

Os personagens de Suporte podem possuir uma habilidade passiva ou ativa, dependendo do personagem.

A habilidade ativa é ativada com a tecla E no computador, enquanto que a passiva independe da ação do jogador, pode ser desde bônus de atributo a contra-ataques quando se é atacado. O jogador possui até 3 slots para personagens de suporte, e o efeito varia, se o suporte está no slot principal ou nos dois secundários.

As armas são divididas entre as quatro personagens, porém os pulls não vão estar necessariamente ligados a personagem que você escolheu a princípio, logo, se você está jogando primeiramente com a Asagi, pode acabar conseguindo armas para a Sakura, e vice versa.

Os pulls de suporte e armas vão utilizar, ou de tickets dados pelo jogo (também podem ser comprados com dinheiro de verdade, mas como o dólar está na casa dos 83 reais, não é recomendado, especialmente porque a loja de Action Taimanin não cobra em reais), ou de gemas, dadas por cumprir missões, diárias ou achievements conseguidos durante a jogatina.

Já os pulls de material para crafting são feitos usando o dinheiro in-game recebido por logins, missões e coletado nas fases.

Existe um sistema de melhoria de armas e de suporte, que é até um pouco complexo, se considerarmos que é um jogo de celulares, mas caso eu entre em todas as minúcias, o texto irá se alongar demais.

Corpos curvilíneos, cenários simples

Vamos mencionar o elefante branco na sala: Os cenários de Action Taimanin são MUITO simples.

Não há maneira melhor de descrevê-los. Aceitáveis para um jogo mobile, mas longe de serem esplendorosos. E os cenários das cenas em Visual Novel são em sua maioria, fotografias.

Os modelos das personagens femininas jogáveis são bonitos, considerando que não sou lá muito fã da arte da série, porém os inimigos em sua maioria (com poucas exceções) são genéricos e não muito inspirados, são robozinhos, ninjas genéricos e monstros que encontramos em obras que exploram um pouco o folclore japonês.

As personagens de suporte basicamente são sprites 2D com artes das mais variadas, feitas por diversos desenhistas (todos creditados). As cutscenes em visual novel são feitas com os modelos 3D dos personagens que lá aparecem.

A trilha sonora não chama muito a atenção, mas também não atrapalha. E a dublagem é de alto calibre, contando com as dubladoras que reprisam seus papéis, e nomes de quilate, como Haruka Tomatsu, que empresta sua voz para uma das personagens de suporte do jogo.

Veredito final

Boa parte dos problemas de Action Taimanin tem muito a ver com a limitação dele de ser um jogo feito primariamente para celulares. E mostra o potencial que Taimanin Asagi pode ter, saindo da área eroge.

Fico imaginando um jogo produzido pela Tamsoft (da série Oneechanbara), feito para aproveitar o Hardware do PC ou de um Switch, talvez de um Series X (porque a Sony e a Austrália tem medo de tetas).

Enfim, se seu PC ou dispositivo móvel conseguir rodar Action Taimanin, recomendo dar uma chance a ele. Apesar dos tropeços, é um jogo competente, apesar de não ser excelente.

Action Taimanin é gratuito e está disponível para PC (através do Steam), Android (PlayStore) e iOS (AppStore)

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Sega Heroes | O Candy Crush do Sonic https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/12/20/sega-heroes-o-candy-crush-do-sonic/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/12/20/sega-heroes-o-candy-crush-do-sonic/#respond Thu, 20 Dec 2018 15:35:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/12/20/sega-heroes-o-candy-crush-do-sonic/ – O mundo dos gachas Sei que não é todo mundo que é familiarizado com o universo louco dos jogos de celular, principalmente os japoneses. Lá, o gênero mais popular é o dos “gachas“, que têm esse nome por ter uma mecânica de ganhar prêmios aleatórios através do gasto de dinheiro (ou equivalente), similar ao […]

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– O mundo dos gachas


Sei que não é todo mundo que é familiarizado com o universo louco dos jogos de celular, principalmente os japoneses. Lá, o gênero mais popular é o dos “gachas“, que têm esse nome por ter uma mecânica de ganhar prêmios aleatórios através do gasto de dinheiro (ou equivalente), similar ao modo como funcionam aquelas maquinas de bichinhos da SNK com a foto da boneca Licca-chan no fundo ou da Athena (sim, você já viu várias dela em bares e shopping nos anos 90 e 2000).






Tal método é utilizado em jogos mobile da seguinte forma: quer um personagem novo? Gaste suas “gemas” pra girar uma roleta que TALVEZ lhe dê o personagem em questão. Essas gemas podem ter várias formas dependendo do jogo, como joias, moedas verdes da Fazenda Feliz do Orkut ou qualquer outra coisa que aparente ter mais valor intrínseco do que as moedas comuns. Essas normalmente só são conseguidas através da compra com dinheiro real, e é isso que faz a indústria de gachas ser mais lucrativa que a de games normais.


É um sistema BEM controverso, mas conversando no Twitter com os famigerados JOVENS®, percebo que jogos como Fate GO e Dragalia Lost — este último da Nintendo — fazem um belo sucesso, e não parece que jogadores mais novos se importam com isso.




– A Sega e seus jogos de celular


Antes de explanar como o formato de gacha se aplica ao Sega Heroes, é legal lembrar do histórico da Sega no mobile. Das empresas de games tradicionais, ela e a SNK são as que estão há mais tempo investindo na plataforma. Porém, diferentemente da empresa de jogos de luta, a Sega não costuma lançar apenas os jogos clássicos com adaptações para touch, e sim produzir coisas novas, como os antigos Sonic Jump que foram muito populares na era pré-smartphone e o MARAVILHOSO Crazy Taxi City Rush, este talvez sendo até hoje o melhor jogo mobile feito (ou financiado) por ela.


Como de costume, a própria Sega não costuma sujar as mãos pra passar seus jogos para o celular, então o Sega Heroes ficou nas mãos da americana Demiurge Studios, uma empresa que antes independente, ajudou em outros jogos mobile e alguns ports de jogos como Rock Band: Green Day e Mass Effect, mas que foi recentemente comprada pela Sega e bem, agora faz jogos de celular pra eles.





– Apresentação 


Dizer que se trata de uma empresa americana fazendo jogos da Sega não quer dizer absolutamente PATAVINAS, visto que muitos jogos clássicos dela foram produzidos nos EUA, como Sonic 2 e 3, por exemplo.


Posto isso, infelizmente dessa vez nota-se que a Demiurge decidiu abraçar um estilo de arte um pouco… desagradável aos olhos de um ser humano normal que não foi criado com um tablet na mão. Os personagens clássicos da Sega, principalmente os humanos como os protagonistas de Streets of Rage e Golden Axe, possuem uma forma cabeçuda e caricata, beirando a uma paródia de um cubismo da puta que o pariu. E é uma pena, pois dado o possível público-alvo desse jogo (pessoas mais velhas e nostálgicas), acho que caberia muito mais tomar um approach mais nintendístico e simplesmente usar os sprites originais dos jogos, que ainda que discrepantes entre si, não seriam esse show de horror de bonecos cabeçudos animados em algo similar ao Macromedia Flash MX 2004. Até mesmo os personagens mais caricatos, como os da série Sonic possuem uma certa estranheza em seu visual.


É uma pena isso pois a aparência geral dos personagens mascara a qualidade real do jogo e me afastou por umas semanas dele, isso porque é de graça. Imagina se fosse pago? A primeira impressão é a que conta, não é.



– Jogabilidade


Tirando toda a parte ruim que expliquei durante os gigantescos parágrafos acima, notem que eu GOSTO do jogo. Depois que você supera a horrível caracterização dos personagens, temos um sólido jogo para se jogar na fila do banco (alguém ainda enfrenta FILA no banco?) ou no transporte público, ainda mais que ele só pede conexão com internet quando você abre o aplicativo, podendo ser aproveitado até mesmo nos mais profundos túneis do metrô da sua cidade ou no meio do mato, caso você seja um capial e/ou boia-fria.


O gameplay consiste em um clássico Candy Crush, com 5 tipos diferentes de joias a serem destruídas ao se juntar 3 ou mais da mesma cor. Você escolhe 4 heróis de diferentes jogos da Sega, e cada um deles têm uma cor atribuída: Sonic é azul, Death Adler é Amarelo, Knuckles é vermelho e por aí vai. Ao quebrar três ou mais joias iguais, o herói em questão ataca um dos inimigos. O jogo funciona como seguidas batalhas de RPG, sendo bem rápidas e prazerosas. Ainda existem as gemas neutras, que servem para aumentar o poder de ataque de toda sua equipe durante a fase. Nunca deixe de quebrá-las de vez em quando!


Apesar de seu gameplay se manter o mesmo, existem diversos modos de jogo:


Campanha: onde a progressão é linear por fases;


Arena: basicamente o modo ranqueado do jogo, onde você enfrenta a party de outros jogadores. Não é em tempo real;


Sobrevivência: onde você deve passar pelo maior número de fases sem recuperar seu HP. É talvez o modo mais desafiador e eu simplesmente não consegui completar a primeira leva de 10 fases por não ter os melhores personagens ainda;


Além da Piração: esse modo com nome estúpido define quais bonecos você pode usar em cada fase. É difícil mas te motiva a melhorar todos os seus personagens por igual ao invés de escolher só os melhores de cada cor.


Eu falei acima sobre “melhorar” os personagens, e talvez seja a coisa mais enjoada do jogo. Você ganha prêmios ao passar das fases, como dinheiro, gemas e “tokens” de personagens. Esses tokens servem para evoluir ou desbloquear novos bonecos. Exemplo: o Sonic necessita de 50 tokens para ser desbloqueado e mais 50 para evoluir e ficar mais forte, só que por ser um personagem diferenciado, você só consegue essas fichas com conquistas in-game. Demorei uma semaninha jogando bem pouco para abrí-lo, então não foi tão cansativo. Já outros necessitam de mais ou menos esforço, mas raramente você vai se sentir prejudicado por não ter boneco X ou Y, já que muitos outros são abertos naturalmente e não possuem desvantagens.


O grande problema desse modo de tokens é que ele minimiza as conquistas do jogador e seu dinheiro. Veja: se em outros gachas é possível simplesmente comprar personagens, ainda que você não os escolha, aqui no máximo você ganha TOKENS que AOS POUCOS vão abrir outros bonequinhos, tornando o processo tão moroso quanto esperar na fila dos Correios com aquela senha de letra e números que eles te dão e nunca parecem chamar na ordem certa.



– Conclusão


Com seus personagens feios de doer mas com jogabilidade excelente e funcionalidade paga razoável, Sega Heroes é uma ótima opção para quem não tem mais nem vontade de abrir o whatsapp pra ouvir áudios de 3:12 minutos daquele seu amigo que tem preguiça de digitar porque está “na correria”. Ignore seus parentes e fique por pelo menos meia-hora diária enchendo os personagens da Sega de porrada sem motivo algum pelo simples prazer de juntar joias coloridas e vê-las quebrando com um efeito que talvez dê um pouco de lag no celular, mas só se ele for bem antigo. Talvez esteja na hora de trocar por um novo hein? Só dizendo.


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Marvel Puzzle Quest #002 |Hero Points & Juggernaut https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/05/18/marvel-puzzle-quest-002/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/05/18/marvel-puzzle-quest-002/#respond Fri, 18 May 2018 13:47:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/05/18/peripecias-invasoras-em-marvel-puzzle_18/ Cá estamos de volta com mais dicas de Marvel Puzzle Quest, uma série de vídeos exclusivos aqui para o site. Hoje, neste vídeo, falaremos sobre a importância de poupar as Hero Points e como aumentar o nível de pelo menos três personagens de nível um e tornar a jornada mais fácil. Caso tenha perdido o […]

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Cá estamos de volta com mais dicas de Marvel Puzzle Quest, uma série de vídeos exclusivos aqui para o site.

Hoje, neste vídeo, falaremos sobre a importância de poupar as Hero Points e como aumentar o nível de pelo menos três personagens de nível um e tornar a jornada mais fácil.

Caso tenha perdido o primeiro vídeo, basta acessar aqui: Marvel Puzzle Quest #001 |Dicas para começar

Agora vamos ao vídeo!

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Pokémon Go chegou ao Brasil | O que mudou em nossas vidas? https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/08/07/pokemon-go-chegou-ao-brasil-o-que-mudou/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/08/07/pokemon-go-chegou-ao-brasil-o-que-mudou/#respond Sun, 07 Aug 2016 01:41:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/08/07/pokemon-go-chegou-ao-brasil-o-que-mudou/ Finalmente o Pokémon GO chegou ao Brasil, para a alegria de muitos – E para a tristeza de outros – o jogo está sendo um sucesso absoluto, porém, se você é uma pessoa madura pra cacete, deve ter notado o caos que se instaurou no país. Jovens estão abandonando seus lares e indo caminhar com seus […]

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Finalmente o Pokémon GO chegou ao Brasil, para a alegria de muitos – E para a tristeza de outros – o jogo está sendo um sucesso absoluto, porém, se você é uma pessoa madura pra cacete, deve ter notado o caos que se instaurou no país.

Jovens estão abandonando seus lares e indo caminhar com seus amigos na busca de Pokémons. Milhares de pais trocaram o tempo e família em frente a TV de lado e também estão acompanhando seus filhos na busca pelos bichos virtuais. Há também alguns casos ultrajantes em que é possível ver idosos caminhando ao lado de seus netos, claramente forçados a acompanhar nessa caçada demoníaca.


Minha vida não tem sido a mesma desde então, pois para todos os lados que eu vou minha esposa olha no celular e diz: Homem, aquele monumento histórico é um pokestop. Minha revolta chegou as alturas com tamanha ousadia. 

Como um país sério como o Brasil, deixou inserir monumentos históricos que 90% do tempo são ignorado por adultos, jovens e crianças. Nossos monumentos estão lá  para serem destroçado pelo tempo. Que palhaçada é essa de incluir pontos históricos, as crianças não precisam saber deles ou a história por trás.

TO REVOLTADO!

Nós precisamos de empregos e não bichinhos virtuais. Claro, eu poderia enviar um email com meu curriculum em anexo a Niantic e pedir emprego, mas foda-se, o fato é que a alegria dessa povo me incomoda. Claro, eu também poderia tá criando uma conta LinkedIn ou me cadastrar em sites de vagas, mas dai você não daria atenção alguma a minha pessoa.

Não consigo aceitar essa alienação que esse aplicativo desenvolvido pelo cão vem causando no povo. O FBI tá pegando os dados do povo e tirando foto dos tijolos que nos usamos para sustentar a cama. Há uma grande probabilidade do Estados Unidos invadir o ´país com essas informações. Imagine, quase posso ouvi-los rindo das minhas paredes sem reboco e minhas fotos no iPhone.

Bem, não sei quanto a vocês, mas venho combatendo esse mal através do Facebook e Twitter. To a todo momento compartilhando imagens para debochar e mostrar o quão errado, pecaminoso e perigoso é esse Pokémon GO.

Nós pessoas adultas, trabalhadoras e desempregadas devemos nos unir e tentar combater esse mal, pois disso nada de bom pode surgir.


Falando sério agora, é muito fácil criticar a felicidade alheia. Eu sou um tremendo babaca na grande maioria das vezes, porque simplesmente não consigo gostar do que a massa geralmente gosta, mas com a idade você aprende que o seu gosto nem sempre serve de opinião para o próximo, então não existe razões para ser um babaca.

Há muitas pessoas criticando e se incomodando com quem está jogando, o que ao meu ver é estupido. Pode ser que dentro de poucos meses o jogo caia no esquecimento ou não, e isso sequer vai mudar a realidade dessas pessoas. Enquanto reclamam, mal sabem que outras pessoas estão sendo beneficiadas desse joguinho simples.

Claro, eu não acho legal um monte de gente invadindo pistas e andando entre carros, como em um vídeo que circulou pela internet e que aconteceu em Portugal. Mas não dá pra generalizar achando que todos são mongol. Muitas crianças doentes estão se beneficiando, se divertindo ao invés de ficarem acamados e deprimidas.

Enquanto você tá ai reclamando e cheio de mimimimi, vai lá fora, respire e passe a cuidar da sua vida.

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