Não teve Silent Hill no TGA, mas teve alguns títulos que realmente chamaram a minha atenção

Na noite de ontem rolou a tão aguardada premiação de jogos, o The Game Awards, aquele evento que todo mundo reclama mas para pra ver. Nem que seja no dia seguinte. Eu mesmo fui dormir as tarde por conta disso.

E mesmo que a premiação em si não caia no gosto dos telespectadores, torcedores e companhia, os anúncios são a razão pela qual eu e muita gente lutou bravamente contra o sono. Sim, mais jogos para brigarmos uns com os outros ano que vem por não serem premiados.

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Nesse ano tivemos algumas boas surpresas, e serão essas que abordarei ao longo do texto, então, se eu não comentar algo positivo de algum jogo que você tenha gostado, é melhor superar.

A primeira grande surpresa da noite veio com The Expanse da Telltale, err… brincadeira, todos sabem que não suporto os jogos da empresa. O que me chamou a atenção mesmo foi Thirsty Suitors.

Thirsty Suitors

Não é Silent Hill, mas foi um dos games que me chamou a atenção por conta dos exageros e loucura contida em um pequeno trailer de um minuto e vinte, mas que consegue a atenção do telespectador.

O design do jogo queima as nossas retinas uma explosão de cores e neon, me remetendo ao delicioso Sunset Overdrive.

Por enquanto é cedo para falar em gameplay, em certo momento pareceu um RPG de turno, em outros um jogo de luta (?). O que sabemos é que iremos desapontar a familiares (o que costumamos fazer sem gastar dinheiro), lutar contra ex-namorados e nos encontrar. Já é alguma coisa, certo?

O jogo está sendo desenvolvido pela Outer Loop, que até então havia lançado apenas Falcon Age, um jogo em primeira pessoa onde cuidamos de um falcão enquanto damos um pau em colonizadores robóticos.

Foi uma surpresa boa no The Game Awards, então vale a pena ficarmos de olho para ver o resultado que virá de Thirsty Suitors.

Evil West

Também não é Silent Hill, mas também não é um sucessor espiritual do ótimo Darkwatch que está há 17 anos esperando uma continuação.

O titulo está sendo desenvolvido pela Flying Wild Hog, que é responsável pelos remake de Shadow Warrior 1, 2 e também o terceiro que ainda não saiu. E o dedo da desenvolvedora fica claro logo nos primeiros minutos do trailer, como uma digital ensanguentada.

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No controle de um caçador de vampiros que não se parece nada com o maravilhoso Wolverine em Van Hellsing, enfrentaremos hordas e mais hordas de inimigos.

No trailer fica claro que será possível jogar em coop ao apresentar um segundo personagem entremeio a matança de vampiros genéricos que tá rolando ali. Outro fator que impressiona mesmo é o arsenal do caçador, que nos permitirá descascar uma laranja enquanto atira por todos os cantos do corpo.

Queria pra ontem, mas por outro lado, o ontem é ainda esse ano então tá tudo certo. Talvez não jogue, sei lá, dependerá do universo sorrir para minha carteira.

Senua’s Saga: Hellblade II

Sem dúvida este foi um dos títulos que fez tremer o The Game Awards ontem, mesmo que ele não seja o Silent Hill, certamente causou euforia em muita gente.

O  primeiro titulo impressionou, inclusive eu namorei ele bastante antes do seu lançamento, até guardo uma das revistas que entrevistou o Tameem Antoniades e todo o processo de desenvolvimento. Só que nunca fechei o primeiro titulo, então eu realmente não sei muito o que esperar.

A premissa do primeiro game parecia tão única, que fica difícil pensar no que será feito pra prosseguir com a história de Senua. Quanto ao trailer, visualmente tá lindo, mas cês viram o bárbaro sendo devorado pelo gigante peladão? Loucura loucura.

Alan Wake II

Tesão, foi isso que todo mundo sentiu ao ver o teaser de Alan Wake durante a premiação do The Game Awards ontem.

Mesmo que nunca terminou o jogo, como quem vós o escreve, deu uma mordida de leve nos lábios e gemeu um baixinho e sonoro “Ohhhaannnn” ao surgir ALAN WAKE II bem grande na tela do televisor.

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São tantos anos todo mundo pedindo por uma continuação, que mesmo não mostrando absolutamente nada, ficamos felizes em saber que está sendo desenvolvido.

Houve um momento em que nem sabia mais se estava molhado com o teaser ou o Sam Lake e seu imponente topete, o Max Payne.

Se existe algo a se dizer, é que mesmo não sendo um anuncio de Silent Hill, estamos muito contente.

Slitterhead

Uma das surpresas da noite e que fez todo mundo pensar que se tratava da tão e esperada sequencia de Silent Hill no início do trailer.

Primeiro pelo motivo de Keiichiro Toyama é o criador do Silent Hill original, e em segundo lugar foi sua esperteza ao fazer uso do S e o H na criação do titulo do game. Sim, totalmente conspiratório o que to dizendo aqui, mas, afinal, quem não vai querer abreviar Slitterhead para apenas SH.

Inclusive Akira Yamaoka, principal compositor das trilha sonora dos jogos da franquia Silent Hill também está trabalhando com o Toyama no titulo.

Seria uma provocação a mercenária Konami? Nunca saberemos, mas, deixando isso de lado, precisamos reconhecer que conseguiram a atenção de todos nós. Estamos olhando para você Toyama.

Slitterhead tem um horror corporal que me agradou bastante, e mesmo que Toyama tenha nos alertado para não esperarmos por um horror psicológico, as expectativas que o jogo seja bom estão bem altas.

Gollum

Pouco se fala sobre este jogo, e eu não poderia deixar passar em branco devido ao estúdio por trás da obra, o Daedalic Entertainment.

O estúdio é famoso pela publicação e desenvolvimento da franquia Deponia e o mais recente Shadow Tactics, que como o nome sugere é um jogo de estratégia. Isso realmente me anima a dar uma chance ao jogo do Gollum.

Particularmente gosto bastante do gênero estratégia, então apesar de os trailers nos passar uma vibe de Styx: Master of Shadows com tem skin de O Senhor dos Anéis, realmente espero ver algo mais próximo do que foi feito com Shadow Tactics.

Sei, você ainda quer Silent Hill, todos nós queremos, mas acho pouco provável ver isso surgindo pelas mãos desse estúdio aqui.

Suicide Squad: Kill the Justice League

Chamou mais a minha atenção devido ao gameplay que remete muito ao Sunset Overdrive, mas vou te falar, to de saco cheio de qualquer coisa envolvendo super-heróis.

Depois da minha aventura com a demo do Marvel’s Avenger, definitivamente me desanima um pouco. No vídeo tudo parece ser muito divertido, mas eu não sei porque ficou martelando em minha cabeça que tudo isso seria acompanhando de mais uma história enfadonha.

Esteticamente tá tudo muito bonito e atraente, mas sei lá, não colocaria as minhas mãos no fogo. Pode me julgar, tá tudo bem.

Forspoken

Não se parece nada com Silent Hill, mas não sei quanto a vocês, me lembrou muito o Infamous. Titulo que foi esquecido lá no início da vida do PlayStation 4, lembram dele?

O jogo será um RPG de mundo aberto e isso me fez salivar na hora. Eu adoro essa combinação, e mesmo que não seja um graphicwhore, tudo parece impressionante mesmo.

Os efeitos de luzes das magias colocaria muita gente para babar no sofá facilmente.

Forspoken definitivamente é o jogo que me fez perceber que a nova geração nos proporcionará algumas experiências novas que realmente podem valer a pena começar a migrar. Só espero que o jogo realmente entregue ao menos uns 90% do que mostrou após o lançamento.

Saints Row Reboot

Eu não gostava de Saints Row até jogar o quarto titulo, e esse me fez entender um pouco da essência da franquia.

E nesse ponto eu acho que me decepcionei, pois o que atrativa era justamente o nonsense empregado pela Volition no titulo. Fazendo chacota com filmes, tentando ser o mais absurdo possível enquanto causávamos uma destruição que nem mesmo Grand Theft Auto já viu.

O reboot parece um pouco mais sério, contido, menos colorido, uma busca as raízes do primeiro game. Diacho, e um reboot não é mesmo?

Por enquanto é um pouco cedo, talvez, mas temo que o titulo seja mais um Just Cause, onde existe uma trama que está ali só como desculpa para tu sair destruindo prédios e carros.

Eu prefiro o absurdo que chegava a respingar na sala depois de algumas horas de jogatina, mas darei a devida atenção ao reboot quando lançado.

A Plague Tale: Requiem

Esse daqui foi uma das pérolas que joguei com o meu irmão em 2019 e fiquei muito surpreso, não só pela temática mas como ele consegue ser tão bonito e com uma mecânica tão simples.

Eu ainda me culpo pelo triste fim que dei a um porco solitário que ainda tentava sobreviver em meio a praga.

Plague Tale: Requiem está lindo pelo pouco que pudemos ver no trailer, mas resta saber se  atenção recebida com o primeiro titulo, fez com que o estúdio elevasse o nível da obra. Conseguiram nos empolgar ainda mais com esse novo capitulo? Não sei, sempre existe o medo dos excesso em tentar melhorar algo e estragar a formula, afinal, as vezes menos é mais.

De fato foi uma grande surpresa pode conferir o trailer do game no The Game Awards 2021.

Elden Ring

Pra finalizar eu decidi escolher Elden Ring que todos estão hypando  e que pra ser sincero, eu não acho que será essa Coca-Cola toda (Devo ter ganhado uns 30 anos só por usar essa expressão.).

Preferia ter visto o anuncio de um pachinko do Silent Hill pela Konami, porque você olha toda a estética e design de Elden Ring e fica mega animado, mas ciente de que será outro Soulslike.

Eu particularmente to de saco cheio disso, chega de rolar e bater (Eu sei que vai um pouco além disso, to sendo rabugento). Tentamos esperar por algo que fuja disso, que realmente mude a formula um pouco, mas ai fica a pergunta, do que me serve uma estética foda, um roteiro escrito por um escritor renomado se o cerne ainda será a mesma coisa que já conhecemos.

Claro, os fãs do gênero agradece por isso, fico feliz por eles, mas minha expectativas seguem baixíssimas, mas ainda torço para que o game cumpra as expectativas dos fãs do gênero.

É isso, estes foram os games que me fizeram despertar durante a premiação do The Game Awards. E destaco que fiquei feliz com  It Take Two levando como jogo do ano, muito merecido.

Author: Diogo Batista

Criador e Editor-Chefe do Arquivos do Woo, é um eterno rabugento. Opta por investir seu tempo entre games, filmes, livros e sua família à perder tempo discutindo na internet.