Override 2: Super Mech League é um estilo de jogo que realmente me atrai, afinal, sempre gostei da temática robôs contra monstros. Oras, a ideia de controlarmos robôs gigantes dentro de uma arena, é no mínimo atraente.

E se no primeiro game tínhamos que lidar com uma invasão alienígena, nesse segundo game o foco ficou para os combates em arena contra robôs. Uma vez que a história desenrola anos após os eventos do primeiro titulo.

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Será que a brasileira Modus Studios Brazil conseguiu entregar um jogo tão divertido quanto o anterior?

Descubramos juntos o resultado da obra.

Um novo recomeço

Override 2

Com a ameaça alienígena neutralizada, o mundo retornou a normalidade e sobrou robôs gigantes demais. Sem ameaças a vista, decidiram criar uma liga onde pilotos poderia ganhar uma grana enfrentando outros pilotos.

Isso inclui um gordo patrocínio que o seu piloto pode receber no processo, e dependendo do desempenho, que consisti em realizar algumas golpes e desafios exigidos pela empresa patrocinadora, seus ganho dobram.

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É uma forma interessante, afinal, o dinheiro é importante para garantir que você possa comprar outros mechas durante o game.

Entendendo que cada personagem possui suas peculiaridades, vale a pena investir para desbloquear todos eles. Mas ai entra uma particularidade do jogo que é extremamente irritante, nossa agente.

A personagem é introduzida como…agente, então ela fica o tempo todo falando alguma coisa desinteressante sobre ligas e tal. Tu entra e sai de uma luta e tá lá ela falando. Não sei se o objetivo era que desenvolvêssemos algum tipo de afinidade com a personagem, mas o jogo não dá abertura pra isso, afinal, foca unicamente nos combates e melhoria.

Porradaria bela e colorida

Override 2

Override 2: Super Mech League está claramente mais bonito e polido do que o primeiro titulo. Com todos os mechas muito bem detalhados e garantindo um deleite visual, se é que cabe a expressão aqui.

O combate quando quatro lutadores em arena é uma loucura e até ficamos na dúvida se realmente estamos acertando ou levando porrada. Acontece que é fácil ficar perdido entre tanta flashes luminosos e coloridos de uma só vez. O que nos obriga a buscar outras formas de lidar com os inimigos, nesse caso recorrendo para ataques de longas distancia.

Vale lembrar citar que os comandos apesar de serem simples, pode incomodar um pouco aqueles que preferem comandos na face do controle e não nos gatilhos. Cada botão da defesa é um golpe, podendo gerar alguns golpes e realizar golpes mais poderosos, por exemplo: LT+LB ou LT+RT e por ai vai.

É impossível não ficar surpreso com o nível visual de tudo aqui, desde os mechas as cores empregadas nos especiais.

Mais multiplayer e menos single

 

O jogo deixou de lado o foco em uma campanha single para abraçar de vez as batalhas online, o que achei um pouco preocupante. O fato de permitir até quatro personagens em uma arena certamente garante combates divertidos e realizá-los no online é ainda mais legal, porém encontrei oponentes em raras ocasiões.

Por sorte é possível jogar com os amigos com a tela dividida, caso esteja cansado do online ou não encontrar muitos oponentes. Nesse ponto eu fiquei um pouco triste, porque durante a campanha single, sempre que você vai para o combate ele automaticamente busca por jogadores, mas raras as vezes encontrei alguém jogando.

Outro ponto aqui é que o combate é intuitivo, então a ideia de jogar com amigos mesmo que estes não tenham boa coordenação com games do gênero, torna a experiência amigável, então pode convidar a mãe, a tia e até a avó que vai dar bom.

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Temos também o fato de que o  personagem Ultraman pode ser adquirido na compra da edição Ultraman Deluxe Edition ou comprado separadamente via DLC, assim como outros personagens do universo do Ultra do mangá, como o vilão Bemular. Recentemente entrou Dan Moroboshi, ultimo personagem desse Ultra edição.

Isso realmente pode atrair a atenção dos fãs do personagem, afinal, ele não dá a cara em um game tem um bom tempo.

Conclusão

Gostei bastante de Override 2: Super Mech League, apesar de ter me decepcionado um pouco com a ausência de um modo campanha. E digo isso porque por mais simples que fosse a campanha do game anterior, ela me bastava para querer jogar.

Sou um órfão do game War of the Monsters (Incognito Entertainment – PlayStation 2), onde tínhamos que lutar em arenas com monstros gigantes e tal. Uma proposta semelhante a deste game, mas com aquela pegada de filmes trash dos anos 70/60. Logo um game como esse daqui é uma lufada de ar frescos, seja por conta da sua boa trilha sonora ou das jogatinas descompromissadas com os amigos.

Eu realmente espero que o game possa ganhar novas modalidades de jogo por meio de atualizações e melhorar bastante o encontro de partidas, que realmente temos um titulo que vale a pena.

Quanto a adição do Ultraman e sua turma ao game, achei realmente uma grande sacada, pois os personagens se destacam por conta dos poderes, inclusive o Ultraman é realmente muito forte e facilita o combate, principalmente quando se lida com mais de um inimigo na arena. Claro, que com tantos personagens a disposição fica difícil jogador apenas com um personagem.

No mais, Override 2: Super Mech League consegue entreter e ser uma ótima forma de  jogatina descompromissada, daquelas que você chega estressado e quer só destruir algum monstro gigante na base da porrada.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de Xbox One cedida pela distribuidora do jogo.

Author: Diogo Batista

Criador e Editor-Chefe do Arquivos do Woo, é um eterno rabugento. Opta por investir seu tempo entre games, filmes, livros e sua família à perder tempo discutindo na internet.