Arquivos Indie Games - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/indie-games/ Um pouco de tudo na medida certa Sun, 03 Nov 2024 23:01:50 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Indie Games - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/indie-games/ 32 32 Ascending Inferno | Getting Over do Futebol https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/11/03/ascending-inferno-getting-over-do-futebol/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/11/03/ascending-inferno-getting-over-do-futebol/#respond Sun, 03 Nov 2024 23:01:50 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18292 Você sabe o que é um jogo Foddiano? Não, não é um jogo que tem a ver com fodas, seu pederasta chupador de cabritos! O termo foddiano vem do game designer Bennett Foddy, criador do hilário QWOP, e que anos depois viria a fazer o popular Getting Over It with Bennett Foddy, jogo que deu […]

O post Ascending Inferno | Getting Over do Futebol apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Você sabe o que é um jogo Foddiano? Não, não é um jogo que tem a ver com fodas, seu pederasta chupador de cabritos! O termo foddiano vem do game designer Bennett Foddy, criador do hilário QWOP, e que anos depois viria a fazer o popular Getting Over It with Bennett Foddy, jogo que deu origem ao sub gênero foddiano. Outros exemplos de hits do gênero são Jump King (Multiplataforma), Only Up! (PS4, a versão de PC não está mais disponível para compra, os jogos com Only Up no nome disponíveis no steam são scams feitos pra pegar pessoas desatentas) e A Difficult Game About Climbing.

E é claro que existem inúmeros jogos semelhantes do gênero, como qualquer jogo bem sucedido, qualquer fórmula, ela gera clones, alguns bem aceitos, outros, apenas um cash grab safado, muitos, perdidos em um mar de lançamentos diários, sejam gratuitos ou pagos.

Alguém do estúdio australiano Oppolyon Studios deve ter jogado muito Soccer Kid quando era pequeno, porque só assim para eles pegarem a fórmula foddiana (Não! Tire esta quinta série daqui, AGORA!) e raciocinarem: E SE MISTURASSEMOS ISSO COM SOCCER KID? Daí, surgiu Ascending Inferno, jogo recém lançado no Steam, e assunto da nossa análise de hoje… Será que passo raiva antes do fim do texto? Digo, do jogo?

Você MORREU! Seu Irmão TAMBÉM. Hora de Fugir do Inferno

O jogador está no papel de Dani, uma apaixonada por futebol que sofre pela recente perda de seu irmão Vincent, um promissor jogador de futebol. Como toda pessoa que perde alguém da família, Dani se sente culpada pela morte dele. Com o objetivo de relembrar seu irmão, Dani vai até um estádio em construção com uma bola de futebol, que nos introduz ao tutorial do jogo.

Após se acostumar com os controles do jogo, Dani descobre os perigos de se andar em um andaime durante uma noite tempestuosa, já que o andaime vai de Concord, desabando e levando Dani junto. Só que ao invés de se transformar em uma panqueca e ser uma com o pavimento abaixo, Dani vai parar… No INFERNO. É, eu sei, estava no título do jogo. Lá no Inferno, ela encontra a alma de seu irmão, que possui o conveniente formato de uma bola, e para se salvarem, os dois precisam ascender pelos andares do inferno que representam os Nove Círculos do Inferno, assim como na Divina Comédia de Dante Alighieri.

Durante a história, se acharmos salas secretas (não tão secretas), mais detalhes da memória de Dani são restauradas, eu esqueci de falar que quando caiu no Inferno, Dani perdeu a memória… Foi mal. Enfim, a narrativa é contada por um misto de cutscenes esparsas e trocas de diálogo durante a jogatina. Ainda que essas trocas de diálogo sejam divertidas, elas envelhecem com o tempo… Especialmente considerando que você vai cair… MUITO.

Você vai subir… E cair… E xingar… E pedir clemência. E repetir tudo de novo.

Os controles de Ascending Inferno são simples de entender, e extremamente funcional. Você tem que carregar a bola, que é a alma de Vincent, e a parte de correr é simples, ao se mover com a bola, você arrasta Vincent normalmente, e ao saltar, a bola segue você e faz um arco mais alto, que você pode cabecear para plataformas mais altas. Você tem dois tipos de chute, o fraco, com um toque simples, e o forte, onde se deixa pressionado o botão de chute para lançar a bola longe. E fora isso, você tem o pulo comum e o duplo. É complicado de explicar, mas o tutorial explica bem como funciona. Só que…

O design de fases, como Ascending Inferno é um jogo foddiano, perder seu progresso é uma constante, não por que a plataforma TE ATRAPALHOU, mas sim porque você precisa carregar Vince com você, e a bola é muito fácil calcular mal uma cabeçada, um chute, uma bola ricocheteada errada e tudo vai por água abaixo. Pelo menos o platforming em si é muito bem feito, não há o jank que permeia muitos jogos do tipo (Estou olhando para você, Only Up!) e o design em si é amigável, com atalhos a serem utilizados para a bola e não é difícil após colocar a bola passando ela por um atalho, dar a volta e chegar a esse ponto.

Obviamente, existem obstáculos que… Novamente, serão causa de muitos xingamentos a cada um dos quatro membros do estúdio australiano. Desde as próprias plataformas, a elementos dos círculos do inferno, como ventanias, explosões e dançarinas. Cada um deles pode ser evitado com atenção aos ciclos, ou usados como auxílio (no caso do vento).

Uma das coisas que me chamou a atenção, é que o pessoal do estúdio se preocupou em preparar o jogo para os speedrunners, com um in-game timer, e até mesmo um hall da fama com os tempos do pessoal que jogou as Demos do jogo no PAX de 2023 e no Steam Next Fest (Quando joguei, ainda não havia resultados relacionados a PAX de 2024, deve ser patcheado em breve). Outra coisa que deve ser adicionada ao jogo em breve, são recursos de acessibilidade. Agora que recursos serão esses, não sei.

Eu só encontro um defeito na parte audiovisual

Honestamente, se eu olhar a parte de gráficos e áudio de Ascending Inferno, só temos um defeito, mas isso nem é culpa do jogo em si e sim do fato de que o uso do penteado sidecut (da protagonista Dani) é associado a… Você sabe, aquele bando de insuportáveis que estão sempre espalhando que você é um lixo por ser um homem branco, ou não gosta de um certo filme ou jogo. E sim, é um “Defeito” com aspas porque nem conta contra o jogo em si, até porque Dani não é uma insuportável girlboss.

Enfim, dito isto, a parte gráfica do jogo é maravilhosa, com uma mistura de Voxels em 3D para as plataformas e construções, e pixel art maravilhosa para animações, sprites, cenários e alguns efeitos. Devem ter outras coisas em 3D que eu não notei porque estava xingando os devs pela enésima vez. Ah sim, gráficos. As cutscenes do jogo em 2D são bonitas pra caramba, e a variedade e criatividade utilizada nos nove círculos do inferno é palpável. O círculo da Luxúria por exemplo, é representado por uma boate, o círculo da Gula é representado por um restaurante Fast Food, e o da Violência, por uma cidade em Guerra. E o jogo não economiza em detalhes na parte gráfica, como a HUD lateral de progresso, que muda a cada círculo alcançado.

A trilha sonora, se você quer o meu maior elogio particular, eu posso dizer que pagaria um sanduíche de mortadela pro compositor. Sim, é esse tipo de trilha. Dan Poole fez um trabalho magnífico com composições únicas, representando bem cada círculo do Inferno, como por exemplo, “Abandon All Hope”, o tema do Limbo, dá uma sensação de arrepio assustador, “Slaves of Desire”, tema do Círculo da Luxuria parece ter saído de uma boate modernete, e inclui um tema vocal do último círculo, cantado por Amelia Jones (não, não a do Power Rangers Dino/Cosmic Fury), que dentre outros trabalhos, cantou em Hollow Knight, Star Wars: Visions e The Rising of the Shield Hero.

Quer passar raiva? Recomendamos.

Ascending Inferno é uma grata surpresa, especialmente se você curte esse tipo de desafio. A jogabilidade é boa, os gráficos são agradáveis e a trilha é matadora. Esse jogo devia ter mais reconhecimento.

Nota Final: 9/10

Ascending Inferno está disponível para PC, e essa análise foi feita com uma chave do Steam, fornecida pelo Oppolyon Studios.

O post Ascending Inferno | Getting Over do Futebol apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/11/03/ascending-inferno-getting-over-do-futebol/feed/ 0
A Edição Física de Iron Meat já está disponível no Nintendo Switch e PlayStation 5 https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/09/25/a-edicao-fisica-de-iron-meat-ja-esta-disponivel-no-nintendo-switch-e-playstation-5/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/09/25/a-edicao-fisica-de-iron-meat-ja-esta-disponivel-no-nintendo-switch-e-playstation-5/#respond Wed, 25 Sep 2024 16:12:19 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17588 A Strictly Limited, em parceria com a Retroware, tem o prazer de anunciar que as edições limitadas físicas Iron Meat para Nintendo Switch e PlayStation 5 já estão disponíveis no site da Strictly Limited Games. Essas edições estarão disponíveis exclusivamente através da Strictly Limited e serão as únicas versões físicas do jogo em todo o mundo. As edições digitais serão lançadas […]

O post A Edição Física de Iron Meat já está disponível no Nintendo Switch e PlayStation 5 apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>

A Strictly Limited, em parceria com a Retroware, tem o prazer de anunciar que as edições limitadas físicas Iron Meat para Nintendo Switch e PlayStation 5 já estão disponíveis no site da Strictly Limited Games.

Essas edições estarão disponíveis exclusivamente através da Strictly Limited e serão as únicas versões físicas do jogo em todo o mundo. As edições digitais serão lançadas em 26 de setembro, via Steam, Nintendo eShop e PlayStation Store.

Sobre Iron Meat

Iron Meat é um intenso jogo de tiro arcade run-and-gun que leva os jogadores a um futuro caótico e apocalíptico onde THE MEAT, uma biomassa interdimensional que tudo consome, transforma tudo em seu caminho. Como Vadim, você lutará em nove estágios de inspiração retrô, lutando contra inimigos mutantes e máquinas mortais enquanto descobre a terrível verdade por trás de experimentos secretos na Lua.
A jogabilidade é rápida e brutal, combinando mecânicas clássicas de arcade com ação intensa e esquivadora de balas. As lutas contra chefes em várias fases desafiam suas habilidades, com configurações de dificuldade que aumentam a intensidade para uma experiência ainda mais difícil.
Para aqueles que preferem não enfrentar a invasão sozinhos, Iron Meat oferece um modo cooperativo de sofá para 2 jogadores, permitindo que você se junte a um amigo para dobrar o poder de fogo e a carnificina. À medida que avança, você desbloqueia mais de 30 skins, cada uma com peças intercambiáveis para infinitas opções de personalização. Se você quer um robô com cabeça de tubarão ou um híbrido meio humano, meio cachorro, a escolha é sua.
Prepare-se para mergulhar em uma batalha sangrenta e de alta octanagem contra A CARNE e acabar com os horrores desencadeados pelos experimentos distorcidos do cientista Yuri Markov na Lua. Você está pronto para enfrentar o desafio final?

Características

  • Lutas contra chefes em várias fases: Iron Meat homenageia títulos clássicos de correr e atirar do passado, com intensas lutas contra chefes fixadas em várias fases. Com três configurações de dificuldade para escolher, os jogadores podem testar suas habilidades, onde uma dificuldade maior é recompensada após a conclusão com uma batalha contra o chefe ainda mais desafiadora.
  • Multiplayer co-op de sofá: Quem disse que você deve enfrentar a invasão The Meat sozinho? Com o modo cooperativo de sofá para 2 jogadores, você pode pegar um amigo para deixar um rastro de cadáveres sangrentos e infectados com carne juntos! É o dobro do poder de fogo, o dobro da carnificina e o dobro da CARNE!
  • Mais de 30 skins desbloqueáveis: Você não precisa ser um soldado para lutar contra a Carne. Inferno, você nem precisa ser um HUMANO para fazer isso! Com mais de 30 skins desbloqueáveis para escolher, os jogadores podem personalizar seu personagem da maneira que quiserem. Cada skin vem com peças intercambiáveis, permitindo maior personalização com mistura e combinação. Quer uma cabeça de tubarão em um corpo de robô com pés de dinossauro? TERMINADO. Talvez um meio-humano, meio-cachorro? PODE APOSTAR! Ou que tal um cowboy com cauda e asas de demônio? Hmm… SIM!

Você tem o que é preciso para vencer A CARNE?!

 

O post A Edição Física de Iron Meat já está disponível no Nintendo Switch e PlayStation 5 apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/09/25/a-edicao-fisica-de-iron-meat-ja-esta-disponivel-no-nintendo-switch-e-playstation-5/feed/ 0
Mika and the Witch’s Mountain | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/09/05/mika-and-the-witchs-mountain-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/09/05/mika-and-the-witchs-mountain-analise/#comments Thu, 05 Sep 2024 12:21:35 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17443 Gosto de pensar que os desenvolvedores indies são como os pulmões da indústria de jogos modernos, pois enquanto estúdios grandes injetam milhares de dólares em jogo AAA e replicam a mesma fórmula que fez sucesso 15 anos atrás, os indies procuram seguir o caminho contrário. Acabamos por vezes nos deparando com títulos que tentam resgatar […]

O post Mika and the Witch’s Mountain | Análise apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Gosto de pensar que os desenvolvedores indies são como os pulmões da indústria de jogos modernos, pois enquanto estúdios grandes injetam milhares de dólares em jogo AAA e replicam a mesma fórmula que fez sucesso 15 anos atrás, os indies procuram seguir o caminho contrário.

Acabamos por vezes nos deparando com títulos que tentam resgatar algum gênero esquecido, como plataforma, ou mesmo inovar, como é muito comum em alguns títulos publicados pela Devolver Digital que trouxe ao mundo Hotline Miami entre tantos outros.

LEIAM – Tomba! Special Edition | Análise

De um modo ou outro, no fim do dia, somos nós os consumidores que ganhamos com esse cenário indie fervilhando de novas ideias, pois acabamos encontrando com jogos como Mika and the Witch’s Mountain, onde o seu objetivo é se encantar e relaxar realizando pequenas entregas em um universo composto por figuras carismática e um design agradável.

Bem, me acompanhe e vamos desbravar esse reino fantasioso das entregas.

Reprodução: Chibig

Quase uma obra do estúdio Ghibli

Mika and the Witch’s Mountain foi desenvolvido pelo estúdio Chibig, também responsável por um jogo de características adoráveis, Summer in Mara de 2020. O titulo tem uma premissa simples e vai direto ao ponto nesse quesito, onde a protagonista Mika está indo para uma escola de feiticeiros, e de lá é atirada do lato de um penhasco e tem a vassoura mágica quebrada.

LEIAM – Collection of Mana | Análise

Uma vez em solo e próximo a um vilarejo, Mika terá que se provar que é uma feiticeira voltando ao topo da montanha em que foi empurrada e se provando ser uma bruxa, mas para isso dependerá da realização de entregas para ganhar dinheiro e melhorar a vassoura, a medida que vai conhecer as figuras que compõem aquele vilarejo.

É quase impossível não pensar em uma animação do estúdio Ghibli logo nos primeiros minutos de jogo, alias, quem assistiu ao excelente “O Serviço de Entregas da Kiki (1989)” vai ter essa mesma sensação. Quem assistiu com toda a certeza vai gostar.

Reprodução: Chibig

Gameplay

O que mais encanta em Mika and the Witch’s Mountain é a sua simplicidade, que diferente dos demais onde precisamos de tutorias longos e as vezes cansativos, aqui ele consiste aprender a usar a vassoura e saltar com ela. No caso a vassoura tem a capacidade de planar e permitir que você alcance lugares mais altos devido aos tuneis de ventos espalhado por toda a ilha.

Uma vez que você entenda isso,  basta começar a realizar as entregas e sem danificar o objeto que você leva. No caso, esses objetos possuem pontos de vidas que são ilustrados por corações, e quando ele é danificado e perde todos os corações, ele volta ao deposito e você precisa retornar até lá e começar de novo.

LEIAM – Mars 2120 | Quantos metros tem essa vania?

Durante os trajetos é possível encontrar alguns coletáveis e conhecer mais daquela localidade, realizar serviços adicionais de entrega para moradores, e tudo isso gera uma avaliação ao final da entrega, o que reflete em menos ou mais dinheiro para Mika. E isso nos leva a vassoura que a medida que a melhoramos, podemos carregar mais itens entre outras melhorias.

Podemos dizer de maneira bem tranquila que Mika and the Witch’s Mountain foi pensado para ser um jogo ameno, daquele que você investe tempo quando quer relaxar com algo menos complexo.

Uma trilha sonora para relaxar

O trabalho sonoro de Mika and the Witch’s Mountain é algo que realmente merece destaque, pois ele realmente transmite um clima de paz e mescla perfeitamente com o ambiente ao redor da protagonista.

Durante os diálogos não temos voz, apenas algumas vocalizações que nos dá uma noção da emoção dos personagens quer transmitir juntamente com a animação. E posso dizer com toda a certeza que as cenas animadas, assim como sua introdução, são simplesmente belíssimas.

Reprodução: Chibig

Conclusão

Mika and the Witch’s Mountain é uma agradável experiência e apesar de curta, pois pode ser concluído em até 3 horas se você enrolar explorando todo o cenário, é aquele jogo que vai cair como uma luva se você procura um jogo para desligar um pouco a cabeça e só relaxar em frente a TV enquanto está largado no sofá. – No meu caso foi com o Nintendo Switch na mão.

Jogando no Nintendo Switch eu não tive qualquer problema, seja no modo portátil ou no modo dock, e apesar do loading inicial ser um pouco demorado, a partir do momento que carrega ele carrega, você verá outro tão cedo. Se ganha o mundo para explorar pelo tempo que quiser.

Outro coisa bacana é que Mika and the Witch’s Mountain está localizado em português, e isso é algo que sempre me deixa bem contente. Único ponto negativo é que o titulo tem pouco conteúdo, mas espero que isso possa solucionado com futuras expansões.

Nota: 7/10

_____________________________________________________________________
Esta análise foi feita com uma chave digital para Nintendo Switch cedida gentilmente pelo distribuidora do jogo.

O post Mika and the Witch’s Mountain | Análise apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/09/05/mika-and-the-witchs-mountain-analise/feed/ 1
Re.Surs | Tre.tas Sobre.naturais https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/10/16/re-surs-tre-tas-sobre-naturais/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/10/16/re-surs-tre-tas-sobre-naturais/#respond Mon, 16 Oct 2023 21:45:15 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=15461 Eu não sei como começar esse artigo, porque honestamente, estou num limbo criativo. Mas tenho pensado bastante em que jogos colocar no meu artigo sobre jogos adultos, tem muita coisa boa e muita coisa que ficou fora do meu radar por um motivo ou outro. E o mesmo vale pra lançamentos de PC ou consoles, […]

O post Re.Surs | Tre.tas Sobre.naturais apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Eu não sei como começar esse artigo, porque honestamente, estou num limbo criativo. Mas tenho pensado bastante em que jogos colocar no meu artigo sobre jogos adultos, tem muita coisa boa e muita coisa que ficou fora do meu radar por um motivo ou outro. E o mesmo vale pra lançamentos de PC ou consoles, porque são dezenas ou centenas de jogos saindo no Steam e nas lojas online dos consoles todo santo dia.

As vezes você sabe de algum lançamento olhando na loja do seu console, ou no caso de criadores de conteúdo (seja imprensa ou Youtuber/streamer), existem plataformas que você usa para pedir chaves e algum jogo chama a sua atenção, seja pelas imagens, descrições, ou porque é um título grande.

Mas, entre pedir um jogo e recebê-lo, as vezes a rejeição ou pior, o silêncio chega. Porque pior que ter um pedido rejeitado, é ter o pedido ignorado. Tá, o que diabos isso tem a ver com o jogo, Sancini? ABSOLUTAMENTE NADA. Oh, well… Você gosta de Side scroll shooters?

Bem, o jogo de hoje pertence a esse gênero, e foi lançado originalmente em 2021 no Steam, pelo desenvolvedor ucraniano Vidygames, Re.Surs foi lançado na última semana para consoles, cortesia da Samustai, uma publisher localizada no Chipre. Será que ele vale a pena seu tempo?

Reprodução: Vidygames, Samustai

Conspirações, demônios e outras coisas caóticas

Jessie Sullivan – uma detetive paranormal que trabalhou para a Re.Surs Anomaly Enforcement Administration (RAEA) em Modern-City. Numa noite fria, a Detetive Sullivan recebe uma mensagem do Superintendente, um colega de longa data.

A mensagem diz que houve um incidente terrível ocorrido no Distrito Social de Modern-City. Este incidente interrompeu o trabalho de um edifício de processamento vital do Re.Surs (a fonte perfeita de energia).

LEIAM – Dredge: O RPG de Pesca e Horror que Desafia as Profundezas

Este acontecimento peculiar implicará a descoberta de um criminoso extremamente perigoso que pretende usurpar, no verdadeiro sentido da palavra, a paz precária em Modern-City assim como em todo o Continente.

Obviamente, esse é um sumário do começo do jogo, mas conforme avançamos, descobrimos que as coisas não são lá como parecem. Ao longo da jornada, conseguimos dois companheiros, cada qual vindo de um background diferente, e personalidade diferente.

Reprodução: Vidygames, Samustai

Jogabilidade simples… Exceto a parte de Stealth

Em Re.Surs temos três personagens, a detetive Jessie Sulivan, o hacker Basil B e a arqueóloga Helga Hoft, cada um possui habilidades diferentes que podem ser utilizadas em combate ou em partes da exploração, para evitar obstáculos.

O arsenal começa simples, mas conforme se avança, novas armas são desbloqueadas. As armas tem em teoria, munição infinita, mas como todo jogo futurista, se você usar em excesso, a arma super aquece e você precisa esperar um período de resfriamento. Cada arma aquece em uma velocidade diferente e as mesmas podem ser trocadas com o toque de um botão. O combate do jogo em si é simples, e a progressão da maioria das fases é linear, com um puzzle de hackeamento ou outro surgindo de vez em quando.

LEIAM – Prince of Persia: The Sands of Time | Impressões

O problema é a etapa de Stealth, porque o jogo não fornece um indicador visual de onde é possível permanecer escondido, e onde você vai ser um alvo para os policiais. Isso irrita demais, se quer saber minha opinião… Pera, isso é uma análise, então é claro que é minha opinião. Os chefes em sua maioria, são sobre aprender o ponto fraco dele, o padrão e contra atacar. Dependendo do boss, você vai precisar ficar trocando de personagem (ou do HP dos seus personagens durante o combate), dando uma emoção.

O jogo tem um “modo easy” que não necessariamente diminui a dificuldade do jogo, mas sim começa a restaurar sua energia quando ela está abaixo de 20%. É opcional, mas ajuda bastante iniciantes, ou pessoas que não são boas no teclado… O que foi?

Eu tinha que testar a versão de PC pra saber como os controles funcionam no original, comparado com a experiência mais fluída de jogar com um joystick. Pelo menos é possível remapear as teclas no PC, ao contrário de Chipmonk!, jogo que analisamos outro dia.

Reprodução: Vidygames, Samustai

Futuro distópico

O jogo em parte tem uma estética Cyberpunk, e conta com belíssimos cenários, apesar de alguns deles não são Cyberpunk em si (a pirâmide, por exemplo), mas isso não vem ao caso. Os cenários são a parte mais bonita do jogo. Os personagens em si, usam um estilo que remete aos sprites vistos em adventures antigos, sem tantos detalhes, o que é uma pena, comparando com os cenários.

A parte sonora do jogo é satisfatória, apesar de não ser marcante. Eu queria ter algo mais pra falar, mas o fato é que eu esqueci da trilha do jogo, mas ao menos os sons do jogo são convincentes, mesmo os poucos samples de voz que há.

Reprodução: Vidygames, Samustai

Re.Comendo

Re.Surs é um jogo divertido, apesar de não parecer. Claro, tem seus problemas, mas a jogabilidade é sólida, o roteiro, apesar de um tanto previsível, é intrigante e tem uma boa ambientação e cenários. Comparando as plataformas nas quais o jogo está disponível, o Xbox é onde custa menos ao seu bolso, R$ 29,95, no Switch sai por R$ 39,25 e no PlayStation custa R$ 42,90.

Nota: 8/10

________________________________________________________________________
Re.Surs está disponível para Xbox One, Xbox Series X|S, Nintendo Switch, PlayStation 4 e PlayStation 5, e esta análise foi feita com uma chave para PlayStation 4, cedida pela Samustai.

O post Re.Surs | Tre.tas Sobre.naturais apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/10/16/re-surs-tre-tas-sobre-naturais/feed/ 0
Grapple Dog | Conseguiriam os cachorros usar ganchos? https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/02/16/grapple-dog-conseguiriam-os-cachorros-usar-ganchos/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/02/16/grapple-dog-conseguiriam-os-cachorros-usar-ganchos/#respond Wed, 16 Feb 2022 23:12:28 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10129 A Disney soltou o trailer de um longa de Tico e Teco que vai ser lançado no Disney + em breve… E honestamente? Ficou uma porcaria. A melhor parte do trailer é justamente os poucos segundos em que mostram a capa dos jogos de NES. Sim, foi ruim a esse ponto. Tão indo na rota […]

O post Grapple Dog | Conseguiriam os cachorros usar ganchos? apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
A Disney soltou o trailer de um longa de Tico e Teco que vai ser lançado no Disney + em breve… E honestamente? Ficou uma porcaria.

A melhor parte do trailer é justamente os poucos segundos em que mostram a capa dos jogos de NES. Sim, foi ruim a esse ponto. Tão indo na rota fácil de colocar celebridades pra dar vozes aos personagens. E o tom geral do filme (mostrado no trailer) não me agrada. A única piada que eu curti foi a “cirurgia de CGI”.

O que isso tem a ver com a análise? Nada.

Enfim, apesar de eu ter entregado (até o momento em que escrevo esse texto) apenas duas análises, acreditem, estou jogando bastante coisa.

LEIAM – Sifu | Deliciosamente difícil – Análise

Aproveitando pra tirar muitos jogos do meu backlog que estavam parados, tipo, terminei Darksiders 3 e Wolfenstein 2 que tavam parados há uns 3 anos desde que comprei eles. Dito isso, bem. Você gosta de ganchos?

Eu tenho certos problemas com o acessório. E não, isso não tem a vez com o fato de que pisei num anzol cortado na lagoa de Maricá uns anos atrás. É que eu nunca fui muito bom em Bionic Commando, seja o “clássico” de NES, ou o jogo de 2008. E até mesmo recentemente, no Super Hiking League DX, eu passei fome.

E o jogo da análise de hoje trás os ganchos, unindo com uma outra coisa, cachorros, no título Grapple Dog, lançado agora no dia 10 de fevereiro. E como esse parágrafo está curto, terminarei ele com uma última palavra: Zwingliano.

Grapple Dog
Reprodução/ Super Rare Originals – Medallion Games

FUI TAPEADO! E Agora tenho que salvar o mundo.

Você é Pablo, um cachorro que é assistente de uma Professora, que estuda antiguidades. Juntamente com sua amiga Toni, uma coelha, a mecânica do grupo, vocês viajam pelo mundo atrás de antiguidades e coisas velhas como… Sei lá, disquetes? Fitas VHS? Fotos de quando o Sancini era magro? Enfim. Numa expedição atrás de artefatos do Grande Inventor, Pablo acaba caindo em umas ruínas esquisitas e encontra uma cabeça, que pede a ajuda dele, em troca de sua ajuda para sair dali também.

Nisso, Pablo acaba conectando a cabeça ao corpo… Que se revela ser Nul (Nulo na legenda em português), uma entidade robótica que nutre um ressentimento contra o Grande Inventor, e deseja pegar os cinco artefatos dele para dominar o mundo. Ou destruir o mundo. Ou criar uma cadeia de lanchonetes onde só toca Pink Floyd. Não sei, mas é algo ruim nesse nível. E cabe a gente, utilizar o gancho que nos foi dado para impedir Nul.

Existe uma lore anterior, que o mundo estava nas últimas, até que o Inventor ajudou a humanidade e passou a ser reverenciado como um rei e tudo mais, mas não consegui fazer piadinhas, como nos parágrafor anteriores.

Enfim, a história do jogo é básica e cumpre seu papel de ser o catalizador. O máximo além disso que posso dizer é que existem mais coisas nas interações entre Pablo, seus amigos do barco e Nul, mas quero evitar spoilers pra quem for jogar.

Reprodução/ Super Rare Originals – Medallion Games

O gancho é seu melhor amigo, mas não é o único

Primeiro, começarei falando do principal ponto negativo do jogo na minha opinião. E não tem nada a ver com as coisas dentro do jogo. A página do jogo no steam (e creio que no eShop) já entrega que o jogo tem seis mundos.

Digo isso, porque quando eu aceitei fazer a análise do jogo, eu olhei a página de especificações do jogo pra saber se ele rodava numa lata velha, e sequer olhei a descrição do jogo. Então, quando eu derrotei o Nul, no fim do quinto mundo, vieram os créditos e BAM! UM MUNDO EXTRA DESBLOQUEADO. Se tivessem deixado oculto o fato de que tem um sexto mundo, o impacto em outros jogadores seria tão grande quanto o que eu tive.

Uma outra crítica que eu posso fazer, mas em relação ao jogo… É que talvez em algum ponto do mesmo, um power-up de pulo duplo viria bem a calhar. Falarei sobre o por quê disso, mais pra frente na análise, então, sigamos em frente.

Pablo tem uma quantidade de movimentos razoáveis, sem o gancho. Ele pode andar, correr (imagina como o P-meter dos Marios em 2D), pular, dar wall jumps, escalar algumas estruturas, e quicar com o toque de um botão.

Os controles respondem muito bem a esses movimentos, e diria que você consegue fazer um jogo só utilizando essa mecânica em si, e com os controles de Grapple Dog, seria um jogo bastante sólido, dependendo do design de fases.

E óbviamente, como chamariz do jogo, temos um gancho que pode ser pendurado em determinadas superfícies, que pode ser usado de diversas formas. Com os controles, novamente, extremamente precisos e fluídos, é possível pegar altas velocidades, se sentindo o Bionicão Commando, atacar inimigos, e alcançar plataformas inacessíveis por meios normais.

Grapple Dog
Reprodução/ Super Rare Originals – Medallion Games

Excelente design de fases, podendo ser aproveitado por todos

O design de fases de Grapple Dog é bem feito. As fases usualmente seguem o chavão de plataforma, da esquerda para a direita, mas não são limitados a ele.

Cada um dos cinco mundos principais possui cinco fases regulares, mais uma fase de chefe, e usualmente os mundos possuem gimmicks que são introduzidos gradualmente, culminando na fase do chefe, que reúne os gimmicks dessas fases, em um desafio maior.

Porém, o jogo te engana. Você vê os gráficos, acha que vai ser uma aventura tranquila e o primeiro mundo corrobora para essa impressão, só que do segundo mundo em diante, as coisas ficam mais e mais desafiadoras, especialmente se você vai atrás de todos os coletáveis.

Cada fase, possui cinco gemas roxas, mais duas extras que podem ser conseguidas se você pegar no mínimo 220 frutas, das 250 disponíveis na fase. Algumas fases possuem uma gema azul, que desbloqueia uma fase de bônus, mas o mais importante, é que essas gemas são essenciais para desbloquear as lutas contra chefes.

LEIAM – Starlight Shores | Me reconectando com meu passado

Essas gemas são um incentivo a exploração, porque nem todas estarão em locais óbvios, mas ao mesmo tempo, não é tão difícil adivinhar quais serão esses lugares menos óbvios, seja uma plataforma inalcançável no começo da fase, ou uma parede/teto invisível.

O ponto fraco do jogo talvez sejam os combates contra chefes, que basicamente são um teste de paciência, que consiste em encontrar a abertura pra atacar o chefe e atacar. Cada chefe varia o combate, mas a estrutura é a mesma.

Caso você tenha desanimado com a questão da dificuldade crescente, não tema! Pois o jogo pode ser aproveitado ainda assim. Nas opções de acessibilidade, você pode colocar para ter energia infinita (assim, você não morre, a não ser que seja esmagado) e infinitos pulos, que quebra o desafio do jogo, mas me fez perceber que o power up pulo duplo não seria uma má ideia, porque honestamente, se você der um pulo duplo em Grapple Dog (com a opção ligada), esse pulo duplo parece natural no design das fases.

As fases de bônus são divididas em 3 categorias, coletar fragmentos dos cristais, uma fase de obstáculos e destruir todos os inimigos. Você tem um tempo limite pra isso, e concluir a fase de bônus, ganha três cristais roxos, essenciais pra abrir as últimas 3 fases do sexto mundo do jogo.

Esse sexto mundo é basicamente O DESAFIO do jogo em si. Todos os gimmicks das 30 fases anteriores, comprimidos em 3 fases ultra difíceis. Prepare para perder os cabelos, xingar muito e ficar 3 anos mais velho só por causa do estresse. Ou seja um cretino e utilize vida e pulos infinitos pra passar pelas fases como se não fossem nada. Eu sou cretino e não me arrependo disso. Essas fases do mundo seis desbloqueiam um segundo final, com um GANCHO para uma continuação.

Grapple Dog
Reprodução/ Super Rare Originals – Medallion Games

Gráficos simpáticos de encher os olhos e… OLHA ESSA MÚSICA, MANO!

A primeira coisa que você vê é… Esses gráficos são adoráveis. Os sprites dos personagens principais são lindos, e tem um contorno que parece que usaram canetinha. Tá certo que o design dos robôs inimigos deixam um pouco a desejar na minha opinião, mas os personagens principais são super bem animados.

Os cenários são de encher os olhos, com ambientes variados, e cada mundo é único, oferecendo uma experiência diversa, que é refletida no gameplay do jogo. O mapa mundi é bacana, e tem um toque especial, quando ao navegar de um mundo ao outro, a cor da água vai mudando, pra refletir o tema do mundo específico.

Por alguma razão, enquanto jogava, a parte de efeitos sonoros, me lembrou bastante, os dois Klonoa de GBA, ajudado pelos gráficos simpáticos do jogo… Agora, quanto a trilha sonora… Grapple Dog tem uma tremenda trilha sonora, certamente influenciada pelos trabalhos de Hideki Naganuma (Jet Set Radio e Sonic Rush), com batidas energéticas e contagiantes. E as composições, na minha opinião, não ficariam deslocadas em algum jogo da Capcom nos arcades dos anos 90. Pelo menos foi essa a vibe que eu tive.

Grapple Dog
Reprodução/ Super Rare Originals – Medallion Games

Novato ou Veterano em jogos de plataforma, você vai se divertir com Grapple Dog

Vou ser honesto, Grapple Dog não estava em meu radar, então esse jogo acabou sendo uma baita surpresa positiva!

Com a jogabilidade precisa, aliada a bons gráficos e uma trilha sonora matadora, é o tipo de jogo que a gente recomenda sem pensar duas vezes. Claro, tem os probleminhas que citei durante o texto, mas eles acabam não interferindo na diversão que o título proporciona.

Além do mais, o jogo tem um botão pra fazer carinho no cachorro, quando você pega todas as gemas roxas da fase, então obviamente é um jogo que precisa estar na sua biblioteca.

Grapple Dog está disponível para PC e Nintendo Switch, e esta análise foi feita com base na versão de PC, com uma cópia cedida pelos produtores.


Esta análise foi feita no PC com uma cópia do game gentilmente cedida pela Super Rare Originals.

O post Grapple Dog | Conseguiriam os cachorros usar ganchos? apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/02/16/grapple-dog-conseguiriam-os-cachorros-usar-ganchos/feed/ 0
Omno | Uma jornada solitária https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/09/11/omno-uma-jornada-solitaria/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/09/11/omno-uma-jornada-solitaria/#respond Sat, 11 Sep 2021 23:59:42 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=8155 A essa altura do campeonato, o texto do meme de fim de ano com os jogos que jogamos/terminamos, pelo menos da minha parte já tá bem grandinho. A lista passa dos 200 facilmente. Com 4 meses pro fim de ano, pergunto-me se chegarei a 300 jogos terminados. Oh, well, trabalhamos para isso. E com tanto […]

O post Omno | Uma jornada solitária apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
A essa altura do campeonato, o texto do meme de fim de ano com os jogos que jogamos/terminamos, pelo menos da minha parte já tá bem grandinho. A lista passa dos 200 facilmente. Com 4 meses pro fim de ano, pergunto-me se chegarei a 300 jogos terminados.

Oh, well, trabalhamos para isso.

E com tanto jogo saindo, tanto jogo sendo jogado, alguns jogos acabam passando batido pela gente se não fossem as oportunidades que algumas publishers nos dão. Um desses jogos foi Omno que saiu em Julho, mas só agora finalmente pude fazer a análise.

Será que ele vale a pena o seu tempo e dinheiro? Confira na nossa análise.

Uma jornada em busca do passado, para levar ao futuro

Você é um personagem que não tem um nome definido (o chamarei de Florêncio), que acordou um dia e decidiu que queria ir para a luz, o que quer que isso fosse. Então ele pegou seu pau, digo, cajado, seu bicho de estimação e começou uma peregrinação digna de Hermanoteu da Pentescopéia, filho de Oolonéia e irmão de Micalatéia…

MICALATÉIA?

Enfim, só que essa será uma longa jornada onde ele cruzará florestas, desertos, tundras e até mesmo os céus. Durante essa jornada, nosso amigo Florêncio encontrará uma multitude de criaturas que dependendo da situação, o ajudarão ou atrapalharão, e pistas de alguém que já fez a jornada e deixou seus registros.

LEIAM – Apple Slash | Esse é um jogo sobre

Essa ideia de jornada solitária me lembrou um pouco Journey, um jogo que é reverenciado por muitos, mas que honestamente eu achei bem chatinho. E isso me deixou com um pé atrás.

Felizmente nesse departamento, só há semelhança mesmo com Journey.

Evolua e avance no seu ritmo

Omno

Pode parecer contraditório, mas ao mesmo tempo que há muito o que se fazer em Omno, não há nada a fazer. Se você quiser, tudo o que precisa fazer é pegar as 3 esferas que abrem a passagem pra próxima etapa, e seguir assim até o final. Ou você pode encontrar os textos do peregrino anterior, preencher o catálogo das criaturas do mundo, fazer 100% da fase, nada vai lhe impedir disso.

O jogo ele funciona como um híbrido de platformer 3D com puzzle. Você tem um ambiente aberto para pegar as esferas na ordem que puder, e a princípio, não tem muito o que fazer em relação a controles, a não ser usar o radar que revela a direção das coisas principais da fase.

LEIAM – Mario — O melhor da franquia

Conforme se avança, outras habilidades são desbloqueadas, que dão uma variedade a jogabilidade, e deixam o seu playthrough mais gostosinho. E é claro, os puzzles começam a aparecer e posteriormente complicar, mas ainda assim, não será uma jogatina longa, e é possível terminar o jogo em cerca de três ou quatro horas.

Honestamente, pro tipo de jogo que Omno se propõe, é a duração ideal. Se durasse umas 2 ou 3 horas a mais, o jogo passaria a sensação de que tá se alongando desnecessariamente (tipo a dificuldade artificial do Ratchet & Clank de 2016, que a ideia de dificuldade é: “várias ondas de inimigos”).

O estilo de arte não é lá a minha praia

Omno

Graficamente o jogo não é ruim, mas a direção artística do jogo não me agrada… Ok, eu não gostei do design do Florêncio.

Satisfeitos?

Enfim, os cenários do jogo são lindos, e o jogo disfarça os loadings de maneira inteligente, como transição entre os temas.

A variedade de temas mostrados, com o deserto, a floresta, a neve e as criaturas presentes no jogo, sendo versões parecidas, mas não muito, com bichos de verdade, deixa o jogo com um toque familiar e estranho ao mesmo tempo.

Eu vou ser honesto, pra esse review aqui eu tive que entrar no YouTube pra ouvir a trilha do jogo por um motivo. Durante meu playthrough, eu basicamente estava sem áudio, já que meu headset (RIP) estava em seus dias finais e eu mal ouvia as músicas do jogo.

Dito isso, o jogo tem a trilha que se espera de um jogo relaxante, que combina bastante com a atmosfera do jogo, apesar dos temas serem bem similares.

Se Journey fosse legal, ele se chamaria Omno

Omno

Omno pode não ser uma experiência única, mas é uma excelente jornada solitária e tocante.

Dá pra ser terminado em uma tarde, mas é um daqueles jogos que você pode experimentar e jogar no seu ritmo. Não vai ser pra todos (em especial se você for um daqueles dude bro dos FPS), mas se a oportunidade surgir, jogue Omno.

O jogo está disponível para PlayStation 4, PC, Xbox One (disponível no Game Pass) e Nintendo Switch.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela Future Friends Games.

O post Omno | Uma jornada solitária apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/09/11/omno-uma-jornada-solitaria/feed/ 0
Freddy Spaghetti | I Am Bread do Macarrão https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/07/05/freddy-spaghetti-i-am-bread-do-macarrao/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/07/05/freddy-spaghetti-i-am-bread-do-macarrao/#respond Mon, 05 Jul 2021 08:00:56 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7713 Eu vou ser completamente honesto aqui. Eu não vejo muita graça naqueles jogos meme. Não falo de jogos ruins que eu jogo, tipo Lizard Lady vs. Cats, Fight! (apesar desse ser ruim), ou Super Kids Racing, me refiro aqueles jogos “piada” que infestaram o mercado desde o Goat Simulator. Eles podem dar uma risada ou […]

O post Freddy Spaghetti | I Am Bread do Macarrão apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Eu vou ser completamente honesto aqui. Eu não vejo muita graça naqueles jogos meme. Não falo de jogos ruins que eu jogo, tipo Lizard Lady vs. Cats, Fight! (apesar desse ser ruim), ou Super Kids Racing, me refiro aqueles jogos “piada” que infestaram o mercado desde o Goat Simulator.

Eles podem dar uma risada ou duas, mas nunca achei graça nesse tipo de jogo. E olha que sou um cu frouxo que ri de qualquer merda, mas não acho a menor graça no Untitled Goose Game, ou os milhares de simuladores meme que infestam o Steam (e devem existir também nos consoles).

LEIAM – Hentai vs Evil | Garota Colegial, Caçadora de Zumbis

Mas esse ano, eu já fiz de várias coisas, terminei quase que uma dezena de point’n clicks, gênero no qual nunca fui o mais esperto, superei um trauma de infância zerando Mega Man 8 e até mesmo passei da marca de 270 seguidores no twitch. (Me siga lá (twitch.tv/mrsancini)! Se eu ainda não tiver morrido de decepção com a E3, estarei fazendo lives todos os dias, a partir das 13:00 e em horários aleatórios)

Logo, depois de fazer essas coisas totalmente não relacionadas, resolvi encarar um jogo do tipo meme. Mas é aquilo, todo mundo já jogou o jogo da cabra, o jogo do ganso, o jogo da abelha, do pão e até mesmo da pedra.

Então resolvi ir por um caminho diferente e me tornar… UM FIAPO DE MACARRÃO!

Seja a pasta

Freddy Spaghetti

A Origem de tudo. No princípio, Deus criou o céu e a Terra. Porém na Terra não havia forma nem vida. Uma grande escuridão cobria o mar, e o espírito de Deus, pairava sobre as águas. Deus então disse: VOU DAR VIDA E CONSCIÊNCIA A UM FIAPO DE MACARRÃO.

Ok, talvez não seja essa a história, mas enfim. Um cientista daqueles que não tem nada pra fazer, (e quando faz, dá merda) fez algo, criou uma máquina capaz de dar consciência a coisas inanimadas. Ele tentou com várias coisas, como seu carro, uma torradeira e o meu pinto, mas sem sucesso em nenhuma delas.

LEIAM – Donuts’ N’ Justice | Tiroteio desbalanceado

Então uma noite, provavelmente depois de assistir a um jogo da Itália, ou ter visitado o Bexiga, em São Paulo, ele resolveu testar com um macarrão, e para surpresa de ninguém além dele mesmo, o fio de macarrão ganhou vida e um nome… Freddy. Você, deve agora viver a vida de Freddy, assistente do cientista e encarar as desventuras de um macarrão com consciência e movimento.

Macarrão multifuncional… Ou algo do tipo.

Freddy Spaghetti

O objetivo do jogo é terminar as cinquenta fases do jogo (na verdade 49), e os controles de Freddy Spaghetti são mega simples. Você utiliza os dois botões de ombro (L1/R1 no PS4, LB/RB no Xbox) aliados com o direcional, para movimentar Freddy. Segurar o botão faz surgir uma barra, que começa a encher e fará os passos de Freddy se tornarem um pulo e cobrirem uma distância maior.

E apesar da maioria das fases ter um objetivo simples (do ponto A ao B), algumas possuem certos obstáculos e outras exigem que o jogador seja rápido feito speedrunner para não ser pego pelos inimigos, seja a polícia, ou pessoas do futuro (onde tudo tem gosto de pasta de dente) que pretendem comer o Freddy…

Algumas etapas do jogo tem um toque de criatividade, outras são cretinas a ponto de serem injustamente difíceis (e nem estão perto das últimas) e ficou claro que o jogo não foi pensado para joypads. Correr da polícia em um dos estágios do futuro foi estressante o suficiente pra deixar metade do meu cabelo branco.

Ele é basicamente como o I Am Bread, mas sem os elementos de complexidade que o jogo supracitado possui, enquanto que no jogo da torrada, você tem obstáculos que interferem na pontuação final, muitos dos obstáculos de Freddy Spaghetti não permitem erros.

Visual nunca foi prioridade em Freddy Spaghetti

Freddy Spaghetti

Como boa parte dos jogos meme, visual não é o ponto forte do jogo, contando com cenários simples e modelos igualmente simplíssimos. E eu posso jurar que os assets da cidade são do mesmo grupo de assets de Hentai Vs. Evil. Apesar deles não serem os mais bonitos, servem pra contar o que o jogo quer contar.

A narração de Freddy Spaghetti é um dos pontos altos do jogo, porque ela realmente dá o tom “dramático” da história do jogo. E a trilha sonora do jogo, tenho certeza que ouvi algumas das músicas presentes em outros jogos, já que conta com algumas músicas royalty free. Mas ao menos não são músicas escolhidas aleatoriamente, mas escolhidas pra mostrar o que a fase quer contar.

Conclusão: Continuo não sendo fã de jogos meme

Se você é fã desses jogos meme, talvez queira dar uma olhada em Freddy Spaghetti, o jogo não é caro. Mas se não curte, provavelmente não irá curtir o jogo, mesmo ele sendo um pouquinho divertido.

A verdade é que eu não sou lá fã do estilo, e Freddy Spaghetti não mudou minha opinião. Ao menos (sendo completamente honesto), foi mais uma platina pra minha conta.

Freddy Spaghetti está disponível para PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series e Nintendo Switch.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela Ratalaika Games.

O post Freddy Spaghetti | I Am Bread do Macarrão apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/07/05/freddy-spaghetti-i-am-bread-do-macarrao/feed/ 0
Macbat 64 | Um indie com a cara do Nintendo 64 https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/10/06/macbat-64-um-indie-com-a-cara-do-nintendo-64/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/10/06/macbat-64-um-indie-com-a-cara-do-nintendo-64/#respond Tue, 06 Oct 2020 22:45:13 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=5577 Morceguinho saltitante Lançado em 2016 através do Steam Greenlight e portado para o Nintendo Switch em 2020 pela Diplodocus Games, Macbat 64 – Journey of a Nice Chap – foi produzido pelo desenvolvedor indie chamado Siactro (criador de Kiwi 64, do mesmo estilo), que nos trouxe uma grata e pequena surpresa que nos remete totalmente […]

O post Macbat 64 | Um indie com a cara do Nintendo 64 apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Morceguinho saltitante

Lançado em 2016 através do Steam Greenlight e portado para o Nintendo Switch em 2020 pela Diplodocus Games, Macbat 64 – Journey of a Nice Chap – foi produzido pelo desenvolvedor indie chamado Siactro (criador de Kiwi 64, do mesmo estilo), que nos trouxe uma grata e pequena surpresa que nos remete totalmente aos jogos do Nintendo 64.

LEIAM – Fly Punch Boom! | O Party Game de luta

Nos últimos anos, alguns esforços foram feitos para recriar a experiência de jogos desse console, como Yooka-Laylee e A Hat in Time, mas esses possuem um escopo maior e são focados na ideia de coletar itens, que ficou famosa pelos jogos da RARE no console da Nintendo.

Visual digno do N64

Macbat 64

Em Macbat 64, temos um foco maior em recriar os gráficos. Texturas embaçadas e formas bem poligonais dão o tom ao jogo, que no seu lançamento original, ainda possuía um aspecto 4:3, remetendo às TVs da época.

Apesar de se tratar de uma homenagem aos jogos de fases enormes e abertas da época, aqui temos um game que entende as limitações de ter sido produzido basicamente por uma pessoa só.

As fases são bem contidas, normalmente do tamanho de uma sala, e o jogador deve resolver puzzles simples até chegar a solução final, que permite ir para a próxima fase.

Jogabilidade simples

Macbat 64

O morceguinho Macbat, nosso protagonista, tem o poder de voar até determinada altura, então as plataformas nunca serão um problema. Também não há inimigos em 99% do jogo (tirando o chefe) e uma morte apenas traz o jogador instantaneamente para o ponto inicial.

Isso mostra que o foco aqui não é pular corretamente por plataformas ou sobreviver a ataques inimigos, mas sim resolver as pequenas situações dadas tem tela. Em algumas fases, Macbat precisa coletar certa quantidade de moedas, que são trocadas com um NPC por um item, que por sua vez será usado em outro lugar pra desbloquear alguma coisa no cenário.

Também é notável que mesmo após zerar a primeira parte do jogo, abrem-se novas fases, além da nova habilidade desbloqueável de poder voar infinitamente, podendo até ultrapassar as barreiras do cenário.

Isso inclusive é incentivado pelo jogo, que esconde segredos até atrás de elementos 2D bem no fundo do horizonte.

Tudo é visualmente bem explicado, com alguns personagens dando dicas com diálogos engraçadinhos, remanescentes dos jogos da RARE. Inclusive, o compositor de Banjo & Kazooie, Grant Kirkhope, dubla um macaquinho em uma das fases.

Com isso, caso não tenha ficado claro até agora, nós podemos ver de onde o dev tirou boa parte de suas inspirações.

Conclusão

Macbat 64 realmente parece um jogo do console homenageado em seu nome, só não podendo se passar por um jogo antigo pois em seu port atual para Switch (usado nesta análise), houve uma correção do aspecto de tela para 16:9.

Além disso, sua duração de no máximo duas horas — contando todos os coletáveis e fases bônus — impedem que ele fique lado a lado com jogos daquela época.

O game ainda conta com algumas homenagens a diversos jogos como: Banjo & Kazzooie, Donkey Kong 64, Kirby 64, Mario Kart, Sonic Adventure, Terranigma, Fatal Frame (!) e Metroid, sendo esse último uma forma de nos mostrar como poderia ter sido um game da série em 64-bits, caso a Nintendo tivesse produzido um.

Macbat 64 — Journey of a Nice Chap — é curto e barato, custando míseros R$ 4,49 na Steam e $1,99 no Nintendo Switch, contando ainda com tradução em português, sendo essa uma das três únicas línguas presentes no jogo, além de inglês e alemão.

Caso tenha sobrado um trocadinho do pão e queira uma diversão honestíssima por esse preço, dê uma moral para esse desenvolvedor, pois ele fez algo muito especial aqui, mesmo que seja bem curtinho.
—-

Este jogo foi analisado com uma cópia pessoal do jogo para Nintendo Switch.


Macbat 64

O post Macbat 64 | Um indie com a cara do Nintendo 64 apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/10/06/macbat-64-um-indie-com-a-cara-do-nintendo-64/feed/ 0
Dogurai | Indie brazuca bom pra cachorro https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/09/10/dogurai-indie-brazuca-bom-pra-cachorro/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/09/10/dogurai-indie-brazuca-bom-pra-cachorro/#respond Thu, 10 Sep 2020 09:00:58 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=4808 Se você me falasse algo sobre jogos brasileiros 30 anos atrás… Provavelmente eu não responderia nada porque em 1990 eu mal tinha dois anos de idade. Mas, se em meados dos anos 90, você me falasse algo sobre jogos brasileiros. Eu responderia que eram algo bem distante. E estaria um tanto errado porque na época […]

O post Dogurai | Indie brazuca bom pra cachorro apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Se você me falasse algo sobre jogos brasileiros 30 anos atrás… Provavelmente eu não responderia nada porque em 1990 eu mal tinha dois anos de idade. Mas, se em meados dos anos 90, você me falasse algo sobre jogos brasileiros.

Eu responderia que eram algo bem distante. E estaria um tanto errado porque na época tínhamos os jogos da TecToy para Master System e Mega Drive. Cuja qualidade era bastante questionável.

LEIAM – 5 Motivos para se Comprar um Mega Drive

Diabos, eu entro em posição fetal e clamo pela minha mãe toda vez que lembro de Sítio do Pica Pau Amarelo. Castelo Rá-Tim-Bum e Férias Frustradas do Pica-Pau também não me deixam mentir.

Hoje em dia as coisas estão diferentes, jogos brasileiros saem aos montes e nas mais variadas plataformas, e ainda que não tenham orçamento ou visuais de jogos AAA, não quer dizer que não possuem qualidades.

Claro, ainda vamos ter muitos jogos de qualidade duvidosa saindo, seja no PC (O finado Steam Greenlight deu luz a algumas das maiores aberrações já produzidas em solo tupiniquim), ou nos consoles.

O desenvolvimento de Dogurai se iniciou em 2014, como um dos jogos produzidos para a Game Boy Jam 3, lá no GameJolt.

O desenvolvimento do jogo continuou por até que em 2018, o jogo chegava ao Steam, e foi nessa época que tive o primeiro contato com o jogo, através da demo disponibilizada pela HungryBear para o Mystery Game Tournament, da Speedruns Brasil.

E agora, em março de 2020, o jogo chegou ao PlayStation 4 e ao Nintendo Switch, com o porte sendo produzido pela QuByte Games (99 Vidas, Vasara Collection).

Será que o jogo vale a pena o seu dinheirinho?

Furries da Justiça

Dogurai

Tá, Dogurai não é cheio de Furries que nem Fight’n Rage, mas eu decidi fazer a piada ali. Em um futuro não muito distante, a Microsoft-Google substituiu as Forças Armadas e a Polícia por robôs e máquinas, e seu líder, John Google decide DOMINAR O MUNDO, porque é isso que líderes de grandes corporações fazem. Só perguntar a Disney.

Enfim, Bones, um cão-samurai, decidiu ficar Pluto da vida e sair da aposentadoria, para impedir que John Google dominasse o mundo.

No momento, sinto que esse parágrafo sobre a história está curto demais. Mas bem, como o jogo é visualmente inspirado pelos jogos do Game Boy, tudo bem, relevemos.

ELE CORTA, PICA E FATIA

Dogurai

Pequena observação, eu queria colocar a frase “Fácil de controlar, difícil de dominar”, mas mudei de ideia.

Enfim, Dogurai é um side scroller 2D, e basicamente tudo o que você tem para atacar seus inimigos é a sua espada. Você possui um pulo duplo e um slide, mas é só isso.

Os controles são fáceis de se aprender e na metade do estágio de introdução, você vai ter aprendido tudo o que é necessário para terminar o jogo.

LEIAM – 112th Seed | A Semente da salvação

E é aí que a parte “difícil de dominar” entra em campo. As fases possuem uma curva de dificuldade crescente, e até aprender, você vai morrer em alguns obstáculos.

O design de alguns obstáculos das fases é um tanto questionável, mas no fim, é questão de insistência até chegar aos chefes.

As batalhas contra chefes não chegam a ser muito difíceis, assim como todo bom jogo de ação, basta você prestar atenção nos padrões de ataque e reagir de acordo com eles. Não é nada que com um pouco de paciência não dê pra passar.

O jogo ainda possui certa quantia de segredos a serem descobertos, para aumentar o fator replay, como os quatro disquetes escondidos (um deles nem tão escondido assim) que ajudam a resgatar seu velho amigo Rider. Se os disquetes não forem encontrados, Rider se torna um boss na última fase e precisamos eliminá-lo.

Ao conseguir o final bom, salvando Rider, ele se torna um personagem jogável, com suas shurikens (logo, ataque a longa distância), novamente, fator replay em ação.

Por fim, após as quatro fases iniciais, temos uma longa jornada que leva a típica Boss Rush, antes do confronto no espaço sideral.

Como no Game Boy, mas pode irritar

Dogurai

O jogo começou o desenvolvimento numa Jam de Game Boy, e segue essa estética. Os gráficos são bem definidos, mas na versão de consoles, possui duas resoluções.

A que mantém a proporção original da tela, com o restante sendo preenchido por uma borda. E uma versão esticada, que ainda mantém a proporção, mas eliminando as bordas e ocupando boa parte da tela,

A resolução original parece meio… Pequena, mesmo jogando numa tela de 43′. Isso fica mais como uma reclamação minha do que um defeito do jogo… “Ain, mas Sancini, porque especificamente uma tela de 43′?”

Calma, pessoa imaginária que inventei só pra alongar um pouquinho essa análise. Tela de 43′ é porque é o tamanho da minha TV. Eu queria comprar uma de 32′, mas meus pais me convenceram de que a de 43′ tava barata, então foi ela que comprei.

Onde eu estava? Ah sim.

O jogo possui uma paleta de cores dinâmica, alterando e se adequando dependendo da fase que estamos jogando. Ou você pode simplesmente escolher uma das paletas fixas e permanecer com ela do começo ao fim do jogo.

Isso é recomendado, porque alguns dos contrastes das paletas acabam deixando tudo muito claro e o posicionamento de inimigos pode ficar enganoso e irritar um pouco o jogador.

A trilha de Dogurai é uma caixinha de surpresas. Tem algumas melodias empolgantes, porém outras são desinteressantes, como por exemplo a musica do Menu (que é a mesma da seleção de fases.).

Jesus Cristo de Cascatinha, que música chata.

Veredito Final

Dogurai

Dogurai é um jogo curto, dá pra você terminar em duas horas, se você souber o que fazer.

Possui um bom fator replay, e para um jogo que custa 10 reais no PC (20 no PS4), certamente vale a pena para uma tarde de tédio. Tem algumas decisões de design questionáveis e algumas musicas não muito inspiradas, mas no geral é um jogo decente.

Dogurai está disponível para PC (via Steam e itch.io), Playstation 4 e Nintendo Switch.

Esta análise foi feita com base na versão de PS4.

Gostou do review? Então comenta ai e me segue lá no Twitter: @MrSancini

O post Dogurai | Indie brazuca bom pra cachorro apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/09/10/dogurai-indie-brazuca-bom-pra-cachorro/feed/ 0
Kyurinaga’s Revenge | Vegetais apodrecidos https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/02/14/kyurinagas-revenge-vegetais-apodrecidos/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/02/14/kyurinagas-revenge-vegetais-apodrecidos/#respond Thu, 14 Feb 2019 11:48:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/02/14/kyurinagas-revenge-vegetais-apodrecidos/ Há alguns dias, alertei aos leitores desse humilde site sobre os horrores de Yasai Ninja, de como ele eram os piores 10 reais que já gastei com um jogo desde a era do PS2, como ele era um pedaço de cocô, e de como você deveria ficar longe desse jogo, a uma distância mínima de […]

O post Kyurinaga’s Revenge | Vegetais apodrecidos apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>

Há alguns dias, alertei aos leitores
desse humilde site sobre os horrores de Yasai Ninja, de como ele eram
os piores 10 reais que já gastei com um jogo desde a era do PS2,
como ele era um pedaço de cocô, e de como você deveria ficar longe
desse jogo, a uma distância mínima de 100 metros com um pedaço de
pau e blá blá blá.

Pois bem, o Sancini serelepe e pimpão
foi fazer uma pesquisa sobre quem eram os responsáveis pelo jogo, e
encontrou o site deles, e descobriu que uma sequência de Yasai Ninja
havia sido feita. Aproveitando que eu tinha dinheiro sobrando na
conta, eu comprei Kyurinaga’s Revenge, e baixei… E joguei… E
antes da metade do jogo eu já estava sentindo saudades de Yasai
Ninja.
 
 
Kyurinaga’s Revenge começa no ponto em
que Yasai Ninja terminou, Kaoru Tamanegi (agora eles escreveram
Tamanegi corretamente) e Joe Broccoli derrotaram Kyurinaga, que foge,
jurando vingança. E a vingança começa com o ataque das forças de
Kyurinaga ao vilarejo onde os nossos heróis estavam. A partir daí,
Kaoru e Joe precisam ir atrás do vilão para dar fim aos seus planos
nefastos… De novo.
 
Imagine as fases de plataforma de Yasai
Ninja… Com 1-hit kills, e design bizonho. É assim que funciona
Kyurinaga’s Revenge, você tem que ir do ponto A ao ponto B,
resolvendo “puzzles” e se irritando cada vez mais com o pulo que
não chega lá, o inimigo que te interceptou no ar, ou qualquer outra
bobaginha que apareça ali. Você tem um botão de ataque, mas lutar
contra inimigos não vale a pena, porque é mais fácil passar por
cima deles. 90% ou mais dos inimigos dessa merda são evitáveis.
 
 
Existem duas fases (uma delas sendo a
última) que você deve fugir de um inimigo gigante (um deles é um
chefe que apareceu DUAS VEZES em Yasai Ninja), que se te tocar, é
morte certa, e com plataformas que caem e mecânicas que não
funcionam, é claro que vai ser mais estresse.
 
O jogo tem umas etapas que funcionam
numa espécie de quick time events, onde você tem que matar os
inimigos que aparecem, enquanto alterna entre os personagens. Não
são necessariamente difíceis, mas vão ficando longas e chatas,
culminando na penúltima etapa do jogo, onde eu quase dormi, mas
tinha que terminar aquela bosta, então resisti.
 
E temos boss battles, que até aprender
como elas funcionam, você vai gritar, espernear e xingar cada um dos
desenvolvedores, pra depois disso… Continuar a torrente de
xingamentos porque uma das boss battles é seguida de uma etapa de
Pedra, Papel e Tesoura (o popular jokenpô). Nesse momento, eu já
estava em posição fetal aqui na cama.
 
 
Graficamente, lembra alguns jogos do
Nintendo 64… Isso não é um elogio, a variedade de vegetais
inimigos diminuiu, e os cenários… São bleh. É mais variado que
Yasai Ninja, mas isso não quer dizer muito. E eu queria mesmo ter
algo a mais pra falar, mas eu apaguei da minha mente qualquer outra
coisa.
 
Sonoramente, igualmente bleh. Músicas
sem inspiração e até mesmo algumas royalty free que você acha na
internet, incluindo aquela que o pessoal do WhatCulture Wrestling usa
na introdução dos videos deles. EU NÃO ESTOU BRINCANDO. E os
efeitos sonoros são genéricos, não ajudando em nada.
 
Finalizando, sei que essa análise
parece ser mais curta que a do jogo anterior, mas acredite,
Kyurinaga’s Revenge É MUITO PIOR que Yasai Ninja, é estressante,
sem graça e ruim. Evite, se alguém te oferecer, corra. Nem de graça
vale. É nessas horas que me pergunto o que se passa na cabeça da
Sony, enquanto perseguem e censuram jogos com temática anime por
terem pele exposta, deixam passar um caminhão de jogos lixo,
incluindo jogos com assets roubados. Sob nenhuma circunstância,
jogue Kyurinaga’s Revenge.



Abaixo vocês podem conferir o trailer dessa bomba de legumes:

 

O post Kyurinaga’s Revenge | Vegetais apodrecidos apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/02/14/kyurinagas-revenge-vegetais-apodrecidos/feed/ 0