A essa altura do campeonato, o texto do meme de fim de ano com os jogos que jogamos/terminamos, pelo menos da minha parte já tá bem grandinho. A lista passa dos 200 facilmente. Com 4 meses pro fim de ano, pergunto-me se chegarei a 300 jogos terminados.

Oh, well, trabalhamos para isso.

E com tanto jogo saindo, tanto jogo sendo jogado, alguns jogos acabam passando batido pela gente se não fossem as oportunidades que algumas publishers nos dão. Um desses jogos foi Omno que saiu em Julho, mas só agora finalmente pude fazer a análise.

Será que ele vale a pena o seu tempo e dinheiro? Confira na nossa análise.

Uma jornada em busca do passado, para levar ao futuro

Você é um personagem que não tem um nome definido (o chamarei de Florêncio), que acordou um dia e decidiu que queria ir para a luz, o que quer que isso fosse. Então ele pegou seu pau, digo, cajado, seu bicho de estimação e começou uma peregrinação digna de Hermanoteu da Pentescopéia, filho de Oolonéia e irmão de Micalatéia…

MICALATÉIA?

Enfim, só que essa será uma longa jornada onde ele cruzará florestas, desertos, tundras e até mesmo os céus. Durante essa jornada, nosso amigo Florêncio encontrará uma multitude de criaturas que dependendo da situação, o ajudarão ou atrapalharão, e pistas de alguém que já fez a jornada e deixou seus registros.

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Essa ideia de jornada solitária me lembrou um pouco Journey, um jogo que é reverenciado por muitos, mas que honestamente eu achei bem chatinho. E isso me deixou com um pé atrás.

Felizmente nesse departamento, só há semelhança mesmo com Journey.

Evolua e avance no seu ritmo

Omno

Pode parecer contraditório, mas ao mesmo tempo que há muito o que se fazer em Omno, não há nada a fazer. Se você quiser, tudo o que precisa fazer é pegar as 3 esferas que abrem a passagem pra próxima etapa, e seguir assim até o final. Ou você pode encontrar os textos do peregrino anterior, preencher o catálogo das criaturas do mundo, fazer 100% da fase, nada vai lhe impedir disso.

O jogo ele funciona como um híbrido de platformer 3D com puzzle. Você tem um ambiente aberto para pegar as esferas na ordem que puder, e a princípio, não tem muito o que fazer em relação a controles, a não ser usar o radar que revela a direção das coisas principais da fase.

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Conforme se avança, outras habilidades são desbloqueadas, que dão uma variedade a jogabilidade, e deixam o seu playthrough mais gostosinho. E é claro, os puzzles começam a aparecer e posteriormente complicar, mas ainda assim, não será uma jogatina longa, e é possível terminar o jogo em cerca de três ou quatro horas.

Honestamente, pro tipo de jogo que Omno se propõe, é a duração ideal. Se durasse umas 2 ou 3 horas a mais, o jogo passaria a sensação de que tá se alongando desnecessariamente (tipo a dificuldade artificial do Ratchet & Clank de 2016, que a ideia de dificuldade é: “várias ondas de inimigos”).

O estilo de arte não é lá a minha praia

Omno

Graficamente o jogo não é ruim, mas a direção artística do jogo não me agrada… Ok, eu não gostei do design do Florêncio.

Satisfeitos?

Enfim, os cenários do jogo são lindos, e o jogo disfarça os loadings de maneira inteligente, como transição entre os temas.

A variedade de temas mostrados, com o deserto, a floresta, a neve e as criaturas presentes no jogo, sendo versões parecidas, mas não muito, com bichos de verdade, deixa o jogo com um toque familiar e estranho ao mesmo tempo.

Eu vou ser honesto, pra esse review aqui eu tive que entrar no YouTube pra ouvir a trilha do jogo por um motivo. Durante meu playthrough, eu basicamente estava sem áudio, já que meu headset (RIP) estava em seus dias finais e eu mal ouvia as músicas do jogo.

Dito isso, o jogo tem a trilha que se espera de um jogo relaxante, que combina bastante com a atmosfera do jogo, apesar dos temas serem bem similares.

Se Journey fosse legal, ele se chamaria Omno

Omno

Omno pode não ser uma experiência única, mas é uma excelente jornada solitária e tocante.

Dá pra ser terminado em uma tarde, mas é um daqueles jogos que você pode experimentar e jogar no seu ritmo. Não vai ser pra todos (em especial se você for um daqueles dude bro dos FPS), mas se a oportunidade surgir, jogue Omno.

O jogo está disponível para PlayStation 4, PC, Xbox One (disponível no Game Pass) e Nintendo Switch.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela Future Friends Games.

Author: Geovane Sancini

Geovane, mais conhecido como Sancini (ou Kyo, se você for velho o suficiente pra lembrar do nick antigo dele) é um escritor e speedrunner que joga videogames desde que se entende por gente.