Há alguns dias, alertei aos leitores
desse humilde site sobre os horrores de Yasai Ninja, de como ele eram
os piores 10 reais que já gastei com um jogo desde a era do PS2,
como ele era um pedaço de cocô, e de como você deveria ficar longe
desse jogo, a uma distância mínima de 100 metros com um pedaço de
pau e blá blá blá.


Pois bem, o Sancini serelepe e pimpão
foi fazer uma pesquisa sobre quem eram os responsáveis pelo jogo, e
encontrou o site deles, e descobriu que uma sequência de Yasai Ninja
havia sido feita. Aproveitando que eu tinha dinheiro sobrando na
conta, eu comprei Kyurinaga’s Revenge, e baixei… E joguei… E
antes da metade do jogo eu já estava sentindo saudades de Yasai
Ninja.


Kyurinaga’s Revenge começa no ponto em
que Yasai Ninja terminou, Kaoru Tamanegi (agora eles escreveram
Tamanegi corretamente) e Joe Broccoli derrotaram Kyurinaga, que foge,
jurando vingança. E a vingança começa com o ataque das forças de
Kyurinaga ao vilarejo onde os nossos heróis estavam. A partir daí,
Kaoru e Joe precisam ir atrás do vilão para dar fim aos seus planos
nefastos… De novo.

Imagine as fases de plataforma de Yasai
Ninja… Com 1-hit kills, e design bizonho. É assim que funciona
Kyurinaga’s Revenge, você tem que ir do ponto A ao ponto B,
resolvendo “puzzles” e se irritando cada vez mais com o pulo que
não chega lá, o inimigo que te interceptou no ar, ou qualquer outra
bobaginha que apareça ali. Você tem um botão de ataque, mas lutar
contra inimigos não vale a pena, porque é mais fácil passar por
cima deles. 90% ou mais dos inimigos dessa merda são evitáveis.


Existem duas fases (uma delas sendo a
última) que você deve fugir de um inimigo gigante (um deles é um
chefe que apareceu DUAS VEZES em Yasai Ninja), que se te tocar, é
morte certa, e com plataformas que caem e mecânicas que não
funcionam, é claro que vai ser mais estresse.

O jogo tem umas etapas que funcionam
numa espécie de quick time events, onde você tem que matar os
inimigos que aparecem, enquanto alterna entre os personagens. Não
são necessariamente difíceis, mas vão ficando longas e chatas,
culminando na penúltima etapa do jogo, onde eu quase dormi, mas
tinha que terminar aquela bosta, então resisti.

E temos boss battles, que até aprender
como elas funcionam, você vai gritar, espernear e xingar cada um dos
desenvolvedores, pra depois disso… Continuar a torrente de
xingamentos porque uma das boss battles é seguida de uma etapa de
Pedra, Papel e Tesoura (o popular jokenpô). Nesse momento, eu já
estava em posição fetal aqui na cama.


Graficamente, lembra alguns jogos do
Nintendo 64… Isso não é um elogio, a variedade de vegetais
inimigos diminuiu, e os cenários… São bleh. É mais variado que
Yasai Ninja, mas isso não quer dizer muito. E eu queria mesmo ter
algo a mais pra falar, mas eu apaguei da minha mente qualquer outra
coisa.

Sonoramente, igualmente bleh. Músicas
sem inspiração e até mesmo algumas royalty free que você acha na
internet, incluindo aquela que o pessoal do WhatCulture Wrestling usa
na introdução dos videos deles. EU NÃO ESTOU BRINCANDO. E os
efeitos sonoros são genéricos, não ajudando em nada.

Finalizando, sei que essa análise
parece ser mais curta que a do jogo anterior, mas acredite,
Kyurinaga’s Revenge É MUITO PIOR que Yasai Ninja, é estressante,
sem graça e ruim. Evite, se alguém te oferecer, corra. Nem de graça
vale. É nessas horas que me pergunto o que se passa na cabeça da
Sony, enquanto perseguem e censuram jogos com temática anime por
terem pele exposta, deixam passar um caminhão de jogos lixo,
incluindo jogos com assets roubados. Sob nenhuma circunstância,
jogue Kyurinaga’s Revenge.



Abaixo vocês podem conferir o trailer dessa bomba de legumes:



Author: Geovane Sancini

É escritor e SpeedRunner, sempre teve paixão pela leitura e escrita desde pequeno, assim como os videogames. Entre um livro e outro, ele sempre encontra tempo para bater seus recordes pessoais em algum jogo, na maioria das vezes falhando miseravelmente. Mas ele é brasileiro e não desiste nunca. Exceto em Doomsday Warrior. Doomsday Warrior ele desistiu.