Eu já devo ter dito nas análises de Kotodama e Metamorphosis, que não sou a pessoa mais esperta do mundo, no que se trata de puzzles de videogame. Descer por um tobogã de gilete numa piscina de álcool sem me ferir é mais fácil do que eu resolver um daqueles puzzles de Tomb Raider. Sim, sou burro a esse ponto.

Mas isso não quer dizer que eu não me divirta com jogos do gênero, eu só levo 16x o tempo que uma pessoa normal levaria pra concluir um puzzle. E se um jogo do gênero cair em minhas mãos, sempre vejo se consigo me divertir.

Nessa, de jogos aleatórios que eu descubro, eis que 112th Seed, jogo brasileiro da East Asia Soft chega a mim, e é claro, vamos ver se ele vale a pena o seu dinheiro.

A última esperança da humanidade

112th Seed

Devido a catástrofes, hecatombes e o topete do Donald Trump, o mundo está indo pro saco e boa parte da população foi pra algum lugar do espaço, pra quem sabe conseguir figuração em algum dos próximos filmes de Star Wars ou alguma série de Star Trek.

Mal sabem eles do fiasco que foi a nova trilogia, e o quanto menos falarmos de Star Trek Picard, melhor.

Enfim, na Terra, um grupo de cientistas faz testes com sementes para tentar salvar o planeta, mas cento e onze tentativas falharam. Mas como um dos cientistas provavelmente era Joseph Klimber e não desiste NUNCA, os cientistas depositaram suas esperanças na centésima décima segunda semente e entraram em casulos de criogenia, porque no melhor dos casos, o teste vai dar certo, e no pior dos casos, eles farão pontas em Wall-E 2. E cabe a você evitar que esses cientistas esperem por um filme que nunca virá.

Puzzle 101: Novato em casa

112th Seed

112th Seed é um híbrido de puzzle e platformer, com o objetivo de ir do ponto A ao casulo no ponto B, em seções de uma tela apenas. A estrutura do jogo consiste de apresentar um tipo de mecânica ao jogador em um ambiente safo e depois ir gradativamente aumentando a dificuldade, utilizando essa mecânica.

As mecânicas começam simples, mas vão ficando cada vez mais complexas a ponto de nos puzzles finais, misturarmos duas ou três mecânicas numa mesma tela.

Empurre blocos, puxe alavancas e transforme-se em outros tipos de semente para passar por certos obstáculos. A princípio parece esquisito, mas conforme se avança percebe-se o quão natural é.

Claro, não são puzzles especificamente difíceis, mas certamente exigem um pouco de pensamento fora da caixa para a resolução deles. E não é um jogo particularmente longo, a platina leva menos de uma hora (após terminar o trigésimo puzzle, a platina pipocará na sua tela), dependendo da habilidade do jogador, ele talvez leve umas duas horas pra terminar tudo.

Nada demais no departamento audiovisual

112th Seed

Eu queria ter uma piada engraçada pra descrever o audiovisual desse jogo, mas gastei todas as minhas piadas na hora de descrever o pequeno roteiro do jogo. Mas os gráficos de 112th Seed são competentes, feitos num estilo 8-bits que não desagrada.

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E os sprites são bem feitinhos e as animações de mudança da semente são bonitinhas. Pena que os cenários são repetitivos e nada marcantes. E a trilha sonora do jogo…

Bem, ela meio que é inexistente boa parte do tempo. Com exceção de uns ruídos e barulhos, o jogo não tem muita coisa na trilha sonora.

Veredito final

112th Seed

Não levem a mal, 112th Seed é um bom jogo e uma boa porta de entrada para iniciantes em jogos de puzzle. Porém, o preço cobrado na versão de PS4 (R$ 20,00) faz com que seja difícil a recomendação de compra desta versão em particular.

A análise foi curta, mas assim como o jogo, preferi florear pouco e ir direto ao ponto. É um bom jogo, mas quanto a versão de PS4, espere uma promoção.

112th Seed está disponível para Playstation 4, Xbox One e Nintendo Switch.

A análise foi feita com base na versão de PS4, com uma cópia cedida gentilmente pela East Asia Soft.

Author: Geovane Sancini

Geovane, mais conhecido como Sancini (ou Kyo, se você for velho o suficiente pra lembrar do nick antigo dele) é um escritor e speedrunner que joga videogames desde que se entende por gente.