Arquivos Android - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/android/ Um pouco de tudo na medida certa Sat, 05 Apr 2025 21:06:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Android - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/android/ 32 32 YOUR HOUSE | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/05/your-house-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/05/your-house-analise/#respond Sat, 05 Apr 2025 21:06:30 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19697 A chuva e o frio finalmente chegaram ao outono aqui no Rio de Janeiro. Sério, a previsão do tempo prometia chuva há umas duas semanas, todo santo dia… Chuva no fim de semana. É, agora chegou. Felizmente aqui onde moro, a chuva não veio acompanhado de coisas como “Falta de Internet” ou pior, “Falta de […]

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A chuva e o frio finalmente chegaram ao outono aqui no Rio de Janeiro. Sério, a previsão do tempo prometia chuva há umas duas semanas, todo santo dia… Chuva no fim de semana. É, agora chegou. Felizmente aqui onde moro, a chuva não veio acompanhado de coisas como “Falta de Internet” ou pior, “Falta de Energia”. Eu sinto a dor de quem vive em São Paulo nesses momentos em relação a coisas triviais como internet.

E a temporada de inverno de animes chegou ao final na semana passada, com isso, todos os animes que eu acompanhava chegaram ao final. Devo ter dito isso em um dos meus últimos textos, mas “I’m Living with an Otaku NEET Kunoichi?”, “Welcome to Japan, Ms. Elf” e “The Red Ranger becomes an Adventurer in Another World” terminaram. Fora isso, Dragon Ball Daima terminou há muito tempo. Claro, ainda tem coisas no meu backlog e coisas que estou acompanhando. Mas Daima acabou que reacendeu minha paixão por animes, então estou assistindo animes que a premissa acabam me interessando, ou palpites aleatórios que acabam me agradando, como “Kanchigai no Atelier Meister”, ou o próprio “NEET Kunoichi”. Devem estrear esse fim de semana, a adaptação de Witch Watch (que estou lendo semana a semana) e “My Hero Academia: Vigilantes”.

O que isso tem a ver com o jogo dessa semana? Absolutamente nada, eu só precisava entreter vocês como uma anedota até introduzir o jogo da semana. Eu faço isso há anos aqui no Arquivos do Woo, as vezes a anedota é relacionada, as vezes não. Mas enfim, acho que minhas experiências com jogos no estilo Escape Room puzzle foram bem poucas, a primeira foi lá atrás no DS com o clássico 999: 9 Hours, 9 Persons, 9 Doors, o primeiro jogo da trilogia Nonary Games. Só que na época eu era mais burro ainda do que sou hoje, então digamos que eu parei literalmente no primeiro puzzle. Muito tempo depois, tivemos dois jogos e uma demo que fizemos cobertura aqui no Arquivos do Woo, com Killer Frequency (que se a gente parar pra pensar, ele é um jogo de escape room disfarçado de pseudo jogo de terror), The House of DaVinci III (continuando a tradição do Sancini de começar séries por qualquer jogo que não seja o primeiro) e a demo de The House of Tesla, que deve sair em 2025. Neste momento, eu já estava menos burro, então é claro que nos mandaram outro jogo do gênero pra analisar.

E curiosamente, é o segundo jogo que eu recebo que tem a ver com o The Game Awards For the Games That Can’t Afford The Game Awards. O primeiro foi um belíssimo RPG pixel art que esteve entre os jogos sorteados, e infelizmente eu esqueci o nome do jogo, e o segundo jogo esteve no Sugoi Showcase, realizado pelos criadores do The Game Awards For the Games That Can’t Afford The Game Awards. E assim como 999, esse é um jogo que tá mais pro lado da Visual Novel, do que um jogo de exploração como o House of Da Vinci, confira nossa análise.


Descobrindo o passado, meu

Você está no papel de Debbie, uma adolescente rebelde, meu… Que tipo… Vive uma vida meio problemática, meu. Até que um dia, tipo, ela recebe um misterioso envelope que diz que ela herdou tipo uma casa, meu. E aí ela vai pra essa casa e passa a viver na casa, meu. Nessa casa, ela tipo vê algumas coisas estranhas e começa a investigar a casa que pode ter segredos da família dela, meu.

Você achou que o parágrafo anterior soou repetitivo? Sim, essa foi minha intenção, porque o jogo se passa nos anos 90, e o parágrafo anterior foi minha tentativa de imitar uma adolescente paulista dos anos 90. Se isso não faz sentido pra você, não se preocupe, não faz pra mim também, já que a história se passa nos EUA, mas eu comecei a piada, eu vou até o fim, não importando o quão imbecil ela pareça. Enfim, a narrativa do jogo é bastante interessante, sobre descoberta. Geralmente adolescentes acham que sabem de tudo, e precisam ter a liberdade pra errar, sofrer as consequências e aprender com esses erros, assim eles se tornarão adultos funcionais na sociedade. Talvez seja por isso que temos tanta gente merda online hoje, já que cresceram super protegidos sem a oportunidade de errar e aprender, com isso se tornaram adultos mimados.

Se eu estou tirando coisa demais de um jogo indie espanhol? Talvez. Mas se um jogo te faz pensar nessas coisas, é possível que algo tenha aí. E veja só, é uma coisa que concluí de algo sutil da narrativa. Não algo NA MINHA CARA. Essa é a diferença entre uma boa narrativa e uma narrativa preguiçosa. O jogo preguiçoso coloca a mensagem na sua cara, o jogo bem feito te faz chegar na mensagem sem você perceber. Uma pena que muita gente na indústria não saiba essa diferença.

A maior força e a maior fraqueza são a mesma coisa.

O ponto fraco do jogo é igualmente a força dele. Após finalizar o jogo, fazer os puzzles, não há motivo para retornar ao jogo, a não ser que você seja um speedrunner. Mas isso é meio inerente a jogos de narrativa linear e puzzles. Eu adoro rejogá-los, não me entenda mal, mas sei que o fator replay não é grande em jogos assim.

Agora vamos a jogabilidade, ele mistura a narrativa com a navegação do jogo, com o jogador precisando clicar no texto destacado para avançar na narrativa, e para navegar pela casa. Usualmente você encontrará itens a serem coletados em imagens que permitem avançar ou dão pistas do que fazer a seguir.

Os puzzles são simples, mas em uns pontos, eles podem ser meio obtusos, como o de abrir o cofre, já que a dica dos quadros era meio complicada de se compreender. Eu mesmo consegui resolver por sorte, mesmo com a dica adquirida nos quadros. Felizmente, para os menos pensantes, o jogo fornece algumas dicas, mas não deixa muito na cara, essas dicas só ajudam a ligar o seu motorzinho pra pensar.

Estilo gráfico interessante

O jogo tem gráficos interessantes, um estilo meio quadrinho antigo, é bonito. O clima do jogo passa muito uma certa nostalgia de algumas fotos ou imagens do começo dos anos 90, pra mim lembra bastante as ilustrações dos livros da série Vaga-Lume, o que pra mim é um positivo. E parte do jogo obviamentes são textos. A parte sonora do jogo é competente, o jogo possui áudio em inglês e espanhol, eu só escutei em inglês. Infelizmente o jogo não tem tradução em português, o que seria ideal pra esse tipo de jogo altamente focado em texto.

Recomendado pra fãs de Escape Room

Se você curte o gênero de Escape Room Puzzles, recomendo jogar YOUR HOUSE, é um jogo competente, apesar da falta de fator replay.

Nota: 8.0/10

YOUR HOUSE está disponível para PC, iOS e Android. Essa análise foi feita com uma chave do Steam fornecida pela Patrones & Escondites.

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Blow it Up | Deja Vu, I have seen this gameplay before https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/03/12/blow-it-up-deja-vu-i-have-seen-this-gameplay-before/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/03/12/blow-it-up-deja-vu-i-have-seen-this-gameplay-before/#respond Wed, 12 Mar 2025 18:51:10 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19522 Cara, já parou pra pensar que hoje em dia, Angry Birds pertence… A SEGA? Sim, a finlandesa Rovio, criadora do arrasa quarteirão de 2009 (nossa, estamos velhos, Jarvis) foi adquirida pela SEGA em 2023 e incorporada a divisão européia da mesma. No momento, a Rovio está trabalhando em Sonic Rumble, que deve sair esse ano […]

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Cara, já parou pra pensar que hoje em dia, Angry Birds pertence… A SEGA? Sim, a finlandesa Rovio, criadora do arrasa quarteirão de 2009 (nossa, estamos velhos, Jarvis) foi adquirida pela SEGA em 2023 e incorporada a divisão européia da mesma. No momento, a Rovio está trabalhando em Sonic Rumble, que deve sair esse ano para PC e celulares.

Se você manja um pouco mais do que o afegão médio do mundo dos games, deve saber que o próprio Angry Birds não é um jogo 100% original, já que a mecânica dele foi inspirada por um clássico dos jogos flash, Crush the Castle, saído no mesmo ano. Angry Birds trocou o sangue, catapulta e medievalismo de Crush the Castle, por comédia, estilingue, porcos e pássaros. O resto é história. Depois do sucesso nos iPhones, Angry Birds foi portado para inúmeros sistemas, oficial e não oficial, dentre as versões mais peculiares, russos fizeram uma versão para Mega Drive e Chineses fizeram uma para o Famicom. O jogo simplório da Rovio virou uma mania que gerou continuações, spin-offs, filmes e séries de TV. E ainda que não tenha o fôlego de 15 anos atrás, ainda é uma marca reconhecida.

Mas por quê mencionei o fato de Angry Birds ter copiado Crush the Castle para esse texto, sendo que o criador de Crush the Castle ficou bastante feliz com o sucesso de Angry Birds? (Sério, o criador de Crush the Castle é um dos sujeitos mais classudos ever, não só confessou que ele se inspirou em Castle Clout, outro jogo flash de 2008 para Crush the Castle, como pagou ao criador de Castle Clout para utilizar a mecânica do jogo). Bem, a questão é que jogos que copiam a mecânica de outros são algo que existe desde que o mundo é mundo, só lembrar dos clones de Pong, Space Invaders e Pac-Man surgidos entre 1979 e 1985, ou hoje em dia que os caras são mais cretinos e ao invés de copiar idéias e fazer sua versão do zero, alguns canalhas pegam os assets e copiam tudo na cara dura e lançam em plataformas como o Playstation, Switch e Xbox. Claro, que tem gente que copia fórmulas de sucesso da velha maneira, fazendo jogos inspirados por outros, e é disso que estamos falando (o assunto de roubo de assets e código pode dar assunto pra outro texto). Bem, inspirado por Angry Birds, Blow it Up chegou para PC, Playstation, Xbox, Switch e Android (eu acho) em fevereiro. Confira nossa análise.

Salvar o mundo dos Aliens

Uma invasão alienígena está a todo vapor — criaturas misteriosas e poderosas desceram sobre BOOMTOPIA, despojando-a de seus recursos naturais e reivindicando o domínio com superpoderes explosivos. Conforme seus amigos são capturados um por um, você se cansa. Com muita determinação, você se prepara para revidar. A aventura começa, mas, com caos por toda parte, você conseguirá sobreviver e resgatar todos os seus amigos?

Sim, é só uma desculpa esfarrapada pra uma história, mas acho surpreendente que exista uma para sustentar uma fórmula básica de jogo inspirado por Angry Birds. Mas ei, é melhor do que ter nada e eu ter que tirar uma desculpa esfarrapada em cinco ou dez minutos.

Você conhece a Fórmula

Se você já jogou ou viu algo sobre Angry Birds, certamente já sabe como jogar Blow it Up. O jogo apresenta um mundo em 3D no qual você navega para escolher as fases e pode encontrar itens escondidos nos cenários. E vou dizer, é bem mais agradável do que simplesmente um menu cretino, coisa que se esperaria de um clone.

Durante as fases, é simples, mire as bombas e exploda os inimigos, como em Angry Birds. E conforme se avança no jogo e se liberta amigos, novos tipos de bombas são disponibilizados, cada uma das sete com um efeito diferente. O jogo oferece um tutorial simples de como cada bomba funciona, então não há uma desculpa para não saber, a não ser que você não saiba ler.

A maior satisfação do jogo, é certamente utilizar uma bomba certeira para criar uma reação em cadeia. Michael Bay ficaria roxo de inveja de minhas habilidades em Blow it Up… Ou não, já que o cara tem dinheiro pra caralho e eu sobrevivo a base de ervilhas e vinagre. O fato é o jogo é divertido, relaxante e certamente… Exceto se você reiniciar diversas vezes pra aquela sequencia perfeita.

Cara, os efeitos são bonitos

Particularmente, eu não sou fã de gráficos em Voxel, mas eu vou admitir que eles caíram como uma luva para a proposta do jogo, com a física de explosões. Os cenários são charmosos, tanto as sessões em 3D com o personagem navegando pelo mapa, quanto as fases bidimensionais. Mas o que se destaca no jogo são os efeitos e física do jogo. É muito satisfatório simplesmente explodir coisas a torto e direito, a ponto de fazer inveja a Michael Bay. Nesse ponto de física, podemos dizer que esse jogo é melhor que Angry Birds, me trazendo lembranças de Boom Blox, jogo de física do Spielberg no Nintendo Wii.

A trilha sonora é… Aceitável. Nada a se escrever parágrafos de paixão, mas funciona para a proposta casual e cartunesca do jogo.

Eu recomendo

Blow it up não é um jogo original, mas ao contrário do jogo anterior da publisher que analisamos aqui (Monarchy) que era uma cópia de Kingdom com ícones e gráficos diferentes, Blow it Up surpreende com uma física melhor que a de sua inspiração e efeitos que chamam a atenção. Então sim, é um jogo que recomendamos, especialmente se você quer algo casual entre seus jogos de 100 horas.

Nota Final: 8,5/10

Blow It Up está disponível para PC via Steam, Xbox Series X|S, Xbox One, Playstation 5, Nintendo Switch, Android e iOS (Por alguma razão, press releases mencionam uma versão de PS4, mas na Playstation Store só está disponível para PS5) e essa análise foi feita com uma chave do Steam fornecida pela Brain Seal.

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Metroland | Um dos runners infinitos já feitos https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/22/metroland-um-dos-runners-infinitos-ja-feitos/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/22/metroland-um-dos-runners-infinitos-ja-feitos/#respond Tue, 22 Oct 2024 19:03:53 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18111 Se você tem um telefone celular, certamente em algum momento já experimentou algum desses jogos de corrida infinita, seja o horizontal Jetpack Joyride, ou verticais, como Sonic Dash. Um dos mais conceituados títulos do gênero, é o famoso Subway Surfers, lançado pela dinamarquesa KILOO, o título alcançou a impressionante marca de 2 bilhões de downloads. […]

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Se você tem um telefone celular, certamente em algum momento já experimentou algum desses jogos de corrida infinita, seja o horizontal Jetpack Joyride, ou verticais, como Sonic Dash. Um dos mais conceituados títulos do gênero, é o famoso Subway Surfers, lançado pela dinamarquesa KILOO, o título alcançou a impressionante marca de 2 bilhões de downloads. Em 2020, a manutenção de Subway Surfers fora passada para a SYBO Games, que havia co-desenvolvido o jogo com a KILOO.

Em 2022, a KILOO lançava o que se esperava ser um “runner infinito para a nova geração”, intitulado Metroland. Bom, não sei se o jogo foi bem sucedido financeiramente, pois em 2023, se a Wikipédia estiver correta, a KILOO demitiu todos os funcionários. E por incrível que pareça, os jogos da produtora não estão disponíveis no site oficial, com o mesmo sendo usado como um dos inúmeros sites de jogos online que você já deve ter ouvido falar.

Eu não saberia nada disso se a QUByte não tivesse anunciado um porte de Metroland para PC e consoles, que chegou ao mercado na última semana, pela módica quantia de 5 dólares (15 Reais no Steam, Switch e Xbox, 25 Reais no Playstation… Porque é lógico que os jogos no Playstation vão ser mais caros, eles sustentam a industria, de acordo com os fanboys com mais problemas mentais que DSTs contraídas pela A… Deixa pra lá.). Vamos a análise do jogo.

Como funciona

Logo de cara, assim que você boota o jogo, você é presenteado com uma tela lhe ordenando a correr, que é o tutorial do jogo. Sem vaselina, sem nada. E, só a título de comparação, o cenário me parece ter sido alterado em relação a versão mobile, que eu baixei a título de comparação. Fora isso, funciona como qualquer runner infinito que você deve ter jogado, mas substituindo os movimentos da touch screen pelos botões do direcional. Isso é meio que uma vantagem se você tem ojeriza a controles touch.

Você desvia de obstáculos, pula sobre eles, agacha pelo máximo de tempo possível. E como todo runner infinito, existe uma gama de power-up’s a serem coletados, que lhe dão coisas como velocidade extra (e resistência a pelo menos um hit), escudos, botas para pulo duplo, Jet Packs pra seções aéreas, magnetismo pra coletar moedas e por aí vamos. Todas as tropes de um jogo do gênero são utilizadas em Metroland, com a vantagem de não ter passes de temporada e ads a cada partida, já que todos os aspectos freemium monetizáveis foram removidos.

Ainda há alguns elementos no jogo em si, mas são elementos que não são intrinsecamente ligados ao modelo monetizável da versão mobile, você pode montar sua base, desbloquear personagens extras, comprar roupas a mais, melhorar a duração dos power-up’s com tokens adquiridos nas partidas. O jogo tem esse loop de gameplay pra manter o jogador voltando constantemente ao jogo, incluindo uma leaderboard global.

Esse loop simples também é um negativo, já que obviamente é o tipo de jogo que você joga entre um RPG enorme da Atlus e o próximo grande lançamento, ou aquele jogo que você joga pra descansar de outros jogos. Aqui no meu próprio caso, ele está entre minhas sessões de Unknown 9: Awakening e SINce Memories: Off the Starry Sky (spoilers dos meus próximos reviews).

Uma das coisas que não falei antes, então esse adendo vai parecer colocado as pressas, mas enfim… O jogo possui cenários que são desbloqueados conforme você vai jogando, não são fases diferentes, mas locais que aleatoriamente podem aparecer na jogatina após desbloquearmos.

Screenshot

 

A DESCULPA PARA JOGARMOS, VULGO, A PREMISSA:

Ah, meio que tem uma… Blá blá blá, futuro distópico, resistência versus opressores, então vou tirar do cu aqui algo em cinco minutos e essa será a nova história canônica de MetroLand, quer a QUByte aceite ou não (Spoilers: Isso é uma piada e não é pra ser levada a sério por ninguém com mais de dois neurônios fundamentais).

O terrível Doutor Cabelo bloqueou acesso das pessoas da República das Bananas a feira da fruta. Porém, frequentadores da feira da fruta descobriram que podem acessar a feira da fruta com o uso de guarda-chuvas.

Puto com isso, Doutor Cabelo instituiu prisão para aqueles que usassem guarda-chuvas para entrar na feira da fruta. E você, como parte de um grupo de frequentadores da feira da fruta que utilizavam guarda-chuvas, deve fugir dos agentes do Doutor Cabelo.

Pronto, história totalmente original e criada em cinco minutos, tirada do meu cu. E é a nova história canônica de MetroLand.

 

Marginalmente mais bonito que a versão de celulares

Os cenários de Metroland foram ligeiramente mudados com relação versão original… Ou talvez não tanto, mas a resolução maior e o maior campo de visão são uma boa vantagem em relação ao original.

Obviamente o jogo é um salto em relação ao Subway Surfers original, já que Subway Surfers é de 2012 e MetroLand apareceu em 2022, mas o visual é simples e limpo, ainda que genérico.

Será que um runner infinito tem espaço nos consoles?

No fim das contas, pesando todos os pontos, Metroland é só mais um dos runners infinitos, e não sei se esse gênero tem espaço nos consoles… Porém, considerando a grande quantidade de absoluto lixo lançada nos PCs e consoles, Metroland não é tão ruim quanto poderia ser. O preço baixo é convidativo, isso é um positivo. 5 dólares pra remover ads e uma resolução maior? Se você tem apreço por runners infinitos, por quê não? A todos os outros, é um dos runners já feitos na história, com a diferença de que foi criado pelos responsáveis por Subway Surfers, e publicado por uma publisher brasileira.

Nota final: 7/10

MetroLand está disponível para PC, Playstation 4 e 5, Xbox One e Series X|S, Nintendo Switch, iOS e Android. Esta análise foi feita uma cópia de PS4 cedida pela QUByte Interactive, e algumas horas da versão mobile pra efeitos de comparação.

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8BitDo NEOGEO Wireless Controller https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/09/16/8bitdo-neogeo-wireless-controller/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/09/16/8bitdo-neogeo-wireless-controller/#comments Sat, 16 Sep 2023 17:36:45 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=15173 No final dos anos 80, meados dos anos 90, período em que eu era somente jovem garotinho, eu sempre tive acesso a muito do que era possível no mundo dos games aqui no Brasil. Meu pai tinha uma boa condição financeira nesse período, o que me permitiu além de sempre frequentar fliperamas, ter ao mesmo […]

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No final dos anos 80, meados dos anos 90, período em que eu era somente jovem garotinho, eu sempre tive acesso a muito do que era possível no mundo dos games aqui no Brasil. Meu pai tinha uma boa condição financeira nesse período, o que me permitiu além de sempre frequentar fliperamas, ter ao mesmo tempo em casa um Phantom System, um Mega Drive e um Super Nintendo em casa.

Apenas um adendo aqui: Nessa época era até mais difícil do que hoje possuir um videogame em casa. Quem dirá mais de um. Os motivos específicos disso dariam um texto só sobre o tema, mas o importante aqui é entender que eu realmente era privilegiado nesse sentido.

Meu pai e minha avó incentivaram desde cedo minha integração com o videogame, e isso é algo que eu agradeço profundamente até hoje.

LEIAM – Últimas Aquisições do Vídeo Game com Cerveja

Apesar de obviamente estar em uma família integrada desde cedo ao mundo do entretenimento eletrônico e de possuirmos uma boa condição financeira, jamais passou pela minha cabeça possuir um Neo Geo. O Neo Geo era um artigo “premium do premium”. Proporcionalmente era mais caro do que o que é hoje um PlayStation 5.

Como não era plausível possuir um Neo Geo, e sendo eu um entusiasta de tudo relacionado a videogames (Ação Games e Super Game Power eram minhas bíblias), a forma que existia de eu jogar um Neo Geo era em uma locadora. Literalmente uma, pois somente uma locadora (que não era exclusivamente uma locadora) possuía o console e o disponibilizava para jogatinas por hora aqui na cidade.

Aquele controle gigantesco me encantava, fora os jogos que eram totalmente diferentes do que eu estava acostumado na biblioteca dos consoles que eu possuía em casa.

Neo Geo CD

Alguns anos depois essa mesma locadora disponibilizaria um fucking Neo Geo CD para a jogatina. Durou pouquíssimo tempo, pois a locadora parou de trabalhar com esse formato de negócio, mas foi o suficiente para me ensinar duas coisas: Que a paciência nem sempre é uma virtude (os load times do console eram ridículos de enormes) e que o controle do Neo Geo CD era uma obra prima.

Eu me apaixonei perdidamente pelo controle do Neo Geo CD. Era a junção perfeita da praticidade de um controle regular de videogame com o direcional que “emulava” a funcionalidade de um manche de máquinas de arcade, mas para ser usado somente com o dedão da mão esquerda.

Jamais achei que iria novamente jogar com esse controle de novo. Se o Neo Geo CD já me era inacessível  na época, imagine atualmente sendo um fucking item de colecionador.

Eis que nesse ano de 2023 a 8BitDo, reconhecida marca por seus controles de qualidade premium baseados em consoles do passado, anuncia o NEOGEO Wireless Controller, um produto licenciado pela própria SNK e que não somente seria inspirado pelo controle no Neo Geo CD, mas sim praticamente um “copia e cola” do original com algumas adições atualmente necessárias.

Como uma boa “vadia da 8BitDo” que sou, o comprei sem muita demora. Agora, após dar uma boa estudada sobre a concepção do controle em si e de tê-lo testado bastante, escrevo esse texto para passar minhas impressões sobre mais essa delícia da 8bitDo.

Apesar de esse tipo de conteúdo gritar por um vídeo e não por um texto, tentarei textualizar da melhor forma possível tudo o que tenho para dizer.

8BitDo NEOGEO Wireless Controller – Conteúdo da Caixa

 

Os produtos usados e mencionados a partir deste ponto do texto foram gentilmente cedidos para teste pelo meu bolso.

Conteúdo da Caixa

A caixa, tanto em design quanto em conteúdo e apresentação, segue o padrão dos outros produtos similares da marca. Tome como base a caixa do M30 da 8BitDo que a TecToy vende aqui no Brasil, inclusive, ele será meu ponto de comparação entre caixas quando necessário.

Na camada mais externa temos uma luva, de boa rigidez e qualidade, que possui a imagem e nome do controle, assim como algumas informações relevantes sobre ele. Na segunda camada do produto temos a caixa em si, totalmente branca, muito firme e de muito boa qualidade.

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Uma vez aberta a caixa, a primeira coisa ao qual temos acesso é o controle em si, que infelizmente não está protegido por um plástico firme e personalizado, como acontece com produtos como o M30 e o Pro 2. Isso não é algo que diminua a apresentação e a proteção do produto, mas eu gosto dessas “frescuras” extras durante um unboxing dos meus controles.

Removido o controle, encontramos um simplório manual que mostra como fazer a conexão do controle nos dispositivos possíveis, um dongle WiFi 2.4G, um Cabo OTG (USB – Tipo C) e um cabo para carregamento do controle.

Simples, completo e direto ao ponto.

Design e Compatibilidades

No que cerne a aparência do NEOGEO Wireless Controller da 8BitDo, ele é um irmão mais velho do original “cuspido e escarrado”. Isso só foi possível graças ao licenciamento junto a SNK para a criação do produto.

E vamos ser honestos: a existência do controle só faz sentido graças a isso.

8BitDo NEOGEO Wireless Controller

Infelizmente não possuo um controle original do Neo Geo CD para fazer as devidas comparações, mas por coleta e comparação de dados, o controle da 8BitDo tem basicamente o mesmo tamanho e peso de seu “irmão mais velho”. A posição dos botões frontais principais, bem como tamanho e cores, são exatamente as mesmas.

Seu direcional, que pessoalmente é o grande diferencial do controle original e o que me fez ficar completamente apaixonado por ele, está aqui presente não somente em visual, mas em funcionalidade.

A 8BitDo reconstruiu todo o mecanismo do original da maneira mais fiel e respeitosa o possível, obtendo um resultado surpreendente. Mais detalhes específicos sobre o direcional em si serão tratados ao longo do texto.

Um controle somente com quatro botões de jogo seria um limitante muito grande para seu uso atualmente, mesmo considerando seu foco principal de games a serem jogados. Pensando nisso a 8BitDo adicionou ao design original dois botões extras frontais que não servem para a jogatina, mas sim para acesso a menus específicos do sistema e software onde está atuando, e dois botões superiores L e R.

No topo do controle ainda há um botão de pareamento quando usado como Bluetooth e uma chave seletora de meios de conexão, sendo possível escolher entre conexão Bluetooth ou WiFi 2.4G.

Se tratando de comparativos de design, há diferenças de informação na parte frontal entre ambos os controles. A mais estranha a meu ver foi a grafia das informações de “select” e “start”. Para essas informações resolveram aplicar o padrão tradicional da 8BitDo de grafia e não emular o controle original. Particularmente preferiria que tivessem emulado o original.

Parte de trás da luva da caixa do 8BitDo NEOGEO Wireless Controller

Com relação a compatibilidade de sistemas, temos aqui uma pequena decepção para muita gente que estava ansiosa pelo lançamento do controle.

O NEOGEO Wireless Controller, no momento em que escrevo esse texto, possui compatibilidade nativa somente com sistemas Android (via Bluetooth), com Windows e Neo Geo Mini (via dongle e cabo OTG, respectivamente).

Não é possível nativamente conectá-lo a um Nintendo Switch via Bluetooth e nem ao Neo Geo CD de alguma forma (o que é um verdadeiro pecado).

Sua não compatibilidade com o Neo Geo CD deixou muita gente fula da vida, mesmo que a 8BitDo nunca tenha anunciado tal possibilidade. Pessoalmente falando, foi uma bela oportunidade perdida.

O controle é compatível com os softwares 8BitDo Firmware Updater e 8BitDo Ultimate Software. Ambos são softwares da própria 8BitDo e, resumidamente explicando, enquanto o primeiro permite a atualização do firmware do produto o segundo permite uma série de calibragens e remapeamentos de funções do produto.

Detalhes Técnicos Específicos e Informações Extras

Obviamente não abri o controle para futricar nos componentes internos por motivos de “cagaço de fazer merda” (isso deixaria o patrocinador desse controle muito furioso), assim sendo, deixarei aqui um link com informações mais técnicas do NEOGEO Wireless Controller da própria 8BitDo. Para acessá-lo basta CLICAR AQUI.

A priori, o controle é composto de uma placa principal em que a ela estão ligados a bateria com capacidade de 300mAh e a base mecânica do direcional. Todos os botões do controle funcionam à base de membranas de borracha de alta qualidade.

Roga a lenda que a bateria dura algo em torno de 30 horas de gameplay. Joguei bastante usando o controle e não precisei carregá-lo por conta de fim da bateria, ou seja, dura bastante mesmo (o que já é comum nos controles da marca).

LEIAM – Horizon Chase 2 | Uma explosão de nostalgia e diversão sobre rodas

Como o controle não possui função Rumble, por certo isso ajuda a bateria dele, que é relativamente pequena, a durar por um tempo maior que o costumeiro nessa categoria de produto.

Além da versão clássica do controle, foram lançadas quatro versões especiais do mesmo, baseadas no jogo The King of Fighters ’97. Essas versões possuem na parte frontal à esquerda um personagem do jogo (arte do próprio jogo mesmo) ligado a logo de The King of Fighters ’97 que fica do lado direito por algum elemento temático do personagem em questão.

São quatro modelos especiais: Mai Shiranui, Iori Iagami, Kyo Kusanagi e Terry Bogard. Essas versões especiais são limitadas e um pouco mais caras do que a versão padrão do controle.

Aproveito o espaço para reclamar da falta de uma versão com Ryo Sakazaki. Um verdadeiro absurdo!

Edições Especiais 8BidDo NEOGEO Wireless Controller

Compatibilidade Extra

Após o lançamento do controle, dadas atualizações de firmware, é possível conectar o NEOGEO Wireless Controller ao Nintendo Switch (o que aprecio MUITO), entretanto nem tudo são flores por aqui.

Apesar de ser sim possível conectá-lo ao Switch, não é possível pareá-lo ao console da Nintendo nativamente via Bluetooth. Para fazer uso do controle no Switch é necessário um outro fucking adaptador da própria 8BitDo, o USB Wireless Adapter 2.

Desde que controle e o adaptador USB estejam atualizados (e é necessário no momento atualizar ambos com uma versão beta mais recente do firmware), é possível fazer a conexão entre Switch e o controle (e ainda assim é necessário ativar uma opção no console que usualmente vem desativada por default).

Por sorte, no ato da compra do controle fiz também o pedido do USB Wireless Adapter 2, então pude testar isso e comprovar o funcionamento, mas é inegável que é uma dor de cabeça e um gasto extra. Gasto esse considerável, pois o adaptador é caro.

Roga a lenda que é possível parear o NEOGEO Wireless Controller, desde que atualizado conforme o mencionado acima, com consoles antigos usando adaptadores similares ao USB Wireless Adapter 2 específicos para o dito cujo console.

Fiz o pedido de um adaptador para o Mega Drive, mas infelizmente ele ainda não chegou (pelo menos não foi tarifado), então não pude testar isso ainda. Dado o design de botões do controle tenho interesse em jogar meus Mega Drive e Super Nintendo com ele, então por certo terei os adaptadores para ambos os consoles para testes futuros.

Adendo: 8BitDo USB Wireless Adapter 2

É um adaptador USB que permite o pareamento de diversos controles que operem com tecnologia Bluetooth a parearem com dispositivos que originalmente são inacessíveis. Por exemplo, é possível parear no PC ou Nintendo Switch praticamente todo tipo de controle Bluetooth que se desejar, incluindo controles das famílias Xbox e Playstation.

Existem adaptadores da 8BitDo para consoles Old School que fazem exatamente o mesmo serviço, mas possuem obviamente entradas no padrão do console em questão.

NEOGEO Wireless Controller
8BitDo USB Wireless Adapter 2

O direcional dos Sonhos

Tenho ciência de que muita gente não curte o direcional do controle do Neo Geo CD, ou seja, o subtítulo desse segmento é totalmente parcial. Em minha defesa, o texto é meu.

De acordo com a 8BitDo foram três anos de pesquisa e desenvolvimento para chegarem ao mecanismo do direcional atual, que tenta emular com a maior perfeição possível a sensação de se jogar no controle original de Neo Geo CD.

Apesar de parecer somente mais um analógico, o direcional desse controle passa longe disso. Na verdade, ele se assemelha muito mais com um manche mecânico de um Arcade Stick com restritor quadrado do que com um analógico.

De maneira bem resumida, o direcional possui 4 microswitches que são os responsáveis pela ativação dos sensores de movimento. O direcional move o microswitch que toca no receptor e ativa o movimento para o lado correspondente.

Existem quatro microswitches e quatro sensores presentes: Superior, inferior, esquerda e direita. Quando o jogador move o direcional para cima, o microswitch toca no receptor e o movimento “para cima” é ativado no jogo.

O movimento de diagonal ocorre quando dois receptores são ativados ao mesmo tempo, por exemplo, cima e esquerda.

Ou seja, não temos aqui um analógico que permite movimentos precisos em 360 graus, mas sim um stick com oito direções possíveis. E sim, isso é muito importante para a jogatina, pois são propostas totalmente diferentes. O analógico é voltado para uma jogatina tridimensional enquanto o direcional do NEOGEO Wireless Controller é voltado para jogatina 2D.

Os famosos “clickes” do direcional do controle do Neo Geo CD são produzidos justamente pela ativação e desativação dos microswitches e isso se mantém intacto no controle da 8BitDo. É o som mais delicioso do universo.

A questão do restritor quadrado que apontei mais acima é um pouco mais específica e eu acho que não vale muito a pena entrar nas minúcias disso nesse texto. Em resumo, o direcional possui pontos de referência mecânica de onde ele está somente nas diagonais, ou seja, a referência no toque que o direcional dá para o jogador de para onde “está apontando” é somente nos cantos. A movimentação do direcional não é circular, mas um quadrado.

 

Isso faz com que seja necessária adaptação do jogador para se acostumar com o como o direcional funciona e comece aproveitar das vantagens que o método trás, em especial em jogos de luta.

Para quem está mais por dentro do universo dos Fighting Games com certeza está familiarizado com essas questões.

Não é nada que inviabilize que uma pessoa pegue o controle e saia jogando seus jogos de plataforma ou briga de rua bidimensionais, mas pode rolar aquele “desconforto com o desconhecido” em um primeiro momento.

Particularmente falando, o motivo único de que eu precisava para comprar o NEOGEO Wireless Controller era que o direcional mantivesse suas características do controle original. Todo o resto, apesar de muito charmoso e respeitoso para com o original, me era absolutamente opcional.

Qualidade de Construção e Feedback de Uso

Como todo produto da 8BitDo, tudo na construção do controle se utiliza de materiais de qualidade premium. É um controle que tende a ser durável. Não é possível garantir que o direcional não vá apresentar no futuro algum problema específico de sua construção única (donos de Switch entendem bem o que eu estou falando), mas considerando a similaridade da construção do mecanismo do direcional para com um manche de Arcade Stick mecânico, creio (e espero) que não haverá problemas futuros.

A sensação de toque nos botões é firme e precisa e o controle não possui nenhum delay perceptível, seja no uso via Wifi 2.4G, seja no uso via Bluetooth (com ou sem os já mencionados adaptadores USB).

Se tratando de um produto da marca, não espero nunca problemas de uso e de baixa qualidade de construção e é exatamente isso o que encontramos no NEOGEO Wireless Controller.

Testes de Uso

Testei o controle nas plataformas Android, PC e Switch (com o uso do USB Wireless Adapter 2). Não possuo um Neo Geo Mini para realizar testes nessa plataforma por motivos de “meu bolso infelizmente tem limite”.

Android

Como não possuo nenhum box multijogos (populares atualmente e que usualmente possuem como S.O. o Android), o único local em que eu podia parear o controle para esse teste foi no celular mesmo. A versão do Android para que o controle funcione deve ser 9 ou superior.

Jogo muito pouco em celular e usualmente jogo emuladores. Isso dito, e sem nenhuma surpresa, nos jogos nativos para celular que possuo instalado o controle foi absolutamente inútil, pois eles demandam jogatina via touch na tela.

Em emuladores tudo rolou perfeitamente. Foi só configurar e mapear adequadamente os emuladores. Como o controle não vem com um suporte físico para celular, não me vejo usando-o para jogatinas nesse sistema (o M30 da Tec Toy serve pra isso), mas na eventualidade de um suporte de celular genérico ser encontrado que caiba o NEOGEO Wireless Controller, ele é sim uma boa opção.

Windows

Adquiri esse controle basicamente para jogar no PC, Switch, Mega Drive e Super Nintendo (esses últimos, com os devidos adaptadores), assim sendo, os testes no Windows me eram deveras importantes e relevantes.

Para a conexão acontecer, desde que a versão do Windows seja 10 ou superior, basta inserir o dongle que vem com o controle em uma entrada USB do computador, ligar a chave no controle para 2.4G e pressionar o botão Start para ligá-lo. A conexão acontecerá automática e imediatamente. O controle é reconhecido pelo Windows como um dispositivo de jogo USB.

NEOGEO Wireless Controller
Configuração de controladores de jogos no Windows 11

Para meus primeiros testes fui direto para a Steam, plataforma em que tenho pouquíssimos jogos (estou tentando adentrar mais nesse meio somente por agora). Para piorar, dentre os jogos que possuo, boa parte deles além de não suportarem controles, são tridimensionais, ou seja, o NEOGEO Wireless Controller não é sequer uma opção válida para jogá-los.

Na Steam inicialmente testei Castle Crashers e Double Dragon Neon. Ambos os jogos não podem ser jogados plenamente no NEOGEO Wireless Controller por necessitarem de mais botões do que o controle oferece. Mas já deu para ter a clara noção de que o controle funcionava sem problemas na plataforma.

Tendo isso em mente, fui correndo comprar a versão de Steam de The King of Fighters XIII (também conhecido como o melhor KoF, menos para as viúvas de KoF dos anos 90), porque esse controle grita para uma jogatina de The King of Fighters. Tenho de me adaptar ao direcional novamente, mas foi sensacional.

Vale ressaltar que dependendo do jogo ele só pode ser jogado ou no d-pad de um controle, ou no analógico. Para essas situações é possível no controle mudar a função do direcional, ou seja, ele pode “assumir” a função de d-pad ou de um analógico (direito ou esquerdo), o que elimina esse potencial problema para se jogar alguns jogos com essa particularidade.

Uma vez que se defina se o direcional estará atuando como um d-pad ou um analógico, isso fica salvo no controle, ou seja, mesmo quando desliga-lo a definição se manterá.

Com relação ao uso do NEOGEO Wireless Controller em emuladores no ambiente Windows não há nada de muito novo aqui. O lance é abrir o emulador, configurar suas opções de controle e correr para o abraço.

Teste aqui alguns jogos dos emuladores MAME (para arcades), Visual Boy Advance (para Game Boy Advance), Fusion (para Master System), Mesen (para Nintendo 8bits) e Nebula (para Neo Geo, CPS1, CPS2 e alguns jogos da Konami).

Como o esperado tudo funcionou muito bem. No MAME, inclusive, mapeei os direcionais como d-pad e analógico esquerdo, para testar se algum problema aconteceria. Deu tudo certo.

Para finalizar os testes em ambiente Windows, aproveitei para instalar novamente (depois de anos) a maravilha da Bombergames chamada de Streets of Rage Remake, agora em sua versão mais atual. O jogo reconheceu o controle imediatamente e foi só mapear os botões a meu gosto.

Minha avó vai pirar o cabeção, pois ela adora SoR Remake e agora poderemos jogar novamente. E sim, uma senhora de 85 anos de idade que tem como diversão descer a mão em vagabundo digital.

Tenho de contar a história da minha avó para com videogames algum dia desses. É sensacional.

NEOGEO Wireless Controller
Reprodução: Arte não oficial de Streets of Rage Remake

Nintendo Switch

Como o informado anteriormente, para parear via Bluetooth o NEOGEO Wireless Controller ao Nintendo Switch é necessário o USB Wireless Adapter 2, nas condições de atualização de firmware já mencionadas no texto.

O processo faz o console reconhecer o controle como se fosse um Pro Controller (controle oficial do Switch) conectado via cabo. Para que o console aceite isso é necessário ligar a opção devida que, por default, vem desligada no Switch.

Esse processo todo, que não nego parecer uma gambiarra, é totalmente funcional. O adaptador é excelente e o delay entre a ação executada no controle e a ação que isso resulta em tela é inexistente.

Como toda conexão entre um controle não oficial de um sistema e o sistema em si, é possível que os botões não estejam 100% mapeados a contento. Felizmente é possível criar perfis de mapeamentos de botão para todo o sistema no Switch e somente aplicá-los a bem prazer. Dessa forma não é necessário mapear jogo por jogo (essa função me foi útil nos testes realizados).

Testei dois jogos aqui: Streets of Rage 4 e Ultra Street Fighter 2: The Final Challengers.

Em Streets of Rage 4 não foi necessário nenhum tipo de alteração de mapeamento de botões. Como se trata de um jogo em que se joga usando de três a seis botões, o layout do NEOGEO Wireless Controller caiu como uma luva.

O joguei de “cabo a rabo” e como estou acostumado a jogar jogos desse gênero com todo o tipo de controle do universo, não houve sequer necessidade de alguma adaptação ao direcional do controle. E foi o melhor gameplay que já fiz desse jogo só pelo fato de jogá-lo enquanto o controle ecoavam os “clicks” do direcional em meu escritório.

A jogatina com Ultra Street Fighter 2: The Final Challengers demandou um mapeamento de botões. Preferi criar um perfil de mapeamento no Switch somente para jogos de luta usando o controle em questão, assim não precisaria ficar mapeando no próprio jogo sempre que eu fosse jogar com um controle diferente.

Achei que me embananaria com o direcional nesse jogo, mas como se trata de um fighting game mais lento e cadenciado, não houve nenhum momento de desconforto também. Ao contrário, achei bem melhor jogar Street Fighter 2 no direcional do NEOGEO Wireless Controller do que no controle em que eu usualmente jogo esse gênero no Switch, o M30 Tec Toy (que eu particularmente acho um dos melhores controles, se não o melhor, para jogos de luta no d-pad).

Ter jogado um jogo de luta usando o adaptador no Switch foi ótimo para sacramentar o não delay do controle nesse pareamento.

A experiência de jogar esse Street Fighter com o NEOGEO Wireless Controller só não foi perfeita porque Street Fighter é um jogo de luta que usa seis botões e dado o design do controle temos somente quatro botões frontais. O mapeamento para jogar esse jogo foi basicamente o mesmo que para jogar Street Fighter 2 no Super Nintendo, em que o chute forte fica no botão R e o soco forte fica no botão L.

Sendo uma “boa cria” de Street Fighter 2 do SNES, estou bem acostumado com esse mapeamento. Como Street Fighter 2 não é um jogo que demande muito combo na velocidade da luz (é um jogo de luta muito mais baseado em footsies), não senti desconforto nenhum, mas é inegável o quão é melhor jogar qualquer jogo de luta de seis botões com um controle d-pad que tenha seis botões frontais, assim como é o próprio M30.

Sei que a possibilidade disso é nula, mas sonho desde já com um controle que possua o direcional do NEOGEO Wireless Controller, com o design geral de construção e de botões do M30. Seria “gozante”.

NEOGEO Wireless Controller
Reprodução: Capcom – Arte oficial de Ultra Street Fighter 2: The Final Challengers

Conclusão

O NEOGEO Wireless Controller da 8BitDo é tudo o que eu esperava considerando a usabilidade do produto. Ele conseguiu verdadeiramente trazer a sensação de se jogar com o controle original do Neo Geo CD, em especial graças ao trabalho incrível de reconstrução do icônico direcional.

Eu recomendo fortemente para quem possa experimentar esse direcional, de mente aberta, que o teste.

Infelizmente acho que a 8BitDo pisou na bola no que cerne a sistemas em que esse controle pode nativamente se conectar. Somente Windows, Android e Neo Geo Mini me parece muito restritivo.

Meu foco é usar esse controle para jogar no PC, no Switch, no Mega Drive e no Super Nintendo. Desses quatro sistemas, somente poderei jogar em três deles usando adaptadores da própria marca (até onde eu sei), vendidos à parte, e que possuem valores bem salgados (em especial comparando o valor desses adaptadores com o do controle em si).

No Mega Drive e no Super Nintendo é compreensível, tem de ter adaptadores para esses dinossauros mesmo, mas não ter conexão via Bluetooth nativa para o Switch me é uma escolha mais do que incompreensível, é indefensável mesmo.

Ah, mas você pode jogar Mega Drive e Super Nintendo no próprio PC, ou no celular, usando emuladores. É só querer”. Para quem me fala isso (e eu ouço demais coisas similares a essa por gostar de jogar nos consoles antigos), eu digo que você poderia ir chupar uma rol#. É só querer. Eu não quero jogá-los no emulador, quero jogar no hardware original.

— Update de Texto —

A 8BitDo atualizou as páginas principais de seus Retro Receivers de Mega Drive e Super Nintendo informando que o NEOGEO Wireless Controller NÃO é compatível com ambos. A não ser que role algum update de firmware futuro, aparentemente terei de jogar SNES e Mega Drive usando o dito cujo controle somente via emulação mesmo. Lascaram a rol# em mim!

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Ah, os tempos de otaku no meio dos anos 2000… Era uma coisa totalmente diferente de hoje em dia, especialmente porque o que as editoras cobram por um volume de mangá HOJE, você comprava uma coleção inteira em 2007. Talvez eu esteja exagerando na minha comparação, mas é fato que mangá tá caro pra burro. Mas enfim, se você era otaku por aquela época, sabia que existia meio que uma trindade de Shonens que dominavam pelo menos parte dos eventos. Naruto, One Piece e Bleach.

Claro, que num terreno sem licenciamentos e com os fansubs proliferando, não eram os únicos, já que você tinha de tudo lá, se procurasse bem. Mas era bem fato que das “novidades”, Naruto, One Piece e Bleach dominavam. Francamente, eu era mais um Naruto Guy na época, mas cheguei a ler Bleach por um tempo (quando o mangá começou a sair no Brasil) e acompanhei até o final da saga da Soul Society (A melhor saga de acordo com a galera que continuou, eu parei por preguiça).

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A história de jogos de Bleach é meio estranha, porque ao contrário do que usualmente acontece, que é a Bancai Namdo (se você pegou a referência, pegou) licenciar as marcas de animes da Jump e lançar jogos meia boca. Só que com exceção dos crossovers, Bleach ficou dividido, já que os jogos que saíram em plataformas Nintendo, foram publicados pela SEGA (e a maioria feito pela Treasure, incluindo o excelente Bleach: Dark Souls), enquanto que a Sony publicou os jogos que saíram nas plataformas dela (como a série Heat the Soul, do PSP).

Só que enquanto que a SEGA trouxe pro ocidente a maioria dos jogos de Bleach que ela publicou, o único que a Sony trouxe pro ocidente foi o Soul Ressurreción do PS3, que era na pegada de Dynasty Warriors. Em 2015, a KLab lançou no Japão, para celulares, Bleach: Brave Souls, que teve seu lançamento ocidental no ano seguinte. E em 2020, o jogo chegava aos computadores.

No ano seguinte, a publisher anunciava que o jogo chegaria ao PS4… Fato que só aconteceu um ano depois, e na metade de março desse ano, Bleach: Brave Souls chegava a PSN em todas as regiões. E essa é a razão pela qual alguns textos nesse site demoraram. Eu acabei ficando um pouco viciado no jogo.

Reprodução: KLab Games

Reviva as principais sagas de Bleach e muito mais

Uma das coisas que eu gosto em jogos de anime (desde que a jogabilidade não seja um desastre), é que muitos deles permitem que você reviva os principais trechos do anime, sem precisar ler centenas de capítulos ou ver centenas de episódios. Claro, não vai substituir o anime, mas é ótimo pra deixar você atualizado na saga mais recente do anime, como o Naruto Shippuden Ultimate Ninja Storm 3, que tinha um bom conteúdo pra quem queria ficar em dia com o mangá (porque o cara da Cyberconnect 2 era um Narutard tão ferrenho que o jogo PASSOU o anime em um determinado momento, contando com trechos do mangá).

Bleach faz o mesmo, contando com versões resumidas de diversas sagas do mangá, mas não ficando somente nisso. Você tem acesso a sagas de fillers, filmes e até mesmo eventos como o das novels de Bleach (The Spirits are Always with You) e de Burn the Witch, a nova obra de Kubo, que basicamente retrata a versão ocidental da Soul Society na sua luta contra Dragões.

Além disso, eventos especiais dos últimos seis anos que o jogo está no ar, estão disponíveis, então conteúdo relacionado a Bleach é o que não falta.

Reprodução: KLab Games

Como todo Gacha, é simples e depende um pouco da sorte

Para quem começou a jogar Brave Souls no PlayStation 4, a KLab deu conteúdo o suficiente pra montar uma boa equipe, mas o básico do jogo é bem simples.

As sagas do jogo são divididas em fases, como em beat’em up’s EXTREMAMENTE simples em termos de comando. Você tem um ataque comum, e dependendo da quantidade de estrelas do personagem (2, 3 ou 4+ estrelas), ele terá golpes mais fortes que possuem um período de recarga. Personagens de 3 ou mais estrelas possuem ataques especiais que causam um dano massivo, mas só podem ser usados uma vez, a não ser que Soul Bombs (Certos itens roxos) sejam coletados.

E como todo gacha, existe toda uma estrutura de fortalecimento dos personagens, com o uso de itens coletados em missão, cristais de experiência que podem aumentar seu nível e ainda que a princípio, no começo, quando você está com poucos personagens, seja algo quase irrelevante, quando se tem múltiplos personagens de 5 e 6 estrelas, ter itens pra fortalecer seus personagens vai ser essencial.

Esses itens são dropados por inimigos, mas existem missões de treino específicas para tal, assim como para experiência. Além das missões normais, existem as sub-stories, que contém eventos passados (como o supracitado evento de Burn the Witch, que infelizmente não dá personagens do mangá para jogarmos, pena) e mais importante, dão soul tickets e até mesmo alguns personagens exclusivos (versões de halloween, praia, natal, de alguns personagens), missões em cooperativo, que permitem que jogadores de todas as plataformas joguem juntos (Mobile, PC e PS4), apesar do online não ser dos mais bonitos de se ver quando não se é o host da sala.

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Temos as Raids, que são como missões normais, mas elas usualmente dão personagens que podem ser usados pra aumentar o nível máximo e conseguir certas skills de personagens 6 estrelas, mas elas são difíceis (então só as faça se estiver preparado). E dois locais especiais, que são a Arena, e o local de combate.

A Arena é o principal local de PVP, mas não há tanta neura, já que ela também pode ser jogada com bots, e duas equipes de três personagens + NPC’s estarão duelando, com missões e prêmios específicos. E o local de combate é onde colocamos grupos de 3 personagens pra lutar contra 3 personagens controlados pela CPU, e essas lutas em particular são automáticas.

Os famosos pulls são feitos utilizando as bolinhas coloridas que são ganhas de diversas formas, desde bônus por login, ao completar missões pela primeira vez e chegar ao nível máximo dos personagens, e como manda a tradição gacha, com dinheiro real (to jogando tem mais de quinze dias e gastei 0 centavos). Os pulls são divididos em duas categorias, Personagens (com seus diversos banners) e acessórios para fortalecer seus personagens.

Uma coisa a se notar (que não havia mencionado no combate) é que os personagens usam um sistema de pedra-papel-tesoura em relação a danos, pode-se observado topo da tela, e cada personagem tem um elemento, que vai ser forte contra um e fraco contra outro, mas além dos três elementos do pedra-papel-tesoura, existem outros dois que são fortes contra o oposto, criando um sistema de risco e recompensa para missões mais difíceis. Saber usar esses elementos é essencial para fazer as missões de maneira mais fácil.

Reprodução: KLab Games

Básico na parte gráfica

Ao contrário de jogos como Genshin Impact, que pedem um computador e celular potentes, devido a natureza de mundo aberto do jogo, Bleach: Brave Souls é um jogo básico nos gráficos. Cenários simples, mas reconhecíveis se você assistiu o anime e modelos num estilo meio SD para os personagens e inimigos durante as fases.

As cutscenes do jogo são mostradas no estilo visual novel, com cenários vistos na série e sprites no estilo do anime, com as usuais cenas importantes mostradas com imagens do anime… Que mostram aí uma diferença da época de produção do jogo e do anime.

As músicas não fazem feio. Não são o tipo de musica que você vai sair assobiando, mas servem bem o propósito de passar o clima do anime. E a dublagem (de algumas falas dos personagens e os golpes) é feita pelo elenco da série.

Reprodução: KLab Games

Para os fãs da obra

Se você leu ou assistiu Bleach ao longo dos anos, e quer uma distração baseada no anime, não é um mau negócio dar uma chance a Brave Souls. Mesmo se você acabar não gostando, no fim do dia, é gratuito. É um jogo bem sólido e uma opção menos demorada pra relembrar a série.

Bleach: Brave Souls está disponível para Android, iOS, PC e PlayStation 4, e essa análise foi feita com base na versão de PlayStation 4.

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Mario Kart Tour | Em defesa do Mario Kart de celular https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/02/20/mario-kart-tour-em-defesa-do-mario-kart-de-celular/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/02/20/mario-kart-tour-em-defesa-do-mario-kart-de-celular/#comments Sun, 20 Feb 2022 20:37:47 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10152 Introdução Em tempos onde o jogo numerado mais recente da franquia, Mario Kart 8, recebe DLC oito anos após seu lançamento e mais nenhum jogo novo aparenta estar sendo produzido, é facilmente compreensível ver pessoas torcendo o nariz para o único game mobile da série, Mario Kart Tour. Os motivos são diversos e abordaremos um […]

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Introdução

Em tempos onde o jogo numerado mais recente da franquia, Mario Kart 8, recebe DLC oito anos após seu lançamento e mais nenhum jogo novo aparenta estar sendo produzido, é facilmente compreensível ver pessoas torcendo o nariz para o único game mobile da série, Mario Kart Tour.

Os motivos são diversos e abordaremos um por um nesse texto, apresentando quase que em forma de tópicos as principais reclamações de jogadores de longa data, além de dissertar se são críticas válidas ou não.

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Obviamente, cada pessoa tem sua opinião e mesmo ao apontar algumas qualidades do game aqui, o leitor pode tranquilamente continuar distante dessa iteração mobile. Por outro lado, recomendo uma expansão dos horizontes, pois Mario Kart Tour apresenta muito mais do que os olhos podem ver em primeiro momento.

Mario Kart Tour
Reprodução/ Nintendo

 

O Mario Kart de celular que ninguém gosta

Lançado em setembro de 2019, Mario Kart Tour é uma versão do popular jogo de corrida que todos conhecemos: corra, use itens pegos em caixas e acerte os inimigos para terminar em primeiro.

O diferencial no lançamento e que atingiu muitas pessoas foram os controles, que suportavam (e ainda suportam) somente a tela de toque do aparelho. Assim, o jogador precisa arrastar o dedo para os lados para controlar o seu carro.

Além disso, inicialmente o game só suportava o formato de tela em modo porta-retratos (em pé). Isso não diminui a visibilidade da tela, mas causa estranheza para quem está acostumado a jogar Mario Kart 8, por exemplo. Após algum tempo, foi lançada uma atualização que permite usar o celular deitado.

Reprodução/ Nintendo

 

O fator “gacha”

Uma coisa muito marcante nos reviews do game na época do lançamento foi aspecto gacha do jogo, principalmente nos textos escritos por americanos, que naturalmente possuem uma aversão maior a esse sistema em jogos mobile.

Para quem não conhece, “gacha” se refere àquelas maquininhas onde você coloca uma moeda e pega um brinquedo aleatório. Esse conceito foi trazido para os games, principalmente mobile, onde o jogador deve gastar uma certa quantidade de moedas pagas — geralmente chamadas de “gemas” — para rodar uma roleta e tirar um item, que pode ou não ser repetido.

Em jogos ocidentais, esse sistema costuma ser chamado de lootbox, e existem até leis em alguns países que impedem ou limitam esse tipo de mecânica nos jogos.

Reprodução/ Nintendo

 

Gacha Kart

Infelizmente, Mario Kart faz uso desse sistema de gacha. Ao completar certas conquistas semanais ou gastando dinheiro real, o jogador ganha uma moeda chamada gema, que pode ser usada para atirar um canhão, que pode conter pilotos, karts ou asas diferentes.

Em Mario Kart Tour, toda corrida possui um set específico de pilotos, karts e asas que dão mais pontos, então é natural que o jogador queira ter a maior variedade possível desses itens, para que não tenha que correr em desvantagens de pontos.

Mario Kart Tour
Reprodução/ Nintendo

 

Vencer ou fazer o hi-score?

Ah, os pontos. Isso precisa ser explicado, pois em MKT, o jogador não precisa necessariamente vencer todas as corridas, e sim fazer uma pontuação pré-definida, que vai dar a ele de uma até cinco estrelas no fim do percurso.

Os pontos são dados durante cada evento. Ultrapassagens, itens usados, itens desviados, drifts, pegar moedas, etc. Tudo aumenta sua pontuação. E o legal disso – e talvez o fator mais viciante do game – é que executar essas tarefas em sequência geram combos que aumentam mais seu score no final da corrida.

É uma mecânica BEM DIVERTIDA e faz muita falta quando se sai de Mario Kart Tour para voltar pra um jogo comum da série.

Mario Kart Tour
Reprodução/ Nintendo

 

Multiplayer e ranking online

O que faz os jogadores continuarem abrindo o game semanalmente é que as pistas estão sempre mudando. A cada duas semanas são liberadas doze copas, cada uma contendo três pistas e um desafio bônus. Todas essas pistas podem ser jogadas contra a CPU ou aleatoriamente no modo multiplayer, que funciona muito bem, mesmo em redes 4G/5G.

Além disso, a cada semana, uma das copas se torna a ranqueada. Nela os jogadores devem de fato fazer a melhor pontuação possível nas três corridas e subir nas Ligas. Melhores colocações nessas ligas semanais obviamente dão prêmios, como gemas, carros, pilotos, asas e itens de melhoria num geral.

Mario Kart Tour
Reprodução/ Nintendo

Loop de Gameplay e objetivo

Assim sendo, o objetivo do jogo é: entrar no início da semana (que in-game começa toda quarta-feira às 2AM) e ir jogando em todas as Copas, principalmente na ranqueada, onde é possível subir as Ligas e ganhar itens melhores para continuar jogando.

Como já joguei outros gachas, acho que o grande diferencial de Mario Kart Tour é que jogar o game DE FATO é divertido, e isso talvez seja um fator que nenhum review da época do lançamento focou.

Games como Fate GO e Another Eden possui um gameplay básico que se torna vazio bem rápido, fazendo com que o jogador apenas entre pra conseguir mais itens ao invés de se divertir.

Reprodução/ Nintendo

Já em MKT, mesmo que você não tenha os melhores pilotos (ainda), jogá-lo é tão divertido quanto um game normal da série. Os controles requerem um certo aprendizado, mas são bem intuitivos, a ponto de ficar natural em menos de uma hora correndo.

 

Por isso eu digo: mesmo que você não tenha o Luigi ou o Metal Mario de cara, não faz diferença. Todos os personagens são fáceis de jogar e é impossível não vencer algumas corridas, mesmo na dificuldade 150cc.

Não se deixe levar pela frustração de não tirar o personagem do banner semanal, pois tudo isso vem naturalmente ao longo do tempo e os principais pilotos sempre aparecem na lojinha in-game, para serem comprados com moedas normais.

Falo com experiência própria, pois jogo Mario Kart Tour desde o lançamento e nunca precisei gastar um centavo no game, e mesmo assim eu tenho uns 80% dos pilotos, já que nenhum deles é exclusivo para jogadores premium. Nesse sentido o game é bem generoso.

Reprodução/ Nintendo

 

Parte técnica e visual

Bem, agora que já abordei o fator social e financeiro, posso falar sobre o jogo em si, né?

Mario Kart Tour foi feito inicialmente, usando assets do jogo Mario Kart 7, de Nintendo 3DS.

Isso é facilmente notável, pois as primeiras pistas do game eram em sua maioria retiradas do game de 2011, além dos modelos dos pilotos, que apesar de terem uma resolução maior, ainda possuem o formato e animações vindas do 3DS.

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Com o tempo, mais conteúdo foi adicionado, além de pistas originais. Desse conteúdo original, a maioria é feita com base em locais do mundo real, e daí o nome Tour no título.

No segundo ano do game porém, esse foco em pistas baseadas em Nova Iorque, Japão, França e Inglaterra foi deixado um pouco de lado, e a desenvolvedora DeNA resolveu trazer pistas de outros Mario Karts, como algumas vindas do SNES e Nintendo 64.

Em fevereiro de 2022, o game conta com 43 pistas únicas. E se esse número parece alto, leve em consideração que todas elas, mesmo as antigas, possuem variações chamadas de RMX (Remix), como:

  • R (reverso): percurso ao contrário mesmo, com adaptações. Não é espelhado apenas);
  • T (tricks): circuito com rampas e viadutos que mudam de leve o caminho e aumentam os combos;
  • R/T: mistura dos dois conceitos acima.

    Reprodução/ Nintendo

Pilotos, Karts e Asas

Assim como foi inicialmente colocado em Mario Kart 7, é necessário escolher o seu personagem, karts e asas.

Aqui temos muito mais itens desse tipo, que obviamente existem em grande quantidade para sustentar o sistema de gacha presente no jogo.

Mas para sorte de todos nós, eles são até facilmente conquistáveis. Cada item desses possui três ranques: A, B e C.

Nenhum deles dá vantagens na corrida, mesmo os raros. O que mudam entre eles é dar mais pontos no final das corridas. Isso ajuda para subir nas Ligas, mas não dá vantagem no multiplayer, o que é muito bom.

Por outro lado, cada piloto (e karts e asas blá, blá, blá) tem um nível que pode ir de 1 a 7. Tirar um item desses repetidos aumenta a barra de experiência, podendo chegar até o nível 7.

E o que esses níveis fazem afinal? Bem, eles permitem combos maiores e principalmente permitem que o item em questão seja usado em mais pistas.

Reprodução/ Nintendo

Conclusão

Mario Kart Tour pode não ser o jogo mais perfeito da série, mas está longe de ser horroroso. Suas mecânicas mais criticadas, como os controles e o gacha, são facilmente contornáveis e toda apresentação visual e técnica faz jus a um jogo da Nintendo.

Por ser um game free to play, recomendo que todos que gostam de Mario Kart tentem um pouco.

Obviamente que a expectativa inicial é de jogar uma versão portátil idêntica a um jogo normal da série, mas os nuances de um game mobile não fazem dele algo ruim.

Mario Kart Tour é talvez um dos melhores jogos free to play atualmente, não a toa tendo 200 milhões de download até o fim de 2021.

Divirtam-se enquanto fazem cocô ou antes de dormir com esse grande jogo para celulares.

Reprodução/ Nintendo
Reprodução/ Nintendo

 

 

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Game Dev Story | Seja o desenvolvedor e vicie no processo https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/12/12/game-dev-story-seja-o-desenvolvedor-e-vicie-no-processo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/12/12/game-dev-story-seja-o-desenvolvedor-e-vicie-no-processo/#comments Sun, 12 Dec 2021 15:20:47 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=9415 Game Dev Story é um daqueles jogos que possui a capacidade de agradar até mesmo aqueles que não jogam no celular. E isso foi o que fez do titulo o primeiro e maior sucesso comercial do pequeno estúdio japonês, Kairosoft. A facilidade com que o jogo consegue nos prender a atenção e drenar nosso tempo […]

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Game Dev Story é um daqueles jogos que possui a capacidade de agradar até mesmo aqueles que não jogam no celular. E isso foi o que fez do titulo o primeiro e maior sucesso comercial do pequeno estúdio japonês, Kairosoft.

A facilidade com que o jogo consegue nos prender a atenção e drenar nosso tempo livre, fez dele rapidamente um dos jogos mais baixados de 2010 nos dispositivos da maçã mordida. Não tardando para que fosse portado para outros sistemas, e uma promessa de localização de todos os seus jogos.

LEIAM – The Game Awards 2021 | Impressões sobre os anúncios

E nesse momento chegamos a essa etapa da minha vida, em que estou viciado. Novamente.

Game Dev Story

Um vicio difícil de superar

Há algumas semanas atrás meu amigo Tony, um cara que quem acompanha o site sabe quem é, lançou no grupo o jogo Game Dev Story. Eu rapidamente fiz novamente o download e comecei a jogá-lo.

E nesse ponto entra um dos fatores que torna o jogo incrivelmente viciante: Não fazemos nada.

O jogo se joga sozinho, sendo necessário apenas selecionarmos algumas combinações que podem ou não dar certo. Enquanto ficamos ali vidrados com a cara no celular esperando que o novo lançamento venda muito.

Para terem uma ideia, na última vez que o joguei eu passei o dia todo com o jogo aberto enquanto realizava tarefas de casa.

Game Dev Story
The Office – Reprodução/ Kairosoft

Trabalhe com contratos para desenvolver o seu jogo

Como qualquer negocio da vida real, para ter capital é necessário trabalhar para outros antes, exceto no caso de você nascer filho de algum magnata.

Então, para que possamos conseguir dinheiro, será preciso visitarmos uma aba que permite trabalharmos em contratos de terceiros ou desenvolver jogos pra PCs ou plataformas.

Desenvolver para PC é opção inicial, além de ser a mais barata. Para desenvolver para os consoles, você precisará investir um valor maior para a compra de licenças, mas de fato desenvolver para consoles vale a pena.

Não só traz um retorno maior como aumenta relativamente a fama do seu estúdio.

Game Dev Stort
Reprodução/ Kairosoft

Os muito atrativos

Game Dev Story usa todos os elementos que reconhecemos como parte da indústria. Facilmente reconhecemos a E3 e um certo evento de premiação de jogos.

Isso faz com que você queira emplacar jogos a qualquer custo, mas pra isso é preciso acertar algumas combinações entre gênero e tipo. O que facilmente você encontra pelos buscadores, o que não recomendo que faça. Isso mata a graça facilmente.

Por outro lado, se você acerta com um jogo e começa a repetir a formula, sua base de fã encolhe e você começa a vender menos. Ou seja, ninguém contou isso a From Software que nos deixa sem um novo Armored Core, mas lança Soulslike a torto e a direito.

Essa rápida identificação dos elementos que conhecemos é outro fator que realmente nos prende ao jogo.

Habilidades ajudam muito

Uma das coisas que nos damos conta rapidamente é que sai caro contratar profissionais, que muitas das vezes agregam pouco.

Foram varias as vezes que contratei gente de fora e não acrescentaram nem 20 pontos nas característica do meu jogo. To falando de pagar 30 mil para alguém que não faz o trabalho direito, um absurdo.

Por outro lado, você pode treinar seus personagens ou contratar outros, o que reduz consideravelmente o custo de produzir um jogo, além do bom retorno financeiro.

Cogite treinar ou mesmo contratar outros personagens, e o mais importante mudar suas carreiras, com itens que podem ser comprados com o caixeiro viajante. Também existe um sistema de publicidade do jogo, que não achei tão relevante para impulsionar, mas faça o seu teste.

Game Dev Story
Reprodução/ Kairosoft

Conclusão

Não há muito o que falar a respeito do Game Dev Story, ele é um excelente passatempo. Daqueles que provavelmente te faça levar esporros da companheira (o), como aconteceu comigo.

Eu raramente gosto de jogar em meu celular, mas é tão simples e divertido que fica impossível não retornar ao Woo Games Studios para lançar a continuação de President Evil ou Dino Thief para Uranus.

Geoff Keighley não me deu um premio no TGA, mas emplaquei vários jogos na galeria da fama e até ganhei prêmios no Global Game Awards, vejam só.

Sem dúvida alguma é um jogo que vale a pena ser revisitado e jogado com moderação, isso se você conseguir não se viciar.

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Dragon Quest III: The Seeds of Salvation | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/10/11/dragon-quest-iii-the-seeds-of-salvation-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/10/11/dragon-quest-iii-the-seeds-of-salvation-analise/#comments Mon, 11 Oct 2021 20:07:08 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=8590 Introdução Originalmente lançado em 1988 no Japão para o Famicom/NES, DQ3 é uma evolução natural dos seus antecessores (dos quais as análises podem ser lidas aqui e aqui). Como novidade, esse foi o primeiro da série (na versão japonesa) a ter sistema de saves ao invés de passwords. Além disso, essa iteração se passa antes […]

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Introdução

Originalmente lançado em 1988 no Japão para o Famicom/NES, DQ3 é uma evolução natural dos seus antecessores (dos quais as análises podem ser lidas aqui e aqui).

Como novidade, esse foi o primeiro da série (na versão japonesa) a ter sistema de saves ao invés de passwords. Além disso, essa iteração se passa antes dos dois primeiros games da série.

Aqui, analisamos a versão de Switch, que se trata de um remake lançado anteriormente para celulares. Esse port é muito baseado no jogo original de NES, mas também bebe um pouco de seus remakes anteriores feitos para SNES e Game Boy Color, respectivamente.

Também foi anunciado em 2021 um quarto (!!) remake do game, dessa vez para os consoles modernos, usando a Unreal Engine 4 e com gráficos similares ao jogo Octopath Traveler, mesclando sprites com cenários 3D.

História

Nesta terceira iteração de Dragon Quest, seguimos a jornada do herói sem nome (ou heroína), filho do lendário guerreiro Ortega, que ao completar dezesseis anos, recebe a missão de derrotar o demônio Baramos.

Boa parte da história gira em torno do herói e de seus aliados — mais sobre eles à frente –atravessando o mundo todo do jogo em busca de três chaves que permitem que o jogador acesse todas as áreas do mapa, conhecendo as cidades e pequenas histórias que acontecem em cada uma das regiões.

Durante essa busca, o herói descobre que, para acessar o castelo do vilão, será necessário procurar das seis esferas (não as do dragão), necessárias para reviver o pássaro lendário Ramia.

Por fim, temos o capítulo derradeiro da história (que funciona como o terceiro ato do game), porém é melhor deixar essa parte para ser descoberta por aqueles que ainda não jogaram.

Minha única recomendação é: joguem DQ3 após o primeiro game, pois essa parte está totalmente ligada com os dois jogos anteriores e isso facilita muito a vida do jogador que queira zerar o game sem recorrer a guias.

Classes

Dragon Quest III não inova muito em relação ao segundo game. O sistema de party é mantido, porém seus aliados não são estabelecidos pela história e sim gerados pelo próprio jogador, que escolhe seus nomes e suas classes logo no início da história.

Isso diminui consideravelmente a qualidade da narrativa, mas em termos de jogabilidade se mostra interessante, pois as classes escolhidas podem ser mudadas/evoluídas em certos pontos do jogo.

LEIAM – Redenção Gamística: Super Mario 64 (Nintendo 64 / DS / Switch)

Além disso, os próprios aliados da party podem ser trocados a qualquer momentos por personagens novos, ao custo de começar do primeiro level com o novo boneco.

Mas não se preocupe, pois seus personagens anteriores continuam no local inicial, fazendo com que a troca não gere ônus algum para o jogador.

As classes disponíveis são: Hero (somente para o personagem principal), Soldier, Fighter, Pilgrim, Wizard, Merchant, Goof-Off, Sage e Thief.

Cada uma delas obviamente possui suas vantagens e desvantagens, que tecnicamente devem ser descobertas pelo jogador ao longo de sua jornada mas a maioria das pessoas vai apenas olhar guias online, mesmo.

Mundo Aberto

Contando com um mapa ainda maior que seus antecessores — e mais um local adicional mais pro fim do jogo –, DQ3 expande ainda mais o conceito de mundo aberto de DQ2.

Logo nas primeiras horas, o jogador fica livre para explorar qualquer área que possa se locomover.

Isso causa um pouco de frustração para aqueles que gostam de experiências mais guiadas e lineares, pois fatalmente o jogador vai passar por locais onde os inimigos são muito mais fortes que ele e com isso, encontrarão a ruína bem rapidamente.

Ainda que a direção de Yuji Horii tenha sido focada nessa liberdade de exploração, fica claro que existe um certo caminho pré-determinado pelos criadores que não é exposto claramente ao jogador.

Em vários momentos o jogo dá uma certa canseira, pois mesmo falando com todos os NPCs possíveis em cada área, muitas vezes a narrativa não deixa claro o próximo objetivo e nem uma área geral do mapa a ser explorada para prosseguir.

Esse é um problema constante da série até esse ponto e que — já adiantando o próximo review — melhora muito pouco em Dragon Quest IV.

É aquela velha situação de jogos feitos para uma época onde se esperava que o produto fosse degustado com mais tempo do que se faz hoje em dia, e ao tentar aproveitar Dragon Quest III esperando uma progressão constante e sem travamentos, o jogador moderno vai com certeza se frustrar em determinados momentos.

Guias ajudam muito, mas usá-los desde o início tira muito do fator de conquista que os produtores esperavam gerar em quem estivesse jogando na época.

Esse limite sobre quando ou não usar guias é um assunto muito complicado e acredito que varia muito de pessoa pra pessoa.

Minha opinião é de que todos devam jogar sem ajuda, mas não perca mais que 20 minutos batendo cabeça sem saber o que fazer nesse jogo. Pois cada momento de frustração desses pode criar uma imagem ruim sobre um game que apesar de tudo, é muito divertido e gostoso de se jogar.

Dragon Quest III

Melhorias em relação aos jogos anteriores

Além da mudança da forma que a party é formada — com um sistema que só voltaria a ser usado em Dragon Quest VI — o game passou por diversas mudanças em relação aos jogos anteriores.

Algumas mudanças/melhorias:

  •  Possibilidade de escolher o gênero do personagem;
  •  Ciclo dia e noite, que muda o que acontece nas cidades e também afeta os monstros que aparecem no mapa;
  •  Novas magias e skills.

Conclusão

Dragon Quest III: The Seeds of Salvation foi o primeiro grande sucesso da série no Japão e por isso é sempre referenciado em jogos futuros.

Seu mundo aberto enorme, trilha sonora em linha com jogos anteriores — e por isso não foi abordada no texto acima — e combate de turnos claramente atingiram um nível acima da sua concorrência na época.

Até hoje existem quatro versões diferentes do game, sendo a de Gameboy Color e de SNES vistas como as de melhor qualidade. O port moderno para mobile e Switch tem suas qualidades, mas peca bastante por se prender demais às limitações do original para Nintendinho.

Dragon Quest III

Esse é o primeiro game da série analisado aqui que recomendo para jogadores iniciantes na série, pois sua estrutura se assemelha mais aos JRPGs dos anos 90.

Ele foge um pouco da insanidade pitoresca dos games do gênero que o antecederam e ainda assim, DQ3 exige um pouco mais do jogador devido a sua não-linearidade e dificuldade um pouco elevada.

O terceiro game fecha a trilogia original do herói Erdrick. Já o quarto game, também lançado para o NES, começa uma nova trilogia que traz mudanças ainda mais drásticas para a série, sendo o último jogo feito para o 8-bits da Nintendo. Até lá!

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Esta análise foi feita com uma cópia pessoal do game para Nintendo Switch.

Dragon Quest III

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Mad Skills MX 3 | Manobras radicais no celular https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/05/29/mad-skills-mx-3-manobras-radicais-no-celular/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/05/29/mad-skills-mx-3-manobras-radicais-no-celular/#respond Sat, 29 May 2021 08:00:24 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7519 Quem me conhece sabe que não sou lá um grande adepto de jogos mobile, mas Mad Skills MX 3 conseguiu chamar a minha atenção. Desenvolvido pelo estúdio sueco, Turborilla AB, o game foi lançado no dia 25 de maio para os dispositivos Android e iOS em suas respectivas lojas, e como o próprio 3 no […]

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Quem me conhece sabe que não sou lá um grande adepto de jogos mobile, mas Mad Skills MX 3 conseguiu chamar a minha atenção.

Desenvolvido pelo estúdio sueco, Turborilla AB, o game foi lançado no dia 25 de maio para os dispositivos Android e iOS em suas respectivas lojas, e como o próprio 3 no titulo sugere, se trata do terceiro titulo de uma franquia que já conta com mais de 55 milhões de instalações em dispositivos.

LEIAM – Override 2: Super Mech League | Mechas, Monstros e o Ultraman

Eu tive a oportunidade de jogar o game em acesso antecipado por um tempo e não poderia deixar de escrever minhas impressões com o titulo, então me acompanhem.

O game

Mad Skills MX 3 é bem divertido e me lembrou um pouco o clássico Excitebike, além do divertidíssimo Trials Fusion. Claro, não necessariamente as mesmas propostas. Inclusive devo trazer um texto sobre o Trials Fusion qualquer dia desses, pois gosto bastante do game.

O foco do jogo em si é a competição e realização de acrobacias durante a corrida. Tais manobras garantem algumas conquistas que precisam ser alcançadas durante as fase e consequentemente rendendo mais grana para que o jogador possa gastar em compras de equipamento.

Inclusive essa questão das manobras são interessantes, pois a equipe de testes foram compostas por pilotos reais de motocross. E esse cuidado com a física das manobras realmente é perceptível visualmente, até mesmo na hora das quedas.

Gostei bastante de tentar encaixar manobras mesmo que em rampas menores, o que é possível mas bem difícil com o equipamento inicial. Também vale destacar que o jogo é visualmente bonito.

Gameplay

O gameplay de Mad Skills MX 3 é bem simples e fluido, contando dois botões no lado esquerdo do touch do celular e dois do lado direito para direcionar pra frete e para trás a moto. Um quinto botão que reinicia a corrida, caso você caia e queira refazer o percurso.

Não há muito segredos em sua jogabilidade, o que realmente vai influenciar aqui são as personalizações da moto.

LEIAM – Mortal Kombat 2021 | Será que é tão ruim?

Como todo bom game gratuito, o game lhe faz  assistir propaganda tenebrosas de TikTok ou qualquer outra que você está cansado de ver em outros apps. Isso lhe permite duplicar os ganhos, mas caso o seu bolso permita, pode se comprar benefícios com dinheiro real.

Dá pra avançar sem gastar nada? Inté dá, mas é um pouco mais trabalhoso para

Conclusão

Mad Skills MX 3 no fim das contas conta uma boa variedade de pistas e campeonatos, permitindo algumas boas horas de diversão de descompromissada se você curte jogar no smartphone.

Não conhecia a franquia até então, mas gostei bastante do que eu vi, principalmente do cuidado com a física. Todo movimento que você faz durante as corridas realmente impacta no desempenho e isso torna a experiência desafiadora e estimula a tentarmos mais acrobacias.

Claro, é um game free, então por esforço que você empregue, em algum momento você vai se ver tentado a comprar mais moeda pra investir em motos e peças melhores. Obviamente isso não compromete toda a experiências,  mas é bom sempre deixar claro.

O jogo se encontra disponível e você pode baixá-lo aqui na PlayStore ou Apple Store.

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Island Saver | “O Meu Primeiro FPS” https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/04/20/island-saver/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/04/20/island-saver/#respond Tue, 20 Apr 2021 08:00:40 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7133   A história de hoje começa num daqueles momentos mais aleatórios possíveis. Estava eu entediado num sábado a noite, navegando na PSN (vocês não imaginam a quantidade de bosta que tem lá, mas “Cyberpunk 2077 não se encaixa nos nossos padrões de qualidade”, OK, Sony, a gente FINGE que acredita nas suas merdas…) na aba […]

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A história de hoje começa num daqueles momentos mais aleatórios possíveis. Estava eu entediado num sábado a noite, navegando na PSN (vocês não imaginam a quantidade de bosta que tem lá, mas “Cyberpunk 2077 não se encaixa nos nossos padrões de qualidade”, OK, Sony, a gente FINGE que acredita nas suas merdas…) na aba de jogos grátis, e me deparo com o jogo dessa análise e bem, é gratuito, né?

E bem, jogos educativos usualmente não são divertidos. Claro, existem exceções como a franquia Carmen Sandiego e Oregon Trail (que apesar de não ter o mesmo alcance aqui no Brasil é considerado clássico cult nos EUA), mas usualmente jogos educativos tendem a ser extremamente pedantes, e querer ensinar sem ser divertido. E crianças não são as pessoas mais pacientes do mundo.

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Mas bem, o estúdio escocês Stormcloud Games (responsável por Brut@l, de PS4/PC), encomendado pelo National Westminster Bank, um dos principais bancos do Reino Unido, teve a tarefa de criar um jogo direcionado ao público infantil, que conscientizasse o mesmo a respeito do meio ambiente, economia de dinheiro e impostos, sem parecer idiota no resultado. E assim, surgiu Island Saver.

Será que ele cumpriu o proposto?

Lixeiro da Ilha

Island Saver

Você é um Bionauta, e chegou nas Ilhas dos Espertos, com uma missão: limpar o negócio, porque o local está mais sujo do que as ruas brasileiras no dia depois da eleição. Não apenas há sujeira por toda parte, mas uma gosma que parece saída de Mario Sunshine.

A limpeza deve ser feita para que os animais, que fugiram devido a sujeira, retornem para a ilha. Não é a premissa mais original do mundo, basicamente somos um lixeiro glorificado.

First Person… Cleaner?

Island Saver é um jogo em primeira pessoa, que mistura um pouco de gerenciamento de finanças e First Person Shooter. A sua única arma possui duas funções, sucção e tiro, com a sucção, você pode aspirar dinheiro, água, lixo, alimentos, impostos, dentre outras coisas.

Os objetivos do jogo são simples, limpe uma área, aspirando o lixo e lavando os resíduos de gosma, assim atraindo os animais. Quando os animais consumirem alimentos o suficiente, aspire as moedas e o bichinho estará livre (porque os animais tem entradas de moeda feito cofrinhos.)

Island Saver

As peças de lixo são jogadas em lixeiras apropriadas, separadas em plástico, metal e vidro, lembrando a importância da reciclagem (a cada 10 peças de lixo na lixeira, você ganha uma moeda). 20Conforme se avança, o jogo vai ganhando um pouquinho de complexidade pouco a pouco, com os impostos sendo adicionados, as plantas e os bichos do lixo.

Bichos do lixo são os inimigos do jogo que aparecem pra sujar novamente o local e devem ser eliminados com tiros de água. Eles não representam uma ameaça muito grande, mas acabam prolongando um pouco a sessão de jogo, especialmente os Mega bichos do lixo que precisam de diversos tiros para serem destruídos.

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A maioria das coisas funciona, porém… A movimentação do personagem nem sempre é das melhores, muitas vezes, nas seções de plataforma, você vai acabar caindo porque a física é um tanto escorregadia. E os três mapas do jogo, você faz as mesmas coisas, com coisinhas aqui e ali sendo introduzidas, mas no fim do jogo você vai estar cansado porque repetiu o esquema de recolher lixo, limpar locais, derrotar criaturas do lixo, recolher dinheiro, comprar coisas, pagar empréstimos, usar os impostos para construir coisas, usar a máquina de câmbio, ir de um canto a outro do mapa, procurar os ovos escondidos e o jogo parece durar mais do que devia.

Sim, é uma campanha single player de três mapas que parece durar pra sempre. Mas, se eu posso apontar um positivo, que é algo que eu esperava que acontecesse e NÃO ACONTECEU. Um dos grandes perigos de um jogo com o público-alvo infantil, são as famigeradas micro transações (Fortnite, estou olhando pra você). Island Saver não as possui.

Claro, se você curtir o jogo, pode pagar 5 dólares em cada um dos dois mapas extras, e é só isso. Fico feliz que esses mapas de DLC sejam opcionais porque o jogo já parece mais longo do que é.

Colorido e bonitinho

Sem sombra de duvidas, Island Saver é um jogo bonito. Não é o mais estelar dos jogos, mas considerando que é um jogo gratuito e educativo, ele cumpre bem seu papel visualmente falando. Os cenários são chamativos, vibrantes e os personagens, razoavelmente bem animados.

Obviamente, nada demais, se compararmos com grandes jogos, mas se quiser chamar a atenção pelas cores e clima, Island Saver acertou em cheio com o visual cartunesco.

Infelizmente o mesmo não pode ser dito da trilha sonora do jogo, que não é nada memorável. E os efeitos sonoros são básicos, mas esquecíveis.

Um bom primeiro FPS para crianças, que tropeça na própria ambição

Como jogo educativo, Island Saver é cumpre seu papel, ele ensina através das próprias mecânicas, algumas coisas básicas sobre planejamento de finanças, proteção do meio ambiente e até mesmo caridade. Porém, talvez a necessidade de estender o gameplay, tenha deixado a jogatina mais arrastada do que deveria. Se fossem ilhas menores, e tipo, cinco ou seis estágios, talvez o jogo não fosse tão cansativo.

Sem contar que fazer a mesma coisa numa ilha para fazer o mesmo na seguinte e na seguinte, diminui um pouco o valor da experiência. Como um primeiro FPS para crianças, Island Saver é competente, mas não espere nada revolucionário ou avassalador.

Mas, qualquer pessoa que vai pegar, vai ser somente para fazer 100% das conquistas (que podem ser feitas basicamente terminando o jogo) e nunca mais tocar no jogo, pois não oferece nenhum incentivo para rejogar.

Island Saver é gratuito e está disponível para PC, Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One, iOS e Android. A análise foi feita com base na versão de Playstation 4.

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