Arquivos adventure - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/adventure/ Um pouco de tudo na medida certa Tue, 17 Mar 2026 21:54:20 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos adventure - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/adventure/ 32 32 Nobody Nowhere | Replicante ou Implicante? https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/07/nobody-nowhere-replicante-ou-implicante/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/07/nobody-nowhere-replicante-ou-implicante/#respond Mon, 07 Apr 2025 17:27:22 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19852 As vezes eu acho que a Internet passa tempo demais espalhando negatividades. Em especial relativo a jogos. As pessoas passam mais tempo falando do que não gostam do que de fato jogando e divulgando jogos que gostam. É triste, porque muitos jogos bons e bem feitos acabam com 20, 50 de público porque não tem […]

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As vezes eu acho que a Internet passa tempo demais espalhando negatividades. Em especial relativo a jogos. As pessoas passam mais tempo falando do que não gostam do que de fato jogando e divulgando jogos que gostam. É triste, porque muitos jogos bons e bem feitos acabam com 20, 50 de público porque não tem ninguém divulgando direito, nenhum criador grande jogando aquela jóia escondida. Ao invés disso, ou passam tempo sendo shills do seu típico AAA, ou jogam o índie safe ou no caso oposto, falando daquele jogo que é fácil falar mal ou do próximo flop.

Aí em vídeos, falam: FLOP DA VEZ TÁ COM 600, 400, 300 JOGADORES. Bicho, tem muito índie bom que mataria pra ter 300 pessoas ao mesmo tempo jogando. E é por isso que faço da minha missão aqui no Arquivos do Woo, ir atrás daqueles jogos que ninguém fala, dar uma voz (ainda que pequena) a devs desconhecidos e jogos bacanas que de outra maneira, não seriam falados. Claro, isso não depende só de mim, mas eu tento na medida do possível entrar em contato.

Um desses possíveis títulos que podem ter passado batido pelo público ocidental, é um singelo híbrido de side-scrolling com visual novel chinês que chegou ao Steam em Março. Nobody Nowhere é o título da análise de hoje, e veremos se ele vale a pena.

Vida e Morte Replicante

Estamos num mundo futurista quasi-cyberpunk, onde formas de vida artificiais, os replicantes, existem. Mas a vida para os replicantes não é nada fácil. Dos replicantes criados, poucos sobrevivem, e os que sobrevivem, em algum ponto, possuem a sua consciência deletada para que uma personalidade “limpa” e subserviente seja adicionada pelo cliente que adquiriu o replicante.

Nesse cenário, somos apresentados aos nossos dois protagonistas, Julian, um replicante que “nasceu” recentemente, e Gaia, um homem que tem como missão, matar os replicantes, o que parece esquisito, para um funcionário da companhia que cria esses replicantes. Como é um jogo relativamente curto, eu não darei spoilers da trama, por isso a minha descrição dos personagens é vaga.

A história dos dois acaba se cruzando, e entendemos o porquê de Gaia querer matar os replicantes, e como a vida de um replicante, não importando como ele vive, sempre é destinada a tragédia. A narrativa não é linear, com muitas vezes voltando ao passado dos personagens, em especial, a relação de Gaia e seu irmão. E o final do jogo, após as quase três horas, é extremamente agridoce e brutal.

Side-scroller visual novel com minigames

Eu coloco como Visual Novel, porque o jogo tem um foco gigante na narrativa, mas não há escolhas como numa novel convencional. O foco no jogo a princípio são as seções de side-scroller, onde temos que ir do ponto A ao B, entrando em locais, pegando coisas e indo ao ponto B. No geral, não há nenhuma dificuldade nisso e nem destaque. Porém, para os caçadores de conquistas, há achievements pra fazer certas coisas, como interagir com as estátuas das Arcanas, comer um sanduíche de porco, pegar a moto do Gaia e usar ela. Isso são conquistas de objetivos opcionais do jogo.

A segunda parte da jogabilidade, são minigames extremamente simplistas de hackeamento. Geralmente envolvem navegar num labirinto, é coisa bem simples, mas que ao avançar do jogo vai ficando mais complexo. Envolve um leve combate aqiu(nada complexo, basicamente, usar barra de espaço e o shift dependendo do minigame), memorização ali. Isso funciona mais como um complemento da narrativa. O jogo não pede muito do jogador nesse quesito. Tem uns minigames que são mais voltados pra narrativa, como o de regar a planta, ou achar o ponto pra remover um azulejo.

Por fim, temos a parte mais chata, que são as etapas onde há um quicktime event (em especial a do final do jogo) e Stealth, que parece obtusa. São poucas as seções, mas como tenho ódio extremo a stealth, eu preciso falar sobre. Nem que seja só de passagem. Dito isso, o jogo dá pra ser terminado em menos de três horas (esse é o tempo aproximado dito no steam, mas o Save do jogo em si não conta o tempo em diálogos, então vai parecer menos ainda, em termos de gameplay puro, talvez uma hora, com outra hora e meia sendo dos diálogos).

2D for the win

O jogo utiliza-se de belíssimos sprites pra contar sua história, com pixel art detalhada, apesar do cenário ser na maior parte repetitivo (boa parte do jogo se passa num lugar só), é tudo muito bem feito. As animações presentes são fantásticas, e as cenas estáticas são igualmente belíssimas. Visualmente, o clima cyberpunk é agradável, e aqui é até um pouco menos opressor do que o que vemos com regularidade no gênero.

A trilha sonora é fantástica, com temas pontuais e que encaixam na proposta do jogo. Eu destaco aqui os maravilhosos temas de abertura e encerramento do jogo.

Recomendado

Nobody Nowhere é um jogo curto, dá pra ser terminado em uma tarde, mas é extremamente competente e bem feito. No momento em que escrevo isso, é possivelmente meu indie favorito desse ano. Se vai permanecer assim, não sei.

Nota: 9/10

Nobody Nowhere está disponível para PC através do Steam, e essa análise foi feita com uma chave cedida pela distribuidora.

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The House of Da Vinci 3 | Homem burro vs Quebra-cabeças https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/06/the-house-of-da-vinci-3-homem-burro-vs-quebra-cabecas/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/06/the-house-of-da-vinci-3-homem-burro-vs-quebra-cabecas/#comments Sun, 06 Oct 2024 23:20:11 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17552 Boy, as coisas não estão boas pra Ubisoft. A empresa tem enfrentado críticas pesadas a Assassin’s Creed Shadows, e detalhes vazados sugerem que o protagonista teria sido alterado por conta da tensão racial nos EUA em 2020… Sim, aparentemente temos Yasuke no jogo não porque seria uma boa ideia ter um personagem elusivo do período […]

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Boy, as coisas não estão boas pra Ubisoft. A empresa tem enfrentado críticas pesadas a Assassin’s Creed Shadows, e detalhes vazados sugerem que o protagonista teria sido alterado por conta da tensão racial nos EUA em 2020… Sim, aparentemente temos Yasuke no jogo não porque seria uma boa ideia ter um personagem elusivo do período dos estados em guerra no Japão, mas a… Enfim, vocês sabem. Mas como se a papagaiada de Assassin’s Creed Shadows e o fiasco nas vendas de Star Wars: Outlaws, que aparentemente vendeu um milhão de cópias não tivesse sido suficiente, temos um fiasco novo (mas não necessariamente novo) na conta da Ubisoft.

Lembra do fiasco que foi Skull & Bones? O primeiro AAAA da indústria dos games? Jogo que ficou no purgatório por 10 anos e foi celebrado por ninguém, sendo considerado mais um Ubislop, sendo inferior a Assassin’s Creed: Black Flag? Pois é, relatos sugerem que Skull & Bones teria custado 850 MILHÕES de dólares. Com fiasco atrás de fiasco, controvérsias e executivos se recusando a assumir a culpa, a Ubisoft pode estar a beira da falência e é especulado que a Tencent e a família Guillemot estão negociando a venda da Ubisoft para a gigante chinesa. E o ano da Ubisoft tinha começado relativamente bem com o Prince of Persia: The Lost Crown…

Eu curto adventures point’n click. Especialmente quando focam em puzzles, talvez pela minha predileção por jogos de objetos ocultos. Esse tipo de jogo me faz parecer mais inteligente do que eu realmente sou. Uma outra coisa que sou “fã”, é começar séries de jogos por qualquer outro título que seja o primeiro. É uma coisa que faço desde que me entendo por gente… Não, sério, parando pra pensar, toda minha vida se resume a começar franquias por jogos que não seja o primeiro.

Obviamente, é claro que cai nas minhas mãos, um jogo que cumpre esses dois requisitos. A série The House of Da Vinci é criação do estúdio eslovaco Blue Brain Games, que obteve financiamento para o jogo original num kickstarter e foi lançado em 2017 para Android e iOS, contando com versões adicionais para PC e consoles posteriormente, com as versões de Playstation e Xbox sendo as mais recentes. Como todo jogo relativamente bem sucedido, continuações foram feitas, com The House of Da Vinci 2 saindo em 2019 e The House of Da Vinci 3 saindo originalmente em 2022. E dois anos após o lançamento original, The House of Da Vinci 3 chega ao Playstation e ao Xbox. Confira nossa análise.

O fim da jornada de Giacomo

The House of Da Vinci 3 começa no momento em que o segundo jogo termina, com o protagonista Giacomo, pupilo e amigo de Leonardo da Vinci sofrendo um ataque de misteriosos bandidos. Após esse ataque, ele deve desvendar uma conspiração que ameaça o tempo.

A história de House of Da Vinci 3 não é necessariamente o ponto forte, já que ao contrário de point’n clicks como Deponia, ou mesmo os adventures de objetos ocultos, onde o foco é a história, House of Da Vinci (a série) foca no aspecto de Escape Rooms, Salas de Fuga, onde o jogador deve resolver quebra-cabeças para ir ao próximo ponto da história. E a série The House of Da Vinci usualmente é comparada com a série The Room, mas tem sua diferença, no caso a belíssima ambientação do período da Renascença.

Use seus neurônios

Apesar dos gráficos tridimensionais, The House of Da Vinci 3 não tem navegação livre em 3D, com ela sendo em trilhos, você navegando por partes com auxílio do ponteiro e dando zoom em partes do mundo que é possível interagir. Se você se sente burro, o jogo possui um sistema de dicas, e a Blue Brain também disponibilizou um detonado completo no Youtube deles. E o jogo está localizado em português, ajudando bastante as pessoas que não querem aprender um idioma novo.

Para esse terceiro jogo, a Blue Brain deixou o progresso do jogo mais fluído, tornando a jogatina linear e intuitiva. O inventário do jogo é limitado e assim que você utiliza um item no lugar pretendido, ele desaparece, e assim que você termina de fazer tudo numa área, não é possível retornar, incentivando o jogador a seguir em frente. Aliás, uma vantagem por exemplo em relação ao original de celulares, é obviamente o tamanho de tela, com o jogador podendo enxergar mais e melhor.

Os quebra-cabeças são o ponto alto do jogo, com tipos diferentes de puzzles, e muitas vezes puzzles interligados com a exploração. Como por exemplo, você precisa de uma alavanca pra resolver um quebra-cabeça, pra isso, vai em outra área, pegue o item. Se por um lado, soa como fetch quest, por outro, é esperado do gênero.

Conclusão:

Com gráficos decentes, uma trilha sonora adequada e uma jogabilidade fluída, The House of Da Vinci 3 é um excelente título para fãs de adventures e Escape Rooms, provando que a Blue Brain Games mantém o retrospecto positivo da série, e colocando expectativas para o porte em VR do primeiro House of Da Vinci, e para o próximo título da produtora, The House of Tesla.

Nota Final: 8,5/10

The House of Da Vinci 3 está disponível para Android, iOS, PC, Nintendo Switch, Playsation 4, Playstation 5, Xbox One e Xbox Series X|S e essa análise foi feita com uma cópia de PS4 fornecida pela Blue Brain Games.

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Sanitarium | Para que o louco não se enfureça, não pode contrariá-lo, tem que imitá-lo https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/07/30/sanitarium-para-que-o-louco-nao-se-enfureca-nao-pode-contraria-lo-tem-que-imita-lo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/07/30/sanitarium-para-que-o-louco-nao-se-enfureca-nao-pode-contraria-lo-tem-que-imita-lo/#respond Tue, 30 Jul 2024 13:18:44 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17203 Olha eu aqui outra vez, e com mais um jogo de adventure e point-and-click, e sim, só pra variar, trata-se de mais um jogo cujo a demo eu joguei lá no final dos anos 90. Eu tive acesso ao jogo também naquelas versões “RIP” com músicas e animações cortadas, e num CD que meu primo […]

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Olha eu aqui outra vez, e com mais um jogo de adventure e point-and-click, e sim, só pra variar, trata-se de mais um jogo cujo a demo eu joguei lá no final dos anos 90. Eu tive acesso ao jogo também naquelas versões “RIP” com músicas e animações cortadas, e num CD que meu primo havia comprado.

Nunca avancei no jogo, mas, após muita insistência do Diogo, eu finalmente decidi pegar esse jogo para jogar até o fim.

Confiram logo abaixo como foi a minha experiência:

Sanitarium
Fonte: segmento da live do canal Arcade Noé

Roteiro que nem o Programa H com Luciano Huck

Loucura, loucura, loucura…

Não que seja algo ruim. A história é apresentada em doses homeopáticas, seja em pequenos flashbacks e pequenos diálogos, ou através de alegorias, desorientação, visões surreais, simbolismo e metáforas.

LEIAM – Elden Ring: Shadow of the Erdtree | A expansão… do número de vezes que morri

É fácil fazer paralelos com filmes como Shutter Island e 12 Monkeys, que trazem o tema de delírio e loucura. O Diogo também citou Jacob’s Ladder, mas ainda não assisti. Outros momentos de Sanitarium me lembraram a forma de contar a trama semelhante ao jogo To The Moon.

Abaixo, adicionei spoilers. Caso não deseje estragar sua experiência, sugiro abraçar e aceitar todos os absurdos que são apresentados durante a história.

Efeitos sonoros, música e vozes da minha cabeça

Sanitarium
Fonte: segmento da live do canal Arcade Noé

O jogo inicia com um alarme disparado e sons de gritos e desespero. Confesso que, de imediato, já tive um desconforto bem grande que me fez procurar o botão do alarme o mais rápido possível. Os efeitos são bons e a dublagem é aceitável, apesar de achar que, em alguns momentos, faltava interpretação do protagonista.

LEIAM – Phantasmagoria 2 | Eu sou louco? Eu sou louco? Eu não to louco!

As músicas encaixam muito bem também. No geral, ou são trilhas ambientais bem perturbadoras ou músicas instrumentais minimalistas e melancólicas. Destaque para o tema Sarah.

O único ponto que me incomodou na parte de áudio eram os níveis de som quando se entrava em um puzzle ou quando se mudava de um ambiente para outro no jogo. Sempre havia uma variação que me incomodava.

Gráficos, vídeos e alucinações visuais

Sanitarium
Fonte: segmento da live do canal Arcade Noé

Na minha opinião, os gráficos de Sanitarium envelheceram relativamente bem. Os cenários e personagens são em 3D pré-renderizados. Na resolução do jogo (640×480), funciona muito bem. Aumentando a escala, acaba estourando um pouco, mas nada que incomode.

Os vídeos CGI também são agradáveis. Considerando outros vídeos 3D de jogos contemporâneos ao Sanitarium, este sobreviveu bem. Possivelmente por evitar mostrar rostos.

Minha única dificuldade foi enxergar alguns itens, dada a baixa densidade de pixels.

Jogabilidade, movimentação e espasmos involuntários

Fonte: segmento da live do canal Arcade Noé

Sanitarium é um adventure/point-and-click com interações com botão esquerdo do mouse e movimentação com botão direito. É simples e funcional. Não possui diversos verbos como jogos da LucasArts. Não possui combinação de itens no inventário. Não adiciona complexidade desnecessária.

Minhas únicas reclamações são com a velocidade de movimento do personagem e certa dificuldade para encontrar os spots clicáveis no cenário de Sanitarium. Às vezes, demandava muito tempo ir e vir pelo mapa; em outras, é necessário caçar qual pedra de um amontoado no chão é possível clicar ou em qual pedaço do mapa é possível andar.

Reprodução – Internet

Teorias e spoilers

Segue análise escrita por Mewd no fórum AdventureGamers

Resumo do Enredo:

Este é um resumo montado das cenas de flashback do ‘mundo real’ que são exibidas em momentos chave.

Max é um pesquisador médico perfeitamente comum que foi levado à carreira médica pela culpa de sua irmã Sarah ter morrido de uma doença desconhecida. Na busca para evitar tragédias semelhantes, Max se empenha em encontrar uma cura para o DNAV, uma doença misteriosa que afeta apenas recém-nascidos. Sua pesquisa o leva, junto com sua esposa, para a região dos Astecas na América Central; onde Max está convencido de que encontrará uma cura baseada no fato de que uma tribo de antigos aldeões astecas sobreviveu a uma praga sem o uso de tratamento médico. Max fica frustrado, pois, apesar de passar muito tempo investigando, não encontra nenhuma evidência de uma cura. Ele ouve dizer que seu antigo colega, Dr. Morgan, está trabalhando arduamente na Mercy Corporations para inventar a droga Hope, que promete curar o DNAV que está dizimando os recém-nascidos. Max, vendo seu trabalho atual como um fracasso, decide que talvez deva voltar para casa e ajudar seu antigo colega, que está próximo de uma cura real, em vez de buscar uma cura sozinho de maneira arrogante.

Max retorna para casa e começa a trabalhar com Morgan; infelizmente, muitos dos sujeitos de teste tratados com a droga Hope morrem. A pesquisa continua, e Max passa muito tempo longe de casa, tentando descobrir o que está errado. Sua esposa, infeliz por estar sozinha enquanto Max está consumido pelo trabalho, frequentemente lembra-lhe de sua insatisfação. No entanto, Max está determinado a encontrar uma cura.

Em algum momento, Max está rodando simulações em seu computador para a droga Hope e a vê falhar diante de seus olhos mais uma vez. Então, ele tem uma inspiração e, ao notar uma pequena foto de sua viagem de pesquisa na selva asteca, tem uma revelação e percebe que a resposta para curar o DNAV estava diante dele o tempo todo, aparentemente na foto.

LEIAM – Creepy Tale: Some Other Place | Análise

Ele rapidamente realiza uma simulação e fica eufórico ao ver que funciona. Ele então direciona todos os recursos da empresa para pesquisar essa cura, mas Morgan corta seu financiamento. Em uma reunião, Morgan explica que Max estava se distraindo demais com uma promessa vaga de cura, quando deveriam se concentrar na droga Hope para aperfeiçoá-la. Max fica enfurecido, acusando Morgan de estar buscando apenas lucros e prestígio em vez de curar a doença. Max ameaça deixar a empresa, mas Morgan lembra a ele que sua irmã Sarah não morreu de DNAV e que ele estava levando isso muito para o lado pessoal. Morgan cede e tenta conceder a Max algum financiamento para sua pesquisa, e a reunião termina de forma tensa.

Morgan corta os cabos de freio do carro de Max, na tentativa de impedi-lo de roubar a riqueza e o prestígio que ele obteria com sua cura. Morgan possivelmente faz isso não só por essa razão, mas também para usar a droga Hope como meio de mostrar a seu pai cruel e depreciativo que ele não é um fracasso.

Max dirige para casa, conversando com sua esposa ao celular enquanto desce uma estrada de montanha molhada pela chuva, e não consegue reduzir a velocidade. Seu carro sai da estrada e Max quase morre no acidente.

O que exatamente acontece em seguida é debatível. Max fica preso dentro do Sanatório.

Reprodução – Internet

Teoria do Enredo 1: Não Há Sanatório

“Esta teoria propõe que o jogo inteiro jogável é uma ilusão completa. Apesar dos capítulos no Asilo, isso também faz parte da alucinação causada pelo trauma craniano de Max. Isso é evidenciado durante “O Desafio” quando Max diz: “Eu vejo a conexão agora! Nada disso é real!”

Isso explicaria várias coisas, principalmente por que Morgan de repente é um psiquiatra em um asilo em vez de um médico e como Max acabou em um hospital em vez de ainda estar no asilo. Simplificando, nada disso realmente aconteceu.

A única coisa que realmente impede essa teoria é a virada horrivelmente gráfica que Morgan dá durante a parte “O Laboratório” do jogo. Ele é visto como um monstro desumano que está massacrando pessoas para conquistar a insanidade. Ele está usando crianças clonadas com aparência perturbadora para estudar e colher a “carne insana”.

Isso é espelhado no capítulo de Grimwall, onde Gromna comete atrocidades semelhantes. É possível que tudo isso represente o desdém de Max por Morgan por não ajudá-lo com sua cura, ou pode ter sido apenas a maneira do designer do jogo de construir um impulso contra Morgan como antagonista. De qualquer forma, parece uma tangente solta. Se você terminar o jogo assumindo que havia mais nos planos de Morgan do que simplesmente encher os bolsos, provavelmente sairá do jogo com a sensação de que ele não terminou corretamente.

Outra coisa a considerar são os avisos ominosos que Max recebe sobre estar preso neste lugar. Talvez isso seja orientação divina; é difícil dizer. No clímax, onde Morgan injeta o IV de Max com o misterioso líquido verde, vemos repetidamente uma representação “viral” de Morgan que está tentando mantê-lo restrito em sua própria mente, mas a droga real ainda não entrou em seu corpo. Todas essas coisas combinadas lançam algumas dúvidas sobre essa teoria, embora tudo possa ser atribuído a alucinação e exagero mental. A especulação nos leva à segunda teoria do enredo.”

Reprodução – Internet

Teoria do Enredo 2: Droga da Insanidade

“Esta é uma teoria alterada que é muito menos coerente; mas foi a impressão que tive na primeira vez que joguei. O nível “O Laboratório” desempenha um papel muito maior aqui; em que os estudos de Morgan sobre caçar e capturar a insanidade são factuais. Se o asilo é real ou não é discutível, mas o principal aqui é que Max foi injetado com um estranho líquido verde que parece ter sido colhido dos bebês de tubo de ensaio. Minha sugestão é que este seja um ‘Soro da Insanidade,’ com o qual se pode infectar um indivíduo perfeitamente normal e torná-lo insano.

Durante o clímax, Morgan injeta o IV de Max com essa substância. Pode muito bem ser veneno; considerando que mata você se chegar ao seu braço, mas parece notavelmente semelhante à injeção que você recebeu antes de se transformar em Grimwall.

Se o Asilo fosse real, então Morgan poderia idealmente tê-lo injetado com o soro e colocado no hospício para impedi-lo de espalhar informações sobre sua cura. É improvável que Morgan tenha conseguido se tornar o médico-chefe de um asilo apenas para fazer isso, no entanto. A menos, é claro, que a Mercy Corporations tenha seu próprio asilo; mas isso seria apenas se aprofundar em desculpas sem fundamento. Essa teoria é possível, mas parece terrivelmente improvável.”

Sanitarium
Reprodução – Internet

Considerações finais

Por algum motivo que não sei explicar, eu nunca persisti em jogar Sanitarium além daquela área inicial quando era criança/adolescente. Foi a melhor decisão que eu tomei.

Por quê? O jogo é ruim? Não! muito pelo contrario!

Só que para poder absorver as diferentes camadas e nuances de Sanitarium, se faz necessário um pouco de vivencia e entendimento da vida. Algo que, quando adolescente, tenho certeza que não conseguiria aproveitar e simplesmente achar que se trata de um jogo “pirado”.

Por exemplo, na vida adulta, as vezes nos dedicamos em demasia pelo trabalho e isso pode afetar a vida amorosa com o(a) companheiro(a). Ou uma internação por alguma infecção que te faz ter febre e delírios, e lidar com efeitos colaterais de analgésicos bem potentes.

Na minha opinião, Sanitarium  é um bom jogo e com uma história bem diferente. Já joguei outros adventures e no geral eles tem uma temática bem leve e bem humorada. Um que tentou ser mais na pegada adulto e terror foi Phantasmagoria, mas o resultado final foi uma entrega galhofa e que não causa inquietude e desconforto como Sanitarium.

O jogo tem pequenos defeitos, como as já citadas dificuldades para saber as áreas que são clicáveis e que tem movimentação permitida. Merecia um carinho da DotEmu para rodar o jogo em resoluções maiores, com scaling filters e algumas qualidades de vida.

Recomendado! Vá verificar nas promoções das suas plataformas de serviços de distribuição de jogo digitais favoritas(que não me pagam nada)

Você pode acompanhar a jogatina inteira na playlist Sanitarium do canal Arcade Noé.

Nota: JOGUEM!

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Encodya | O robô irá lhe proteger https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/12/19/encodya-o-robo-ira-lhe-proteger/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/12/19/encodya-o-robo-ira-lhe-proteger/#respond Sun, 19 Dec 2021 12:58:44 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=9090 No momento que você estiver lendo esse artigo, eu provavelmente vou ter saído de casa pela primeira vez em meses (sem contar as idas ao posto para a vacinação), já que a última vez que havia saído, foi pra visitar o zoológico (que tem o nome fresco de Bioparque). E honestamente, não tem muito a […]

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No momento que você estiver lendo esse artigo, eu provavelmente vou ter saído de casa pela primeira vez em meses (sem contar as idas ao posto para a vacinação), já que a última vez que havia saído, foi pra visitar o zoológico (que tem o nome fresco de Bioparque). E honestamente, não tem muito a ver com o fato de eu estar desempregado. Mesmo quando eu trabalhava, eu sempre fui um bicho mais caseiro. Saídas eram geralmente reservadas a coisas como a Bienal do Livro e tal.

Por quê estou escrevendo sobre isso? Sei lá. Enfim, o Chaosmonger Studio foi fundado no começo dos anos 2000 pelo italiano Nicola Piovesan, a princípio, o foco sempre foi em produções audiovisuais, com curta metragens variados.

LEIAM – The Game Awards | Refletindo sobre os anúncios

Em 2017, graças ao financiamento do Kickstarter, um curta metragem chamado “Attack of the Cyber Octopuses” foi lançado, o que levou a um outro financiamento de curta que seria lançado em 2019, chamado “Robot will Protect You”, que estrelaria Tina, uma das personagens de AotCO, só que 17 anos antes.

Desse curta, saiu mais um financiamento, dessa vez, de um jogo, a primeira vez que o Chaosmonger adentraria o mercado de jogos. E no começo de 2021, chegava aos PC’s, o adventure Encodya.

E em novembro desse ano, o jogo finalmente foi lançado para os consoles. Será que a jornada vale a pena? Ou Encodya é um point and click que merece ser esquecido por suas falhas catastróficas?

Sigam-me os bons!

Encodya
Créditos: Chaosmonger Studio

Uma jornada para salvar Neo-Berlim

Neo-Berlim, no ano de 2062. Tina, uma órfã de 9 anos de idade, vive com SAM-53, seu desajeitado robô guardião, em um abrigo improvisado no topo de um prédio de Neo-Berlim, uma megalópole sombria controlada pelas corporações.

Tina é uma criança da selva de pedra, que aprendeu a viver sozinha, arrumando coisas no lixo da cidade, e sobrevivendo disso. Seu robô está sempre junto dela, programado para protegê-la, não importando a situação.

Um dia, a garota descobre que seu pai lhe deixara uma importante missão: finalizar seu plano de salvar o mundo dos monótonos tons de cinza. Tina e SAM embarcam numa aventura cheio de criaturas robóticas bizarras, e seres humanos grotescos.

LEIAM – Game Dev Story | Seja o desenvolvedor e vicie no processo

O enredo de Encodya possui humor, mas não é aquela coisa escrachada que vimos em Leisure Suit Larry e que era 50/50, ou eu ria feito um desgraçado ou ficava com cara de nada.

Aqui é um humor mais “espertinho”, sutil e não permeia toda a jornada em si. Algumas referências durante a jornada vão fazer umas risadas altas (uma no final do jogo me fez rir alto) ocorre, mas a história mistura bem a questão do humor, com o drama da jornada de Tina para cumprir a missão que seu pai lhe deixara.

Nem todos os personagens são exatamente marcantes, já que alguns dos que você interagem, são basicamente parte do cenário. Mas, ainda assim a jornada é legal de ver, porque no fim, as pessoas que Tina interage na jornada, aparecem no final.

Encodya
Créditos: Chaosmonger Studio

É um point and click bom, maaas…

Encodya é um adventure point and click, então sabemos o que esperar… Mais ou menos. Ele possui dois personagens jogáveis, Tina e Sam. Tem momentos em que você precisará jogar usar a Tina, porque ela interage melhor socialmente com certas pessoas.

Porém, Sam também é necessário porque tem coisas que só ele pode levantar, locais que só ele alcança e robôs que só falam com ele por conta da linguagem robótica.

Enfim, as típicas presepadas do gênero estão aqui. Combinar itens de maneira absurda, conversar com as pessoas pra conseguir pistas e solucionar enigmas.

LEIAM – Lista completa das edições “JOGO + FILME” da WB Games Brasil

Isso aqui soará como reclamação particular minha, porque é, mas eu fico meio embasbacado com o quanto point’n clicks no PS4 são diferentes uns dos outros no quesito jogabilidade, ainda que no PC eles sejam mais homogêneos nesse departamento, mesmo sendo produzidos por produtoras diferentes.

Mesmo a série Deponia, no PS4, os jogos possuem controles ligeiramente diferentes. Enfim, ao menos Encodya possui um botão pra corrida, o que faz com que a navegação pelos cenários seja rápida.

O jogo é relativamente curto pra um point’n click, com duração total entre 5 e 6 horas (a campanha do Kickstarter diz 6 horas, mas meu save tem 5 horas e quebrados, isso porque eu fiquei QUINZE MINUTOS PARADO em um ponto pra um “Segredo” do jogo que me deu um troféu), mas é possível terminar em menos tempo, tem um achievement pra sub 4 horas.

No geral, Encodya é um bom point and click, mas… Ao menos na versão de Playstation 4, o jogo possui problemas de performance notáveis. Em especial em transição de cenários. Não afeta tanto a jogabilidade, mas é visível até mesmo pro jogador mais casual. A coisa é tão gritante que na cutscenes final, alguns momentos a taxa de quadros cai pra casa de 1 digito.

Créditos: Chaosmonger Studio

Belíssimos gráficos, quase como se fosse um filme jogável

Ok, o título da parte gráfica é uma piada com o fato de que o jogo foi inspirado no curta animado dos próprios produtores. Não sei exatamente o quanto de assets da animação foi reaproveitado, mas divago. O jogo possui cenários lindos, evocativos de uma versão um pouco cartunizada do estilo cyberpunk.

Ainda que a estética de mundo dominado por corporações esteja ali, é tudo menos agressivo. Dito isso, na metade final do jogo, o jogo dá um 180 no design de cenários, contendo campos e florestas verdejantes, mas não menos impressionantes.

Os modelos dos personagens possuem um estilo que me lembrou um pouco o remake de Monkey Island que saiu na década passada, com o estilo cartunizado. E como não pude jogar os remakes na época (e nem depois, mas enfim), isso aqui ficou bem legal, apesar de a princípio parecer estranho (isso é uma coisa que digo de todo point’n click que analiso aqui.)

A dublagem é um ponto bastante positivo, especialmente que Richard Epcar (Raiden em Mortal Kombat, Ansem em Kingdom Hearts) e Lizzie Freeman (Yanfei em Genshin Impact, Popoi no remake de Secret of Mana) reprisaram seus papéis como SAM e Tina… E fizeram um bom trabalho, assim como o resto do cast, que apesar de não ter nomes de quilate, desempenham seus papéis com competência.

A trilha sonora, composta por Yann Latour é um bocado atmosférica. Não no sentido de sons ambientes, longe disso, mas melodias calmas que dão por vezes o tom dramático de uma cena, ou o clima claustrofóbico de uma megalópole cyberpunk.

Não são aquelas músicas que você vai ouvir porque são músicas que te agitam, mas fora do jogo, você pode ouvi-las tranquilamente pra relaxar.

Créditos: Chaosmonger Studio

Quase recomendado

Se não fossem os problemas de performance, a recomendação de Encodya seria do tipo sem pensar duas vezes. Mas, isso deixa as coisas meio em cima do muro. É um bom point and click, mas do jeito que está no PS4, aguarde uma promoção.

Não sei se esses problemas de performance existem no PC, então não tenho autoridade pra falar. Honestamente, depois de pesquisar pra essa análise, fiquei com vontade de assistir aos dois curtas que originaram o jogo.

Enfim, Encodya está disponível para PC, Nintendo Switch, PlayStation 4 e Xbox One.


Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela Assemble Entertainment.

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Cotton 100% | Uma porta de entrada para os Shmups! https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/11/04/cotton-100-uma-porta-de-entrada-para-os-shmups/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/11/04/cotton-100-uma-porta-de-entrada-para-os-shmups/#comments Thu, 04 Nov 2021 21:27:51 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=8989 Vocês sabiam que um novo jogo da franquia Cotton vai sair no fim do ano? Nem eu, mas sim, Cotton Rock ‘N’ Roll*: Superlative Night Dreams sairá no fim do ano para PlayStation 4, Switch e PC. Será o primeiro jogo original da série em 20 anos, sem contar relançamentos ou Pachinkos. Também não conto […]

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Vocês sabiam que um novo jogo da franquia Cotton vai sair no fim do ano? Nem eu, mas sim, Cotton Rock ‘N’ Roll*: Superlative Night Dreams sairá no fim do ano para PlayStation 4, Switch e PC.

Será o primeiro jogo original da série em 20 anos, sem contar relançamentos ou Pachinkos. Também não conto o remake, porque tecnicamente é o primeiro jogo da série relançado, mas, enfim.

LEIAM – Panorama Cotton | A um toque da grandeza

1994 foi um ano esquisito pra franquia Cotton, porque a Success, desenvolvedora do jogo produziu não um, mas dois jogos diferentes da série, um deles sendo o Panorama Cotton, que analisamos na semana passada, e outro que é justamente esse aqui, Cotton 100%… Que até pouco tempo atrás, era o único jogo da série que eu havia jogado, no emulador.

Depois de um relançamento no PS1 nos anos 2000 (e que está disponível na PSN japonesa), a ININ Games e a Ratalaika Games se juntaram pra trazer Cotton 100% a um novo público, com um lançamento global.

Se ele vale a pena seu suado dinheirinho? Confira conosco.

Reciclando a primeira aventura… Mais ou menos.

Cotton 100% não é necessariamente um porte do primeiro Cotton (Cotton: Fantastical Night Dreams), mas reaproveita muita coisa do primeiro jogo, como a vilã Wool, que aparentemente sequestrou Knit, a irmã de Silk, a fadinha que é companheira de Cotton e possivelmente roubou mais Willow, o doce que Cotton é viciada.

E isso foi o necessário para enfurecer Cotton e fazê-la sair numa rampante de destruição… Ou algo do tipo. Ei, o jogo nem patch em inglês da versão de Super Famicom tem. No máximo em francês, e como não me chamo Jacquin e nem deixo o freezer desligado de notche, não sei o que se passa nos diálogos do jogo.

Pois é, assim como Panorama Cotton, Cotton 100% foi lançado do jeito que o original estava, sem tradução*.

Não que isso seja um grande problema, porque num shooter, usualmente a história é secundária e o jogo é amigável bastante pra ser jogado sem que seja necessário o entendimento de japonês.

Meu primeiro Shoot’ Em Up

Se você quiser introduzir alguém ao gênero de shooters, Cotton 100% é perfeito para o serviço. Primeiro, a dificuldade dele não é necessariamente grande. Tem seus pontos difíceis? Tem, mas não é tão difícil quanto outros jogos do gênero.

O jogo é um shooter horizontal, e você precisa explodir tudo que está em seu caminho. Antes de começar o jogo, você tem quatro sets de magia para escolher, e aí depende do que você quer. Deseja ir com poder ofensivo?

Dá. Quer um pouco de proteção com escudo? Também dá.

Conforme você vai avançando nas sete curtas fases, você vai acumulando experiência ao derrotar inimigos, e coletar Willows deixados por alguns deles. Com isso, sua arma principal vai ficando mais forte. Além disso, você pode coletar fadas deixadas por determinados inimigos, e elas funcionam mais ou menos como as Options de Gradius, ou seja, Orbes que disparam e lhe ajudam.

LEIAM – Gleylancer | Um relançamento para uma nova geração

O jogo não é longo, podendo ser terminado em pouco mais de meia hora, mas as coisas podem ficar um pouco cascudas, especialmente na batalha contra a Wool, mas é recompensador terminar o jogo.

Cotton 100% tem os mesmos recursos modernizados de Panorama Cotton (e GleyLancer), ou seja, opção entre os modos “Padrão” (Com Save State e Rebobinação) e “Desafio” (o jogo como ele foi lançado), e ao terminar o modo Desafio, você habilita a opção de jogar com os Cheats. (vidas infinitas, arma no máximo, invencibilidade).

Porém, ao contrário de Panorama Cotton, onde os Cheats só funcionam no modo Padrão, em Cotton 100%, os cheats irão funcionar no modo desafio. Claro, você vai ter que terminar o jogo uma vez na raça, mas o fato dos Cheats funcionarem no modo desafio auxilia bastante na platina, já que dá pra conseguir os troféus de pontuação com facilidade.

Colorido e animado

Cotton 100%

Cotton 100% faz jus a fama da série no quesito gráficos. Cada estágio é único, e muito, mas muito bem feito. Felizmente não é necessário se preocupar com toques no chão ou no teto, já que eles não te matam (como é de costume em muitos shooters). E os sprites do jogo, os inimigos, assim como a própria Cotton são muito bem feitos. Mas destaco aqui os sprites da boss final, Wool, nas duas formas. É um sprite bonito pra caramba. Os bosses são criativos num geral, talvez com exceção do Dragão da sexta fase que parece genérico.

LEIAM – Luigi’s Mansion (GameCube) | Análise

A trilha de Cotton 100% também foi assinada por Kenichi Hirata, que assim como em Panorama Cotton, fez excelentes temas aqui, embora alguns temas possam soar inapropriados para o cenário. Em específico aqui falo da fase das cavernas, que não passa uma atmosfera muito cavernosa, e sim um tema felizinho.

Mas, entre tapas e beijos, as músicas de Cotton 100% agradam bastante. Uma coisa que eu possivelmente poderia ter falado no review de Panorama Cotton, e no de GleyLancer, assim como nesse aqui, é que obviamente, o jogo possui a opção de filtros pra simular TV antiga e blá blá blá. Mas sabe porque não comentei?

Eu acho esse tipo de filtro um saco. Pronto, falei.

Dê uma chance a Cotton 100%

Cotton 100%

Tá certo que o preço numa primeira vista pode não ser convidativo (mais pela situação do nosso país, com o dólar nas alturas), mas pesando prós e contras, especialmente considerando que uma cópia LOOSE (ou seja, só o cartucho) de Cotton 100% custa 500 reais, e uma completa (com caixa, manual e um CD especial com músicas cantadas pela seiyuu da Silk) sai por 1700 (esses preços estão no eBay), acaba não saindo um mau negócio adquirir Cotton 100% digitalmente.

É um shooter divertido, não muito difícil e se esforçar pra desbloquear a invencibilidade é uma das melhores sensações que se pode ter. Pulverizar bosses em 10 segundos no máximo, não tem preço. Na verdade tem, mas enfim.

Cotton 100% está disponível para PlayStation 4 e Nintendo Switch, além das versões originais de SNES e PS1.

*Pós texto: A ININ Games comentou que em breve, tanto Panorama Cotton, quanto Cotton 100% receberam patches de atualização com traduções para o Inglês, Francês, Espanhol, Italiano e Alemão.

*Pós texto 2: A ININ Games confirmou, nos trailers de lançamento de Panorama Cotton e Cotton 100%, que Cotton Rock ‘n’ Roll será localizado como Cotton Fantasy e que deve dar mais notícias sobre uma data ocidental em breve.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela ININ Games

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Deponia | As desventuras de um anti-herói no ferro velho infinito https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/05/25/deponia-as-desventuras-de-um-anti-heroi-no-ferro-velho-infinito/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/05/25/deponia-as-desventuras-de-um-anti-heroi-no-ferro-velho-infinito/#respond Tue, 25 May 2021 15:59:59 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7378 Eu sempre quis gostar de Adventures Point and Click. Sério. Inclusive antes mesmo de eu receber pra analisar o “Dude, where is my beer?” , eu tinha adquirido alguns jogos do gênero no Steam (inclusive no momento, entre uma coisa e outra, estou jogando Post Mortem), mas eu não sou a mais brilhante das pessoas […]

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Eu sempre quis gostar de Adventures Point and Click. Sério. Inclusive antes mesmo de eu receber pra analisar o “Dude, where is my beer?” , eu tinha adquirido alguns jogos do gênero no Steam (inclusive no momento, entre uma coisa e outra, estou jogando Post Mortem), mas eu não sou a mais brilhante das pessoas e esse tipo de jogo parece exigir massa cinzenta do seu jogador.

E depois de um tempo, eu meio que parei de usar o PC como plataforma principal de jogo (com exceção de visual novels e jogos que meu notebook consegue rodar sem fazer a minha casa explodir).

LEIAM – Dude, Where is my beer? | Eu quero goróó

Bem, numa dessas muitas promoções da PSN, eu comecei a jogar a série Deponia, criada pelo pessoal do estúdio alemão Daedalus Entretainment, conhecida usualmente por seus point’n clicks, e terminei os quatro jogos da série. Falarei um pouco sobre cada um deles a seguir.

DEPONIA

Disponível para: PC/iOS/PS4/Xbox One/Switch
Versão Jogada: PlayStation 4

O primeiro Deponia nos traz Rufus, como o protagonista mais insuportável que eu já vi. Narcisista e egocêntrico, ele deseja sair do planeta lixo onde vive, Deponia, e morar na colônia/cidade flutuante que orbita o planeta, Elysium.

LEIAM – Override 2: Super Mech League | Mechas, Monstros e o Ultraman

Obviamente, ninguém leva suas tentativas de sair de Deponia a sério, porque usualmente elas não terminam muito bem, seja para Rufus… Ou todos ao seu redor, seja a sua ex-namorada Toni, ou os conhecidos em seu vilarejo.

Em uma das tentativas, ele acaba conhecendo (entenda como fazendo com que ela caia de uma nave de transporte) Goal, uma habitante de Elysium e nisso, começa a aventura de verdade.

O jogo

Honestamente, em termos de humor, Deponia acerta e erra na mesma proporção. Algumas das tiradas e sacadas do jogo são boas, e outras nem tanto. Mecanicamente falando, no PlayStation 4, ele é deveras básico, os puzzles não são tão complicados e o jogo é fácil de se terminar, e conquistar a platina.

Terminando sem pular os quebra-cabeças não lhe garante uma platina, pois existem algumas coisinhas extras a serem feitos. Ele é basicamente, o que se espera de um primeiro jogo de uma série: Não muito complicado, e experimenta bastante, tendo erros e acertos para serem definidos numa sequência.

Chaos on Deponia

Disponível para: PC/PS4/XONE/Switch
Versão jogada: PlayStation 4

No final do primeiro jogo, Goal e seu noivo Cletus estão retornando para Elysium, só que essa jornada é atrapalhada por Rufus, que em mais uma das suas tentativas de sair de Deponia (que pra chegar nessa tentativa, Rufus matou um passarinho e colocou fogo na casa de uma velha), atinge a nave deles e nisso, todos caem do céu (Incrivelmente a culpa não é do Rufus).

As circunstâncias levam a personalidade de Goal a ser dividida em três, e Rufus precisa convencer as três personalidades, que elas precisam se submeter a uma cirurgia para ser uma só. E enquanto isso, Rufus precisa ajudar a resistência de Deponia a evitar que o Organon (uma organização militar de Elysium) conclua os planos de destruir o planeta de vez.

O jogo

Chaos on Deponia é o meu favorito, sem sombra de dúvidas. Não só pela qualidade do roteiro, que melhorou absurdamente, mas também mecanicamente ele é mais agradável no PS4. Foram melhorias mínimas, mas que fizeram uma enorme diferença no fim das contas.

E o escopo e cenário do jogo foi imensamente ampliado, enquanto que basicamente o primeiro jogo se passa em Kuvaq e na Plataforma de Ascensão, aqui conhecemos mais sobre o Ferro Velho infinito que é Deponia.

Os puzzles estão melhores, e ainda será uma platina relativamente fácil. E um padrão começa a ser observado aqui: Toda vez que Rufus faz algo altruísta, ele acaba metendo os pés pelas mãos e se fode.

Goodbye, Deponia

Disponível para: PC/PS4/XONE/Switch
Plataforma jogada: PC

Por conta da política de censura da Sony, a Daedalus optou por remover Goodbye, Deponia (e Deponia: The Complete Journey) das lojas do PlayStation 4 nos EUA/Europa/Brasil, estando somente disponível na loja de Hong Kong. E como não tenho 12 dólares para um cartão da PSN de lá, tive que jogar a versão de PC, graças ao Chora_BR que me deu o jogo.

Rufus ainda vive em Deponia, o planeta Ferro Velho/Lixão e ainda quer ir para Elysium. Mas ainda assim, ele também quer deter o plano dos Organon de explodir Deponia. Para isso, ele vai contar com a ajuda de aliados imprescindíveis: Seu amigo Bozo (não, não é o palhaço), Goal e a pessoa com quem Rufus mais se importa: ELE MESMO.

Se um Rufus já causava estragos por onde passava, imagine três?

O Jogo

Deponia

Em termos de narrativa, Goodbye, Deponia é tão bom quanto seu antecessor, apesar de viajar bonito em algumas das partes. Mas pelo menos o humor se manteve o mesmo do antecessor.

Agora, pra ser honesto… Jogar no Notebook foi uma experiência inferior a jogar no PlayStation 4.

Talvez tudo se resuma a questão de usar o touchpad do Notebook e honestamente, fica horrível. Com um mouse deve ser mais confortável, usar o inventário rápido na rodinha do mouse.

Porque no PC é mais rápido, mas o touchpad deixa tudo tão sem graça.

Deponia Doomsday

Deponia

Disponível para: PC/PS4/XONE/Switch
Plataforma jogada: PlayStation 4

Deponia Doomsday é a sequência que não é muito sequência, mas é sequência. É um tanto difícil de explicar ele sem dar spoilers do resto da série, mas ele explica muitas das coisas que eram como garantido da série, como a razão de Toni ter terminado com Rufus, e como surgiu a personagem Lotti (A atendente da prefeitura de Kuvaq).

Mas bem, o plot de Deponia Doomsday envolve viagens no tempo, e Rufus novamente tendo que salvar não somente o mundo, mas o espaço-tempo e impedir que uma versão mais velha de si mesmo destrua Deponia, que os Fewlocks (uma paródia dos Morlocks) dominem Deponia e que um bigode cresça.

O jogo

Deponia

A versão de PS4 adicionou um botão pra acelerar o passo! (não sei se ele é existente no porte de Goodbye, Deponia) Infelizmente cortaram a opção de pular a transição de tela.

No geral, tantas risadas quanto Chaos in Deponia e muitos absurdos, incluindo óculos 4D, viagens no tempo e um troféu FILHO DA PUTA que exige todas as combinações diferentes de genes (243) que leva duas horas pra fazer e só não o fiz ainda porque to com preguiça danada.

No geral, dos três que joguei no PlayStation 4, é o segundo melhor. Como deu pra perceber, eu meio que fiquei sem muito o que falar, porque basicamente o que falei sobre cada jogo, foi mais sobre a experiência deles, e um pouco disso, logo, sigamos em frente.

A Jogabilidade

Deponia

A série Deponia, como devo ter explicado lá em cima, são adventures point and click, então basicamente você deve coletar itens, combinar itens, falar com as pessoas e resolver as situações de maneira completamente não convencional, como usar um algodão doce com iluminação fosforescente para seguir os passos, ou pegue um pano e cabelos de um esfregão, para no escuro, se disfarçar de outra pessoa.

Com exceção do primeiro jogo, cada jogo traz um gimmick diferente, no segundo jogo você tem a questão das três personalidades de Goal (Lady Goal, que reflete o lado refinado de Goal, Spunky Goal, que reflete o lado agressivo dela, e Baby Goal, que reflete o lado idealista da personagem). O terceiro jogo trouxe os Três Rufus, que tinham que fazer coisas específicas e trocar itens do inventario dentre si, e no quarto jogo tinhamos a questão dos portais no tempo, e apesar de não ser tão dinâmico quanto nos dois outros jogos, é uma variedade.

Nos momentos chave do jogo, quebra cabeças terão de ser resolvidos, e variam em complexidade e dificuldade. Eles podem ser simples, como montar um quebra-cabeças, enquanto que outros exigem um pouco mais de massa cerebral e em alguns casos, sorte na manipulação do inimigo. E caso você só queira curtir a história (ou fazer speedruns) os puzzles são em sua maioria, opcionais (e claro, eles são obrigatórios, caso queira fazer a platina dos jogos).

Gráficos

Deponia

Apesar do design de personagens não ser pra todo mundo, o trabalho de animação na série Deponia é muito bom.

Os cenários no primeiro jogo podem ser um bocado limitados por conta do escopo, mas eles vão evoluindo e honestamente, apesar de Chaos in Deponia ser o meu favorito, Deponia Doomsday e Goodbye, Deponia tem os melhores cenários em termos de variação. Apesar do mapa da ilha de Porta Fisco ser daora e termos pequenas visitas a outros pontos de Deponia são legais.

Apesar do estilo cartunesco, a animação em Deponia é boa (quase sempre) e as grandes Cutscenes provam que não são só spriteszinhos pequenos, mas um trabalho real ali da equipe. E mesmo não sendo lá a minha praia, o estilo de Deponia acabou meio que me contaminando.

Departamento Sonoro

Deponia

É no departamento sonoro que Deponia brilha. A trilha sonora, composta por Thomas Höhl e Finn Seliger é bem gostosa de se ouvir, com destaque aqui pros Jingles no começo de cada capítulo com umas rimas absurdas.

Outra música que curto bastante, além dos Jingles, é o hino dos Organon, que Rufus precisa cantar em um momento de Goodbye, Deponia. É basicamente o tema da tela título.

A dublagem em inglês do jogo é absurdamente boa, com destaque para a dupla Kerry Shale e Alix Wilton Regan, que dão voz aos protagonistas Rufus e Goal, com Kerry fazendo trabalho triplo (as vezes mais do que isso) com Cletus, Argus e as outras variações do Rufus… Exceto o Old Rufus (do prólogo de Doomsday Deponia), que foi dublado por David Hayter, numa óbvia referência ao Old Snake.

A série possui dublagens em Alemão (obviamente), espanhol e italiano, mas só ouvi um pouco da dublagem alemã e me parece ok… Mas a língua alemã me é muito alienígena de escutar, por isso não posso dar um parecer mais objetivo acerca do trabalho final.

Quanto a tradução, dos quatro jogos, apenas o primeiro possui tradução em português, mas o trabalho ficou tão aquém do desejado que eu não consegui aproveitar, tendo que voltar a colocar os textos em inglês.

Se curte point and clicks, jogue Deponia

Deponia

Se você curte adventures, dê uma chance a série Deponia, os jogos vez ou outra entram em promoção na PSN e no Steam, dando um alívio ao seu bolso.

São quatro jogos divertidos e que fazem você pensar fora da caixa, rir e xingar os desenvolvedores por causa daquele achievement das 241 combinações. QUEM ACHOU QUE AQUILO ERA UMA BOA IDEIA?

Enfim, a série Deponia está disponível para PC, PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch, com a análise se baseando nas versões de PlayStation 4 e PC dos jogos.

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Dude, Where is my beer? | Eu quero goróó https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/04/06/dude-where-is-my-beer-2/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/04/06/dude-where-is-my-beer-2/#respond Tue, 06 Apr 2021 22:23:57 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=6987 Recentemente aqui no site, foi publicada a análise de Tormenta: O Desafio dos Deuses, um jogo medíocre que foi feito com base em financiamento coletivo e tudo que o jogo deixou pelo caminho foi um amontoado que mistura decepção, apoiadores putos e um outro jogo no universo de Tormenta que conseguiu ser pior que o […]

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Recentemente aqui no site, foi publicada a análise de Tormenta: O Desafio dos Deuses, um jogo medíocre que foi feito com base em financiamento coletivo e tudo que o jogo deixou pelo caminho foi um amontoado que mistura decepção, apoiadores putos e um outro jogo no universo de Tormenta que conseguiu ser pior que o primeiro.

Porque sim, fizeram um jogo de Holy Avenger, e SIM, ELE É PIOR QUE TORMENTA: O DESAFIO DOS DEUSES.

LEIAM – Tormenta: O Desafio dos Deuses | Falha Crítica

Enfim, basicamente falei sobre um jogo ruim que veio de financiamento coletivo. O que isso tem a ver com o jogo que estou analisando?

Pois bem, o jogo desta análise que você está lendo neste exato momento também veio de um financiamento coletivo, porém, ao contrário de Tormenta: O Desafio dos Deuses, Dude, Where is my Beer?, não bateu sua meta inicial de 7 mil dólares (que em dezembro de 2018 eram mais ou menos 27 mil reais), arrecadando apenas 1807 dólares (6902 reais na cotação da época).

Por sorte a campanha era com o fundo flexível e os desenvolvedores do jogo trabalharam com o que tinham.

Será que valeu a pena? Confira comigo.

Em busca de uma Cerva

Você é o primo ruivo norueguês do Baixinho da Kaiser, e acabou de chegar a Oslo após um encontro com seu primo e outros personagens esquecidos de propagandas, como o Tio da Sukita, o Sebastian da C&A e o mala das Casas Bahia que perguntava “QUER PAGAR QUANTO?”.

Após uma longa viagem, tudo o que você quer é tomar uma cerveja simples geladinha, daquelas de bar… Ou seja lá como cervejas simples sejam servidas, eu não bebo, só faço as piadas aqui.

Enfim, tudo o que você quer é tomar uma cerveja gelada barata, porém por algum decreto de um hipster babaca (que “doravantemente” chamarei de Philip Grandson), as cervas foram proibidas, dando lugar a cervejas artesanais com nomes extremamente longos tipo Elixir Caribenho da Austrália do Norte, ou algo do tipo, geralmente produzidas por aqueles hipsters pescoço de lápis que frequentam a USP.

Revoltado com a falta de uma cerva feita por pessoas que ainda possuam todos os neurônios e não se preocupam com a quantidade de likes no twitter/instagram, o nosso ruivo de meia idade começa uma peregrinação em busca da cerveja, tendo que lidar com todo tipo de hipster babaca e esnobe, além de ter que resolver coisas extremamente desnecessárias e que só fazem sentido se você se chama Guybrush Threepwood.

Uma jornada imbecilmente desnecessária, e é por isso que ela vale a pena

Dude Where is my beer

O jogo é um adventure point’n click, bem ao estilo de jogos como Secret of Monkey Island e Maniac Mansion, então você se move clicando no mouse para onde quer ir, e tem um punhado de ações que pode fazer, clicando nelas, ou usando atalhos do teclado (úteis em alguns pontos da história).

Porém, tem uma mecânica interessante (que pode ter sido ou não utilizada em algum outro jogo, não sou PhD em adventure), já que o seu personagem é um cara que não é muito sociável, então para poder falar com a maioria das pessoas, você terá que beber as cervejas de nomes desnecessariamente complicados, feito Mel Ucraniano de Nepal Senegalense, que podem ser adquiridas nos bares ao longo da jornada.

Tomando uma cerveja, você aumenta um pouco o nível de manguaça e torna possível falar com as pessoas e pegar alguns itens que quando sóbrio, seu personagem se recusa a pegar. Nisso, segue o gameplay, com o personagem fazendo coisas imbecilmente complicadas, que no fim das contas são uma carta de amor aos adventures clássicos da LucasArts.

Não é sempre que o senso de humor do jogo vai te fazer rir, mas o mundo do jogo tem um background interessante o suficiente pra te manter jogando.

Tem coisas que não foram exploradas o suficiente, talvez pela falta de fundos. Isso também reflete na duração do jogo, já que ele pode ser terminado em cerca de 3, 4 horas, ou bem menos se você souber o que estiver fazendo, e sendo necessário dois playthroughs para fazer todas as conquistas (uma sem receber as dicas do gato falante e uma recebendo todas as dicas do gato falante).

Nem tudo é diversão, já que algumas decisões feitas não foram as melhores pro jogo. Primeiro, nem sempre o jogo vai te indicar que você já fez algo que gerou uma reação em outro lugar, o que pode levar a coçadas de cabeça. E no aspecto mais técnico, o jogo não permite que você mude a resolução do jogo, o que é um contra pra quem usualmente joga no modo janela.

Poucas cores, boa animação, trilha fabulosa

Dude Where is my beer

O estilo de arte escolhido para o jogo pode parecer estranho a princípio, porém você se acostuma e vê que é até bem desenhado e os sprites são razoavelmente bem animados. Os cenários são ricos em detalhe, e refletem cada tipo de bar que você frequenta, desde o básico, ao bar esportivo e o bar do Paquistanês com nome inspirado em banda de Death Metal.

E claro, o jogo foi feito com uma paleta de cores pequena, mas bem escolhida, com as cores contrastando de maneira harmoniosa, não agredindo aos olhos, mesmo na parte onde há um alerta sobre epilepsias, não chega a ser algo gritante.

A trilha sonora de David Borke é bastante funcional, podemos definir ela assim. Apesar de não ter aqueles temas memoráveis, ela é competente o suficiente para deixar o jogador no clima necessário para essa curta aventura.

Nem todas as áreas, necessariamente vão ter músicas, muitas vezes, o que lhe acompanhará são seus passos, ou a cacofonia de uma multidão.

Uma surpresa grata, mas que não é pra todos

Os próprios desenvolvedores disseram que eles fizeram basicamente o jogo que queriam jogar, então se você é um fã dos clássicos adventures da LucasArts, vai se sentir em casa com Dude, Where is my Beer?, pois ele possui os elementos que fizeram com que esses jogos se destacassem na época.

Nem todo mundo curte adventures, óbvio, mas aqueles que curtem, vão encontrar um bom aperitivo aqui.

Dude, Where is My Beer está disponível para PC’s, e a análise foi feita com uma cópia, gentilmente cedida pelos desenvolvedores.

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The Eternal Castle: Remastered | Revisitando um clássico que nunca existiu https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/08/20/the-eternal-castle-remastered-revisitando-um-classico-que-nunca-existiu/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/08/20/the-eternal-castle-remastered-revisitando-um-classico-que-nunca-existiu/#comments Thu, 20 Aug 2020 11:00:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=4151 Os jogos de aventura Os anos 80 foram a época do nascimento de jogos de aventura para PC, seja do tipo point-and-click como Maniac Mansion (1987) ou games com controle total do personagem, como Prince of Persia (1989). Na década seguinte, tivemos o apogeu desse tipo de entretenimento, principalmente com os jogos da Lucas Arts, […]

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Os jogos de aventura

Os anos 80 foram a época do nascimento de jogos de aventura para PC, seja do tipo point-and-click como Maniac Mansion (1987) ou games com controle total do personagem, como Prince of Persia (1989).

Na década seguinte, tivemos o apogeu desse tipo de entretenimento, principalmente com os jogos da Lucas Arts, como Monkey Island e Full Throttle. Outras desenvolvedoras também tiveram seus sucessos, como inesquecível Another World de 1991, que misturava um pouco do que foi criado em Prince of Persia com solução de quebra-cabeças.

LEIAM – Elden: Path of the Forgotten | Quase um Dark Souls 2D

Nessa mesma linha, tivemos o principal representante dos adventures, “The Eternal Castle”, que agora em 2020 ganha um relançamento. Ou será que não é bem assim?

The Eternal Castle: Remastered

“Remastered?”

Em todos os pré-releases e até na descrição das lojas onde o game está disponível, temos a informação de que TECR é uma reimaginação ou relançamento de um grande clássicos dos games de aventura do ano de 1987, onde controlamos Adão ou Eva (não os da bíblia) voltando para o planeta Terra para explorar e buscar recursos para humanidade em um futuro bem pós-apocalíptico.

Obviamente que a primeira coisa que fui fazer foi ir atrás do game original e ver o que foi melhorado nesta versão. Isso não seria novidade, visto que muitos dos adventures dessa era já ganharam continuações ou relançamentos nessa mesma linha desde a geração passada, porém eu não encontrei nada.

The Eternal Castle: Remastered

“Estranho, meu GOOGLE deve estar com COVID-19”, pensei. Como eu não encontraria nenhuma informação sobre um jogo que, segundo a própria loja, é um clássico? A resposta era até simples: The Eternal Castle simplesmente nunca existiu.

Isso mesmo, os desenvolvedores criaram toda uma narrativa sobre ele ser um relançamento mas na realidade o que temos é um game de 2020 totalmente inspirado pelos jogos citados no primeiro capítulo dessa análise.

O problema de jogos retrô indies

Quando vemos algo inspirado em games de outra geração, sempre corremos o risco de nos depararmos com alguns problemas, sendo um deles um dos maiores: a tal “inspiração parcial”.

Isso ocorre quando o desenvolvedor (normalmente indie) se atem somente a alguns aspectos da era em que se baseou para sua criação moderna.

Assim, acabamos vendo jogos como Super Meat Boy e The Angry Videogame Nerd: The Game, onde temos um bom gameplay, mas gráficos que não condizem com sua inspiração, com gráficos e sons que não seriam possíveis em plataformas mais antigas.

Essa estética é claro, nem sempre é obrigatória e fica a cargo da direção de arte. Porém, acredito que a limitação auto-imposta faz com que o criador melhore o resultado final de sua criação, e nisso o pessoal da TFL Studios fez muito bem.

The Eternal Castle: Remastered

Oldschool demais (para o bem e para o mal)

O estúdio definiu muito bem suas metas aqui, criando um visual e jogabilidade que funcionam exatamente como seriam se fosse um game da década de oitenta. Claro, temos algumas coisas atuais, como menus mais acessíveis e possibilidade de jogar em modo cooperativo, cada um com um joy-con.

Por outro lado, a escolha de gráficos 2-bits emulando monitores CGA faz com que os gráficos sejam um pouco difíceis de compreender em alguns momentos, porém com o tempo é possível se acostumar com a imagem verde e rosa que permeia todo o jogo.

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As animações, apresentam qualidade incrível, que simulam a rotoscopia usada em Prince of Persia para os personagens humanos. Além disso, objetos como naves e edificações que aparecem em cenários e cutscenes claramente foram feitas em CGI e tiveram um downgrade para se encaixarem na identidade visual proposta. O resultado ficou ótimo!

The Eternal Castle: Remastered

O Combate de The Eternal Castle: Remastered!

Já o combate de The Eternal Castle: Remastered é bem simples. Seu personagem dá socos e chutes, com uso eventual de armas e itens que ajudam em determinadas áreas, porém esses são mais usados em puzzles do que contra inimigos. Até porque o foco do game é a exploração e avançar a história, muito mais do que o combate.

O tamanho do game é na medida certa para o gênero, podendo ser terminado em um pouco mais de uma hora. Caso o jogador não morra muito,  é claro. Mas para estimular novos gameplays, The Eternal Castle contém um sistema de leaderboards, para fazer os jogadores tentarem zerar novamente, seja concluindo 100% dos coletáveis ou terminando a história o mais rápido possível.

The Eternal Castle: Remastered

Conclusão

Desde sua tela de abertura simulando MS-DOS, indo até os gráficos em CGA, The Eternal Castle: Remastered cumpre sua promessa de SER um game de 1987, onde ao ponto onde os produtores mantêm esse discurso de fingir que isso se trata de um remaster.

Por outro lado, a qualidade do mesmo pode ser ofuscada devido ao mesmo ser vendido como um jogo antigo, pois essa escolha de marketing faz com que os produtores omitam as qualidades modernas presentes.

Caso você seja um novato no gênero, não se intimide com sua aparência, pois essa é uma escola estética que vem acompanhada de uma jogabilidade boa e história interessante que fica pau a pau com os games que ele tenta emular.

O game está disponível para Nintendo Switch e PC/Linux/Mac via Steam.

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Essa análise de The Eternal Castle: Remastered foi feita com uma cópia digital de Nintendo Switch, fornecida pelos produtores do game.

The Eternal Castle: Remastered

The Eternal Castle: Remastered

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