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Hora de reviews atrasados do Sancini porque esse computador trava mais que moleque gago e tímido, e começa a colocar as tripas pra fora se você olha torto pra ele (aceito doações via pix pro sui_kyo@hotmail.com). Sério, esse jogo eu recebi há quase um mês, joguei, mas não consegui escrever uma análise. Então, vamos em frente porque a fila anda. Bem vindos a mais uma edição de “Sancini começa a jogar uma série pelo segundo jogo”.

Em 2020, a desenvolvedora Colorgrave lançava o puzzle de ação Prodigal, que possuía a estética similar aos jogos do Game Boy Color, em especial, os Zeldas do GB/GBC, que obviamente passou batido por mim porque né… Quantos jogos são lançados a cada dia de cada mês de cada ano? Pois é… Eu sinto que já disse isso milhares de vezes em inúmeros textos…

LEIAM – Tomba! Special Edition | Análise

Entre 2020 e 2024, a Colorgrave preparou um platformer, “Curse Crackers: For Whom the Belle Toils“, platformer lançado em 2022, que me parece ser bom. Não joguei ainda, mas tem uma estética bem puxada para as cores do GBC.

E agora, em julho de 2024, a Colorgrave lançou uma continuação para Prodigal. Intitulada Veritus, será que ela consegue manter o padrão de seu antecessor? Ou tropeça feio, como acontece com continuações que querem abraçar o mundo com os pés?

Reprodução

Premissa simplista

A lore do jogo é bem esparsa, usualmente contada através de livros encontrados no castelo do Deus das Sombras, que você e seu grupo estão explorando. Pra alguém que curte narrativas, ficou meio difícil eu me importar com o que acontecia. Não sei se ter conhecimento prévio ajudaria, eu não tenho o Prodigal pra comparar.

Uma das coisas que há de se elogiar, especialmente em um jogo de curta duração como Veritus, é que há mais de um final, então você tem incentivo a rejogar, além de fazer 100%, New Game Plus. Considerando o preço, é um bom custo/benefício, especialmente em uma era onde os jogos estão cada vez mais caros, com storefronts se recusando a localizar os preços (Oi, Sony, oi AAAs sendo vendidos a 70 dólares).

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Dungeon Gauntlet cheio de ação e quebra-cabeças

Uma das principais “reclamações” quando se olha os reviews de Veritus no Steam, é que não há um hub de cidade, como havia em Prodigal, e é meio que verdade. A estrutura de Veritus é composta de uma série de Dungeons, no castelo onde o jogo se passa. Obviamente, se você está acostumado com os jogos da série Zelda, sabe como as dungeons de Veritus funcionam, procure chaves para abrir portas, resolva quebra-cabeças e derrote chefes.

A princípio, você só tem a sua boa e velha picareta de combate, mas antes mesmo do fim da primeira dungeon, os seus itens complementares são desbloqueados, uma luva que permite que você se teleporte pelas sombras pra entrada da dungeon, um gancho (ganchos tornam jogos 328% melhores) para agarrar coisas e inimigos pequenos, e uma luva para pegar objetos mais pesados. Assim como em Zelda, você pode encontrar itens secretos pra aumentar seu HP máximo (4 partes de um coração, yada yada) e itens pra aumentar o equivalente a MP (Que permite um ataque giratório).

LEIAM – Spy x Anya: Operation Memories – um amontoado de emoções

O jogo possui alguns minigames que são espertos, porque são integrados na fluxo principal do jogo sem parecer que foi inserido do nada. Pena que eu sou uma bosta em alguns deles. Mas na minha opinião, o ponto fraco de Veritus, é o sistema de crafting que é absolutamente obtuso e é um dos momentos em que eu gostaria de um tutorial a prova de idiotas. Por fim, o jogo não é particularmente difícil… A não ser que você seja eu, que derrota chefes de primeira, mas absolutamente aperta teclas erradas 2/3 das vezes. Hooray, burrice!

Falando em controles, recomendo jogar Veritus num joystick, mas é bom saber que há opções pra destros e canhotos nos controles do teclado, pena que o layout na tela mostre apenas a vista do WASD, mas isso é mais eu catando defeito.

Reprodução

A melhor parte: Musica e Gráficos

Eu sou um paga pau dos Zelda’s de GBC, não vou negar (quando o jogo da Zelda foi anunciado, primeiro eu pensei que seria um remake dos Oracle), então essa estética de Veritus foi o que me chamou a atenção pro jogo, sprites bem animados, cenários bonitos. E as cutscenes em pixel art são maravilhosas. Eu nunca me canso de olhar esse tipo de material, em qualquer jogo. Por mais que ah, PS5, jogos ultrarrealistas onde você pode ver os pelos do interior do nariz de alguém, a beleza de uma cutscenes animada em pixel art, quadro a quadro é insuperável.

As músicas de Veritus são competentíssimas e muito bem feitas, eu não sou necessariamente um erudito, mas eu sei a diferença entre música boa, música que não incomoda e música ruim. A trilha de Veritus casa com o clima do jogo e injeta adrenalina nas suas veias. Não chega ao nível “quero pagar um pão com mortadela pro compositor”, mas é perto.

Veritus
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Conclusão

Veritus foi uma boa surpresa, apesar da história rasa e do crafting obtuso, a jogabilidade salva, com a bela trilha e os gráficos maravilhosos. Se você gosta da estética do GBC, dê uma chance a ele, mas não faça como eu, jogue Prodigal primeiro, aí talvez você se importe com os personagens. O preço de Veritus é convidativo.

Nota: 8,5/10

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Veritus está disponível para PC e esta análise foi feita com uma chave digital cedida gentilmente pela Colorgrave

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Novo trailer de The Legend of Zelda: Echoes of Wisdom apresenta novas maneiras de explorar as maravilhas de Hyrule https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/08/05/novo-trailer-de-the-legend-of-zelda-echoes-of-wisdom-apresenta-novas-maneiras-de-explorar-as-maravilhas-de-hyrule/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/08/05/novo-trailer-de-the-legend-of-zelda-echoes-of-wisdom-apresenta-novas-maneiras-de-explorar-as-maravilhas-de-hyrule/#respond Mon, 05 Aug 2024 21:42:18 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17295 Quando fendas misteriosas começam a aparecer pela terra, os cidadãos de Hyrule precisam de um herói… e com um certo espadachim desaparecido, cabe à Princesa Zelda salvar seu reino. O jogo The Legend of Zelda: Echoes of Wisdom para a família de sistemas Nintendo Switch , com lançamento em 26 de setembro, é estrelado pela própria Zelda […]

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Quando fendas misteriosas começam a aparecer pela terra, os cidadãos de Hyrule precisam de um herói… e com um certo espadachim desaparecido, cabe à Princesa Zelda salvar seu reino.

O jogo The Legend of Zelda: Echoes of Wisdom para a família de sistemas Nintendo Switch , com lançamento em 26 de setembro, é estrelado pela própria Zelda enquanto ela tenta descobrir um mistério que ameaça dominar todo o Reino de Hyrule. Esta aventura a envia de uma ponta a outra do reino, do deserto árido da tribo Gerudo às densas casas florestais dos Deku Scrubs.

À medida que fendas ameaçam consumir o reino, mesmo a formidável sabedoria de Zelda pode não ser suficiente para resolver o mistério por si só. Com a ajuda da criatura etérea Tri e do poderoso Tri Rod, Zelda ganha o poder de criar ecos – imitações de objetos encontrados no ambiente. Ao ecoar coisas de caixas de madeira a camas velhas, Zelda será capaz de superar obstáculos e resolver quebra-cabeças. Ela também pode criar ecos para usar em sua defesa quando confrontada com inimigos perigosos – e então ecoar os próprios inimigos para lutar ao seu lado em confrontos posteriores!

A jornada de Zelda exigirá que ela atravesse a extensão de seu reino (usando pontos de passagem e a cavalo para viajar rapidamente). Ao longo do caminho, ela coletará acessórios e roupas para ajudar em sua missão (como a habilidade de aumentar sua velocidade de nado) e a chance de coletar ingredientes e misturá-los em smoothies que dão a você efeitos diferentes com base em seus ingredientes – como repor a saúde!

A sabedoria de Zelda e a criatividade do jogador são colocadas à prova em The Legend of Zelda: Echoes of Wisdom . Com a ajuda de Tri, Zelda utilizará novos poderes para “Bind” e “Reverse Bond” de objetos – fazendo com que os objetos sigam os movimentos de Zelda ou permitindo que Zelda siga os movimentos de uma criatura, respectivamente – você pode descobrir caminhos ocultos ou encontrar várias maneiras de superar obstáculos ou resolver quebra-cabeças. Faça uma pedra “seguir” você para abrir uma área oculta ou se vincule a uma criatura voadora e temporariamente vá para os céus. A escolha é sua!

Fendas misteriosas estão tomando conta de Hyrule. Quais outros desafios Zelda enfrentará nesta grande aventura para salvar seu reino?

The Legend of Zelda: Echoes of Wisdom já está disponível para pré-encomenda. Os membros do Nintendo Switch Online também podem economizar neste título e em jogos digitais selecionados com Nintendo Switch Game Vouchers*.

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O que eu joguei em 2023 | Tony Horo https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/01/16/o-que-eu-joguei-em-2023-tony-horo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/01/16/o-que-eu-joguei-em-2023-tony-horo/#respond Tue, 16 Jan 2024 21:25:52 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=15853 Um ano de esvaziar o backlog Como vocês estão, amigos? Em um ano que escrevi muito menos para o site, ainda assim consegui jogar bastante coisa, fechando a lista com 32 jogos zerados. Aqui você já sabe o esquema: postamos a lista dos jogos que jogamos com um breve review. Assim, você pode ver o […]

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Um ano de esvaziar o backlog

Como vocês estão, amigos? Em um ano que escrevi muito menos para o site, ainda assim consegui jogar bastante coisa, fechando a lista com 32 jogos zerados.

Aqui você já sabe o esquema: postamos a lista dos jogos que jogamos com um breve review. Assim, você pode ver o que te interessa na lista e comentar depois se vai jogar ou jogou cada um dos citados.

A temática desse ano pra mim foi de “esvaziar o backlog“; muita coisa que eu havia planejado jogar há anos finalmente saiu da geladeira e eu fui até o final, priorizando coisas antigas na frente de jogos mais modernos, que também tiveram seu espaço.

Estatísticas

Desde que montei meu PC em 2021, minha mentalidade sobre jogar na frente de um monitor mudou bastante.

Antes era algo que eu abominava, já que trabalho de home office. Hoje em dia, eu jogo muito mais no PC do que nos próprios consoles e isso se dá devido a facilidade de configurar um controle ou um emulador, e até mesmo modificar jogos de PC para que rodem ao meu agrado.

Isso claro, sem falar no preço muito mais convidativo para a maioria das coisas.

Assim, dos 32 jogos que zerei esse ano, as plataformas que joguei cada um foram:

  • PC: 15 jogos
  • PlayStation 5: 5 jogos
  • Switch: 4 jogos
  • Super Nintendo: 3 jogos
  • NES, GBA, PSP e Saturn: 1 jogo cada.

Sobre o gênero dos jogos, quem me conhece já sabe que não tem muita surpresa:

  • RPG: 6 jogos
  • Corrida: 5 jogos
  • Plataforma 2D, Plataforma 3D e Action Adventure: 4 jogos cada
  • Ação e FPS: 3 jogos cada
  • Beat n’ up: 2 jogos
  • Metroidvania: 1 jogo.

Existem alguns jogos que vão aparecer como menções honrosas no final, pois foram jogos sem fim ou que joguei bastante mas não zerei, e eles não entraram na estatística.

Assim que eu anoto tudo

Agora, vamos à lista:

1) Bright Memory: Infinite

Um FPS chinês curtinho e bem competente. Foi o meu primeiro jogo do ano, que zerei exatamente no dia 1º de janeiro. Foi o game que me fez clickar finalmente com a ideia de botar um headset e jogar um fps no PC, no silêncio do meu quarto.

Graficamente é bem bonito, a menos que você esteja jogando no Switch, que tem um port bem feio. A história se passa numa China futurística e você joga com uma garota de anime gostosa que mata todo mundo usando espada e muito tiro. Pela sua duração, eu recomendo pra quem quer botar um pezinho no gênero FPS.

Plataforma: PC
Gênero: FPS
Data que zerei: 01/01/2023
Nota: 7/10

 

2) Donkey Kong Country 3: Dixie Kong’s Double Trouble!

Clássico que não precisa de apresentações. Ultimamente tem se falado bastante em como o DKC3 é “mau visto” e isso é algo que tá sendo absorvido de gringos, pois no Brasil todo mundo gostava do Donkey Kong 3 tanto quanto dos outros dois.

Obviamente ele não é tão bom quanto o segundo game, mas isso é questão de gosto. É difícil bater de frente com o visual e temática pirata do DKC2, principalmente com a escolha de fazer o jogo se passar numa espécie de Canadá de macacos. O Kiddy Kong com certeza foi uma ideia muito doida que só poderia ter saído da mente de ingleses nos anos 90.

Apesar desse macaco gordo ser chato, o gameplay dele é igual ao do Donkey Kong, que por sinal nem aparece no jogo se você não fizer 103% e conseguir o final verdadeiro.

Inclusive esse jogo foi minha primeira “platina” da vida (antes mesmo desse conceito existir), pois eu fiz essa porcentagem láaaa em 2001, com meus 10 anos de idade. Dessa vez em 2023, eu só zerei sem pegar tudo, durante as lives em twitch.tv/horojoga.

Plataforma: SNES
Gênero: Plataforma 2D
Data que zerei: 02/01/2023
Nota: 9/10

3) Crisis Core: Final Fantasy VII Reunion

Um clássico do PSP, remasterizado e melhorado para a geração atual. Melhoraram o combate bastante, e agora ele está mais parecido com, digamos, Kingdom Hearts 2 em termos de agilidade e jogabilidade. A versão que joguei, no PS5, roda em 60 FPS travados, o que melhora muito a fluidez de tudo.

A história é muito legal de acompanhar, porém as missões são curtas e até repetitivas devido a sua origem portátil. A coisa era tão repetitiva nas side-missions que eu desisti da platina, mesmo sendo totalmente “fazível”, devido a chatice de repetir várias missões parecidas. É um bom jogo para acompanhar o remake do game principal.

Plataforma: PS5
Gênero: RPG
Data que zerei: 02/01/2023
Nota: 7,5/10

4) Need for Speed Underground

Um que estava no meu backlog desde os tempos de lan house. Dessa vez finalmente consegui ir até o final, e acredito que foi o primeiro jogo de corrida, tirando Mario Kart, que realmente vi os créditos no final (spoiler: não foi o único esse ano).

É um game que marcou bastante no seu tempo, e eu pessoalmente prefiro ele que o segundo Underground, visto que aqui não temos o chatíssimo mundo aberto, que pra mim não tem lugar em jogos de corrida.

Uma pena que, lá pro final, o jogo começa a abusar do rubber-banding. Pra quem não sabe, isso é algo que fazem em jogos de corrida, onde os carros do computador simplesmente andam em velocidades acima do normal, para sempre estarem próximos de você – ou muito a frente.

Mesmo com tanto ROUBO, eu consegui fazer as cento e tantas corridas nele e me diverti muito.

Plataforma: PC
Gênero: Corrida
Data que zerei: 11/01/2023
Nota: 8/10

5) Fight n’ Rage

Um joguinho de briga de rua bem competente, com gráficos estilizados e que dá uma sensação bem gostosa durante o combate. Joguei com um amigo aqui e a gente zerou em um dia. Caso você queira algo diferente no gênero, pode tentar esse.

Plataforma: Switch
Gênero: Bean n’ up
Data que zerei: 17/01/2023
Nota: 7/10

6) Duck Tales Remastered

Outro que estava perdido no meu backlog desde os tempos de PS3. Ele ainda está a venda na Steam, e isso me fez adquiri-lo logo antes que a Disney suma com o jogo da loja.

Eu nunca joguei o original, visto que quando comecei a jogar videogame, eu peguei tudo do SNES para frente e nunca fui muito atrás de coisas do NES, tirando os mais óbvios tipo Mario e Mega Man.

Aqui temos um remake muito bem feitinho, com melhorias em diversas partes, mas em nenhum momento facilitaram o gameplay: temos um jogo difícil PRA CACETE, e apesar de ter poucas fases, acredito que um jogador normal vai querer passar de uma ou duas fases por dia e deixar o Tio Patinhas descansar por umas horas, pois é BEM difícil e estressante.

Quando zerei, senti uma sensação de conclusão muito boa. Caso queira dificuldade em um jogo de plataforma, pode ir nesse.

Plataforma: PC
Gênero: Plataforma 2D
Data que zerei: 20/01/2023
Nota: 7,5/10

7) Portal with RTX

E já que estamos falando de backlog, vamos falar de Portal.
Na verdade, na verdade. Eu já havia zerado Portal no meu notebook da CCE láaaa em 2011, mas a performance era horrível e eu não lembrava de nada.

Dessa vez, com uma RTX 3060, eu consegui até botar um mod que adiciona raytracing ao jogo, que deixou tudo muito bonito e moderno.

Os puzzles são muito bem feitos e a Glados tem uma personalidade divertida que faz o ambiente — bem repetitivo — não parecer monótono. A Valve quando fazia jogo acertava demais.

Plataforma: PC
Gênero: FPS (naquelas)
Data que zerei: 15/02/2023
Nota: 8,5/10

8) Ys VIII: Lacrimosa of Dana

Nos últimos anos, eu virei um grande apreciador dos jogos feitos pela Nihon Falcom. É uma empresa japonesa meio desconhecida por nós, mas que produz diversos jogos com investimento até baixo para os padrões atuais, mas que sempre entrega um gameplay gostoso e narrativas memoráveis.

Ys VIII saiu primeiro no Vita anos atrás, e mesmo eu tendo um portátil desse, preferi adquirir a versão de PS5, na época que o suposto pai dos pobres ainda não tinha fodido com as importações (obrigado, Lula!).

É um RPG de ação muito legal que se passa em uma ilha gigantesca, e você deve explorá-la aos poucos para ir desvendando os mistérios ao redor do lugar e de seu passado.

O combate gira em torno da sua party que tem 3 personagens, e cada um tem um tipo diferente de ataque que é efetivo contra alguns tipos de inimigos.

É super intuitivo e divertido. Sem falar na história que, mesmo longa, é muito marcante e lembra bastante os RPGS da Square dos anos 90.

Plataforma: PS5
Gênero: RPG
Data que zerei: 22/03/2023
Nota: 9/10

9) Sonic Adventure

Um clássico do Dreamcast que zerei novamente esse ano. Ainda não tive coragem de fazer a campanha dos outros personagens, mas pretendo voltar a ele eventualmente, talvez esse ano.

Para um primeiro jogo 3D da série, até que o jogo é bem competente. Alguns momentos de exploração são bem esquisitos, mas há de se dar uma trégua, afinal é um jogo que começou a ser feito lá pra 1997.

Dá pra zerar em uns 3 dias sem jogar por muitas horas, e por isso eu sempre recomendarei ele como um dos melhores do Dreamcast. A versão do PC está bem melhor que em anos atrás, e agora suporta até controles, vejam só.

Plataforma: PC
Gênero: Plataforma 3D
Data que zerei: 25/03/2023
Nota: 7,5/10

10, 11 e 12) Toree 3D, Toree 2 e Toree Genesis

Três joguinhos similares que poderiam ser apenas um jogo só com capítulos diferentes.
São indies muito bem feitinhos onde você deve saltitar por plataformas até o final das fases.

O que mais me impressiona é que o visual dele é bem bonito, pegando como inspiração jogos do início do PS1, mas do nada tem uns jump scares e coisas meio macabras que aparecem no meio das fases.

Inclusive, até tinha um pai reclamando disso na página do jogo na Steam. Coitado.

Plataforma: PC
Gênero: Plataforma 3D
Data que zerei: 07/04, 11/04 e 12/04/23
Nota: 7/10

13) Grandia

Um absoluto clássico, que finalmente tirei do meu backlog. Anos atrás, eu havia adquirido uma versão repro do game para o Sega Saturn, mas só tive paciência e disposição de jogar no PC mesmo, com todas as facilidades que a versão proporciona, como: áudio em japonês nativo, 16:9, resolução maior dos cenários e framerate menos bunda.

A história é muito divertida e lembra os animes de aventura dos anos 90. O combate da série é maravilhoso e dá muita vontade de ir atrás de batalhas, diferentemente de muitos JRPGS que tem por aí até hoje.

Já havia zerado o Grandia 2 no Dreamcast uns anos antes, mas o primeiro jogo da série também é muito legal. Sinceramente uma das melhores experiências que tive esse ano.

Plataforma: PC
Gênero: RPG
Data que zerei: 10/04/2023
Nota: 9/10

14) Yakuza 6

Olha, o tanto que falaram mal do jogo e da engine dele na época que eu ainda estava jogando o Kiwami 2 — que por sinal foi feito depois do 6 — me fizeram entrar nesse aqui com muito pé atrás.

Não bastasse isso, mas também foi uma luta superar a trilogia do PS3 (3, 4 e 5), já que eram jogos enormes, onde a história ficou tão inchada que confesso que só terminei porque gosto muito da série.

Aí imagina minha surpresa quando vi que o 6 é um jogo muito mais contido. Apenas um protagonista, duas cidades, conteúdo bem mais limitado em relação ao monstro que é Yakuza 5 e adivinha: isso foi bom!

Temos um jogo bem focado na história de Kiryu e na Haruka, sua filha adotiva, que agora é adulta e arrumou um problema muito sério que infelizmente contradiz todo seu arco do último jogo.

Mas nada disso importa, pois a graça é meter a porrada em todo mundo. A Dragon Engine, usada nesse jogo e em mais alguns da série após esse, fez um belo trabalho, modernizando o visual e a física do game em relação ao jogo anterior.

Está sempre barato em várias plataformas, e apesar de ser o fechamento (até então, na época) da saga do Kiryu, acredito que é uma boa porta de entrada para a série original, antes dela virar JRPG no jogo numerado seguinte.

Plataforma: PS4 
Gênero: Action Adventure
Data que zerei: 23/04/2023
Nota: 8/10

15) Legend of Zelda: Tears of the Kingdom

Fiz um review em vídeo desse jogo que você pode assistir aqui:

A continuação do melhor jogo de Switch até hoje, chegou com ambições gigantes de melhorar e expandir tudo que foi feito no jogo anterior.

Nessa continuação direta, todos os poderes que Link usou no game anterior foram descartados, dando espaço para novas habilidades. A maioria delas agora gira em torno de interagir e construir objetos, como planadores, carrinhos, barcos e qualquer outra parafernália que venha na sua cabeça e o jogo permita que seja feito.

Não é uma mecânica muito legal para todos, obviamente. Tem gente que gosta apenas de usar as ferramentas que o jogo proporciona, ao invés de construir suas próprias soluções. Assim, o game já deixa alguns objetos meio que prontos para serem usados na hora certa, de forma que a aventura nunca fica travada.

Agora Hyrule não é o único ambiente explorável: temos o céu e suas ilhas e, infelizmente, o subsolo.

Essa parte do subsolo é muito chata ao meu ver, pois a visualização é baixa e várias vezes me vi batendo cabeça em paredes, que impedem a progressão do jogador. Isso ocorre porque o mapa do subsolo foi feito para ser explorado em pedaços, onde Link deve mergulhar de Hyrule pra baixo em pontos diferentes. Ou seja, não dá pra descer e andar livremente por lá até liberar o mapa todo.

Fora isso, é um jogo bem competente, mas acredito que deixou um gostinho de que tentaram enfeitar demais o pavão que já era bem bonito. Jogue Breath of the Wild antes desse.

Plataforma: Switch
Gênero: Action Adventure
Data que zerei: 18/05/23
Nota: 8/10

16) The Legend of Zelda

É isso mesmo. Não tem subtítulo porque eu realmente zerei o primeiro Zelda. E vou contar pra vocês, viu. É um jogo DIFÍCIL.

Não só porque os jogos da época não te carregam nas costas, mas porque a exploração é cheia de coisas ocultas que provavelmente foram pensadas para jogadores ficarem meses discutindo e descobrindo coisas novas, como a caverna secreta que só aparece se você queimar um arbusto bem específico numa área do mapa onde não há nenhum indicador para tal.

Não só isso, mas a última dungeon é um labirinto digno de sessões de tortura, e seguir por ela sem um guia é simplesmente perder tempo.

Consegui fazer uns 75% do jogo sem detonado, mas o final simplesmente exigiu que eu fosse atrás de alguma forma de terminar sem desistir. É muito divertido, não se engane, mas é algo que eu não faria de novo.

Apesar que, logo após terminar, eu fui atrás dos BS Zelda no SNES, que usam um mapa parecido com o deste jogo mas com algumas mudanças. Esse sim eu larguei, lol.

Pelo menos tirei isso do meu backlog.

Plataforma: NES
Gênero: Action Adventure
Data que zerei: 26/05/2023
Nota: 8/10

17) Ravenlok

Uma espécie de metroidvania bem bonitinho e estiloso cujo review você pode ler aqui.
No texto que escrevi sobre ele, chamei “zeldavania”, pois ele tem características de combate mais parecidas com o jogo do Link do que com o jogo da Samus.

A historinha é bem simpática e a progressão faz você sempre querer continuar a exploração para tentar zerar logo. Eu peguei “platina” nele, mas como o jogo é da Epic Store, isso não serve nem pra tirar onda com ninguém.

Competente. Se achar em promoção ou simplesmente gostar do visual. Dê uma chance.

Plataforma: PC
Gênero: RPG
Data que zerei: 04/06/23
Nota: 7,5/10

18) Final Fantasy IV

Final Fantasy IV foi um jogo que eu adquiri pela primeira vez no PS1, numa versão mal gravada que rodava pior que o disco original. Nunca fui muito longe quando criança nessa versão original.

No começo da minha vida adulta, comprei um Nintendo DS Lite e joguei a versão com gráficos 3D, que também bati na trave; joguei até 3/4 do jogo, mas por sei lá que cargas d’água eu dropei. Era uma síndrome que eu tinha até meus 25 anos, de nunca terminar um JRPG.

Hoje em dia, além de ter terminado vários daquela época, também tirei esse do backlog. Dessa vez com a bonita versão Pixel Remaster.

Essa versão trouxe melhorias que vão muito além do básico; dá pra duplicar a experiência ganha por luta, aumentar o dinheiro (nunca usei) e também tirar os inimigos do mapa para facilitar a exploração.

Não tenha vergonha de usar essas coisas, afinal de contas, somos todos pessoas ocupadas e, sinceramente, o jogo não fica mais fácil por causa de nada disso. Cortar o tempo do grinding é deixar o jogo mais prazeroso, e isso ajuda a apreciar melhor a história.

Confesso que 1/4 final do jogo — que não havia terminado no DS lembra — não é tão agradável, e a última dungeon é tão chata quanto a maioria das dungeons finais de JRPGs dessa época.

Não foi um jogo tão memorável assim, mas eu me diverti com ele o suficiente pra ir até o fim. Recomendo ir atrás do Pixel Remaster do V e do VI. São jogos com gráficos e histórias mais legais.

Plataforma: Switch
Gênero: RPG
Data que zerei: 04/06/23
Nota: 7,5/10

19) Mega Man: Maverick Hunter X

Um clássico absoluto. Esse remake do Mega Man X original, não levou nem o nome Rockman/Mega Man no Japão, sabiam? Lá, o jogo se chama apenas Irregular Hunter X, que virou o subtítulo no ocidente (onde Irregular é o nome japonês pra Maverick).

Ouso dizer que é o melhor jogo do PSP de longe. Sendo um remake praticamente 1:1 do game original, trocando a posição de alguns itens chave e adicionando elementos de história e gameplay no pós-game.

Uma coisa que me irritou muito foi saber que por causa do merda do Keiji Inafune, não tivemos o Zero jogável nessa versão. “Seria muito óbvio”, ele disse na época. Ele realmente é o pior produtor que já trabalhou na Capcom.

Ao invés do Zero, podemos jogar a campanha com o Vile, o robozinho que serve como primeiro chefe do jogo original.

Sinceramente nunca animei de jogar com ele. A progressão é mais lenta, e o Vile parece um tanque. Sem variações e armas nem tão legais. Seria melhor ter o Zero mesmo.

Plataforma: PSP
Gênero: Plataforma
Data que zerei: 14/06/23
Nota: 9,5/10

20) Final Fantasy XVI

Por incrível que pareça, Final Fantasy 16 foi a ovelha negra do meu ano. Estive muito empolgado com ele antes do lançamento. Fiz compra antecipada. Procurei jogar a demo antes do jogo. Fiz tudo.

E sabe o que aconteceu? Achei o jogo horroroso. O combate até que é legal, porém uma série de RPG como FF merecia um jogo que abraçasse mais suas origens, ao invés de tentar agradar um público ocidental, com muitas influências de Game of Thrones, que estava sendo exibido enquanto eles ainda estavam desenvolvendo o game.

A narrativa também é cansada; Clive é um protagonista modorrento, e seu irmão é até ligeiramente mais interessante, porém não jogamos com ele em momento algum, assim como Cid. Esse, é o melhor personagem do jogo, e ele deixa a história muito mais cedo do que esperávamos.

O vilão final também aparece do nada nos últimos capítulos, e a narrativa, que de início contava uma trama de impérios e reinos se enfrentando, dá lugar a algo totalmente mais fantástico do que o que fora apresentado até então. Tudo isso apenas para escalar a reta final do jogo para um nível mais “final fantasyzesco”, mas que não se encaixa com o restante da história.

A ausência de dungeons bem elaboradas e um mapa com exploração mínima, fez com que Final Fantasy XVI fosse pra mim não só a maior decepção do ano, mas também o pior Final Fantasy que já joguei.

Plataforma: PS5
Gênero: Ação
Data que zerei: 17/07/23
Nota: 6/10

21) Sonic Frontiers

Para limpar o palato do meu já vendido Final Fantasy 16, resolvi me aventurar no mais novo jogo do Ouriço.

Dessa vez a tentativa foi renovar a série transformando o jogo do raio azul em Zelda Breath of the Wild, basicamente.

Porém, estruturalmente o game não oferece os mesmos nuances que BotW tem, onde o jogador encontra naturalmente pontos de interesse no mundo aberto, optando por marcações no mapa que surgem no raio de outros objetivos que você encontra.

Obviamente que é um jogo bem mais ágil que o Zelda de Switch, e por essa razão não daria para fazer um jogo realmente idêntico. E nem deveriam, pra ser sincero.

Tem algo muito legal nesse Sonic Frontiers, que é quando você apenas vai perambulando no mapa, pulando em molas e corrimãos, sem pensar direito para onde deve ir, e sempre se acha alguma coisa nova.

Além disso, os ataques do Sonic são muito variados e podem ser melhorados com uma árvore de progressão que sinceramente, não tem lugar nesse jogo e só botaram porque outros jogos fazem. É sério; na METADE do jogo, você já tá com pontos infinitos sobrando pra distribuir e não tem como gastar porque não tem mais o que upar.

Uma crítica adicional é o cenário bem morto e com um filtro azulado que lembra os filmes da série Crepúsculo, sem falar em algumas lutas com chefes que — no padrão Sonic — são totalmente bugadas. Zerei esse no Hard e foi bem mais divertido do que se eu tivesse jogado no modo Normal.

Não é um jogo perfeito, nem de longe, mas a Sega está no caminho certo para fazer uma continuação muito mais colorida e com as arestas aparadas.

Plataforma: PS5
Gênero: Action Adventure
Data que zerei: 13/08/2023
Nota: 7,5/10

22 e 23) Horizon Chase 2

 

Fiz um review em vídeo desse game no Youtube, confere lá

A continuação de um dos jogos que MAIS ESCREVI TEXTO AQUI NESSE SITE. Sério, benzadeus, acho que fiz review de 90% de tudo que saiu de Horizon Chase 1 aqui no arquivos do woo lol.
Mas dessa vez, estamos falando de sua continuação que chegou para todos os consoles esse ano.

A galera brasileira da Aquiris foi adquirida pela Epic e antes que virassem um estúdio pra fazer asset de Fortnite (não pensem que isso não vai acontecer), eles entregaram o que pode ser talvez seu último jogo pessoal.

O design retro com polígonos sem textura deu lugar a um jogo de corrida 3D normal. A jogabilidade arcade, similar a Top Gear se manteve, mas graficamente o jogo está muito moderno, lembrando algo que poderia ter saído no PSP, por exemplo.

Senti falta de mais personalidade nos carros; são bem menos que no jogo anterior, e eles são apenas carros genéricos bonitos. Não temos mais o Uno da firma e nem outros carros que remetem a outras franquias famosas.

A trilha sonora conta novamente com Barry Leitch, compositor da série Lotus/Top Gear, mas ouso dizer que são mais do mesmo ouvido no primeiro Horizon Chase, porém menos memoráveis.

É um jogo que apesar de mais bonito, perdeu a personalidade no caminho.

Ah, você deve estar se perguntando porque eu joguei no Switch E no PC depois. Bem,  é porque a performance no Switch é horrorosa. Diferentemente do primeiro jogo que roda a 60 FPS cravadinho no console da Nintendo, esse aqui não consegue se manter a 30 FPS sem dar umas quedas. É bem triste, visto que muita gente comprou o primeiro game no Switch e a sua versão do segundo jogo merecia mais carinho.

Plataforma: Switch e PC
Gênero: Corrida
Data que zerei: 20/08/23 (Switch) e 25/08/23 (PC)
Nota: 7,0/10

24) Grand Theft Auto IV (GTA 4)

Quando GTA 4 saiu, eu estava totalmente fora de consoles. Não lembro direito o que estava fazendo na época além de estudar, mas provavelmente eu jogava apenas coisas japonesas que gravava em casa pro meu velhinho PS2, e nem acompanhava as novidades da indústria na época.

Assim, quase toda aquela geração PS3/Xbox 360 passou batida por mim até 2012, quando adquiri meu PS3 tardiamente e pude aproveitar bastante coisa, mas não GTA 4.

Inclusive, dos jogos numerados, eu zerei o 5, depois o 3 e agora finalmente o 4. Totalmente fora de ordem, né? Imagina se eu te contar que nunca terminei Vice City e sequer JOGUEI o San Andreas, lol.

Aqui, Niko veio de um país balcã atrás do sonho americano, mas tomou na tarraqueta ao descobrir que seu primo Roman, que dizia estar vivendo bem, na verdade era um fodido que trabalhava com táxis em Liberty City.

Niko, que era velho de guerra (literalmente), começa a se envolver com a máfia local e fazendo um crime aqui, e outro acolá, acaba subindo nos rankings e a trabalhar pra gente mais braba e influente.

Pra época até que foi um jogo legal. Tem muito menos conteúdo que os jogos de PS2, pois focaram em trazer o universo da série para algo mais realista, e conseguiram.

Porém, a cidade é um cu pra navegar; ruas apertadas, direção do carro muito realista pro seu próprio bem e combate (tanto em mãos quanto de tiro) bem ruins para um jogo com tamanho investimento.

A versão de PC que joguei já vem cheia de guerigueri pra rodar a 60 FPS cravados e gráficos bonitos, mas sei que na época ninguem jogou assim. Foi uma experiência até que divertida, mas nada que me faça querer jogar de novo um dia.

Plataforma: PC
Gênero: Ação
Data que zerei: 09/09/23
Nota: 7,5/10

25) Half-Life

E continuamos com a sequência de esvaziar o backlog do Tony!
Dessa vez, eu fui atrás do tão falado FPS mais perfeito de todos os tempos. Direto de 1998 para meu PC moderno em 2023, Half-Life foi o jogo que fez você poder comprar jogos no PC numa única loja hoje em dia.

Confesso que esse jogo eu comecei em JANEIRO, mas fui degustando ele em doses homeopáticas ao longo do ano, pois eu acho que é uma experiência muito longa e que eu não tenho foco suficiente pra jogar um jogo de tiro por tanto tempo sem enjoar.

Assim, eu passava uma fase ou outra e voltava à ele depois de semanas. Funcionou, pois eu fui até o fim e me diverti bastante.

Ao contrário do que eu achava antes de jogar, HL não é um jogo de tiro puro, como Unreal ou Quake, que são contemporâneos dele, e sim algo que tem elementos de narrativa ambiental — sem cutscenes em vídeo, tudo na engine do jogo enquanto você controla –, além momentos de puzzle bem-feitos e partes de plataforma.

Essa última característica infelizmente é muito ruim, e seu último capítulo, XEN, é odiado por todos até hoje.

Eu joguei com um mod bem legal de raytracing que é leve suficiente para rodar em placas como a RTX 3060, que não aguentam o tranco de jogos com traçados de raio mais pesados.

Existe também o remake chamado Black Mesa, que moderniza o jogo para algo como se tivesse sido feito lá pra 2010, e reformula totalmente o capítulo final para que ele seja mais aceitável. É legal jogar essa versão remake somente depois de apreciar o game original, porém.

Plataforma: PC
Gênero: FPS
Data que zerei: 10/09/23
Nota: 8/10

26) Chrono Trigger

Chrono Trigger é um marco na vida de muitas pessoas. Eu infelizmente não joguei na época, muito menos joguei na sua primeira renascença, quando as pessoas começaram a conhecer o game aqui no Brasil via emulação.

Em sua segunda renascença, no DS, com nova tradução — tanto para português por fãs quanto para inglês — muita gente também zerou o jogo, que dessa vez vinha com mais conteúdo extra.

Porém, eu também na minha sina de não zerar RPGS que já falei mais acima, também não cheguei no final. Aliás, eu CHEGUEI no final, mas não matei o chefe.

Dessa vez foi diferente. Comprei o jogo pela segunda vez — a primeira foi um cartucho repro pra SNES que também não zerei lol –, na Steam. PAGAR pelo jogo era talvez a motivação que me faltava.

Fui do começo ao fim, fazendo live às vezes mostrando meu progresso. Li a história com calma, absorvi cada diálogo de cada NPC das cidades, sem passar direto por eles. Entendi os nuances da narrativa, treinei minha party até a exaustão e fui atrás de cada um dos TREZE finais do game.

Sim, eu fiz tudo. E com isso, tive a melhor experiência com um JRPG na minha vida. Cada momento que fiquei jogando aqui no meu PC, usando fone e com as pernas cruzadas na cadeira, foi maravilhoso e divertido.

Fechei essa lembrança tatuando o C de seu logotipo no meu antebraço. Uma lembrança que quero ter para sempre no meu braço. E no meu coração.

Plataforma: SNES (versão para PC)
Gênero: RPG
Data que zerei: 26/09/23
Nota: 11/10

27) Spider-Man 2

Continuação do aclamado jogo de PS4, Spider-Man 2 melhora muito em termos de gameplay o que foi apresentado no primeiro jogo e em Miles Morales.

Com a vantagem do PS5, temos um jogo que usa Raytracing em seus gráficos obrigatoriamente, mesmo no modo performance, que pode atingir 60 FPS sem perda de quadros com o uso da tecnologia.

O combate está tão ágil quanto nos jogos anteriores, e foi melhorada muita coisa na exploração, como o teleporte. Agora podemos ir para qualquer área do mapa, desde que sejam feitos alguns objetivos na área para qual se queira ir.

A história porém está muito fraca. Peter foi reduzido a um fracassado, e literalmente todo mundo sabe mais do que ele. No fim, ele larga o manto de Aranha e deixa tudo nas mãos do Miles. É meus amigos, eles vão forçar isso até você aceitar.

O jogo é muito bom se você ignorar a narrativa ignóbil. Por sorte, ele vendeu pouco. Talvez o hack que fizeram na Insomniac foi merecido, sei lá. Eu não gosto desse jogo, mesmo sendo bom de jogar.

Plataforma: PS5
Gênero: Ação
Data que zerei: 09/11/23
Nota: 7/10

28) Super Mario RPG

Outro jogo cujo cartucho eu tenho desde muitos anos, porém nunca tentei me aventurar nele realmente. Dessa vez, com o lançamento iminente do seu remake, eu tive que de uma vez por todas terminar o original.

É um jogo que sempre teve um status de lendário entre os jogadores, mas sinceramente duvido que a maioria das pessoas realmente tenham jogado ele em sua totalidade.

É sim um RPG bem bonitinho e diferente para o SNES, com seus gráficos pré-renderizados a lá Donkey Kong Country, mas as cores são muito saturadas e o contraste é muito alto, tirando um pouco do brilho colorido dos outros jogos do Mario.

Além disso, o combate é bem feijão com arroz, mesmo para a época. Temos sim uma interação de timing que o jogador deve apertar o botão de ação na hora que o golpe encaixa, e isso tira bastante a monotonia do combate, mas não é suficiente para carregar as suas 16~20 horas de gameplay sem tanta exploração e variedade.

Os puzzles não são tão convidativos também, sem falar que os segredos do jogo são absurdamente “secretos” mesmo lol

Não estou reclamando disso, mas é bizarro como muitas das coisas escondidas no jogo estão em blocos transparentes sem indicação no mapa, e cabe ao jogador ficar pulando que nem um LOUCO por todos os lugares caso ele queira achar essas coisas.

Eu zerei sem nada disso e me dei por satisfeito. Não foi tão ruim mas pelo tanto que falaram a vida toda sobre esse jogo, eu achei que seria MUITO mais.

Plataforma: SNES (emulado no Switch)
Gênero: RPG
Data que zerei: 26/11/23
Nota: 7,0/10

29) Mega Man Zero

Um dos jogos — senão o mais — difícil do Gameboy Advance. Mesmo que seu gameplay seja bem similar a série X, parece que o pessoal da IntiCreates queria comer o cu de quem tá lendo, afinal, é um jogo que tortura o jogador.

Duvido que qualquer ser humano zerou esse jogo sem save state, pois é algo totalmente fora da realidade de um ser humano normal. Ainda mais se o cara tentou jogar isso num GBA normal sem iluminação traseira e à pilha.

Eu mesmo tentei jogar várias vezes no DS e no GBA SP e é intragável devido a falta de ergonomia e/ou de botões mesmo, no caso do GBA.

Aqui na versão do remaster, eles facilitaram bastante coisa, colocando checkpoints durante as fases, o que já tira um pouco da PUTARIA que esse jogo é, sem facilitar demais, como seria se simplesmente tivessem liberado save states em qualquer lugar.

Foi um desafio e tanto mesmo assim, e eu fiquei feliz de finalmente ter terminado pelo menos o primeiro dos quatro jogos da série Zero. Tão cedo não quero jogar o segundo pra não passar raiva.

Plataforma: GBA (versão Zero/ZX Collection no Switch)
Gênero: Plataforma 2D
Data que zerei: 10/12/23
Nota: 7,5/10

30) Split/Second

Daqui pro final do ano eu fui só na marolinha. Depois de tanto jogo longo e difícil, resolvi fechar o ano na molezinha e na maciota, como já dizia o grande Toguro mais novo.

Split/Second é um jogo de corrida na pegada de Burnout, mas o diferencial é que você não consegue destruir seus inimigos na porrada; o lance aqui é apertar um botão que ativa uma armadilha na frente do corredor adversário, no melhor estilo Dick Vigarista.

A proposta até que funciona bem, mas em vários momentos você simplesmente não tem o que fazer para alcançar um carro adversário, já que nem sempre tem uma armadilha na pista para ser usada. Fora o timing pra ativá-la na hora exata que o carro do adversário passa.

Ainda assim, não é tão frustrante quanto poderia ser, se você parar pra pensar. A IA é ajustada de forma que o jogo sempre te dê uma facilitada para acertar os outros corredores, mas nunca é certo.

A sensação de velocidade é boa, ainda mais se você conseguir fazer funcionar um mod que deixa o jogo rodar a 60 FPS, visto que o port de PC é tão porco que não tem como fazer isso nativamente.

Comprei baratinho na Nuuvem e até que valeu à pena, mas eu sou um cracudo por jogos de corrida desse estilo, e já já vocês vão ler que não foi minha pior escolha do gênero.

Plataforma: PC
Gênero: Corrida
Data que zerei: 02/01/2023
Nota: 7,0/10

31) Nekketsu Oyako

Um belo dia de dezembro eu SURTEI e resolvi ligar o Sega Saturn, já que recentemente adquiri um controle sem fio da 8bitdo no formato do Mega Drive, mas que serve perfeitamente pra jogar o console de 32 Bits da Sega.

Não tava a fim de jogar nada muito complexo, então fui nesse beat n’ up MALUCO chamado Nekketsu Oyako, onde tu controlas uma família de SEQUELADOS que bate nos outros na rua e até mesmo dentro de uma baleia (?). Sim, não tô exagerando.

A versão de Saturn roda um pouco mais lenta, mas parece que foi melhorada em relação a de PS1. É um jogo bem fácil e jogando pela primeira vez, eu consegui chegar no último chefe sem perder todos os continues.

Se quiser algo diferentinho, pode tentar esse. No Saturn não tem muitos beat n’ ups mesmo e foi uma tarde divertida.

Plataforma: Saturn
Gênero: Beat n’ up
Data que zerei: 26/12/2023
Nota: 7,0/10

32) Ridge Racer Unbounded

Lembra quando falava de Split/Second há 1 minuto de leitura atrás e que aquela não seria a pior escolha do gênero nesse ano? Então, rapaz.

Eu como disse, sou um cracudo por jogos de corrida arcade, e fui atrás de algo que já sabia que poderia me decepcionar. Feito pela Bugbear Studio, esse Ridge Racer só leva o nome da franquia da Namco, numa tentativa patética de renovar a marca com o público ocidental.

Isso era uma característica muito comum na época; empresas japonesas achando que precisavam fazer um jogo cinza e realista para vender mais no ocidente.

Olha, sinceramente, esse jogo parece que foi mijado. Tudo é laranja e escuro, como se a pessoa mijando tivesse pego cólera e gota no mesmo dia.

Não obstante, a dirigibilidade é bem dura, e volta e meia seu carro trava e não consegue sair depois de rodar, fazendo você reiniciar a corrida trocentas vezes até conseguir terminar sem perder tudo ou arrancar os cabelos.

A progressão também é travada por pontuação, e isso faz com que mesmo que você ganhe corridas, talvez faltem pontos para abrir todas as pistas de uma área. Uma verdadeira aberração de game design.

Aqui temos uma mecânica de destruição mais similar à Burnout, com nitro que pode ser usado para bater nos oponentes e mandá-los para o beleléu. Isso é divertido mesmo, mas as cores mortas do jogo fazem com que só os mais aficionados pelo gênero queiram se dedicar à ele antes de desistirem depois de algumas horas.

Apesar do port pra PC ser mais bem feito que do Split/Second, esse jogo é com certeza pior e não deve ser consumido por ninguém. Que jeito de fechar o ano, hein?

Plataforma: PC
Gênero: 20/12/23
Data que zerei: 30/12/23
Nota: 5/10

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Menções Honrosas

A) EA Sports FC 24

Depois que a EA gentilmente cedeu a key do jogo para que eu pudesse escrever o review que vocês podem ler aqui, eu continuei minha primeira aventura num FIFINHA online, visto que todas as vezes eu só abria esse tipo de jogo pra jogar uma temporada da carreira ou versus com amigos.

Até que tenho me divertido bastante com o modo Ultimate Team. Construir seu time com cartinhas e ir sempre melhorando sua equipe é bem legal, porém não me julgo bom o suficiente para jogar contra os outros no modo online por muito tempo sem me frustrar. Tem muito viciado!

A versão de PC é muito bugada e acho que a EA não melhora muito porque sabe que a vida útil desses jogos é de um ano e nada mais, então pra que fazer o jogo abrir direitinho se nego nem vai jogar mais ele ano que vem?

Infelizmente a Konami ficou totalmente para trás e não tem mais como voltar pro eFootball depois que você aprende a jogar Fifa, digo, EA FC.

Plataforma: PC
Gênero: Futebol
Nota: 7,5/10

B) Vampire Survivors

Um divertido jogo com inspirações visuais de Castlevania, mas que tem uma pegada mais twin-stick shooter, onde você só anda pelo mapa atirando automaticamente em ordas de inimigos, pegando upgrades aleatórios que vão surgindo no mapa.

É muito viciante e eu só parei de jogar porque minha vida tava parada graças à ele. Até reunião de trabalho eu tava fazendo enquanto jogava. Não tenho muito o que falar além de “joguem”. O gráfico podem afastar de cara mas você certamente estará lá pelas mecânicas e não pela qualidade visual. Vai por mim, é divertido demais.

Plataforma: PC
Gênero: Roguelite
Nota: 8/10

E chegamos ao fim de mais um ano

Depois desse texto gigante e muito maior que dos outros anos, mesmo com menos jogos — nada supera os 50 e tantos de 2020 –, eu fico feliz que pude me divertir tanto com meu hobby favorito.

Na vida a gente se julga tanto por passar tempo com algo que gostamos, mas temos que aproveitar tudo da melhor maneira possível e mais importante: sermos felizes.

Então, queria agradecer à todos que leram até aqui, ao Diogo que tá sempre sendo um bom amigo, mesmo que não tenhamos nos falado tanto ultimamente, a Deus por ter me dado energia pra estar aqui mais um aninho e é isso. Até o ano que vem!

Minhas listas dos anos anteriores:

O post O que eu joguei em 2023 | Tony Horo apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

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https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/01/16/o-que-eu-joguei-em-2023-tony-horo/feed/ 0
The Legend of Zelda: Twilight Princess | O pináculo da Era 3D https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/08/11/the-legend-of-zelda-twilight-princess-o-pinaculo-da-era-3d/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/08/11/the-legend-of-zelda-twilight-princess-o-pinaculo-da-era-3d/#comments Fri, 11 Aug 2023 21:42:53 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=14752 Twilight Princess é, sem dúvidas, um jogo esquecido. Apesar de estar no top 4 de jogos mais vendidos da série graças ao seu enorme sucesso no início da vida do Wii, ninguém lembra da sua importância e nem mesmo é o favorito entre as sugestões que comumente fazem quando o assunto é Zelda. Quer um […]

O post The Legend of Zelda: Twilight Princess | O pináculo da Era 3D apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

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Twilight Princess é, sem dúvidas, um jogo esquecido. Apesar de estar no top 4 de jogos mais vendidos da série graças ao seu enorme sucesso no início da vida do Wii, ninguém lembra da sua importância e nem mesmo é o favorito entre as sugestões que comumente fazem quando o assunto é Zelda.

Quer um jogo onde o Link possa se transformar em outras criaturas? Majora’s Mask? Quer jogar um jogo com controles de movimento extremamente complexos e imersivos (em 2023? 🤭) Skyward Sword. Quer apenas um jogo 3D clássico de Zelda e bem redondinho? Então vá para o aclamado Ocarina of Time.

Quer uma sensação de aventura somada a uma direção de arte incrível? Wind Waker! Ou então talvez você queira algo moderno, um open world revolucionário e que não sai da boca do povo, então você vai para Breath of The Wild e o recente Tears of The Kingdom. Mas então aonde entraria Twilight Princess? Para quem ele apelaria e por quê jogá-lo hoje em dia? Com essas perguntas em mente decidi revisitar esse que foi lançado no crepúsculo do GameCube e no amanhecer do Nintendo Wii.

LEIAM – The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom | Análise

Twilight Princess foi desenvolvido para ser o sucessor espiritual de Ocarina of Time e também pela primeira vez um Zelda realista em resposta ao feedback dos jogadores. Como um fã assíduo de Ocarina of Time e sua sequência Majora’s Mask, eu me senti muito tentado a jogar Twilight Princess, pois queria ver a Hyrule de Ocarina novamente e também não me importava em me transformar em outros bichos, pois já havia me transformado em um zoológico inteiro em Majora’s.

No entanto, devo admitir que os visuais realistas do jogo me desagradaram de início, pois nenhum Zelda antes ou depois teve uma pegada realista e por essa razão achei destoante.

Para exemplificar o quão destoante é, vejamos os já consagrados inimigos na franquia, os ChuChus:

The Chuchus – Créditos: Nintendo 

Todos eles possuem uma tom de fantasia e “cartoon” em suas aparições, mas em Twilight Princess eles são apenas uma geleia.

Chuchu
Apenas um slime… – Créditos: Nintendo 

Os exemplos dos character’s design destoantes e singulares são muitos, e claro que os modelos dos itens não podiam ficar de fora, então até mesmo os Piece of Heart me incomodavam.

Heart Piece.
Parece uma pedra preciosa, não? – Créditos: Nintendo 

Mas conforme jogava deixei esse nitpicking da escolha artística do jogo de lado e comecei a amar mais e mais os gráficos do jogo e a me perguntar como tal coisa havia sido feita no GameCube.

Gráficos de cair o queixo, não? Aposto que vocês não sabiam que meu GameCube também podia competir com o PS5 e fazer espelhamento, huh? Hahahah – Créditos: Nintendo 

A escolha artística do realismo beneficiou o game especialmente dentro das dungeons, onde podemos ver o modelo bem detalhado e soturno de Link e do seu Hylian Shield.

Whoah nice graphics! – Créditos: Nintendo 

Contudo, também devo apontar que a escolha artística acabou não beneficiando alguns aspectos do jogo. O overworld em especial parece muito datado com aquela cara típica de sexta geração.

Mas deixando de lado os gráficos, o que é Twilight Princess, afinal?

“Gráficos de Play 2.” – Créditos: Nintendo 

Propondo-se a ser um sucessor espiritual de Ocarina Of Time, Twilight Princess dedica em sua totalidade um esforço para alcançar esse objetivo.

O jogo começa no vilarejo de Ordon onde vemos um Link jovem adulto que mora em uma casa árvore tal qual Ocarina. Em Ordon, Link tem que aprender a escalar vinhas, a chamar águias usando um apito, a pescar para alimentar o gato da dona da loja local e com isso conseguir seu primeiro bottle e ensinar as crianças da vila a atirar de estilingue e a usar a recém ganhada espada de madeira.

Ordon lembra bastante a saudosa Kokiri Forest, mas dessa vez fazemos todas essas atividades com personagens nomeados e todos eles com sua própria backstory, o que dá uma imersão maior e prepara o terreno para as motivações do herói.

Neste sentido é um tutorial superior ao que vimos no 64.

Neste jogo Link não tem instrumentos musicais e utiliza folhas para emitir sons e chamar animais. Esta mecânica faz parte da temática do jogo de se conectar com a natureza. – Créditos: Nintendo 

Após fazer todas essas atividades divertidas e aprender como funcionam as mecânicas do jogo, nós somos lembrados de que Link não é um pirralho neste jogo e que portanto devemos trabalhar através de um mini game onde o Herói tem que pastorar as ovelhas e colocá-las no curral.

Link do fundo da grota. Créditos: Nintendo 

Findo o tutorial somos apresentados a aventura de fato, dessa vez novamente abusando da temática de mundos paralelos na franquia, Twilight Princess apresenta o Twilight Realm, um reino das sombras trancado para sempre no crepúsculo e cujo Rei Zant deseja usurpar a luz de Hyrule. Com a ajuda de sua nova sidekick Midna, Link em sua forma de Lobo precisa coletar as as lágrimas de luz para trazer a luz de volta ao reino de Hyrule e buscar nos templos as “Fused Shadows” a pedido de Midna e então derrotar o grande vilão da vez.

Tal qual Ocarina, é possível dividir o jogo em duas partes: a primeira parte em que Link precisa coletar 3 itens a pedido de alguém e uma merda acontece ao fim disso; e uma segunda parte onde você já pode explorar livremente o mundo em sua totalidade, sem restrições, embarcando em uma nova e maior quest.

LEIAM – The Legend of Zelda: Ocarina of Time Perfect Edition| Um mangá que valeu a pena

No caso de Twilight a primeira parte pode parecer um tanto arrastada e muito copypaste de Ocarina, mas ela não é. Nela ficamos trancados em forma de Lobo até que a luz da região seja restaurada e para isso precisamos explorar o mapa e matar insetos que carregam as lágrimas de luz, mas graças aos sentidos aguçados de Lobo, é possível detectar esses insetos facilmente (além de que eles estão marcados no mapa!). Link também pode ver seus amigos que dentro da sombra tomam forma de espíritos.

Devido às cores do mundo onde a luz não existe, a trilha ominosa e os NPCs estarem em forma de espírito o jogo acaba lembrando mais um Shin Megami Tensei: Nocturne do que Zelda. E é essa sensação que o jogo pretende passar para dar mais urgência ao jogador e fazer com que ele queira logo restaurar a luz de volta àquela determinada região, para que assim o jogo volte a ser colorido e sonoramente agradável.

O jogo remete muito a Nocturne nessas secções onde falta a luz. As cores são escuras e a trilha sonora passa uma sensação de desconforto. Nesse mundo as pessoas viram apenas espíritos, Link graças a TriForce da coragem não se transforma em espírito, mas sim em um lobo. Usando os sentidos de lobo, Link consegue ver de quem é o espírito flutuando. – Créditos: Nintendo 

Quando a luz é restaurada, Link volta para sua forma humana e deve entrar na dungeon em busca do item que pode derrotar Zant.

A princípio temos três dungeons, que são três templos: Um Forest Temple cheio de inimigos que já vimos dentro da Deku Tree como aranhas que precisamos acertar com estilingue e cortar árvores carnívoras; depois temos a Goron Cave Mines que me lembrou bastante Magmoor Caverns de Metroid Prime (outra obra-prima do GameCube) e nela você tem uma mecânica nova de grudar no teto magnético graças às Iron Boots, é uma excelente dungeon como se espera de Zelda; e por fim temos o Lakebed Temple que nada mais é que o Water Temple desse jogo, inclusive é nele que pegamos o Clawshot ou Hookshot para os mais íntimos, contudo o Water Temple desse jogo não chega a ser frustrante como o de Ocarina, pois não temos apenas uma bota de ferro que faz afundar e sim uma armadura de Zora que te permite nadar como um mergulhador profissional, fazendo com que a exploração seja muito mais rápida e conforme você aperta o botão “A” Link acelera o nado.

Bem melhor que só mudar a cor da roupa para azul, né? – Créditos: Nintendo

Essa primeira parte do jogo me fez sentir estar jogando Ocarina de novo, mas misturado com Majora’s por conta do Lobo Link, a estrutura era idêntica a Ocarina e os inimigos eram os mesmos e a gameplay fluida e competente me permitiu progredir rápido.

Como um fã desses dois eu estava extasiado com o que tinha experienciado até então, e ia de um canto para outro a fim de trazer a luz de volta e ver como a Hyrule de Ocarina mudou. Afinal, trata-se da mesmíssima Hyrule e jogando na versão certa (GameCube) o mapa não está espelhado e está como deveria ser.

Hyrule em Twilight Princess. – Créditos: Nintendo

Saudosa Hyrule de Ocarina of Time. – Créditos: Nintendo

Se você prestar atenção vai sentir a familiaridade, pois é o exato mesmo mundo e as coisas estão aonde estavam, só que dessa vez em um mundo muito maior.

Termina de Majora’s Mask. Hyrule de Twilight Princess parece também ter incorporado aspectos de Termina, como uma montanha nevosa e um Canyon situado ao leste. Considerando que Majora’s foi feito em cima de vários assets reaproveitados das inúmeras betas de Ocarina, acredito que Hyrule de Twilight seja a Hyrule completa que não coube no cartucho do Nintendo 64. – Créditos: Nintendo

Após concluir a primeira parte do jogo eu já não estava mais incomodado com a escolha visual do game, estava na verdade começando a apreciar ver personagens marcantes como o carteiro de Majora’s nessa nova releitura.

Agora vamos falar da Segunda Parte de Twilight Princess.

Créditos: Nintendo

Sem dar spoilers de um jogo de 2006, a segunda parte é diferente e é onde o jogo mostra todo o seu potencial. Podemos explorar livremente a imensa Hyrule em uma Epona que parece ter tomado muita trembolona e ir atrás dos novos itens pertinentes a main quest, ganhar acessórios completamente novos como uma FUCKING BEYBLADE que você monta em cima.

VAI DRAGOON! (Detalhe que essa foi a primeira e última aparição desse item na série e é divertidíssimo andar de beyblade tanto nas dungeons quanto no overworld). – Créditos: Nintendo

Mas esse não é o único item exclusivo desse jogo, fazendo jus ao porte físico do Link adulto, ganhamos um item que somente essa versão do Link poderia usar: uma bola imensa de metal com uma corrente ou simplesmente ball and chain.

Créditos: Nintendo

Um item cujo poder de dano é superior a de uma bomba e que Link precisa rodar e depois lançar a bola, obliterando qualquer coisa que esteja na sua mira. Esse item sempre apareceu na franquia Zelda, quer seja nos jogos 3D ou nos 2D, mas sempre na posse dos vilões.

Acertadamente, ganhamos esse item como um drop de um subchefe e não abrindo um baú ou coisa do tipo.

Uma marca registrada dos vilões agora na sua mão. (Personagem: General Onox de Oracle of Seasons). Créditos: Nintendo

Twilight Princess também faz algo inusitado nessa segunda parte que é não apresentar as dungeons como templos ou dungeons, mas sim como lugares aleatórios dando um aspecto refrescante, pois vamos lá pensando pegar apenas um item, mas aí descobrimos que estamos numa dungeon mais complexa que qualquer uma que já tenha dado as caras na franquia até então.

Essa dungeon nada mais é que um jantar em uma mansão que contém o item pertinente a main quest, é uma das dungeons mais bonitas do game sendo longa e desafiadora, mas ao mesmo tempo com um toque diferente que torna a experiência mais agradável. – Créditos: Nintendo

A localização dessas dungeons também são interessantes por estarem em locais distantes: uma no deserto, uma no topo de uma montanha nevosa, uma no saudoso templo do tempo (sim aquele de ocarina) e uma numa ilha flutuante. Resultando em um senso de aventura que é um dos sentimentos que os fãs da franquia mais anseiam por.

O lendário Temple of Time. – Créditos: Nintendo

Todas essas dungeons são perfeitamente desenhadas. Pegando tudo que havia sido feito em Ocarina e Majora’s, Twilight entrega dungeons desafiadoras e longas, mas não longas o suficiente para fazer o jogador cansar ou ficar preso em determinada parte por muito tempo. E soma tudo isso a muita ação, há momentos onde Link é infestado de inimigos e precisa dar muita espadada, dando um aspecto Dynasty Warriors para o jogo.

Twilight Princess
Não conseguir tirar foto, então vai uma imagem da versão de Wii que peguei da net para ilustrar a quantidade de inimigos que Link tem que lidar. – Créditos: Nintendo

Twilight Princess entrega 11 dungeons, o mesmo número de Ocarina of Time, mas são dungeons muito maiores e um overworld infinitamente maior. Sendo que 81% dessas dungeons são como já descrevi bem desenhadas, perfeitamente equilibradas em tamanho e desafio. E Twilight Princess não tem dungeon retornável que sempre foi algo que não agradou a nenhum fã da franquia.

Desta forma estamos falando de um jogo muito grande que possui 4 dungeons a mais que Wind Waker e Skyward Sword e que não cansa o jogador com explorações excessivas nem com puzzles demais para ter acesso as dungeons. Sendo, portanto, o sucessor de fato de Ocarina of Time.

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Twilight Princess apesar de todas suas qualidades possui um defeito: não possui side quests. E por side quest digo das clássicas sessões de trading onde conhecíamos um personagem e recebíamos um item para depois passar para outro personagem e assim sucessivamente até conseguir um item especial.

O TRADING FOI SUBSTITUÍDO POR DONATE 

As side quests do jogo são resumidas em juntar rupees para fazer doações, cavalgar por Hyrule em busca de pedaços de coração ou coletar insetos para trocar por mais rupees e fazer os mini games divertidíssimos para ganhar ou pedaços de corações ou mais RUPEES😅.

Twilight Princess
Lobo Link feliz por ganhar uma bolada e não saber onde colocar. – Créditos: Nintendo

Quando o assunto é dinheiro, Twilight Princess erra, o jogo atira Rupees para todos os lados, inclusive em baús em lugares inusitados ou dentro das próprias dungeons, mas só podemos carregar até 600 rupees o que torna a experiência frustrante, pois muitas vezes você vai estar com a carteira cheia. 

Você vai ter que doar bastante Rupees se quiser completar a side quests que te deem pedaço de coração ou a maior side quest do jogo que é do carismático Marlon e abrir uma loja em Hyrule Castle Town, MUITAS RUPEES, e ao fim podemos comprar um traje mágico pro Link que o torna invulnerável enquanto carregar Rupees, no entanto ouso dizer que esse traje é inútil e só tem serventia em uma outra coisa extra do game, pois enquanto vestimos ele as rupees são sugadas mesmo quando Link não é atacado.

Um prêmio decente para uma side quest longa, mas não suficiente. – Créditos: Nintendo

Apesar de não ter uma trading sequence e consequentemente personagens secundários para conhecer melhor através dela, Twilight Princess não deixa de ter um escopo enorme de personagens carismáticos, ele apenas fez com que conhecer e acompanhar esses personagens não fosse opcional, mas sim obrigatório, pois o desenvolvimento dos personagens está atrelado a progressão do game fazendo parte da experiência de todos que jogarem.

Alguns dos amigos do Link nessa aventura. – Créditos: Nintendo

Mas as coisas extras não se resumem somente a doar dinheiro ou caçar insetos, há outras coisas para fazer e uma delas é aprender novas técnicas de combate.

Para isso precisamos interagir com as Sheikah Stones espalhadas pelo mapa, ao fazer isso Link ganha a chance de se encontrar com o Link de Ocarina e Majora’s em forma de espírito que deseja passar sua técnica perdida. A cada encontro Link aprende uma técnica de combate nova que abre novas possibilidades para se enfrentar os inimigos.

O novo herói tem como mestre o Hero of Time. – Créditos: Nintendo

As técnicas de espada são úteis durante toda a gameplay, mas sobretudo são necessários numa outra coisa extra do jogo e sem sombra de dúvidas é a side quest mais divertida: o Cave of Ordeals onde encontramos a Great Fairy.

Isn’t she lovely? – Créditos: Nintendo

O Cave of Ordeals é considerado uma dungeon extra do jogo. Uma caverna com muitos andares, a cada andar novo Link precisa derrotar todos os inimigos e aí o caminho vai se abrir para o próximo andar. E como não é possível sair da caverna e voltar de onde parou, o jogador deve completar a caverna de uma vez só e com somente os recursos que tem à disposição.

É possível recuperar vida em momentos chaves, mas fazer isso não é fácil e é preciso de bastante percepção do jogador e domínio da gameplay tanto na forma humana como na forma de Lobo. Os desafios vão escalando conforme Link passa de sala para sala, ao ponto de que em alguns momentos enfrentamos vários subchefes ao mesmo tempo.

Como nesse em que enfrentamos três Darknut, que é o subchefe mais difícil do jogo:

3 subchefes ao mesmo tempo. Como que tanka?

Essa dungeon extra é sem dúvidas umas das coisas mais divertidas e desafiadoras que o game tem para oferecer, mas é recomendado tentar a sorte com os outros mini games e expandir o arsenal de Link antes, deixando a Cave of Ordeals para ser o seu último desafio antes de finalizar.

O prazer foi todo meu.

Twilight Princess possui também possivelmente a melhor luta final da franquia, onde enfrentamos pela última vez o nostálgico Ganondorf de Ocarina of Time, mas isso é discutível.

No fim, Twilight me surpreendeu ao entregar dungeons perfeitas, um estilo visual singular, uma trilha sonora muito boa e com identidade própria, uma Hyrule Field saudosa e enorme e sobretudo por entregar uma história muito boa recheada de personagens incríveis, sendo o mais surpreendente: um sidekick com personalidade e arco próprio que foi Midna.

Midna é a forma mais elevada do conceito de acompanhante que iniciou com Navii em Ocarina of Time. – – Créditos: Nintendo

Acredito que Twilight Princess seja o pináculo de Zelda da Era 3D que começou no Nintendo 64, oferecendo toda a estrutura clássica inicialmente apresentada em Ocarina na sua forma mais perfeita em termos de jogabilidade, dungeons, exploração, mini games e Naviis (sideckicks).

Portanto, merece ser lembrado e celebrado por aqueles que começaram em ou que gostem de Ocarina, pois depois dele a franquia viria a mudar bastante em sua fórmula e fugir do desenho tradicional estabelecido no 64. Nestes termos, Twilight Princess acabou sendo de fato o crepúsculo de uma Era na franquia The Legend of Zelda.

Twilight Princess celebra tudo que fora construído no Nintendo 64. Depois dele uma nova Era em The Legend of Zelda surgiria. – Créditos: Nintendo

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Ravenlok | Um lindo zeldavania https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/06/04/ravenlok-um-lindo-zeldavania/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/06/04/ravenlok-um-lindo-zeldavania/#comments Sun, 04 Jun 2023 22:02:58 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=14184 Você tem saudade de jogos de combate rápido que não sejam simplesmente a coisa mais difícil do mundo, como um Souls da vida? Então Ravenlok pode ser a sua cara. Lançado em 4 de maio de 2023 e desenvolvido pela Cococucumber, esse joguinho é uma espécie de metroidvania, com combate similar aos Zeldas clássicos e […]

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Você tem saudade de jogos de combate rápido que não sejam simplesmente a coisa mais difícil do mundo, como um Souls da vida? Então Ravenlok pode ser a sua cara.

Lançado em 4 de maio de 2023 e desenvolvido pela Cococucumber, esse joguinho é uma espécie de metroidvania, com combate similar aos Zeldas clássicos e com alguns poucos elementos de adventures clássicos.
Tudo isso é combinado de maneira leve, com um estilo visual que agrada qualquer tipo de jogador e que pode ser zerado numa única sentada (ui!).

Reprodução: Cococucumber

Fetch quests

A nossa protagonista, que tem seu nome digitado pelo jogador, começa junto de seus pais numa mudança de casa. Aparentemente ela morava na cidade grande e sua família decidiu começar uma vida nova no campo, numa fazenda que pertencia à sua vó.

Ela, porém, não parece seguir aquele estereótipo narrativo de adolescente chateada de perder os amigos — ainda que ela mencione isso — mas de forma geral tudo que ela (você, no caso) faz é ajudar seus pais com algumas tarefas básicas, que ajudam a ensinar como boa parte do jogo funciona: fetch quests.

Pra quem não sabe fetch quests são aquelas missões que envolvem você: (1) falar com um personagem; (2) ir buscar o que ele pediu; (3) trazer de volta pra ele.

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O jogo é voltado para essas missões, e no menu de pause você tem um seletor de lista de quests, como nos jogos modernos como Witcher 3, Cyberpunk e Zelda TotK. Quando você encontra um item de outra quest, o guia na tela muda para essa quest nova, mas pode ser trocado de volta no menu.

Não há diferenciação entre quests principais e quests secundárias, porque o jogo todo é interligado de forma que 98% das quests sejam necessárias para se chegar ao fim do jogo.

Ainda que a ambientação do jogo lembre muito Earthbound, com ambientação moderna, depois de algum tempo nossa protagonista é transportada para um mundo de fantasia e é recebida por, vejam só, um coelho com pressa.

Reprodução: Cococucumber

Ravenlok no país das maravilhas

Como o texto acima escrito com formatação h2 pode ter deixado claro, isso foi uma referência à famosa história de Lewis Carroll. Já tivemos jogos que usaram a premissa de “Alice no país das maravilhas”, como American McGee’s Alice, muito popular algumas décadas atrás, mas em Ravenlok, a inspiração é muito mais livre e sem nenhuma distorção significativa na narrativa.

A protagonista é chamada de Ravenlok pelo coelho e por todos que moram nesse mundo — algo que parando pra pensar agora, não faz sentido e não é explicado — e ela, por ser muito prestativa, resolve ajudar todos com seus problemas, sendo o principal deles, a Rainha, que está ferrando com a vida de todos no reino.

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A inspiração visual em relação às adaptações de Alice, principalmente a da Disney, é bem diferente. Os soldados de cartas de baralho, por exemplo, aparecem muito para o final do jogo, e eles não são brancos como cartas normais, por exemplo.

A Rainha parece feita de papercraft, assim como praticamente todos os personagens secundários. Aliás, falando do estilo visual vamos falar dele agora.

Reprodução: Cococucumber

Voxel art

Eu fiquei bastante impressionado com a direção de arte de Ravenlok. Apesar dos mapas concisos, todas as telas são bem detalhadas, com sombras em tempo real, oclusão de ambiente e outros efeitos bonitos. Em pesquisa, não encontrei qual a engine usada para produção do jogo, mas por ter sido publicado pela Epic, vou tentar dar um chute educado e dizer que foi feito na Unreal Engine 4.

Não somente os efeitos visuais são bonitos, mas a direção geral é muito impressionante. O game mistura geometrias normais (como as roupas e modelo da Ravenlok), com alguns objetos feitos em voxels (pense Minecraft), com texturas em pixel art.

Tudo isso dá um ar retrô e ao mesmo tempo, moderno. Um exemplo não tão recente assim que se assemelha muito ao alcançado aqui é o game de 2009 chamado 3D Dot Game Heroes, para o PlayStation 3.

Lá foram usados efeitos semelhantes aos vistos em Ravenlok, mas com tecnologia da época e um pouco mais simples visualmente.

Assim, acabamos tendo um jogo com gráficos modernos que usam de inspiração um estilo similar ao pixel art de games antigos, mas sem perder a qualidade de um jogo de 2023.

Reprodução: Cococucumber

Jogabilidade meio esquisita mas beleza

 

De início, a jogabilidade de Ravenlok me assustou um pouco. Nossa protagonista se movimenta de maneira lenta, mesmo correndo. Para andar, é necessário dar um clique no L3/shift, porém caminhar não tem utilidade alguma durante TODO o jogo, sendo uma funcionalidade que talvez seja legado do início do desenvolvimento.

Além disso, a personagem possui um dash infinito que te acelera mais do que a corrida. E o que você acha que acontece quando descobre isso? Logicamente, passamos o jogo todo apertando o botão de dash ao invés de correr normalmente.

A intenção desse dash talvez fosse para uso em combate, mas esse se mostra tão simples, até mesmo na dificuldade difícil, que raramente o jogador vai se ver dando dashes durante as lutas.

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Outra função que é mal utilizada é o escudo. Temos uma barra de estamina/defesa embaixo da barra de energia o tempo todo durante o jogo, mas logo cedo o jogador descobre que defender não vale a pena.

Sempre tomamos dano ao usarmos o escudo, fazendo com que valha mais a pena só correr pelo cenário, já que não tem penalidade alguma, como cansaço ou algum frame onde a personagem não possa se mexer após o dash.

Já atacar sofre da mesma idiossincrasia. Você pode bater infinitamente sem descanso, e o que te impede de devastar os inimigos e chefes é somente seu level.

Conforme o jogo vai passando, você passa a relevar essas coisas, pois não são problemas per se, mas apenas falta de refino. Ainda assim, o jogo consegue ter um combate divertido, pois os inimigos batem forte (na dificuldade difícil, pelo menos), mas com certeza poderia ter um pouco mais de risco e recompensa envolvido.

Reprodução: Cococucumber

Veredito

Ravenlok é um jogo bonito e competente, e apesar de minhas críticas em relação ao combate, é um jogo que eu PLATINEI do início ao fim numa sentada, coisa que nunca fiz com jogo nenhum na vida. São entre 5 e 7 horas onde o ritmo nunca cai e, devido ao ritmo rápido, faz com que o jogador se interesse em continuar jogando sempre mais um pouco até cansar.

A tradução é um ponto fraco, pois não parece ter sido feita com esmero. Sua personagem é uma menina e todos te tratam no masculino. Não parece ser um caso desse modernismo besta e sim uma falha em quem pegou o texto para traduzir.

Algumas palavras aparecem em inglês no meio do texto em português, também. Assim, mesmo sendo perfeitamente possível jogá-lo na nossa língua, eu preferi jogar no idioma original mesmo.

Tirando esses pormenores que são menores mesmo, essa é uma recomendação forte para esse ano, podem jogar que não tem como se arrepender.

PRÓS


  • Gráficos muito bonitos, direção de arte fez algo incrível com mistura de voxels com pixel art;
  • Sistema de quests interligadas funciona bem.

CONTRAS


  • Câmera quase fixa atrapalha em alguns pontos;
  • Combate simples porém funcional.

 

NOTA: 7,5

_____________________________________________
Esta análise foi feita com uma cópia do game cedida gentilmente pela distribuidora. Ravenlok está disponível no PC via Epic Games Store e Xbox One e Series S/X.

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The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/05/13/the-legend-of-zelda-tears-of-the-kingdom-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/05/13/the-legend-of-zelda-tears-of-the-kingdom-analise/#comments Sat, 13 May 2023 15:04:24 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=13879  (Atenção: esse texto NÃO contém spoilers da história) Breath of The Wild foi um divisor de águas pra série Zelda. Lançado em 2017, seis anos antes de Tears of the Kingdom, aquele jogo foi um marco na mudança de como a franquia é produzida. Antes, tínhamos jogos com dungeons pré-definidas, e um mundo que deveríamos […]

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 (Atenção: esse texto NÃO contém spoilers da história)

Breath of The Wild foi um divisor de águas pra série Zelda. Lançado em 2017, seis anos antes de Tears of the Kingdom, aquele jogo foi um marco na mudança de como a franquia é produzida.

Antes, tínhamos jogos com dungeons pré-definidas, e um mundo que deveríamos explorar para acessá-las de forma linear.

Em BotW esses valores foram deixados de lado. Em troca, os devs da Nintendo — liderados por Eiji Aonuma — implementaram o sistema de Shrines: pequenos quebra-cabeças espalhados pelo enorme mapa do jogo. A cada quatro puzzles resolvidos, era possível aumentar sua energia ou estamina.

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Ainda haviam dungeons enormes similares aos jogos antigos, mas sem a complexidade de um Water Temple de Ocarina of Time ou Ancient Cistern de Skyward Sword.

E agora em 2023, a continuação do Zelda mais bem avaliado dos últimos 20 anos chega para fechar a geração do Switch, em contraste com seu antecessor, que abriu a porteira do console em seu lançamento.

E é sobre esse jogo que vamos falar agora.

Tears of the Kingdom
Fonte: Nintendo

Melhorias técnicas

Quem jogou BotW sabe que o seu desempenho não é dos melhores. Não chega no nível das porcarias que a GameFreak faz há mais de 10 anos, mas com certeza pode-se dizer que é um projeto com uma escala um pouco ambiciosa pra o console, que até então não tinha sido explorado em outros projetos.

Isso talvez seja consequência de um período de design meio enrolado, visto que ele inicialmente seria feito pensando nas qualidades — se é que existem — do WiiU. O próprio Sheikah Slate que Link usa no primeiro jogo é nada mais que um gamepad do console anterior da Nintendo, afinal.

Com isso, tivemos um jogo que falhava em alguns aspectos. Os cenários, apesar de grandes e bem bonitos, possuíam em sua maioria menos detalhes visuais. Já nas áreas onde haviam muitos objetos, como NPCs e inimigos, ou efeitos visuais como nevoeiro ou chuva, a taxa de frame caía de 30 para até 20 em alguns momentos.

Em Zora’s Domain, por exemplo, tínhamos a primeira área onde o Switch chorava para renderizar, visto a quantidade de NPCs, chuva e reflexos. Fico feliz de dizer que a mesma área em Tears of the Kingdom está rodando de forma bem mais estabilizada.

Tears of the Kingdom
Fonte: Nintendo

E não só isso, no jogo novo temos a maturidade do desenvolvimento para o hardware à olhos vistos. O uso da ferramenta de upscaling FSR da AMD, foi possível colocar mais objetos pelo cenário, além de melhorar o desempenho em situações mais pesadas pro console.

Ajuda também que o jogo foi pensado do zero para um console só, então não houveram concessões desnecessárias pensando na geração anterior. Com isso, temos coisas impensáveis no primeiro jogo, como a passagem das áreas no céu para a terra e da terra para o subsolo sem telas de loading, carregando naturalmente enquanto você observa o cenário ficando mais detalhado conforme você se aproxima dele.

Obviamente não é novidade e vários jogos já fizeram isso (penso primeiramente em GTA San Andreas no PS2), mas nessa escala onde todo o mapa do jogo fica visível, sem névoa e com riqueza de detalhes, no SWITCH ainda por cima, é realmente um marco técnico.

Além disso, fica em destaque as nuvens volumétricas e aumento na distância de renderização (draw distance), possíveis também graças ao FSR.

Resumidamente, temos um jogo que apesar de visualmente similar ao primeiro em vários aspectos, tem um desempenho superior, e ainda tem adição de detalhes visuais como a complexidade maior do cenário, tornando TotK um game mais rico visualmente.

Tears of the Kingdom
Fonte: Nintendo

A história

No jogo anterior, a história do game era bem mais passiva que em outras interações da série Zelda. Link acordava depois de uma soneca de 100 anos e se deparava com uma Hyrule devastada, onde vilas eram espaçadas, haviam poucas pessoas de modo geral e 90% do grosso da narrativa era contado através das memórias da Zelda. Essas eram encontradas no mapa, e eram cutscenes dubladas (pela primeira vez na série, vale dizer) onde mostravam o que aconteceu na luta anterior contra o Calamity Ganon.

Como Link é – e provavelmente continuará sendo por um bom tempo – um protagonista silencioso, é notório que BotW deixava a narrativa de lado na maior parte do jogo.

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Já em Tears of the Kingdom, houve uma preocupação maior em fazer com que o herói interagisse melhor com a narrativa, que é contada em tempo presente nas quests, side-quests e side adventures do jogo.

Essas quests por sua vez estão bem mais interessantes que em BotW. Se antes tínhamos fetch quests espalhadas por aí e sem consequência, agora temos pequenas narrativas com seus arcos. Talvez influência de jogos como Witcher 3?

Tears of the Kingdom
Fonte: Nintendo

Ainda temos cutscenes mostrando cenas do passado. Sim, as memórias da Zelda estão de volta. Mas Graças à Deusa Hylia, elas estão marcadas no mapa, bastando o jogador dedicar um tempo da sua jogatina diária para encontrá-las.

Em linhas gerais, pode-se concluir que a diferença de tempo entre o lançamento dos dois jogos se reflete na passagem de tempo em Tears of the Kingdom. Com a morte de Calamity Ganon e a diminuição dos monstros, as vilas e pequenos reinos ao redor de Hyrule voltaram a florescer.

Link também é amplamente conhecido por ser o cavaleiro de Zelda, e todos o recebem de braços abertos, menos os mais jovens, que não o conhecem. Isso cria uma dinâmica engraçada, onde toda interação com personagens que não o veem há muito tempo ficam felizes de rever o herói que salvou Hyrule seis anos atrás.

Tears of the Kingdom
Fonte: Nintendo

Mesmo mapa? Nem tanto

É possível encontrar no mapa habitantes de vilas visitando outros vilarejos. As próprias locações também mudaram bastante, principalmente após o Upheveal (ou “levantamento”, em bom português).

Ah, o que foi o upheavel? Como visto nos trailers, Zelda e Link fizeram uma merda no subsolo do castelo de Hyrule, despertaram sem querer uma espécie de zumbi (que logo sabemos que se trata de Ganondorf) e de repente, tanto o castelo quanto vários outros pedaços de terra subiram para os céus.

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E como a física bem diz, tudo que sobe, desce. Assim, vários escombros começaram a cair pelo mapa, e alguns deles eram tão grandes, que modificaram certas áreas.

Kakariko Village, por exemplo, perdeu sua floresta onde antes se encontrava a Great Fairy. Agora temos uma ruina enorme em formato circular, e na vila criou-se uma comoção para estudar o fenômeno.

Em Hateno, antes uma vila pacata, agora temos uma estilista que virou moda vendendo chapéus em forma de cogumelo. Assim a cidade floresceu e toda a calmaria de antes deu espaço para gente que vem visitar a vila pra entrar na moda.

Fonte: Nintendo

Como os guardiões — os polvos de metal que soltavam laser — do outro game não existem mais, toda a área perigosa que ficava em frente ao castelo de Hyrule agora é relativamente pacífica. Inclusive, até uma vila/base de operações foi construída no local para liderar as investigações sobre o upheavel.

Lá agora é a base central de Link, juntando vários pontos de utilidade no jogo anterior em uma única vila. Aqui podemos ganhar corações nas estátuas, dormir, cozinhar, comprar roupas e trocar koroks com Hestu (sim, eles estão de volta). Isso é interessante porque simplificou tarefas que antes eram espalhadas em diversos pontos do mapa em Breath of the Wild, e caso você não lembra-se ou não tivesse marcado, seria um parto para encontrar.

Outra consequência do levantamento de terra foi a abertura de diversas cavernas e poços espalhados pelo jogo, que são marcadas no mapa assim que Link as encontra. São em quantidade similar ao número de shrines e algumas delas possuem ótimas recompensas, mas obviamente nem todas.

Explorar esses ambientes é divertido, mas a falta de mapa pode deixar o jogador desorientado caso não use de ferramentas para se guiar, como jogar flores de iluminação para deixar rastros.

Enfim, esses são só alguns pontos de referência das primeiras 30 horas de jogo, mas todas as áreas sofreram mudanças, algumas drásticas e outras que foram adaptadas de forma a distorcer a expectativa do jogador.

No fim, a pessoa que tem o mapa de BotW  gravado na cabeça vai ter uma leve vantagem em relação a exploração, mas não verá as mesmas coisas, podendo assim como eu, até mesmo se frustrar por não achar coisa X no ponto Y.

Fonte: Nintendo

Os céus de Hyrule

Já abordamos o mapa principal de Hyrule, mas falta tratarmos dos *dois* outros ambientes principais do jogo. O Céu — bastante explorado nos trailers — e os Depths (ou profundezas). Essa última tendo sido completamente escondida pelo marketing da Nintendo.

O céu consiste em várias ilhas voadoras, que Link pode acessar via aquelas torres da Ubisoft — que dessa vez não precisam ser escaladas, vale dizer — ou teleportando para shrines que já foram encontrados no céu.

O game começa em uma enorme ilha voadora, inclusive, e acessar todas pode ser bem difícil, mesmo usando os objetos que o game proporciona.

Sinto que o jogo poderia marcar as ilhas com um “tick” (✓), assim como faz com as cavernas quando você acha tudo que elas têm a oferecer, pois é frustrante achar chegar em uma ilha do céu e ver que você já foi até lá, sei lá quantas horas atrás.

A exploração delas é bem divertida, porém. A verticalidade trás um efeito visual muito bonito aos olhos, e a dinâmica dos puzzles no céu costuma envolver grandes distâncias, diferentemente das soluções dos puzzles presentes nos shrines.

Tears of the Kingdom
Fonte: Nintendo

As profundezas de Hyrule

Já os Depths são uma fera completamente diferente. Acessados pelos Chasms (ou buracos pretos enormes) espalhados pelo mapa de Hyrule, esse mapa é do mesmo tamanho que o terreno de Hyrule.

Link se depara num local totalmente escuro, com algumas plantas e objetos antigos de eras anteriores, lembrando visualmente aquele episódio do Bob Esponja onde ele pega o ônibus errado (sim, eu sei que foi uma referência esquisita).

Os monstros aqui dão dano PERMANENTE em Link, tirando corações de sua energia, que só podem ser recuperados ao voltar para a terra acima.

Além disso, temos por todo jogo — e principalmente nos Depths — o famigerado Gloom, que é uma meleca preta e vermelha que causa o mesmo efeito que o ataque dos monstros nessa área.

A exploração dela deve ser feita aos poucos, com pequenos pontos de checkpoint que podem ser usados como teleporte depois de ativados. De quebra, esses pontos também iluminam um pouco da área ao redor, facilitando a vida de Link nesse ambiente torpe.

Fonte: Nintendo

Novas Habilidades

Chegamos na parte que interessa num jogo de videogame, como se joga o bagulho.

De cara é bom frizar que os poderes do jogo anterior NÃO EXISTEM MAIS. Portanto, esqueça a habilidade de criar gelo, esqueça o ímã para carregar objetos de metal (em partes), esqueça congelar o tempo e bater em um monstro para ele sofrer dano maior e ser zunido para outro planeta. E principalmente — e de forma bem controversa — esqueça as bombas infinitas: pra tristeza de todos, elas se foram também.

Em Tears of the Kingdom, Link ganha um braço maluco que pode usar poderes novos. A Ultrahand (nome retirado de um antigo brinquedo da Nintendo), funciona basicamente como o Magnesis — sabe, o ímã — do jogo anterior, mas agora Link pode manipular qualquer objeto, não só os de metal. Ela também serve pra ligar objetos um no outro, pra fazer as parafernálias que você vê nos trailers do jogo.

Fonte: Nintendo

Temos também o Fuse, que é a mecânica de ligar uma arma, escudo ou flechas com algum objeto do seu inventário ou do chão. Essa habilidade é similar ao Ultrahand, e serve como forma de melhorar seus itens, visto que de forma geral, todas as armas e escudos do jogo estão mais fracas que em BotW.

Já o Ascend, é a forma que Link pode atravesse o acima de si. Isso facilita muito em um jogo com tanta verticalidade, mas não é solução pra tudo. Caso o teto esteja muito afastado ou o outro lado não seja um lugar “pisável”, não é possível teleportar. Com o tempo o jogador se acostuma tanto que nem pensa mais em como usar.

Tears of the Kingdom
Fonte: Nintendo

Por fim, temos o Recall, que é aquela habilidade estranha de voltar objetos no tempo. É muito usado nas pedras que caem do céu, para que Link possa ir de Hyrule pras ilhas voadoras mais rapidamente. Também é possível arremessar de volta os ataques lançados pelos inimigos. Fora seu uso em trocentos puzzles do jogo.

Tem também uma última habilidade mas essa eu considero spoiler, então deixa pra depois.

Toda essa gama de novas mecânicas por si só muda toda a dinâmica de interação do jogador com o cenário, de forma que é necessário repensar a forma de se aproximar de situações adversas. Por exemplo, se no outro jogo fosse necessário atravessar um rio, a solução natural seria criar plataformas de gelo e ir pulando, já em TotK é provavel que seja necessário criar uma jangada com madeiras ligadas com a Ultrahand, junto de um ventilador de zonaite.

Zonaites?

Ah, os zonaites são os objetos que são conseguidos no mapa ou através das máquinas espalhadas pelo jogo. Eles possuem várias formas e funções diferentes, como o ventilador, o foguete, a plataforma voadora, as rodas, o volante, etc. Todos podem ser usados para facilitar a vida de Link, MENOS durante os shrines. Lá, seus objetos não podem ser usados mas aqueles que estão disponíveis no puzzle ainda vão quebrar seu galho.

Diferentemente do que alguns possam pensar, o jogo não gira em torno dessa dinâmica minecraftiana. Aqueles que não tem facilidade de construir objetos, fiquem tranquilos: na maior parte do tempo, o jogo apresenta no cenários as ferramentas certas para serem usadas em determinada situação, bastando que o jogador finalize o quebra-cabeças, como colocar a roda que falta em um carrinho, etc.

Tears of the Kingdom
Fonte: Nintendo

Templos antigos de volta (mais ou menos)

Um ponto de muita discordância do jogo anterior foram os templos apresentados nele. Eles não eram dungeons tradicionais, com chaves para abrir portas e coisas assim, e sim apenas uma espécie de shrine gigante que se mexia de acordo com a vontade do jogador.

A minha sensação com os templos de Tears of the Kingdom é meio mista. Eu aprecio que eles tentaram trazer de volta o conceito de dungeons tradicionais, mas não executaram 100%. Temos sim, ambientes com vários andares (e sem mapa 3D dessa vez), porém recebemos apenas um objetivo, que normalmente envolve ativar 5 ou mais botões, para enfim acessar a sala do chefe principal.

São versões em escala menor do que eu esperava de uma evolução das Divine Beasts do jogo anterior, mas que apesar de não serem perfeitas, são melhores que os desafios antigos, tanto em estética quanto em jogabilidade.

Os chefes também são mais variados, com designs que não são só variações da mesma coisa como eram os bosses de BotW.
Aqui cada dungeon tem um chefe com design específico e todos são bem legais de enfrentar, lembrando os bons tempos dos Zeldas 3D de

Trilha sonora

Seguindo a comparação inevitável, em todos os aspectos, com o jogo anterior, aqui temos uma questão que poderia ser melhorada.

Digo isso porque a narrativa de Breath of the Wild sugeria uma trilha sonora mais escassa, já que por muito tempo do jogo, Link explorava um ambiente inóspito e vazio. Músicas lentas e de notas musicais mais delicadas pintavam sonoramente toda estética do jogo, dando a cereja pro bolo de solidão que era Bafo Selvagem.

Já em Tears of the Kingdom, a narrativa evoluiu. Link não anda mais em lugares solitários o tempo todo. Temos hylians, gerudos, gorons, ritos e zoras passeando por quase todas as áreas; cidades movimentadas e pontos de narrativas espalhados até mesmo em áreas campestres. Dito isso, por que continuar com a temática musical do jogo anterior aqui?

Em alguns pontos, fica destoante ouvir uma trilha sonora relaxante enquanto o protagonista passeia por uma vila abarrotada de gente ou enquanto caminha por um monte de madeira e pedras deixadas pelos construtores para que as pessoas reconstruam suas casas.

Não sei se algo mais heroico como a trilha de Ocarina of Time se encaixaria aqui, mas uma sensação de urgência na parte musical seria interessante para coincidir com o tom da história, afim de evitar essa dissonância presente de forma clara em muitas partes do jogo.

É uma crítica que faço que sei que não tem peso no frigir dos ovos, visto que o jogador rapidamente se acostuma, ainda mais se já experienciou o game anterior, mas havia espaço para melhoria.

Nesse quesito porém nem tudo se perde, pois músicas novas, como o novo tema principal, são muito bonitos e trazem a grandiosidade supracitada. Uma pena que ela floresça em poucos momentos do jogo. Pelo menos é nas partes mais importantes.

Veredito

The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom é um daqueles jogos que marcam um ponto na história. Mesmo sendo continuação de um dos jogos mais aclamados de todos os tempos e usando boa parte do mesmo como base, aqui temos uma sequência sólida que constrói muito em cima (e embaixo) do terreno desbravado no game anterior.

Essa interação poderá não ser lembrada pela qualidade visual, mas deve ser vista como exemplo de ambição e escopo. Pois, suas mais de 100 horas de jogo são bem distribuídas em diversas atividades diferentes.

Ver como todas as mecânicas que Link pode executar interagindo entre si, sem bugs, crashes ou outros problemas comuns em jogos AAA de hoje em dia, mostram o primor e selo de qualidade que a Nintendo aparentava já ter deixado de lado há muito tempo.

NOTA: 9,5/10

Prós:

  •  Loop de gameplay continua divertido e cativante;
  •  Quests e Sidequests mais interessantes e significativas;
  •  Mundo muito maior a se explorar

Contras:

  • Trilha sonora escassa;
  • Menus rápidos um pouco confusos.

Assista essa análise em vídeo:

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The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom foi analisado com uma cópia pessoal do jogo. O game está disponível exclusivamente para o Nintendo Switch.

Tears of the Kingdom Tears of the Kingdom Tears of the Kingdom

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Viola: The Heroine’s Melody | A Melodia do dia https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/04/28/viola-the-heroines-melody-a-melodia-do-dia/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/04/28/viola-the-heroines-melody-a-melodia-do-dia/#respond Wed, 28 Apr 2021 08:00:41 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7265 Qual a chance de você, amigo leitor que é solteiro de estar passando por uma rua, quando aquela menina desajeitada que era sua amiga no colégio acenar pra ti, mas hoje, anos depois, ela tá uma gata, linda de morrer? E após uma breve conversa, você acaba descobrindo que ela tinha uma paixão secreta por […]

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Qual a chance de você, amigo leitor que é solteiro de estar passando por uma rua, quando aquela menina desajeitada que era sua amiga no colégio acenar pra ti, mas hoje, anos depois, ela tá uma gata, linda de morrer?

E após uma breve conversa, você acaba descobrindo que ela tinha uma paixão secreta por ti, e então vocês tem uma noite tórrida num motel porque você não quer mostrar a sua casa bagunçada.

Claramente, são chances ínfimas, eu deveria ter feito referência a ganhar numa loteria em que não apostei. Mas enfim, usualmente os meus reviews, são geralmente de jogos que eu tenho, ou que o Diogo arranja pra mim. Raramente alguém chega pra mim e fala, tá aqui esse jogo, faz conteúdo sobre ele. E quando eu digo raramente, eu quero dizer NUNCA. Mas então a minha surpresa, quando abri minha conta do Keymailer, haviam duas chaves lá para mim.

Um deles é um jogo que ainda não posso falar (porque eu não baixei ainda nem joguei nem sei se roda no meu notebook), e o outro foi a versão completa de um jogo que saiu em Acesso Antecipado em 2019 e agora em fevereiro desse ano foi lançado em sua versão completa. Viola: The Heroine’s Melody é trabalho quase que inteiro do holandês Jelle van Doorne.

Será que ele vale a pena o seu tempo e dinheiro? Confira conosco.

Não é a heroína que queremos, mas a que temos

Viola: The Heroine's Melody

Viola é uma jovem que precisa lidar com a morte recente da mãe, e encontra seu refúgio na música… Porém a música não é um de seus talentos, pois logo na primeira cena do jogo, vemos ela se frustrar e quase quebrar o violino que treinava. Nisso, ela acaba indo parar numa terra estranha (mas sem a participação de Truck-kun) e descobre que sua chegada naquele mundo trouxe monstros com ele.

E para voltar para casa, Viola terá que se unir a um grupo excêntrico e salvar aquele mundo por tabela. Nessa jornada, ela poderá descobrir mais sobre si mesma e superar a morte da mãe.

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A história do jogo não é das mais profundas, de fato é uma história simples, mas escrita de maneira decente, e o único possível twist é visto de longe. Mas ainda assim, ela guarda alguns momentos que fazem com que a jornada valha a pena.

A equipe de Viola é composta de um grupo diverso de pessoas, que inclui um cachorro humanoide que já foi humano, um meio demônio, uma harpia, um garoto-gato meio humano que não tem os braços (ele usa braços mágicos quando necessário), um esqueleto, um cervo. Não sei se estou escrevendo sobre Viola ou One Piece, mas divago.

As linhas que lhes são dadas, são interessantes, e em certos pontos, eu acabei me identificando com a protagonista… Pois é.

Um caldeirão de influências, cuja sopa é deliciosa

Viola: The Heroine's Melody

Mais de uma vez aqui, já citei jogos que são influenciados por outros jogos, mas que ao ter muitas influências, acabam não “copiando” direito e o jogo acaba se tornando sem graça.

Em sua base, Viola: The Heroine’s Melody é um RPG de turnos cuja movimentação fora das batalhas é feita num Side-Scroller 2D.

As batalhas dependem da dificuldade escolhida pelo jogador, existe a dificuldade “Normal”, onde nos combates, existe uma esteira com comandos vinda da direita para a esquerda e para o dano do ataque ser total, deve-se acertar as notas.

Como eu sou um total e completo asno, posso dizer que eu errei mais do que acertei. Talvez tenha sido porque eu joguei no teclado (felizmente o jogo possui opções de layout de botões pro Dual Shock 4 e controle de Xbox) e deve ser melhor no controle.

Caso você não queira passar esse perrengue, existe a dificuldade “História”, na qual funciona como um RPG de turno normal, os inimigos possuem fraquezas e depende do jogador montar a party como ele deseja.

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A navegação nos mapas se dá por fases de sidescrolling em 2D e cada inimigo encontrado no mapa triggera uma luta. Nos mapas, você pode pular, e cada pulo (até o terceiro) acumula mais altura, mais ou menos como Super Mario 64, e Viola também pode fazer Wall Jumps, pulando numa parede, e dela, pulando na direção oposta.

O design geral das fases, foi feito para explorar essas habilidades, além de elementos do cenário, como canhões (que funcionam como os barris de Donkey Kong Country) e molas, que catapultam a personagem para locais mais altos.

Viola: The Heroine's Melody

Nos combates, existem três barras, uma com os pontos de vida, uma com os Action Points (que funcionam como a Mana, Magia ou o que quer que seja em seu RPG favorito), que lançam certas magias, e os Crescendo Points, que enchem a cada golpe que você recebe, e permitem lançar magias que podem ser poderosas.

Detalhe para o podem, porque tem um outro elemento de gameplay que é influencia a parte de combate. O elo com seus companheiros de equipe.

Entre as fases de Viola: The Heroine’s Melody, existem fogueiras, onde se podem conversar com os integrantes da sua party. Para habilitar as conversas, deve-se lutar ao lado do companheiro em questão. Aí nas fogueiras, você pode conversar com ele, e a cada conversa, ele ganha uma magia mais poderosa, até que uma missão, bem no estilo das missões de lealdade de Mass Effect 2 é desbloqueada para habilitar a técnica de crescendo mais poderosa do personagem em questão.

Ainda no combate, você não compra armas no jogo, cada personagem tem sua arma única, e os status de ataque, resistência, magia e velocidade são alterados com cristais adquiridos, ou em lutas contra monstros (existe a chance de drops em lutas normais), em baús ou na loja do gato falante.

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Voltando para a parte de exploração, a personagem também se utiliza da música para diversas coisas, utilizando um botão, ela pode tocar uma música com os botões, bem no estilo de Zelda: Ocarina of Time (Ou Wonder Boy in Monster World se você for retrô o suficiente pra lembrar), e cada uma das músicas que você aprende, vai ser usada em momentos específicos do jogo.

Honestamente, fora as canções de abrir portais de pedra e sair da fase, as outras canções serão mais usadas em momentos que o jogo te pede. É um recurso legal, mas pena que não foi tão explorado.

Viola: The Heroine’s Melody possui três finais, dependentes de uma escolha, no final do jogo (então tecnicamente é possível fazer eles em um playthroughs, apesar do jogo fechar sozinho após os créditos) e se você concluiu as missões de leal… Digo, elevou a afinidade do seu grupo ao rank S. Só acho bizarra a escolha de dar ao jogador apenas um save file, e caso inicie um novo jogo, ele não apenas irá deletar seu progresso no jogo, como seus Achievements, então se você ver minha conta do Steam, ela vai estar com 8.1 horas de jogo e um achievement do jogo.

A jornada de cerca de 8 horas passou voando, mas não sem seus pequenos problemas. Além das escolhas de design (a respeito dos saves), alguns bugs encontram-se presentes, e muitas vezes, a colisão com paredes e teto é meio falha. Nada que quebre muito a jogatina, mas como é uma análise, isso precisa ser levado em conta. Bem, um dos bugs que encontrei, deixou meu jogo em um perpétuo zoom que deixou injogável, mas isso foi resolvido voltando a tela título.

Queria ter algo engraçadinho pra colocar aqui sobre os gráficos e som

Viola é um jogo bonito de se ver. Nas cutscenes e momentos em que vamos utilizar os instrumentos musicais (para tocar uma música), vemos o trabalho detalhado nos sprites. Cada personagem transborda vida e personalidade. Esses mesmos sprites são utilizados em combate. Daí, só posso achar esquisito que os sprites dos inimigos sejam imensos, e não falo dos chefes. Esses são imensos DE VERDADE, passando a ideia de que aquele combate lá é especial.

Fora do combate, o jogo dá um zoom-out, porque o foco precisa ser na ação de plataforma, então não vemos os detalhes do sprite de Viola, o que foi uma boa decisão, já que os cenários do jogo são imensos em tamanho, apesar de não serem tão longos assim.

Um ponto negativo sobre os gráficos, é que os cenários podem começar a se repetir perto do fim do jogo, e eu não sei como terminar este parágrafo, então vou dizer uma palavra engraçada: Uma palavra engraçada.

Os cenários de combate são básicos. São bonitinhos, bem feitos com detalhes o suficiente, mas eles são bem básicos numa maneira crua de dizer. E isso conta positivamente pro jogo, aliás. O mesmo não pode ser dito pra simplicidade das animações de magias em batalha. Elas variam entre aceitáveis e “só um frame literalmente passeando pela tela” (o caso da Tidal Wave do Niko),

A trilha sonora, única parte do jogo não feita pelo criador do jogo, foi composta por Fajar “Nom Tunes” Nugroho , é bem competente, com temas bem escolhidos pra cada trecho do jogo, incluindo aqui as músicas tocadas pelos personagens quando se usam as músicas. Essas músicas usadas pela party alteram os instrumentos, dependendo de quem está na equipe, o que achei um belíssimo toque.

Claro, que como todo bom RPG, a música de batalha vai te deixar neurótico de tanto ouvir até o fim do jogo, esse é um preço que jogadores de RPGs eletrônicos pagam desde sempre.

Em termos de performance no PC, o jogo rodou bem na minha carroça doravantemente conhecida como notebook, não exigindo tanto do mesmo, e inclui aí uma opção de resolução para quem não tem um monitor que suporte 1080p (o que é difícil) ou um PC mais fraco (o que é mais provável).

Dê uma chance a Viola

Em meio a um mar de títulos indie pretensiosos, Viola é um RPG sólido, que mesmo com alguns bugs, consegue divertir, e bebe das influências, sem deixar de ser ele mesmo. É um jogo que recomendo a compra, no preço cheio (se a grana tiver apertada, talvez em uma promo). É curto, mas vale a pena.

Viola: The Heroine’s Melody está disponível para PC, no Steam.

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Essa análise foi feita com uma cópia digital de PC fornecida pela Produtora.

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The Legend of Zelda: Ocarina of Time Perfect Edition| Um mangá que valeu a pena https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/11/10/the-legend-of-zelda-ocarina-of-time/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/11/10/the-legend-of-zelda-ocarina-of-time/#respond Sun, 10 Nov 2019 21:43:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/11/10/the-legend-of-zelda-ocarina-of-time/ No meu atual emprego, aos finais de semana o ritmo cai ao ponto de ser possível ler um livro tranquilamente. Por essa razão criei o habito de sempre carregar comigo seja um livro ou um mangá na mochila, e no plantão passado decidi encarar The Legend of Zelda: Ocarina of Time da Editora Panini. Fazia […]

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No meu atual emprego, aos finais de semana o ritmo cai ao ponto de ser possível ler um livro tranquilamente. Por essa razão criei o habito de sempre carregar comigo seja um livro ou um mangá na mochila, e no plantão passado decidi encarar The Legend of Zelda: Ocarina of Time da Editora Panini.

Fazia algum tempo que o tinha aqui em casa, mas só havia lido um pouco apenas, então ontem decidi recomeçar do zero e não me arrependi. Me deparei com uma leitura leve e a ótima arte de Akira Himekaya. Foram horas de diversão e situações engraçadas envolvendo Link, e por essa razão decidi escrever a respeito do mangá.

É perigoso ir sozinho, então me acompanhem á Hyrule.

The Legend of Zelda: Ocarina of Time conta com 384 páginas que você vai devorar rapidamente, pelo foi o meu caso. Se trata de uma edição de luxo linda que certamente vai deixar os fãs da franquia com os pelos ouriçados, mesmo custando 29,90 R$. – O que nesse caso eu considero um valor até justo comparado a outros produtos da Editora Panini que estão próximos desse valor.

Esse mangá é o primeiro de cinco volumes, onde cada um deles engloba um respectivo jogo, no caso começa com: Ocarina of time, The Minish Cap/ Phantom Hourglass, Majora’s Mask, Oracle of Seasons/Oracle of Ages e encerra com Four Swords. Como podem ver alguns mangás englobam dois jogos, mas vale citar que ainda conta com histórias extras.

Eu nunca terminei nenhum jogo da franquia Zelda e por isso o mangá acabou sendo muito divertido e surpreendente. Há personagens que conhecia apenas por revistas ou mesmo imagens perdidas pela rede, assim tudo foi se encaixando a medida que avançava na história e eu ficava com aquela cara de OHHH!

Se me perguntasse, eu não saberia apontar o que fez parte da história do jogo ou não, mas há alguns momentos realmente emocionantes e que eu adoraria de vivido jogando o jogo. Como um capitulo em que Link precisa tomar a decisão de tirar a vida de um amigo antigo corrompido pela magia de Ganondorf ou não.

Isso não foi spoiler, né?

Por outro lado temos momentos onde podemos conferir Link aprendendo a lidar com o peso de ser o Herói do Tempo e a responsabilidade de salvar Zelda. Não só isso, também somos levados a conhecer um pouco mais da história dele e como ele foi parar na vila Kokiri e os bullying que sofria de Mido. Tudo isso contribui para uma maior profundidade do personagem, fazendo com que passemos a gostar ainda mais desse orelhudo.

Ah, o Skull Kid também tem sua participação na mangá, assim como sua origem também é contada. O que talvez seja novidade para quem ainda não conhecia o universo do jogo ou não pesquisou sobre sua origem, assim como eu. Por sinal se tornou um dos meus capítulos favoritos do mangá, disparado.

Bem, supondo que você já esteja quase tirando o cartão de crédito da carteira, peço que tenha calma;

Infelizmente o primeiro volume do mangá se encontra indisponível no site na loja da Panini, mas os outros volumes ainda podem ser comprados por lá. Claro, se você pesquisar provavelmente vai encontrar o primeiro volume sendo vendido por valores ridículos.

Eu cheguei a encontrar o primeiro volume custando a bagatela de 119 reais, um preço que não vale, obviamente. Sei que muitos não seguem conselhos, mas recomendo não dar dinheiro para esses idiotas e aguardar pela republicação do titulo.

Creio que não tenha muito o que dizer além de que o mangá pode ser uma ótima porta de entrada para quem gostaria de conhecer a história do jogo de um modo mais dinâmico.

Os desenhos são bons, me lembrou um pouco aqueles mangás dos anos 80 em certos momentos, talvez isso tenha sido proposital. Outra coisa interessante foi que em dados momentos do mangá eu vi Link sangrar alguns inimigos, o que chamou bastante a atenção pois foi feito de uma maneira bem discreta e não explicita.

O mangá é voltado para todos os públicos, principalmente o juvenil, não podia esperar menos da Nintendo.

Por isso te digo que se encontrarem por um bom preço dando sopa, não perca tempo e adquira que vale a pena.Só não sejam burros de pagar 100 reais, né. Ou sejam, o dinheiro é de vocês mesmo.

Ah,antes que perguntem: NÃO, o artigo não é patrocinado pela Panini. Mas eles levam o meu dinheiro todo mês por causa dos mangás: JoJo’s Bizarre, Berserk e One-Punch Man.

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Jogos de Game Boy que vocês precisam Jogar https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/11/06/jogos-de-game-boy-que-voces-precisa/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/11/06/jogos-de-game-boy-que-voces-precisa/#respond Wed, 06 Nov 2019 20:29:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/11/06/jogos-de-game-boy-que-voces-precisa/ Por Dane F. Santos Tudo começou com um anúncio de jornal. Era um belo dia e eu era “piquitita” quando resolvi comprar o já antigo Game Boy Color. A verdade é que sou uma fã confessa de jogos da Nintendo e quando vi a oportunidade agarrei na mesma hora. Com essa compra eu ganhei um […]

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Por Dane F. Santos

Tudo começou com um anúncio de jornal. Era um belo dia e eu era “piquitita” quando resolvi comprar o já antigo Game Boy Color. A verdade é que sou uma fã confessa de jogos da Nintendo e quando vi a oportunidade agarrei na mesma hora. Com essa compra eu ganhei um Mario, mas não me lembro muito dele embora tenha me rendido horas de diversão.

Não me lembro nem se cheguei a zerar, mas era bem bacaninha. Depois de um tempo consegui colocar minhas mãos em alguns cartuchos de pokemon. (Yellow e Silver).

LEIAM – Os meus Pecados Gamísticos Edição: RPG

Não tinha nada mais divertido pra mim de ter a impressão de que eu estava viajando enquanto capturava Pokémons e ia mais fundo no enredo. Nunca fui muito fã do anime, mas os jogos são muito perfeitinhos em vários sentidos. Acredito que o grande sucesso de pokemon tem como base sua imersão.

Pokemon é um marco e todo mundo sabe a razão de gostar e não gostar. Não parando no Pokemon acabei mais tarde jogando outros jogos de Game Boy e Game Boy Advance. Vou citar alguns jogos que marcaram minha vida nesses pequenos consoles (Não vou colocar pokemon na lista, pois seria muito óbvio).

Vamos lá

Game Boy Color

Esse jogo tem uma semelhança interessante com Pokemon, e embora não possamos dizer que é uma cópia fiel tem muitos dos elementos que nos acostumamos por lá. (O modo de batalha é a maior das semelhanças). O ponto alto dele não é o enredo. Claro que a história é legal e interessante, mas em alguns pontos o jogo se torna repetitivo. O meu interesse nesse aqui são os monstros.

Em pokemon eles são criaturinhas fofas ou legais. Já em Dragon Warrior Monster eles são simplesmente monstros.

Como assim monstros?

Eu explico: Sabe o tão popular unicórnio? O dragão comum e o dragão dos céus (Aquele que todo mundo conhece nem que seja do Dragon Ball). Então, esses monstros são alguns dos que você pode ter após “misturá-los”.

Quando se mistura dois monstros você ganha um ovo desses dois e cuida desse novo amigo. A questão é que aqui é muito diversificado. Em pokemon você não teria grandes variações. Já em Dragon Warrior Monster você quase nunca sabe o que esperar. O ponto negativo é perder os monstros que você tinha antes, então essa mistura deve ser feita com cuidado. Alguns monstros podem nascer super fracos ou super fortes dependendo da linhagem.

Outra coisa a se mencionar aqui são as magias: Cada monstro tem cerca de quatro magias típicas dele e a medida que a linhagem se estende os descendentes herdam os poderes dos pais, avós, etc.

Os monstros são divididos em nove categorias, essas divisões são chamadas de “famílias”. As minhas preferidas são as bestas (um simbolo de uma patinha), os dragões e os demônios (representados por um ícone de um tridente).

Game Boy Advance


Esse com certeza não é nada desconhecido, mas se você nunca deu uma chance ao The Legend of Zelda: The Minish Cap a hora é essa!

Pra mim ele só fica atrás do clássico The Legend of Zelda: Ocarina of a Time.

O ponto alto desse jogo é a jogabilidade. Boa jogabilidade, gráficos bonitos e enredo envolvente com certeza são uma marca registrada dessa série. O que difere cada jogo é a temática.

Aqui temos o Vaati como vilão, um aprendiz de mago que deseja poder e aquelas coisas que todo vilão deseja , Vaati usa um gorro semelhante ao de Link, mas aqui ele tem poderes mágicos que obviamente ele usa para o mal. O gorro do Link também não é o mesmo gorro verde de sempre, ele é outro mago que aconselha Link e no geral faz o papel que a fada do Ocarina of a Time fazia.

Aqui Link é uma simples criança que deve reforjar uma espada com a ajuda dos elementos para ter o poder de salvar a princesa Zelda que foi petrificada por Vaati. Cada elemento vai te render horas de jogo, stress, xingamentos e felicidade e os mini games pelo caminho vão te distrair bastante, incluindo a possibilidade de completar uma coleção de figurinhas que abrange todos os personagens que aparecem nesse game.

O interessante é que Link pode(e deve) diminuir de tamanho várias vezes usando o poder de Elzo (O gorro).

Sempre esqueço de mencionar, mas a tradução da Rom de Zelda Minish Cap pode ser facilmente encontrada na internet.

Game Boy Advance

Mega Man Zero é um dos melhores jogos que já joguei. O mais incrível é não usar o Mega Man. O Zero já brilhava desde o Super Nintendo e era meu personagem preferido.

Aqui ele é encontrado anos depois por uma cientista humana chamada Ciel. E pasmem: O Mega Man aqui é o vilão, mas obviamente não é o Mega Man de verdade, é apenas um clone que não deu certo. Não vou dizer o que aconteceu com o verdadeiro pra não estragar a experiência de quem ainda planeja jogar isso.

O ponto alto dele é a história,e também não posso deixar de citar a vasta coleção de armas em cada jogo. Aqui você não está restrito a espada do Zero ou ao famoso buster (o canhão de plasma), também é possível usar um escudo como proteção ou como arma, lançando-o nos inimigos.

Além disso temos uma lança e outras armas que vão aparecendo ao longo dos outros jogos. Também há os tais Cyber Elfos que podem ser usados de diversas formas. Alguns aumentam sua barra de vida, outros cortam metade da vida do Boss e outros atacam os inimigos, te ajudando no percurso. Não vou citar o resto das funções, porque são muitas.

Confesso que acho Mega Man uma série dos demônios. Jogar ela era querer morrer quatro vezes ao dia na vida real após cair de penhascos, ser esmagado ou levar alguns tiros. Porque para uma espécie de robô humanoide a defesa é uma porcaria mesmo sendo de material incrivelmente resistente.

Jogar Mega Man era uma tarefa muito árdua, e eu não apreciei tanto a experiência como em Mega Man Zero. Não que seja um jogo super fácil, achei o nível de dificuldade desafiador, mas que te dá prazer em jogar. Então sim, muitos fãs chatos acham esse game uma droga só por ter perdido sua suposta dificuldade monstruosa.

Acho que isso tudo é besteira, pra mim jogos são feitos pra causar nas pessoas relaxamento e momentos legais e não pensamentos do tipo “Por que diabos estou jogando essa *#$%+ ?!”

Game Boy Color

Esse é um game não muito lembrado quando falamos de Mega Man, afinal, além das limitações do Game Boy Color, por que jogar esse quando se pode jogar Mega Man Zero no Game Boy Advance?

A resposta pra isso é simples: Todo Mega Man é interessante não pela jogabilidade, até porque todo game da franquia segue a mesma linha: Inimigos, boss, pulos, etc.

Mesmo assim a história é cativante e cada fase tem seu charme. Esse jogo também tem uma boa tradução circulando a internet e minha intenção colocando ele nessa lista é lembrar aos fãs que o Mega Man Xtreme 2 existe e ele está chorando lágrimas de sangue por você nunca jogá-lo.

Nesse você pode escolher entre o Mega Man e o Zero. Jogar com o Zero é bem mais complexo já que aqui ele só usa seu sabre de luz ZWOOON! Então escolha sabiamente.

Para os fãs que gostam da dificuldade maluca da série esse vai agradar.

Game Boy Advance

Esse é um jogo muito divertido e dinâmico. Aqui você não assume o papel de Yu-Gi como era de se esperar, mas sim um personagem aleatório que é faz parte da turma de Yu-Gi. Assim você é… Você mesmo!

Essa é uma ideia que garantiu que os jogadores se identificassem com o seu próprio personagem. Montar o próprio baralho é uma das experiências mais divertidas, batalhar com Yu-Gi, Kaiba e praticamente todos os duelistas “supimpa” é bem bacaninha.

Confesso que a falta de um personagem feminino para dar escolha a mulheres é meio chato, mas meio que nós mulheres estamos acostumadas com isso. Fora os Pokemon mais recentes essa experiência não é muito comum. Também senti falta de gráficos mais bonitos na hora das batalhas.

É um jogo de Game Boy Advance, mas na hora de batalhar eu senti limitações na arte. Não que seja ruim, mas poderia ser melhor.

Game Boy Advance

Uma série que eu confesso não saber tanto a respeito como eu provavelmente deveria saber. Apesar disso ela merece ser citada aqui, já que mesmo que eu tenha jogado apenas esse, eu o considero um ótimo jogo.

O sistema de batalha de Kingdom Hearts: Chain of Memories é único, mas confesso também que as vezes senti preguiça da quantidade de batalhas que você tem que travar pra ficar forte o bastante para enfrentar os chefes e fazer o seu baralho crescer.

Apreciei os combos e gráficos. A história me foi confusa, mas isso é obviamente devido ao meu escasso conhecimento da série. Achei bem legal poder encontrar tantos personagens da Disney ao longo do game.

Ele é surpreendentemente longo e pode ter certeza que perderá muitas horas jogando.

Game Boy Advance

Essa série costuma ser conhecida apenas por fãs alucinados por um bom RPG. Golden Sun tem todos os elementos interessantes: Personagens carismáticos, enredo interessante, batalhas bastante divertidas, ótima jogabilidade e puzzles desafiadores.

Golden Sun tem uma tradução feita para a rom em português que tem o meu selo de aprovação. Nada foi deixado de fora, não me lembro de nenhum erro gramatical gritante e acima de tudo: Dá pra terminar o jogo sem nenhum bug.

O único ponto negativo que consigo considerar é a preguiça que nos domina após muito tempo de jogo. Passar por grandes mapas demanda tempo e isso se torna maçante com a quantidade de batalhas que temos que passar.

Game Boy Advance

Ah, esse com certeza é nostálgico,e alguns conhecem uma versão bem antiga dele, mas eu particularmente vivi bons momentos jogando esse.

A história é muito interessante. As melhores coisas da história não podem ser contadas para não perder a graça, mas resumidamente você é um aprendiz de um cavaleiro e não tem sua memória. Muitas coisas acontecem e Max, o protagonista é obrigado a liderar um pequeno exército chamado de Shinning Force.

Quando falamos em RPG tático Shinning Force não pode ficar de fora.

Os personagens tem história e são carismáticos, o desenrolar da história é muito interessante. Minha única reclamação desse jogo é a questão do dinheiro. Como a história te limita os inimigos é meio chato que alguns itens custem tão caro. Jogar esse jogo é como ler um bom livro.

Game Boy Advance

Summon Night – Swordcraft Story 2 é um RPG com história bastante interessante e recheada de momentos engraçados. Esse tem opção de escolha entre um garoto loiro e uma garota de cabelo rosa que ALELUIA não está praticamente pelada. Só aí já podemos dar a ele um troféu escrito: “Sim, você agrada a mulheres que jogam”.

Esse game tem um sistema de batalhas bem singular, onde a tela é similar a um jogo de plataforma.

Existe um ancestral que foi pioneiro nesse sistema de batalha, um jogo de Super Nintendo que infelizmente eu não consigo lembrar o nome. O mais interessante aqui são as armas e o seu companheiro ou companheira que foi “summonado” de outra dimensão ou coisa assim.

Vou repetir que esse jogo está recheado de cenas cômicas e com certeza vai te fazer rir. Existem 4 opções pra você escolher. Existe uma espécie de demônio que usa fogo pra lutar, uma espécie de garoto com orelhas de cachorro que usa vento, um robô e uma garota demoníaca.

A sua trajetória e diálogos dependem das escolhas, o que torna uma experiência única cada vez que você joga. As armas são fabricadas unicamente por você. Espadas, machados, brocas, lanças. Você mesmo deve achar “ingredientes” para fabricar as melhores armas.

O ponto negativo desse jogo ao meu ver está nas dungeons. Algumas são grandes demais e o processo se torna cansativo. Você acaba salvando em determinado ponto e depois nem faz ideia de pra onde estava indo.

Tirando isso é altamente recomendado que se ainda não jogou e for fã de RPGs jogue ainda hoje.

Game Boy Advance

Pra quem gosta de jogos de estratégia esse é um dos que não pode ficar de fora. Ele tem várias versões e até sei de animações com alguns dos personagens. Eu particularmente me amarro no simples que foi feito pra GBA, aonde a Lyn é a primeira protagonista e o Elliwood o segundo.

Ao invés de estar na pele do personagem principal você o acompanha na aventura. Primeiramente com Lyn, uma incrível guerreira de Sacae (Uma tribo cheia de pessoas que nunca mentem) que mais tarde toma parte em eventos maiores. Destaque aqui para o famoso Elliwood também, o ruivo mais gentleman dos games.

Os personagens são o ponto alto desse jogo. A imersão torna a experiência de jogar ele única. Os personagens parecem ter vida própria mesmo e em determinados momentos até conversam com você. Enquanto eles são lutadores incríveis você é uma espécie de estrategista que os ajuda a ganhar batalhas. Acontecimentos dos mais diversos o tornam um dos melhores pra mim.

Se eu colocasse defeito diria que ele limita bastante a liberdade do jogador. Você não tem opção de sair por aí explorando, apenas segue um roteiro e isso as vezes pode frustrar um pouco. O outro ponto ruim é que se um personagem morre em batalha: Ele morre de verdade! É fácil recrutar inúmeros personagens se você souber como, mas nem por isso todos são descartáveis. Afinal todos eles tem personalidade e dependendo de suas escolhas durante as batalhas os diálogos são interessantes. Não é legal perdê-los.

Game Boy Advance

O bom e velho sucessor de Mother 2 (Earthbound nos EUA). Esse é um dos jogos mais incríveis que já joguei. Algumas vezes fico com vontade e começo tudo de novo.

Ele é um RPG com humor característico da série. Alguns pontos são bem divertidos e outros muito comoventes. Os personagens controláveis mudam diversas vezes durante o enredo. Não consigo pensar em nenhum defeito nesse jogo.

A jogabilidade é boa, a história é incrível, os gráficos muito dignos. Há boatos que Mother 4 está sendo produzido por fãs da série e promete ser ótimo se ninguém dar fim ao projeto. Eu como muitas pessoas esperei ansiosamente pela tradução do Earthbound Brasil, levou anos, mas fizeram um trabalho incrível.

A espera valeu a pena. A tradução para o inglês também não é oficial, mas é muito perfeita. Seja como for, é impossível não curtir esse jogo se você gostar de RPGs.

Game Boy Advance

Certamente você já deve ter jogado outro “Piratas do Caribe” para GBA assim como eu, e se decepcionou bastante. Esse no entanto tem um personagem feito a imagem e semelhança de Jack Sparrow. O personagem até mesmo anda como ele e tem alguns de seus trejeitos. (Me amarro na hora que Jack abre baús de tesouro e dá pra ver os dedinhos dele tamborilando de ansiedade).

A grande sacada desse jogo não está na história em si, pois ela é bem fiel ao filme. Colecionadores vão gostar desse jogo. Há um número interessantes de tesouros para se colecionar em diversas ilhas.

Alguns desses tesouros são os chamados “tesouros legendários”, que conferem habilidades especiais ao Jack ou maior defesa/ataque. Para se encontrar os tesouros devemos pagar pelas informações, desbloqueando essas histórias (boatos) em portos e assim você saberá aonde procurar, embora nem sempre seja assim tão fácil. (alguns lugares do mapa são bem escondidinhos e difíceis de acessar, tem que estar atento).

Dá pra pilotar o Pérola Negra e customizá-lo, travar batalhas marítimas, pilhar navios. O ouro aqui é usado para comprar comida e rum para os tripulantes do navio. (Se você estiver em baixa nesses suprimentos terá um motim). Também é usado para comprar melhores canhões, velas e cascos para seu navio.

No geral você consegue roubar tudo isso de outros pobres coitados que cruzarem seu caminho no mar. O que você DEVE comprar são novas espadas para aumentar o ataque de Jack e novas camisas para aumentar a defesa.

Alguns personagens são inacreditavelmente fortes e sem uma boa arma/boa defesa se torna chatinho matá-los.

Game Boy Advance

Esse jogo é um caso de amor e ódio pra mim. Ele deixa muito espaço para o jogador fazer o que ele quiser. Isso é bom e ruim. Você não precisa passar de todas as fases do jogo para zerá-lo, entretanto se você ficar perdido é difícil chegar aonde realmente é obrigatório passar.

As únicas limitações do mapa são elementos que você deve coletar para adquirir certos poderes que eliminam obstáculos. Há várias missões que você não precisa cumprir, mas que após cumpridas pode ganhar prêmios muito bons. O que não gosto nesse jogo é a jogabilidade.

A história é boa, os cenários são interessantes e os inimigos oferecem desafio satisfatório. A trilha sonora também me agradou bastante. É uma pena que o Samurai Jack se movimente de maneira tão pesada.

Acho que a intenção foi dar um pouco de realismo aos movimentos do herói, mas eu particularmente não curti o sistema de combos. Não sou do tipo que decora movimentos com facilidade e isso me levava a apertar qualquer coisa na esperança de dar certo. Instintivamente eu consegui zerá-lo, mas isso realmente não me ajudou. Outra coisa que detestei na jogabilidade foi o pulo de Jack. Até mesmo o pulo duplo é considerado baixo após estarmos acostumados com Castlevania, Mario, Rayman ou QUALQUER outro jogo de plataforma.

Game Boy Advance

O primeiro é um pouco repetitivo, mas não deixa de ser um bom jogo. Esse da imagem acima é o II. Não tenho como colocar defeito nele. O meu único comentário negativo é que a trilha sonora podia ser melhor. Ele é um dos melhores RPGs que já joguei.

Ele te dá a chance de escolher o personagem que você mais se identificar e dar uma pequena customizada nele. O sistema de combate parecido com Zelda Minish Cap me atraiu bastante. (Eu já fico um pouco de saco cheio de mapas que as lutas são aleatórias.

Poder ver os inimigos e evitá-los ou lutar me interessa mais. A possibilidade de escolher torna menos cansativo.) As Dungeons são bem interessantes e os gráficos são bem bonitos.

Dá pra notar que alguns cenários foram feitos com muito capricho. Tenho muita consideração por esse jogo, mesmo com muita gente desvalorizando seu conteúdo. Os chefões aqui seguem esquemas de Zelda e Bomberman (Você precisa descobrir a sequência ou estratégias para vencê-lo, quase nunca é sair dando porrada.)

Ele foge um pouco da características de ter puzzles e deixa tudo mais pro lado da ação. Espancar os inimigos é relaxante. Aqui o modo como vai lutar depende muito da escolha do personagem. No meu caso sempre escolho o que parece um lobo.

Ele usa aquela arma que tem garras, como um Wolverine. Outros usam espadas e se não me engano há um arqueiro e um personagem que usa mágica. (Nunca saí escolhendo todos pra testar). Esse jogo é diversão garantida para fãs de RPG.

Se você está se perguntando se há alguma relação entre Shinning Soul e Shinning Force acertou. Há várias semelhanças nos dois mundos. A que mais consigo ver é a do aventureiro que sempre encontra o personagem principal em Shinning Force em suas viagens.

Em Shinning Soul II você o vê logo de cara (É impossível negar que se trata do mesmo personagem). Se não me engano os dois games são da SEGA para cobrir mais estilos de jogos. Devem compartilhar algumas pessoas na parte da arte e talvez no própria criação da história.

Game Boy Advance

Esse talvez seja bastante desconhecido ou subestimado por alguns jogadores. As pessoas preferem citar Fire Emblem quando falamos de estratégia no GBA e esquecem de jogos como esse.

Não os culpo, pois o modo de batalha de Fire Emblem é MUITO mais simples. Nesse aqui temos cartas, magias, e situações de recuo e avanço de tropas que tornam tudo meio confuso no começo. Muita gente desanima. O sistema de batalha é complexo e até pegar o jeito pode demorar um pouco.

O principal destaque ao meu ver é a arte. Personagens coloridos, carismáticos e expressivos fazem dele um jogo bem bonito.

Game Boy Advance

Tenho muita coisa bacana pra falar desse. Supondo que todo mundo conheça a série Final Fight, imaginem se beat’Em up famosa da Capcom possuísse elementos de RPG e não apenas pancadaria. Seria esse jogo. É possível encontrar ele totalmente traduzido para o português.

A trilha sonora é bem bacaninha, a história é boa e o personagem principal apesar de não ter muitos pontos de carisma ele não joga The Sims consegue cativar o jogador. Além disso descer a porrada em seres das trevas ao estilo Final Fight e no fim do dia ir procurar uma chave é bastante divertido.

O único defeito são pequenos obstáculos que você não conseguiria evitar nem se tivesse o sentido de aranha pela jogabilidade. No mais esse jogo é perfeito.

Game Boy Advance

Esse é um dos que mesmo que você zere vai jogar de novo algum dia. A melhor coisa de todas nesse jogo é a jogabilidade. Não é muito desconhecido, mas como o aracnídeo recebe um jogo cada vez que um fã respira achei que seria válido mencionar esse entre todos que foram lançados para Game Boy e Game Boy Advance.

Aqui você vai desarmar bombas, salvar reféns, e bater em muitos inimigos. Alguns inimigos são muito CHATOS. Daqueles que não são um grande problema, mas são irritantes. É difícil ficar perdido no cenário e o sistema de combo é bem simples e agradável de usar. Para desbloquear os melhores golpes temos que procurar pelo cenário.

O destaque é que não jogamos apenas com o homem aranha, mas com o Venon também. Cada um tem suas vantagens e desvantagens e apesar do Venon ser super-ultra-fortão eu gosto de jogar com o homem aranha já que gosto da velocidade com que ele se locomove pelo cenário.

Além disso não dá pra sair lançando teias com o Venon como dá pra fazer com o Homem Aranha.

Game Boy Advance

A série Metroid é bastante conhecida, mas sou obrigada a dar um destaque nesse game em especial pela fluidez com que o jogo corre. Em Metroid eu sou sempre a pessoa que encalha e fica estressada até entender pra onde deve ir. Já em Metroid Fusion apesar disso acontecer eu senti que o jogo foi muito mais agradável de jogar. A história é realmente muito interessante. Não gosto muito da temática espacial com aliens e tudo mais, mas Metroid é a fuga dessa regra.

Podemos ver de cara pela capa que o uniforme laranja e tão conhecido da Samus foi redesenhado Se você não sabe até hoje que temos uma heroína e não um herói vestindo a roupa laranja precisa parar de chamar o Link de Zelda também, por favor. Mas obviamente não foi desenhado dessa forma por simples arte. Tem sim uma história por trás, mas eu não vou estragar as surpresas.

A história é incrível, a trilha sonora completamente compatível, a jogabilidade maravilhosa… Se alguém reclamar de algo nesse jogo acho que vou dar uma bofetada no indivíduo.

Game Boy Color

O que dizer sobre esse jogo? Mais um Zelda, simplesmente isso. Sou muito fã da série e esse mesmo sendo de Game Boy Color merece ser mencionado.

Nem todo mundo acaba topando com ele já que existe um muro chamado “Zelda Minish Cap”. Não posso dizer que é meu preferido, mas o coitado é um bom jogo. Dê uma chance pro coitadinho do Link te distrair mesmo sendo limitado pelo console precário de qual ele faz parte.

Game Boy Advance

Esse vai gerar uma terceira guerra mundial, mas não ligo. TODOS os Castlevania feito para Game Boy Advance são ótimos. Cada um tem sua preferência, eu escolhi esse pra representar todos os Castlevania de GBA.

A história me encanta, a trilha sonora é uma das mais legais do console e os personagens são interessantes. O que mais valorizo além da incrível jogabilidade é a capacidade de poder usar várias armas e poderes.

Não vou me estender muito falando desse game, ele já é popular demais sem minha ajuda.

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São tantos jogos recentes que às vezes tudo que eu queria era algo simples e que me desse uma sensação boa ao terminar. A ideia de jogar deitado, com fones e numa telinha pequena sempre me atraiu, assim como a simplicidade dos jogos, que devido ao hardware limitado, precisavam ser criativos para serem interessantes.

Aqui listei cinco joguinhos desse console que merecem sua atenção. Seja por serem ótimos ou por representarem muito bem o Game Boy. Aproveitem!

A lista está fora de ordem e eu fui atualizando conforme eu jogava.

1º Batman: The Vídeo Game (SUNSOFT, 1990)

Reprodução: Internet

Essa versão baseada no filme possui o mesmo nome que um outro jogo lançado também pela Sunsoft no NES, porém é completamente diferente.

O morceguito incrivelmente usa uma arma (lol) e atira bolinhas ou batrangs nos inimigos, que vão desde bandidos comuns a robozinhos. Pra um jogo licenciado e ainda por cima no Game Boy, é incrível como ele consegue se aproximar da história do filme, incluindo algumas cutscenes simples que imitam a estética visual meio dark usada na versão de cinema.

Os sprites são pequenos e os gráficos usam poucos tons de cinza intermediários — algo bem comum nos primeiros jogos do portátil –, porém os controles são precisos. Além disso, o level design é justo e não te pune muito, possuindo ainda continues infinitos, caso você não seja um safado jogando com save state.

Reprodução: Internet

Sobre as músicas, o pessoal da Sunsoft está de parabéns. Alguns temas desse jogo são bem marcantes e vão te fazer querer voltar no tempo e jogá-lo na época do lançamento. Pra mim é talvez o grande destaque dessa versão.

Apesar de curto, “Batman: The Vídeo Game” ainda tem duas fases bem legais com o BatWing, onde você atira nos inimigos em scroll lateral no melhor estilo Gradius.

É possível terminá-lo em uma ou duas horas mesmo sem emulador, visto que ele não é tão difícil. É talvez um dos meus favoritos da plataforma.

2º Castlevania: The Adventure (KONAMI, 1989)

Reprodução: Internet

Aqui temos o primeiro Castelo da Vânia portátil. É difícil dizer se esse é realmente um bom jogo ou sequer uma boa recomendação, visto que ele tem qualidade para um jogo dos anos 80 feito pra um console simples, mas ao mesmo tempo peca em muitos fatores.

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A jogabilidade é bem travada, praxe em jogos antigos da série pré-metroidvania. Aqui, não temos os itens, limitando nossos ataques ao chicote, que tem o diferencial de ter power-ups, podendo até soltar bolas de fogo (?).

Reprodução: Internet

Como de costume dos jogos da época, temos poucas fases, porém da terceira pra frente o game fica quase IMPOSSÍVEL, principalmente por algumas armadilhas e pulos perfeitos que o jogo te pede.

Recomendo jogar em emulador (como se vocês tivessem muita opção né), pois o cartucho não salva. O jogo possui uma versão colorida que saiu em um dos Konami GB Collection. Jogue esse pra ver a evolução da série, e foque nas sequências feitas para o Game Boy.

3º The Legend of Zelda: Link’s Awakening (Nintendo, 1993)

Game Boy
Reprodução: Internet

Um grande clássico que nem sempre é tratado com o devido respeito. Feito por um time diferente e sem a influência do Miyamoto, Link’s Awakening trouxe muitas referências à outras séries da Nintendo, e aproveita maravilhosamente bem o hardware mais simples, sendo inclusive muito melhor que os dois primeiros jogos da série feitos para o NES e talvez, melhor que Link to the Past.

Game Boy
Reprodução: Internet

O mapa é incrivelmente complexo, as dungeons são bem trabalhadas e todos os diálogos e personagens são maravilhosos. Caso queira, jogue a versão DX, com cores e uma dungeon a mais feita pro Game Boy Color OU o remake de 2019 feito para o Nintendo Switch.

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A história dele também é muito influenciada pelo clima misterioso da série Twin Peaks, que fez sucesso no Japão na época de seu desenvolvimento.

4º Super Mario Land (Nintendo, 1989)

Game Boy
Reprodução: Internet

A primeira aventura portátil de plataforma do Mario. Aqui temos um dos jogos da primeira leva do console, por isso os gráficos são bem simples. Além disso, a física em geral do jogo é bem “dura” comparada a todos os jogos contemporâneos dele feitos para o NES. Ainda assim, vale muito jogar pelo desafio — já que o jogo não tem save — e pelas músicas. Foi a estreia da princesa Daisy na série, ainda que não tivesse sua aparência atual, definida somente no Nintendo 64.

Game Boy
Reprodução: Internet

Sobre a série Mario Land, sua melhor versão é realmente a sequência deste, que se assemelha mais aos jogos de SNES, porém esse se destaca por ter saído bem no iniciozinho da vida do GB, e por tentar coisas diferentes até então, como as fases de “navinha” com o Mario pilotando um aviãozinho.

5º Donkey Kong Land (série) (RARE, 1995)

Game Boy
Reprodução: Internet

Lançado já no meio da vida do console (que pra muitos seria o fim), o Donkey Kong Land original (e seus dois sucessores) fizeram um feito incrível: transpor os jogos de SNES que já usavam uma técnica absurda pra época de converter gráficos em CGI para sprites.

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Pra mim, o incrível não foi só isso, mas sim criar cenários que mesclassem bem com os personagens 3D, sem ter a impressão de que eram apenas blocos encaixados, como acontece em muitos jogos da época.

Game Boy
Reprodução: Nintendo Life


Sobre a série para Game Boy, houveram alguns cortes, como um único macaco na tela ao mesmo tempo, enquanto que você se transformava nas montarias ao invés de… montar nelas. Aqui as fases tem a mesma temática, porém são bem diferentes da versão de SNES e fica especialmente lindo no hardware original, e isso vale para os três Donkey Kongs Land no GB.

Ah! A versão japonesa do DKL3 é colorida e exclusiva do GBC. Existe tradução para ela, inclusive.

Game Boy
Arquivo pessoal

Game Boy
Reprodução: Internet

OBS: Fuja dos ports portáteis da série Donkey Kong Country. Não são bons, seja no GBC ou no GBA, eles não têm a mesma personalidade pensada para o Game Boy como a série Land.

Game Boy
Reprodução: Internet

É isso, esses são cinco jogos essenciais do Game Boy original, feita especialmente pra você que acha que o console só tem Pokémon. Existem outras recomendações, como a série Dragon Quest, mas esses ficam melhores no Color e existem versões melhores em outros sistemas. Falem comigo no twitter (@horojoga) e me digam quais jogos do portátil da Nintendo faltaram na lista!

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