Acreditam que em meus quase 33 anos de vida, eu nunca havia assistido Conan – O Bárbaro?

Pois é, mas finalmente posso riscar isso da listas de coisas que nunca havia feito, como viajar pra fora do Rio sozinho, transar, comprar um jogo no lançamento e tudo mais. Ainda falta terminar um Final Fantasy, mas só não faço isso por preguiça.

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Também terminei Mega Man 8 esses dias, fechando um trauma de 20 anos atrás, quando num PlayStation emprestado por um amigo, havia chegado na Willy Tower 1 e aquele Slide Slide Jump Jump desgraçado deixou o Sancini de 2001 traumatizado. E…Opa!

Caiu um jogo aqui nas minhas mãos pra analisar… E é BraveMatch, mas será que ele vale seu tempo e dinheiro? Sigam-me os bons.

O jogo não tem uma história, então vamos inventar uma

No reino de Dalkweba, as coisas estão tão empolgantes quanto naqueles walking simulators que algumas pessoas do jornalismo de games amam (ou pelo menos fingem bem), quando o Rei (e dragão nas horas vagas) Dalkwebon decide fazer um torneio para coroar o próximo monarca que não fará nada pelos próximos 10 anos.

Por quê o Rei só teria um reinado de dez anos? Não sei, inventei essa história agora.

Enfim, o Rei Dalkwebon reuniu seis indivíduos com nomes saídos de um gerador de nomes medievais (ou de nomes de integrantes de banda de Metal) e os colocou para duelar com dezenove outros candidatos, para no fim, duelar com ele pelo reino de Dalkweba.

Intriga, traição, mistério, suspense… São coisas que você não encontrará aqui pois BraveMatch não possui roteiro… E Dalkwebon é um nome melhor que o nome real do dragão que é o último oponente do jogo.

Uma platina fácil, um jogo simples e funcional.

BraveMatch é um jogo de puzzle de combate com inspiração (mas não diretamente um) nos Match-3, mas é um tanto diferente dos jogos do gênero que vemos. O jogo funciona de maneira simples, temos vinte duelos 1×1, mas não é exatamente um duelo match-3.

O tabuleiro de 8×4 possui quatro tipos de gemas, uma de ataque, uma de mana, uma de dinheiro e uma de defesa. A cada turno do jogador, ele tem o direito de fazer três ações, que consistem basicamente de ligar os pontos de um determinado tipo de gema, após a terceira ação, o inimigo vai atacar e o ciclo se repete.

Ligando as gemas de ataque (a partir de 3), uma quantidade de dano será causada no oponente, ligando as gemas de dinheiro, dinheiro será coletado, ligando as gemas de mana, a mana será recuperada e ligando as gemas de defesa, o dano do ataque inimigo será absorvido (se a defesa for a última ação do seu turno).

Existem duas ações que podem ser feitas, mas não dependem das gemas, que são as Skills. Existe uma skill de ataque, que aplica um devastador ataque, e tem uma skill que altera as gemas do tabuleiro. Cada uma delas usa uma quantidade determinada de mana e tem um tempo de cooldown.

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O dinheiro é necessário para a compra de equipamentos, que aumentam seu ataque e alteram a Skill de ataque, no caso da arma, a armadura aumenta seus pontos de vida, e o escudo aumenta a absorção.

O jogo é funcional, simples e não é difícil, podendo ser platinado em menos de uma hora. O Ponto contra dele, é que o jogo é controlado por um ponteiro e não tem alternativa. Pelo menos o jogo não tentou forçar o uso do sensor de movimento do PS4, como Season Match, que deixou o ponteiro do jogo parecendo que eu estava no meio de um terremoto.

Trilha Decente, visual… F-E-I-O.

BraveMatch

Não se engane com a imagem de capa da PSN, BraveMatch é um jogo feio. Deu pra ver pelas screenshots em si. Os modelos são esquisitos, as animações de batalha não são agradáveis, e o cenário… Bem, esse é passável. Passável se comparar com os modelos dos personagens, obviamente.

E alguns detalhes não passam despercebido, como algumas fontes não centralizadas e o uso da fonte Arial que retira um pouco do clima medieval da parada.

A trilha do jogo é bem decente, com musicas que possuem a aura medieval do jogo… Até você perceber que elas não tocam em loop, tocam uma vez e param, deixando duelos um pouco mais longos em completo silêncio.

Recomendado… Numa promoção, talvez

BraveMatch

No fim das contas, BraveMatch é um jogo decente. Não é o tipo de jogo que você vai sair do seu caminho pra comprar, nem nada. Mas, numa daquelas promoções da PSN, que você quiser uma platina, é possível…

O fato é que se a apresentação visual do jogo fosse melhor, eu recomendaria sem pensar duas vezes, mas do jeito que está… Não. Pegue em promoção se quiser uma platina fácil.

BraveMatch está disponível para PlayStation 4 e Nintendo Switch, e esta análise foi feita com base na versão de PS4.

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Essa análise foi feita com uma cópia de PS4 fornecida pela Playstige Interactive.

Author: Geovane Sancini

Geovane, mais conhecido como Sancini (ou Kyo, se você for velho o suficiente pra lembrar do nick antigo dele) é um escritor e speedrunner que joga videogames desde que se entende por gente.