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Muitos podem não lembrar (ou nem eram nascidos :P), mas no finalzinho da década de 1990, assistir algo que nunca havia sido lançado oficialmente no país, com legendas, era como encontrar o El Dorado. Era necessário que uns caras arrumassem as fitas do Japão, legendassem em seus computadores com 128mb de memória RAM, convertessem a legenda para o formato analógico e a jogassem numa outra fita cassete, pra assim vender caro em eventos de anime – que na época não eram tão conhecidos como hoje em dia – ou via correios mesmo (mandando o dinheiro por envelope!).

Mas um dia, Deus sorriu pra nós e a internet banda larga passou a se popularizar no Brasil. Encontrar aquele monte de animes legais que as revistinhas especializadas nos apresentavam deixou de ser um trabalho caro e complicado. No início dos anos 2000, algumas séries começaram a se popularizar entre o público que se autoproclamava “otaku” (deixando de lado os questionamentos filosóficos acerca do real significado da palavra :P).

Além de animes já conhecidos da galera, como Samurai X e Sailor Moon, outros títulos que não tinham qualquer previsão de exibição oficial no Brasil começaram a acumular um número expressivo de fãs. E um deles é o destaque desta matéria: Love Hina.

Reprodução: TV Tokyo

Por que Love Hina fez tanto sucesso

O sucesso da história não se deu por menos. O anime apresentava tudo o que muitos garotos procuravam: animação de qualidade, garotas bem desenhadas e um personagem principal facilmente identificável – um estudante simplório, sem sucesso com mulheres, que de repente se vê cercado por garotas lindas, cada uma com personalidade própria.

Como na vida real, as coisas não eram fáceis para o “herói”, que carregava o sonho de reencontrar um amor da infância. A suspeita de que uma das garotas da pousada pudesse ser essa menina da promessa é o coração da história criada por Ken Akamatsu.

Misturando comédia, romance, mistério e muito fan-service, Love Hina acabou conquistando também o público feminino.

 

Reprodução: TV Tokyo

A história

Criada por Ken Akamatsu e publicada inicialmente na Weekly Shonen Magazine em 1998, a série conta a história de Keitarô Urashima, um rapaz de 19 anos que não faz sucesso com garotas e ainda fracassou duas vezes no vestibular para a Universidade de Tóquio (a famosa Toudai).

A Toudai é o sonho máximo de qualquer estudante japonês. Nos anos 80, o vestibular era tão difícil – e só podia ser realizado uma vez na vida – que havia um preocupante índice de suicídio entre jovens de 15 a 19 anos. Posteriormente, as regras se tornaram mais flexíveis, permitindo múltiplas tentativas, mas a pressão social permaneceu.

Keitarô insiste na Toudai por causa de uma promessa feita na infância: reencontrar uma garota especial justamente nessa universidade.

Após ser expulso de casa por não estudar nem trabalhar, Keitarô vai até a cidade de Hinata, onde mora sua avó, dona de uma grande pousada. Lá, ele descobre que o local se tornou um dormitório feminino – e sua chegada não poderia ser mais caótica.

Confusões no ofurô, acusações de taradice e perseguições pela pousada marcam sua entrada triunfal. Eventualmente, sua tia Haruka revela que a avó deixou a pousada em seu nome, tornando Keitarô o novo administrador do local.

A partir daí, a história se desenvolve com muito humor, situações absurdas, pancadaria cartunesca e fan-service constante, enquanto Keitarô tenta estudar para o vestibular e conviver com as garotas.

Reprodução: TV Tokyo

As personagens

Naru Narusegawa é a personagem de maior destaque. Inteligente, centrada e temperamental, começa hostil a Keitarô, mas cria um vínculo forte com ele ao longo da série.

Shinobu é doce, insegura e uma das mais jovens moradoras da pousada. Aos poucos, aprende a se abrir e confiar nas pessoas.

Kaolla Su é a mais caótica: estrangeira, fã de armas e completamente fora da curva, funcionando como o elemento nonsense da trama.

Motoko Aoyama é a espadachim. Praticante de kendô, tem dificuldades em se relacionar com homens e um código de honra rígido.

Mutsumi Otohime é calma, otimista e diretamente ligada ao mistério da promessa de infância, além de possuir algumas habilidades curiosas.

Mitsune Konno, a mais velha, vive bebendo saquê e adorando provocar Keitarô com segundas intenções.

A variedade de personagens é um dos grandes trunfos da série, facilitando a identificação do público.

Reprodução: TV Tokyo

O anime

A animação de 24 episódios foi produzida pela XEBEC (com auxílio de outros estúdios, como Production IG e Cockpit) e exibida pela TV Tokyo em 2000. Além da série regular, Love Hina recebeu especiais de TV, OVAs e o arco final Love Hina Again.

Apesar da grande quantidade de material animado, o anime nunca foi uma adaptação totalmente fiel do mangá. Ainda assim, conseguiu preservar o espírito geral da obra.

A trilha sonora não é particularmente memorável, com exceção da abertura, lembrada mais pela nostalgia do que por impacto musical:

O mangá

Love Hina foi o grande sucesso do autor, que o levou a abrir portas para eventualmente criar Mahou Sensei Negima!, sua obra mais popular hoje em dia. Love Hina teve 120 capítulos, compilados em 14 volumes no Japão, e vendeu milhões de cópias.

Apesar do enorme sucesso comercial, Akamatsu nunca teve uma adaptação em anime que captasse totalmente a densidade emocional de seus mangás – algo que Love Hina também sofreu.

Mesmo assim, a obra permanece como referência absoluta do gênero harém.

Reprodução: TV Tokyo

Jogos da franquia

A série também ganhou diversos jogos oficiais no Japão, principalmente no auge de sua popularidade no início dos anos 2000. A maioria segue o formato de visual novel ou simulação de romance, com rotas alternativas e finais exclusivos.

  • Love Hina Pocket [ラブひな] (2000)

  • Love Hina: Totsuzen no Engage Happening [ラブひな 突然のエンゲージ・ハプニング] (2000)

  • Love Hina: Ai wa Kotoba no Naka ni [ラブひな 愛は言葉の中に] (2000)

  • Love Hina 2: Kotoba wa Konayuki no You ni [ラブひな2 言葉は粉雪のように] (2000)

  • Love Hina Party [ラブひなパーティー] (2001)

  • Love Hina: Smile Again [ラブひな 〜スマイル・アゲイン〜] (2001)

  • Love Hina Advance: Shukufuku no Kane wa Narukana [ラブひなアドバンス 祝福の鐘はなるかな] (2001)

  • Love Hina Gorgeous: Chirato Happening!! [ラブひな ごーじゃす チラっとハプニング!!] (2003)

Apesar desses jogos não terem sido lançados em inglês, o jogo Love Hina Advance foi muito popular na cena de roms na época em que foi lançado, pois recebeu tradução em inglês (E PORTUGUÊS) não-oficial. O game, assim como os outros, segue o esquema das Visual Novels, mas aqui temos mais interação, onde Keitarô deve dar as respostas certas para ganhar o coração de uma das meninas do dormitório.

A tradução em português tem um bug, onde a rota da personagem Shinobu congelava em certo ponto, então se puder jogar em inglês, é melhor.

Reprodução: Marvelous Entertainment

Love Hina no Brasil

O mangá chegou ao Brasil em 2002 pela JBC, no formato meio-tanko, que pra quem não sabe ou é jovem demais pra lembrar, era a forma que as editoras brasileiras faziam para baratear os custos: pegavam um volume original e dividiam em dois, criando uma arte de capa original para os números pares.

Apesar dos problemas gráficos comuns da época, como edição de quadrinhos usando o Paint, o lançamento foi um enorme sucesso comercial, que veio na segunda leva do boom de mangás nas bancas brasileiras no início dos anos 2000. A JBC também lançou o guidebook Love Hina Infinity, um livrinho complementar com informações sobre os personagens da série, coisa que era RARÍSSIMA de ser traduzida na época, e até hoje só sai no Brasil com séries gigantes, como One Piece.

Em 2013, a editora relançou a obra em formato original, com acabamento melhor e de acordo com os padrões dessa época. A tradução era a mesma, mas a edição dos quadrinhos foi melhorada (pararam de apagar os textos em japonês com o Paint e aprenderam a usar o Photoshop para reconstruir a arte) e num geral, ainda é a edição definitiva do mangá lançado no Brasil, tanto que até hoje você acha ele completo na Amazon e em outros sites.

Reprodução: JBC

Já o anime chegou oficialmente em 2006 pelo Cartoon Network, no bloco Toonami, com dublagem da Álamo. Posteriormente, foi exibido pela PlayTV no bloco Otacraze.

A dublagem brasileira é lembrada com carinho até hoje, com destaque para Ulisses Bezerra (Keitarô) e Melissa Garcia (Naru). O elenco todo na verdade era feito com a nata da Álamo na época. Ulisses (Shun de Andrômeda) deu um ar de bobão que combina muito com o Keitarô, e a Melissa Garcia como sempre sendo linda em tudo que faz, dando uma energia pra Naru que deixa a personagem mais apaixonante e chata (lol) que no original.

A continuação, Love Hina Again, nunca ganhou uma versão dublada, mas foi traduzida pelos diversos fansubs da época, e até hoje é possível achar por aí com certa facilidade, mesmo sendo um anime antigo.

Reprodução: TV Tokyo

Legado e conclusão

Desde a publicação original deste texto, muita coisa mudou ao redor de Love Hina e de seu criador. Após encerrar sua obra mais famosa, Ken Akamatsu consolidou ainda mais sua carreira com Negima! Magister Negi Magi, publicada entre 2003 e 2012, uma série mais longa, com tom shounen mais tradicional, mas que manteve elementos de comédia, fantasia e um grande elenco feminino.

Em 2013, o autor retornou ao mesmo universo com UQ Holder!, que funcionou como continuação espiritual de Negima e se estendeu por quase uma década.

Fora dos mangás, Akamatsu passou a atuar de forma mais ativa na indústria e na política cultural japonesa. Ele criou plataformas de distribuição digital para obras fora de catálogo e, em 2022, tornou-se o primeiro autor de mangá eleito para a Câmara dos Conselheiros do Japão. Desde então, tem se destacado por defender a liberdade criativa e os interesses da indústria de mangás e animes dentro do cenário político japonês.

Reprodução: TV Tokyo

Love Hina, por sua vez, continuou vivo no imaginário dos fãs. A obra recebeu reedições ao longo dos anos, teve artes comemorativas publicadas pelo próprio autor e foi amplamente lembrada durante as celebrações de seus 20 e 25 anos.

Mesmo sem novos animes ou continuações oficiais, a série segue sendo citada como um dos pilares do gênero harém moderno, influenciando direta ou indiretamente inúmeras obras que vieram depois.

Love Hina marcou profundamente quem acompanhava animes no início dos anos 2000. Muitos dos clichês atuais do gênero nasceram ou se popularizaram aqui.

Mesmo que hoje o gênero harém tenha perdido força, a história de Keitarô Urashima continua viva na memória de uma geração inteira.

E você… já sabe quem é a garota da promessa?

Reprodução: TV Tokyo

Dados da série

  • Produção: XEBEC (2000)
  • Episódios: 24 (TV) + 3 especiais + 3 OVAs
  • Criação: Ken Akamatsu
  • Exibição no Japão: TV Tokyo (19/04/2000 – 27/09/2000)
  • Exibição no Brasil: Cartoon Network / PlayTV
  • Distribuição: Cloverway
  • Mangá: Weekly Shonen Magazine (Japão) / JBC (Brasil)

 

Lista de episódios

01 – A Hospedaria de Garotas com Banho ao Ar Livre: Fonte Termal

02 – A Nova Residência de Shinobu

03 – Garota do Kendo Apaixonada? Esgrima

04 – A Promessa Sobre Toudai de 15 Anos Atrás: Diário

05 – Uau, uma Viagem para Kyoto! Excitante

06 – O Primeiro Beijo de Keitarô foi com…? Viagem

07 – Primeiro Encontro, Sentimentos Verdadeiros de Keitarô: Hoje em Dia

08 – A Garota do Kendo e a Lenda da Terra do Dragão: Isto é um Sonho?

09 – O Caso do Dinheiro Desaparecido de Hinata: Um Mistério

10 – Quem é a Bela Mulher Caminhando à Luz da Lua? Transformação

11 – A Ídola Vestibulanda Tentando Entrar para Toudai: Canto

12 – Mudança após Casamento? O Domingo de Motoko: Feminino

13 – O Primeiro Beijo tem Gosto de Limão? Chocolate?

14 – Encontro? A Atração de Naru por um Professor da Toudai: Amor!

15 – Eu te Amo! Confissão Romântica Dentro de uma Caverna: Conto Exagerado

16 – Apresentação de Macaco na Casa de Chá Beira-Mar de Hinata: Um Beijo?

17 – Hipnotizado por Naru? A Ilha Assombrada! Há Algo Suspeito!

18 – Garotas Bem-Vestidas em Yukata para o Festival de Verão: Vamos Lá!

19 – Casar-se? Um Príncipe do Outro Lado do Oceano: Quente

20 – Uma Promessa com uma Garota Adormecida

21 – O Ciúme Explode?! O Casal Apaixonado no Barco. Armadilha

22 – O Plano da Irmã Mais Nova, Mei: Não Pode Ser!

23 – Partido em Pedaços. Naru Oscilando Entre Sentimentos

24 – Comemore! As Flores Estão Desabrochando na Toudai? É Amor?

25 – A Escolha de Motoko: Amor ou Espada (episódio extra)


Este texto foi escrito originalmente em 2007 (!) por mim para o site Jbox, mas devido à reformulação do portal, acabou perdido por lá e por isso trouxe para cá, com adaptações e atualizações. Espero que gostem dessa viagem ao passado tanto quanto eu gostei de revisitar um texto meu de anos atrás.

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O que eu eu joguei em 2025 | Tony Santos https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/01/10/o-que-eu-eu-joguei-em-2025-tony-santos/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/01/10/o-que-eu-eu-joguei-em-2025-tony-santos/#comments Sat, 10 Jan 2026 15:43:25 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=21143 Um ano de adaptações E aí meus amigos, estamos de volta com mais um grande review de tudo que joguei no ano. Acho que faço essa trend desde 2019 aqui no Arquivos do Woo, e acho que ela me ajuda a lembrar de como foram os últimos doze meses em relação aos games. Não somente […]

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Um ano de adaptações

E aí meus amigos, estamos de volta com mais um grande review de tudo que joguei no ano. Acho que faço essa trend desde 2019 aqui no Arquivos do Woo, e acho que ela me ajuda a lembrar de como foram os últimos doze meses em relação aos games.

Não somente isso, mas também cada jogo ajuda a marcar o que eu estava fazendo em cada momento do ano, e mesmo lendo as listas antigas, eu lembro com muito mais clareza como foi cada período dos últimos 6 anos em que escrevo esse texto.

O meu herói vive

Pensei muito se deixaria de fora o que mais me marcou no ano aqui, mas seria desonesto comigo e com o possível leitor desse que é praticamente um registro anual de fases da minha vida: bem, perdi meu herói esse ano, meu pai, que aos sessenta anos, se foi muito mais cedo do que qualquer pessoa que o conhecia esperava.

Ele me fez gostar de videogames, e mesmo nas épocas de vacas magras, ele sempre deu um jeito de eu ter uma diversão eletrônica quando chegasse em casa.

Lembro que de 1997 até meados de 2001, a gente vivia muito apertado em casa; meu pai procurava emprego e minha mãe sempre foi dona de casa. Ainda assim, ele de alguma forma fez com que tivéssemos um Nintendo 64, um PlayStation e um Super Nintendo em casa.

Nessa época, eu não sabia o que era a dificuldade. Nunca faltou comida também, mas ele — e nem minha mãe — me deixaram sequer cogitar a possiblidade de achar que vivíamos no limite. Eu tinha os três consoles principais da época, e eu nos meus 8 anos de idade, não tinha como querer outras coisas.

Então o texto desse ano vai pro Seu Nilton, que sempre jogou comigo, jogou sozinho seus Tomb Raiders e Syphon Filters e também veio correndo sempre que eu via algo legal em um jogo, para que eu pudesse compartilhar com ele o hobby que ele me fez gostar tanto. Te amo, pai!

Os meus jogos de 2025

Sonic SMS Remake (Switch)

Um remake melhorado da versão 8-Bits do primeiro Sonic the Hedgehog. Feito por Creative Araya,o jogo é disponibilizado de graça em seu site.

É uma versão melhorada, com tela em widescreen e outros parangolés que deixam a experiência mais suave. Para os puristas, podem haver alguns problemas, como as mudanças nos layout das fases e algumas mecânicas que não existiam no original.

Porém, tudo do jogo de Master System está lá, junto com o conteúdo extra. O autor também fez versões do Sonic 2 (8-bits) e um Sonic 3 que nunca saiu pro Master, que pega elementos dos jogos de Game Gear, mas esses eu não joguei ainda.

Aos interessados, tem port desse para Android e Switch 1, caso seu console seja desbloqueado. Foi no Switch que zerei, inclusive. Foi uma ótima forma de começar o ano.

Plumbers Don’t Wear Ties (Switch)

Plumbers Don't Wear Ties is one of the worst games ever made. Here's why it's being re-released | CBC Radio

Uma PORCARIA de Visual Novel (se é que pode se chamar assim) feita para o natimorto Panasonic 3DO. Esse game ficou famoso por causa do episódio do Angry Videogame Nerd, onde ele esculacha tudo que essa história bizarra tenta nos passar.

O jogo não se leva a sério e é totalmente amador: chamaram uma gostosa (Jeanne Bessone, de nada) e um outro cara bonitão pra fazerem o papel de dois jovens adultos que se conhecem no estacionamento de uma empresa e acabam começando um romance.

É bem bobo e com diálogos cafonas, incluindo alguns erros de gravação que ficaram na história só pelas fodas.

A versão relançada recentemente para consoles modernos e PC tem entrevistas com personalidades dos games atuais (incluindo o James Rolfe), além da própria loira protagonista da história.

Eu sei lá, acho que se você não tem ligação com o vídeo do AVGN — que convenhamos, é o único motivo desse jogo ter sido relançado — então fique longe. ¿ʇᴉ ʇǝפ

Grandia III (PlayStation 2)

Depois de ter me DELICIADO com os jogos que pra mim, são o pináculo de JRPGS no PS1 e Dreamcast, finalmente resolvi dar uma chance ao Grandia III. Lançado para o PlayStation 2 em 2005, esse RPG mantém a qualidade do combate que fez os jogos anteriores tão populares.

O problema aqui é a história: Grandia III infelizmente tem um roteiro meio sem sal, onde a dublagem americana faz com que ele se torne um pouco mais desagradável do que precisa.

O combate é ótimo, porém toda ambientação e roteiro são marrons, sem aquela identidade fantasiosa e com cores fortes dos dois jogos anteriores.

Grandia III é o motivo da série ter morrido ali, o que é muito triste.

Toy Story 2 (PlayStation) (Platina)

You're a better Buzz than I am – Toy Story 2 – Super Chart Island

Toy Story 2, o jogo, é um daqueles games que meio que passou na mão de todo mundo na época do N64 e PS1. Sendo desenvolvido pela Traveller’s Tales, o game tem fases enormes e abertas, que impressionavam bastante na época de seu lançamento.

O jogo segue o esquema do Super Mario 64, com pequenas missões temáticas em cada fase, e após concluir algumas delas, você pode avançar pra próxima.

Dessa vez, joguei no PS5, já que o game saiu na retrocompatibilidade do PS4 e PS5. A facilidade de poder rebobinar o game é essencial para torná-lo menos frustrante, pois ele é cheio daqueles saltos de fé que, quando feitos de forma errada, fazem você voltar 10 minutos de progresso pra tentar fazer tudo de novo.

Eu considero Toy Story 2 um grande jogo de plataforma 3D da sua época. Ele tem controles muito bem feitos e a temática do filme é muito bem transportada para os gráficos do PS1. É também uma ótima recomendação pra apresentar videogames a seus filhos pequenos.

Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii (PC)

a group of men are dancing on the deck of a ship with cannons in the background

O segundo “Gaiden” da série Yakuza/Like a Dragon seguiu um caminho totalmente fora da casinha. Com Majima como protagonista, o pessoal do RGG Studio resolveu fazer a história ser sobre piratas nos tempos modernos.

Obviamente deram um sambalelê do crioulo doido pra fazer o Majima — um yakuza de mais de 50 anos — se aventurar nas águas do Caribe como um pirata do século 17, mas até que a história é redondinha. E de quebra, ainda aproveitaram pra usar o mapa do Havaí do Yakuza 7.

O jogo tem um ótimo combate e a mecânica de navios e lutas no mar é bem divertida. Temos review dele aqui no site.

Pursuit Force (PSP) (Platina)

Pursuit Force PSP Gameplay: High-Speed Chases, Action-Packed Pursuits, and Intense Crime Fighting!

Outro game que veio totalmente fora da curva pra mim. Vi que ele tinha saído na retrocompatibilidade do PS5/PS4, e resolvi arriscar, ainda mais que sou aficionado por jogos de direção/corrida.

O que temos aqui é um jogo meio doido de perseguição à lá Chase H.Q. da Taito, mas com a possibilidade de você pular nos carros e tomar o controle deles, com a diferença que você ainda anda a pé e atira em terceira pessoa em algumas partes do jogo.

É um game bem divertido e bem difícil lá pro fim, por isso também recomendo a função de rebobinar, principalmente se for atrás do troféu de platina. É um game bem recompensador, e apesar da simplicidade de um jogo de PSP, ele tem um carisma bem legal.

Leia nossa análise sobre Pursuit Force aqui.

Captain Tsubasa: Rise of the New Champions (PS4)

Captain Tsubasa GIFs on GIPHY - Be Animated

O primeiro game de Captain Tsubasa / Super Campeões lançado no ocidente é uma espécie de mod de eFootball, com os personagens do mangá.

Diferentemente dos games anteriores, aqui temos um futebol praticamente normal, sem muitos aspectos de RPG. As partidas nunca param pra você escolher uma opção nos menus, como em todos os jogos anteriores.

Infelizmente, por algum motivo eles optaram por uma estética meio futurista (?) para os estádios, fazendo partidas entre crianças serem disputadas em estádios mágicos com capacidade de mais de um milhão de pessoas aparentemente.

Ele meio que se baseia no anime recente — que também não tem muito carisma… — mas usa uniformes originais para os times.

O jogo é competente, mas enjoa rapidinho. O melhor game de Captain Tsubasa ainda é o de PS2 e eu vou morrer nessa colina.

Existe uma versão do jogo de PlayStation 2 traduzida pra inglês que pode ser achada no CDRomance, mas o tradutor CAGOU NO PAU e trocou os botões de confirmar e cancelar (X/O) de modo que tudo que era intuitivo ficou esquisito… porém, eu zerei ele sem saber um katakana em japonês, então se quiser jogar em japonês, vai em frente.

Não temos review do Captain Tsubasa: Rise of the New Champions, mas tem esse ótimo texto — já bem antigo! — meu sobre todos os mangás de Super Campeões e seus respectivos animes. Leitura recomendadíssima, viu?

Devil May Cry (PlayStation 2)

IGN Retro: Devil May Cry

Acredite se quiser, mas na época do PS2 eu tinha uma puta aversão a jogos como DMC. Eu achava eles difíceis, truncados e que não traziam a diversão rápida e frívola que eu esperava. Tanto é que eu passei aquela época jogando basicamente Guitar Hero e Budokai Tenkaichi 3.

Demoraram-se anos para que eu pudesse apreciar de verdade tudo que a geração do PlayStation 2 tinha a entregar.

Devil May Cry 1 foi um desses casos. Zerei no PS4 naquela ótima coletânea de anos atrás. É um jogo que apesar de muita gente torcer o nariz, ele funciona muito bem até hoje.

Obviamente alguns ângulos de câmera são totalmente “DESGOSTANTES“, principalmente quando eles trocam durante o combate.

Tinha algum lance com as pedras vermelhas que eram consumíveis e não reiniciavam quando você dava game over, meio que forçando o jogador a voltar seu save ao invés de gastar as pedras, mas sinceramente já faz tanto tempo que já esqueci qual era o problema real (LOL). Vai ver isso é pro meu bem…

Ótimo jogo, porém!

Mass Effect: Legendary Edition (PC)

Gameplay Series #1: Combat - Mass Effect: Andromeda Videos - MMORPG.com — MMORPG.com Forums

Olha eu aqui, que sempre fui fã de JRPGs, encostando em um RPG ocidental.

Durante a geração Xbox 360, eu mal encostava em videogames. Eu tive um Wii e olhe lá, o que não conta muito. Por isso, eu nem sabia direito o que era Mass Effect, e ao ver os gameplays da época, com os jogos travando pra cacete e com framerate errático — característica de 90% de tudo que saiu naquela geração — eu tinha certeza que aquilo não era pra mim.

Mas eis que no PC tem a Legendary Edition com os 3 games da série que contam (desculpe, Andromeda), e eu fui dar uma chance.

É um jogo bem legal! As árvores de conversa são interessantes e mesmo que você tenha que passar uns minutos no começo lendo a bíblia de descrição de tudo que é falado nessa space opera, depois você meio que vai absorvendo o resto por osmose — ou só aceitando tudo que tá acontecendo mesmo.

O combate é bom e funcional, e segundo relatos dos meus amigos, ele melhora depois. Ao contrário da exploração espacial, que dá uma piorada.

Recomendo Mass Effect tranquilamente, mas jogue no controle, por favor. O teclado é totalmente mal mapeado e fora dos padrões modernos.

Resident Evil 4 Remake (PC)

Resident Evil 4 Remake Cabin Fight - Leon parry + roundhouse kick on Make a GIF

Há uns dois anos, eu zerei o Resident Evil 4 original pela primeira vez. Sim, eu tava atrasado a esse ponto. Como eu falei, além de eu gostar de prazeres simples na época do PS2, eu ainda era muito cagão pra jogar jogos de terror.

Mas tudo mudou e eu zerei o Remake em 2025 também e achei um jogo excelente.Cortaram algumas coisas do clássico, mas mantiveram a bobajada toda dos diálogos do Leon.

Diferentemente do que muita gente por aí fala, acho que o remake de 4 resident evil se completa muito bem com o jogo original, e ambos merecem seu espaço no coração das pessoas.

Ah, a dublagem em português está ótima, com o dublador do Leon sendo o mesmo ator que faz ele desde os filmes CGI que a Capcom lançou anos atrás. Pode jogar em português sem pena.

Astro Bot (PS5) (Platina)

Free New Astro Bot Levels Are Dropping Like Weekly TV Episodes - Kotaku

Esse jogo se inspira muito em jogos de plataforma clássicos. Muito se fala que ele lembra muito Super Mario 64, mas ele lembra muito mais Crash Bandicoot, devido as fases serem mais lineares, indo do ponto A ao B.

O jogo tem muitas referências a outros jogos que fizeram sucesso nos consoles da Sony, onde você libera robozinhos vestidos como os personagens de games clássicos, sejam eles IPs da Sony ou não. Algumas franquias ficaram de fora inicialmente, como os jogos da Square, mas esses já apareceram nos DLCs.

É um game que eu acho que todos deveriam jogar, principalmente os que buscam desafio do troféu de platina.

Metaphor: ReFantazio (PC)

Metaphor: ReFantazio PC - FlixGames

O projeto da Atlus que tenta criar uma franquia nova, desligada da série Shin Megami Tensei e Persona, ainda que ela tenha elementos de ambas em seu gameplay. Foi um RPG muito bonito e muito difícil, e me surpreendeu o quão dolorida é a dificuldade no Hard, a ponto que tive trocar pro Normal e ainda assim, tive dificuldade com diversos momentos do game.

A história é bem amarradinha, e a trilha sonora de Shoji Meguro, foge completamente de seus trabalhos recentes. Eu tenho meus problemas com ela, pois o jogo sempre passa uma sensação de urgência mesmo em momentos onde o jogador não está na correria. Isso “cansa” um pouco, principalmente quando você quer explorar com calma, e o jogo parece que que não quer que você respire e continue sempre avançando a narrativa.

O combate é muito bom, usando o sistema de press turn de SMT, mas adaptado a esse game novo.

É um JRPG moderno de uma franquia nova, algo completamente raro hoje em dia, então eu indico que se você for fã do gênero, embarque sem medo.

Você pode ler meu review sobre ele aqui nesse link.

Indiana Jones and the Staff of Kings (PC) (?)

The Indiana Jones Game's First Trailer Lets You Whip the Hell Outta Some Nazis

O novo jogo do arqueólogo mais popular do cinema, dessa vez feito pela MachineGames. Inicialmente um exclusivo da Microsoft, as novas políticas da empresa fizeram com que tudo seja publicado no PC e nos consoles da Sony. Eu joguei ele no PC, e tive uma ótima experiência.

Eu tive medo de que, a perspectiva em primeira pessoa, estragasse a experiência de controlar Indy, ainda mais se tratando de um personagem bem elástico e que usa seu carísma e habilidades para cativar os espectadores. A desenvolvedora mitigou isso mostrando o personagem quando ele escala e se pendura, o que faz com que você veja o personagem às vezes na tela.

Fora isso, a exploração é bacana, e o jogo tem uns cinco lugares enormes diferentes para explorar, com missões bacanas e combate funcional, que foca muito mais no uso de objetos próximos para atacar os inimigos em stealth do que atirar pra todo lado.

A dublagem em português é uma bela duma bosta, pois ela não usa nenhum dos dubladores dos filmes, de nenhuma das dublagens que os filmes já tiveram. Por isso, eu preferi jogar em inglês.

Na época, aliás, não era possível escolher o áudio independente do texto, então eu tive que jogar tudo em inglês (que não é um problema), mas agora já possível escolher os áudios separados e ainda jogar sem os milhões de bugs do lançamento. Eu que me ferrei de jogar na semana que lançou.

Temos também um review dele escrito por mim aqui.

PORÉM, PARA TUDO! ACABEI DE LEMBRAR QUE O INDIANA QUE JOGUEI ESSE ANO NÃO FOI ESSE KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Indiana Jones and The Staff of Kings | Games | The Guardian

O Indiana dessa vez foi STAFF OF KINGS, o game que saiu para PS2 e Wii em 2009, feito pela falecida LucasArts. Esse jogo tinha uma história de desenvolvimento interessante, onde a versão HD do game foi cancelada, e só lançaram a versão para os consoles fracos da época.

A versão principal desse acabou sendo a de Wii, e por isso, a versão de PS2 era cheia de quick-time events, onde o jogador precisa apertar diversos botões ou girar o analógico, que provavelmente eram movimentos do Wii Remote no console da Nintendo.

Pode-se dizer que o game é um Uncharted baixa-renda, e eu acho que ele é competente no que se propõe. Diferente do jogo da MachineGames, a experiência aqui é mais linear, realmente se parecendo com as aventuras de Nathan Drake. Indy é um pouco travado, porém, e o combate é pouco ortodoxo, principalmente em relação aos controles.

A história é bacana e é um daqueles games que se perderam no tempo, mas que reapareceu na retrocompatibilidade do PS4 e PS5, onde joguei E platinei.

Se você é fã da série de filmes e tem mente aberta para jogar jogos daquela geração, é uma ótima pedida.

(e desculpem pelo texto sobre o Indiana Jones and the Great Circle, eu escrevi tudo sem perceber que eu tinha jogado outro jogo lol)

Onimusha 2: Samurai’s Legend (PC)

Originalmente lançado no PlayStation 2 em 2002, Onimusha 2 segue um caminho diferente do seu predecessor. Ao invés de usar um ator vivo para vender a imagem do jogo, a ideia agora era trazer de volta à vida o falecido ator Yusaku Matsuda, que havia morrido 13 anos antes do game ser lançado.

O gameplay segue na toada do anterior: um Resident Evil de samurai no meio do mato e de vilas antigas japonesas. A dificuldade deu uma levantada — se você desconsiderar o dificílimo Genma Onimusha de Xbox — e a história ficou meio maluca, não sendo preciso levá-la tão à sério quanto no primeiro game.

Uma coisa estranha do jogo é o sistema de troca de itens, que é basicamente abandonado lá pela metade do jogo, mas você continua tendo acesso aos menus com todas as tralhas acumuladas e sem utilidade no final do jogo.

É um bom jogo, e seu remaster, lançado em 2025, é uma versão ótima do game, com assets melhorados com IA e retoque manual, fazendo com que a experiência seja bem superior em relação ao PS2.

Como de costume com jogos que jogo no lançamento, temos aqui um review LINDÃO que fiz desse remaster.

RAIDOU Remastered: The Mistery of the Soulless Army (PlayStation 5)

Mais um Remaster jogado nessa geração de jogos repetidos. Por outro lado, esse aqui na verdade é um REMAKE, o que faz com que o nome “Remastered” venda uma imagem muito errada do que é o game de verdade.

Lançado originalmente no PlayStation 2 como Devil Summoner: Raidou Kuzunoha vs. The Soulless Army em 2006, temos a história do detetive sobrenatural Raidou, que investiga a vida da jovem misteriosa chamada Kaya Daidouji aparece pedindo para ser morta. Logo em seguida, ela é sequestrada por soldados com armaduras futuristas — a Soulless Army (Exército Sem Alma).

Com ajuda de seu gato falante Gouto-Douji e de demônios aliados, Raidou precisa salvar Kaya, impedir que o Capitão Rasputin e o exército do futuro alterem o curso da história e proteger Tóquio de uma catástrofe espiritual e tecnológica.

Toda narrativa do jogo gira em torno desse primeiro ponto de roteiro, mas a trama vai evoluindo aos poucos ao longo dos seus capítulos, assim como seria uma história de uma série de TV.

Foi uma experiência bem legal, principalmente pra mim que não havia jogado o original. A história dá um 360 muito doido no final que faz tudo virar uma grande galhofa, mas o jogo é divertido e isso que importa.

Mais uma vez, você pode ler nossa análise completa do game aqui:,

Need for Speed: Most Wanted (2005) (PC)

Um grande jogo de corrido da era de ouro da série de corridas da EA. Lembro que eu só via esse jogo de relance quando era adolescente. Eu era um viciado em cultura japonesa num geral, então a estética americana e “gritty” me afastava um pouco. Porém, com o passar dos anos, fui começando a apreciar como essas coisas representavam a minha geração.

Desde o estilo de arte com grafite e sujeira, até as músicas que vão do hip-hop anos 2000 até o nu metal, Necessidade de Velocidade: O Mais Querido é um game que evolui a fórmula estabelecida em Underground, trazendo para um contexto menos de corrida noturna puxado da cena de tuning, e indo para algo mais industrial, com corredores do meio-oeste americano disputando espaço em uma cidade industrial.

A história é boba mas divertida e a jogabilidade é excelente, talvez até a melhor da série até hoje. Ignore completamente as bobajadas do NFS Unbounded e vá jogar o melhor já feito.

Meu review deste game pode ser lido aqui.

Super Mario Bros Mini (Gameboy Color)

Um interessante jogo homebrew feito por Mico27, disponibilizado de graça em sua página do Ich.io. Como você deve imaginar, esse é um demake de Super Mario Bros 1, feito especificamente para o Gameboy Color.

Sim, existe uma versão de SMB1 lançada oficialmente, mas ela é um port direto do NES, que não levava em consideração o tamanho da tela, fazendo com que a visão do jogador fosse limitada em relação a versão original.

Em SMB Mini, os sprites foram redesenhados, mas a jogabilidade se mantém a mesma. É um ÓTIMO jogo de plataforma para se zerar numa tarde, além de ser uma conversão muito legal do game original. Recomendo.

Parking Garage Rally Circuit (PC)

Parking Garage Rally Circuit — Walaber Entertainment

Esse game ganhou meu coração no instante em que vi vídeos dele no canal do Digital Foundry. Se trata de um jogo de corrida onde tudo é feito em estacionamentos fechados. Com isso, temos curva fechadas e espaços limitados, mas que ainda assim entregam uma experiência bem divertida.

Ao contrário de muitos jogos retrôs, esse aqui se inspira muito mais no estilo gráfico do Sega Saturn — mais um motivo pra ganhar meu coração –, com dithering no lugar de transparências, além de polígonos menos definidos.

Não só isso, mas os mais atentos vão perceber que até o menu de pausa do jogo é uma homenagem ao Action Replay do Sega Saturn, o que é uma puta referência obscura, e se eu não tivesse meu Saturno ligado na TV, eu nunca pegaria essa.

A jogabilidade é boa. Os carrinhos parecem saídos de um anime do Akira Toriyama ou do jogo Metal Slug, então eles se sacodem e mexem de forma engraçada, reagindo aos movimentos bruscos das curvas constantes.

É um excelente jogo de corrida e um dos meus favoritos de todos os tempos. Sim.

Ys IX: Monstrum Nox (PS5)

Monstrum Nox Ys9 GIF - Monstrum Nox YS9 YSIX - Discover & Share GIFs

Após zerar o excelente Ys VIII: Lacrimosa of Dana, eu queria chegar no próximo passo da série da Nihon Falcom. Com a expectativa baixa, porém, pois todos os reviews que vi tratavam o jogo como um passo atrás.

E não deu outra: a estética e ambientação dentro de uma cidade e não em um mundo aberto, fazem com que toda ambientação tenha um tom acinzentado e os personagens não são tão interessantes.

Bem, é verdade que Ys sempre foi um RPG que encantava pelas mecânicas e não muito pela história, mas depois do oitavo jogo, eu esperava algo no mesmo nível.

Infelizmente não é isso que temos aqui. Com personagens esquecíveis e mecânicas chatas que servem para esticar o jogo — como aquelas malditas raids –, Ys 9 é um jogo que me vi jogando só por jogar. Dificilmente a história me prendia e lá pela metade, eu já estava pulando os diálogos e indo para as lutas pra finalizar logo o game.

Ele está quase sempre na Plus como jogo de catálogo, mas não recomendo comprar esse de jeito nenhum.

Resident Evil 2 (PS1)

Não sei que fogo no rabo me deu de querer zerar RE2 de novo. Não tem nem 2 anos que joguei no PS Vita, mas como lançaram na Plus, eu resolvi jogar no PS5 só pra distrair a cabeça.

Dessa vez, pra variar, fiz a campanha da Claire (A), e pretendo terminar o Leon (B) pela primeira vez na vida. Sinto que estou melhorando em survival horrors, mas meu favorito do gênero nesse ano ainda está por vir na lista. Aguarde.

Spider-Man Remastered (PS5) (Platina)

Spider-Man PS4 Swing Action: Dynamic City Adventure in Motion

SETE anos depois de zerar o game original (nossa, como o tempo passa…), e depois de me decepcionar bastante com o que fizeram com o Peter no segundo jogo, resolvi voltar para as raízes e começar do zero o primeiro game da Insomniac.

Temos aqui o jogo perfeito do Aranha que deveria servir de template para todos os jogos futuros do herói: jogabilidade redondinha, trilha sonora digna de filme e uma história até competente (mas não perfeita).

A versão remastered trocou a cara do ator que faz o Peter por um cara que é efetivamente menos feio, mas é uma sacanagem com o ator original. A dublagem em português é ótima, mas tem aquele problema esquisito de chamar os heróis pelos nomes em inglês.

Recomendo bastante o jogo caso não tenha jogado, só fique longe do jogo do Miles ou do segundo.

Ah, e platinei pela segunda vez o jogo, dessa vez jogando todos os DLCs que não tinha jogado no PS4. Valem muito a pena!.

Silent Hill 2 Remake (PS5)

Silent Hill 2: An Animated Journey into Dread

Sempre fui cagão com jogo de terror, desde pequeno. Quando meu saudoso pai jogou o Silent Hill original no nosso PS1, eu ficava com cagaço só de sentar na sala junto com ele, de tão frouxo que eu era.

Os tempos passaram e obviamente que meu apreço por jogos do gênero só cresceu. Ainda assim, Silent Hill eu nunca havia encostado, e foi com o remake que eu consegui pela primeira vez zerar um game da série.

Com uma história independente dos outros games, SH2 tem uma trama psicológica digna de um dos melhores filmes de terror que poderia ser, com um plot twist que estava lá desde o começo para os mais atentos. Eu tive a sorte de conseguir viver ATÉ HOJE sem spoiler da história original, e terminei o jogo sem saber o que rolou de verdade no final.

Os controles e ambientação do remake estão ótimos e eu fiquei feliz com o trabalho da Bloober Team em refazer um jogo tão amado.

Pokémon Picross (GameBoy Color)

Esse veio totalmente fora da curva, né? Esse jogo nunca foi oficialmente lançado, tendo sido vazado no gigaleak de arquivos da Nintendo, que rolou em 2020.

Aqui temos um clássico jogo de Picross, que são aqueles puzzles numéricos similares ao Sudoku. Você tem números ao lado das linhas e colunas que dizem quantos espacinhos precisam ser pintados. Ao final, você forma uma imagem, que aqui são artes de Pokémon.

O jogo é MUITO BONITINHO e absorve bem a estética dos games, sem copiar os sprites. Ele também reaproveita muito dos assets do jogo Mario’s Picross, mas agora está totalmente colorido e com puzzles da série de monstrinhos.

É um jogo que testa sua inteligência e é bem legal de aprender. Eu e minha namorada terminamos ele ao longo o mês de dezembro e foi uma experiência muito divertida, que me fez ir atrás de outros jogos da série Picross, que existe até hoje no Switch.

Like a Dragon: The Man Who Erased His Name (PS5)

Conheça Like a Dragon Gaiden: The Man Who Erased His Name! - Trivia PW

Após zerar o Yakuza de Piratas, que você pode ler o meu texto aqui, me senti compelido a matar o outro jogo “Gaiden” da série Yakuza, que inclusive saiu antes do de piratas, mas eu nunca tinha jogado.

Aqui, sabemos o que aconteceu com Kiryu depois do final de Yakuza 6. O jogo também se passa ao mesmo tempo que o sétimo jogo, e o clímax de ambos os jogos são durante o mesmo evento, mas em áreas diferentes.

Infelizmente, esse aqui caiu na mesmíce. O game ainda é um beat n’ up, com as mesmas cidades de antes, com quests parecidas, etc. É bom para saber a história do Kiryu, mas ela não evolui muito.

Apesar do bom gameplay, a fórmula original da série já deu uma boa cansada.

Victory Heat Rally (PC)

a video game screen shows a car driving down a track and the time of 3:32

Outro jogo de corrida indie que descobri sei lá como. Esse aqui possui gráficos dos carros em 2D, similar a um F-Zero da vida, com a diferença que o game usa uma engine 3D para os cenários. A arte lembra um anime dos anos 90, mas o jogo foi feito por ocidentais.

A jogabilidade com drifting e curvas longas é legal, mas enjoa rapidamente, tanto que zerei aos poucos durante o ano de 2025. Compre em promoção ou sei lá, ignore.

Mega Man X (SNES)

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Precisa falar algo? É a jogatina anual em live. Foi divertido voltar às lives depois de um ano tão complicado, mas o calor do fim do ano impede que isso aconteça com tanta frequência. Esse é o melhor jogo de todos os tempos.

Tentei jogar uma versão com música arranged com aquele esquema do MSU-1 Chip, mas o jogo travou depois da primeira fase. Meh.

Spyro: The Dragon – Reignited Trilogy (PS4) (Platina)

Spyro Dragon GIFs - Find & Share on GIPHY

Remaster de três jogos clássicos do PS1, essa coletânea chamada Spyro: The Reignited Trilogy transforma os 3 jogos clássicos da Insomniac em algo tão lindo de se ver, a ponto de parecer um filme da Dreamworks.

Quando criança, só joguei o primeiro e não passava da segunda fase. Sei lá, eu não entendia direito a disposição das fases, que eram espalhadas em portais por diversos hubs, como em Mario 64.

Meu pai amava me ver jogando esse, e jogar o primeiro e platinar, me fez lembrar muito do meu velho. Certeza que ele me viu jogar dessa vez também.

Tomb Raider: Anniversary (PS2)

Tomb Raider GIFs | Tenor

Há muitos anos, eu comprei um Humble Bundle com todos os jogos de Tomb Raider clássicos por um mísero dólar. Eu sempre via meu pai e meu primo jogando os dois primeiros, mas eram jogos complexos e até chatos para uma criança de 9 anos como eu.

Depois de anos, eu ainda tinha fascínio pela saga, tanto que o tema do primeiro game mora na minha cabeça de graça por todos esses anos, tendo sido até meu despertador uma época.

O remake do primeiro game, feito pela Crystal Dynamics e lançado para tudo que é plataforma na época, é uma continuação do design usado em TR: Legends, mas dessa vez ajustado para o gameplay de plataforma e fases longas, característicos do jogo original.

Lara agora tem mais movimentos e as fases foram repaginadas, mas sem perder a ideia original.

Pra mim esse é o template perfeito de Tomb Raider. Ainda não é o melhor jogo de se jogar, mas entrega exatamente o que a série é, diferentemente da trilogia Survivor que começou com o Reboot de 2013.

O jogo exige um pouco mais do jogador, pois você não vai simplesmente forçar seu caminho através das fases, podendo — e ficando — várias vezes preso em lugares difíceis de resolver o puzzle. Então, caso queira escolher um jogo antigo da série para se aventurar, vá nesse. É isso ou tentar o próximo jogo dessa lista, que é…

Tomb Raider (PC)

Tomb Raider I-III Remastered GIFS

Junto do Anniversary, eu resolvi fazer uma maluquice: jogar o original e o remake AO MESMO TEMPO, pra ver as diferenças entre os jogos.
Eu nunca havia zerado nenhum dos dois, apesar de tê-los jogados ao longo dos anos mas sempre sem terminar.

Dessa vez não: eu fui até o fim, abusando dos save states nesse aqui, que é um dos jogos mais frustrantes e confusos já feitos, mostrando realmente ser um jogo de PC feito em 1996.

A ambientação é incrível, mas muito do design realmente envelheceu mal, fazendo com o que jogador recorra à guias várias vezes durante a aventura.

TR1 é um game das antigas, com poucos combates e muitos puzzles, se assemelhando muito ao que seria um Prince of Persia clássico, só que totalmente  em 3D. Falo isso pois todo movimento tem que ser friamente calculado, e todo o cenário é pensado de forma se encaixar nas capacidades de movimentos da Lara.

É um jogo que merece ao menos ser experienciado uma vez, talvez jogando as duas ou três primeiras fases, pois reconheço que a galera mais jovem — e até os velhos sem costume — vão se afastar.

Eu joguei o Remastered Trilogy no PC, onde é possível trocar os gráficos para algo mais moderno a qualquer hora e também jogar com controles “modernos”. Porém, acabei usando os gráficos clássicos e controles de tanque mesmo, já que eles ajudam a ver melhor o cenário e a controlar melhor a Lara, respectivamente.

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E assim terminamos mais uma lista de jogos!

Acho incrível que consegui jogar tanta coisa esse ano. Videogames sempre fizeram parte da minha vida e agradeço muito ao meu pai por poder me proporcionar isso, tanto que eu lidei muito com a sua perda através dos jogos, que me distraíram em um momento que é talvez o mais difícil pra toda minha família.

Sobre os jogos, acho que tivemos uma variedade gigante esse ano, perdendo somente para o icônico ano de 2020.

Abaixo estão links para o que eu joguei nos anos anteriores. Comente aí sobre o que achou. Até a próxima!

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Nobody Nowhere | Replicante ou Implicante? https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/07/nobody-nowhere-replicante-ou-implicante/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/07/nobody-nowhere-replicante-ou-implicante/#respond Mon, 07 Apr 2025 17:27:22 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19852 As vezes eu acho que a Internet passa tempo demais espalhando negatividades. Em especial relativo a jogos. As pessoas passam mais tempo falando do que não gostam do que de fato jogando e divulgando jogos que gostam. É triste, porque muitos jogos bons e bem feitos acabam com 20, 50 de público porque não tem […]

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As vezes eu acho que a Internet passa tempo demais espalhando negatividades. Em especial relativo a jogos. As pessoas passam mais tempo falando do que não gostam do que de fato jogando e divulgando jogos que gostam. É triste, porque muitos jogos bons e bem feitos acabam com 20, 50 de público porque não tem ninguém divulgando direito, nenhum criador grande jogando aquela jóia escondida. Ao invés disso, ou passam tempo sendo shills do seu típico AAA, ou jogam o índie safe ou no caso oposto, falando daquele jogo que é fácil falar mal ou do próximo flop.

Aí em vídeos, falam: FLOP DA VEZ TÁ COM 600, 400, 300 JOGADORES. Bicho, tem muito índie bom que mataria pra ter 300 pessoas ao mesmo tempo jogando. E é por isso que faço da minha missão aqui no Arquivos do Woo, ir atrás daqueles jogos que ninguém fala, dar uma voz (ainda que pequena) a devs desconhecidos e jogos bacanas que de outra maneira, não seriam falados. Claro, isso não depende só de mim, mas eu tento na medida do possível entrar em contato.

Um desses possíveis títulos que podem ter passado batido pelo público ocidental, é um singelo híbrido de side-scrolling com visual novel chinês que chegou ao Steam em Março. Nobody Nowhere é o título da análise de hoje, e veremos se ele vale a pena.

Vida e Morte Replicante

Estamos num mundo futurista quasi-cyberpunk, onde formas de vida artificiais, os replicantes, existem. Mas a vida para os replicantes não é nada fácil. Dos replicantes criados, poucos sobrevivem, e os que sobrevivem, em algum ponto, possuem a sua consciência deletada para que uma personalidade “limpa” e subserviente seja adicionada pelo cliente que adquiriu o replicante.

Nesse cenário, somos apresentados aos nossos dois protagonistas, Julian, um replicante que “nasceu” recentemente, e Gaia, um homem que tem como missão, matar os replicantes, o que parece esquisito, para um funcionário da companhia que cria esses replicantes. Como é um jogo relativamente curto, eu não darei spoilers da trama, por isso a minha descrição dos personagens é vaga.

A história dos dois acaba se cruzando, e entendemos o porquê de Gaia querer matar os replicantes, e como a vida de um replicante, não importando como ele vive, sempre é destinada a tragédia. A narrativa não é linear, com muitas vezes voltando ao passado dos personagens, em especial, a relação de Gaia e seu irmão. E o final do jogo, após as quase três horas, é extremamente agridoce e brutal.

Side-scroller visual novel com minigames

Eu coloco como Visual Novel, porque o jogo tem um foco gigante na narrativa, mas não há escolhas como numa novel convencional. O foco no jogo a princípio são as seções de side-scroller, onde temos que ir do ponto A ao B, entrando em locais, pegando coisas e indo ao ponto B. No geral, não há nenhuma dificuldade nisso e nem destaque. Porém, para os caçadores de conquistas, há achievements pra fazer certas coisas, como interagir com as estátuas das Arcanas, comer um sanduíche de porco, pegar a moto do Gaia e usar ela. Isso são conquistas de objetivos opcionais do jogo.

A segunda parte da jogabilidade, são minigames extremamente simplistas de hackeamento. Geralmente envolvem navegar num labirinto, é coisa bem simples, mas que ao avançar do jogo vai ficando mais complexo. Envolve um leve combate aqiu(nada complexo, basicamente, usar barra de espaço e o shift dependendo do minigame), memorização ali. Isso funciona mais como um complemento da narrativa. O jogo não pede muito do jogador nesse quesito. Tem uns minigames que são mais voltados pra narrativa, como o de regar a planta, ou achar o ponto pra remover um azulejo.

Por fim, temos a parte mais chata, que são as etapas onde há um quicktime event (em especial a do final do jogo) e Stealth, que parece obtusa. São poucas as seções, mas como tenho ódio extremo a stealth, eu preciso falar sobre. Nem que seja só de passagem. Dito isso, o jogo dá pra ser terminado em menos de três horas (esse é o tempo aproximado dito no steam, mas o Save do jogo em si não conta o tempo em diálogos, então vai parecer menos ainda, em termos de gameplay puro, talvez uma hora, com outra hora e meia sendo dos diálogos).

2D for the win

O jogo utiliza-se de belíssimos sprites pra contar sua história, com pixel art detalhada, apesar do cenário ser na maior parte repetitivo (boa parte do jogo se passa num lugar só), é tudo muito bem feito. As animações presentes são fantásticas, e as cenas estáticas são igualmente belíssimas. Visualmente, o clima cyberpunk é agradável, e aqui é até um pouco menos opressor do que o que vemos com regularidade no gênero.

A trilha sonora é fantástica, com temas pontuais e que encaixam na proposta do jogo. Eu destaco aqui os maravilhosos temas de abertura e encerramento do jogo.

Recomendado

Nobody Nowhere é um jogo curto, dá pra ser terminado em uma tarde, mas é extremamente competente e bem feito. No momento em que escrevo isso, é possivelmente meu indie favorito desse ano. Se vai permanecer assim, não sei.

Nota: 9/10

Nobody Nowhere está disponível para PC através do Steam, e essa análise foi feita com uma chave cedida pela distribuidora.

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YOUR HOUSE | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/05/your-house-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/05/your-house-analise/#respond Sat, 05 Apr 2025 21:06:30 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19697 A chuva e o frio finalmente chegaram ao outono aqui no Rio de Janeiro. Sério, a previsão do tempo prometia chuva há umas duas semanas, todo santo dia… Chuva no fim de semana. É, agora chegou. Felizmente aqui onde moro, a chuva não veio acompanhado de coisas como “Falta de Internet” ou pior, “Falta de […]

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A chuva e o frio finalmente chegaram ao outono aqui no Rio de Janeiro. Sério, a previsão do tempo prometia chuva há umas duas semanas, todo santo dia… Chuva no fim de semana. É, agora chegou. Felizmente aqui onde moro, a chuva não veio acompanhado de coisas como “Falta de Internet” ou pior, “Falta de Energia”. Eu sinto a dor de quem vive em São Paulo nesses momentos em relação a coisas triviais como internet.

E a temporada de inverno de animes chegou ao final na semana passada, com isso, todos os animes que eu acompanhava chegaram ao final. Devo ter dito isso em um dos meus últimos textos, mas “I’m Living with an Otaku NEET Kunoichi?”, “Welcome to Japan, Ms. Elf” e “The Red Ranger becomes an Adventurer in Another World” terminaram. Fora isso, Dragon Ball Daima terminou há muito tempo. Claro, ainda tem coisas no meu backlog e coisas que estou acompanhando. Mas Daima acabou que reacendeu minha paixão por animes, então estou assistindo animes que a premissa acabam me interessando, ou palpites aleatórios que acabam me agradando, como “Kanchigai no Atelier Meister”, ou o próprio “NEET Kunoichi”. Devem estrear esse fim de semana, a adaptação de Witch Watch (que estou lendo semana a semana) e “My Hero Academia: Vigilantes”.

O que isso tem a ver com o jogo dessa semana? Absolutamente nada, eu só precisava entreter vocês como uma anedota até introduzir o jogo da semana. Eu faço isso há anos aqui no Arquivos do Woo, as vezes a anedota é relacionada, as vezes não. Mas enfim, acho que minhas experiências com jogos no estilo Escape Room puzzle foram bem poucas, a primeira foi lá atrás no DS com o clássico 999: 9 Hours, 9 Persons, 9 Doors, o primeiro jogo da trilogia Nonary Games. Só que na época eu era mais burro ainda do que sou hoje, então digamos que eu parei literalmente no primeiro puzzle. Muito tempo depois, tivemos dois jogos e uma demo que fizemos cobertura aqui no Arquivos do Woo, com Killer Frequency (que se a gente parar pra pensar, ele é um jogo de escape room disfarçado de pseudo jogo de terror), The House of DaVinci III (continuando a tradição do Sancini de começar séries por qualquer jogo que não seja o primeiro) e a demo de The House of Tesla, que deve sair em 2025. Neste momento, eu já estava menos burro, então é claro que nos mandaram outro jogo do gênero pra analisar.

E curiosamente, é o segundo jogo que eu recebo que tem a ver com o The Game Awards For the Games That Can’t Afford The Game Awards. O primeiro foi um belíssimo RPG pixel art que esteve entre os jogos sorteados, e infelizmente eu esqueci o nome do jogo, e o segundo jogo esteve no Sugoi Showcase, realizado pelos criadores do The Game Awards For the Games That Can’t Afford The Game Awards. E assim como 999, esse é um jogo que tá mais pro lado da Visual Novel, do que um jogo de exploração como o House of Da Vinci, confira nossa análise.


Descobrindo o passado, meu

Você está no papel de Debbie, uma adolescente rebelde, meu… Que tipo… Vive uma vida meio problemática, meu. Até que um dia, tipo, ela recebe um misterioso envelope que diz que ela herdou tipo uma casa, meu. E aí ela vai pra essa casa e passa a viver na casa, meu. Nessa casa, ela tipo vê algumas coisas estranhas e começa a investigar a casa que pode ter segredos da família dela, meu.

Você achou que o parágrafo anterior soou repetitivo? Sim, essa foi minha intenção, porque o jogo se passa nos anos 90, e o parágrafo anterior foi minha tentativa de imitar uma adolescente paulista dos anos 90. Se isso não faz sentido pra você, não se preocupe, não faz pra mim também, já que a história se passa nos EUA, mas eu comecei a piada, eu vou até o fim, não importando o quão imbecil ela pareça. Enfim, a narrativa do jogo é bastante interessante, sobre descoberta. Geralmente adolescentes acham que sabem de tudo, e precisam ter a liberdade pra errar, sofrer as consequências e aprender com esses erros, assim eles se tornarão adultos funcionais na sociedade. Talvez seja por isso que temos tanta gente merda online hoje, já que cresceram super protegidos sem a oportunidade de errar e aprender, com isso se tornaram adultos mimados.

Se eu estou tirando coisa demais de um jogo indie espanhol? Talvez. Mas se um jogo te faz pensar nessas coisas, é possível que algo tenha aí. E veja só, é uma coisa que concluí de algo sutil da narrativa. Não algo NA MINHA CARA. Essa é a diferença entre uma boa narrativa e uma narrativa preguiçosa. O jogo preguiçoso coloca a mensagem na sua cara, o jogo bem feito te faz chegar na mensagem sem você perceber. Uma pena que muita gente na indústria não saiba essa diferença.

A maior força e a maior fraqueza são a mesma coisa.

O ponto fraco do jogo é igualmente a força dele. Após finalizar o jogo, fazer os puzzles, não há motivo para retornar ao jogo, a não ser que você seja um speedrunner. Mas isso é meio inerente a jogos de narrativa linear e puzzles. Eu adoro rejogá-los, não me entenda mal, mas sei que o fator replay não é grande em jogos assim.

Agora vamos a jogabilidade, ele mistura a narrativa com a navegação do jogo, com o jogador precisando clicar no texto destacado para avançar na narrativa, e para navegar pela casa. Usualmente você encontrará itens a serem coletados em imagens que permitem avançar ou dão pistas do que fazer a seguir.

Os puzzles são simples, mas em uns pontos, eles podem ser meio obtusos, como o de abrir o cofre, já que a dica dos quadros era meio complicada de se compreender. Eu mesmo consegui resolver por sorte, mesmo com a dica adquirida nos quadros. Felizmente, para os menos pensantes, o jogo fornece algumas dicas, mas não deixa muito na cara, essas dicas só ajudam a ligar o seu motorzinho pra pensar.

Estilo gráfico interessante

O jogo tem gráficos interessantes, um estilo meio quadrinho antigo, é bonito. O clima do jogo passa muito uma certa nostalgia de algumas fotos ou imagens do começo dos anos 90, pra mim lembra bastante as ilustrações dos livros da série Vaga-Lume, o que pra mim é um positivo. E parte do jogo obviamentes são textos. A parte sonora do jogo é competente, o jogo possui áudio em inglês e espanhol, eu só escutei em inglês. Infelizmente o jogo não tem tradução em português, o que seria ideal pra esse tipo de jogo altamente focado em texto.

Recomendado pra fãs de Escape Room

Se você curte o gênero de Escape Room Puzzles, recomendo jogar YOUR HOUSE, é um jogo competente, apesar da falta de fator replay.

Nota: 8.0/10

YOUR HOUSE está disponível para PC, iOS e Android. Essa análise foi feita com uma chave do Steam fornecida pela Patrones & Escondites.

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Him, the Smile & Bloom | Pétalas de Romance https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/03/20/him-the-smile-bloom-petalas-de-romance/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/03/20/him-the-smile-bloom-petalas-de-romance/#respond Thu, 20 Mar 2025 21:21:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19635 Olha só, quem diria que finalmente depois de juntar dinheiro com cartinhas do Steam, e aliado a uma promoção dedicada ao nicho, eu adquiri a Visual Novel brasileira NVDA, que acho que estava na minha lista de desejos há um bom tempo. Ambientada no Brasil e patrocinada pela Prefeitura de Natal, é um bom jogo […]

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Olha só, quem diria que finalmente depois de juntar dinheiro com cartinhas do Steam, e aliado a uma promoção dedicada ao nicho, eu adquiri a Visual Novel brasileira NVDA, que acho que estava na minha lista de desejos há um bom tempo. Ambientada no Brasil e patrocinada pela Prefeitura de Natal, é um bom jogo que possivelmente falarei algum outro dia. E como eu sou um babaca, eu joguei a novel em inglês. Em inglês o jogo tem o título de NSG. Qual o significado de NSG? Certamente não é Nonosódio Glutoacido. Assim como NVDA não é um typo da NVIDIA. Enfim, divago.

Esse é o ano em que o Sancini joga Otome Novels! O que são Otome Novels? Bem, Otome Novels são novels que tem como o alvo o público feminino em geral, e são estreladas por uma menina que tem vários bonitões como interesses amorosos. O gênero surgiu graças ao estúdio Ruby Party, que é um estúdio interno da Koei (hoje Koei Tecmo) composto completamente por mulheres. O jogo Angelique (Super Famicom) foi o primeiro do gênero, e o início da série NeoRomance, que contém as séries Angelique, Haruka: Beyond the Stream of Time, La Corda D’Oro e Neo Angelique. Nesses mais de 30 anos do estúdio Ruby Party, apenas um dos jogos deles chegou ao ocidente, nesse caso, a colaboração com o Omega Force em Touken Ranbu Warriors. Mesmo traduções não oficiais são inexistentes. Irônico que os criadores do gênero não tenham aparecido no ocidente.

Enfim, da criação do gênero até hoje, diversos títulos passaram a chegar no ocidente, desde que Visual Novels passaram a ser mais aceitas nesse lado do oceano, claro que algumas das empresas que localizam otome novels, as mantém apenas no Nintendo Switch, ao invés de portar para o PC, né, dona AKSYS? Sério, AKSYS? Ignorar uma plataforma que dá mais visibilidade? Enfim, felizmente nem todas as publishers são assim, e quando trazem novels pro ocidente, fazem portes para o PC. Por exemplo, nas versões ocidentais de algumas novels que saíram só em consoles no Japão, a PQube trouxe o jogo para o PC, aconteceu com Konosuba, SINce Memories, Genso Manège dentre outros.

E no fim de fevereiro, a PQube trouxe aos PC’s e Nintendo Switches ocidentais, uma versão em inglês de Him, the Smile & Bloom, desenvolvido pela EDIA/TEAM Entretainment e a MintLip e lançado no Japão em 2024. É, ao contrário das novels da Mages, não levou uma eternidade pra aparecer no ocidente. E apesar do lançamento ter sido agora em 2025, o jogo já tinha suporte ao inglês na versão japonesa, mas com uma tradução, segundo alguns reviews gringos que li, um pouco duvidosa. Bem, leia nossa análise.

E vejo flores em você

O jogo foca no desenvolvimento do romance entre quatro casais, e tudo gira em torno da floricultura Fill Flower. O jogo não possui uma protagonista fixa, dependendo da rota escolhida no começo do jogo, você terá uma protagonista. Assim que iniciamos a partida, somos apresentadas as flores que representam cada um dos rapazes que são os interesses amorosos, e um resumo do que se trata aquela rota. Então somos apresentados a um vídeo de abertura do jogo, seguido da escolha da rota que você vai seguir.

O jogo recomenda uma certa ordem para a sua jogatina, apesar de não ser obrigatório, mas por conta da ordem dos eventos que vão acontecendo nas rotas. Cada um dos personagens esconde por trás de uma máscara proverbial, todas as inseguranças e cicatrizes. Wataru por exemplo (o moleque de cabelo azul), é jovem e animado, sempre positivo, mas logo no começo descobre-se que ele acabou de terminar com a então namorada da escola, já que os dois foram para faculdades diferentes e a distância, aliada a falta de comunicação dos dois causou a ruptura que levou a menina traí-lo e aos dois terminarem.

Apesar das histórias serem até tratadas de uma maneira madura, o jogo tem um clima mais puxado para os slices of life. Em termos de finais, cada personagem possui um final excelente, um regular e um ruim, e não é tão difícil conseguir os finais. A história é leve o suficiente para se continuar jogando na minha opinião.

Altos valores de produção

Talvez por ser baseado em uma série de Drama CD’s, mas Him, the Smile & Bloom tem valores decentes de produção, com uma dublagem muito competente em japonês… Mas é meio chato as protagonistas não terem voz. Certamente pelo fato de que dá pra mudar o nome da protagonista jogada (tanto que Wataru chama Serina de Senpai, porque ela é tecnicamente a senpai dele na floricultura).

Os traços do jogo são os esperados de uma otome novel, rapazotes bonitões e bem vestidos, cabelos coloridos, pacote completo. Como toda visual novel, ela começa com um shot do céu. Enfim, cenários bonitos e bem feitos, que me dão saudade de visual novels mais japas, talvez por eu jogar muita coisa adulta ocidental 3D em termos de VN, esses cenários japoneses dão uma nostalgia de animes slice of life.

A trilha sonora da novel é competente, com boas músicas, compostas por Toshinori Orikura (de Corona Blossom e Lover Pretend) que casam como uma luva para os momentos, e a abertura e encerramento da novel são cantadas por uma conhecida de quem jogou a versão de PC de Nekopara Vol. 3 (as versões de PS4 e Switch possuem outra abertura), a Duca, mas com outro pseudônimo, mao.

Recomendamos

Ainda que o valor do jogo no Switch seja salgadinho, a versão de PC custa cerca de metade desse valor, e com um pouquinho mais, dá pra comprar com um pequeno cenário extra de Halloween. Him, the smile & Bloom é uma excelente novel sobre o romance na vida adulta. Com um clima de slice of life e personagens variados, pra quem curte o gênero Otome, é uma boa pedida. Eu evitei comentar mais sobre a história, porque não quero dar tantos spoilers.

Nota: 9,5/10

Him, the Smile & bloom está disponível para Nintendo Switch e PC, e a análise foi feita como uma chave do Steam, fornecida pela PQube.

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Genso Manège | Vamos fugir do parquinho https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/02/21/genso-manege-vamos-fugir-do-parquinho/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/02/21/genso-manege-vamos-fugir-do-parquinho/#respond Fri, 21 Feb 2025 18:32:43 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19352 Apesar de ser o jogador de visual novels residente aqui do Arquivos do Woo, eu posso dizer que não tenho muita experiência com o gênero otome, até porque em geral, o público de jogos otome é feminino… E porque em geral, alguns dos jogos localizados ficam somente no Switch (Olha para a Aksys Games, que […]

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Apesar de ser o jogador de visual novels residente aqui do Arquivos do Woo, eu posso dizer que não tenho muita experiência com o gênero otome, até porque em geral, o público de jogos otome é feminino… E porque em geral, alguns dos jogos localizados ficam somente no Switch (Olha para a Aksys Games, que não se dá ao trabalho de portar os otome games que eles lançam pro PC), e até onde eu me lembro, eu não tenho um Nintendo Switch. É, grande choque, eu sei.

Mas isso não quer dizer que eu não tenha experiência com o sub gênero, sim, é limitada, mas eu joguei ao menos algumas Visual Novels do gênero Otome, até mesmo analisando uma aqui para o Arquivos do Woo, sendo essa C14 Dating, quando esta saiu no PS4. E uma outra, que não analisei, mas joguei no meu PC há muito, MUITO tempo atrás e que foi parcialmente responsável por me fazer de fato criar visual novels, é Seduce me Otome (essa é gratuita no Steam). Deve ter alguma outra em algum lugar, mas eu não lembro de cabeça.

Enfim, em 2020, o estúdio LOVE&ART, uma divisão dedicada a Otome games da MAGES (responsável por algumas das visual novels que analisamos aqui) lançou Genso Manège no Switch, e cinco anos depois, a PQube trouxe o jogo para o ocidente, incluindo aqui um novo porte para PC, como acontece com outros títulos da MAGES que a PQube trouxe pro ocidente (Konosuba: Love for these clothes of Desire, SINce Memories: Off the Starry Sky), assim ampliando o potencial público do jogo. Mas… Como o jogo se sai? Confira a nossa análise de Genso Manège.

Para quebrar a maldição

“Eu vou despertar a magia em você, e você vai nos libertar do Rêve…”

O jogador acompanha a história de Emma (você pode alterar o nome dela no começo), uma garota que ficou órfã muito nova, em sua luta para revelar memórias esquecidas. Emma, uma bruxa que perdeu os poderes quando jovem e agora vive uma vida sossegada, é guiada pela lembrança deixada para ela pelo pai, mas se vê abalada com a chegada de um parque de diversões na cidade.

Com muita magia e sonhos, mas carregando um segredo sombrio, Emma sente uma conexão imediata com o fascinante La Foire du Rêve. Sob o charme fantástico do parque, ela descobre que, na verdade, os funcionários estão presos, obrigados a ficar no parque de diversões, e só a magia dentro de Emma pode libertá-los. Acontece que faz anos que Emma não acessa sua magia, e ela precisa buscar muito fundo dentro de si, lidando com dolorosas memórias reprimidas, para conseguir recuperá-la.

Enquanto trabalha no Rêve e desvenda os fios emaranhados de seu passado esquecido, Emma cria laços com os funcionários do parque de diversões.

A história de Genso Manège é mais profunda que a sua temática no parquinho de diversões deixa transparecer, o elenco de personagens é variado, ainda que eles caiam nas tropes do “Amigo de Infância”, “O Manipulativo”, “O Frio”, “O Tsundere”… E pelo menos aqui classificam como tsundere, e não como “male fragile ego”, como certa empresa traduziu anos atrás. Etc, etc.

O jogo possui grande fator replay, com cada um dos personagens tendo sua rota com diferentes finais (A rota de Arnoud, o amigo de infância só está disponível quando se conclui a rota de Hugo), e o final verdadeiro está escondido, depois de todas as rotas serem concluídas.

Uma visual novel fácil com minigames

Como toda visual novel que s e preza, o core do gameplay é baseado em ler os textos e fazer escolhas para aumentar a afeição com os rapazes… Bem, exceto que em Genso Manège, é facilimo aumentar afeição deles, basta escolher a segunda opção nos diálogos individuais… Eu queria estar brincando, mas não. Por outro lado, essa opção evita súbitos finais ruins em escolhas erradas, como a vez em que eu explodi o mundo ao olhar a Rei Ayanami se trocando no vestiário na visual novel de Evangelion. SIM, ESSA FOI UMA SITUAÇÃO REAL, E SIM, FOI NUM PRODUTO OFICIAL FEITO PELA GAINAX.

Voltando ao jogo, além dos trechos de visual novel, o jogo coloca no seu caminho, dois minigames bem simples, para simular a nossa protagonista recuperando a magia. Num deles, você precisa clicar na maior quantidade de estrelas possíveis num determinado período de tempo (E o jogo vai ranquear sua performance de acordo) e no outro, você precisa alinhar a estrela que diminui o tamanho com o espaço demarcado. Bem simples. Como eu disse, minigames simples, e que após a primeira vez que o jogador os completa, é possível pular esses minigames na próxima vez, garantindo sucesso automático. Vou confessar que preferiria que ao invés disso, houvesse uma opção de jogar com ou sem os minigames, como acontece em C14 Dating, por exemplo. Por outro lado, a opção de pular evita a repetição da mesma coisa sempre.

Espetáculo audiovisual

As composições do jogo, excelentes que passam o clima fantasioso e lúdico de um parque de diversões, foram compostas por um velho conhecido nosso, Takeshi Abo, que fez a trilha de SINce Memories: Off the Starry Sky. Recomendo dar uma escutada na OST do jogo. O tema de abertura e encerramento são interpretados por pessoas que são relativamente de peso pra quem assiste anime, com Rico Sasaki (que canta o tema de Welcome to Japan, Ms. Elf) interpretando o tema de abertura “Histoire du Rêve” e Yumi Matsuzawa interpretando o tema de encerramento, “Kyoumei ~Rèsonance~”.

O jogo possui um elenco talentoso de dubladores por trás, como manda as produções de alto orçamento da MAGES, com os seiyuus desempenhando bem seus papéis. Pena que Emma não tem voz, mas ei, não se pode ter tudo.

Graficamente, vamos começar com um dos problemas, por assim dizer do jogo… As caixas de texto, elas são em um tom claro demais, e contrastando com a fonte branca, mesmo com o contorno, deixa um cadinho incômodo de ler. E no PC, o jogo pode ter alguns problemas vez ou outra, sprites não carregando (isso também acontecia na versão de PC de Konosuba). Fora esses problemas, Genso Manège é um deleite visual com belíssimos sprites e cenários de tirar o fôlego (para o padrão de visual novels), com uma paleta de cores que passa um calor suave, que até engana o jogador, já que o jogo é mais profundo do que as imagens deixam transparecer. Mas, por alguma estranha razão, nas CG’s onde Emma e o par em questão se beijam… Os lábios não se tocam. Vai entender.

Uma boa porta de entrada para o gênero Otome

Genso Manège esconde uma história mais profunda sob o véu de mágica e parquinho de diversões. É uma visual novel excelente e pode ser usada como porta de entrada para o subgênero de Otome Novels, ainda que o preço de R$ 104,90 do PC não pareça convidativo. Você pode deixar o jogo na sua lista de desejos e aguardar por uma promoção.

Nota final: 9/10

Genso Manège está disponível para Nintendo Switch e PC (e existe uma versão para iOS, disponível apenas no Japão) e esta análise foi feita com uma chave do Steam gentilmente fornecida pela PQube.

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Sensei! I Like You so much! | Simulador de… Fanfics? https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/12/17/sensei-i-like-you-so-much-simulador-de-fanfics/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/12/17/sensei-i-like-you-so-much-simulador-de-fanfics/#respond Tue, 17 Dec 2024 20:45:30 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18796 Lembra quando eu tinha só um jogo no meu backlog restante pra zerar tudo? GOOD TIMES. Porque apesar de tudo, confiam na gente, com exceção daquele estúdio que nos negou uma key e disse que “não éramos grandes feito a IGN”. Tipo, eu sei lidar com a rejeição, é basicamente o resumo da minha vida […]

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Lembra quando eu tinha só um jogo no meu backlog restante pra zerar tudo? GOOD TIMES. Porque apesar de tudo, confiam na gente, com exceção daquele estúdio que nos negou uma key e disse que “não éramos grandes feito a IGN”. Tipo, eu sei lidar com a rejeição, é basicamente o resumo da minha vida amorosa, então quando uma publisher nega uma key, sem problemas, os caras recebem dezenas, centenas de pedidos diariamente, então não vejo problema. É uma merda? Do ponto de vista de quem queria cobrir tal jogo, sim. Mas compreensível. O que achei paia foi que usaram o argumento: “não são grandes como a IGN”. Isso foi a gota d’água. A recompensa karmica foi o jogo ter recebido média 63 no Metacritic na versão de PC. Não direi qual jogo é.

Enfim, com essa rant fora do caminho, eu já devo ter dito umas duas, dez ou quatrocentos e setenta e oito vezes, eu gosto de Visual Novels. Nem sempre eu sou responsável pela análise delas aqui no site, mas na maioria das vezes, sim, sou eu. Então, tenho conhecimento de causa para falar do gênero aqui, apesar de eu não ir a fundo em alguns subgêneros, porque ao contrário do que alguns pregam, nem todas as visual novels são para o mesmo público. Alguns tem preferência por conteúdo Yaoi (Romance entre homens), outros por Yuri (Romance lésbico), outros dão preferência a erotismo, enquanto outros jogam apenas aqueles jogos que não contém cenas de sexo, e por aí vamos.

Dizer que todas as visual novels são iguais, sem distinção, é como dizer que todos os platformers são iguais, uma declaração retardada e sem sentido. Com isso em mente, alguns jogos tentam adicionar um certo tempero a fórmula, jogos como Koihime Musou e Beat Blades Haruka colocam elementos de estratégia e RPG em seus jogos, e até mesmo fracassos como Good Bye, Volcano High coloca seções rítmicas no meio da jogatina. O jogo da análise de hoje, mais um dos jogos que analisamos em Early Access, faz o mesmo, colocando outras coisas no meio da narrativa para apimentar as coisas. Se você leu o título da análise, sabe que falo de Sensei! I Like you so Much!. título que chegou ao acesso antecipado no fim do mês passado.


Reencontrando a paixão de escrever

Você está no papel de Mila (o nome pode ser customizado, assim como o nickname online), uma estudante universitária aparentemente ordinária tentando viver uma vida pacífica, até que certo dia ela deixa cair um HD contendo suas fanfics na sala de aula.

Apesar do azar, ela tem sorte, pois o HD acaba sendo recuperado por uma colega de classe que curte o mesmo ship que as fanfics retratam. E daquele momento em diante, as coisas começam a se mover e Mila reencontra a paixão de escrever.

No passado, Mila escrevia fanfics de outro fandom, e tinha até certa fama online, mas um certo evento minou isso, fazendo com que ela perdesse a paixão. Então, a história de Sensei, I like you so much é uma história de redescobrimento da sinceridade de criar uma história, colocar sua paixão para fora e conforme o jogo avança… Ganhar uma graninha no meio do caminho, por quê não?

Conforme a narrativa se passa, Mila vai conhecendo outras personagens excêntricas, e ainda que atualmente não possua, no futuro, de acordo com os desenvolvedores, será possível romancear as outras personagens. Dedos cruzados, porque a jornada por si só era divertida, a premissa bacana e felizmente não temos que lidar com a parte negativa de um fandom. Os loucos problematizadores que vêem defeitos em tudo e não conseguem separar realidade da ficção, e assediam e mandam ameaças para artistas por motivos de “NuM pOdI fAzEr IsSu!”

Visual Novel + Criação

A parte de visual novels é obviamente auto explicatória, você lê texto e faz determinadas escolhas em pontos chave, isso aprendemos na quinta série, não preciso explicar isso, então explico um pouco dos outros a aspectos do gameplay.

No começo do jogo, assim que você define o nome da sua personagem e o nick dela na Internet, você pode criar o casalzinho que você shipa, você pode criar os personagens no criador do jogo, usar uma ferramenta gratuita (A Fangirl Toolkit) ou importar as criações da comunidade, sendo assim possível criar desde ships de personagens da sua criação, ou fazer aquele crossover impossível, tipo, Kazuma Kiryu e Nina do Tekken? (na verdade não sei se tem a Nina nas community creations) Válido. Naruto e Hermione Granger? Válido. O céu e as criações da comunidade são o limite.

Uma das coisas mais legais, é que as escolhas que você faz e pode fazer, vão influenciar no tipo de fanfic que você pode escrever. A princípio, obviamente, como você está enferrujada, se reencontrando, suas fics não terão a brilhância de antigamente, mas conforme as inspirações e experiências vão aparecendo, suas fics irão melhorar. Maaaaaaas. não para somente nas fanfics, já que você poderá não somente comprar merchandising do seu casal favorito para decorar sua ita-bag, mas também produzir fanzines e merchandising das suas criações.

Para alguém que é parte de algum fandom, é meio que uma parada surreal ver isso representado num jogo onde você PODE fazer essas coisas, não somente viver, como acontece em algumas visual novels. Nem tudo são rosas, já que a tradução do jogo pro inglês precisa de arestas e alguns ícones de menu ainda precisam de tradução. O jogo também necessita de uma opção de velocidade de leitura para a seção de visual novel, já que gente como eu gosta de ajustar isso de maneira fina. Eu estou certo que esqueci coisas da jogabilidade… Ou não.

Charmoso

Graficamente, é um jogo muito bonito, tanto na parte dos trechos de visual novel, com belos sprites e bonitos cenários, que passam bem o clima de que o jogo foi feito por alguém que frequenta eventos como a Comiket no Japão. E alguém que entende como são os fandoms, ao menos o lado positivo deles. E as artes dos ships são absolutamente adoráveis, tendo um estilo meio chibi.

Como falei da tradução na seção anterior, também existem alguns bugs com relação a criação de ship, que mesmo quando é feito um ship do mesmo sexo, os pronomes acabam ficando setados como ele e ela. Nada que ME incomode, mas apontar é essencial numa análise. A trilha que acompanha o jogo é relaxante e combina bem com o clima do jogo. Nada EXTREMAMENTE MARCANTE, mas funciona para o que é proposto.

Recomendado para quem curte esse aspecto do fandom

Sensei! I Like you So Much! é uma carta de amor a todos que já fizeram parte de algum fandom e colocaram esse amor pra fora na forma de fanfics (eu tive meus tempos de fanfiqueiro na juventude, quando fazia fanfics de Harry Potter e tokusatsu, até mesmo Cavaleiros do Zodiaco e Power Rangers). Ainda que precise aparar algumas arestas, é um jogo que tem potencial para se tornar ainda melhor.

Nota: 8,5/10

Sensei! I Like you So Much! está disponível para PC através do Acesso Antecipado do Steam, e essa análise foi feita com uma chave fornecida pela Erabit.

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Five Hearts Under One Roof | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/12/05/five-hearts-under-one-roof-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/12/05/five-hearts-under-one-roof-analise/#respond Thu, 05 Dec 2024 11:44:43 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18817 Imagine juntar o gênero popular de visual novels com a moda do momento, os doramas coreanos. Sinceramente, não sei como ninguém pensou nisso antes. Mas o estúdio Storytaco nos entregou exatamente essa combinação. E não só misturaram os dois gêneros, mas o fizeram com cenas em live action muito bem gravadas. Mas será que a […]

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Imagine juntar o gênero popular de visual novels com a moda do momento, os doramas coreanos. Sinceramente, não sei como ninguém pensou nisso antes. Mas o estúdio Storytaco nos entregou exatamente essa combinação.

E não só misturaram os dois gêneros, mas o fizeram com cenas em live action muito bem gravadas. Mas será que a experiência é satisfatória?


Créditos: Storytaco

História

Em Cinco Corações: Um Teto Cheio de Amor! (nome em português oficial do game), acompanhamos a história de Yuman, um rapaz de quase 30 anos que sonha em ter cinco garotas morando sob o mesmo teto.

Obviamente, ele acorda desse sonho e se depara com seus pais indo viajar, deixando para ele algumas tarefas que ele precisa resolver para ganhar sua mesada (sim, o pai dele o ridiculariza por isso).

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A principal tarefa é colar um aviso de que sua casa vai virar uma pensão (à la Love Hina) e ir para uma entrevista em uma grande empresa chamada Milk Corporation.

Sem dar muitos spoilers, as cinco garotas acabam vivendo na casa de Yuman, e sua relação com elas, assim como as personalidades distintas, se desenvolve ao longo do jogo.

Five Hearts Under a Roof
Créditos: Storytaco


Gameplay

A jogabilidade se assemelha às visual novels mais antigas, onde o jogador interagia mais com o cenário, em vez de apenas ler uma história semi-animada.

Sua interação com as meninas acontece através de diversas escolhas de diálogo, que podem aumentar ou diminuir o interesse delas por você. Ao final de cada capítulo, há uma tela que mostra o quanto a relação evoluiu com cada personagem.

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No entanto, para avançar após o capítulo 3, é necessário tomar decisões bem específicas. Isso pode ser frustrante, já que, por ser um jogo de escolhas, seria ideal que todas permitissem o progresso natural da história.

Sendo assim, você acaba jogando até acertar as respostas que o jogo quer que você dê. Só depois disso é possível liberar os seis capítulos e voltar do início para maximizar as relações com sua personagem favorita e ver todos os finais. Essa decisão de design é um pouco esquisita e talvez não seja tão comum em outros jogos do gênero.

Por conta de sua temática, um bom paralelo seria o jogo de Love Hina para GBA, que conta uma história semelhante e apresenta mecânicas parecidas.

Five Hearts Under a Roof
Créditos: Storytaco


Apresentação Visual

A apresentação do jogo é muito bem feita, com vídeos de alta qualidade e menus simples e funcionais. A tradução para o português também está OK, indicando que o interesse do Brasil em produtos coreanos foi considerado, só que com alguns poréns.

Infelizmente, há erros perceptíveis de tradução, provavelmente causados pelo fato de o texto ter sido traduzido do inglês e não diretamente do coreano. Isso resulta em momentos em que as meninas são referidas como “o fulano” ao invés de “a fulana”.

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Outro ponto negativo é que algumas cenas extras, como entrevistas nos bastidores, não possuem legendas, o que é inaceitável em um título que promete suporte a outros idiomas.

Os cenários têm uma estética limpa, típica de k-dramas, com ambientes que dão inveja ao brasileiro médio.

Por fim, vale ressaltar que o jogo é totalmente safe e não possui cenas adultas. Ainda assim, todas as garotas têm uma beleza única e são sensuais sem apelar para nudez.

Five Hearts Under a Roof
Créditos: Storytaco


As Meninas

As cinco personagens que dão nome ao game são a essência da história.

  • Ming-Jung (Ming-Ming): Uma idol do grupo Milk Girls que você conhece após ela vender um CD autografado. Mais tarde, descobre que ela trabalha em um café próximo ao seu trabalho.
  • Mal-Sook: A baixinha que trabalha na lan house do bairro e é a primeira a morar na sua casa. Ela já é sua amiga de longa data.
  • Geu-ran Dong: Sua superiora na Milk Corporation, com uma atitude marrenta e um visual chamativo.
  • Eun-Bi: Amiga de infância que não te vê há muito tempo. Após estudar fora da Coreia, decide morar na sua casa.
  • Seung-Yi: Não vou falar pois seria spoiler.

Cada uma possui uma personalidade distinta e cativa à sua maneira, incentivando múltiplos finais para explorar todas as histórias.

Five Hearts Under a Roof
Créditos: Storytaco


Veredito

Five Hearts Under One Roof é uma visual novel bem feita e competente. Embora a narrativa seja leve e, em alguns momentos, simplória, isso não tira seu mérito como entretenimento.

A história é curta, divertida e cativante o suficiente para fazer você se apaixonar pelas personagens, mesmo que virtualmente. Para fãs do gênero, a experiência vale a pena.

Nota: 8/10

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Esta análise foi feita com uma cópia do jogo gentilmente cedida pela distribuidora. Cinco Corações: Um Teto Cheio de Amor! está disponível no PC (Steam).

Five Hearts Under a Roof
Créditos: Storytaco

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SINce Memories: Off the Starry Sky | O que aconteceu com meu irmão? https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/23/since-memories-off-the-starry-sky-o-que-aconteceu-com-meu-irmao/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/23/since-memories-off-the-starry-sky-o-que-aconteceu-com-meu-irmao/#comments Wed, 23 Oct 2024 20:01:16 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17958 Se eu ganhasse um real a cada franquia cujo jogo que eu analiso pro Arquivos do Woo não é o primeiro, eu poderia comprar um Playstation 5, mas dessa vez EU JURO que a culpa não é minha. Sério. Sim, eu já fiz umas 17 milhões de piadas sobre começar franquias por um jogo que […]

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Se eu ganhasse um real a cada franquia cujo jogo que eu analiso pro Arquivos do Woo não é o primeiro, eu poderia comprar um Playstation 5, mas dessa vez EU JURO que a culpa não é minha. Sério. Sim, eu já fiz umas 17 milhões de piadas sobre começar franquias por um jogo que não é o primeiro, mas dessa vez existe um bom motivo: Nenhuma das visual novels anteriores da série Memories Off havia sido lançada no ocidente… E acredite, é uma série relativamente longa.

Iniciando lá em 1999 com um jogo no Playstation original e durante sua primeira fase, entre 1999 e 2006, o desenvolvimento era pela KID, responsáverl por jogos do NES, como Kick Master, os dois G.I. Joe e o lendário Pepsiman do Playstation 1, além da série de visual novels Infinity, cujos quatro primeiros jogos foram roteirizados por Kotaro Uchikoshi. Enfim, após o fechamento da KID em 2006, o desenvolvimento passou temporariamente pela Cyberfront, que finalizou o jogo que estava sendo produzido durante o fechamento da KID e posteriormente ao lançamento de Memories Off #5 Encore em 2007, a 5pb, hoje MAGES assumiu a batuta da série.

Em 2018, a MAGES havia lançado Memories Off: Innocent Fille, que era planejado para ser o último título da série principal (e dois anos depois, para conveniência dos fãs japoneses, a MAGES anunciou duas compilações contendo os sete jogos da série principal pra 2021). E é claro que a produtora anunciou o que seria um soft reboot também para 2021. Intitulado SINce Memories: Off the Starry Sky, o jogo tinha pretensão de ser um reinício, se passando dez anos após os eventos de Innocent Fille. Só que entre o lançamento japonês, e a versão ocidental de SINce Memories, a MAGES mudou de ideia, e no ano passado, anunciou o nono título (principal) da série Memories Off, previsto para 2025, Memories Off Sousou: Not always true coloca SINce Memories: Off the Starry Sky em uma posição difícil, preso entre o status de Spin-off e Reboot.

Porém, ele é o primeiro título da série a aportar ao ocidente graças a PQUbe, que além das versões nativas de Playstation 4 e Switch, também portou o jogo para PC, tal qual fizeram com a visual novel de Konosuba, que tem subtítulo longo demais para eu decorar. Será que ela tem qualidade para atrair quem não tem conhecimento da série? Confira a nossa análise.

Luto e Recomeço

O estudante universitário Junya Mizumoto está de luto pela morte do seu irmão, após um trágico acidente ocorrido um ano antes, quando encontra uma garota misteriosa que, antes de desaparecer, lhe diz que deveria ter sido ele a morrer.

Carregando o peso destas palavras terríveis e das memórias do seu irmão, Junya acaba por se envolver num projeto inesperado com a sua amiga de infância, Chihaya Hojo. O solar dos Hojo, uma casa tradicional japonesa, precisa de obras de renovação, e Junya compromete-se a levar a cabo esta grande tarefa. Mas é uma tarefa que não conseguirá realizar sozinho.

Como o jogo é uma visual novel sem elementos extras (como em Konosuba: Love for Those Clothes of Desire), não vou falar sobre como funciona a jogabilidade, você deve saber como é: Leia, faça escolhas, e dependendo das suas escolhas, haverão rotas com finais distintos. E ao contrário do que (geralmente) é esperado em visual novels, aqui, nem sempre o foco é o romance. Não se engane, ele está aqui, mas a série Memories off sempre foi mais focada no amadurecimento dos personagens.

As rotas de Since Memories: Off the Starry Sky meio que são previsíveis na temática, não do tipo previsível de você saber, mas do tipo, pela narrativa, dá pra saber que personagem vai levar a qual tipo de narrativa… Seja a reforma da casa, ou romance, ou a investigação da morte do irmão de Junya. Isso traz um fator replay ao jogo… A não ser que você seja um boçal como eu, que faz uma das rotas e não toca mais no jogo porque não consegue visualizar o protagonista com uma garota diferente… Ei, eu disse que sou boçal, hein?

Para quem é fã da série (e sabe japonês e jogou outros títulos da série), AQUELE PERSONAGEM que aparece em todos os títulos, como alguém que ajuda a guiar o protagonista em meio a turbulência, Shin, está de volta. E também há menções a eventos passados. Porém, o fato de que não há sequer traduções de fã dos jogos anteriores da série, essas referências passarão batidas a quem nunca tocou na série. “Mas Sancini, você é fã da série e sabe disso?” Não, eu consultei alguém que jogou os jogos anteriores, porque né, eu sou um boçal, mas também me dou ao trabalho de fazer pesquisas.

Uma coisa que pode não agradar a todos, são as personagens… Bem, apesar de estarem nas tropes vistas em animes e visual novels, elas podem passar a impressão de desgostáveis, até mesmo soarem como manipuladoras em relação ao Junya, nosso protagonista. Varia de caso a caso, e conforme passamos tempo, talvez você consiga ter um xodó dentre as meninas.

Belos valores de produção

Como o título do gênero sugere, visual novels são um gênero que depende do VISUAL, é onde um título sobrevive ou morre, pois uma primeira impressão ajuda bastante. Felizmente, SINce Memories: Off the Starry Sky acerta em cheio, com belíssimas ilustrações e design de personagens de U35 (Aonatsu Line, Yukiro Sign) e Ikeda Yasuhiro (STEINS;GATE 0, Emio – The Smiling Man: Famicom Detective Club) destacam bastante as personagens e os cenários. Tanto sprites, quanto as CG’s, pra quem curte visual novels, é um deleite. Como comentei, Visual Novels dependem da parte visual pra chamar atenção, então nesse quesito, mostra que a MAGES não poupou esforços e recursos.

A trilha sonora, composta por Takeshi Abo (Dead of the Brain, Famicom Detective Club e a própria série Memories Off) é um deleite auditivo. Excelentes composições, contando com músicas originais e remixes de faixas da série, é uma trilha que dá aquele SOCO que eleva um jogo mediano, e destaca ainda mais um jogo bom. Os temas de abertura e encerramento do jogo (Hikari to Kage no Laplace e Hoshizora Orgel) também são bem decentes.

As performances dos seiyuus também é destaque, especialmente considerando que a maior parte do elenco (com exceção de Junji Majima, que faz a voz do Shin) tem pouca experiência em visual novels, com SINce Memories sendo o primeiro trabalho de alguns. Uma das Seiyuus até canta uma música durante o jogo, “Long for You”, que condiz com a personagem em si.

É uma boa porta de entrada para a série, mas…

Se eu recomendo SINce Memories: Off the Starry Sky a fãs de Visual Novels? Sim. Apesar de ter as pontas soltas com referências a jogos não lançados aqui, é uma novel que se mantém por mérito próprio. Os gráficos e trilha ajudam muito, além das performances dos dubladores.

Nota: 8/10

SINce Memories: Off the Starry Sky está disponível para Playstation 4, Nintendo Switch e PC. Esta análise foi feita com uma chave de PS4, cedida pela PQube.

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Minha experiência com Konosuba é bem limitada. Eu sei da popularidade do anime, mas o mais perto que cheguei, foi aquele clone de Mega Man produzido pelo Team Ladybug e que foi dado de brinde com o Box de Blu-Rays da segunda temporada do anime. E recentemente, por falta do que fazer, baixei um fangame da franquia… Que foi lançado com o box da primeira temporada. Fora isso, o que sei também é que a dublagem brasileira é horrorosa. Desculpem me quem gosta, mas a dublagem de Konosuba é fraca. O que parece ser um mal da dublagem brasileira em animações japonesas de uns tempos pra cá.

Sim, eu sei que a geração de dubladores clássicos, que gente como eu cresceu ouvindo envelheceu e deu espaço para uma nova leva de dubladores, mas parece sempre faltar algo. Não sei se por direção ruim ou atuações ruins, fica difícil assistir anime dublado. E os dubladores não ajudam, estando mais preocupados em… Deixa pra lá, é melhor eu não me exaltar, porque dá última vez que me exaltei fazendo um artigo, pessoas vieram atrás de nós porque criticamos a censura de corporações bilionárias.

Mas enfim, o assunto, Konosuba… Conheço pouco, é um dos isekais mais famosos em geral (gênero que não tá nem um pouco saturado, imagina), e claro que como toda obra famosa, adaptações em jogo acabam acontecendo, eu mencionei o Resurrection of Beldia, que é o clone de Mega Man X produzido pelo Team Ladybug (e possui uma tradução de fãs, só dar uma procurada básica), e o In the Life (que também possui tradução de fãs), porém de maneira oficial, nenhum jogo da franquia havia aparecido por essas bandas.

Porém, isso mudou com a chegada da segunda visual novel de Konosuba, Konosuba: God’s Blessing on this Wonderful World! Love for these Clothes of Desire!, lançada originalmente em 2020 para Playstation 4 e Nintendo Switch, chegou agora no começo de fevereiro para as mesmas plataformas, com adição de um porte para PC. Será que o jogo vale a pena? Confira conosco.

Fazer roupas para acabar com a maldição

Após uma dessas aventuras regulares que Kazuma e seu grupo tem (traduzindo para quem não tem conhecimento de Konosuba: Megumin utilizando uma magia de EXPLOSÃO e exaurindo as forças, Darkness servindo de isca porque gosta de apanhar, Kazuma ficando desesperado porque Aqua foi inútil novamente), o grupo encontra um estranho artefato no chão. Artefato esse que é capaz de gerar roupas.

Só que antes que algo possa avançar, eles são acusados por Sena de ter roubado esse artefato de um nobre, e precisam fazer roupas para ele sob a ameaça de banimento. Porém, o que não sabiam, era que esse artefato amaldiçoa a pessoa que o usa, alterando sua personalidade de maneira oposta. Assim, a masoquista Darkness vira uma Sadista, Megumin, que tem complexo devido a seus peitos pequenos, funda a Liga das Lolis e Aqua se torna uma Deusa útil. Kazuma agora precisa dar um jeito de cumprir os mandos e desmandos do Nobre Filho da Puta (nossa, quem diria que o nobre é um filho da puta?) e fazer com que as garotas retornem ao normal.

A trama segue com a típica comédia de Konosuba, com um total de 10 finais disponíveis, dois para cada garota do grupo principal (Aqua, Megumin e Darkness possuem dois finais, um regular e um bom), e um para as garotas secundárias (Chris, Wiz, YunYun e Saya), dando certo valor replay ao jogo.

Felizmente, nos dias de hoje, pessoas mais competentes que eu escrevem guias de como conseguir esses finais, então não vai ser difícil pro jogador médio fazer 100%, a não ser que ele seja um ignorante que se recusa a aprender inglês, mas divago.

Não é só “Visual Novel”

Partindo da premissa das roupas, o gameplay de Love for These Clothes of Desire é dividido em dois loops, a parte de Visual Novels, onde respostas corretas as personagens aumentam a afeição delas, chegando a um ponto onde as rotas com as garotas são abertas, essa parte, obviamente sendo o que se espera de uma Visual Novel, e como tal, é bem executada… E se você acha que não há como uma visual novel ser mal executada, só ver o desastre que foi “Goodbye, Volcano High”, um jogo que não agradou fãs de visual novels ou furries. Então, fazer o bê-a-bá do gênero é essencial.

A outra parte, é a de administração de tempo, onde Kazuma deve mandar os membros do seu grupo (Aqua, Darkness e Megumin) em quests e trabalhos para conseguir dinheiro e materiais para fazer as roupas nos três primeiros dias da semana, no quarto dia, alguns eventos podem acontecer, e é quando o grupo descansa, e o quinto dia é quando o grupo usa o dinheiro que conseguiu durante a semana para comprar materiais adicionais para fazer as roupas. Roupas opcionais podem ser criadas para desbloquear trabalhos e alterar um pouco certos eventos.

A afeição com as meninas pode ser influenciada com determinadas roupas, então se você quiser a rota de tal menina, faça a roupa X pra ela. Há guias com as roupas necessárias para cada rota. Uma das coisas que pode fazer com que alguns virem o nariz (aqui no Brasil em específico), além do fato do jogo ser uma visual novel (coisa que o jogador brasileiro médio odeia), é a falta de uma tradução para o português. Claro, ao contrário de estúdios grandes como a Sega, não há como a equipe da PQube pagar por uma tradução, pelo menos não de um jogo pesado e focado em textos como é este aqui. Mas isso não significa que eu não possa sonhar com um mundo onde tenhamos mais visual novels lançadas com português entre as escolhas de idioma.

Gráficos e musicas fiéis ao anime

O maior destaque do jogo, é que os dubladores do anime voltam a reprisar os papéis, e graças a todos os deuses existentes e alguns que não existem mais, nada de dublagem americana. Não tem nada mais broxante do que comprar um jogo japonês, todo estilo anime pra no fim do dia, o único audio disponível ser em inglês. Quem viveu a geração PS1/PS2 sabe disso. Era um suplício jogar Naruto no PS2 numa época pré-iso Undub.

Graficamente, os sprites e CG’s do jogo parecem ter saído do anime, e as roupas possuem exatamente aquilo que os fãs da franquia mais gostam: Fanservice. Numa era onde gente que não consume clama por censura de produto que não é feito pra eles, é bom ver que nem todo estúdio japonês arrega as pernas pra charlatões disfarçados de localizadores.

As músicas, são bastante decentes, não interferindo na jogatina, e destaque para os temas de abertura, “It’s so fine”, interpretado pela Machico (que canta as aberturas das temporadas da série e do spin-off da Megumin), e “Ama Yadori”, que possui versões cantadas pelas seiyuus da Aqua, Megumin e Darkness, além de uma versão com as três cantando juntas.

Reprodução: Mages, PQube

O ponto fraco é o preço

Konosuba: God’s Blessing on this Wonderful World! Love for these Clothes of Desire! vale a pena o valor cobrado? A resposta é… Não. Pelo menos do ponto de vista financeiro, as versões de PS4 e Switch custam 249,90 e 258,32 respectivamente. A versão do Steam, aqui pro Brasil está mais em conta, saindo quase a metade desse preço. Mas enfim, no geral, Love for these Clothes of Desire! é uma novel competente, servindo como aperitivo da terceira temporada de Konosuba que chega em Abril.

Nota final: 8/10

Konosuba: God’s Blessing on this Wonderful World! Love for these Clothes of Desire! está disponível para Playstation 4, Nintendo Switch e PC. Esta análise foi feita com uma cópia de PS4, gentilmente cedida pela PQube.

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