Arquivos Ratalaika - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/ratalaika/ Um pouco de tudo na medida certa Thu, 19 May 2022 22:22:28 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Ratalaika - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/ratalaika/ 32 32 Cotton Fantasy | A maior (e mais engraçada) aventura de Cotton https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/05/19/cotton-fantasy-a-maior-e-mais-engracada-aventura-de-cotton/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/05/19/cotton-fantasy-a-maior-e-mais-engracada-aventura-de-cotton/#comments Thu, 19 May 2022 13:45:04 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=11339 Sabe, ontem a noite eu percebi que teria um certo problema pra começar a fazer este texto. Porque uma das coisas que eu poderia utilizar pra passar o tempo, era justamente contar um pouco sobre a história da série Cotton, e eu meio que já fiz isso no meu mega texto de Cotton, leiam por […]

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Sabe, ontem a noite eu percebi que teria um certo problema pra começar a fazer este texto. Porque uma das coisas que eu poderia utilizar pra passar o tempo, era justamente contar um pouco sobre a história da série Cotton, e eu meio que já fiz isso no meu mega texto de Cotton, leiam por favor (pisca, pisca). Enfim, já que não posso falar tanto de Cotton na abertura, por falta de assunto, vou falar sobre uma outra coisa, que é meio que minha relação com shooters em si.

Desde pequeno, por conta de jogos como River Raid (Atari 2600), Dragon Spirit: A New Legend (NES) e Sonic Wings (SNES), minha preferência por jogos de navinha sempre foram os jogos com progressão vertical, eles eram mais interessantes. E isso foi se acentuando quando passei a conhecer mais o gênero, com pérolas do arcade, como a série Strikers (Psikyo), Mushihime-sama (Cave), Dodonpachi (Cave), dentre outros jogos. O único jogo com eixo horizontal que eu conseguia jogar sem me entediar até a morte, era no caso, a série Parodius (Konami), que um dia vai ganhar seu especial aqui no Arquivos do Woo

LEIAM – Cotton: A Noite dos Sonhos Fantásticos

O jogo que fez com que eu realmente mudasse minha visão sobre os horizontais, foi um Cute’Em Up que joguei há quase 10 anos atrás no PC, um singelo jogo chamado Gundemonium Recollection. Graças a um auxílio da minha irmã e seu cartão de crédito (lembram quando não dava pra usar boleto no Steam? Ainda bem que esse tempo passou, nem tudo que é velho é bom), pude adquirir Gundemonium Recollection e sua continuação, Gundeadligne. Os dois jogos, são bullet hells desenvolvidos pela Platine Dispositif, e graças a sua jogabilidade frenética e bom design de padrões de tiro, pude me divertir e apreciar melhor os jogos em eixo horizontal, passando a aproveitar outros jogos como Cotton 100%, R-Type e um dos meus favoritos: Deathsmiles, em seu excelente porte para PC.

Mas bem, graças a esse renovado interesse por jogos de tiro no eixo horizontal, foi que chegamos aqui. E bem, para poder encaixar com tudo, o ano de 2021 foi bem importante para a série Cotton, marcando os 30 anos do lançamento do primeiro jogo.

Celebrando, tivemos o lançamento de Cotton Reboot, remake do primeiro jogo, baseado no excelente porte do Sharp X68000, os relançamentos de Cotton 2, Cotton Boomerang, Cotton 100% e Panorama Cotton nos consoles atuais e no fim do ano, no Japão, chegava ao PS4 e ao Nintendo Switch, Cotton Rock and Roll: Superlative Night Dreams. E hoje, dia 20 de Maio, chega ao ocidente, a localização, intitulada Cotton Fantasy. E nas palavras de Cotton: LET’S GO!

Reprodução: Studio Saizensen, SUCCESS, ININ Games

Alguém está roubando os Willows, é hora de cumprir a profecia

Um dia, um estranho fenômeno começa a ocorrer na Terra das Fadas, os Willows começam a desaparecer, deixando todos em polvorosa. A sábia Oh-Baba chega e recita a profecia, de que quando os Willows começarem a desaparecer, uma pessoa trajando robe azul irá surgir, e no fim, Willows cairão dos céus.

A rainha, novamente coloca Silk a cargo de resolver essa treta, mas ao ouvir as palavras de Baba, as duas sabem exatamente a quem ela se refere, e Silk aparentemente tem Flashbacks do Vietnã a respeito disso.

Em outro canto, uma esfomeada Cotton vagueia tentando encontrar Willows, em vão, até que Silk a encontra, e faz uma proposta a bruxinha, que nega a princípio, até ouvir sobre a recompensa: Um suprimento com todos os willows que Cotton conseguir comer. E a partir daí, uma nova aventura se começa.

A história, como todas na série Cotton, não é algo sério, o clima da série foi sempre cômico, com a relação entre Silk e Cotton, e as coisas que as duas passam. E no fim, sem querer dar muitos spoilers, apesar do que está em jogo ser algo grande, no fim o que motivou tudo, acaba deixando essa como a aventura mais imbecil de Cotton. Não que isso seja algo ruim.

Reprodução: Studio Saizensen, Success, ININ Games

Shooter de primeira, com muito fator replay

A princípio, você pode pensar que é um jogo com a jogabilidade baseada no primeiro Cotton, mas não é totalmente. Primeiro, não temos somente a Cotton como personagem jogável, temos Appli, de Cotton 2, Kawase, de Umihara Kawase, Ria que é uma versão humanizada da nave da série Psyvariar, Fine, versão humanizada do veículo de combate do shooter top-down Starfighter Sanvein (PS1), Luffee, personagem de Doki-Doki Poyatchio!! (PS1, desenvolvido pelo Studio Saizensen), Tacoot, que é a final Boss do jogo e Silk, tendo aí oito personagens diferentes.

Cotton, Appli, Kawase e Tacoot tem jogabilidades semelhantes, mas mesmo elas possuem diferenças entre si. Numa coisa que essas quatro personagens são iguais, é que o tiro delas depende da magia que elas possuem equipada. Essa magia pode ser alterada com os cristais coloridos, marca registrada da série. Assim como no primeiro jogo, a magia (e experiência) depende da cor do cristal que você coleta, cristal amarelo da experiência, e os cristais vermelho, verde e azul dão um tipo de tiro e magia. Felizmente, há um botão para deixar apertado pra atirar constantemente, e um pra você deixar apertado e soltar a magia. E é aí que a semelhança entre essas personagens acaba.

Cotton tem uma bomba, no qual ela libera Silk em um ataque devastador (ideal pra limpar a tela ou causar dano em chefes), Appli funciona como em Cotton 2, onde se deixa segurado o botão de bomba (X no PS4), ela pode agarrar oponentes e arremessá-los nos inimigos, sendo muito eficaz. Kawase usa a vara de pescar dela e pega os inimigos, e com mais um toque, ela dispara o inimigo usando sua bazuca, funcionando como Appli, mas Kawase pode usar a vara em 4 direções para capturar o inimigo como se fosse o Yoshi. Tacoot pode mandar seu cajado para atacar, ficando a distância, mas a deixando desguarnecida. E as magias de Tacoot podem ter a mira controlada pelo cajado, num sistema semelhante a R-Type, mas isso vai afetar também seu tiro depois da magia.

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Ria funciona num sistema parecido com o da série Psyvariar, fortalecendo seus níveis através do sistema de Buzz, ou seja, quanto mais próxima dos projéteis inimigos (ou inimigos em si) Ria estiver, mais experiência ela ganha. Seu tiro concentrado, é um no qual ela gira para uma rajada constante e mais forte que os tiros comuns, mas com a movimentação lenta. Sua bomba é uma clássica limpa tela.

Fine não possui um sistema de vidas, ou mesmo bombas em si. O sistema de jogo dela é baseado em tempo, como em Salvei, com os cristais dropados pelos inimigos recuperando tempo, e o dano sofrido diminuindo. Pense na barra de vida de Cotton 2, por exemplo. E ela possui 3 armas, intercambiáveis com o botão onde seria a bomba, e utilizando o tiro concentrado neles, lança um ataque diferente.

Luffee funciona como a arma e magia laser dos jogos de tiro. Ela só tem um tipo de tiro, e seu ataque concentrado é basicamente a magia de laser de Cotton 2, sendo que você pode concentrar esse ataque em 3 níveis, mas novamente, assim como o concentrado de Ria, Luffee se move com mais lentidão. Sua bomba é a clássica limpa tela.

Somente essas personagens, cada uma funcionando de maneira diferente, são o suficientes para garantir um fator replay ao jogo, mas não é somente isso, como veremos mais adiante.

Cotton Fantasy
Reprodução: Studio Saizensen, Success, ININ Games

Uma experiência não linear para todos, sem esquecer da dificuldade

A primeira vista, Cotton Fantasy é um pouco mais difícil que Panorama e 100%, mas não chega ao nível de desafio dos jogos de arcade, ao menos não na dificuldade Normal. No normal, o jogo tem o desafio no nível certo, exigindo o suficiente daqueles que querem fazer o famoso 1 Credit Clear (eu ainda tô LONGE disso), mas não sendo difícil o suficiente para desmotivar os menos habilidosos. Sem contar que o jogo tem créditos infinitos, então é garantido que você vá terminar.

E quando você dominar o jogo na dificuldade normal, pode partir para desafios mais duros, com a dificuldade difícil, ou a dificuldade Extra, que vai testar seus reflexos de Bullet Hell, com inimigos que deixam DISPAROS assim que morrem.

A progressão de Cotton Fantasy é não linear em partes. A primeira e as duas últimas fases são fixas, você vai sempre jogá-las, mas as outras seis fases podem ser jogadas em qualquer ordem que o jogador desejar. Tá certo que a primeira jogatina serão essas nove fases, independente da ordem, mas depois disso… Nem tanto.

LEIAM – Memórias – Ligando o “Modo Pai”

Quando se termina com qualquer uma das personagens disponíveis de cara, você libera uma fase extra, que é um tributo aos jogos de origem das personagens, incluindo lutas com os chefes e subchefes desses jogos. Após isso, você tem uma boa combinação de fases para as próximas jogatinas.

O jogo possui referências a outros jogos da série, como a pontuação bônus secreta por não pegar nenhuma caneca de chá no “Tea Time”, uma reaparição de Wool como boss em uma das fases, as etapas de bônus são vistas por trás, como Panorama e Rainbow Cotton (e felizmente os controles funcionam, o que quer dizer uma coisa… REMAKE DE RAINBOW COTTON CONFIRMADO! Que foi? Um homem pode sonhar, não?), um dos momentos da última fase lembra bastante o último trecho antes da luta contra Wool em Cotton 100%.

Cotton Fantasy é um jogo relativamente curto, se você quer só jogar do começo até o final, mas a natureza arcade com o imenso fator replay ajuda muito no que você vai aproveitar do jogo.

Cotton Fantasy
Reprodução: Studio Saizensen, Success, ININ Games

Trilha sonora matadora acompanhada de belos gráficos

Eu vou ser honesto, graficamente, Cotton Fantasy não é tão bonito quanto Cotton Reboot, já que aqui a escolha foi gráficos tridimensionais com um leve efeito em cel-shading para facilitar os momentos de transição de 2D pra 3D em pequenos setores. Mas isso não quer dizer que Cotton Fantasy é feio, longe disso.

Os cenários são uma caixinha de sortidos, já que em uns pontos temos cenários belíssimos, outros cenários são bem meh. Em termos de design de personagens, o acerto é grande, tanto as personagens jogáveis, quanto os inimigos, todos lá estão bem feitos e os chefes são muito bacanas, tendo eles duas formas (dependendo da sua competência, a segunda forma nem aparece).

As cutscenes são charmosas, mas não posso negar que senti que poderíamos ter cutscenes em anime, como em Rainbow Cotton. E a trilha… Amigos, Cotton NUNCA decepcionou no departamento sonoro, mesmo quando o jogo deixava a desejar (Rainbow Cotton, why?), a trilha dele era era boa. E Cotton Fantasy não é a exceção a essa regra.

A trilha não passa de remixes de jogos anteriores da série, originalmente compostas por Kenichi Hirata e remixadas por um talentoso grupo de músicos, Kenichi Arakawa, Keisuke Hayase, Hiroyuki Kawada, Go Sato, Keishi Yonao e TECHNOuchi. E é o tipo de música que você vai querer caçar pra ouvir depois da jogatina, porque são excelentes composições e arranjos, incluindo aí remixes de Psyvariar e Umihara Kawase, é uma trilha pra ninguém botar defeito. Inclusive temos aí músicas de Umihara Kawase que não foram utilizadas no jogo, mas estão no disco oficial do jogo, então mais um motivo pra ouvir a trilha de Cotton Fantasy.

O jogo possui uma belíssima dublagem em japonês, com Nami Miyaki e Kaede Horikawa reprisando os papéis de Cotton e Silk, vindo de Cotton Reboot, assim como Hyosei e Madoka Hiraide reprisaram Appli e Needle. No geral, a equipe de dublagem de Cotton Fantasy fez um trabalho decente com o pouco que lhes foi dado (já que o modo história foca mais em Cotton, Silk e em menor escala, a Tacoot, que tem uma performance bem tomboy feita por Chika Okubo.

Cotton Fantasy
Reprodução: Studio Saizensen, Success, ININ Games

Fãs de shooters, não temam, Cotton Fantasy vale a pena

A espera por Cotton Fantasy valeu a pena? A resposta curta: Sim. A resposta mais ou menos longa, já que a longa é composta deste texto: Trazendo uma revisão das mecânicas dos dois primeiros jogos da série, com adições vindas de outros jogos, e um excelente fator replay, Cotton Fantasy é uma bela pedida para quem curte os jogos de navinha. Minhas reclamações ficam por parte do fator que Cotton Reboot é mais bonito, e que não temos etapas reais em Rail Shooter, mas pelo menos os bônus me dão esperança de um futuro jogo neste estilo.

Vários personagens e fases extras dão longevidade a um jogo que coloca novamente a franquia Cotton no mapa com um jogo inédito, e me deixa animado com o futuro da série.

Cotton Fantasy está disponível para PlayStation 4 e Nintendo Switch, com uma versão para PC a ser lançada posteriormente.


Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela  ININ Games.

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Quest for Infamy | A Jornada de um anti-herói https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/03/16/quest-for-infamy-a-jornada-de-um-anti-heroi/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/03/16/quest-for-infamy-a-jornada-de-um-anti-heroi/#respond Wed, 16 Mar 2022 23:21:28 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10367 Eu não acho que os point’n clicks estejam morrendo. Honestamente. Falo isso porque recentemente, um vídeo do canal Triple Jump sobre gêneros que estão morrendo ou faleceram, mencionou point’n clicks. E eu discordo. Talvez eles não estejam mais no mainstream, mas francamente, com a insistência da indústria em jogos que sejam corredores de 60 horas […]

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Eu não acho que os point’n clicks estejam morrendo. Honestamente. Falo isso porque recentemente, um vídeo do canal Triple Jump sobre gêneros que estão morrendo ou faleceram, mencionou point’n clicks. E eu discordo.

Talvez eles não estejam mais no mainstream, mas francamente, com a insistência da indústria em jogos que sejam corredores de 60 horas que seguram na sua mão e a cada cinco minutos te aponta na direção do objetivo, é difícil pra um gênero que faça o jogador PENSAR, chamar a atenção.

Mas ainda que as empresas grandes ignorem os adventures, ainda existem as empresas médias e pequenas que apostam no nicho, como a Daedalic, que possui um bom portfólio do gênero (como a série Deponia, que discutimos no passado aqui no site), e produtores menores que contribuem para que o gênero permaneça vivo, no ano passado tivemos Encodya por exemplo, além de diversos portes de jogos de PC para consoles. E sim, evito falar muito sobre os jogos da Telltale porque honestamente, eles deixaram de ser adventures para serem basicamente filmes interativos, e por mais que eu goste de Tales from Borderlands e Back to the Future, fica difícil colocá-los no mesmo balaio que os antigos Sam & Max ou Quest for Glory.

LEIAM – Chuck Rock II: Son of Chuck | Review

Por quê menciono Quest for Glory, a fantástica série da Sierra, você pergunta? Bem, o jogo da análise de hoje, Quest for Infamy, começou sua jornada sendo um fangame inspirado por Quest for Glory, só que ao invés de você controlar um herói, você seria o cara mal.

Só que Steven Alexander e Shawn Mills, perceberam que se você fosse um cara malvado que simplesmente chegasse nos vilarejos matando todo mundo, não teria necessariamente uma história pra contar. Então ao invés de fazer Roehn, o protagonista, ser um vilão, o transformaram num anti-herói, um cara que as vezes tá no lado errado da lei, geralmente pensa mais em si mesmo, mas que no fundo não é necessariamente um mal sujeito. Tipo o Han Solo.

Após recrutarem uma equipe, intitulada Infamous Quests, em 2012, um Kickstarter foi lançado com sucesso, para em 2014, o jogo sair no Steam. Oito anos depois, o jogo chega aos consoles.

Será que ele vale o seu tempo?

Quest for Infamy
Reprodução/ Ratalaika -Infamous Quests

Cultistas, delegados corruptos e um artefato amaldiçoado

Você está no papel de Roehm, um bon vivant que acaba “preso” no vale de Krasna quando uma aventura romântica dá MUITO errado. Lá, numa cidadezinha, ele tem que encontrar um meio de sobreviver e acaba se envolvendo em muitas tretas ao longo do caminho, incluindo um Culto, um delegado babaca pra caramba e um artefato chamado Olho de Jaagar.

No fim das contas, mesmo não sendo a pessoa moralmente correta para a missão, acaba sendo ele quem salva o dia, a sua própria maneira… Com direito a muitas piadas. Em termos de narrativa, Quest for Infamy é misto, já que em um lado, temos boas sacadas, mas ao mesmo tempo, algumas piadas geram zero resposta de mim.

Quest for Infamy
Reprodução/ Ratalaika -Infamous Quests

Um jogo de escopo enorme

Quest for Infamy traz influências enormes de Quest for Glory, o que não é incomum, já que a série da Sierra foi a principal fonte de inspiração, e não somente isso, mas junto com o remake (gratuito) de Quest for Glory 2: Trial by Fire (que você pode baixar aqui) e Heroine’s Quest: The Herald of Ragnarok, Quest for Infamy foi um dos poucos projetos nascidos nos fóruns da Tierra (um grupo de fãs que hoje atende pelo nome de AGD Interactive) que saiu da fase de conceito e se tornou um jogo completo.

O jogo tem toda a pegada de um point’n click, colete itens, vá de um ponto ao outro, resolva certos enigmas com soluções que só fazem sentido no mundo do jogo (arrancar os dentes de ferro de uma criatura, distrair o ferreiro com uma caneca de vidro arremessada ao longe e então usar a forja pra derreter esse ferro é um dos exemplos), e tudo que esperaríamos do gênero, mas… Quest for Infamy também é um RPG, com um twist. Após alguns dos eventos iniciais do jogo, você poderá escolher um mentor que irá definir a sua classe.

A classe que você escolhe (bandido, feiticeiro ou ladino) define o tipo de habilidades que você vai poder usar e algumas das quests que você irá realizar. E obviamente, como RPG, combates irão acontecer e eles são simples, e explicados. No menu de combate você vai poder escolher o tipo de ataque (stab, hack e slash), defender ou utilizar um item. Seus ataques tem porcentagens de acerto, e conforme você as usa, eles vão melhorando. Itens podem ser usados pra cura e magias podem ser usadas pelo feiticeiro, se você tiver os ingredientes para realizar a magia.

Apesar da aventura ser relativamente linear, o mundo de Quest for Infamy é ENORME e não é difícil ficar perdido, então não se acanhe se precisar de um detonado, esse é um daqueles jogos que você pode precisar.

Mas, apesar das múltiplas escolhas em diálogo e múltiplas classes, no fim das contas o resultado é linear e muitas das suas escolhas só alteram os diálogos, e não o resultado final da sua aventura. Mas como eu disse, as influências de Quest for Glory são latentes, e conforme se avança no jogo, percebe-se coisas aqui e ali, de determinados trechos da série.

Reprodução/ Ratalaika -Infamous Quests

O narrador é a melhor parte do jogo

Graficamente, para um point and click na pegada retrô, Quest for Infamy é tão bonito quanto poderia ser nos personagens in-game. Em combate, os sprites são mais detalhados e decentemente animados. E os cenários… Bem, os cenários do jogo são maravilhosos, muito mais bonitos do que Sumatra: The Fate of Yandi e Trails and Traces: The Tomb of Thomas Tew, outros adventures em pixel art que analisamos.

Os retratos dos personagens em diálogos são uma caixinha de sortidos, porque por um lado temos personagens retratados de maneira mais pixelada, como se saídos de um quadrinho, outros retratos ficaram mais foto-realistas, não sei dizer se ruim ou diferente, mas o contraste chega a me incomodar um pouco.

Vou ser honesto, eu não prestei tanta atenção na música. Sério. Mas por outro lado, a dublagem… Bem, varia de personagem pra personagem, mas a maioria cumpre bem seu papel, entregando as falas dependendo do tipo de personagem que é.

E o destaque da dublagem, certamente é o narrador, especialmente porque ele sempre tem um comentário quando você clica pra interagir com algo que não dá pra interagir, não daquela maneira. Como quando você tenta falar com o chão, ou toca a si mesmo (com a opção pra pegar itens, que fique claro);

Reprodução/ Ratalaika -Infamous Quests

Uma grande aventura sólida

Se você é um daqueles velhos que curtia a série Quest for Glory, então a compra de Quest for Infamy é uma boa pedida, o mesmo vale para quem curte os point’n clicks mais antigos. O humor pode não ser para todos, mas não se nega que é um jogo sólido. Só queria que fosse menos gigantesco no universo, porque é muito fácil se perder.

Quest for Infamy está disponível para PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch, Xbox One e Xbox Series X | S, além da versão original de PC. 

Créditos extras ao Hardcore Gaming 101 pelas informações sobre a produção do jogo.


Esta análise foi feita no PlayStation 4 com uma cópia digital do game gentilmente cedida pela Ratalaika Games.

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Moto Roader MC | Corrida caótica simplista https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/03/11/moto-roader-mc-corrida-caotica-simplista/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/03/11/moto-roader-mc-corrida-caotica-simplista/#respond Fri, 11 Mar 2022 23:59:47 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10293 A parceria da Ratalaika Games com a Extreme e a Shinyuden (que detém os direitos dos jogos da Masaya) pra trazer títulos antigos aos consoles modernos tem até que dado certo. Apesar de não ser a primeira vez que a Ratalaika tenha trabalhado com títulos retrô (Eles trabalharam com a ININ no Turrican Flashback, e […]

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A parceria da Ratalaika Games com a Extreme e a Shinyuden (que detém os direitos dos jogos da Masaya) pra trazer títulos antigos aos consoles modernos tem até que dado certo.

Apesar de não ser a primeira vez que a Ratalaika tenha trabalhado com títulos retrô (Eles trabalharam com a ININ no Turrican Flashback, e posteriormente nos relançamentos de Panorama Cotton e Cotton 100%), Gleylancer deu início aos lançamentos da própria empresa nesse nicho.

E ainda que algumas pessoas possam questionar os lançamentos, com a emulação a dois cliques, eu prefiro que sejam lançados, pela conveniência de ter o jogo acessível numa plataforma que eu realmente uso pra jogar, ao contrário do PC. Por mais que eu possa jogar Mega Man no emulador, ter do Mega Man 1 ao 11 pra jogar no meu PS4 tranquilamente é de uma satisfação ímpar.

E após Gynoug, a questão que ficou no ar era: Qual o próximo título da Masaya que a Ratalaika vai trazer aos consoles modernos? Assault Suits Valken? Target Earth? Shubibiman?

A Ratalaika piraria e lançaria Chô Aniki? A resposta é, não.

O terceiro título da Masaya que está disponível para os consoles modernos é Moto Roader MC.

Aos que disseram: “Caramba! Adoro esse jogo!”, por favor, parem de mentir. E aos que se perguntaram: “Que caralhos de jogo é esse?” Leiam a nossa análise a seguir.

Reprodução: Ratalaika Games/Masaya/Shinyuden

Nada mais justo que o terceiro jogo da Masaya a ser lançado, é o terceiro em algo

Moto Roader MC é o terceiro jogo da série Moto Roader, que foi lançada pela Masaya para o PC Engine.

A série traz corridas futuristas com visão aérea e um completo caos, sendo possível até cinco pessoas jogarem num PC Engine só (O que convenhamos, em 1989, quando o primeiro jogo da série foi lançado, era algo a se destacar).

LEIAM – Sifu | Deliciosamente difícil – Análise

E da série, o único que foi lançado para o Turbografx-16, inclusive estando na line-up de jogos do PC-Engine Mini, foi o primeiro jogo, que foi relançado também nos Virtual Consoles do Wii e Wii U. Mas e o terceiro jogo, você se pergunta? Como ele é?

Calma, cocada, tava dando um pequeno resumo.

Moto Roader MC
Reprodução: Ratalaika Games/Masaya/Shinyuden

Uma completa reformulação da série, mas será que isso foi bom?

Tirar um elefante do caminho aqui, infelizmente a versão lançada do jogo possui suporte apenas para quatro jogadores, o carro amarelo sempre será controlado pela CPU. Não sei se isso era limitação do jogo original ou veio com a emulação, mas é bom avisar.

Olhando os dois Moto Roader anteriores, há uma completa mudança na pegada da série. Ainda temos o caos completo nas pistas, não me entenda mal, mas Moto Roader MC é totalmente diferente de seus antecessores. Antes, havia uma pegada parecida com Road Fighter, e agora parece mais o Super Off-Road, com a pista inteira na tela, e com isso, obviamente uma mudança na jogabilidade.

Não apenas isso, mas foi embora toda a customização e compra de peças dos dois jogos anteriores. Nem mesmo os veículos explodem, então não há o perigo de não terminar a corrida por ter sido explodido.

LEIAM – Review – Arco de Liberl (The Legend of Heroes: Trails in the Sky, SC e The 3rd)

A jogabilidade é simples. Você tem um botão de aceleração, um de freio e dois botões pra disparar os mísseis, um para atirar para frente e outro pra deixar um presentinho para seus adversários.

Claro, que os adversários possuem os mesmos ataques, logo, as corridas tem potencial pra dar um caos absurdo. Existem dois tipos de dirigibilidade, uma que a esquerda e direita depende da direção que o carro aponta, e outra que a curva é para a direção que a curva faz (e deixa difícil fazer pequenos ajustes).

As 25 pistas são divididas em cinco copas, com traçados e gimmicks diferentes, que dão um pouco de variedade ao jogo. Claro, que jogar com os amigos é a recomendação, porque não há um incentivo muito grande para ir solo.

E existe o modo Omake, que consiste de três campos diferentes onde basicamente temos que fazer gols na meta adversária, sendo em partidas para dois jogadores. Novamente, sem incentivo ao single player.

Em termos de pacote, o jogo segue a mesma pegada dos outros relançamentos da Ratalaika, você conta com filtros de tela, save states, função de rebobinar, etc. A emulação é competente o suficiente para você não se sentir prejudicado por emulação cagada. Não sei vocês, mas viria bem a calhar umas bordinhas para poder colocar dos lados, acrescenta muito ao produto final.

Moto Roader MC
Reprodução: Ratalaika Games/Masaya/Shinyuden

Carrinhos pequenos, e trilha sonora boa

Sei que é injusto comparar, mas a verdade é que ainda que tenhamos cenários bonitos, na medida do possível pro hardware do PC Engine, a questão dos carrinhos pequenos e a pista pequena faz com que Moto Roader MC seja inferior aos seus antecessores.

Como dito na seção anterior, os cenários possuem gimmicks variadas, e isso se reflete nos detalhes das pistas, como uma vaca pastando numa pista rural por exemplo.

Existem algumas ilustrações acompanhando o jogo, e elas são até que bonitinhas, mas seria legal ter esses personagens representando os pilotos do jogo pra dar uma personalidade. Mas isso sou eu, olhando em retrospecto pro material do jogo.

A trilha sonora é competente. Não vai explodir sua cabeça, mas é boa o suficiente pra um catJAM ou dois.

Moto Roader MC
Reprodução: Ratalaika Games/Masaya/Shinyuden

Só compre se for pra jogar com amigos

Se você possui um grupo de amigos pra jogar, Moto Roader MC é uma boa pedida, mesmo sendo um passo atrás em relação aos antecessores (em especial Moto Roader 2, que melhorou em relação ao jogo original), mas não há um grande incentivo pra jogar single player, a não ser que você queira a platina (e mesmo isso só consiste de jogar em todas as pistas do jogo, não necessariamente terminá-las).

Honestamente, espero que o próximo título da Ratalaika do catálogo da Masaya seja algo mais aproveitável para pessoas que só possuem um controle de PS4 e não possuam amigos IRL pra chamar no momento.

Moto Roader MC está disponível para Nintendo Switch, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One e Xbox Series X | S.


Esta análise foi feita no PlayStation 4 com uma cópia digital do game gentilmente cedida pela Ratalaika Games.

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Gynoug | Homens voadores não são anjos https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/11/16/gynoug-homens-voadores-nao-sao-anjos/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/11/16/gynoug-homens-voadores-nao-sao-anjos/#respond Tue, 16 Nov 2021 16:46:15 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=9045 Senta que lá vem historia Algumas semanas atrás eu passei 1 mês inteiro na casa do meu pai. Já não sei oque é morar com ele a mais de 15 anos e a minha sensação foi de me sentir como criança de novo. Sempre lembramos dos momentos quando morávamos no nosso primeiro apartamento, na época […]

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Senta que lá vem historia

Algumas semanas atrás eu passei 1 mês inteiro na casa do meu pai. Já não sei oque é morar com ele a mais de 15 anos e a minha sensação foi de me sentir como criança de novo. Sempre lembramos dos momentos quando morávamos no nosso primeiro apartamento, na época que meu pai ainda gostava de vídeo games.

Eu diria que foi ele quem me influenciou nesse hobby, sempre me contando sobre a época em que ele passava o dia jogando nas máquinas de fliperama. Uma em especial que ele sempre menciona era uma tal de Columbia, toda vez me dizendo de como o jogo era incrível e que vinha uma nave grandona atirando um milhão de balas, e que ele conseguia travar a máquina passando do limite de pontuação.

LEIAM – Observer: System Redux | Cyberpunk do jeito certo

Eu sempre escutava essa história mas nunca dei muita bola pra saber que tal de Columbia era esse, até passar por esse período na casa dele e resolvi pesquisar mais sobre. O jogo do qual meu pai tanto falava era o tal do Xevious, desenvolvido pela Namco e lançado em 1982 chegando aqui com o outro nome que já mencionei pois imagino que o título original era muito excêntrico pra época e só chamariam por aqui de “Chevious”.

Gynoug

Revivendo o passado

No fim das contas eu baixei o jogo e um emulador, configurei bonitinho e coloquei meu pai pra testar, e talvez eu tenha acendido um pouco daquela gana de jogar nele.

Pra quem não joga nada faz anos foi legal demais ver ele se divertindo e tentando melhorar a cada tentativa. E era meio que isso que fazíamos todo dia, pelo menos em uma parte da manhã e da noite ficávamos tentando bater um o recorde do outro.

Nos primeiros dias tava legal, mas no final do mês eu já estava enlouquecendo. Eu já não sou muito chegado em jogos de navinha (é assim que eu chamo) e Xevious não é o melhor exemplo desse estilo.

Me de algo que não seja só uma repetição por pontuação, me mostre diferentes fases com início meio e fim, Power Ups interessantes e talvez seja o suficiente pra me interessar.

Gynoug

Asas de quem?

Foi assim que Gynoug atendendo essas expectativas, caiu na minha mão como uma luva. Um Shoot’Em Up horizontal feito pelo estúdio japonês Masaya Games (Langrisser, Cho Aniki) lançado em 1991 para Mega Drive, veio para o ocidente com o nome de Wings of Wor e agora está sendo relançado e publicado com o nome original pela Ratalaika Games.

Na real eu não fazia ideia da existência desse jogo, da minha infância a adolescência eu sempre fui o cara da Nintendo e o mais próximo de jogo de “navinha” que jogava era Star Fox 64 (que é um dos meus jogos favoritos da vida) então não cheguei a jogar muitas coisas de Mega Drive que não fosse Sonic ou Columns.

Gynoug

Relançamentos sem muitos floreios

De cara, essa versão de Gynoug vem com quase tudo que você espera de um port de jogo antigo.

Opções de controle, filtro do vídeo, tamanho da tela, save state, possibilidade de ativar cheats e um botão pra rebobinar. Tudo isso te dando a possibilidade de criar sua própria experiência com o jogo, você pode jogar da maneira mais pura, ou selecionar alguns cheats pra facilitar o jogo, ou no meu caso usar e abusar do rewind sempre que estivesse no limiar do game over.

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Isso tudo é muito legal mas eu já queria deixar a minha crítica pra esse e outros relançamentos de jogos antigos, tipo, não custa nada colocar alguns extras como galeria de arte ou até mesmo um manual digital.

Megaman Legacy Collection faz isso muito bem deixando disponíveis várias artes e esboços como bônus, ao invés de só emular um jogo pras novas plataformas, poderiam aproveitar e agregar um pouco mais de conteúdo.

Me dê contexto

Aliás eu tive realmente que procurar mais informações pelas interwebs pra entender o que raios é esse jogo já que não existe nada nele que te dê algum contexto, se não eu só iria escrever que tu controla um anjo atirando bolinhas e matando um monte de monstros bizarros.

Segundo o manual da TecToy, a história de Gynoug se passa em Iccus, planeta dos “homens voadores”. Você controla um deles que se chama Wor, que parte numa jornada para livrar seu planeta de um vírus chamado Destroyer e sua prole.

No caminho para conseguir tal feito você precisa passar pelas 6 fases matando os mais diversos tipos de inimigos que vem pela frente ou por trás. Eu gosto que os bichos são bem variados e cada fase além de sempre variadas uma da outra também te apresentam um sub chefe e um chefe que são bem únicos. Monstros grotescos, alguns misturados com metal e máquinas, é bem da hora.

Atirando com as forças da natureza

E típico desses jogos são os upgrades que você vai coletando conforme avança na fase e vão te ajudar bastante.

Alguns deles são as esferas azuis que aumentam a capacidade de tiros e as vermelhas que aumentam o dano, existem outras esferas que mudam a direção e o quanto os tiros se espalham. Tem também as penas que quanto mais você coleta, mais veloz fica o seu personagem. Felizmente mesmo depois de morrer você não perde essas melhorias por completo, elas só diminuem conforme você vai perdendo as vidas.

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Existem também uma variedade de armas secundárias que o manual traduzido pela Tectoy de Gynoug chama de “Forças mágicas da natureza” UOU! São basicamente itens limitados de ataque e defesa que vão aparecer de acordo com a fase. Eles aparecem na forma de pergaminho e você pode segurar até no máximo 3 deles.

Alguns são mais uteis que os outros, mas oque vale é a variedade. Tem uma que invoca raios na parte superior da tela, outro que atira bolas de fogo pelas diagonais, tem um que invoca uns anjos (ou seriam homens com asa) pra te proteger de projéteis inimigos.

Gynoug

É legal, mas não vale uma pena de asa do Wor

Como jogo de navinha, eu diria que Gynoug não é dos mais difíceis mesmo jogando direito (sem usar os benefícios da emulação). Com prática e sabendo oque vem pela frente da pra zerar tranquilo, mas se você só quer chegar no final e ver monstros com visuais da hora da pra usar e abusar do rewind e mesmo assim se divertir com o jogo.

Pra mim que não tem o hábito de jogar shmups eu diria que ele não é nada de mais além dos visuais dos chefes, o que me deixa curioso de saber por qual motivo decidiram gastar recursos pra relançar esse jogo.

A falta de alguns extras também me faz questionar o porquê que alguém gastaria dinheiro nesse jogo ao invés de só emular no computador que já trás todas as qualidades de vida que já mencionei. É legal trazer jogos antigos a tona mas por favor, pelo menos que deem um bom motivo pra isso!

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Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela Ratalaika Games.

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Heal: Console Edition | Um sonífero em forma de jogo https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/07/09/heal-console-edition-um-sonifero-em-forma-de-jogo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/07/09/heal-console-edition-um-sonifero-em-forma-de-jogo/#respond Fri, 09 Jul 2021 08:00:58 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7834 Vou ser bem honesto, eu nem sei como começar a falar sobre essa análise. Quem lê minha análise sabe, que nos primeiros dois parágrafos, eu sempre abro com alguma bobagem ou contando minha relação com o jogo ou algo relacionado (como no texto da Ninja Gaiden Master Collection, que contei sobre como parte de minha […]

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Vou ser bem honesto, eu nem sei como começar a falar sobre essa análise. Quem lê minha análise sabe, que nos primeiros dois parágrafos, eu sempre abro com alguma bobagem ou contando minha relação com o jogo ou algo relacionado (como no texto da Ninja Gaiden Master Collection, que contei sobre como parte de minha vida acabou cruzando com a série), mas aqui, eu não tenho nada.

Não joguei os jogos anteriores do criador de Heal, Jesse Makkonen (No caso, Distraint e Distraint 2), então não tenho bagagem pra comparar com os mesmos.

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Usualmente é o que acontece quando falo sobre diversos jogos, mas enfim. Uma coisa que eu gosto quando jogo um jogo, é se mesmo que ele não tenha variantes (vai sempre se comportar da mesma maneira, independente de quantas vezes eu vá jogá-lo), ele vai me divertir o suficiente para um dia eu queira voltar ele, seja um dia, um mês ou um ano depois de tê-lo terminado.

Não me importa que a experiência não mude, se ele me divertir ao ponto de que eu queira voltar a ele depois, vai valer a pena.

Heal estava disponível para PC desde o ano passado, e graças a Ratalaika Games, chegou aos consoles em abril deste ano.

Será que ele vale a pena o seu investimento?

Envelhecimento, demência e… Esqueci

A narrativa de Heal é uma experiência fragmentada, não é dado ao jogador muitos detalhes. Tudo o que se sabe, é que o personagem, já idoso, sofre de demência e procura lembrar de coisas do seu passado, com a ajuda de puzzles.

Agora vou ser completamente honesto aqui, e ir meio que na contramão de muita gente. Mas, apesar de ser fã de jogos com foco em narrativa (quando bem feita, ou malfeita, mas propositalmente exagerada), já programei visual novels e consigo viajar de boa na narrativa de jogos point’n click (desde que eu não precise utilizar o touchpad do notebook), eu detesto esses jogos ultra conceituais fragmentados ou inexistentes.

Um exemplo disso é o “The Witness”, que muita gente elogiou e pipipi popopó, eu joguei, zerei e achei um completo porre.

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Não foi pela falta de ação ou mesmo os puzzles que em sua maioria, eram legais. Até mesmo os cenários daquele jogo são bem bonitos. Mas o jogo é totalmente sem graça. O mais divertido do jogo é fazer o puzzle que leva ao easter egg, e tudo que ganhei daquilo é um vídeo que sugere que os puzzles do jogo foram resultado da bebedeira do game designer.

Pra você ver o quanto Heal não tem uma narrativa, eu usei os dois últimos parágrafos pra falar mal de The Witness. Isso é o máximo que você me verá falar sobre aquele jogo… Exceto no texto de meme do fim de ano. Minha lista já tem 112 jogos no momento em que escrevo essa análise.

Puzzles criativos, mas que só fazem sentido pro personagem

Heal

A primeira coisa que fica clara, é que Heal foi feito pra ser jogado com um mouse. Porque absolutamente tudo depende do ponteiro que você controla, desde a movimentação do velho, até as ações dele pra ativar e resolver os quebra-cabeças.

Os quebra-cabeças do jogo são simples, criativos e exigem um pouco de análise e massa cinzenta (o que significa que eu terminei o jogo tropeçando em todas as soluções devido a minha burrice) para serem resolvidos.

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O problema é que como o jogo não oferece nenhuma narrativa compreensível a primeira vista, nenhum daqueles puzzles vai fazer sentido pra mim, somente para o protagonista do jogo.

Tá, eu to clicando aqui e fazendo uma ligação, mas pra quê? Não sei. O jogo tem uma curta duração, levando cerca de uma hora para ser concluído. E a não ser dois troféus específicos que são necessários para a platina e podem ser feitos depois de terminar o jogo, não há razão alguma para retornar ao jogo após sua conclusão.

Um feio bonito, mas depressivo

Heal

Os gráficos de Heal possuem uma paleta de cores meio depressiva, não sendo lá muito animadora. E em termos de cenários e animações, o jogo é bonito, mas o protagonista… Não. Talvez seja eu julgando gente velha? Possível, não nego nem confirmo. Mas, novamente, o visual deprimente do jogo torna a jogatina cansativa.

A parte sonora do jogo é mais atmosférica do que tudo, as poucas músicas são até decentes e utilizadas bem, não tenho lá muitas reclamações, mas não é algo que você vai necessariamente parar pra ouvir…

Pelo preço que é, não vale a pena

Heal

Heal tem puzzles decentes e gráficos relativamente bonitos, mas considerando a questão de tempo jogado x dinheiro gasto, não recomendo a compra. A experiência é, por falta de melhor palavra, cansativa.

Sei que não sou o único que tem essa opinião porque mesmo pessoas que curtiram a série Distraint ficaram desapontadas com este jogo.

E lembra que falei da questão de valor replay? Deixo para citar aqui, Pretty Girls Klondlike Solitaire, jogo de paciência que acabo sempre voltando pra ele porque é divertido e viciante. Heal não tem nada disso.

Heal: Console Edition está disponível para PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series e Switch.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela Ratalaika Games.

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Freddy Spaghetti | I Am Bread do Macarrão https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/07/05/freddy-spaghetti-i-am-bread-do-macarrao/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/07/05/freddy-spaghetti-i-am-bread-do-macarrao/#respond Mon, 05 Jul 2021 08:00:56 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7713 Eu vou ser completamente honesto aqui. Eu não vejo muita graça naqueles jogos meme. Não falo de jogos ruins que eu jogo, tipo Lizard Lady vs. Cats, Fight! (apesar desse ser ruim), ou Super Kids Racing, me refiro aqueles jogos “piada” que infestaram o mercado desde o Goat Simulator. Eles podem dar uma risada ou […]

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Eu vou ser completamente honesto aqui. Eu não vejo muita graça naqueles jogos meme. Não falo de jogos ruins que eu jogo, tipo Lizard Lady vs. Cats, Fight! (apesar desse ser ruim), ou Super Kids Racing, me refiro aqueles jogos “piada” que infestaram o mercado desde o Goat Simulator.

Eles podem dar uma risada ou duas, mas nunca achei graça nesse tipo de jogo. E olha que sou um cu frouxo que ri de qualquer merda, mas não acho a menor graça no Untitled Goose Game, ou os milhares de simuladores meme que infestam o Steam (e devem existir também nos consoles).

LEIAM – Hentai vs Evil | Garota Colegial, Caçadora de Zumbis

Mas esse ano, eu já fiz de várias coisas, terminei quase que uma dezena de point’n clicks, gênero no qual nunca fui o mais esperto, superei um trauma de infância zerando Mega Man 8 e até mesmo passei da marca de 270 seguidores no twitch. (Me siga lá (twitch.tv/mrsancini)! Se eu ainda não tiver morrido de decepção com a E3, estarei fazendo lives todos os dias, a partir das 13:00 e em horários aleatórios)

Logo, depois de fazer essas coisas totalmente não relacionadas, resolvi encarar um jogo do tipo meme. Mas é aquilo, todo mundo já jogou o jogo da cabra, o jogo do ganso, o jogo da abelha, do pão e até mesmo da pedra.

Então resolvi ir por um caminho diferente e me tornar… UM FIAPO DE MACARRÃO!

Seja a pasta

Freddy Spaghetti

A Origem de tudo. No princípio, Deus criou o céu e a Terra. Porém na Terra não havia forma nem vida. Uma grande escuridão cobria o mar, e o espírito de Deus, pairava sobre as águas. Deus então disse: VOU DAR VIDA E CONSCIÊNCIA A UM FIAPO DE MACARRÃO.

Ok, talvez não seja essa a história, mas enfim. Um cientista daqueles que não tem nada pra fazer, (e quando faz, dá merda) fez algo, criou uma máquina capaz de dar consciência a coisas inanimadas. Ele tentou com várias coisas, como seu carro, uma torradeira e o meu pinto, mas sem sucesso em nenhuma delas.

LEIAM – Donuts’ N’ Justice | Tiroteio desbalanceado

Então uma noite, provavelmente depois de assistir a um jogo da Itália, ou ter visitado o Bexiga, em São Paulo, ele resolveu testar com um macarrão, e para surpresa de ninguém além dele mesmo, o fio de macarrão ganhou vida e um nome… Freddy. Você, deve agora viver a vida de Freddy, assistente do cientista e encarar as desventuras de um macarrão com consciência e movimento.

Macarrão multifuncional… Ou algo do tipo.

Freddy Spaghetti

O objetivo do jogo é terminar as cinquenta fases do jogo (na verdade 49), e os controles de Freddy Spaghetti são mega simples. Você utiliza os dois botões de ombro (L1/R1 no PS4, LB/RB no Xbox) aliados com o direcional, para movimentar Freddy. Segurar o botão faz surgir uma barra, que começa a encher e fará os passos de Freddy se tornarem um pulo e cobrirem uma distância maior.

E apesar da maioria das fases ter um objetivo simples (do ponto A ao B), algumas possuem certos obstáculos e outras exigem que o jogador seja rápido feito speedrunner para não ser pego pelos inimigos, seja a polícia, ou pessoas do futuro (onde tudo tem gosto de pasta de dente) que pretendem comer o Freddy…

Algumas etapas do jogo tem um toque de criatividade, outras são cretinas a ponto de serem injustamente difíceis (e nem estão perto das últimas) e ficou claro que o jogo não foi pensado para joypads. Correr da polícia em um dos estágios do futuro foi estressante o suficiente pra deixar metade do meu cabelo branco.

Ele é basicamente como o I Am Bread, mas sem os elementos de complexidade que o jogo supracitado possui, enquanto que no jogo da torrada, você tem obstáculos que interferem na pontuação final, muitos dos obstáculos de Freddy Spaghetti não permitem erros.

Visual nunca foi prioridade em Freddy Spaghetti

Freddy Spaghetti

Como boa parte dos jogos meme, visual não é o ponto forte do jogo, contando com cenários simples e modelos igualmente simplíssimos. E eu posso jurar que os assets da cidade são do mesmo grupo de assets de Hentai Vs. Evil. Apesar deles não serem os mais bonitos, servem pra contar o que o jogo quer contar.

A narração de Freddy Spaghetti é um dos pontos altos do jogo, porque ela realmente dá o tom “dramático” da história do jogo. E a trilha sonora do jogo, tenho certeza que ouvi algumas das músicas presentes em outros jogos, já que conta com algumas músicas royalty free. Mas ao menos não são músicas escolhidas aleatoriamente, mas escolhidas pra mostrar o que a fase quer contar.

Conclusão: Continuo não sendo fã de jogos meme

Se você é fã desses jogos meme, talvez queira dar uma olhada em Freddy Spaghetti, o jogo não é caro. Mas se não curte, provavelmente não irá curtir o jogo, mesmo ele sendo um pouquinho divertido.

A verdade é que eu não sou lá fã do estilo, e Freddy Spaghetti não mudou minha opinião. Ao menos (sendo completamente honesto), foi mais uma platina pra minha conta.

Freddy Spaghetti está disponível para PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series e Nintendo Switch.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela Ratalaika Games.

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Ravensword: Shadowlands | Skyrim de 1,99 https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/06/29/ravensword-shadowlands-skyrim-de-199/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/06/29/ravensword-shadowlands-skyrim-de-199/#respond Tue, 29 Jun 2021 08:00:08 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7755 Diversão: O que te traz diversão quando se está jogando um jogo? Quando a gameplay te agrada, sendo afiada e precisa? Quando a história te prende? Quando (em caso de jogos adultos) os atos deixam você… Enfim, sabe como é. Diversão em jogos é uma parada completamente subjetiva. As vezes, um jogo te traz diversão […]

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Diversão: O que te traz diversão quando se está jogando um jogo? Quando a gameplay te agrada, sendo afiada e precisa? Quando a história te prende? Quando (em caso de jogos adultos) os atos deixam você…

Enfim, sabe como é. Diversão em jogos é uma parada completamente subjetiva.

As vezes, um jogo te traz diversão não pelos motivos que o desenvolvedor deseja, mas pelas razões completamente opostas.

O absurdo de um enredo, bugs que deixam divertido e mecânicas que não saem exatamente como planejadas. E claro, às vezes, quando um jogo explode, muita gente tenta copiar. Lembra que Harry Potter fez isso DUAS VEZES? Uma copiando GTA e uma copiando Gears of War? Pois é.

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E embarcando no massivo sucesso de Elder Scrolls V: Skyrim (assim como seu antecessor surfou nas ondas de Oblivion), a produtora Crescent Moon Games lançou para Android e iOS (depois chegando no PC e Ouya), Ravensword: Shadowlands, sucessor de Ravensword: The Fallen King, de 2009. E agora, em abril de 2021, esse jogo, lançado em 2013 chega as outras plataformas do mercado?

Será que ele vale MESMO a pena?

A história era tão tediosa que eu esqueci

Ravensword

Após a queda de Ravengard, o mundo mergulhou no caos. O Reino de Tyreas estava sozinho contra uma maré de elfos negros invasores. A Ravensword estava perdida e a época sombria começou. Como descendente de uma antiga linhagem de reis, somente você tem o poder de manejar a Ravensword novamente e restaurar o que foi perdido.”

Honestamente… Eu copiei e colei da descrição do jogo, porque a narrativa do jogo é tão ruim que eu devo ter perdido algumas células cerebrais no caminho. É tudo tão desinteressante e mal jogado na sua cara que tudo o que você pode dizer é “o que faço pra terminar esse diálogo logo?”.

O jogo também entrega personagens completamente insípidos. Tudo bem, eu caguei pros personagens de Skyrim porque mal dediquei uma hora da minha vida àquele jogo (ou talvez eu tenha uma hora no steam e não lembre), mas sei que muita gente se afeiçoa a alguns personagens do arrasa quarteirões da Bethesda.

Tem algum jogo aqui? Possivelmente, mas tem muitos bugs antes de eu encontrar

Ravensword

Primeiramente, uma coisa. Eu não consegui terminar o jogo por duas razões. A primeira, é que por alguma razão, toda vez que eu jogava o mesmo por algum tempo, meu PS4 DESLIGAVA no meio da jogatina.

Não sei se isso é um problema do meu PS4 (O Tony chegou a comentar que pode ser), mas depois de parar e analisar o resto das coisas (como minhas jogatinas prolongadas de Biomutant), uma coisa ficou clara: Meu PS4 SÓ DESLIGOU com Ravensword. A segunda razão explicarei mais adiante no review.

Comecemos o jogo pelo começo: O jogo tem um criador de personagens… Que é pavoroso. Não importa que opções você pegar, seu personagem sairá mais feio que bater na mãe com um tamanco infectado por tétano.

Não sei se é possível um tamanco pegar tétano, mas é assim que é. A princípio seguimos um caminho linear até termos um “mundo aberto” com missões a se fazer, mas francamente… Jogando em console você só vai fazer as missões necessárias para conseguir os troféus da platina, pois não há nenhum incentivo para tal.

Há um sistema de moralidade, roube itens e você será visto como um bandido e irá pra cadeia ser pego (há um troféu pra isso), mas fora isso, não influencia em nada. O jogador pode ignorar as sidequest’s e seguir com a história principal que é um porre.

O jogo tem um sistema de upgrades que surpreendentemente funciona e é possivelmente a melhor parte do jogo, você pode aumentar seus status a cada nível, tanto de coisas tangíveis como força, vitalidade, resistência, magia, quanto coisas mais fora da curva, como velocidade a pé, altura dos saltos, e outros detalhes que realmente influenciam no jogo.

Porém, como posso dizer… O jogo foi pessimamente programado. Pra começo de conversa, a segunda razão pela qual eu não terminei o jogo, foi que eu estava em uma das missões da história, para seguir.

Porém um dos itens que eu deveria coletar para essa missão NÃO SPAWNOU, recarreguei e nada, saí do jogo, voltei e nada. O item simplesmente não apareceu, me impossibilitando de avançar no jogo.

Só que esse não foi só um pequeno problema, ele foi basicamente a gota d’água para eu abandonar Ravensword.

Porque… Por onde começo? O combate do jogo. Eu costumo reclamar que em Skyrim, os inimigos tem uma física de queijo, porque seus golpes não tem peso lá. Pois aqui é muito pior, não importa o tipo de arma que você tenha, cada ataque parece levar uma eternidade pra chegar no inimigo. Nem adianta pensar em armas a distância, elas são tão inúteis quanto as armas corpo a corpo.

LEIAM – Review |The Legend of Heroes: Trails of Cold Steel IV

Muitas vezes, alguns inimigos vão te dar um certo trabalho, mas é mais culpa da programação do jogo do que sua. E já que estamos aqui, vamos falar da colisão do jogo… Que é um cocô, como esperado de jogo mal programado na Unity. Em alguns momentos, o jogador não vai conseguir subir diretamente todos os degraus de uma escada. E em alguns pontos, mesmo superfícies inclinadas vão causar o mesmo tipo de problema.

Por outro lado, montanhas parecem ser uma sugestão, já que com um pouquinho de esforço é possível escalá-las com pulos bem calculados (pfft) e do topo do cenário, pular para o vazio infinito, que não é tão infinito já que em algum momento o jogador morre.

Voltando ao meu último ponto sobre o combate, é possível lutar enquanto se está montado num cavalo, e dentre todas as formas de combate, é possivelmente a mais estável.

O que não quer dizer muita coisa, já que o combate é horrível, com ou sem magia. Que existe no jogo, mas fora a magia de golpe físico, outras são para momentos específicos do jogo.

Minha mãe do céu, como isso é feio

Ravensword

Eu não sou nenhuma putinha de gráficos, mas Jesus Cristo de Cascatinha, esse jogo é pavoroso de feio. Sim, é um jogo de 2013, mas data de lançamento não é desculpa para termos modelos que parecem que foram esculpidos pelo Ricky Berwick. Os cenários são simplistas e poderiam ser aceitáveis, se não fosse a quantidade de bugs no resto do jogo.

A trilha sonora é tão memorável quanto os NPC’s sem rosto que aparecem no anime de Nagatoro (assista porque é mó daora), e a dublagem…

Lembra quando falei que escalaram o elenco mais desinteressado do mundo em Black Legend, uns meses atrás? Pois é, Ravensword tem uma dublagem que faz Black Legend ser digno de premio de dublagem, porque se lá era ruim, aqui é umas 28 vezes pior.

Não recomendo

Olha, se não tivesse sido o bug que me impediu de avançar, e as vezes em que o meu PS4 desligou sozinho, eu recomendaria esse jogo em uma promoção, porque ele provoca risadas pelos motivos errados, mas dadas as circunstâncias, não recomendo Ravensword: Shadowlands.

Porque eu estava me divertindo legitimamente com os absurdos do jogo. Mecânicas ruins, gráficos feios, a maior parte dos glitches, eu estava adorando tudo isso, mas infelizmente o jogo me traiu, então não recomendo.

Ravensword: Shadowlands está disponível pra Android, iOS, PC, Ouya, PS4, Xbox One e Switch.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela produtora do jogo.

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Donuts’ N’ Justice | Tiroteio desbalanceado https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/06/27/donuts-n-justice-tiroteio-desbalanceado/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/06/27/donuts-n-justice-tiroteio-desbalanceado/#respond Sun, 27 Jun 2021 08:00:18 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7709 Eu sou um fã declarado de Shoot’ Em Up’s devo ter dito isso, uma, duas ou dez vezes. Porém, minha situação com o gênero no PlayStation 4 não é das melhores porque os jogos do gênero no console estão divididos em três categorias: Ou não são lançados na PSN aqui do Brasil (como muitos jogos […]

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Eu sou um fã declarado de Shoot’ Em Up’s devo ter dito isso, uma, duas ou dez vezes. Porém, minha situação com o gênero no PlayStation 4 não é das melhores porque os jogos do gênero no console estão divididos em três categorias: Ou não são lançados na PSN aqui do Brasil (como muitos jogos que tem na PSN americana, mas não na nossa), ou são muito caros (já viram o preço de Ketsui? Eu não vou pagar 180 reais num shooter), ou usualmente não tem algo que me agrade. O fato é que fora um ou dois jogos, não possuo tanto entretenimento assim do gênero.

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Uma das coisas mais legais dos anos 80 e 90, eram os filmes do gênero Buddy Cop, onde dois policiais que eram o oposto se juntavam e eram um bom misto de comédia e ação. Inspirado por esses filmes, a Fobti Interactive lançou em 2016, o shooter horizontal Donuts’ N’ Justice nos PC’s, e agora, em junho de 2021, através da Ratalaika Games, o jogo ganha um lançamento nos consoles. Será que o jogo vale o seu investimento?

Hora de Limpar as Ruas… DA RAIVA! Não, pera

Donuts' N' Justice

Você escolhe entre Mike Riggs e Nick Gordon, dois policiais que utilizam ternos saídos de Miami Vice e precisam limpar a cidade dos malfeitores.

Bandidos furrecas, ninjas, samurais, punks, sósias do Azaghal estarão em seu caminho, então pegue sua arma, confie em seu treinamento e entregue a JUSTIÇA AMERICANA para manter a cidade.

Obviamente, o roteiro é basicamente inspirado naqueles filmes de policiais, e a única cutscene real do jogo é a do final. Porém, para esse jogo é o mínimo necessário para agir como alguém em São Cosme e Damião e distribuir balas pra todo lado.

Faltou balanceamento na hora de determinar a dificuldade

Donuts' N' Justice

Muitos paradoxos envolvem a jogabilidade de Donuts’ N’ Justice. Por um lado, a estrutura dele lembra um pouco a de certos endless runners, quanto mais longe você for, mais coisas desbloqueia, mas com um pequeno twist: Os inimigos, ao serem mortos podem liberar itens aleatórios, sejam Donuts para recuperar sua energia, coletes a prova de balas, caixas de granadas, power-up’s, armas, dinheiro e emblemas.

O dinheiro é usado para comprar chapéus, que podem ser cosméticos ou terem efeitos práticos, como o do Batman, que permite que um pequeno morcego lhe acompanhe, morcego esse que atira nos inimigos, lhe auxiliando.

Os emblemas desbloqueiam novas armas a cada x emblemas coletados. Só que essas armas são dadas pelas caixas deixadas pelos inimigos e são aleatórias. Algumas armas ajudam, mas não há nenhum incentivo real para você coletá-las.

LEIAM – (Mais) Cinco jogos oldschool com mundo aberto

Eu falei de paradoxos dois parágrafos acima, pois lembra que eu falei dos endless runners de celular? Pois Donuts’ N’ Justice é tudo, menos runners de celular.

Ele é um shooter horizontal com cinco estágios, no qual você deve ir até o fim da fase (uma barra indica seu progresso) e você tem uma quantidade de life pra chegar ao seu objetivo. Só que o jogo é desbalanceado como shooter.

Muitas vezes, o padrão de inimigos e balas parece errático demais e você tem que se preocupar em desviar das balas, matar os inimigos, não matar civis inocentes. Não culpo quem decidir jogar na dificuldade fácil. O jogo ainda vai pegar no seu pé, mas pelo menos os inimigos causarão menos dano.

E novamente, paradoxos, as fases são difíceis pelos inimigos erráticos e coisas caóticas, mas os chefes… São facílimos. Eles possuem basicamente dois padrões de movimento e ataque bastante previsíveis e podem ser abatidos sem problemas. O jogo possui um fator replay ao ter um modo de boss rush e obviamente os chapéus e armas a serem desbloqueados, mas não há um incentivo qualquer para você fazer isso.

O jogo se utiliza de três botões, um botão atira para a direita e outro para esquerda, e um botão arremessa a granada (para o lado em que o jogador fez o último disparo), que pode ser útil em algumas circunstâncias.

Trilha sonora boa, mas eu estou me cansando desse tipo de pixel art

Donuts' N' Justice

Corro o risco de ser odiado pela comunidade de desenvolvedores independentes, mas é algo que preciso tirar do peito.

Esse tipo de pixel-art minimalista está começando a me cansar. Talvez seja o fato de que eu tenho jogado vários jogos com gráficos assim, mas é algo que tem se acumulado ao longo do tempo.

Não me levem a mal, não estou fazendo a crítica pra colocar pra baixo ou algo do tipo, sei o quão é árduo o ciclo de desenvolvimento de um jogo, mesmo eu tendo só trabalhado com Visual Novels e não ter me preocupado com a criação de assets próprios. Eu só queria ver sprites mais detalhados serem a regra e não a exceção na indústria.

Dito isso, os cenários de Donuts’ N’ Justice são belíssimos. Sim, são poucos, basicamente o centro da cidade, Chinatown, o metrô, o porto e uma nave alienígena (Donuts’ N’ Justice poderia ser um brilhante Beat’Em Up com esses cenários, fica a dica, Donuts’ N’ Rage, me chama aí, Sr. Ratalaika).

São poucos, mas são muito bonitos e ricos em detalhes. O trabalho nos sprites, entretanto… Eles são distinguíveis, ainda que minimalistas. Os protagonistas parecem saídos de Miami Vice, e os inimigos são levemente diferenciáveis.

A trilha sonora do jogo é bem legal. As músicas são empolgantes e passam o tom certo da jogatina, ainda que curta. Recomendo darem uma escutada na trilha do jogo, certamente o melhor quesito do jogo.

Entre erros e acertos, é apenas ok.

Donuts' N' Justice

Donuts’ N’ Justice não é ruim. Mas, se você é fã de shooters, certamente tem muitas outras opções melhores no mercado.

O cerne de um bom jogo está lá, porém ele tropeça no balanceamento da dificuldade. Se você encontrar em uma boa promoção, talvez valha a pena. Ele não é caro, só há alternativas melhores.

Donuts’ N’ Justice está disponível para PC, PlayStation 4, PlayStation 5 (Crossbuy), Xbox One, Xbox Series (Com smart delivery) e Nintendo Switch.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela Ratalaika Games.

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