Arquivos Opinião - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/opiniao/ Um pouco de tudo na medida certa Wed, 13 May 2026 20:14:27 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.1 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Opinião - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/opiniao/ 32 32 O Efeito Mixtape: Entre a Nostalgia e a Bolha da Crítica https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/05/13/o-efeito-mixtape-entre-a-nostalgia-e-a-bolha-da-critica/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/05/13/o-efeito-mixtape-entre-a-nostalgia-e-a-bolha-da-critica/#respond Wed, 13 May 2026 12:29:13 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=22080 Sou uma cria dos anos 90. Cresci nessa época e vivi de perto muito do que é abordado no jogo Mixtape. Apesar de não ter nascido nos Estados Unidos, fui muito influenciado pela cultura americana, que é bastante presente no mundo inteiro. O que esse jogo tenta comunicar ressoa com muita gente, e eu entendo […]

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Sou uma cria dos anos 90. Cresci nessa época e vivi de perto muito do que é abordado no jogo Mixtape. Apesar de não ter nascido nos Estados Unidos, fui muito influenciado pela cultura americana, que é bastante presente no mundo inteiro. O que esse jogo tenta comunicar ressoa com muita gente, e eu entendo perfeitamente por que ele seria bem recebido. Mas esse texto não é para falar bem ou mal diretamente de Mixtape. O que eu quero fazer aqui é uma análise do que ele está apresentando, de como a indústria do jornalismo de videogames recebeu esse jogo, principalmente na mídia de língua inglesa, e o que isso quer dizer para as pessoas que só querem jogar videogame. Devemos ou não confiar nesse tipo de análise? E o que ela causa com seu efeito elástico? Um super elogio desmedido acaba criando também um super cancelamento, e eu acredito que a verdade se encontra no meio-termo. Essa é a minha análise da situação, e não somente do jogo.

Mixtape
Reprodução: Annapurna

A história de Mixtape

Sem dar muitos spoilers, o jogo conta a história de um pequeno grupo de adolescentes que quer passar a última noite antes do fim do colégio numa pequena cidade do interior dos Estados Unidos. Um dos personagens planeja ir para Nova York buscar seus sonhos, e o grupo quer aproveitar essa última noite juntos. O jogo gira em torno disso, de pequenas aventuras que levam até a festa em que eles querem participar. Envolve muito essa temática de amadurecimento, o chamado coming-of-age, que foi muito popular nos filmes dos anos 80 dirigidos ou escritos por John Hughes, como Curtindo a Vida Adoidado, A Garota de Rosa Choque e Mulher Nota 1000. Eram filmes sobre a transição da adolescência para a vida adulta, e esse “jogo”, se é que podemos chamá-lo assim, traz exatamente esse tipo de sentimento, acompanhado de uma trilha sonora extensa de músicas populares da época. O problema é que ele não trata nada disso com as características de um videogame. Ele se comporta muito mais como um filme interativo.

Curtindo a Vida Adoidado (1986)

O jogo não quer que você controle o personagem de maneira dinâmica ou através de mecânicas bem trabalhadas. Não existe uma mecânica central. O que você tem são interações simples, como apertar um botão para ligar a luz interna do carro ou controlar um personagem descendo uma ladeira num carrinho de compras. Na prática, são vinhetas interativas. É como aqueles menus de DVD onde você aperta um botão para inflar um balãozinho. Isso, na minha opinião, mal pode ser considerado um jogo. São momentos em que você aperta um botão e, assim como um brinquedo de criança, algo acontece na tela para que você sinta que está participando. O que desfaz completamente qualquer narrativa de interação é que o jogo se joga sozinho em boa parte do tempo. Existem diversos gameplays postados na internet onde a pessoa simplesmente larga o controle e a cena continua normalmente. É uma experiência que não exige interação 100% do tempo. Você não precisa participar se não quiser.

Mixtape
Reprodução: Annapurna

Isso é algo que dá para associar à própria identidade da publisher, a Annapurna. O último grande sucesso deles foi Stray, um jogo também focado em narrativa e atmosfera, mas onde você de fato interagia com o mundo: subia em plataformas, pulava, explorava o cenário, melhorava seu personagem. Isso é um jogo. Mixtape vai na pegada do Walking Simulator, só que é um Walking Simulator muito caro, com uma trilha sonora licenciada que deve conter mais de 27 músicas de bandas dos anos 90 e um estilo visual que lembra bastante o Spider-Verse, com framerate baixo nos personagens de forma proposital. Tudo isso poderia ter sido contado como um filme, ou um curta. Não vejo necessidade de existir como experiência interativa, a não ser pela decisão da Annapurna de publicá-lo como jogo. E o que me surpreende é que a mídia especializada, pessoas pagas para analisar jogos profissionalmente, não parece perceber algo tão simples: esse “jogo” deveria ter sido um filme.

Outras críticas vão além do gameplay e chegam à própria narrativa. Essa temática de amadurecimento já está bastante batida em videogames. O jogo não procura fazer nada de novo. É uma fórmula que se renova a cada década, presente nos anos 80, nos anos 90, em 2010, e continua aqui. Mas é uma nostalgia cercada de falsas impressões, uma ideia um tanto surreal e utópica de como seria esse crescimento. Óbvio que é ficção e pode ser escrita como os criadores quiserem, mas aqui ela é apresentada de maneira esquecível. O humor é totalmente baseado em clichês, e os personagens têm personalidades fracas, reféns de estereótipos.

Mixtape
Reprodução: Annapurna

Por que esse jogo está sendo tão elogiado pela mídia?

Mixtape teria sido até bem recebido, mesmo com pouca interação, se não tivesse sido mundialmente ovacionado com notas absurdas de 10/10 e 9/10. Enquanto isso, outros jogos que saíram no mesmo período, como Pragmata, receberam notas menores mesmo tendo ideias mais originais e mecânicas de gameplay muito superiores. E esse é justamente o motivo pelo qual consumimos videogames: para jogá-los, não para assisti-los como filmes.

A grande questão aqui é a produtora. A Annapurna Interactive foi fundada por Megan Ellison, filha do bilionário Larry Ellison, um dos co-fundadores da Oracle. Mixtape está sendo divulgado como um jogo indie por causa da estética, mas não é indie de forma alguma. É um jogo feito com dinheiro de bilionário, o que justifica a trilha sonora caríssima, as técnicas de animação sofisticadas e o uso de engines que têm custo real. Não é um projeto de baixo orçamento. Fora isso, a Annapurna construiu ao longo dos anos uma relação próxima com jornalistas, principalmente da mídia americana. Isso gera uma desconfiança natural, ainda mais quando se sabe que a empresa distribuiu press kits caros contendo a trilha sonora do jogo e outros mimos. Não estou dizendo que o jogo é mal avaliado por causa dos presentes, mas é difícil negar que esse tipo de coisa torna a crítica tendenciosa.

E tem mais: o jogo funciona como o equivalente nos videogames do que chamamos de Oscar Bait no cinema. Ele tem uma narrativa que trabalha com nostalgia e que foge completamente do padrão. Em um mercado onde um jornalista precisa jogar dois RPGs de 40 horas por semana, pegar uma experiência de 3 horas que é simples e diferente soa como um alívio. Assim como eu fico feliz quando pego uma planilha pequena no trabalho, esse recesso mental já predispõe o jornalista a receber bem o jogo, independente da qualidade. Some a isso os press kits e, ainda, o fato de a narrativa do jogo ter uma tendência progressista claramente alinhada com o pensamento dominante de grande parte das pessoas que trabalham nessa mídia. Isso não é uma crítica, é uma constatação: se o jogo fala a língua de quem o avalia, ele será bem avaliado.

Mixtape
Reprodução: Annapurna

O tal mini-game do beijo de língua

O exemplo que eu gostaria de dar para ilustrar como a narrativa progressista do jogo agrada aos jornalistas é esse mini game. Em determinado momento, os personagens se beijam, provavelmente o primeiro beijo de um deles, e você pode interagir com a língua dos dois num zoom ao estilo Mortal Kombat, sabe aquele raio X que mostra o osso quebrando? É quase isso. A ideia é ser deliberadamente estranho e desconfortável.

Agora faça o exercício: como isso seria recebido se fosse um jogo japonês, com personagens adolescentes tratados de forma cômica, roupas características do estilo anime, talvez um decote maior, e uma cena de beijo interativa semelhante? A mídia cairia matando. Em Mixtape, porque a estética é “artística” e vem da Annapurna, isso é recebido de forma muito mais tranquila.

É consideravelmente tabu colocar adolescentes se beijando de forma interativa em um jogo onde você, provavelmente um adulto com o dobro da idade deles, controla essa interação. Você pode argumentar que o contexto de Mixtape não é sexual, mas nos jogos que uso como contraponto também não é necessariamente sexual. A experiência é a mesma: dois adolescentes se beijando com a participação do jogador. Eu sinceramente não acredito que nenhum dos dois casos seja um problema real. Mas por que um é elogiado e jogos medievais com armaduras femininas mais curtas são friamente criticados? Eu sou a favor de que tudo seja tratado pelo que realmente é, dentro da lei, sem os dois pesos e duas medidas que a crítica profissional adora aplicar.

Reprodução: Annapurna

O que podemos concluir sobre o estado atual do jornalismo de games?

Chego ao fim desse texto com uma sensação de tristeza, porque eu genuinamente adoro ler análises de videogame e acompanhar pessoas que falam sobre o assunto. Tenho criadores que admiro muito, alguns que sigo desde a época das revistas impressas, como a Nintendo World aqui no Brasil. E fico triste que a polaridade política e os vieses ideológicos sejam fatores tão presentes e que influenciem tanto as análises.

Esse jogo poderia ter sido bem recebido sem todo esse marketing forçado. Se as notas não tivessem sido tão infladas, provavelmente não teria gerado tanta reação negativa. Esse é o efeito elástico que mencionei no início. Não quero dizer que é uma obra sem valor; ele tem seu público. Mas é um jogo com pouca interação, uma história batida e uma apresentação honesta de algo financiado com muito dinheiro, vendido como indie.

O que me incomoda de verdade é que os jornalistas são literalmente presenteados com press kits caros, convidados para entrevistas com os produtores, e isso acontece com grandes outlets como a IGN e canais relevantes no YouTube. São seres humanos que encontram um jogo que ecoa muito de suas impressões sobre o mundo e, ao mesmo tempo, são beneficiados por pequenos mimos. Isso deixa a análise tendenciosa. É algo que você não vê, pela natureza do trabalho, no jornalismo investigativo ou policial. Então até que ponto o jornalismo de games deixa de ser jornalismo e se transforma em propaganda, paga ou não? Eu deixo essa reflexão para vocês.

Reprodução: Annapurna

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O problema nunca foi o videogame https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/03/19/o-problema-nunca-foi-o-videogame/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/03/19/o-problema-nunca-foi-o-videogame/#comments Thu, 19 Mar 2026 02:10:24 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=21887 Durante um tempo comecei a pensar sobre a necessidade de comprar um Nintendo Switch 2. Afinal, é um novo lançamento e tem anunciado vários títulos exclusivos que acho interessantes. Eu também tenho um site sobre videogames, então sinto que não posso ficar de fora dessa. Oras, como eu posso viver sem ter um Nintendo Switch […]

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Durante um tempo comecei a pensar sobre a necessidade de comprar um Nintendo Switch 2. Afinal, é um novo lançamento e tem anunciado vários títulos exclusivos que acho interessantes. Eu também tenho um site sobre videogames, então sinto que não posso ficar de fora dessa.

Oras, como eu posso viver sem ter um Nintendo Switch 2 para chamar de meu?

Bem, posso afirmar a vocês que isso é um sintoma da FOMO – o medo de não estar participando de algo. Esse sintoma se tornou ridiculamente comum e podemos vê-lo com frequência pela internet e entre pessoas do nosso convívio. Todos querem ter algo da moda ou que esteja no auge.

LEIAM – Por que meu filho não vai crescer com um pai viciado em Redes Sociais

Enquanto você está aqui comigo, centenas de outras pessoas estão publicando artigos ou produzindo vídeos sobre os novos produtos e o quão imperdíveis eles são. Os argumentos são variados, mas o mais importante é que você não pode ficar de fora, tem que fazer parte do bando.

Eu também tive esse sentimento, aliás, passei por isso em quase todas as gerações de consoles passadas, o que mudou apenas na nona geração. Nessa, pude comprar um Series S e um Nintendo Switch. O sentimento é bom, mas, sendo sincero com vocês, eu não jogo tanto quanto gostaria. Levando em consideração o investimento que cada console demanda, eu deveria estar plenamente satisfeito e dedicado aos jogos que comprei. O que não está acontecendo.

Esse foi também um dos motivos pelos quais me livrei da grande coleção de consoles que possuía. Se cercar de videogames e todo tipo de bugiganga por que motivo? Eu preciso tanto assim ter coisas para me sentir parte de algum grupo na internet?

Refletindo sobre tudo isso, cheguei à conclusão de que não preciso ter todos os consoles da nova geração para ser feliz. Eu preciso valorizar o tempo que tenho livre, por isso devo escolher sabiamente onde quero investi-lo. Dá para dizer que estou cercado de jogos eletrônicos em todos os cantos – no celular, nas contas da Steam e da Epic. Nunca foi tão fácil ter acesso a jogos.

Enquanto muitas pessoas estão alucinadas com os grandes lançamentos que estão por vir, no final de semana me vi começando a jogar Trials of Mana. Um remake belíssimo de um clássico do Super Nintendo. Ou seja, não quero me forçar a falar sobre os lançamentos simplesmente porque existe um algoritmo, mas sim abordar os jogos porque eles me fazem refletir sobre algo – seja sua trilha sonora, sua história ou o seu design.

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Quem acompanha o site há anos conhece a nossa maneira de abordar os jogos, e o meu intuito é focar cada vez mais nisso. Podemos abordar lançamentos quando eles se tornarem disponíveis, mas não são a nossa prioridade. Eu não quero construir um portal de jogos, mas sim ter um espaço onde possa refletir a respeito deles.

Depois de 15 anos escrevendo nesse site, cheguei à conclusão de que estou cansado desse hype exacerbado que as redes sociais geram em cima de qualquer coisa nova – para o bem ou para o mal. No fim do dia, eu só quero relaxar com o que tenho à disposição. E, se um dia eu achar que estou pronto para comprar um Nintendo Switch 2, talvez o faça. Mas, até lá, estou muito bem servido de jogos.

Agora deixa eu voltar para o meu Trials of Mana.

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Spider-Man 2 | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/11/29/spider-man-2-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/11/29/spider-man-2-analise/#respond Wed, 29 Nov 2023 13:26:39 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=15728 Em 2018, a Insomniac nos entregou o que pode ser considerado o melhor jogo do Aranha já feito. A ideia de usar a IP de forma mais significativa, diferentemente dos esforços anteriores da Activision — antiga dona dos direitos do personagem –, tivemos um jogo com investimento digno de um AAA, colocado no mesmo patamar […]

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Em 2018, a Insomniac nos entregou o que pode ser considerado o melhor jogo do Aranha já feito. A ideia de usar a IP de forma mais significativa, diferentemente dos esforços anteriores da Activision — antiga dona dos direitos do personagem –, tivemos um jogo com investimento digno de um AAA, colocado no mesmo patamar que Uncharted, TLOU e God of War.

LEIAM – Spider-Man | Conheçam o melhor jogo do Homem-Aranha

O resultado foi incrível. A movimentação do personagem pela cidade de Nova Iorque era perfeita, a história foi muito bem desenvolvida e graficamente, mesmo no PlayStation 4, o jogo beirava a perfeição.

Com isso, uma continuação era mais do que óbvia, e agora em 2023, ela chega ao PlayStation 5, com melhorias e sim, algumas mudanças negativas.

 

Spider-Man 2
Reprodução: SONY

Mudanças no mapa

O game segue a mesma linha que o anterior. Missões são espalhadas pela cidade de Nova Iorque e o jogador, na maior parte do tempo, tem a possibilidade de explorar livremente a cidade para realizá-las na ordem que quiser.

A cidade agora tem duas ilhas a mais, sendo bem maior e mais densa que no jogo anterior. E por isso, algumas mudanças foram feitas: agora, o Aranha tem asas em seu SUVACO, que permite planar pelos céus, podendo navegar mais diretamente.

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Não se trata de um “voo” propriamente dito, mas funciona como se fosse, já que existem alguns círculos no céu à lá Superman (N64), que funcionam como tubos de vento para acelerar o herói nesses voos com asa.

Além disso, a viagem rápida não funciona mais como antes. Não temos mais as estações de metrô. Agora Peter (e o Miles…) podem teleportar para QUALQUER área do mapa. A transição é bem rápida e imperceptível, mas acredito que a maioria dos jogadores nem vai querer usar isso até o pós-game, pois navegar pela cidade normalmente é bem mais prazeroso.

Spider-Man 2
Reprodução: SONY

Combate

Já o combate está muito similar aos dois jogos anteriores. Inspirado ainda por Batman Arkham Asylum (2009), não há necessidade de travar a mira em inimigos. A luta funciona como um balé, onde indicadores visuais na cabeça dos inimigos mostram basicamente qual ação o jogador deve tomar: se esquiva, pula, ou contra-ataca.

O jogador também tem controle sobre como se aproximar dos inimigos usando as teias, por mais distante que eles estejam. Assim, mesmo em lutas em ambientes muito abertos, a luta nunca fica estagnada.

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Em lutas contra chefes, principalmente no modo Difícil (utilizado nessa análise), as ações do jogador importam muito mais, pois a janela de esquiva é bem menor. O jogo conta com alguns Quick Time Events, e esses que já eram poucos no jogo anterior, agora estão bem mais sutis, não atrapalhando a jogabilidade. As lutas contra chefes, por exemplo, não são finalizadas dessa forma, e isso é um ponto positivo.

Reprodução: SONY

Sobre as habilidades, tanto Peter quanto Miles possuem as mesmas dos últimos dois jogos, e com o tempo eles vão conseguindo armas novas. Miles aprende novas técnicas de choque ao longo do jogo, enquanto Peter usa os poderes do simbionte por boa parte do jogo, no lugar das habilidades antigas do game anterior.

História

Acredito que esse seja o maior pecado do jogo. No último game tivemos a dica de que o Venom desse universo não seria o Eddie Brock e sim o próprio Harry Osborne, que devido a uma doença degenerativa, passou por um tratamento utilizando o simbionte alienígena encontrado pela Oscorp anos atrás.

O tratamento aparentemente deu certo, e Harry voltou à vida de Peter e MJ, já que os três eram muito amigos. Harry quer construir um mundo melhor para todos e precisa da ajuda de Peter, então eles fundam a fundação Emily-May, em homenagem a mãe de Harry e a Tia May, ambas falecidas.

O projeto parece que vai dar certo, porém obviamente o simbionte causa um xabú e escolhe se transferir para um hospedeiro mais forte: Peter. E aí temos uma versão nova do clássico arco do Peter malvadinho por causa da roupa preta.

Spider-Man 2
Reprodução: SONY

Essa parte do jogo é relativamente curta, pois dura umas 3 ou 4 missões de história, mas mostra um Peter mais ignorante e egocêntrico. Nessa parte, o protagonismo da história é transferido para Mary Jane e Miles.

MJ agora trabalha para o Jameson, e está tentando escrever um artigo sobre Kraven, O Caçador, que é a ameaça secundária desse jogo. Ele veio da Europa atrás de uma boa caçada, e depois de atacar e matar praticamente todo o restante do Sexteto Sinistro do jogo anterior — além do Homem de Areia — ele vem atrás do Homem-Aranha original.

A história termina em um tom que — para evitar spoilers — não vou falar, mas pessoalmente não combina com o que um Peter Parker de 25 anos faria.

Miles continua sem graça

Já Miles continua sendo aquele protagonista forçado, onde nenhum vilão parece ter ligação direta com ele. Ele tem uma cena com a Gata Negra, onde ela mesma o trata como um aprendiz café-com-leite, e o resto de sua jornada é basicamente servir de herói reserva enquanto Peter não volta a si. De resto, suas missões são menores, pois seu foco é ajudar a tal “comunidade”.

E essas missões do Miles são tão ruins quanto as histórias do personagem. Sabemos que ele existe até hoje pela representatividade, que juntada com a imagem de 60 anos de Homem-Aranha, gera simpatia e claro, dinheiro pra quem é dona da IP (Disney e Sony, nesse caso).

Porém, isso não se traduz em histórias de qualidade. Aranhaverso 1 e 2 são basicamente shows de luzes muito bem animados, mas que usam do fanservice para cobrir a falta de um roteiro original e que pegue o espectador além das 200 versões do herói presentes.

Em Spider-Man 2, isso não é diferente. Morales é como aquele seu amigo da escola que falava baixo ao redor dos protagonistas da turma; um ator coadjuvante em todas as cenas onde aparece vestido de herói. Já nas cenas à paisana, ele se limita a ser um assistente social, basicamente.

Miles passa todas as missões ouvindo sobre como sua mãe vai arranjar um novo namorado ou fazendo tarefas para seus amigos da escola. Em outro contexto — caso ele não fosse um super-herói ainda — isso seria completamente ok, mas essas missões destoam do tom elevado que o jogo tenta te colocar.

Sem spoilers, mas em dado momento o layout da cidade fica um CAOS, e ainda assim você consegue fazer as missões na escola como se o mundo estivesse normal. É bizarro.

Miles tem potencial pra ter grandes arcos em várias mídias, e confesso que essa versão é a MENOS PIOR de todas, mas seus roteiristas precisam aprender muito com o Super Choque.

Spider-Man 2
Reprodução: SONY

 

Conclusão

Spider-Man 2 é um dos melhores jogos da geração moderna da Sony. A jogabilidade é perfeita, a duração é muito boa, por volta de umas 20 horas caso você queira rushar a campanha e umas 30 para fazer 100%.

O desempenho também está ótimo, com Raytracing obrigatório, mesmo nos modos em 60 FPS.

A dublagem em português entrega muito bem, e Mauro Ramos de volta no papel de JJJ (após sua ausência em Miles Morales) foi muito bem-vinda.
Outra aparição completamente DO NADA é a do ator Rodrigo Lombardi (“Caminho das Índias” e “O Astro”) no papel de Kraven, o caçador. A dublagem original também é ótima, claro.

Recomendação obvia para quem está querendo adquirir um PlayStation 5. Não é um bom ponto de partida para quem quer conhecer o universo do Aranha (principalmente crianças), mas é um ótimo simulador do aracnídeo, com certeza.

 

Nota: 7,8

Spider-Man 2
Reprodução: SONY

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Parágrafo extra: crítica ao tom da narrativa

  • Sinta-se livre para ignorar esse tópico caso você esteja feliz com o que foi falado do jogo até agora, e principalmente, se você gostou do game. Cada pessoa tem sua opinião e tudo bem.

Meu maior problema com esse game é a forma como a narrativa e o ambiente geral do game é construído.
Claramente temos um jogo construído com o pensamento progressista americano, e tudo bem. Temos diversidade em vários pontos da história, como alguns personagens LGBT+ em algumas missões e alguns NPCs que deixam clara sua orientação sexual.

Temos também uma NPC não-binária, que na dublagem americana e latina, foi tratada com pronomes neutros. Na dublagem brasileira, foi optado por deixar tudo ambíguo, sem um artigo antes de seu nome. É válido lembrar que a Academia Brasileira de Letras não tem uma definição oficial para o uso de pronomes neutros, então para todos os efeitos, isso ainda é algo incorreto na língua portuguesa, apesar que a abreviação “Dre.” ainda é usada na legenda.

O que estraga é como isso é utilizado de forma a minimizar outros tipos de pensamentos nesse universo;

Reprodução: SONY

Jameson é como em outras mídias recentes, retratado como conservador burro. Ele é claramente escrito como uma escada óbvia para tratá-lo como imbecil e quem conhece as histórias do Aranha sabe que ele é, acima de tudo, uma pessoa inteligente que age como um antagonista do Aranha em histórias mais antigas. Mas em histórias recentes, até foi casado com a Tia May.

A ausência de POLICIAIS na rua, em favor de bombeiros, é mais uma forma da ala progressista expor sua visão “ACAB” (Todos os Policiais são Babacas, em tradução livre). É como se eles achassem que ter policiais numa cidade fosse algo ruim. Retratá-los como parte boa da sociedade seria algo ruim na visão deles, parece.

Vemos vários NPCs falando sobre seus parceiros de mesmo sexo, mas não vemos nenhuma instância de relacionamento heterossexual, tirando dos protagonistas.

Resumindo: o jogo todo parece ser uma propaganda unilateral, enquanto que eles vendem a ideia de inclusão, mas na realidade parece mais uma tentativa de dizer que não existe espaço para nada além desse progressismo que tentam empurrar goela abaixo em todos os jogos da Sony.

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Esta análise foi feita com uma cópia pessoal do game no PlayStation 5. O game está disponível somente no PlayStation 5.

Spider-Man 2
Reprodução: SONY

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Faz algum tempo que venho escrevendo aos poucos no celular este texto, dentre os breves momentos sozinhos. Que são bem poucos. Mas não é a primeira vez que faço isso, outros textos foram escritos desse modo ao ter alguma ideia que achará interessante.

O motivo é que gosto de produzir conteúdo. Gosto de o fazer quando quero, quando realmente me sinto bem em falar a respeito sobre um determinado jogo ou filme que o tenha visto. O que não aconteceu após eu assistir Homem-Aranha: Sem volta pra Casa, mas fora isso, a sensação de obrigação em entregar algo sempre foi incomoda.

LEIAM – Não importa a plataforma, divirta-se!

Isso fez com que eu me sentisse menos afim de produzir conteúdo, porque não estava jogando nada que me interessava.

Cheguei a cogitar dar um tempo com tudo, até porque o trabalho realmente tem me desgastado muito mentalmente. E quanto aos jogos, nem posso dizer que faltou títulos, pois conto com vários consoles e jogos, então me perguntei?

Reprodução/ Internet

Por que decidimos falar sobre Vídeo Games?

Eu adoro vídeo games e por várias vezes falei sobre como foram muito importantes em minha infância. Porém, enquanto adulto eu percebi que estava buscando reviver um pouco da sensação boa que sentia com os jogos, mas isso não conseguia sentir mais no processo.

Criei um blog, passei a falar sobre jogos velhos, me deparei com pessoas que tinham essa mesma paixão, mas durou pouco. Isso passou. Hoje as coisas mudaram e continuaram sempre mudando, afinal o tempo é implacável com tudo, mas eu quero falar menos e me dedicar mais ao meu filho, até mesmo jogar com ele.

Claramente não deixarei de compartilhar minhas experiências, afinal foi por isso que criei um espaço na internet. E como devem ter notado temos o mais variado tipo de jogo por aqui, e não nos preocupamos em jogar jogos que a massa está hypando.

Simplesmente temos analises de jogos velhos, novos e títulos que certamente o Geovane deve ter se arrependido de ter comprado, mas ele foi lá e o fez, e compartilhou sua experiência conosco.

Mas qual seria a força motora do site, porque continuo falando sobre vídeo games?

Vídeo Games
Foto de Francesco Ungaro no Pexels

Continuaremos!

Graças ao site desenvolvi laços duradouros, alguns poucos amigos e colegas que estão há 10 anos em contato comigo. Ou seja, decidimos falar sobre vídeo games e seus jogos, porque realmente amamos esse hobbie e temos isso em comum.

Não tenho um site popular, de fato, mas assim como o Tony disse recentemente durante uma conversa que tivemos  “fico feliz de produzir conteúdo para os meus amigos, aqueles que importam estão vendo.” ou quase isso, busquei de cabeça a frase. Não poderia concordar mais com ele, pois é basicamente isso que sinto hoje quanto ao site.

Gosto muito quando alguém me procura por e-mail ou mensagens perguntando coisas relacionadas ao site. Isso inspira a continuar. Por isso continuamos o fazendo enquanto temos folego para tal, e agradecemos a todos os amigos, colegas e leitores que tem sido o combustível que nos levou aonde estamos hoje.

São 10 anos produzindo conteúdo da forma mais genuína e sincera possível, e fico feliz de ter amigos ao meu lado contribuindo para isso.

Com isso eu quero apenas dizer: Obrigado, e que 2022 seja um ano muito melhor para todos nós. Que todos nós possamos nos tornar pessoas melhores.


Observação: O texto autoral não reflete a opinião do veículo

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Não, “Avatar de anime” não é um argumento https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/09/15/nao-avatar-de-anime-nao-e-um-argumento/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/09/15/nao-avatar-de-anime-nao-e-um-argumento/#respond Wed, 15 Sep 2021 14:01:58 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=8269 A Internet nos últimos, talvez, dez anos, tem sido um lugar cada vez mais divisivo e agressivo. Se antes, quando você dizia que gostava de X, as pessoas se dividiam entre “Tá, legal” e “quem liga?”, hoje, se você diz que gosta de X, automaticamente vem uma horda te acusar de odiar Y, mesmo que […]

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A Internet nos últimos, talvez, dez anos, tem sido um lugar cada vez mais divisivo e agressivo.

Se antes, quando você dizia que gostava de X, as pessoas se dividiam entre “Tá, legal” e “quem liga?”, hoje, se você diz que gosta de X, automaticamente vem uma horda te acusar de odiar Y, mesmo que você goste ou sequer tenha mencionado Y, vão te acusar disso.

Conforme os anos foram se passando, as pessoas foram ficando cada vez mais agressivas, por motivos cada vez mais esdrúxulos a ponto de amigos de longa data brigarem por terem visões diferentes.

LEIAM – Não importa a plataforma, divirta-se!

E vez ou outra, tanto no Brasil, quanto lá fora, vejo muita gente utilizar a expressão “Avatar de Anime”, com um tom condescendente, desmerecendo o que o outro lado da discussão está falando, e isso é especialmente feito entre pessoas que tem a marca de verificado no Twitter.

Só que esse é um dos modos mais covardes e inescrupulosos de se evitar uma discussão ou mesmo confessar um erro.

Sim, muita gente com avatar de anime fala merda todos os dias, mas estamos na porra da internet, pessoas falam merda vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, este que vos fala incluso. Não, eu não sou um paladino da verdade nem um exemplo da virtude. Sou só um cara comum acima do peso que fala besteiras e tem talento mediano pra fazer algumas coisas. Mas eu nunca clamei ser essas coisas (talvez o peso ou o talento mediano, mas enfim.).

Já bati boca no twitter, em fóruns online, e até mesmo fui parar na delegacia no meu tempo de colégio. Cometi erros que gostaria de não ter feito, perdi (pro tempo) amizades que não gostaria de ter perdido e deixei oportunidades passarem, oportunidades que me arrependo de não ter aproveitado.

Basicamente, sou um humano falho, como todos aqui. Se eu me alonguei falando sobre mim mesmo? É, um pouco, mas o fato é que “Avatar de Anime” não pode ser usado como um argumento para desmerecer uma opinião contrária.

A pessoa podia simplesmente não usar avatar de anime e sim a foto real, certo?”

Avatar de anime

Possivelmente, mas ao mesmo tempo, justificável ela não usar a foto real por uma miríade de razões.

Hoje em dia na Internet, existe pouca privacidade real, se formos honestos. As grandes empresas do ramo tecnológico, de uma forma ou outra, tem seus dados, seja porque você tem um telefone, colocou dados relevantes em redes sociais, aplicativos, etc… e elas vendem seus dados para colocarem ads personalizados para você.

Muita gente prefere não expor a vida real online, por conta de coisas como assédio e doxxing (busca e publicação de informações pessoais da vida da pessoa, feito usualmente com más intenções), que são comuns e utilizados com frequência. Não é incomum muita gente se esconder atrás de um pseudônimo, não para permanecer no anonimato, mas porque sempre vai ter um bocó que vai utilizar os dados reais da pessoa pra contatar o trabalho ou família, com intenções maliciosas (quantas vezes você já viu gente perder o emprego por causa de groselha de twitter?).

Eu mantenho meu nome e sobrenome reais na internet porque primeiro, não tenho um emprego e minha vida online é separada da minha vida particular, e segundo porque é assim que assino meus livros.

Anime/ Jogo/ Whatever é algo que ela gosta

Avatar de anime

A vida real é uma parada cansativa, especialmente depois do inicio da pandemia que assola o mundo desde o começo do ano passado.

Quem aqui já não perdeu um membro da família, ou conhecido, ou amigo por conta do COVID? Com todo esse estresse da realidade, todos precisamos de uma fuga, seja ela anime, jogos, v-tubers, stream, o que quer que seja. (Inclusive essa é uma das razões pelas quais evito falar sobre animes serem analogias a política, já não basta a merda na vida real, agora querem relacionar essa merda ao meu escapismo? VAI TOMAR NO CU, VÉI!).

LEIAM – Máscara Ômega | Uma jornada de Sangue, suor e noites indo dormir 5 da manhã

Muitas vezes, esse escapismo nos apresenta personagens que nos identificamos, eu mesmo me identifico com a V-Tuber Minato Aqua porque ela tem MUITOS problemas de ansiedade e de falar com desconhecidos.

Aí, pra demonstrar essa identificação com alguém que admiramos, acabamos usando algo no avatar de uma rede social. É algo simples, você gosta, se identifica e quer demonstrar pros seus amigos que gosta de algo.

Esse desenho fui eu quem fez / Eu comissionei essa arte

Isso aqui é uma das coisas que eu mesmo já usei. Eu conheço (conheço de falar, não de nome) um punhado de artistas. E boa parte deles acaba por utilizar a própria arte como um avatar (Posso citar o exemplo do SanoBR, que utiliza a Chun-Li desenhada por ele no avatar).

Quer dizer que os argumentos desses artistas seriam inválidos só porque o avatar deles é de “anime”? Isso me parece preguiça de argumentar.

No meu próprio canal do YouTube, eu uso uma arte que comissionei, do meu personagem no F1 2019, e pro avatar do Twitch, do Discord e do Facebook, uso um sprite que eu editei no GIMP.

Novamente, você vai desconsiderar algo que alguém fala, só por causa da foto de perfil? É igual eu chegar e dizer: “Todo mundo que tem perfil verificado no Twitter é um imbecil”.

Não tem cabimento.

Finalizando: Não seja um idiota arrogante

Sei que parece meio óbvio, mas o que quero dizer, é que uma ideia contrária a sua, não é algo relativamente ruim e desqualificar isso baseado no avatar da pessoa é algo que soa extremamente arrogante.

Se todos nós pensássemos de maneira igual, não quero nem pensar no tipo de realidade que seria, mas certamente seria algo muito mais sombrio que o nosso mundo atual.

A ideia desse artigo foi inspirada num artigo de nome semelhante, escrito por Pete Davison, para o site Moe Gamer, mas todo o argumento aqui apresentado é de minha autoria.


Observação: O texto autoral não reflete a opinião do veículo

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Representatividade: Progresso ou Risco? https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/01/18/representatividade-progresso-ou-risco/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/01/18/representatividade-progresso-ou-risco/#respond Fri, 18 Jan 2019 21:38:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/01/18/representatividade-progresso-ou-risco/ Um dos maiores papos que temos hoje em dia em qualquer indústria midiática de hoje em dia, é a tal da representatividade. Mas o que ela é, e o que representa no mundo dos jogos? Bem, vamos em frente porque atrás vem gente. Antes de mais nada, vou logo colocar o ponto principal, antes de […]

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Um dos maiores papos que temos hoje em dia em qualquer indústria midiática de hoje em dia, é a tal da representatividade. Mas o que ela é, e o que representa no mundo dos jogos? Bem, vamos em frente porque atrás vem gente.


Antes de mais nada, vou logo colocar o ponto principal, antes de desenvolver ele. A representatividade clamada de hoje em dia é um perigo, que põe em risco duas coisas nos jogos daqui em diante, e vou explicar exatamente do que se trata.

O primeiro ponto que vou levantar aqui, é que boa parte das pessoas que clamam “representatividade”, “tem que ter isso, aquilo e aquilo outro no seu jogo”, etc e tal, infelizmente não faz parte do público consumidor de jogos. Tudo o que esse tipo de pessoa quer, são tapinhas nos ombros, um “bom trabalho” ouvido de pessoas que pensam igual a ela, mas na real ela caga pra representatividade, jogos ou qualquer outra coisa, o que ela quer é massagear a porra do próprio ego. 


Você provavelmente já deve ter esbarrado nesse tipinho pela internet.




Tendo dito isso, a representatividade forçada coloca em risco a liberdade criativa dos produtores. Um jogo, seja ele qual for, quer contar uma história, por mínima que seja. A não ser que seja um jogo rítmico… Ou tipos específicos de jogo, mas enfim. Na hora de criar um jogo, você cria todo um mundo ao redor daquilo que você quer trabalhar. E quando você é forçado a criar algo pra agradar alguém, aquilo provavelmente vai criar uma rachadura no processo criativo, mínima, mas vai. E de rachadura em rachadura, o produto final não vai parecer nem um pouco com aquilo que foi idealizado no início. E dependendo do jogo, o estrago pode ser irreparável.


Porque, acima de tudo na hora de produzir um jogo, o que deve vir em primeiro lugar é a liberdade criativa. Se ele quer colocar mina de biquíni dilacerando zumbis, vai fundo. Um romance entre dois caras? Vai que é tua, filhão. O que não pode, é a opinião externa podar a criatividade do produtor/roteirista.


E a segunda coisa que a representatividade forçada põe em risco nos jogos… É a própria representatividade. Not kidding. Veja bem, você ter uma gama variada de personagens é bom, quando é feito de maneira orgânica. Quando feito de maneira forçada, tanto no tipo do personagem, quanto na maneira como ele se comporta no mundo do jogo, seja em diálogos e ações, isso deixa o personagem bem… Merda. E quando personagens bostas diversos estragam um jogo, o que isso vai deixar claro na mente dos executivos da companhia? Se isso refletir em vendas, vai passar a mensagem de que diversidade não vende. E logo, as publishers vão ficar com medo de apostar em diversidade, já que não gera lucros.




Então, o que deveria ser feito, é a pergunta que fica? Simples, não exija mundos e fundos de desenvolvedores, existem maneiras melhores de termos representatividade. Basta deixar o produtor exercer a criatividade dele, e se não há aquele personagem com que você se identifica, ponha a mão na massa, crie você mesmo!


Eu não sei como terminar esse artigo, então vou aderir ao momento propaganda sem vergonha e avisar que entre os dias 1 e 6 de março, estarei em São Paulo, participando da Brazilians Against Time, maratona de speedruns que visa arrecadar fundos para a APAE. Em breve darei detalhes dos jogos que estarei correndo, assim como os horários.

PS: O artigo representa a opinião do autor

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O que está acontecendo com a SONY? https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/11/22/o-que-esta-acontecendo-com-sony/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/11/22/o-que-esta-acontecendo-com-sony/#respond Thu, 22 Nov 2018 01:07:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/11/22/o-que-esta-acontecendo-com-sony/ De verdade, eu não queria ter que escrever esse artigo. Sério, mas depois de muito ponderar, disse-me-disse, decidi fazê-lo. Eu sou um defensor da liberdade de expressão. Sim, se você quiser ir no meu Twitter me xingar, ou no meu canal do Twitch, ou nos comentários dos vídeos que posto no YouTube, você tem todo […]

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De verdade, eu não queria ter que escrever esse artigo. Sério, mas depois de muito ponderar, disse-me-disse, decidi fazê-lo. Eu sou um defensor da liberdade de expressão. Sim, se você quiser ir no meu Twitter me xingar, ou no meu canal do Twitch, ou nos comentários dos vídeos que posto no YouTube, você tem todo o direito. Desde que você não me agrida fisicamente, está de boa.

Fazem uns dez anos que consegui comprar meu primeiro console com dinheiro próprio, e de 2008 pra cá, eu comprei cerca de sete consoles, dos quais cinco eram da marca Playstation (dois Playstation 2, um PSP, um PS3 e desde Agosto desse ano, um PS4).

Durante esse tempo, cheguei a conclusão de que a marca Playstation em si me passava confiança, era onde eu podia ter o melhor dos dois mundos, desde os jogos bacanas desenvolvidos no ocidente, até os jogos de nicho feitos por produtoras japonesas. Mas de um tempo pra cá, eu não sei…

Sem rodeios, de uns tempos pra cá, a Sony começou a adotar uma política de censura nos jogos publicados nas plataformas da empresa. Isso começou a ser notado quando a Sony simplesmente VETOU a publicação de Omega Labyrinth Z, um RPG cuja a tradução ocidental pro PS4 e pro Vita estava PRONTA. A razão?

Fanservice porque são menininhas em estilo anime.
Isso aqui é só uma conjectura minha, mas creio que o aumento nas roupas em Dead or Alive 6 também tenha sido coisa da Sony, e a Koei só jogou aquele Jebaited de blá blá blá competitivo pra trollar a mídia SJW e a própria Sony (Porque sabemos que as físicas dos bom bons das lutadoras continua).

Mas seguindo a história, temos desenvolvedores japoneses reportando que a Sony exigiu que os produtores colocassem raios de luz tapando partes do corpo de personagens em uma visual novel. O que é esquisito e ridículo, mas vou falar sobre isso mais pra frente.

O pessoal da XSEED teve de adiar levemente o lançamento ocidental de Senran Kagura Burst Re:Newal, porque a Sony exigiu que fosse removido o Modo Intimacy (onde é possível interagir com as personagens, da maneira pervertida que a franquia é) da versão de PS4 (a versão de PC terá o modo intacto)

A versão de PS4 da visual novel Nekopara foi adiada em quase quatro meses com relação a do Switch, porque a Sony novamente exigiu que o controle do balançar dos peitos das personagens fosse removido, além de adicionarem mais vapor nas cenas de banho.

Recentemente a Idea Factory anunciou as localizações de alguns de seus jogos para o ano que vem, e claro, as versões de PS4 vão passar pela faca da Sony. Não tenha sombra de dúvidas.

E por último (pelo menos até o momento), a Koei recentemente anunciou uma versão turbinada de Dead or Alive Xtreme 3 (Que originalmente era de PS4 e Vita, com uma versão Free to Play pro PC, intutulada Venus Vacation), aliás, jogo esse que não veio pro ocidente por causa da imprensa SJW. Pois é, Dead or Alive Xtreme 3: Scarlet vai passar pela faca da Sony, enquanto que a versão do Switch vai chegar intacta ao mercado.

O que isso tudo tem em comum? Jogos japoneses de nicho com menininhas no estilo anime (no caso de Dead or Alive, belos modelos 3D com corpos lindos) sofrendo censura.

A coisa tá tão feia, que basta abrir um site que não seja dominado por pautas SJWs, e qualquer notícia de jogo japonês sendo localizado, vai ter pelo menos um comentário perguntando: “Como a Sony vai passar a faca nesse jogo?”

Triste ver uma plataforma que era sinônimo de refúgio para os jogos japoneses, se transformar numa máquina de ceifar conteúdo. Eu sei que boa parte desses jogos não vão passar pelo meu console pela simples razão de eu estar desempregado, mas enfim.

Vídeo games deixaram de ser coisa de criança fazem vinte anos, desde a geração PlayStation, onde as produtoras perceberam que os jogadores cresceram, logo eles se sentiram mais livres pra adicionar temas mais direcionados ao público adulto, desde densidade em RPG’s e violência gráfica e todo tipo de coisa. E boa parte dos jogos que citei sendo censurados, tem como público-alvo justamente jovens e adultos. E nenhum deles (incluindo as visual novels) possui conteúdo sexual explícito.

Um adendo: Geralmente, quando se porta, ou cria uma visual novel para consoles, você não coloca cenas de sexo explícito, porque isso fará com que seu jogo ganhe classificação Adult Only (não sei como funciona na PEGI e na CERO), o que fará com que menos lojas coloquem seu jogo a venda, o que diminui MUITO as chances de você ter boas vendas. É por isso que quando visual novels como Kanon, Nekopara ou Deardrops vão para algum console, os produtores fazem delas versões All-Ages, removendo o conteúdo sexual, para atingir um público maior e gerar mais
vendas.

Dito isso, quem a Sony quer proteger com essas censuras? Não podem ser as crianças, já que esses jogos NÃO SÃO PARA CRIANÇAS. “Ah, mas as crianças podem acabar topando com eles na PSN e comprando e blá blá blá”. Se você deixa o controle da sua PSN com algum menor de idade e não aplica nenhum controle parental, sem contar o Cartão de Crédito livre, a culpa é totalmente sua e não dos jogos. E garanto, não são todas as crianças que vão ver aquelas menininhas bonitinhas e vão querer jogar aquele jogo. Muitas vezes são jogos com MUITO TEXTO e criança em geral detesta ler.

A quem a Sony quer AGRADAR com essas censuras? Aí chegamos ao ponto principal desse texto. Recentemente, a indústria e imprensa ocidental de jogos tem sido tomada por justiceiros sociais, gente que faz militância online, alegando lutar por causas nobres, mas que não passam de hipócritas querendo   agradar o próprio ego. Qualquer coisa se torna ofensiva, sexista, machista ou racista. Só que a horda, além de ególatra, é ignorante em relação ao mundo. Porque afinal de contas, fodam-se as meninas que foram condenadas a levar chibatadas no oriente médio por dançarem em um vídeo, o que é machista, sexista e opressor é Dead or Alive, um jogo de luta que tem mulheres bonitas.

Muita gente vem ignorando essas atitudes da Sony, porque “Eu não jogo esses jogos de otaco fedido”, só que essas pessoas não se dão conta, de que quando menos perceberem, isso vai estar afetando os jogos maiores que ela gosta, ou não… Não sei como a Sony reagiria a uma sacola cheia de dinheiro, mas o futuro, do jeito que anda, é medonho. Tenho medo de que em um provável Persona 6, a versão ocidental lime a chance de formar relacionamentos com as personagens, ou mesmo interagir com elas, por conta dos SJWs que vão considerar você falar com uma
pessoa do sexo oposto é assédio.

Mas enfim, encerro por aqui questionando como a Sony chegou a esse ponto e se a situação é reversível. Porque eu sei que jogos já foram censurados no passado, várias coisas mudam de uma região pra outra, mas enquanto que durante muito tempo, a industria ocidental evoluiu, agora parece estar regredindo. E não é graças aos conservadores, mas graças aos supostos progressistas que se ofendem com ficção e ignoram a realidade.

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Toda a Magia dos Posts Antigos | Reflexão https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/11/08/toda-a-magia-dos-posts-antigos/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/11/08/toda-a-magia-dos-posts-antigos/#comments Wed, 08 Nov 2017 14:53:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/11/08/a-magia-dos-posts-antigos/ Nostalgia é um negócio legal, não é mesmo? Existem páginas, jogos, filmes, estética e uma infinidade de coisas hoje em dia que despertam esse sentimento em nós. De uns anos pra cá — acredito que da segunda metade dos anos 2000 — isso se tornou uma constante em praticamente tudo que consumimos: filmes com referências […]

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Nostalgia é um negócio legal, não é mesmo?

Existem páginas, jogos, filmes, estética e uma infinidade de coisas hoje em dia que despertam esse sentimento em nós. De uns anos pra cá — acredito que da segunda metade dos anos 2000 — isso se tornou uma constante em praticamente tudo que consumimos: filmes com referências ou situados em outra época, bandas que tentam resgatar “o espírito” de décadas atrás, jogos que te dão direito a usar roupas ou cenários baseados em suas primeiras versões.

Tudo pra te fazer lembrar da infância ou de épocas já muito distantes da nossa realidade. Mas eu acredito que há um ponto cego aí. Uma área nebulosa no tempo que, tal qual o End of Time de Chrono Trigger, parece se situar fora do tempo, em épocas que não são tão antigas pra nostalgiar e nem tão novas pra ser consideradas passado recente.

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Vish, esse role aqui as pessoas esqueceram no dia seguinte

Quero dizer, você na casa dos 25~30 anos, provavelmente se lembra de ter assistido Homem-Aranha 1 no cinema ou de ter jogado Donkey Kong no Super Nintendo, mas será que sua memória é tão boa pra lembrar o que fazia da vida na época em que saiu Batman Begins, por exemplo?

Digo, com quem você andava, quais comunidades do orkut era mais ativo ou de um passeio legal que fez no verão daquele ano? Não sei a explicação científica pra isso — ou se sequer existe uma — mas é engraçado como certos pontos das nossas vidas ficam perdidos. É lógico que se você não sofre de Alzheimer, muitos pontos-chaves desse período do “limbo temporal” ficam guardados.

Tirando esse ano de 2005 como exemplo, mas que pode ser qualquer um que se encaixe, eu mesmo tenho ligeiras recordações desse período; terminei um namoro nessa época e entrei no Ensino Médio.

Não tem como NÃO lembrar de 2005. Mas todo o resto, todas as miudezas e frivolidades dessa adolescência se perderam como lágrimas na chuva. Não sei se sou só eu, mas é engraçado como justamente essa época do “pós-ginasial” foi meio perdida. Tenho poucas fotos, muito culpa da falta de tecnologia da época, onde se você não tinha um Motorola V3 ou uma Sony Cybershot, os eventos ficavam guardados até todos os envolvidos esquecerem.

Triste, porém natural.

Dia desses eu esbarrei com meu antigo fotolog, onde eu no alto dos meus 16 anos, postava reviews engraçadinhos de jogos (inclusive ele existe até hoje: fotolog.com/silver_horo) e comecei a passar pelos outros flogs de pessoas que eu seguia na época. Logicamente todos eles largaram a mão de postar naquele site — assim como todo mundo — mas lá haviam muitas histórias. Coisas pessoais e fotos de mais de 10 anos atrás.

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Não faço ideia de quem seja esse cara com violão, mas deve ter sido meu professor

Era uma época com certeza mais simples: a internet começava a dar seus primeiros passos largos. Começavam a aparecer pessoas com banda larga, baixar filmes começou a se tornar realidade, a interação com gente que você nem conhecia pessoalmente ficava cada vez mais pessoal graças a webcams de qualidade duvidosa e fotos em incríveis 8 megapixels.

Lembro de conversas com amigos sobre como juntar 1500 reais pra comprar um PS2, o “novo” clipe do Gorillaz (Feel Good Inc.), quais os melhores sites pra se baixar jogos de Gameboy Advance… enfim, eram tempos onde a vida “real” era bem destacada. Não sei se eu era inocente mas a impressão que tenho é que as pessoas eram mais de boa com a vida.

Ninguém perdia tempo discutindo opinião de forma realmente ríspida. Não havia nem sequer o conceito de bloquear alguém. Aliás, foi nessa época que eu fiz grandes amizades e olha que legal: minha atual namorada foi conhecida naquela época! Sem falar nas outras pessoas, que provavelmente já devem estar mais gordas, casadas, com outro tipo de vida, etc, e o mais incrível é que provavelmente nem ELES devem se lembrar daqueles momentos, fotos ou do que escreveram na época.

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Histórias de jogos que foram jogados, rolês que terminaram com um lanche na calçada ou um show que só teve duas fotos borradas do palco como registro, declarações pra namoros que hoje são só uma marca na história de vida deles… enfim, era a vida acontecendo ali!

Pra não dizer que sou stalker, eu mesmo tenho minha cota de lembranças, mas elas estão espalhadas por outros lugares e fotos salvas em computadores antigos que nem estão montados mais. Além disso, existem causos famosos como do Leonam que… “engravidou” seu Dreamcast ou do próprio Reirom, que ficou famosinho entre o pessoal dos videogames em meados de 2000. Sabe, eu gosto muito de, de vez em quando, revisitar certas páginas ou posts que se encaixam nesse “limbo temporal”.

É como entrar num museu totalmente pessoal sobre a minha história ou a de pessoas normais. Nada muito incrível mas completamente interessante.

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Será que essa pessoa lembra desse dia?

Sinceramente, espero que todo esse pessoal esteja feliz agora, vivendo coisas novas e etc, mas tomara que lembrem também daquela época adolescente e desocupada, das jogatinas de PlayStation 1, dos lanches na calçada, do celular de flip que tirava fotos horríveis e dos amigos que sumiram.

Sério, ler essas coisas é a verdadeira nostalgia, e o mais incrível é que você pode talvez estar lendo esse texto num futuro não tão distante, e a data dessa publicação talvez esteja nesse “limbo” da sua vida.

Ai.. viver tem dessas coisas.

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Pokémon Go chegou ao Brasil | O que mudou em nossas vidas? https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/08/07/pokemon-go-chegou-ao-brasil-o-que-mudou/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/08/07/pokemon-go-chegou-ao-brasil-o-que-mudou/#respond Sun, 07 Aug 2016 01:41:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/08/07/pokemon-go-chegou-ao-brasil-o-que-mudou/ Finalmente o Pokémon GO chegou ao Brasil, para a alegria de muitos – E para a tristeza de outros – o jogo está sendo um sucesso absoluto, porém, se você é uma pessoa madura pra cacete, deve ter notado o caos que se instaurou no país. Jovens estão abandonando seus lares e indo caminhar com seus […]

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Finalmente o Pokémon GO chegou ao Brasil, para a alegria de muitos – E para a tristeza de outros – o jogo está sendo um sucesso absoluto, porém, se você é uma pessoa madura pra cacete, deve ter notado o caos que se instaurou no país.

Jovens estão abandonando seus lares e indo caminhar com seus amigos na busca de Pokémons. Milhares de pais trocaram o tempo e família em frente a TV de lado e também estão acompanhando seus filhos na busca pelos bichos virtuais. Há também alguns casos ultrajantes em que é possível ver idosos caminhando ao lado de seus netos, claramente forçados a acompanhar nessa caçada demoníaca.


Minha vida não tem sido a mesma desde então, pois para todos os lados que eu vou minha esposa olha no celular e diz: Homem, aquele monumento histórico é um pokestop. Minha revolta chegou as alturas com tamanha ousadia. 

Como um país sério como o Brasil, deixou inserir monumentos históricos que 90% do tempo são ignorado por adultos, jovens e crianças. Nossos monumentos estão lá  para serem destroçado pelo tempo. Que palhaçada é essa de incluir pontos históricos, as crianças não precisam saber deles ou a história por trás.

TO REVOLTADO!

Nós precisamos de empregos e não bichinhos virtuais. Claro, eu poderia enviar um email com meu curriculum em anexo a Niantic e pedir emprego, mas foda-se, o fato é que a alegria dessa povo me incomoda. Claro, eu também poderia tá criando uma conta LinkedIn ou me cadastrar em sites de vagas, mas dai você não daria atenção alguma a minha pessoa.

Não consigo aceitar essa alienação que esse aplicativo desenvolvido pelo cão vem causando no povo. O FBI tá pegando os dados do povo e tirando foto dos tijolos que nos usamos para sustentar a cama. Há uma grande probabilidade do Estados Unidos invadir o ´país com essas informações. Imagine, quase posso ouvi-los rindo das minhas paredes sem reboco e minhas fotos no iPhone.

Bem, não sei quanto a vocês, mas venho combatendo esse mal através do Facebook e Twitter. To a todo momento compartilhando imagens para debochar e mostrar o quão errado, pecaminoso e perigoso é esse Pokémon GO.

Nós pessoas adultas, trabalhadoras e desempregadas devemos nos unir e tentar combater esse mal, pois disso nada de bom pode surgir.


Falando sério agora, é muito fácil criticar a felicidade alheia. Eu sou um tremendo babaca na grande maioria das vezes, porque simplesmente não consigo gostar do que a massa geralmente gosta, mas com a idade você aprende que o seu gosto nem sempre serve de opinião para o próximo, então não existe razões para ser um babaca.

Há muitas pessoas criticando e se incomodando com quem está jogando, o que ao meu ver é estupido. Pode ser que dentro de poucos meses o jogo caia no esquecimento ou não, e isso sequer vai mudar a realidade dessas pessoas. Enquanto reclamam, mal sabem que outras pessoas estão sendo beneficiadas desse joguinho simples.

Claro, eu não acho legal um monte de gente invadindo pistas e andando entre carros, como em um vídeo que circulou pela internet e que aconteceu em Portugal. Mas não dá pra generalizar achando que todos são mongol. Muitas crianças doentes estão se beneficiando, se divertindo ao invés de ficarem acamados e deprimidas.

Enquanto você tá ai reclamando e cheio de mimimimi, vai lá fora, respire e passe a cuidar da sua vida.

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O Youtube Br e seu lixo que só cresce https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/04/21/youtube-br-onde-o-cancer-so-cresce/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/04/21/youtube-br-onde-o-cancer-so-cresce/#comments Thu, 21 Apr 2016 14:50:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/04/21/youtube-br-onde-o-cancer-so-cresce/ Hoje temos uma certeza, a que as redes sociais se tornaram capaz de mudarem o rumo da vida de qualquer um da noite para o dia, seja de uma forma boa ou muito ruim. Os YouTubers são algumas dessas provas, visto que uma grande parcela dessas pessoas seriam improváveis de conseguir qualquer tipo de atenção no mundo […]

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Hoje temos uma certeza, a que as redes sociais se tornaram capaz de mudarem o rumo da vida de qualquer um da noite para o dia, seja de uma forma boa ou muito ruim.

Os YouTubers são algumas dessas provas, visto que uma grande parcela dessas pessoas seriam improváveis de conseguir qualquer tipo de atenção no mundo real (pelo menos sem tirar a roupa), mas que por alguma razão sombria se tornaram celebridades, formadores de opinião, cientistas políticos e bastiões da verdade.

Pelo menos para mim, sempre que alguém me apresenta algum vídeo desses GRANDES formadores de opinião,  eu sofro um mini-AVC. Na grande maioria das vezes o conteúdo é questionável e te causa aquela vontade de ir ao canal expor sua opinião, apontar os pontos que não concorda daquele vídeo de 20 minutos que provavelmente adubaria uns 70 hm².

“Ah! mas ocê se acha o bonzão memo, seu gordo babaca, invejoso, escroto, pobre e mimimi”

Ninguém gosta de ser questionado, eu entendo, mas aceitar opiniões contrárias (o que não significa necessariamente concordar) é uma maneira de aperfeiçoar e aprender a ouvir. Estamos em constante aprendizado, nossas opiniões tendem a mudar com a idade, o tempo e até mesmo com outras opiniões melhores embasadas, porém, muito dos autores desse tipo de conteúdo optam por ignorarem essa máxima.

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O fato de ter uma legião de idiotas fanboys dizendo o tempo todo o que você é um milagre de Chessus e que seu conhecimento é infindável – resumindo, ficam lambendo o saco dos caras – acaba por cegá-los.

Eu assisti uma vídeo resposta em que o cara simplesmente ficou 10 minutos fazendo chacota e dizendo o quão ignorante sicrano era por discordar da proposta do vídeo do autor. Dai você para e pensa: Esse corno tem 2 milhões de seguidores e faz umas bostas dessas pra tentar ser engraçado e desmerecer o outro, que realmente sabe do que está falando. Claro, sempre contando com a legião de fã retardado aplaudindo.

Até entendo que muitas das vezes nos identificamos com a opinião alheia,  mas isso não quer dizer que você deva engolir toda a merda que esses idiotas despejam em suas gargantas sem pensar. É preciso analisar até que ponto aquilo é coerente ou que pelo menos possa servir pra você limpar a bunda.

Bem, não dá para esperar muito dessa geração em estado de emburrecimento coletivo.

O que menos temos é conteúdo de qualidade ou que possa agregar algum tipo de conhecimento, seja na TV aberta ou aqui na internet. E não estou dizendo que não existe conteúdo bom, pois eu sei que há coisas muito boas por ai, mas são poucos os que realmente oferecem conteúdo de qualidade em jogos, ciência ou qualquer outra coisa e estejam no topo do YT.

Quer uma prova?

Esse é o alto no YouTube

“Ah! mas são vídeos para divertir, não devemos levar nada tão a sério, blá, blá, blá”

Não estou dizendo o contrário, mas considerar um imbecil que faz gameplays de Minecraft e vídeo cortando placa do YT como humorista só o torna um retardado.

Sabe, eu acompanhei um maluco no Twitter por alguns anos, mas vira e mexe eu deixava de segui-lo naquela rede social, pois o cara é um tremendo babaca 90% do tempo, alias, o citado é do tipo que adora ter o ego masturbado por seus fãs e acredita que suas respostas estão sempre correta e qualquer um que não concorde com sua opinião é devidamente bloqueado.

Agora você pega esse babaca que faz vídeos de gameplay de Minecraft (que não é um jogo ruim) com 2 milhões de seguidores e faz um comparativo com outros canais de qualidade.

LEIAM – Não Deixe para Depois o que você pode fazer agora (2008) Rita Emmett

Ficará explicito o quão degradante o YouTube Br esta se tornando. E o que estou dizendo vale até mesmo para seus representantes políticos nas redes sociais. Lá as pessoas se deixam levar pela conversa fiada de cantores, políticos, jornalistas e os citados YouTubers. Aquilo vem se tornando um campo de batalha onde um quer cutucar o outro e a imparcialidade anda escassa.

É preciso analisar tudo de uma maneira cética – Incluindo ao meu texto – pois, não é porque do nada aparece alguém dizendo em vídeo ou escrevendo algo que se assemelhe a maneira como você pensa que tudo o que for dito por esse ser deve ser encarado como relevante e uma verdade absoluta.

Estamos diante de uma quantidade gigantesca de bosta no mainstream do YouTube e redes sociais e de quem será a culpa?


Observação: O texto autoral não reflete a opinião do veículo

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