Enfim a internet está se tornando um local cada vez mais seguro e harmonioso, cheio de igualdade.

O meu mais sincero obrigado aos Justiceiros Sociais e seu infinito esforço na patrulha pelas redes sociais, onde sempre estão confrontando a elite opressora burguesa branca capitalista satânica da família tradicional.

LEIAM – O que eu joguei em 2016

O que seria de mim, gordo branco porteiro opressor machista e com uma divida histórica maior que o valor do meu carro que precisei parcelar em 60 vezes. Sim, não seria NADA sem eles.

Por conta desse excelente trabalho, algumas noites atrás, fui pego de surpresa e até perdi o sono ao descobrir que a nova personagem brasileira, Laura Matsuda, de Street Fighter V, ganhou novos trajes e pasmem: Unicamente para propagar a objetificação do corpo feminino.

Laura Matsuda

Eu fiquei boquiaberto, não podia acreditar na ousadia da Capcom. Cai de joelhos em frente ao PC enquanto as lagrimas brotavam de meus olhos. Consternado, eu socava o chão e urrava: POR QUE CAPCOM! VOCÊ JÁ MATOU O MEGA MAN E AGORA ISSO! PORQUEEE! NÃO PODE! NÃO GOSTO!

Depois de uma xícara de café bem forte e  um textão quilométrico no Facebook – Maldito Twitter opressor que permite 250 apenas caracteres. Eu fui pensar um pouco mais sobre essa essa falha permitida pela Capcom.

Afinal, uma mulher real do mundo real não é desse jeito, ela sequer conseguiria lutar com uns seios desse tamanho. Fisicamente impossível.  Mesmo que Hadoukens não existam e o jogo não se prenda a física do mundo real ou a crua e machista realidade que todas as mulheres reais vivem.

Eu estou correto em todas as minhas afirmações bando de onanistas. Esse jogo é um desrespeito total a mulher brasileira ou qualquer outra que não possua o corpo perfeito e padrão, blá, blá, blá, pois faz dela apenas um objeto de prazer visual aos homis.

Laura Matsuda
Essa Laura está politicamente correta!

Como podem ter percebido esse monte de bobagem que escrevi acima é a mesma coisa que milhares de outras pessoas costumam replicar todos os dias, o famoso: Problematizar.

Buscam tentar adequar o mundo. Ser militante social vem se tornando comum, e qualquer um que vá contra essa forma de pensar, logo será rotulado de escroto racistas, machista e etc…

Nem mesmo as mulheres que se opõem a esses ataques histéricos são perdoadas. É sempre “Ou está conosco ou está com o inimigo“.

É um tanto curioso ver o quão enraizado é a hipocrisia no depoimentos desses tais justiceiros, que não medem esforços em oprimir o oprimido, sempre esse não está ao seu lado.

Como podem ter notado eu não consigo compactuar com esse discurso, não pelos motivos corretos, pois quem normalmente o usa com frequência, na real, não luta por nada. Não conversa com quem precisa entender a mensagem, apenas ficam repetindo pra si mesmo e os colegas da mesma bolha.

No fim do dia, esses buscam apenas melhor engajamento nas redes sociais, querem ser “importantes” na internet.

Laura Matsuda

Focando em Street Fighter, todos sabemos que ele é famoso pelos personagens exagerados e suas mulheres de curvas sensuais. Com Chun – Li sendo uma das mais famosas e representantes desse modelo de mulher na franquia.

Obviamente que os homens também são todos sarados e com um corpo que eu jamais alcançarei nessa vida ou em outras três, mais pelo motivo que não gosto de me exercitar. Se eu criar vergonha na cara e ir atrás posso ficar saradão, só que é tão mais fácil só reclamar, né?

O Ryu ganhou uma opção de roupa que os músculos e barba cerrada levou uma parte da mulheres e rapazes ao delírio, mas não rolou choro. Por que só com a Laura Matsuda foi diferente, hein?

Laura Matsuda
Capcom, isso não pode! Sou gordo e não quero malhar. É errado criar um homem gostoso e sarado desse!

As mulheres hoje em dia utilizam roupas curtas, decotes e nós brasileiros estamos habituados a isso no dia-a-dia. E agora por causa de uma personagem irreal grupos específicos começam a querer ditar regras de como determinados estúdios devem produzir?

A questão do corpo inalcançável é uma das piores reclamações possíveis, porque é contraditória. Temos uma cultura onde a mulher pode viver do uso da sua imagem, vender pack de pezinhos, mas o mesmo consumidor desse conteúdo não pode ter jogos onde mulheres voluptuosas esteja lá, porque ai seria objetificação?

Mas e as mulheres que malham para viver da própria imagem? E essas Laura Matsuda do mundo real, teriam que fazer uso de burcas porque uma outra obesa ao invés de buscar ajuda opta por decidir ser manter gorda e sedentária ao invés de se cuidar?

Laura Matsuda

Sendo direto, o maior problema aqui não é a roupa da Laura Matsuda, pois essas pessoas que reclamam, na disparada maioria das vezes, querem que o mundo se adeque a imagem deles, e isso nunca vai acontecer. Esses seres “superiores” da internet, moralmente evoluídos, politicamente corretos, no fim das contas buscam apenas engajamento e inflar seu ego.

Como consumidores, o que poderia e deve ser feito é não consumir, coisa que realmente não fazem. Essa galera só vive para importunar, mas não consumir. Se algo vende mal, então pode ter certeza que seu protesto vai ter efeito.

O mais curioso é que algumas empresas até se rendem ao choro desse grupo, mas basta ver um impacto negativo para voltarem atrás e entender que aquilo não funciona.

Dito isso, encerro com o seguinte pensamento: Discurso clichê que ficam repetindo dentro de sua bolha está fadado ao fracasso, porque empresas só olham para lucros.

Boicotem!

Author: Diogo Batista

Criador e Editor-Chefe do Arquivos do Woo, é um eterno rabugento. Opta por investir seu tempo entre games, filmes, livros e sua família à perder tempo discutindo na internet.