Arquivos Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/kingdoms-of-amalur-re-reckoning/ Um pouco de tudo na medida certa Sun, 31 Oct 2021 22:00:49 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/kingdoms-of-amalur-re-reckoning/ 32 32 O que eu joguei em 2020 | Geovane Sancini https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/01/13/o-que-eu-joguei-em-2020-geovane-sancini/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/01/13/o-que-eu-joguei-em-2020-geovane-sancini/#comments Wed, 13 Jan 2021 22:01:43 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=6600 Esse ano de 2020 foi pra se esquecer, muita coisa aconteceu, o mundo mudou, mas uma coisa não mudou… A minha paixão por videojogos. Sim, teve a pandemia, mas não é como se muita coisa tivesse mudado para mim (exceto nas raras ocasiões onde eu saía, eu precisava usar a máscara), já que eu estava […]

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Esse ano de 2020 foi pra se esquecer, muita coisa aconteceu, o mundo mudou, mas uma coisa não mudou… A minha paixão por videojogos.

Sim, teve a pandemia, mas não é como se muita coisa tivesse mudado para mim (exceto nas raras ocasiões onde eu saía, eu precisava usar a máscara), já que eu estava em casa desde 2018.

Então eu zerei bastante jogos, não vou lembrar exatamente de todos porque eu parei de contar, mas confiram a lista do que eu joguei em 2020.

Persona 5 (PS4)

Não foi exatamente a primeira vez que finalizei Persona 5, havia feito isso em 2019, mas fiz um New Game+ logo no começo de 2020, porque não tem coisa melhor que chutar o rabo de todo mundo com as melhores fusões. Persona 5 é um excelente jogo, e não por acaso é meu jogo favorito ever.

Não, não é exagero.

Fist of the North Star: Lost Paradise (PS4)

Aproveitei uma promoção onde o jogo estava com 75% de desconto para finalmente comprar o Yakuza de Hokuto no Ken.

Tendo apenas o início do jogo como reprodução da obra original, com partes do roteiro original adaptadas em torno de um local fictício (para a série), o jogo entrega diversão ao estilo Yakuza para os fãs de Hokuto no Ken.

Se o jogo tem um problema, é um em geral da série Yakuza, onde o ritmo do jogo fica maçante nos últimos 20% do jogo, mas ainda assim é um jogo bem divertido e vale a pena.

Mighty Morphin Power Rangers: Mega Battle (PS4)

O que joguei

Tudo o que você precisa saber sobre esse jogo, que ficou exclusivo nos consoles, é que ele é chato pra cacete.

Fracassa como beat’em up e fracassa como jogo dos Power Rangers. Se você tiver a oportunidade de jogá-lo, evite.

Pac-Man Arrangement (GBA)

O que joguei

Eu descobri esse jogo completamente por acaso quando narrei a Summer Games Done Quick 2020 e precisei cobrir um tempo de quinze minutos entre duas runs que não havia comentarista no restream. É uma variação interessante e divertida de Pac-Man e dá um tempo de jogatina interessante. Eu recomendo bastante.

Sonic Advance 2 (GBA)

O que joguei

No Game Boy Advance, é o melhor Sonic, se é o melhor Sonic portátil, é discutível. Mas é um dos melhores, com gráficos e jogabilidade afiadíssimos, pena que a trilha sonora de GBA… Er, quanto menos eu falar sobre meu desgosto com música do GBA, melhor.

Power Rangers Wild Force, Ninja Storm, Dino Thunder e S.P.D. (GBA)

O que joguei

Dos jogos de Power Rangers no Game Boy Advance, Ninja Storm é o melhor e cada jogo é único em si, mas isso não significa que eles são memoráveis. São passatempos rápidos pra uma tarde. Coloquei os quatro num único item pra economizar linhas porque eu não sei se conseguiria falar muito sobre eles.

112th Seed (PS4)

O que joguei

112th Seed é um índie brasileiro que foi portado dos celulares para os consoles pela publisher EAST ASIA Soft. É uma mistura de puzzle com plataforma que vai fazer o jogador fritar o cérebro, especialmente se ele for burro feito eu (frase essa que quem leu meus reviews de Metamorphosis e do próprio 112th Seed já conhece). Uma diversão rápida pra quem curte o gênero.

Blaster Master Zero (PS4)

O que joguei

Fantástico remake/reboot do clássico do NES, e tive a honra de apresentar uma speedrun na última Brazilians Against Time. Com controles refinados e gráficos lindos, é um jogo que vai fazer você penar pra conseguir o final verdadeiro (e passar por um certo ponto do jogo).

Blaster Master Zero 2 (PS4)

O que joguei

Ao contrário do BM Zero, que é correlacionado ao Blaster Master original, BM Zero 2 não tem nada a ver com o horrendo Blaster Master 2, sendo uma continuação direta de BM Zero. Com um escopo muito maior, e sendo mais leniente em relação ao true ending, é um jogo tão bom quanto seu antecessor.

Bloodstained: Curse of the Moon (PS4)

O que joguei

Vergonha pro Sancini. Apesar de ter comprado o jogo um milênio atrás, só fui terminar mesmo (true ending da segunda campanha) logo depois de eu ter terminado o segundo jogo.

Depois de comer o diabo que o pão amassou no Curse of the Moon 2, a etapa final de Curse of the Moon foi um passeio no parque.

Você sabe que o estresse é grande quando uma etapa dificílima é chamada de passeio no parque.

Bloodstained: Curse of the Moon 2 (PS4)

O que joguei

Eu sou um hipócrita. Quando vi o preço de lançamento de Curse of the Moon 2, eu disse: “vou esperar uma promoção, 61,50 tá caro”.

Na semana seguinte eu comprei o jogo. Enfim, CotM 2 melhora muitas coisas de seu antecessor… E aumenta a dificuldade, o que pra alguém que sempre foi um pereba em Castlevania clássico (ou Castlevania em geral, ou em videogames no geral) é uma tormenta. E olha que estamos falando da dificuldade mais baixa.

Gal*Gun: Double Peace (PS4)

O que joguei

É um híbrido de visual novel e on-rail shooter dos mesmos criadores da série Gunvolt, o que diz muito sobre a versatilidade da Inti Creates, é um jogo bobinho e você vai passar parte do playthrough rindo dos absurdos. E só depois de jogá-lo, eu entendi o boss de Gal Gun que está em Mighty Gunvolt.

F1 2019 (PS4)

O que joguei

Uma das coisas que a pandemia fez, foi cancelar todos os esportes no momento de pico, o que levou muitos fãs de automobilismo a assistirem a corridas virtuais, e essas corridas levaram a muitos comprarem os jogos.

Admito, que faltando um mês pro lançamento do F1 2020, só comprei o F1 2019 porque estava em promoção por 75 reais.

Valeu a pena, e passei horas e horas dirigindo. Pena que joguei meu progresso no lixo quando saiu o F1 2020.

F1 2020 (PS4)

O que joguei

Eu falei tudo o que tinha pra falar sobre o F1 2020 na mega análise que fiz do jogo. Resumindo: Se você é fã de F1, compre o jogo (ou dependendo do preço, algum dos anteriores).

Kotodama: The 7 Mysteries of Fujisawa (PS4)

O que joguei

Um híbrido de visual novel e puzzle 3-match… Onde eu já vi isso? Ah sim, Hunie Pop! O jogo é um clone de Hunie Pop, sendo que enquanto Hunie Pop é mais viciante com seus puzzles, Kotodama tem o lado visual novel melhor executado. Compre em uma promoção.

Megadimension Neptunia VII (PS4)

O que joguei

O mais recente episódio canônico da série Neptunia. Eu já havia terminado ele algumas vezes, mas tenho sempre que voltar a jogá-lo por conta de meu trabalho como speedrunner. É um RPG bem divertido.

Megadimension Neptunia VII-R (PS4)

“Remake” de Neptunia VII, comprei em uma promoção. E a despeito das melhoras gráficas e do modo VR (que não precisa de óculos VR e é mais inocente do que você pensaria), a jogabilidade sofreu uma leve perda, ficando mais difícil e com sistemas mais complicados.

Milo’s Quest (PS4)

Indie BR que saiu para consoles este ano. É um jogo meio puzzle, meio adventure bem simpático, que não tenta ser além do que é. É básico e dá pra divertir, além de ser uma platina rápida.

Nekopara Volumes 0, 1, 2, Extra, 3 e 4 (PS4 e PC)

Não dá pra negar que eu curto Nekopara, é uma série simples sobre o crescimento e amadurecimento das gatinhas dos Minaduki.

O quarto volume dá um giro de 180 e o foco principal é no crescimento do próprio Kashou, a análise do volume 4 sai em breve, eu só preciso terminar a versão +18 do jogo. (Obrigado Chora_BR pelo Nekopara Volume 4 BTW).

Omega Quintet (PS4)

É um RPG típico da Compile Heart, então espere cutscenes no estilo visual novel e requerimentos ultra específicos para fazer o True Ending.

A temática dele é de idol com os trajes das personagens lembrando um pouco Sailor Moon. Não vai mudar sua vida, mas não é ruim. O rejoguei, mais uma vez, por conta de speedruns.

Phantom Breaker: Battlegrounds – OVERDRIVE – (PS4)

Beat’em up spin-off do jogo de luta Phantom Breaker, ele utiliza o sistema de planos (como em Guardian Heroes) e os gráficos lembram um pouco Scott Pilgrim.

A princípio ele pode ser difícil por conta do sistema de níveis, mas depois que se pega a prática, é um jogo divertido. Outro que rejoguei por conta de speedruns.

Sigi – A Fart for Melusina (PS4)

Imagine um jogo que tem influências de Super Mario World, Donkey Kong Country e Ghouls and Ghosts.

Agora imagine que esse jogo não faz nada disso direito. Esse é Sigi: A Fart for Melusina, um platformer indie que a não ser pela gimmick dos peidos, é um jogo esquecível. Não é uma catástrofe, só é esquecível. Rejogado para speedruns.

Mighty Gunvolt (PS4)

Mighty Gunvolt foi o primeiro jogo que apresentei em uma maratona internacional e numa nacional. É um jogo mega simples, com cinco fases e três personagens selecionáveis.

A versão de PS4 só está disponível no Japão, mas você pode aproveitar a versão de PC no Steam. É uma diversão curta e barata. Novamente, rejogado para speedruns.

King of Bali (PC)

Tudo o que tinha pra falar sobre esse pedaço de bosta, falei no meu texto de Máscara Ômega.

.hack//G.U. Last Recode (PS4)

Versão remasterizada da trilogia .hack G.U., no geral, três jogos divertidos e com pequenas melhorias que podem fazer valer a pena a compra numa promoção.

Ah, o jogo vem com um quarto volume, que funciona como um epílogo e adeus ao mundo de G.U.

Croixleur Sigma (PS4)

É um jogo indie japonês com um ritmo bem veloz, e só recentemente consegui chegar ao final verdadeiro dele. É divertido, mas muito punitivo. Disponível também para Vita e PC.

Guacamelee! 2 (PS4)

Guacamelee! 2 é mais do mesmo em relação ao primeiro jogo, tanto para o melhor (já que muitos aspectos do primeiro jogo são melhorados), quanto para o pior, já que assim como o primeiro Guacamelee!, a dificuldade do jogo aumenta absurdamente no trecho final do jogo, culminando numa boss battle final broxante.

E os requerimentos para o True Ending, assim como no jogo anterior, são pra causar úlcera.

Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning (PS4)

Kingdoms of Amalur tem um universo interessante e muitas coisas legais. A jogabilidade é firme, apesar das falhas e o remaster tem loadings irritantes, mas no geral, uma experiência positiva, apesar dos gráficos datados.

LEIAM – Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning | Re-Remaster [CARREGANDO…] da-datado?

Espero que a THQ traga mais desse universo, de maneira melhorada.

Dogurai (PS4)

Dogurai é um jogo brasileiro simples e objetivo. Ele tem algumas falhas de design que tiram um pouco do brilhantismo, mas no geral não faz feio.

LEIAM  – Dogurai | Indie brazuca bom pra cachorro | Arquivos do Woo

Exceto a musica repetitiva e algumas paletas de cores escolhidas pras fases que irritam. Não é ruim, mas podia ser melhor.

Nippon Marathon (PS4)

Quatro palavras pra definir Nippon Marathon: ESSE JOGO É FEIO.

Woodle Tree Adventures (PS4)

Esse jogo havia me deixado com trauma no PC, agora ele pode me causar trauma em 1080p no PS4. HOORAY!

Esse jogo continua tão ruim quanto no PC. leiam aqui.

Ramen no Oujisama (PC)

Eu acompanho o desenvolvimento dessa visual novel desde 2016, ou 2017, e recentemente saiu uma atualização que traz uma rota secreta que todos pediam (mas ainda está com poucos capítulos concluídos).

Eu fiz uma thread no twitter ranqueando as rotas do jogo e uma análise da versão semi-mais recente aqui. Recomendo a novel, principalmente porque ela é gratuita.

Love³ (PC)

Love cube é uma novel típica da Nekoworks, então espere encontrar personagens adoráveis, e também espere encontrar cenas adultas como as de Nekopara. Você pode ler minha análise para saber o que penso do jogo.

Mortal Shell (PS4)

Quero saber o que eu fiz pro Diogo jogar todo souls-like que chega pra gente analisar no meu colo, porque eu sou um pereba no gênero.

Enfim, Mortal Shell é um jogo interessante, e apesar do combate ser desajeitado, pode acabar agradando.

LEIAM – Mortal Shell precisa de um modo easy urgentemente

O sistema de shells dele substitui as tradicionais builds iniciais de um Dark Souls da vida, e você pode ler a minha análise pra saber mais sobre ele.

Metamorphosis (PS4)

Brain does not work (error 404 Sancini Brain not found)

Pixel Devil and the Broken Cartridge (PS4)

Imagine um jogo que tem influências de Mega Man, DuckTales e Quackshot. Agora imagine que esse jogo não faz nada disso direito. Esse é Pixel Devil and the Broken Cartridge, um platformer indie… “Peraí, Sancini, você copiou e colou isso do Sigi, não foi?”

Exato, voz da minha cabeça! E não foi só pra poupar tempo de escrever uma piada diferente, mas enfim. Ao contrário de Sigi, Pixel Devil é ruim, além de esquecível.

Oral Lessons with Chii-chan (PC)

Eu conheci o jogo por causa dos OVA’s baseados nele que foram lançados anos atrás. E é uma novel decente e mostra de quantas maneiras diferentes uma menina pode te dar prazer sem haver sexo em si…

É tudo o que posso dizer, além de: Leia minha análise da novel.

Em um momento pessoal: Na busca por imagens para esse artigo, na busca do Duck Duck Go, haviam lá imagens do nosso review.

Project Cars 2 (PS4)

Outro daqueles jogos que só comprei porque estava numa promoção.E honestamente, Project CARS 2 é uma caixinha de sortidos em termos de dirigibilidade.

Alguns carros são tranquilos de se dirigir, enquanto que outros, digamos que eu já encontrei caixas de sapato mais fáceis de pilotar. (E sim, essa é uma referência a uma análise antiga do meu blog do Burnout de Nintendo DS). Não sei se eu recomendaria.

Uncharted: Drake’s Fortune (PS4)

Ao mesmo tempo em que reconheço que o estilo “Sessão da Tarde” descompromissado de Uncharted tenha seus méritos, a série deixa um gosto amargo porque definitivamente não é pra mim.

Curiosamente, ao contrário de 95% dos jogadores de Uncharted, eu preferi o primeiro jogo ao segundo.

Hunie Pop (PC)

Obrigado ao Chora_BR pelo presente. Apesar de ter obviamente foco nas garotas a se conquistar, o que vai te pegar em Hunie Pop é justamente o fator vício dos puzzles match-3.

Será que Hunie Pop 2 sai algum dia? (Sim, eu sei que o desenvolvimento do jogo tá na etapa final, deixa eu fazer a piada em paz, caspita!)

Imouto Paradise 3 (PC)

Só não fiz um artigo sobre a série Imouto Paradise porque não fiz todas as rotas dos jogos. É a série de Visual Novels favorita do pessoal no Alabama.

E com isso, chega ao fim minha lista do que joguei em 2020. Eu provavelmente devo ter esquecido algum jogo porque a minha memória é de um peixe beta. Sério, tive que olhar minha biblioteca do PS4 e reviews do site pra lembrar os jogos.

Espero que 2021 seja melhor para todos e até a próxima!

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Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning | Re-Remaster [CARREGANDO…] da-datado? https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/09/25/kingdoms-of-amalur-re-reckoning/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/09/25/kingdoms-of-amalur-re-reckoning/#respond Fri, 25 Sep 2020 12:38:45 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=5310 Curiosamente, Kingdoms of Amalur: Reckoning e a THQ tem muito em comum, mesmo antes da THQ Nordic adquirir a ip para o relançamento. Num passado muito distante, quando eu era um jovem mancebo, a THQ era responsável pelas versões 16-bit das séries da EA, como FIFA, NHL e NBA Live, e também foi a Electronic […]

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Curiosamente, Kingdoms of Amalur: Reckoning e a THQ tem muito em comum, mesmo antes da THQ Nordic adquirir a ip para o relançamento.

Num passado muito distante, quando eu era um jovem mancebo, a THQ era responsável pelas versões 16-bit das séries da EA, como FIFA, NHL e NBA Live, e também foi a Electronic Arts que foi a publisher da versão original de Kingdoms of Amalur: Reckoning.

E, assim como a THQ foi pro vinagre depois de diversas decisões erradas na geração passada (como aquele tablet que foi um fiasco imenso), Kingdoms of Amalur: Reckoning não foi um sucesso comercial.

LEIAM – DARKSIDERs Genesis | Uma Jornada de Conflito

Sim, o jogo foi relativamente bem recebido pela crítica, mas não vendeu muito bem e o estúdio responsável pelo jogo (38 Studios) sofreu um revés absurdo no processo, impossibilitando que o jogo se tornasse uma franquia.

No saldão da THQ, o nome da mesma e muitas das IP’s (como Darksiders) foram adquiridas pela publisher austríaca Nordic, que aproveitando do nome maior da THQ, se rebatizou como THQ Nordic

Aliás, vocês sabiam que a THQ foi fundada pelo criador da LJN?

Pois é, desiludido com o foco da LJN em jogos (originalmente era uma empresa que produzia brinquedos, como algumas action figures da WWF nos anos 80), ele saiu da empresa e criou a THQ, que significa Toy Head Quarters

Que depois de um tempo TAMBÉM passou a focar em jogos ao invés de brinquedos, o que fez o criador da THQ deixar a empresa e fundar a Jakks Pacific.

Enfim, lições de história a parte, em 2018, a THQ adquiriu a IP e os assets do jogo e em junho deste ano, foi revelado que Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning chegaria em setembro para a atual geração de consoles e para os PC’s. Mas será que o jogo merece uma segunda chance? Ou ele deve ser ignorado, tal qual foi em sua primeira versão?

Forje seu Destino

Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning

Em uma Terra ainda em guerra, você é um guerreiro que falecera, mas graças a um ritual executado por uns anões cabulosos no poço das almas, sua alma voltou dos mortos e você está vivo novamente.

Não apenas isso, mas em um mundo onde a maioria das pessoas acredita piamente que o Destino está selado, você descobre que não possui um.

Claro, que nada é preto no branco, e até chegar ao ponto em que devemos SALVAR O MUNDO, existem outros milhares de problemas que podem ou não se entrelaçar.

LEIAM – O que a aquisição da Bethesda pela Microsoft pode significar pro futuro da mesma

O fato é que o mundo de Kingdoms of Amalur é imenso, talvez não no escopo de um Skyrim, mas é um mundo gigante e salvar o mundo nem sempre é a parte mais divertida da jornada.

O mundo criado aqui é bastante credível, com raças diferentes convivendo de maneira mais ou menos harmônica. Digo mais ou menos, porque muitas vezes as relações podem ser frágeis e um movimento errado pode dar início a uma merda em proporções bíblicas.

Cuidado para não se perder

Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning

Você pode escolher entre quatro raças e dois sexos, tal qual no original. Cada raça dá bônus em determinados atributos (força, agilidade, stealth, etc), mas você NÃO ESTÁ preso a elas.

Por exemplo, minha Elfa Negra (esse é o equivalente da raça da minha personagem) seria uma ótima ladra que utiliza duas lâminas curtas e é sorrateira, só que eu, conforme fui upando no jogo, coloquei o foco na força e a personagem é habilidosa com espadas longas e espadas FUCKING ENORMES.

Mais uma vez, forjando o destino, sacou?

O problema, é que é muito fácil se perder nas telas de Level Up, com upgrades baseados em habilidades ativas e passivas. Você pode dar foco em habilidades de negociação (ótimas para persuadir NPC’s e evitar batalhas desnecessárias), ou focar em descontos nas lojas, e as árvores de atributos são complexas, além dos “destinos” (conjuntos extras de atributos que podem ser escolhidos e alterados a qualquer momento, dependendo dos seus status). Então é recomendado que você pare um pouco, quando for upar e veja o que quer fazer, com paciência.

Em termos de jogabilidade, Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning é bastante simples. Um botão pra arma primária, outro pra secundária, corrida, esquiva e defesa sendo bastante fáceis de aprender.

Claro, existem magias, usadas com um dos gatilhos e um botão de face. As magias podem ser aprendidas conforme se vai ganhando níveis e alocando pontos para habilitar as mesmas.

Muitas armas, mesmo!

O jogo possui uma variedade de armas enorme, cabendo ao jogador escolher um estilo que lhe apeteça, pois armas pesadas, como martelos, causam um bom dano, mas são lentas, enquanto que armas pequenas como adagas não causam muito dano, mas são ótimas para ataques em sucessão, ou furtividade.

Algumas armas que você adquire possuem atributos elementares, que podem dar vantagem ou desvantagem. Por exemplo, um martelo com o atributo de eletricidade não vai causar tanto dano a um Golem de Pedra, quanto um martelo sem esse atributo. E espadas com o atributo de fogo causam mais dano a inimigos de madeira.

E ainda é possível customizar as armas sem atributos, através da alquimia, embora sendo honesto, eu não usei a alquimia na minha jogatina. Talvez eu precise, talvez não.

O jogo possui uma gama de missões enormes pro jogador fazer, dando liberdade ao jogador fazê-las na ordem que quiser (com exceção da história principal, claro). Mas não é recomendado você ignorar tudo porque hora ou outra, vai chegar num trechos com inimigos que vão ser mais duros de matar do que deveriam.

O combate funciona de maneira ok, claro, alguns inimigos vão se mostrar chatos pra carai, mas nada que uma boa esquiva, ou mesmo o uso do escudo (coisa que esqueci 96,75% das vezes) resolva, com as batalhas contra chefes sendo um pouco mais difíceis por conta das habilidades dos mesmos.

LEIAM – Sword and Fairy 6 | Catástrofe em forma de RPG

Mas, o jogador também possui alguns outros truques na manga. Conforme se executa combos, uma barra roxa (de Destino) vai se enchendo e quando ela estiver cheia, ao pressionar os dois gatilhos do controle, o personagem entrará no modo Reckoning, onde os inimigos estarão em câmera lenta e seus golpes causarão mais dano.

Esse modo é ideal para matar grupos de inimigos que estejam lhe cercando, pois com alguns combos rápidos, eles estarão prontos para uma finalização brutal.

Agora, nem tudo são flores em Re-Reckoning. Se tem uma coisa que realmente incomodou na minha jogatina, foram os loadings. Eles são constantes, sempre que você entra (ou sai) em uma dungeon ou residência. E quando é de uma residência/ou dungeon pro mundo, os loadings são maiores.

Sim, isso é uma constante e incomoda de verdade. Talvez se eu tivesse um SSD os loadings seriam menores, mas eu sou tão versado em tecnologia quanto o João da Esquina, sem contar que HD’s custam dinheiros, coisa que anda em falta.

Belos cenários… Gente feia.

Amalur tem cenários maravilhosamente lindos, eles não dão a mesma vibe de um Skyrim por exemplo, mas definitivamente são bonitos e passam no teste do tempo, apesar de que em alguns momentos, você vai desejar que não tenham tantas teias de aranha assim.

Por outro lado os personagens… Somente agora, com o relançamento, deu pra ver que os personagens são feios, e meu Deus. Eles não parecem ser feitos num ralador de queijo, como os personagens de Skyrim, mas o estilo cartunesco não ficou muito bom.

O criador de personagens também é extremamente limitado, sendo dada ao jogador poucas opções de customização da aparência do personagem. Posso dizer tranquilamente que existem jogos de PS2 que dão maior liberdade de customização na hora de criar seus personagens, o que é uma pena.

A trilha sonora de Amalur foi composta por Grant Kirkhope (Banjo-Kazooie, Perfect Dark, Castle of Illusion Remake) e executada pela Orquestra Filarmônica da Cidade de Praga.

São composições muito boas que passam o clima variado da jornada, desde a solidão das longas caminhadas de um ponto a outro do mapa, ou a agitação e perigo de uma batalha contra um chefe.

A dublagem é competente. Mas, se eu for completamente franco, você vai esquecer dela, porque existe a opção de pular os diálogos com o botão quadrado durante as cenas. Eu mesmo fiz isso em muitas instâncias do jogo.

Veredito final

Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning tem alguns problemas que podem afastar os mais casuais, como o visual datado dos personagens, as árvores de habilidades complexas ou os demorados loadings.

Mas, como contraponto, temos um excelente mundo a se explorar, horas infindáveis de conteúdo (incluindo os DLC’s do jogo original que estão inclusos de cara no pacote) e uma jogabilidade base bem gostosa.

Dependendo da plataforma que você possui (Xbox One e PC), ele pode valer a pena a compra pelo preço pedido (sim PlayStation 4, estamos olhando pros seus 164,90 pedidos), caso possua um PS4, espere uma promoção. E caso você possua a versão original na steam, poderá aproveitar um polpudo desconto de 50% válido até o dia 8 de novembro.

Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning está disponível para PC (via Steam, GOG.com e Epic Games), Xbox One e Playstation 4.

A análise deste jogo foi feita com base na versão de PS4, com uma cópia gentilmente cedida pela THQ Nordic.

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