Arquivos Beat'Em Up - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/beatem-up/ Um pouco de tudo na medida certa Fri, 18 Oct 2024 21:12:04 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Beat'Em Up - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/beatem-up/ 32 32 The Bouncer | Análise Retro https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/18/the-bouncer-analise-retro/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/18/the-bouncer-analise-retro/#respond Fri, 18 Oct 2024 21:12:04 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18051 The Bouncer é um dos primeiros jogos do PS2 usado como modelo para mostrar a capacidade do hardware no início de sua geração, e será um dos resenhados. Hoje em dia, porém, é pouco lembrado ou nem isso, mas graças a uma das vezes em que fui na rodoviária Novo Rio, passei numa dessas banquinhas […]

O post The Bouncer | Análise Retro apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
The Bouncer é um dos primeiros jogos do PS2 usado como modelo para mostrar a capacidade do hardware no início de sua geração, e será um dos resenhados.

Hoje em dia, porém, é pouco lembrado ou nem isso, mas graças a uma das vezes em que fui na rodoviária Novo Rio, passei numa dessas banquinhas de camelô e o jogo me chamou a atenção: Primeiro, pelo design da capa, que logo reconheci como sendo do Tetsuya Nomura, segundo, que pela descrição e fotos da contracapa, o jogo era nada menos que um Beat’em Up, gênero em baixa no final da década.

Falo é claro, de The Bouncer.

The Bouncer
Reprodução: Internet

O Leão de Chácara

Você a princípio controla Sion (Leitura Shion), um Guarda Costas de um bar chamado “Fate”. Sion, que tem um passado que ainda o assombra, tornando-o um sujeito quase frio, coisa que havia começado a mudar, quando ele conheceu uma jovem chamada Dominique, porém, o sequestro dela pela corporação Mikado, coloca Sion e seus amigos em uma jornada para resgatá-la, quando percebem que o buraco é mais embaixo e que há mais coisas do que um mero sequestro, coisas ligadas ao passado dos personagens.

Geralmente nesse parágrafo, começaria a falar da jogabilidade, certo? Pois bem, abrirei uma exceção pra falar mais sobre como funciona o modo da história de The Bouncer.

Digamos que para compreender TODA a história do jogo, de todos os personagens, terá que jogar mais de uma vez, pois é necessário prestar atenção em tudo, inclusive em algumas telas de loading, que contém diálogos do passado de cada personagem, assim incentivando o fator Replay (Há um Extra Game que é o New Game +, costumeiro em RPGs). Feito isso há uma gama de personagens há se desbloquear para os modos versus e survival.

The Bouncer
Reprodução: Internet

O combate

O sistema de combate de The Bouncer é relativamente simples, há uma cena, e no fim de uma cena pré-combate, pode se escolher um dos personagens jogáveis, e aí começa a luta. O controle é mapeado com quatro tipos de golpes, soco, chute, rasteira e golpe alto, e cada personagem tem um estilo de luta diferente, o que dá ao jogador a chance de ver com qual personagem se sai melhor.

As lutas em geral são em ambientes fechados no início, mas conforme se avança no jogo, áreas mais vastas ficam disponíveis, mas isso parece mais evolução dos programadores ao longo do jogo. Ou algo do tipo. O Lado RPG do jogo, vem do pós luta, quando se “limpa” o cenário ou completa uma sequencia de lutas, há pontos de experiência dados, e assim, sobe-se no ranking de guarda costas e pode se comprar upgrades, como aumento dos pontos de vida, aumento de ataque ou defesa e técnicas novas.

Nessa parte mora um perigo, se você evoluir somente um personagem, os outros irão morrer rapidamente em estágios mais avançados do jogo, mas se passar o jogo alternando entre os personagens, corre o risco de não evoluir um personagem o bastante para sobreviver mais adiante no jogo.

As batalhas contra chefes são mais estratégicas do que mero esmaga-botões. Aliás, um smasher buttons fracassaria em The Bouncer, pois são necessários certos fatores (visuais) para se vencer as lutas. É preciso escolher entre atacar o mestre para acabar a luta, ou atacar os capangas e ganhar mais experiência. Ainda que seja sólido, a movimentação dos personagens durante os combates parece estranha, mas ao mesmo tempo bacana, pois ele mostra foco no inimigo que estava atacando, e ao aproximar de outro inimigo.

Reprodução: Internet

Graficamente

A campanha de The Bouncer dura cerca de uma, uma hora e meia, tempo médio de um beat’em up, e completando com os três personagens, dura cerca de cinco horas, arredondando para cima, mas o que incentiva o replay é o modo versus, que mesmo não contando com uma câmera boa, diverte entre os amigos (recomendado multi tap)

Graficamente é sensacional, principalmente se pararmos pra pensar que o jogo tem 11 anos. Logo de cara, percebe-se o dedo de Tetsuya Nomura, Sion lembra um pouco o Sora, de Kingdom Hearts e qualquer outro personagem de cabelos espetados de Nomura =p, em outro dos personagens (, percebe-se a referência a Final Fantasy, pois ele usa uma jaqueta com o cactuar, criatura comum em alguns jogos da série. Os ambientes, apesar de fechados, são bacanas, principalmente após o resgate de Dominique no prédio do Grupo Mikado. As cutscenes em CG são especialidade da Square, e aqui contam com efeitos ótimos, tanto em flashbacks, quanto em momentos normais.

Os modelos ingame são geralmente bacanas, mas os personagens movimentam de maneira esquisita quando lutam, ou eu não estou adequado a isso, mas ele se comporta de um jeito esquisito… Procure no Youtube pra ver.

Reprodução: Internet

O som que bate

Sonoramente, as músicas são medianas, não se destacam taaaanto, mas também não são de se jogar fora. O destaque fica para a dublagem, tanto em inglês, quanto em japonês, elas estão muito boas, com os dubladores desempenhando bem seus papéis.

Destaque pro dublador japonês de um dos vilões, o cara passa a insanidade do personagem. Porém, a tradução americana alterou algumas falas, que não alteram no andamento do jogo, não fazem nenhuma diferença a mudança, se eu não dissesse isso, vocês não saberiam (A não ser que fossem o Fábio Santana) e eu sou só um gordinho resmungão querendo encher linguiça pra vocês lerem, agora que você leu até aqui nesse parágrafo, visitem meu blog! \o/

Reprodução: Internet

Conclusão

The Bouncer é um dos melhores jogos da primeira Leva do PS2, quando ainda era dificílimo programar pra ele (Lembro que enquanto a SNK estava tendo problemas com a versão PS2 de KOF 2000, estavam lançando a versão Dreamcast de KOF 2002), pode não ser memorável ou perfeito, mas é um jogo bastante competente.

NOTA 8.5/10

Publicado originalmente em 27/11/2011 no New Old Players

O post The Bouncer | Análise Retro apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/18/the-bouncer-analise-retro/feed/ 0
Slaps And Beans 2 | É porradaria nostálgica https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/10/21/slaps-and-beans-2-e-porradaria-nostalgica/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/10/21/slaps-and-beans-2-e-porradaria-nostalgica/#comments Sat, 21 Oct 2023 17:03:40 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=15526 Lá nos anos 90 a tv aberta nos proporcionava algumas experiências televisivas no mínimo inusitadas. Foi por ela que assisti a clássicos incríveis, como “A MOSCA” entre outros obras que se perderam ao longo do tempo. Dentre elas, uma que sempre tive um imenso carinho é as aventuras vividas por Bud Spencer e Terence Hill, […]

O post Slaps And Beans 2 | É porradaria nostálgica apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Lá nos anos 90 a tv aberta nos proporcionava algumas experiências televisivas no mínimo inusitadas. Foi por ela que assisti a clássicos incríveis, como “A MOSCA” entre outros obras que se perderam ao longo do tempo. Dentre elas, uma que sempre tive um imenso carinho é as aventuras vividas por Bud Spencer e Terence Hill, uma dupla de italianos que adoram problemas, no melhor sentido.

Bud Spencer e Terence Hill são grandes nome de um gênero de filmes de faroeste que ficou conhecido como Western Spaghetti, além de outros filmes que fugiam a essa regra, onde o protagonizavam personagens que se envolviam em enrascadas que terminavam em pancadaria cômica, muitas delas causadas por Terence, o malandro galanteador, enquanto Bud, o brutamontes mau humorado se via sendo puxado para a treta por tabela.

Essa formula rendeu quase 20 filmes, logo ver isso convertido em um beat’em up é no mínimo interessante, e apesar de não ter tido a oportunidade de jogar o primeiro titulo, trago a vocês a minha experiência com o segundo titulo graças a ININ Games que nos cedeu uma chave digital.

Meu nome não é Trinity, mas me acompanhem!

Slaps and Beans 2
Créditos: ININ Games – Trinity Team

Porradaria e Feijões

Bud Spencer & Terence Hill – Slaps And Beans 2 trata-se de uma continuação direta, ele começa a partir do fim do primeiro titulo com os personagens naufragados e tentando voltar para a casa. E como disse no parágrafo acima eu não joguei o primeiro, mas solucionei vendo o fim no YouTube – É, cometi um pecado mortal.

Com isso atirado a mesa, vamos ao ponto de que o titulo está localizado em português e isso foi uma bela surpresa, até porque ele é recheado de diálogos dublados que consegue resgatar a personalidade bonachão do Bud e Terence. Isso realmente me agradou muito.

LEIAM – EA Sports FC 24 | Análise

O humor e muitas situações retiradas dos filmes também estão presentes, então se você assistiu alguns deles, com toda a certeza vai identificar os trechos. Também existe a questão do combate que emula o dos filmes, onde temos um Bud como um trator poderoso que aguenta muita porrada, mas não salta e caminha devagar, até dá umas corridinhas, enquanto Terence é ágil e capaz de usar elementos dos cenários para golpear os inimigos.

Slaps & Beans 2
Créditos: ININ Games – Trinity Team

Um cuidado com o visual

É notável o cuidado que o estúdio Trinity Team teve no desenvolvimento do jogo, pois todos os personagens que aparecem na tela são muito bem construídos. Posso dizer que é um dos mais bonitos que eu vi recentemente, até mesmo pelo cuidado ao sincronizar a dublagem com a movimentação da boca dos modelos. Mesmo que as vezes perca um pouco o tempo.

LEIAM – Forza Motorsport – Uma revolução ou um retorno à estaca zero?

Os cenários são sempre coloridos e com muita coisa se movimentando, por vezes com a câmera afastando e outras dando zoom sem nenhuma perca de qualidade. Ouso dizer que é impressionante o quão bonito são os cenários e localizações em que passaremos com os personagens em Slaps & Beans 2.

Até mesmo os efeitos sonoros do combate remetem aos efeitos que fora utilizados nos filmes, o que só torna tudo ainda mais divertido.

Slaps & Beans 2
Créditos: ININ Games – Trinity Team

O combate…

Infelizmente Slaps & Beans 2 peca justamente em elemento que é primordial em um beat’em up, a sua jogabilidade. O combate é um pouco impreciso e as vezes até frustrante em áreas com muitos inimigos. é quase impossível terminar alguma fase em levar dano, pois mesmo entre uma sequencia de golpes o inimigo as vezes te acerta, como se não estivesse apanhando.

As vezes pelo excesso de inimigos em tela e a câmera é uma loucura saber o que está acontecendo,  então você une isso e as porradas que tu leva enquanto tá batendo, a prioridade acaba sendo ficar de olho na barra de energia e pressionar loucamente um único botão.

Eu não to nem brincando, basicamente avancei pressionando só um botão pelas fase. O que realmente realmente pode tornar a experiência com o titulo um pouco cansativa, se não fosse por conta de algo que realmente traz um tempero ao jogo.

Slaps and Beans 2
Créditos: ININ Games – Trinity Team

Mini Games e Puzzles

Se Slaps & Beans 2 peca em sua jogabilidade, ele acaba compensando pela diversificação do gameplay que insere mini games divertidos. Um deles é o que ilustra esse parágrafo, onde jogamos cartas para identificar um grandão envolvido em uma casa de aposta ilegal.

São vários os momentos em que entre uma transição de fase para a outra somos levados a mini games realmente criativos. Essa pausa entre a pancadaria para a realização de mini ao meu ver melhora muito a experiência com o titulo. E isso não é tudo. O jogo também usa dos personagens para a realização de puzzles, onde precisamos alternar entre os personagens para conseguir avançar uma etapa.

Estes puzzles inicialmente são fáceis, mas a medida que avançamos eles vão se tornando um pouco mais complexo e exigindo atenção ao cenário e as interações por ele.

Créditos: ININ Games – Trinity Team

Conclusão

Bud Spencer & Terence Hill – Slaps And Beans 2 é um presente aos fãs da dupla de atores italianos e seus filmes, e usa de forma criativa as referencias dos filmes para criar um a história original e divertida de se jogar. Há muitas cutscenes que são boas de se ver e interessante o suficiente para não querermos pulá-las.

Infelizmente a jogabilidade é um pouco cansativa, mas graças aos mini games e puzzles do jogo, você consegue se divertir por boas horas. Uma obra que foi pensada em agradar aos fãs de Bud Spencer e Terence Hill e ainda serve como uma grande homenagem ao legado da dupla.

Talvez não agrade tanto aqueles pouco familiarizados aos filmes da dupla, mas quem gosta vai se encantar com o titulo.

O jogo está disponível para PC, PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series S|X, Xbox One e Nintendo Switch.

Nota: 7/10

________________________________________________________________________
Esta análise foi feita com uma chave digital de Xbox Series X|S cedida gentilmente pela INIM Games

 

 

O post Slaps And Beans 2 | É porradaria nostálgica apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/10/21/slaps-and-beans-2-e-porradaria-nostalgica/feed/ 1
Chipmonk! | Golden Axe dos Esquilos https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/09/29/chipmonk-golden-axe-dos-esquilos/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/09/29/chipmonk-golden-axe-dos-esquilos/#respond Fri, 29 Sep 2023 13:27:48 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=15331 Ultimamente tenho pensado na 3ª edição do artigo sobre jogos +18 gratuitos em desenvolvimento que recomendo, já que muitas das novels apresentadas receberam atualizações, e outros jogos promissores estão no meu radar. Mas, esse não é meu foco (por enquanto). No momento em que escrevo essa análise, Jim Ryan, o escroque que estava no comando […]

O post Chipmonk! | Golden Axe dos Esquilos apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Ultimamente tenho pensado na 3ª edição do artigo sobre jogos +18 gratuitos em desenvolvimento que recomendo, já que muitas das novels apresentadas receberam atualizações, e outros jogos promissores estão no meu radar. Mas, esse não é meu foco (por enquanto).

No momento em que escrevo essa análise, Jim Ryan, o escroque que estava no comando da Sony, anunciou que sairá da empresa. Certamente a Sony não vai mudar da noite pro dia, ninguém espera uma súbita mudança nas atitudes escrotas da mesma. Mas não ter um presidente que fala merda com consistência ajuda na imagem pública. Vai tarde!

É difícil encontrar uma tangente pro jogo de hoje, não porque é um jogo complicado, mas porque eu estou há algum tempo sem escrever análises e abrir o texto com mais uma metáfora sobre beat’em up’s me parece repetitivo.

Mas, o jogo de hoje é um beat’em up lançado em 2019 nos PC’s pela dupla de desenvolvedores intitulada Niemi Bros, e agora em 2023 chega aos consoles, cortesia da QUByte. Será que Chipmonk! vale a pena?

Confira a nossa análise.

Reprodução: Niemi Bros Entertainment, QUByte Interactive

Recuperar a comida da população

O esquilo cinzento roubou toda comida da população, e para evitar que os outros animais da floresta passem fome, três esquilos com atitude, Cheeks, Red e Grey resolvem ir atrás do malfeitor e conversar com todos os animais que aparecem pelo caminho. E por conversar, entenda, encher de porrada até a próxima encarnação.

LEIAM – Mortal Kombat 1 | Reformulando e indo além das expectativas

Não é o mais marcante dos roteiros, mas pelo menos não tem nenhuma namorada sequestrada. Eu não ligo tanto pro trope de namorada sequestrada, e acho que perdi o fio da meada aqui. E o jogo não tem tanto assim no departamento de apresentação da história. O sumário que temos apresentado no jogo vem da página do jogo nas lojas online.

Sim, eu sei que narrativa não é o forte de beat’em up’s, mas mesmo os jogos com apresentações simples, como o Double Dragon original, Final Fight e Streets of Rage, possuem o mínimo de comunicação visual sobre o que se passa no jogo.

Chipmonks!
Reprodução: Niemi Bros Entertainment, QUByte Interactive

A versão Furry de Golden Axe

Dos modos de jogo a jogabilidade, a principal inspiração de Chipmonk, foi o clássico Golden Axe. Temos um modo de duelo e um modo clássico, que funciona como o Arcade, e um modo de sobrevivência. O jogo possui o Modo Revengence dá uma sobrevida, como uma segunda campanha, após terminar a primeira. A diferença pro modo clássico, é que no Revengence, se ganha vidas, e no Clássico, não.

Para um bom jogador, um playthrough deve durar cerca de uma hora, com 6 créditos, cada um com 3 vidas. Assim como a maioria dos beat’em up’s clássicos, o jogo possui três personagens jogáveis, cada um se encaixando nos tropes de beat’em up, com o personagem equilibrado, o personagem veloz, mas fraco, e o personagem lento, mas forte.

LEIAM – Langrisser (Remake) | Análise

A jogabilidade funciona quase como em Golden Axe, um botão de ataque, um de pulo, um pra uma magia que é boa pra controle de multidões e tem um botão que em conjunção com o direcional, pode esquivar ou com o popular dois toques do direcional e esse botão em especifico, dar uma rasteira.

No geral, o jogo tem uma dificuldade moderada, mas a AI tende a ser apelona em muitos momentos, tentando funcionar na maioria das vezes como a inspiração, Golden Axe. Não é incomum ver os inimigos tentando te encurralar, como em Golden Axe, e mesmo os insetos que lhe dão cogumelos mágicos e de vida funcionam como os ladrões de Golden Axe 1, correndo de maneira irregular. Um ponto fraco no jogo, é que não há saves, o que impede de você voltar mais tarde pra continuar a jogatina.

Chipmonks!
Reprodução: Niemi Bros Entertainment, QUByte Interactive

Visual e Áudio

As músicas de Chipmonk! são passáveis. Nenhuma que você vá lembrar após a jogatina, mas nada que ofenda seus ouvidos. Já os visuais do jogo, apesar de simples, são muito bonitos, com efeitos de reflexão em poças e na água.

Os personagens, são animais de armaduras e roupas com estética medieval. Tente imaginar por exemplo, se Biomutant é o Fallout dos Furries, Chipmonks! é o equivalente visual de Golden Axe. E assim como acontece com os beat’em up’s tradicionais, bosses se tornam inimigos regulares mais adiante.

Reprodução: Niemi Bros Entertainment, QUByte Interactive

Diferença de preços deixa a recomendação a meio mastro

Uma das coisas que realmente deixa a desejar em Chipmonk!, é que não há opção de escolha de dificuldade, vidas ou continues (além da falta de save mencionada), que ajudaria muito os mais iniciantes. E apesar de não ser um jogo ruim, a diferença de preços entre os três consoles dificulta um cadinho a recomendação.

Chipmonk! custa R$ 53.90 no Playstation, R$ 36,95 no Xbox e R$ 24,99 no Switch. Então, a recomendação fica sendo a versão de Switch, nas outras… Talvez uma promoção.

Nota Final: 7.5/10

_____________________________________________
Chipmonk! está disponível para Playstation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series S|X e Nintendo Switch, e esta análise foi feita com uma chave digital de  PlayStation 4 gentilmente cedida pela QUByte.

O post Chipmonk! | Golden Axe dos Esquilos apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/09/29/chipmonk-golden-axe-dos-esquilos/feed/ 0
O Jogo Uruguaio Fight’N Rage chega ao PS5 e Xbox Series X|S em 1º de Março! https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/02/18/o-jogo-uruguaio-fightn-rage-chega-ao-ps5-e-xbox-series-xs-em-1o-de-marco/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/02/18/o-jogo-uruguaio-fightn-rage-chega-ao-ps5-e-xbox-series-xs-em-1o-de-marco/#respond Sat, 18 Feb 2023 16:51:47 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=13416 Descubra um dos melhores Beat’em Ups de todos os tempos que aliás, foi desenvolvido em América Latina BlitWorks Games tem orgulho de anunciar que o aclamado beat’em up Fight’N Rage está chegando para PS5 e Xbox Series X|S dia 1 de março em gloriosos 120FPS! Fight’n Rage é um jogo 2D, estilo beat’em up  old-school com suporte local para co-op […]

O post O Jogo Uruguaio Fight’N Rage chega ao PS5 e Xbox Series X|S em 1º de Março! apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Descubra um dos melhores Beat’em Ups de todos os tempos que aliás, foi desenvolvido em América Latina

BlitWorks Games tem orgulho de anunciar que o aclamado beat’em up Fight’N Rage está chegando para PS5 e Xbox Series X|S dia 1 de março em gloriosos 120FPS! Fight’n Rage é um jogo 2D, estilo beat’em up  old-school com suporte local para co-op de 1 a 3 jogadores que tem sido desenvolvido pelo estúdio uruguaio de uma única pessoa, Seba Games Dev em parceria com reconhecido compositor Gonzalo Varela.

Inspirado pelos melhores jogos da “época dourada” dos beat’em ups e dos jogos de luta e com um estilo de arte que imita a estética dos jogos dos anos 90, Fight’N Rage faz uma homenagem aos clássicos como  Streets of Rage, Cadillacs and Dinosaurs ou Final Fight, dentre muitos outros.

Reprodução: BlitWorks Games


Em um futuro distante, o planeta Terra foi devastado por mutantes que assumiram o controle depois de um evento mundial catastrófico conhecido como “o grande pulso”, um pulso eletromagnético em escala global que acabou com todas as tecnologias eletrônicas do planeta. Os humanos agora são escravizados por mutantes liderados por “O Boss” em um mundo governado pela “lei da selva”. No entanto, nem tudo está perdido. Dois humanos e um rebelde mutante estão dispostos a lutar para acabar com essa loucura. Serão eles fortes o suficiente? Bom… isso é com você!

Jogue sozinho ou em modo co-op local que suporta até 3 jogadores. Combine habilidades e táticas para lançar os inimigos, lutar contra outros jogadores ou oponentes da IA. Explore níveis e desbloqueie novas aparências, modos de jogo, opções e inimigos jogáveis!

Reprodução: BlitWorks Games

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS

  • Modo multiplayer em cooperativo local: Até 3 jogadores com “friendly fire” opcional.

  • 3 Personagens Principais com golpes e atributos únicos.

  • Caminhos alternativos, cenas e finais que podem mudar com base nos personagens selecionados e nas suas próprias decisões!

  • Suporte para 120 FPS! Jogue com taxa de quadros mais suave no PlayStation 5 e Xbox Series X|S

  • Muitos desbloqueáveis: Mande bem para ganhar moedas e desbloquear conteúdo extra, como figurinos para os personagens, configurações extras de dificuldade, galeria de música, aliados robôs, novos modos de jogo, novos personagens para usar nesses modos e muito mais!

  • 7 modos de jogo: Corrida Contra o Tempo, Melhor Pontuação, Sobrevivência, Treinamento, Praticar, Arcade e Modo Batalha.

  • Sistema de Combos Explosivo. Com apenas 3 botões (ataque, pulo e movimento especial) os personagens são capazes de executar vários combos habilidosos e acrobáticos que podem fazer seus inimigos explodirem em pedaços!

  • Controles totalmente responsivos e comandos intuitivos. Os personagens podem cancelar ataques normais em ataques especiais, liberar-se das garras do inimigo e executar vários movimentos encadeados.

 Fight'N Rage
Reprodução: BlitWorks Games
SOBRE SEBA GAMES DEV
Seba Games Dev é um estúdio de jogos independente de um homem só baseado no Uruguai. Além de Fight’N Rage, ele desenvolveu outros jogos gratuitos. Para mais informações sobre Seba Games Dev, visite: https://sebagamesdev.com/

O post O Jogo Uruguaio Fight’N Rage chega ao PS5 e Xbox Series X|S em 1º de Março! apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/02/18/o-jogo-uruguaio-fightn-rage-chega-ao-ps5-e-xbox-series-xs-em-1o-de-marco/feed/ 0
Jitsu Squad | Beat’ Em Up com bichos ninjas https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/12/22/jitsu-squad-beat-em-up-com-bichos-ninjas/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/12/22/jitsu-squad-beat-em-up-com-bichos-ninjas/#respond Thu, 22 Dec 2022 12:11:38 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12887 O gênero beat n’ up (ou briga de rua) não é nem mais novidade na geração atual. Tivemos jogos como Streets of Rage 4, Tartarugas Ninja Shredder’s Revenge e River City Girls Z, que são ótimos exemplos de revigoramento do gênero, que fez muito sucesso nos anos 90. Esquadrão Jitsu Feito pela Tanuki Creative Studios […]

O post Jitsu Squad | Beat’ Em Up com bichos ninjas apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
O gênero beat n’ up (ou briga de rua) não é nem mais novidade na geração atual. Tivemos jogos como Streets of Rage 4, Tartarugas Ninja Shredder’s Revenge e River City Girls Z, que são ótimos exemplos de revigoramento do gênero, que fez muito sucesso nos anos 90.

Reprodução: ININ Games – Tanuki Creative Studios

Esquadrão Jitsu

Feito pela Tanuki Creative Studios e editado pela ININ Games, o game (lançado para todas as plataformas menos no Xbox, que chegará depois) traz uma história bem simples, com quatro heróis que querem salvar o mundo do mago Origami. Assim, os guerreiros Hero, Baby, Jazz e Aros devem se unir para derrotar o chefe do mal. Simples e funcional.

LEIAM – Nerd Trash na Brasil Game Show 2022

O gameplay varia um pouco com cada personagem jogado, mas todos os personagens são simples de pegar e jogar, podendo ser aproveitado até por jogadores casuais ou crianças.

Controlar os personagens é simples pois pode ser feito pelo D-pad ou analógico, e em jogos do gênero, essa possibilidade de escolha é essencial, pois ele é basicamente um jogo em duas dimensões.

Reprodução: ININ Games – Tanuki Creative Studios

Progressão

Não há muita variação no combate. Assim como em “Scott Pilgrim vs The World“, o jogador vai aprendendo novas técnicas, que podem ser usadas ao longo da aventura. As armas achadas no chão funcionam como em clássicos do gênero, porém aqui elas têm uma barra de energia, o que ajuda bastante na hora de escolher entre bater com elas ou jogá-las fora.

LEIAM – Novidade de Dezembro da Ana Lima Store | 2022

A história se passa em oito mundos diferentes e variados, não se prendendo muito à realidade e fazendo referência à jogos do gênero, como Streets of Rage e Cadillacs and Dinosaurs.

Jitsu Squad
Reprodução: ININ Games – Tanuki Creative Studios

Visual e Som

Graficamente o game não faz meu estilo, pois não é em pixel art, contando com arte digital, lembrando muito os games em flash de outros tempos. Isso não é demérito, mas essa escolha de visual exige uma harmonia muito grande entre cenários e personagens, o que não acontece 100% aqui.

Não afeta tanto o jogo mas deixa o jogo com uma cara um pouco menos profissional.

Já as músicas são boas, com uma trilha feita por Sebastien Romero, que não tem um histórico com games, mas faz um bom serviço aqui. Algumas músicas com vocais contam com a voz de Johnny Gioeli, da banda Crush 40, que já gravou muita coisa para a série Sonic.

Jitsu Squad
Reprodução: ININ Games – Tanuki Creative Studios

Conclusão

O jogo é muito divertido e está pau-a-pau com outros games recentes do gênero. Seu visual não é para todas as pessoas, pois conta com um senso estético (ou falta de um) bem duvidoso. Porém, ainda que não tenha uma IP famosa por trás, Jitsu Squad é competente e bom de jogar.


Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 5 gentilmente cedida pela ININ Games.

O post Jitsu Squad | Beat’ Em Up com bichos ninjas apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/12/22/jitsu-squad-beat-em-up-com-bichos-ninjas/feed/ 0
Bravery and Greed | Porradaria roguelike https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/11/23/bravery-and-greed-porradaria-roguelike/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/11/23/bravery-and-greed-porradaria-roguelike/#respond Wed, 23 Nov 2022 14:22:40 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12598 A temporada de 2022 da Formula 1 acabou… Aliás, praticamente todos os esportes de motor encerraram as atividades para a temporada, o que me deixa meio nhé. Por isso não tinha escrito a análise de hoje. E também que começou a Copa do Mundo, e eu meio que estava viciado em Grand Prix Story. Pois […]

O post Bravery and Greed | Porradaria roguelike apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
A temporada de 2022 da Formula 1 acabou… Aliás, praticamente todos os esportes de motor encerraram as atividades para a temporada, o que me deixa meio nhé. Por isso não tinha escrito a análise de hoje. E também que começou a Copa do Mundo, e eu meio que estava viciado em Grand Prix Story. Pois é.

Quem me conhece, sabe que eu não sou fã de Roguelikes, Roguelites e afins. Eu não curto a natureza de permadeath e aleatoriedade do gênero, o que fez com que eu não jogasse muita coisa do gênero. (principalmente porque roguelikes e roguelites ultimamente estão saindo a rodo)

Mas, eu gosto de beat’em up’s. É um gênero repetitivo? Sim, porém ele é bem arcade, daquele que você pega e joga, sem necessidade de aprender como funciona X, Y, Z, simplesmente só enche de porrada os inimigos, sozinho ou com amigos.

E se a gente misturar os dois gêneros? Foi esse o pensamento da desenvolvedora Rekka Games, fundada em 2015, na hora de criar Bravery and Greed, jogo da análise de hoje. No mar de lançamentos que acontece toda semana, será que ele tem o que é necessário pra se destacar? Ou naufraga, tal qual minhas pretensões com a morena? Leia na nossa análise.

Reprodução: Rekka Games, Team17

Fique rico… Ou morra tentando!

Ouro, tesouros… Uma tentação imensa para qualquer pessoa, ainda mais quando se deve ao SPC e ao Serasa… Ou ao agiota. Nossos guerreiros, buscando saldar suas dívidas e não terem partes dos seus corpos servidos como churrasco mal passado, resolvem ir atrás de tesouros nas masmorras, só que em seu caminho, todo tipo de coisa está a espreita, desde monstros a advogados.

O jogo mantém a premissa simples, arcade do beat’em up, onde uma história elaborada não era necessariamente prioridade, já que tudo o que queríamos era encher malfeitores de porrada, mas é claro que como beat’em up’s de arcade queriam nosso dinheiro, nem sempre conseguíamos.

Eu posso ter inventado a história sobre devendo ao agiota, mas ela faz tanto sentido quanto a original, que é onde os personagens estão numa taverna e decidem embarcar nessa treta em busca de tesouros… O que pode significar que DE FATO estão devendo ao agiota, porque afinal de contas, que pessoa sã iria enfrentar monstros, armadilhas e chefes enormes pra conseguir dinheiro, se não tivessem devendo pro agiota?

Digo, se elas querem dinheiro mesmo, podem fazer como pessoas normais, e ir trabalhar no McDonalds, fazer concurso público pra mamar nas tetas do governo ou ir para o BBB. Eu poderia fazer a piada de ser youtuber, mas convenhamos, a plataforma quebra pra caralho os criadores. Mas vamos em frente.

Reprodução: Rekka Games, Team17

Um jogo simples e gostoso de se jogar, sozinho ou em grupo.

Bravery and Greed se destaca, porque você consegue se divertir de qualquer jeito. Está sozinho? Sem problema, o jogo ainda é divertido (apesar do foco no coop). Tem amigos/família/namorada pra jogar em casa? O jogo suporta até quatro jogadores localmente. Todo mundo mora longe? Dá pra jogar online. Seu amigo vacilão não tem o jogo? O Steam remote funciona de boa. E a jogatina pode ser cooperativa, ou vocês podem cair na porrada nos modos PvP do jogo, VAI FILHÃO.

Dito isso, temos quatro classes, o Ladino, o Guerreiro, o Mago e a Amazona, cada um com suas armas diferentes, e combos diferentes, o que deixa a jogatina bem diferenciada, até você encontrar um personagem que se adeque ao seu estilo de jogatina. Felizmente, para quem não é lá muito fã de roguelikes (eu incluso), Bravery and Greed é bem focado nas raízes beat’em up, então os controles são simples de se entender, e qualquer idiota (eu incluso) consegue fazer combos como se fosse pro-player de KOF, mas somente aqueles que passarem um tempinho a mais com o jogo, vão conseguir dominar a arte de fazer embaixadinhas com os inimigos.

Daí, temos quatro calabouços gerados proceduralmente para explorar, e é aquilo, ondas e mais ondas de inimigos, podemos explorar o local em busca de baús com tesouros, aliados para nos ajudar (apesar de que esses aliados são mais burros que eu e possuem uma grave tendência de pular nos inimigos gritando LEEROY JENKINS). E não, apesar do que pode parecer, você não encontra os aliados em baús.

E existem 4 caminhos com perks que podem ser seguidos em determinados pontos do jogo, dando mais variedade ao destino da sua run. E mesmo as mortes, elemento comum em jogos do gênero, são usadas em benefício, já que todo o tesouro adquirido na run pode será convertido em possíveis benefícios na próxima tentativa.

Reprodução: Rekka Games, Team17

Belíssimos gráficos, músicas ok

A parte sonora de Bravery and Greed é… Ok. Não são músicas memoráveis, mas ajudam bastante a passar o clima que o jogo pede. O mesmo vale pros efeitos sonoros do jogo. Um positivo, é que o jogo possui localização para o português brasileiro, então se a sua noção de inglês é “The Book is on the Table”, não se acanhe porque dá pra jogar na nossa língua.

Gráficamente é um jogo bem bonito, com personagens bem detalhados e desenhados e o trabalho de animação dos sprites é bem vistoso, o que é essencial pra um jogo na pegada de beat’em up. Os inimigos podem ter o design meio genérico, afinal, é o esperado de um jogo de fantasia, mas não dá pra dizer que são feios.

E os bosses gigantes são bem bacanas. Os cenários, apesar de um pouco apertados, são até bonitinhos. Mas, devido a natureza procedural das fases, o design delas não vai ganhar nenhum prêmio, mas servem o propósito.

Reprodução: Rekka Games, Team17

Conclusão

Bravery and Greed é fundamentalmente um bom jogo. O problema é que ele tá no meio de um mar de roguelikes e roguelites, e se você não tiver algo excepcionalmente brilhante naquele departamento, não irão ligar pra você. E nisso, o jogo não se destaca. Mas, se você quer um beat’em up com toques de roguelike, Bravery and Greed é uma boa pedida. Com bons gráficos e jogabilidade afiada, ele agrada quem quer um jogo simples pra jogar.

Bravery and Greed está disponível para PC, Playstation 4, Xbox One e Nintendo Switch, e esta análise foi feita com base na versão de Playstation 4, com uma cópia fornecida gentilmente pela Team17.

O post Bravery and Greed | Porradaria roguelike apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/11/23/bravery-and-greed-porradaria-roguelike/feed/ 0
Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder´s Revenge | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/10/11/shredders-revenge/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/10/11/shredders-revenge/#comments Tue, 11 Oct 2022 21:27:57 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12362 Sejamos completamente francos aqui: As Tartarugas Ninja nunca tiveram um jogo verdadeiramente bom após a era 16 bits. Os jogos do PlayStation 2 são de medíocres para baixo, os jogos do Game Boy Advance são no máximo “ok”, o jogo da Platinum é um desperdício de potencial e eu nem vou começar a falar das […]

O post Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder´s Revenge | Análise apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Sejamos completamente francos aqui: As Tartarugas Ninja nunca tiveram um jogo verdadeiramente bom após a era 16 bits. Os jogos do PlayStation 2 são de medíocres para baixo, os jogos do Game Boy Advance são no máximo “ok”, o jogo da Platinum é um desperdício de potencial e eu nem vou começar a falar das atrocidades que a Ubisoft fez com essa franquia.

Enquanto fã das Tartarugas (mesmo as animações mais recentes – pós anos 2000 – são ótimas) e dos jogos dos arcades e consoles 16 bits, imagine o quão feliz fiquei ao saber que a DotEmu, empresa à frente do fucking delicioso Streets of Rage 4 e do pitelzinho Wonder Boy: The Dragon´s Trap, também seria responsável por um novo jogo das Tartarugas Ninja.

Desde o primeiro trailer, sem nenhuma surpresa, Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder´s Revenge deixava claro que o jogo teria como inspiração os games mais famosos baseados da franquia (arcades e consoles 16 bits). Em resumo: Um Beat ´em Up frenético, colorido, cheio de referências das animações e jogos clássicos e, é claro, com multiplayer incluso.

Créditos: DotEmu

Heroes In The Half Shell Turtle Power!

Assim que ligamos o console somos agraciados com uma intro muito bem animada, com visual dos cartoons dos anos 80 e uma música levemente modernizada do tema clássico das Tartarugas Ninja.

O menu inicial do jogo, todo no nosso idioma, traz os dois modos de jogo básicos, uma opção dedicada a instruções de jogo, acompanhamento in game dos troféus / conquistas e opções.

O modo Instruções trás 21 lições que englobam todas as mecânicas de jogo. É interessante, é didático, mas a opção no menu em si é inútil. Toda vez que começar qualquer modo de jogatina a apresentação das instruções de jogo será iniciada de qualquer forma (podendo ser pulada, é claro).

LEIAM – Twelve Minutes | Análise

O acompanhamento de troféu é um adendo bonitinho e tal, mas além de inútil apresenta problemas. Adquiri o jogo para PlayStation 4 e o platinei. Na minha PSN ID constam todos os troféus, mas no acompanhamento do jogo ainda faltam três. Vai entender?

Nas Opções é permitido ao jogador personalizar um pouco a experiência de jogo. Escolher se a corrida é automática ou não, se o ataque para trás automático deve estar ativado ou não, personalizar o que cada botão no controle faz, entre outros. Nada que reinvente a roda, mas ainda assim úteis (eu mesmo não suporto corrida automática e ataques para trás automáticos).

Créditos: DotEmu

Destroy the Turtles

O lance é o seguinte: O Destruidor está putaço com as Tartarugas por conta de uma sova que ele levou e agora ele quer vingança, com direito a sopa de tartaruga e o escambau. O jogo não te conta isso, o nome do jogo conta (“Shredder´s Revenge”), e isso é literalmente tudo o que você precisa saber para começar a jogar.

O Clã de Pé está mobilizado pelo seu líder para dar cabo de Nova Iorque e das Tartarugas mais uma vez. Escolha sua Tartaruga favorita, desça o cacete em todo mundo que ver pela frente, derrote o Destruidor e salve Nova Iorque.

Há ao final de cada fase, bem como no começo e fim do jogo, cenas estáticas dos personagens falando algo deliciosamente clichê, assim como no jogo de arcade de 89. Importante destacar que ao longo de todo o jogo há legendas em português, mas a dublagem (ótima por sinal) só está disponível em inglês.

Quantos aos dois modos de jogo ainda não mencionados, são eles é que verdadeiramente importam aqui: História e Arcade.

Créditos: DotEmu

Santa Tartaruga

Os modos História e Arcade de Shredder´s Revenge compartilham as mesmas belas, distintas e variadas 16 fases, as mesmas escolhas com relação a personagens a selecionar e dificuldades de jogo.

O modo Arcade traz ao jogador uma experiência mais próxima a um jogo de fliperama: Finalize o jogo “de cabo a rabo” com as vidas oferecidas inicialmente. Se as vidas e os continues acabarem, é game over. A cada x pontos, se ganha uma vida nova. Simples, direto e eficiente.

No modo História há um mapa geral que além de servir como indicador de progressão visual do jogador no universo do jogo, permite revisitar livremente qualquer fase já finalizada. Cada fase possui três desafios específicos e colecionáveis que garantem pontos extras sempre que vencidos e adquiridos, respectivamente.

Os pontos adquiridos servem para evoluir o personagem que esteja sendo usado pelo jogador. Cada personagem possui 10 levels. Cada level novo dá àquele personagem vantagens como começar a fase com mais vidas, mais força, mais Poder Ninja (barra de especial), entre outros. Tais ganhos dos levels não podem seu usado no modo Arcade.

Shredder´s Revenge
Créditos: DotEmu

Pizza Power!

O gameplay de Shredder´s Revenge é bem abrangente considerando seu gênero. Cada personagem possui uma gama de ataques consideravelmente alta, o que inclui antiaéreos, três variações de especiais, variações de golpes de agarrão, golpes carregados, variações de voadoras, reações distintas executáveis ao tomar um golpe ou cair, entre outros.

Quando se jogando com um amigo é possível ainda revivê-lo (evitando que ele perca uma vida) e até mesmo compartilhar um pouco de life para socorro imediato.

O jogo usa bem essa gama de recursos. Há inimigos no jogo em que é necessário agir e/ou reagir adequadamente para não apanhar. Cada soldado do Clã do Pé tem suas cores e/ou armas específicas e essa é a dica para saber como melhor abatê-lo.

A velocidade do jogo é frenética, como o esperado de um TMNT, mas o jogador jamais perde o total controle de suas ações em tela (menos no modo multiplayer, mas eu já chego lá). A minha única crítica no que cerne a gameplay se dá nos ataques de throw (os famosos agarrões).

LEIAM – Estávamos certos: O Stadia fracassou

Mecanicamente falando, a implementação desse tipo de ataque faz o jogador se sentir repelido a usá-los. Sempre que um personagem está executando um ataque de throw o jogador tem de esperar as animações devidas acabaram para voltar a ter controle, mas durante essas animações golpes podem ser recebidos de inimigos.

Some isso ao fato de os throws não serem ataques muito fortes no jogo e é possível compreender o motivo pelo qual ninguém os usa, a não ser por via extrema de necessidade (usualmente os desafios do modo História e contra um chefe específico).

Resolver isso seria muito simples: dar invencibilidade ao personagem durante as animações de throws ou então fazê-los ser mais fortes, o que compensaria usá-los na relação de custo x benefício. Em ambos os casos eu compreendo que isso poderia potencialmente criar outros problemas de equilíbrio no gameplay, mas que não seriam tão frustrantes quanto tomar pipoco enquanto não pode fazer nada para se proteger.

Shredder´s Revenge
Créditos: DotEmu

Big Apple 3 AM

A trilha sonora do jogo é tão inspirada e empolgante quanto se esperaria de um jogo frenético das Tartarugas Ninja. As músicas para as fases de skate do jogo possuem vocais e são deliciosas. Aliás, os desenvolvedores tanto sabem que são as melhores que as incluíram nos créditos finais.

Toda a Original Game Soundtrack está disponível em serviços de streaming de música (pelo menos no Spotify eu garanto que está) e eu recomendo que a apreciem se puderem. Caso não assinem nenhum serviço desse tipo, dá um pulo no YouTube que com certeza tu acha uma playlist esperta por lá.

A qualquer momento ao longo do jogo é possível abrir um lobby e ser o host de uma jogatina multiplayer online, ou mesmo ingressar no lobby de alguém. É possível que até seis fucking pessoas joguem ao mesmo tempo e isso é incrível e caótico.

LEIAM – Silent Hill | Esqueçam aquela continuação intragável em 3D

Shredder´s Revenge é muito frenético e colorido. Adicione aí os especiais de cada personagem, ainda mais coloridos e frenéticos. Agora junte isso com seis jogadores fazendo apertando botões e soltando especiais o tempo todo. É possível facilmente se perder em tela. Pessoalmente não liguei com isso e entrei na vibe da “divercura” (divertida loucura).

O online do jogo tem seus problemas. A sincronização as vezes falha feio o que pode travar a jogatina de todos no lobby por motivos distintos: fases não se iniciam ou não se finalizam, um jogador não sincroniza e a fase não avança por conta disso, um jogador cai do lobby e a fase não prossegue por estar esperando-o para prosseguir, entre outros.

Já houve um patch para corrigir algumas questões referentes a isso no jogo, mas passaram longe de proporcionar uma experiência pouco problemática no que cerne ao modo online. Nesse departamento realmente o jogo precisa de um carinho maior.

Créditos: DotEmu

Technodrome Let’s Kick Shell!

Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder´s Revenge é um enorme acerto (mais um) da DotEmu. Um Beat ´em Up que consegue trazer aquele ar de nostalgia que a franquia evoca, mas sem se apoiar somente nesse sentimento nostálgico, assim como foi com Streets of Rage 4.

Um jogo com gameplay divertido e competente, que certamente agradará qualquer jogador que curta o gênero, ou mesmo quem só quer uma tarde divertida jogando com os amigos.

Espero verdadeiramente que continuem o trabalho de acertar as arestas soltas do modo multiplayer e que algum conteúdo de DLC seja desenvolvido para expandir a experiência com o jogo. Meu cartão de crédito está a postos.

O post Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder´s Revenge | Análise apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/10/11/shredders-revenge/feed/ 2
Sifu | Deliciosamente difícil – Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/02/14/sifu-deliciosamente-dificil-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/02/14/sifu-deliciosamente-dificil-analise/#comments Mon, 14 Feb 2022 23:07:33 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10096 Introdução Anunciado originalmente em fevereiro de 2021, durante a apresentação State of Play da Sony, Sifu é um jogo do estilo beat n’ up (briga de rua, para os velhos tipo eu), criado pelo estúdio francês Slocap que anteriormente fez o também bem recebido, Absolver.   História No game controlamos um rapaz sem nome, conhecido […]

O post Sifu | Deliciosamente difícil – Análise apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Introdução

Anunciado originalmente em fevereiro de 2021, durante a apresentação State of Play da Sony, Sifu é um jogo do estilo beat n’ up (briga de rua, para os velhos tipo eu), criado pelo estúdio francês Slocap que anteriormente fez o também bem recebido, Absolver.

Sifu
Reprodução/ Slocap

 

História

No game controlamos um rapaz sem nome, conhecido apenas como Artista Marcial, que viu seu pai, o Sifu — mestre — de uma escola de lutas ser morto por um grupo de cinco assassinos.

O líder dessa gangue de lutadores encontra a criança e a mata, porém um talismã misterioso o ressuscita, permitindo que ele cresça e treine para buscar justiça pelo seu pai.

Infelizmente, o poder do talismã é limitado, fazendo com que o Artista Marcial envelheça rapidamente toda vez que morre.

 

Reprodução/ Slocap

Briga de rua roguelike?

Uma das maiores surpresas de Sifu no seu lançamento foi a dificuldade absurda.
O game aparentemente é curto, contando com uma fase introdutória e mais cinco estágios bem longos, porém não é bem assim.

Como dito acima, o seu personagem envelhece toda vez que morre no jogo e isso se traduz como um aumento contínuo de dificuldade. Afinal, quanto mais velho o Artista Marcial fica, mais frágil seu corpo se encontra.

Por outro lado, envelhecer implica que ele também ficou mais experiente, então seus golpes também causam mais dano.

LEIAM – Resident Evil: Bem-vindo a Raccoon City | Vale a pena

Essa dinâmica, na prática, força o jogador a tentar passar das fases o mais “jovem” possível e talvez, lá pro final, use da idade avançada para ganhar dos chefes mais difíceis.

Obviamente que existem alguns loucos que conseguem terminar o jogo simplesmente sem morrer, mas ao contrário de alguns reviews por aí, não é algo impossível.

Assim sendo, a repetição de fases não deve ser vista como uma coisa ruim, remetendo aos jogos do gênero roguelike. Porém aqui nada é gerado proceduralmente (graças à Deus!). Todas as fases são iguais em todas as runs que o jogador fizer.

Sifu
Reprodução/ Slocap

Dificuldade

Sifu parece seguir a escola recente de desenvolvimento de jogos onde uma dificuldade elevada não é ruim se ela for apresentada de forma justa para com o jogador.

Em diversos momentos sim, parece que o game não te dá trégua para respirar, mas você também possui todas as ferramentas para lidar com os diferentes tipos de inimigo.

Existem também habilidades que podem ser adquiridas de forma permanente mesmo depois de um game over, então mesmo aqueles que estão batendo na parede sem esperança de evoluir no game podem, com um pouco de dedicação, juntar pontos de experiência em runs fracas somente para ganhar habilidades que vão ajudá-lo a superar as dificuldades na marra.

Sifu
Reprodução/ Slocap

 

Jogabilidade

Os controles são o ápice desse game. De início, a impressão que dá é de que ele é um tipo de beat n’ up fácil, onde basta apertar os botões de golpe ad infinitum até que todos os inimigos morram. Errado.

Como todos os adversários em tela têm um padrão de golpe, é possível lidar com eles de maneiras específicas.

Por exemplo: existe uma personagem feminina que te ataca três vezes antes de dar uma rasteira. Uma ótima maneira de lidar com ela é esquivar três vezes para trás e uma para frente, criando uma abertura para golpeá-la.

LEIAM – Halo Infinite – Uma evolução e um tropeço

Em relação a esquiva, ela é o principal comando que o jogador deve dominar. Ao segurar L1 + analógico para baixo, o personagem esquiva de qualquer golpe frontal. Segurar o L1 e ficar apertando para baixo frequentemente permite que o Artista Marcial esquive de 80% dos golpes desferidos contra ele, também.

A única exceção são os golpes baixos e rasteiras, pois elas precisam ser esquivadas ao segurar L1 + analógico para cima, porém são golpes usados com menos frequência pelos inimigos e dá pra jogar bem tranquilo sem se preocupar muito com isso.

 

Reprodução/ Slocap

Apresentação

O game é claramente inspirado visualmente por filmes de artes marciais antigos e tradicionais, e as lutas, com golpes variados e armas espalhadas no chão para serem usadas, lembram muito os filmes do Jackie Chan.

A Slocap conseguiu traduzir muito bem esse tipo de ação mista pro game, e o feedback visual e tátil é bem prazeroso. Cada golpe e som realmente dá a sensação de que o jogador está dando uma porrada bem dada no adversário e isso é essencial para um jogo com fases que devem ser jogadas muitas vezes.

Na versão de PS5, os desenvolvedores fizeram bom uso do controle DualSense, criando vibrações de diversos tipos em todos os momentos do game. Até a brisa dos ventiladores espalhados nas fases podem ser sentidas de um jeito específico, o que mostra a dedicação até com os menores detalhes.

A trilha sonora é composta de temas simples com um ar oriental, e não fazem feio, só não são o foco da experiência. Estão ali somente para ilustrar o grande espetáculo visual.

 

Sifu
Reprodução/ Slocap

Conclusão

Sifu é uma surpresa, pois jogos nesse estilo beat n’ up costumam ter uma dificuldade mais casual e apelam para estímulos externos para manter o jogador entretido, como itens que facilitam o jogo, por exemplo.

Em Sifu temos estímulos internos — coisa bem rara em jogos de hoje — que envolvem fazer o jogador realmente aprender a jogar para passar das fases, dando uma sensação verdadeira de evolução e aprendizado.

A curva que leva ao domínio e finalização de Sifu é bem íngreme, é verdade, mas totalmente conquistável.

E por mais que você não zere o game, a experiência, que de certa forma parece com um jogo arcade, faz com que ele não enjoe facilmente. É o tipo de jogo que pode ser revisitado várias vezes apenas pela diversão de bater em alguns inimigos, sem pretensão de ser o melhor jogador da face da Terra.

Vá para Sifu sem medo de Sifu e divirta-se.


Sifu está disponível para PC e PlayStation, e esta análise foi feita no PlayStation 5, com uma cópia do game gentilmente cedida pela distribuidora.

O post Sifu | Deliciosamente difícil – Análise apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/02/14/sifu-deliciosamente-dificil-analise/feed/ 3
Tunche | Briga de rua roguelike https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/11/14/tunche-briga-de-rua-roguelike/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/11/14/tunche-briga-de-rua-roguelike/#respond Sun, 14 Nov 2021 13:32:17 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=9048 Introdução O gênero de Beat ‘Em Up, ou “briga de rua” como se fala na INTERNET e provavelmente em algum bairro de São Paulo, foi muito popular nos anos 90. Seus maiores sucessos são lembrados até hoje, como Final Fight e Streets of Rage, porém por anos esse tipo de game foi esquecido. Na era […]

O post Tunche | Briga de rua roguelike apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Introdução

O gênero de Beat ‘Em Up, ou “briga de rua” como se fala na INTERNET e provavelmente em algum bairro de São Paulo, foi muito popular nos anos 90.

Seus maiores sucessos são lembrados até hoje, como Final Fight e Streets of Rage, porém por anos esse tipo de game foi esquecido.

Na era do PlayStation 3 e Xbox 360, houve uma pequena tentativa de trazer de volta o gênero, com Scott Pilgrim vs. The World e Castle Crashers, ambos de 2010, fazendo um relativo sucesso naquele começo do boom de jogos indies ou de menor orçamento.

Agora na geração atual, tivemos o quarto game da série Streets of Rage, feito fora da Sega, mas que reviveu o interesse do público no gênero mais uma vez.

Assim, outros estúdios resolveram se aventurar ne estilo de game, como a LEAP Game Studios.

Eles são uma desenvolvedora peruana que já fez alguns advergames e outros jogos menores para mobile, como Slipe and Rise, mas Tunche é o primeiro game de maior orçamento e lançado para consoles da empresa.

Tunche

Briga de mato

Tunche é um jogo de briga de rua tem uma ideia interessante, que é misturar os elementos do gênero já citado com características de roguelike.

Isso significa que o jogador não vai avançar muito de início, morrendo várias vezes até conseguir fazer uma run boa.

LEIAM – Hades | Um roguelike para todos governar

Eu não sou muito fã desse tipo de repetitividade, mas o gameplay de Tunche entrega um certo prazer de socar os inimigos que compensa, mesmo que durante uma jogatina rápida sem pretensões de chegar até o final.

Pense no game como uma espécie de Hades, roguelike isométrico de 2018, mas com gameplay de Streets of Rage, onde cada jogada nova apresenta fases diferentes.

Tunche

Visual florestal

O game possui um estilo gráfico similar a cartoons modernos, com personagens 2D sem contorno e animados de forma fluida, similar a jogos como Guacamelee e Child of Light.

Os cenários parecem pintados com aquarela, e a paleta de cores de tudo parece muito bem pensada, onde mesmo a HUD com sua barra de vida não parece destoar do estilo proposto por todo jogo.

Isso parece um detalhe pequeno, mas é incrível como muitos jogos, até mesmo de grande escala, pecam ao criar combinações muito feias entre elementos informativos na tela e o jogo em si.

História amazônica

O jogo se passa na floresta amazônica, onde os cinco personagens estão em busca do espírito da floresta, Tunche, cada um por razões diferentes.

Os personagens, tanto os jogáveis quanto os inimigos, são inspirados no folclore peruano, e por isso, algumas dessas lendas podem parecer similares a coisas que conhecemos no nosso país.

O game também com a participação especial de Hat kid, protagonista do game A Hat in Time, e que também precisara desvendar todos os segredos da selva e Tunche.

Tunche

Conclusão

Tunche possui quatro regiões, cada uma com dez fases cada, e levando em consideração o elemento roguelike de aleatoriedade, é possível que o jogador invista muito tempo tentando passar das primeiras.

É perfeitamente normal morrer muitas vezes e voltar do começo do jogo, e isso talvez possa causar estranheza em jogadores que buscam um jogo de beat ‘em up mais comum.

LEIAM – Senna Para Sempre | A nostalgia das manhãs de domingo

Porém, o jogo não te castiga muito, deixando que você mantenha itens pegos nas runs anteriores, como as armas. A única coisa que não fica são as orbes, que são upgrades temporários de status e que devem ser conseguidos novamente sempre que você morre.

Todos os personagens são bem diferentes de jogar, oferecendo uma variedade ainda maior para o jogo. O modo de coop local também está presente, deixando tudo ainda mais divertido.

Existem alguns bugs, como personagens inimigos ficarem presos fora da tela, te forçando a usar magia à distância para matá-los e destravar a tela, mas fora isso, o jogo é muito legal de jogar e é notável como a LEAP Game Studio colocou muito amor na hora de produzi-lo.

————
Tunche está disponível para PlayStation, Xbox, Switch e PC. Essa análise foi feita com uma cópia digital de Xbox One gentilmente cedida pela LEAP Game Studio .

O post Tunche | Briga de rua roguelike apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/11/14/tunche-briga-de-rua-roguelike/feed/ 0
Donuts’ N’ Justice | Tiroteio desbalanceado https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/06/27/donuts-n-justice-tiroteio-desbalanceado/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/06/27/donuts-n-justice-tiroteio-desbalanceado/#respond Sun, 27 Jun 2021 08:00:18 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7709 Eu sou um fã declarado de Shoot’ Em Up’s devo ter dito isso, uma, duas ou dez vezes. Porém, minha situação com o gênero no PlayStation 4 não é das melhores porque os jogos do gênero no console estão divididos em três categorias: Ou não são lançados na PSN aqui do Brasil (como muitos jogos […]

O post Donuts’ N’ Justice | Tiroteio desbalanceado apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Eu sou um fã declarado de Shoot’ Em Up’s devo ter dito isso, uma, duas ou dez vezes. Porém, minha situação com o gênero no PlayStation 4 não é das melhores porque os jogos do gênero no console estão divididos em três categorias: Ou não são lançados na PSN aqui do Brasil (como muitos jogos que tem na PSN americana, mas não na nossa), ou são muito caros (já viram o preço de Ketsui? Eu não vou pagar 180 reais num shooter), ou usualmente não tem algo que me agrade. O fato é que fora um ou dois jogos, não possuo tanto entretenimento assim do gênero.

LEIAM – 0 Degrees | Mas em Curitiba faz mais frio

Uma das coisas mais legais dos anos 80 e 90, eram os filmes do gênero Buddy Cop, onde dois policiais que eram o oposto se juntavam e eram um bom misto de comédia e ação. Inspirado por esses filmes, a Fobti Interactive lançou em 2016, o shooter horizontal Donuts’ N’ Justice nos PC’s, e agora, em junho de 2021, através da Ratalaika Games, o jogo ganha um lançamento nos consoles. Será que o jogo vale o seu investimento?

Hora de Limpar as Ruas… DA RAIVA! Não, pera

Donuts' N' Justice

Você escolhe entre Mike Riggs e Nick Gordon, dois policiais que utilizam ternos saídos de Miami Vice e precisam limpar a cidade dos malfeitores.

Bandidos furrecas, ninjas, samurais, punks, sósias do Azaghal estarão em seu caminho, então pegue sua arma, confie em seu treinamento e entregue a JUSTIÇA AMERICANA para manter a cidade.

Obviamente, o roteiro é basicamente inspirado naqueles filmes de policiais, e a única cutscene real do jogo é a do final. Porém, para esse jogo é o mínimo necessário para agir como alguém em São Cosme e Damião e distribuir balas pra todo lado.

Faltou balanceamento na hora de determinar a dificuldade

Donuts' N' Justice

Muitos paradoxos envolvem a jogabilidade de Donuts’ N’ Justice. Por um lado, a estrutura dele lembra um pouco a de certos endless runners, quanto mais longe você for, mais coisas desbloqueia, mas com um pequeno twist: Os inimigos, ao serem mortos podem liberar itens aleatórios, sejam Donuts para recuperar sua energia, coletes a prova de balas, caixas de granadas, power-up’s, armas, dinheiro e emblemas.

O dinheiro é usado para comprar chapéus, que podem ser cosméticos ou terem efeitos práticos, como o do Batman, que permite que um pequeno morcego lhe acompanhe, morcego esse que atira nos inimigos, lhe auxiliando.

Os emblemas desbloqueiam novas armas a cada x emblemas coletados. Só que essas armas são dadas pelas caixas deixadas pelos inimigos e são aleatórias. Algumas armas ajudam, mas não há nenhum incentivo real para você coletá-las.

LEIAM – (Mais) Cinco jogos oldschool com mundo aberto

Eu falei de paradoxos dois parágrafos acima, pois lembra que eu falei dos endless runners de celular? Pois Donuts’ N’ Justice é tudo, menos runners de celular.

Ele é um shooter horizontal com cinco estágios, no qual você deve ir até o fim da fase (uma barra indica seu progresso) e você tem uma quantidade de life pra chegar ao seu objetivo. Só que o jogo é desbalanceado como shooter.

Muitas vezes, o padrão de inimigos e balas parece errático demais e você tem que se preocupar em desviar das balas, matar os inimigos, não matar civis inocentes. Não culpo quem decidir jogar na dificuldade fácil. O jogo ainda vai pegar no seu pé, mas pelo menos os inimigos causarão menos dano.

E novamente, paradoxos, as fases são difíceis pelos inimigos erráticos e coisas caóticas, mas os chefes… São facílimos. Eles possuem basicamente dois padrões de movimento e ataque bastante previsíveis e podem ser abatidos sem problemas. O jogo possui um fator replay ao ter um modo de boss rush e obviamente os chapéus e armas a serem desbloqueados, mas não há um incentivo qualquer para você fazer isso.

O jogo se utiliza de três botões, um botão atira para a direita e outro para esquerda, e um botão arremessa a granada (para o lado em que o jogador fez o último disparo), que pode ser útil em algumas circunstâncias.

Trilha sonora boa, mas eu estou me cansando desse tipo de pixel art

Donuts' N' Justice

Corro o risco de ser odiado pela comunidade de desenvolvedores independentes, mas é algo que preciso tirar do peito.

Esse tipo de pixel-art minimalista está começando a me cansar. Talvez seja o fato de que eu tenho jogado vários jogos com gráficos assim, mas é algo que tem se acumulado ao longo do tempo.

Não me levem a mal, não estou fazendo a crítica pra colocar pra baixo ou algo do tipo, sei o quão é árduo o ciclo de desenvolvimento de um jogo, mesmo eu tendo só trabalhado com Visual Novels e não ter me preocupado com a criação de assets próprios. Eu só queria ver sprites mais detalhados serem a regra e não a exceção na indústria.

Dito isso, os cenários de Donuts’ N’ Justice são belíssimos. Sim, são poucos, basicamente o centro da cidade, Chinatown, o metrô, o porto e uma nave alienígena (Donuts’ N’ Justice poderia ser um brilhante Beat’Em Up com esses cenários, fica a dica, Donuts’ N’ Rage, me chama aí, Sr. Ratalaika).

São poucos, mas são muito bonitos e ricos em detalhes. O trabalho nos sprites, entretanto… Eles são distinguíveis, ainda que minimalistas. Os protagonistas parecem saídos de Miami Vice, e os inimigos são levemente diferenciáveis.

A trilha sonora do jogo é bem legal. As músicas são empolgantes e passam o tom certo da jogatina, ainda que curta. Recomendo darem uma escutada na trilha do jogo, certamente o melhor quesito do jogo.

Entre erros e acertos, é apenas ok.

Donuts' N' Justice

Donuts’ N’ Justice não é ruim. Mas, se você é fã de shooters, certamente tem muitas outras opções melhores no mercado.

O cerne de um bom jogo está lá, porém ele tropeça no balanceamento da dificuldade. Se você encontrar em uma boa promoção, talvez valha a pena. Ele não é caro, só há alternativas melhores.

Donuts’ N’ Justice está disponível para PC, PlayStation 4, PlayStation 5 (Crossbuy), Xbox One, Xbox Series (Com smart delivery) e Nintendo Switch.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela Ratalaika Games.

O post Donuts’ N’ Justice | Tiroteio desbalanceado apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/06/27/donuts-n-justice-tiroteio-desbalanceado/feed/ 0