Arquivos Souls-like - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/souls-like/ Um pouco de tudo na medida certa Fri, 28 Mar 2025 22:34:12 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Souls-like - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/souls-like/ 32 32 Mortal Rite | Rogue-Souls-Like com potencial https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/03/28/mortal-rite-rogue-souls-like-com-potencial/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/03/28/mortal-rite-rogue-souls-like-com-potencial/#respond Fri, 28 Mar 2025 22:34:12 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19691 Eu to sem criatividade pra iniciar esse texto. Porque todas as tangentes relacionadas aos gêneros do jogo de hoje (sim, gêneros no plural, porque hoje em dia, um jogo não pode pertencer apenas a um gênero… Mesmo que os gêneros não combinem) já foram feitas em textos passados. Afinal de contas, quantas vezes eu já […]

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Eu to sem criatividade pra iniciar esse texto. Porque todas as tangentes relacionadas aos gêneros do jogo de hoje (sim, gêneros no plural, porque hoje em dia, um jogo não pode pertencer apenas a um gênero… Mesmo que os gêneros não combinem) já foram feitas em textos passados. Afinal de contas, quantas vezes eu já falei que apesar de ter alguns jogos do gênero, e mesmo tendo feito análises, eu nunca fui muito bom em Souls-like? Eu já perdi as contas, mas é. Talvez por falta de paciência, ou qualquer outra coisa, mas é. Eu sempre fui bem ruinzinho, mesmo gostando de alguns dos jogos do gênero.

Agora, quanto a Roguelikes… Quem me conhece, sabe que eu não gosto do gênero, e não gosto de como basicamente estão enfiando elementos de roguelike em vários gêneros, de beat’em up’s até mesmo a jogos de luta. (Sim, Idol Showdown, o fangame de luta com as meninas do Hololive tem um modo que é um roguelike de luta) Eu sei que há diferenças entre roguelike e roguelite, mas pra simplificação, colocamos tudo em um saco. O fato é que muita gente simplesmente pra pegar carona num hiper sucesso, resolve colocar elementos do gênero em seus jogos, de uma maneira preguiçosa. E os ot… fãs do gênero, aceitam bem.

Fazendo a última tangente pro assunto de hoje, jogos que obtiveram recursos via financiamento coletivo são uma via de duas mãos. Coloque dinheiro na mão de quem não tem experiência, ou não sabe fazer, coisas como Tormenta: O Desafio dos Deuses e o caso do Chuck Tingle podem acontecer. Mas também temos aí casos como o de Shovel Knight e Lords of Exile, que vieram depois de financiamentos coletivos bem sucedidos. Dito isso, o jogo de hoje, Mortal Rite, que ainda está em acesso antecipado (mais uma coisa que parece ser comum pra mim, jogar jogos de acesso antecipado, roguelikes ou souls-likes, ou segundos jogos em franquias, ou.) e recebeu financiamento coletivo no Kickstarter. Será que ele faz parte ao segundo grupo ou ao primeiro? Confira nossa análise

Em busca da Imortalidade

Você é um iniciado em uma antiga guilda de guerreiros imortais, você busca sobreviver às provações do Espírito de Sangue e obter imortalidade e aceitação na guilda…

A história é risível e esparsa, não é como em Dark Souls, onde a história pode ser ignorada pelo jogador, mas detalhes sobre a história poderem ser adquiridos investigando os cenários. Mas tudo bem, esse é um jogo em acesso antecipado, e tais coisas podem ser remediadas no futuro, talvez.

Souls-like que precisa de um pouco de otimização

Eu não tenho problema com jogos mais janky, eu adorei Mortal Shell (que é meio desajeitado comparado a outros Souls-likes como Nioh e Lies of Pi), e Mortal Rite cai nessa categoria, porque o combate é meio desajeitado em pontos. Ele funciona como o souls-like que você já conhece, ataques fracos e fortes, bloqueio, contra ataque e esquiva, tudo gerenciado pela barra de stamina. Isso, jogador de souls-like aprendeu na terceira série.

Os personagens do jogo, Shold, Fia, Dawksin, e Initiate funcionam como classes Shold é o tanque, Fia é a maga, Dawskin é o ladino e Initiate é o equivalente a classe Deprived de Dark Souls, e cada um possui habilidades únicas que podem ser usadas, após serem aprendidas nas árvores de talento.

Bem, o jogo é Roguelite, como mencionei lá em cima… O Alden’s Refuge (é, o jogo não tem localização em português, não que isso me incomode) serve como hub onde suas runs começam, você pode escolher o personagem, ir ao ferreiro, mudar os pontos da árvore de talento, acessar o PVP ou escolher um mundo para começar. Cada um dos mundos posteriormente ao primeiro é ligado a completar o anterior. A progressão é salva no jogo inteiro, assim não sendo necessário recomeçar do primeiro mundo quando mudamos de personagem. Quando se morre, você volta ao começo da fase. Inimigos e Baús resetam, mas o jogador não perde o que conseguira na run, até mesmo ganhando dinheiro extra dependendo do seu progresso, e os atalhos se mantém abertos. Entretanto, se voltar ao hub principal, a fase reseta completamente. Após navegar pela fase, temos chefões para enfrentar.

Durante as fases, você vai adquirir o bom e velho loot, como grana, itens, material pro ferreiro e equipamento. NÃO EXISTEM armas e armadura a ser encontradas, já que a árvore de talento fornece melhorias de ataque e defesa. A grana é usada pra comprar novas receitas pro ferreiro e craftar as receitas já adquiridas, desde que você tenha o material correto. Ao contrário dos roguelites usuais, as opções de loot lhe permitem escolher equipamentos que vão dar um boost em determinados status.

Isso tudo seria muito bom, muito legal… Se o jogo não tivesse alguns probleminhas de performance. Isso não vem só de mim, que uso uma máquina secundária (do meu sobrinho) pra jogar alguns jogos que esse meu PC não roda, mas de outras pessoas com PC’s muito melhores que o meu tiveram problemas pra conseguir chegar a 60 FPS mesmo setando o jogo para rodar no dobro. O jogo teve também problemas com crashes. Não é a toa que o jogo tem recepção mista no Steam.

Belos gráficos, mas… Cadê a música?

Uma das coisas que o gênero sempre entrega, independente do desenvolvedor (a não ser que você seja Gilson B. Pontes), são belíssimos cenários, e Mortal Rite não é exceção. As coisas ainda estão um pouco duras por que é Early Access, mas são bons o suficiente, especialmente considerando que é um jogo feito com menos de 70 mil dólares. E vou dizer que a Fia é bonita. Agora, COMO INDIES DE 70 MIL DÓLARES FAZEM MULHERES BONITAS E AAA DE MAIS DE 100 MILHÕES, SE ESFORÇAM PRA EMBARANGAR MULHERES? É de se fazer pensar.

Agora… Uma das coisas que me deixou encucado é a trilha sonora, ou falta dela em alguns pontos. Não é aquele silêncio ambientador, mas uma falta de musica deixa as coisas estranhas.


Ainda há um longo caminho

Respondendo a pergunta de antes da análise, Mortal Rite pode não atingir os altos de Lords of Exile ou Shovel Knight, mas está longe de atingir os baixos de Tormenta: O Desafio dos Deuses ou sequer o desastre que foi aquele Kickstarter da Zoe Quinn. Ele tem potencial pra se tornar mais, mas tropeça em algumas coisas básicas, como o design de fases, a falta de música em muitos pontos, o tutorial não é muito intuitivo o fato de que é preciso pagar (in-game, deixando claro) pra desbloquear os personagens TODAS AS VEZES. O preço pode não ser convidativo pros gringos (25 dólares), mas o preço nacional é BEM CONVIDATIVO pra um souls-like, 60 Reais. O jogo pode ser jogado single-player e cooperativo. Maaaaas, se você quer um jogo que mistura Souls-like, rogue-lite e jank, também tem Let it Die. Sim, fanboys do Suda, o cara lança muita coisa Jank, deal with it. Enfim, voltando a Mortal Rite, ainda que não atinja todas as notas corretas, o potencial está lá. Pegue em uma promoção e aguarde melhorias até o 1.0.

Nota: 6,5/10

Mortal Rite está disponível em acesso antecipado no Steam, e essa análise foi feita com uma chave gentilmente fornecida pela Round Toast Studios.

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Magenta Horizon | Xingue como um marinheiro irlandês https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/12/20/magenta-horizon-xingue-como-um-marinheiro-irlandes/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/12/20/magenta-horizon-xingue-como-um-marinheiro-irlandes/#respond Fri, 20 Dec 2024 17:51:23 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18978 Jogos feitos por uma pessoa só. É uma coisa que era comum nos anos 80 e começo dos anos 90, com os programadores de quarto, como eram chamados, mas conforme a indústria foi crescendo, isso foi desaparecendo aos poucos, ao menos em grande escala. Claro, ainda havia o ocasional jogo de produtor solo, a cena […]

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Jogos feitos por uma pessoa só. É uma coisa que era comum nos anos 80 e começo dos anos 90, com os programadores de quarto, como eram chamados, mas conforme a indústria foi crescendo, isso foi desaparecendo aos poucos, ao menos em grande escala. Claro, ainda havia o ocasional jogo de produtor solo, a cena indie japonesa com os doujin games é um exemplo disso.

Com a popularização da distribuição digital no Steam, e posteriormente em consoles como o PS3, 360 e Wii (E suas gerações seguintes), jogos feitos por desenvolvedores solo voltaram a ficar em voga, com títulos como Iconoclasts explodindo em popularidade, desenvolvido durante dez anos. Mas é claro que pra cada Iconoclasts, saem dez jogos completamente pavorosos, afinal, o criador de Mineirinho continua vomitando suas aberrações na internet.

Enfim, após cerca de dois anos e meio, quase três, o desenvolvedor solo Maddison Baek lançou no acesso antecipado o jogo Magenta Horizon, em maio de 2023. Após mais um ano e meio ou algo do tipo, o finalmente Magenta Horizon chega a sua forma final, confira nossa análise.

Em busca de uma razão

Você joga como Gretel, uma ceifadora em seu purgatório distorcido, exilada por 200 anos. Após ser libertada de seu sarcófago por uma alma errante chamada Archibald – Gretel busca o propósito em seu pós-vida – guiando Archibald de volta ao santuário, onde ela foi exilada. Esta jornada conterá um caminho perigoso, repleta de todos os tipos de demônios grotescos que estão famintos por almas.

A história não é profunda… Okay, procurar uma razão de existir é algo profundo, mas não é exatamente original. Não quie isso seja um problema. Enfim, uma das coisas positivas é que o jogo tem uma excelente tradução em português, Archibald, que no original tinha um sotaque… Não sei se do sul dos EUA, ou um sotaque escocês, mas na tradução ele ganhou um sotaque caipira, criativo.

Ninja Gaiden encontra… Boomer Shooters?

Uma coisa que vou dizer de cara… Não tente jogar Magenta Horizon no teclado, não vai funcionar. Não digo que não vai funcionar de maneira literal, mas você vai ter dificuldades de controlar.

Em termos de controles, o jogo é relativamente fácil de controlar, todas as ferramentas de combate mano a mano em relação a combos são lhe entregues logo de cara. Pulo duplo? Possível. Dash? Claro. “Dive Kicks?” Pode mandar. Pogo Stick? Tem. Dash Aéreo? Yup. Tudo isso é parte de como a história foi planejada. Usualmente num jogo de ação, o personagem começa fraco e vai adquirindo habilidades ao longo da jornada. É o cerne dos metroidvanias. Porém, Gretel já é uma ceifadora experiente, não faria sentido ela começar fraca, então ela já ten essas habilidades.

O combate do jogo é inspirado por jogos cheios de ultra combos, como Ninja Gaiden, Devil May Cry, e Bayonetta. tudo é sobre controle de multidões, com combos, entender como os inimigos funciona, usar ítens para restaurar sua energia, você tem uma granada que libera um gás nos inimigos que ao tocá-los, permite que você recupere energia ao atacar esses inimigos. Meio complicado de explicar, mas fácil de entender dentro do jogo. O início do primeiro ato explica como funciona toda a movimentação e comandos de batalha em um tutorial explicado.

As batalhas contra chefes tem certa inspiração em Souls-likes, visto que o criador é grande fá de jogos como Nioh, Sekiro e WoLong: Fallen Dynasty. Os bosses são criativos, caralho, só olhar pro boss que é a PORRA DE UM TREM. De onde vem a a parte de boomer shooters? Bem, lembra que uma parte intrínseca de jogos como Doom, é encontrar chaves que vão abrir determinadas portas? Isso existe aqui também, com o progresso nas fases sendo feito através de portais que só podem ser abertos com determinadas chaves encontradas nas mesmas.

O design do primeiro ato é um tanto simplório, mas conforme se avança nos atos seguintes, percebe-se uma melhora nos designs. Um detalhe, o jogo possui diversas dficuldades, com determinadas áreas dos atos estando disponíveis apenas em dificuldades mais altas. Uma boa maneira de se incentivar melhora nas habilidades e maior fator replay.

Um jogo maravilhosamente lindo

Primeiro, pare pra pensar que Magenta Horizon foi feito por uma pessoa apenas. Pense nisso. Pois é, agora veja os gráficos do jogo. Ainda que eles puxem pro grotesco, é um grotesco bem feito e bem animado.

O jogo possui uma boa variedade de inimigos, cada um com designs incríveis. Os cenários são ricos em detalhes, e variando de ato pra ato, e os chefes de fase são únicos, com designs excelentes. DE NOVO, TEMOS A PORRA DE UM TREM.

A trilha sonora de Magenta Horizon É DO CARALHO. Músicas geniais, com pegadas em diversos gêneros musicais, e a maneira sublime que a música transiciona de calma, para uma variante metal na hora dos combates. PERFEIÇÃO. O jogo possui uma dublagem em inglês que é competente. Como dito lá atrás, o jogo possui uma boa localização em português, e no momento desta análise, o jogo possui os idiomas Inglês, Português do Brasil, Russo e Coreano (a língua principal do desenvolvedor, se vermos os vídeos de devlog dele, vai perceber que o inglês dele tem um forte sotaque)

É baratinho no PC, compre

Eu deixei certas coisas de fora na análise, não por serem importantes, mas porque demandaria muito mais tempo pra explicar as minúcias das habilidades extras que você pode comprar e ajustar pro seu estilo de jogatina. O fato de que apesar de tudo, o jogo tem foco em score, com as mortes funcionando como em Shovel Knight, onde você perde uma quantidade de ouro, aqui você perde uma quantidade de pontos. Mas… No fim do dia, recomendo BASTANTE Magenta Horizon, mesmo o jogo em teoria estando acima do mínimo do meu PC, ele rodou sem grandes problemas (diria eu que os problemas que tive na jogatina, foram relacionados a meu PC estar uma merda. Alguns dos jogos que analisei no PC tiveram que ser jogados em um PC externo, do meu sobrinho). É um excelente título de ação, feito por uma pessoa só e está no top 3 dos meus jogos favoritos de 2024.

Nota: 9,5/10

Magenta Horizon está disponível no PC e essa análise foi feita com uma chave do Steam, cedida pela 2 Left Thumbs.

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Void Sols | Triângulo esquiva, triângulo morre https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/11/18/void-sols-triangulo-esquiva-triangulo-morre/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/11/18/void-sols-triangulo-esquiva-triangulo-morre/#respond Mon, 18 Nov 2024 23:17:17 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18540 Cara, pra quem não é um jogador de Souls-like, eu tenho e até fiz análises de uma certa quantidade de jogos do gênero, desde prévias de títulos como Salt and Sacrifice e Nioh 2, a títulos como Morbid, Mortal Shell e Mronos: Before Ashes, digo, Chronos: Before Ashes, além de títulos que tenho na biblioteca, […]

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Cara, pra quem não é um jogador de Souls-like, eu tenho e até fiz análises de uma certa quantidade de jogos do gênero, desde prévias de títulos como Salt and Sacrifice e Nioh 2, a títulos como Morbid, Mortal Shell e Mronos: Before Ashes, digo, Chronos: Before Ashes, além de títulos que tenho na biblioteca, como o Demon’s Souls original de PS3, Bloodborne no PS4, Nioh e Nioh 2, e outros que voam por baixo do radar, como Eternity: The Last Unicorn, que é brasileiro. Além de na época que eu assinava a Plus e o EA Play, eu joguei títulos como Blasphemous, e terminei o Star Wars Jedi: Fallen Order. Tecnicamente, dá para considerar o brasileiro Dandara um Souls-like pelas mecânicas, design de combate e tudo mais. Ah, e também cheguei a jogar Demon’s Sperm, uma paródia hentai de Demon’s Souls, mas sendo obviamente 2D, tal qual Blasphemous.

Agora, parando pra pensar, pra um cara que não curte o gênero, eu até tenho certa experiência, apesar de não ser o mais habilidoso no gênero. Enfim. Essa introdução longa nos leva ao título de hoje, que segue a boa e velha fórmula estabelecida por Demon’s Souls, lançado há quase quinze anos… Jesus, Demon’s Souls tem QUINZE FUCKING ANOS. Anyway, com seu lançamento no PC na semana passada, desenvolvido pela Finite Reflection e publicado pela Modern Wolf, Void Sols aplica uma pegada minimalista ao gênero. Mas nesse mar de títulos lançados diariamente no Steam, será que Vold Sols termina como minhas tentativas de fazer chá, ou é bem sucedido em seu objetivo de entreter? Confira conosco.

Liberar a região de um Tirano

O jogo não tem um roteiro extremamente definido, apenas algumas sugestões do que acontece. O começo do jogo até me lembra a cutscene inicial de Skyrim, onde você acompanha a execução de uma outra pessoa, neste caso, um outro triângulo. Neste caso, você, um triângulo, deve fugir da prisão e acabar com a loucura que subjulgou a nação… Então, como um parágrafo não convence, vou tentar bolar uma história idiota pra ocupar espaço no review.

Você é um triângulo, da ordem dos triângulos, e foi enviado em uma missão para libertar a região de Etagaes de um tirano chamado Lutom… Okay, Lutom não é um bom nome de vilão, e o final boss do jogo tem nome, Zenith. Você foi enviado pela ordem para eliminar Zenith, mas falhou em sua missão porque os caras te mandaram sem nenhum equipamento, apenas uma faquinha, aparentemente porque jogaram muito Green Beret no NES. Enfim, você foi capturado e viu um amigo morrer, o que lhe deu um ímpeto de vingança, agora você irá matar tudo o que se mexe e tem barra de HP para vingar a morte do seu amigo e matar Zenith, porque agora… É pessoal.

Bom, foi o que deu pra fazer em 5 minutos, eu devia ser escritor, caralho, como sou foda! Sim, caso não tenha percebido, é um duplo sarcasmo com o enredo genérico que bolei e o fato de que tecnicamente eu já sou escritor com 3 livros publicados na Amazon. Mas enfim, como os jogos da série Souls, o roteiro é vago e abre interpretação para você criar suas teorias com base nos cenários e no que o jogo te dá.

Souls-like topdown

Cara, antes de mais nada, eu quase tirei ponto do jogo por conta de duas coisas… Primeiro que o jogo recomenda se jogar com controle, coisa que eu não tenho (meu dual shock 4 tá com tanto drift que poderia ser um carro de Initial D), e o fato de que qualquer jogo que use o mouse e teclado no touchpad se torna um parto (comentei isso na análise de Mustache in Hell, quando mencionei o original de PC, devo ter falado o mesmo na análise de Action Taimanin). Felizmente, o jogo permite remapeamento de teclas, então trocar os botões do mouse para duas teclas não utilizadas torna o jogo 30% melhor… Pena que só fiz isso tipo, eu já tinha derrotado 5 dos 9 chefes. Oh, well…

Enfim, se você já experimentou algum souls-like na vida, sabe o que esperar do combate. Mais ou menos, mas enfim, Você tem dois ataques com sua arma principal, um rápido e um carregado, que felizmente estão no mesmo botão. Com o tempo, você ganha uma arma de ataque a distância que pode ajudar a atacar inimigos distantes. Essa arma em si recarrega conforme se mata inimigos. Como é de lei no gênero, a morte estará a espreita em cada canto, especialmente com a variedade de inimigos que se tem.

Tropes de Souls-likes estão presentes a rodo, como a experiência sendo perdida ao morrer, e acredite… Você vai MORRER MUITO, MERMÃO. O jogo até quebra um galho com os ítens de cura, que recarregam sempre que se usa uma fogueira (ou o equivalente), é claro que as fogueiras respawnam os inimigos (exceto chefes e alguns mini-chefes). Nas fogueiras você pode aumentar seus status assim que ganhar níveis. Obviamente, existem minúncias de build, mas uma das coisas que posso adiantar, assim que conseguir o martelo, aprenda a dominá-lo, e POR TUDO QUE É MAIS SAGRADO, NÃO USE A FOICE, PORQUE APESAR DO COMBO DELA CAUSAR ATORDOAMENTO, A ARMA É UMA MERDA.

Atalhos podem ser desbloqueados e áreas secretas podem ser encontradas na maioria dos lugares. Algumas só são acessíveis depois que terminam-se certos bosses. A natureza aberta de Void Sols entretanto pode deixar o jogador perdido sem saber pra onde ir, então a exploração e a localização dos mapas é essencial pra se navegar sem andar em círculos por 30 minutos.

Batalhas de Chefe, jogue como quiser

Vou detalhar aqui um negativo que tive na minha experiência com o jogo, não sei se é do meu hardware ou bug do jogo, mas mais de uma vez o jogo não renderizou a área em que eu estava, com o jogo ficando completamente as escuras, e até mesmo fui parar fora dos limites do jogo uma vez… Ainda não sei se foi culpa minha, mas… E teve uma vez em que após ir parar fora dos limites e ser mandado pra fogueira, o jogo parou de responder a qualquer controle exceto a tecla do mapa.

Uma das coisas que Void Sols faz muito bem, é permitir a customização da dificuldade a cargo do jogador, não com dificuldades arbitrárias do tipo, Easy, Normal e Hard, que são funcionais e tal, mas Void Sols faz de maneira esperta. Na área de acessibilidade do jogo, além dos aspectos de acessibilidade normais, como tremor de tela, flashes e coisas do tipo, você pode customizar a quantidade de dano que seu personagem aplica e o dano que seus oponentes dão… E se você quiser se sentir Deus, pode colocar dano 0 pros oponentes e assistir a eles bater em você por horas.

As batalhas contra chefes são a diversão esperada de Souls-like, aprenda o padrão, esquive e contra ataque. Tem muita coisa da jogabilidade de Void Sols que eu não expliquei, como artefatos que você pode recolher pra bônus, melhorias para seus equipamentos, segredos a se descobrir.

Luz, sombras e belos visuais (trilha matadora)

Aqui começo com a trilha sonora, com temas compostos por Vivi Mouse. Em boa parte do tempo, o jogador terá apenas o silêncio como companhia, e sons ambientes, até que as baquetas soam nas batalhas contra chefes, com excelentes temas com uma pegada eletrônica e são excelentes. Pena que não tem no Youtube no momento, apenas no Bandcamp e no Steam.

Apesar do estilo minimalista, os gráficos do jogo são ricos em detalhes. O jogo usa luz e sombras pra ambientar e aclimatar o jogador, e os cenários e efeitos são muito bonitos. Novamente aqui entra uma crítica minha, que vai mais contra os desenvolvedores de jogos de PC modernos. Ao abrir o jogo, ao invés de otimizar pro PC do jogador, ele abre imediatamente com as configurações no Ultra, o que é ruim, mesmo pra um jogo leve.

Concluindo

Void Sols é um jogo deveras competente em tudo o que se propõe, e dos jogos que analisei esse ano, está entre os melhores de 2024. Recomendo, especialmente se você curte Souls-likes.

Nota Final: 9,5/10

Void Sols está disponível para PC, e essa análise foi feita com uma chave do Steam cedida pela Modern Wolf.

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Salt and Sacrifice | Morrem, digo, jogamos o beta https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/03/26/salt-and-sacrifice-morrem-digo-jogamos-o-beta/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/03/26/salt-and-sacrifice-morrem-digo-jogamos-o-beta/#respond Sat, 26 Mar 2022 08:00:45 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10462 Vocês devem saber que eu sou uma bosta em jogos do tipo Souls-like. Todas as minhas tentativas no gênero foram frustradas, em um grau ou outro, desde lá trás no Dark Souls no PC (que curiosamente minha cópia não legítima do jogo me deu achievement na Xbox Live. Lembram do Games for Windows Live? A merda […]

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Vocês devem saber que eu sou uma bosta em jogos do tipo Souls-like. Todas as minhas tentativas no gênero foram frustradas, em um grau ou outro, desde lá trás no Dark Souls no PC (que curiosamente minha cópia não legítima do jogo me deu achievement na Xbox Live. Lembram do Games for Windows Live? A merda que era? Ainda bem que a Microsoft aprendeu a lição e nunca mais tentou fazer uma loja separada do Steam pra PC, cert… Não, pera.). Onde eu estava? Ah sim, Souls-like.

O fato é que eu fracassei em diversos graus em vários jogos do gênero, e até hoje, o único que consegui terminar foi o Star Wars: Mamãe quero ser Dark Souls, que vai ganhar continuação esse ano.

Desde o lançamento de Demon’s Souls e Dark Souls, muitos jogos tentaram copiar a fórmula dos jogos da From Software, com variados graus de sucesso e fracasso. Até mesmo em 2D, com um dos primeiros (talvez), saindo em 2014 no Japão, e denominado Demon’s Sperm. E sim, é exatamente do que se trata o jogo. O que isso tem a ver com o jogo? Um pouco, já que ele possuía a mecânica típica de Demon’s Souls e era em 2D com sprites.

E em 2016, a desenvolvedora Ska Studios lançou, a princípio exclusivamente para PS4 (com versões para PC, Vita, Xbox One e Switch lançadas posteriormente), Salt and Sanctuary, um jogo que combinava o combate de Dark Souls, com a exploração bidimensional dos Metroidvanias.

Cinco anos depois, uma continuação, foi anunciada com previsão de chegada para esse ano. Intitulado “Salt and Sacrifice”, nós aqui do Arquivos do Woo tivemos a oportunidade de participar do beta.

Continue lendo para saber nossas impressões:

Salt and Sacrifice
Reprodução: Ska Studios

Se você jogou Salt and Sanctuary, esqueça o plot do jogo

Apesar de ser uma continuação, não se trata da jornada do personagem que jogamos no primeiro jogo. Aqui, fomos condenados por um certo crime (o crime é escolhido pela gente quando criamos nosso personagem), e para encontrarmos o perdão, devemos nos tornar Inquisidores e caçar Magos, que estão causando alguma treta maligna no mundo.

Só que as coisas não começam com o pé direito, já que enquanto partia para cumprir seu objetivo, você é atacado e deixado pra se virar sozinho, já que sua condução e o zé que conduzia esse cavalo, estão mortos. Não apenas isso, mas pouco depois de passar por meia duzia de idiotas, um boss gigante acaba contigo, e aí começa a sua jornada de verdade.

Salt and Sacrifice
Reprodução: Ska Studios

Mais bonito que seu antecessor

Pelas screenshots, percebe-se que apesar de continuar sendo uma equipe de apenas duas pessoas, houve um salto gráfico entre Salt and Sanctuary e Salt and Sacrifice, o que meio que era esperado, vide o tempo entre os dois jogos (seis anos). Os sprites estão bem mais bonitos e expressivos, com os cenários ficando mais detalhados.

Porém (não de um jeito ruim), apesar disso, o jogo continua com aquele clima opressivo de seu antecessor, acentuado pelos chefes e inimigos que não vão te dar descanso. E não podemos julgar as músicas contidas no beta por uma razão.

A build que recebemos para teste é uma versão antiga, e as músicas contidas no jogo são placeholders, não pertencendo a trilha sonora final.

Reprodução: Ska Studios

Prepare-se para morrer

Os controles na versão de Playstation… São menos que ideais. Ao menos se você quer utilizar armas de ataque a distância.

Os controles para combate funcionam bem, mas o mapeamento padrão de botões do jogo deixa bem a desejar, se eu for completamente honesto. Talvez por eu estar acostumado com os controles padrão de um souls-like, mas utilizar R1 pra item de cura depois de anos condicionado com o direcional pra cima é contra intuitivo. E mirar pra atirar adagas é complicado, independente do analógico usado. Isso dá uma vantagem para a versão de PC, por razões óbvias.

O combate, depende um pouco da classe escolhida, mas não foge do padrão souls, com estamina, defesa, esquiva e ataque sendo partes primordiais. E se o mapeamento de botões pode confundir, o combate funciona muito bem, obrigado. Claro, como um bom Souls-like, fique sem estamina na hora errada, erre um ataque e você vai ficar com a guarda aberta a ataques que podem ser letais, especialmente se você estiver com dois ou mais inimigos próximos de você.

LEIAM – Elex 2 | Um RPG difícil de gostar

Os combates contra chefes bebem da mesma fonte de Souls, aprenda os padrões de ataque, evite os ataques e contra ataque nos momentos certos. E assim como em Souls, conforme tiramos vida dos chefes, os mesmos adicionam padrões adicionais, tornando os combates interessantes.

Conforme se avança no jogo, novos recursos passam a ficar disponíveis, como o Grapple Hook (disponível na demo), e como todos sabemos, Grapple Hooks deixam os jogos 78% mais divertidos, Grapple Dog é a prova. O gancho em Salt and Sacrifice permite atingir áreas antes inacessíveis, desde que haja um ponto para arremessar o gancho, e o uso do mesmo requer um pouco de timing e precisão na hora.

Infelizmente, eu não pude testar o multiplayer, por motivos de força maior (eu não sou lá o maior fã de multiplayer e estava ocupado jogando outro jogo que vocês devem saber em breve – Ou sabem se me assistem no Twitch), mas o jogo possui PVP, então se você está acostumado a ser invadido em algum Souls, vai se sentir em casa aqui.

Reprodução: Ska Studios

Souls-like não é a minha praia

Apesar do mapeamento de controles ser um tanto medíocre na minha opinião, Salt and Sacrifice parece ser uma boa pedida, caso tenha curtido o primeiro jogo. Como Souls-like não é a minha especialidade, não tratem minha opinião como definitiva, mas justamente como uma opinião.

Salt and Sacrifice chega no dia 10 de maio para PlayStation 4, PlayStation 5 e PC.


Este texto foi feito com base na versão de PlayStation 4 com uma cópia digital do beta gentilmente cedida pela Ska Studios.

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Introdução

Anunciado originalmente em fevereiro de 2021, durante a apresentação State of Play da Sony, Sifu é um jogo do estilo beat n’ up (briga de rua, para os velhos tipo eu), criado pelo estúdio francês Slocap que anteriormente fez o também bem recebido, Absolver.

Sifu
Reprodução/ Slocap

 

História

No game controlamos um rapaz sem nome, conhecido apenas como Artista Marcial, que viu seu pai, o Sifu — mestre — de uma escola de lutas ser morto por um grupo de cinco assassinos.

O líder dessa gangue de lutadores encontra a criança e a mata, porém um talismã misterioso o ressuscita, permitindo que ele cresça e treine para buscar justiça pelo seu pai.

Infelizmente, o poder do talismã é limitado, fazendo com que o Artista Marcial envelheça rapidamente toda vez que morre.

 

Reprodução/ Slocap

Briga de rua roguelike?

Uma das maiores surpresas de Sifu no seu lançamento foi a dificuldade absurda.
O game aparentemente é curto, contando com uma fase introdutória e mais cinco estágios bem longos, porém não é bem assim.

Como dito acima, o seu personagem envelhece toda vez que morre no jogo e isso se traduz como um aumento contínuo de dificuldade. Afinal, quanto mais velho o Artista Marcial fica, mais frágil seu corpo se encontra.

Por outro lado, envelhecer implica que ele também ficou mais experiente, então seus golpes também causam mais dano.

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Essa dinâmica, na prática, força o jogador a tentar passar das fases o mais “jovem” possível e talvez, lá pro final, use da idade avançada para ganhar dos chefes mais difíceis.

Obviamente que existem alguns loucos que conseguem terminar o jogo simplesmente sem morrer, mas ao contrário de alguns reviews por aí, não é algo impossível.

Assim sendo, a repetição de fases não deve ser vista como uma coisa ruim, remetendo aos jogos do gênero roguelike. Porém aqui nada é gerado proceduralmente (graças à Deus!). Todas as fases são iguais em todas as runs que o jogador fizer.

Sifu
Reprodução/ Slocap

Dificuldade

Sifu parece seguir a escola recente de desenvolvimento de jogos onde uma dificuldade elevada não é ruim se ela for apresentada de forma justa para com o jogador.

Em diversos momentos sim, parece que o game não te dá trégua para respirar, mas você também possui todas as ferramentas para lidar com os diferentes tipos de inimigo.

Existem também habilidades que podem ser adquiridas de forma permanente mesmo depois de um game over, então mesmo aqueles que estão batendo na parede sem esperança de evoluir no game podem, com um pouco de dedicação, juntar pontos de experiência em runs fracas somente para ganhar habilidades que vão ajudá-lo a superar as dificuldades na marra.

Sifu
Reprodução/ Slocap

 

Jogabilidade

Os controles são o ápice desse game. De início, a impressão que dá é de que ele é um tipo de beat n’ up fácil, onde basta apertar os botões de golpe ad infinitum até que todos os inimigos morram. Errado.

Como todos os adversários em tela têm um padrão de golpe, é possível lidar com eles de maneiras específicas.

Por exemplo: existe uma personagem feminina que te ataca três vezes antes de dar uma rasteira. Uma ótima maneira de lidar com ela é esquivar três vezes para trás e uma para frente, criando uma abertura para golpeá-la.

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Em relação a esquiva, ela é o principal comando que o jogador deve dominar. Ao segurar L1 + analógico para baixo, o personagem esquiva de qualquer golpe frontal. Segurar o L1 e ficar apertando para baixo frequentemente permite que o Artista Marcial esquive de 80% dos golpes desferidos contra ele, também.

A única exceção são os golpes baixos e rasteiras, pois elas precisam ser esquivadas ao segurar L1 + analógico para cima, porém são golpes usados com menos frequência pelos inimigos e dá pra jogar bem tranquilo sem se preocupar muito com isso.

 

Reprodução/ Slocap

Apresentação

O game é claramente inspirado visualmente por filmes de artes marciais antigos e tradicionais, e as lutas, com golpes variados e armas espalhadas no chão para serem usadas, lembram muito os filmes do Jackie Chan.

A Slocap conseguiu traduzir muito bem esse tipo de ação mista pro game, e o feedback visual e tátil é bem prazeroso. Cada golpe e som realmente dá a sensação de que o jogador está dando uma porrada bem dada no adversário e isso é essencial para um jogo com fases que devem ser jogadas muitas vezes.

Na versão de PS5, os desenvolvedores fizeram bom uso do controle DualSense, criando vibrações de diversos tipos em todos os momentos do game. Até a brisa dos ventiladores espalhados nas fases podem ser sentidas de um jeito específico, o que mostra a dedicação até com os menores detalhes.

A trilha sonora é composta de temas simples com um ar oriental, e não fazem feio, só não são o foco da experiência. Estão ali somente para ilustrar o grande espetáculo visual.

 

Sifu
Reprodução/ Slocap

Conclusão

Sifu é uma surpresa, pois jogos nesse estilo beat n’ up costumam ter uma dificuldade mais casual e apelam para estímulos externos para manter o jogador entretido, como itens que facilitam o jogo, por exemplo.

Em Sifu temos estímulos internos — coisa bem rara em jogos de hoje — que envolvem fazer o jogador realmente aprender a jogar para passar das fases, dando uma sensação verdadeira de evolução e aprendizado.

A curva que leva ao domínio e finalização de Sifu é bem íngreme, é verdade, mas totalmente conquistável.

E por mais que você não zere o game, a experiência, que de certa forma parece com um jogo arcade, faz com que ele não enjoe facilmente. É o tipo de jogo que pode ser revisitado várias vezes apenas pela diversão de bater em alguns inimigos, sem pretensão de ser o melhor jogador da face da Terra.

Vá para Sifu sem medo de Sifu e divirta-se.


Sifu está disponível para PC e PlayStation, e esta análise foi feita no PlayStation 5, com uma cópia do game gentilmente cedida pela distribuidora.

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Morbid: The Seven Acolytes | Uma joia bruta https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/04/08/morbid-the-seven-acolytes-uma-joia-bruta/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/04/08/morbid-the-seven-acolytes-uma-joia-bruta/#comments Thu, 08 Apr 2021 21:47:16 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7068 Nas inúmeras conversas que tive com amigos pela Internet, uma coisa que é unânime, é que o gênero souls-like saturou bastante nos últimos anos, desde o início de tudo com o “Masocore” original, Demon’s Souls. Agora, muitas produtoras fizeram suas tentativas no gênero (até falamos aqui no site de algumas delas, como Mortal Shell e […]

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Nas inúmeras conversas que tive com amigos pela Internet, uma coisa que é unânime, é que o gênero souls-like saturou bastante nos últimos anos, desde o início de tudo com o “Masocore” original, Demon’s Souls.

Agora, muitas produtoras fizeram suas tentativas no gênero (até falamos aqui no site de algumas delas, como Mortal Shell e Chronos, além da prévia de Nioh 2) e colocaram sua marca própria, indo por uma gama imensa de temáticas (existe até mesmo uma “Safadinha” que descobri por acaso) e tendo resultados diferentes, algumas tiveram destaque, outras nem tanto.

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A Desenvolvedora finlandesa Still Running até então havia feito dois jogos de relativo sucesso, Zombie Kill of the Week (PC), que é, sendo direto e reto, um Killing Floor em 2D, um jogo veloz e brutal, mas muito divertido e The Walking Vegetables (Multi), um top down shooter que também tem uma natureza veloz, mas com uma pegada diferente de Zombie Kill of the Week.

Por alguma razão, eles resolveram experimentar o gênero Souls-like com Morbid: The Seven Acolytes. Será que eles sucederam nessa missão?

Hora da caçada para salvar o mundo… Ou algo do tipo.

Você é a última Striver sobrevivente, uma guerreira feroz com a missão de derrotar os Sete Acólitos, poderosos monstros possuídos por deidades ancestrais, conhecidas como Gahars.

Os Gahars são ligados aos corpos dos Acólitos e através deles, conquistaram Mornia, escravizando a população e amaldiçoando o reino.

Hoje em dia, Mornia está em ruínas, os Gahars são reverenciados como deuses, enquanto os Sete Acólitos reinam sobre tudo, com seus malditos subordinados. Ainda existe a esperança, de que um dia, um Striver de valor surgirá destruindo os Acólitos, banindo os Gahars e redimindo Mornia.

Uma premissa simples, que esconde muito por detrás dos pixels bonitinhos que você vê na tela, se quer saber a minha opinião.

Mate, morra, aprenda e evolua… E morra mais um pouquinho porque isso é um souls-like.

Como eu devo ter dito, em alguns reviews, Souls-like não é lá a minha praia. Eu sou muito ruim. Mesmo. Não tô mentindo. Dito isso, apesar de não ter escolha de dificuldade, como Chronos, Morbid é uma das experiências mais fáceis no gênero, porque seus controles são de fácil assimilação.

Primeiro, porque ele não usa os malditos botões de ombro para ataque, e sim os botões da face, como todo jogo decente. E segundo, eles não são muito complicados de se aprender. Você aprende como jogar, num “tutorial” (aspas enormes porque não é tutorial) espalhado em livrinhos pelo mapa.

Você tem ataques fracos, fortes, esquiva (essencial nas batalhas contra chefes.), atalhos para itens no direcional digital do controle, um botão de defesa (que funciona como parry) e a possibilidade de ter uma arma de fogo (com a mira funcionando no segundo analógico nos consoles e o mouse no PC) adiciona uma camada de estratégia ao jogo.

Como qualquer Souls-like que se preze, obviamente pessoas diferentes vão preferir tipos diferentes de armas, mas é claro que para isso, você deverá encontrá-las na sua jornada. E caso sua familiaridade seja com mais de uma arma, não tema, pois você possui dois sets de armas diferentes para se divertir mais ainda (ou fracassar, como no meu caso, já que eu a princípio não tinha equipado arma no segundo set e fui querer matar um inimigo no soquinho, com resultados questionáveis).

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Tudo bem, chega de enrolação genérica, no curto e grosso, o combate de Morbid é bem gostoso, talvez pelo fato do jogo ser em 2D, como um Action RPG, a sensação do ataque conectando e a esquiva logo em seguida, é bem satisfatório.

O jogo possui um sistema de sanidade, que eu… Não sei como funciona, não por burrice minha, mas porque itens de recuperação da sanidade são fáceis de serem encontrados e com a opção de sempre respawnar as coisas ao meditar na Bonfire, digo, enfim. Dá pra Respawnar as coisas e farmar itens pra manter a sanidade de boa nas etapas mais avançadas.

E talvez seja só eu sendo burro, mas as armas de fogo as vezes parecem desajeitadas, mas novamente, talvez seja eu sendo burro… O que é provável.

O que não é burrice minha, entretanto, é que o jogo tem uma leve tendência a crashar. Nas minhas jogatinas, registrei pelo menos três ou quatro crashes, felizmente sem consequências negativas.

Horrendamente belo e sonoramente fabuloso

Morbid

Morbid: The Seven Acolytes é graficamente é muito bonito… E sangrento. Os cenários possuem muitos detalhes, pequenos ou grandes, objetos que quando são destruídos, deixam partículas que vão sumindo. E cada cenário é distinto um do outro, em diversas partes do jogo, meio que dando a entender que é um mundo complexo e não um monte de mesma coisa que parece igual e te leva ao tédio.

Os inimigos e NPC’s também tiveram bastante cuidado na hora de serem feitos, da animação ao design, mostrando que tinha um certo carinho de quem produziu na hora de fazer as coisas. Mas, isso também tem um negativo. Não em relação as animações, inimigos e NPC’s, mas aos cenários.

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Tem horas que é meio difícil discernir entre o que dá pra passar por cima e o que é simplesmente vai te bloquear. É só uma pequena implicância, mas que vale a pena mencionar. Aliás, outra coisa que esqueci de mencionar, o jogo tem sangue… Muito sangue, e gore. Mas, nada dessa brutalidade é colocada em vão ou pra te chocar, tudo é feito na medida certa pra passar o horror que cai sobre a terra de Mornia.

A trilha de Morbid é muito boa, assim como o design sonoro. O design é básico, mas passando a ideia do jogo e a trilha… Bem, Simo Talasranta fez um belíssimo trabalho, com os cenários tendo temas suaves e sóbrios, e nas batalhas contra chefes, a coisa muda com temas mais na pegada de combate e cada música é melhor que a do chefe anterior.

Minha favorita é certamente o tema do combate contra o Maestro Bibe, que é um tema bem animado.

Uma joia bruta, que precisaria de talvez um pouquinho mais de polimento

Morbid

Eu de fato recomendo aqui o jogo, mas… Dependendo da sua situação monetária e plataforma, eu recomendaria esperar uma promoção.

É um jogo leve em sua versão PC, então sua batata provavelmente vai rodar ele (pelo menos de acordo com as especificações do PC, rodaria no meu), então se não tem um PC bom o suficiente para rodar os Souls da vida, Morbid é uma boa alternativa.  E como o jogo também está disponível para PS4, Switch e Xbox One, todos podem aproveitar esse belo jogo.

Se dessem um pouquinho mais de tempo para polir o jogo, seria uma experiência maravilhosa, mas é muito bom do jeito que está.

A análise do jogo foi feita com uma cópia gentilmente cedida pela produtora.

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