Arquivos Puzzle - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/puzzle/ Um pouco de tudo na medida certa Sat, 10 Jan 2026 16:15:12 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Puzzle - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/puzzle/ 32 32 O que eu eu joguei em 2025 | Tony Santos https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/01/10/o-que-eu-eu-joguei-em-2025-tony-santos/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/01/10/o-que-eu-eu-joguei-em-2025-tony-santos/#respond Sat, 10 Jan 2026 15:43:25 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=21143 Um ano de adaptações E aí meus amigos, estamos de volta com mais um grande review de tudo que joguei no ano. Acho que faço essa trend desde 2019 aqui no Arquivos do Woo, e acho que ela me ajuda a lembrar de como foram os últimos doze meses em relação aos games. Não somente […]

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Um ano de adaptações

E aí meus amigos, estamos de volta com mais um grande review de tudo que joguei no ano. Acho que faço essa trend desde 2019 aqui no Arquivos do Woo, e acho que ela me ajuda a lembrar de como foram os últimos doze meses em relação aos games.

Não somente isso, mas também cada jogo ajuda a marcar o que eu estava fazendo em cada momento do ano, e mesmo lendo as listas antigas, eu lembro com muito mais clareza como foi cada período dos últimos 6 anos em que escrevo esse texto.

O meu herói vive

Pensei muito se deixaria de fora o que mais me marcou no ano aqui, mas seria desonesto comigo e com o possível leitor desse que é praticamente um registro anual de fases da minha vida: bem, perdi meu herói esse ano, meu pai, que aos sessenta anos, se foi muito mais cedo do que qualquer pessoa que o conhecia esperava.

Ele me fez gostar de videogames, e mesmo nas épocas de vacas magras, ele sempre deu um jeito de eu ter uma diversão eletrônica quando chegasse em casa.

Lembro que de 1997 até meados de 2001, a gente vivia muito apertado em casa; meu pai procurava emprego e minha mãe sempre foi dona de casa. Ainda assim, ele de alguma forma fez com que tivéssemos um Nintendo 64, um PlayStation e um Super Nintendo em casa.

Nessa época, eu não sabia o que era a dificuldade. Nunca faltou comida também, mas ele — e nem minha mãe — me deixaram sequer cogitar a possiblidade de achar que vivíamos no limite. Eu tinha os três consoles principais da época, e eu nos meus 8 anos de idade, não tinha como querer outras coisas.

Então o texto desse ano vai pro Seu Nilton, que sempre jogou comigo, jogou sozinho seus Tomb Raiders e Syphon Filters e também veio correndo sempre que eu via algo legal em um jogo, para que eu pudesse compartilhar com ele o hobby que ele me fez gostar tanto. Te amo, pai!

Os meus jogos de 2025

Sonic SMS Remake (Switch)

Um remake melhorado da versão 8-Bits do primeiro Sonic the Hedgehog. Feito por Creative Araya,o jogo é disponibilizado de graça em seu site.

É uma versão melhorada, com tela em widescreen e outros parangolés que deixam a experiência mais suave. Para os puristas, podem haver alguns problemas, como as mudanças nos layout das fases e algumas mecânicas que não existiam no original.

Porém, tudo do jogo de Master System está lá, junto com o conteúdo extra. O autor também fez versões do Sonic 2 (8-bits) e um Sonic 3 que nunca saiu pro Master, que pega elementos dos jogos de Game Gear, mas esses eu não joguei ainda.

Aos interessados, tem port desse para Android e Switch 1, caso seu console seja desbloqueado. Foi no Switch que zerei, inclusive. Foi uma ótima forma de começar o ano.

Plumbers Don’t Wear Ties (Switch)

Plumbers Don't Wear Ties is one of the worst games ever made. Here's why it's being re-released | CBC Radio

Uma PORCARIA de Visual Novel (se é que pode se chamar assim) feita para o natimorto Panasonic 3DO. Esse game ficou famoso por causa do episódio do Angry Videogame Nerd, onde ele esculacha tudo que essa história bizarra tenta nos passar.

O jogo não se leva a sério e é totalmente amador: chamaram uma gostosa (Jeanne Bessone, de nada) e um outro cara bonitão pra fazerem o papel de dois jovens adultos que se conhecem no estacionamento de uma empresa e acabam começando um romance.

É bem bobo e com diálogos cafonas, incluindo alguns erros de gravação que ficaram na história só pelas fodas.

A versão relançada recentemente para consoles modernos e PC tem entrevistas com personalidades dos games atuais (incluindo o James Rolfe), além da própria loira protagonista da história.

Eu sei lá, acho que se você não tem ligação com o vídeo do AVGN — que convenhamos, é o único motivo desse jogo ter sido relançado — então fique longe. ¿ʇᴉ ʇǝפ

Grandia III (PlayStation 2)

Depois de ter me DELICIADO com os jogos que pra mim, são o pináculo de JRPGS no PS1 e Dreamcast, finalmente resolvi dar uma chance ao Grandia III. Lançado para o PlayStation 2 em 2005, esse RPG mantém a qualidade do combate que fez os jogos anteriores tão populares.

O problema aqui é a história: Grandia III infelizmente tem um roteiro meio sem sal, onde a dublagem americana faz com que ele se torne um pouco mais desagradável do que precisa.

O combate é ótimo, porém toda ambientação e roteiro são marrons, sem aquela identidade fantasiosa e com cores fortes dos dois jogos anteriores.

Grandia III é o motivo da série ter morrido ali, o que é muito triste.

Toy Story 2 (PlayStation) (Platina)

You're a better Buzz than I am – Toy Story 2 – Super Chart Island

Toy Story 2, o jogo, é um daqueles games que meio que passou na mão de todo mundo na época do N64 e PS1. Sendo desenvolvido pela Traveller’s Tales, o game tem fases enormes e abertas, que impressionavam bastante na época de seu lançamento.

O jogo segue o esquema do Super Mario 64, com pequenas missões temáticas em cada fase, e após concluir algumas delas, você pode avançar pra próxima.

Dessa vez, joguei no PS5, já que o game saiu na retrocompatibilidade do PS4 e PS5. A facilidade de poder rebobinar o game é essencial para torná-lo menos frustrante, pois ele é cheio daqueles saltos de fé que, quando feitos de forma errada, fazem você voltar 10 minutos de progresso pra tentar fazer tudo de novo.

Eu considero Toy Story 2 um grande jogo de plataforma 3D da sua época. Ele tem controles muito bem feitos e a temática do filme é muito bem transportada para os gráficos do PS1. É também uma ótima recomendação pra apresentar videogames a seus filhos pequenos.

Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii (PC)

a group of men are dancing on the deck of a ship with cannons in the background

O segundo “Gaiden” da série Yakuza/Like a Dragon seguiu um caminho totalmente fora da casinha. Com Majima como protagonista, o pessoal do RGG Studio resolveu fazer a história ser sobre piratas nos tempos modernos.

Obviamente deram um sambalelê do crioulo doido pra fazer o Majima — um yakuza de mais de 50 anos — se aventurar nas águas do Caribe como um pirata do século 17, mas até que a história é redondinha. E de quebra, ainda aproveitaram pra usar o mapa do Havaí do Yakuza 7.

O jogo tem um ótimo combate e a mecânica de navios e lutas no mar é bem divertida. Temos review dele aqui no site.

Pursuit Force (PSP) (Platina)

Pursuit Force PSP Gameplay: High-Speed Chases, Action-Packed Pursuits, and Intense Crime Fighting!

Outro game que veio totalmente fora da curva pra mim. Vi que ele tinha saído na retrocompatibilidade do PS5/PS4, e resolvi arriscar, ainda mais que sou aficionado por jogos de direção/corrida.

O que temos aqui é um jogo meio doido de perseguição à lá Chase H.Q. da Taito, mas com a possibilidade de você pular nos carros e tomar o controle deles, com a diferença que você ainda anda a pé e atira em terceira pessoa em algumas partes do jogo.

É um game bem divertido e bem difícil lá pro fim, por isso também recomendo a função de rebobinar, principalmente se for atrás do troféu de platina. É um game bem recompensador, e apesar da simplicidade de um jogo de PSP, ele tem um carisma bem legal.

Leia nossa análise sobre Pursuit Force aqui.

Captain Tsubasa: Rise of the New Champions (PS4)

Captain Tsubasa GIFs on GIPHY - Be Animated

O primeiro game de Captain Tsubasa / Super Campeões lançado no ocidente é uma espécie de mod de eFootball, com os personagens do mangá.

Diferentemente dos games anteriores, aqui temos um futebol praticamente normal, sem muitos aspectos de RPG. As partidas nunca param pra você escolher uma opção nos menus, como em todos os jogos anteriores.

Infelizmente, por algum motivo eles optaram por uma estética meio futurista (?) para os estádios, fazendo partidas entre crianças serem disputadas em estádios mágicos com capacidade de mais de um milhão de pessoas aparentemente.

Ele meio que se baseia no anime recente — que também não tem muito carisma… — mas usa uniformes originais para os times.

O jogo é competente, mas enjoa rapidinho. O melhor game de Captain Tsubasa ainda é o de PS2 e eu vou morrer nessa colina.

Existe uma versão do jogo de PlayStation 2 traduzida pra inglês que pode ser achada no CDRomance, mas o tradutor CAGOU NO PAU e trocou os botões de confirmar e cancelar (X/O) de modo que tudo que era intuitivo ficou esquisito… porém, eu zerei ele sem saber um katakana em japonês, então se quiser jogar em japonês, vai em frente.

Não temos review do Captain Tsubasa: Rise of the New Champions, mas tem esse ótimo texto — já bem antigo! — meu sobre todos os mangás de Super Campeões e seus respectivos animes. Leitura recomendadíssima, viu?

Devil May Cry (PlayStation 2)

IGN Retro: Devil May Cry

Acredite se quiser, mas na época do PS2 eu tinha uma puta aversão a jogos como DMC. Eu achava eles difíceis, truncados e que não traziam a diversão rápida e frívola que eu esperava. Tanto é que eu passei aquela época jogando basicamente Guitar Hero e Budokai Tenkaichi 3.

Demoraram-se anos para que eu pudesse apreciar de verdade tudo que a geração do PlayStation 2 tinha a entregar.

Devil May Cry 1 foi um desses casos. Zerei no PS4 naquela ótima coletânea de anos atrás. É um jogo que apesar de muita gente torcer o nariz, ele funciona muito bem até hoje.

Obviamente alguns ângulos de câmera são totalmente “DESGOSTANTES“, principalmente quando eles trocam durante o combate.

Tinha algum lance com as pedras vermelhas que eram consumíveis e não reiniciavam quando você dava game over, meio que forçando o jogador a voltar seu save ao invés de gastar as pedras, mas sinceramente já faz tanto tempo que já esqueci qual era o problema real (LOL). Vai ver isso é pro meu bem…

Ótimo jogo, porém!

Mass Effect: Legendary Edition (PC)

Gameplay Series #1: Combat - Mass Effect: Andromeda Videos - MMORPG.com — MMORPG.com Forums

Olha eu aqui, que sempre fui fã de JRPGs, encostando em um RPG ocidental.

Durante a geração Xbox 360, eu mal encostava em videogames. Eu tive um Wii e olhe lá, o que não conta muito. Por isso, eu nem sabia direito o que era Mass Effect, e ao ver os gameplays da época, com os jogos travando pra cacete e com framerate errático — característica de 90% de tudo que saiu naquela geração — eu tinha certeza que aquilo não era pra mim.

Mas eis que no PC tem a Legendary Edition com os 3 games da série que contam (desculpe, Andromeda), e eu fui dar uma chance.

É um jogo bem legal! As árvores de conversa são interessantes e mesmo que você tenha que passar uns minutos no começo lendo a bíblia de descrição de tudo que é falado nessa space opera, depois você meio que vai absorvendo o resto por osmose — ou só aceitando tudo que tá acontecendo mesmo.

O combate é bom e funcional, e segundo relatos dos meus amigos, ele melhora depois. Ao contrário da exploração espacial, que dá uma piorada.

Recomendo Mass Effect tranquilamente, mas jogue no controle, por favor. O teclado é totalmente mal mapeado e fora dos padrões modernos.

Resident Evil 4 Remake (PC)

Resident Evil 4 Remake Cabin Fight - Leon parry + roundhouse kick on Make a GIF

Há uns dois anos, eu zerei o Resident Evil 4 original pela primeira vez. Sim, eu tava atrasado a esse ponto. Como eu falei, além de eu gostar de prazeres simples na época do PS2, eu ainda era muito cagão pra jogar jogos de terror.

Mas tudo mudou e eu zerei o Remake em 2025 também e achei um jogo excelente.Cortaram algumas coisas do clássico, mas mantiveram a bobajada toda dos diálogos do Leon.

Diferentemente do que muita gente por aí fala, acho que o remake de 4 resident evil se completa muito bem com o jogo original, e ambos merecem seu espaço no coração das pessoas.

Ah, a dublagem em português está ótima, com o dublador do Leon sendo o mesmo ator que faz ele desde os filmes CGI que a Capcom lançou anos atrás. Pode jogar em português sem pena.

Astro Bot (PS5) (Platina)

Free New Astro Bot Levels Are Dropping Like Weekly TV Episodes - Kotaku

Esse jogo se inspira muito em jogos de plataforma clássicos. Muito se fala que ele lembra muito Super Mario 64, mas ele lembra muito mais Crash Bandicoot, devido as fases serem mais lineares, indo do ponto A ao B.

O jogo tem muitas referências a outros jogos que fizeram sucesso nos consoles da Sony, onde você libera robozinhos vestidos como os personagens de games clássicos, sejam eles IPs da Sony ou não. Algumas franquias ficaram de fora inicialmente, como os jogos da Square, mas esses já apareceram nos DLCs.

É um game que eu acho que todos deveriam jogar, principalmente os que buscam desafio do troféu de platina.

Metaphor: ReFantazio (PC)

Metaphor: ReFantazio PC - FlixGames

O projeto da Atlus que tenta criar uma franquia nova, desligada da série Shin Megami Tensei e Persona, ainda que ela tenha elementos de ambas em seu gameplay. Foi um RPG muito bonito e muito difícil, e me surpreendeu o quão dolorida é a dificuldade no Hard, a ponto que tive trocar pro Normal e ainda assim, tive dificuldade com diversos momentos do game.

A história é bem amarradinha, e a trilha sonora de Shoji Meguro, foge completamente de seus trabalhos recentes. Eu tenho meus problemas com ela, pois o jogo sempre passa uma sensação de urgência mesmo em momentos onde o jogador não está na correria. Isso “cansa” um pouco, principalmente quando você quer explorar com calma, e o jogo parece que que não quer que você respire e continue sempre avançando a narrativa.

O combate é muito bom, usando o sistema de press turn de SMT, mas adaptado a esse game novo.

É um JRPG moderno de uma franquia nova, algo completamente raro hoje em dia, então eu indico que se você for fã do gênero, embarque sem medo.

Você pode ler meu review sobre ele aqui nesse link.

Indiana Jones and the Staff of Kings (PC) (?)

The Indiana Jones Game's First Trailer Lets You Whip the Hell Outta Some Nazis

O novo jogo do arqueólogo mais popular do cinema, dessa vez feito pela MachineGames. Inicialmente um exclusivo da Microsoft, as novas políticas da empresa fizeram com que tudo seja publicado no PC e nos consoles da Sony. Eu joguei ele no PC, e tive uma ótima experiência.

Eu tive medo de que, a perspectiva em primeira pessoa, estragasse a experiência de controlar Indy, ainda mais se tratando de um personagem bem elástico e que usa seu carísma e habilidades para cativar os espectadores. A desenvolvedora mitigou isso mostrando o personagem quando ele escala e se pendura, o que faz com que você veja o personagem às vezes na tela.

Fora isso, a exploração é bacana, e o jogo tem uns cinco lugares enormes diferentes para explorar, com missões bacanas e combate funcional, que foca muito mais no uso de objetos próximos para atacar os inimigos em stealth do que atirar pra todo lado.

A dublagem em português é uma bela duma bosta, pois ela não usa nenhum dos dubladores dos filmes, de nenhuma das dublagens que os filmes já tiveram. Por isso, eu preferi jogar em inglês.

Na época, aliás, não era possível escolher o áudio independente do texto, então eu tive que jogar tudo em inglês (que não é um problema), mas agora já possível escolher os áudios separados e ainda jogar sem os milhões de bugs do lançamento. Eu que me ferrei de jogar na semana que lançou.

Temos também um review dele escrito por mim aqui.

PORÉM, PARA TUDO! ACABEI DE LEMBRAR QUE O INDIANA QUE JOGUEI ESSE ANO NÃO FOI ESSE KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Indiana Jones and The Staff of Kings | Games | The Guardian

O Indiana dessa vez foi STAFF OF KINGS, o game que saiu para PS2 e Wii em 2009, feito pela falecida LucasArts. Esse jogo tinha uma história de desenvolvimento interessante, onde a versão HD do game foi cancelada, e só lançaram a versão para os consoles fracos da época.

A versão principal desse acabou sendo a de Wii, e por isso, a versão de PS2 era cheia de quick-time events, onde o jogador precisa apertar diversos botões ou girar o analógico, que provavelmente eram movimentos do Wii Remote no console da Nintendo.

Pode-se dizer que o game é um Uncharted baixa-renda, e eu acho que ele é competente no que se propõe. Diferente do jogo da MachineGames, a experiência aqui é mais linear, realmente se parecendo com as aventuras de Nathan Drake. Indy é um pouco travado, porém, e o combate é pouco ortodoxo, principalmente em relação aos controles.

A história é bacana e é um daqueles games que se perderam no tempo, mas que reapareceu na retrocompatibilidade do PS4 e PS5, onde joguei E platinei.

Se você é fã da série de filmes e tem mente aberta para jogar jogos daquela geração, é uma ótima pedida.

(e desculpem pelo texto sobre o Indiana Jones and the Great Circle, eu escrevi tudo sem perceber que eu tinha jogado outro jogo lol)

Onimusha 2: Samurai’s Legend (PC)

Originalmente lançado no PlayStation 2 em 2002, Onimusha 2 segue um caminho diferente do seu predecessor. Ao invés de usar um ator vivo para vender a imagem do jogo, a ideia agora era trazer de volta à vida o falecido ator Yusaku Matsuda, que havia morrido 13 anos antes do game ser lançado.

O gameplay segue na toada do anterior: um Resident Evil de samurai no meio do mato e de vilas antigas japonesas. A dificuldade deu uma levantada — se você desconsiderar o dificílimo Genma Onimusha de Xbox — e a história ficou meio maluca, não sendo preciso levá-la tão à sério quanto no primeiro game.

Uma coisa estranha do jogo é o sistema de troca de itens, que é basicamente abandonado lá pela metade do jogo, mas você continua tendo acesso aos menus com todas as tralhas acumuladas e sem utilidade no final do jogo.

É um bom jogo, e seu remaster, lançado em 2025, é uma versão ótima do game, com assets melhorados com IA e retoque manual, fazendo com que a experiência seja bem superior em relação ao PS2.

Como de costume com jogos que jogo no lançamento, temos aqui um review LINDÃO que fiz desse remaster.

RAIDOU Remastered: The Mistery of the Soulless Army (PlayStation 5)

Mais um Remaster jogado nessa geração de jogos repetidos. Por outro lado, esse aqui na verdade é um REMAKE, o que faz com que o nome “Remastered” venda uma imagem muito errada do que é o game de verdade.

Lançado originalmente no PlayStation 2 como Devil Summoner: Raidou Kuzunoha vs. The Soulless Army em 2006, temos a história do detetive sobrenatural Raidou, que investiga a vida da jovem misteriosa chamada Kaya Daidouji aparece pedindo para ser morta. Logo em seguida, ela é sequestrada por soldados com armaduras futuristas — a Soulless Army (Exército Sem Alma).

Com ajuda de seu gato falante Gouto-Douji e de demônios aliados, Raidou precisa salvar Kaya, impedir que o Capitão Rasputin e o exército do futuro alterem o curso da história e proteger Tóquio de uma catástrofe espiritual e tecnológica.

Toda narrativa do jogo gira em torno desse primeiro ponto de roteiro, mas a trama vai evoluindo aos poucos ao longo dos seus capítulos, assim como seria uma história de uma série de TV.

Foi uma experiência bem legal, principalmente pra mim que não havia jogado o original. A história dá um 360 muito doido no final que faz tudo virar uma grande galhofa, mas o jogo é divertido e isso que importa.

Mais uma vez, você pode ler nossa análise completa do game aqui:,

Need for Speed: Most Wanted (2005) (PC)

Um grande jogo de corrido da era de ouro da série de corridas da EA. Lembro que eu só via esse jogo de relance quando era adolescente. Eu era um viciado em cultura japonesa num geral, então a estética americana e “gritty” me afastava um pouco. Porém, com o passar dos anos, fui começando a apreciar como essas coisas representavam a minha geração.

Desde o estilo de arte com grafite e sujeira, até as músicas que vão do hip-hop anos 2000 até o nu metal, Necessidade de Velocidade: O Mais Querido é um game que evolui a fórmula estabelecida em Underground, trazendo para um contexto menos de corrida noturna puxado da cena de tuning, e indo para algo mais industrial, com corredores do meio-oeste americano disputando espaço em uma cidade industrial.

A história é boba mas divertida e a jogabilidade é excelente, talvez até a melhor da série até hoje. Ignore completamente as bobajadas do NFS Unbounded e vá jogar o melhor já feito.

Meu review deste game pode ser lido aqui.

Super Mario Bros Mini (Gameboy Color)

Um interessante jogo homebrew feito por Mico27, disponibilizado de graça em sua página do Ich.io. Como você deve imaginar, esse é um demake de Super Mario Bros 1, feito especificamente para o Gameboy Color.

Sim, existe uma versão de SMB1 lançada oficialmente, mas ela é um port direto do NES, que não levava em consideração o tamanho da tela, fazendo com que a visão do jogador fosse limitada em relação a versão original.

Em SMB Mini, os sprites foram redesenhados, mas a jogabilidade se mantém a mesma. É um ÓTIMO jogo de plataforma para se zerar numa tarde, além de ser uma conversão muito legal do game original. Recomendo.

Parking Garage Rally Circuit (PC)

Parking Garage Rally Circuit — Walaber Entertainment

Esse game ganhou meu coração no instante em que vi vídeos dele no canal do Digital Foundry. Se trata de um jogo de corrida onde tudo é feito em estacionamentos fechados. Com isso, temos curva fechadas e espaços limitados, mas que ainda assim entregam uma experiência bem divertida.

Ao contrário de muitos jogos retrôs, esse aqui se inspira muito mais no estilo gráfico do Sega Saturn — mais um motivo pra ganhar meu coração –, com dithering no lugar de transparências, além de polígonos menos definidos.

Não só isso, mas os mais atentos vão perceber que até o menu de pausa do jogo é uma homenagem ao Action Replay do Sega Saturn, o que é uma puta referência obscura, e se eu não tivesse meu Saturno ligado na TV, eu nunca pegaria essa.

A jogabilidade é boa. Os carrinhos parecem saídos de um anime do Akira Toriyama ou do jogo Metal Slug, então eles se sacodem e mexem de forma engraçada, reagindo aos movimentos bruscos das curvas constantes.

É um excelente jogo de corrida e um dos meus favoritos de todos os tempos. Sim.

Ys IX: Monstrum Nox (PS5)

Monstrum Nox Ys9 GIF - Monstrum Nox YS9 YSIX - Discover & Share GIFs

Após zerar o excelente Ys VIII: Lacrimosa of Dana, eu queria chegar no próximo passo da série da Nihon Falcom. Com a expectativa baixa, porém, pois todos os reviews que vi tratavam o jogo como um passo atrás.

E não deu outra: a estética e ambientação dentro de uma cidade e não em um mundo aberto, fazem com que toda ambientação tenha um tom acinzentado e os personagens não são tão interessantes.

Bem, é verdade que Ys sempre foi um RPG que encantava pelas mecânicas e não muito pela história, mas depois do oitavo jogo, eu esperava algo no mesmo nível.

Infelizmente não é isso que temos aqui. Com personagens esquecíveis e mecânicas chatas que servem para esticar o jogo — como aquelas malditas raids –, Ys 9 é um jogo que me vi jogando só por jogar. Dificilmente a história me prendia e lá pela metade, eu já estava pulando os diálogos e indo para as lutas pra finalizar logo o game.

Ele está quase sempre na Plus como jogo de catálogo, mas não recomendo comprar esse de jeito nenhum.

Resident Evil 2 (PS1)

Não sei que fogo no rabo me deu de querer zerar RE2 de novo. Não tem nem 2 anos que joguei no PS Vita, mas como lançaram na Plus, eu resolvi jogar no PS5 só pra distrair a cabeça.

Dessa vez, pra variar, fiz a campanha da Claire (A), e pretendo terminar o Leon (B) pela primeira vez na vida. Sinto que estou melhorando em survival horrors, mas meu favorito do gênero nesse ano ainda está por vir na lista. Aguarde.

Spider-Man Remastered (PS5) (Platina)

Spider-Man PS4 Swing Action: Dynamic City Adventure in Motion

SETE anos depois de zerar o game original (nossa, como o tempo passa…), e depois de me decepcionar bastante com o que fizeram com o Peter no segundo jogo, resolvi voltar para as raízes e começar do zero o primeiro game da Insomniac.

Temos aqui o jogo perfeito do Aranha que deveria servir de template para todos os jogos futuros do herói: jogabilidade redondinha, trilha sonora digna de filme e uma história até competente (mas não perfeita).

A versão remastered trocou a cara do ator que faz o Peter por um cara que é efetivamente menos feio, mas é uma sacanagem com o ator original. A dublagem em português é ótima, mas tem aquele problema esquisito de chamar os heróis pelos nomes em inglês.

Recomendo bastante o jogo caso não tenha jogado, só fique longe do jogo do Miles ou do segundo.

Ah, e platinei pela segunda vez o jogo, dessa vez jogando todos os DLCs que não tinha jogado no PS4. Valem muito a pena!.

Silent Hill 2 Remake (PS5)

Silent Hill 2: An Animated Journey into Dread

Sempre fui cagão com jogo de terror, desde pequeno. Quando meu saudoso pai jogou o Silent Hill original no nosso PS1, eu ficava com cagaço só de sentar na sala junto com ele, de tão frouxo que eu era.

Os tempos passaram e obviamente que meu apreço por jogos do gênero só cresceu. Ainda assim, Silent Hill eu nunca havia encostado, e foi com o remake que eu consegui pela primeira vez zerar um game da série.

Com uma história independente dos outros games, SH2 tem uma trama psicológica digna de um dos melhores filmes de terror que poderia ser, com um plot twist que estava lá desde o começo para os mais atentos. Eu tive a sorte de conseguir viver ATÉ HOJE sem spoiler da história original, e terminei o jogo sem saber o que rolou de verdade no final.

Os controles e ambientação do remake estão ótimos e eu fiquei feliz com o trabalho da Bloober Team em refazer um jogo tão amado.

Pokémon Picross (GameBoy Color)

Esse veio totalmente fora da curva, né? Esse jogo nunca foi oficialmente lançado, tendo sido vazado no gigaleak de arquivos da Nintendo, que rolou em 2020.

Aqui temos um clássico jogo de Picross, que são aqueles puzzles numéricos similares ao Sudoku. Você tem números ao lado das linhas e colunas que dizem quantos espacinhos precisam ser pintados. Ao final, você forma uma imagem, que aqui são artes de Pokémon.

O jogo é MUITO BONITINHO e absorve bem a estética dos games, sem copiar os sprites. Ele também reaproveita muito dos assets do jogo Mario’s Picross, mas agora está totalmente colorido e com puzzles da série de monstrinhos.

É um jogo que testa sua inteligência e é bem legal de aprender. Eu e minha namorada terminamos ele ao longo o mês de dezembro e foi uma experiência muito divertida, que me fez ir atrás de outros jogos da série Picross, que existe até hoje no Switch.

Like a Dragon: The Man Who Erased His Name (PS5)

Conheça Like a Dragon Gaiden: The Man Who Erased His Name! - Trivia PW

Após zerar o Yakuza de Piratas, que você pode ler o meu texto aqui, me senti compelido a matar o outro jogo “Gaiden” da série Yakuza, que inclusive saiu antes do de piratas, mas eu nunca tinha jogado.

Aqui, sabemos o que aconteceu com Kiryu depois do final de Yakuza 6. O jogo também se passa ao mesmo tempo que o sétimo jogo, e o clímax de ambos os jogos são durante o mesmo evento, mas em áreas diferentes.

Infelizmente, esse aqui caiu na mesmíce. O game ainda é um beat n’ up, com as mesmas cidades de antes, com quests parecidas, etc. É bom para saber a história do Kiryu, mas ela não evolui muito.

Apesar do bom gameplay, a fórmula original da série já deu uma boa cansada.

Victory Heat Rally (PC)

a video game screen shows a car driving down a track and the time of 3:32

Outro jogo de corrida indie que descobri sei lá como. Esse aqui possui gráficos dos carros em 2D, similar a um F-Zero da vida, com a diferença que o game usa uma engine 3D para os cenários. A arte lembra um anime dos anos 90, mas o jogo foi feito por ocidentais.

A jogabilidade com drifting e curvas longas é legal, mas enjoa rapidamente, tanto que zerei aos poucos durante o ano de 2025. Compre em promoção ou sei lá, ignore.

Mega Man X (SNES)

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Precisa falar algo? É a jogatina anual em live. Foi divertido voltar às lives depois de um ano tão complicado, mas o calor do fim do ano impede que isso aconteça com tanta frequência. Esse é o melhor jogo de todos os tempos.

Tentei jogar uma versão com música arranged com aquele esquema do MSU-1 Chip, mas o jogo travou depois da primeira fase. Meh.

Spyro: The Dragon – Reignited Trilogy (PS4) (Platina)

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Remaster de três jogos clássicos do PS1, essa coletânea chamada Spyro: The Reignited Trilogy transforma os 3 jogos clássicos da Insomniac em algo tão lindo de se ver, a ponto de parecer um filme da Dreamworks.

Quando criança, só joguei o primeiro e não passava da segunda fase. Sei lá, eu não entendia direito a disposição das fases, que eram espalhadas em portais por diversos hubs, como em Mario 64.

Meu pai amava me ver jogando esse, e jogar o primeiro e platinar, me fez lembrar muito do meu velho. Certeza que ele me viu jogar dessa vez também.

Tomb Raider: Anniversary (PS2)

Tomb Raider GIFs | Tenor

Há muitos anos, eu comprei um Humble Bundle com todos os jogos de Tomb Raider clássicos por um mísero dólar. Eu sempre via meu pai e meu primo jogando os dois primeiros, mas eram jogos complexos e até chatos para uma criança de 9 anos como eu.

Depois de anos, eu ainda tinha fascínio pela saga, tanto que o tema do primeiro game mora na minha cabeça de graça por todos esses anos, tendo sido até meu despertador uma época.

O remake do primeiro game, feito pela Crystal Dynamics e lançado para tudo que é plataforma na época, é uma continuação do design usado em TR: Legends, mas dessa vez ajustado para o gameplay de plataforma e fases longas, característicos do jogo original.

Lara agora tem mais movimentos e as fases foram repaginadas, mas sem perder a ideia original.

Pra mim esse é o template perfeito de Tomb Raider. Ainda não é o melhor jogo de se jogar, mas entrega exatamente o que a série é, diferentemente da trilogia Survivor que começou com o Reboot de 2013.

O jogo exige um pouco mais do jogador, pois você não vai simplesmente forçar seu caminho através das fases, podendo — e ficando — várias vezes preso em lugares difíceis de resolver o puzzle. Então, caso queira escolher um jogo antigo da série para se aventurar, vá nesse. É isso ou tentar o próximo jogo dessa lista, que é…

Tomb Raider (PC)

Tomb Raider I-III Remastered GIFS

Junto do Anniversary, eu resolvi fazer uma maluquice: jogar o original e o remake AO MESMO TEMPO, pra ver as diferenças entre os jogos.
Eu nunca havia zerado nenhum dos dois, apesar de tê-los jogados ao longo dos anos mas sempre sem terminar.

Dessa vez não: eu fui até o fim, abusando dos save states nesse aqui, que é um dos jogos mais frustrantes e confusos já feitos, mostrando realmente ser um jogo de PC feito em 1996.

A ambientação é incrível, mas muito do design realmente envelheceu mal, fazendo com o que jogador recorra à guias várias vezes durante a aventura.

TR1 é um game das antigas, com poucos combates e muitos puzzles, se assemelhando muito ao que seria um Prince of Persia clássico, só que totalmente  em 3D. Falo isso pois todo movimento tem que ser friamente calculado, e todo o cenário é pensado de forma se encaixar nas capacidades de movimentos da Lara.

É um jogo que merece ao menos ser experienciado uma vez, talvez jogando as duas ou três primeiras fases, pois reconheço que a galera mais jovem — e até os velhos sem costume — vão se afastar.

Eu joguei o Remastered Trilogy no PC, onde é possível trocar os gráficos para algo mais moderno a qualquer hora e também jogar com controles “modernos”. Porém, acabei usando os gráficos clássicos e controles de tanque mesmo, já que eles ajudam a ver melhor o cenário e a controlar melhor a Lara, respectivamente.

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E assim terminamos mais uma lista de jogos!

Acho incrível que consegui jogar tanta coisa esse ano. Videogames sempre fizeram parte da minha vida e agradeço muito ao meu pai por poder me proporcionar isso, tanto que eu lidei muito com a sua perda através dos jogos, que me distraíram em um momento que é talvez o mais difícil pra toda minha família.

Sobre os jogos, acho que tivemos uma variedade gigante esse ano, perdendo somente para o icônico ano de 2020.

Abaixo estão links para o que eu joguei nos anos anteriores. Comente aí sobre o que achou. Até a próxima!

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Bubble Ghost Remake | Não é o primeiro Remake de Bubble Ghost https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/11/bubble-ghost-remake-nao-e-o-primeiro-remake-de-bubble-ghost/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/11/bubble-ghost-remake-nao-e-o-primeiro-remake-de-bubble-ghost/#respond Fri, 11 Apr 2025 16:34:52 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19856 Remakes… Qual o tempo necessário para um jogo antigo precisar de um remake? Independente das razões… Dá pra chamar jogos como o Super Mario All-Stars e Ninja Gaiden Trilogy (ambos do SNES) de remakes? Enfim, mesmo nessa época, já haviam remakes, como os de Dragon Quest I, II e III no Super Famicom, ou o […]

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Remakes… Qual o tempo necessário para um jogo antigo precisar de um remake? Independente das razões… Dá pra chamar jogos como o Super Mario All-Stars e Ninja Gaiden Trilogy (ambos do SNES) de remakes? Enfim, mesmo nessa época, já haviam remakes, como os de Dragon Quest I, II e III no Super Famicom, ou o Mega Man: The Wily Wars, no Mega Drive. O que leva esses remakes a serem feitos? Apenas capitalização na nostalgia, ou genuíno desejo de atualizar mecânicas que ficaram desatualizadas? (Dragon Quest por exemplo, quando ele chegou no NES, recebeu algumas melhorias em relação a versão de Famicom, mas mesmo em 1989 ele já era um jogo um tanto defasado, comparado a jogos como Phantasy Star e Final Fantasy (só pra lembrar, tinha menu pra SUBIR ESCADAS no DQ de NES.).

Claro que alguns “remakes” como Last of Us Part 1 não estão lá pra capitalizar na nostalgia nem era necessário, já que a versão remasterizada do PS4 era perfeitamente jogável no PS5. E a versão de PS5 tinha menos conteúdo que o original de PS3. Por outro lado, mesmo um remake “desnecessário” (entre aspas, porque o original é perfeitamente jogável hoje em dia) pode trazer melhorias, como o Resident Evil 4 Remake. Alguns, acertam em cheio o objetivo de tornar um clássico disponível em plataformas modernas, como Shadow of the Colossus Remake (PS4) e Silent Hill 2 Remake (PS5/PC), outros acabam tendo algumas alterações visuais que acabam sendo negativas, como o Demon’s Souls de PS5, ótimo jogo como o de PS3, mas a escolha de arte da Blue Point foi infeliz, tornando ele um pouco inferior ao original.

E será que vale a pena mudar tanto um jogo, a ponto da experiência ser totalmente diferente da original, como aconteceu como Final Fantasy 7 Remake (e o Rebirth), ou o ideal é colocar o jogo em uma engine nova e preservar o máximo do original, aparando algumas arestas, como aconteceu com Persona 3 Reload e Yakuza Kiwami (e Kiwami 2)? Será que só jogos clássicos famosos main stream merecem remake, ou jogos menos conhecido também merecem um lugar ao sol com uma roupagem nova?

Essa discussão me veio a cabeça quando a Selecta Play e o Nakama Game Studio anunciaram um remake de Bubble Ghost, um jogo que eu era totalmente não familiar, que surgiu lá em 1987, no Atari ST, com versões para Commodore Amiga, DOS, Commodore 64 e outras plataformas na época… E Alguns anos depois recebeu a sua única versão de consoles caseiros, um porte de Game Boy que até apareceu anos atrás na Games Done Quick. Quando eu recebi o Bubble Ghost Remake, decidi procurar alguns gameplays pra ver como o original se compara ao remake… E então descobri que esse NÃO É O PRIMEIRO REMAKE DE GHOST BUBBLE. Em 2003, o jogo recebeu um estranhíssimo remake para PC’s. Digo estranhíssimo, porque a arte é completamente estranha comparada com o jogo original. Mas enfim, curiosidade saciada, eu fui lá e joguei Bubble Ghost Remake, e você vai ler a nossa análise agora.


Voltando da guerra pra salvar a bolha…

Você é Heinrich Von Schinker, um famoso inventor que vive no norte da Inglaterra. Suas invenções revolucionárias lhe deram uma fama global, graças a essa fama, ele conheceu uma adorável jovem chamada Sofia. Após conversas sobre temas como adaptações animadas de jogos eletrônicos, qualidade de roteiros em Hentais, e a preguiça de desenvolvedores que querem faturar rápido em trends como clones de Vampire Survivors, os dois decidem se casar e viver no castelo de Heinrich. Ao invés de fazer como todo inglês e fazer filhos e os criar a base de comida ruim (UAU, SANCINI, PARABÉNS PELA ÓBVIA PIADA DE “COMIDA BRITÂNICA RUIM”, VOCÊ É UM GÊNIO DA COMÉDIA), eles decidem criar animais no castelo…

Como eles vão criar a porra de um elefante dentro de um castelo, não sei, mas divago. Voltando a história. A vida era boa, de dia, Heinrich e Sofia cuidavam dos animais, tomavam chá as 5 da tarde enquanto assistiam “Malhação”, mostrando os animais que a bebida dos jovens é o SUCO ESPERTO e que se quiser uma vida sem dramas imbecis, deve-se passar longe do Colégio Multipla Escolha, e a noite, Heinrich e Sofia faziam sexo por três minutos antes de dormir. Ou algo do tipo.

Porém essa vida pacata foi interrompida quando Heinrich foi chamado pra guerra. Que guerra? Não sei, talvez seja a guerra contra a liberdade de expressão que assoma a Inglaterra, onde se você disser a coisa “errada” na Internet, a polícia pode aparecer na sua casa e tentar te prender por pensamentos errados. COMO EU QUERIA ESTAR BRINCANDO A RESPEITO DISSO. Enfim, Heinrich foi chamado para prender gente que faz piadas na internet e a despedida entre ele e sua esposa foi cheia de lágrimas. Algum tempo depois (presume-se que alguns anos no mínimo), Heinrich volta a seu castelo… Como um fantasma. Sim, Heinrich bateu as botas, foi de Americanas, cruzou o véu, ou em termos chulos, MORREU… Provavelmente esfaqueado por algum imigrante ilegal… Como eu queria que essa parte de esfaqueamentos por imigrantes ilegais fosse uma piada e não uma coisa que acontece na Europa…

Enfim, Heinrich voltou pro seu Castelo, querendo encontrar sua esposa, Sofia. Porém, a primeira coisa que ele encontra, é uma bolha misteriosa. Por alguma razão, ele consegue mover a bolha com sopros suaves, mesmo estando mais morto que minha conta bancária. Outra coisa que ele descobre é que por algum motivo, os animais do castelo e suas invenções querem estourar essa bolha, então Heinrich deve a guiar para a liberdade. Com todas as piadas que fiz nesse resumo do jogo a parte, acho fascinante que deram uma explicação e um roteiro fofinho a um puzzle simples lançado para PC há quase 40 anos. O roteiro é previsível por assim dizer, e dá pra adivinhar o que é essa bolha, antes mesmo da revelação na última batalha contra chefes; Diabos, eu cheguei a essa conclusão LITERALMENTE QUANDO HEINRICH ENCONTRA A BOLHA.

Simples de entender, difícil de dominar

Bubble Ghost Remake é em seu cerne, um jogo extremamente simples. Você é um fantasma que precisa levar uma bolha até o fim dos estágios, evitando armadilhas e inimigos. A bolha é frágil e qualquer toque a estoura, mas o fantasma é invencível e pode entrar em paredes, tocar inimigos, etc. Como você leva a bolha? Assoprando-a. O jogo tem dois tipos de controles, um manual e um semi-automático. O semi-automático, o fantasma ajustar o ângulo de assopro conforme a posição dele em relação a bolha, então você só precisa se posicionar em relação a onde quer assoprar a bolha. É complicado de explicar, mas o jogo explica com tutoriais simples. Esse sistema semi-automático não é perfeito, porque as vezes, você precisa se reposicionar aqui e ali.

O modo manual, você usa os botões do mouse pra ajustar o ângulo, alterando em 45 graus a direção que o fantasma vai assoprar. Funciona bem o suficiente, mas jogar no touchpad do notebook é uma desgraça, como toda coisa de touchpad. O shift faz com que o fantasma gire 180º, que pode ser útil em algumas ocasiões. A invencibilidade do fantasma pode te permitir ver um pouco adiante em cenários que não são em uma tela, mas o jogo não permite a mamata total, porque se você for longe demais, a bolha estoura.

Difícil, mas com fator replay excelente (e extras)

Não se iluda. Mesmo na dificuldade “Easy”, o jogo vai fazer você xingar feito a Lady do Devil May Cringe (O que diabos foi esse assassinato de personagem que fizeram com a Lady no Devil May Cry do Netflix? PUTA QUE PARIU, VÁ SE FODER, ADI SHANKTAR), enfim, voltando ao jogo. Bubble Ghost Remake oferece três níveis de dificuldade, “Difícil”, “Mais Difícil” e “Você está de Sacanagem Comigo”, sendo que o “Você está de Sacanagem Comigo” é desbloqueado quando terminamos no “Mais Difícil”… Tá, as dificuldades são “Easy”, “Normal” e “Heroic”, mas não tem NADA de Easy na dificuldade fácil desse jogo. Você só tem mais pontos de respawn e os inimigos são menos agressivos.

Como fator replay, o jogo oferece o modo Speedrun, para pessoas que tem BOLHAS DE AÇO (sacou? Bolas de aço, mas o jogo é de soprar bolhas, COMÉDIA). e caso você queira ainda mais replay, o jogo lhe oferece a oportunidade de jogar as fases do jogo original de 1987 com os gráficos atuais, oferecendo assim basicamente dois jogos pelo preço de um. E para aqueles que gostam de exploração, o jogo possui coletáveis nas fases, mostrando mais da lore de Heinrich, sua esposa Sofia e seu castelo.

Belíssimo e bem traduzido

Uma das coisas que me chamou bastante a atenção no jogo, é o trabalho de localização do jogo. As cutscenes do jogo são narradas em forma de poema, então seria muito fácil o tradutor simplesmente traduzir o texto e pegar o cheque (nossa, pegar o cheque entrega a idade VIOLENTAMENTE). Mas, não sei se por exigência da publisher ou pelo esforço do tradutor, mas os poemas foram traduzidos MUITO BEM, com as rimas e tudo, mantendo o sentido do original. Não sei se o tradutor usou o script em espanhol (que tornaria as coisas tecnicamente mais fáceis, já que assim como o português, o espanhol é derivado do latim) ou inglês, mas independente disso, parabéns ao Lucas Santana pela localização.

As cutscenes do jogo são absolutamente adoráveis, contendo um charme único, contando a história do jogo num formato de quadrinhos, percebe-se a intenção de expandir em um jogo tão simples, que era o Bubble Ghost original. Os gráficos de Bubble Ghost Remake receberam algo que não daria pra chamar de tapa, porque tá mais pra socão (tipo o Galatica Phantom do Ralf de KOF), porque o upgrade visual foi imenso e o jogo parece uma pintura de tão bonito. Cenários e sprites ultra bem desenhados, com o mesmo charme das cutscenes. Sim, o jogo poderia cair no marasmo de repetir cenários, já que ele se passa no castelo do protagonista, maaaas contém cenários variados, dando um toque especial a sua jornada.

A trilha, composta por Fran Romguer possui a essência e inspiração das músicas contidas na versão de Amiga (e do porte de Game Boy), além de algumas composições originais. São músicas caprichadíssimas. O jogo num todo mistura a vibe de solidão enquanto estamos lá sozinho, guiando a bolha, perigo, quando somos perseguidos pelo morcego nas transições, emoção na batalha contra chefes e alívio e conclusão, quando finalmente damos cabo do chefe final. (A vibe de solidão é justamente quando NÃO TEM trilha sonora).

ADQUIRA BUBBLE GHOST REMAKE

É raro eu falar assim, tão na cara que um jogo é excelente, mas sim. Bubble Ghost Remake é um projeto feito com amor pelo original, ainda que este não seja muito conhecido por quem somente viveu a era dos consoles. Sim, não é o primeiro remake de Bubble Ghost, mas é o melhor. E possui uma boa jogabilidade, é bastante desafiante, tem um fator replay excelente, coletáveis extras, belíssimos gráficos, uma boa trilha sonora, as fases do original usando os gráficos atuais e uma fantástica localização em português brasileiro. Recomendadíssimo. O Nakama Game Studio está de parabéns.

Nota final: 10/10

Bubble Ghost Remake está disponível para PC, Nintendo Switch e Playstation 5. Esta análise foi feita com uma chave cedida pela Selecta Play

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Slaps And Beans 2 | É porradaria nostálgica https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/10/21/slaps-and-beans-2-e-porradaria-nostalgica/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/10/21/slaps-and-beans-2-e-porradaria-nostalgica/#comments Sat, 21 Oct 2023 17:03:40 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=15526 Lá nos anos 90 a tv aberta nos proporcionava algumas experiências televisivas no mínimo inusitadas. Foi por ela que assisti a clássicos incríveis, como “A MOSCA” entre outros obras que se perderam ao longo do tempo. Dentre elas, uma que sempre tive um imenso carinho é as aventuras vividas por Bud Spencer e Terence Hill, […]

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Lá nos anos 90 a tv aberta nos proporcionava algumas experiências televisivas no mínimo inusitadas. Foi por ela que assisti a clássicos incríveis, como “A MOSCA” entre outros obras que se perderam ao longo do tempo. Dentre elas, uma que sempre tive um imenso carinho é as aventuras vividas por Bud Spencer e Terence Hill, uma dupla de italianos que adoram problemas, no melhor sentido.

Bud Spencer e Terence Hill são grandes nome de um gênero de filmes de faroeste que ficou conhecido como Western Spaghetti, além de outros filmes que fugiam a essa regra, onde o protagonizavam personagens que se envolviam em enrascadas que terminavam em pancadaria cômica, muitas delas causadas por Terence, o malandro galanteador, enquanto Bud, o brutamontes mau humorado se via sendo puxado para a treta por tabela.

Essa formula rendeu quase 20 filmes, logo ver isso convertido em um beat’em up é no mínimo interessante, e apesar de não ter tido a oportunidade de jogar o primeiro titulo, trago a vocês a minha experiência com o segundo titulo graças a ININ Games que nos cedeu uma chave digital.

Meu nome não é Trinity, mas me acompanhem!

Slaps and Beans 2
Créditos: ININ Games – Trinity Team

Porradaria e Feijões

Bud Spencer & Terence Hill – Slaps And Beans 2 trata-se de uma continuação direta, ele começa a partir do fim do primeiro titulo com os personagens naufragados e tentando voltar para a casa. E como disse no parágrafo acima eu não joguei o primeiro, mas solucionei vendo o fim no YouTube – É, cometi um pecado mortal.

Com isso atirado a mesa, vamos ao ponto de que o titulo está localizado em português e isso foi uma bela surpresa, até porque ele é recheado de diálogos dublados que consegue resgatar a personalidade bonachão do Bud e Terence. Isso realmente me agradou muito.

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O humor e muitas situações retiradas dos filmes também estão presentes, então se você assistiu alguns deles, com toda a certeza vai identificar os trechos. Também existe a questão do combate que emula o dos filmes, onde temos um Bud como um trator poderoso que aguenta muita porrada, mas não salta e caminha devagar, até dá umas corridinhas, enquanto Terence é ágil e capaz de usar elementos dos cenários para golpear os inimigos.

Slaps & Beans 2
Créditos: ININ Games – Trinity Team

Um cuidado com o visual

É notável o cuidado que o estúdio Trinity Team teve no desenvolvimento do jogo, pois todos os personagens que aparecem na tela são muito bem construídos. Posso dizer que é um dos mais bonitos que eu vi recentemente, até mesmo pelo cuidado ao sincronizar a dublagem com a movimentação da boca dos modelos. Mesmo que as vezes perca um pouco o tempo.

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Os cenários são sempre coloridos e com muita coisa se movimentando, por vezes com a câmera afastando e outras dando zoom sem nenhuma perca de qualidade. Ouso dizer que é impressionante o quão bonito são os cenários e localizações em que passaremos com os personagens em Slaps & Beans 2.

Até mesmo os efeitos sonoros do combate remetem aos efeitos que fora utilizados nos filmes, o que só torna tudo ainda mais divertido.

Slaps & Beans 2
Créditos: ININ Games – Trinity Team

O combate…

Infelizmente Slaps & Beans 2 peca justamente em elemento que é primordial em um beat’em up, a sua jogabilidade. O combate é um pouco impreciso e as vezes até frustrante em áreas com muitos inimigos. é quase impossível terminar alguma fase em levar dano, pois mesmo entre uma sequencia de golpes o inimigo as vezes te acerta, como se não estivesse apanhando.

As vezes pelo excesso de inimigos em tela e a câmera é uma loucura saber o que está acontecendo,  então você une isso e as porradas que tu leva enquanto tá batendo, a prioridade acaba sendo ficar de olho na barra de energia e pressionar loucamente um único botão.

Eu não to nem brincando, basicamente avancei pressionando só um botão pelas fase. O que realmente realmente pode tornar a experiência com o titulo um pouco cansativa, se não fosse por conta de algo que realmente traz um tempero ao jogo.

Slaps and Beans 2
Créditos: ININ Games – Trinity Team

Mini Games e Puzzles

Se Slaps & Beans 2 peca em sua jogabilidade, ele acaba compensando pela diversificação do gameplay que insere mini games divertidos. Um deles é o que ilustra esse parágrafo, onde jogamos cartas para identificar um grandão envolvido em uma casa de aposta ilegal.

São vários os momentos em que entre uma transição de fase para a outra somos levados a mini games realmente criativos. Essa pausa entre a pancadaria para a realização de mini ao meu ver melhora muito a experiência com o titulo. E isso não é tudo. O jogo também usa dos personagens para a realização de puzzles, onde precisamos alternar entre os personagens para conseguir avançar uma etapa.

Estes puzzles inicialmente são fáceis, mas a medida que avançamos eles vão se tornando um pouco mais complexo e exigindo atenção ao cenário e as interações por ele.

Créditos: ININ Games – Trinity Team

Conclusão

Bud Spencer & Terence Hill – Slaps And Beans 2 é um presente aos fãs da dupla de atores italianos e seus filmes, e usa de forma criativa as referencias dos filmes para criar um a história original e divertida de se jogar. Há muitas cutscenes que são boas de se ver e interessante o suficiente para não querermos pulá-las.

Infelizmente a jogabilidade é um pouco cansativa, mas graças aos mini games e puzzles do jogo, você consegue se divertir por boas horas. Uma obra que foi pensada em agradar aos fãs de Bud Spencer e Terence Hill e ainda serve como uma grande homenagem ao legado da dupla.

Talvez não agrade tanto aqueles pouco familiarizados aos filmes da dupla, mas quem gosta vai se encantar com o titulo.

O jogo está disponível para PC, PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series S|X, Xbox One e Nintendo Switch.

Nota: 7/10

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Esta análise foi feita com uma chave digital de Xbox Series X|S cedida gentilmente pela INIM Games

 

 

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Pretty Girls Klondlike Solitaire PLUS | O retorno da paciência com Waifus https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/08/20/pretty-girls-klondlike-solitaire-plus/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/08/20/pretty-girls-klondlike-solitaire-plus/#respond Sun, 20 Aug 2023 22:59:42 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=14990 O Pretty Girls Klondlike Solitaire original foi meio que “especial” pra mim, já que caso vocês não se lembrem, foi o primeiro jogo da ZOO Corporation que eu analisei, na época, a versão de PS4. Honestamente? O jogo não tinha nada de especial em termos de jogo, era só paciência com waifus inseridas. Só que […]

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O Pretty Girls Klondlike Solitaire original foi meio que “especial” pra mim, já que caso vocês não se lembrem, foi o primeiro jogo da ZOO Corporation que eu analisei, na época, a versão de PS4. Honestamente? O jogo não tinha nada de especial em termos de jogo, era só paciência com waifus inseridas. Só que ainda assim, ele entrou na minha lista de mais jogados de 2020, com 64 horas registradas no PS4.

Ajudou bastante o fato de que jogar mais uma partidinha de paciência era fácil quando o seu provedor de internet decide simplesmente não prestar mais serviço na sua região e você fica quase dois meses sem acesso.

Enfim, de lá pra cá, eu fiz análise de diversos jogos da empresa, ao ponto de que dessa vez, eles é que se aproximam da gente, oferecendo chaves. E agora, na segunda metade de agosto, chegou o mais novo jogo da série Pretty Girls, Pretty Girls Klondlike Solitaire Plus. E se quer saber se ele vale a pena? Confira nossa matéria.

Reprodução: ZOO Corporation

O retorno do clube… Ou eu reciclei a piada de 3 anos atrás

O clube de paciência, fundado anos atrás, foi um sucesso. Muitos jovens foram lá para jogar paciência e ver mulheres trocando de roupa magicamente. Tanto é que nosso otaku residente, Cleiton, resolve transformar o clube em uma franquia de clubes de paciência. E após muito deliberar, ele foi para a cidade de Itaquaquecetuba e abriu um novo clube.

LEIAM – Pretty Girls 2048 Strike | 2048 Hardcore, ou algo do tipo

Sim, assim como o anterior, não há uma história por trás do jogo, e eu estou tirando essa premissa do rabo. Eu poderia simplesmente pular essa parte e partir pro jogo em si, mas eu acho engraçado bolar essas desculpas de história em cinco minutos e fazer meia dúzia de piadas. Obviamente, nem sempre eu consigo…

Na maioria das vezes eu falho miseravelmente. Não se pode ganhar todas.

Reprodução: ZOO Corporation

Paciência simples, num pacote bom

O jogo em si, como dito, é a boa e velha paciência. Acho que não é necessário explicar tanto, mas vamos lá. Uma das coisas que departamentos ao redor do mundo me ensinaram, é que existe mais de um tipo de paciência, claro, pelo Windows eu sabia que tinha o Paciência Spider. Mas não sabia que Free Cell era outra variante. E a paciência tradicional que conhecemos, é a Klondlike.

Basicamente um baralho nos é dado e temos que separar em quatro pilhas por nipe, do ás ao rei, mas até podermos organizar, precisamos tirar uma carta por vez e organizar no tabuleiro, de cima pra baixo, da maior pra menor, alternando entre preto e vermelho. Olhando assim parece supercomplexo, mas é paciência, e você provavelmente sabe como jogar, seu pai sabe jogar, e até aquele seu primo chato pra caralho sabe jogar.

LEIAM – Lost Kittens: Maze Garden | Análise

O jogo é dividido em 3 dificuldades, fácil, normal e difícil. As dificuldades garantem um pouco de replay, e é necessário para todas as conquistas. A diferença da dificuldade tá mais na questão do RNG dado pelo baralho. Ao contrário do primeiro jogo, onde no Hard, você puxava 3 cartas de uma vez, aqui você define se vai puxar uma ou três cartas do baralho, antes da partida em qualquer dificuldade. Infelizmente, não há conquistas para concluir a partida no modo de 3 cartas.

Também temos auxílios, como reembaralhar as cartas fora do tabuleiro, tirar uma carta que (pode) lhe auxiliar, das cartas ainda ocultas no tabuleiro e desfazer jogadas, e esses auxílios dependem da dificuldade escolhida, mas ao contrário do primeiro jogo, aqui, ainda há auxílios, mesmo no hard, tornando o jogo mais justo.

Pretty Girls Klondlike Solitaire PLUS
Reprodução: ZOO Corporation

Visualmente competente, sonoramente atraente

Os visuais do jogo são bastante aceitáveis. E é esse tipo de coisa que separa jogos de carteado (virtual) bons dos ruins. Não é só colocar umas imagens, fazer o joguinho e uns hentão mal feito. A estética do jogo é boa, os sprites são “volumosos” se é que me entendem. Os cenários são bem desenhados.

A trilha sonora do jogo… Não foi composta para ele. Basicamente são músicas Royalty Free, que você adquire em sites como o Dova-Syndrome para uso em vídeos, jogos ou podcasts. Mas ainda assim, são músicas bem escolhidas e agradáveis. E as falas das personagens, como em outros jogos da série Pretty Girls, são retiradas das novels de origem das meninas.

LEIAM – Pretty Girls Breakout! PLUS | Como fazer uma continuação

Dessa vez, entretanto, não há uma loja interna pra comprar as coisas para se usar no modo diorama, elas são desbloqueadas jogando em cada uma das dificuldades das 10 garotas. Não que isso faça diferença, antes eram só alguns cliques extras, mas vale a pena mencionar.

Pretty Girls Klondlike Solitaire PLUS
Reprodução: ZOO Corporation

Para quem curte paciência e waifus

Pretty Girls Klondlike Solitaire PLUS é um jogo de paciência, nada mais que isso. É enfeitado e bonitinho, mas no fim do dia, o seu gosto por paciência e waifus é o que vai te levar a comprar o jogo.

Nota final: 8/10

Pretty Girls Klondlike Solitaire PLUS está disponível no STEAM, e essa análise foi feita com uma cópia do jogo cedida pela ZOO Corporation.

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Sticky Business | Adesivos relaxantes… https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/07/20/sticky-business-adesivos-relaxantes/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/07/20/sticky-business-adesivos-relaxantes/#respond Thu, 20 Jul 2023 22:39:43 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=14682 Ah, ontem, pelo menos em relação a data em que escrevo essa análise, a Bandai Namco anunciou que vai encerrar os serviços do Gundam Evolution, vulgo Overwatch de Gundam. Somente um ano que o jogo durou. E é por isso que jogos do tipo Live Service são arriscados de se investir seu tempo. Um estalar […]

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Ah, ontem, pelo menos em relação a data em que escrevo essa análise, a Bandai Namco anunciou que vai encerrar os serviços do Gundam Evolution, vulgo Overwatch de Gundam. Somente um ano que o jogo durou. E é por isso que jogos do tipo Live Service são arriscados de se investir seu tempo. Um estalar de dedos e tudo vira pó. E cada vez mais vemos fracassos, sejam gratuitos ou pagos. Quem lembra do mega flop que foi Babylon’s Fall? Foi um fracasso glorioso…Ah, se foi.

Não sei como fazer uma ligação com o jogo de hoje, então vai ser súbito mesmo. As pessoas tem diferentes gostos se tratando de jogos, alguns preferem jogos de ação, outros preferem RPG’s, algumas pessoas jogam jogos de corrida, outros jogam aqueles jogos feitos pra youtubers gritarem (vulgo terror moderninho).

LEIAM – Logicats | Análise

Eu tenho meus gostos, mas eles variam, porque eu tento jogar de tudo. Claro, as vezes topo com jogos mediocres o suficiente pra não renderem piadas (como o Shootvaders, que analisamos há um tempo), mas no geral, tento evitar jogos ruins.

Nem sempre eu consigo, como foi o caso no passado de pragas como Yasai Ninja, Black Legend e Horse Racing 2016… Ainda tremo de terror ao pensar nesse jogo. Mas as vezes surgem jogos que fazem a hora passar voando com a sua simplicidade e jogabilidade tranquila. E um desses casos, é certamente o do jogo de hoje, Sticky Business, desenvolvido pela Spellgarden Games e publicado pela Assemble Entertainment. Quer saber mais sobre? Sigam-me os bons!

Reprodução: Assemble Entertainment, Spellgarden Games

Adesivos que mudam a vida das pessoas

Você abriu uma loja de adesivos online, e precisa criar adesivos para vender e faturar… E meio que é isso. Você em si não tem uma história, ou um arco, mas sim é um mero passageiro na vida das pessoas que compram os seus adesivos. O que quero dizer com isso?

LEIAM – F1 23 | O Auge da realidade e emoção

Muitas vezes, os clientes, em seus pedidos, mandam uma mensagem sobre como vai as vidas deles, dicas de adesivos que gostariam de ver na loja, e as consequências que esses adesivos tem nas vidas deles… E é isso.

O jogo não tem uma história prolongada, ao invés disso, através dos adesivos e e-mails, você tem um bocado de mini histórias, que vão sendo desbloqueadas conforme você adiciona adesivos de certas temáticas a sua história.

Sticky Business
Reprodução: Assemble Entertainment, Spellgarden Games

Crie Adesivos e ganhe dinheiro com isso

No começo, você coloca seu nome e o nome de sua loja, e você é guiado por um (possível) tutorial sobre como funciona o jogo. Você tem alguns modelos e pode combiná-los para criar diversos adesivos. Para poder vender os adesivos, é necessário imprimi-los. Só que pra vendê-los em uma loja online, você precisa de clientes. Esses clientes fazem pedidos e é necessário empacotá-los. Depois de empacotar os pedidos, é necessário enviá-los pelos correios. Quando passamos de um dia pro outro, as vendas se transformam em dinheiro (óbvio) e corações, esses usados pra comprar ilustrações a serem usadas para fazer outros adesivos, e o dinheiro pode ser usado pra aumentar a capacidade da loja, e outros tipos de papel para impressão.

O dinheiro também pode ser usado pra comprar mimos que você pode colocar nas encomendas dos clientes e coisas que você pode usar na embalagem dos pedidos. Já os corações podem comprar também cores para efeitos em alguns adesivos. E esse ciclo é basicamente como o jogo funciona…

E é onde ele brilha, porque apesar de não ser muita coisa em termos de mecânica ou complexidade, a atmosfera relaxante do jogo faz com que o tempo voe com facilidade. Tá certo que pessoas imaturas podem usar as formas de algumas coisas para demonstrar que não saíram da quinta série. Se você acha que isso é uma auto referência… Está completamente certo, porque eu usei dois donuts e uma banana pra produzir um adesivo com formato de pinto.

Enfim, como eu disse, o jogo é relaxante e viciante, eu abri esses dias pra jogar (eu recebi quando o jogo lançou, mas devido a minha Steam se recusar a abrir por dias, eu só pude jogar dia 19), quando fui reparar, três horas tinham se passado. A mesma coisa na madrugada de ontem, fui jogar mais um pouco e outras duas horas se passaram.

Sticky Business
Reprodução: Assemble Entertainment, Spellgarden Games

Agradável, mas a música fica repetitiva com o tempo

Graficamente, o jogo passa uma atmosfera tranquila, com gráficos simples e sem tantas firulas. E apesar das músicas não serem necessariamente ruins, jogar o jogo por longos períodos de tempo, acaba deixando a música um tanto… Repetitiva. Se tivéssemos mais músicas mudando a cada x dias dentro do jogo, talvez essa sensação de repetição não ficasse tão acentuada.

Sticky Business
Reprodução: Assemble Entertainment, Spellgarden Games

Conclusão

Sticky Business não é um jogo pra todos. Se você só joga os jogos da moda, ou só os jogos de ação, etc, esse não é um jogo pra você. Mas se você quer uma experiência relaxante, considere dar uma chance, porque é bastante competente no que se propõe… Se você tá com grana curta, talvez numa promoção?

Nota Final: 8,5/10

Sticky Business está disponível no PC, e essa análise foi feita com uma cópia do jogo, fornecida pela Assemble Entertainment.

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Toodee and Topdee | Cara burro tenta resolver puzzles https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/06/08/toodee-and-topdee-cara-burro-tenta-resolver-puzzles/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/06/08/toodee-and-topdee-cara-burro-tenta-resolver-puzzles/#respond Thu, 08 Jun 2023 21:38:33 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=14259 Acho que já foi dito na história deste site que eu não sou a pessoa mais inteligente do mundo, em se tratando de quebra cabeças. É, eu consigo me virar em umas coisas simples, que usualmente aparecem nos adventures de objetos ocultos. Mas quando se trata de quebra-cabeças mais difíceis? Tem vezes que eu fico […]

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Acho que já foi dito na história deste site que eu não sou a pessoa mais inteligente do mundo, em se tratando de quebra cabeças.

É, eu consigo me virar em umas coisas simples, que usualmente aparecem nos adventures de objetos ocultos. Mas quando se trata de quebra-cabeças mais difíceis? Tem vezes que eu fico vinte minutos tentando fazer algo, só pra fracassar e buscar a solução em walkthroughs. E como resultado, eu me sinto AINDA MAIS BURRO porque a solução era simples. Mas isso não me impede de adorar os jogos que misturam puzzle com plataforma. Eu amei What Lies on the Multiverse, por exemplo, com as dimensões diferentes trazendo uma mistura boa.

Dito isso, o jogo da análise de hoje é similar a nossa última análise… Killer Frequency, que também nasceu numa Game Jam, e também a Welcome Back que nasceu em outra… Por quê estou cercado de jogos que nasceram em Game Jams? É quase como um sinal de que eu deveria voltar a programar pra uma game jam e assim, finalmente ter um jogo publicado na Steam, mas divago. Em 2018, na Ludum Dare 41, o tema era “combine dois gêneros incompatíveis”, e assim foi feito, em 3 dias.

LEIAM – Killer Frequency | Entrando no ar em 3… 2… 1…

Três anos depois, o jogo evoluía e se tornaria Toodee and Topdee como conhecemos hoje, sendo lançado no Steam com uma positiva recepção por parte dos jogadores, que curtiram a mistura entre Platformer 2D e Top Down. No ano seguinte, ainda sendo auto publicado pela dupla dietzribi (Gonen e Ori, dois irmãos), o jogo chegaria ao Nintendo Switch, igualmente rendo bem recebido devido a jogabilidade e ao senso de humor da narrativa (algo que estava levemente presente na versão original da Ludum Dare).

Agora, com o suporte da Top Hat Studios, o jogo chega as plataformas restantes do mercado, o PlayStation e o Xbox. Quer saber nossa opinião sobre o jogo?

Pera, se você clicou nesse texto, a resposta é sim, então sigam-me os bons!

Reprodução: dietzribi, Top Hat Studios

Acho que esse jogo é uma metáfora sobre programação, só acho

No início, não havia nada. Até que Aleph, o Deus da criação… Ou algo do tipo. Resolveu criar os planetas, e nesses planetas, colocar diferentes criaturas. Para evitar que os planetas vagassem de maneira desordenada, ele criou o ponto e virgula, além de seu assistente, TooDoo, que tinha o trabalho de evitar que os glitches se proliferassem e corrompessem a criação.

Só que TooDoo, temendo que após Aleph criar o planeta final daquele sistema, o descartasse, roubou o ponto e vírgula, escondendo-o em algum lugar e tornando tudo um caos, misturando os mundos e deixando tudo mais bugado que jogo da Bethesda no lançamento… Ou dois anos depois.

Nisso, duas criaturas de planetas diferentes, Toodee, que vive em um plano bidimensional como um platformer convencional, e Topdee, que vive em um planeta de visão topdown acabam se encontrando, e graças a um Glitch, eles descobrem o que precisam fazer para recuperar o ponto e vírgula.

LEIAM – Kaiju Wars | Salve o mundo dos Monstros Gigantes

A história de Toodee and Topdee é irreverente, contada quase como um filme de buddy cop, com a dinâmica entre os dois protagonistas, enquanto que Topdee é ingênuo a certo ponto, Toodee é sarcástico e quer ir diretamente ao ponto. E os personagens únicos que eles encontram garante bons diálogos, como o Glitch Ancião que faz ioga, ou o Guardião que é atacado sem sequer demonstrar agressividade.

Enfim, tudo o que acontece é quase que como uma brincadeira sobre programação, incluindo uma referência ao infame “it’s not a bug, it’s a feature”. Nem todo jogo precisa ter uma história super séria, desde que não tente ser pretensioso como acontece com certos jogos (jogos que se você criticar, é taxado de tudo quanto é ista, incluindo aí referências a um certo pintor Austríaco).

Toodee and Topdee
Reprodução: dietzribi, Top Hat Studios

Fritando o cérebro de várias maneiras… E trapaceando as vezes.

O objetivo de Toodee and Topdee é levar os dois protagonistas até o próximo portal, em cerca de oitenta e três fases (excluindo os quatro chefes)… Ou noventa e três se você for pros 100% e fizer o mundo extra, mas é necessário MUITA COISA pra isso, e vou explicar passo a passo como o jogo funciona. Antes disso, o jogo permite que você customize a experiência, de modo que jogadores menos habilidosos possam avançar até certo ponto (porque mesmo com todo o auxílio possível, algumas fases ainda exigirão massa cinzenta), com auxílios como pulo infinito (pro Twodee), quantidade infinita de vida e telecinesia (pro Topdee pegar caixotes de longe). Também é possível nas opções, customizar um pouco a experiência visual, nada demais, mas é legal poder mudar a parte topdown pra um leve 3D isométrico.

Com o Toodee, você tem a perpectiva bidimensional, apenas isso, pulando e indo da esquerda pra direita. Com o Topdee, funciona como um jogo topdown, movendo-se em quatro direções e pegando e empurrando caixotes. A princípio as coisas começam simples, mas conforme se avança, as coisas começam a ficar mais complexas, com inimigos na tela, switches, chaves, puzzles e portais. No final dos quatro primeiros mundos, existem boss battles que vão pedir do seu cérebro, já que a alternancia entre estilos é necessária pra causar dano.

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Para desbloquear o sexto mundo e um final extra, você vai ter que cumprir requisitos de velocidade, mudanças e até poupar inimigos (que podem ser mortos, tipo as sombras ou porcos), no momento eu ainda não consegui por motivos de cérebro.

A jogabilidade funciona bem, e o jogo tem recursos pra quem curte/faz speedruns, como um In-game timer pra cada fase ou pro jogo inteiro. O design das fases é criativo, e muitas vezes você vai parar pra pensar em como vai resolver aquele puzzle. Algumas soluções são óbvias, mas outras são um pouquinho mais trabalhosas, seja porque você pode se decidir entre tomar um dano intencional pra passar de uma parte difícil sem problema, ou pensar na solução real. O jogo até dá liberdade pra ser criativo, dependendo da fase, obviamente. Dependendo da pessoa, o jogo pode ser concluído (no final normal) em umas três horas.

Toodee and Topdee
Reprodução: dietzribi, Top Hat Studios

Uma boa trilha, gráficos decentes

Os gráficos de Toodee and Topdee ganharam um mega upgrade desde a versão da Ludum Dare, apesar do Toodee ainda estar bem igual ao que era naquela versão. Mas enfim, o jogo conta com gráficos ao mesmo tempo que simples (os quatro primeiros mundos do jogo são compostos por fases de uma tela), são detalhados o suficiente para serem discerníveis. Os cenários contam com bons efeitos e os sprites, especialmente em cutscenes, possuem bastante personalidade.

O que diabos você quer dizer com sprites que possuem personalidade, Sancini?” Você, voz da consciência, me pergunta. Simples, já pegou um daqueles indies que a definição de pixel art são pixeis arrumados de tal forma que um boneco de palito parece mais bem feito? Duvida? Só lembrar que as animações Xiao Xiao tem mais de 20 anos, por exemplo, e lá, o palitinho tem personalidade. Isso é o que eu quero dizer com sprites com personalidade. Eles se destacam a ponto de você poder discernir como o sprite é.

A trilha sonora de kajnoon casa perfeitamente com o clima de tranquilidade que o jogo passa. São melodias gostosas de se ouvir, e o design de som com os sons reproduzindo diálogo, é bem feito.

Toodee and Topdee
Reprodução: dietzribi, Top Hat Studios

Aos fãs de Puzzle, é uma boa pedida.

O que eu vou dizer aqui não é nenhuma novidade, porque já foi dito nas outras vezes em que o jogo foi lançado em plataformas anteriores. Toodee and Topdee é um bom jogo. Chocante, eu sei. O fato é que o humor do jogo me deixou rindo em alguns momentos. E a mistura de puzzle com platformer é bem feita, isso posso dizer.

Além disso, possui gráficos decentes e uma boa trilha. Se eu tivesse um problema, talvez a falta de balanceamento na dificuldade? Alguns puzzles são mais difíceis que outros na frente.

Nota Final: 8

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Esta análise foi feita com uma chave de PlayStation 4 cedida gentilmente pela Top Hat Studios. Toodee and Topdee está disponível para PlayStation 4, Xbox One, PlayStation 5 e Xbox Series X|S, além das versões originais de PC e Nintendo Switch.

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Moons of Darsalon | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/04/24/moons-of-darsalon-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/04/24/moons-of-darsalon-analise/#respond Mon, 24 Apr 2023 08:56:18 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=13766 Introdução Moons of Darsalon é um jogo que busca uma nostalgia com games lançados para computadores como o Amiga ou o Commodore64. Sua tela de inicio, por exemplo, é idêntica à do Amiga, e o jogador precisa apertar algumas teclas no teclado de seu PC para simular os comandos que eram usados para abrir os […]

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Introdução

Moons of Darsalon é um jogo que busca uma nostalgia com games lançados para computadores como o Amiga ou o Commodore64. Sua tela de inicio, por exemplo, é idêntica à do Amiga, e o jogador precisa apertar algumas teclas no teclado de seu PC para simular os comandos que eram usados para abrir os games naquela época.

Daí, somos jogados à tela inicial, e aí percebo o cuidado que tiveram nos menus. As opções são bem variadas, com filtros e escalamento de resolução dos pixels, scanlines e afins, sem falar na tradução em português.

Logo de cara vemos que o game é um indie com um charme a mais.

Mas sobre o que é esta bodega

O game é um jogo de plataforma 2D com estilo retrô (pixel art), onde você controla uma espécie de astronauta, e seu objetivo é salvar os outros amigos astronautas (estou chamando assim por falta de termo melhor).

Assim sendo, é meio que como o jogo Lemmings, onde você deve guiar uns personagens até a saída, porém aqui você também precisa controlar o protagonista, fazendo com que os outros bonecos venham atrás de você.

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A movimentação é lenta, estilo Prince of Persia. Mas sem tanto delay de input, sendo que isso faz sentido com o jogo, pois não se trata de quão rápido você consegue passar pela fase, mas sim sobre como resolver os puzzles.

No começo, temos que salvar apenas um astronauta, então o jogo te apresenta mecânicas como: abrir as portas para que os astronautas possam passar, apertar botões, pegar lanternas para iluminar o caminho para eles e por último, mas não menos importante: dar comandos.

Essa opção, no teclado, se dá com o botão do meio do mouse + uma das teclas WASD. Você pode mandar seus amigos andarem pra direita, esquerda, esperar ou te seguir. Funciona basicamente como a Ashley em Resident Evil 4, e eles respondem muito bem aos seus comandos.

No game somos auxiliados pela já citada lanterna, além de um rifle laser, uma arma de construção, um jetpack e alguns veículos que ajudam a passar pelas fases. Claro que cada um desses objetos vai estar à disposição de acordo com a fase e o puzzle a ser resolvido.


Fases e comunidade

Existe muito investimento em fazer o jogo crescer ao redor de sua comunidade. Logo no menu do jogo temos a opção de entrarmos no Discord do desenvolvedor. Além disso, temos a opção de configurar o game para a Twitch, onde ele coloca o nome do canal na tela e desabilita alguns filtros para facilitar a visualização na janela do site ou do app de celular.

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Não só isso, mas também é possível criar suas próprias fases e compartilhá-las com os outros jogadores. Eu não testei essa função à fundo, mas o editor é bem competente para o que se propõe e aqueles que gostam desse tipo de funcionalidade vão ter mais um tempo de diversão adicional aqui.

Trilha Sonora

A música ambiente desse game remete muito aos sons de jogos também da geração do Amiga, como Turrican e afins. São músicas eletrônicas que para nós brasileiros, parecem mais aqueles temas que tocavam em cracks de jogos piratas antigos, que na verdade eram inspirados por jogos europeus desses computadores dos anos 80.

São músicas com pegada espacial antiga mesmo, e fazem todo sentido com ambientação do jogo. Destaque para “Bolero“, uma canção clássica aqui remixada para o jogo de um jeito sensacional. Eu tomei um SUSTO quando a ouvi pois a mesma música está na trilha sonora do anime Digimon Adventure de 1999, e eu literalmente ACABEI de assisti-lo, um dia antes de escrever esse texto.

Moons of Darsalon
Créditos: Dr.Kucho Games

Veredito

A Dr. Kucho Games, com sede na Espanha e aparentemente é uma empresa de um homem só, demorou sete anos na produção do game e fica bem claro, devido ao esmero perceptível.

Moons of Darsalon é um jogo de visual bem bonito, com temática e jogabilidade bem bacanas, que servem para quebrar a rotina de games de ação que estamos mais acostumados nesses dias. É um jogo com inspirações clássicas, mas com ritmo similar à clássicos como Prince of Persia e até mesmo lançamentos mais modernos, como La Mulana.

Se jogos 2D com pequenos puzzles com ambientação bem relaxantes é a sua pegada, não deixe de dar uma chance a este game.

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Moons of Darsalon foi analisado com uma cópia gentilmente cedida pela distribuidora e está disponível para PC (Steam).

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Trilogia Alone in the Dark | Assombração, mistério e ciências ocultas, e não é o programa do Fantástico nos anos 90! https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/02/12/trilogia-alone-in-the-dark/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/02/12/trilogia-alone-in-the-dark/#comments Sun, 12 Feb 2023 00:50:45 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=13149 A trilogia Alone in the Dark é uma série clássica de terror de sobrevivência que é amplamente considerada uma das pioneiras do gênero. Os jogos foram lançados respectivamente em 1992, 1993 e 1994 pela Infogrames e desenvolvidos pela mesma. Lembro de ter tido contato com o terceiro jogo da série, lá por 1998 ou 1999. […]

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A trilogia Alone in the Dark é uma série clássica de terror de sobrevivência que é amplamente considerada uma das pioneiras do gênero. Os jogos foram lançados respectivamente em 1992, 1993 e 1994 pela Infogrames e desenvolvidos pela mesma.

Lembro de ter tido contato com o terceiro jogo da série, lá por 1998 ou 1999. Uma versão dublada e traduzida em português lançada no “Jogos do Estadão” que um amigo tinha e vivia me emprestando.
Na época acabei com um detonado.

Os anos se passaram e comecei a ter interesse por jogos antigos, logo foi impossível ver os diferentes jogos da trilogia em sites de abandonwareCheguei a baixar e rodar os jogos, mas sendo bem sincero eles são difíceis e sendo um adolescente orgulhoso na época me neguei a fazer uso de detonados – Somente recentemente (2019 e 2020) fui criar coragem para terminar todos os jogos. Foi uma experiência!

Como os três jogos compartilham muito em comum, resolvi unificar em um único review, espero que gostem.

Roteiro honesto

Alone in the Dark
Reprodução: Internet

Quando as histórias se baseiam no sobrenatural, vale tudo! Cada uma das diferentes apresentações da tríade tomaram como inspirações fontes como os mitos de H. P. Lovecraft, ocultismo e xamanismo.

O roteiro não apresenta grandes furos. Porém como a jogo não tem diálogos, a história acaba sendo contada através de livros e muita interpretação dos acontecimentos e cutscenes.

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O primeiro jogo permite a escolha entre dois diferentes personagens, o que não muda muito na gameplay. Já os outros jogos da série só podemos jogar com Edward Carnby e controlamos outros personagens em alguns momentos – Na minha opinião, todos entregam uma história honesta e razoável.

Música tensa

Reprodução: Internet

O design de som da trilogia também é digno de nota, com cada jogo apresentando uma trilha sonora assombrosa e atmosférica que complementa perfeitamente a jogabilidade com tema de terror.

O sintetizador utilizado tem o timbre um pouco datado, mas a execução é excelente, ao ponto de me pegar revisitando a trilha em alguns momentos e, se me permitem, indico a Getting into Action e sua linha de baixo.

Já os efeitos sonoros, como o ranger das tábuas do assoalho e o rosnar dos monstros são bem feitos e aumentam a tensão, entretanto alguns efeitos como a morte dos inimigos são bem desagradáveis e altos.

Jogabilidade sofrível

Reprodução: Internet

A jogabilidade da trilogia é centrada na exploração e na resolução de quebra-cabeças, com os jogadores tendo que encontrar itens e resolver quebra-cabeças para progredir na história.

A série também apresenta uma mecânica única de “horror de sobrevivência”, onde os jogadores precisam gerenciar seu inventário e usar recursos limitados, como munição e itens de cura, para sobreviver: Características que definiram o gênero.

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O combate é o grande calcanhar de Aquiles do jogo. É difícil mirar e é difícil acertar golpes, o que torna a experiência de combate frustrante. O ponto bom é que uma grande parte dos conflitos podem(e devem) ser evitados através da boa resolução dos puzzles.

Ah! Uma coisa que me incomodou bastante é que no primeiro e terceiro jogo da série, alguns itens ficam escondidos em estantes e é necessário fazer uma “busca” para adquirir eles. No segundo jogo isso muda bastante, entretanto nele o combate é mais incentivado.

Gráficos datados

Reprodução: Internet

Em termos de gráficos, os jogos da trilogia Alone in the Dark apresentam visuais poligonais primitivos que parecem datados para os padrões de hoje, mas ainda conseguem criar uma sensação de atmosfera e tensão. Não há como negar a influência de utilizar fundos pré-renderizados.

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Jogos como Resident Evil, Final Fantasy, Grim Fandango, Legend of Zelda, entre muitos outros fizeram uso dessa técnica. Um ponto interessante a se mencionar é que o jogo rodava bem até em computador que não eram potentes na época.  Isso graças ao programador francês Frédérick Raynal que tomou cuidado para que a interpolação e quadros das animações se adaptassem a capacidade de processamento.

Considerações finais

Alone in the Dark
Reprodução: Internet

No geral, a trilogia Alone in the Dark é uma série clássica que ajudou a definir o gênero survival horror. Embora os gráficos e a jogabilidade pareçam antiquados para os padrões de hoje, a série ainda vale a pena jogar por sua atmosfera, design de som e mecânica de jogo inovadora.

Recomendo que joguem o primeiro ou o terceiro, o segundo não me agradou tanto. Também recomendo que joguem com um detonado preferencialmente spoilerless ao lado pra não ficar muito travado e salve a todo instante e em slots separados. Sério! Tudo vai tentar te matar nesses jogos.

Vale lembrar que em alguns momentos sofri softlock no primeiro jogo e no terceiro jogo tive um bug de colisão. Em todos os casos era impossível prosseguir no jogo.

Aos curiosos e interessados por desenvolvimento de jogos, indico que assistam o Classic Game Postmortem da GDC com Frédérick Raynal. Raynal participou apenas do primeiro jogo e depois criou a própria empresa onde criou e lançou Little Big Adventure , Time Commando e Little Big Adventure 2.

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Pretty Girls 2048 Strike | 2048 Hardcore, ou algo do tipo https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/12/04/pretty-girls-2048-strike-2048-hardcore-ou-algo-do-tipo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/12/04/pretty-girls-2048-strike-2048-hardcore-ou-algo-do-tipo/#respond Sun, 04 Dec 2022 13:08:31 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12641 E estamos mais uma vez no final de ano, a época mais lazarenta pra quem trabalha no comércio. Claro, se tem lucros, mas a quantidade de filho da puta por metro quadrado que se vê, é imensa. E também é o primeiro fim de ano pós pandemia. Só que esse é um fim de ano […]

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E estamos mais uma vez no final de ano, a época mais lazarenta pra quem trabalha no comércio. Claro, se tem lucros, mas a quantidade de filho da puta por metro quadrado que se vê, é imensa. E também é o primeiro fim de ano pós pandemia. Só que esse é um fim de ano atípico, porque também tem UMA COPA DO MUNDO ROLANDO. Como todos sabem, está sendo realizada no Catar, um país no meio do deserto e quente pra caralho no período usual de copas (meio do ano).

Recentemente andei um pouco gripado, e dias atrás, mesmo tendo ido dormir 3 e meia da manhã como sempre , meu corpo me obrigou a acordar as sete da manhã e de quebra ver Irã e País de Gales, que dada a tradição dos dois países no futebol, seria candidata a me fazer dormir novamente. Mas foi uma partida melhor que o esperado, ao contrário de Inglaterra x Estados Unidos que foi completamente A Mimir.

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Deixando isso de lado, uma outra coisa que sabemos que acontece de tempos em tempos, é o lançamento de um jogo novo da série Pretty Girls, acho que cobrimos aqui no site todos os lançamentos da série em 2022. E é claro que agora no começo de dezembro está chegando mais um jogo da série.

Que mecânica eles vão utilizar em conjunto com as moças curvilíneas? Por quê diabos estou fazendo essa pergunta, se está no título desse texto? E qual a razão da Copa de 2026 ser realizada em TRÊS PAÍSES? Eu só tenho resposta para uma dessas perguntas, e a resposta você encontrará na nossa análise de Pretty Girls 2048 Strike.

Pretty Girls 2048
Reprodução: Zoo Coporation

Agora tem uma história, é sério! Ou quase isso.

A tribo dos demônios está a solta e causando muitas confusões. Que tipo de confusões? Considerando as responsáveis, deve ter a ver com coleta de um produto muito essencial para a sobrevivência da humanidade. Sim, falo dele, o poderoso leite Longa Vida. Isso deveria ser uma piada para sêmen, mas eu fiquei sem uma saída pra deixar a piada engraçada. Enfim, demônios (da garoa) a solta, causando diversos tipos de treta. Oh, e agora? Quem poderá nos defender?

EU! “O Chapolin Colorad…” Não, pera. Na verdade esse não é um jogo do Chapolin. Enfim, quem tem a tarefa de exorcisar as demônias peitudas é um grupo de quatro igualmente peitudas Espadachins Exorcistas, cada uma com distintas habilidades… E é isso.

Piadas a parte, dessa vez de fato temos algo próximo de uma lore em um jogo da série Pretty Girls, claro que nada é contado no jogo, de fato, nada é contado, eu tirei toda essa coisa do Press Release (e informações da página do jogo no Steam), mas finalmente é algo consistente e que eu não preciso tirar do cu… Ainda chegará o dia em que a série terá um jogo com uma história. Ou não.

Pretty Girls 2048
Reprodução: Zoo Coporation

2048, mas com um diferencial

Você lembra de 2048, um jogo de puzzle simples que tomou o mundo de assalto a alguns anos? Então, a base é quase a mesma, só que ao invés de um tabuleiro de 4×4, temos um tabuleiro de 5×5 espaços, e o objetivo é derrotar as demônias utilizando os blocos para causar dano nelas (as demônias são representadas por um bloco com uma barra de vida) com a mecânica do 2048 (blocos com numeração igual se juntam), e quando você arrasta um bloco na direção do bloco inimigo, o HP da demônia é reduzido.

Sim, não é o primeiro jogo comercial que usa a mecânica do 2048, já que Bone Marrow usa, mas assim como Bone Marrow tem seu diferencial pra mecânica, Pretty Girls 2048 Strike possui um sistema de habilidades que depende da personagem escolhida e pode mudar o curso de uma fase.

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A habilidade depende da barra de especial que começa cheia, e depois de usada, vai se enchendo a cada movimento do jogador. Só que pau que bate em Chico, bate em Francisco, porque as demônias possuem habilidades também. Elas vão enchendo a cada movimento seu, e possuem efeitos variados, elas podem destruir um bloco, ou impedir que o jogador faça um movimento em determinada direção, invocar elfas negras, e por aí vamos.

São cinquenta fases (10 por personagem), o que torna o jogo levemente curto, apesar das ultimas fases serem mais complicadas. Como fator replay, existe o modo infinito, onde o jogador precisa causar o maior dano possível antes que o tabuleiro fique cheio. Existem tabuleiros de 3×3, 4×4 (que é o padrão do 2048) e de 5×5 (que é o padrão do jogo). E, para o modo diorama, a única “novidade” são alguns outros adesivos que foram adicionados.

Reprodução: Zoo Coporation

Típica competência audiovisual da série Pretty Girls

Considerando a questão gráfica do jogo, temos os curvilíneos sprites das meninas, feitas pelo pessoal da Miel/Norn, posso dizer com orgulho que não joguei as novels de nenhuma delas.

Os cenários, igualmente competentes, também foram extraídos das novels, e alguns deles são reconhecíveis, devido a compartilhamento de cenários em comum de múltiplas novels. Os gráficos do jogo são simples, o suficiente pra mostrar os objetivos do jogo.

A parte de áudio, novamente, composições Royalty Free que casam ali com os momentos dos cenários, e se você assiste com regularidade as animações dominicais do Hololive (conhecidos como Hololive no Graffiti, ou Hologra), você vai reconhecer a música que toca no encerramento deles presente no jogo, na área da Dressing Room. As vozes, como de costume, removidas das novels e ficando um pouquinho fora de contexto as vezes.

Reprodução: Zoo Coporation

Conclusão

Se você está acostumado a 2048, Pretty Girls 2048 Strike é uma boa pedida, o jogo dá uma leve apimentada no conceito de 2048, embalado em um pacote legal. Possui uma jogabilidade simples, um objetivo fácil de se aprender e no total, vale seu dinheiro gasto.

Pretty Girls 2048 Strike está disponível para PC e essa análise foi feita com uma cópia digital gentilmente cedida pela Zoo Corporation.

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Pretty Girls Breakout! PLUS | Como fazer uma continuação https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/07/30/pretty-girls-breakout-plus-como-fazer-uma-continuacao/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/07/30/pretty-girls-breakout-plus-como-fazer-uma-continuacao/#comments Sat, 30 Jul 2022 23:26:45 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12033 Quem diria que já temos até antes do título de hoje, dezesseis jogos da linha Pretty Girls nos últimos seis, sete anos talvez (eu não estou com saco pra pesquisar a data do primeiro). Claro, que eles começaram a sair numa época que eu já tinha parado de jogar no PC com seriedade (lembrando que […]

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Quem diria que já temos até antes do título de hoje, dezesseis jogos da linha Pretty Girls nos últimos seis, sete anos talvez (eu não estou com saco pra pesquisar a data do primeiro). Claro, que eles começaram a sair numa época que eu já tinha parado de jogar no PC com seriedade (lembrando que eu comprei meu PS3 em 2015), então eu só de fato pude jogá-los por conta das versões de consoles caseiros, portadas pela EastAsiaSoft.

Mas, de uns tempos pra cá, eu passei a jogar os mesmos em suas versões de PC, para ter a primeira experiência, e também porque os requisitos de pedido de jogo da EastAsiaSoft haviam aumentado (sem falar no Woovit e Keymailer quebrando as pernas de produtor de conteúdo pequeno) nas versões de console. E posso dizer que apesar da série continuar a mistura de jogos casuais simples com uma apresentação bonita ao redor, melhoras tem ocorrido de um título para o outro.

E agora, no fim de julho, o 17º jogo da série Pretty Girls chega, e é uma nova versão de um jogo que já falamos aqui no passado. Novamente, as Belas Meninas estarão ao seu lado para uma partida do clássico Breakout, ou Arkanoid, dependendo do seu jogo base favorito.

Sem mais delongas, confiram a nossa análise de Pretty Girls Breakout! PLUS (sim, em Caps).

Pretty Girls Breakout! PLUS
Reprodução: ZOO Corporation

Os Aliens de Burokku estão de volta

No último jogo, você subiu no robô, pegou seu bastão e destruiu os malditos alienígenas do planeta Burokku, que queriam raptar as meninas Youkai da cidade. Você, um bravo, destemido e vitaminado protagonista, ganhou descanso, dinheiro e dívidas… Tenho certeza de que um desses 3 “d’s” não é bom, mas enfim. Agora você era reverenciado pela cidade como um herói, estátuas foram erguidas em sua honra, feriados com seu nome foram feitos, e estavam até pensando em transformá-lo em protagonista de uma dessas visual novels adultas.

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Mas antes que esse alegre dia em que você receberia os royalties pelo jogo que certamente seria vendido a 5 reais no Steam quando uma publisher chinesa ofereceria um contrato barato a produtora original pra traduzir e lançar seus jogos no Steam, e receber análises negativas porque a publisher usou tradução automática e metade de suas falas não fazem o menor sentido, antes desse alegre dia chegar, a cidade foi atacada novamente pelos malditos alienígenas do planeta com nome semelhante a Bloco.

Dessa vez, eles não estão atrás de meninas Youkai, mas de pessoas normais. Só que antes que a coisa fique feia, você vai até o seu robô, que recebeu atualizações feitas por uma das youkais que você havia salvo e que convenientemente era uma cientista. Era hora de acabar de vez com aqueles alienígenas, definitivamente… Ou até a Zoo Corporation decidir lançar o Pretty Girls Breakout! SUPER TURBOP.S: Dessa vez eu não inventei o roteiro do nada, eu só continuei a baboseira que inventei pro Pretty Girls Breakout original XD

Pretty Girls Breakout! PLUS
Reprodução: ZOO Corporation

Breakout, como antes, mas melhorado

Se você está acostumado, já jogou ou ao menos viu algo relacionado a Pong, Arkanoid ou Breakout, vai entender de cara como funciona Pretty Girls Breakout! PLUS. Na parte superior da tela, você vai ter blocos que precisa destruir com rebatidas de sua bola. As roupas não mudam dessa vez, já que elas estão atreladas a algo que vou explicar melhor adiante.

Temos dois modos de jogo, o primeiro sendo o Pretty Battle, onde temos 7 garotas com 5 fases cada, e o segundo é um Endless Mode, com três outras garotas, com uma fase cada, e bem, vamos explicar esse Endless Mode em si. Basicamente, temos uma fase “infinita”, com blocos que vão descendo e o jogo termina quando os blocos chegam em um determinado ponto da fase. Nesse modo, suas vidas são infinitas, mas se a bola chega a parte de baixo, os blocos descerão um pouco.

Conforme se vai fazendo pontos, combos e tudo mais, a tela vai começar a descer em um ritmo mais rápido, ou a bola ficará mais rápido, dando um pouco mais de emoção a jogatina, e isso garante muito fator replay.

O jogo também recebeu melhorias em jogabilidade, já que agora é possível rebater as bolas tendo um lado específico em questão (esquerda ou direita), mas ainda é dependente de coisas como ângulo e tudo mais, e novos power-ups foram adicionados, como o BIG, que aumenta o tamanho das bolas, e o escudo, que protege o seu robô de um hit (embora esse tenha um bug, no momento em que escrevo, que o ícone de escudo continua depois de ter perdido o mesmo). Afora isso, os outros power-ups também continuam, seja a bomba, ou uma saraivada de tiros, mais bolas, o aumento do bastão, etc.

Reprodução: ZOO Corporation

Revisado, e com a lojinha

Em termos de design de fases, Pretty Girls Breakout! PLUS é menos babaca que o do Pretty Girls Breakout original, ainda vai ter o bloco em local esquisito, mas não vai ser tão difícil quanto lá. E os blocos gigantes, que precisam de 15, 20 ou 25 hits, foram adicionados.

Novamente, no momento em que escrevo essa análise, existe um possível bug na última fase, onde um dos inimigos vai ficar invencível, não podendo ser atingido, impossibilitando de terminar a fase, o que significou que eu tive que reiniciar a mesma. E uma última alteração que é uma faca de dois gumes, é que agora é possível determinar a velocidade inicial da bola, pra metade de sua velocidade, ou 150% da velocidade. Se por um lado, pode tornar a jogabilidade mais fácil com metade da velocidade, por outro, a bola lenta pode acarretar em um game over por time out, já que as fases tem limite de tempo de cinco minutos.

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Como eu havia dito, dessa vez as roupas das meninas não são alteradas enquanto destruímos os blocos, dessa vez elas são exclusivas do Dressing Room, que traz o Diorama introduzido em Pretty Girls Rivers (ou foi no Four Kings Solitaire?) e a loja, introduzida em Pretty Girls Escape. A cada fase concluída, você ganha uma quantidade de pontos, que podem ser utilizadas para comprar roupas para as meninas, além de cenários para o modo diorama.

No modo Diorama, você pode adicionar quantas meninas couberem, alterar cenário, roupa, expressões faciais e adicionar adesivos (inclusive com mais adesivos do que em Pretty Girls Escape). Sim, isso são coisinhas pequenas, mas que considerando o todo na série Pretty Girls, são boas mudanças. Espero que um dia possam trazer o Naked Mode, ou ao menos traduzirem o jogo para português, já que nos jogos mais recentes (creio que começou no Pretty Girls Escape), foi adicionada uma tradução em espanhol. Se isso foi uma indireta? Não nego nem confirmo.

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Agradável aos olhos

É chover no molhado, falar sobre a parte audiovisual na série Pretty Girls, e Pretty Girls Breakout! PLUS não é uma exceção.

Durante o gameplay, obviamente a coisa é simples, com os sprites estando lá pra cumprir seu papel e as garotas bonitas complementam o visual. E não, não falo da balística das meninas, mas toda a questão estética, porque já devo ter dito isso uma vez (e tendo comprado muita coisa certo tempo atrás, tá mais do que confirmado), não é só colocar um gameplay simples e garotinhas bonitas no seu jogo, que ele vai ser automaticamente bom.

E esse é um trunfo da série Pretty Girls em geral, já que não são apenas duas coisas colocadas juntas, mas toda uma identidade visual que vai de menus a músicas. As meninas e cenários, vindas das novels da Norn/Miel são novamente, muito bem feitas, e algumas delas você deve ter visto em outros jogos da própria série Pretty Girls (as meninas do modo Endless você viu no jogo de Poker, que fizemos análise ano passado), e eu posso ou não ter visto alguma das outras meninas em alguma novel da Norn/Miel (na verdade, acho que não vi).

As músicas do jogo, é até chover no molhado falar disso, mas são composições royalty free, que ajudam a ditar o clima da jogatina. Só acho que deviam escolher umas músicas com loop, porque fica estranho quando uma música termina, entra aqueles dois segundos de silêncio, antes de recomeçar tudo. E como de praxe, as falas das meninas são tiradas das novels de origem delas, o que deixa as coisas sem o menor sentido.

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Um passo na direção certa

Eu to tentando a cinco minutos tentando pensar em como concluir o texto, mas enfim, vamos lá. Pretty Girls Breakout! PLUS pega a ideia de um jogo que eu não sou bom (Breakout), e com uns toques aqui e ali (modo infinito pra fator replay, novos power-up’s, opções de dificuldade, design de fases mais amigável), torna uma experiência muito mais acessível e agradável, tal qual uma continuação deve fazer.

Já vimos muitos casos onde jogos tiveram continuações pavorosas, mas este aqui não é o caso. Recomendado.


Pretty Girls Breakout! PLUS está disponível para PC, e esta análise foi feita com uma cópia gentilmente fornecida pela Zoo Corporation.

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