Arquivos Terror - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/terror/ Um pouco de tudo na medida certa Tue, 17 Mar 2026 22:08:07 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Terror - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/terror/ 32 32 AFFRAID | Seria Afraid ou Aff Raid? https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/03/23/affraid-seria-afraid-ou-aff-raid/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/03/23/affraid-seria-afraid-ou-aff-raid/#respond Sun, 23 Mar 2025 16:55:35 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19524 Os animes que comecei a assistir uns meses atrás estão chegando ao fim, ou terminaram. Dragon Ball Daima terminou, essa semana terminou I’m Living with an Otaku NEET Kunoichi?, e Welcome to Japan, Ms. Elf e Red Ranger becomes an Adventurer in Another World devem terminar na semana que vem. E outros animes avulsos que […]

O post AFFRAID | Seria Afraid ou Aff Raid? apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Os animes que comecei a assistir uns meses atrás estão chegando ao fim, ou terminaram. Dragon Ball Daima terminou, essa semana terminou I’m Living with an Otaku NEET Kunoichi?, e Welcome to Japan, Ms. Elf e Red Ranger becomes an Adventurer in Another World devem terminar na semana que vem. E outros animes avulsos que peguei, já foram terminados, como Highspeed Étoile e Overtake já foram concluídos (Embora tenha sido confirmado uma segunda temporada de HSE). E caso me siga no twitter, deve ter percebido que também assisti a segunda temporada de Minhas Aventuras com o Superman, e foi ABSOLUTE CINEMA.

Minha relação com a série Resident Evil é na maior parte do tempo, indiferente. Não que eu desgoste, mas a série não está entre as minhas favoritas. Eu gosto dos jogos, joguei alguns deles, mas nunca terminei nenhum. O mais recente que joguei foi o Revelations 2, no PS3 ainda, eu até tenho o 6 e o primeiro Revelations no PC, mas não fui longe. Os remakes e remasters da série? Eu nunca joguei nenhum deles, Não é eu sendo caga regra ou escroto, é só que eu nunca tive a vontade de me aprofundar na série da Capcom.

Desenvolvedores solo é uma coisa que existe desde que o mundo é mundo no mercado de jogos, e continua até hoje. Já analisamos projetos que nasceram da mente de uma pessoa só, como o excelente Magenta Horizon, mas sabemos que não é só de bons jogos que se vive o desenvolvemento solo. Pra cada Iconoclasts que sai, são uns 30 Mineirinho. Claro, que nem todos os “Mineirinhos” da vida que saem são feitos ruins de propósito (ao contrário do Mineirinho, que parece ter sido feito pra ser ruim), alguns são reflexo da inexperiência do criador, outros, por limitação de engine e por aí vamos. O desenvolvedor do jogo da análise de hoje já deu as caras aqui em outro jogo, no caso, o limitado Action Fubuki. Dessa vez, ele pegou inspiração nos jogos da série Resident Evil para criar Affraid. (Ou seria Aff, Raid? Não, é Affraid mesmo, eu não sei onde queria chegar com essa piada).

Esse roteiro não faz sentido

Você é Nina, uma jovem top model que foi sequestrada por uma empresa farmacêutica maligna chamada MEDIO. A MEDIO sequestrou até 100 trabalhadores de rua com a cumplicidade do prefeito James Hugh e quer experimentar um novo creme que possa devolver a juventude aos seus clientes, eles o chamam de creme Venus.

A cientista-chefe é Alice RAUP e ela não teve piedade dos jovens trabalhadores de rua usados ​​como cobaias do programa NovoVenus. Eles perceberam em algum momento que a maioria dos sujeitos do experimento havia desenvolvido sintomas muito preocupantes. O protocolo de evacuação foi aplicado contra uma potencial perda de controle do edifício vinculado ao programa NovoVenus.

Okay, a MEDIO é basicamente a Umbrella, em conluio com um governo corrupto, mas… Somos uma modelo sequestrada e… Estamos fazendo a Limpa do prédio em favor ou contra a Médio? Sério, eu olho pra sinopse do jogo e tenho quase um aneurisma, talvez a estrutura da sentenças não seja boa, mas é…

Shooter Genérico

Uma das coisas que se nota no jogo, é que a performance do mesmo não é boa. A princípio achei que fosse só coisa da minha máquina (tem 4GB de RAM, o jogo pede 3 GB no mínimo), que já é velha e não aguenta metade do que aguentava quando eu comprei ela, (Aceito doações de notebooks que dêem pra usar sem travar), mas olhando vídeos do próprio desenvolvedor, as vezes a taxa de quadros do jogo dá aquela caída básica, em especial quando explosões estão em cena.

E o jogo funciona como os Resident Evils mais modernos (excluindo 7 e 8 que são em primeira pessoa, eugh), ou basicamente, um shooter com câmera no ombro, onde você tem que ir do ponto A ao B, matando monstros, coletando itens pra abrir portas e tentando entender o que caralhos está acontecendo. Os controles são fáceis de entender, mas nessas horas eu queria um mouse pra chamar de meu, porque jogar um shooter usando o touchpad do notebook é pedir pra ser corno puta paga de políico. Não sei onde queria chegar com essa analogia imbecil, mas me dêem um desconto, eu fui dormir quase 5 da manhã por causa do GP da China e são 10 da manhã agora que escrevo, então estou desnecessariamente cansado.

Ao menos tem customização

Uma das coisas que o jogo tem que posso elogiar é que você pode customizar a aparência da protagonista, incluindo coisas que jogos “modernos” como Dragon Age The Veilguard evitaram, o tamanho do busto da protagonista. (ainda que tecnicamente você tenha escolha do tamanho de busto, não dá pra fazer uma heroína peituda em Failguard… E as cicatrizes de remoção de seios que tem naquele flop SEQUER INTERFEREM NO TAMANHO DOS SEIOS, nem pra ir full woketard os caras vão). E sim, esse tipo de coisa é importante em customização, porque existem peitos de diversos tamanhos no mundo real, por mais que os esquerdistas loucos da Califórnia queiram dizer o contrário. Eu não queria ter que entrar nessa mini rant numa review de um jogo extremamente mediano, mas não pude evitar.

Voltando ao jogo, sim. Há customização, você pode fazer a protagonista mais ou menos como você queira. Cor de pele, olhos, cabelo, tamanho de seios (inclusive um dos vídeos do dev possui a hashtag T H I C C). Cenários e inimigos são passáveis, apesar da aparência de laboratório estéril do jogo. Lembrando, podia ser muito pior, como aqueles assetflips genéricos ou como Mineirinho, então as vezes eu aprecio a mediocridade de um laboratório genérico.

Uma das coisas mais hilárias do jogo em si, é quando a personagem rola pra esquivar, o cabelo dela decide assumir vida própria se mexendo para vários lugares. Sim, achei importante relatar isso, e caso você não saiba, uma das coisas mais difíceis do 3D é animar cabelos, a colisão é uma coisa muito filha da puta. Dito isso, não tenho comentários a fazer sobre a parte sonora. Não é que seja ruim, só não é memorável.


Eu amo jogos janky

Affraid tem o charme daqueles jogos que não são exatamente os melhores no que fazem, mas tentam assim mesmo. Afinal, mesmo que não consigam fazer o que o criador idealizou com perfeição, eles são sinceros e isso pra mim é o suficiente pra recomendá-lo, mesmo que ele tenha bugs ou glitches visuais. O roteiro é louco, a jogabilidade é passável e tem customização de teta.

Nota: 7/10

Affraid está disponível para PC através do Steam e essa análise foi feita com uma chave cedida pela Oedipe Games.

O post AFFRAID | Seria Afraid ou Aff Raid? apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/03/23/affraid-seria-afraid-ou-aff-raid/feed/ 0
Clock Tower Rewind | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/31/clock-tower-rewind-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/31/clock-tower-rewind-analise/#respond Thu, 31 Oct 2024 15:01:13 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18296 Eu confesso, eu estava ansioso para jogar Clock Tower Rewind. O jogo original é um clássico do gênero terror e eu estava curioso para ver como ele seria atualizado. O Clock Tower original foi desenvolvido pelo estúdio Human Entertainment, e contou com a direção de Hifumi Kono, mas nunca ganhou  uma versão oficial lançada para […]

O post Clock Tower Rewind | Análise apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Eu confesso, eu estava ansioso para jogar Clock Tower Rewind. O jogo original é um clássico do gênero terror e eu estava curioso para ver como ele seria atualizado.

O Clock Tower original foi desenvolvido pelo estúdio Human Entertainment, e contou com a direção de Hifumi Kono, mas nunca ganhou  uma versão oficial lançada para o ocidente, e se você em algum momento o jogou em inglês, saiba que foi uma tradução feita por fãs que possibilitaram que o titulo fosse jogável fora do Japão.

ASSISTAM – O que eu penso sobre Remasters e Remakes

Com o lançamento de Clock Tower Rewind, agora pela primeira vez temos o titulo original com melhorias e novos modos sendo lançados oficialmente para o ocidente e enfim podemos apreciá-los, graças a WayForward.

Será que conseguiria se manter aterrorizante mesmo após mais de 29 anos do seu lançamento original? Vamos descobrir.

Reprodução: WayForward

Jennifer Simpson e Scissorman

Jennifer Simpson é uma protagonista determinada e corajosa. Sua história é emocionante e você se sentirá conectado à sua luta para sobreviver, e o jogo consegue fazer isso de maneira bem rápido a medida que nos vemos obrigado a fugir do vilão icônico, Scissorman.

É incrível que mesmo após quase 30 anos, Scissorman ainda consegue ter uma presença aterrorizante, e a ideia de que ele pode surgir a qualquer momento traz uma atmosfera de tensão. Mesmo com gráficos datados, o titulo consegue te deixa pesaroso quanto as decisões que você toma e como lidar com esse vilão que te persegue por toda a mansão, isso sem levarmos em consideração as armadilhas escondidas.

LEIAM – Sky Oceans: Wings for Hire | Análise

Todo passo deve ser calculado se você quer descobrir os segredos que habitam na mansão, então não é só uma questão de sobreviver, mas também descobrir o que levou a morte de suas irmãs de adoção e porque isso está acontecendo agora.

Reprodução: WayForward

Não trate Clock Tower como um titulo moderno

Clock Tower Rewind pode desapontar você, caso decida jogá-lo com expectativas de um titulo moderno, afinal é um titulo de quase 30 anos de idade. Ele só está sendo portado com melhorias, entre elas a versão original e a Rewind, que dá nome ao jogo, e é baseada na versão Clock Tower: First Fear que foi publicado em 1997 para PlayStation.

O Rewind, como sugere, trata-se da possibilidade de você voltar no tempo, ou melhor, rebobinar como faríamos com uma fita VHS, no caso se você tomar uma decisão errada ou morrer por ter sido pego por Scissorman ou mesmo qualquer armadilha que encontre pelo caminho. Só que nem essa nova função facilita tanto a sua vida, pois caso demore para rebobinar, pouca coisa será retomada e muitas vezes pode ser tarde para esquivar-se da morte certa.

Essa nova ferramenta só torna a obra um pouco mais palatável para o publico mais novo, mas a grosso modo é o jogo original com sempre foi. Caso você esteja comprando Clock Tower Rewind esperando uma remasterização com mudanças significativas, peço que tenha cautela e confira alguns gameplays antes.

Lembrando que o jogo é um point and click e não dos mais precisos, então é preciso redobrar a sua atenção caso queira se aventurar.

Reprodução: WayForward

Os extras

Clock Tower Rewind  por questões de licenciamento trocou sua abertura original por uma versão animada ao estilo anime, que apesar de destoar um pouco do jogo, seja por ser um tanto colorido, ainda é capaz de cumprir o seu papel de introduzir a trama.

Outra novidade interessante é a Motion Comic com dublagem que conta um pouco mais do passado de Jennifer, e que ao meu ver poderia facilmente ter substituído a introdução de anime. Mas só porque eu sou um chato de galochas. Essas motion comics podem ser desbloqueadas a medida que jogamos o titulo e alcançamos alguns objetivos, o que aumenta o fator de replay do titulo.

LEIAM – Realm of Ink | Caiu tinta demais no meu teclado

O jogo também recebeu uma nova musica de abertura, dessa vez com novas letras e vocais de Mary Elizabeth McGlynn, conhecida por cantar musicas de Silent Hill 3 e o quarto titulo. Entre esse extra, também temos a possibilidade de ouvir toda a trilha sonora do jogo na aba Music Player. O que é realmente divertido, pelo menos se você gosta de game music como eu.

O que brilha mesmo nessa nova releitura é a entrevista Hifumi Kono, que conta mais sobre como foi trabalhar com titulo e suas inspirações para os personagens. É sem dúvida extras de peso. Uma pena que o titulo não conte com uma localização em PT-Br.

Reprodução: WayForward

CONCLUSÃO

Clock Tower Rewind é uma ótima opção para fãs de jogos de terror e point and click. O titulo continua sendo uma obra aterrorizante e que consegue nos deixar nervosos, mesmo sendo um titulo em 2D. O que é incrível se pararmos para pensar.

Por outro lado acredito que a imprecisão enquanto selecionamos ou controlamos Jeniffer as vezes pode ser um tanto estressante,  e poderia ter sido melhorado, mas talvez o maior pecado aqui presente seja a falta de localização para a nossa língua tupiniquim, e isso pode ser remediado futuramente, eu sei e acredito. WayForward, faça acontece. No mais, se você está procurando por um jogo de terror clássico, este é uma excelente escolha.

Em resumo, Clock Tower Rewind é um jogo de terror que vale a pena jogar. Com sua atmosfera aterrorizante, jogabilidade intensa e personagens bem desenvolvidos, é uma experiência que você não esquecerá.

Você está preparado para enfrentar o Scissorman?

Nota: 8,0/10

_____________________________________________
Clock Tower Rewind está disponível para PC, Nintendo Switch, Xbox Series S|X e PlayStation 5 e esta análise foi feita com uma chave digital de Nintendo Switch gentilmente cedida pela WayForward

O post Clock Tower Rewind | Análise apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/31/clock-tower-rewind-analise/feed/ 0
Resident Evil: O Hóspede Maldito (2002) | O Primeiro Filme https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/16/resident-evil-o-hospede-maldito-2002/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/16/resident-evil-o-hospede-maldito-2002/#respond Wed, 16 Oct 2024 20:10:42 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18000 Com o sucesso estrondoso da série de jogos “Resident Evil“, criada pela Capcom, não demorou muito para Hollywood adquirir os direitos de adaptação para o cinema. A série de jogos, que conquistou fãs ao redor do mundo com seu terror de sobrevivência e atmosfera opressiva, logo despertou o interesse da indústria cinematográfica. LEIAM – Resident […]

O post Resident Evil: O Hóspede Maldito (2002) | O Primeiro Filme apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Com o sucesso estrondoso da série de jogos “Resident Evil“, criada pela Capcom, não demorou muito para Hollywood adquirir os direitos de adaptação para o cinema. A série de jogos, que conquistou fãs ao redor do mundo com seu terror de sobrevivência e atmosfera opressiva, logo despertou o interesse da indústria cinematográfica.

LEIAM – Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City | Vale a pena?

Em um primeiro momento, o renomado diretor George Romero, mestre dos filmes de zumbis e responsável pelo clássico “A Noite dos Mortos-Vivos”, foi cotado para dirigir o filme, especialmente após seu trabalho em um comercial para o lançamento do jogo “Resident Evil 2”, feito exclusivamente para o Japão.

No entanto, diferenças criativas entre Romero e a produção acabaram resultando na sua saída do projeto.

Hospede Maldito
Reprodução: Sony Pictures / CAPCOM

No lugar de Romero, o cargo de diretor foi assumido por Paul W.S. Anderson, que já havia trabalhado com outros filmes de ação e ficção científica, como “Mortal Kombat” (1995), “O Enigma do Horizonte” (1997) e “Soldier” (1998). Anderson tinha uma abordagem muito mais voltada para a ação, e isso se refletiu no tom do filme, que se afastou do terror mais psicológico presente nos jogos.

O roteiro de Resident Evil: O Hóspede Maldito, também escrito por Paul W.S. Anderson, acabou criando uma mitologia própria, desvinculada dos acontecimentos centrais dos jogos.

Essa escolha talvez tenha sido o “calcanhar de Aquiles” da série de filmes, pois muitos fãs que esperavam ver personagens icônicos como Leon S. Kennedy e Claire Redfield se depararam com Alice, uma nova protagonista interpretada por Milla Jovovich, que tinha 26 anos na época do lançamento do filme.

Embora a escolha de uma protagonista inédita tenha agradado alguns, muitos fãs dos jogos sentiram-se decepcionados com a ausência dos personagens centrais e do enredo característico da franquia.

Reprodução: Sony Pictures / CAPCOM

A história

Resident Evil: O Hóspede Maldito começa de forma intensa, com uma cena marcante onde funcionários da Umbrella Corporation ficam presos em um elevador durante uma situação de emergência. Esse tipo de cena, comum em filmes de terror daquela época, já entrega o tom de onde o filme pretende ir, criando uma atmosfera de tensão logo nos primeiros minutos. Em seguida, vemos Alice acordar sem memória em um banheiro dentro de uma mansão, mas esta não é a mesma Mansão Spencer que os fãs dos jogos conhecem.

LEIAM – Resident Evil | Será que os filmes são ruins?

Alice logo é capturada por um grupo de soldados, que a levam para uma entrada secreta da Colmeia, um laboratório subterrâneo da Umbrella onde experiências com o T-vírus estão sendo conduzidas. A estrutura narrativa do filme, a partir deste ponto, lembra bastante “Aliens: O Resgate” (1986), onde um grupo de soldados vai sendo eliminado um a um conforme enfrentam os perigos que habitam a Colmeia.

Reprodução: Sony Pictures / CAPCOM

A Colmeia por sua vez, é gerida pela Rainha Vermelha (outra referência óbvia à Alice no País das Maravilhas), que é uma IA que se apresenta com o rosto de uma criança. O motivo do local estar cheio de zumbis é meio óbvio: deu merda no controle do vírus, o problema se espalhou pelo ar condicionado e ela trancou todo mundo lá dentro. Agora, ela não quer deixar os protagonistas saírem também.

Uma das cenas mais memoráveis do filme é a sequência do corredor de laser, onde diversos personagens são brutalmente cortados. A cena foi impactante o suficiente para ser replicada no jogo “Resident Evil 4″ (2004), tamanha sua popularidade. Os efeitos especiais da época ainda conseguem passar uma boa impressão, especialmente nessa cena específica.

Hóspede Maldito
Reprodução: Sony Pictures / CAPCOM

Trilha sonora e efeitos especiais

 

No entanto, um dos maiores desvios em relação aos jogos em Resident Evil: O Hóspede Maldito, é o uso da trilha sonora. Em vez de trilhas tensas e atmosféricas, típicas de filmes de terror, o filme opta por uma trilha eletrônica, com batidas aceleradas que lembram o ambiente das raves europeias. Esse estilo sonoro, apesar de encaixar nas sequências de ação, acaba quebrando o suspense em muitos momentos, fazendo com que mesmo as criaturas mais temíveis, como os Lickers e os cachorros-zumbis, percam um pouco do seu impacto.

ASSISTAM – Memórias de Uma Locadora nos Anos 90: Zeta Games

Apesar de diversas referências aos jogos, como o trem com o logo da Umbrella, a mansão, o T-vírus, os Lickers e os próprios zumbis, o filme se distancia ao criar uma história independente, sendo mais uma espécie de prelúdio que não se conecta diretamente com os eventos dos jogos. Por exemplo, o licker mutado que ataca no trem ao final do filme não chega a ser uma ameaça tão marcante quanto os grandes inimigos dos jogos, como Nemesis ou Tyrant.

Hóspede Maldito
Reprodução: Sony Pictures / CAPCOM

Conclusão

“Resident Evil: O Hóspede Maldito” é, acima de tudo, um filme de ação. Milla Jovovich, que se tornou a cara da franquia cinematográfica, talvez não seja a atriz mais versátil, mas para o que o filme se propõe, sua performance funciona: ela é bonita, ágil e carismática nas cenas de luta. Algumas dessas cenas, no entanto, acabam se arrastando um pouco, fazendo o público desviar a atenção em certos momentos.

De maneira geral, o filme cumpre seu papel de entreter, desde que você não esteja preso à mitologia dos jogos. Os efeitos especiais, em sua maioria, ainda passam bem, e assistir ao filme com amigos e pizza pode tornar a experiência mais divertida.

Nota: 7/10

Reprodução: Sony Pictures / CAPCOM

O post Resident Evil: O Hóspede Maldito (2002) | O Primeiro Filme apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/16/resident-evil-o-hospede-maldito-2002/feed/ 0
Daymare: 1998 | Uma homenagem a Resident Evil https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/03/12/daymare-1998-uma-homenagem-a-resident-evil/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/03/12/daymare-1998-uma-homenagem-a-resident-evil/#comments Sun, 12 Mar 2023 18:45:52 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=13489 A história da criação de Daymare: 1998 é curiosa. Alguns anos atrás, um jogo criado por fãs chamado Resident Evil 2: Reborn foi mostrado, sendo um remake do clássico da Capcom, bem antes do RE2 Remake oficial sequer ser divulgado como em produção. A empresa japonesa, num movimento até bacana, convidou os devs da Invader […]

O post Daymare: 1998 | Uma homenagem a Resident Evil apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
A história da criação de Daymare: 1998 é curiosa. Alguns anos atrás, um jogo criado por fãs chamado Resident Evil 2: Reborn foi mostrado, sendo um remake do clássico da Capcom, bem antes do RE2 Remake oficial sequer ser divulgado como em produção.

A empresa japonesa, num movimento até bacana, convidou os devs da Invader Studios até Osaka. O motivo do convite? Pedir que eles parassem o desenvolvimento do jogo.

LEIAM – Breakers Collection | Porradaria Atemporal

Mas a história não é tão triste, pois eles tiveram uma reunião aparentemente bacana, e foi sugerido que eles produzissem um título original.

Não só isso, mas o diretor do RE3 original, Kazuhiro Aoyama, entrou no projeto como produtor associado, além de Satoshi Nakai, que já havia trabalho como artista em RE0 e Code Veronica.

Assim, os devs lançaram uma campanha no Kickstarter, que apesar de não ter financiado o projeto como eles gostariam, fez com que o jogo ganhasse atenção. Assim, eles conseguiram publishers para ajudar o jogo a finalmente sair do papel.

Daymare: 1998
Reprodução: Invader Studios

Jogabilidade

Em Daymare temos uma câmera sobre os ombros, a lá Resident Evil 4 (o original), com controles de tanque e tudo mais.

Nosso primeiro protagonista é um soldado da organização H.A.D.E.S, que está num laboratório investigando uma “caozada” que aconteceu lá.

Os controles são bem travados e achei bem estranho ter um botão pra dar pique e outro pra efetivamente correr, porém logo o jogador se acostuma.

Temos também uma mecânica de carregamento de armas que lembra um pouco Gears of War, onde um carregamento “perfeito” faz com que a arma carregue todas as balas, mas se você só apertar o botão de qualquer jeito, seu personagem joga o pente antigo no chão.

Isso eleva a tensão em momentos mais complicados e exige que o jogador tenha sangue frio e não se desespere em momentos de perigo. É opcional mas é como o jogo funciona por default.

Além disso, as balas pegas vão direto pra arma quando ela está descarregada, porém é necessário ter pentes carregados no inventário para ter como reserva.

Até aí tudo bem, porém essa recarga dos pentes é feita MANUALMENTE, e aí eu já acho demais. Não tem necessidade de um complicador tão fora da curva assim num jogo onde o gerenciamento de recursos já é feito o tempo todo.

Reprodução: Invader Studios

Apresentação

O game não é um AAA, então não espere cenários bem trabalhados ou personagens que usam modelos reais como referência.

Aqui em Daymare: 1998, os personagens são bem feios, com cara de assets comprados na loja da Unreal Engine. Aliás, na verdade, todo o game tem cara de que foi montado assim.

LEIAM – Jitsu Squad | Beat’ Em Up com bichos ninjas

Não é um demérito, mas depois de ver tantos jogos de terror baratos na Steam com essa mesma estética, fica difícil não sentir aquela pobreza visual.

Os cenários também, são bem lineares. A campanha — que dura umas 10 horas — tem pouquíssimo backtracking, sendo nesse quesito bem diferente da sua inspiração criada por Shinji Mikami.

O que mitiga essa linearidade são os puzzles, que são bem complicadinhos — pelo menos de início — e exigem mais do que só sair clicando em tudo que é interativo no cenário.

Daymare: 1998
Reprodução: Invader Studios

Referencias, áudio e sustinho

Em vários momentos do jogo temos referências visuais a Resident Evil. Máquinas de escrever, seu inventário na vertical e até alguns Files citando pessoas que tem relação com a série da Capcom permeiam toda a experiência.

O clima do game é bom e lembra Dead Space em alguns momentos, tanto pela câmera mas também pelo ritmo do jogo.

LEIAM – The Doll Shop | Análise

Em diversos pontos temos os famosos — e odiados por muitos — jump scares, e neles é onde a trilha sonora sutil se destaca.

Temos vários momentos sem música mas quando ela aparece, ajuda muito a criar um clima tenso, principalmente nos momentos de alertar o jogador.

Daymare: 1998
Reprodução: Invader Studios

Conclusão

Daymare: 1998 obviamente não é uma obra de arte, mas seu potencial é limitado principalmente e somente pelo seu orçamento baixo.

Os desenvolvedores da Invader Studios sabem o que fazem e poderiam fazer muito mais com uma verba maior.

Se você procura algo do gênero de terror que seja fora da curva, não vai se arrepender de conferir esse. O game também está disponível no PC (Steam), Xbox e PlayStation.


Essa análise foi feita com uma cópia digital para Steam e gentilmente cedida pela distribuidora do jogo.

O post Daymare: 1998 | Uma homenagem a Resident Evil apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/03/12/daymare-1998-uma-homenagem-a-resident-evil/feed/ 1
Silent Hill | Esqueçam aquela continuação intragável em 3D https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/09/17/silent-hill-esquecam-aquela-continuacao-intragavel-em-3d/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/09/17/silent-hill-esquecam-aquela-continuacao-intragavel-em-3d/#respond Sat, 17 Sep 2022 22:51:52 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=11857 Essa deve ser a terceira vez que tento reescrever um antigo texto de 2017 sobre a duologia Silent Hill, de quando ainda usava o blogger. Mas acho que agora consigo sintetizar melhor os meus sentimentos quanto ao segundo filme, de modo que não soe tão raivoso quanto o texto original. Comecemos pelo fato de que […]

O post Silent Hill | Esqueçam aquela continuação intragável em 3D apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Essa deve ser a terceira vez que tento reescrever um antigo texto de 2017 sobre a duologia Silent Hill, de quando ainda usava o blogger. Mas acho que agora consigo sintetizar melhor os meus sentimentos quanto ao segundo filme, de modo que não soe tão raivoso quanto o texto original.

Comecemos pelo fato de que eu adoro Terror em Silent Hill. É um filme que assisti por diversas vezes e, continua muito bom até nos dias de hoje.

Enquanto os filmes atuais se beneficiam de recursos tecnológicos que permitem a produção de filmes quase todo feito em CGI e fundo verde, o terror que o diretor Christophe Gans levou a Silent Hill se destaca ainda mais devido aos recursos criativos que possibilitaram criaturas terríveis e criveis na telona – Quem teve a oportunidade de conferir os extras do DVD sabe do que estou dizendo, mas se não viu, então confira aqui.

Na verdade acho que vale a pena discorrer um pouco sobre o diretor Christophe Gans, pois ele é uma figura importante aqui.

Terror em Silent Hill
Reprodução: YouTube

Começando com o diretor

Christophe Gans tem experiência no gênero horror e sabe lidar com orçamento modesto, sempre driblando as limitações de forma criativa. Ele tem em seu currículo alguns filmes que deixam isso bem claro, entre eles uma adaptação cinematográfica dos contos de Lovecraft: Necronomicon (1993), onde dirigiu o conto “The Drowned”. Esse filme conta com uma das cenas mais perturbadoras da minha infância, que é o homem derretendo.

Deixando o horror de lado, temos o filme Lágrimas de um Guerreiro (1995), uma adaptação do mangá Crying Freeman de Kazuo Koike. Gans mais uma vez dirige e escreve o roteiro da obra. É a partir daqui que Gans começa a trabalhar com o ator porradeiro Mark Dacascos, que dá vida ao assassino chorão. Também marca a parceria com Samuel Hadida que o coloca a frente dos filmes que viria a produzir anos depois: O Pacto dos Lobos (2001) também com Mark Dacascos, e enfim Silent Hill (2006).

LEIAM – Resident Evil | Será que os filmes são ruins?

Quanto ao papel do Samuel Hadida nessa história, bem, ele produziu uma infinidade de filmes, mas se fosse destacar algo, provavelmente seria as horrorosas adaptações de Resident Evil e o Silent Hill: Revelações em 3D. Por outro lado, Christophe Gans é um grande fã de vídeo games e partiu dele a iniciativa de produzir um filme sobre Silent Hill:

“Na verdade, na verdade, joguei o primeiro (Silent Hill) cinco anos atrás e estava no meio do jogo quando liguei para Samuel e disse: ‘Sabe, temos que fazer um filme dele.’ Então, passamos cinco anos para falar sobre esse filme e  que foi muito longo alcançar o povo da Konami e os convencê-los de que faríamos algo muito fiel ao jogo, porque o time de Silent Hill é um time de três ou quatro caras e eles são muito, muito conscientes sobre o que eles alcançaram. E eles não queriam que ninguém estragasse seu trabalho. Então foi um longo trabalho convencê-los a aceitar que faríamos o filme com muito cuidado.”

Terror em Silent Hill
Reprodução: Internet

O terror que rasteja em Silent Hill

Ainda sobre efeitos especiais de Terror em Silent Hill, vale a pena dedicar um paragrafo a uma das criaturas do filme, pois se existe algo que realmente nos pega na obra é o fato de que as criaturas que surgem realmente causam desconforto e medo, principalmente daqueles que desconhecem a obra original.

Como não temer e sentir nojo da criatura que o zelador  Colin se torna, talvez uma das criaturas mais asquerosas do longa.

Colin foi interpretado por Roberto Campanella, que também interpreta o famoso Pyramid Head, mas que sem querer acabou nos entregando uma criatura muito mais aterrorizante. Com os pés amarrados com arame a cabeça  e arrastando o órgão sexual no chão, Colin rasteja pelos corredores da escola de Silent Hill sem conseguir ver a onde vai, emitindo um som que mescla prazer e dor enquanto movimenta a língua de forma sexual e incontrolada.

LEIAM – Tutorial de Combate do Xenoblader BR

A criatura não tem tanto tempo de tela, aparece em situações bem pontuais. No primeiro momento o vemos seu corpo contorcido e preso por arames dentro do banheiro e com uma nota dentro da boca. Na segunda aparição descobrimos que Colin, o zelador, abusou sexualmente de Alessa ( Se reclamar de spoiler, vou mandar a merda) e na terceira o veremos se rastejando e evocando creepers.

Isso nos leva a um ponto importante: Colin foi criado para o filme com base em um cadáver que o diretor Christophe Gans se deparou enquanto jogava o primeiro titulo. Esse é um daqueles raros casos em que enxergamos como é importante conhecer o material em que você está trabalhando.

Diferente de Resident Evil que usa do material existente e ainda entrega uma atrocidade. Tal como as adaptações do Uwe Boll (Salvo a adaptação do “Postal”, esse é bom`).

Reprodução: Internet

O tempo destrói tudo

Mas não é o caso de Terror em Silent Hill que mesmo após 16 anos, seus efeitos especiais transparecem bem pouco a idade, dando conta do recado graças aos cuidados da produção com cenário e iluminação, que permitiu cenas como a transição de mundo real para o mundo sombrio não ficarem feias.

Ou a cena inicial que remete ao início do primeiro jogo, que é inclusive um dos meus momentos prediletos no filme,  onde temos Rose lidando pela primeira vez com criaturas que só Silent Hill poderia proporcionar. E falando sobre Rose, a protagonista do filme.

Trocar Harry pela Rose não afetou em nada a trama, isso porque ela só teve a ganhar ao explorar o elo entre mãe e filha. O que foi um excelente contraponto, visto que Dahlia é uma figura atormentada por não ter tido forças o suficiente para proteger sua filha Alessa.

Reprodução: Internet

Então chegamos ao derradeiro final

Aquele momento em que o filme precisa acabar e as respostas precisam ser dadas, e aqui o filme brilha novamente ao entregar a vingança que ansiamos desde o momento em que descobrimos toda a verdade sobre Silent Hill. Somos brindados com um banho de sangue que dá gosto de se ver.

Coprotagonistas são mortos, infelizmente, mas morrem para nos mostrar mais uma vez durante o longa de que, as vezes o mal maior não está no sobrenatural mas sim em nós mesmo.

Com um desfecho mais do que satisfatório no primeiro filme e com quase todos os pelos do corpo devidamente eriçado, eu salivava por uma sequencia. Precisava descobrir o que houve com Rose, o que seria de Silent Hill a partir de agora?

Bem, a resposta veio e sendo bem franco e direto com todos vocês: Esqueçam aquela continuação intragável em 3D. Esqueçam a Alessa fã da banda KISS.

 

O post Silent Hill | Esqueçam aquela continuação intragável em 3D apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/09/17/silent-hill-esquecam-aquela-continuacao-intragavel-em-3d/feed/ 0
IT – A Coisa (2017) | Minhas Impressões do filme https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/12/13/minhas-impressoes-sobre-it-coisa-2017/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/12/13/minhas-impressoes-sobre-it-coisa-2017/#respond Wed, 13 Dec 2017 20:29:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/12/13/minhas-impressoes-sobre-it-coisa-2017/ IT (A Coisa 2017) foi um dos filmes de horror mais falado desse ano enquanto era exibido nos cinemas. Talvez mais do que eu esperava ouvir, o que me fez criar algumas expectativas para conferir esta nova adaptação do conto de Stephen King. Graças a todo o hype eu decidi ler o livro, uma vez […]

O post IT – A Coisa (2017) | Minhas Impressões do filme apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
IT (A Coisa 2017) foi um dos filmes de horror mais falado desse ano enquanto era exibido nos cinemas. Talvez mais do que eu esperava ouvir, o que me fez criar algumas expectativas para conferir esta nova adaptação do conto de Stephen King.

Graças a todo o hype eu decidi ler o livro, uma vez que não iria ao cinema por questões de grana e medo de se arrepender. Oras, eu gosto até da adaptação dos anos 90, mas nunca iria ao cinema assistir. Por outro lado estava mais do que na hora de eu ler o livro.

Bem, terminei de ler o livro, re-assisti a adaptação dos anos 90 e agora assisti esta nova adaptação que todos falaram tão bem. Não sei dizer o que sentir, então vamos analisar alguns fatos juntos.

Me acompanhem!


Muito foi dito a respeito do elenco infantil do filme, segundo alguns uma das coisas mais legais do filme. Não achei que tivessem muita química juntos, apesar do roteiro tentar construir motivações para estarem ali, é tudo muito superficial. Stan, por exemplo, é um dos moleques mais apáticos que há no grupo. Porém, de algum modo isso funciona se você ignorar a falta de química entre eles.

Eu sei, eu sei, to parecendo um chato, mas leve em consideração que estou ignorando totalmente o livro. Só para vocês entenderem, Richie e Bill possuem uma relação de amizade extremamente forte, enquanto aqui é bem rasa e se limita a algumas piadinhas. Também não posso deixar de falar sobre, Mike. Ele quase não aparece durante o filme, apesar de ser outro personagem essencial e que precisava ser melhor aproveitado para a trama.

Ao longo de duas horas e alguns minutos de filmes somos presenteados por momentos de tensão e algumas cenas realmente divertidas. Sabe aquele susto barato que tem dominado Hollywood, nada dele por aqui. Já é alguma coisa para alguém que pensou encontrar um péssimo filme.


Agora se há algo que merece destaque, sem dúvida é o Pennywise, interpretado pelo Bill Skarsgård. Ele faz trabalho excepcional aqui. Eu adorava o palhaço feito por Tim Curry, isso porque ele possuía um humor ácido, o que casou perfeitamente com a ideia de King, mas aqui temos um Pennywise sombrio e que não é tão brincalhão.

Ele aparece pouco durante todo o filme, mas todas as suas aparições te surpreende, seja ele saindo de dentro de uma geladeira ou mordendo o rosto de uma criança – É, to falando que esse Pennywise é outra pegada.

Uma das minhas cenas favoritas é o momento em que Henry Bowers está agredindo Mike, que ao tentar se levantar avista o palhaço próximo a mata devorando um pequeno braço, e ao notar que foi visto dá tchauzinho para o Mike com o braço semi-devorado. Eu quase aplaudi de pé essa cena.

Bowers também merecia um pouco mais de cuidado, o efeito que Pennywise causa na cidade não foi explorado o suficiente para justificar algumas das ações dele, como (spoiler) matar o pai com sua própria faca (fim do spoiler). Até porque ele é um personagens muito importante para o desenvolvimento da segunda parte do filme.


Por mais que eu quisesse odiar It, reconheço que foi feito um bom trabalho ao condensar muitas das páginas do livro em duas horas de filme. Essa é uma das adaptações mais próxima do livro que temos, por enquanto. A quantidade de personagens e algumas das situações retiradas são várias e realmente prende a atenção do telespectador.

Outras foram modificadas, possivelmente para se adequar aos dias de hoje. E não, não acontece a orgia entre crianças que está presente no livro. Colocaram uma cena fofa no lugar, e como é o gordinho que se dá bem, fiquei feliz… pelo menos até o final dele.

Por que nós gordos não podemos ficar com a garota no final dos filmes? É sempre o garoto popular que se dá bem? OK, parei!

Inserir muito do livro teve um custo no final das contas, como citei acima, personagens que são interessantes acabaram não tendo função alguma além de virar comida do Pennywise. Quando na realidade eles poderiam ter inserido vitimas com um apelo emocional muito maior, visto que vão morrer mesmo.

Mas o que senti mais falta foi da história por trás de cada um dos membros do Clube dos Otários; eu adoro a personalidade de cada um deles e a história que os torna o que são. Isso foi deixado de lado em prol de alguns sustos e acelerar um pouco o enredo para o combate final.

O trecho final do filme eu achei meio zuado, porque não faz sentido algum o palhaço que está devorando criança (spoiler)  sequestrar  a garota só para atrair os garotos (fim do spoiler). Isso foi estupido e foge totalmente do padrão que o próprio roteiro criou das ações do Pennywise.

Fora alguns problemas como esse, achei que o filme IT conseguiu ser superior a primeira adaptação. Sem dúvida podia ser melhor, podíamos ter mais do Pennywise ou entender mais sobre os personagens e o porque se juntam, mas no geral funciona e isso faz jus o sucesso que alcançou. O filme também é um deleite para quem pode ler o livro porque vai captar todas as referencias espalhadas pelo filme.

TCHAU!!

Agora só nos resta torcermos para que 2019 chegue logo, pois dessa vez irei conferir a segunda parte nos cinemas.

O post IT – A Coisa (2017) | Minhas Impressões do filme apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/12/13/minhas-impressoes-sobre-it-coisa-2017/feed/ 0
Death Note do Netflix | Um filme amargo, mas é assistível https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/09/14/death-note-do-netflix-um-filme-amargo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/09/14/death-note-do-netflix-um-filme-amargo/#respond Thu, 14 Sep 2017 19:36:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/09/14/death-note-do-netflix-um-filme-amargo/ Depois de ler milhares de criticas a cerca da adaptação de Death Note pelo Netflix, além do relato de alguns otakus extremamente irritados, eu finalmente decidi encarar uma sessão do filme. Posso alegar que minhas expectativas estavam baixíssimas, o que não tornou a experiência tão ruim quanto muitos alegam. – Não que eu tenha achado […]

O post Death Note do Netflix | Um filme amargo, mas é assistível apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Depois de ler milhares de criticas a cerca da adaptação de Death Note pelo Netflix, além do relato de alguns otakus extremamente irritados, eu finalmente decidi encarar uma sessão do filme.

Posso alegar que minhas expectativas estavam baixíssimas, o que não tornou a experiência tão ruim quanto muitos alegam. – Não que eu tenha achado o filme maravilhoso, mas faltou muito pouco para não ser um completo pedaço de merda.

É um filme que provavelmente funcionou para quem não conhece o mangá ou anime, mas causará ulceras em que conhece as obras originais e gosta delas.

Será que Death Note consegue ser tão ruim quanto foi Dragon Ball Evolution?

Reprodução: Netflix

Netflix sendo Netflix

O Death Note do Netflix tem como protagonista Light Turner, um jovem nerd que sofre em silencio pela morte de sua mãe, uma vez que o assassino foi liberado por ter um pai influente.

O jovem Light não consegue aceitar muito bem isso, mas não tem poderes pra punir o seu algoz, pelo menos até o dia em que sua vida é mudada totalmente ao encontrar o Death Note. E o que ele faz quando se dá conta que possui tal poder em mãos?

LEIAM – Resident Evil | Será que os filmes são ruins?

Ele escreve o nome do bully que batia livremente em todo mundo na escola. Eu não quero ser chato, mas ele e um amigo estavam batendo e empurrando uma garota dentro do campos em frente a salas.

Cadê os monitores e justiceiros sociais? Esse filme foi ambientado no anos 90? Não pode ser 2017, porque se fosse teria uma turminha chamando ele de fascista ou qualquer outro adjetivo, certeza….

É, depois disso, ele resolve matar o assassino da mãe, que tem uma morte digna dos filmes gore que tanto amo, alias, um dos únicos pontos positivos dessa filme são os efeitos práticos para as mortes.

Reprodução: Netflix

É sangue, miolos e vísceras sendo espalhados para todo o canto, uma pena que isso dure pouco.

Sentindo-se poderoso, o que Light faz em seguida? Ele simplesmente vai mostrar o Death Note para a garota que ele tá afim, Mia. Porque na cabeça dele isso é o mais lógico a se fazer, afinal garotas adoram assassinos.

Se bem que Teddy Bund recebeu diversas cartas de mulheres e até chegou a se casar enquanto aguardava no corredor da morte. Não que essa informação agregue qualquer coisa ao filme, mas fica ai curiosidade.

Bem, agora Light Turner, resolveu escolher o pseudônimo Kira, que vem do japonês, porque assim dificultaria qualquer rastreamento. A curiosidade fica pelo fato de que Kira não é apenas o Light, mas a união de Mia e Light. Há uma cena que me fez soltar gostosa gargalhadas, consiste nos dois dando uns amasso enquanto escolhem no notebook quem será o próximo cara mau a ser morto.

Sério, eles tentaram passar um pouco de sadismo, mas não convenceu.

Reprodução: Netflix

L, o maior detetive do mundo

Agora que o casal se transformou em Kira, cabe a eles não serem pegos pelo maior detetive do mundo, L.

Por sinal, o cara é uma lenda que ninguém dá a mínima. O único que demonstra alguma surpresa é o pai do Light, o resto nem se importa. E sendo sincero, inicialmente o personagem parece bem interessante, só que ele é pessimamente mal desenvolvido na trama, o que só faz você contar os minutos para ele ser morto.

Só que o que é ruim só tende a piorar, você ainda é obrigado a ver o maior detetive do mundo surtando, chega a ser ridículo.

Como alguém que teve uma criação ao melhor estilo agente 47 perde a cabeça facilmente? Ele te vendem a ideia de que o maluco não perde a calma e consegue se manter centrado, mas ele faz totalmente o oposto.

Reprodução: Netflix

Mia

Bem, agora vamos falar sobre a Mia, a garota que aparece do nada, ai de repente surge como namorada do popular jogador de futebol, e que após assistir Light matar um cara aleatório na frente dela, o amor brota e eles correm para um beco para encaixar o lego. Não é brincadeira, to falando sério, o relacionamento dos dois é construído dessa maneira.

Ela simplesmente acha normal um cara ser esquartejado por um caminhão após um nerd escrever isso em um caderno.

Só o fato do Light ter ido contar a ela que foi ele quem matou o bully, me pareceu uma  tremenda loucura. O cara é um “gênio”, em que momento ele considerou isso uma boa ideia?

Ah, mas você pode usar o argumento de que ambos possuem um senso de justiça distorcido e isso os uniu. OK, mas e se eu te disser que ela é quem acredita que policias deveriam ser mortos se isso for pra evitar a prisão, enquanto o Light é totalmente contra?

O shingami Ryuuku que possui um visual bacana é outro personagem muito mal aproveitado, no máximo serviu para render alguns closes em maçãs.

Ele é o cara que realiza as mortes após a descrição ser colocada no Death Note. Basicamente é a morte que ceifa as pessoas, tanto que em um determinado momento, Light diz para ELE escolher como as pessoas morreriam.

Sim, isso mesmo. Então pra que deixar o caderno com o Kira?

Reprodução: Netflix

Superficialidade

Por mais que o Death Note do Netflix faça um uso superficial de nomes e personagens do mangá, a cerne do filme está no poder do caderno. Não espere um debate de intelectos ou um questionamento do conceito de justiça. Temos aqui um filme de horror com um pouco de gore – As mortes rendem muito sangue e vísceras sendo espalhadas, mas só isso não consegue sustentar o todo.

Mesmo com um final onde Light demonstra ser extremamente inteligente, porém, se você aplicar um pouco de logica a maneira como o personagem desenrolou toda a história, você perceberá que até as leis de espaço tempo foram quebradas com o caderno. Você ainda fica com aquele gosto amargo na boca. Você acha legal, acha, mas não convence.

Apesar de possuir vários problemas, não é difícil encontrar pessoas que tenham gostado do filme e até se surpreendido com o final. Um dos meus primos vendeu o filme apontando diversos pontos positivos, e foi ele uma das razões pela qual resolvi dar uma chance ao filme.

No final das contas filme não é tão ruim quanto Dragon Ball Evolution, alias, não acredito que qualquer outro filme da atualidade consiga ser tão ruim quanto foi DB Evolution, pois aquilo foi um aborto cinematográfico.

Reprodução: Netflix

Err…

Death Note, mesmo com todos os problemas não é um filme tão ruim e odioso quanto vem sendo propagado. Claro, isso é uma coisa ligada diretamente ao gosto pessoal de cada um de nós. No caso aqui, se você o comparar diretamente a obra original, com toda a certeza você terá um filme hediondo, por outro lado é um filme sessão da tarde para o publico que não consome mangá e animes.

O que posso sugerir a todos é que se você gosta da obra original, não assista. Agora se você for mente aberta, então o assista sem expectativas.

Não é um filme que melhorará com o tempo, mas dá pra distrair por umas duas horas e no dia seguinte você o esquecerá. Posso dizer que ele não é tão diferente da franquia de filmes Resident Evil, que possui um público fiel o bastante para dar um bom retorno de bilheteria, e olha que eu odeio a franquia de filmes de RE.

Conclusão

Eu sei que muitos deviam estar esperando mais um texto cheio de rage como todos estão fazendo por ai, mas achei desnecessário. Principalmente porque estamos vivendo uma época em que as pessoas são 8 ou 80 com tudo. O diretor do filme mesmo cancelou sua conta no Twitter por causa de diversos ataques que passou a receber depois da estreia no Netflix.

Não é a primeira vez que esse tipo de coisa acontece, em outra ocasião, uma roteirista da Bioware, Jennifer Hepler recebeu ataques por parte de alguns jogadores, devido a uma entrevista que havia cedido anos atrás, onde dizia não gostar das partes de ação da franquia de jogos Dragon Ages. Pra entenderem a situação, deixarei o artigo escrito por minha amiga Ângela do Vão Jogar: Parabéns, Gamers!

É isso, espero que aprendam que não é porque você discorda ou não gosta de algo, que isso lhe dá o direito de atacar diretamente alguém. Com relação ao filme, boa sorte para quem for assistir.

O post Death Note do Netflix | Um filme amargo, mas é assistível apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/09/14/death-note-do-netflix-um-filme-amargo/feed/ 0
The Meat Grinder | Comendo para sobreviver ou quase isso https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/03/28/the-meat-grinder/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/03/28/the-meat-grinder/#respond Mon, 28 Mar 2016 00:49:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/03/28/the-meat-grinder-comendo-para/ The Meat Grinder (Chueat Kon Chim 2009) nos conta a história da pobre vendedora de fidéus, Bodd, que foi deixada a miséria por seu marido, um viciado em jogos que resolveu fugir com a babá. Sem qualquer dinheiro e com uma filha pequena para criar, Bodd se vê forçada a encarar um mundo de violência […]

O post The Meat Grinder | Comendo para sobreviver ou quase isso apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
The Meat Grinder (Chueat Kon Chim 2009) nos conta a história da pobre vendedora de fidéus, Bodd, que foi deixada a miséria por seu marido, um viciado em jogos que resolveu fugir com a babá.

Sem qualquer dinheiro e com uma filha pequena para criar, Bodd se vê forçada a encarar um mundo de violência para sobreviver e manter sua filha bem alimentada.

Todos nós sabemos o  uma é capaz de fazer em situações extremas só para proteger seus filhos, então não não foi surpresa ver ela moendo carne, após descobrir um cadáver dentro do seu carrinho de fidéus.

Salgado de carne humana

A partir daqui somos levados por meio de flashbacks ao passado de Bodd, onde podemos conhecer um pouco melhor a história por trás dessa mulher e suas motivações para tornar desafetos em comida.

Bodd inicialmente é introvertida, mas a medida que obstáculos são derrubados, ela se torna uma mulher confiante. Passa de saco de pancadas a dona do próprio destino e decide esmagar a todos que possam atrapalhar sua felicidade com suas próprias mãos.

Se você é amante de um bom terror  e de preferencia com uma magnífica história, certamente The Meat Grinder é o seu filme. Com um final surpreendente e revelações que os deixaram boquiaberto.

The Meat Grinder

Tem muito sangue

O filme é brutal, tem muito gore e violência visual, como podem ter notado nas imagens do texto. rola sangue do começo ao fim do filme e em altas doses, até porquê é impossível esquartejar alguém sem deixar uma gota escorrer.

É estranho assistir um filme onde você compreende o real motivo pelo qual ele comete assassinatos, alias, no final do filme eles mostram que pessoas como Bodd, não são tão difíceis de encontrar, uma vez que grande parte das motivações de um serial killer é ligado a traumas passados ou lesões no crânio.

The Meat Grinder

Conclusão

Fiquei tão empolgado que não contei a vocês que o filme é uma produção Tailandesa, o que só prova que o cinema americano esta precisando muito parar com os remakes e aprender com o diretor Thiwa Meyathaisong, apesar de poucos filmes no currículo, é muito promissora e competente.

É certo que muitos se incomodaram com  o grau de violência e o canibalismo, mas peço que se arrisquem, pois a história é ótima e a atriz mata a pau durante todo o filme.

Recomendo vivamente esse filme!

O post The Meat Grinder | Comendo para sobreviver ou quase isso apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/03/28/the-meat-grinder/feed/ 0
A Centopeia Humana 3: Sequencia Final | Perturbador e chocante https://www.arquivosdowoo.com.br/2015/06/02/a-centopeia-humana-3-sequencia-fina/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2015/06/02/a-centopeia-humana-3-sequencia-fina/#respond Tue, 02 Jun 2015 19:31:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2015/06/02/centopeia-humana-3-sequencia-fina/ Depois de uma longa espera, enfim, pude assistir ao terceiro e último filme da polemica franquia “A Centopeia Humana” que foi iniciado por Tom Six em 2009. Que causou um grande alvoroço, culminando em milhares de crítica por conta do grotesco processo cirúrgico realizado no filme. O segundo filme foi muito mais além, em minha […]

O post A Centopeia Humana 3: Sequencia Final | Perturbador e chocante apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Depois de uma longa espera, enfim, pude assistir ao terceiro e último filme da polemica franquia “A Centopeia Humana” que foi iniciado por Tom Six em 2009. Que causou um grande alvoroço, culminando em milhares de crítica por conta do grotesco processo cirúrgico realizado no filme.

O segundo filme foi muito mais além, em minha opinião, mas vamos manter o foco no terceiro filme.

Em A Centopeia Humana 3: Sequencia final somos levados a uma prisão de segurança máxima para criminosos sexuais. Prisão essa que é comandada com mãos de ferro pelo diretor Bill Boss (Dieter Laser) ao lado de seu contador, Dwight Butler (Laurence R. Harvey).

LEIAM – FUNNY GAME | Horror psicológico obrigatório

Dwight exibe os dois filmes da Centopeia Humana a Bill, explicando que essa ideia pode ser aplicada nos prisioneiros como uma forma de punição, pois o método tradicional tem gerado muitos custos ao estado , e sequer são reabilitados.

De inicio Bill não dá atenção alguma e decide que castração ainda é um método muito mais eficaz de reabilitação. Infelizmente a castração não dá certo, mas fez um bem danado ao Bill, que comeu os testículos posteriormente.

Canibalismo foi inesperado

Bill é sádico e mentalmente instável, algo que nem precisava ser dito se você notou algo diferente na imagem acima. Sim, ele esta devorando os bagos de um cara! OS MALDITOS BAGOS DE UM CARA!

Err… Obviamente que arrancar as bolas de um criminoso não tornará o comportamento dele menos agressivo, mas não torna tudo menos divertido para Bill, que ignora e segue em busca de outros meios para reabilitar e tornar menos violentos seus prisioneiros.

O fato do governador (Eric Roberts) ter dado um ultimato, só deixou Bill ainda mais perturbado, que passa cada vez ficar mais violento.

Depois de perceber que castrar o prisioneiro, apenas proporcionou uma iguaria para o almoço, ele acaba por aceitar a ideia de Dwight, que resolve chamar o próprio Tom Six ( Interpretando a si mesmo) e que durante o dialogo explica a ideia original para A Centopeia Humana.

Dwight, é um tremendo puxa saco, mas é bacana.

Caso você não saiba, Tom Six concebeu ideia do primeiro filme durante uma conversa com um amigo, onde pensavam em formas punição para pedófilos e acabou surgindo a brilhante ideia de soldar a boca do pedófilo ao ânus de um caminhoneiro. Six gostou da ideia e usou em seu filme.

Dwight chega a conclusão de que não é necessário toda a mutilação apresentada nos dois primeiros filmes, então desenvolve por conta um processo único para a sua centopeia humana, onde os prisioneiros não são mutilado, mas deixa pequenas cicatrizes ao redor dos lábios e ânus, como um lembrete da vida de crime.

Inicialmente esse era o plano, mas Bill resolve deixar a sua marca e cria a Lagarta Humana, e que realmente é uma grande ideia, mas deixarei vocês visualizarem mentalmente como ela deve ser.

Um fato interessante sobre Dwight, é que ele sabe o quão instável é Bill, mas não deixa o desgraçado de jeito algum, nem mesmo quando demitido. Talvez seja por seu amor a secretaria/amante de Bill, ou amor por Bill, vai saber.

Secretaria essa que é interpretada pela atriz pornô Bree Olson, que aqui continua fazendo o que mais sempre fez artisticamente, mas dessa vez sem tirar a roupa.

A cabeça loira pertence a Bree Olson

No decorrer do filme, Dieter Laser mostra que não ganhou o premio de melhor ator alemão a toa, pois ele esta sensacional interpretando Bill, superando até mesmo o seu personagem de Dr. Heiter, no primeiro filme.

O personagem é insano em um nível doentio, sempre alternando seu humor entre crises de violência extrema e berros à dancinhas no mínimo estranhas quando esta feliz.

O mais importante é que o filme faz você pensar no sistema prisional como um todo, pois ele deixa claro que violência não é o caminho, mas mostra que o medo apesar de funcionar temporariamente, só faz com que a violência e indignação cresça ainda mais. Claro, sabemos que pode funcionar por um e outro, mas não é uma solução efetiva.

A Centopeia Humana 3
Usem a imaginação

The Human Centipede 3: Final Sequence fecha a franquia com chave de ouro, se é que cabe aqui esse adjetivo.

Ele entrega muito sangue, violência e personagens curiosos e bem interpretados, conseguindo arrancar boas risadas em momentos questionáveis.

Não é um filme para pessoas sensíveis, sério, passem longe. Bill é racista, misógino e transpira o que há de pior no ser humano. Usa de discurso patriota para justificar algumas atitudes escrotas, inclusive há um diálogo engraçado onde ele questiona um personagem com um sonoro: Como assim você fuma charutos cubanos comunistas?

Nada que justifique sua escrotidão que beira ao absurdo, alias, uma prova de que nos adaptamos ao ambiente que nos cerca, pois Bill vive o tempo todo com medo de ser morto em uma rebelião.

A Centopeia Humana 3
Esse vai precisar de muita terapia

Eu sei que algumas pessoas se prendem mais a ideia do “ass to mouth” e por isso nunca viu o filme. É compreensivo, acredite, não culpo aqueles que optam por ignorar filmes que excedem a violência comum.

Se bem que violência é violência, não consigo conceber muito bem essa divisão de isso é aceitável e aquilo não.  Pelo menos aqui ela é extrema mas feita pra entreter, fazer você rir do que devia e ainda jogar uma critica de leve ao sistema e toda hipocrisia que rola.

Há filmes piores nesse aspecto, mas aqui em alguns momentos é gratuito. Sabemos que é uma violência gratuita mas com uma pitada de critica. Existem outros filmes que vão muito mais além, como A Serbian Film que me chocou muito mais.

O post A Centopeia Humana 3: Sequencia Final | Perturbador e chocante apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2015/06/02/a-centopeia-humana-3-sequencia-fina/feed/ 0
A Possessão de Michael King | Uma tentativa de inovar o gênero https://www.arquivosdowoo.com.br/2014/09/27/a-possessao-de-michael-king-2014/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2014/09/27/a-possessao-de-michael-king-2014/#comments Sat, 27 Sep 2014 18:05:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2014/09/27/a-possessao-de-michael-king-2014/ Fim de expediente, então nada de preguiça ou desculpas para dar uma volta, pegar um cineminha, exceto que talvez você esteja tão duro quanto eu…  então acho melhor escolhermos um filme para assistir. Provando que você não esta sozinho e que fazia um tempo que não postava uma nova dica de filme por aqui, trago […]

O post A Possessão de Michael King | Uma tentativa de inovar o gênero apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>

Fim de expediente, então nada de preguiça ou desculpas para dar uma volta, pegar um cineminha, exceto que talvez você esteja tão duro quanto eu…  então acho melhor escolhermos um filme para assistir.

Provando que você não esta sozinho e que fazia um tempo que não postava uma nova dica de filme por aqui, trago a vocês A Possessão de Michael King.

LEIAM – Doce Vingança | Tão violento quanto o Clássico

O filme conta a história de Michael King, um pai de família que esta convencido a mostrar ao mundo que Deus e o Capeta são contos da carochinha.

Sua motivação está na perca de sua esposa, que recusou uma viagem em família a Europa após consultar uma cartomante. Porém,  na semana seguinte veio a ser atropelada e falecer.

A Possessão de Michael King

Definitivamente esse é o tipo de coisa fode com a cabeça de qualquer pessoa – Não que provar a inexistência de algo seja coisa de ateu pirado, mas esses tipo de choque fode geral.

Michael começa então uma jornada rega a  praticas de magia negra e idas a igreja universal, mas como nós sabemos que lá Satanás tem hora marcada, ele então busca auxilio com um casal de demonologistas.

A partir daqui ele recebe o simbolo satânico do homem-aranha peito.

O que? Olha bem para imagem, impossível não lembrar do simbolo do homem-aranha, mas desenhado por um cara cego e sem as duas mãos.

A Possessão de Michael King

Bem, após a execução do ritual com o casal – Além do abuso enquanto ele estava amarrado – Michael volta para sua casa e tenta seguir com sua busca pela verdade.

Só que agora as coisas estão um pouco diferente.

Michael passa a sofrer com um ruído que apenas ele parece ouvir. E isso tem acabado com suas noites de sono, o que passa a debilita-lo fisicamente. De inicio ele pensa ser apenas coisas de sua cabeça, mas conforme a história progride, o personagem começa a questionar sua sanidade.

Depois de diversos estranhos acontecimentos, Michael começa a preocupar-se com a segurança de sua filha e percebe que precisara tomar uma atitude rápido, caso não queira que nada de ruim aconteça.

A Possessão de Michael King

Uma das coisas mais legais desse filme é que ele deixa bem claro que o personagem vai se ferrar, mas você não imagina que seja tanto.

Obviamente que eu não irei gerar spoilers ou dizer que o filme é ruim, pois nessa seção só indico filmes que eu considero BONS. Críticas existem aos montes, então se espera me ver criticando iluminação e etc… esta no lugar errado parceiro.

Quando for assistir A Possessão de Michael King, desligue as luzes e traga o cobertor para perto do rosto, vai precisar.

Gostou da dica? Então comenta ai e me segue lá no Twitter: @Cyber_Woo

O post A Possessão de Michael King | Uma tentativa de inovar o gênero apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2014/09/27/a-possessao-de-michael-king-2014/feed/ 2