Arquivos Nostalgia - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/nostalgia/ Um pouco de tudo na medida certa Sat, 10 Jan 2026 16:15:12 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Nostalgia - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/nostalgia/ 32 32 O que eu eu joguei em 2025 | Tony Santos https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/01/10/o-que-eu-eu-joguei-em-2025-tony-santos/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/01/10/o-que-eu-eu-joguei-em-2025-tony-santos/#respond Sat, 10 Jan 2026 15:43:25 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=21143 Um ano de adaptações E aí meus amigos, estamos de volta com mais um grande review de tudo que joguei no ano. Acho que faço essa trend desde 2019 aqui no Arquivos do Woo, e acho que ela me ajuda a lembrar de como foram os últimos doze meses em relação aos games. Não somente […]

O post O que eu eu joguei em 2025 | Tony Santos apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Um ano de adaptações

E aí meus amigos, estamos de volta com mais um grande review de tudo que joguei no ano. Acho que faço essa trend desde 2019 aqui no Arquivos do Woo, e acho que ela me ajuda a lembrar de como foram os últimos doze meses em relação aos games.

Não somente isso, mas também cada jogo ajuda a marcar o que eu estava fazendo em cada momento do ano, e mesmo lendo as listas antigas, eu lembro com muito mais clareza como foi cada período dos últimos 6 anos em que escrevo esse texto.

O meu herói vive

Pensei muito se deixaria de fora o que mais me marcou no ano aqui, mas seria desonesto comigo e com o possível leitor desse que é praticamente um registro anual de fases da minha vida: bem, perdi meu herói esse ano, meu pai, que aos sessenta anos, se foi muito mais cedo do que qualquer pessoa que o conhecia esperava.

Ele me fez gostar de videogames, e mesmo nas épocas de vacas magras, ele sempre deu um jeito de eu ter uma diversão eletrônica quando chegasse em casa.

Lembro que de 1997 até meados de 2001, a gente vivia muito apertado em casa; meu pai procurava emprego e minha mãe sempre foi dona de casa. Ainda assim, ele de alguma forma fez com que tivéssemos um Nintendo 64, um PlayStation e um Super Nintendo em casa.

Nessa época, eu não sabia o que era a dificuldade. Nunca faltou comida também, mas ele — e nem minha mãe — me deixaram sequer cogitar a possiblidade de achar que vivíamos no limite. Eu tinha os três consoles principais da época, e eu nos meus 8 anos de idade, não tinha como querer outras coisas.

Então o texto desse ano vai pro Seu Nilton, que sempre jogou comigo, jogou sozinho seus Tomb Raiders e Syphon Filters e também veio correndo sempre que eu via algo legal em um jogo, para que eu pudesse compartilhar com ele o hobby que ele me fez gostar tanto. Te amo, pai!

Os meus jogos de 2025

Sonic SMS Remake (Switch)

Um remake melhorado da versão 8-Bits do primeiro Sonic the Hedgehog. Feito por Creative Araya,o jogo é disponibilizado de graça em seu site.

É uma versão melhorada, com tela em widescreen e outros parangolés que deixam a experiência mais suave. Para os puristas, podem haver alguns problemas, como as mudanças nos layout das fases e algumas mecânicas que não existiam no original.

Porém, tudo do jogo de Master System está lá, junto com o conteúdo extra. O autor também fez versões do Sonic 2 (8-bits) e um Sonic 3 que nunca saiu pro Master, que pega elementos dos jogos de Game Gear, mas esses eu não joguei ainda.

Aos interessados, tem port desse para Android e Switch 1, caso seu console seja desbloqueado. Foi no Switch que zerei, inclusive. Foi uma ótima forma de começar o ano.

Plumbers Don’t Wear Ties (Switch)

Plumbers Don't Wear Ties is one of the worst games ever made. Here's why it's being re-released | CBC Radio

Uma PORCARIA de Visual Novel (se é que pode se chamar assim) feita para o natimorto Panasonic 3DO. Esse game ficou famoso por causa do episódio do Angry Videogame Nerd, onde ele esculacha tudo que essa história bizarra tenta nos passar.

O jogo não se leva a sério e é totalmente amador: chamaram uma gostosa (Jeanne Bessone, de nada) e um outro cara bonitão pra fazerem o papel de dois jovens adultos que se conhecem no estacionamento de uma empresa e acabam começando um romance.

É bem bobo e com diálogos cafonas, incluindo alguns erros de gravação que ficaram na história só pelas fodas.

A versão relançada recentemente para consoles modernos e PC tem entrevistas com personalidades dos games atuais (incluindo o James Rolfe), além da própria loira protagonista da história.

Eu sei lá, acho que se você não tem ligação com o vídeo do AVGN — que convenhamos, é o único motivo desse jogo ter sido relançado — então fique longe. ¿ʇᴉ ʇǝפ

Grandia III (PlayStation 2)

Depois de ter me DELICIADO com os jogos que pra mim, são o pináculo de JRPGS no PS1 e Dreamcast, finalmente resolvi dar uma chance ao Grandia III. Lançado para o PlayStation 2 em 2005, esse RPG mantém a qualidade do combate que fez os jogos anteriores tão populares.

O problema aqui é a história: Grandia III infelizmente tem um roteiro meio sem sal, onde a dublagem americana faz com que ele se torne um pouco mais desagradável do que precisa.

O combate é ótimo, porém toda ambientação e roteiro são marrons, sem aquela identidade fantasiosa e com cores fortes dos dois jogos anteriores.

Grandia III é o motivo da série ter morrido ali, o que é muito triste.

Toy Story 2 (PlayStation) (Platina)

You're a better Buzz than I am – Toy Story 2 – Super Chart Island

Toy Story 2, o jogo, é um daqueles games que meio que passou na mão de todo mundo na época do N64 e PS1. Sendo desenvolvido pela Traveller’s Tales, o game tem fases enormes e abertas, que impressionavam bastante na época de seu lançamento.

O jogo segue o esquema do Super Mario 64, com pequenas missões temáticas em cada fase, e após concluir algumas delas, você pode avançar pra próxima.

Dessa vez, joguei no PS5, já que o game saiu na retrocompatibilidade do PS4 e PS5. A facilidade de poder rebobinar o game é essencial para torná-lo menos frustrante, pois ele é cheio daqueles saltos de fé que, quando feitos de forma errada, fazem você voltar 10 minutos de progresso pra tentar fazer tudo de novo.

Eu considero Toy Story 2 um grande jogo de plataforma 3D da sua época. Ele tem controles muito bem feitos e a temática do filme é muito bem transportada para os gráficos do PS1. É também uma ótima recomendação pra apresentar videogames a seus filhos pequenos.

Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii (PC)

a group of men are dancing on the deck of a ship with cannons in the background

O segundo “Gaiden” da série Yakuza/Like a Dragon seguiu um caminho totalmente fora da casinha. Com Majima como protagonista, o pessoal do RGG Studio resolveu fazer a história ser sobre piratas nos tempos modernos.

Obviamente deram um sambalelê do crioulo doido pra fazer o Majima — um yakuza de mais de 50 anos — se aventurar nas águas do Caribe como um pirata do século 17, mas até que a história é redondinha. E de quebra, ainda aproveitaram pra usar o mapa do Havaí do Yakuza 7.

O jogo tem um ótimo combate e a mecânica de navios e lutas no mar é bem divertida. Temos review dele aqui no site.

Pursuit Force (PSP) (Platina)

Pursuit Force PSP Gameplay: High-Speed Chases, Action-Packed Pursuits, and Intense Crime Fighting!

Outro game que veio totalmente fora da curva pra mim. Vi que ele tinha saído na retrocompatibilidade do PS5/PS4, e resolvi arriscar, ainda mais que sou aficionado por jogos de direção/corrida.

O que temos aqui é um jogo meio doido de perseguição à lá Chase H.Q. da Taito, mas com a possibilidade de você pular nos carros e tomar o controle deles, com a diferença que você ainda anda a pé e atira em terceira pessoa em algumas partes do jogo.

É um game bem divertido e bem difícil lá pro fim, por isso também recomendo a função de rebobinar, principalmente se for atrás do troféu de platina. É um game bem recompensador, e apesar da simplicidade de um jogo de PSP, ele tem um carisma bem legal.

Leia nossa análise sobre Pursuit Force aqui.

Captain Tsubasa: Rise of the New Champions (PS4)

Captain Tsubasa GIFs on GIPHY - Be Animated

O primeiro game de Captain Tsubasa / Super Campeões lançado no ocidente é uma espécie de mod de eFootball, com os personagens do mangá.

Diferentemente dos games anteriores, aqui temos um futebol praticamente normal, sem muitos aspectos de RPG. As partidas nunca param pra você escolher uma opção nos menus, como em todos os jogos anteriores.

Infelizmente, por algum motivo eles optaram por uma estética meio futurista (?) para os estádios, fazendo partidas entre crianças serem disputadas em estádios mágicos com capacidade de mais de um milhão de pessoas aparentemente.

Ele meio que se baseia no anime recente — que também não tem muito carisma… — mas usa uniformes originais para os times.

O jogo é competente, mas enjoa rapidinho. O melhor game de Captain Tsubasa ainda é o de PS2 e eu vou morrer nessa colina.

Existe uma versão do jogo de PlayStation 2 traduzida pra inglês que pode ser achada no CDRomance, mas o tradutor CAGOU NO PAU e trocou os botões de confirmar e cancelar (X/O) de modo que tudo que era intuitivo ficou esquisito… porém, eu zerei ele sem saber um katakana em japonês, então se quiser jogar em japonês, vai em frente.

Não temos review do Captain Tsubasa: Rise of the New Champions, mas tem esse ótimo texto — já bem antigo! — meu sobre todos os mangás de Super Campeões e seus respectivos animes. Leitura recomendadíssima, viu?

Devil May Cry (PlayStation 2)

IGN Retro: Devil May Cry

Acredite se quiser, mas na época do PS2 eu tinha uma puta aversão a jogos como DMC. Eu achava eles difíceis, truncados e que não traziam a diversão rápida e frívola que eu esperava. Tanto é que eu passei aquela época jogando basicamente Guitar Hero e Budokai Tenkaichi 3.

Demoraram-se anos para que eu pudesse apreciar de verdade tudo que a geração do PlayStation 2 tinha a entregar.

Devil May Cry 1 foi um desses casos. Zerei no PS4 naquela ótima coletânea de anos atrás. É um jogo que apesar de muita gente torcer o nariz, ele funciona muito bem até hoje.

Obviamente alguns ângulos de câmera são totalmente “DESGOSTANTES“, principalmente quando eles trocam durante o combate.

Tinha algum lance com as pedras vermelhas que eram consumíveis e não reiniciavam quando você dava game over, meio que forçando o jogador a voltar seu save ao invés de gastar as pedras, mas sinceramente já faz tanto tempo que já esqueci qual era o problema real (LOL). Vai ver isso é pro meu bem…

Ótimo jogo, porém!

Mass Effect: Legendary Edition (PC)

Gameplay Series #1: Combat - Mass Effect: Andromeda Videos - MMORPG.com — MMORPG.com Forums

Olha eu aqui, que sempre fui fã de JRPGs, encostando em um RPG ocidental.

Durante a geração Xbox 360, eu mal encostava em videogames. Eu tive um Wii e olhe lá, o que não conta muito. Por isso, eu nem sabia direito o que era Mass Effect, e ao ver os gameplays da época, com os jogos travando pra cacete e com framerate errático — característica de 90% de tudo que saiu naquela geração — eu tinha certeza que aquilo não era pra mim.

Mas eis que no PC tem a Legendary Edition com os 3 games da série que contam (desculpe, Andromeda), e eu fui dar uma chance.

É um jogo bem legal! As árvores de conversa são interessantes e mesmo que você tenha que passar uns minutos no começo lendo a bíblia de descrição de tudo que é falado nessa space opera, depois você meio que vai absorvendo o resto por osmose — ou só aceitando tudo que tá acontecendo mesmo.

O combate é bom e funcional, e segundo relatos dos meus amigos, ele melhora depois. Ao contrário da exploração espacial, que dá uma piorada.

Recomendo Mass Effect tranquilamente, mas jogue no controle, por favor. O teclado é totalmente mal mapeado e fora dos padrões modernos.

Resident Evil 4 Remake (PC)

Resident Evil 4 Remake Cabin Fight - Leon parry + roundhouse kick on Make a GIF

Há uns dois anos, eu zerei o Resident Evil 4 original pela primeira vez. Sim, eu tava atrasado a esse ponto. Como eu falei, além de eu gostar de prazeres simples na época do PS2, eu ainda era muito cagão pra jogar jogos de terror.

Mas tudo mudou e eu zerei o Remake em 2025 também e achei um jogo excelente.Cortaram algumas coisas do clássico, mas mantiveram a bobajada toda dos diálogos do Leon.

Diferentemente do que muita gente por aí fala, acho que o remake de 4 resident evil se completa muito bem com o jogo original, e ambos merecem seu espaço no coração das pessoas.

Ah, a dublagem em português está ótima, com o dublador do Leon sendo o mesmo ator que faz ele desde os filmes CGI que a Capcom lançou anos atrás. Pode jogar em português sem pena.

Astro Bot (PS5) (Platina)

Free New Astro Bot Levels Are Dropping Like Weekly TV Episodes - Kotaku

Esse jogo se inspira muito em jogos de plataforma clássicos. Muito se fala que ele lembra muito Super Mario 64, mas ele lembra muito mais Crash Bandicoot, devido as fases serem mais lineares, indo do ponto A ao B.

O jogo tem muitas referências a outros jogos que fizeram sucesso nos consoles da Sony, onde você libera robozinhos vestidos como os personagens de games clássicos, sejam eles IPs da Sony ou não. Algumas franquias ficaram de fora inicialmente, como os jogos da Square, mas esses já apareceram nos DLCs.

É um game que eu acho que todos deveriam jogar, principalmente os que buscam desafio do troféu de platina.

Metaphor: ReFantazio (PC)

Metaphor: ReFantazio PC - FlixGames

O projeto da Atlus que tenta criar uma franquia nova, desligada da série Shin Megami Tensei e Persona, ainda que ela tenha elementos de ambas em seu gameplay. Foi um RPG muito bonito e muito difícil, e me surpreendeu o quão dolorida é a dificuldade no Hard, a ponto que tive trocar pro Normal e ainda assim, tive dificuldade com diversos momentos do game.

A história é bem amarradinha, e a trilha sonora de Shoji Meguro, foge completamente de seus trabalhos recentes. Eu tenho meus problemas com ela, pois o jogo sempre passa uma sensação de urgência mesmo em momentos onde o jogador não está na correria. Isso “cansa” um pouco, principalmente quando você quer explorar com calma, e o jogo parece que que não quer que você respire e continue sempre avançando a narrativa.

O combate é muito bom, usando o sistema de press turn de SMT, mas adaptado a esse game novo.

É um JRPG moderno de uma franquia nova, algo completamente raro hoje em dia, então eu indico que se você for fã do gênero, embarque sem medo.

Você pode ler meu review sobre ele aqui nesse link.

Indiana Jones and the Staff of Kings (PC) (?)

The Indiana Jones Game's First Trailer Lets You Whip the Hell Outta Some Nazis

O novo jogo do arqueólogo mais popular do cinema, dessa vez feito pela MachineGames. Inicialmente um exclusivo da Microsoft, as novas políticas da empresa fizeram com que tudo seja publicado no PC e nos consoles da Sony. Eu joguei ele no PC, e tive uma ótima experiência.

Eu tive medo de que, a perspectiva em primeira pessoa, estragasse a experiência de controlar Indy, ainda mais se tratando de um personagem bem elástico e que usa seu carísma e habilidades para cativar os espectadores. A desenvolvedora mitigou isso mostrando o personagem quando ele escala e se pendura, o que faz com que você veja o personagem às vezes na tela.

Fora isso, a exploração é bacana, e o jogo tem uns cinco lugares enormes diferentes para explorar, com missões bacanas e combate funcional, que foca muito mais no uso de objetos próximos para atacar os inimigos em stealth do que atirar pra todo lado.

A dublagem em português é uma bela duma bosta, pois ela não usa nenhum dos dubladores dos filmes, de nenhuma das dublagens que os filmes já tiveram. Por isso, eu preferi jogar em inglês.

Na época, aliás, não era possível escolher o áudio independente do texto, então eu tive que jogar tudo em inglês (que não é um problema), mas agora já possível escolher os áudios separados e ainda jogar sem os milhões de bugs do lançamento. Eu que me ferrei de jogar na semana que lançou.

Temos também um review dele escrito por mim aqui.

PORÉM, PARA TUDO! ACABEI DE LEMBRAR QUE O INDIANA QUE JOGUEI ESSE ANO NÃO FOI ESSE KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Indiana Jones and The Staff of Kings | Games | The Guardian

O Indiana dessa vez foi STAFF OF KINGS, o game que saiu para PS2 e Wii em 2009, feito pela falecida LucasArts. Esse jogo tinha uma história de desenvolvimento interessante, onde a versão HD do game foi cancelada, e só lançaram a versão para os consoles fracos da época.

A versão principal desse acabou sendo a de Wii, e por isso, a versão de PS2 era cheia de quick-time events, onde o jogador precisa apertar diversos botões ou girar o analógico, que provavelmente eram movimentos do Wii Remote no console da Nintendo.

Pode-se dizer que o game é um Uncharted baixa-renda, e eu acho que ele é competente no que se propõe. Diferente do jogo da MachineGames, a experiência aqui é mais linear, realmente se parecendo com as aventuras de Nathan Drake. Indy é um pouco travado, porém, e o combate é pouco ortodoxo, principalmente em relação aos controles.

A história é bacana e é um daqueles games que se perderam no tempo, mas que reapareceu na retrocompatibilidade do PS4 e PS5, onde joguei E platinei.

Se você é fã da série de filmes e tem mente aberta para jogar jogos daquela geração, é uma ótima pedida.

(e desculpem pelo texto sobre o Indiana Jones and the Great Circle, eu escrevi tudo sem perceber que eu tinha jogado outro jogo lol)

Onimusha 2: Samurai’s Legend (PC)

Originalmente lançado no PlayStation 2 em 2002, Onimusha 2 segue um caminho diferente do seu predecessor. Ao invés de usar um ator vivo para vender a imagem do jogo, a ideia agora era trazer de volta à vida o falecido ator Yusaku Matsuda, que havia morrido 13 anos antes do game ser lançado.

O gameplay segue na toada do anterior: um Resident Evil de samurai no meio do mato e de vilas antigas japonesas. A dificuldade deu uma levantada — se você desconsiderar o dificílimo Genma Onimusha de Xbox — e a história ficou meio maluca, não sendo preciso levá-la tão à sério quanto no primeiro game.

Uma coisa estranha do jogo é o sistema de troca de itens, que é basicamente abandonado lá pela metade do jogo, mas você continua tendo acesso aos menus com todas as tralhas acumuladas e sem utilidade no final do jogo.

É um bom jogo, e seu remaster, lançado em 2025, é uma versão ótima do game, com assets melhorados com IA e retoque manual, fazendo com que a experiência seja bem superior em relação ao PS2.

Como de costume com jogos que jogo no lançamento, temos aqui um review LINDÃO que fiz desse remaster.

RAIDOU Remastered: The Mistery of the Soulless Army (PlayStation 5)

Mais um Remaster jogado nessa geração de jogos repetidos. Por outro lado, esse aqui na verdade é um REMAKE, o que faz com que o nome “Remastered” venda uma imagem muito errada do que é o game de verdade.

Lançado originalmente no PlayStation 2 como Devil Summoner: Raidou Kuzunoha vs. The Soulless Army em 2006, temos a história do detetive sobrenatural Raidou, que investiga a vida da jovem misteriosa chamada Kaya Daidouji aparece pedindo para ser morta. Logo em seguida, ela é sequestrada por soldados com armaduras futuristas — a Soulless Army (Exército Sem Alma).

Com ajuda de seu gato falante Gouto-Douji e de demônios aliados, Raidou precisa salvar Kaya, impedir que o Capitão Rasputin e o exército do futuro alterem o curso da história e proteger Tóquio de uma catástrofe espiritual e tecnológica.

Toda narrativa do jogo gira em torno desse primeiro ponto de roteiro, mas a trama vai evoluindo aos poucos ao longo dos seus capítulos, assim como seria uma história de uma série de TV.

Foi uma experiência bem legal, principalmente pra mim que não havia jogado o original. A história dá um 360 muito doido no final que faz tudo virar uma grande galhofa, mas o jogo é divertido e isso que importa.

Mais uma vez, você pode ler nossa análise completa do game aqui:,

Need for Speed: Most Wanted (2005) (PC)

Um grande jogo de corrido da era de ouro da série de corridas da EA. Lembro que eu só via esse jogo de relance quando era adolescente. Eu era um viciado em cultura japonesa num geral, então a estética americana e “gritty” me afastava um pouco. Porém, com o passar dos anos, fui começando a apreciar como essas coisas representavam a minha geração.

Desde o estilo de arte com grafite e sujeira, até as músicas que vão do hip-hop anos 2000 até o nu metal, Necessidade de Velocidade: O Mais Querido é um game que evolui a fórmula estabelecida em Underground, trazendo para um contexto menos de corrida noturna puxado da cena de tuning, e indo para algo mais industrial, com corredores do meio-oeste americano disputando espaço em uma cidade industrial.

A história é boba mas divertida e a jogabilidade é excelente, talvez até a melhor da série até hoje. Ignore completamente as bobajadas do NFS Unbounded e vá jogar o melhor já feito.

Meu review deste game pode ser lido aqui.

Super Mario Bros Mini (Gameboy Color)

Um interessante jogo homebrew feito por Mico27, disponibilizado de graça em sua página do Ich.io. Como você deve imaginar, esse é um demake de Super Mario Bros 1, feito especificamente para o Gameboy Color.

Sim, existe uma versão de SMB1 lançada oficialmente, mas ela é um port direto do NES, que não levava em consideração o tamanho da tela, fazendo com que a visão do jogador fosse limitada em relação a versão original.

Em SMB Mini, os sprites foram redesenhados, mas a jogabilidade se mantém a mesma. É um ÓTIMO jogo de plataforma para se zerar numa tarde, além de ser uma conversão muito legal do game original. Recomendo.

Parking Garage Rally Circuit (PC)

Parking Garage Rally Circuit — Walaber Entertainment

Esse game ganhou meu coração no instante em que vi vídeos dele no canal do Digital Foundry. Se trata de um jogo de corrida onde tudo é feito em estacionamentos fechados. Com isso, temos curva fechadas e espaços limitados, mas que ainda assim entregam uma experiência bem divertida.

Ao contrário de muitos jogos retrôs, esse aqui se inspira muito mais no estilo gráfico do Sega Saturn — mais um motivo pra ganhar meu coração –, com dithering no lugar de transparências, além de polígonos menos definidos.

Não só isso, mas os mais atentos vão perceber que até o menu de pausa do jogo é uma homenagem ao Action Replay do Sega Saturn, o que é uma puta referência obscura, e se eu não tivesse meu Saturno ligado na TV, eu nunca pegaria essa.

A jogabilidade é boa. Os carrinhos parecem saídos de um anime do Akira Toriyama ou do jogo Metal Slug, então eles se sacodem e mexem de forma engraçada, reagindo aos movimentos bruscos das curvas constantes.

É um excelente jogo de corrida e um dos meus favoritos de todos os tempos. Sim.

Ys IX: Monstrum Nox (PS5)

Monstrum Nox Ys9 GIF - Monstrum Nox YS9 YSIX - Discover & Share GIFs

Após zerar o excelente Ys VIII: Lacrimosa of Dana, eu queria chegar no próximo passo da série da Nihon Falcom. Com a expectativa baixa, porém, pois todos os reviews que vi tratavam o jogo como um passo atrás.

E não deu outra: a estética e ambientação dentro de uma cidade e não em um mundo aberto, fazem com que toda ambientação tenha um tom acinzentado e os personagens não são tão interessantes.

Bem, é verdade que Ys sempre foi um RPG que encantava pelas mecânicas e não muito pela história, mas depois do oitavo jogo, eu esperava algo no mesmo nível.

Infelizmente não é isso que temos aqui. Com personagens esquecíveis e mecânicas chatas que servem para esticar o jogo — como aquelas malditas raids –, Ys 9 é um jogo que me vi jogando só por jogar. Dificilmente a história me prendia e lá pela metade, eu já estava pulando os diálogos e indo para as lutas pra finalizar logo o game.

Ele está quase sempre na Plus como jogo de catálogo, mas não recomendo comprar esse de jeito nenhum.

Resident Evil 2 (PS1)

Não sei que fogo no rabo me deu de querer zerar RE2 de novo. Não tem nem 2 anos que joguei no PS Vita, mas como lançaram na Plus, eu resolvi jogar no PS5 só pra distrair a cabeça.

Dessa vez, pra variar, fiz a campanha da Claire (A), e pretendo terminar o Leon (B) pela primeira vez na vida. Sinto que estou melhorando em survival horrors, mas meu favorito do gênero nesse ano ainda está por vir na lista. Aguarde.

Spider-Man Remastered (PS5) (Platina)

Spider-Man PS4 Swing Action: Dynamic City Adventure in Motion

SETE anos depois de zerar o game original (nossa, como o tempo passa…), e depois de me decepcionar bastante com o que fizeram com o Peter no segundo jogo, resolvi voltar para as raízes e começar do zero o primeiro game da Insomniac.

Temos aqui o jogo perfeito do Aranha que deveria servir de template para todos os jogos futuros do herói: jogabilidade redondinha, trilha sonora digna de filme e uma história até competente (mas não perfeita).

A versão remastered trocou a cara do ator que faz o Peter por um cara que é efetivamente menos feio, mas é uma sacanagem com o ator original. A dublagem em português é ótima, mas tem aquele problema esquisito de chamar os heróis pelos nomes em inglês.

Recomendo bastante o jogo caso não tenha jogado, só fique longe do jogo do Miles ou do segundo.

Ah, e platinei pela segunda vez o jogo, dessa vez jogando todos os DLCs que não tinha jogado no PS4. Valem muito a pena!.

Silent Hill 2 Remake (PS5)

Silent Hill 2: An Animated Journey into Dread

Sempre fui cagão com jogo de terror, desde pequeno. Quando meu saudoso pai jogou o Silent Hill original no nosso PS1, eu ficava com cagaço só de sentar na sala junto com ele, de tão frouxo que eu era.

Os tempos passaram e obviamente que meu apreço por jogos do gênero só cresceu. Ainda assim, Silent Hill eu nunca havia encostado, e foi com o remake que eu consegui pela primeira vez zerar um game da série.

Com uma história independente dos outros games, SH2 tem uma trama psicológica digna de um dos melhores filmes de terror que poderia ser, com um plot twist que estava lá desde o começo para os mais atentos. Eu tive a sorte de conseguir viver ATÉ HOJE sem spoiler da história original, e terminei o jogo sem saber o que rolou de verdade no final.

Os controles e ambientação do remake estão ótimos e eu fiquei feliz com o trabalho da Bloober Team em refazer um jogo tão amado.

Pokémon Picross (GameBoy Color)

Esse veio totalmente fora da curva, né? Esse jogo nunca foi oficialmente lançado, tendo sido vazado no gigaleak de arquivos da Nintendo, que rolou em 2020.

Aqui temos um clássico jogo de Picross, que são aqueles puzzles numéricos similares ao Sudoku. Você tem números ao lado das linhas e colunas que dizem quantos espacinhos precisam ser pintados. Ao final, você forma uma imagem, que aqui são artes de Pokémon.

O jogo é MUITO BONITINHO e absorve bem a estética dos games, sem copiar os sprites. Ele também reaproveita muito dos assets do jogo Mario’s Picross, mas agora está totalmente colorido e com puzzles da série de monstrinhos.

É um jogo que testa sua inteligência e é bem legal de aprender. Eu e minha namorada terminamos ele ao longo o mês de dezembro e foi uma experiência muito divertida, que me fez ir atrás de outros jogos da série Picross, que existe até hoje no Switch.

Like a Dragon: The Man Who Erased His Name (PS5)

Conheça Like a Dragon Gaiden: The Man Who Erased His Name! - Trivia PW

Após zerar o Yakuza de Piratas, que você pode ler o meu texto aqui, me senti compelido a matar o outro jogo “Gaiden” da série Yakuza, que inclusive saiu antes do de piratas, mas eu nunca tinha jogado.

Aqui, sabemos o que aconteceu com Kiryu depois do final de Yakuza 6. O jogo também se passa ao mesmo tempo que o sétimo jogo, e o clímax de ambos os jogos são durante o mesmo evento, mas em áreas diferentes.

Infelizmente, esse aqui caiu na mesmíce. O game ainda é um beat n’ up, com as mesmas cidades de antes, com quests parecidas, etc. É bom para saber a história do Kiryu, mas ela não evolui muito.

Apesar do bom gameplay, a fórmula original da série já deu uma boa cansada.

Victory Heat Rally (PC)

a video game screen shows a car driving down a track and the time of 3:32

Outro jogo de corrida indie que descobri sei lá como. Esse aqui possui gráficos dos carros em 2D, similar a um F-Zero da vida, com a diferença que o game usa uma engine 3D para os cenários. A arte lembra um anime dos anos 90, mas o jogo foi feito por ocidentais.

A jogabilidade com drifting e curvas longas é legal, mas enjoa rapidamente, tanto que zerei aos poucos durante o ano de 2025. Compre em promoção ou sei lá, ignore.

Mega Man X (SNES)

Rockman X GIFs - Find & Share on GIPHY

Precisa falar algo? É a jogatina anual em live. Foi divertido voltar às lives depois de um ano tão complicado, mas o calor do fim do ano impede que isso aconteça com tanta frequência. Esse é o melhor jogo de todos os tempos.

Tentei jogar uma versão com música arranged com aquele esquema do MSU-1 Chip, mas o jogo travou depois da primeira fase. Meh.

Spyro: The Dragon – Reignited Trilogy (PS4) (Platina)

Spyro Dragon GIFs - Find & Share on GIPHY

Remaster de três jogos clássicos do PS1, essa coletânea chamada Spyro: The Reignited Trilogy transforma os 3 jogos clássicos da Insomniac em algo tão lindo de se ver, a ponto de parecer um filme da Dreamworks.

Quando criança, só joguei o primeiro e não passava da segunda fase. Sei lá, eu não entendia direito a disposição das fases, que eram espalhadas em portais por diversos hubs, como em Mario 64.

Meu pai amava me ver jogando esse, e jogar o primeiro e platinar, me fez lembrar muito do meu velho. Certeza que ele me viu jogar dessa vez também.

Tomb Raider: Anniversary (PS2)

Tomb Raider GIFs | Tenor

Há muitos anos, eu comprei um Humble Bundle com todos os jogos de Tomb Raider clássicos por um mísero dólar. Eu sempre via meu pai e meu primo jogando os dois primeiros, mas eram jogos complexos e até chatos para uma criança de 9 anos como eu.

Depois de anos, eu ainda tinha fascínio pela saga, tanto que o tema do primeiro game mora na minha cabeça de graça por todos esses anos, tendo sido até meu despertador uma época.

O remake do primeiro game, feito pela Crystal Dynamics e lançado para tudo que é plataforma na época, é uma continuação do design usado em TR: Legends, mas dessa vez ajustado para o gameplay de plataforma e fases longas, característicos do jogo original.

Lara agora tem mais movimentos e as fases foram repaginadas, mas sem perder a ideia original.

Pra mim esse é o template perfeito de Tomb Raider. Ainda não é o melhor jogo de se jogar, mas entrega exatamente o que a série é, diferentemente da trilogia Survivor que começou com o Reboot de 2013.

O jogo exige um pouco mais do jogador, pois você não vai simplesmente forçar seu caminho através das fases, podendo — e ficando — várias vezes preso em lugares difíceis de resolver o puzzle. Então, caso queira escolher um jogo antigo da série para se aventurar, vá nesse. É isso ou tentar o próximo jogo dessa lista, que é…

Tomb Raider (PC)

Tomb Raider I-III Remastered GIFS

Junto do Anniversary, eu resolvi fazer uma maluquice: jogar o original e o remake AO MESMO TEMPO, pra ver as diferenças entre os jogos.
Eu nunca havia zerado nenhum dos dois, apesar de tê-los jogados ao longo dos anos mas sempre sem terminar.

Dessa vez não: eu fui até o fim, abusando dos save states nesse aqui, que é um dos jogos mais frustrantes e confusos já feitos, mostrando realmente ser um jogo de PC feito em 1996.

A ambientação é incrível, mas muito do design realmente envelheceu mal, fazendo com o que jogador recorra à guias várias vezes durante a aventura.

TR1 é um game das antigas, com poucos combates e muitos puzzles, se assemelhando muito ao que seria um Prince of Persia clássico, só que totalmente  em 3D. Falo isso pois todo movimento tem que ser friamente calculado, e todo o cenário é pensado de forma se encaixar nas capacidades de movimentos da Lara.

É um jogo que merece ao menos ser experienciado uma vez, talvez jogando as duas ou três primeiras fases, pois reconheço que a galera mais jovem — e até os velhos sem costume — vão se afastar.

Eu joguei o Remastered Trilogy no PC, onde é possível trocar os gráficos para algo mais moderno a qualquer hora e também jogar com controles “modernos”. Porém, acabei usando os gráficos clássicos e controles de tanque mesmo, já que eles ajudam a ver melhor o cenário e a controlar melhor a Lara, respectivamente.

______________________________________________________________________________________

E assim terminamos mais uma lista de jogos!

Acho incrível que consegui jogar tanta coisa esse ano. Videogames sempre fizeram parte da minha vida e agradeço muito ao meu pai por poder me proporcionar isso, tanto que eu lidei muito com a sua perda através dos jogos, que me distraíram em um momento que é talvez o mais difícil pra toda minha família.

Sobre os jogos, acho que tivemos uma variedade gigante esse ano, perdendo somente para o icônico ano de 2020.

Abaixo estão links para o que eu joguei nos anos anteriores. Comente aí sobre o que achou. Até a próxima!

O post O que eu eu joguei em 2025 | Tony Santos apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/01/10/o-que-eu-eu-joguei-em-2025-tony-santos/feed/ 0
Capcom Fighting Collection 2 | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/05/18/capcom-fighting-collection-2-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/05/18/capcom-fighting-collection-2-analise/#respond Sun, 18 May 2025 23:05:54 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20367 Nos anos recentes, a Capcom vem nos trazendo diversos relançamentos de seus jogos clássicos na forma de coleções para consoles modernos. Essa iniciativa começou — pelo menos recentemente — com o  Street Fighter 30th Anniversary Collection, uma coleção que foi feita no ocidente e juntou todos os principais jogos da série. Depois ainda vieram os […]

O post Capcom Fighting Collection 2 | Análise apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Nos anos recentes, a Capcom vem nos trazendo diversos relançamentos de seus jogos clássicos na forma de coleções para consoles modernos.

Essa iniciativa começou — pelo menos recentemente — com o  Street Fighter 30th Anniversary Collection, uma coleção que foi feita no ocidente e juntou todos os principais jogos da série. Depois ainda vieram os lançamentos Capcom Beat ‘Em Up Bundle, Capcom Fighting Collection 1 e Marvel vs Capcom Collection, que fizeram muito sucesso com a comunidade devido à sua fidelidade às versões originais, muitas vezes sendo o primeiro lançamento oficial das versões de arcade dos jogos em consoles.

LEIAM – Fatal Fury: City of the Wolves | Análise

Agora, em 2025, a Capcom traz a segunda Capcom Fighting Collection, dessa vez contando com os crossovers com a SNK, popular por seus jogos como Fatal Fury e King of Fighters. Mas será que essa coletânea mantém o padrão das anteriores?

Os jogos da coletânea e comentários sobre cada um

Bom, vamos à informação importante. Os jogos que vêm no pacote são:

Divulgação: Capcom

  • Capcom Vs SNK: Millennium Fight 2000 Pro (2001) – Arcade: NAOMI

    • Basicamente a mesma versão do fliperama da época.

    • É a revisão Pro, com mais personagens.

    • Baseada na versão da placa Naomi (mesmo hardware do Dreamcast).

    • É possível jogar com algumas músicas de jogos anteriores, mas a impressão que tive é que não trocaram todas as músicas do jogo.
    • Essa versão também saiu no PS1, mas aqui é a versão arcade.

      Divulgação: Capcom

  • Capcom Vs SNK 2: Mark of the Millennium 2001 (2001) – Arcade: NAOMI

    • Versão da Naomi com alguns bônus.

    • Inclui a versão EO (Easy Operation), lançada originalmente no Xbox e GameCube. É basicamente um modo que facilita comandos e ajusta a jogabilidade para iniciantes.

    • Personagens secretos já desbloqueados.

    • Novo modo “Ver.2K25” com trilha sonora remixada, onde até mesmo regravaram a voz do locutor do jogo (pra um pior, eu achei).

      Divulgação: Capcom

  • Capcom Fighting Evolution (2004) – Arcade: Namco System 246

    • Pode-se jogar com trilha original ou temas clássicos dos personagens.

    • O especial Midnight Bliss do Demitri teve um sprite removido (por questões de direitos autorais relacionados a JoJo’s Bizarre Adventure, já que ele transformava Rose na velha Enya do mangá citado).

    • Shin Akuma e Pyron desbloqueados.

    • Curiosidade: roda na placa Namco System 246 (baseada no PlayStation 2).

      Divulgação: Capcom

  • Street Fighter Alpha 3 Upper (2001) – Arcade: NAOMI

    • Primeira vez com versão em inglês para arcade, que foi construída para essa coleção com base na versão japonesa original.

    • Cenários com leves alterações visuais (não identifiquei).

    • Personagens secretos desbloqueados (acessíveis nas opções).

      Divulgação: Capcom

  • Power Stone (1999) – Arcade: NAOMI

    • Edições em imagens nos finais de personagens (provavelmente Gumrock e Galuda), provavelmente devido a representações de índios e de negros nos finais desses personagens.

    • Personagens secretos desbloqueados.

      Divulgação: Capcom

  • Power Stone 2 (2000) – Arcade: NAOMI

    • Opção de trilha sonora remixada ou original.

    • Personagens secretos também desbloqueados.

      Divulgação: Capcom

  • Project Justice (2000) – Arcade: NAOMI

    • Trilha sonora remixada opcional.

    • Algumas imagens da história foram editadas (mudanças não identificadas ainda).

    • O golpe Aerial Float do Kyosuke pode ser ativado/desativado.

    • Personagens editados estão disponíveis (não é possível criar novos).

      Divulgação: Capcom

  • Plasma Sword: Nightmare of Bilstein – Arcade: ZN-2

    • Roda na placa ZN-2 (espécie de PS1 turbinado).

    • Edições visuais em história e cenários (não identificadas até agora).

    • Personagens secretos desbloqueados.

      Divulgação: Capcom

A apresentação da coletânea

Todos os menus seguem a estética das coletâneas anteriores desde a Capcom Beat’em Up Bundle. A interface é parecida e, com o tempo, foram adicionadas funções extras nos menus, mas nada que mude radicalmente.

No PC, é possível ajustar a resolução dos menus separadamente da dos jogos, o que é ótimo pra quem tem um computador mais modesto. Isso evita quedas de desempenho desnecessária, já que o requerimento para rodar os jogos em si é baixo.

Divulgação: Capcom

Músicas

Temos um rapzinho no menu que lembra os tempos de Street Fighter IV — já entrou na playlist da academia, lol.

As trilhas remixadas, também disponíveis no menu, dão um tom moderno aos jogos, com músicas eletrônicas atuais. Não superam as originais (a nostalgia sempre ganha), mas trazem um frescor pra quem cansou das trilhas clássicas.

No caso de Capcom Fighting Evolution, as músicas “antigas” são, na real, os temas originais dos personagens, o que casa bem com a proposta-homenagem do jogo.

Divulgação: Capcom

Jogabilidade e emulação

Os games rodam lisinhos. Dá pra aumentar a resolução em até 3x no PC (e 2x nos consoles) pros gráficos 3D ficarem bonitos. Também temos os já tradicionais filtros CRT, que dão aquele charme de TV de tubo tão bem usado nas coletâneas da Capcom.

Os controles são totalmente customizáveis, e jogar com arcade stick torna tudo ainda mais fiel e para a alegria de todos mas para a surpresa de ninguém, todos os jogos possuem rollback netcode, até mesmo na versão de Nintendo Switch.

LEIAM – FUBUKI ~zero in on Holoearth~- De fã para fã

Infelizmente, um problema chato vindo dos lançamentos desse estilo ainda se sustenta, que é o único slot de save para todos os jogos. Ou seja: se você parou uma partida de Street Fighter Alpha 3 Upper e quiser salvar outra de Plasma Sword, não é possível, pois só dá pra salvar um de cada vez.

Por outro lado, ainda acho que seria legal incluir também os ports de console, já que muitos tinham modos extras. As versões de Dreamcast, por exemplo, rodam igual às da Naomi, mas trazem mais funções.

Também não curto muito essa filosofia atual de escolher modos de jogo direto no menu da coletânea, onde ele apenas carrega um save state da ROM. Sinto falta dos menus dedicados dos ports antigos. Não é algo que estrague a coletânea, mas seria um extra interessante numa possível Capcom Fighting Collection 3.

Divulgação: Capcom

Escolha dos jogos meio questionável, porém aceitável

Temos que abordar a escolha dos jogos pra essa coleção, pois algo me parece meio estranho.

Afinal, por que Plasma Sword e não Star Gladiator (o primeiro jogo)? Por que Project Justice e não Rival Schools? Por que Street Fighter Alpha 3 Upper,  já que o SFA3 original (que convenhamos, não é tão diferente desse) já havia sido lançado em outra coletânea recente?

Meu palpite é o seguinte: focaram em jogos que rodam na placa Naomi, e o resto veio de bônus, tipo quando colocaram o jogo do Punisher na Marvel vs Capcom Collection.

Provavelmente a Capcom deve lançar outra coletânea no futuro com jogos das placas ZN-1 e ZN-2, como Street Fighter EX 1 e 2, Rival Schools, Star Gladiator e talvez até emulação de PS2 com Street Fighter EX 3. Se isso rolar, espero reler esse texto no futuro e gritar: “VIU, EU FALEI QUE IA SAIR!”.

Infelizmente: Censura

Muita gente pode não ligar, então serei breve: a artwork da Mai em Capcom vs. SNK 2 foi censurada com zoom pra esconder o bundão da personagem. A versão japonesa provavelmente veio com a arte original.

Divulgação: Capcom

Isso já aconteceu antes, como no Mega Man X Legacy Collection 2, em que a abertura do Mega Man X4 foi censurada.

Sinceramente, os jogos estão caros demais pro consumidor ainda ter que lidar com esse tipo de palhaçada. Já passou da hora da Capcom (e outras empresas) tomarem vergonha na cara. Não são crianças que estão comprando coletâneas de jogos antigos.

Pior ainda: a arte da Maki (abaixo), do mesmo jogo, está normal. Qual a diferença entre o pacotão da Maki e a bunda da Mai? Tem que perguntar pra Capcom USA e para a artista original, Kinu Nishimura, se ela gostou de ver sua arte cortada.

Divulgação: Capcom

Não só isso, mas o golpe Genocyde Cutter de Rugal em Capcom vs SNK 2 teve seu nome trocado para “Destroyer“, como mostra o vídeo no link a seguir: https://x.com/fffightinfacts/status/1923367832839991671.

É duro ver como as tais “sensibilidades modernas” que tanto se fala, na verdade são apenas frescuras vindas de pautas americanas que, de forma alguma refletem as sensibilidades de todos os outros países do mundo.

Divulgação: Capcom

Não obstante, é bom lembrar que as pessoas que se interessam por esses jogos estão na casa dos 30~40 anos, que podem perfeitamente entender o contexto de cada conteúdo supostamente questionável nas mídias que consomem.

No fim, o que acabamos recebendo é uma tentativa de reescrever o passado através de edição de arte feita por pessoas que tinham uma intenção artística, e não é direito de um funcionário do ESG de uma subsidiária da empresa do outro lado do planeta simplesmente decidir o que deve ou não ser mantido no jogo.

Conclusão

Capcom Fighting Collection 2, apesar do problema acima, entrega uma forma excelente de revisitar esses jogos de luta meio esquecidos.

A presença da SNK com seus personagens mostra que a parceria entre as duas empresas continua forte — especialmente com o intercâmbio de personagens entre Street Fighter 6 e Garou.

Todos os jogos rodam bem e o online tem rollback netcode, inclusive no Switch. As trilhas sonoras remixadas — novidade em relação à Marvel vs Capcom Collection — mostram que a Capcom ainda tenta inovar, mesmo lidando com jogos antigos via emulação.

Nota: 8/10

____________________________________________________________________________________________________________
Esta análise foi feita com uma cópia do jogo para PC, gentilmente cedida pela empresa. Capcom Fighting Collection 2 também está disponível para Xbox, PlayStation e Switch.

Divulgação: Capcom

O post Capcom Fighting Collection 2 | Análise apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/05/18/capcom-fighting-collection-2-analise/feed/ 0
Sonic x Shadow Generations | Análise Parte 1: Sonic Generations Remaster https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/31/sonic-x-shadow-generations-analise-parte-1-sonic-generations-remaster/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/31/sonic-x-shadow-generations-analise-parte-1-sonic-generations-remaster/#respond Thu, 31 Oct 2024 08:00:10 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18152 Sonic Generations, o original, foi lançado em 2011 e foi recebido pela mídia e pelo público de forma muito positiva. Era uma retomada ao sucesso depois de diversas tentativas frustradas em 3D, como Sonic and the Black Knight, Sonic Unleashed e até mesmo Colors, que havia sido o game anterior a Generations. Neste game, temos […]

O post Sonic x Shadow Generations | Análise Parte 1: Sonic Generations Remaster apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Sonic Generations, o original, foi lançado em 2011 e foi recebido pela mídia e pelo público de forma muito positiva. Era uma retomada ao sucesso depois de diversas tentativas frustradas em 3D, como Sonic and the Black Knight, Sonic Unleashed e até mesmo Colors, que havia sido o game anterior a Generations.

Neste game, temos pela primeira vez em muito tempo a presença do Sonic gordinho. Essa é a sua versão da época do Mega Drive, antes de seu redesign feito pela Sega em 1999, que apareceu pela primeira vez no Neo Geo Pocket em Sonic Pocket Adventure, mas ficou conhecido mesmo nos jogos de Dreamcast.

ASSISTAM – Brasil Game Show 2024 | Cobertura

Agora em 2024, a SEGA resolveu dar o tratamento de remaster ao game, assim como fez com Colors em 2021, Mas, para agitar as coisas um pouco, eles adicionaram uma história paralela do personagem Shadow.

Lembrando que esta análise foca nas mudanças e no aspecto técnico do Remaster de Sonic Generations.

  • Para saber sobre o conteúdo novo do pacote, leia nossa análise: Parte 2: Shadow Generations.
  • Para uma análise do Sonic Generations original, leia o texto enorme que o Geovane fez sobre ele aqui.

É bom dizer que, mesmo que sejam dois jogos lançados num pacote só, a SEGA trata como se fosse um único jogo dividido em dois capítulos. Todas as versões abrem em um único launcher, e você escolhe o game na primeira tela após o jogo abrir.

Sonic x Shadow Generations
Reprodução: SEGA

Mudanças técnicas e gráficas

Em Sonic x Shadow Generation temos Sonic Generations, que é um port direto do original. Para aqueles que jogaram nos consoles, agora têm a vantagem de jogar o game em 60 fps (menos no Switch). Já para os jogadores de PC, temos basicamente a mesma versão antiga em termos gráficos.

Pelo lado positivo, agora temos o menu de configuração dos gráficos injetado diretamente no jogo, já que o game original ainda é da época em que essas configurações eram feitas num launcher separado. Quem lembra disso?

O game pode rodar em resoluções mais altas, indo até 4K, e também ser jogado em janela sem bordas, essencial para tempos em que muitos de nós usamos dois monitores. Há também suporte ao controle DualShock 4 e DualSense, e os ícones dos botões podem ser mudados independentemente do controle usado, o que é sempre muito bom.

Outra limitação da já antiga Havok Engine, usada no jogo original, é que, pelo menos no PC, o executável do Sonic Generations é carregado por dentro do launcher, deixando a tela preta por meio segundo. Isso é só um detalhe técnico, que mostra que a versão que estamos jogando de Sonic Generations é basicamente um update da original.

Reprodução: SEGA
Reprodução: SEGA

Jogabilidade

Sobre o jogo em si, temos o clássico Sonic Generations: diversas fases baseadas na franquia toda até então. Cada fase tem dois atos: um com Sonic gordinho e outro com Sonic moderno. A sensação de velocidade continua incrível, e as fases fluem muito bem; nem sempre segurar a alavanca para frente vai te levar ao final da fase intacto.

Temos também ainda o ponto meio chato do jogo que não modificaram, que são os desafios que travam o progresso do jogador. A Sega, ao ver que o jogo talvez acabasse muito rápido com apenas NOVE fases (divididas em dois atos mais os chefes), resolveu esticar a corda e colocar pequenos desafios entre elas.

LEIAM – Sky Oceans: Wings for Hire | Análise

Eles variam entre apostar corrida com outro personagem ou passar de um Ato com algum gimmick, como inimigos gigantes ou usando a bolha de ar que faz o Sonic quicar. Eu nunca gostei disso desde que joguei o game no Xbox 360, e aqui eles não estão mais divertidos.

Nessa versão, o sistema de vidas se tornou opcional. Isso é legal, pois vidas sempre foram uma dificuldade artificial, principalmente em jogos mais modernos. Também há a opção de usar controles “modernos”, que se assemelham mais à configuração usada em Sonic Frontiers, com o Dash no R2 e o Homing Attack do Sonic moderno indo para o Quadrado, em vez de ser ativado com dois pulos.

Fica ao seu critério escolher qual a melhor configuração de botões. Também é possível modificar individualmente cada botão.

Reprodução: SEGA

Mudanças boas e outras nem tanto

Como já citado, houveram algumas mudanças para tornar o jogo mais moderno, porém junto dessas vieram algumas nem tão boas.

Além de Sonic x Shadow Generation ter seus textos traduzidos para o português, os diálogos foram todos regravados, mas não sei dizer com certeza se as vozes dos personagens foram alteradas. Pelo menos a qualidade do áudio está significativamente melhor, especialmente ouvindo os dois jogos em sequência.

O DLC Casino Night, do jogo original, agora vem liberado de cara, e também temos uma skin do Sonic do Dreamcast bem legal que não estava no lançamento de 2011.

LEIAM – Wario Land: Super Mario Land 3 | Análise

Temos também Chaos espalhados pelas fases, coisa que não tinha no original. Essas criaturas estão escondidas pelos mapas e você deve pegá-las para desbloquear conteúdos extras no jogo também.

O grande elefante na sala são as alterações sem noção que a Sega implementou nesse relançamento. Entre elas:

  • Sonic não coloca mais a mão no rosto da Amy na cutscene inicial.
  • Rogue tem seu decote escondido.
  • Knuckles não pergunta mais ao Sonic gordinho se ele ganhou peso.

Tenho uma opinião suave em relação à questão da Rogue, mas as outras alterações não fazem sentido algum. Nenhuma mulher vai se ofender com um personagem infantil tendo uma interação igualmente infantil com outro personagem.

Vivemos num mundo onde os flocos de neve ditam as regras e ao mesmo tempo continuam se fazendo de coitados. Aproveito o espaço para dizer que sou totalmente contra a setores de ESG em empresas justamente por esse tipo de comportamento. Mas dito isso, seguimos.

Image
Original (acima) e Remaster (abaixo) / Reprodução: SEGA

Trilha sonora

Sonic Generations conta com diversos rearranjos de outros games da franquia. Criatividade musical infelizmente nunca foi um forte desse game, já que sua proposta era justamente valorizar a história da série.

Vale destacar que é possível desbloquear trilhas de outros jogos da série, como Sonic CD e Sonic R, compostas por artistas como Crush 40 e Richard Jacques.

Reprodução: SEGA

Veredito

Sonic Generations (remaster) de Sonic x Shadow Generation é basicamente uma forma de jogadores de PS4, PS5 e Switch terem acesso ao jogo em consoles modernos. Donos de Xbox e PC já tinham o game sem as mudanças/censuras apresentadas.

De forma geral, parece que a SEGA apenas colocou o Generations original junto porque o novo jogo (Shadow) é muito curto, e eles precisavam completar o pacote.

Não é um lançamento totalmente negativo, mas poderiam ter portado o game para a Hedgehog Engine 2, a mesma usada na parte do Shadow. As censuras, porém, fazem a percepção do lançamento ser mais negativa do que o jogo merecia.

Nota do game original: 8,0/10
Nota do remaster: 6,0/10

Reprodução: SEGA

O post Sonic x Shadow Generations | Análise Parte 1: Sonic Generations Remaster apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/31/sonic-x-shadow-generations-analise-parte-1-sonic-generations-remaster/feed/ 0
Mortal Kombat (1995) | O Primeiro e Único Filme https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/21/mortal-kombat-1995-o-primeiro-e-unico-filme/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/21/mortal-kombat-1995-o-primeiro-e-unico-filme/#respond Mon, 21 Oct 2024 08:07:33 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18083 O primeiro jogo da série Mortal Kombat foi um fenômeno nos arcades e consoles. Você, jovem, pode não se lembrar de como foi inovador ver os personagens literalmente se matando da forma mais grotesca possível na forma de um jogo de luta. Leve em consideração que a época era total dominada por Street Fighter. Porém, […]

O post Mortal Kombat (1995) | O Primeiro e Único Filme apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
O primeiro jogo da série Mortal Kombat foi um fenômeno nos arcades e consoles. Você, jovem, pode não se lembrar de como foi inovador ver os personagens literalmente se matando da forma mais grotesca possível na forma de um jogo de luta.

Leve em consideração que a época era total dominada por Street Fighter. Porém, MK trouxe uma variante ao gênero, que tinha vantagens e desvantagens em relação a seu concorrente, mas por serem tão diferentes um do outro, eles nunca competiram entre si pela atenção dos jogadores.

Mas eis que, em 1995, a New Line Cinema deu o cargo de diretor para o então novato Paul W. S. Anderson — sim, o mesmo que viria futuramente a dirigir a franquia de filmes de Resident Evil (e a análise do primeiro filme você pode ler aqui). Anderson conseguiu o cargo após os produtores assistirem “Shopping: O Alvo do Crime“, filme do ano anterior dirigido por ele.

Inclusive, Paul W.S. Anderson não tinha NENHUMA experiência com efeitos especiais, e ele mesmo já disse em entrevistas que só pegou um monte de livros sobre o tema e foi enganando até o final. Incrível.

Reprodução: New Line Cinema

História e personagens

Chamar esse tópico de “história” chega a ser engraçado, pois o filme não tenta te enganar com um roteiro complexo e personagens densos. Mortal Kombat basicamente pega o conceito do torneio feito para salvar a Terra e implementa uma sequência de lutas uma atrás da outra, com alguns diálogos engraçados ligando essas cenas.

De início, temos os personagens sendo apresentados, como Johhny Cage, interpretado por Linden Ashby. Ele faz um Johnny Cage canastrão e divertido, sem ser irritante. Ashby viria futuramente a interpretar o personagem novamente no jogo Mortal Kombat 11 em 2020.

Liu Kang, foi feito pelo desconhecido Robin Shou, que até então só havia trabalhado em produções de Hong Kong e em um único filme ocidental chamado Forbidden Nights, de 1990. Ele também ajudou nas coreografias de luta.

Reprodução: Internet – Poster japonês

Cary-Hiroyuki Tagawa fez um excelente Shang Tsung, o vilão do filme e do primeiro jogo. Sua atuação é a mais convincente e suas expressões de ódio, raiva e prazer de ver os outros sofrendo são engraçadas e entretém durante todo o filme.

Christopher Lambert, por sua vez, faz o carismático Lord Rayden, que como todo filme que fazia, entrega sempre uma atuação canastrona e engraçada, mesmo em cenas de seriedade, que aqui não são muitas. Ele não luta no filme, servindo apenas como mentor dos outros personagens.

Temos também Bridgette Wilson como Sonya e Talisa Soto como Kitana, as musas do filme que atual mal pra diabo mas são lindas, e isso que importa.

Todos interagem bem entre si, com diálogos engraçadinhos entre o cast principal, com piadinhas entre as lutas típicas de filmes para adolescentes dessa época.

Mortal Kombat
Reprodução: New Line Cinema

Violência limitada, porém maneira

As lutas são bem feitas, sem muitos cortes de câmera que normalmente são usados para disfarçar cenas mal feitas. Inclusive, elas são criativas, com tomadas abertas, como a luta de Johnny com Scorpion na floresta e a luta de Liu Kang com Sub-Zero mais pro finalzinho do filme.

São cenas marcantes que mesmo com alguns toques de CGI feios da época, não tiram a graça do filme.

O elefante branco da vez é a falta da violência dos jogos, visto que no filme mal temos SANGUE aparecendo, então o filme recorre a mortes off-screen ou cenas de “desmaio” inspiradas nas lutas de WWE (ou WWF, já que o filme é de 1995).

Nada disso age contra o filme, que compensa com hype durante as lutas — expressão que nem existia na época né –, causado pela música Technosyndrome, popularmente conhecida como o tema de Mortal Kombat.

Essa música havia sido usada nos comerciais americanos do primeiro jogo, e foi reutilizada no filme devido a sua popularidade, tocando no início e durante as lutas principais.

Reprodução: New Line Cinema

Veredito

Mortal Kombat (1995) entrega o que um filme de videogame deve fazer sempre: um roteiro simples e sem inventar muito em cima do que já está estabelecido em outra mídia. A caracterização dos personagens é idêntica a dos jogos e as lutas bem feitas fazem ele ser um exemplo de como a simplicidade pode fazer uma adaptação para outra mídia ser bem vista, mesmo muitos anos depois.

Nota: 7,5/10

Reprodução: New Line Cinema

O post Mortal Kombat (1995) | O Primeiro e Único Filme apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/21/mortal-kombat-1995-o-primeiro-e-unico-filme/feed/ 0
Nikoderiko: The Magical World | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/20/nikoderiko-the-magical-world-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/20/nikoderiko-the-magical-world-analise/#respond Sun, 20 Oct 2024 12:53:34 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18062 Nikoderiko: The Magical World é um jogo estilo plataforma, inspirado em clássicos como Crash Bandicoot e Donkey Kong. Desenvolvido pelo estúdio VEA Games, uma galera indie nova do Chipre, esse é o primeiro jogo deles, e mandaram muito bem logo de cara, trazendo inspirações dos jogos mais clássicos do gênero. Confiram! Jogabilidade Durante o game, […]

O post Nikoderiko: The Magical World | Análise apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Nikoderiko: The Magical World é um jogo estilo plataforma, inspirado em clássicos como Crash Bandicoot e Donkey Kong. Desenvolvido pelo estúdio VEA Games, uma galera indie nova do Chipre, esse é o primeiro jogo deles, e mandaram muito bem logo de cara, trazendo inspirações dos jogos mais clássicos do gênero.
Confiram!
Créditos: VEA Games

Jogabilidade

Durante o game, você controla Niko e Luna, os personagens principais, usando tanto o d-pad quanto o analógico. Ele possui os comandos clássicos dos jogos de plataforma 2D: deslizar nas paredes, carrinho agachado, planar após o pulo e até uma bundada no chão para matar inimigos. É um jogo recheado de coletáveis, com a estética e a jogabilidade lembrando muito um mix dos Donkey Kongs da Rare e da Retro Studios. Inclusive, você coleta quatro letras durante as fases que formam o nome do protagonista e pega barris que te levam para uma fase bônus, bem similar aos jogos de DK, além de um lance de socar algo no final de cada fase, igual ao DKC Returns.

Em alguns momentos, o jogo muda para uma perspectiva 3D, remetendo aos clássicos do Crash Bandicoot no PS1, mostrando claramente outra das principais inspirações do estúdio ao criar Nikoderiko. Além disso, o jogo oferece um modo cooperativo para dois jogadores, proporcionando uma diversão maior para os pequenos ou até para introduzir a criançada ou a namorada no mundo dos games. Há também uma dificuldade mais fácil, perfeita para quem está começando.

ASSISTAM – Memórias de Uma Locadora nos Anos 90: Zeta Games

O jogo também conta com um sistema de montarias, onde amigos do Niko (um sapo, um javali e até um dinossauro) te ajudam durante as fases em momentos específicos. Embora sejam legais e mudem um pouco a jogabilidade, não são um diferencial tão grande assim. No mapa, há uma loja que inicialmente parece oferecer upgrades, mas, na verdade, vende apenas montarias extras e colecionáveis que servem para quem quer platinar o jogo.

Entretanto, notei alguns bugs durante a jogatina. Um problema recorrente é a impossibilidade de usar o d-pad nos menus, o que pode ser bem incômodo. Além disso, em um momento apareceu uma dica na tela dizendo qual botão usar para realizar um ataque, mas, em vez do ícone correto, apareceu uma interrogação.

Nikoderiko
Créditos: VEA Games

Gráficos e Música

Os gráficos de Nikoderiko são bonitos, com algumas animações em CGI bem feitas. No entanto, o menu principal é simples, lembrando jogos de celular, e, como já mencionei, só dá para usar os analógicos, o que é curioso.

Os efeitos sonoros são bem presentes, saindo principalmente pelo alto-falante do DualSense. No entanto, acho que exageraram um pouco, já que praticamente tudo que não é música sai por ele. A dublagem em inglês é competente, lembrando os jogos recentes do Sonic, e todos os diálogos são dublados, o que adiciona um charme ao jogo.

LEIAM – The Bouncer | Análise Retro

As músicas são incríveis, com temas florestais que me lembraram muito as trilhas dos Donkey Kongs do SNES. E qual foi a minha surpresa quando descobri que foram compostas pelo próprio David Wise, o lendário compositor da série da Nintendo. O cara tem um estilo único mesmo.

Nikoderiko
Créditos: VEA Games

Veredito

De forma geral, Nikoderiko é um ótimo jogo de andar e pular, feito por um estúdio menor que entendeu bem o que fazia os clássicos dos quais se inspiraram serem tão bons.

As inspirações são óbvias, e apesar da execução ser muito boa, a amálgama de tantas ideias não vem acompanhada de grande inspiração, visto que não há ideias novas. Se a ideia era criar algo uma versão diferente de jogos já existentes, como Donkey Kong Country e Crash Bandicoot, eles acertaram em cheio, mas para futuras continuações, seria legal se a VEA Games colocasse mais de suas próprias ideias para engrandecer o gênero de jogos de plataforma.

Nota: 7,5/10

___________________________________________________________________________________________________________________
Esta análise foi feito com uma cópia do jogo para PlayStation 5 cedida gentilmente pela VEA Games. Nikoderiko: The Magical World está disponível para PlayStation 5, Xbox Series S|X, Nintendo Switch e PC (Steam).

Nikoderiko
Créditos: VEA Games

O post Nikoderiko: The Magical World | Análise apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/20/nikoderiko-the-magical-world-analise/feed/ 0
A minha história com Super Mario RPG https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/12/01/a-minha-historia-com-super-mario-rpg/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/12/01/a-minha-historia-com-super-mario-rpg/#respond Fri, 01 Dec 2023 13:24:59 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=15745 Fale pessoal tudo bem? Hoje irei falar um pouco da minha história com o clássico e o mais recente lançamento da turma do Mario no console Nintendo Switch, o aguardado remake do clássico, Super Mario RPG de Super Nintendo de 1996. Para quem jogou naquela época, sabe bem do jogo que estamos falando. Sem mais […]

O post A minha história com Super Mario RPG apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Fale pessoal tudo bem? Hoje irei falar um pouco da minha história com o clássico e o mais recente lançamento da turma do Mario no console Nintendo Switch, o aguardado remake do clássico, Super Mario RPG de Super Nintendo de 1996. Para quem jogou naquela época, sabe bem do jogo que estamos falando.

Sem mais delongas, vamos ao que interessa, mas antes

*ATENÇÃO*  ISSO PODE CONTER SPOILERS, CASO VOCÊ NÃO SE  IMPORTE COM SPOILER,  FIQUE À VONTADE*

Reprodução: Nintendo

Meu primeiro contato com o jogo

Super Mario RPG foi um jogo que me abriu portas em questões pessoais e profissionais. Como assim? Esse é o jogo que me fez aprender inglês em 1996.

Eu já gostava muito de Mario e graças ao Mario RPG eu pude aprender inglês utilizando um dicionário de inglês-português do lado durante toda a jogatina, e desse modo eu fui capaz de entender o que cada personagem do jogo dizia. E estamos falando de um jogo que além de ter uma história mirabolante e totalmente nova para o mundo do cogumelo que conhecia, a Square Enix que na época ainda era Squaresoft, introduziu dois novos personagens icônicos para nos ajudar na nova empreitada e atrair a nossa atenção, sendo eles:

  • Mallow, um príncipe do reino das Nuvens (Nimbus Land) que foi abandonado quando bebê e caiu no mundo dos Sapos, então ele acredita que é um sapo.
  • Geno, uma estrela-espírito que protege o mundo da Star Road, local que possui 7 estrelas especiais que recebe os desejos e esperanças das pessoas e os converte em pequenas estrelas.

Quanto a sua trama, ele segue o de praxe, Bowser rapta Princesa Peach e cabe ao Mario ir em seu resgate, mas é ai que o jogo nos mostra como será o sistema de batalha a partir daí. Um jogo de RPG com sistema de batalha de turnos com a possibilidade de acessar danos críticos a partir de sua habilidade pressionando o botão A no momento certo.

Super Mario RPG
Reprodução: Nintendo

Seguindo

Ao resgatar a Princesa Peach, no mesmo momento, o mundo da Star Road é violado por uma espada gigante chamada de Exor, que quebra o selo protegido pelas 7 estrelas, invade o castelo de Bowser como uma ligação de seu mundo ao mundo do Mario e, por fim, as 7 estrelas são espalhadas pelo mundo, e agora somos apresentados a verdadeira missão de Mário. Adivinhem: Resgatar as 7 estrelas junto com seus amigos para que a Star Road seja consertada e os desejos e esperanças das pessoas voltem.

LEIAM – Minha história com Perfect Dark 

O chefe principal do jogo é Smithy, um papai Noel do mal que usa de uma fábrica para produzir monstros afim de destruir o mundo do Mario, fazendo com que tudo seja tomado pelas máquinas à la Exterminador do Futuro.

Ah! Nesse jogo você consegue o auxílio do temível Bowser ao seu lado. Exatamente, Bowser, o eterno vilão de Mario te ajuda a expulsar a gangue de Smithy do seu castelo e de quebra permite que Mario seja um membro da Bowser’s Minions.

Super Mario RPG
Reprodução: Nintendo

E o remake, como é?

O jogo em si é EXTREMAMENTE fiel ao original, com a diferença de foi adicionado novos itens de batalha, assim como uma adição no sistema de batalha, nesse caso uma técnica de ataque: A técnica tripla. Essa técnica te permite  mudar de personagem a hora que quiser durante a luta, o que é a cereja desse bolo, afinal acabamos utilizando 5 personagens na batalha. E essa tém tripla muda dependendo do trio que você esta usando

LEIAM – Reviva a Época Dourada: Beat ‘Em Up Archives – Uma Jornada Nostálgica nos Clássicos dos Anos 90 – Nerfando

Os clássicos easter eggs do  jogo também estão disponíveis, sendo possível encontrar  Link, Samus, naves do Fox, de F-zero e o desejo do Luigi na Star Road.

Uma das graça de Super Mario RPG sempre foi o humor leve que o permeia do início ao fim, onde mesclam, piadinhas, ação e um pouco de drama. E tudo isso foi mantido.

Reprodução: Nintendo

Mas e as críticas?

Eu li uma análise no site da IGN na qual infelizmente eu discordei e tenho que dizer que muito da opinião ali não será relevante para qualquer fã. Um dos pontos da critica foi que Super Mario RPG era muito fiel ao original.

SE TRATA DE UM REMASTER!!! É um absurdo que isso sequer tenha citado como um problema, é a mesma coisa que eu criticar um jogo do Pokémon que é ambientado em algum litoral cercado de água tem muita água.

Esse tipo apontamento que nos leva a questionar se a pessoa que analisou o jogo realmente o jogou pra valer.

Super Mario RPG tudo o que foi feito no original e ainda adiciona alguns elementos que vão além do visual, mesmo que pequenas, como o nome da Peach, que no clássico se chamava Toadstool, ou a Pipe House que se tornou Mario House.

Super Mario RPG
Reprodução: Nintendo

Particularmente

Finalizei esse novo Super Mario RPG  algumas vezes e consegui acessar áreas e módulos do jogo que você só alcança após zerar. Falando sério. É obrigação de todo gamer e apreciadores de RPG jogarem essa maravilha.

Na primeira vez do jogo antes (ou mesmo depois de zerar) você pode acessar a primeira vez na luta contra o Culex, lembra dele?

Na sua primeira forma ele estará como era na edição de Mario RPG de 96… Quando vi isso eu tomei um balde de água fria, achei que ele era remasterizado, após derrotá-lo a porta que da acesso a sua localização desaparece e você nunca mais o vê. TODAVIA, após zerar o game, você consegue um item numa batalha mano-a-mano contra o querido Jonathan Jones, o boss tubarão em Sunken Ship.

Na batalha contra ele, você conseguirá a Super Shiny Stone e adivinhem… O retorno da porta misteriosa está lá e Culex novamente, TOTALMENTE REMASTERIZADO E COM NOVOS MEIOS DE BATALHA. MUITO MAIS DIFÍCIL – Chupa XXX e suas críticas ridículas – Isso foi mind blowing… um plot twist excepcional.

Super Mario RPG
Reprodução: Nintendo

Vale a pena jogar Mario RPG?

Obviamente que o apelo ao saudosismo existe, mas tratando-se de uma remasterização entrega melhorias na jogabilidade. Quem jogou o clássico tanto quanto eu conhece o jogo de trás pra frente e identificará todas as alterações existente em Super Mario RPG.

Ouso dizer que apenas com o trailer lançado 5 meses atrás eu quase chorei de alegria. Foi uma emoção muito forte que eu, um jovem rapaz de 36 anos, com filha e esposa, que acabei me emocionando com o trailer e ainda fiquei mais emocionado ao finalizar o jogo pela primeira vez.

LEIAM – Chrono Trigger | Uma viagem no tempo

Foi como voltar aos meus 9 anos de idade. Uma viagem no tempo em que eu vivia um mundo onde as coisas eram bem mais mágicas.

Super Mario RPG não é apenas um jogo, é um feitiço que te leva de volta a ano de 96  mas com um olhar no atual e nos faz reviver as maravilhas que o titulo reserva.

JOGUEM!!!

O post A minha história com Super Mario RPG apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/12/01/a-minha-historia-com-super-mario-rpg/feed/ 0
Primal Rage se torna atração em Campeonato de eSports https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/06/17/primal-rage-se-torna-atracao-em-campeonato-de-esports/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/06/17/primal-rage-se-torna-atracao-em-campeonato-de-esports/#comments Sat, 17 Jun 2023 15:13:47 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=14441 Primal Rage não é um jogo para qualquer um e as chances de encontrarmos alguém que jogue bem casualmente é difícil. Pensar em um nível profissional é quase impossível, pelo menos era o que eu pensava até maio desse ano quando o titulo foi uma das atrações no torneio Combo Breakers 2023. O evento aconteceu […]

O post Primal Rage se torna atração em Campeonato de eSports apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Primal Rage não é um jogo para qualquer um e as chances de encontrarmos alguém que jogue bem casualmente é difícil. Pensar em um nível profissional é quase impossível, pelo menos era o que eu pensava até maio desse ano quando o titulo foi uma das atrações no torneio Combo Breakers 2023.

O evento aconteceu em Maio desse na cidade de Chicago e como sempre, conta com diversos jogos de luta que varia entre novos e clássicos no torneio. Blood Roar entre outros já pintaram por lá, mas certamente o titulo que mais chamou a atenção de fato foi Primal Rage esse ano.

LEIAM – Trilogia Alone in the Dark | Assombração, mistério e ciências ocultas, e não é o programa do Fantástico nos anos 90!

Quem teve mesmo que um contato mínimo sabe bem do que estou falando, pois entender suas mecânicas de gameplay é algo que exige tempo, então ter a oportunidade de assistir alguém jogando o titulo realmente belo e direto da placa arcade original é incrível. Para nossa sorte o canal Tampa Never Sleep publicou o vídeo completo com os oitos finalistas lutando entre si e podemos assistir ao menos um pouco desse momento.

Os dois maiores campeões do torneio de Primal Rage foram os britânicos irmãos gêmeos Ketchup PND e Mustard PND,  que chegaram as finais onde se enfrentaram e apresentaram um verdadeiro show para todos os presentes na plateia.

Ketchup e Mustard PND

Os britânicos irmãos gêmeos que venceram o torneio são conhecidos por sua produção de conteúdo relacionado a Mortal Kombat entre outros jogos de luta. No caso aqui, entre outros jogos podemos adicionar Primal Rage que chegou a receber um vídeo destrinchando sua mecânica.

O vídeo não é novo, foi publicado a cerca de um ano a trás e é provavelmente um dos mais completos que você assistirá a respeito do titulo. Muito disso está ligado ao fato de que o duo conversou com Stephen Riesenberger, um dos envolvidos no desenvolvimento do jogo e isso possibilitou buscassem entender mais das ideias por trás da concepção do jogo – Só abrindo um parêntese aqui para dizer que Stephen posteriormente viria a trabalhar como produtor no jogo San Francisco Rush 2049 e designer no excelente, Darkwatch.

LEIAM – Shaq Fu | Relembrando o polêmico jogo

É preciso lembrar que o Primal Rage foi publicado em tempo que Mortal Kombat e Street Fighter dominavam os arcades, logo os desenvolvedores olharam para ambos os títulos, mas concentrando sua mecânica em quatro botões ao invés de seis e com o diferencial de que a intensidade com que se pressiona o botão determinaria como o personagem executaria o golpe especial.

O intuito era que os comandos fossem fáceis de executar, mas parece que nós jogamos o titulo de forma errada a vida inteira.

Primal Rage foi desenvolvido pela Atari Games e publicado em 1994. eu particularmente sempre adorei o design dos personagens e a ideia de controlarmos criaturas gigantes em uma combate de vida e morte, além do que, sou um apaixonado por stop-motion.

Usar disso para criar um jogo de luta é muito curioso, apesar de não ser pioneiro, afinal Clayfighter foi publicado em 1993 – Também outro jogo que tenho certo carinho – ele ainda conseguiu chamar a atenção por conta do seus fatalities e trilha sonora.

Imagem publicada no Twitter pelo perfil do Combo Breaker

O titulo também não deixou de receber algumas censuras por conta da sua violência e os fatalities que podíamos executar, e apesar de toda uma conturbada história, ver um titulo de 1994 receber um pouco da atenção é muito bom por conta de nos dar uma nova visão de um titulo que pra muito é esquecido.

Ketchup e Mustard PND relataram algumas vezes que Primal Rage é um dos seus jogos favoritos, e vê-los jogando nos mostra que isso é realmente real e não apenas conversar fiada de rede social. Talvez possamos dar uma nova chance ao Primal Rage.

Fonte: Timothy Pecoraro, PNDK&M, Tampa Never Sleep.

O post Primal Rage se torna atração em Campeonato de eSports apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/06/17/primal-rage-se-torna-atracao-em-campeonato-de-esports/feed/ 4
Digimon Adventure | Uma análise moderna – Parte 1 https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/04/30/digimon-adventure-uma-analise-moderna-parte-1/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/04/30/digimon-adventure-uma-analise-moderna-parte-1/#respond Sun, 30 Apr 2023 14:11:26 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=13798 ‘Digimon Adventure’ chegou ao Brasil, obviamente, em uma tentativa de puxar um pouco do sucesso de Pokémon. Com estreia no dia 1º de julho de 2000 pelo canal Fox Kids, e dois dias depois na Rede Globo, ‘Digimon Adventure‘, conseguiu replicar sim um pouco do sucesso dos outros monstrinhos, porém por outros motivos. Recentemente em […]

O post Digimon Adventure | Uma análise moderna – Parte 1 apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
‘Digimon Adventure’ chegou ao Brasil, obviamente, em uma tentativa de puxar um pouco do sucesso de Pokémon. Com estreia no dia 1º de julho de 2000 pelo canal Fox Kids, e dois dias depois na Rede Globo, ‘Digimon Adventure‘, conseguiu replicar sim um pouco do sucesso dos outros monstrinhos, porém por outros motivos.

Recentemente em meu canal pessoal na Twitch, assisti todos os 54 episódios da série original e, com olhar de um adulto, pude reviver aquelas memórias perdidas de mais de 20 anos atrás. Motivado por isso, fiz aqui no Arquivos do Woo uma série de matérias abordando um pouco de cada parte do anime e suas características mais marcantes.

Em alguns momentos, a comparação com Pokémon é inevitável. Porém aqui ela se faz útil para entendermos os motivos de Digimon ser tão parecido e ao mesmo tempo, tão diferente dos outros monstros que são de bolso ao invés de digitais.

Dito isso, vamos iniciar a primeira parte dessa viagem no tempo, analisando os arcos da série e seus personagens.

Créditos: Toei/Bandai.

Personagens e dinâmica

Estabelecendo que esse texto compara Digimon com Pokémon, pois ambos surgiram mais ou menos na mesma época, ambos nasceram de jogos e a premissa de ambos é parecida, vamos visualizar alguns pontos da série em relação aos monstros de bolso.

Apesar dos monstros em Digimon Adventure não serem capturáveis (especificamente nesse anime, vale dizer), a ideia de apresentar diversos monstros é similar, tendo como diferença principal o fato de termos sete protagonistas humanos com seus sete digimons (pelo menos no início), sem contar suas diversas evoluções, ao invés do trio composto por Ash, Misty e Brock, como era em 1999.

Não bastasse isso, mas seus monstros voltam a formas anteriores o tempo todo, diferentemente de Pokémon, onde mudanças de formas eram mais impactantes, já que uma vez evoluído, a forma anterior não era mais vista.

A ambientação também é um fator chave nessa comparação: Digimon começa no nosso mundo e vai para um ambiente estranho e hostil, enquanto que Pokémon se passa num mundo fictício e pacífico, onde os problemas e antagonismos de forma geral ocorrem de forma esportiva (desconsiderando Equipe Rocket).

Em Digimon, o peso de cada confronto parece maior, pois conceitos como morte, tristeza, sobrevivência são mais viscerais, pois o que está em jogo é justamente a vida dos protagonistas.

Créditos: Toei/Bandai.

Em Pokémon, todo episódio comum gira em torno da vontade de Ash de fazer algo – ir pra alguma cidade, enfrentar algum ginásio, etc. – e o resto dos personagens circula em torno dessa motivação inicial.

Por outro lado em Digimon, os digiescolhidos dividem o objetivo principal (voltar para casa), e cada um tem personalidade bem diferente, com essas vontades nem sempre combinando de maneira positiva, causando conflitos entre os protagonistas.

LEIAM – Spin-Offs de Yakuza | Parte 1 | Todos os que foram lançados no ocidente

Você nunca veria Ash brigando seriamente com Brock, mas em Digimon Tai e Matt (Taichi e Yamato, no original) caem na porrada pelo menos umas três vezes durante a série. Ambos têm os mesmos objetivos, mas Tai é mais explosivo e não pensa dois metros à frente sobre as consequências de suas ações, enquanto Matt se acha maduro e é arrogante de sua própria maneira.

Créditos: Toei/Bandai.

Matt é frio e calculista como um bom peak blinder, porém também tem um traço de individualismo que surge vez ou outra durante a série, principalmente em momentos onde não tem nenhum vilão e os roteiristas precisam criar algum conflitinho pra ter história no episódio.

Os outros personagens, mesmo que sem tanto destaque quanto os dois supracitados, têm personalidade bem definida:

  • Izzy é o garoto meio tímido que é o cérebro da equipe;
  • Mimi é mimada e odeia lutas;
  • Jo é o mais velho do grupo porém inseguro demais para assumir o protagonismo e isso o afeta negativamente;
  • TK é o irmãozinho do Matt e age como uma criança chata o tempo todo;
  • Sora é só… egoísta? Sério, essa personagem é péssima e trata seu digimon, Piyomon, como lixo a série inteira. É quase uma relação abusiva!
  • Kari é basicamente um macguffin e quando entra no grupo, ela perde o sentido dentro da história. Pelo menos é doce e trata seu irmão e Agumon muito bem. Vai futuramente dividir o protagonismo com TK em Digimon 02.

Os digimons principais

E mais uma vez vamos para a comparação com os Pocket Monsters: lá na franquia da GameFreak, temos animais normais que soltam poder e nada mais. O Pikachu de Ash talvez tenha uma personalidade mais definida depois de 200 anos de anime, mas os outros apenas falam seu próprio nome e é sobre isso. Evidente que temos algumas exceções como o Charizard do Ash e o Victrebell de James, mas entre os Pokémons que não falam, não há muito espaço para visualizar algum tipo de personalidade mais colorido.

Já em Digimon, 99% dos bichos falam; desde os protagonistas até os digimons que tacam bosta uns nos outros (Numemon, eu te amo).

Créditos: Toei/Bandai.

Assim, a série tem 14 protagonistas com mais dois se juntando ao fim, e é necessário que todos se desenvolvam e tenham uma dinâmica boa, não só com seus parceiros humanos, mas uns com os outros.

Em Digimon Adventure isso funciona muito bem! Fico surpreso como Agumon e Gabumon são ÓTIMOS personagens, enquanto que os outros complementam e ajudam bastante seus parceiros (ou nem tanto).

Indo na mesma ordem dos humanos, vamos falar um pouco sobre cada um:

  •  Agumon (Tai): é impulsivo assim como seu parceiro. Apesar de ser um mini-dinossauro, ele age quase como um pitbull, atirando chama-neném no primeiro sinal de fumaça. Ele é basicamente um Tai que fala grosso e é um bom parceiro pro protagonista, pois ambos parecem realmente crianças impulsivas.

    Créditos: Toei/Bandai.
  •  Gabumon (Matt): Gabumon entende a personalidade chata e marrenta de seu amigo humano, dando até esporro nele nas vezes em que ele é estúpido com seus amigos. Porém, eles nunca se abandonam. Tem um momento lá pro final em que Gabumon sabe que o Matt tá fazendo merda, mas se emociona ao lado dele dizendo que vai apoiá-lo sempre. Na minha opinião é o MELHOR digimon protagonista dessa temporada.

    Créditos: Toei/Bandai.
  •  Tentomon (Izzy): É um inseto barulhento que funciona (ou tenta) como alívio cômico. A dublagem ajuda bastante nesse quesito, pois suas falas são mais soltas e com algumas gírias. Fora isso, ele tenta ajudar o Izzy a ser mais solto e menos tímido.

    Créditos: Toei/Bandai.
  •  Palmon (Mimi): é completamente submissa à Mimi, e funciona como a amiga feia da sua parceira humana. É uma relação bem fodida, pois em várias partes temos a Mimi dizendo na cara da Palmon o quanto ela é feia. E qual a reação da digimon sobre isso? Digivolver pra uma forma bonita e ganhar a aprovação de sua “amiga”. É… só não é pior que a relação da Sora com a Piyomon.

    Créditos: Toei/Bandai.
  • Gomamon (Jo): o digimon mais esquecido e com pouca personalidade. Ele não faz contraponto ao Jo em momento algum, e normalmente só serve de meio de transporte quando evolui. Quase esqueci dele ao fazer esse texto, e tive que voltar pra reeditar quando vi que estava esquecendo alguém!

    Créditos: Toei/Bandai.
  •  Piyomon (Sora): Sora é super-egoísta. Ela não liga para seus amigos e por vários momentos do anime, não liga para seu digimon. Piyomon, por sua vez, só fica gritando “Sora….” com aquela voz da Luluzinha. É bem triste essa relação, pra ser sincero. Fora isso, o anime reusa a mesma animação de Birdramon (sua evolução) para todo ataque dela, só mudando o fundo (lol).

    Créditos: Toei/Bandai.
  •  Patamon (TK): Patamon é fraquinho e é tão infantil quanto seu parceiro criança. Eles brigam o anime todo mas sempre voltam a amigar. Sua evolução, Angemon, existe basicamente para ser o deus ex machina que fecha arcos com estilo.

    Créditos: Toei/Bandai.
  •  Tailmon (Kari): Também chamado pelo engraçado nome de Gatomon nas versões em inglês. A dublagem a chama pelo masculino, mas é canonicamente fêmea, até porque sua evolução é a Angewomon. Começa como vilã mas vira a chave de uma hora para a outra. Sua relação com a Kari é pouco explorada pois ambas surgem bem no final da série, e pra ser sincero, elas não combinam. Talvez Tailmon fosse uma ótima parceira para a Sora, já que ambas são meio pau no cu.

    Créditos: Toei/Bandai.

 

O primeiro arco – Ilha Arquivo / Devimon (episódios 1 ao 13)

Em Digimon Adventure, somos apresentados às sete crianças que dividem o protagonismo que em suas férias de verão de julho de 1999, acabam sendo transportadas para outro mundo, onde conhecem seus respectivos parceiros digimons.

Depois de alguns episódios enfrentando monstros do dia — como de costume para esse tipo de anime — as crianças descobrem o primeiro vilão da série: Devimon.

Esse ‘digimau‘ (como a dublagem comicamente chamava) tem um design que fez as mães crentes baterem em muitos filhos e tem como objetivo… dominar o Digimundo e matar os digiescolhidos.

Não é um roteiro inicial muito caprichado, porém funciona para os objetivos da Toei, que era apresentar monstrinhos e vender brinquedos.

Créditos: Toei/Bandai.

No fim, o digimon de uma das crianças resolve a briga com Devimon com um único golpe. Isso é engraçado pois após rever a série agora com olhos de adulto, eu sinto que essa luta durou muito menos do que pareceu durar 20 anos atrás.

Resumindo: o primeiro arco da história serve como forma de introduzir os personagens e os conceitos, então a profundidade e desenvolvimento dos personagens e dos vilões fica em segundo plano.

Porém mesmo assim, o tom dramático com toques de humor é definido nesse arco. Continuando a comparação com Pokémon do início do texto, temos uma série com mais “peso”, que mesmo com episódios desconexos com “monstros do dia”, temos sempre um momento meio dramático e uma divisão boa do tempo dos episódios para sempre mostrar um pouco da personalidade de cada protagonista.

O segundo arco – Etemon (episódios 14 ao 20)

Após a derrota de Devimon, um holograma com a voz do Scooby-Doo aparece: É Gennai, um velho aparentemente humano, que explica a eles que são os digiescolhidos e que precisam atravessar para o continente Saba, achar os brasões que vão ajudá-los a evoluir mais e derrotar os digimons malignos de lá.

Uma curiosidade: a dublagem chama o lugar de “Saba” mas na verdade o lugar se chama “Server” (de servidor, sabe?). Isso é reflexo de uma tradução que provavelmente misturou textos em inglês e japonês, mas isso será tratado em outro texto.

Créditos: Toei/Bandai.

Aí vemos que existe uma mudança de objetivo. No primeiro arco de Digimon Adventure, as crianças estão apenas perdidas, reagindo ao que acontece ao redor delas, sem saber muito bom para onde ir ou como sair dali. Já neste arco, elas entram na ideia de realmente ajudar o digimundo e absorvem seu papel como “escolhidos”.

LEIAM – OTXO | Hotline Miami em preto e branco

Obviamente que de início, elas entram em conflito: Jo preferia ficar na Ilha Arquivo e “esperar ajuda” (ele realmente acha que tá em Paquetá e não em outro universo), enquanto os digimons desejam ficar mais fortes para ajudar seus colegas.

Como as crianças não têm muito o que escolher, já que não existe um caminho pra casa, elas decidem seguir para o novo continente.

Créditos: Toei/Bandai.

Aqui neste arco é onde as crianças começam a tentar entender as mecânicas do universo em que estão:

“Por que os digimons evoluem?”, “Como eles fazem isso?”.

Isso permeia todos os episódios dessa fase, com as crianças passando por provações que fazem com que elas encontrem seus brasões.

Um destaque dessa saga é o episódio onde Tai resolve ser super-babaca por razão alguma, forçando Agumon a evoluir com seu brasão da Coragem.

Isso dá muito errado. Agumon se torna Skullgreymon e começa a atacar todo mundo, antes de voltar para sua forma básica, Koromon. Esse episódio baixa a bola de Tai por um bom tempo, e ele aprende que “coragem” não significa ser “marrento”, e serve como exemplo para todos os outros.

Créditos: Toei/Bandai.

Izzy também evolui muito nesse arco, e é o personagem usado para entender mais sobre a lore do digimundo. Com a ajuda de Gennai – que se prova ser uma espécie de Mestre dos Magos – Izzy descobre mais sobre a língua usada no digimundo e sobre como os dois mundos estão conectados.

O vilão do arco, Etemon, é completamente oposto a Devimon. Ao invés de dark, temos um vilão bobão que canta no karaokê e fala com uma voz meio mongoloide.

Não tem muito o que falar sobre ele pois nos sete episódios onde ele aparece inicialmente, pouco se desenvolve. E no fim do arco, ele desaparece e só volta no final do anime como um adversário menor! Portanto, vamos ao próximo arco.

Digimon Adventure
Créditos: Toei/Bandai.

O terceiro arco – Miyotismon (episódios 21 ao 39)

Pelo número de episódios de Digimon Adventure, vemos que este arco é o maior da série.

Começamos o arco com Tai e Agumon sendo transportados para o mundo real. Temos então um dos episódios mais bem dirigidos e animados da série.

Estávamos acostumados com os tons coloridos do digimundo, então a direção do anime resolveu colocar o mundo real de maneira menos brilhante, com tons mais suaves e “naturais”. O traço dos personagens traz um pouco mais de realismo, provavelmente com a intenção de dizer que eles realmente estão em um lugar normal e real.

Esse é o episódio 21, e tem esse tom diferente pois foi o único dirigido por Mamoru Hosoda, que viria a dirigir também os dois filmes da série.

Digimon Adventure
Note a diferença na direção de arte e a paleta de cores mais suave.

 

Aí que conhecemos a irmã de Tai, Kari, uma menina muito calminha que terá um papel mais importante à frente. Enquanto isso, os outros digiescolhidos continuaram no digimundo, sofrendo assédio de um digimonzinho chamado PicoDevimon, que tenta ser a cobra de Adão, perturbando as ideias dos personagens para tentar separá-los.

Digimon Adventure
Créditos: Toei/Bandai.

O que descobrimos também é que essa bolinha voadora trabalha para um Digimon obscuro, que mais tarde viríamos a saber que é o vilão desse arco: Miyotismon (nome americano de Vamdemon. A dublagem mistura as traduções e isso é um negócio pra tratarmos depois).

Após um dia no mundo real, Tai percebe que tem que voltar para ajudar seus amigos. Porém, o tempo passa muito mais rápido no digimundo por alguma razão não explicada. Assim, quando Tai volta para o mundo digital, passaram-se vários meses e todas as crianças estão separadas.

Aqui temos vários episódios onde as crianças agem individualmente tentando descobrir mais sobre seus brasões e o paradeiro de seus amigos. Tai consegue voltar e unir todos, e assim eles vão tentar enfrentar o vilão da vez.

Créditos: Toei/Bandai.

No fim dessa parte, as crianças invadem o castelo de Miyotismon e conseguem achar uma porta para que todos voltem – com seus digimons – para o mundo real! Mesmo sem derrotar o vilão novamente, terminamos mais uma parte.

O objetivo agora: encontrar o oitavo digiescolhido, necessário para salvar ambos os universos.

No mundo real, somos apresentados a história de Tailmon, uma serva de Miyotismon que eventualmente descobre ser a digimon do oitavo digiescolhido. Depois de passar um tempo no Japão procurando pela oitava digiescolhida junto dos outros asseclas de Miyotismon, ela finalmente encontra a oitava criança que, para surpresa de ninguém, era Kari, a irmã de Tai.

LEIAM – Scars Above | Review | A Nova Adição ao Universo Sci-Fi

Tailmon se sente atraída e comovida por finalmente pertencer à algum lugar e muda de lado sem pensar duas vezes.

As crianças também descobrem isso, tudo enquanto digimons invadem o Japão e começam a causar bagunça pelo país. Assim, finalmente temos todos os oito digiescolhidos juntos de seus digimons pela primeira vez.

Essa parte no Japão é o ápice do anime. Com episódios onde digimons MORREM, drama como os pais separados de Matt e TK tendo que se reconciliar para ajudar seus filhos, além de um episódio que gira em torno de um adulto dando em cima da Sora e da Mimi (?).

Créditos: Toei/Bandai.

São temas um pouco pesados e maduros para um anime infantil, mas que mostram que os roteiristas não queriam fazer uma história básica apenas para vender brinquedos.

No fim, Miyotismon reaparece, as crianças o vencem numa batalha épica e temos o que pra mim, deveria ser o fim do anime.

Porém, a ganância da Bandai dizia que tinham que fechar 54 episódios, então as crianças VOLTAM para o digimundo para enfrentar o que se descobre ser os verdadeiros vilões da história: os famigerados MESTRES DAS TREVAS.

O quarto e último arco – Os famigerados MESTRES DAS TREVAS (episódios 40 ao 54)

Como as crianças ficaram muito tempo no mundo real, ao voltar para o Digimundo elas veem que se passou MUITO TEMPO, e os mestres das trevas fizeram uma bagunça federal.

Todos os lugares meio que foram absorvidos numa torre chamada Montanha Espiral. Seus amigos digimons, ou morreram ou foram capturados.

As crianças se separam para procurarem pelos vilões (uma decisão scooby-doozesca demais, eu diria). Cada uma enfrenta um dos mestres das trevas, e aos poucos todos vão sendo vencidos, até que o último, Apocalymon, é derrotado com o incrível e conhecido “poder da amizade“.

Créditos: Toei/Bandai.

No fim da história, os digiescolhidos restauram os lugares do digimundo, incluindo a já icônica e três-vezes heroica, Ilha Arquivo, onde tudo começou.

Todos entram em um trenzinho que vai levá-los de volta ao mundo real, sobe a música de abertura (que vai variar de acordo com a versão que você está assistindo), o chapéu da Mimi voa e temos um final emocionante, com as crianças se despedindo de seus amigos digitais. Pelo menos por hora.

Digimon Adventure
Créditos: Toei/Bandai.

Conclusão

Digimon Adventure é um anime relativamente curto, com apenas uma temporada contando a mesma história com os mesmos personagens. Ficou marcante no Brasil e isso será abordado mais à frente em futuros textos sobre a série, mas temos como ver a personalidade colocada pelos roteiristas.

Obviamente que o roteiro tem falhas, principalmente no último e maçante arco, mas tudo que o precede é interessante, mesmo que você seja apenas um adulto procurando reviver uma memória antiga.

Nem abordei no texto as mecânicas como as digievoluções e as músicas, pois elas sustentam o roteiro em diversos pontos onde a peteca poderia facilmente cair devido a falta de urgência em alguns episódios.

As músicas serão tratadas mais à frente em outras partes, portanto fiquem tranquilos que sim, eu vou falar de Butter-Fly e sobre Angélica.

Já sobre o ritmo e a temática geral, em nenhum momento eu me senti assistindo algo muito infantilizado e pelo contrário: na verdade, a sensação de todos os streamings onde assisti online com os amigos foi de como o roteiro se provava maduro.

Com 54 episódios, “Digimon Adventure” é o tipo de anime que é considerado clássico tanto no ocidente como no Japão, tanto que em 2020, ganhou uma espécie de remake, mas que não atraiu a mesma atenção que o original.

Além disso, temos dois filmes feitos na época (que se tornaram um só no ocidente), a série de filmes Digimon tri e o mais recente Last Evolution Kizuna, que fecha a história dos primeiros digiescolhidos que ganharam série para tv.

__________________________________

Digimon Adventure está atualmente disponível dublado em português através do horrível serviço Globoplay. A imagem é sub-HD, sem opção de áudio original e com abertura cantada pela Angélica.

Esse texto usou como base:

  • Conhecimento pessoal depois de assistir a série inteira esse ano;
  • Esse maravilhoso texto resumindo toda série (em inglês): https://www.unsupervisednerds.com/reads-full/2020/8/5/digimon-1999-revisited-devimon-arc;
  • A wikia/fandom de Digimon para consulta de nomes e imagens: https://wikimon.net Digimon AdventureDigimon Adventure

O post Digimon Adventure | Uma análise moderna – Parte 1 apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/04/30/digimon-adventure-uma-analise-moderna-parte-1/feed/ 0
Fui entrevistado pelo canal do @Tandrilion https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/03/16/fui-entrevistado-pelo-canal-do-tandrilion/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/03/16/fui-entrevistado-pelo-canal-do-tandrilion/#respond Wed, 16 Mar 2022 23:41:54 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10383 Sendo bem realista, não me considero uma pessoa interessante o suficiente para render em lives, mas sempre fico muito feliz com a possibilidade de participar no canal de amigos e colegas. Depois de ter sido entrevistado pelo grande Moacir do canal RICAOM PODCAST, agora fui convidado a bater um papo com o Sandro do canal […]

O post Fui entrevistado pelo canal do @Tandrilion apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Sendo bem realista, não me considero uma pessoa interessante o suficiente para render em lives, mas sempre fico muito feliz com a possibilidade de participar no canal de amigos e colegas.

Depois de ter sido entrevistado pelo grande Moacir do canal RICAOM PODCAST, agora fui convidado a bater um papo com o Sandro do canal Tandrilion. Foi uma prosa bem divertida e com diversos percalços técnicos, desde oscilação de energia a gata batendo no pedestal da ring light.

Confiram abaixo a entrevista e não deixem de se inscrever no canal do Sandro!

O post Fui entrevistado pelo canal do @Tandrilion apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/03/16/fui-entrevistado-pelo-canal-do-tandrilion/feed/ 0
Por que decidimos falar sobre videogames? https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/12/31/por-que-decidimos-falar-sobre-video-games/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/12/31/por-que-decidimos-falar-sobre-video-games/#comments Fri, 31 Dec 2021 23:58:57 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=9629 Faz algum tempo que venho escrevendo aos poucos no celular este texto, dentre os breves momentos sozinhos. Que são bem poucos. Mas não é a primeira vez que faço isso, outros textos foram escritos desse modo ao ter alguma ideia que achará interessante. O motivo é que gosto de produzir conteúdo. Gosto de o fazer […]

O post Por que decidimos falar sobre videogames? apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Faz algum tempo que venho escrevendo aos poucos no celular este texto, dentre os breves momentos sozinhos. Que são bem poucos. Mas não é a primeira vez que faço isso, outros textos foram escritos desse modo ao ter alguma ideia que achará interessante.

O motivo é que gosto de produzir conteúdo. Gosto de o fazer quando quero, quando realmente me sinto bem em falar a respeito sobre um determinado jogo ou filme que o tenha visto. O que não aconteceu após eu assistir Homem-Aranha: Sem volta pra Casa, mas fora isso, a sensação de obrigação em entregar algo sempre foi incomoda.

LEIAM – Não importa a plataforma, divirta-se!

Isso fez com que eu me sentisse menos afim de produzir conteúdo, porque não estava jogando nada que me interessava.

Cheguei a cogitar dar um tempo com tudo, até porque o trabalho realmente tem me desgastado muito mentalmente. E quanto aos jogos, nem posso dizer que faltou títulos, pois conto com vários consoles e jogos, então me perguntei?

Reprodução/ Internet

Por que decidimos falar sobre Vídeo Games?

Eu adoro vídeo games e por várias vezes falei sobre como foram muito importantes em minha infância. Porém, enquanto adulto eu percebi que estava buscando reviver um pouco da sensação boa que sentia com os jogos, mas isso não conseguia sentir mais no processo.

Criei um blog, passei a falar sobre jogos velhos, me deparei com pessoas que tinham essa mesma paixão, mas durou pouco. Isso passou. Hoje as coisas mudaram e continuaram sempre mudando, afinal o tempo é implacável com tudo, mas eu quero falar menos e me dedicar mais ao meu filho, até mesmo jogar com ele.

Claramente não deixarei de compartilhar minhas experiências, afinal foi por isso que criei um espaço na internet. E como devem ter notado temos o mais variado tipo de jogo por aqui, e não nos preocupamos em jogar jogos que a massa está hypando.

Simplesmente temos analises de jogos velhos, novos e títulos que certamente o Geovane deve ter se arrependido de ter comprado, mas ele foi lá e o fez, e compartilhou sua experiência conosco.

Mas qual seria a força motora do site, porque continuo falando sobre vídeo games?

Vídeo Games
Foto de Francesco Ungaro no Pexels

Continuaremos!

Graças ao site desenvolvi laços duradouros, alguns poucos amigos e colegas que estão há 10 anos em contato comigo. Ou seja, decidimos falar sobre vídeo games e seus jogos, porque realmente amamos esse hobbie e temos isso em comum.

Não tenho um site popular, de fato, mas assim como o Tony disse recentemente durante uma conversa que tivemos  “fico feliz de produzir conteúdo para os meus amigos, aqueles que importam estão vendo.” ou quase isso, busquei de cabeça a frase. Não poderia concordar mais com ele, pois é basicamente isso que sinto hoje quanto ao site.

Gosto muito quando alguém me procura por e-mail ou mensagens perguntando coisas relacionadas ao site. Isso inspira a continuar. Por isso continuamos o fazendo enquanto temos folego para tal, e agradecemos a todos os amigos, colegas e leitores que tem sido o combustível que nos levou aonde estamos hoje.

São 10 anos produzindo conteúdo da forma mais genuína e sincera possível, e fico feliz de ter amigos ao meu lado contribuindo para isso.

Com isso eu quero apenas dizer: Obrigado, e que 2022 seja um ano muito melhor para todos nós. Que todos nós possamos nos tornar pessoas melhores.


Observação: O texto autoral não reflete a opinião do veículo

O post Por que decidimos falar sobre videogames? apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/12/31/por-que-decidimos-falar-sobre-video-games/feed/ 4