Arquivos Love³ - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/love³/ Um pouco de tudo na medida certa Wed, 13 Jan 2021 22:32:48 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Love³ - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/love³/ 32 32 O que eu joguei em 2020 | Geovane Sancini https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/01/13/o-que-eu-joguei-em-2020-geovane-sancini/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/01/13/o-que-eu-joguei-em-2020-geovane-sancini/#comments Wed, 13 Jan 2021 22:01:43 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=6600 Esse ano de 2020 foi pra se esquecer, muita coisa aconteceu, o mundo mudou, mas uma coisa não mudou… A minha paixão por videojogos. Sim, teve a pandemia, mas não é como se muita coisa tivesse mudado para mim (exceto nas raras ocasiões onde eu saía, eu precisava usar a máscara), já que eu estava […]

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Esse ano de 2020 foi pra se esquecer, muita coisa aconteceu, o mundo mudou, mas uma coisa não mudou… A minha paixão por videojogos.

Sim, teve a pandemia, mas não é como se muita coisa tivesse mudado para mim (exceto nas raras ocasiões onde eu saía, eu precisava usar a máscara), já que eu estava em casa desde 2018.

Então eu zerei bastante jogos, não vou lembrar exatamente de todos porque eu parei de contar, mas confiram a lista do que eu joguei em 2020.

Persona 5 (PS4)

Não foi exatamente a primeira vez que finalizei Persona 5, havia feito isso em 2019, mas fiz um New Game+ logo no começo de 2020, porque não tem coisa melhor que chutar o rabo de todo mundo com as melhores fusões. Persona 5 é um excelente jogo, e não por acaso é meu jogo favorito ever.

Não, não é exagero.

Fist of the North Star: Lost Paradise (PS4)

Aproveitei uma promoção onde o jogo estava com 75% de desconto para finalmente comprar o Yakuza de Hokuto no Ken.

Tendo apenas o início do jogo como reprodução da obra original, com partes do roteiro original adaptadas em torno de um local fictício (para a série), o jogo entrega diversão ao estilo Yakuza para os fãs de Hokuto no Ken.

Se o jogo tem um problema, é um em geral da série Yakuza, onde o ritmo do jogo fica maçante nos últimos 20% do jogo, mas ainda assim é um jogo bem divertido e vale a pena.

Mighty Morphin Power Rangers: Mega Battle (PS4)

O que joguei

Tudo o que você precisa saber sobre esse jogo, que ficou exclusivo nos consoles, é que ele é chato pra cacete.

Fracassa como beat’em up e fracassa como jogo dos Power Rangers. Se você tiver a oportunidade de jogá-lo, evite.

Pac-Man Arrangement (GBA)

O que joguei

Eu descobri esse jogo completamente por acaso quando narrei a Summer Games Done Quick 2020 e precisei cobrir um tempo de quinze minutos entre duas runs que não havia comentarista no restream. É uma variação interessante e divertida de Pac-Man e dá um tempo de jogatina interessante. Eu recomendo bastante.

Sonic Advance 2 (GBA)

O que joguei

No Game Boy Advance, é o melhor Sonic, se é o melhor Sonic portátil, é discutível. Mas é um dos melhores, com gráficos e jogabilidade afiadíssimos, pena que a trilha sonora de GBA… Er, quanto menos eu falar sobre meu desgosto com música do GBA, melhor.

Power Rangers Wild Force, Ninja Storm, Dino Thunder e S.P.D. (GBA)

O que joguei

Dos jogos de Power Rangers no Game Boy Advance, Ninja Storm é o melhor e cada jogo é único em si, mas isso não significa que eles são memoráveis. São passatempos rápidos pra uma tarde. Coloquei os quatro num único item pra economizar linhas porque eu não sei se conseguiria falar muito sobre eles.

112th Seed (PS4)

O que joguei

112th Seed é um índie brasileiro que foi portado dos celulares para os consoles pela publisher EAST ASIA Soft. É uma mistura de puzzle com plataforma que vai fazer o jogador fritar o cérebro, especialmente se ele for burro feito eu (frase essa que quem leu meus reviews de Metamorphosis e do próprio 112th Seed já conhece). Uma diversão rápida pra quem curte o gênero.

Blaster Master Zero (PS4)

O que joguei

Fantástico remake/reboot do clássico do NES, e tive a honra de apresentar uma speedrun na última Brazilians Against Time. Com controles refinados e gráficos lindos, é um jogo que vai fazer você penar pra conseguir o final verdadeiro (e passar por um certo ponto do jogo).

Blaster Master Zero 2 (PS4)

O que joguei

Ao contrário do BM Zero, que é correlacionado ao Blaster Master original, BM Zero 2 não tem nada a ver com o horrendo Blaster Master 2, sendo uma continuação direta de BM Zero. Com um escopo muito maior, e sendo mais leniente em relação ao true ending, é um jogo tão bom quanto seu antecessor.

Bloodstained: Curse of the Moon (PS4)

O que joguei

Vergonha pro Sancini. Apesar de ter comprado o jogo um milênio atrás, só fui terminar mesmo (true ending da segunda campanha) logo depois de eu ter terminado o segundo jogo.

Depois de comer o diabo que o pão amassou no Curse of the Moon 2, a etapa final de Curse of the Moon foi um passeio no parque.

Você sabe que o estresse é grande quando uma etapa dificílima é chamada de passeio no parque.

Bloodstained: Curse of the Moon 2 (PS4)

O que joguei

Eu sou um hipócrita. Quando vi o preço de lançamento de Curse of the Moon 2, eu disse: “vou esperar uma promoção, 61,50 tá caro”.

Na semana seguinte eu comprei o jogo. Enfim, CotM 2 melhora muitas coisas de seu antecessor… E aumenta a dificuldade, o que pra alguém que sempre foi um pereba em Castlevania clássico (ou Castlevania em geral, ou em videogames no geral) é uma tormenta. E olha que estamos falando da dificuldade mais baixa.

Gal*Gun: Double Peace (PS4)

O que joguei

É um híbrido de visual novel e on-rail shooter dos mesmos criadores da série Gunvolt, o que diz muito sobre a versatilidade da Inti Creates, é um jogo bobinho e você vai passar parte do playthrough rindo dos absurdos. E só depois de jogá-lo, eu entendi o boss de Gal Gun que está em Mighty Gunvolt.

F1 2019 (PS4)

O que joguei

Uma das coisas que a pandemia fez, foi cancelar todos os esportes no momento de pico, o que levou muitos fãs de automobilismo a assistirem a corridas virtuais, e essas corridas levaram a muitos comprarem os jogos.

Admito, que faltando um mês pro lançamento do F1 2020, só comprei o F1 2019 porque estava em promoção por 75 reais.

Valeu a pena, e passei horas e horas dirigindo. Pena que joguei meu progresso no lixo quando saiu o F1 2020.

F1 2020 (PS4)

O que joguei

Eu falei tudo o que tinha pra falar sobre o F1 2020 na mega análise que fiz do jogo. Resumindo: Se você é fã de F1, compre o jogo (ou dependendo do preço, algum dos anteriores).

Kotodama: The 7 Mysteries of Fujisawa (PS4)

O que joguei

Um híbrido de visual novel e puzzle 3-match… Onde eu já vi isso? Ah sim, Hunie Pop! O jogo é um clone de Hunie Pop, sendo que enquanto Hunie Pop é mais viciante com seus puzzles, Kotodama tem o lado visual novel melhor executado. Compre em uma promoção.

Megadimension Neptunia VII (PS4)

O que joguei

O mais recente episódio canônico da série Neptunia. Eu já havia terminado ele algumas vezes, mas tenho sempre que voltar a jogá-lo por conta de meu trabalho como speedrunner. É um RPG bem divertido.

Megadimension Neptunia VII-R (PS4)

“Remake” de Neptunia VII, comprei em uma promoção. E a despeito das melhoras gráficas e do modo VR (que não precisa de óculos VR e é mais inocente do que você pensaria), a jogabilidade sofreu uma leve perda, ficando mais difícil e com sistemas mais complicados.

Milo’s Quest (PS4)

Indie BR que saiu para consoles este ano. É um jogo meio puzzle, meio adventure bem simpático, que não tenta ser além do que é. É básico e dá pra divertir, além de ser uma platina rápida.

Nekopara Volumes 0, 1, 2, Extra, 3 e 4 (PS4 e PC)

Não dá pra negar que eu curto Nekopara, é uma série simples sobre o crescimento e amadurecimento das gatinhas dos Minaduki.

O quarto volume dá um giro de 180 e o foco principal é no crescimento do próprio Kashou, a análise do volume 4 sai em breve, eu só preciso terminar a versão +18 do jogo. (Obrigado Chora_BR pelo Nekopara Volume 4 BTW).

Omega Quintet (PS4)

É um RPG típico da Compile Heart, então espere cutscenes no estilo visual novel e requerimentos ultra específicos para fazer o True Ending.

A temática dele é de idol com os trajes das personagens lembrando um pouco Sailor Moon. Não vai mudar sua vida, mas não é ruim. O rejoguei, mais uma vez, por conta de speedruns.

Phantom Breaker: Battlegrounds – OVERDRIVE – (PS4)

Beat’em up spin-off do jogo de luta Phantom Breaker, ele utiliza o sistema de planos (como em Guardian Heroes) e os gráficos lembram um pouco Scott Pilgrim.

A princípio ele pode ser difícil por conta do sistema de níveis, mas depois que se pega a prática, é um jogo divertido. Outro que rejoguei por conta de speedruns.

Sigi – A Fart for Melusina (PS4)

Imagine um jogo que tem influências de Super Mario World, Donkey Kong Country e Ghouls and Ghosts.

Agora imagine que esse jogo não faz nada disso direito. Esse é Sigi: A Fart for Melusina, um platformer indie que a não ser pela gimmick dos peidos, é um jogo esquecível. Não é uma catástrofe, só é esquecível. Rejogado para speedruns.

Mighty Gunvolt (PS4)

Mighty Gunvolt foi o primeiro jogo que apresentei em uma maratona internacional e numa nacional. É um jogo mega simples, com cinco fases e três personagens selecionáveis.

A versão de PS4 só está disponível no Japão, mas você pode aproveitar a versão de PC no Steam. É uma diversão curta e barata. Novamente, rejogado para speedruns.

King of Bali (PC)

Tudo o que tinha pra falar sobre esse pedaço de bosta, falei no meu texto de Máscara Ômega.

.hack//G.U. Last Recode (PS4)

Versão remasterizada da trilogia .hack G.U., no geral, três jogos divertidos e com pequenas melhorias que podem fazer valer a pena a compra numa promoção.

Ah, o jogo vem com um quarto volume, que funciona como um epílogo e adeus ao mundo de G.U.

Croixleur Sigma (PS4)

É um jogo indie japonês com um ritmo bem veloz, e só recentemente consegui chegar ao final verdadeiro dele. É divertido, mas muito punitivo. Disponível também para Vita e PC.

Guacamelee! 2 (PS4)

Guacamelee! 2 é mais do mesmo em relação ao primeiro jogo, tanto para o melhor (já que muitos aspectos do primeiro jogo são melhorados), quanto para o pior, já que assim como o primeiro Guacamelee!, a dificuldade do jogo aumenta absurdamente no trecho final do jogo, culminando numa boss battle final broxante.

E os requerimentos para o True Ending, assim como no jogo anterior, são pra causar úlcera.

Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning (PS4)

Kingdoms of Amalur tem um universo interessante e muitas coisas legais. A jogabilidade é firme, apesar das falhas e o remaster tem loadings irritantes, mas no geral, uma experiência positiva, apesar dos gráficos datados.

LEIAM – Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning | Re-Remaster [CARREGANDO…] da-datado?

Espero que a THQ traga mais desse universo, de maneira melhorada.

Dogurai (PS4)

Dogurai é um jogo brasileiro simples e objetivo. Ele tem algumas falhas de design que tiram um pouco do brilhantismo, mas no geral não faz feio.

LEIAM  – Dogurai | Indie brazuca bom pra cachorro | Arquivos do Woo

Exceto a musica repetitiva e algumas paletas de cores escolhidas pras fases que irritam. Não é ruim, mas podia ser melhor.

Nippon Marathon (PS4)

Quatro palavras pra definir Nippon Marathon: ESSE JOGO É FEIO.

Woodle Tree Adventures (PS4)

Esse jogo havia me deixado com trauma no PC, agora ele pode me causar trauma em 1080p no PS4. HOORAY!

Esse jogo continua tão ruim quanto no PC. leiam aqui.

Ramen no Oujisama (PC)

Eu acompanho o desenvolvimento dessa visual novel desde 2016, ou 2017, e recentemente saiu uma atualização que traz uma rota secreta que todos pediam (mas ainda está com poucos capítulos concluídos).

Eu fiz uma thread no twitter ranqueando as rotas do jogo e uma análise da versão semi-mais recente aqui. Recomendo a novel, principalmente porque ela é gratuita.

Love³ (PC)

Love cube é uma novel típica da Nekoworks, então espere encontrar personagens adoráveis, e também espere encontrar cenas adultas como as de Nekopara. Você pode ler minha análise para saber o que penso do jogo.

Mortal Shell (PS4)

Quero saber o que eu fiz pro Diogo jogar todo souls-like que chega pra gente analisar no meu colo, porque eu sou um pereba no gênero.

Enfim, Mortal Shell é um jogo interessante, e apesar do combate ser desajeitado, pode acabar agradando.

LEIAM – Mortal Shell precisa de um modo easy urgentemente

O sistema de shells dele substitui as tradicionais builds iniciais de um Dark Souls da vida, e você pode ler a minha análise pra saber mais sobre ele.

Metamorphosis (PS4)

Brain does not work (error 404 Sancini Brain not found)

Pixel Devil and the Broken Cartridge (PS4)

Imagine um jogo que tem influências de Mega Man, DuckTales e Quackshot. Agora imagine que esse jogo não faz nada disso direito. Esse é Pixel Devil and the Broken Cartridge, um platformer indie… “Peraí, Sancini, você copiou e colou isso do Sigi, não foi?”

Exato, voz da minha cabeça! E não foi só pra poupar tempo de escrever uma piada diferente, mas enfim. Ao contrário de Sigi, Pixel Devil é ruim, além de esquecível.

Oral Lessons with Chii-chan (PC)

Eu conheci o jogo por causa dos OVA’s baseados nele que foram lançados anos atrás. E é uma novel decente e mostra de quantas maneiras diferentes uma menina pode te dar prazer sem haver sexo em si…

É tudo o que posso dizer, além de: Leia minha análise da novel.

Em um momento pessoal: Na busca por imagens para esse artigo, na busca do Duck Duck Go, haviam lá imagens do nosso review.

Project Cars 2 (PS4)

Outro daqueles jogos que só comprei porque estava numa promoção.E honestamente, Project CARS 2 é uma caixinha de sortidos em termos de dirigibilidade.

Alguns carros são tranquilos de se dirigir, enquanto que outros, digamos que eu já encontrei caixas de sapato mais fáceis de pilotar. (E sim, essa é uma referência a uma análise antiga do meu blog do Burnout de Nintendo DS). Não sei se eu recomendaria.

Uncharted: Drake’s Fortune (PS4)

Ao mesmo tempo em que reconheço que o estilo “Sessão da Tarde” descompromissado de Uncharted tenha seus méritos, a série deixa um gosto amargo porque definitivamente não é pra mim.

Curiosamente, ao contrário de 95% dos jogadores de Uncharted, eu preferi o primeiro jogo ao segundo.

Hunie Pop (PC)

Obrigado ao Chora_BR pelo presente. Apesar de ter obviamente foco nas garotas a se conquistar, o que vai te pegar em Hunie Pop é justamente o fator vício dos puzzles match-3.

Será que Hunie Pop 2 sai algum dia? (Sim, eu sei que o desenvolvimento do jogo tá na etapa final, deixa eu fazer a piada em paz, caspita!)

Imouto Paradise 3 (PC)

Só não fiz um artigo sobre a série Imouto Paradise porque não fiz todas as rotas dos jogos. É a série de Visual Novels favorita do pessoal no Alabama.

E com isso, chega ao fim minha lista do que joguei em 2020. Eu provavelmente devo ter esquecido algum jogo porque a minha memória é de um peixe beta. Sério, tive que olhar minha biblioteca do PS4 e reviews do site pra lembrar os jogos.

Espero que 2021 seja melhor para todos e até a próxima!

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Disclaimer: O artigo que você está prestes a ler é de um produto destinado ao público adulto. Apesar das imagens serem SFW (Safe for Work), a discrição ao ler o artigo é recomendada.

É difícil falar sobre qualquer coisa da Neko WorkS sem citar a escalada do fenômeno Nekopara. Resumindo muito, tudo começou há doze anos, no longínquo ano de 2008, quando eu ainda tinha cabelos e era magro, com as ilustrações da chinesa Sayori. Ilustrações, que evoluíram pra doujins e eventualmente, em 2014, a primeira visual novel de Nekopara chegava aos PC’s.

LEIAM – Oral Lessons with Chii-chan | Aprenda e se apaixone

Seis anos se passaram desde então, e foram lançadas outras quatro novels (Volumes 0, Extra, 2 e 3), portes para PS4 e Nintendo Switch, um jogo para celulares, uma bem sucedida campanha de financiamento coletivo para dois OVAs (baseados no Volume 1 e em Nekopara Extra), produtos diversos e um anime.

Estamos próximos de receber o Volume 4 de Nekopara, após muita espera por parte dos fãs.

Não que a Neko WorkS estivesse a toa desde o lançamento de Nekopara Extra. Pois eles lançaram nesse meio tempo*, um trabalho fora do universo de Nekopara. Sob o selo Neko WorkH, foi lançada a Visual Novel Love³ (Love Cube). Será que ela vale seu dinheiro? Venha comigo e descubra.

*Desconsiderando o F2P Clicker MONMUSU, que foi desenvolvido pela Tentacle Games, com a arte da Sayori.

Vida de Artista não é fácil

Love³

Você é Ichinari Tsuzurigi, um desenhista de hentai… Não muito bem sucedido, apesar de contar com o apoio irrestrito de sua editora, Akira Higashibojo, ele não consegue emplacar um sucesso sequer.

Perto de desistir da carreira, o destino lhe dá uma ultima chance, quando ele é escalado para ser assistente do famoso Ishitaka, o artista mais vendido da editora. Não apenas isso, mas ele trabalhará junto com Nagomi, outro artista famoso, da cena independente.

O que ele não esperava, é que tanto Ishitaka quanto Nagomi fossem pessoas que passaram pela vida dele, no caso, sua amiga de infância Iori Shitaka e sua colega de clube no ensino médio, Nodoka Amabane. E ali, começa a jornada de Ichinari para melhorar como artista… E quem sabe…

Uma das primeiras coisas que a novel retrata, é justamente uma realidade para qualquer desenhista: Não é só porque você é profissional, que quer dizer que você será bem sucedido.

Conseguir um contrato é só o primeiro passo. No caso do Ichineri, as coisas estavam ruins ao ponto dele ter que comer guardanapos, um pouco exagerado, mas certeiro.

Impossível escolher uma só

Love³

Usualmente nas visual novels, você acaba escolhendo uma waifu baseado em várias coisas, seja tamanho dos bustos ou personalidade.

Geralmente, nas novels de múltiplas rotas, você acaba se afeiçoando mais com a menina da rota você escolheu primeiro. E em novels sem rotas, como Nekopara, você acaba gostando de umas, e o defeito de outras faz você gostar menos delas.

Isso não ocorre aqui em Love³. Aqui, somos apresentados as três garotas, cada uma com seus defeitos e qualidades:

Akira é a garota mais velha das três (sendo dois anos mais velha que o protagonista) e é extremamente otimista, mesmo reclamando vez ou outra do excesso de trabalho, e apoia o trabalho do Ichineri de maneira irrestrita, porém ela acaba pensando demais no trabalho e não pensa tanto em si mesma, evitando muitas vezes de mencionar os próprios problemas.

LEIAM – Censura, Silêncio e Hipocrisia | A Sony e o Público

Iori é considerada a mais talentosa dentre os três, mas ela é tímida e sofre de ansiedade social, a ponto de ela ser uma hikikomori (isolada social).

Nodoka parece ser calma e madura (especialmente se pararmos pra pensar que ela é a mais nova, tendo apenas vinte anos.), porém na verdade ela é extremamente insegura com relação a si mesma e ao seu trabalho, e toda aquela calma e maturidade que ela transparece não passa de uma farsa.

A questão é que aqui é difícil escolher uma favorita, pois as três garotas são extremamente adoráveis, e a maneira com a qual a história se desenrola, até finalmente termos os finalmente (vulgo sexo) é uma boa mistura de comédia com romance e não tenta ir muito além disso.

Típica novel da Neko WorkS

Love³

Assim como a série Nekopara, Love³ é uma kinetic novel, ou seja, você só acompanha a história, não tendo alguma escolha ou rota e o máximo de interação que você tem é poder apalpar as meninas usando o ícone no topo direito da tela e apertar a tecla P para fazer com que os sprites das meninas deem um pulinho.

Infelizmente, a opção de fazer um cafuné nas garotas (presente em Nekopara) e a opção de apalpar a parte abaixo do abdome (também presente em Nekopara) estão ausentes, o que tira um pouco do brilho em minha opinião.

Usando a engine Minaduki (a mesma que roda Nekopara), Love³ mostra personagens expressivas e bem feitas, com sprites animados, mesmo quando você ainda não avançou o diálogo.

Os cenários são simples, mas muito bem desenhados. Dessa vez, o design de personagens e as cenas, não foram desenhados pela Sayori, que ficou a cargo das ilustrações em SD que são mostradas entre capítulos, mas sim feitos por Ishikei, renomado artista hentai.

E o estilo de Ishikei casou bem com o espírito super adorável que Love³ deseja passar. As meninas são bem diferentes, cada qual com seus atributos

As cenas adultas, ajudam a deixar o jogo ‘caliente’ (não acredito que usei essa palavra numa análise), apesar dos mosaicos nas genitálias (esse é um dos pontos fracos das novels da Neko WorkS). Ainda assim o material é de qualidade e eu queria muito ter a habilidade de protagonistas de Eroge de ir várias vezes sem cansar, mas divago.

Sonoramente agradável

Love³

As músicas de abertura e encerramento (“Do-ki-do-ki-shi-ta-i!” e “Lovely Sunny Days!!”) são boas, apesar de não serem grudentas feito os temas de Nekopara. Porém a trilha sonora é de alta qualidade, musicas que transmitem bem o sentimento que as cenas querem passar.

Não são musicas que você vai cantarolar, mas são musicas bem competentes, coisa que talvez se não tiver preguiça, vai acabar baixando a trilha sonora pra deixar de fundo enquanto faz alguma outra coisa.

A dublagem do jogo também é de alto calibre, mesmo eu não tendo conhecimento algum dos trabalhos anteriores das atrizes.

Cada uma delas soube convergir bem a personalidade daquela que interpretaram no jogo. Mesmo a Editora-chefe, uma personagem que aparece pouco, pelo tom de voz empregado pela dubladora, você vê que é uma pessoa que apesar de parecer um pouco amedrontadora, no fundo é uma pessoa amável, mas precisa ser durona pra garantir que os subordinados deem o melhor de si.

Veredito final

Love³

Aqui usualmente eu faço uns poréns que podem fazer com que você não compre a novel. Com Love³, isso é inexistente. Não tem nenhum motivo forte que o impeça de comprá-la (talvez a falta de dinheiro), porque ela oferece uma história leve e divertida, personagens adoráveis e um conjunto total que vale o preço pago por ela, mesmo na versão All-Ages.

Seria melhor se as cenas adultas não tivessem os mosaicos e você pudesse fazer um cafune nas meninas? Sim, mas ainda assim é um produto que vale o investimento, se você é um jogador de visual novels.

Love³ está disponível para PC, custando R$ 20,90, a versão All-Ages e o Patch com as cenas adultas custando R$ 20,90 (ainda assim, saindo mais barato que os 20 dólares na versão +18 vendida pela Denpasoft).

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