Arquivos Konami - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/konami/ Um pouco de tudo na medida certa Fri, 02 Aug 2024 23:51:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Konami - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/konami/ 32 32 Como foi ao ano de 1996 para os vídeo games https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/08/03/como-foi-ao-ano-de-1996-para-os-video-games/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/08/03/como-foi-ao-ano-de-1996-para-os-video-games/#comments Sat, 03 Aug 2024 08:00:07 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17052 Em 1983, houve um “crash” na indústria gamística. A indústria estagnou por 3 motivos: havia vários consoles nas lojas (12, pra ser mais exato) e a diferença gráfica entre eles era mínima, os controles eram pouco precisos ou costumavam quebrar facilmente e não havia uma Assistência Técnica Especializada na época. A falta de criatividade das […]

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Em 1983, houve um “crash” na indústria gamística. A indústria estagnou por 3 motivos: havia vários consoles nas lojas (12, pra ser mais exato) e a diferença gráfica entre eles era mínima, os controles eram pouco precisos ou costumavam quebrar facilmente e não havia uma Assistência Técnica Especializada na época. A falta de criatividade das produtoras em fazer jogos diferentes, a maioria eram apenas clones um dos outros pela falta de direitos autorais naquela época.

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Isso fez com que várias empresas como a Mattel, Coleco e outras menos conhecidas quebrassem no seu departamento gamístico e nunca mais fossem uma potência novamente. A Coleco ainda chegou a fabricar alguns computadores mas ela nunca mais foi a mesma. A Atari foi a única que sobreviveu mas também nunca fez nada memorável até que ela decidiu parar de fazer hardware.

Mas essa história todos já conhecem. O que estou para comentar aqui foi outro “crash” que aconteceu na história mas não foi tão forte e abalador quanto o de 1983, mas afetou as pequenas produtoras e chegou a afetar um pouco o futuro das grandes.

Reprodução: Internet

O ANO DE 1996

O ano: 1996. Pouca gente prestou atenção nisso porque estavam todos loucos pra jogar o Nintendo 64 que acabara de sair, ou estavam comentando sobre o leitor de “farinha” do PlayStation que quebrava facilmente ou do Sega Saturn que havia sido lançado mas não estava superando as expectativas da Sega.

Enquanto esses 3 consoles estavam “bombando” na mídia, exatos 10 consoles/add-ons estavam sendo descontinuados: Sega CD, Sega 32X, TurboGrafx 16/PC Engine, Turbo Duo/PC Engine CD, 3DO, Atari Jaguar, Atari Jaguar CD, Philips CD-i, Virtual Boy e o Apple Pippin (esse no comecinho de 1997).

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Até o fim da década de 1990, era comum ver uma ou outra empresa grande em outro departamento apostar na indústria gamística mas quase sempre essa ideia não dava certo – ainda mais depois que a Nintendo trouxe os direitos autorais e conseguia segurar a maioria dos jogos exclusivos de outras empresas em seus consoles até 1996.

A verdade é que empresas como a Atari perderam a força porque não conseguiram se adaptar ao novo mercado multimilionário e tiveram que reformular seus planos, que nesse caso seria ao invés de produzir hardware passar a fabricar software para os consoles das outras empresas.

Reprodução: Internet

GRANDES IDEIAS

Grandes ideias, como a 3DO Company de Trip Hawkins falharam quase que completamente mesmo com apoio de grandes empresas como LG, Matsushita (Panasonic), AT&T, Time Warner e Electronic Arts. No começo as empresas até acharam legal a cobrança de apenas 3 dólares para poder lançar um jogo no console, mas como o alto preço inicial do console e a falta de variedade de títulos no lançamento acuminou na decadência rápida do console.

A ideia de Trip não era criar um novo console, mas sim criar um padrão como a JVC havia feito com o Vídeo Cassete: qualquer empresa pagava um pequeno royalty para a 3DO Company e poderia fabricá-lo – mas a ideia falhou porque haviam muitas empresas envolvidas com o 3DO e a royalty era paga a todas elas, o que deixava o preço um pouco fora do alcance do público. Isso também fez com que muitas publicadoras ficassem longe do console.

O Philips CD-i, por exemplo, que nasceu no desenvolvimento do SNES CD que estava sendo produzido pela Sony mas a Nintendo acabou chamando também a Philips para desenvolver um. Isso irritou a Sony que largou o seu projeto e fez o PlayStation e a Philips também largaria o seu e transformaria no CD-i que falhou por investir em quase que sua maioria jogos FMV (que estavam em “alta” na época) mas tinha controles péssimos e pouca variedade de jogos no fim das contas.

Reprodução: Internet

O MARKETING

O marketing também era uma coisa importante na época, e foi o que acabou com a credibilidade da Atari. O seu console Atari Jaguar foi vendido como um aparelho de “64-bits” por conter 2 processadores de 32-bits de pequena potência dentro do console mas devido ao tamanho pífio do cartucho (apenas 32mbit) isso acabou gerando vários jogos com gráficos que eram pouco melhores do que um Mega Drive/Super Nintendo, quem diria confrontar com um Sega Saturn por exemplo.

Então ela pensou que lançar um add-on de CD resolveria, e novamente não resolveu. O seu hardware era fraco, defasado e o add-on morreu pouco menos de 1 ano depois que foi lançado com pouquíssimas unidades vendidas.

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Nem mesmo a Nintendo escapou. O Virtual Boy é conhecido mundialmente como uma das maiores falhas da indústria. O projeto era pretensioso durante seu desenvolvimento mas acabou esbarrado numa limitação de 2 cores (vermelha e preta) para baratear o custo do hardware e acuminou em apenas 17 jogos desenvolvimentos para a plataforma em pouco mais de 1 ano.

Quem acompanhava as notícias na época podia ver que haviam mais de 100 jogos anunciados para ele e todos foram cancelados de uma hora pra outra depois do seu lançamento.

A verdade é que a indústria amadureceu em 1996. Não era apenas lançar “qualquer coisa” e fazer um marketing bonitinho que faria com que os jogadores comprassem seu console. Em 1996, a internet já estava engatinhando e o que não faltavam eram revistas com reviews dos jogos – coisa que não havia em 1984 quando aconteceu o primeiro Crash. Você podia conhecer o jogo antes mesmo de comprá-lo, nem que fosse apenas por imagens e opiniões de outros jogadores.

Reprodução: Internet

NO FIM DAS CONTAS

A Sega se deu mal fora do Japão: embora no Mega Drive a situação fosse contrária, no Saturn ela apostou contra a maré da indústria e colocou um hardware mais potente para o 2D e muito complexo de se programar e depois de pouco mais de 1 ano as empresas começaram a correr do console e apenas no Japão a produção ficou a mesma – é tanto que o Saturn lá foi descontinuado apenas em 2000, enquanto no resto do mundo foi em 1998 com pouquíssimos lançamentos naquele ano.

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A Nintendo também sofreu por se “opor” a tendência da indústria: seu novo console foi atrasado por 1 ano e saiu em 1996 usando cartuchos que eram caros de fabricar e acabavam por ter cortes no áudio e CGs em quase todos os jogos, raras foram as exceções como Resident Evil 2. Isso fez com que a maioria das grandes empresas como Squaresoft, Enix, Capcom, Konami, entre outras, lançassem poucos ou nenhum jogos na plataforma e migrassem seus projetos para o PlayStation.

Na 5ª Geração de Consoles, a Sony foi a grande vencedora porque o seu console era barato, tinha um hardware bom e fácil de programar, utilizava CDs, com o cartão de memória você podia salvar os jogos e jogar na casa dos seus amigos (valido para todos os jogos) e o seu controle até hoje é considerado por muitos o melhor controle já criado da história.

A verdade é que esse “crash” de 1996 ensinou as empresas uma coisa: não adianta ir contra a indústria se a sua ideia não é melhor do que as concorrentes e não adianta se fechar apenas para o seu nicho de jogadores, o foco deve ser sempre a maior fatia do mercado se quiser ser a empresa que dita as tendências e ela quiser permanecer no topo.

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Castlevania: Dawn of Sorrow | Retro Review https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/02/22/castlevania-dawn-of-sorrow-retro-review/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/02/22/castlevania-dawn-of-sorrow-retro-review/#respond Wed, 22 Feb 2023 14:56:36 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=13283 Há pouco tempo, falei sobre meu Castlevania favorito, o Aria of Sorrow. O que tecnicamente é uma mentira, já que esse texto é bem antigo, mas vamos fingir que é recente porque eu reaproveitei ele, um dos meus textos de meu antigo blog. Pois bem, na virada de geração do Game Boy Advance pro Nintendo […]

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Há pouco tempo, falei sobre meu Castlevania favorito, o Aria of Sorrow. O que tecnicamente é uma mentira, já que esse texto é bem antigo, mas vamos fingir que é recente porque eu reaproveitei ele, um dos meus textos de meu antigo blog. Pois bem, na virada de geração do Game Boy Advance pro Nintendo DS, houve um salto gráfico e sonoro no portátil da Nintendo, e é claro que a Konami iria fazer um Castlevania.

E claro, que seria uma continuação de meu Castlevania favorito, e como era tendência em consoles Nintendo, você simplesmente coloca o nome do jogo + console, por exemplo, Mario Kart 64, Advance Wars, Sonic Advance. E é claro que no Nintendo DS, isso também foi regra, visto jogos como Ninja Gaiden: Dragon Sword, Full metal Alchemist: Dual Sympathy, e é claro, Castlevania: Dawn of Sorrow.

Reprodução: Internet

 

Soma Cruz ainda tenta tirar uma casquinha de Mina… E o mal voltou

O enredo se passa em 2036, um ano depois de Soma ter derrotado Graham Jones e com o apoio de seus amigos derrotou a criatura caótica que ameaçava a humanidade… Apesar disso, ele descobriu que herdou os poderes de Drácula, e tem que conviver com isso. Num passeio aleatório com Mina (ao que parece, ele ainda tenta tirar uma casquinha da moça), Soma é atacado por algumas criaturas das trevas, capitaneadas pela líder de uma seita misteriosa que vem crescendo.

LEIAM  – Castlevania: Aria of Sorrow | Retro Review

E nisso ele descobre que o seu poder de Drácula não havia sumido, apenas estava adormecido enquanto não havia perigo. Celia diz que quer despertar um novo conde das trevas, eliminando Soma e fará de tudo para alcançar o seu objetivo. Nisso, Soma, Arikado, Julius e Yoko partem para o castelo para investigar. A trama não foge do básico, mas não tem as reviravoltas de Aria of Sorrow, afinal, você já sabe que J era Julius Belmont, Arikado é o Alucard e Soma Cruz era Drácula.

Reprodução: Internet

O bom e velho metroidvania, melhorado

A jogabilidade segue o mesmo ritmo de Aria of Sorrow, mas agora com a maior quantidade de botões frontais, tivemos boas adições. Para cada arma do inventário, foi adicionado um ataque especial (A) que utiliza um pouco do seu MP. Outra alteração bem vinda, foi a da alma Doppelganger que permite que você tenha dois inventários de equipamento/almas e lhe dá uma chance de criar certas estratégias (embora a minha seja surrar os inimigos gritando: MOOOORRE DIABOOO!) contra determinados tipos de oponente.

Yoko ganhou maior utilidade no jogo no modo história, já que como feiticeira, ela tem poderes mágicos, e tem a habilidade de combinar algumas armas com alma, sintetizando armas mais fortes e pode te ajudar a economizar um bocado de dinheiro em determinadas armas, a custo de uma alma que PODE ser útil. Um dos problemas aqui, é que a coleta de almas está mais difícil, às vezes dependendo de uma sorte maior do que a necessária.

LEIAM – Tales of Symphonia Remastered – modesto até demais para o jogo lendário que é

O jogo tem três possíveis finais, um bom, que não é o verdadeiro, um ruim, que desbloqueia o Julius Mode e o bom. Aliás, o Julius mode foi bastante melhorado em relação ao Aria of Sorrow e convenhamos, ele foi uma prévia de como seria o Castlevania seguinte (Portrait of Ruin), com dois personagens jogáveis e intercambiáveis.

O Julius Mode funciona como os clássicos Castlevania, ou mais ou menos como o Circle of Moon de GBA. Empunhando o Vampire Killer e fazendo o uso de sub-armas, ele oferece uma história: “E se Soma Cruz tivesse cedido aos poderes de Drácula?”. Aliás, isso dá uma sobrevida maior ao jogo.

Ah, sim, a Stylus se faz necessária em alguns momentos do jogo, como os Magic Seals (necessários para se derrotar os mestres) e em outros momentos para “derreter o gelo”, e os cinco selos vão aumentando a dificuldade gradativamente.

Post Scriptum do Sancini de 2023: Hoje em dia temos uma romhack que elimina a necessidade do uso da Stylus.

Reprodução: Internet

Anime de Castlevania, antes daquela porcaria da Netflix

Graficamente é bem bonito, com cenários mais detalhados e monstros maiores, ainda não seria o mais bonito, mas mostra competência com ótimos efeitos visuais. O jogo conta com uma arte em anime, diferente do anterior, dando um toque diferente ao jogo. E para ser honesto, a arte ficou mais agradável pra mim do que a do seu antecessor.

As músicas aproveitam o hardware do DS e provavelmente ficarão na sua cabeça por um bom tempo… E destaco aqui a música de entrada (A do Lost Village) do Julius mode, que é uma clássica já da franquia. Aliás, outro remix de um clássico é encarado em Silence Ruins, se não me engano.

As vozes em sua maioria estão melhores que em Aria of Sorrow, mas o Hikaru Midorikawa (seiyuu do Soma) colocou um tom mais velho no personagem… Bem mais velho, diria eu. Afora isso, a sonoridade de Dawn of Sorrow é excelente.

Recomendo pegar o disco com a compilação de Aria e Dawn of Sorrow e escutar.

Reprodução: Internet

Finalizando…

Finalizando, com alguns defeitos, e uma jogabilidade melhorada, Castlevania: Dawn of Sorrow é uma ótima pedida para o DS, e você irá passar um bom tempo explorando o castelo de Drácula, chutando bundas. E eu vos digo, amigos, não há nada melhor do que destruir cruz-credos em um fim de semana.

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Castlevania: Aria of Sorrow | Retro Review https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/02/14/castlevania-aria-of-sorrow/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/02/14/castlevania-aria-of-sorrow/#comments Tue, 14 Feb 2023 01:12:07 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=13281 Eu estava outro dia visitando meu antigo blog de games (Caramba, fazem quase 14 anos que escrevo sobre jogos, desde 2009, antes mesmo do blog, eu fazia alguns reviews) e pensei com meus botões… E se eu reaproveitasse esse conteúdo pro Arquivos do Woo? E acreditem, tem MUITA coisa que eu poderia aproveitar. Então, não […]

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Eu estava outro dia visitando meu antigo blog de games (Caramba, fazem quase 14 anos que escrevo sobre jogos, desde 2009, antes mesmo do blog, eu fazia alguns reviews) e pensei com meus botões… E se eu reaproveitasse esse conteúdo pro Arquivos do Woo? E acreditem, tem MUITA coisa que eu poderia aproveitar.

Então, não estranhem a quantidade de reviews retrô que vão aparecer aqui no site ao longo dos dias, semanas e meses seguintes, provavelmente é conteúdo reaproveitado – Diabos, eu era menos formuláico quando escrevia sobre jogos e tinha internet discada.

Pra começar, falaremos é claro do meu Castlevania favorito, Castlevania: Aria of Sorrow, do Game Boy Advance. Vamos em frente que atrás vem gente.

Aria of Sorrow
Reprodução: Internet

Intercâmbio Maldito!

O jogo se passa em 2035. A humanidade se prepara para assistir o primeiro eclipse total do novo século. Soma Cruz, um estudante de intercâmbio no Japão vai assistir o eclipse no templo Hakuba e ter a chance de colocar seu kibe para espirrar maionese na esfirra de sua amiga de infância e filha do responsável pelo templo, Mina Hakuba, então…

PERAÍ! PARE ESSE REVIEW!

Vamos lá, Soma Cruz é um estudante de intercâmbio. Provavelmente da Europa ou da América, e Mina é claramente japonesa. Lembrete que ele é estudante de Intercâmbio, ou seja, vem de fora do país (A história se passa no Japão) e isso daria um nó na cabeça de qualquer um ao pensar no assunto. Mas, como nem a wiki de Castlevania solucionou esta dúvida, vamos continuar…

LEIAM – O meu primeiro Sega Saturn

Enfim, os dois percebem que a escada tá mais grande que o usual e os dois surgem… No Castelo de Drácula. Lá, são atacados pelos cruz-credos habituais da série e salvos por um estranho chamado Genya Arikado (que, SPOILERS é a identidade ‘secreta’ de Alucard SPOILERS) e lá, Soma descobre que tem a habilidade de roubar as almas dos monstros derrotados. Arikado aconselha Soma a procurar a câmara do mestre para descobrir a verdade e encontrar um caminho para fora do castelo.

Aria of Sorrorw
Reprodução: Internet

Tipo o Symphony of the Night, mas melhorado

O jogo segue a fórmula do aclamado Symphony of Night, com exploração não linear. Você dispõe a princípio de pouco equipamento e quase nenhuma habilidade, mas conforme avança, novos equipamentos são conseguidos. O jogo introduziu o sistema de almas, no qual, dependendo da sorte, se você derrotar um monstro, absorverá a alma dele lhe conferindo certas habilidades.

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Almas essas que são essenciais para se fazer o bom final. A jogabilidade funciona muito bem, servindo ao seu propósito, chegando a passar uma sensação de evolução, tanto que um dos mestres passa a ser um mero inimigo mais pra frente no jogo (trope clássica de Beat’em up).

O Castelo de Drácula é imenso, e contém muitos segredos e enganos, não por acaso você vai se perguntar: “PRA ONDE DIABOS EU VOU AGORA?” Acredite, eu fiz MUITO isso. Já a dificuldade do jogo não é grandes coisas, alguns inimigos podem dar trabalho, e outros chefes podem fazer você ter leves evacuações anais, mas nada que lembre os jogos do NES.

Reprodução: Internet

Maravilhoso!

Graficamente é estupendo. Os monstros são diferentes e mesmo com a tela diminuta do GBA, tem detalhes e os cenários são bem conectados e bem feitos. Alguns cenários particularmente são pinturas. Só a Dimensão aonde você enfrenta Chaos que não ficou muito legal porque é basicamente uma versão re-colorida do castelo. As artes do jogo foram feitas pela Ayame Kojima, então depende mais do seu gosto por desenhos. Mas admito que gostei mais da arte “Genérica-Anime” de Dawn of Sorrow.

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Michiru Yamane estava nas Pick-Up’s, o que garante uma sonzeira de alta qualidade. Mesmo com a qualidade sonora do GBA não sendo grandes coisas (Guilty Gear X Advance, estou olhando para você), as músicas de Aria of Sorrow provam que um bom compositor faz milagres até mesmo com hardwares ruins. As vozes ali contidas ficaram boa, e saúdo a Konami por não ter chamado dubladores americanos para refazerem meia dúzia de falas, afinal, se isso acontecesse, perderíamos o modo fofo que a Mina fala quando o Soma vai falar com ela na entrada do castelo.

Reprodução: Internet

Vem na minha conclusão

Eu teria muito mais pra falar de Castlevania: Aria of Sorrow, mas eu só faria você perder tempo. De qualquer jeito, recomendo, com uma jogabilidade bem feita, uma dificuldade honesta (que te desafia, não te desanimando) e gráficos bons, além de uma trilha soberba, o jogo é uma ótima pedida, ainda mais agora que ele foi relançado nas plataformas modernas na coletânia com os jogos do GBA.

Castlevania: Aria of Sorrow está disponível para Game Boy Advance, PC, PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch.

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Super Mario Bros. Crossover | Um crossover imperdível https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/10/16/super-mario-bros-crossover/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/10/16/super-mario-bros-crossover/#respond Tue, 16 Oct 2018 23:31:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/10/16/super-mario-bros-crossover-um-jogo-que/ Nós sabemos que o amor dos fãs costumam proporcionar jogos incríveis, como aquele remake de Street of Rage lançado alguns anos atrás. A questão é que os fãs muitas das vezes estão carente por determinado titulo ou formato de jogos, e cansados de aguardar acabam colocando a mão na massa. E foi desse modo que […]

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Nós sabemos que o amor dos fãs costumam proporcionar jogos incríveis, como aquele remake de Street of Rage lançado alguns anos atrás. A questão é que os fãs muitas das vezes estão carente por determinado titulo ou formato de jogos, e cansados de aguardar acabam colocando a mão na massa. E foi desse modo que nasceu Super Mario Bros. Crossover.

Este crossover foi feito pela NewGrounds em 27 de Abril de 2010, o criador trabalhou durante 3 anos em cima do projeto, então foi criado um site dedicado ao jogo, que foi totalmente construído em flash, feito pela Exploding Rabbit Games – Que ainda aplica updates esporádicos ao jogo.

Você ainda deve estar se perguntando, o que é Super Mario Bros. Crossover?!

O Crossover!

Super Mario Bros Crossover é uma homenagem de fãs feito em cima do jogo clássico lançado pela Nintendo em 1985. Como dito acima, as vezes nós fãs simplesmente decidimos colocar a mão na massa e surge coisas incríveis como essa.

O jogo não só traz a aparição de diversos personagens da franquia Nintendo, mas também conta com a adição de personagens da Capcom como Mega Man, Trevor Belmont de Castlevania e Ryu Hayabusa de Ninja Gaiden. Um trio de peso, sem dúvida.

LEIAM – Minha história com Perfect Dark

Uma game clássico que já contém a nostalgia em particular, misturado ao sonho de ver aquele seu personagem favorito, pertencente a outra série, perambulando pelos canos de Super Mario Bros. Uma aventura surreal onde permitirá você a obter a mesma sensação de jogar no console, mas agora com outros personagens.

Você não só poderá jogar com outros personagens no jogo Super Mario Bros, como também poderá alterar os gráficos do game, isso mesmo, o jogo é construído para atender aos públicos que gostam dos gráficos dos clássicos de 8 bits até os de 16 bits. Você pode alterar todo o gráfico permitindo-se jogar o clássico SMB nos gráficos do Nintendinho, do Super Nintendo, ou mesmo gráficos de outros games como Castlevania.

Super Mario Bros Crossover
Reprodução/ Internet

É simples mas divertido

A história de Super Mario Bros Crossover bem simples, clássica de SMB mas atende a cada personagem escolhido. Caso escolha a personagem Samus, você irá enfrentar o Bowser para salvar Mother Brain do castelo.

Caso escolha o personagem Link de Zelda, você ira enfrentar Bowser para salvar a Princesa Zelda.

Os power-ups são escolhidos e selecionados de acordo com o personagem escolhido, cada personagem tem seu power-up específico e único. Sua jogabilidade 99% semelhante a de Super Mario Bros. Para viver essa experiência basta acessar ao site e jogar esse crossover basta clicar aqui – Que o vício te consuma de forma positiva! HAHAHA

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Castlevania: Circle of the Moon | Análise de um clássico https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/09/07/castlevania-circle-of-moon-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/09/07/castlevania-circle-of-moon-analise/#respond Fri, 07 Sep 2018 16:22:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/09/07/castlevania-circle-of-moon-analise/ Desde que comecei a me dedicar mais a franquia Castlevania, pude perceber que o número de jogos lançados é compatível com a diversa aceitação destes, indo de jogos que muitas vezes são considerados referência de gênero ou mesmo um marco revolucionário, até um outro extremo em que temos títulos que acabam frequentando listas de maiores […]

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Desde que comecei a me dedicar mais a franquia Castlevania, pude perceber que o número de jogos lançados é compatível com a diversa aceitação destes, indo de jogos que muitas vezes são considerados referência de gênero ou mesmo um marco revolucionário, até um outro extremo em que temos títulos que acabam frequentando listas de maiores desastres no mundo dos jogos, pelos mais diversos motivos.

Não cabe aqui discutir qual é bom e qual é ruim, até porque gosto é algo subjetivo e cada um vai ter sua própria opinião a respeito de cada jogo.

Eu já perdi a conta de quantas vezes me pediram para trazer conteúdo de Symphony of the Night ou Aria of Sorrow, jogos que são queridos pela maioria, mesmo sendo jogos que já foram amplamente abordados, seja em blogs, revistas ou vídeos aqui no youtube… também é frequente eu ouvir pedirem para jogar um Castlevania 64 em live, na expectativa de um rage por jogar algo que é considerado por muitos um péssimo jogo.

No fim das contas, são tipos de conteúdo que sempre vão ter seu espaço e quem os acompanhe, assim como eventualmente eles também irão aparecer aqui, mas enquanto isso, talvez seja momento de aproveitar para trazer algo diferente.

LEIAM – Como me Apaixonei por Castlevania Lord of Shadow

E é por isso que fiz essa introdução mais longa justamente pra destacar, que entre esses dois extremos, temos um espaço preenchido por diversos títulos que podem ser ótimos, mas que muitas vezes são ofuscados, ou mesmo esquecidos, até mesmo pela própria desenvolvedora, como é o caso de Castlevania: Circle of the Moon.

Um jogo muitas vezes considerado inferior em diversos aspectos técnicos ou mesmo difícil demais quando comparado com seus irmãos da mesma plataforma, porém, que tem seu valor e merece um olhar mais de perto.

O jogo

Castlevania

Lançado em 2001, Circle of the Moon foi um dos títulos iniciais do Game Boy Advance, aplicando o modelo de exploração livre com elementos de rpg que fez muito sucesso em Symphony of the Night, um modelo que viria a ser seguido em grande parte dos futuros jogos da franquia.

Embora a espera de um sucessor digno de Symphony of the Night tivesse exaltado os ânimos dos fãs, o fato de ser produzido pela mesma equipe que fez os dois Castlevania de Nintendo 64 caíram como um balde de água fria, fazendo com que o resultado final fosse uma incógnita.

História

O ano é 1830 e em um castelo nos arredores do império Austríaco, Drácula era ressuscitado por Camilla. Sentindo uma anormalidade no balanço da natureza, Morris Baldwin, junto de seu filho Hugh Baldwin e Nathan Graves, seus pupilos, partem para o Castelo na tentativa de impedir o retorno de Drácula.

No entanto, eles chegam tarde demais. Drácula usa seus poderes para prender Morris e se livrar de Hugh e Nathan, que irão partir em uma jornada no castelo para salvar seu mestre e impedir o senhor das trevas.

Jogabilidade

Castlevania

No jogo controlamos Nathan Graves, um dos discípulos de Morris Baldwin, começando o jogo apenas com seu chicote, logo se deparando com locais por onde passará apenas após adquirir novas habilidades.

Como o jogo possui elementos de RPG, conforme derrotamos inimigos ganhamos experiência para subir de nível, deixando o personagem mais forte, além de podermos melhorar com diferentes equipamentos que influenciarão em nossos atributos, 5 sub-armas clássicas da franquia, cada uma podendo ser útil em uma situação específica, itens que irão aumentar permanentemente nosso máximo de vida, magia ou corações, além de itens que permitirão habilidades extras, como correr ou pulo duplo.

LEIAM – Castlevania Bloodlines| Prévia do Jogo por Rodrigo Vigia

Os controles são simples, temos quatro botões. Pulo, ataque, habilidade e o DSS, abreviação para Dual Setup System, um sistema de combinação de cartas que resultará em diversos resultados, como aumento de atributos, ataques elementais, barreiras mágicas, uso de armas diferentes e até mesmo invocações e são utilizadas fazendo uso dos pontos de magia. O DSS é muito amplo, e caso queiram, existe um guia detalhado de cada combinação aqui no canal.

Também temos itens consumíveis, como poções, no entanto, além de curarem pouco, são raras, já que não existem lojas aqui, e esse é um dos fatos responsáveis por muita gente considerar esse jogo mais difícil que a maioria dos seus semelhantes.

Castlevania

A dificuldade também é conhecida por alguns chefes do jogo, mas todos possuem padrões a serem estudados para facilitar a batalha, sendo que as vezes uma combinação diferente de DSS ou uma sub-arma específica pode ser o que esteja faltando para derrota-lo.

Embora seja um jogo de exploração livre, acaba tendo um roteiro bem linear.

Existe uma ordem a qual devemos derrotar os chefes para conseguir a habilidade necessária para explorar a próxima etapa, eventualmente voltando para uma área antiga para pegar um item extra com uma habilidade recém-adquirida.

A discrepância de dificuldade entre as áreas no entanto é algo notável. Se os inimigos de uma área estão muito fortes para você, talvez você esteja na área errada, então se isso acontecer, melhor explorar um pouco mais e tentar achar algo com uma dificuldade mais compatível ao seu nível.

Gráfico

O sprite relativamente pequeno do protagonista pode passar uma primeira impressão de um jogo mais simples, no entanto isso ajuda a destacar chefes grandes e os efeitos das diversas magias. Foi feito um bom uso das cores, variando bastante dentre as diversas áreas do jogo, no entanto em alguns momentos com muitos sprites na tela podemos presenciar um pouco de lentidão.

Som

Embora os efeitos sonoros não sejam nenhum espetáculo, a trilha sonora cumpre bem seu papel. Algumas músicas ficarão na cabeça, além de algumas ótimas trilhas que foram resgatadas, como Aquarius de Castlevania III e clássicos como Vampire Killer e Dance of Illusions.

Diversão e re-jogabilidade

Castlevania

A exploração por si só já é uma grande parte da diversão e mesmo depois de terminado ele continua divertido de se re-jogar para tentar terminar mais rapidamente, já que embora o grinding ajude, ele não seja indispensável nesse jogo, então você não irá perder horas em busca de um item a não ser que queira.

Além disso, quando terminar o jogo um novo modo será destravado, permitindo re-jogar a aventura, mas dessa vez de uma maneira diferente, e cada vez q terminar o novo modo abre mais um, até um total de 4 modos, sendo que em cada um temos os atributos aplicados de uma maneira diferente, o que mudará muito o modo de se jogar.

Demorei perto de 8 horas para explorar 100% do castelo e peguei todas as melhorias e cartas, no entanto deixei alguns dos itens mais difíceis de se pegar de lado, já que isso aumentaria em muito o tempo de jogatina e esse não era meu objetivo.

Curiosidades

Castlevania

Camilla pode ser uma referência ou mesmo um erro de tradução para Carmilla, personagem de uma obra clássica homônima, que inclusive foi escrita antes de Drácula;

Neste jogo não utilizamos o Vampire Killer e sim o Hunter Whip. Talvez essa tenha sido uma maneira que encontraram de não precisar justificar o uso do clássico chicote por membros de fora da família Belmont;

O jogo acabou sendo retirado da linha do tempo oficial clássica, mas caso estivesse, ele se passaria em algum momento próximo dos fatos ocorridos em Order of Ecclesia.

Existe uma área opcional, a Battle Arena, que consiste em 17 salas com inimigos, cada uma mais difícil que a anterior além de que nossa magia esgota rapidamente, impedindo o uso do DSS a não ser que você faça alguma manha. Existem 2 cartas que só podem ser obtidas aqui, além de uma recompensa após a última sala.

Alguns inimigos secretos aparecem em áreas específicas após derrotarmos certos chefes. Esses inimigos tem chance de soltar itens únicos, além de serem mais fortes que o normal.

Conclusões

Castlevania

Ofuscado por outros títulos da série, Circle of the Moon muitas vezes é prematuramente descartado por sua dificuldade, mas é um jogo que sem dúvida merece mais atenção.

Não se deixe abater se em algum momento ficar perdido, a exploração é a chave aqui e muitas vezes, as melhorias que encontrar ou algum equipamento extra podem fazer a diferença naquela parte em que travou. Se um chefe parecer muito difícil de início, tente estudar seu padrão para conseguir desviar nas próximas vezes que o enfrentar.

Com isso tudo Castlevania: Circle of the Moon possui o selo “JOGATINA SAUDÁVEL” e recomendo que vocês ao menos experimentem o jogo para tirar suas próprias conclusões e depois deixem aí nos comentários o que acharam do jogo.

Caso queiram ver uma jogatina completa dele, tem uma série do início ao fim, pegando todas as melhorias e todas as cartas lá no canal.

Abaixo vocês podem conferir o vídeo análise:

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Como me Apaixonei por Castlevania: Lords of Shadow https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/06/07/como-me-apaixonei-por-castlevania-lords/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/06/07/como-me-apaixonei-por-castlevania-lords/#respond Wed, 07 Jun 2017 18:20:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/06/07/como-me-apaixonei-por-castlevania-lords/ Tenho um fraco por querer conhecer jogos que foram mal recebidos pela comunidade. E já conhecia bem a comunidade fã de Castlevania, principalmente vendo Castlevania II: Simon’s Quest sendo encarado como um totem agourento, devendo ser evitado ao máximo, sendo que é um jogo que me agrada muito por seus mais diversos motivos – mas […]

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Tenho um fraco por querer conhecer jogos que foram mal recebidos pela comunidade. E já conhecia bem a comunidade fã de Castlevania, principalmente vendo Castlevania II: Simon’s Quest sendo encarado como um totem agourento, devendo ser evitado ao máximo, sendo que é um jogo que me agrada muito por seus mais diversos motivos – mas falar de Simon’s Quest fica para outra hora.

LEIAM – Castlevania: Circle of the Moon | Análise

Foi então que num repente me deu vontade de jogar os tão falados jogos da linha Lords of Shadow.

São jogos que no geral foram muito mal recebidos. Também pudera, a Konami fez algo ousado, resolveu reescrever a linha do tempo de Castlevania, mudando alguns fatos icônicos da linhagem tradicional, mexendo de maneira abusada com personagens quase intocáveis e inserindo novos personagens e motivações numa trama que caminha paralela à linha antiga, e ao mesmo tempo, de maneira divergente.

Não vou passar aqui dados cruciais sobre a trama de Lords of Shadow, pois caso você queira, poderá ainda joga-lo.

Não é um jogo rápido, me levou 42 horas para terminar a história principal e as 2 DLCs (a versão da Steam – Ultimate Edition – já vem com ambas), no entanto, ainda existe mais jogo para render já que após terminar habilitamos uma dificuldade extra e também podemos ir atrás de todos os colecionáveis e de fazer as missões específicas de cada uma das mais de 50 fases, com os objetivos mais variados, o que acredito que poderia levar o jogo para as 60, 70 horas facilmente.

Diversas características me marcaram nesse jogo, mas pra deixar de maneira organizada, vamos analisar os fatos separadamente:

HISTÓRIA

Castlevania Lord of Shadow
Gabriel Belmont, o protagonista

Ok, eu me comprometi a não passar spoilers, mas vou passar aqui o básico, algo que represente a real motivação e jornada do nosso personagem, o que representa talvez a 1a hora de jogatina.

Ainda quando bebê, Gabriel foi largado na porta de um forte da Irmandade da Luz, uma entidade responsável por enfrentar as forças das trevas – sim, estilo aquela turma radical de frades no filme do Van Hellsing – e os monges lhe deram o nome Gabriel em homenagem ao anjo de mesmo nome e o sobrenome Belmont, já que desde jovem ele se mostrou muito interessado pelas montanhas.

LEIAM – Castlevania: Bloodlines | Prévia do jogo por Rodrigo Vigia

Fora então desde cedo treinado então para ser um cavaleiro da irmandade, batalhando as forças do mal com sua arma, a cruz de batalha, um chicote de ferro confeccionado pelo artesão Rinaldo Gandolfi (o mesmo nome do alquimista que confecciona o chicote utilizado por Leon Belmont em Castlevania: Lament of Innocense). Gabriel desde jovem se envolveu com a delicada Marie, que fazia trabalhos voluntários na Irmandade da Luz. Essa amizade foi evoluindo até que anos mais tarde se casaram… e então chegamos no ponto onde o jogo começa.

Castlevania Lord of Shadow
Zobek, membro da Irmandade

O ano é 1047 e diversas criaturas das trevas aterrorizam o mundo. Marie acabara de ser morta, o que fez com que a irmandade enviasse Gabriel para o lago do esquecimento, um local místico onde as pessoas poderiam falar com os espíritos que ainda estão presos neste plano, imaginando que talvez Marie tivesse alguma mensagem para Gabriel que justificasse esse desequilíbrio recente das forças das trevas.

No lago do esquecimento não somente encontramos Marie como também conhecemos Zobek, outro cavaleiro da Irmandade da Luz. Marie nos informa num curto período em que pudemos nos comunicar com ela, que a chave para tudo estava nos Lordes das Sobras e que deveríamos seguir uma profecia, a qual Zobek informa ser sobre um homem de coração puro que destruiria os Lordes das Sombras, unindo seus poderes e assim unificando a terra com os céus, assim então começa a jornada de Gabriel para enfrentar e destruir os 3 senhores das trevas, cada qual representando uma estirpe de criaturas do mal, os licantropos, os vampiros e os necromantes.

Castlevania Lord of Shadow
Marie, falecida esposa de Gabriel

Um fato que gostei muito foi como eles conseguiram criar toda uma mitologia para o jogo… cada monstro que enfrentamos, cada personagem (ok, não são muitos) relevante na trama, cada item… todos tem uma história interessante por trás, mostrando que eles não estão simplesmente lá por estar, ou que existe um real motivo para fazerem o que fazem.

Desde textos explicando a diferente origem de vampiros até pergaminhos de cavaleiros amedrontados em seu leito de morte, os textos de Lords of Shadow são riquíssimos e me fizeram fazer algo que há muito não fazia… ler! Sim, nesse jogo eu li praticamente tudo, desde os prefácios até os pergaminhos, pois eu vivia encontrando referências a outros jogos da série, como singelas homenagens, ou fatos totalmente originais dentro desta nova mitologia… talvez a história tenha sido o ponto mais forte do jogo, me agradou muito mesmo.

JOGABILIDADE

Castlevania Lord of Shadow
Uma artwork mostrando um dos belos cenários

Você já deve ter ouvido uma série de piadas referentes a como esse jogo se assemelha a God of War. Sinceramente, eu terminei God of War 1 e 2 e terminei o Lords of Shadow (aliás, terminei também sua continuação, o Mirror of Fate e estou jogando com muito gosto o Lords of Shadow 2), e acho que não temos tantas batalhas assim no jogo.

LoS (vou começar a usar abreviado pra economizar teclado hehe) é repleto de segmentos de “parkour”, algo que me lembrou um pouco as mecânicas dessa modalidade em Uncharted, de maneira intuitiva e muito dinâmica, além de bastante quebra-cabeças que me consumiram – ou treinaram? – algumas centenas de neurônios.

O grande “quadrado, quadrado, quadrado, triângulo” não serve aqui, já que os combos são mais simples, se baseando em ataques mais fortes, mas focados em inimigos únicos, ou amplos, para atingir a galera toda, não se combinando entre si, mas sim com pulos associados a combos aéreos e a associação de habilidades com as relíquias extras que vamos conseguindo ao longo do jogo juntamente com magias que encantam nossos ataques, permitindo causar mais dano ou então recuperar vida com seus acertos, além de tipos diferentes de habilidades para as quais cada magia possibilita, incentivando o jogador a não ser acertado, o que faz com que ele recupere magia para continuar utilizando estas habilidades.

Quanto à esses fatores ditos até então não tenho do que reclamar. Os combates, embora não tão frequentes são bem otimizados, as partes de parkour são dinâmicas e intuitivas e os quebra-cabeças são… bem, quebradores de cabeça bem elaborados – na maioria das vezes -, no entanto, nem tudo são flores.

 A CÂMERA

A câmera do jogo não é controlável e em alguns raros momentos de minha jornada tive sérios problemas com ela, até mesmo em uma batalha contra chefe. Tive a sorte de perceber a falha logo e na segunda tentativa passar por essa parte do jogo, mas um jogador mais desavisado pode perder um bom tempo nesses momentos.

Outro fator que me frustrou bastante foram os segmentos de plataforma livre 3D. Infelizmente acertar pulos específicos ficou muito longe da perfeição dos segmentos de Parkour. Agora, some a isso a frustração de ter que passar pela famosa “Clock Tower”, em 3D com pulos mal controlados, talvez até piorados pelo fato de não podermos ajustar a câmera. Felizmente só me lembro de 2 fases que apresentaram esse problema para mim, então o prejuízo não foi grande.

Ah sim, já ia esquecendo… quick time events. Eles existem, mas são mais simples… qualquer botão pressionado no momento certo já vai funcionar.
Outro ponto que gostei muito foi que podemos revisitar as fases, até mesmo para pegar itens com upgrades que não tínhamos no momento. Coisa simples, mas que facilita a vida, até porque o jogo avisa quantos itens ainda podemos coletar e coloca umas missões extras para o pessoal que curte colecionar conquistas.

Gráficos e Trilha sonora + efeitos sonoros

Quanto a gráficos, difícil dizer… o jogo é de 2010, essa versão em específico é de 2013. São belos gráficos, bem trabalhados, mas o que impressiona mesmo é a direção de fotografia. A sutileza de mostrar um castelo longe começando a aparecer de maneira empolgante, uma tomada do alto de uma torre mostrando toda um caminho percorrido, um deserto com ídolos gigantes desmontados… enfim, as paisagens são ótimas e o posicionamento das tomadas em muitas vezes me tirou o fôlego. Infelizmente não posso dizer o mesmo das cutscenes. Algumas parece que não foram trabalhadas, apresentando a mesma resolução que foi apresentada nos consoles em 2010, mas num jogo remasterizado em 2013… ou seja, a cutscene ficou, em muitos casos, MAIS FEIA QUE O PRÓPRIO JOGO!

Quanto ao som, os efeitos são pertinentes (principalmente quando defendemos no exato momento – famoso parry à la Dark Souls – num misto de empolgação, com flash, com câmera lenta e o barulho como se tivesse soado um gigante sino antigo), mas a trilha sonora é sensacional. Ela consegue ser bem pertinente.

Desde os momentos em que estamos nos aventurando num bosque calmo, com uma música tranquila, até os momentos de batalha mais épicos, com uma incisiva música de combate, e principalmente a música curta, mas tocante que reflete a passagem de Gabriel pela sua trajetória na transição de atos, com um título extremamente condizente.

Journey! (escute AQUI essa curta trilha de 41 segundos).

A experiência em si

Castlevania Lord of Shadow

Jogar e terminar Lords of Shadow foi extremamente gratificante, principalmente porque joguei de uma maneira despretensiosa. Fui esperando um frenético Hack’ n Slash com uma história bobinha pra preencher lacunas e me deparei com um jogo que criou toda uma mitologia associada a diversos fatores de jogabilidade que me agradaram, assim como a trilha sonora e as tomadas de fotografia que foram bárbaras.

Depois de um tempo eu passei a procurar referências em tudo que via, e assim descobri como o jogo homenageou os jogos da série clássica, com referências a personagens, locais, itens… Não só a mitologia, mas o desenvolver do enredo foi interessante, instigando a jogar mais, conseguindo misturar fases de quebra-cabeças, batalhas épicas e fases de exploração numa proporção que não me enjoou.

Enfim, se já jogaram, o que acharam? Se não jogaram, por que não o fizeram?

Digam suas experiências com Lords of Shadow! Lembrando que atualmente estou jogando o segundo, ainda no começo, pouco menos de 5 horas de jogo, mas estou gostando até então.

Atualmente o jogo está custando R$ 49,99 na Steam e na Nuuvem, mas isso não significa que você não pode esperar aquele belo desconto pra pegar em promoção por 10 ou 15 reais.

Caso queiram conferir, abaixo vocês conferem a playlist inteira desse jogo, mostrando minha jogatina do começo ao fim, assim como resumos dos 2 primeiros capítulos (planejo fazer dos outros capítulos mais pra frente) e alguns vídeos “extras”.

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Castlevania Bloodlines| Prévia do Jogo por Rodrigo Vigia https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/05/10/https-twitter-com-arquivosdowoo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/05/10/https-twitter-com-arquivosdowoo/#comments Tue, 10 May 2016 23:36:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/05/10/jogatinas-saudaveis-castlevania/ Antes de mais nada, esse aqui não é um review do jogo Castlevania Bloodlines. Quem não gosta de Castlevania? É certo que alguns jogos são extremamente difíceis, outros fogem um pouco do gênero, mas no geral, Castlevania é uma franquia com ótimos jogos, sendo uma das principais franquias da história dos jogos eletrônicos. LEIAM – […]

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Antes de mais nada, esse aqui não é um review do jogo Castlevania Bloodlines.

Quem não gosta de Castlevania?

É certo que alguns jogos são extremamente difíceis, outros fogem um pouco do gênero, mas no geral, Castlevania é uma franquia com ótimos jogos, sendo uma das principais franquias da história dos jogos eletrônicos.

LEIAM – Silent Hill | Seu filme 3D intragável

Quero que pensem nisto como uma prévia desse jogo, para quem nunca jogou este clássico, como sendo uma de suas primeiras experiências, como se neste momento, você estivesse lendo em uma revista sobre um jogo que quer muito jogar!

Então espero que aproveitem este tipo de experiência que tentarei passar para vocês.

A HISTÓRIA DE CASTLEVANIA BLOODLINES

Castlevania Bloodlines
Capa da versão Européia

Castlevania Bloodlines foi o primeiro Castlevania a aparecer num console da SEGA e é considerado por muitos um dos melhores jogos do Mega Drive.

Lançado em 1994, Castlevania Bloodlines, na América, ou Castlevania: The New Generation na Europa e Vampire Killer no Japão, se passa em 1917, mas sua história começa bem antes disso.

Em 1421, a condessa Elizabeth Bartley foi encontrada ao lado do cadáver de um jovem, este, com duas perfurações no pescoço. Elizabeth foi julgada por ser vampira e foi condenada.

Castlevania Bloodlines
A Condessa Elizabeth Bartley

Agora, quase 5 séculos depois, de volta a 1917, uma bruxa chamada Drolta Tzuentes, numa visita às ruínas de um antigo castelo na Transilvânia, realiza um ritual e revive a condessa Bartley, esta que é nada mais, nada menos, que a sobrinha do Conde Drácula.

Revivida, a condessa está determinada a reviver seu falecido tio.

Sua missão é interromper a condessa antes que ela consiga reviver o conde Drácula, e para isso, podemos fazer uso de 2 personagens diferentes.

PERSONAGENS

Castlevania BloodlinesO primeiro personagem é o texano John Morris: Os Morris são considerados parentes distantes dos Belmonts, o que justifica o fato deles conseguirem usar o Vampire Killer, o famoso chicote matador de vampiros.

Uma curiosidade é que Quincy Morris, o pai de John Morris, derrotou o Drácula em 1897 junto com Jonathan Harker, na história de Bram Stoker.

Outra curiosidade é que o filho de John Morris é Jonathan Morris, um dos protagonistas de Castlevania: Portrait of Ruin, jogo exclusivo para Nintendo DS.

Considerado a continuação da história de Castlevania Bloodlines. Como um Morris, John deve seguir a tradição familiar e lutar contra as forças da escuridão a todo custo.

Castlevania BloodlinesO segundo protagonista é Eric Lecarde, natural de Segovia na Espanha.

Confesso que esse nome não me parece muito espanhol, mas Eric, amigo de John, se voluntaria para a batalha, mas por um motivo mais importante que um legado familiar.

Gwendolyn, sua amada, foi transformada em vampira pela Condessa Bartley, e agora o lanceiro quer vingança!

Em minhas pesquisas encontrei alguns fatos interessantes, como informações que diziam que os poderes mágicos da família Lecarde permitiam que os membros da família Morris usassem o Vampire Killer. Enquanto a lança de Eric, a Lança Alcarde  havia sido dada pelo próprio Alucard, dentre outras informações, no entanto, como não achei nenhuma fonte consistente, talvez isso não devesse ser levado em consideração.

Cada um dos personagens tem uma habilidade diferente. John consegue se pendurar no teto com seu chicote, enquanto Eric consegue efetuar pulos muito altos pegando impulso com sua lança.

No jogo temos 6 fases, onde passamos por diferentes países na caçada da condessa, e as fases são bem diferentes entre si, com cenários bem detalhados.

As sub-armas clássicas da franquia continuam presentes, como a faca, machado, bumerangue e água benta, e além dos upgrades normais, também podemos contar com um super-upgrade, que além de permitir um ataque especial muito forte também deixa a nossa arma bem mais potente!

CONCLUINDO

Essa é uma pedida para você começar a jogar Castlevania Bloodlines. A série desse clássico começará em breve aqui no canal, mas enquanto isso, aproveite para você jogar esse belo jogo, que na minha opinião, é um dos melhores jogos da 4ª geração.

Valeu Cyber Woo por me ceder espaço para eu falar sobre um jogo que tanto gosto!

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