Arquivos Estratégia - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/estrategia/ Um pouco de tudo na medida certa Sun, 01 Dec 2024 19:50:59 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Estratégia - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/estrategia/ 32 32 Songs of Silence | Na verdade, as músicas não são silenciosas https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/12/01/songs-of-silence-na-verdade-as-musicas-nao-sao-silenciosas/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/12/01/songs-of-silence-na-verdade-as-musicas-nao-sao-silenciosas/#comments Sun, 01 Dec 2024 19:50:59 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18709 Quando se olha o portifólio de uma desenvolvedora, você meio que cria expectativas para os jogos dela, tipo, você fala da ATLUS, você espera RPG’s ultra coloridos e cheios de estilo, você pensa na Codemasters, você pensa em simcades que eventualmente serão fodidos pela Electronic Arts, então quando essas publishers colocam no mercado algo diferente, […]

O post Songs of Silence | Na verdade, as músicas não são silenciosas apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Quando se olha o portifólio de uma desenvolvedora, você meio que cria expectativas para os jogos dela, tipo, você fala da ATLUS, você espera RPG’s ultra coloridos e cheios de estilo, você pensa na Codemasters, você pensa em simcades que eventualmente serão fodidos pela Electronic Arts, então quando essas publishers colocam no mercado algo diferente, vai causar aquele estranhamento. Tipo, como aconteceu quando a Codies publicou Rise of Argonauts, um hack’n slash baseado na mitologia grega, ou a ATLUS publicou um RPG baseado em Game of Thrones. Claro, esses jogos não foram desenvolvidos internamente por essas empresas, mas são jogos que são fora do escopo que as determinadas empresas são conhecidas.

Vou ser completamente honesto com vocês, e confessar que até pouco tempo atrás, eu sequer sabia do termo 4X pra jogos, eu até conhecia alguns dos jogos do gênero, como as séries Civilization e Age of Wonders, mas nunca sob o termo “4X”, pra mim, e ao menos em textos ao longo dos anos, o gênero sempre foi chamado de Estratégia baseada em Turnos. Só recentemente vejo sendo usado mais e mais o termo 4X pra se definir esse gênero de jogo.

O 4x é uma abreviação de Explorar, Expandir, Exploitar, Exterminar que basicamente envolve criar um império e desenvolver todos os frontes dele, como economia e desenvolvimento tecnológico, com meios militares e não militares para a vitória. Ele é o tipo de jogo que você sempre diz… MAIS UM TURNO, até que quando percebe, o sol está nascendo… Bom, pelo menos é o que o pessoal que joga CIV sempre me disse. Mas o que isso tem a ver com o jogo de hoje, você me pergunta? Simples, meu caro gafanhoto, agora vou entrar numa segway que envolve os dois assuntos que retratei na entrada do texto.

Se você olhar o portifólio da Chimera Games, você vai ficar espantado porque durante a maior parte dos 18 anos de existência do estúdio alemão foi dedicada a jogos para o mercado mobile e jogos para web browser, incluindo dois RPG’s de Angry Birds e um jogo da série XCom (Embora a Chimera tenha apenas auxiliado a Iridium Starfish, o jogo está no portifólio da Chimera). Então, meio que surpreendeu, quando em março desse ano, a Chimera Entretainment lançou o Kickstarter de Songs of Silence, um jogo de estratégia que tem sido trabalhado há três anos por eles. Com 103 mil euros conseguidos pelo financiamento (numa meta de 23 mil), o jogo chegava ao acesso antecipado menos de três meses depois do início da campanha, e em novembro, o jogo chegou a sua versão 1.0, que além do lançamento de PC, chegou aos consoles. E como parte do Grind de final de ano do Sancini (TM), confira nossa análise.

Art Nouveau e Trilha Fantabulosa

Uma das primeiras coisas que chamam a atenção em Songs of Silence é o estilo artístico, já que a arte dos personagens e monstros usa o estilo chamado Art Nouveau… Agora, precisamos de uma tangente explicando mais ou menos o que é o estilo Art Nouveau. É um estilo surgido no século 19 como uma reação ao Academicismo/Arte Acadêmica do século 19 e é inspirado em formas e estruturas naturais, não somente de flores e plantas, mas também de linhas curvas… Enfim, explicações técnicas que derretem meu cérebro a parte, Songs of Silence é um espetáculo visual, com belíssimos cenários e personagens chamativos.

A trilha de Songs of Silence foi composta por ninguém menos que Hitoshi Sakimoto, que compôs para alguns jogos pouco conhecidos, como Final Fantasy Tactics, Odin Sphere, Vagrant Story e Valkyria Chronicles… Então tipo, só jogos sem relevância. Piadas a parte, a trilha composta por Sakimoto mantém o nível, com ótimas composições. Infelizmente a trilha não está disponível em sites como o Bandcamp ou Spotify, ou mesmo o Youtube, e pode ser adquirida apenas no Steam ou GOG. A trilha passa bem o clima de guerra do jogo.

Autobattler? 4X? Estratégia?

O jogo possui três facções para se escolher, cada uma com um estilo de jogo único, oferecendo fator replay a suas partidas. O modo campanha possui oito mapas, que num grosso, resume a mais ou menos vinte horas de conteúdo. E o modo Skirmish (Eu poderia ter mudado pra português, mas o babaca aqui é babaca e esqueceu de alterar o idioma. E sim, Songs of Silence está disponível em português brasileiro) gera mapas aleatórios, criando assim um fator replay quase infinito. nesse modo, completar quests irá desbloquear novas classes e subclasses para a sua facção. Digamos que você completou o mapa com uma determinada facção, que irá tornar disponível a classe do Paladino, que possui três subclasses, cada uma delas oferecendo estilos de jogo diferentes. E cada facção possui múltiplas classes, adicionando profundidade e incentivando o jogador a experimentar mais.

Ao olhar as imagens e ver cartas, você já deve ter rolado os olhos pensando em ter que montar baralhos e tal, mas sossega o piru que essas cartas são o equivalente a habilidades, e não, não tem sistema de baralhos aqui. As batalhas do jogo são no estilo autobattler, com os seus minions saindo na porrada. E é aí que as suas cartas podem fazer a diferença, seja para a sua cavalaria avançar para as costas do inimigo, ou recuar, fugindo de unidades perigosas.

O jogo possui mais de 120 unidades diferentes, com cada facção tendo cerca de 20 unidades diferentes, e o resto sendo unidades que podem ser recrutadas nos entrepostos. Mas algumas dessas unidades só podem ser recrutadas por classes específicas. Em termos de desafio, quando você aprende como funciona o jogo, em geral ele é justo (ao contrário de Lost Eidolon: Veil of the Witch, que analisamos recentemente, que é BRUTAL), mas algumas batalhas contra chefes podem ser desafiantes nas dificuldades mais altas.

A movimentação pelo mapa é similar a do clássico Heroes of Might and Magic, porém o jogo acrescenta uma mecânica de emboscada. Se você usar mais da metade dos pontos de movimento, suas tropas ficarão vulneráveis a emboscadas. Porém, não se preocupe, pois algumas classes podem consruir acampamentos ou habilidades de patrulha e reconhecimento para prevenir essas emboscadas… E a mecânica de emboscadas pode ser usada a seu favor, com o jogador podendo se esconder nas florestas e se tornar invisível, assim, podendo EMBOSCAR os inimigos.

História básica e funcional

O modo história principal do jogo é funcional em termos de premissa. Duas raças diferentes lutam pelo controle do mundo, uma da luz e uma das trevas. Você é Starborn, e sob o comando da Rainha Lorelai, você deve lutar contra as forças das trevas que assolam o mundo. Sim, nada original, mas funcional. Ainda que não seja nada que lhe faça pensar por horas ou escrever versões alternativas na sua cabeça, se as coisas fossem diferente, Songs of Silence em termos de história, é aceitável e os personagens fazem a jornada valer a pena na minha opinião de merda.

Pode ser uma boa porta de entrada para o gênero

Uma coisa que muitos jogos de variados gêneros tentam é: Como trazer um novo público para esse gênero? Songs of Silence é uma boa porta de entrada para o gênero 4x, já que ele não exige as centenas de horas de um Civilization. E uma das coisas mais notáveis no PC, é que ao invés de ganhar um aumento de preço quando saiu do acesso antecipado, ele DIMINUIU DE PREÇO, com ele estando disponível por R$ 57,99 no PC, R$ 112,45 no Xbox Series e R$ 159,90 no Playstation 5.

Nota: 8,5/10

Songs of Silence está disponível para PC, Playstation 5 e Xbox Series X|S, e essa análise foi feita com uma chave cedida pela Chimera Entretainment.

O post Songs of Silence | Na verdade, as músicas não são silenciosas apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/12/01/songs-of-silence-na-verdade-as-musicas-nao-sao-silenciosas/feed/ 1
Monarchy | Eu já vi esse jogo antes… https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/11/11/monarchy-eu-ja-vi-esse-jogo-antes/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/11/11/monarchy-eu-ja-vi-esse-jogo-antes/#respond Mon, 11 Nov 2024 20:03:36 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18451 A chuva e o frio finalmente re-chegaram no RJ, depois de ver por dias nos noticiários, as chuvas em São Paulo e no Sul do país, pra aqui termos aqueles pinguinhos de merda, finalmente caiu um daqueles torós de parar o trânsito, molhar a sua meia e arruinar a volta pra casa. Você sabe do […]

O post Monarchy | Eu já vi esse jogo antes… apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
A chuva e o frio finalmente re-chegaram no RJ, depois de ver por dias nos noticiários, as chuvas em São Paulo e no Sul do país, pra aqui termos aqueles pinguinhos de merda, finalmente caiu um daqueles torós de parar o trânsito, molhar a sua meia e arruinar a volta pra casa. Você sabe do que falo, especialmente se o seu sapato furou de fininho devido a gastura. Mas por quê falo de chuva? Simples, o toró do outro dia causou um pico de energia que fez com que eu perdesse metade deste review na sua forma original.

Parte disso também foi culpa minha por não salvar o texto, mas não vamos chorar sobre o leite derramado. Enfim, eu não perdi tanta coisa em termos de texto, só a introdução e uma história que fiz em cinco minutos. Enfim. Uma coisa que sempre existiu na indústria dos jogos, foram cópias de fórmulas de sucesso. No fim dos anos 70, início dos anos 80, surgiram MUITAS cópias de Space Invaders e Pac-Man. Diabos, mesmo nos anos 70, a quantidade de clones de PONG era imensurável.

A prática de copiar o que faz sucesso não mudou com o tempo, só ver como a indústria tende a fazer jogos com mundo aberto cheios de nada, ou como na carona do sucesso de Splatoon, Senran Kagura Peach Beach Splash e Foamstars foram lançados, ou a quantidade de jogos que colocam elementos de roguelike, com alguns altamente inspirados em outros sucessos… Como não lembrar de Dandy Ace, um clone de Hades com youtubers brasileiros na dublagem?

Não que essa seja uma prática ruim, mas quando vai se copiar algo, é necessário dar seu próprio toque para se destacar. É uma das razões por exemplo, que curti bastante os dois Pretty Girls Breakout (Leia as análises aqui e aqui), apesar de usar a fórmula de Breakout/Arkanoid, ele é criativo com as meninas utilizadas das visual novels e o jogo é viciante o suficiente. Mas será que Monarchy, título da Brain Seal Games, lançado semana passada para PC e consoles consegue se diferenciar o suficiente da série Kingdom, que foi usada como inspiração? Confira conosco.

Kingdom, mas com tutorial minimalista

Se você já jogou algum jogo da série Kingdom, você vai se familiarizar com o loop de Monarchy bem rápido. Após escolher o gênero do seu personagem, você surgirá montado em seu cavalo e deve localizar o assentamento onde seu reino irá ficar. A diferença entre Kingdom e Monarchy, é que ao invés de se utilizar de texto para o tutorial, tudo é explicado com balões, o que explica o fato do jogo ter múltiplos idiomas, que só são usados nos menus.

Você vai construir seu reino pouco a pouco, começando com uma barraca, arqueiros e ferreiro. Mas para ampliar, moedas são necessárias. Moedas essas que são conquistadas após seus súditos cortarem árvores e matar animais. O combate é automático, mas a questão de ações, como construção e destruição, é tudo feito com comandos relativamente simples, aproxime-se de uma árvore e deixe uma tecla pressionada por tempo o suficiente e alguns de seus súditos aparecerão para cortá-la abaixo e garantir algumas moedas. Aproxime-se de algum animal com seus arqueiros e flechas serão disparadas neles, garantindo moedas.

Upgrades das construções custam essas moedas, então o jogador precisa tomar decisões o tempo todo. Não apenas isso, mas em algumas noites, bandidos tentarão atacar seu reino, você precisa reunir seus súditos e mandar os bandidos de encontro ao criador. E esse loop é o básico de Monarchy, e funciona bem. Se você conhece Kingdom, vai se sentir mais ou menos em casa. O jogo oferece três cenários diferentes, além do Tutorial, dando variedade ao looping de jogabilidade, além de uma opção de modo cooperativo local… Exatamente como a série Kingdom… Exceto Kingdom Eighties, que por alguma razão removeu o modo cooperativo. Vai entender.

Eu sei que parece covarde a comparação, mas quando seu título é semelhante demais a um jogo que possui três continuações, as comparações virão. E é, isso…

Ao menos não é pixel art

O estilo gráfico de Monarchy é… Diferente do da série Kingdom, ao invés de pixel art, tem um estilo mais cartunesco, apesar de ainda minimalista. Os cenários do reino no modo normal é passável, enquanto que nos outros modos, é até mais bonito, em especial o nevado.

A trilha sonora não é marcante, apenas existe sem incomodar o jogador, mas eu esqueci as músicas assim que fechei o jogo.

A recomendação depende de você gostar ou não do gênero.

Olha, se você foi um dos que se decepcionou com Kingdoms: Eighties por ser um título curto (ou por ter o envolvimento da Sweet Baby Inc), Monarchy pode ser uma boa pedida, já que ele oferece a experiência da série Kingdom… Mas não vá com sede ao pote, já que ele se assemelha mais ao primeiro Kingdom, especialmente considerando que seus súditos são mais lentos que você. Em relação a preços, Monarchy custa aproximadamente o mesmo valor dos jogos da série Kingdom na maioria das plataformas, e é CLARO que ele é mais caro no PS5. Porquê não seria?

Nota Final: 7/10

Monarchy está disponível para PC, Playstation 5, Nintendo Switch e Xbox Series X|S, e essa análise foi feita com uma cópia de PC, enviada pela Brain Seal.

O post Monarchy | Eu já vi esse jogo antes… apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/11/11/monarchy-eu-ja-vi-esse-jogo-antes/feed/ 0
Kunitsu-Gami: Path of the Goddess | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/08/10/kunitsu-gami-path-of-the-goddess-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/08/10/kunitsu-gami-path-of-the-goddess-analise/#respond Sat, 10 Aug 2024 21:13:08 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17246 Kunitsu-Gami: Path of the Goddess é um jogo da Capcom feito pelo Capcom Development Division 1, o mesmo estúdio interno da empresa responsável por seus grandes sucessos, como Resident Evil e Devil May Cry. Anunciado em junho de 2023 porém sem muito alarde da maioria dos canais de noticia de games. Talvez por culpa da […]

O post Kunitsu-Gami: Path of the Goddess | Análise apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Kunitsu-Gami: Path of the Goddess é um jogo da Capcom feito pelo Capcom Development Division 1, o mesmo estúdio interno da empresa responsável por seus grandes sucessos, como Resident Evil e Devil May Cry.

Anunciado em junho de 2023 porém sem muito alarde da maioria dos canais de noticia de games. Talvez por culpa da Capcom que não quis fazer um marketing pesado no jogo, mas o fato é que o game não recebeu um destaque grande como a maioria das IPs da empresa quando chegam ao mercado, principalmente se tratando de um título original.

LEIAM – Como foi ao ano de 1996 para os vídeo games

Pouco também se falou sobre o gênero do mesmo. Aos olhos de um turista, o game pode parecer um jogo de combate em terceira pessoa como outros da empresa, mas seu gameplay é bem mais complexo e diferenciado que isso.

O que temos em Kunitsu-Gami é um famigerado tower defense, onde o jogador deve construir bases para defender suas “torres”, mas neste game a coisa não funciona bem assim. Além disso, ele também possui elementos de jogos RTS (DotA, LoL, etc), onde você controla um personagem diretamente durante o gerenciamento do restante dos soldados.

Reprodução: Capcom

História e ambientação

Antes de mergulharmos na jogabilidade do jogo, é interessante dar uma abordada rápida em seu estilo visual e história.

Com uma temática que remete ao período feudal japonês, que por sua vez é intrinsicamente ligado com o folclore da região, o jogo conta a história da Deusa Yoshiro, que é auxiliada por Soh, o personagem principal controlado pelo jogador.

Eles, juntos de seus outros servos, devem passar pela montanha Kafuku, descendo ela em diversas fases/missões, onde eles enfrentam os mais diversos tipos de demônios do folclore japonês.

Tudo isso é bem estilizado e voltado para o realismo fantástico, onde os movimentos dos personagens é baseado na dança cerimonial Kagura, que combina música, dança e teatro para invocar deuses e celebrar mitos e lendas do xintoísmo, que é a religião mais popular do país.

O jogo também é mais um a rodar na RE Engine, mas como não preza tanto pelo realismo, ele se assemelha graficamente muito mais a um Monster Hunter Rise do que a um Resident Evil 4 Remake, por exemplo.

Reprodução: Capcom

Jogabilidade: Introdução

Como dito no início dessa análise, a Capcom meio que não queria explicar bem sobre o que era o jogo. Talvez por medo do seu gênero de tower defense afastar jogadores mais casuais ou por qualquer outro motivo que seja, mas o fato é que o jogo realmente exige uns 20% a mais de dedicação do jogador do que o seu jogo de aventura em terceira pessoa médio.

Cada fase de Kunitsu-Gami se passa numa área fechada, com alguns caminhos paralelos, quase como um mapa de LoL/DotA, só que bem menor.

LEIAM – Super Monkey Ball Banana Rumble | Análise

Seu objetivo é fazer com que Yoshiro saia do começo da fase e percorra todo caminho até o portal Torii no final do mapa, para que ela possa purificá-lo e você avance para o próximo estágio.

“Ah, mas purificar pra quê”, você pode ter se perguntado. Então, desse portal saem DEMÔNIOS, que são os mobs que você e seus aliados devem atacar. Eles só saem durante a noite, e por essa razão, você deve preparar suas defesas durante o dia.

Reprodução: Capcom

Jogabilidade em duas partes: Fase do Dia

O começo de cada estágio do jogo se passa durante o dia. Nessa hora, você deve acumular recursos realizando diversas tarefas no mapa, como purificar almas perdidas, destruir potes, etc.

Esse recurso serve pra diversas coisas, mas principalmente para duas coisas: fazer com que Yoshiro ande pelo mapa durante o dia (seu objetivo principal, lembra?) e para mudar a classe dos aldeões.

Os aldeões em questão são seus ajudantes e podem ser associados com funções como “Lenhador” (soldado), “Arqueiro”, “Xamã (healer)”, “Lutador de Sumô” (tank), “Ladrão”, entre outros diversos tipos de classes.

Você pode alterar a função de cada aldeão a qualquer momento mesmo em combate, porém isso gasta recursos, e o ideal é que você economize o máximo dessa moeda pra fazer com que Yoshiro avance o máximo possível no mapa.

Reprodução: Capcom

Jogabilidade em duas partes: Fase da Noite

À noite o bicho pega, literalmente. Nessa hora, você não pode mais avançar com a Deusa, mas deve protegê-la dos demônios que saem do portal Torii no final do mapa — e de outros lugares mais pra frente no jogo –.

Os demônios possuem diversas variações; alguns são mais rápidos, outros atacam de longe, alguns só voam e cabe a você decidir a melhor forma de encará-los.

LEIAM – Dicefolk – uma tomada refrescante aos roguelites

Essa luta dura a noite inteira, e o loop consiste em você controlando Soh, atacando livremente como em um jogo de hack n’ slash, enquanto divide seu tempo dando ordens ou posicionando os aldeões de maneira a se defender ou atacar da melhor forma possível. Pense no jogo do Pikmin, mas você controla bem menos unidades ao mesmo tempo.

Esse combate não é tão complexo, e por mais assustador que pareça de início, é necessário encarar tudo como um aprendizado. Dificilmente você irá passar das fases mais avançadas de primeira, sendo a tentativa e erro um fator essencial do jogo.

Reprodução: Capcom

Variações das fases

Nem toda fase é nesse esquema, ainda bem! Existe uma boa variação de jogabilidade em alguns momentos, e o jogo não te avisa de antemão como vai ser a mudança de paradigma.

Temos obviamente as fases de chefes, onde o diferencial básico é que você pode comandar seus aliados a atacarem todos de uma vez ou defender a Deusa todos juntos.

Outras fases fazem com que você não possa atacar diretamente, deixando tudo nas mãos de seus aliados. Isso dá bastante agonia, pois a tendência é que confiemos mais na nossa jogabilidade do que nos aliados. E acho que esse tipo de fase existe justamente para isso; pra fazer o jogador relegar tarefas aos aldeões, que por sua vez, precisam de upgrades, que vamos falar agora

Kunitsu-Gami
Reprodução: Capcom

Melhoria das bases e dos aldeões

Depois de algumas fases, o local fica purificado, permitindo que você construa uma base por lá.

Essas bases estão todas danificadas, e você pode comandar seus aldeões para que eles consertem tudo e com isso, gerem mais recursos pra você.

Isso gera um loop onde você visita as bases antigas após passar de cada fase, coloque os aldeões para trabalhar e vá avançar pra mais uma fase. Depois, você volta lá e recolhe o recurso produzido e usa ele pra melhorar cada função dos aldeões, como aumentar o ataque dos lenhadores, melhorar a vida dos arqueiros, etc.

Essa progressão é gostosa, pois você sente que a cada fase jogada, seus personagens estão se fortalecendo aos poucos, o que vai facilitando a luta em fases mais difíceis.

Além disso, essa mecânica faz com que rejogar fases antigas seja mais gratificante, pois a passagem do dia avança os consertos nas bases. Isso sem falar nas conquistas específicas de cada fase, como “passar sem se curar”, ou “evitar que a Deusa sofra dano”.

Cada conquista dessa obviamente vai ficando mais fácil conforme você e seus aldeões fiquem mais fortes, então é válido farmar as fases antigas caso você não esteja conseguindo passar de alguma outra mais avançada.

Kunitsu-Gami
Reprodução: Capcom

Referências a Okami

O estilo de Kunitsu-Gami lembra muito um outro game antigo da Capcom: Okami. Por essa similaridade, os devs acharam que seria legal colocar skins tanto para Soh quanto para Yoshiro dos personagens do jogo, além de poder ser possível trocar toda trilha sonora original pelas músicas do clássico de PS2/Wii.

É um bônus divertido, ainda mais visto que o estúdio interno que desenvolveu Okami, o Clover Studio, já foi dissolvido há bastante tempo.

Kunitsu-Gami
Reprodução: Capcom

Nem tudo são

A tradução ocidental do jogo optou por não mexer muito na estética, seja nos gráficos ou na interface do jogo, obviamente pra manter as referências à escrita e a cultura japonesa. Porém, talvez eles tenham exagerado um pouco nessa fidelidade.

Digo isso porque, mesmo que os textos em japonês estejam quase sempre acompanhados da mesma palavra em inglês/português, nem todos os ideogramas possuem tradução.

O nome dos aldeões, por exemplo, fica ao lado dos personagens o tempo todo, com banners verticais. Porém isso só aparece em japonês, restante ao jogador identificá-los pelo seu símbolo ou por signos visuais, como a arma que carregam.

É uma decisão estranha pois dificulta a criação de algum elo com esses NPCs, fazendo com que eles virem somente peões mesmo.

Isso se estende a alguns outros nomes no mapa que aparecem sem tradução da mesma forma. É compreensível que o jogo já se limite a um nicho que aceita melhor esse tipo de coisa, mas não custava traduzir tudo em tela.

Inclusive, a tradução em si é bem competente tanto em inglês quanto em português, deixando a história fantasiosa bem compreensível, como um livro de conto de fadas japonês.

Kunitsu-Gami
Reprodução: Capcom

Conclusão

Kunitsu-Gami: Path of the Goddess é um chute de trivela da Capcom, que tomou iniciativa de fazer um jogo de menor orçamento mas com a mesma qualidade e fineses de seus títulos AAA.

A indústria precisa disso mesmo: jogos que são bem feitos mas que não gastam milhões, e é bom ver isso vindo de uma empresa enorme.

Apesar de ser um tower defense com um “quê” de combate em terceira pessoa, Kunitsu-Gami é bastante acessível é uma boa mudança em relação a tantos outros jogos de estilos parecidos que saem o tempo todo.

Se você quiser tentar algo diferente, saiba que esse jogo é bastante divertido. E caso você já goste do gênero, com certeza vai valer o dinheiro e o tempo investido.

Kunitsu-Gami
Reprodução: Capcom

Nota: 7,5/10

_____________________________________________________________________
Kunitsu-Gami: The Path of the Goddess está disponível para PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox Series S|X, PC (Steam, Microsoft Store e Game Pass). Esta análise foi feita com uma cópia para PlayStation 5 cedida pela CAPCOM.

O post Kunitsu-Gami: Path of the Goddess | Análise apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/08/10/kunitsu-gami-path-of-the-goddess-analise/feed/ 0
Kaiju Wars | Salve o mundo dos Monstros Gigantes https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/06/04/kaiju-wars-salve-o-mundo-dos-monstros-gigantes/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/06/04/kaiju-wars-salve-o-mundo-dos-monstros-gigantes/#comments Sun, 04 Jun 2023 00:19:22 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=13872 Quem me conhece sabe que eu adoro jogos de estratégia, não consigo dedicar o tempo que gostaria em razão de priorizar outras jogatinas, então quando descobri Kaiju Wars, não poderia ter ficado mais feliz. Desenvolvido pela Foolish Mortals Games, um estúdio pequeno e que no momento conta apenas com quatro títulos, mas muita criatividade. Eles […]

O post Kaiju Wars | Salve o mundo dos Monstros Gigantes apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Quem me conhece sabe que eu adoro jogos de estratégia, não consigo dedicar o tempo que gostaria em razão de priorizar outras jogatinas, então quando descobri Kaiju Wars, não poderia ter ficado mais feliz.

Desenvolvido pela Foolish Mortals Games, um estúdio pequeno e que no momento conta apenas com quatro títulos, mas muita criatividade. Eles nos entregam uma experiência que remete um pouco ao excelente Advance Wars mas com uma arte que o faz parecer algo que poderia ter sido lançado em um ZX Spectrum.

LEIAM – Front Mission 1st: Remake | Impressões da Demo

Particularmente eu acho maravilhoso as paletas de cores escolhidas e a experiência de estarmos no controe de um filme de monstros gigantes.

Será que o resultado final é bom? Vamos descobrir.

Reprodução: Foolish Mortals Games

RESISTA AOS ATAQUES

Em Kaiju Wars o foco não é atacar, mas sim elaborar estratégias inteligentes para que você possa resistir o suficiente para contra-atacar os monstros. O que não é uma tarefa fácil, diga-se de passagem.

Temos a disposição algumas cartas aleatórias que nos garante algumas habilidades, mas os Kaiju’s também contam com algumas habilidades que lhes conferem escudos, aumento de vida e até mais movimentos, as vezes tudo em um só turno.

Só que tem uma pegadinha aqui, porque as vezes entramos no combate cogitando derrotar, mas o objetivo é resistir até que ele fuja. O segredo é se atentar aos objetivos do mapa e não ir cegamente para o ataque. Tem também o fato de que precisamos proteger uma cientista e evitar que forças obscuras levem os Kaiju’s até a localização desse figura.

Não só isso, os prédios que capturamos passam a nos fornecer energia para colocarmos veículos, tanques e até armas modernas para conter os monstros. Cada prédio que perdemos, mais difícil fica para resistir a investida dos Kaiju’s.

Kaiju Wars
Reprodução: Foolish Mortals Games

O SOM E O GRÁFICOS

Uma das sacadas legais de Kaiju Wars é o bom humor, mesmo que as vezes seja até bobo, ele ainda consegue entreter e torna a aventura mais  leve. O que é importante, visto que em alguns momentos você vai querer arrancar os cabelos, mas por outro lado é visualmente muito agradável.

O Kaiju’s parecem ser desenhado a mão e a cada ação que realizam é bem interessante, com uma versão animada pipocando na tela.

A trilha sonora lembra muito aquela de jogos clássicos e consegue empolgar dependendo do que tá rolando em campo. Há momentos em que você perdeu quase tudo em campo, e de repente você consegue criar uma arma poderosa que vai te levar a reviravolta e a música tá lá, quase te dando tapinhas nas costas: VAI FILHÃO!

Realmente não tenho do que reclamar nesse departamento, tudo funciona, e os personagens que interagem conosco são até que interessantes.

Kaiju Wars
Reprodução: Foolish Mortals Games

CONCLUSÃO

Kaiju Wars é uma ótima pedida para aqueles que gostam de um bom jogo de estratégia e sente falta de algo relacionado a temática monstros gigantes.

Gostei bastante do quão desafiador ele consegue ser, e apesar de citar Advance Wars por ser o titulo mais famoso, muito da sua ideia remete a Into the Breach, que nos coloca  no comando de robôs gigantes em uma luta contra monstros também gigantes.

LEIAM – Moons of Darsalon | Análise

Em ambos os jogos os prédios possuem um papel importante, pois mantê-los em pé o maior tempo possível é a única forma de conseguirmos dinheiro para pesquisas, desenvolvimento e armas. O que é no mínimo curioso, convenhamos.

Se procura uma experiência nova e com uma estética retro, com certeza Kaiju Wars vale a pena. O titulo está disponível para PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series S, Nintendo Switch e PC.

Especificações do meu PC:

  • Processador AMD A10-7700K Radeon R7, 10 Compute Cores 4C+6G 3.40 GHz
  • Memória RAM 8GB
  • SSD 240GB

————————

Kaiju Wars foi analisado com uma chave do Steam gentilmente cedida pela distribuidora do jogo.

O post Kaiju Wars | Salve o mundo dos Monstros Gigantes apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/06/04/kaiju-wars-salve-o-mundo-dos-monstros-gigantes/feed/ 1
Autonauts | Automatizando planetas https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/06/24/autonauts-automatizando-planetas/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/06/24/autonauts-automatizando-planetas/#respond Fri, 24 Jun 2022 12:45:24 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=11855 Eu honestamente não sei como começar esse texto aqui. Talvez por ter acabado de almoçar, ou sei lá… Mas enfim, eu não sou lá o especialista em PC games. O que eu quero dizer com PC Games? Me refiro aqueles jogos de gêneros que claramente foram pensados pra PC, como os RTS’s da vida, ou […]

O post Autonauts | Automatizando planetas apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Eu honestamente não sei como começar esse texto aqui. Talvez por ter acabado de almoçar, ou sei lá… Mas enfim, eu não sou lá o especialista em PC games. O que eu quero dizer com PC Games?

Me refiro aqueles jogos de gêneros que claramente foram pensados pra PC, como os RTS’s da vida, ou simuladores de construção ou vida real. RPG’s com 3 milhões de status pra você colocar variantes? Eu fujo deles feito o diabo foge da cruz. Managers? Passo longe, apesar de admirar quem consegue.

O que não quer dizer que eu não aprecie coisas do tipo. Visual novels e Adventures de objetos ocultos são minha praia, me sinto familiar. O que isso tem a ver com o jogo de hoje? Bem, o jogo de hoje foi originalmente projetado como um típico PC game, e saiu primariamente para PC, onde foi até premiado no BAFTA. E agora, em junho de 2022, Autonauts chega aos consoles.

Será que a transição foi suave na nave ou ela tropeça mais que eu tentando jogar basquete? Confira conosco.

Reprodução: Denki, Curve Digital

Colonizando de maneira sustentável

O jogo ele não tem uma história, históóória por assim dizer, o objetivo do jogo é basicamente você estabelecer uma colônia do começo e ir construindo as coisas de maneira sustentável, até transformar aquele pequeno assentamento em uma metrópole. A tarefa em si é dividida em oito partes e cada uma delas vai exigir muito de sua massa cinzenta.

No começo, obviamente, tudo vai ser de maneira simples, mas conforme você evolui, melhores ferramentas estarão a sua disposição para criar seu paraíso… Ou coisa do tipo.

Resumidamente, Autonauts é um jogo para mentes criativas e que de preferência, saibam o que estão fazendo… O que não me inclui em 90% do tempo.

Reprodução: Denki, Curve Digital

Não é tão intuitivo assim

Esse é o meu maior temor quando um jogo tipicamente de PC é transportado para os consoles. Deixar os controles confortáveis, a ponto da experiência do jogo ser mantida na transição. Muitos gêneros demoraram pra fazer isso, jogos de tiro em primeira pessoa em consoles por MUITO tempo, tinham controles desajeitados, até termos o padrão de hoje com os analógicos duplos e tiro nos gatilhos.

Infelizmente, no caso de Autonauts, os controles não são tão intuitivos, e mesmo com o tutorial, fazer as coisas no assentamento acaba sendo uma experiência difícil. O tutorial te explica, como criar seus robôs, suas ferramentas, mas depois que ele te explica o básico do básico, acessar o tutorial para continuar o jogo acaba sendo uma tarefa enfadonha e chata.

LEIAM – Pretty Girls Escape | Estratégia na hora de fugir

Sem contar que novamente, controles não intuitivos até mesmo pra movimentação de câmera/ponteiro do mouse, as vezes os comandos não respondem e mesmo seguindo o tutorial passo a passo, meu robô simplesmente se recusou a fazer o que foi programado.

Porque sim, teoricamente, você cria a programação dos robôs, meio que baseada em visual, coloque o robô pra gravar o que você quer que ele faça, faça passo a passo o que quer, e após alguns comandos, ele irá repetir. Conforme se avança no jogo, robôs com mais memória estarão disponíveis, e com isso, tarefas mais complexas.

No PC, o jogo funciona que é uma maravilha, já que mouse e teclado são ideais pra esse tipo de jogo, e acessar menus é “Plunct, Plact, Zuuum”, basicamente tipo respirar.

No PS4, bem… Tropeçando demais. Eu sei que foram 4 parágrafos falando de um controle não intuitivo, mas foi basicamente o que o jogo conseguiu me passar.

Reprodução: Denki, Curve Digital

Visual isométrico bonitinho e trilha sonora decente

A trilha de Autonauts não vai ganhar nenhum prêmio, ou vai ser lembrada daqui a 10 anos, mas as músicas suaves do jogo não ofendem seus ouvidos. E os gráficos são visualmente agradáveis. Novamente, como os sons, não são algo completamente memorável, mas são bonitinhos e bastante competentes.

As coisas ficam mais bonitas conforme se avança, mas no começo é tudo bem simples. Difícil descrever, mas enfim, é isso.

Reprodução: Denki, Curve Digital

Fiquem com a versão de PC

A versão original de Autonauts, lançada em 2019 no STEAM é superior ao porte de consoles, por conta dos controles desajeitados e tutoriais pouco intuitivos. É um bom jogo no geral, mas não recomendo a compra da versão de console. No PC?

Sem sombra de duvidas, se curte o tipo de jogo que Autonauts oferece, de construir sua própria civilização, ou algo do tipo, vá em frente.


Autonauts está disponível para Playstation 4, Playstation 5, Nintendo Switch, Xbox One, Xbox Series X|S e PC, e esta análise foi feita com uma cópia de PS4 gentilmente fornecida pela Curve Digital.

O post Autonauts | Automatizando planetas apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/06/24/autonauts-automatizando-planetas/feed/ 0
Black Legend | Uma Lenda não tão lendária assim https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/04/16/black-legend/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/04/16/black-legend/#comments Fri, 16 Apr 2021 08:00:26 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7030 Videogames são uma forma de arte fascinante, não? Eles são capazes de nos fazer sentir emoções e sensações diversas, como a frustração por um chefe difícil, a satisfação por descobrir como derrotar o dito chefe, a euforia de fazer um gol decisivo aos 45 do segundo tempo, a alegria de um jogo contagiante, a tristeza […]

O post Black Legend | Uma Lenda não tão lendária assim apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Videogames são uma forma de arte fascinante, não? Eles são capazes de nos fazer sentir emoções e sensações diversas, como a frustração por um chefe difícil, a satisfação por descobrir como derrotar o dito chefe, a euforia de fazer um gol decisivo aos 45 do segundo tempo, a alegria de um jogo contagiante, a tristeza de perder um amigo querido depois de uma longa jornada e até mesmo deixar você excitado por conta de… Bem, jogos adultos.

LEIAM – Dude, Where is my beer? | Eu quero goróó

O estúdio belga Warcave é um novato, fundado em 2017 na cidade de Geel, na Bélgica, eles tinham em seu portfólio, apenas um jogo, o RTS War Party, que obteve recepção mediana perante a crítica e que tem em Black Legend, seu segundo projeto, dessa vez, descambando para o RPG.

Confira nossa opinião na crítica a seguir.

Salve a cidade dos Cultistas malucos

O jogo se passa no século dezessete, na cidade de Grant, que possui sua arquitetura baseada na dos Países Baixos (A região onde se localizam a Holanda e a Bélgica, e não o eufemismo para pinto), cidade essa que está envolta em uma névoa criada por Mephisto, um Alquimista ameaçador.

Você é um mercenário, e junto com seu grupo, precisa libertar a cidade dos cultistas que a dominaram, já que a Névoa de Mephisto enlouquece quem fica por muito tempo nela. Recrute pessoas, conheça a história dos sobreviventes, descubra a história de Mephisto e limpe a cidade da maldita névoa.

Não é o roteiro mais criativo do mundo (de fato, coisas semelhantes apareceram na série “The Incredible Adventures of Van Helsing”), mas não quer dizer necessariamente algo ruim. As coisas aqui são básicas e nem passam perto dos problemas reais do jogo.

Um bom combate… Estragado pelo resto dos problemas do jogo.

Primeiro, vamos falar do ponto positivo da jogabilidade, o combate. O combate em si lembra bastante os XCOM modernos, em certo ponto, ou os RPG’s de Estratégia. A ação ocorre em turnos, determinada pelo personagem (do jogador ou inimigo) que possui a maior agilidade e antes do mesmo começar, o jogador decide onde quer colocar os personagens do grupo.

Os personagens possuem múltiplas classes e podem equipar diversos tipos de armamento. Não apenas isso, mas o jogo possui um sistema de humor que é basicamente a chave para vencer os combates, criando combos de humor pra aumentar o dano causado, ou status que possam lhe ajudar.

Com uma estratégia em mãos e o posicionamento de seus personagens, as lutas são fáceis de pegar o jeito. E o ponto aqui é que não somente você pode usar o esquema de humores, mas os inimigos também. Então não é raro um inimigo lhe causar sangramento por bom uso de humor.

O posicionamento também é importante na hora de atacar, especialmente se você utiliza armas de combate corpo a corpo (como espadas, lanças e machados), flanquear um inimigo ou atacá-lo pelas costas, é de grande ajuda, já que o dano será maior que um ataque corpo a corpo. E assim como os humores, o inimigo também pode se utilizar desse artifício.

Importante lembrar, que você pode jogar como quiser, deixando as mortes em combate permanentes ou não, tudo depende da experiência que você quer ter.

O combate de Black Legend é gostoso, porém… A interface do jogo não é nada amigável com o jogador, os tutoriais do mesmo são apresentados de forma desinteressante e o jogo não dá a menor indicação de como de fato ficar forte, porque os níveis não significam tanto assim. Ou se significam, os tutoriais não me explicaram direito.

A câmera do jogo não é boa, tanto na navegação, quanto nos combates. Ainda que você tenha um bom controle dela, você de fato não se sente no controle.

Eu disse que o combate do jogo é bom, e é verdade, mas o ritmo do combate… Nem tanto, as lutas parecem durar para sempre. Tem um botão que acelera as animações, mas ainda assim é irritante.

Muita repetição, nada que fique marcado

Graficamente… É um jogo fraco. Sim, eu sei que é um estúdio pequeno, são apenas dez pessoas trabalhando em um jogo para quatro sistemas diferentes, mas é a verdade. A customização da sua aparência é fraca, já vi jogos da geração PlayStation 3 com criador de personagens mais robusto que o de Black Legend.

A cidade tem uma arquitetura interessante e bem feita (apesar dos gráficos fracos), e apesar da névoa disfarçar os gráficos, ela ajuda a dar o clima de mistério de Grant. Porém isso não justifica a paleta de cores retirada de Dark Souls, que deixa o jogo com um clima tedioso e deprimente.

Sonoramente, não possui composições marcantes (ao menos elas não ofendem meus ouvidos, então relevo), porém a dublagem do jogo é bem, bem pífia. Sei que eles não possuem recursos para dubladores de ponta, mas parece que escolheram as pessoas mais desinteressadas do mundo para interpretar os personagens do jogo.

Uma jornada cansativa

Abri esse texto falando sobre o mérito de videogames causarem sensações. Black Legend me causou cansaço. A cada jogatina feita para produzir esta análise, ao terminar, eu me sentia cansado, porque a atmosfera do jogo me deixou assim.

O jogo tinha potencial, mas talvez a falta de experiência do estúdio, aliado com a interface nada amigável, tenha minado as chances do jogo se destacar no gênero.

E bem, ele não chega a ser desastroso como Tormenta: O Desafio dos Deuses, mas fica difícil recomendar Black Legend, com alternativas melhores e até mesmo mais baratas no próprio PS4. Se você cavar, pode encontrar algo que o divirta, mas é possível que você acabe se frustrando como eu.

Black Legend está disponível para PC, Nintendo Switch, PlayStation 4 e Xbox One.

Essa análise foi feita com base na versão de PS4, com uma cópia gentilmente cedida pela produtora.

O post Black Legend | Uma Lenda não tão lendária assim apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/04/16/black-legend/feed/ 1