Arquivos Akira Toriyama - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/akira-toriyama/ Um pouco de tudo na medida certa Tue, 22 Oct 2024 11:41:22 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Akira Toriyama - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/akira-toriyama/ 32 32 Dragon Ball: Sparking! Zero | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/21/dragon-ball-sparking-zero-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/21/dragon-ball-sparking-zero-analise/#comments Mon, 21 Oct 2024 19:10:26 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18036 Dragon Ball: Sparking! Zero foi concebido com a promessa de ser o Budokai Tenkaichi definitivo, o que pra mim que sou um grande fã, poderia ser uma tarefa bem difícil, pois entre diversos jogos lançados posteriores ao Budokai Tenkaichi 3, nenhum deles se aproximou do sucesso dessa fase que gosto de chamar de “a fase […]

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Dragon Ball: Sparking! Zero foi concebido com a promessa de ser o Budokai Tenkaichi definitivo, o que pra mim que sou um grande fã, poderia ser uma tarefa bem difícil, pois entre diversos jogos lançados posteriores ao Budokai Tenkaichi 3, nenhum deles se aproximou do sucesso dessa fase que gosto de chamar de “a fase de ouro de DBZ”.

É uma tarefa difícil, seja pelo volume de personagens que continha nessa franquia famosa ou mesmo por sua jogabilidade, que eu amava, mas talvez não pudesse ser abraçada pelos consumidores modernos. Pelo menos eu pensava isso.

Com o jogo em mãos eu finalmente pude jogar e fiquei espantado com tudo o que eu vi, então peço a vocês que vista seu uniforme de batalha e me acompanhe nessa jornada atrás das bolas do dragão… é, não resisti. Shala head shalaaa!

Créditos: Bandai Namco – Toei Animation

Uma carta de amor aos fãs

Dragon Ball: Sparking! Zero é uma carta de amor aos fãs da franquia Dragon Ball, porque ele entrega logo de cara 182 personagens que podem ser adquiridos sem nenhum custo adicional. O que é certamente um dos maiores acertos que vejo em muitos anos envolvendo a marca Dragon Ball.

Outro ponto importante é que entre as mudanças em comparação ao Budokai Tenkaichi, foi a maneira como o modo história funciona em Dragon Ball: Sparking! Zero. Uma das coisas que realmente incomodava um pouco no clássico, era que você se via obrigado a jogar todas as temporadas do anime, o que era muito cansativo de se fazer várias vezes para conseguir determinadas missões e desbloquear personagens. Já aqui o modo história é rápido e pode ser concluído em umas 4 horinhas, sendo dividido pela perspectiva dos personagens que participaram da temporada do anime.

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Se você escolhe Goku, então jogará o resumo com as participações mais importantes de Goku durante todas as temporadas, agora se você escolhe Vegeta, você terá lutas na qual Goku não participou mas o personagem foi decisivo para as mudanças. É um grande acerto por parte da Bandai Namco, porque isso faz com que você queira jogar novamente e sem se cansar pela repetição de ser obrigado a rever todas as cenas novamente, que até podem ser puladas.

Tudo isso contribui para que você tenha horas prazerosas lidando com diversos inimigos visando desbloquear ou mesmo comprar um determinado personagem utilizado a moeda do jogo que ganhamos. O que também é um acerto e isso me remete aos bons tempos dos jogos de luta que não nos obrigávamos a gastar dinheiro real comprando personagens – O que considero até hoje uma pratica triste da indústria.

Por sinal Dragon Ball: Sparking! Zero entrega aos fãs a possibilidade de jogar com todos os personagens que tanto ama sem pagar a mais por isso. Claro, precisamos ter em mente que provavelmente possa surgir alguma DLC paga, mas até você conseguir fazer tudo em Dragon Ball: Sparking! Zero, pode ter certeza que já conseguiu levantar a grana.

 

Créditos: Bandai Namco – Toei Animation

O Combate de Sparking! Zero

Se existe uma mecânica que remete ao Budokai Tenkaichi é o seu sistema de combate, que aqui em Dragon Ball: Sparking! Zero foi refinada e está até mais palatável para qualquer jogador que se arrisque com o titulo.

Não é difícil se adaptar ao seu combate, que após algumas batalhas se torna bem intuitivo até mesmo para os que não são familiarizados com a franquia Budokai Tenkaichi. O combate em si consiste em esquivar e aplicar combos que lançam o inimigo ao ar ou ao solo, além da defesa que nem sempre é uma boa ideia.

Uma outra característica de Dragon Ball: Sparking! Zero e essa até chegou ser a utilizada em Dragon Ball Xenoverse, é a sua liberdade durante os combates. Xenoverse talvez tenha sido o titulo que mais se aproximou ao que fora Budokai Tenkaichi, mas ele pecava por excessos que o sistema de jogo extremamente moroso e cansativo, como a necessidade de ter que ir até quiosques para buscar missões e por ai em diante. Já Dragon Ball: Sparking! Zero é mais direto ao ponto e ainda resgata algumas funções do passado, que irei abordar mais adiante.

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Outra funcionalidade que sempre gostei e também está presente nesse titulo atual é a possibilidade de se transformar após carregar algumas barras de KI durante o combate. No passado fazíamos isso pressionando o analógico L3 ou R3, aqui você seleciona a transformação que gostaria de ativar usando o direcional que abrirá um leque de transformações disponíveis para o personagem que você selecionou, com a diferença de que cada versão de um personagem possui as transformações correspondente a sua temporada ou anime.

Por exemplo: Temos varias versões do Goku e Vegeta, mas o Goku que se transformar em Oozaru não é o mesmo que se transforma em Super Sayaijin Blue, então se você escolhe o Goku de Dragon Ball Super, ele será limitado as transformações que surgiram durante toda a temporada do anime, assim como as fusões presentes nesse anime. O que pode não fazer muito sentido para alguém que não está familiarizado com a franquia de animes por ser o mesmo personagem (se é que existe alguém que jogue e não conheça minimamente Dragon Ball), mas cada um desses Goku possui golpes e características próprias, o que influencia na execução dos seus golpe seu especiais.

 

Dragon Ball: Sparking! Zero
Créditos: Bandai Namco – Toei Animation

Os complementos  e as missões

O combate de Dragon Ball: Sparking! Zero não se resume apenas ao combate, ele também faz uso de personalização, o que faz com que cada personagem possa ter uma arvore de habilidade onde seja mais forte em um ponto e mais fraco em outro, e isso influencia diretamente no combate.

Essa árvore de habilidades pode ser alterado com a compra de capsulas que podemos aumentar a explosão de KI e que são avaliadas por levels. Parece bobagem, mas quando você investe tempo na compra e personalização desses itens, você perceberá como isso influencia na composição dos personagens que você quer mais usar. Logo, se você gosta de DB e quer ter o personagem mais forte para encarar o online, vale a pena dedicar algum tempo checando as lojas de itens.

Nessa mesma loja você encontra segunda aba de personalização, que como o nome sugere, é lá que você customizara o seu personagem, e todos os itens podem ser adquirido por zeni, que é a moeda do jogo. Outros itens podem ser adquiridos por meio do cumprimento de missões, elas estão disponíveis na aba desafios e missões, e uma vez ali você tem noção do que deve ser feito para conseguir determinados itens.

Dragon Ball: Sparking! Zero
Créditos: Bandai Namco – Toei Animation

Dragon Ball: Sparking! Zero também fornece uma tonelada de conteúdo single player para você se divertir, como as batalhas personalizadas que são criadas pelos jogadores ao redor do globo e ainda conta com um sistema de avaliação, onde todos podem avaliar se aquele desafio criado por outro jogador é digno do que guerreiro que você tenta ser. Nesse modo você pode roteirizar e criar qualquer tipo de luta que nunca tenha ocorrido, então se em algum momento você pensou como seria ver Vegeta lidando com o pai de Goku, pois bem, você pode fazer isso nesse modo.

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São conteúdos como esse que só estenderão ainda mais o seu tempo investido no jogo, e não estou nem falando do torneio mundial que pode ser jogado no online e que vai te criar algumas inflamações nos dedos de tanto esmagar botão alucinadamente no  combate.

Um aspecto que vale a pena ter em mente é que todos os personagens são tão forte quanto os seus poderes demonstram, o que faz com que alguns combates precisem ser vencidos na astucia ao invés do poder, e por isso cada luta acaba sendo uma experiência única, o que é algo que só adiciona mais tempero ao jogo.

Dragon Ball: Sparking! Zero
Créditos: Bandai Namco – Toei Animation

O Budokai Tenkaichi Definitivo

Dragon Ball: Sparking! Zero entrega um jogo bem otimizado recheado de conteúdo para se investir horas e horas, além de um combate que inicialmente parece simples, mas tem uma curva relativamente elevada para se dominar, mas nada que vá tirar noites de sono. E apesar do modo de campanha, aqui chamado de batalha de episódio ser um resumão de vários eventos, ele te deixa jogar episódios onde o cenário muda caso algumas decisões importantes fossem deixadas de lado.

Tudo isso corrobora para que tenhamos a experiência definitiva que todos os fãs de Dragon Ball Budokai Tenkaichi sempre sonharam. Não consegui encontrar nada que pudesse desabonar o titulo, o que enxerguei foi que o tempo levado em desenvolvimento e cuidado com o titulo são perceptíveis desde a sua introdução animada ao simples movimentar de uma opção para a outra no menu principal, onde temos uma animação bem humorada e sinaliza que o jogo está localizado em português por sinal. Tudo parece que foi pensado para que a experiência final fosse a melhor possível, e conseguiram.

Dragon Ball: Sparking! Zero chega aos fãs como o titulo definitivo da franquia Dragon Ball Budokai Tenkaichi em um ano que tivemos que lidar com a partida do seu criador, Akira Toriyama que nos deixou em março desse ano, mesmo ano em que a obra completa 40 anos de sua concepção. O titulo chega aos jogadores honrando o legado do seu criador.

NOTA 10/10

É um jogo obrigatório para qualquer fã de Dragon Ball

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Dragon Ball: Sparking! Zero está disponível para PC, Xbox Series S|X e PlayStation 5, e esta análise foi feita com uma chave digital de Series S|X gentilmente cedida pela Bandai Namco

 

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Dragon Quest VIII: Journey of the Cursed King (3DS) | Análise Retrô https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/09/01/dragon-quest-viii-journey-of-the-cursed-king-3ds-analise-retro/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/09/01/dragon-quest-viii-journey-of-the-cursed-king-3ds-analise-retro/#respond Sun, 01 Sep 2024 22:13:21 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17446 A série Dragon Quest sempre foi jogada pra escanteio no ocidente. Houve uma tentativa de fazer ela se tornar o sucesso que é no Japão nos anos 80 e 90, trazendo os quatro primeiros jogos para a América do Norte sob o nome de Dragon Warrior. Como a Enix já não estava bem das pernas […]

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A série Dragon Quest sempre foi jogada pra escanteio no ocidente. Houve uma tentativa de fazer ela se tornar o sucesso que é no Japão nos anos 80 e 90, trazendo os quatro primeiros jogos para a América do Norte sob o nome de Dragon Warrior.

Como a Enix já não estava bem das pernas após isso, eles deixaram de trazer os jogos subsequentes que saíram no Japão no Super Famicom, como Dragon Quest V, VI e os remakes dos dois primeiros jogos. A série ainda teve uma sobrevida no PS1 com o lançamento ocidental do sétimo jogo, mas não teve muito alarde, principalmente numa época onde os JRPGS tinham uma barra muito alta para se destacarem.

ASSISTAM – Entrevista com Diogo do Arquivos do Woo

Em 2004, um ano após a fusão entre Square e Enix, o oitavo game da série foi lançado para o PlayStation 2.
A série estava dormente no ocidente, então o marketing resolveu colocar uma demo de Final Fantasy XII junto do jogo, o que provavelmente atraiu algumas vendas a mais.

Nada disso importa muito hoje em dia, então vamos falar do que Dragon Quest VIII representa e como ele é, como jogo, nos dias de hoje.

Reprodução: Square-Enix

Retrô de propósito

É difícil para um ocidental entender porque os jogos modernos da série DQ ainda usam efeitos sonoros do NES e — em alguns lançamentos – trilha sonora em chiptune ou digital. Acontece é que no Japão, a Square-Enix trata a série como algo tradicional, que remonta aos valores originais do que eram os JRPGS nos últimos 30 anos, enquanto trata Final Fantasy como uma marca internacional e moderna.

Nesse marketing divisivo, sempre há um pouco de adaptação quando os jogos feitos para serem tradicionais para o público japonês, vêm para o ocidente, que normalmente não possui afeição pela série.

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Na versão de PlayStation 2, Dragon Quest VIII recebeu a trilha sonora orquestrada composta pelo já falecido Koichi Sugiyama, que trabalhou na série desde o início, junto com Yuri Horii (diretor criativo) e Akira Toriyama (também falecido), que era responsável pela arte Dragonbólica da série.

Além disso, mais duas mudanças chegaram na versão ocidental do game: menus mais “bonitos” — diferentes das telas simples da versão japonesa — e dublagem em inglês.

Aliás, é importante notar que a versão japonesa do PS2 NÃO POSSUI DUBLAGEM, apenas tendo aquele barulhinho de texto, também remetendo a época do Famicom.

A localização ocidental do game foi feita na Europa, e foi nesse game que a Square criou uma bíblia de localização para os jogos futuros da série, já que os termos usados nas traduções ocidentais não estavam padronizados ainda.

Tudo isso como já foi falado, trouxe na época um jogo clássico, não só em suas mecânicas que vamos abordar mais a frente, mas também na estética, tendo um ar de nostalgia que é muito abraçado pelos japoneses que gostam da série.

Reprodução: Square-Enix

O port de Nintendo 3DS

Em 2015 (no Japão) e 2017 no ocidente, a Square Enix surpreendeu a todos fazendo simplesmente um port de um jogo de PlayStation 2 para o 3DS. Existiram alguns jogos que também fizeram esse caminho acredito eu — de cara só consigo lembrar do port de Tales of the Abyss que não roda tão bem no portátil –, mas a versão de DQVIII para o console da Nintendo foi muito esperada, principalmente em como eles iriam adaptar o jogo graficamente e mecanicamente para as duas telas.

De cara já é importante dizer que o jogo não tem suporte ao modo 3D. Isso claramente se deu devido a quanta demanda essa engine de mundo praticamente aberto exige do console. Graficamente tudo foi refeito ou diminuído, com texturas mais simples, mas mantendo a estética e a aparência geral do game de PS2.

Por alguma razão, a trilha sonora se manteve “midi“. Isso se deu devido a algum problema de licença com o compositor, mas que pode ser facilmente corrigido com um patch caso você tenha um 3DS desbloqueado ou jogue no emulador.

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Os menus dessa versão se mantiveram simples igual a versão japonesa, perdendo aquela tela com forma de mapa antigo que era bem legal da versão ocidental anterior.

Existiram algumas censuras no port, como mudança de violência em algumas cenas ou roupas menos safadas na versão ocidental. A questão das roupas também pode ser solucionada com patch.

Fora isso, temos dois personagens novos jogáveis, um sistema de tirar fotos para receber recompensas no jogo, novas cutscenes que exploram um pouco mais a história e o passado dos personagens, novos monstros, receitas, equipamento, roupas, opção nova de relação amorosa no fim do jogo e a principal mudança: AS BATALHAS NÃO SÃO MAIS ALEATÓRIAS!

Versão de PS2 (acima) e 3DS (abaixo) / Reprodução: Square-Enix

O fim das batalhas aleatórias

Deixando isso aqui num parágrafo separado pra mostrar a importância dessa mudança no panorama geral desse jogo. Dragon Quest VIII é um jogo que, por vezes e infelizmente, é maçante.

Principalmente em momentos que você quer explorar uma área ou simplesmente ir do ponto A ao B, é impossível andar mais de 10 passos sem entrar numa batalha. Essas batalhas duravam certa de 3 a 5 minutos em média e te recompensam com pouco EXP, o que torna boa parte do game um pouco chata a menos que você queira muito ir até o fim.

Na versão de 3DS, pela primeira vez, temos os inimigos andando pelo mapa. O que significa que temos um approach mais moderno que foi levado também aos jogos subsequentes da série, onde você encosta no inimigo e entra em batalha.

Isso não quer dizer que você pode simplesmente fugir de todas as lutas, até porque em lugares fechados isso ainda é bem difícil, mas torna a experiência de andar no mundo aberto muito, mas MUITO mais agradável. E não é só isso (!!): também é possível acelerar as batalhas em 2X, essencial para aquelas horas de grinding contra metal slimes.

Reprodução: Square-Enix

História

Se você já jogou algum jogo da série, nada aqui é muito diferente. Controlamos um rapaz de bandana chamado VOCÊ (tu que dá nome), que anda junto com um bandido gordinho chamado Yangus. Ambos estão escoltando um monstrinho verde e um cavalo branco.

Logo após algum tempo, é mostrado ao jogador que na verdade o monstrinho e o cavalo (égua, na verdade) são o rei e a princesa de um reino — daí o subtítulo do jogo — que estão sob a maldição de um mago chamado Dhoumagus.

Daí você viaja de cidade em cidade buscando mais informações sobre esse mago, e a história obviamente escala a um ponto onde você não está só salvando a aparência do rei e de sua filha, mas também salvando o mundo.

É um roteiro básico, mas que está sempre te puxando pra seguir em frente. É verdade que há muitos desvios na história, provavelmente para esticar a longevidade do game, mas de modo geral, é tudo bem coeso nesse sentido.

Não é uma história tão heroica como de outros games da série, como a primeira trilogia ou mesmo com toques emocionais tão grandes como em Dragon Quest V, mas os personagens são divertidos e nada chega ao ponto de querer largar o console por ser mal escrito ou algo assim.

Reprodução: Square-Enix

Jogabilidade

Como já falado algumas mal-traçadas linhas acima, Dragon Quest é uma série de mecânicas simples de propósito. Não espere um sistema de combate em tempo real como em Grandia ou Tales of; aqui temos um RPG de turno padrão. Se você já encostou em algum RPG Maker ou jogo feito nessa engine, vai entender muito bem o que tô falando (até porque RPG Maker é todo copiado de DQ, mas deixa quieto): nos menus temos opção de Ataque, Defesa, Magia, Habilidades e um esquema que eu gosto de chamar de “encher o ki”: o Psyche Up.

Psyche Up é uma opção que aumenta seu ataque as custas de perder o turno do personagem. Usando uma vez o Psyche Up vai pra 5, depois pra 20, depois pra 50 e há uma chance de ir pra 100, mas você pode falhar e manter os 50. Usar um ataque qualquer depois desses boosts aumenta significativamente o seu próximo ataque, e isso é uma estratégia essencial para alguns chefes.

E não, não é o mesmo que atacar em todos os turnos, pois essa habilidade realmente melhora seu próximo ataque.

Obviamente que alguns inimigos também podem contrabalancear, usando um ataque tira todos os buffs de sua party, incluindo o Psyche Up. Normalmente só alguns (quase todos) os chefes fazem isso, então é meio que um jogo de testar sua sorte pra tentar um ataque mais forte.

O combate é basicamente isso o jogo todo, sem muita variação, o que pode tirar a vontade de algumas pessoas que estão acostumadas com lutas mais envolventes. De modo geral, é satisfatório pelo que se propõe, apesar de muito difícil se você não treinar sua party constantemente ou não prestar atenção em lutas complicadas. Por isso sempre recomendo salvar a todo momento.

Reprodução: Square-Enix

Trilha sonora

Eu gosto muito do tema da série Dragon Quest, mas não sou muito fã das trilhas compostas pelo Sugiyama. Acho todas as músicas muito parecidas e juro que se eu ouvir o tema de batalha de todos os Dragon Quest eu não vou saber qual que é de qual. Sim, eu sei que é pra soar épico mas vamos esperar que com a mudança forçada do compositor para o próximo game, tenhamos músicas mais diferentes entre si.

Não precisa deixar de ser orquestrada; é só ver o tema de batalha de Final Fantasy XIII por exemplo, que é muito marcante e bem mais envolvente que qualquer canção de DQ.

Conclusão

Dragon Quest VIII: Journey of the Cursed King é um RPG muito tradicional e que existe do jogador que se esforce mais do que o básico, pois ele não te puxa muito pela mão. Em vários momentos o game te dá dicas do que fazer pra te forçar a ficar por minutos ou horas pensando no seu próximo passo, e nem sempre todas as dicas vão te ajudar.

Por isso, eu recomendo uso de algum guia detalhado pra deixar sempre aberto ali no cantinho da sua tela pra ser consultado em momentos onde a frustração esteja quase te vencendo.

Apesar disso, a recompensa é gigante, pois é um game enorme, com muito conteúdo até mesmo após o final. Se o jogo te pegar, você vai simplesmente querer fazer todas as quests possíveis, explorar cada área e melhorar seus personagens até o level 99.

No meu ponto de vista pessoal, eu fiquei claramente vencido pelo cansaço nas últimas 10 horas de jogo (de 90 jogadas), principalmente por algumas coisas mais escondidas que são apresentadas sem muita margem pro jogador descobrir rapidamente, mas lutei até o fim e zerei esse game que eu tenho no backlog desde que comprei meu PS2 lá no início dos anos 2010.

Sua sequência espiritual inclusive, Dragon Quest XI, é meu jogo favorito de todos os tempos. Principalmente por ele pegar toda a base do VIII e evoluí-la, com mecânicas de qualidade de vida que corrigem praticamente todos os percalços que citei acima. Logo, DQ8 não é perfeito, mas é um ótimo jogo que merece ser apreciado pelo que é: um excelente RPG tradicional da Square Enix.

Caso queira a melhor experiência, baixe a ROM da versão de 3DS já com o patch de música orquestra + sem censura. E se for usar o emulador Citra/Lime 3DS, procure o código cheat para acelerar o jogo em 2X, que não atrapalha a música e nem as cutscenes. Fica excelente!

 

 

Nota: 7,5/10

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Leia mais sobre Dragon Quest aqui no Arquivos do Woo:

Impressões do Diogo sobre Dragon Quest VIII de PS2 láaaa em 2012: link

Análise de Dragon Quest I por mim: link
Análise de Dragon Quest II por mim: link
Análise de Dragon Quest III por mim: link

Reprodução: Square-Enix

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Sand Land | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/05/22/sand-land-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/05/22/sand-land-analise/#comments Wed, 22 May 2024 14:06:52 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=16913 Após o fim de Dragon Ball em 1995, Akira Toriyama não tinha nem motivo para continuar escrevendo. Com a vida resolvida, o autor poderia passar o resto da vida vivendo de renda. Ainda assim, sua motivação como mangaká não se apagou, e ele produziu algumas histórias curtas. Claro, nenhuma delas teve o peso de Dragon […]

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Após o fim de Dragon Ball em 1995, Akira Toriyama não tinha nem motivo para continuar escrevendo. Com a vida resolvida, o autor poderia passar o resto da vida vivendo de renda. Ainda assim, sua motivação como mangaká não se apagou, e ele produziu algumas histórias curtas.

Claro, nenhuma delas teve o peso de Dragon Ball, mas nem ele mesmo tinha essa expectativa. Suas obras seguintes foram:

Sand Land, por sua vez, teve apenas 12 capítulos, e foi publicada em um único volume, que inclusive foi lançado no Brasil. Temos um roteiro curto, mas que entrega um lado de Toriyama mais maduro do que o visto em suas comédias pré-Dragon Ball. O mangá ainda é de comédia, mas não é tão escrachada, e ele claramente preza mais pela ambientação.

Reprodução: Internet

A história de SAND LAND se passa em um mundo machucado por guerras e secas, no lugar chamado Sand Land. Esse país é controlado por um rei bobo, que controla um exército que não se esforça muito para melhorar a condição de seu povo.

Além dos humanos presentes nessa terra, existe também um local onde vivem demônios de vários tipos, que são liderados por Lúcifer (Satan, na versão original), um diabão que é idêntico ao Dabura de Dragon Ball.

Seu filho, Beelzebub, é um demoniozinho de bom coração que, apesar de não assumir, está sempre preocupado com seus outros amigos demônios.

Um belo dia, um velho bigodudo aparece na porta da terra dos demônios pedindo ajuda para encontrar uma fonte d’água para que possa ajudar tanto as vilas humanas como as de demônios. Esse velho se chama de Rao, e ele é o xerife de uma aldeia.

Beelzebub resolve se juntar a Rao nessa busca, junto de um ancião da aldeia, o Thief. Eles partem em sua jornada, mas acabam tendo problemas com o exército do rei, que se tornam os antagonistas nessa busca pela água.

Créditos: Bandai Namco

O jogo

Lançado em 2024, vinte e quatro anos depois do lançamento do mangá, chega num momento agridoce. O projeto, que engloba o jogo e um anime novo que está disponível na Disney+, foi lançado apenas após a morte de Toriyama, que nos deixou mais cedo neste mesmo ano.

Antes de partir porém, ele trabalhou nos designs dos personagens para esse novo projeto, incluindo novos personagens de uma nova saga exclusiva do jogo e do anime. Entre esses personagens está Ann, uma personagem nova feminina que está intrinsicamente ligada a Beelzebub e a uma nova área, que não existe no mangá original.

LEIAM – Penny’s Big Breakaway | Análise

Produzido pela ILCA, a mesma de One Piece Odyssey e os remakes de Pokémon Diamond e Pearl, o jogo saiu para Todos os PlayStation’s, Xbox e PC, mas estranhamente não para o Switch. A escolha de deixar o Switch de lado já indica que várias empresas já estão pensando no próximo console da Nintendo e acham que não valem desenvolver para o tablet de quase 10 anos de idade.

Créditos: Bandai Namco

Jogabilidade

No game, você viaja inicialmente pelo deserto de Sand Land, utilizando-se de vários veículos diferentes que você mesmo deve montar.

Não é algo profundo como um Lego da vida, mas sim uma combinação de peças que, após encontradas, podem ser levadas para a oficina para que o novo veículo seja feito.

Você começa com um tanque do exército, mas vai adquirindo diferentes veículos que possuem diferentes utilidades, como um hovercraft para andar na água, um saltador para alcançar áreas mais altas e outras surpresas que aparecem mais pra frente no jogo.

Também pode-se controlar Beelzebub a pé, e isso vai acontecer muito, principalmente nas dungeons, onde nem sempre é possível explorar com veículos. Também será necessários usá-lo em missões de stealth, onde você deve invadir bases militares e derrotar os soldados pelas costas.

Essa exploração a pé deixa muito a desejar, pois o combate é bem travado e sem muitas alternativas, enquanto que as missões de stealth são até divertidas, mas se limitam a encontrar a rota certa para atacar os inimigos de costas e realizar a mesma animação de susto nos caras pra eles sumirem do mapa.

Créditos: Bandai Namco

Customização de veículos complicada

Grande parte do jogo gira em torno da customização dos tanques, carros, naves e barcos que você utiliza durante a jornada. A Ilca porém, parece que não deu tanto foco nesse aspecto a ponto de deixá-lo nos trinques.

Pra começo de conversa, a construção de peças novas é bem confusa: durante os menus da oficina, você consegue ver os materiais necessários para construir peças novas, mas não há como comparar na mesma tela se essas peças são melhores que as que você já tem equipadas.

Isso gera um pouco de problema, pois você precisa decorar o que quer fazer, trocar de menu e depois fazer a peça nova.

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Os materiais necessários pra isso é um pouco complexo, pois não há uma metodologia de quality of life que permita, por exemplo, saber onde que certos materiais podem ser encontrados no mapa.

Inclusive, em determinado momento eu fiquei travado, pois o jogo queria que eu criasse um veículo específico para avançar na história, mas eu não tinha o material necessário e também não fazia IDEIA de onde consegui-lo.

Logicamente, a internet ajudou. Mas depender de algo externo ao jogo pra encontrar algo não é muito amigável para um produto de 2024.

Por fim, alguns materiais precisam ser feitos usando OUTROS materiais, e pra piorar, em alguns momentos você precisa tanto do material original quanto do outro para produzir uma peça, e aí temos situações como no exemplo a seguir:

  • Certa peça necessita de 10x Aços Avançados e 5x Aços B;
  • Para produzir 1x Aço Avançado, você precisa de 3x Aços B;
  • Aí eu tinha 9x Aços Avançados e 5x Aços B. Fui produzir o Aço Avançado que faltava e lógico que fiquei apenas com 2x Aços B;   =)
  • Resultado, fiquei indo e voltando da oficina para uma área onde se cria peças (que tem um loading no meio, aliás), até conseguir criar o que eu precisava. Se você ficou cansado e confuso só de ler, então imagina eu jogando.
Sand Land
Créditos: Bandai Namco

A parte boa dos veículos

São pormenores, mas que irritam um pouco num jogo atual, mas não tiram completamente o brilho do jogo e nem da coisa legal de andar com os veículos que você cria.

A troca entre eles é bem rápida e você pode cancelar a animação para agilizar, e o combate entre tanques ou outros robôs é bem bacana, principalmente se você jogar no Hard, pois é a dificuldade ideal se você é um adulto. Não é tão difícil, acredite.

Mudar de peças para peças melhores muda não só seu poder de fogo, mas também como as armas funcionam. Tem metralhadoras full automáticas, tem as semiautomáticas, tem lança foguetes, lança-chamas e tudo que você poderia esperar em um Metal Slug, caso fosse um jogo 3D.

Sand Land
Créditos: Bandai Namco

Exploração, história e ritmo

A história do jogo de SAND LAND é dividida em duas partes: o arco do mangá e a história original que se passa em outro mapa (sem spoiler aqui).

Esse novo arco começa até rápido, já que a história do mangá não era muito complexa pra começo de conversa. Aqui no jogo, aquela narrativa parece mais uma introdução do que acontece na continuação original do jogo (e do anime).

O mapa é completamente diferente do primeiro, e é aqui que as melhores lutas e narrativas acontecem. Nada é muito complexo, mantendo o nível Toriyama de narrativa que preza mais por carisma do que por roteiros muito doidos.

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A Ilca errou bastante no One Piece Odyssey e também no Pokémon. Eles claramente dominam o material original e a apresentação de seus jogos é muito bonita, pois eles entendem bem sobre como transpor animação 2D para gráficos 3D, porém tem algo nos jogos que eles produzem que não gera engajamento o suficiente.

One Piece Odyssey, por exemplo, ficava bem chato após algumas horas. Já o Pokémon DP não era muito além de um remake 1:1 em 3D, o que abaixou as expectativas das pessoas.

Porém graças à Deus, aqui em Sand Land eles acertaram a mão. O jogo é um pouco repetitivo em alguns momentos, principalmente nas missões stealth e em algumas dungeons, onde o cenário é meio parecido, mas de modo geral é um jogo que você pode jogar algumas horinhas por dia e avançar um pouco a história, o que torna ele um jogo ideal para o fim de noite após faculdade ou trabalho.

Sand Land
Créditos: Bandai Namco

Conclusão

Sand Land é importante pois mostra um lado de Akira Toriyama que as pessoas normalmente não são familiares. Ter essa história em um formato de jogo (e anime) é um jeito de atrair as pessoas para conhecerem mais obras do autor.

O jogo em si faz jus ao traço do autor, com gráficos bonitos e um sombreamento mais rústico que o difere de games como os de Dragon Ball e a série Dragon Quest.

Outro fator que me chamou atenção foi a trilha sonora, que entrega umas músicas muito boas que surpreendem por estarem presentes em um jogo licenciado e fazem boa companhia durante as viagens pelos mapas longos e às vezes um pouco vazios.

Com muito carisma e jogabilidade redondinha, Sand Land é um ótimo jogo para os fãs de jogos de anime e de RPGs de ação num geral. Apesar de alguns bugs e falta de opções de qualidade de vida que facilitariam a vida do jogador, a experiência ainda é positiva e deixa o legado de Akira Toriyama marcado mais uma vez no mundo dos games.

Nota Final: 7.5/10

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Esta análise foi feita com uma cópia do game para PlayStation 5, gentilmente cedida pela Bandai Namco.
Sand Land também está disponível para PlayStation 4, Xbox Series S/X e PC.

Sand Land
Créditos: Bandai Namco

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Dragon Quest II: Luminaries of the Legendary Line | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/07/19/dragon-quest-ii-luminaries-of-the-legendary-line-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/07/19/dragon-quest-ii-luminaries-of-the-legendary-line-analise/#respond Mon, 19 Jul 2021 21:27:29 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7932 Introdução Originalmente lançado para o Famicom em 1987 e três anos depois no ocidente com o nome de Dragon Warrior II, o game se passa cem anos após os eventos do primeiro jogo (que a análise você lê aqui). Dessa vez acompanhamos as aventuras dos descendentes do Herói do game original. Assim, dessa vez temos […]

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Introdução

Originalmente lançado para o Famicom em 1987 e três anos depois no ocidente com o nome de Dragon Warrior II, o game se passa cem anos após os eventos do primeiro jogo (que a análise você lê aqui).

Dessa vez acompanhamos as aventuras dos descendentes do Herói do game original.

Assim, dessa vez temos três personagens formando uma party, evoluindo em relação ao DQ1, onde só controlávamos um herói solitário.

LEIAM – Dragon Quest | A origem dos JRPG’s

A party dessa vez consiste nos príncipes de Midenhall e de Cannock, além da princesa de Moonbrooke. Os três partem em busca do mago maligno Hargon, que destruiu o castelo de Mindenhall no início do game.

Evolução de gameplay

Apesar da mudança mais drástica da sequência ser o controle de três personagens, ainda temos um mundo muito mais extenso, que conta com as cidades de DQ1 e mais um continente a ser explorado posteriormente.

Em relação às batalhas, como a party tem mais personagens, agora também aparecem mais inimigos ao mesmo tempo. Já as lutas continuam aleatórias como todo RPG daquela época.

Outras mudanças e melhorias incluem mais itens, habilidades e magias, além de ser o primeiro da série a contar com um navio onde o jogador pode explorar todo o mapa após determinado momento da história. Todas essas mudanças viriam a ser marcas que nunca seriam mudadas nos jogos futuros.

História

O resuminho que dei no primeiro parágrafo foi o suficiente pra explicar o roteiro, que é bem básico. Ainda assim, os nuances fazem DQ2 ter muito mais carisma que outros RPGS de sua época.

Uma característica da série — que a difere de sua irmã adotiva, Final Fantasy — é ter histórias mais simples e com mais humor, se assemelhando à um conto de fadas medieval, sem muito fantasia ou alegorias.

Em Dragon Quest II, temos diversas cidades, onde é absolutamente necessário conversar com todos os NPCs, pois cada um deles é essencial, seja para dar dicas do próximo passo a ser seguido ou para explicar algum aspecto da lore daquele lugar.

Por exemplo: em uma cidade, existe um homem bêbado escondido em um canto da cidade, fugindo da esposa; já em outra vila, só existem mulheres, pois os homens desapareceram depois de uma viagem para pescar, entre outros causos que ajudam a colorir o roteiro principal.

Isso é incrível em um jogo dos anos oitenta, pois essas pequenas historinhas fazem os personagens das cidades terem muito mais serventia do que apenas entregarem itens chave ou avançar o roteiro.

Dificuldade

Infelizmente, o pior fator de DQ2 é a dificuldade desnecessária, principalmente em seu final.

Isso talvez seja uma característica de todos os jogos do Nintendinho de sua época, com pontos onde o jogador não tem dicas suficientes in-game para avançar, ficando totalmente à deriva, caso não queira procurar um detonado.

LEIAM – Dragon Quest VIII | Terminado meu primeiro DQ

As batalhas tem um pico de dificuldade na última parte, forçando o jogador a fazer o famoso grinding por horas até alcançar um level mínimo necessário pra enfrentar a última dungeon.

As diversas versões do game

Esses problemas são facilitados na versão de Switch e mobile (usada nesta análise), pois ela possui tradução atualizada e uma ótima função de Quick Save, essencial se você não quer simplesmente largar o game por raiva.

Essa versão também possui um baú que alivia a perda de dinheiro em caso de game over.

E por fim, os itens escondidos no World Map agora possuem um brilho, pois incrivelmente não existia isso no seu lançamento original.

Graficamente o jogo fica melhor, porém por ser um port de uma versão pra flip phones japoneses do início dos anos 2000, temos uma inconsistência constante, onde os sprites dos personagens se assemelham aos de um jogo de Super Nintendo, porém não combinam muito com os cenários.

LEIAM – Aniversário de 10 anos do blog Gamer Caduco

Em batalha, usam-se as artes originais feitas pelo Akira Toriyama, porém os inimigos não são animados. Isso seria até aceitável no port original para celulares, mas fica bem feio em aparelhos modernos, principalmente no Nintendo Switch.

O port feito para Super Famicom anos antes não possui as melhorias da versão de Switch, porém é esteticamente mais bonito. Também existe uma versão para Game Boy, porém seu maior mérito é apenas ser melhor que o original para NES.

Conclusão

Dragon Quest II

“Dragon Quest II: Luminaries of the Legendary Line” está longe de ser o melhor game da série, e sua dificuldade pode assustar aqueles que querem conhecê-la.

Acredito que jogar Dragon Quest II seja como assistir um filme em preto e branco: à primeira vista pode ser um pouco dolorido, mas estando com o mindset correto, sabendo das limitações da época, é possível se divertir de forma satisfatória, mas fique ciente de que entre os 11 jogos principais, esse é um dos menos gostados entre os fãs.

A série Dragon Quest viria a atingir o sucesso maior no Japão com o próximo jogo, que viria a fechar a trilogia original, mas isso já é uma história para outro dia.

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Essa análise foi feita com uma cópia pessoal do game para Nintendo Switch.
Dragon Quest II

Dragon Quest II

Dragon Quest II

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Chrono Trigger | Uma viagem no tempo https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/10/09/chrono-trigger-uma-viagem-no-tempo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/10/09/chrono-trigger-uma-viagem-no-tempo/#comments Fri, 09 Oct 2020 08:00:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=5597 Você conhece esse tema e sabe o que vem pela frente ou apenas desconfia? Não é de hoje que o tema de viagem no tempo é tão comum, atualmente há milhares semelhantes, mas na década de 90 ainda  repercutia bastante em se tratando dos sucessos dos cinemas como “Back to the Future” entre outros, todavia, […]

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Você conhece esse tema e sabe o que vem pela frente ou apenas desconfia?

Não é de hoje que o tema de viagem no tempo é tão comum, atualmente há milhares semelhantes, mas na década de 90 ainda  repercutia bastante em se tratando dos sucessos dos cinemas como “Back to the Future” entre outros, todavia, houve um game que balançou o coração daqueles que o zeraram.

Pois é, rapaziada, vamos falar de Chrono Trigger!

Particularmente, meu jogo favorito, meu top 1 em tudo, jogabilidade, gráficos, história, personagens e PRINCIPALMENTE: MÚSICA.

Amo este jogo e cada detalhe feito nele, a magia e a trama em cima da história é magnífica, apaixonante e sem igual.

Um breve resumo

Chrono Trigger

Você começa com o protagonista >> MUDO << chamado Crono, um rapaz que treina para ser espadachim e vive no pacífico ano de 1000 AD no reinado de Guardia.

O protagonista acorda em pleno dia do festival milenar  que acontece na cidade. Obviamente nosso herói vai lá se encontrar sua amiga de infância, Lucca, que está construindo uma máquina de teletransporte com seu pai.

Lucca é uma cientista inteligente e engenhosa, fortemente inspirada na personagem Bulma de Dragon Ball, não é atoa que você vai encontrar muita semelhança física da personagem com a própria Bulma e não é para menos, o desenhista do jogo é nada menos que Akira Toriyama, o criador da famosa franquia de sayajins.

LEIAM – Descoberto a Solução para o save corrompido de Perfect Dark

Crono esbarra com Marle, uma garota jovem e espirituosa passeando pela festa e os dois decidem curtir o festival juntos. (que beleza, hein?! mal começa o jogo e o herói já quer levar a pobre moça para o mal caminho.

Nada disso, Marle se aventura com Crono e vai testar o teletransporte de Lucca e seu pai Taban, mas algo da muito errado e é aí que as coisas se complicam.

Os personagens e suas linhas temporais

Chrono Trigger

O jogo começa a se desenrolar e há quebras de linhas temporais de acordo com a ações tomadas pelo protagonista do jogo, as coisas boas vão prevalecendo de acordo com seu progresso no jogo, todavia, há diversos problemas que tem que ir se resolvendo.

Chrono Trigger não é necessariamente um jogo infantil, é algo que te faz imergir profundamente numa história em que você só busca encaixar as peças no quebra cabeças, com missões totalmente alheia aos personagens, cito como exemplo o caráter de um prefeito de uma cidade no jogo, que em sua linha de tempo ele é corrupto e não liga para ninguém, mas ao viajar ao passado você descobre que seus ancestrais passaram por muita dificuldade, ao ajudá-los você muda completamente o comportamento do prefeito na sua era, fazendo ele se tornar amigável e gentil.

O game te apresentará diversos personagens fantásticos, como é o caso dos três iniciais, Crono, Marle e Lucca e os seguintes, Frog, Robô, Ayla e por fim, Magus.

Cada personagem tem uma história profunda e características únicas, Frog é um espadachim que lutava ao lado de seu grande amigo Cyrus, porém na guerra contra os monstros em 600 A.D. acaba perdendo seu amigo e sendo transformado em um sapo.

Marle é a princesa Nadia, recém fugida do castelo em busca de aventura, esbarra com Crono e Lucca no festival milenar e se aventura com os heróis nas vastas viagens pelo tempo.

LEIAM – Minha História com Perfect Dark

Robô é um personagem cômico, ele pertence ao ano de 2300 D.C. e foi criado para destruir humanos, todavia, entrou em defeito e foi reprogramado por Lucca para fazer parte da galera e acaba tendo sua história modificada.

Ayla é uma jovem líder de uma tribo pré-histórica em 6500000 a.C., ela é noiva de Kino e luta contra os LIZARDS REPTITES que pretendem dominar o mundo com sua inteligência e conhecimentos, todavia, os planos dos lagartos vai por água abaixo quando Ayla se junta a equipe de Crono para detê-los.

Magus pertence ao ano de 12000 B.C. Ele é um dos personagens mais queridos pelos amantes da franquia (não tanto por mim, sinceramente.) Ele é o estereótipo anti-herói que está pouco se lixando para os outros, só quer saber de adquirir poder e mais poder.

Mas nem só de metas egoístas vive nosso caro mago, ele tem um propósito profundo que não transmite, ele busca incessantemente por Schala, sua irmã mais velha, e quer a todo custo encontrá-la… seja passando por cima dos outros ou não.

LAVOS

Chrono

Você jogador irá vivenciar uma fantástica história jogando Chrono Trigger, vasculhando e desbravando eras antigas, eras de fantasia, gelo e terror e era pré-histórica.

Não, você não leu errado, uma era de terror, onde quem detém o poder é a rainha Zeal, mãe de Schala e Janus(Magus), que busca fortificar-se e adquirir mais e mais poder, deixando de lado seu povo e o largando numa intensa era glacial com poucos recursos para viver.

A Rainha Zeal é uma das principais do jogo, sendo manipulada pelo vilão principal Lavos, ela tem intenção de drenar seu poder afim de ficar mais forte, mas tudo o que está fazendo é invocá-lo mais cedo.

Lavos é o vilão principal do jogo, o personagem possui 3 formas de batalha, onde a sua primeira se trata de uma carapaça gigante e poderosíssima, imagine as outras.

Por experiência própria, não recomendo a batalha contra o mesmo antes de atingir o level 60.

Lavos é o principal responsável pela destruição do planeta em 1999 A.D. ele surge em um hemisfério no planeta e desfere vários ataques meteóricos e catastróficos no planeta, explodindo absolutamente tudo ao seu redor. Absolutamente nada sobrevive na superfície transformando o ano de 2300 B.C. um ano totalmente destruído e denso.

Um futuro totalmente inaceitável para a raça humana. Tendo conhecimento dessa destruição, Crono, Marle, Lucca e Robô se aventuram em busca de uma solução para evitar a catástrofe.

Viajando pelo tempo

A viagem no tempo só é permitida com 3 corpos dentro de um vórtice temporal, na soma de mais um, o vórtice se quebra e joga os viajantes na periferia do tempo, onde nada existe, exceto uma pequena “praça” e um senhor que explica justamente sobre as viagens no tempo.

Este senhor é nada menos que o guru Gaspar, que fora exilado em 12.000 B.C. para o fim do tempo. Outros dois sábios do mesmo ano foram jogados em um vórtice temporal aberto pela rainha Zeal. Melchior para o ano de 1000 A.D. e Baltasar para o ano de 2300 B.C.

Os 3 magos foram punidos por se rebelarem contra a rainha e ajudam os nossos heróis a consertar as linhas temporais e por consequência as fábricas do tempo.

Particularmente a minha parte favorita desse jogo é o Reino de Zeal onde você caminha no continente flutuante e entra no palácio, ali você vai apreciar a bela vista que o jogo nos proporciona, e apesar da limitação gráfica da época, é possível apreciar belas vistas no game Chrono Trigger. Como o já citado continente flutuante, a ponte de Zenan em 600 A.D, o Pico da Morte, entre outros.

A paixão pelo titulo

Meus xodó!

É isso meu caro jogador, se você não jogou este jogo, saiba que está perdendo a oportunidade de apreciar e desbravar um jogo maravilhoso, nota 1000, um jogo maravilhoso. Caso não seja fãs de RPG, bom, só tenho a dizer MEUS PESÂMES.

Particularmente eu não me canso de dizer que Chrono Trigger é maravilhoso.

Eu possuo uma coleção interessante de colecionador da franquia , desde fita do SNES, a Revista do Jogo Véio que adquiri recentemente (VALEU JOGO VÉIO), a versão do DS, meu disco piratão do PS1 (HAHAHA! risada do editor que também tem um disco desse) e a trilha sonora TRIPLA de Chrono Trigger com uma entrevista em Japonês com Yasunori Mitsuda.

Breve trarei a vocês TRADUZIDA na íntegra para que vocês partilhem dessa delícia junto comigo.

Conclusão

Queria contar a história toda do jogo para vocês, mas aqui eu só passei por cima para que vocês tenham noção do que o jogo é e acreditem, já dei informação o bastante.

Só não me reclamem de spoiler, pois se você ainda não jogou esse jogo de 95/96 e reclamar de spoiler, meu amigo. Tome vergonha na sua cara HUAHUAHUA.

Enfim, deem uma chance a esta maravilha, garanto a você jogador que não só vai te arrancar vários espantos e surpresas como também lhe arrancará lágrimas de alegria, assim como acontece comigo toda vez que jogo e zero o game.

É emocionante e mexe demais com você, é como se você fosse um 8º membro da equipe oficial, é como se você fizesse parte daquilo, é como se todos os personagens fossem seus amigos de verdade, é uma imersão completa em um jogo de fantasia e viagem no tempo. Sem igual.

Tudo o que eu posso dizer para Chrono Trigger especialmente é: Muito Obrigado por me ensinar o valor de grandes amizades e do porque lutar sempre pelo melhor de todos.

Obrigado por fazer minha infância mais maravilhosa e por me presentar com suas belas trilhas sonoras. Obrigado, Chrono Trigger.

Vale a pena jogar.

“GIVE ME YOUR BEST SHOT, IF YOU ARE PREPARED FOR THE VOID.”

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1º Impressões de Dragon Ball Super https://www.arquivosdowoo.com.br/2015/07/07/dragon-ball-super-episodio-1-primeiras/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2015/07/07/dragon-ball-super-episodio-1-primeiras/#comments Tue, 07 Jul 2015 06:49:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2015/07/07/dragon-ball-super-episodio-1-primeiras/ Uma das coisas que eu sempre quis desde moleque era ter acompanhado o Dragon Ball desde o seu lançamento. O que praticamente era impossível visto que a internet discada ainda não havia aterrissado por aqui e, nossa unica fonte com esse conteúdo eram revistas como a Herói, que ouriçava a molecada e foi a porta de entrada […]

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Uma das coisas que eu sempre quis desde moleque era ter acompanhado o Dragon Ball desde o seu lançamento. O que praticamente era impossível visto que a internet discada ainda não havia aterrissado por aqui e, nossa unica fonte com esse conteúdo eram revistas como a Herói, que ouriçava a molecada e foi a porta de entrada de muita gente no mundo dos animes.


Eu fui um desses felizardos, pois tive contato com o anime Dragon Ball através de uma dessas Heróis.



Bem, a questão é que hoje eu tive o privilégio de assistir ao primeiro episódio da nova franquia do Dragon Ball, e que diferente daquela tosqueira que foi o Dragon Ball GT, aqui temos o grande Akira Toriyama supervisionando tudo, o que trouxe um grande alivio.


OK, chega de enrolação e vamos ao que interessa!



A apresentação de Dragon Ball Super é sensacional e fara com que você faça uma ligação automática com DBZ – Digo isso pelo fato de DB GT ter sido o último – E ver toda a turma se reunindo depois de 18 longos anos é coisa linda de ser ver. 




Eu tenho certeza de que se a icônica “Cha-la Head Cha-la” tivesse sido tocada, lagrimas teriam brotado de meus olhos e no de muita gente. Não que a música atual seja ruim, mas talvez não tenha sido tão impactante quanto foi a primeira vez que ouvi a música do clássico – Quem sabe depois de 100 episódios ela acabe caindo no gosto de todos nós.


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Não quero soar como um velho resmungão, só que esse formato utilizado no filme Battle of Gods realmente não é tão rico quanto aos traços clássicos. Ele passa uma estética de desenho em flash – Como citada pelo meu amigo Tony Leite no Twitter – , não é nada que comprometa a diversão, mas também não me tira a ideia de que custos foram cortados.


Depois da apresentação você é levado ao momento em que Majin Boo esta sendo destruído pela Genki – Damma de Goku, e o narrador explica que após a saga Boo tudo ficou em paz. Em seguida Goku aparece dirigindo um trator, algo inédito para um personagem que nunca trabalhou. Goten surge em seguida e assume o comando, pois Goku queria treinar, mas Goten quase se mata pilotando.


Eu nunca vou entender a relação do Goku com os filhos, eles estão mais para irmãos do que pai e filho. Deve existir alguma explicação – ou não.


Esse episódio basicamente é uma apresentação dos personagem que provavelmente serão relevantes a saga. Por exemplo: Bills aparece destruindo metade de um planeta, pelo fato da comida oferecida não ser totalmente de seu agrado.




Quem assistiu Battle of Gods sabe que Bills e Goku não se conheciam até o filme, então podemos presumir que Bills não vai sair na mão com os guerreiros Z tão cedo.


O anime em si parece seguir para o estilo aventura de Dragon Ball, pelo menos esse primeiro episódio remete bastante. Aqui Goten e Trunks tiveram um espaço maior também e até saíram pra uma aventura em busca do presente de casamento perfeito para a Videl.


Eu não me importaria com essa linha mais Dragon Ball e menos porradaria frenética com 50 episódio para dar um soco. O universo do Dragon Ball é tão rico, que não revisitá-lo com os novos personagens seria uma pena.


Infelizmente o Vegeta não aparece nesse episódio, mas o segundo focara nele – pelo menos foi o que preview pareceu demonstrar.




Depois de ver o episódio por completo fica impossível não ter a sensação de que você acabou de assistir a um OVA. Talvez tenha sido pelo estilo flash, mas realmente fiquei com essa sensação.

Provavelmente os próximos episódios sejam uma apresentação do que alguns personagens andaram fazendo após a morte do Boo. Pelo menos esse é o meu chute, pois no segundo episódio já sabemos que será focado no Vegeta.

De uma maneira geral eu gostei bastante do retorno da franquia e irei acompanhar, estou intrigado pra ver como Bills será inserido nesse meio. Então não perca tempo e corra assistir, depois volte aqui e comente o que achou.

Por enquanto ficamos por aqui, obrigado por ler e até a próxima.

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