Dragon Ball Xenoverse 2 é um game que estava namorando desde meu primeiro contato com o titulo anterior. Desde os primeiros vídeos que surgiram, ele se mostrou ser uma versão melhorada do seu antecessor e isso realmente me ganhou.

O primeiro jogo não é ruim, tem bastante coisa que merece ser criticada, mas não é ruim, porém, Xenoverse 2 se trata de uma continuação e como tal esperava mais, talvez muito mais do que a desenvolvedora estava disposta a investir.

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Eu queria começar esse artigo xingando muito, mas buscarei ser o mais justo possível, afinal eu estou com  mais de 10 horas de jogatina e muito viciado, só que o desapontamento ainda está lá.

COMEÇANDO O XENOVERSE 2

Dragon Ball Xenoverse 2 |Será que presta?

Tudo aqui é um pretexto para termos uma sequencia, inclusive os novos vilões, o que não é nem um pouco ruim.

Até porque ele permite a criação de um personagem do zero assim como no jogo anterior, e com a raça que quisermos. Obviamente que são poucos os que vão optar por outras raças ao invés dos sayajins.

Escolhido o nosso sayajins, seremos levados a cidade de Conton City, onde fica a patrulha do tempo. Ficamos sabendo que os vilões do primeiro game continuam interferindo na linha do tempo, e após um bom trabalho da nossa parte, somos convidados a integrar a elite do tempo e ir atrás deles e corrigir as linhas do tempo.

É só isso ai.

Qualquer outra explicação maior que isso é gordura pra fazer parecer mais profundo.

O QUE MAIS BRILHA

Dragon Ball Xenoverse 2 |Será que presta?

Em Dragon Ball Xenoverse 2 é o combate, que alias, ouso dizer que é o que nos faz querer jogá-lo com mais afinco. Os combos são simples e muito divertido de realizá-los, além da possibilidade de encaixar especiais e finalizar o oponente de maneira majestosa.

Como eu gosto do combate desse game, mesmo com a câmera enlouquecendo quando lutamos em locais fechados, ainda assim é possível se divertir principalmente em batalhas mais difíceis onde a câmera vai atrapalhar e te frustrar.

Talvez não seja um ponto a se destacar mas ao menos consegue fazer o suficiente pra tornar o game no minimo jogável. Estamos falando de personagens que se movem na velocidade da luz ou som, sei lá, de qualquer modo dá conta do recado.

Uma coisa que não posso deixar de apontar é que durante as batalhas com muitos personagens ao mesmo tempo, foi difícil não ficar lembrando de Dragon Ball Legends do PlayStation. Não tem nada a ver, mas a muvuca lá me lembrou bastante.

HÁ MINI-GAMES PARA BRINCAR

Dragon Ball Xenoverse 2 |Será que presta?

O jogo tem loadings irritantes seja para sair ou entrar de um lugar, principalmente durante a batalha onde nos levam a determinado ponto em que precisamos entrar em uma fenda par atingir o outro cenário. Mesmo não sendo tão demorado quando no primeiro titulo, isso ainda irrita bastante.

Outra coisa que me estressa profundamente é esse lance de comprar  personagens. Se tu me vai me fazer um jogo onde engloba sagas e tudo mais, então me dê os personagens de maneira gratuita.

Claro, isso tudo é uma questão de perspectiva.

Mas o real problema do jogo e uma das razões que acaba me fazendo deixá-lo de lado por um tempo são os loadings e mecânica para lidar com aquele universo. Eles criam um mundo para você interagir com personagens da história, aprender comandos e tudo mais, só que isso é um tremendo porre.

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Você gasta tempo lidando com personagens que vão te fazer lutar minutos e retornar para a mesma tela, lembrando que você precisou atravessar todo o mapa para ir até ele. Quer lutar online? Precisa ir caminhando por todo mapa, chegar no quiosque de combates online, versus ou o que seja.

No fim das contas é mais frustrante interagir naquele mundo do que a câmera, que no caso só atrapalha as vezes durante o combate, que é o melhor do jogo.

CONCLUINDO

Dragon Ball Xenoverse 2 |Será que presta?

Eu gosto de Dragon Ball Xenoverse 2, só queria poder gostar mais sem me frustrar com uma fórmula tão estupida.

Uma das coisas que realmente adorava em Dragon Ball Budokai Tenkaichi era a customização e compra por meio de menus. Era só ir na loja pelo menu, comprar o que eu queria e equipar como quisesse, sem ter que lidar com loadings e mais loadings.

Não sei quanto disso mudou quanto a Dragon Ball Kakarot, mas torço que seja totalmente, afinal, espero muito que um jogo como esse seja mais rápido e com menos loading, pois oferecer um mundo enorme e me cansar ao ponto de não ter que explorá-lo é burrice.

Existe muito mais coisa a ser dita do jogo, mas não passa de gordura, coisas que estão lá e você provavelmente nem vai se dar ao trabalho de investir seu tempo. O mini-game com bonequinhos ao melhor estilo Yu-Gi-Oh! é interessante mas não o suficiente para justificar seu tempo buscando por novos personagens para duelar.

No fim das contas o jogo agrada mas não o suficiente pra ser o seu game de cabeceira e muito menos para pagar o preço cheio.

Author: Diogo Batista

Criador e Editor-Chefe do Arquivos do Woo, é um eterno rabugento. Opta por investir seu tempo entre games, filmes, livros e sua família à perder tempo discutindo na internet.