Arquivos Top Gear - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/top-gear/ Um pouco de tudo na medida certa Thu, 22 Jan 2026 16:56:12 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Top Gear - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/top-gear/ 32 32 Top Racer Collection | Análise da DLC Customs https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/01/22/top-racer-collection-analise-da-dlc-customs/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/01/22/top-racer-collection-analise-da-dlc-customs/#respond Thu, 22 Jan 2026 14:43:43 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=21492 OBS: Essa análise cobre somente a DLC “Customs”. Para ler nossa análise da coletânea completa, acesse esse link. Top Racer Collection foi lançado em 7 de março de 2024, desenvolvido e publicado pela QUByte Interactive em parceria com Piko Interactive e Bleem!, reunindo clássicos de corrida dos anos 90 em uma coletânea remasterizada para PC, […]

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OBS: Essa análise cobre somente a DLC “Customs”. Para ler nossa análise da coletânea completa, acesse esse link.

Top Racer Collection foi lançado em 7 de março de 2024, desenvolvido e publicado pela QUByte Interactive em parceria com Piko Interactive e Bleem!, reunindo clássicos de corrida dos anos 90 em uma coletânea remasterizada para PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X|S e Nintendo Switch.

A troca de nome de Top Gear para Top Racer ocorre porque a marca Top Gear está associada ao popular programa de TV britânico, o que torna o uso do nome nos videogames mais complicado fora do Japão — onde o título já era lançado como Top Racer.

Após o lançamento da coletânea, várias atualizações e conteúdos extras vieram para expandir a experiência. No dia 6 de novembro de 2025 foi lançado o DLC Top Racer Customs, que traz personalização inédita e novas adições ao primeiro jogo da série dentro da coletânea.

Reprodução: QuByte / Piko Interactive

O que é o DLC Top Racer Customs

O DLC Top Racer Customs é uma expansão oficial para o Top Racer Collection que se concentra no primeiro jogo da coletânea, permitindo customização visual e de desempenho dos carros em Top Racer 1 — algo que nunca havia sido feito na franquia até então.

Ele é acessível por meio de um menu separado da campanha principal, onde o jogador pode editar um dos quatro carros originais disponíveis no jogo base, ajustando tanto a aparência quanto os atributos de performance.

Além disso:

  • É possível pintar e recolorir os sprites dos carros (a customização visual é limitada pelas opções do editor, mas já traz variedade extra em relação ao jogo original).
  • São adicionados quatro designs novos e exclusivos de carros, inspirados em modelos icônicos das décadas de 80 e 90, oferecendo mais estilo e diversidade do que simplesmente trocar cores.
Reprodução: QuByte / Piko Interactive

Personalização de desempenho e compartilhamento online

Uma das maiores novidades do DLC é que você pode alterar os status de performance dos carros no Top Racer 1, incluindo:

  • Velocidade máxima
  • Aceleração
  • Potência do nitro
  • Capacidade de combustível

Essas alterações criam estratégias diferentes de corrida, permitindo que você monte carros mais rápidos, com mais nitro ou com maior autonomia de gasolina conforme seu estilo de jogo.

Outro recurso importante é o compartilhamento online dos designs e carros criados, permitindo que jogadores vejam e usem as criações uns dos outros — ideal para mostrar sua personalização ou testar setups diferentes com a comunidade.

Reprodução: QuByte / Piko Interactive

Críticas e limitações

Apesar de interessante, a DLC Customs tem limitações claras:

  • A customização ainda é limitada pela forma como a QUByte modifica o código do jogo original — muitas mudanças são feitas em tempo de execução e dependem do que é possível alterar sem acesso total ao motor do jogo.
  • Isso significa que não há tradução oficial dos textos antigos nem mudanças profundas na jogabilidade em si, apesar de existirem romhacks independentes que fazem traduções completas.
  • No compartilhamento de designs, há problemas com nomes de usuário que contém caracteres especiais (por exemplo traços ou underlines), o que pode fazer com que suas criações apareçam com nomes errados ou genéricos na lista pública.

Esses pontos mostram que, embora a expansão adicione conteúdo relevante, ela ainda fica dentro de limites técnicos do que a desenvolvedora conseguiu implementar sobre o Top Racer 1 sem reescrever o jogo completamente.

Reprodução: QuByte / Piko Interactive

Veredito

O DLC Top Racer Customs para Top Racer Collection representa um salto significativo na personalização dentro da franquia, adicionando elementos visuais e de desempenho que renovam a experiência do clássico Top Racer 1. Ele traz mais profundidade estratégica e personalidade ao jogo, além de conectar jogadores por meio do compartilhamento online de designs.

No geral, Customs é um conteúdo que agradece fãs de longa data e jogadores novos, elevando ainda mais o potencial nostálgico e a rejogabilidade da coletânea, mesmo com algumas limitações técnicas inerentes à forma como as modificações foram implementadas.

Como sugestão final, sugerimos que a QuByte adicionasse tradução dos jogos e uma forma de jogar os jogos como no lançamento original, sem os menus da coletânea. E se possível, até mesmo uma trilha sonora “arranged”, que tal?

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Top Racer Collection | Análise da Coletânea de Top Gear https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/03/30/top-racer-collection-analise-da-coletanea-de-top-gear/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/03/30/top-racer-collection-analise-da-coletanea-de-top-gear/#comments Sat, 30 Mar 2024 13:17:26 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=16694 Os três clássicos do Super Nintendo estão de volta nas plataformas modernas e finalmente pudemos botar as mãos na versão completa dessa coletânea feita pela brasileira QUByte. Lembrando que essa análise fala mais da coletânea como um todo. Caso você queira se aprofundar mais sobre a série de jogos Top Gear como um todo, também […]

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Os três clássicos do Super Nintendo estão de volta nas plataformas modernas e finalmente pudemos botar as mãos na versão completa dessa coletânea feita pela brasileira QUByte.

Lembrando que essa análise fala mais da coletânea como um todo. Caso você queira se aprofundar mais sobre a série de jogos Top Gear como um todo, também fizemos um texto gigantesco e bem desenvolvido pelo Geovane .

Lá, ele aborda toda a história de sua criação, desde a origem da série nos computadores Amiga, até seus ports para outros consoles e as continuações pós-SNES.

Top Racer Collection
Créditos: QUByte

Por que diabos “Top Racer”?

Antes de mais nada, precisamos deixar claro o que está presente nesse collection. Temos três jogos: Top Gear, Top Gear 2 e Top Gear 3000.

Os três games estão com o nome “alternativo” de Top Racer, que é o nome dado aos dois primeiros jogos no Japão. Em nível de curiosidade, Top Gear 3000 saiu no oriente com o horrível nome de “The Planet’s Champ: TG3000”, mas nessa versão foi produzido um novo logotipo para o game se chamar Top Racer 3000.

A razão da troca de nome é óbvia para aqueles que conhecem o universo de esporte a motor: “Top Gear” é um programa britânico, produzido pela BBC, que fala sobre carros deeeesde 1977 (!!).

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De alguma forma, a Kemco — produtora original dos games — conseguiu passar batida nos anos 90 ao lançar games de carro com o mesmo nome do programa — mesmo na Europa — mas no mundo globalizado atual isso ficaria difícil de passar batido sem alguns entraves legais.

A Piko Interactive, detentora atual dos direitos da série, resolveu trabalhar os games com os nomes japoneses. Como as roms japonesas não possuem diferença alguma entre as americanas além do logo/nome, eles simplesmente usam essas versões em todo relançamento moderno, como no portátil Evercade.

É a primeira vez que Top Gear 3000 é relançado, e a QUByte deu uns pulos pra se livrar de mostrar o nome original do game, mas isso será abordado mais a frente.

Créditos: QUByte

Emulação e desempenho

Os três games da coletânea rodam perfeitamente em qualquer plataforma. Afinal, são três jogos de Super Nintendo, não é mesmo?

Porém, na demo lançada ainda em fevereiro, Top Gear 2 estava com um problema sério no áudio do motor dos carros, soando em nada parecido com o game original. Ainda bem que isso foi consertado.

Top Gear 3000, famoso por ser difícil de emular por anos graças ao seu chip DSP-4, funciona sem problemas também.

Temos algumas poucas opções de imagem:

  • Normal: onde o jogo fica bastante pixelado;
  • Suave: onde a tela dá uma amaciada e deixa mais palatável ao se jogar numa TV de LCD moderna e gigante;
  • CRT: uma aberração que deixa a imagem toda trêmula, simulando uma tv com mau-contato. Evite a todo custo. Não era pra isso EXISTIR.

Além disso temos algumas coisas comuns como papeis de parede e possibilidade de esticar a imagem pela tela inteira, caso você seja algum tipo de louco.

Os controles funcionam bem e não percebi atraso de input, ou se tem, é algo quase imperceptível. É possível remapear os controles e dou graças a Deus por isso, já que acelerar com o TRIÂNGULO é algo totalmente fora da casinha desde 1990.

Créditos: QUByte

Apresentação visual

Uma bola fora é que o jogador não tem acesso aos menus dos próprios jogos. Tudo é feito através da interface da coletânea, como escolha de nome, marcha, campeonato e carro (em TG1). Depois disso, o jogo abre já na tela da corrida.

Entendo que foi uma tentativa de modernizar e padronizar o produto, mas parte da experiência é navegar pelos menus e isso foi tirado do jogador.

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Como exemplo disso em outra coletânea, podemos ver o caso do Street Fighter 30th Anniversary Collection, lançado pela Capcom em 2018. Lá tínhamos diversos jogos da série, emulados de diferentes máquinas de arcade.

A Digital Eclipse, desenvolvedora, optou por deixar todos os menus na interface “externa”, colocando o jogador já na tela de seleção de lutadores. Isso agiliza o gameplay, mas tira a experiência original dos jogos.

O mesmo acontece aqui em Top Racer Collection: temos as três roms dos jogos originais, mas não podemos usar seus menus ou mesmo o sistema de passwords dos games originais.

E aí que entra meu maior ponto de descontentamento com essa coletânea da QUByte. Os menus.

Créditos: QUByte

Menus feios

Como o h2 desse parágrafo já entrega, eu achei que a identidade visual da coletânea não condizem em nada com os jogos.

Esteticamente eles não casam com o que é apresentado nos jogos, pois usam menus estáticos, similares a algo visto em menus de DVD mais simples.

No fundo dessas telas temos carros renderizados em 3D que VAGAMENTE lembram o carro das capas do Top Gear 1 e 2, mas parecem algo tão genérico que eu ainda tenho minhas dúvidas se não foram feitos com IA.

E caso tenha sido isso, que pelo menos buscassem algo parecido com os jogos ou com a capa dos mesmos. Mas ao invés disso, temos menus com tons azuis predominantes que talvez pegam inspiração na estética dos menus do primeiro jogo, mas nossa… é tão vaga essa lembrança que considerar que isso foi algum template pronto da engine deles não seria tão fora da realidade.

Não só isso, mas as músicas usadas nessas telas antes de entrar nos jogos é genérica. Poderiam optar por rearranjos das canções dos jogos, já que são tão marcantes, ou mesmo usar as próprias músicas extraídas de cada um deles.

Mas não. O que temos são temas tocados em guitarra que não remetem a nenhuma trilha de nenhum dos três jogos. Uma escolha minimamente bizarra por parte da QUByte, que por ser brasileira, deveria entender o que esses jogos carregam de importante para quem gosta deles.

Créditos: QUByte

Outros detalhes negativos

Na página da comunidade de Top Racer Collection no Steam, os produtores pediram que déssemos feedback do que havia sido publicado na demo e eu consegui notar diversas coisas.

Algumas eles corrigiram antes do lançamento final, porém outras acredito que não terão solução. Seja por design ou por fugir do escopo/verba da QUByte. Algumas delas são:

  •  A falta de outros jogos antigos da série Top Gear. Temos alguns games no Nintendo 64 e no Game Boy. Isso sem falar da versão bizarra de Top Gear 2 para o Mega Drive, que apesar de ser péssima, faz parte da história da série.

Isso talvez – e é uma suposição minha – seja devido a falta de direitos sobre os jogos por parte da Piko, que provavelmente só possui os três games de SNES. Uma pena.

  •  Falta de tradução dos jogos em si. Isso é algo que eu acho BIZARRO para ser sincero. Eles fizeram todo um rom hack do primeiro game chamado “Top Gear Crossroads” que traz quatro skins novas para os carros, baseadas no Horizon Chase 1 da Acquiris –, mas não conseguiram traduzir os jogos?

Os jogos possuem meia dúzia de linhas de texto, e eu acho simplesmente inaceitável que eles não se deram o trabalho de traduzir oficialmente cada um deles.

E para quem achar que seria muito complicado, saiba que eles já fazem um processo de edição na hora das roms, podendo ser evidenciado pelo fato de você poder editar seu nome fora do jogo e ele aparecer na tela de jogo dentro da rom.

Isso indica que alguma edição no código em tempo real está sendo feita e com scripts de Lua isso é facilmente feito hoje em dia. Aliás, muitas coletâneas fazem isso com jogos antigos e com jogos mais complexos, diga-se de passagem. Bola fora total.

Top Racer Collection
Créditos: QUByte

Pontos positivos

Além da já citada emulação, que é perfeita nos três games — mais o Crossroads que é só o Top Gear 1 de novo –, temos algumas coisas que são interessantes.

  • Modo online, podendo ser jogado por dois jogadores nos dois primeiros jogos e em até quatro jogadores em Top Gear 3000;
  • Save State, extremamente necessário caso o jogador não queira se frustrar nas corridas mais difíceis;
  • Conquistas/Troféus, que são bem difíceis de se completar, exigindo que o jogador chegue em primeiro em TODAS as corridas de TODOS os jogos;
  • Galeria com manuais e caixa dos jogos — ainda que em japonês;
  • Tocador de música, que apesar de não tocar nos menus, pode ser acessado no menu principal em uma tela separada;
  • Recriação da abertura do Top Gear 3000, já que ela não pode ser acessada durante o jogo devido a já citada escolha de tirar todos os menus originais. Essa abertura está traduzida em todas as línguas disponíveis e foi refeita fora da engine do jogo. É um easter egg interessante até
  • O tão falado Top Gear Crossroads. Pode ser um fator legal para alguns mas depois de jogar, vi que é só um romhack do original que apenas troca os sprites dos carros. O desempenho deles não muda e as pistas são as mesmas. Acredito que o tempo investido nisso deveria ter sido gasto com a tradução do jogo ou fazendo menus mais bonitos, mas coloco aqui como ponto positivo porque tem gente que amou esse raio desse Uno com escada em cima.

    Top Racer Collection
    Essa tela de seleção de carros ainda era da versão beta, mas mudou pouco no lançamento final. – Créditos: QUByte

Conclusão

Apesar das minhas críticas acima, Top Racer Collection AINDA É uma boa forma de contemplar esses três games em plataformas modernas.

Evidentemente que você pode só baixar as três roms e jogar em um emulador, mas pelos troféus e para ter os games oficialmente da única forma que é possível hoje em dia sem ser comprando um cartucho velho, acho que é completamente aceitável, principalmente nos consoles.

Ainda temos alguns extras, como troféus. Alguns desses inclusive, fazem referência ao forró da banda Total Mix, que usou a primeira canção do Top Gear 1 como base para uma de suas músicas.

Se você quer matar saudade e tem um console aí na sua sala ou deseja ter tudo de forma oficial, Top Racer Collection é para você.

Nota Final: 6/10

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Esta análise foi escrita usando uma cópia do jogo para PlayStation 5, gentilmente cedida pela produtora.
Top Racer Collection está disponível no PC (Steam), PlayStation 4, Playstation 5, Xbox e Switch.

 

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Com o lançamento da coletânea de Top Racer na semana passada, eu pensei… Por quê apenas escrever sobre a coletânea? Deus, o mundo e sua mãe já escreveram sobre ela, fizeram vídeos e fizeram a mesma referência ao Forró de Top Gear.

Com isso em mente, eu decidi cometer o erro de jogar toda a série e dar uma pincelada em seus jogos, incluindo seu antecessor espiritual e que deu origem a praticamente a trilha inteira de Top Gear 1. Sem mais delongas, vamos a história e os jogos, da série Top Gear.

Reprodução: Internet

Começo Magnético

Lotus Esprit Turbo Challenge (Amiga, Amstrad CPC, Commodore 64, ZX Spectrum, Atari ST, Amiga CD32)

Curiosamente, nossa história começa no mesmo lugar onde começamos a história de Zool Redimensioned, na desenvolvedora/publisher de Sheffield, Inglaterra, Gremlin Graphics ou Gremlin Interactive (Esse foi o nome que adotaram após 1994). Desenvolvido pela dupla Shaun Southern e Andrew Morris, Lotus Esprit era pra ser meio que “mais um” jogo de corrida da Magnetic Fields.

Quando você joga Lotus Esprit, entende de onde veio a grande inspiração pra Top Gear, a tela dividida, o estilo gráfico e principalmente a trilha sonora. Apesar dos controles meio obtusos para os padrões atuais (o controle do Amiga tinha somente UM BOTÃO, então é complicado ter aceleração, freio e marchas sem se embananar todo. Jogar com a marcha automática alivia um pouco o problema), a jogabilidade de Lotus é boa, e ao jogar, percebi o por quê da série ser considerada Top Tier entre os entusiastas do Amiga.

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A trilha sonora é composta pelo escocês Barry Leitch, e contém alguns temas que são conhecidos pelo público brasileiro devido aos rearranjos dos mesmos utilizados no primeiro Top Gear.  Por exemplo, a Intro é o tema da terceira pista dos campeonatos, o tema do Stage 3 é o da última pista dos campeonatos e o Stage 4 é o tema da segunda pista. Claro, de primeira eles vão soar estranhos pra quem escutou as versões de Top Gear de trás pra frente, ver essas versões com tanto baixo que parecem ter saído do chip de Som do Mega, causa uma estranheza inicial.

Versão de Amstrad CPC – Reprodução: Internet

Em termos de outras versões: No Amiga CD32, é a mesma versão, com trilha sonora de CD, mas por algum motivo (preguiça, suponho), não há efeitos sonoros quando se joga com a trilha de CD. No Atari ST, bem… A trilha foi Atari STzada. No Commodore 64, o jogo é horroroso.

No Amstrad CPC e no ZX Spectrum é passável, apesar de algumas falhas. E a versão de Amstrad CPC é só um porte vagabundo do ZX Spectrum.

Reprodução: Internet

Um passo pra frente, um para trás

Lotus Turbo Challenge 2 (Amiga, Atari ST, Amiga CD32, Acorn Archimedes, Mega Drive)

O segundo jogo mudou a estrutura. Ao invés de ser um jogo em circuitos com voltas, como o anterior, passou a ser corrida contra o tempo com checkpoints, como OutRun. O jogo abandonou a tela dividida do single player, assim como aconteceu com Top Gear 2. O lado negativo disso, é que os outros pilotos não são seus concorrentes, mas meros obstáculos. E o jogo coloca MUITOS obstáculos na sua frente, nesse jogo tem mais obstáculos do que toda a trilogia de Top Gear do SNES combinada.

O jogo adiciona também turbos, mas eles não são como os de Top Gear, mas boosts de velocidade em algumas pistas. Em termos musicais, ele é mais fraco que seu antecessor, com as músicas das pistas sendo loopings extremamente curtos, mas a abertura e o encerramento são decentes. Assim como aconteceu com Lotus 1, o encerramento de Lotus 2 é extremamente familiar para nós brasileiros, já que ele é o icônico tema de introdução de Top Gear. Há um motivo para essas trilhas terem sido reaproveitadas em Top Gear, falaremos mais adiante disso.

Uma das coisas mais fascinantes de Lotus 2, é o fato de que ele possui crossplay entre o Amiga e o Atari ST, através da porta serial do PC, permitindo até quatro jogadores juntos. Em termos de portes, a versão de CD 32 é idêntica a do Amiga, a do Atari ST é levemente piorada (Como era de costume no mercado de computadores quando o Amiga passou a ser a plataforma high-end no mercado de jogos pra computador) e a versão de Mega, apesar do áudio de bosta, tem uma jogabilidade decente.

Reprodução: Internet

Agora tem Editor de Pistas (mais ou menos)

Lotus III: The Ultimate Challenge (Amiga, Amiga CD32, Atari ST, MS-DOS, Mega Drive)

Em 1992, o pessoal da Magnetic Fields lançou o terceiro e último jogo da série Lotus. Agindo como um híbrido entre os dois primeiros jogos (e reciclando os gráficos do segundo jogo). O grande chamariz de Lotus III era o Racing Enviroment Creation Set (RECS), um pseudo-sistema de criação de pistas. Ele não permitia criar as pistas em si, mas criar uma sequência de parâmetros para criar uma pista. Essas pistas poderiam ser corridas solo, ou com dois jogadores, e um campeonato com até nove pistas customizadas podia ser criado, meio que antecedendo o campeonato customizado presente na Top Racer Collection.

O jogador também podia escolher se prefere o estilo Time-Attack do segundo jogo, ou o modo de circuitos do primeiro jogo, dando uma variedade em como você aproveita o jogo, mas fora isso, ele não foi tão bem recebido pela imprensa quanto os outros dois jogos… O que parece ser algo comum pra terceiros jogos de franquia (Top Gear 3000, Uncharted 3, Mass Effect 3…). Uma pena, porque a jogabilidade é bem decente no Amiga.

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Originalmente, quem faria as composições pra Lotus III seria Barry Leitch, ele até chegou a compor uma das músicas, mas ele acabou sendo chamado para um trabalho na Ocean, e quem assumiu a batuta em Lotus III foi Patrick Phelan, que foi responsável pela trilha de Zoom, e comporia as músicas de Top Gear 2. E posso dizer que Pat fez um bom trabalho, já que as músicas de Lotus III são boas.

Em termos de porte, novamente, a versão de Amiga CD32 é idêntica, e a do Atari ST é levemente piorada e a do MS DOS, uma versão melhorada do Amiga. Já no Mega Drive, poderia ser considerada competente, se não fosse a versão original, já que tem muitos downgrades em relação ao Amiga.

Reprodução: Internet

Aquele Famosão no Brasil

Top Gear (SNES)

Enquanto os donos de Mega Drive tinham Super Mônaco GP e OutRun, NES tinham diversos jogos e várias outras plataformas sorriam a toa com seus jogos de corrida, o SNES tinha F-Zero e Super Mario Kart, dois jogos de corrida com seus méritos, mas nenhum sendo um jogo de corrida sem truques mirabolantes, até que a Gremlin Graphics lançou o primeiro Top Gear no SNES.

Podemos ligar o sucesso do primeiro Top Gear no Brasil a alguns fatores, todos ligados a pirataria, já que encontrar e comprar cartuchos originais de Super Nintendo no Brasil nos anos 90 era mais difícil que encontrar político honesto, ou mulher pouco exigente no Tinder. Então, cartuchos piratas em locais como a Feira de Acari, os camelôs de Madureira ou a Feira de Caxias era a solução, ou os multicarts, onde Top Gear era bastante frequente, junto com jogos como Goof Troop e o jogo cancelado do Soldado Universal (sim, outra coisa comum na pirataria, é que era possível encontrar dumps de jogos não lançados como Universal Soldier e The Shadow), e a outra solução eram máquinas de Fliperama que eram basicamente um SNES com o timer, onde fichas davam 10 ou 15 minutos de jogatina por ficha (rachas de Campeonato Brasileiro eram comuns, e foi numa máquina dessas que joguei Aladdin pela primeira vez).

Ajudou também o fato de que a jogabilidade era tão boa quanto a do primeiro Lotus, lá da Magnetic Fields, com a diferença de que o jogador poderia customizar a dificuldade, mesmo jogando no Amador, já que cada um dos quatro carros tinha status diferentes, como aceleração, consumo de gasolina, velocidade máxima e manobrabilidade (ou dirigibilidade). A alta quantidade de pistas em relação a série Lotus (aqui tínhamos 32 pistas, divididas em 8 torneios) também ajudou a longevidade. E claro, o modo para dois jogadores, que garantia corridas mais emocionantes do que jogar contra a CPU que não utiliza dos Nitros.

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A trilha sonora é uma boa surpresa acidental. Digo acidental, porque Barry Leitch foi chamado de última hora e a empresa que ele fazia parte (Imagitec Design) não tinha kits de desenvolvimento para o Super NES, então boa parte das músicas de Top Gear são rearranjos de músicas que Barry compôs pra Lotus e Lotus II (falamos disso mais acima), que foram convertidas pro chip de som do SNES por Hiroyuki Masuno. A exceção dos rearranjos é o icônico tema da primeira pista, que só de mencionar, vem a cabeça aquela versão forró… SAI DA MINHA CABEÇA!

O jogo teve uma recepção de mediana pra bom lá fora, mas como mencionei, a pirataria ajudou MUITO a popularizar Top Gear por aqui, a ponto de inúmeros hacks existirem, trocando os carros, as cores dos carros, e até mesmo colocando um seletor de pistas pro jogador jogar na ordem que quiser.

Fun Fact: Na písta de Sheffield, se encontra placas com o logotipo da Gremlin Graphics (desenvolvedora), porque é a cidade onde o estúdio se localizava, assim como nas pistas do Japão, se encontra placas com o logotipo da Kemco (publisher)

Reprodução: Internet

A continuação que também saiu pro Mega

Top Gear 2 (SNES, Mega Drive, Amiga/Amiga AGA, Amiga CD32)

Um ano depois, chegou a continuação de Top Gear. Dessa vez, assim como aconteceu com Lotus III, Barry Leitch foi substituído nas composições, e mais uma vez, por Patrick Phelan. E assim como aconteceu em Lotus II, saiu a tela dividida no single player, já que a Gremlin Graphics tinha mais experiência com o hardware do SNES. E o resultado foi levemente divisivo.

Por um lado, os gráficos tiveram uma melhora, apesar de serem aproveitados de Lotus II, e o número de pistas aumentou. Só que ele é menos “Amigável” que seu antecessor, tornando sua masterização algo mais complicado que no primeiro jogo. E voltando aos positivos, agora é possível fazer upgrades no carro, com o dinheiro obtido nas provas, o que é necessário para o gerenciamento de combustível nas provas mais longas, já que não há pitstops como no primeiro jogo.

Você tem um sistema de danos nos carros (não visível, mas indicado no diagrama do carro) e caso sofra muito dano, seu carro rodará com facilidade. Porém, em contrapartida, não há mais a escolha de carros com status diferentes, o que era uma pena.

Aqui a trilha sonora continua tão boa quanto a do primeiro jogo, apesar de não ser tão chiclete (ou talvez isso seja viés meu, já que da trilogia do SNES, ele é meu menos favorito).

Versão de Amiga AGA – Reprodução: Internet

Os Portes de Top Gear 2

Uma das razões pelas quais eu não curti tanto o Top Gear 2 foi devido ao desastroso porte de Mega Drive, cujo único ponto positivo é a taxa de frames, que é mais suave do que sua versão de SNES (Blast Processing YAY), e o fato de não ter o sistema de combustível, pois de resto é um jogo bem medíocre na melhor das hipóteses.

Felizmente as versões de Amiga e Amiga CD 32 são portes do SNES e são bem feitas, apesar de que jogar no Joystick de Amiga é meio furada porque você precisa apertar a barra de espaço do teclado pra usar o turbo. Existem duas versões do Amiga, a pro Amiga regular e a Amiga AGA que possui cores melhores. A versão de Amiga CD 32 tem a vantagem do controle, mas ela parece ligeiramente mais lenta do que a versão do Amiga, e os arranjos de CD são bem bunda mole.

No Mega Drive e no Amiga, infelizmente você precisa escolher entre música e efeitos sonoros, no CD 32, não. E eu vou dizer aqui… Eu me diverti jogando Top Gear 2 no Amiga, nunca pensei que fosse usar diversão e Top Gear 2 numa mesma frase. Quem diria.

Reprodução: Internet

Uma paradinha na Pirataria (Aka Omega Brazil 97)

Se você viveu nos anos 90, certamente deve ter ouvido falar do Twin Eagles Group, conhecido por suas bootleg hacks de International Super Star Soccer (E do Deluxe), como Campeonato Brasileiro, Futebol Brasileiro 96, Ronaldinho Soccer 97 e 98, Ligeirinho (Sonic 4) e ganharam fama internacional graças a redescoberta do Mundial Ronaldinho Soccer de N64 (HA HA HA HA RONALDINHO SAUCER).

E uma de suas criações, foi um hack de Top Gear 2, intitulado Omega Brazil ’97. Aqui, foram adicionadas duas telas de intro, e a dificuldade foi levemente aumentada. O Sprite do carro foi modificado pra lembrar o Chevrolet Ômega, possivelmente o modelo de 1997 (daí o título).

Os adversários, ao menos alguns deles, foram renomeados para pilotos brasileiros da stock car (acho). Vale a curiosidade, o dump da rom circula pela internet há anos.

Reprodução: Internet

De volta para o futuro

Top Gear 3000 (SNES)

Depois de flertar com outros consoles, Top Gear voltava a sua casa para o último jogo da franquia no SNES. E seria o primeiro a não ser chamado de Top Racer no Japão. Enquanto que Top Gear 1 e 2 foram Top Racer 1 e 2 na terra do Sol Nascente, Top Gear 3000 ganhou o fodástico título de “The Planet’s Champ: TG3000”.Um idiota faria pergunta: “Onde estão os títulos do 3 ao 2998?”. Mas enfim, a Gremlin resolveu refinar a fórmula de Top Gear 2, e deu um toque futurista a mesma. Ainda que os carros continuem com quatro rodas.

Os pitstops estão de volta… Mais ou menos, com o uso de esteiras para reabastecimento, lembrando o F-Zero, mas não somente isso, você pode reparar os danos ao seu carro em esteiras azuis, tornando a prova em alguns momentos, algo mais estratégico. O por quê eu citei estratégias? Simples, graças ao uso do chip DSP-4, que permitia o jogo dividir as pistas com múltiplos caminhos, algumas pistas possuem as esteiras de reparo num caminho e o reabastecimento em outra. Mas não é somente isso que temos de novidade e futurístico, já que há power-ups diferentes, como um sistema de pulos, teletransporte, e atração magnética.

O hilário de Top Gear 3000, é que o chip especial (DSP-4) não impediu o jogo de ser pirateado a rodo, mas meio que impediu a emulação do jogo a princípio, houve uma época que não dava pra emular, e depois, somente o Zsnes (sim, o infame Zsnes) era capaz de emular o jogo. Hoje em dia, até o celular da sua avó consegue rodar o jogo de boa.

Em termos de controles, apesar das adições, o 3000 é um híbrido com as melhorias de Top Gear 2 e a jogabilidade mais arcade do primeiro jogo. E a trilha é bem menos dependente de baixos, como no jogo anterior.

É um jogo que recomendo, apesar de que por alguma razão, fizeram gaslight nos jogadores brasileiros que preferem o 2 a ele. Vai entender, é tipo esse pessoal que jura que Marvel Super Heroes: War of the Gems de SNES é bom.

Depois do SNES

Após Top Gear 3000, a Gremlin e a Kemco seguiram caminhos separados, e outras desenvolvedoras assumiram a batuta da série Top Gear. Preparem-se, porque vamos falar rapidamente sobre cada título.

Reprodução: Internet

NINTENDO 64, OH MY GOD!

Top Gear Rally (N64, PC)

A estreia no N64 até foi elogiada pela imprensa. Desenvolvido pela Boss Game Studios, eu particularmente lembro de ter curtido um pouco o jogo, apesar de estar abaixo do padrão Top Gear de qualidade. Por alguma razão, entretanto, quando fui jogar no emulador, o jogo parecia menos… Impressionante. A dirigibilidade parece escorregadia.

Esse foi o segundo (e último) jogo com Barry Leitch nas composições… Bem, e até mesmo isso foi tirado dele, já que na versão de PC (intitulada Boss Rally), as músicas em sua maioria, são de uma banda chamada Dragline… Ótimo nome de banda, excelente pra procurar no Google.

Enfim, Boss Rally foi severamente criticado, especialmente comparado com outros títulos da época, e talvez a recepção positiva de Top Gear Rally tenha sido pela falta de títulos do gênero.

Reprodução: Internet

Top Gear Overdrive (N64)

E dessa vez, a Kemco tirou os ralis e voltaram as provas de corrida normais, com Top Gear Overdrive. Saía de campo o Boss Game Studios, entrou em campo o Snowblind Studios. E o trabalho final… É comparável ao Road Rash 3D do PS1.

É competente, mas a sensação de velocidade não é das melhores. A trilha sonora foi a primeira licenciada no N64, com a banda Grindstone, e apesar de não conhecer a banda e continuar não querendo conhecer a banda, a compressão utilizada pra um cartucho de N64 é competente.

Curiosidade que ninguém pediu: A banda recebeu 4000 dólares pelo trabalho.

Reprodução: Internet

Top Gear Rally 2 (N64)

A continuação de Top Gear Rally chegaria em 1999, com outro estúdio, o Saffire. E por incrível que pareça, o jogo é mais na pegada de rally real, ao invés da papagaiada que vemos em jogos mais arcade… É um jogo decente, mas não recomendo jogar em emulador, pelo menos não se você usa teclado, porque num teclado, o direcional do 64 é mais sensível que usuário do Tumblr e jornalista de jogos americano.

Reprodução: Internet

Top Gear Hyper Bike (N64)

Ok, dá pra entender Top Gear Rally, ainda são carros, mas… MOTOS? O que caralhos? Enfim, usando a engine de Overdrive, o Snowblind Studios se arrisca nesse joguinho de Motocross e Motos em geral. Como ponto positivo, o jogo tem um criador de pistas próprio. Eu queria ter jogado com mais afinco, mas a emulação gráfica deixa as pistas bizarras no Mupen64, como todo emulador de 64.

A Era de Top Gear que ninguém Liga

Em consoles, apenas mais dois jogos da série seriam lançados, um deles ainda pode ser comprado hoje em dia, o outro, está preso no PS2.

Reprodução: Internet

Top Gear: Dare Devil (PS2)

Dare Devil não deveria ser chamado de Top Gear. Desenvolvido pelo Papaya Studio, ele sequer é um jogo de corrida, é um jogo de missões em mundo semiaberto, com gráficos até decentes pra época que foi lançado (final de 2000), mas a dirigibilidade e a física são cagadas. E NÃO TEM CORRIDA! Como você não me coloca CORRIDA NA PORRA DE UM TOP GEAR!

Reprodução: Internet

Top Gear: RPM Tuning/Midnight Outlaw: Six Hours to Sun Up (PS2/Xbox/PC)

Tecnicamente, esse é o Top Gear mais recente que você pode adquirir, ainda que não sob o nome Top Gear. Desenvolvido pelo estúdio francês Babylon Software (boa sorte tentando encontrar ALGUMA COISA) deles, RPM Tuning é, sem cerimônias, o Need for Speed da Shopee. Se bem que temos jogos piores nessa categoria, mas me refiro a somente a esse artigo aqui.

Ele tem uma historinha que poderia ser muito bem um roteiro descartado de algum NFS, pelo amor de cristo. Se você não lembra desse jogo, tudo bem, a versão com a marca Top Gear só saiu pra Xbox, e a de PS2 ficou na europa sob o título RPM Tuning. Não que você tenha perdido algo de valor. Mas aceito essa bomba de presente no Steam porque eu não dou valor a minha vida.

E com essa triste nota, fechamos a parte de Top Gear em consoles, porque a série passou pelos portáteis também.

Reprodução: Internet

Portabilidade vantajosa

Top Gear Pocket (Game Boy Color)

Desenvolvido pela Vision Works (quem?), Top Gear Pocket é um competente jogo de corrida pro Game Boy Color, mas que poderia ser ótimo se não fosse a sensação de velocidade que é inexistente. Recomendo com ressalvas.

Reprodução: Internet

Top Gear Pocket 2 (Game Boy Color)

Nada como uma continuação para melhorar o que deu certo. Top Gear Pocket 2 corrige a velocidade do anterior, sendo um jogo de corrida excelente pra um portátil com hardware (na época) ancestral (lembre-se que o GBC não é muito mais avançado que o GB original, de 1989).

Altamente recomendado. Boa jogabilidade, bons gráficos, boa sensação de velocidade.

Reprodução: Internet

Top Gear: Especia (Game Boy Advance)

Esse aqui é um título que tecnicamente não seria um Top Gear, mas usa da marca no ocidente. No Japão ele é um título licenciado da categoria que hoje é a Super GT. Utilizando-se de circuitos japoneses, pra um título do início da vida do GBA, ele tem até bons gráficos, mas a jogabilidade é meh. E diabos, a písta de Suzuka parece levar 3 anos pra dar uma volta.

Sei que um carro de GT não é um F1, mas caramba. A Wikipédia diz que foi desenvolvido pela Kemco, mas no jogo tem também o logo da Vision Works, então dá pra dizer que é deles.

Reprodução: Internet

Top Gear Rally (Game Boy Advance)

Esse aqui é GOAT. Desenvolvido pela Tantalus, o jogo usa das capacidades 3D do GBA pros modelos dos carros (diferente dos sprites pré-renderizados de outros jogos) e cenários pré-renderizados espertos. A jogabilidade é boa, depois que você se acostuma com os controles. Recomendadíssimo.

Reprodução: Internet

Top Gear Downforce (Nintendo DS, cancelado/rebatizado)

Primeiramente, esse jogo não vale a pena. Tanto que tecnicamente a Kemco cancelou o lançamento ocidental de Top Gear Downforce, e no Japão o jogo saiu como parte da série Simple DS, jogos de baixo orçamento.

Anos depois, ele chegaria no ocidente sob a alcunha de Super Speed Machines. É um jogo de corrida Top Down bem vagabundo. Não é o pior do DS, mas passe longe desse aqui.

Reprodução: Evercade (Youtube)

Um Intervalo antes do relançamento…

Antes da Qubyte relançar os três primeiros jogos na compilação Top Racer Collection, a PIKO Interactive relançou os dois primeiros jogos, com seus nomes japoneses, em coletâneas para o Evercade (Um console de cartuchos pra jogos retrô que utiliza emulação e cartuchos proprietários), inclusive desconfio de que a razão para qual o terceiro jogo não saiu no Evercade porque seu nome japonês não era Top Racer 3000.

Infelizmente sou pobre demais pra comprar um Evercade, porque tem umas paradas legais lá… Porém, divago.

Após o anúncio que deixou Americanos com cara de “Cuma?” e alegrou a nação brasileira, tivemos uma longa espera pela Top Racer Collection, incluindo aí um adiamento em cima da hora, de Janeiro de 2024 para Março de 2024… Mas, o que a Top Racer Collection traz a mesa? (Isso não faz o menor sentido em português, mas agora já escrevi).

Reprodução: Internet

O poder da Conveniência

A Top Racer Collection traz Top Racer, Top Racer 2, Top Racer 3000 e o inédito Top Racer Crossroads, mas esse não é o ponto principal. Tecnicamente você pode jogar Top Gear via emulação, mas o que a coletânea faz, é deixar tudo arrumadinho e conveniente, e pra alguém acostumado a jogar em consoles, é uma opção, eu prefiro jogar na frente da minha TV, do que grudado em meu notebook.

Reprodução: Internet

Mais Opções e Online

A compilação não simplesmente coloca os jogos num menu bonitinho e diz: Pronto, joga. Tecnicamente você pode fazer isso, mas o jogo oferece extras, como Campeonato Customizado, onde você escolhe quatro pistas do jogo em questão, um carro e vai lá filhão.

Caso você seja fã de Time Trials, o jogo possui isso, uma tabela para você disputar com seus amigos. E caso você tenha amigos, pode jogar ONLINE. Em qualquer um dos quatro jogos, e mesmo em campeonatos customizados.

Reprodução: Internet

Top Racer Crossroads

Top Racer Crossroads é, sem papas na língua, uma romhack oficial do Top Gear/Racer original, com novos carros. Cada um desses carros referencia um outro jogo clássico de corrida, como o Uno da Firma (de Horizon Chase), o Ferrari Testarossa (de OutRun), com direito ao casal no carro, o Lamborghini Diablo (de Lamborghini American Challenge), e tenho quase certeza de que o carro azul referencia algum Need for Speed, mas posso estar enganado.

Reprodução: Internet

Se vale a pena?

Se você tem um PlayStation 4 ou 5, espere uma promoção, devido aos preços que nossa querida $ony coloca nos jogos no Brasil. Caso sua plataforma seja outra, Top Racer Collection é uma boa pedida. Tem online, um valor razoável, a emulação é decente e um dos troféus colocou aquela música maldita na minha cabeça.

A Top Racer Collection está disponível para PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch, Xbox One e Xbox Series X|S.

Reprodução: Internet

O que aconteceu com as produtoras?

Seção extra por onde pergunto ao Milton Neves* que fim levaram as produtoras dos jogos anteriores da série;

*O Arquivos do Woo informa que nosso redator não perguntou ao Milton Neves, isso se trata de uma ilusão após dias trabalhando nesse texto.

Reprodução: Internet

Magnetic Fields

O último jogo da dev de Lotus Turbo Challenge foi Mobil 1 Rally Championship, em 1999. Os programadores da MF abriram um novo estúdio para se dedicar a jogos de corrida, Eugenicy no ano seguinte, mas fecharam antes mesmo de produzir algo.

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Gremlin Graphics/Gremlin Interactive

A publisher de Lotus e desenvolvedora da trilogia do SNES foi adquirida pela Infogrames (atual Atari), em 1999, e foi renomeada Infogrames Studios, fechando em 2003, com seus últimos jogos sendo as conversões para Gamecube de Superman: Shadow of Apokolips e Micro Machines, que saíram no ano anterior para PS2 e Xbox.

Ex-funcionários da Gremlin criaram a Sumo Digital, que continua na ativa até hoje, e o catálogo da Gremlin está nas mãos da Urbanscan, empresa criada por um dos fundadores da Gremlin.

Reprodução: Internet

Kemco

A publisher de Top Gear passou por um período ruim no meio dos anos 2000, mas voltou a ativa nos anos 2010, publicando RPG’s e visual novels, tanto no mercado mobile quanto no de consoles.

Reprodução: Internet

Boss Game Studios

O último jogo desenvolvido pela criadora de Top Gear Rally foi Stunt Racer 64 em 2000, e eles haviam conseguido a licença para desenvolver pro Xbox, mas não conseguiram uma publisher, fechando as portas em 2002.

Reprodução: Internet

Snowblind Studios

O estúdio de Top Gear Overdrive e Hyper Bike continuou na ativa por um bom tempo, inclusive sendo responsáveis por Baldur’s Gate: Dark Alliance (clássico) e Justice League Heroes (que usa a mesma engine, e é divertido IMO). Após Lord of the Rings: War in the North, o estúdio se fundiu a Monolith Productions, e seu último jogo foi Middle-Earth: Shadow of War. No momento, a Monolith Productions está trabalhando no jogo da Mulher Maravilha.

Reprodução: Internet

Saffire

A Saffire tinha alguns jogos interessantes no portfólio, como o James Bond 007 de Game Boy, e a expansão de Starcraft: Brood War. Porém, alguns jogos medíocres, como o da Xena do N64. A empresa fechou as portas em 2007, tendo seu último jogo, Thunderbirds (baseado no filme live action) sendo lançado em 2004. Cryptid Hunter, para PS3, seria seu próximo jogo, mas foi cancelado com o fim da empresa.

Reprodução: Internet

Papaya Studio

A criadora de Top Gear: Dare Devil fez alguns jogos que eu particularmente curti (os de Ben 10 são sólidos, Alien Force e Ultimate Force valem a pena uma jogatina casual), mas seu último jogo foi um Smash Bros da Cartoon Network, Cartoon Network: Punch Time Explosion foi lançado pra 3DS em 2011 e PS3/360/Wii em 2012, antes deles fecharem as portas em 2013.

Reprodução: Internet

Babylon Software

Encontrar informações sobre a Babylon Software é difícil por causa da ferramenta de tradução, mas o que se sabe é que Top Gear: RPM Tuning foi o último jogo produzido por eles.

Reprodução: Internet

Vision Works

Não se tem muita informação sobre a Vision Works, mas pelo site oficial deles, não tem… Nada. Creio que o último jogo deles tenha sido Boulder Dash EX, do GBA, posso estar errado.

Reprodução: Internet

Tantalus Interactive

Das companhias que se envolveram com algum Top Gear, a Tantalus é talvez a que esteja mais ou menos em melhor estado, tendo trabalhado recentemente em jogos como o Zelda: Skyward Sword de Switch, a versão de Switch de Sonic Mania, e as versões definitivas de Age of Empires 2 e 3.

E eu não sei como terminar esse artigo, porque caramba, são MUITAS PALAVRAS. 9 páginas falando de joguinho de corrida véi. E parafraseando meu amigo Dunkel Gotik: Joguem Top Ge… Top Racer 3000.

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Formula Retro Racing: World Tour | Corridinha Low Poly https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/11/12/formula-retro-racing-world-tour-corridinha-low-poly/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/11/12/formula-retro-racing-world-tour-corridinha-low-poly/#respond Sun, 12 Nov 2023 22:02:08 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=15635 Se você curte jogos de corrida, percebeu que em algum ponto dos anos 2000, os jogos de corrida acabaram indo pra um lado mais “realista”, ainda que muitos jogos, como Need for Speed, permanecessem acessíveis ao público casual. Com exceção de OutRun 2006 e Ridge Racer (exceções podem ser encontradas, mas eram exceção, e não […]

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Se você curte jogos de corrida, percebeu que em algum ponto dos anos 2000, os jogos de corrida acabaram indo pra um lado mais “realista”, ainda que muitos jogos, como Need for Speed, permanecessem acessíveis ao público casual. Com exceção de OutRun 2006 e Ridge Racer (exceções podem ser encontradas, mas eram exceção, e não regra), os jogos estavam cada vez menos focados na diversão no estilo arcade, com jogos como Forza e Gran Turismo nos consoles, e uma míriade de simuladores nos PC’s indo no caminho de simulação.

Nos anos 2010, entretanto, as coisas começaram a mudar, com a cena independente explodindo em popularidade, produzindo jogos que as grandes produtoras não tinham coragem (por conta de engravatados e custos de produção cada vez maiores) de fazer. Sejam platformers simples, RPG’s com sprites 8 e 16 bits, até mesmo visual novels, os desenvolvedores independentes passaram a replicar experiências do passado, com jogos inspirados por Mega Man, Ninja Gaiden, Final Fantasy, Super Mario 64, e o mesmo vale para jogos de corrida.

LEIAM – Alterium Shift | Potencial Old-School

Desenvolvedores que cresceram jogando clássicos como Top Gear, OutRun, Virtua Racing, Daytona USA, Ridge Racer Sega Rally, começaram a fazer jogos inspirados por esses títulos e não demorou para surgir frutos desse trabalho, com jogos como Horizon Chase Turbo (E Horizon Chase 2), Slipstream, HotShot Racing (esse aqui sendo feito pelos desenvolvedores de OutRun 2006, a Sumo Digital), e dentre outros, a prequel do jogo da análise de hoje, Formula Retro Racing, desenvolvido pela britânica Repixel8.

Lançado em 2020, era um título com pouco conteúdo em si, mas era já com potencial. E nesse ano, apesar da ideia de irem ao Kickstarter, a campanha aparentemente nunca foi lançada (a conta do Kickstarter não acessa o site desde fevereiro), e o jogo optou pela rota do acesso antecipado para a continuação, Formula Retro Racing: World Tour. . O jogo foi lançado, tanto no PC, quanto nos consoles, e agora no final de 2023, graças a Numskull Games, o jogo está recebendo uma versão física. Com isso, a Repixel8 nos enviou uma cópia do jogo para review. Confira conosco.

Reprodução: Repixel8, CGA Studio

Modos de Jogo

O jogo possui quatro modos de jogo (cinco se você estiver jogando no PC), sendo que dois deles estão meio interconectados. Vou explicar cada um deles. O Modo Arcade funciona por exemplo como os clássicos jogos de corrida de arcade, como Daytona USA ou Ridge Racer, com o jogador tendo que completar o percurso com um timer diminuindo, e checkpoints a serem ultrapassados pra tempo extra. No caso de Formula Retro Racing: World Tour, cada pista possui um checkpoint, mas a ideia é a mesma.

O Modo Grand Prix é o único com suporte a multiplayer para até quatro jogadores em tela dividida, e a diferença pro Arcade, é que o timer não estará lá pra te incomodar, mas também as pistas que você destravou pelo Arcade, não estarão desbloqueadas nesse modo. Aqui, é possível escolher o número de voltas de cada prova (no Arcade, são setadas dependendo do tamanho da pista).

VÍDEO: HORIZON CHASE 2 | ANÁLISE

O terceiro modo de jogo, que está ligado ao Arcade é o Modo Eliminator, só que ele não funciona como o nome poderia sugerir (uma corrida onde o último colocado a cada volta é eliminado), mas sim uma “corrida” com certos objetivos (por exemplo, chegar até a décima posição antes do fim da primeira volta, e posteriormente, ficar até a décima posição nas voltas posteriores, com os carros adversários ficando mais rápidos), com duração de até 30 voltas. Por fim, os dois últimos modos são o de Tomada de Tempo, e o Modo de VR, auto explicativos.

Reprodução: Repixel8, CGA Studio

Carros com Drift são OverPower

Em termos de jogabilidade, Formula Retro Racing: World Tour é bem, bem simples, o mais complexo que o jogo pode ter, além do layout de algumas pistas, é o fato de que os carros se dividem em duas categorias, os de Formula, semelhantes a carros de Formula 1 (e em um caso, semelhante a carros antigos de Endurance) e os carros do tipo Stock, semelhantes aos de Nascar. Os Carros de Stock possuem drift (o Drift é automático nas curvas, então não se preocupe com isso), e isso os torna extremamente vantajosos pra fazer as curvas. Não há problema em escolher um ou outro, já que os carros dos oponentes serão do mesmo tipo que você escolher, mas um é claramente melhor que o outro.

Para desbloquear as pistas restantes nos modos Arcade, Grand Prix e Eliminator, são necessários pontos conquistados nesses modos, como o Arcade e o Eliminator são ligados, abrir pistas no Arcade, fará o mesmo no Eliminator, e vice versa, já o Grand Prix tem pontuação própria que abre as pistas para ele (E o requerimento é igualmente escalonado). Cada pista possui três dificuldades, cada uma com sua pontuação própria, o que é bom pra grindar pontos.

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Em termos de pistas, subimos de oito no jogo anterior para dezoito agora (vinte e quatro na edição física, com variantes do traçado inverso), mas não são todas as pistas do original que retornam. O jogo possui uma física de destruição, com danos que vão se ampliando até que o carro se destroça com um efeito semelhante ao da série Burnout (câmera lenta, com efeito em preto e branco), mas não se perde tanto tempo. A CPU também sofre danos e é destruída, o que não nos deixa em desvantagem, como muitos jogos onde a CPU é invencível a coisas que afetam o jogador.

Reprodução: Repixel8, CGA Studio

Orgulhosamente Low Poly

Uma das coisas que é utilizada pra chamar a atenção do público em materiais, é o estilo Low Poly, básico, remetendo muito a Virtua Racing, a principal inspiração de Formula Retro Racing. Infelizmente, alguns cenários não possuem tanta inspiração, apesar do conjunto não ser feio. Só parece genérico, como muita coisa que vai pra estética low poly acaba caindo. Há algumas coisas reconhecíveis, como a Torre de Tóquio na pista japonesa, ou a Ponte Golden Gate na pista de São Francisco.

LEIAM – Castlevania: Aria of Sorrow | Análise

A trilha sonora tem uma pegada agradável, com composições aceitáveis, que combinam com o ritmo retrô, mas sem querer ficar puxando pra pegada completamente retrô. Por fim, o jogo possui uma boa performance, não sendo muito pesado na versão de PC, podendo chegar a 4K (nas plataformas onde isso é possível) e 60 frames por segundo.

Reprodução: Repixel8, CGA Studio

Numa promoção, quem sabe?

Comparando os consoles, no Xbox, o jogo está mais barato, custando R$ 74,95, com os valores do Switch e Playstation estando próximos, por R$ 100,00 e R$ 104,90 respectivamente, mas ainda assim, pra um jogo que não tem tanta coisa assim, uma promoção seria uma boa. Claro, tem jogos mais caros e com menos conteúdo nos consoles, mas enfim, essa seção aqui é sobre custo-benefício do jogo em questão. No PC, obviamente o jogo é mais em conta, saindo por R$ 37,99, sendo uma boa pedida, se curte jogos de corrida retrô.

O jogo é decente, divertido, apesar de um pouco estressante, mas nada que quem já jogou outras coisas não esteja acostumado. Formula Retro Racing: World Tour está disponível para Playstation 4, Playstation 5, Nintendo Switch, Xbox One, Xbox Series X|S e PC.

Nota Final: 8/10

Esta análise foi feita com uma cópia digital da versão de PS4, cedida pelo CGA Studios. A Edição física do jogo está em pré-venda, mais informações, clique aqui.

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Archetype Arcadia | Pela irmãzinha! https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/11/03/archetype-arcadia-pela-irmazinha/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/11/03/archetype-arcadia-pela-irmazinha/#respond Fri, 03 Nov 2023 17:26:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=15562 Se você é um jogador das antigas, o nome Kemco certamente é associado com a série Top Gear, já que com exceção dos dois últimos títulos (RPM Turning e Top Gear Downforce não foram publicados por ela), era comum ver o nome da Kemco na capa ou tela título dos jogos. Claro, que não foi […]

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Se você é um jogador das antigas, o nome Kemco certamente é associado com a série Top Gear, já que com exceção dos dois últimos títulos (RPM Turning e Top Gear Downforce não foram publicados por ela), era comum ver o nome da Kemco na capa ou tela título dos jogos. Claro, que não foi só isso que eles publicaram lá no passado, haviam outros jogos, inclusive alguns de índole questionável, como Batman Beyond: Return of the Joker (N64/PS1/GBC), Catwoman (GBC), Batman: Dark Tomorrow (Xbox/Game Cube), além da série Crazy Castle.

Após o período de hiato no meio dos anos 2000, a Kemco passou a focar no mercado mobile com uma míriade de RPG’s, que você deve ter esbarrado graças aos portes no PS3, PS4, PS Vita e outras plataformas, mais recentemente. Não apenas RPG’s, a Kemco também passou a trabalhar em visual novels, em conjunto com outras desenvolvedoras.

Em Outubro de 2021, a Water Phoenix e a Kemco lançaram no Japão, para Playstation 4 e Nintendo Switch, a novel Archetype Arcadia, que três meses depois (janeiro de 2022) apareceria nos PC’s, com um porte mobile aparecendo mais tarde no mesmo ano. E agora, dois anos depois de seu lançamento japonês, graças a PQube (que já havia localizado outra novel da Kemco, Raging Loop), Archetype Arcadia chega ao ocidente. Confira a nossa análise.

Reprodução: Kemco/Water Phoenix/PQube

A Internet tem a salvação para a nossa irmãzinha

O jogo se passa em um mundo pós-apocalíptico onde uma doença misteriosa chamada ‘Peccatomania’ (Também conhecida como Pecado Original) destruiu a maior parte da humanidade. A história gira em torno de Rust e sua irmã, vagando por terras vazias e procurando desesperadamente por outros humanos vivos. Todos os outros seres humanos foram supostamente vítimas desta doença que faz com que aqueles que sofrem de insanidade, ilusões sensoriais e impulsos autodestrutivos incontroláveis. A única maneira de controlar esses sintomas é passar um tempo dentro de um jogo virtual chamado Archetype Arcadia.

Rust não sofre da doença, mas quando um dia sua irmã misteriosamente fica inconsciente, ele deve entrar no jogo virtualmente envolvente e navegar neste mundo invisível para encontrar uma solução para sua irmã. Dentro do jogo existe um mundo totalmente novo cheio de pessoas e monstros. Um mundo em que usar um dispositivo de jogo permite aos jogadores utilizar memórias poderosas e avatares correspondentes para lutarem entre si. Embora esta existência virtual supostamente atrase a doença, ela também traz consequências graves.

Enquanto Rust luta neste estranho mundo em busca de uma cura, ele conhece várias pessoas com identidades e origens inesperadas, faz amizades inquebráveis e, sem dúvida, alguns inimigos ao longo do caminho. A história e premissa de Archetype Arcadia não são incomuns, mas são interessantes, ainda que seu protagonista seja um tanto ingênuo e otimista em excesso, considerando que o mundo lá fora está uma merda.

Reprodução: Kemco/Water Phoenix/PQube

A longa duração é sua força, mas também é sua fraqueza

Dentre as visual novels que já analisei aqui no Arquivos do Woo, Archetype Arcadia certamente está entre as mais longas, com cerca de cinquenta horas de conteúdo, que pra quem é fã do gênero, é um custo benefício, considerando os diversos finais que o jogo possui. Mas também é uma das fraquezas do mesmo, já que o começo arrastado pode afastar alguns, e a longa duração também acaba cansando.

Porém, para aqueles que perseveram (depois de sobreviverem ao protagonista ultra otimista), temos uma história envolvente com seus altos e baixos, dividida em oito capítulos. A trilha sonora é um dos principais fatores responsáveis pela atmosfera do jogo, especialmente a melancolia pretendida. A dublagem, apesar da maioria do elenco não ter muitos papéis (de acordo com o VNDB), cumpre bem o exigido com performances decentes.

O estilo gráfico da Novel é o que esperamos de visual novels japonesas, artes bem desenhadas, cenários lindos (e pós apocalípticos), e sprites bacanas. Nada muito sensacional, mas não é de se jogar fora.

Reprodução: Kemco/Water Phoenix/PQube

Talvez numa promoção

Archetype Arcadia é uma visual novel decente com uma premissa interessante, mas que tropeça no começo arrastado e na duração longa demais para a história. Mas, acho que 149,50 é um pouquinho demais pra uma Visual Novel. Então talvez numa promoção, quem sabe.

Nota Final: 8/10

Archetype Arcadia está disponível para Playstation 4, Playstation 5, Nintendo Switch e PC, com a análise feita com uma chave de PS4, gentilmente cedida pela PQube.

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Horizon Chase 2 | Uma explosão de nostalgia e diversão sobre rodas https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/09/14/horizon-chase-2-uma-explosao-de-nostalgia-e-diversao-sobre-rodas/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/09/14/horizon-chase-2-uma-explosao-de-nostalgia-e-diversao-sobre-rodas/#respond Thu, 14 Sep 2023 12:05:14 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=15237 Os amantes de jogos de corrida têm motivos para comemorar com o lançamento de Horizon Chase 2 para PC e Nintendo Switch, expandindo sua presença além dos celulares da Apple. Desenvolvido pela talentosa equipe da Aquiris Game Studio, sediada em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, o jogo é a continuação de seu predecessor amplamente […]

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Os amantes de jogos de corrida têm motivos para comemorar com o lançamento de Horizon Chase 2 para PC e Nintendo Switch, expandindo sua presença além dos celulares da Apple.

Desenvolvido pela talentosa equipe da Aquiris Game Studio, sediada em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, o jogo é a continuação de seu predecessor amplamente premiado, Horizon Chase, que conquistou fãs ao redor do mundo.

Horizon Chase 2 mantém o alto padrão de qualidade e oferece uma experiência de jogo emocionante e nostálgica que cativa tanto os veteranos dos clássicos de corrida do final dos anos 80 e inicio dos anos 90, quanto os jogadores mais novos. 

Horizon Chase 2
Reprodução: Aquiris Games Studio

Jogabilidade Simples e Acessível 

Uma das características mais notáveis do Horizon Chase 2 é a sua jogabilidade simples e fácil de aprender. Desde o momento em que você começa a jogar, é fácil se localizar com os controles simples que remetem muito a jogos antigos de PC, se resume a usar as setas do teclado e a barra de espaço para usar o Nitro. A simplicidade dos comandos permite que jogadores de todas as idades e níveis de habilidade se divirtam sem enfrentar uma curva de aprendizado íngreme. 

LEIAM – Horizon Chase Turbo | A verdadeira continuação de Top Gear

Essa acessibilidade não significa, no entanto, que o jogo seja desprovido de desafios. À medida que você avança pelas diversas pistas e cenários, a dificuldade aumenta gradualmente, proporcionando uma sensação de progressão e conquista.

O jogo possui um escalonamento de dificuldade que respeita o jogador e permite que caso sinta que está com muita dificuldade pode voltar para corridas anteriores para ganhar mais experiência para melhorar o nível do carro e comprar atualizações e voltar para enfrentar a corrida difícil agora sem tanta dificuldade.  

Reprodução: Aquiris Game Studio – Epic Games

A sensação de velocidade é incrivelmente bem reproduzida, e a experiência de corrida é emocionante e viciante, tornando difícil largar o controle. 

Gráficos Simples e Leves, porém Espetaculares 

Os gráficos de Horizon Chase 2 podem ser descritos como simples e leves, mas é importante ressaltar que eles são simplesmente deslumbrantes em sua simplicidade. A Aquiris Game Studio optou por um estilo visual que homenageia os clássicos dos anos 90, porém com um toque de modernidade. 

O resultado é um jogo que é uma verdadeira festa para os olhos. As cores vibrantes, os detalhes das pistas e os designs dos carros são uma celebração do estilo retrô, evocando imediatamente a sensação de estar jogando títulos clássicos como Top Gear e OutRun. Manter os gráficos simples permite que o jogo rode sem problemas em uma ampla variedade de hardware, garantindo que o maior número possível de jogadores possa desfrutar da experiência. 

Trilha Sonora Impecável que Evoca a Era de Ouro 

Uma das características mais marcantes de jogos de corrida clássicos é a sua trilha sonora cativante, e Horizon Chase 2 não decepciona nesse aspecto. A trilha sonora do jogo é verdadeiramente impecável, transportando os jogadores de volta à era de ouro dos jogos de corrida do final dos anos 80 e inicio dos anos 90. 

As músicas pulsantes são uma verdadeira homenagem aos clássicos do gênero, como a série Top Gear e OutRun. A música não apenas acompanha a jogabilidade, mas também ajuda a criar uma atmosfera envolvente que mergulha os jogadores no mundo das corridas arcade retrô. 

Rankings Online e Crossplay 

A inclusão de rankings online é um recurso que agrega um grande valor a Horizon Chase 2. A competição entre amigos e jogadores de todo o mundo é uma das partes mais emocionantes de qualquer jogo de corrida, e este título não deixa a desejar nesse aspecto. 

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Ter a oportunidade de competir contra amigos e outros jogadores em uma escala global adiciona um elemento de desafio e replay ao jogo. A busca pela posição mais alta no ranking global é uma motivação constante para continuar jogando. 

É possível jogar todos os modos online com amigos de qualquer plataforma onde o jogo está disponível graças ao Crossplay da Epic.

Reprodução: Aquiris Game Studio – Epic Games

Customização de Carros: Expressão Pessoal através do seu carro

Além de sua jogabilidade cativante, gráficos deslumbrantes e trilha sonora envolvente, Horizon Chase 2 oferece a oportunidade para os jogadores expressarem sua individualidade através da customização de carros.

Essa adição de recursos permite que os jogadores personalizem seus veículos com novas pinturas, bodykits e rodas que vão sendo desbloqueadas conforme avança no jogo, tornando a experiência de jogo ainda mais envolvente e recompensadora.

A Contribuição da Aquiris Game Studio 

É impossível falar de Horizon Chase 2 sem mencionar a Aquiris Game Studio, a talentosa equipe de desenvolvimento por trás do jogo. A empresa brasileira demonstrou seu compromisso com a qualidade, tanto em termos de gameplay quanto de design. Sua atenção aos detalhes, paixão pelo gênero e respeito à nostalgia dos jogos de corrida de outrora são evidentes em cada aspecto do jogo. 

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A Aquiris Game Studio já havia conquistado reconhecimento internacional com o seu antecessor, e o lançamento de sua sequência só fortalece sua reputação como um estúdio capaz de criar experiências de jogo excepcionais. O sucesso deles serve como um exemplo inspirador para outros desenvolvedores independentes que buscam alcançar a excelência em seus projetos. 

Horizon Chase 2
Reprodução: Aquiris Game Studio – Epic Games

Conclusão: Uma Viagem Nostálgica e Divertida no Tempo 

Horizon Chase 2 é mais do que apenas um jogo de corrida; é uma celebração de uma era dourada dos jogos arcade. Com sua jogabilidade simples e acessível, gráficos vibrantes, trilha sonora envolvente e recursos online competitivos, ele oferece uma experiência completa que mantém os jogadores entretidos por horas a fio. 

A contribuição da Aquiris Game Studio, uma empresa brasileira que se destaca no cenário internacional, é um ponto notável a ser destacado. Sua paixão pela criação de jogos de alta qualidade brilha em Horizon Chase 2, e sua dedicação à nostalgia é evidente em todos os aspectos do jogo. 

Em resumo, Horizon Chase 2 é um tesouro para os amantes de jogos de corrida e para qualquer pessoa que queira se divertir com um jogo emocionante e repleto de nostalgia. Com sua simplicidade, desafio equilibrado e atmosfera envolvente, é uma adição bem-vinda ao mundo dos jogos e uma viagem no tempo que não se pode perder. Prepare-se para acelerar, competir e se apaixonar pelo jogo enquanto ele o leva de volta aos melhores momentos dos jogos de corrida antigos. 

Reprodução: Aquiris Game Studio – Epic Games

Nota: 8/10

Prós:

  • Fácil Jogabilidade
  • Desafiador na medida certa
  • gráficos impecáveis
  • Trilha Sonora ótima

Contras:

  • Alguns textos nas telas de loading não estão traduzidos
  • Mouse para navegação no menu não é muito responsivo

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Essa análise foi feita com base na versão para PC, com uma chave cedida pela distribuidora do game.

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Horizon Chase Summer Vibes | Impressões da DLC de verão https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/11/16/horizon-chase-summer-vibes-impressoes/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/11/16/horizon-chase-summer-vibes-impressoes/#comments Sat, 16 Nov 2019 11:00:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/11/16/horizon-chase-summer-vibes-impressoes/ É difícil falar de Horizon Chase Turbo sem puxar-saco, principalmente para nós aqui do Arquivos do Woo. Já fizemos dois reviews bem completos sobre o game — que você pode ler aqui e aqui — e quando achávamos que nada mais poderia ser dito para esse sucessor de Top Gear, a produtora brasileira Aquiris nos […]

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É difícil falar de Horizon Chase Turbo sem puxar-saco, principalmente para nós aqui do Arquivos do Woo.

Já fizemos dois reviews bem completos sobre o game — que você pode ler aqui e aqui — e quando achávamos que nada mais poderia ser dito para esse sucessor de Top Gear, a produtora brasileira Aquiris nos traz esse conteúdo adicional chamado Summer Vibes, bem no clima pro calorão de fim de ano.

Vibrações veraneias

Horizon Chase Summer Vibes

O conteúdo, apesar de divulgado como um pacote e ter dado a impressão de que era um conteúdo maior, na verdade contém 12 novos circuitos, mas com estética baseada em outras fases já disponíveis na campanha, que foram redesenhadas para aumentar o desafio.

Além disso, foi adicionado um novo carro, Breeze, que ganha novas skins conforme você progride nas novas corridas.

Essas pistas, por sua vez, não são desafio fácil e mesmo eu que destrinchei o jogo na época do lançamento tive certa dificuldade para progredir nas novas curvas que o DLC oferece.

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Outro detalhe que vale a menção é a mudança no piloto: ao invés do piloto comum que aparece durante as outras corridas, aqui temos uma variação maior, com mulheres, personagens de outras etnias e sexualidade dirigindo o novo carro. Inclusive, duas das novas skins possuem uma bandeira arco-íris em seu design.

Conclusão

Horizon Chase Summer Vibes

Com novos percursos e um novo carro, a Horizon Chase Summer Vibes mostra que a produtora não quer deixar a peteca do game cair.

Depois de sair de graça para assinantes da PSN plus, Horizon Chase Turbo continua no imaginário coletivo dos que procuram jogos de corrida arcade, com ótimos controles e variedade de conteúdo.

Caso não tenha jogado ainda, saiba que o game está disponível para todas as plataformas atuais. Corra no sol, no frio, na chuva e na neve com carros que vão desde uma Ferrari genérica até um Uno com escada e aproveite tudo que esse jogo brasileiro nos oferece.

A DLC Horizon Chase Summer Vibes foi analisada com um código fornecido pela Aquiris

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Horizon Chase Turbo | As Novidades da Versão de Switch e Xone https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/05/18/horizon-chase-turbo-as-novidades-da/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/05/18/horizon-chase-turbo-as-novidades-da/#respond Sat, 18 May 2019 13:31:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/05/18/horizon-chase-turbo-as-novidades-da/   Já falamos anteriormente tudo sobre a versão do jogo feita para PS4 em nosso review, que você pode ler nesse link aqui. Mas agora vamos apontar às novidades que chegaram recentemente a versão atualizada do jogo, feita para os consoles Nintendo Switch e Xbox One. O principal destaque é o novíssimo modo Playground, um tipo de […]

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Já falamos anteriormente tudo sobre a versão do jogo feita para PS4 em nosso review, que você pode ler nesse link aqui. Mas agora vamos apontar às novidades que chegaram recentemente a versão atualizada do jogo, feita para os consoles Nintendo Switch e Xbox One.

O principal destaque é o novíssimo modo Playground, um tipo de desafio onde diversas corridas com “gimmicks” diferenciadas vão aparecendo e sendo atualizada constantemente pelos desenvolvedores.

Na época do lançamento, existiam duas corridas Time Trial — uma espelhada e outra com mudanças climáticas — e três corridas com alterações variadas (turbos infinitos, sem HUD, etc). Enquanto esse modo continuar sendo atualizado, a diversão será infinita, até porque os seus recordes continuam sendo enviados para os placares de líderes.

Além disso, foram adicionadas novas cores para os carros já existentes, além de carangas novas e bizarras, como o incrível UNO COM ESCADA DA FIRMA, uma adição incrível pra brasileiros mas que não deve fazer sentido algum para os gringos. Inclusive uma das características do jogo — desde a versão para mobile — era essas referências populares que nem todo mundo consegue pegar de cara, como o carro do não-Batman e o carro “underground” Walker-X, uma referência dupla a Need for Speed e Velozes & Furiosos.

Além disso, o modo multiplayer local continua excelente, sem frame caindo mesmo com 3 ou 4 jogadores, um diferencial gigantesco para esse tipo de jogo, principalmente no portátil da Nintendo.

Infelizmente porém, continuamos sem multiplayer online em nenhuma plataforma. Uma escolha esquisita da Aquiris, visto que o gênero é perfeito pra jogar online enquanto se conversa com os amigos.


Horizon Chase Turbo está disponível agora para todas as plataformas e é uma recomendação fortíssima para todos os nostálgicos com Top Gear e amantes de corridas arcade de modo geral.

Abaixo vocês podem conferir o review em vídeo da versão de PlayStation 4:

 

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Horizon Chase Turbo | A verdadeira continuação de Top Gear https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/05/29/horizon-chase-turbo-verdadeira/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/05/29/horizon-chase-turbo-verdadeira/#comments Tue, 29 May 2018 19:41:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/05/29/horizon-chase-turbo-verdadeira/ A ORIGEM Ah, Top Gear… um clássico da infância de 11 em cada 10 brasileiros. Muito me assustou quando descobri, durante o show do Vídeo Game Live, que a série é completamente desconhecida em territórios como EUA e Europa (nesse último talvez menos). Lançado como “Top Racer” no Japão em 1992, Top Gear era uma […]

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A ORIGEM

Ah, Top Gear… um clássico da infância de 11 em cada 10 brasileiros. Muito me assustou quando descobri, durante o show do Vídeo Game Live, que a série é completamente desconhecida em territórios como EUA e Europa (nesse último talvez menos).

Lançado como “Top Racer” no Japão em 1992, Top Gear era uma versão adaptada da série Lotus Challenge, que teve versões para o Amiga e Mega Drive, produzida TALVEZ pela própria Gremlin Graphics (que é creditada na tela título) e publicado pela japonesa Kemco.

Eu disse “talvez” porque tenho uma teoria um pouco diferente. A única razão de Top Gear existir da forma que é — e não como um port completo de um jogo da série Lotus — seria a falta de licença da marca de carros em questão.

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Porém, é sabido que Lotus Turbo Challenge 2 foi portado para o Mega Drive em 1991, apenas um ano antes do lançamento de Top Gear com seus carros genéricos.

Será que eles perderam mesmo a licença? E por que o jogo seria publicado por uma empresa JAPONESA e não pela própria Gremlin, como foi feito com as outras versões?

Pra mim o que aconteceu foi o seguinte: a Gremlin licenciou os assets e design do jogo (incluindo as músicas) e a Kemco fez in-house uma “versão” própria, mas sem os carros da Lotus, resultando assim no que conhecemos como Top Gear.

Isso explicaria o motivo de não termos uma versão do Lotus pro SNES mas termos suas músicas no jogo em si. Lógico que tudo isso é especulação minha.

A RELAÇÃO COM HORIZON CHASE

Horizon Chase Turbo

Nem vou entrar no mérito de explicar o quão popular o jogo de SNES foi/é no Brasil.

Apesar de não ser tecnicamente impressionante — ele usa as mesmas técnicas de design do Enduro de Atari –, Top Gear tinha um desafio competitivo, controles bem ajustados e músicas bem acima da média, com BPM superior a maioria das músicas mais “lentas” que eram vistas até então naquela primeira fase do SNES, com exceção de F-Zero, que por coincidência também era um ótimo jogo do mesmo gênero.

Talvez por isso (e por estar em todas as locadoras e fitas piratas do país) o jogo tenha se tornado tão popular, sendo cultuado até hoje pelos brasileiros, fenômeno totalmente alienígena pros gringos, que têm como referência muito mais o OutRun da Sega.

Evidentemente que esses brasileiros cresceram e alguns se tornaram desenvolvedores de jogos, o que foi o caso do pessoal da Aquiris, que usou como inspiração o jogo de OutRun da SEGA para criar este maravilhoso Horizon Chase Turbo.

O JOGO EM SI

Horizon Chase Turbo

Horizon Chase foi lançado para celulares Android e iOS em 2015, custando aproximadamente R$10,00, e eu lembro desse exato valor pois foi o primeiro jogo mobile que eu gastei dinheiro real e juro nunca ter me arrependido.

Mesmo com controles de touch, a jogabilidade mantinha-se precisa e não necessitava internet para funcionar, algo raro há 3 anos e muito mais hoje em dia. Lembro de ter demorado umas 2 semanas jogando com frequência até conseguir completar todos os desafios do jogo.

Desafios esses que não se limitam a ganhar as corridas, mas fazê-lo ao mesmo tempo que pega todas as moedas azuis da pista. Caso não deixe faltar nenhuma e ainda consiga a primeira colocação, será premiado com um selo “PRO” (chamado de Super Troféu na versão atual para consoles e PC). É um desafio opcional que dava ao jogador pouco além de um carro extra legal no final, mas que por só aparecer depois de completar tudo, acabava perdendo o sentido.

Pra acabar com esse problema, a Aquiris criou um outro modo além do World Tour, o Arcade, que funciona exatamente como em Top Gear: quatro corridas por país, sem necessidade de pegar as moedas para completar. Além disso existem os Challenges que como o nome já diz, são desafios opcionais que aí sim, vão testar os limites da sua habilidade E paciência.

É bom lembrar que todos esses modos podem ser jogados com 1 até 4 jogadores, facilitando a aquisição dos troféus e sendo também uma ótima opção de jogo para aquele momento de ócio com os amigos em casa.

Eu mesmo joguei quase quatro horas de Horizon Chase Turbo durante um fim de semana!

Tá tudo gravadinho lá no Horo Joga.

EVOLUÇÃO

Horizon Chase Turbo

É notório que muita coisa mudou desde o lançamento do original. As pistas e carros possuem mais detalhes, mas mantendo o visual low poly do original.

Existem mais carros, fases, músicas, etc. Aliás, é importante notar que a trilha do jogo foi feita pelo mesmo compositor da série Lotus (e por tabela, Top Gear): Barry Leitch.

Ele manteve a qualidade das suas trilhas antigas, criando temas bastante marcantes para esse jogo, incluindo também alguns rearranjos das músicas clássicas do SNEs, é muito gostoso jogar um jogo novo com a trilha de algo antigo como Top Gear.

A jogabilidade de Horizon Chase Turbo é tão boa quanto no celular. Foi implementado um botão de freio, não presente no original, onde você automaticamente freava quando soltava o acelerador. Agora existe uma diferença entre deixar o carro “na banguela” e realmente frear, e o jogo leva isso em consideração.

A colisão entre os carros é infelizmente o maior problema. O jogo não trata da mesma forma quando você bate em um carro e quando um carro te bate. Se você der um simples toque na traseira de outro corredor, seu veículo para bruscamente, enquanto que uma pancada na sua traseira não te joga pra frente na mesma intensidade. Leis básicas da física, galera!

Apesar do problema, muitas mudanças foram feitas para melhorar a qualidade de vida do jogador.

Quando sua gasolina está para acabar, o mapa da pista mostra os pontos do percurso onde existem itens de gasosa (que substituem os pit-stops do Top Gear), além disso também foi adicionada uma notificação na tela para quando todas as moedas da fase são pegas, coisa que incrivelmente não existia no original.

O mapa mundi do jogo também recebeu uns retoques, mostrando agora uma visão mais distante com o planeta Terra. É bonitinho, mesmo sendo inútil.

CONCLUSÃO

Horizon Chase Turbo

Horizon Chase Turbo tem em sua atenção aos detalhes o maior de seus méritos.

Toda a apresentação e qualidade mostra que os três anos de produção da versão de consoles/PC foram bem usados, com melhorias que poderiam ser usadas pra justificar um número “2” no título, já que é praticamente um jogo novo, tamanhas as mudanças feitas pra trazê-lo para telas maiores.

Essa qualidade e apreço foram o que tornaram esse lançamento um dos melhores jogos feitos no Brasil até hoje. Eu espero sinceramente que a Aquiris e outros estúdios possam trabalhar em mais jogos e que atinjam esse nível de excelência. Estão de parabéns demais.

Horizon Chase foi analisado com uma cópia do jogo…. fornecida pela Sony! Olha só, quem diria!

Para ver mais análises dessa forma, compartilhe esse review no facebook, twitter, insta e todas as redes que tiver!

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5 Motivos para você Comprar um Super Nintendo https://www.arquivosdowoo.com.br/2013/07/15/especial-5-motivos-para-voce-comprar-u/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2013/07/15/especial-5-motivos-para-voce-comprar-u/#comments Mon, 15 Jul 2013 13:53:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2013/07/15/especial-5-motivos-para-voce-comprar-u/ Eu adoro o Super Nintendo, é um dos consoles mais legais que já tive e apesar de não ter sido o meu primeiro console. Por isso selecionei 5 Motivos para você Comprar um Super Nintendo. Afinal ele foi o videogame que tive por mais tempo e isso me rendeu a milhares de jogatinas ao lado […]

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Eu adoro o Super Nintendo, é um dos consoles mais legais que já tive e apesar de não ter sido o meu primeiro console. Por isso selecionei 5 Motivos para você Comprar um Super Nintendo.

Afinal ele foi o videogame que tive por mais tempo e isso me rendeu a milhares de jogatinas ao lado do meu velho e irmão, vale ressaltar que até minha mãe jogava conosco (Ela adora Fighting Games).

Pensando nesse carinho que tenho por esse grande console da Nintendo, cheguei à conclusão de que ainda existem diversos motivos para se ter um Super Nes, então, enquanto junta grana para comprar o seu Xbox One ou PS4, o que acha de reviver os bons tempos da Nintendo?

Quer alguns bons motivos?

CUSTO

5 Motivos para você Comprar um Super Nintendo

A onda retrogamer trouxe diversos benefícios para quem gosta de jogos clássicos, você consegue comprar um console em bom estado por um preço bacana, mas como qualquer tipo de compra, você precisara filtrar muito.

Existem videogames que alcançam valores de até 5 000R$, um valor absurdamente alto para algo que provavelmente foi furtado do caminhão da Nintendo em 1996. Calma, não se assuste eu posso garantir que conseguira um console em bom estado e funcionando com apenas 150R$, basta fechar a aba do YouPorn e ir ao Google ou Facebook.

Isso mesmo, graças à rede social é possível encontrar grupos de vendas e trocas de videogames antigos, eu mesmo encontrei diverso consoles interessante e até mesmo um Jaguar – Aquele videogame de vida curta da Activision.

Outro ponto positivo é que não terá de se preocupar com BIOS, plugins e toda aquela tranqueira, sua preocupação se resumira a aquela assoprada básica no cartucho (que por sinal não é recomendável).

Oras, sem dúvida é um item a ser levado em consideração na hora de listar os 5 Motivos para você Comprar um Super Nintendo

MANUTENÇÃO

5 Motivos para você Comprar um Super Nintendo

Assim como qualquer eletrônico que deixou de ser produzido, ele vai precisar de cuidados e manutenção, você não vai quer um console manchado e fedendo a urina de rato.

Certo?

Existem milhares de tutoriais pipocando na rede e muitos fóruns onde você pode buscar informações. Tenho certeza e garanto que com cuidado e empenho, você terá um console com aspecto novo e cheirando a limão, vai do seu gosto.

JOYSTICK

5 Motivos para você Comprar um Super Nintendo

Um dos melhores Joysticks que a Nintendo já fez, esqueça aquela tranqueira criada para o N64.

O Controle é bonito, simples, eficaz e até a Sony copiou o modelo e acrescentou alguns detalhes pra não ficar com cara de plagio.

Essa é a prova absoluta que ele é o melhor joystick já criado e tenho dito!

OS JOGOS

5 Motivos para você Comprar um Super Nintendo
Console comprado e limpo, agora é a hora que realmente vale à pena começar sua coleção.

Muitos rebatem a ideia de comprar o console original e seus respectivos games devido aos emuladores, mas jogar Super Mario em um emulador não é a mesma coisa, se atente ao prazer de ter os cartuchos em mãos, saber que você pode sentar-se em frente ao videogame e admirar sua coleção devidamente conservada e crescendo.

Segue a dica de alguns cartuchos que devem adquiridos, como o …

SUPER MARIO ALL-STARS

5 Motivos para você Comprar um Super Nintendo

Um item obrigatório a sua biblioteca de cartuchos, não existe meio termo.

Você jamais irá jogar um game do Mario fora dos consoles da Nintendo e Super Mario All-Stars é um dos melhores games da franquia no SNES.

LEIAM – 5 Motivos para você Comprar um PlayStation

Não importa o que digam, sempre será único e apesar de não tê-lo zerado 100% sozinho e me frustrar muito quando adulto, ainda acho ele único e maravilhoso.

Essa é minha opinião, então calma!

DONKEY KONG COUNTRY

5 Motivos para você Comprar um Super Nintendo

Possui os melhores gráficos já vistos em um game do SNES e surpreendeu a toda uma geração. Esse é mais um game que permaneceu exclusivo a Nintendo e gerou certo ódio pelos adeptos da SEGA, apesar de que naqueles tempos éramos todos amigos e jogávamos um na casa do outro, não rolava essa briga de fanboys.

DKC não é um item obrigatório, mas sim ESSENCIAL, nem sei como não foi vendido junto do aparelho na época. DKC nos leva a uma aventura fantástica e embalada por uma das melhores trilhas sonoras já ouvi.
O melhor de tudo é que você poderá jogar com sua namorada, namorado, marido ou esposa, no modo cooperativo.

Own!

Vocês ficaram lindos jogando Donkey Kong na sala!

TOP GEAR

5 Motivos para você Comprar um Super Nintendo

É um dos simuladores de corridas mais famoso do SNES. É o preferido por muitos e isso se deve a sua trilha sonora marcante e sua ótima jogabilidade, algo que atraiu a todos naquela época e vem conquistando até os dias de hoje.

Passava horas e horas jogando com meu irmão quando garoto, um dos poucos games que não terminava em briga.

MORTAL KOMBAT II

5 Motivos para você Comprar um Super Nintendo

Simplesmente é o meu game preferido de luta e considero indispensável para um detentor  dessa plataforma.

Meu primeiro contato com esse game aconteceu graças a um vizinho, ele tinha comprado o Super Nes, e com ele acompanhava o cartucho do MK2.

Depois de vê-lo jogar, meu irmão e eu precisávamos implorar a nossos pais para que pudéssemos ir a casa dele jogar.

LEIAM – 5 Motivos para você Comprar um Mega Drive

Nunca me esqueci da dica contra o primeiro oponente “Fique abaixado e aperte apertar B” bons tempos aquele!

LEGEND OF ZELDA – LINK TO THE PAST

5 Motivos para você Comprar um Super Nintendo

É aquele cartucho no qual você precisa ficar esperto na hora de comprar, pois tem muito lazarento querendo enfiar a faca devido a procura por ele em perfeito estado e gravando.

Sabe o porquê dessa procura imensa?

Por que ele é um dos maiores games já criados para o SNES e foi concebido pelo mestre supremo da Nintendo, Shigeru Miyamoto.

Os gráficos são belos, a trilha sonora é maravilhosa e os personagem possuem fofura suficiente para fazer com que o Jigglypuff se suicidasse.

INTERNATIONAL SUPERSTAR SOCCER DELUXE

5 Motivos para você Comprar um Super Nintendo
O único game de futebol que me agradava, cheguei a jogar algumas partidas de um game de futebol no PS1 e nem lembro o nome, mas não gosto de futebol.

Odeio com todas as minhas forças!

Porem adorava jogar com Allejo, Galfano, Carboni e outros nomes que não recordo agora, era pura diversão fazer o truque do juiz cachorro. Uma pena que esse tempo se foi e hoje o povo tem essa necessidade doentia de querer jogar com um jogador idêntico a vida real.

É possível ver pessoas discutindo o quanto tal jogador em determinado game. Um dos único game de futebol que realmente que vale a pena comprar e tenho dito!

CHRONO TRIGGER

5 Motivos para você Comprar um Super Nintendo

Considerado por muitos o maior RPG já criado para o console. A equipe que criou o game foi apelidada de Dream Team, composta por grandes nomes do mercado de games da época e que nunca mais se uniram para fazer algo tão grandioso quanto Chrono Trigger.

Infelizmente eu não joguei esse game até o seu fim, mas ele é uma experiência obrigatória a todo gamer.

Comprar ele é motivo para ser invejado, não acredita em mim? Compre o cartucho e poste fotos na rede!

O feedback será gigantesco, pode confiar!

CONCLUINDO

5 Motivos para você Comprar um Super Nintendo

A Nintendo foi praticamente imbatível na era 8 e 16 bits, quem vivenciou esse maravilhoso tempo sabe o que estou dizendo.

As batalhas entre SEGA e Nintendo foram épicas e agraciou o publico gamer com jogos criativos e aventuras épicas.

LEIAM – Demon’s Cres, ação e exploração de qualidade nos SNES lá no Jogo Veio

Talvez eu tenha esquecido diversos títulos ótimos e isso não o estimule a comprar um Super Nintendo, mas reviver esse tempo e conhecer a fundo a melhor fase da Big N vale cada segundo.

Espero que tenham gostado dos 5 Motivos para você Comprar um Super Nintendo e até a próxima.

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