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Em 1983, houve um “crash” na indústria gamística. A indústria estagnou por 3 motivos: havia vários consoles nas lojas (12, pra ser mais exato) e a diferença gráfica entre eles era mínima, os controles eram pouco precisos ou costumavam quebrar facilmente e não havia uma Assistência Técnica Especializada na época. A falta de criatividade das produtoras em fazer jogos diferentes, a maioria eram apenas clones um dos outros pela falta de direitos autorais naquela época.

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Isso fez com que várias empresas como a Mattel, Coleco e outras menos conhecidas quebrassem no seu departamento gamístico e nunca mais fossem uma potência novamente. A Coleco ainda chegou a fabricar alguns computadores mas ela nunca mais foi a mesma. A Atari foi a única que sobreviveu mas também nunca fez nada memorável até que ela decidiu parar de fazer hardware.

Mas essa história todos já conhecem. O que estou para comentar aqui foi outro “crash” que aconteceu na história mas não foi tão forte e abalador quanto o de 1983, mas afetou as pequenas produtoras e chegou a afetar um pouco o futuro das grandes.

Reprodução: Internet

O ANO DE 1996

O ano: 1996. Pouca gente prestou atenção nisso porque estavam todos loucos pra jogar o Nintendo 64 que acabara de sair, ou estavam comentando sobre o leitor de “farinha” do PlayStation que quebrava facilmente ou do Sega Saturn que havia sido lançado mas não estava superando as expectativas da Sega.

Enquanto esses 3 consoles estavam “bombando” na mídia, exatos 10 consoles/add-ons estavam sendo descontinuados: Sega CD, Sega 32X, TurboGrafx 16/PC Engine, Turbo Duo/PC Engine CD, 3DO, Atari Jaguar, Atari Jaguar CD, Philips CD-i, Virtual Boy e o Apple Pippin (esse no comecinho de 1997).

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Até o fim da década de 1990, era comum ver uma ou outra empresa grande em outro departamento apostar na indústria gamística mas quase sempre essa ideia não dava certo – ainda mais depois que a Nintendo trouxe os direitos autorais e conseguia segurar a maioria dos jogos exclusivos de outras empresas em seus consoles até 1996.

A verdade é que empresas como a Atari perderam a força porque não conseguiram se adaptar ao novo mercado multimilionário e tiveram que reformular seus planos, que nesse caso seria ao invés de produzir hardware passar a fabricar software para os consoles das outras empresas.

Reprodução: Internet

GRANDES IDEIAS

Grandes ideias, como a 3DO Company de Trip Hawkins falharam quase que completamente mesmo com apoio de grandes empresas como LG, Matsushita (Panasonic), AT&T, Time Warner e Electronic Arts. No começo as empresas até acharam legal a cobrança de apenas 3 dólares para poder lançar um jogo no console, mas como o alto preço inicial do console e a falta de variedade de títulos no lançamento acuminou na decadência rápida do console.

A ideia de Trip não era criar um novo console, mas sim criar um padrão como a JVC havia feito com o Vídeo Cassete: qualquer empresa pagava um pequeno royalty para a 3DO Company e poderia fabricá-lo – mas a ideia falhou porque haviam muitas empresas envolvidas com o 3DO e a royalty era paga a todas elas, o que deixava o preço um pouco fora do alcance do público. Isso também fez com que muitas publicadoras ficassem longe do console.

O Philips CD-i, por exemplo, que nasceu no desenvolvimento do SNES CD que estava sendo produzido pela Sony mas a Nintendo acabou chamando também a Philips para desenvolver um. Isso irritou a Sony que largou o seu projeto e fez o PlayStation e a Philips também largaria o seu e transformaria no CD-i que falhou por investir em quase que sua maioria jogos FMV (que estavam em “alta” na época) mas tinha controles péssimos e pouca variedade de jogos no fim das contas.

Reprodução: Internet

O MARKETING

O marketing também era uma coisa importante na época, e foi o que acabou com a credibilidade da Atari. O seu console Atari Jaguar foi vendido como um aparelho de “64-bits” por conter 2 processadores de 32-bits de pequena potência dentro do console mas devido ao tamanho pífio do cartucho (apenas 32mbit) isso acabou gerando vários jogos com gráficos que eram pouco melhores do que um Mega Drive/Super Nintendo, quem diria confrontar com um Sega Saturn por exemplo.

Então ela pensou que lançar um add-on de CD resolveria, e novamente não resolveu. O seu hardware era fraco, defasado e o add-on morreu pouco menos de 1 ano depois que foi lançado com pouquíssimas unidades vendidas.

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Nem mesmo a Nintendo escapou. O Virtual Boy é conhecido mundialmente como uma das maiores falhas da indústria. O projeto era pretensioso durante seu desenvolvimento mas acabou esbarrado numa limitação de 2 cores (vermelha e preta) para baratear o custo do hardware e acuminou em apenas 17 jogos desenvolvimentos para a plataforma em pouco mais de 1 ano.

Quem acompanhava as notícias na época podia ver que haviam mais de 100 jogos anunciados para ele e todos foram cancelados de uma hora pra outra depois do seu lançamento.

A verdade é que a indústria amadureceu em 1996. Não era apenas lançar “qualquer coisa” e fazer um marketing bonitinho que faria com que os jogadores comprassem seu console. Em 1996, a internet já estava engatinhando e o que não faltavam eram revistas com reviews dos jogos – coisa que não havia em 1984 quando aconteceu o primeiro Crash. Você podia conhecer o jogo antes mesmo de comprá-lo, nem que fosse apenas por imagens e opiniões de outros jogadores.

Reprodução: Internet

NO FIM DAS CONTAS

A Sega se deu mal fora do Japão: embora no Mega Drive a situação fosse contrária, no Saturn ela apostou contra a maré da indústria e colocou um hardware mais potente para o 2D e muito complexo de se programar e depois de pouco mais de 1 ano as empresas começaram a correr do console e apenas no Japão a produção ficou a mesma – é tanto que o Saturn lá foi descontinuado apenas em 2000, enquanto no resto do mundo foi em 1998 com pouquíssimos lançamentos naquele ano.

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A Nintendo também sofreu por se “opor” a tendência da indústria: seu novo console foi atrasado por 1 ano e saiu em 1996 usando cartuchos que eram caros de fabricar e acabavam por ter cortes no áudio e CGs em quase todos os jogos, raras foram as exceções como Resident Evil 2. Isso fez com que a maioria das grandes empresas como Squaresoft, Enix, Capcom, Konami, entre outras, lançassem poucos ou nenhum jogos na plataforma e migrassem seus projetos para o PlayStation.

Na 5ª Geração de Consoles, a Sony foi a grande vencedora porque o seu console era barato, tinha um hardware bom e fácil de programar, utilizava CDs, com o cartão de memória você podia salvar os jogos e jogar na casa dos seus amigos (valido para todos os jogos) e o seu controle até hoje é considerado por muitos o melhor controle já criado da história.

A verdade é que esse “crash” de 1996 ensinou as empresas uma coisa: não adianta ir contra a indústria se a sua ideia não é melhor do que as concorrentes e não adianta se fechar apenas para o seu nicho de jogadores, o foco deve ser sempre a maior fatia do mercado se quiser ser a empresa que dita as tendências e ela quiser permanecer no topo.

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Secret of Evermore | #PlayWoo https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/10/12/secret-of-evermor/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/10/12/secret-of-evermor/#respond Mon, 12 Oct 2020 20:29:59 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=5711 Secret of Evermore é um jogo lançado em 1995, e não foi lá um game muito popular, mas encantou quem teve a chance de jogar. Também pudera, o jogo saiu no ano de encerramento do Super Nintendo. LEIAM – Kalango Clay e suas Incríveis Esculturas Gamers Para a nossa sorte o jogo saiu, e se […]

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Secret of Evermore é um jogo lançado em 1995, e não foi lá um game muito popular, mas encantou quem teve a chance de jogar. Também pudera, o jogo saiu no ano de encerramento do Super Nintendo.

LEIAM – Kalango Clay e suas Incríveis Esculturas Gamers

Para a nossa sorte o jogo saiu, e se trata de um dos jogos que guardo boas lembranças. Um jogo onde o protagonista é uma criança sem nome e seu fiel cachorro, que por azar ou destino, acaba sendo levado para outro tempo.

Uma premissa simples que acaba rendendo boas horas de gameplays e personagens carismáticos, como nosso fiel cachorro e outros personagens que nos auxiliarão durante a busca por um caminho de volta.

Recordo com muito carinho do tempo investido e as decepções ao re-alugar o jogo no fim de semana e me deparar com o save apagado. Maior frustração.

De qualquer modo, depois de muito enrolação ao longo dos anos, comecei a gravar minhas jogatinas, afinal, tempo anda bem escasso com tantas outras prioridades na vida adulta.

Bem, espero que gostem de Secret of Evermore e as gameplays, que apesar de não possuírem voz, devido as limitações técnicas, estão sendo produzidas no pouco tempo livre.

Cogitem se inscrevem em meu canal pessoal.

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Final Fantasy X HD Remaster | Porque você ainda deve jogar nos dias de hoje https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/05/24/final-fantasy-x-hd-remaster-por-que/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/05/24/final-fantasy-x-hd-remaster-por-que/#respond Fri, 24 May 2019 00:10:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/05/24/final-fantasy-x-hd-remaster-por-que/ “Ouça minha história. Essa pode ser nossa última chance” E é com essa frase aparentemente sem sentido que Tidus, nosso protagonista, nos cumprimenta na cena de abertura do jogo, ao lado de um grupo de personagens que viriam a ser seus companheiros de batalha. Minha relação com Final Fantasy X foi igual a de um […]

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“Ouça minha história. Essa pode ser nossa última chance”


E é com essa frase aparentemente sem sentido que Tidus, nosso protagonista, nos cumprimenta na cena de abertura do jogo, ao lado de um grupo de personagens que viriam a ser seus companheiros de batalha.


Minha relação com Final Fantasy X foi igual a de um relacionamento à distância que nunca vai à lugar nenhum. Conheci o jogo graças a meu amigo Alexis, que me apresentou uns vídeos de gameplay filmados de um telão, com muitas pessoas gritando enquanto Tidus — o protagonista loiro — andava pelo mapa do início do jogo e enfrentava algumas batalhas aleatórias.



À época, eu estava afastado das novidades dos games; em 2001 eu tinha meros 10 anos e ainda jogava meu PS1, que ainda recebia lançamentos importantes como Mega Man X5, Tony Hawk’s Pro Skater 3 e Time Crisis: Project Titan. Logicamente, depois de anos acostumado com os gráficos serrilhados deste console, ver a fluidez gráfica desse Final Fantasy novo foi algo além da minha compreensão.

Saí da casa do meu amigo e fui contar pro meu pai sobre o que vi: “Pai, tem um jogo novo que você joga o tempo todo em CG!” — Disse eu, numa inocência e vocabulário dignos de um jogador de videogame que cresceu nos anos 90. Na mesma época saiu também uma revista especializada — não lembro se era EGM Brasil ou outra — com o rosto do Tidus na capa em destaque, com o texto: “Esse personagem não é real”, e pra nossa realidade realmente era o que parecia: uma pessoa de verdade aparecendo em um jogo de videogame que até outro dia eram no máximo alguns polígonos tortos.



Infelizmente, assim como um namoro à distância como falei linhas acima, meu relacionamento com FFX ficou só na vontade. Só pude ter um PlayStation 2 incríveis cinco anos depois de seu lançamento. Em 2006 eu tive outros interesses, como Guitar Hero e Dragon Ball Tenkaichi. Sei lá, talvez a complexidade dos JRPGS fosse muito para um jovem que estudava em período integral. Ainda assim, fui atrás do jogo. Joguei em sua versão international, com o famigerado “Expert Sphere Grid” . Sabe o que é isso? Eu não sabia! Mas pareceu ser algo melhor. E eu nem sabia o que era um sphere grid.


Aos trancos e barrancos – e após fazer muita merda como dar black magics para o Tidus graças ao sphere grid expert – consegui chegar na última área do jogo eeeeee…. não zerei. E dropei. Triste fim da história. Pelo menos por um tempo.

Remasterização de qualidade


Em dezembro de 2013, foi lançada para PS3 e Vita um remaster do jogo (e de sua continuação, FFX-2). Tudo presente no original está nessa versão. A Square-Enix fez um ótimo trabalho em guardar o código-fonte do jogo original, coisa que não havia feito com Kingdom Hearts e Final Fantasy VIII (e possivelmente Chrono Cross), o que ajudou bastante a equipe que fez o port.


Todos as “CGs” estão em HD, e o jogo em si roda em escala 16:9, sem cortes nas laterais ou no topo. Além disso, alguns efeitos visuais, textura e principalmente modelos de personagens foram atualizados, sem a famigerada “tremedeira” que deixava os protagonistas com parkinson mesmo em cutscenes mais sentimentais ou lentas. Além disso, temos o Eternal Calm, uma longa cutscene feita com os gráficos do jogo que serve como base para o X-2, a continuação desnecessária que nem vamos abordar aqui.


Como se já não bastasse tudo isso, a versão de PC (Steam) possui auto-battle e a possibilidade de deixar o jogo em velocidade X2 ou X4, sem modificar a trilha sonora, o que pode ajudar muito no grind altamente necessário lá pro fim do jogo.


A História


Final Fantasy X começa com Tidus, um goleador de um esporte maluco chamado blitzball, sendo sugado no meio de um jogo por um portal durante um ataque de uma espécie de baleia gigante que causa um tsunami na cidade em que ele mora.


Após alguns problemas, nosso protag nota que está em um continente estranho chamado Spira, e é salvo por Wakka e Lulu, dois moradores de uma ilha bem pacata e diferente da cidade enorme em que ele vivia. Mas o descanso não dura muito, pois os dois estão se preparando para uma viagem de peregrinação, pois são guardiões da menina Yuna, uma sacerdotisa designada à proteger o continente de um mal chamado ‘Sin‘.


Tidus, sem o que fazer e com nenhuma ideia de como voltar pra sua casa, acabaa acompanhando o grupo durante essa peregrinação, e aos poucos vai aprendendo sobre cada um de seus companheiros de viagem, sem saber o que o destino lhe reserva.


O Design 


Diferentemente dos jogos da série anteriores a ele onde a temática sempre era um mundo ocidental, seja medieval como do I ao VI e IX ou moderna como em VII e VIII, aqui em Final Fantasy X temos uma história com muitas influências orientais, com muita inspiração em áreas litorâneas do arquipélago japonês, como a ilha de Okinawa. Toda a arte e indumentária dos personagens é inspirada em pontos culturais orientais, como a roupa bem praiana de Tidus e Wakka e o yukata (kimono de verão) de Yuna. Logicamente não seria um jogo da Square se alguns outros personagens destoassem completamente da arte proposta, como é o caso do vestido gótico de Lulu ou do semi-pelado Kimahri, personagem da única tribo de animais antropomórficos do jogo.

Ainda assim, temos contraste em algumas áreas bem tecnológicas, como a nave de Cid e a base da tribo Al Bhed. Em alguns momentos também exploramos cidades, bem grandiosas nas cutscenes mas que não passam a mesma impressão durante o gameplay em si.


De modo geral, o jogo todo é muito bonito e o universo criado pra ele fica ainda mais bonito em alta definição.


Prós e Contras de um jogo de 2001


Por ser um jogo cujo desenvolvimento se iniciou no SÉCULO PASSADO, muitas de suas escolhas de design deixam a desejar para os padrões de hoje em dia. Mesmo que você seja um ~pro-gamer~, não pense que os problemas são relacionados a dificuldade. Sim, ela tem um pico gigante mais pro final — nada que umas horinhas de grind da maneira certa não resolvam — mas os problemas são outros.


A linearidade de modo geral é muito clara. Durante boa parte do jogo você anda por corredores enfrentando batalhas aleatórias, com alguns desvios mas que infelizmente só se abrem na reta final. Inclusive aqui nós não temos mundo aberto, apenas uma lista dos ambientes que você já passou e que podem ser acessados com a nave do Cid.


De bom, temos a possibilidade de trocar os personagens da party no meio da batalha, uma boa adição que à época era muito pedida pelos jogadores. Por outro lado, o equilíbrio não é o forte aqui: suas habilidades especiais são muito interessantes, como dar diversos status para os inimigos, porém a grande maioria dos chefes e minichefes são imunes a elas, fazendo com que as batalhas contra eles não tenham muita abertura para o improviso. Se o diretor do jogo imaginou um boss que deva ser enfrentando usando magias de fogo, ele provavelmente vai ser imune a todas as outras coisas. Isso deixa o combate frustrante de certa forma, pois somente os inimigos mais fracos aceitam mais possibilidades de estratégia, porém é mais fácil simplesmente baixar a porrada em todos e terminar o encontro mais rápido.


De qualquer forma, se você estiver no level certo para uma determinada área nada fica frustrante, tirando alguns inimigos que exigem um pouco de tentativa e erro até descobrir sua fraqueza. Mesmo com esses poréns, a experiência geral das lutas é positiva.



Já os menus e sistemas são bem simples. Aqui não temos níveis propriamente definidos, apenas pontos de experiencia que podem ser gastos em um tabuleiro. Cada passo dado no sphere grid (olha aí!) equivale a um level, mas se estiver usando o já citado expert sphere grid, existem mais caminhos no tabuleiro a serem seguidos, e o jogador não experiente pode acabar fazendo merda e acabar levando o personagem a aprender golpes ou melhorar status que não condizem com sua classe. Eu fiz isso na primeira vez que joguei e basicamente estraguei meu save.


Outro fator diferentão do jogo é que a maioria das armas não possuem necessariamente aumentos de status (como ataque ou magia). Todas elas têm apenas modificadores, como imunidade a algum tipo de magia, sensor — que permite ver o HP inimigo — e talvez aí algum aumento em algum status do usuário, mas não é obrigatório. Seu poder de ataque invariavelmente vai depender mais do próprio personagem do que da arma que estiver usando.

As invocações (summons) também estão presentes e são de uso exclusivo de Yuna, a que tem o papel da maga branca do rolê. Quando invocados, esses monstros ocupam o lugar da party até serem chamados de volta ou morrerem. Nesse caso, eles ficam inutilizáveis até o próximo save point. Funcionam bem em batalhas contra alguns chefes, mas pela demora de suas cutscenes, fica chato chamá-los em batalhas normais.


Trilha Sonora


A trilha sonora de Nobuo Uematsu é um verdadeiro show, porém não tão marcante como a de FFVII, com menos músicas de destaque, mas todas muito boas. Temos grandes temas, como “To Zanarkand”, que toca na abertura do jogo, o “Battle Theme”, a canção que você mais vai ouvir durante o gameplay e algumas músicas cantadas como “Suteki da Ne” e “Otherworld”, tema estilo metal feito para pai do Tidus. São ótimas músicas que merecem ser ouvidas mesmo fora de contexto.







Conclusão


Final Fantasy X não leva esse nome à toa. Podem falar o que quiser, mas mesmo com algumas iterações fracas, a série sempre está acima do nível e sempre rende ótimos jogos. Em 2001, a Square ainda estava no seu auge, e sua primeira empreitada no PS2 foi muito boa, mesmo que com algumas falhas aqui e ali, o jogo nunca deixa cair a peteca, até durante a curva de dificuldade absurda no finalzinho.


Com o HD Remaster já lançado faz alguns anos e agora relançado para Switch, PS4 e XONE, eu recomendo fortemente que você abrace a história de Tidus e dê a ele uma última chance de mostrar porque seu nome ainda é tão popular entre os fãs de JRPG.

Ah, eu finalmente terminei o jogo. Dezoito anos depois de conhecê-lo. Sempre há tempo pra revisitar algo perdido =).

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Final Fantasy Tactics | Terminei meu primeiro FF https://www.arquivosdowoo.com.br/2013/06/06/final-fantasy-tactics/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2013/06/06/final-fantasy-tactics/#comments Thu, 06 Jun 2013 23:27:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2013/06/06/dicas-de-games-final-fantasy-tactics/ Todos conhecem Final Fantasy VII seja por conta daquele seu amigo que não deixa você esquecer o quanto é foda ou qualquer outra lista sobre RPGs, onde normalmente ele está no topo. Eu nunca joguei mais do que 10 minutos de FF7 e, sinceramente, não sinto lá muita vontade de dar continuidade nessa aventura. Meio […]

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Todos conhecem Final Fantasy VII seja por conta daquele seu amigo que não deixa você esquecer o quanto é foda ou qualquer outra lista sobre RPGs, onde normalmente ele está no topo.

Eu nunca joguei mais do que 10 minutos de FF7 e, sinceramente, não sinto lá muita vontade de dar continuidade nessa aventura. Meio que desanimei de investir tantas horas em um único game.

Poxa, passei recentemente por isso ao jogar Dragon Quest VIII,  que apesar de ser um ótimo game, minou um pouco com minha vontade de gastar horas e horas.

LEIAM – Dragon Quest VIII | Terminado meu primeiro DQ

Com Final Fantasy Tactics não foi intencional o investimento de tempo, eu  revirava minha pasta de jogos e vi o disco e pensei: “Oras, porquê não dar continuidade?”.  A surpresa maior foi ver que tinha um save parado de quase uns 3 anos ao começar o game.

Lá se foram horas consumidas de pouquinho e pouquinho, decidido que iria até o fim. Na realidade pensava que fosse um game curto, mas me enganei.

Final Fantasy Tactics

Pra quem não sabe, nesse game controlamos Ramza, um nobre cavaleiro da família dos Beowulf, que junto do seu fiel amigo Delita (Que não é um nobre, o que provoca discriminação por parte dos demais) luta contras todos aqueles que se opõem aos interesses dos Hokuten Knights.

Posso dizer a vocês que o ponto alto do game é seu enredo que prende a atenção todo jogador do inicio ao fim.

Há um crescimento muito grande por parte dos personagens na trama, Ramza, por exemplo, ele não tenta ser herói em momento algum durante o jogo, sua motivação é proteger seus entes queridos e fazer a coisa certa, mas a guerra aos poucos vai mudando sua personalidade e muito de sua inocência se perde durante a jornada.

Final Fantasy Tactics

A sua jogabilidade é semelhante a Tactics Ogres e Ogre Battles, algo que não surpreende já que a Square contratou toda a equipe por trás dos títulos citados.

Aqui temos estratégia e job system (Algo que começou no Final Fantasy V) e que aumenta muito a diversão do jogo. Como diversão não é o bastante acrescente uma trilha sonora fenomenal que provavelmente vai tocar seu coração de pedra.

O game é sensacional e possui um final tão surpreendente que a probabilidade de um enfarte acontecer é grande.

Não acredita? Vá jogar e depois volte aqui e me diga como ficou o seu coração.

Final Fantasy Tactics

Há algumas curiosidades também, como a possibilidade de usar Cloud (FFVII) e Robô (Worker 8), alias, Cloud e Robô são os personagens mais fortes do game, basta dedicar um pouco de tempo e você terá em seu time  duas verdadeiras maquinas de guerrear.

Não vou adentrar em mais detalhes, só posso dizer que Final Fantasy Tactics é um game obrigatórios para os amantes de RPG e ESTRATÉGIA. Ou para aqueles que nunca jogou um Final Fantasy na vida.

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Dragon Quest VIII | Terminado meu primeiro DQ https://www.arquivosdowoo.com.br/2012/09/18/dragon-quest-viii/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2012/09/18/dragon-quest-viii/#comments Tue, 18 Sep 2012 13:00:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2012/09/18/dragon-quest-viii-o-primeiro-dq-que/ Depois de 100 horas de jogo  finalmente cheguei ao fim de Dragon Quest VIII. Estava perdendo a esperança se realmente iria conseguir zerar esse jogo em algum momento, mais pelo motivo de que não sobrava tempo, e quando começava a jogar ou o dever chamava ou a “demônia” que chamava de namorada começava a aporrinhar. […]

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Depois de 100 horas de jogo  finalmente cheguei ao fim de Dragon Quest VIII.

Estava perdendo a esperança se realmente iria conseguir zerar esse jogo em algum momento, mais pelo motivo de que não sobrava tempo, e quando começava a jogar ou o dever chamava ou a “demônia” que chamava de namorada começava a aporrinhar.

Oras, não estamos bem todos os dias e certamente também a irritava de algum modo.

Por respirar, talvez.

Meu primeiro Dragon Quest finalizado

Dragon Quest VIII

Esse game me proporcionou uma das mais agradáveis jogatinas que tive em minhas férias.

Não sei dizer ao certo se é por que o game possui toda a magia de um RPG clássico ou pela belíssima arte do grande Akira Toriyama ou a maravilhosa trilha sonora composta por Koichi Sugiyama.

São vários os pontos que agradaram ao longo de toda a jogatina, mas uma coisa é certa, valeu cada hora investida.

Rasgando elogios

O destaque vai para a arte em cel-shading, simplesmente fantástico e proporciona a sensação de que você esta dentro de um episódio de Dragon Ball.

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Os efeitos de luzes das magias e golpes são um show a ser conferido e o melhor, a historia é simples, mas não deixa de ser interessante. Uma reviravolta atrás da outra até você topar com o verdadeiro causador de tudo.

Conclusão

Particularmente a única coisa que me desagradou em Dragon Quest VIII foi à transformação do vilão na ultima batalha. Isso não torna o final ruim, mas decepciona pelo suspense que é feito em torno do demônio supremo.

Oras, mas isso é compensado pelo fato do protagonista principal possuir a habilidade de se transformar em super sayajin.

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Quantos games você conhece fora do mundo de Dragon Ball onde é possível se alcançar tal transformação?

Em nenhum outro lugar e nem falei sobre o sistema de batalha de monstros, outra coisa que nos deixa viciado é a procura por cada um deles, com direito a fusão.

Bem, só posso dizer aos amantes de RPG que se você não jogou esse game, compre a sua o quanto antes!

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