Arquivos Saturn - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/saturn/ Um pouco de tudo na medida certa Mon, 09 Jan 2023 16:21:47 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Saturn - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/saturn/ 32 32 O que eu joguei em 2021 | Tony Horo https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/01/17/o-que-eu-joguei-em-2021-tony-horo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/01/17/o-que-eu-joguei-em-2021-tony-horo/#comments Mon, 17 Jan 2022 23:18:06 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10001 Jamais iria conseguir bater o recorde de 59 jogos de 2020 — que você pode ler aqui — mas também nem queria. Espero que a lista abaixa sirva como uma boa recomendação pra vocês que caiam de paraquedas no nosso humilde website. LEIAM – Albert Odyssey: Legend of Eldean | Um dos JRPGS já feitos […]

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Jamais iria conseguir bater o recorde de 59 jogos de 2020 — que você pode ler aqui — mas também nem queria.

Espero que a lista abaixa sirva como uma boa recomendação pra vocês que caiam de paraquedas no nosso humilde website.

LEIAM – Albert Odyssey: Legend of Eldean | Um dos JRPGS já feitos

Quem me conhece, já sabe que eu vario muito os gêneros e os consoles que jogo, então não espere nenhum padrão com a lista abaixo. Esse ano foram TRINTA games, e como sempre só coloquei aqueles que eu de fato zerei. Vamos lá:

1) 007: Agent Under Fire (PlayStation 2)

O que eu joguei em 2021
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Primeiro game do agente secreto que zerei. Isso mesmo, eu nunca tive saco pra zerar GoldenEye e sinceramente? Esse aqui é bem melhor. Você pode ler meu texto sobre ele aqui.

2) New Super Mario Land (Super Nintendo)

O que eu joguei em 2021
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Remake feito por um cara só do jogo de Game Boy, porém, feito para o SNES com gráficos pré-renderizados, como em Donkey Kong Country. Existe uma versão mais recente do que a que eu joguei na época, mas ela muda pouca coisa.

O jogo é curto e vale a pena zerar numa única sentada. Ui!

3) Sunset Riders (Super Nintendo)

O que eu joguei em 2021
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O clássico do arcade. Zerei com meu velho num dia chuvoso. Obviamente usei um romhack com vidas infinitas porque não queria provar nada pra ninguém E pra divertir meu pai. Ele adora esse.

4) 007: NightFire (PlayStation 2)

O que eu joguei em 2021
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Continuação direta e bem melhorada do Agent Under Fire. Leia o texto sobre ele aqui. Caso queira jogar um game de 007, tente esse! Só não jogue a versão de PS2 como eu fiz.

5) Mafia: Definitive Edition (PlayStation 4)

O que eu joguei em 2021
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Comprei a trilogia Mafia no PS4 numa promoção da PSN e foi um ótimo negócio. O game em questão foi refeito do zero, então isso traz alguns prós e contras, como gráficos bonitos mas controles meio travadões.

É divertido mas não me animei de jogar os outros games ainda.

6) Celeste (protótipo) (Game Boy Advance)

O que eu joguei em 2021
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A versão original do game Celeste. Não contém toda a depressão forçada do jogo lançado depois, somente plataforma pura e simples. Recomendado demais.

7) Super Mario 3D World: Bowser’s Fury (Switch)

O que eu joguei em 2021
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Joguei pra zerar apenas esse DLC novo, que era meio que um modo estilo Mario 64 para o game base. As lutas contra o Bowser Gigante são bem legais. Tenho um vídeo review sobre ele aqui.

8) Dragon Quest XI S: Definitive Edition (PlayStation 4)

O que eu joguei em 2021
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Sim, amigos. Platinei novamente DQ11, dessa vez a versão S, que foi portada do Switch para o PS4, PC e XBOX.

LEIAM – Contos de Um Gamer Cada Vez Mais Caduco

Ao contrário da crença popular, os gráficos NÃO são piores que o game original, então parem de espalhar folclore.

Jogue essa versão pois ela melhora muito do game original e é um dos meus jogos favoritos da vida.

9) AM2R (Metroid 2 Remake) (PlayStation Vita)

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Jogo feito em casa por um cara muito bom que refez todo Metroid 2 de Game Boy, transformando ele em um jogo bom com gráficos de GBA. Aqui eu joguei o port não-oficial para o PS VITA e foi maravilhoso.

Existe também um remake oficial feito pela Nintendo para o 3DS, mas são dois games bem diferentes.

10) Kaze and the Wild Masks (PlayStation 4)

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Joguinho brasileiro muito baseado em Donkey Kong Country, ao ponto que seu personagem se movimenta de forma idêntica à Dixie em DKC2. Leia meu review sobre ele aqui.

11) Mighty Morphin Power Rangers: The Movie (Mega Drive)

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Zerei pela primeira vez a versão de Mega Drive com meu amigo Rodrigo. É certamente bem diferente do game de mesmo nome para o SNES. Esse aqui se parece mais com um beat n’ up comum e é bem curtinho.

12) Streets of Rage (Mega Drive)

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O classicão do Mega. Zerei no mesmo dia com meu amigo também. Sinceramente, um clássico atemporal.

13) Trials of Mana (PlayStation 4)

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Remake de Seiken Densetsu 3 feito para o PS4. O original era um game de SNES que só foi sair no ocidente recentemente também, mas eu joguei o remake mesmo.

Foi um ótimo JRPG com uma trilha sonora bem legal. Tive que zerar 3 vezes para ver a história de ângulos diferentes, mas agora já não lembro de nada!

14) Tony Hawks Pro Skater (Dreamcast)

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Outro clássico de todas as eras. Joguei a versão de Dreamcast diretamente no console, com gráficos bem melhores que o original de PS1. A trilha sonora é maravilhosa até hoje.

15) Cyberpunk 2077 (PlayStation 4)

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Sim, amigos. Joguei o jogo mais bugado do mundo e no PS4. O jogo fechou na minha cara umas 4x e alguns bugs aconteceram onde eu tive que recarregar meu save, mas fora isso, foi uma experiência bem lisinha.

O universo é bem legal, mas não sei se voltaria pra ele tão cedo. De repente no PS5 eu jogue de novo um dia.

16) New Pokémon Snap (Switch)

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Continuação do game de N64, agora com gráficos e Pokémons novos. O jogo é legal mas não tem o charme da versão antiga. Deve ser porque eu tô velho e não ligo tanto pra série mais. Zerei rapidinho e parti pra outras coisas.

17) Dragon Quest II (Switch)

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Segundo jogo da melhor série de RPG já feita. Isso, melhor que Final Fantasy.

O game não é tão bom quanto o primeiro e fica muito difícil no fim.

Leia meu texto sobre ele aqui.

18) Dragon Quest III (Switch)

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Talvez o segundo game mais aclamado pelos japoneses (depois de Dragon Quest V). A versão de Switch é bem mais bonita que o I e o II, mas se for jogar, espere o remake em 3D para Switch que sairá em breve.

Fiz um texto pra ele TAMBÉM. Leia aqui.

19) The Legend of Zelda: Skyward Sword HD (Switch)

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Depois de anos enrolando pra jogá-lo no Wii, inclusive comprando dois Wii Remotes compatíveis com o game, acabei jogando a versão HD no Switch.

Os gráficos são bonitos em 60 FPS e é realmente um jogo complicado, mas não usei os controles de movimentos em momento algum e deu tudo certo.

Fiz um texto sobre ele no nosso site amigo, o Cybercafe

20) Dragon Quest IV (Android)

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Finalmente cheguei nos Dragon Quests mais bem feitinhos. joguei a versão de celular do game inicialmente lançado para o Nintendo DS. Infelizmente NÃO fiz um texto sobre esse game, mas você deve jogá-lo mesmo assim.

21) Nier Replicant Ver. 122474487139… (PlayStation 4)

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Esse jogo com nome escroto é um dos melhores games do PS3 e agora está disponível no PS4. É bom um remaster pois os jogos japoneses da época em que foi lançado eram bem mal avaliados, mas hoje em dia são mais bem aceitos pela mídia em geral.

Tem gente que não gosta da série porque tem mulheres meio peladas mas eu não ligo. O combate é legal e zerar várias vezes pra ver o final verdadeiro é bem interessante, pois muitas coisas mudam do nada.

O game também muda o estilo o tempo todo, com referências à Zelda e a Visual Novels em alguns momentos, fora o combate que é bem divertido.

22) Alan Wake Remastered (PlayStation 4)

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Um clássico da Remedy, que fez esse game depois de vender a série Max Payne para a Rockstar. É uma mistura de conto de terror com séries como Além da Imaginação. Uma continuação está para sair que será totalmente terror.

Fiz um texto no Cybercafe para o game, e recomendo bastante que vocês leiam para saber mais sobre o universo dos jogos da Remedy.

23) Streets of Rage 2 (One Piece Pirate Warriors hack) (Mega Drive)

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Não sei se conto como jogo zerado, pois o que joguei foi um hack com personagens de One Piece e com algumas mudanças na física, como a inclusão de botão de corrida e a possibilidade de deixar os inimigos quicando depois dos golpes.

Talvez seja o romhack mais legal que já joguei na vida.

24) Streets of Rage 3 (Mega Drive)

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Joguei no meu meguinha a versão original e consegui até mesmo o final bom, desarmando as bombas na última fase, isso jogando apenas duas vezes o game na minha vida!

Jogue a versão japonesa traduzida para inglês, pois ela não tem cortes.

25) The Legend of Zelda: Breath of the Wild (Switch)

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Já havia zerado o game no meu primeiro ano com o Nintendo Switch, mas achei que era hora de revisitar o jogo, principalmente porque minha namorada estava jogando na mesma época.

Foi bem divertido fazer os mesmos templos e ir descobrindo os segredos juntos com ela. Infelizmente dessa vez não fiz os 120 shrines, mas tudo bem também, porque não sou maluco.

26) GTA III: Definitive Edition (Switch)

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Cometi o erro de querer zerar esse GTA pela primeira vez na versão definitiva que saiu recentemente, sem patch de correção algum e justo no Nintendo Switch.

Não recomendo isso nem pro meu pior inimigo, mas eu consegui jogar até o fim.

Obviamente usei vários cheats de arma mas não conta pra ninguém.

27) Saturn Bomberman (Saturn)

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Talvez o game mais divertido da série. Parece como se fosse um jogo de SNES mas com áudio lindo de CD. Tem um texto enorme sobre ele que fiz aqui.

28) Cotton 2 (Saturn)

O que eu joguei em 2021
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Joguinho de navinha pra Saturn que joguei com controle arcade pra testar. É bem bonitinho mas faz uso de alguns comandos que não combinam com jogos de nave, como a necessidade de comandos de jogos de luta.

29) Strikers: 1945 (Saturn)

O que eu joguei em 2021
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Outro game de navinha, mas esse é vertical e com aviõezinhos. Difícil pra porra nos últimos cenários, porém bem legal e melhor que muita coisa do gênero.

30) Albert Odyssey: Legend of Eldean (Saturn)

O que eu joguei em 2021
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Continuação de dois jogos que ninguém conhece para Super Famicom, esse aqui tem em comum como sendo outro jogo que ninguém conhece.

Foi feito para o Saturn, então é um dos poucos JRPGs do console. Achava que ia ser uma experiência foda mas foi bem mediana num geral. Tem texto sobre ele aqui.


Leia mais:
O que joguei em 2020

O que joguei em 2022

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E é isso, pessoal. Espero que essa lista sirva como recomendação para que vocês conheçam novos jogos e se animem a saírem da zona de conforto, seja com um determinado gênero ou com um console em específico.

Agora vamos ver se em 2022 irei jogar mais!

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Albert Odyssey: Legend of Eldean | Um dos JRPGS já feitos https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/01/17/albert-odyssey-legend-of-eldean-um-dos-jrpgs-ja-feitos/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/01/17/albert-odyssey-legend-of-eldean-um-dos-jrpgs-ja-feitos/#comments Mon, 17 Jan 2022 23:11:46 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=9986 Introdução O Sega Saturn não é tão conhecido por sua grande variedade de jogos. Tirando os ports dos arcades e algumas outras joias difíceis de comprar hoje em dia, como Panzer Dragoon Saga, o console não tem um catálogo muito variado. Além disso, jogos de duração maior, como JRPGs, são poucos e boa quantidade deles […]

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Introdução

O Sega Saturn não é tão conhecido por sua grande variedade de jogos. Tirando os ports dos arcades e algumas outras joias difíceis de comprar hoje em dia, como Panzer Dragoon Saga, o console não tem um catálogo muito variado.

Além disso, jogos de duração maior, como JRPGs, são poucos e boa quantidade deles era de baixa qualidade, com alguns que sequer saíram em inglês no console da Sega.

LEIAM – The Great Ace Attorney: Chronicles | Análise

A sorte é que existia uma pequena empresa chamada Working Designs, que tinha como seu principal negócio trazer jogos japoneses pro ocidente, que sem sua ajuda, provavelmente nunca seriam publicados fora do Japão.

Reprodução/ Internet

Eles já haviam trazido dois jogos da série Lunar para o Sega CD, além de Popful Mail e Vay, também para o mesmo console.

Sua tradução era conhecida por dublar os diálogos para o inglês — coisa rara na época pela falta de dublagem na maioria dos jogos — e também pelo texto engraçadinho, com piadas de gosto duvidoso e que fugiam um pouco do roteiro original.

A Lenda de Alberto

O primeiro trabalho da Working Designs no 32-bits da Sega foi justamente com o jogo do título deste texto. Albert Odyssey: Legend of Eldean é um jogo da Sunsoft lançado em 1996 e trazido para o ocidente no ano seguinte.

O game é uma história paralela (gaiden) em relação aos dois jogos da série Albert Odyssey originais, lançados para o Super Famicom, que nunca saíram no ocidente.

Legend of Eldean
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Gráficos

Legend of Eldean foi inicialmente feito para o Super Famicom, assim como seu antecessor, mas durante seu desenvolvimento foi transferido para o Sega Saturn. E nem era preciso dizer: os gráficos do game são 99% em duas dimensões.

Isso não é demérito, pois os sprites de todos os personagens e cenários são bem largos, ao ponto que cabe bem pouca coisa na tela ao mesmo tempo, quase como se fosse um jogo de Game Boy mas sabe, com arte bem mais bonita e refinada.

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Infelizmente, a Sunsoft engana o jogador, pois toda arte da capa e dos manuais usa um traço de anime totalmente diferente do que é utilizado no game em si.

É tão discrepante que fica difícil até mesmo saber quem é quem na capa do jogo se comparando com o que aparece nos porta-retratos durante as batalhas. E por falar em batalhas…

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Batalhas

O sistema de batalha do jogo é bem simples, mas não de uma maneira boa. Temos as opções clássicas de Ataque, Defesa, Magia e Itens e cada personagem executa sua ação assim que a escolha é feita.

Os personagem se apresentam na tela como nos Final Fantasies clássicos, com os inimigos à esquerda e seus personagens à direita, porém tudo é bem lento e sem dinamismo algum, com animações bem simples e cenários que parecem uma pintura estática ilustrando o fundo da batalha.

Não bastasse isso, o loading do início e finais das batalhas é de alguns segundos. Não seria tão incômodo se as lutas não fossem tão constantes. A cada 10 passos no mapa, você entra em uma famigerada batalha aleatória.

Legend of Eldean
Reprodução/ Internet

História

No jogo somos introduzidos ao protagonista Pike, que teve seus pais mortos por uma horda de monstros quando era criança, e que foi pego por uma família de harpias (humanos com asas) para ser criado numa cidade entre as árvores.

Já na sua adolescência, sua irmã de criação é transformada em pedra por um mago e ele sai pelo mundo para derrotá-lo.

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É uma história simples, mas é bem estranho que ela acabe no meio do jogo! Depois disso temos um pequeno salto de tempo e começa uma saga totalmente diferente, com outros vilões e sem relação nenhuma com tudo que você já havia considerado ser o universo completo do jogo.

Isso até que soa legal, mas ao meu ver, isso tira o peso da primeira aventura, pois a trama é pouco desenvolvida e talvez fosse melhor torná-la mais interessante ao invés de criar outro episódio no meio do jogo.

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Trilha sonora

As músicas do game foram compostas por Naoki Kodaka, que trabalhou nos dois jogos da série no Super Famicom, além de ser o compositor de muitos outros jogos da era de ouro da Sunsoft, como Blaster Master e o ótimo Batman de NES e Mega Drive.

Aqui ele usou um mix de sons do chip interno do Saturn com alguns temas arranjados. São composições legais num geral, mas são poucas trilhas e elas são bastante reusadas durante todo o jogo, deixando tudo meio maçante em alguns momentos. Certamente não são o melhor trabalho do Kodaka — ainda prefiro as músicas do Batman do Mega — mas servem para ilustrar o que Albert Gaiden entrega.

Tradução

Alguns podem achar ruim — como a maioria dos reviews modernos desse game — mas a tradução feita pela Working Designs é o que salva Albert Odyssey: Legend of Eldean de ser totalmente monótono e basicão.

O herói Pike é o típico protagonista de anime dos anos 90: tarado e com tiradas abusadas em determinados momentos, principalmente com os vilões e com as meninas da party, enquanto que os outros personagens mantêm um tom irônico ou engraçadinho na maioria das cenas de comédia.

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Já os NPCs são um show à parte, fazendo referências culturais dos anos 90 o tempo todo, ou até mesmo piadas aleatórias que, na minha opinião, fazem mais favor do que demérito à esse game.

Afinal, é muito mais legal ver um NPC falando com sotaque do gueto e sua mãe reclamando disso do que ler o texto original com uma frase jogada sem valor nenhum, feita apenas para preencher uma casa no cenário.

Muito é falado que isso é destoante, pois o jogo tem uma estética medieval, mas ora, não lembro de existir magia e orcs durante a Idade Média, e muito menos pessoas com cara de anime. Então deem um tempo e se divirtam, pois é um dos melhores trabalhos da Working Designs e talvez a única coisa realmente boa no game.

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Conclusão

Eu lembro de ver uma parte do detonado deste game em alguma revista Gamers lançada em 1997. Eu guardo um pedaço dessa edição até hoje em um armário aqui e sempre que folheava — lembrem-se: não existia internet direito — eu ficava maravilhado com as artes promocionais e com os sprites gigantes.

Infelizmente o jogo não contém o mesmo design feito por Toshiyuki Kubooka e sim algo bem mais feio. Já sobre os sprites, eles continuam bonitos mas os cenários são bem genéricos a ponto de tudo cansar rapidamente.

Zerei esse game pra tirá-lo da lista, mais de 20 anos depois de conhecê-los nas páginas de uma revista.

Valeu à pena? Sim! Mas tudo que posso dizer é que Albert Odyssey: Legend of Eldean é simplesmente um dos RPGS já feitos.

Legend of Eldean
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Saturn Bomberman | O melhor jogo da série até hoje https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/12/07/saturn-bomberman-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/12/07/saturn-bomberman-analise/#comments Tue, 07 Dec 2021 15:18:44 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=9276 Todo mundo já conhece como funcionam os jogos da série Bomberman. Você controla um humano numa roupa de astronauta – que mais tarde se transformaria num simples mascote humanoide que conhecemos hoje – que explode paredes de tijolo atrás de inimigos. Lançado originalmente para PC’s japoneses em 1983, a sua popularidade veio somente dois anos […]

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Todo mundo já conhece como funcionam os jogos da série Bomberman. Você controla um humano numa roupa de astronauta – que mais tarde se transformaria num simples mascote humanoide que conhecemos hoje – que explode paredes de tijolo atrás de inimigos.

Lançado originalmente para PC’s japoneses em 1983, a sua popularidade veio somente dois anos depois, quando o port feito para o Famicom/NES chegou ao mercado.

Desde então, são pelo menos 65 jogos novos na série. Sim, SESSENTA E CINCO, fora alguns que não estão listados na Wikipédia, como spin-offs que usam os personagens mas não necessariamente fazem uso do mesmo gameplay.

Histórico da série até o Saturn

Para nós brasileiros, acho que o conhecimento da série se deu mesmo na geração 16 Bits, com os jogos da série Super Bomberman para o SNES, que teve incríveis cinco jogos.

Essa fase da série colocava o Bomberman Branco e o Preto em histórias fantasiosas, com viagens por planetas diferentes, que serviam de plano de fundo para justificar a variedade de cenários e chefes.

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Isso deixava o pessoal da Hudson Soft (RIP) livre para usar a criatividade a bel-prazer, sem falar que o SNES permitia mais variedades de cores e sprites em relação aos seus antecessores.

Com a chegada dos consoles de 32-bits – Saturn e PlayStation – , a empresa queria levar essa fase do homem-bomba para a nova geração.

Porém, eles tinham dois caminhos a seguir: manter o que já haviam desenvolvido e aprimorado na série com gráficos 2D ou largar TUDO PARA TRÁS para criar um novo jogo totalmente em 3D, que era moda da época.

E o que eles fizeram? Bem, as duas coisas, mas vamos falar do visual 2D clássico usado somente no primeiro jogo para o console da Sega e deixar os jogos 3D para outro dia.

Saturn Bomberman

Diferentes produtoras, mesmo homem-bomba

O que se sabe  (leia-se: “o que dá pra se achar no google em inglês”) é que 1996 foi um ano agitado para a série Bomberman. Somente neste ano, tivemos:

  • Super Bomberman 4 (abril de 1996, feito pela empresa Produce)
  • Saturn Bomberman (julho de 1996)
  • Bomberman GB 3  (dezembro de 1996)
  • Bomberman B-Daman (spin-off, feito pela empresa AI)

Vendo a lista acima, podemos notar que a Hudson Soft já terceirizava seus projetos, a fim de atingir todos os consoles no mercado. Observando os lançamentos dos anos anteriores recentes, podemos ver que quase toda série Super (feita, obviamente para o SNES), foi feita por essa empresa chamada “Produce”.

Saturn Bomberman
Takayuki Hirai, em 1996.

Ela foi fundada em 1990 por ex-funcionários da IREM, e fazia jogos para outras empresas maiores, como a Square, Enix e a própria Hudson Soft.

O envolvimento da Produce com a série Bomberman se iniciou em Super Bomberman 1, tendo feito esse, Super Bomberman 2, Super Bomberman 4 e o Neo Bomberman, esse último feito para os arcades da SNK.

Tatsumitsu Watanabe, em 2002.

Todos esses games foram dirigidos por Takayuki Hirai e foram feitos por mais ou menos o mesmo staff. Esses jogos se caracterizam pelo uso bem variado de cores e temática mais espacial. Num geral, foram games muito bem recebidos na época.

Enquanto isso, o time interno da Hudson Soft produzia outros jogos da série, liderados pelo diretor Tatsumitsu Watanabe, como Bomberman ‘93 (Turbografx-16), Super Bomberman 3 (SNES, sendo uma versão do Bomberman ’93 pro console) e claro, Saturn Bomberman.

Comparação entre Hudson Soft e Produce

Apesar dos dois diferentes times produzindo games na mesma época, é praticamente impossível notar diferenças gritantes de estética ou visão geral sobre o uso do personagem.

Afinal, não tem muito o que errar ao se fazer um jogo de um boneco com cabeça de televisão, não é mesmo? Mas se passarmos a malha-fina, podemos ver que o estilo dos games produzidos dentro da Hudson Soft é mais, digamos, “clássico”, com um Bomberman com cabeça mais quadrada e proporções mais normais.

Saturn Bomberman
Super Bomberman 3 (Hudson Soft) (esq.) e Super Bomberman 4 (Produce) (dir.)

Já os games feitos pela Produce fazem maior uso de estética dos animes da época, com um Bomberman mais cabeçudo e uso maior de expressões faciais engraçadas em telas de continue, abertura ou nos finais dos jogos.

De modo geral e se colocando na cabeça do consumidor casual, não há como perceber diferenças. Todos os jogos possuem controles e regras similares, que só seriam quebradas na série principal futuramente, principalmente nos games feitos para PlayStation e seus sucessores.

Inclusive, o jogo de Saturn usa influências de todos os jogos anteriores, sejam os da Hudson ou da Produce, o que o torna a versão definitiva do que foi produzido para a série na época.

Saturn Bomberman

Melhorias do Saturn

Ufa! Depois dessa longa introdução que tomou muitas abas do meu Chrome abertos no site da MobyGames, podemos finalmente abordar o tema desse texto.

Lançado em 1996, no início da curta vida do 32-bits da Sega (o 32-bits que vale, não o cogumelo chamado 32x), Saturn Bomberman trouxe consigo toda a experiência adquirida nos cinco anos anteriores pela empresa da abelhinha, contando com um character design já bem estabelecido, personagens coloridos e jogabilidade bem otimizada.

Junto a isso, temos as características adicionadas que só poderiam ter sido implementadas em novos consoles, como:

  • Vídeos de abertura e encerramento em anime:
    Animações bem legais dos personagens, que aparecem tanto na abertura, quanto no encerramento, que ajudam a ilustrar melhor a historinha do jogo. Foram feitas pelo Studio Cockpit, que já trabalhou em vários animes, como Berserk (1998) e Gintama (2006);
  • Rotação e redimensionamento de sprites:
    Inexistente no SNES e no Mega sem auxílio de chips especiais – como o Super FX. Foi usada para dar um efeito mais legal nas explosões, mas principalmente nos chefes, que parecem ter saído de Yoshi’s Island;
  • Mais camadas de background:
    Todo mundo que já futucou um emulador de SNES sabe que ele possuía até 4 camadas para distribuir os sprites na tela, e mesmo assim de forma limitada. Como o Saturno possui um número maior, isso foi utilizado para criar fases com cenários cheios de profundidade, como um chão de vidro transparente onde é possível ver o piso debaixo. Falando assim não parece nada demais, mas é bem legal durante o gameplay.
  • Transparência real (sem efeito dithering):
    O Sega Saturn é infame por usar, na maioria dos jogos, uma transparência falsa, chamada de dithering. É uma técnica que é usada desde o Mega Drive, onde a textura da água (por exemplo) preenchia um “pixel sim, um pixel não”, de forma que desse pra ver o fundo da cena e assim, criando a ilusão de transparência. A verdade é que o Saturn podia sim criar transparência real, só que aparentemente dava muito trabalho, mas alguns devs conseguiram aplicar isso em seus jogos. Em Saturn Bomberman, temos alguns exemplos disso, como algumas correntes de água que fazem uso do efeito que é raro no console;
  • Animações mais detalhadas:
    Isso é óbvio mas vale dizer: pela maior memória (de RAM e em espaço físico do disco) disponível no console, foi possível animar tudo de forma mais complexa. Os personagens possuem diversas animações, como uma dancinha quando você fica parado muito tempo ou se tremer de medo quando fica preso entre uma bomba e uma parede. Além disso, os chefes e inimigos comuns se mexem com muita fluidez, possuindo bem mais quadros de animação do que em jogos anteriores da série;
  • Trilha sonora de maior qualidade:
    Será abordado melhor mais à frente, mas obviamente que o CD permite que músicas de maior qualidade sejam usadas, e não somente samples que usam o chip do console, como era no SNES e no Mega.
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Resumindo: Saturn Bomberman é o Sonic CD da série Bomberman, usando gráficos similares aos seus antecessores, porém melhorando onde dá com o auxílio do hardware novo, sem reinventar a roda ou enfeitar demais o pavão.

Saturn Bomberman

Modos de jogo: Normal Mode

O jogo contém diversos modos. Em Normal Game, temos o modo história, composto por cinco mundos com pelo menos oito fases e um chefe, que pode ser jogado para um ou dois jogadores ao mesmo tempo.

Esse modo é o grosso do jogo para quem quer jogar sozinho. Comparando esse modo com os de jogos anteriores, nota-se claramente que a Hudson Soft quis criar maior variedade de cenários entre os mundos. Começamos em um com temática de parque de diversões, depois vamos para um de samurais, depois um de velho oeste e por aí vai.

A grande diferença do modo Normal de Saturn Bomberman é que as fases são aparentemente interconectadas. Quando se termina uma delas, o personagem passa por uma porta ou ponte e é mostrado o caminho que ele faz até a próxima fase.

É um detalhe bobo mas que ajuda a interconectar o que seriam só telas de puzzle em outros games da série.

Além disso, uma mudança interessante é que para passar de estágio, não é necessário matar todos os inimigos. Existem totens de energia espalhados pela fase, e seu objetivo é destruir todos eles e encontrar o portal.

Assim, os inimigos se tornam apenas uma dor de cabeça no jogo, podendo ser evitados na medida do possível e da vontade do jogador. Obviamente que matá-los dá pontos, que servem para ganhar vidas, pois a cada 10.000 pontos conquistados, o jogador ganha uma vida extra.

Morrer durante as fases não é tão penoso dessa vez, pois tudo que o jogador perde são as bombas especiais que possui no momento. Por outro lado, sua quantidade total de bombas, foguinhos de alcance de explosão e patins de velocidade se mantêm intactos até perder um continue. Esses, aliás, são infinitos nessa versão. Ufa!

Modos de jogo: Battle Mode

O verdadeiro chamariz de Bomberman sempre foi o modo multiplayer, e Saturn Bomberman não deixa ninguém da família esperando a vez de jogar.

Contando pela primeira vez com um suporte de incríveis dez jogadores (usando um adaptador bonitinho com a cara do Bomberman), o game escrotiza totalmente qualquer concorrência, até mesmo do recém-lançado Nintendo 64.

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Esse modo para 10 players faz suas concessões: os personagens são menores e só existe um tipo de fase, aquela clássica com tijolos cinzas e chão verde, mas todos os itens, sons e músicas estão lá.

Jogar assim usando um cabo SCART e uma TV LCD configurada para 16:9 torna a experiência ainda mais perfeita nos dias de hoje, pois eu não imagino como isso era sequer funcional nos anos 90, com as nossas TVs tendo no máximo “29 polegadas.

Modo Battle com 10 jogadores. Repare nos sprites menores.

Existe também um modo Battle mais tradicional, com mais fases e personagens maiores, que é onde os jogadores vão se sentir mais confortáveis a maior parte do tempo.

E por falar em personagens, aqui temos vários convidados, como o Master Higgins de Adventure Island e Milon de Milon’s Secret Castle, um jogo horrível de NES.

Tirando o modo de 10 jogadores, não há tantas mudanças em relação aos jogos anteriores. Não que precise, pois o que já está bom não se mexe, mesmo.

Saturn Bomberman

Modos de jogo: Master Mode

A grande novidade mesmo fica por conta do Master Mode, um modo onde você controla um Bomberman vestido de Goku (sim, não tem como dizer que não é), que precisa subir uma torre gigante, enfrentando fases mais difíceis que no modo Normal.

Aqui, seus power-ups são contados no topo da tela, e suas vidas são apenas os corações que se acham durante as fases. Assim, caso seu personagem efetivamente morra, é Game Over, sem continues.

Pode se dizer que esse modo é uma espécie de roguelike ou survival, só que sem as fases geradas proceduralmente (graças à deus).

As telas desse modo são mais contidas, sendo do tamanho da tela (ou seja, não tem scrolling). Porém isso é compensado por um design mais fechado, feito para fazer o jogador pensar mais antes de explodir bombas.

Alguns inimigos clássicos reaparecem aqui, como os balões e as moedas do primeiro jogo da série. Já os chefes são totalmente diferentes, contendo “mestres bombermen” que precisam de estratégias diferentes para serem derrotados. Um deles é até um bêbado, olha que legal.

No fim, o que vale é ir o mais longe possível na torre e salvar seu recorde na bateria interna do Saturn. É bem legal e diverte muito, mesmo após o jogador zerar o modo principal.

Trilha sonora

A mídia em CD tornou possível o uso de trilha sonora de melhor qualidade, composta por Jun Chikuma, que também havia feito a trilha de vários jogos anteriores da série, sejam os feitos pela Hudson ou pela Produce.

A estética sonora do jogo se mantém, com instrumentos eletrônicos que se misturam com a temática das fases.

O mundo do velho oeste, por exemplo, possui um arranjo eletrônico misturado com o clássico tema do filme “O bom, o mal e o feio” de Clint Eastwood. Sim, é aquela musiquinha com assobio, você sabe qual é:

Existem também muitas cenas com vozes que mesmo em inglês, entregam muito bem as falas. Só é chato que o último chefe tenha um diálogo de quase 30 segundos que não pode ser cortado em todas as vezes que você tenta enfrentá-lo.

Coisas da época, eu acho.

Conclusão

Saturn Bomberman é a epítome de uma série que teve seu auge na geração 16-bits. Sua jogabilidade é impecável, e seu modo para um jogador é divertido possui o tamanho certo.

Não só isso, mas também tem o modo batalha que é divertidíssimo, podendo ser jogado por até dez pessoas. Tudo isso faz com que esse seja o Bomberman definitivo até hoje.

Infelizmente a série foi ladeira à baixo nos anos seguintes, com jogos que usavam gráficos 3D pré-renderizados (Bomberman Wars e Bomberman Party Edition, para PlayStation) ou simplesmente gráficos 3D feios mesmo (Bomberman 64, Hero e Second Attack!!, para Nintendo 64)

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A venda da Hudson Soft para a Konami só piorou as coisas, deixando a série por um hiato de 2010 até 2017, quando foi lançado Super Bomberman R para o Nintendo Switch.

Esse se esforça em voltar às origens com um gameplay simples, mas peca em escolhas de design, indo do visual dos personagens até a câmera do jogo, que não parecem conversar bem entre si.

Entre todas as 66 opções de Bomberman que podem ser encontradas na internet, jogue Saturn Bomberman. Você não vai se arrepender.

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