Arquivos RTS - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/rts/ Um pouco de tudo na medida certa Mon, 11 Nov 2024 20:03:36 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos RTS - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/rts/ 32 32 Monarchy | Eu já vi esse jogo antes… https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/11/11/monarchy-eu-ja-vi-esse-jogo-antes/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/11/11/monarchy-eu-ja-vi-esse-jogo-antes/#respond Mon, 11 Nov 2024 20:03:36 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18451 A chuva e o frio finalmente re-chegaram no RJ, depois de ver por dias nos noticiários, as chuvas em São Paulo e no Sul do país, pra aqui termos aqueles pinguinhos de merda, finalmente caiu um daqueles torós de parar o trânsito, molhar a sua meia e arruinar a volta pra casa. Você sabe do […]

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A chuva e o frio finalmente re-chegaram no RJ, depois de ver por dias nos noticiários, as chuvas em São Paulo e no Sul do país, pra aqui termos aqueles pinguinhos de merda, finalmente caiu um daqueles torós de parar o trânsito, molhar a sua meia e arruinar a volta pra casa. Você sabe do que falo, especialmente se o seu sapato furou de fininho devido a gastura. Mas por quê falo de chuva? Simples, o toró do outro dia causou um pico de energia que fez com que eu perdesse metade deste review na sua forma original.

Parte disso também foi culpa minha por não salvar o texto, mas não vamos chorar sobre o leite derramado. Enfim, eu não perdi tanta coisa em termos de texto, só a introdução e uma história que fiz em cinco minutos. Enfim. Uma coisa que sempre existiu na indústria dos jogos, foram cópias de fórmulas de sucesso. No fim dos anos 70, início dos anos 80, surgiram MUITAS cópias de Space Invaders e Pac-Man. Diabos, mesmo nos anos 70, a quantidade de clones de PONG era imensurável.

A prática de copiar o que faz sucesso não mudou com o tempo, só ver como a indústria tende a fazer jogos com mundo aberto cheios de nada, ou como na carona do sucesso de Splatoon, Senran Kagura Peach Beach Splash e Foamstars foram lançados, ou a quantidade de jogos que colocam elementos de roguelike, com alguns altamente inspirados em outros sucessos… Como não lembrar de Dandy Ace, um clone de Hades com youtubers brasileiros na dublagem?

Não que essa seja uma prática ruim, mas quando vai se copiar algo, é necessário dar seu próprio toque para se destacar. É uma das razões por exemplo, que curti bastante os dois Pretty Girls Breakout (Leia as análises aqui e aqui), apesar de usar a fórmula de Breakout/Arkanoid, ele é criativo com as meninas utilizadas das visual novels e o jogo é viciante o suficiente. Mas será que Monarchy, título da Brain Seal Games, lançado semana passada para PC e consoles consegue se diferenciar o suficiente da série Kingdom, que foi usada como inspiração? Confira conosco.

Kingdom, mas com tutorial minimalista

Se você já jogou algum jogo da série Kingdom, você vai se familiarizar com o loop de Monarchy bem rápido. Após escolher o gênero do seu personagem, você surgirá montado em seu cavalo e deve localizar o assentamento onde seu reino irá ficar. A diferença entre Kingdom e Monarchy, é que ao invés de se utilizar de texto para o tutorial, tudo é explicado com balões, o que explica o fato do jogo ter múltiplos idiomas, que só são usados nos menus.

Você vai construir seu reino pouco a pouco, começando com uma barraca, arqueiros e ferreiro. Mas para ampliar, moedas são necessárias. Moedas essas que são conquistadas após seus súditos cortarem árvores e matar animais. O combate é automático, mas a questão de ações, como construção e destruição, é tudo feito com comandos relativamente simples, aproxime-se de uma árvore e deixe uma tecla pressionada por tempo o suficiente e alguns de seus súditos aparecerão para cortá-la abaixo e garantir algumas moedas. Aproxime-se de algum animal com seus arqueiros e flechas serão disparadas neles, garantindo moedas.

Upgrades das construções custam essas moedas, então o jogador precisa tomar decisões o tempo todo. Não apenas isso, mas em algumas noites, bandidos tentarão atacar seu reino, você precisa reunir seus súditos e mandar os bandidos de encontro ao criador. E esse loop é o básico de Monarchy, e funciona bem. Se você conhece Kingdom, vai se sentir mais ou menos em casa. O jogo oferece três cenários diferentes, além do Tutorial, dando variedade ao looping de jogabilidade, além de uma opção de modo cooperativo local… Exatamente como a série Kingdom… Exceto Kingdom Eighties, que por alguma razão removeu o modo cooperativo. Vai entender.

Eu sei que parece covarde a comparação, mas quando seu título é semelhante demais a um jogo que possui três continuações, as comparações virão. E é, isso…

Ao menos não é pixel art

O estilo gráfico de Monarchy é… Diferente do da série Kingdom, ao invés de pixel art, tem um estilo mais cartunesco, apesar de ainda minimalista. Os cenários do reino no modo normal é passável, enquanto que nos outros modos, é até mais bonito, em especial o nevado.

A trilha sonora não é marcante, apenas existe sem incomodar o jogador, mas eu esqueci as músicas assim que fechei o jogo.

A recomendação depende de você gostar ou não do gênero.

Olha, se você foi um dos que se decepcionou com Kingdoms: Eighties por ser um título curto (ou por ter o envolvimento da Sweet Baby Inc), Monarchy pode ser uma boa pedida, já que ele oferece a experiência da série Kingdom… Mas não vá com sede ao pote, já que ele se assemelha mais ao primeiro Kingdom, especialmente considerando que seus súditos são mais lentos que você. Em relação a preços, Monarchy custa aproximadamente o mesmo valor dos jogos da série Kingdom na maioria das plataformas, e é CLARO que ele é mais caro no PS5. Porquê não seria?

Nota Final: 7/10

Monarchy está disponível para PC, Playstation 5, Nintendo Switch e Xbox Series X|S, e essa análise foi feita com uma cópia de PC, enviada pela Brain Seal.

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Entendendo a jornada épica dos StarMetal Crusaders https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/05/07/entendendo-a-jornada-epica-dos-starmetal-crusaders/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/05/07/entendendo-a-jornada-epica-dos-starmetal-crusaders/#respond Tue, 07 May 2024 13:52:56 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=16854 StarMetal Crusaders é um jogo RTS emocionante e envolvente onde os jogadores lideram suas equipes através de batalhas espaciais e missões estratégicas. Desenvolvido pela X One Studios, este jogo desafia você a gerenciar recursos, travar batalhas táticas e construir seu império espacial no Setor Zeta. Apresentando uma intensa jogabilidade de estratégia em tempo real com elementos únicos, Starmetal Crusaders incentiva os jogadores a […]

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StarMetal Crusaders é um jogo RTS emocionante e envolvente onde os jogadores lideram suas equipes através de batalhas espaciais e missões estratégicas. Desenvolvido pela X One Studios, este jogo desafia você a gerenciar recursos, travar batalhas táticas e construir seu império espacial no Setor Zeta.

Apresentando uma intensa jogabilidade de estratégia em tempo real com elementos únicos, Starmetal Crusaders incentiva os jogadores a tomar decisões rápidas para progredir em sua base! O jogo oferece uma gama de opções personalizáveis ​​para unidades e bases, permitindo aos jogadores adaptar suas estratégias ao seu estilo de jogo. Uma grande abordagem em termos de combate e estratégia com o objetivo final de gerir os recursos e fazer crescer eficazmente o império. É hora de algumas batalhas interestelares em diferentes planetas e até mesmo em universos.

O jogo se desenrola no Zeta Sector, onde diferentes facções competem por poder e sobrevivência. A Carbon Mining Corp procura recuperar as suas raízes comunitárias, enquanto a ambiciosa Index Mining, liderada pelo sedento de poder Xavier Prescot, visa o domínio do sector. Enquanto isso, a xenófoba Irmandade de Zod planeja eliminar as influências alienígenas e restaurar o governo terráqueo. A história e os motivos únicos de cada facção enriquecem a jogabilidade, proporcionando um cenário de tensão contínua e profundidade estratégica. O mundo de Starmetal Crusader está cheio de conflitos e intrigas.

Concentrando-se mais em figuras-chave como Jeff, um líder inteligente, mas desorganizado, todas as decisões compartilham o destino da tripulação e também de Xavier Prescot e Zod, cada um deles tendo suas próprias agendas perigosas para a evolução da galáxia purificada. Esses personagens e suas histórias conduzem a narrativa do jogo, tornando cada missão significativa e emocionante. Ao lado deles, um elenco diversificado de aliados e inimigos com destinos interligados e interesses pessoais dão vida à história, criando uma interação dinâmica de contos guiados por personagens e desafios estratégicos.

Considere adicionar StarMetal Crusaders à sua lista de desejos do Steam e fique atualizado com as últimas notícias! Os desenvolvedores anunciarão em breve mais sobre uma versão jogável do jogo.

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Kaiju Wars | Salve o mundo dos Monstros Gigantes https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/06/04/kaiju-wars-salve-o-mundo-dos-monstros-gigantes/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/06/04/kaiju-wars-salve-o-mundo-dos-monstros-gigantes/#comments Sun, 04 Jun 2023 00:19:22 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=13872 Quem me conhece sabe que eu adoro jogos de estratégia, não consigo dedicar o tempo que gostaria em razão de priorizar outras jogatinas, então quando descobri Kaiju Wars, não poderia ter ficado mais feliz. Desenvolvido pela Foolish Mortals Games, um estúdio pequeno e que no momento conta apenas com quatro títulos, mas muita criatividade. Eles […]

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Quem me conhece sabe que eu adoro jogos de estratégia, não consigo dedicar o tempo que gostaria em razão de priorizar outras jogatinas, então quando descobri Kaiju Wars, não poderia ter ficado mais feliz.

Desenvolvido pela Foolish Mortals Games, um estúdio pequeno e que no momento conta apenas com quatro títulos, mas muita criatividade. Eles nos entregam uma experiência que remete um pouco ao excelente Advance Wars mas com uma arte que o faz parecer algo que poderia ter sido lançado em um ZX Spectrum.

LEIAM – Front Mission 1st: Remake | Impressões da Demo

Particularmente eu acho maravilhoso as paletas de cores escolhidas e a experiência de estarmos no controe de um filme de monstros gigantes.

Será que o resultado final é bom? Vamos descobrir.

Reprodução: Foolish Mortals Games

RESISTA AOS ATAQUES

Em Kaiju Wars o foco não é atacar, mas sim elaborar estratégias inteligentes para que você possa resistir o suficiente para contra-atacar os monstros. O que não é uma tarefa fácil, diga-se de passagem.

Temos a disposição algumas cartas aleatórias que nos garante algumas habilidades, mas os Kaiju’s também contam com algumas habilidades que lhes conferem escudos, aumento de vida e até mais movimentos, as vezes tudo em um só turno.

Só que tem uma pegadinha aqui, porque as vezes entramos no combate cogitando derrotar, mas o objetivo é resistir até que ele fuja. O segredo é se atentar aos objetivos do mapa e não ir cegamente para o ataque. Tem também o fato de que precisamos proteger uma cientista e evitar que forças obscuras levem os Kaiju’s até a localização desse figura.

Não só isso, os prédios que capturamos passam a nos fornecer energia para colocarmos veículos, tanques e até armas modernas para conter os monstros. Cada prédio que perdemos, mais difícil fica para resistir a investida dos Kaiju’s.

Kaiju Wars
Reprodução: Foolish Mortals Games

O SOM E O GRÁFICOS

Uma das sacadas legais de Kaiju Wars é o bom humor, mesmo que as vezes seja até bobo, ele ainda consegue entreter e torna a aventura mais  leve. O que é importante, visto que em alguns momentos você vai querer arrancar os cabelos, mas por outro lado é visualmente muito agradável.

O Kaiju’s parecem ser desenhado a mão e a cada ação que realizam é bem interessante, com uma versão animada pipocando na tela.

A trilha sonora lembra muito aquela de jogos clássicos e consegue empolgar dependendo do que tá rolando em campo. Há momentos em que você perdeu quase tudo em campo, e de repente você consegue criar uma arma poderosa que vai te levar a reviravolta e a música tá lá, quase te dando tapinhas nas costas: VAI FILHÃO!

Realmente não tenho do que reclamar nesse departamento, tudo funciona, e os personagens que interagem conosco são até que interessantes.

Kaiju Wars
Reprodução: Foolish Mortals Games

CONCLUSÃO

Kaiju Wars é uma ótima pedida para aqueles que gostam de um bom jogo de estratégia e sente falta de algo relacionado a temática monstros gigantes.

Gostei bastante do quão desafiador ele consegue ser, e apesar de citar Advance Wars por ser o titulo mais famoso, muito da sua ideia remete a Into the Breach, que nos coloca  no comando de robôs gigantes em uma luta contra monstros também gigantes.

LEIAM – Moons of Darsalon | Análise

Em ambos os jogos os prédios possuem um papel importante, pois mantê-los em pé o maior tempo possível é a única forma de conseguirmos dinheiro para pesquisas, desenvolvimento e armas. O que é no mínimo curioso, convenhamos.

Se procura uma experiência nova e com uma estética retro, com certeza Kaiju Wars vale a pena. O titulo está disponível para PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series S, Nintendo Switch e PC.

Especificações do meu PC:

  • Processador AMD A10-7700K Radeon R7, 10 Compute Cores 4C+6G 3.40 GHz
  • Memória RAM 8GB
  • SSD 240GB

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Kaiju Wars foi analisado com uma chave do Steam gentilmente cedida pela distribuidora do jogo.

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Black Legend | Uma Lenda não tão lendária assim https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/04/16/black-legend/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/04/16/black-legend/#comments Fri, 16 Apr 2021 08:00:26 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7030 Videogames são uma forma de arte fascinante, não? Eles são capazes de nos fazer sentir emoções e sensações diversas, como a frustração por um chefe difícil, a satisfação por descobrir como derrotar o dito chefe, a euforia de fazer um gol decisivo aos 45 do segundo tempo, a alegria de um jogo contagiante, a tristeza […]

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Videogames são uma forma de arte fascinante, não? Eles são capazes de nos fazer sentir emoções e sensações diversas, como a frustração por um chefe difícil, a satisfação por descobrir como derrotar o dito chefe, a euforia de fazer um gol decisivo aos 45 do segundo tempo, a alegria de um jogo contagiante, a tristeza de perder um amigo querido depois de uma longa jornada e até mesmo deixar você excitado por conta de… Bem, jogos adultos.

LEIAM – Dude, Where is my beer? | Eu quero goróó

O estúdio belga Warcave é um novato, fundado em 2017 na cidade de Geel, na Bélgica, eles tinham em seu portfólio, apenas um jogo, o RTS War Party, que obteve recepção mediana perante a crítica e que tem em Black Legend, seu segundo projeto, dessa vez, descambando para o RPG.

Confira nossa opinião na crítica a seguir.

Salve a cidade dos Cultistas malucos

O jogo se passa no século dezessete, na cidade de Grant, que possui sua arquitetura baseada na dos Países Baixos (A região onde se localizam a Holanda e a Bélgica, e não o eufemismo para pinto), cidade essa que está envolta em uma névoa criada por Mephisto, um Alquimista ameaçador.

Você é um mercenário, e junto com seu grupo, precisa libertar a cidade dos cultistas que a dominaram, já que a Névoa de Mephisto enlouquece quem fica por muito tempo nela. Recrute pessoas, conheça a história dos sobreviventes, descubra a história de Mephisto e limpe a cidade da maldita névoa.

Não é o roteiro mais criativo do mundo (de fato, coisas semelhantes apareceram na série “The Incredible Adventures of Van Helsing”), mas não quer dizer necessariamente algo ruim. As coisas aqui são básicas e nem passam perto dos problemas reais do jogo.

Um bom combate… Estragado pelo resto dos problemas do jogo.

Primeiro, vamos falar do ponto positivo da jogabilidade, o combate. O combate em si lembra bastante os XCOM modernos, em certo ponto, ou os RPG’s de Estratégia. A ação ocorre em turnos, determinada pelo personagem (do jogador ou inimigo) que possui a maior agilidade e antes do mesmo começar, o jogador decide onde quer colocar os personagens do grupo.

Os personagens possuem múltiplas classes e podem equipar diversos tipos de armamento. Não apenas isso, mas o jogo possui um sistema de humor que é basicamente a chave para vencer os combates, criando combos de humor pra aumentar o dano causado, ou status que possam lhe ajudar.

Com uma estratégia em mãos e o posicionamento de seus personagens, as lutas são fáceis de pegar o jeito. E o ponto aqui é que não somente você pode usar o esquema de humores, mas os inimigos também. Então não é raro um inimigo lhe causar sangramento por bom uso de humor.

O posicionamento também é importante na hora de atacar, especialmente se você utiliza armas de combate corpo a corpo (como espadas, lanças e machados), flanquear um inimigo ou atacá-lo pelas costas, é de grande ajuda, já que o dano será maior que um ataque corpo a corpo. E assim como os humores, o inimigo também pode se utilizar desse artifício.

Importante lembrar, que você pode jogar como quiser, deixando as mortes em combate permanentes ou não, tudo depende da experiência que você quer ter.

O combate de Black Legend é gostoso, porém… A interface do jogo não é nada amigável com o jogador, os tutoriais do mesmo são apresentados de forma desinteressante e o jogo não dá a menor indicação de como de fato ficar forte, porque os níveis não significam tanto assim. Ou se significam, os tutoriais não me explicaram direito.

A câmera do jogo não é boa, tanto na navegação, quanto nos combates. Ainda que você tenha um bom controle dela, você de fato não se sente no controle.

Eu disse que o combate do jogo é bom, e é verdade, mas o ritmo do combate… Nem tanto, as lutas parecem durar para sempre. Tem um botão que acelera as animações, mas ainda assim é irritante.

Muita repetição, nada que fique marcado

Graficamente… É um jogo fraco. Sim, eu sei que é um estúdio pequeno, são apenas dez pessoas trabalhando em um jogo para quatro sistemas diferentes, mas é a verdade. A customização da sua aparência é fraca, já vi jogos da geração PlayStation 3 com criador de personagens mais robusto que o de Black Legend.

A cidade tem uma arquitetura interessante e bem feita (apesar dos gráficos fracos), e apesar da névoa disfarçar os gráficos, ela ajuda a dar o clima de mistério de Grant. Porém isso não justifica a paleta de cores retirada de Dark Souls, que deixa o jogo com um clima tedioso e deprimente.

Sonoramente, não possui composições marcantes (ao menos elas não ofendem meus ouvidos, então relevo), porém a dublagem do jogo é bem, bem pífia. Sei que eles não possuem recursos para dubladores de ponta, mas parece que escolheram as pessoas mais desinteressadas do mundo para interpretar os personagens do jogo.

Uma jornada cansativa

Abri esse texto falando sobre o mérito de videogames causarem sensações. Black Legend me causou cansaço. A cada jogatina feita para produzir esta análise, ao terminar, eu me sentia cansado, porque a atmosfera do jogo me deixou assim.

O jogo tinha potencial, mas talvez a falta de experiência do estúdio, aliado com a interface nada amigável, tenha minado as chances do jogo se destacar no gênero.

E bem, ele não chega a ser desastroso como Tormenta: O Desafio dos Deuses, mas fica difícil recomendar Black Legend, com alternativas melhores e até mesmo mais baratas no próprio PS4. Se você cavar, pode encontrar algo que o divirta, mas é possível que você acabe se frustrando como eu.

Black Legend está disponível para PC, Nintendo Switch, PlayStation 4 e Xbox One.

Essa análise foi feita com base na versão de PS4, com uma cópia gentilmente cedida pela produtora.

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Desperados III | Uma Mistura equilibrada de clássico e moderno https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/09/08/desperados-iii/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/09/08/desperados-iii/#respond Tue, 08 Sep 2020 23:06:21 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=4928 Desperados III ganha uma continuação após 15 anos desde o lançamento do game original, além de chegar aos consoles pela primeira vez. E apesar do número três, o jogo se trata de uma pré-sequencia da franquia. Onde a origem dos personagens conhecidos da franquia original e seus laços são contados pela primeira vez de modo […]

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Desperados III ganha uma continuação após 15 anos desde o lançamento do game original, além de chegar aos consoles pela primeira vez. E apesar do número três, o jogo se trata de uma pré-sequencia da franquia.

Onde a origem dos personagens conhecidos da franquia original e seus laços são contados pela primeira vez de modo que possa atrair uma nova leva de jogadores.

O que é muito bom, principalmente pra mim que não havia jogado nenhum titulo da franquia. Bem, então bote seu chapéu na cabeça e me acompanhe nessa aventura ao velho-oeste.

Mas do que diabos se trata Desperado III?

Desperados III

Desperados III é uma sequencia direta dos jogos anteriores, mas que busca contar as origens dos personagens da franquia, talvez por ser sua primeira vez aportando aos consoles de mesa.

Fazendo bom uso desse gancho, a Mimimi Games decidiu nos contar a origem de tudo. E se você

por conta de ser uma novidade a todos, vou contar um pouco da história da franquia.

Desperados: Wanted Dead or Alive nasceu em 2001, desenvolvido pelo estúdio alemão Spellbound Entertainment e publicado pela Infogrames, teve uma recepção e notas muito boas na época.

Essa  boa recepção garantiu a sequencia Desperados 2: Cooper’s Revenge em 2006. Que passou por diversos problemas e demissões, assim, parte do game foi cortada e lançado posteriormente.

Helldorado é uma sequencia direta do segundo jogo, mas que não pode fazer uso do nome da franquia por razões de direitos autorais. É uma continuação com outro nome, e esse fator influenciou na sua ausência da coletânea Desperados: Complete Collection de 2016, que saiu pelas mãos da Nordic, que comprou os direitos da franquia. Uma pena.

OS DESPERADOS

Desperados III

Como havia dito antes, o terceiro titulo nos conta a história dos heróis da franquia, precisamente como o BadAss, John Cooper, se tornou mercenário e como conheceu seus companheiros de jornada.

Tudo isso é contado por meio de diálogos dublados e cenas com os personagens mesmo, nada de CGI ou coisa do tipo. A câmera sem mantem em visão isométrica e aproxima um pouco mais do que você conseguira durante os gameplays, mas isso funciona para o jogo.

Que mesmo com uma trama simples, onde a motivação central não é lá complexa, ela permite permite que você simpatize com os personagens, mas não se engane, creio que se não fosse pela ótima dublagem, provavelmente não nos apegaríamos muito.

Preciso destacar que gostei muito da dublagem dos personagens.

Os Cinco Magníficos

Desperados III

Temos cinco personagens a nossa disposição e cada um com habilidades e motivações distintas no jogo, sendo que um deles é acessível só lá pela metade do game: Isabelle Monroe, uma das melhores personagens, por sinal.

Cada um deles possuem características únicas e que devemos explorar o máximo durante o combate, por exemplo:

John Cooper consegue realizar dois tiros durante uma única ação, por conta de suas duas pistolas, e enquanto o brutamontes Hector Mendoza, tem a capacidade de carregar dois corpos e correr levando-os consigo, e eliminar furtivamente os Long Coats, inimigos mais fortes do game.

Preciso destacar que Hector utiliza de uma armadilha para ursos, da qual usa como arma. Excelente por sinal.

Desperados III

Kate O’Hara, por outro lado, tem a habilidade de se disfarçar e seduzir os inimigos. Tem a capacidade de usar uma pistola de curto alcance e cegar os inimigos, além de conseguir chamá-los para cantos escuros e nocauteá-los.

Doc MacCoy é o sniper e médico do grupo, possuindo consigo a vantagem de ataques a distancia e curar aliados, além de um ataque que desmaia grupos. Claro, tudo limitado.

Isabelle Moreau é o meu amorzinho no jogo, uma das melhores personagem disparado. Movimentá-se rapidamente, além de usar vodu durante o combate, o que lhe dá imensa vantagem.

Com o sacrifício de sangue, Isabelle, consegue controlar mentalmente um inimigo e usá-lo como bem quiser, além da habilidade de conectar a alma de duas pessoas, assim, caso uma seja morta, consequentemente outra também morrerá ao mesmo tempo.

E tem a sua gata, Stella, que pode ser usada para distrair o inimigo e reduzir o raio do alcance de visão do inimigo.

MELHOR PERSONAGEM!!

A Mão no Gatilho chega a Tremer

Desperados III

Desperados III é um jogo de estratégia focado no stealth, e como qualquer outro game do gênero, sair atirando feito um doido varrido é uma péssima ideia, e ser morto significa Game Over.

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O game não permite falhas, uma vez visto, os inimigos vão persegui-los até os encontrar e matá-los, contanto que consiga fugir do raio de visão deles. Mesmo assim um alarme é soado e mais inimigos entraram no quadrante e passaram a patrulhar a área.

O cenário possui alguns elementos que nos auxiliam na estratégia, mas ainda se torna imprescindível ficar de olho no alcance da visão dos inimigos.

Desperados III

Dependendo da área em que o inimigo estiver, o alcance dobra, pois não há elementos que possam bloquear sua visão. No caso de ficar poucos segundo no raio de visão, a cor muda para amarelo e o inimigo vai investigar. Se ficar vermelho vai atirar e perseguir, além de alertar os demais inimigos, o que é morte certa.

Os inimigos possuem poucas variações, mas são o suficiente para conseguir dar muito trabalho. Por exemplo, temos os Long Coats, que são brutamontes portando shotguns. São mais inteligentes e residentes, sendo impossível matá-los com um único golpe, a não ser que você esteja com Hector.

Há o trabalhador, que porta uma pá e vai te dedurar, e os capangas habituais, normalmente diferenciado por patrulheiros (pistoleiros) e vigilantes (Usam espingardas) que normalmente ficam em áreas mais elevadas ou torres.

Há diversas maneiras de derrotá-las e o ambiente muitas vezes oferece diversas opções, seja saltar em cima deles ou derrubar pedras, cortar vigas que sustentam as pontes.

O que não falta é forma de acabar com esses caras e os cachorros, pobre cachorros.

Sem Checkpoints, Forasteiro!

Desperados III
Podem me chamar de Senhor Morte, Cowboy!

Não há checkpoints no game, simples assim, então não importa o quanto você avance, caso não tenha salvo e morrer, será começar tudo de novo.

Tal como os games anteriores da franquia, Desperados III faz uso do sistema de salvamento manual. Há o salvamento rápido, que durante a partida pode ser feito a qualquer momento e temos o salvamento manual tradicional, que consiste em dar pausa na partida e ir até a opção de salvamento.

E como estamos falando de um jogo impiedoso, garanto que depois de algumas partidas compreenderá o porque do sistema manual, pois o game é impiedoso.

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Cada falha vai te levar a morte e a uma tela de Game Over, então você se adapta rápido ao salvamento manual, o que te permite testar estratégias sem ter que retornar a uma tela de loading mais demorada.

Os loadings iniciais antes de cada cenário são um tanto demorados, mas uma vez neles, raramente terá problema com isso.

Showdown Mode

Desperados III

Uma das coisas mais legais do game, e que você vai usar muito, pelo menos no começo é o Showdown Mode.

Ele é uma habilidade que permite você congelar o tempo e delegar uma ação a todos os personagens em tela ao mesmo tempo. Funciona quase como um turno de RPG, onde você vai selecionar qual passado dar a seguir para eliminar determinado alvo, nos permitindo explorar ainda mais a habilidade dos personagens.

Esse sistema foi herdado de outro RTS da Mimimi Games, o Shadow Tactics: Blades of the Shogun. Infelizmente eu não joguei esse game, mas posso dizer que o modo foi uma excelente adição ao titulo.

Conclusão

Desperados III

Desperados III consegue ser uma lufada de ar fresco em meio a um mercado onde a busca incessante por jogos onde narrativa e gráficos ultra realistas são cada vez mais comuns.

Ele não inova tanto em sua fórmula, claramente para agradar aos fãs franquia e do gênero, mas ainda assim implementa novas mecânicas, talvez para tornar o game mais acessível aos novos jogadores.

Destaque para a adaptação dos controles dos consoles caseiros, visto que é um gênero que nasceu nos PCs. Funciona muito bem, e a medida que se acostuma você passa a agir rapidamente na hora de executar ações. Não dá pra a mesma resposta que nos PCs, mas funciona.

Por outro lado, o game peca apenas pela ausência de legendas em português. Claro, destaco que isso não é um problema, mas é sempre bom ver um jogo localizado, seja na dublagem ou mesmo nas legendas.

Desperados III

O jogo pode desagradar uma galera por conta da ausência de checkpoints, mas nem de longe isso faz dele um jogo ruim. Na realidade compreendo e respeito o direito da pessoa não gostar, mas NUNCA que isso faria do jogo ruim, como li de um certo profissional.

Desperados III é divertido, desafiador e com uma história que convence o jogador a buscar o seu desenrolar, sem contar o elenco carismático que fara você rir durante os diálogos que rolam durante a partida.

Recentemente a Mimimi games liberou uma DLC inusitada e gratuita para os jogadores. Creio que teremos muito o que desbravar no velho-oeste até a chegada de um quarto titulo.

Mas você não precisa acreditar em mim, tire suas próprias conclusões. Caso tenha um PC, poderá jogar duas fases do prologo gratuitamente baixando no GOG ou Steam.

Desperados III foi analisado com chave digital para Xbox One gentilmente cedida pela THQ Nordic.

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