Arquivos Retro Review - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/retro-review/ Um pouco de tudo na medida certa Thu, 05 Sep 2024 13:10:31 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Retro Review - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/retro-review/ 32 32 Dragon Quest VIII: Journey of the Cursed King (3DS) | Análise Retrô https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/09/01/dragon-quest-viii-journey-of-the-cursed-king-3ds-analise-retro/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/09/01/dragon-quest-viii-journey-of-the-cursed-king-3ds-analise-retro/#respond Sun, 01 Sep 2024 22:13:21 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17446 A série Dragon Quest sempre foi jogada pra escanteio no ocidente. Houve uma tentativa de fazer ela se tornar o sucesso que é no Japão nos anos 80 e 90, trazendo os quatro primeiros jogos para a América do Norte sob o nome de Dragon Warrior. Como a Enix já não estava bem das pernas […]

O post Dragon Quest VIII: Journey of the Cursed King (3DS) | Análise Retrô apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
A série Dragon Quest sempre foi jogada pra escanteio no ocidente. Houve uma tentativa de fazer ela se tornar o sucesso que é no Japão nos anos 80 e 90, trazendo os quatro primeiros jogos para a América do Norte sob o nome de Dragon Warrior.

Como a Enix já não estava bem das pernas após isso, eles deixaram de trazer os jogos subsequentes que saíram no Japão no Super Famicom, como Dragon Quest V, VI e os remakes dos dois primeiros jogos. A série ainda teve uma sobrevida no PS1 com o lançamento ocidental do sétimo jogo, mas não teve muito alarde, principalmente numa época onde os JRPGS tinham uma barra muito alta para se destacarem.

ASSISTAM – Entrevista com Diogo do Arquivos do Woo

Em 2004, um ano após a fusão entre Square e Enix, o oitavo game da série foi lançado para o PlayStation 2.
A série estava dormente no ocidente, então o marketing resolveu colocar uma demo de Final Fantasy XII junto do jogo, o que provavelmente atraiu algumas vendas a mais.

Nada disso importa muito hoje em dia, então vamos falar do que Dragon Quest VIII representa e como ele é, como jogo, nos dias de hoje.

Reprodução: Square-Enix

Retrô de propósito

É difícil para um ocidental entender porque os jogos modernos da série DQ ainda usam efeitos sonoros do NES e — em alguns lançamentos – trilha sonora em chiptune ou digital. Acontece é que no Japão, a Square-Enix trata a série como algo tradicional, que remonta aos valores originais do que eram os JRPGS nos últimos 30 anos, enquanto trata Final Fantasy como uma marca internacional e moderna.

Nesse marketing divisivo, sempre há um pouco de adaptação quando os jogos feitos para serem tradicionais para o público japonês, vêm para o ocidente, que normalmente não possui afeição pela série.

LEIAM – Burn | Análise

Na versão de PlayStation 2, Dragon Quest VIII recebeu a trilha sonora orquestrada composta pelo já falecido Koichi Sugiyama, que trabalhou na série desde o início, junto com Yuri Horii (diretor criativo) e Akira Toriyama (também falecido), que era responsável pela arte Dragonbólica da série.

Além disso, mais duas mudanças chegaram na versão ocidental do game: menus mais “bonitos” — diferentes das telas simples da versão japonesa — e dublagem em inglês.

Aliás, é importante notar que a versão japonesa do PS2 NÃO POSSUI DUBLAGEM, apenas tendo aquele barulhinho de texto, também remetendo a época do Famicom.

A localização ocidental do game foi feita na Europa, e foi nesse game que a Square criou uma bíblia de localização para os jogos futuros da série, já que os termos usados nas traduções ocidentais não estavam padronizados ainda.

Tudo isso como já foi falado, trouxe na época um jogo clássico, não só em suas mecânicas que vamos abordar mais a frente, mas também na estética, tendo um ar de nostalgia que é muito abraçado pelos japoneses que gostam da série.

Reprodução: Square-Enix

O port de Nintendo 3DS

Em 2015 (no Japão) e 2017 no ocidente, a Square Enix surpreendeu a todos fazendo simplesmente um port de um jogo de PlayStation 2 para o 3DS. Existiram alguns jogos que também fizeram esse caminho acredito eu — de cara só consigo lembrar do port de Tales of the Abyss que não roda tão bem no portátil –, mas a versão de DQVIII para o console da Nintendo foi muito esperada, principalmente em como eles iriam adaptar o jogo graficamente e mecanicamente para as duas telas.

De cara já é importante dizer que o jogo não tem suporte ao modo 3D. Isso claramente se deu devido a quanta demanda essa engine de mundo praticamente aberto exige do console. Graficamente tudo foi refeito ou diminuído, com texturas mais simples, mas mantendo a estética e a aparência geral do game de PS2.

Por alguma razão, a trilha sonora se manteve “midi“. Isso se deu devido a algum problema de licença com o compositor, mas que pode ser facilmente corrigido com um patch caso você tenha um 3DS desbloqueado ou jogue no emulador.

LEIAM – Mars 2120 | Quantos metros tem essa vania?

Os menus dessa versão se mantiveram simples igual a versão japonesa, perdendo aquela tela com forma de mapa antigo que era bem legal da versão ocidental anterior.

Existiram algumas censuras no port, como mudança de violência em algumas cenas ou roupas menos safadas na versão ocidental. A questão das roupas também pode ser solucionada com patch.

Fora isso, temos dois personagens novos jogáveis, um sistema de tirar fotos para receber recompensas no jogo, novas cutscenes que exploram um pouco mais a história e o passado dos personagens, novos monstros, receitas, equipamento, roupas, opção nova de relação amorosa no fim do jogo e a principal mudança: AS BATALHAS NÃO SÃO MAIS ALEATÓRIAS!

Versão de PS2 (acima) e 3DS (abaixo) / Reprodução: Square-Enix

O fim das batalhas aleatórias

Deixando isso aqui num parágrafo separado pra mostrar a importância dessa mudança no panorama geral desse jogo. Dragon Quest VIII é um jogo que, por vezes e infelizmente, é maçante.

Principalmente em momentos que você quer explorar uma área ou simplesmente ir do ponto A ao B, é impossível andar mais de 10 passos sem entrar numa batalha. Essas batalhas duravam certa de 3 a 5 minutos em média e te recompensam com pouco EXP, o que torna boa parte do game um pouco chata a menos que você queira muito ir até o fim.

Na versão de 3DS, pela primeira vez, temos os inimigos andando pelo mapa. O que significa que temos um approach mais moderno que foi levado também aos jogos subsequentes da série, onde você encosta no inimigo e entra em batalha.

Isso não quer dizer que você pode simplesmente fugir de todas as lutas, até porque em lugares fechados isso ainda é bem difícil, mas torna a experiência de andar no mundo aberto muito, mas MUITO mais agradável. E não é só isso (!!): também é possível acelerar as batalhas em 2X, essencial para aquelas horas de grinding contra metal slimes.

Reprodução: Square-Enix

História

Se você já jogou algum jogo da série, nada aqui é muito diferente. Controlamos um rapaz de bandana chamado VOCÊ (tu que dá nome), que anda junto com um bandido gordinho chamado Yangus. Ambos estão escoltando um monstrinho verde e um cavalo branco.

Logo após algum tempo, é mostrado ao jogador que na verdade o monstrinho e o cavalo (égua, na verdade) são o rei e a princesa de um reino — daí o subtítulo do jogo — que estão sob a maldição de um mago chamado Dhoumagus.

Daí você viaja de cidade em cidade buscando mais informações sobre esse mago, e a história obviamente escala a um ponto onde você não está só salvando a aparência do rei e de sua filha, mas também salvando o mundo.

É um roteiro básico, mas que está sempre te puxando pra seguir em frente. É verdade que há muitos desvios na história, provavelmente para esticar a longevidade do game, mas de modo geral, é tudo bem coeso nesse sentido.

Não é uma história tão heroica como de outros games da série, como a primeira trilogia ou mesmo com toques emocionais tão grandes como em Dragon Quest V, mas os personagens são divertidos e nada chega ao ponto de querer largar o console por ser mal escrito ou algo assim.

Reprodução: Square-Enix

Jogabilidade

Como já falado algumas mal-traçadas linhas acima, Dragon Quest é uma série de mecânicas simples de propósito. Não espere um sistema de combate em tempo real como em Grandia ou Tales of; aqui temos um RPG de turno padrão. Se você já encostou em algum RPG Maker ou jogo feito nessa engine, vai entender muito bem o que tô falando (até porque RPG Maker é todo copiado de DQ, mas deixa quieto): nos menus temos opção de Ataque, Defesa, Magia, Habilidades e um esquema que eu gosto de chamar de “encher o ki”: o Psyche Up.

Psyche Up é uma opção que aumenta seu ataque as custas de perder o turno do personagem. Usando uma vez o Psyche Up vai pra 5, depois pra 20, depois pra 50 e há uma chance de ir pra 100, mas você pode falhar e manter os 50. Usar um ataque qualquer depois desses boosts aumenta significativamente o seu próximo ataque, e isso é uma estratégia essencial para alguns chefes.

E não, não é o mesmo que atacar em todos os turnos, pois essa habilidade realmente melhora seu próximo ataque.

Obviamente que alguns inimigos também podem contrabalancear, usando um ataque tira todos os buffs de sua party, incluindo o Psyche Up. Normalmente só alguns (quase todos) os chefes fazem isso, então é meio que um jogo de testar sua sorte pra tentar um ataque mais forte.

O combate é basicamente isso o jogo todo, sem muita variação, o que pode tirar a vontade de algumas pessoas que estão acostumadas com lutas mais envolventes. De modo geral, é satisfatório pelo que se propõe, apesar de muito difícil se você não treinar sua party constantemente ou não prestar atenção em lutas complicadas. Por isso sempre recomendo salvar a todo momento.

Reprodução: Square-Enix

Trilha sonora

Eu gosto muito do tema da série Dragon Quest, mas não sou muito fã das trilhas compostas pelo Sugiyama. Acho todas as músicas muito parecidas e juro que se eu ouvir o tema de batalha de todos os Dragon Quest eu não vou saber qual que é de qual. Sim, eu sei que é pra soar épico mas vamos esperar que com a mudança forçada do compositor para o próximo game, tenhamos músicas mais diferentes entre si.

Não precisa deixar de ser orquestrada; é só ver o tema de batalha de Final Fantasy XIII por exemplo, que é muito marcante e bem mais envolvente que qualquer canção de DQ.

Conclusão

Dragon Quest VIII: Journey of the Cursed King é um RPG muito tradicional e que existe do jogador que se esforce mais do que o básico, pois ele não te puxa muito pela mão. Em vários momentos o game te dá dicas do que fazer pra te forçar a ficar por minutos ou horas pensando no seu próximo passo, e nem sempre todas as dicas vão te ajudar.

Por isso, eu recomendo uso de algum guia detalhado pra deixar sempre aberto ali no cantinho da sua tela pra ser consultado em momentos onde a frustração esteja quase te vencendo.

Apesar disso, a recompensa é gigante, pois é um game enorme, com muito conteúdo até mesmo após o final. Se o jogo te pegar, você vai simplesmente querer fazer todas as quests possíveis, explorar cada área e melhorar seus personagens até o level 99.

No meu ponto de vista pessoal, eu fiquei claramente vencido pelo cansaço nas últimas 10 horas de jogo (de 90 jogadas), principalmente por algumas coisas mais escondidas que são apresentadas sem muita margem pro jogador descobrir rapidamente, mas lutei até o fim e zerei esse game que eu tenho no backlog desde que comprei meu PS2 lá no início dos anos 2010.

Sua sequência espiritual inclusive, Dragon Quest XI, é meu jogo favorito de todos os tempos. Principalmente por ele pegar toda a base do VIII e evoluí-la, com mecânicas de qualidade de vida que corrigem praticamente todos os percalços que citei acima. Logo, DQ8 não é perfeito, mas é um ótimo jogo que merece ser apreciado pelo que é: um excelente RPG tradicional da Square Enix.

Caso queira a melhor experiência, baixe a ROM da versão de 3DS já com o patch de música orquestra + sem censura. E se for usar o emulador Citra/Lime 3DS, procure o código cheat para acelerar o jogo em 2X, que não atrapalha a música e nem as cutscenes. Fica excelente!

 

 

Nota: 7,5/10

_________________________________________________________________________
Leia mais sobre Dragon Quest aqui no Arquivos do Woo:

Impressões do Diogo sobre Dragon Quest VIII de PS2 láaaa em 2012: link

Análise de Dragon Quest I por mim: link
Análise de Dragon Quest II por mim: link
Análise de Dragon Quest III por mim: link

Reprodução: Square-Enix

O post Dragon Quest VIII: Journey of the Cursed King (3DS) | Análise Retrô apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/09/01/dragon-quest-viii-journey-of-the-cursed-king-3ds-analise-retro/feed/ 0
Magical Cat Adventure | O Platformer esquecido que ninguém pediu https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/03/28/magical-cat-adventure-o-platformer-esquecido-que-ninguem-pediu/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/03/28/magical-cat-adventure-o-platformer-esquecido-que-ninguem-pediu/#respond Tue, 28 Mar 2023 17:11:38 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=13522 Meu Deus, como se forma frases mesmo? Ah sim, você junta palavras em sentenças que são coerentes umas com as outras. É isso! Enfim, olá aos meus 20 leitores do Arquivos do Woo, Sancini falando depois de quase dois meses sem internet e alguns textos antigos reaproveitados no site, estou aqui pra trazer material inédito, […]

O post Magical Cat Adventure | O Platformer esquecido que ninguém pediu apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Meu Deus, como se forma frases mesmo? Ah sim, você junta palavras em sentenças que são coerentes umas com as outras. É isso! Enfim, olá aos meus 20 leitores do Arquivos do Woo, Sancini falando depois de quase dois meses sem internet e alguns textos antigos reaproveitados no site, estou aqui pra trazer material inédito, escrito por mim. Sim, eu sei, ninguém pediu. Sim, eu sei que sou gordo. Sem mais delongas…

Nós falamos hoje em dia da quantidade de jogos, sejam indies, AA ou AAA, que saem todos os dias, todas as semanas nas diversas plataformas online, e é humanamente impossível acompanhar tudo que sai. Diabos, eu não lembrava que o remake de Resident Evil 4 sairia agora em março, mesmo tendo sido alardeado há um bom tempo que sairia em março, mas a falta de acesso a internet meio que me deixou isolado de tudo.

LEIAM – The Settlers: New Allies – Descubra por que este jogo de estratégia é viciante e envolvente

Só que essa loucura de não saber sobre todos os lançamentos não é algo necessariamente novo, porque por mais que nos anos 90 tivéssemos revistas de jogos, nem eles eram capazes de acompanhar TUDO que saía em todas as partes do globo. Então muitos lançamentos, mesmo de produtoras como a Sega, Capcom, Konami ou Taito, passavam batidos pelo público, seja porque eram jogos exclusivos de fliperama, ou porque ficavam somente em uma região (curiosamente a pirataria diminuiu um pouco isso pro publico brasileiro, porque não era incomum termos fitas piratas de jogos que só saíram no Japão, por isso jogamos Magical Quest 3 nos anos 90 e os americanos não).

E também haviam vezes que uma produtora aparecia, lançava um único jogo, largava uma bomba de fumaça e nunca mais era vista, e esse jogo ficava perdido nas páginas da história, até a emulação levá-lo a um público maior. Esse foi o caso da Wintechno.

Se você nunca ouviu falar na Wintechno, sem problemas, eu também não, até jogar este jogo. Até porque, uma busca por Wintechno revela uma empresa japonesa que fez SOMENTE UM JOGO, apesar de ter sido fundada para criar e distribuir arcades. Hoje em dia ela distribui equipamentos eletrônicos na área de informática, como monitores, e coisas assim, muitos produtos na área médica. E é sobre esse jogo que falaremos hoje, Magical Cat Adventure, um jogo que se não fosse o trabalho preservacionista dos desenvolvedores do MAME, poderia ser considerado um jogo perdido que talvez tivesse sido lançado no Amiga. Será que ele vale seus créditos? Venha comigo e descubra.

Reprodução: Wintechno

Um gato que está em busca de algo

Como vocês estão cansados de saber, eu geralmente uso a primeira parte pra dissecar qualquer coisa que se assemelhe a uma história, que o game possui, só que Magical Cat Adventure não possui nada. Como não é um jogo de console, nem ao mesmo informações do manual que possam ser consultadas. Então vou inventar algo aqui tirado do meu cu e ver se funciona.

Um dia, um gato chamado… Puts, nem nome o bichano tem, deixa eu pesquisar um nome de gato aqui… Tom, Simba e Mingau são famosos, então… Fred. Isso, o personagem do jogo se chama Fred. E por “parível que incresça”, Fred é um dos dez nomes mais comuns de Gato, ao menos aqui no Brasil, então Fred será nosso herói hoje. Enfim, Fred, em seus planos de dominação global usando os humanos, estava lá de boa na lagoa, curtindo a vida, como todo bom bichano. Até que um dia, vilões da nação de NÃOTEINTERESSA atacaram a vila que ele vive por… Motivos… Eram os anos 90, vilões atacavam vilas sem motivo ou sequestravam mulheres. Levou tempo até os vilões quererem imitar Donald Trump por motivos de produtores políticos demais.

LEIAM – Need for Speed Underground | Retro Review

Enfim, puto porque os NÃOTEINTERESSAIANOS interromperam o episódio de Sailor Moon durante o ataque (Nosso amigo Fred tem um Crush na Luna), Fred resolve sair numa rompante de violência platformer em busca de vingança e quem sabe alguns novelos de lã ou latas de sardinha no caminho…

Sim, ficou uma merda minha descrição, mas eu tirei do cu, lembra? O fato é que não temos nada que possa ajudar a montar uma pseudo narrativa, o que é esquisito, porque até mesmo jogos que foram cancelados, como Recalhorn, da Taito, possui um fiapo de narrativa, com alguns diálogos e pequenas cutscenes. Sim, há uma diferença entre a Taito, uma gigante dos Arcades, e uma empresa que havia sido fundada UM ANO antes do lançamento desse jogo. Mas ei, eu tenho que fazer minhas piadas e textos. Oi, Geovane de 20 minutos depois de escrever esses quatro parágrafos falando aqui. O jogo tem uma historinha, mas ela ficou confinada na versão japonesa do Arcade, mas foi cortada da versão ocidental. Vai entender.

Magical Cat Adventure
Reprodução: Wintechno

Parece um platformer Europeu, mas não é

Se você joga jogos antigos, e já teve curiosidade de ir e jogar jogos de plataformas como o Commodore 64. ou o Amiga, ou até mesmo o MS-DOS, deve ter ouvido falar no termo Euro Platformer, são platformers que possuem alguns elementos em comum, e até mesmo podem ser chamados de vícios de design, que incluem “Ter que coletar todos os itens da fase”, “Usar o direcional pra cima pra pular”, “Deixar o botão de pulo apertado fará o personagem pular repetidamente”, “A tela só scrolla quando você tá 3/4 ou mais da tela na direção que quer ir”, “Inimigos que atacam offscreen e te acertam (e combinado com o item anterior, causam mortes a rodo)”, “Dificuldade elevada por conta dos itens anteriores”. Tem outras coisas que classificam um jogo como um Euro Platformer, mas não estou lembrado.

Por alguma razão, Magical Cat Adventure me passa a vibe de um Euro Platformer, mesmo não tendo os vícios de design de um. Nosso amigo Fred tem 3 vidas por continue e uma barra de energia pra passar de seis fases que são até grandes, e o design delas é decente, permitindo as vezes momentos de velocidade gotta go fast, mas também com momentos que exigem um pouco de habilidade nos saltos. Em termos de controles, o jogo está próximo de um Run and Gun, já que você ataca os inimigos com projéteis, que são encontrados em baús espalhados pelas fases, mas cuidado, os baús, por algum motivo, lhe causam dano.

As armas são variadas, com algumas sendo mais efetivas que outras. Apesar de ser um jogo de fliperama, ele não tem a tendência papa-ficha que usualmente vemos em jogos do gênero (platformer), só ver o quão desgraçada é a versão de arcade do Alex Kidd: The Lost Stars, por exemplo. Magical Cat Adventure é generoso com refills de energia, vidas extras e quando você continua, não é muito longe de onde você morreu.

Obviamente, como jogo de Arcade, não é muito longo, com um playthrough ficando na casa de quarenta, ou cinquenta minutos, se você for um pereba em platformers. Mas usualmente, leva menos tempo.

Magical Cat Adventure
Reprodução: Wintechno

Cenários coloridos, inimigos simpáticos… E o Bubsy?

A primeira coisa que você se pergunta ao ver uma screenshot de Magical Cat Adventure é… Isso é um jogo de arcade do Bubsy? Porque o nosso amigo Fred é um tanto parecido com o mascote da Accolade, só que Magical Cat Adventure é um jogo bom. Fora isso, você tem os cenários clichês de platformers de mascote, como florestas, castelos, cavernas com lava, um navio pirata, os céus. Nada que você não tenha visto nas centenas de jogos de plataforma da época.

Os cenários até são bonitos e detalhados, mas não é nada que chame a atenção pela criatividade ou loucura (pego como exemplo, PuLiRuLa e Parodius, que se não tivessem injetado loucura criativa nos mesmos, seriam um beat’em up mediano e mais um jogo da série Gradius, respectivamente). Os inimigos até que são simpáticos, até mais bem feitos que nosso amigo Fred que vai precisar de terapia pois começou a desenvolver síndrome de impostor ao achar que é o Bubsy, depois de tanto ser comparado a ele.

Sonoramente ele é… Ok. Novamente, nada que chame muito a atenção, mas nada que ofenda seus ouvidos.

Magical Cat Adventure
Reprodução: Wintechno

Quem pediu por esse jogo?

Eu poderia jurar que Magical Cat Adventure era o resultado de uma aposta perdida, onde o perdedor teria que lançar um jogo pra fliperamas. Não que seja um jogo ruim, longe disso, de um ponto de vista técnico e de controles, Magical Cat Adventures é um bom jogo. Ele só não tem nada que chame a atenção pra ele, num gênero que nos anos 90, especialmente em 93, estava saturando, com cada produtora tentando sua perspectiva.

Se tivesse sido lançado para o SNES ou Mega Drive (ou até mesmo PC-Engine), ele teria uma chance de se tornar uma daquelas pérolas ocultas do respectivo console para o qual foi lançado, mas como ficou no fliperama, ele é um daqueles títulos que tu topa por acaso quando decide baixar algo pra jogar no Mame.

Vale a pena jogar, mas ao mesmo tempo, não perderá nada ao não jogá-lo.

O post Magical Cat Adventure | O Platformer esquecido que ninguém pediu apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/03/28/magical-cat-adventure-o-platformer-esquecido-que-ninguem-pediu/feed/ 0
Road Rash 64 | Retro Review https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/03/05/road-rash-64-retro-review/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/03/05/road-rash-64-retro-review/#respond Sun, 05 Mar 2023 16:26:54 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=13289 Transição 2D-3D. Hoje em dia é algo considerado normal e até inovador em algumas franquias, pela mudança de perspectiva e visão, mas nos anos 90 era motivo de medo. Muitas franquias clássicas tentaram o 3D, como Contra, Castlevania, Metal Gear, Sonic, Mario, Mega Man, Top Gear, F-Zero entre outras e os resultados variam entre espetabuloso […]

O post Road Rash 64 | Retro Review apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Transição 2D-3D. Hoje em dia é algo considerado normal e até inovador em algumas franquias, pela mudança de perspectiva e visão, mas nos anos 90 era motivo de medo. Muitas franquias clássicas tentaram o 3D, como Contra, Castlevania, Metal Gear, Sonic, Mario, Mega Man, Top Gear, F-Zero entre outras e os resultados variam entre espetabuloso (Metal Gear Solid), Meh (Mega Man Legends) e Diarreia Abissal (Castlevania 64), inclusive algumas franquias hoje em dia sequer existem.

Mas bem, entre essas franquias estava Road Rash, que começou modesta no início da década com o primeiro jogo do Mega, e suas duas sequências (além do jogo de Sega CD). No 3DO, a franquia começou a ensaiar a ingressão ao 3D com o Road Rash, que usava cenários tridimensionais, porém usava de sprites.

LEIAM – Breakers Collection | Porradaria Atemporal

O jogo ganhou adaptações pra PC, Saturn e PS1. Tempos depois, a EA ingressou no PS1 com Road Rash 3D em 1998 que era mais Road do que Rash já que muitas corridas terminavam sem sequer um soco trocado, porém o jogo era razoavelmente bom.

Em 2000, também no PS1, a despedida da franquia com Road Rash Jailbreak que tinha mais porradaria, mas escorregava (e feio) na pista, com uma dirigibilidade difícil (imaginem jogar futebol de sabão, era parecido com isso). A coisa foi consertada na adaptação portátil do GBA, cujo problema é a pouca quantidade de pilotos. E em 1999, a EA entregou nas mãos da THQ a versão do Nintendo 64 de Road Rash… E bem, veremos como ela se sai, não é

Reprodução: Internet

Socando oponentes rumo a vitória

No primeiro parágrafo do review, eu costumo fazer uma sumarização do roteiro do jogo. Coisa que inexiste em Road Rash 64, então, antes que alguém estranhe porque o jogo está nas mãos da THQ, se você é um desocupado como eu, provavelmente deve saber que a própria EA já havia encarregado a THQ algumas de suas franquias clássicas como NBA e NHL nas últimas edições do SNES e do Mega, e o trabalho dos estúdios da THQ até que fora competente em ambas (NHL 98 é ótimo), então, continuemos a análise.

O jogo tem basicamente três modos normais, Thrash, aonde você escolhe uma pista e uma moto (baseados no seu save) e joga pela zuera mesmo, o Multiplayer, que permite que você e mais 3 amigos barbarizem nas pistas (que são 55. Curtas, mas 55 ainda assim), e façam outras babaquices em outros modos de jogo e o Big Race, que segue a estética padrão da série, que é, vença as corridas, ganhe dinheiro e compre uma moto nova até o final.

LEIAM – Super Solitaire | Análise

Quando se compra determinadas motos, é oferecida uma trégua com uma das gangues do jogo mediante o pagamento de uma taxa, o que facilita em algumas corridas, pois a quantidade de gente que quer fazer você de carne moída cai pela metade. Ou você pode seguir solo e tentar evitar ser linchado. O jogo tem ainda alguns outros modos secretos desbloqueáveis, o que prolonga a vida útil do jogo.

O jogo mantém a pegada dos jogos bidimensionais da série ou até em escala maior, já que a porrada come o tempo todo durante a corrida. Apesar de ter apenas uma arma (trocada a cada estágio novo ou achada durante as provas), não pense que será tedioso, já que os pilotos ficam compactados numa massa e a diferença entre o primeiro e o último pode chegar a menos de um segundo. A taxa de quadros do jogo raramente cai e a jogatina é fluída, com controles que funcionam. O jogo também nos ensina a não desistir, enquanto que nos RR de Mega Drive, cair era uma punição que resultava em um longo período de recuperação de posições, aqui a queda é algo corriqueiro e até engraçado de se ver, devido a física extremamente exagerada do jogo.

Não é incomum você ver um piloto bancando o Superman, até mesmo te ultrapassando após capotar. E acredite, isso torna o jogo ainda mais divertido.

Reprodução: Internet

Jogo feinho, mas consistente

O ponto fraco do Road Rash 64 são os gráficos. Sério, as texturas são em baixa resolução, os cenários tem muito daquela névoa típica da geração 32/64 bits, além de serem repetitivos. A coisa melhora um pouco quando se usa o Expansion Pak do 64, a custo de uma queda na taxa de frames.

Eu acho que a escolha gráfica foi positiva pro jogo num geral, mas não é a toa que o jogo não é muito lembrado, já que os gráficos são o cartão de visitas de um jogo.

Sonoramente, o jogo é meio termo. Apesar de utilizar boas músicas licenciadas na trilha, elas são poucas e não estão completas como em Road Rash 64. Os efeitos sonoros e vozes (“unhs” e tudo mais, além de algumas falas dos policiais) estão bons, e o ronco do motor que embala a maior parte de sua jornada, é agradável.

Reprodução: Internet

Concluindo, jogue Road Rash 64

Finalizando, Road Rash 64 foi a prova de que a franquia tinha potencial para brilhar em 3D, desde que posta nas mãos certas. Os gráficos podem não ser os melhores do 64, mas se a EA tivesse bolas de continuar com a franquia na época, era este time que deveria explorar a geração seguinte (PS2/Xbox/GC). Enfim, para ajudar ainda menos na popularização do jogo, a Playtronic (distribuidora dos jogos de 64 no Brasil) não trouxe o RR 64. Uma pérola perdida que é boa de se encontrar.

O post Road Rash 64 | Retro Review apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/03/05/road-rash-64-retro-review/feed/ 0
Castlevania: Aria of Sorrow | Retro Review https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/02/14/castlevania-aria-of-sorrow/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/02/14/castlevania-aria-of-sorrow/#comments Tue, 14 Feb 2023 01:12:07 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=13281 Eu estava outro dia visitando meu antigo blog de games (Caramba, fazem quase 14 anos que escrevo sobre jogos, desde 2009, antes mesmo do blog, eu fazia alguns reviews) e pensei com meus botões… E se eu reaproveitasse esse conteúdo pro Arquivos do Woo? E acreditem, tem MUITA coisa que eu poderia aproveitar. Então, não […]

O post Castlevania: Aria of Sorrow | Retro Review apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Eu estava outro dia visitando meu antigo blog de games (Caramba, fazem quase 14 anos que escrevo sobre jogos, desde 2009, antes mesmo do blog, eu fazia alguns reviews) e pensei com meus botões… E se eu reaproveitasse esse conteúdo pro Arquivos do Woo? E acreditem, tem MUITA coisa que eu poderia aproveitar.

Então, não estranhem a quantidade de reviews retrô que vão aparecer aqui no site ao longo dos dias, semanas e meses seguintes, provavelmente é conteúdo reaproveitado – Diabos, eu era menos formuláico quando escrevia sobre jogos e tinha internet discada.

Pra começar, falaremos é claro do meu Castlevania favorito, Castlevania: Aria of Sorrow, do Game Boy Advance. Vamos em frente que atrás vem gente.

Aria of Sorrow
Reprodução: Internet

Intercâmbio Maldito!

O jogo se passa em 2035. A humanidade se prepara para assistir o primeiro eclipse total do novo século. Soma Cruz, um estudante de intercâmbio no Japão vai assistir o eclipse no templo Hakuba e ter a chance de colocar seu kibe para espirrar maionese na esfirra de sua amiga de infância e filha do responsável pelo templo, Mina Hakuba, então…

PERAÍ! PARE ESSE REVIEW!

Vamos lá, Soma Cruz é um estudante de intercâmbio. Provavelmente da Europa ou da América, e Mina é claramente japonesa. Lembrete que ele é estudante de Intercâmbio, ou seja, vem de fora do país (A história se passa no Japão) e isso daria um nó na cabeça de qualquer um ao pensar no assunto. Mas, como nem a wiki de Castlevania solucionou esta dúvida, vamos continuar…

LEIAM – O meu primeiro Sega Saturn

Enfim, os dois percebem que a escada tá mais grande que o usual e os dois surgem… No Castelo de Drácula. Lá, são atacados pelos cruz-credos habituais da série e salvos por um estranho chamado Genya Arikado (que, SPOILERS é a identidade ‘secreta’ de Alucard SPOILERS) e lá, Soma descobre que tem a habilidade de roubar as almas dos monstros derrotados. Arikado aconselha Soma a procurar a câmara do mestre para descobrir a verdade e encontrar um caminho para fora do castelo.

Aria of Sorrorw
Reprodução: Internet

Tipo o Symphony of the Night, mas melhorado

O jogo segue a fórmula do aclamado Symphony of Night, com exploração não linear. Você dispõe a princípio de pouco equipamento e quase nenhuma habilidade, mas conforme avança, novos equipamentos são conseguidos. O jogo introduziu o sistema de almas, no qual, dependendo da sorte, se você derrotar um monstro, absorverá a alma dele lhe conferindo certas habilidades.

LEIAM – SuFami Turbo: O add-on da Bandai para Super Famicom

Almas essas que são essenciais para se fazer o bom final. A jogabilidade funciona muito bem, servindo ao seu propósito, chegando a passar uma sensação de evolução, tanto que um dos mestres passa a ser um mero inimigo mais pra frente no jogo (trope clássica de Beat’em up).

O Castelo de Drácula é imenso, e contém muitos segredos e enganos, não por acaso você vai se perguntar: “PRA ONDE DIABOS EU VOU AGORA?” Acredite, eu fiz MUITO isso. Já a dificuldade do jogo não é grandes coisas, alguns inimigos podem dar trabalho, e outros chefes podem fazer você ter leves evacuações anais, mas nada que lembre os jogos do NES.

Reprodução: Internet

Maravilhoso!

Graficamente é estupendo. Os monstros são diferentes e mesmo com a tela diminuta do GBA, tem detalhes e os cenários são bem conectados e bem feitos. Alguns cenários particularmente são pinturas. Só a Dimensão aonde você enfrenta Chaos que não ficou muito legal porque é basicamente uma versão re-colorida do castelo. As artes do jogo foram feitas pela Ayame Kojima, então depende mais do seu gosto por desenhos. Mas admito que gostei mais da arte “Genérica-Anime” de Dawn of Sorrow.

LEIAM – Go! Go! PogoGirl: O Jogo de Plataforma Nostálgico dos Anos 90!

Michiru Yamane estava nas Pick-Up’s, o que garante uma sonzeira de alta qualidade. Mesmo com a qualidade sonora do GBA não sendo grandes coisas (Guilty Gear X Advance, estou olhando para você), as músicas de Aria of Sorrow provam que um bom compositor faz milagres até mesmo com hardwares ruins. As vozes ali contidas ficaram boa, e saúdo a Konami por não ter chamado dubladores americanos para refazerem meia dúzia de falas, afinal, se isso acontecesse, perderíamos o modo fofo que a Mina fala quando o Soma vai falar com ela na entrada do castelo.

Reprodução: Internet

Vem na minha conclusão

Eu teria muito mais pra falar de Castlevania: Aria of Sorrow, mas eu só faria você perder tempo. De qualquer jeito, recomendo, com uma jogabilidade bem feita, uma dificuldade honesta (que te desafia, não te desanimando) e gráficos bons, além de uma trilha soberba, o jogo é uma ótima pedida, ainda mais agora que ele foi relançado nas plataformas modernas na coletânia com os jogos do GBA.

Castlevania: Aria of Sorrow está disponível para Game Boy Advance, PC, PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch.

O post Castlevania: Aria of Sorrow | Retro Review apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/02/14/castlevania-aria-of-sorrow/feed/ 2
Valerie Porter and the Scarlet Scandal | Retro Análise do Sancini #1 https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/05/14/valerie-porter-and-the-scarlet-scandal-retro-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/05/14/valerie-porter-and-the-scarlet-scandal-retro-analise/#comments Fri, 14 May 2021 14:54:53 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7371 Será que 2009 é um ano que em termos de videogame… Já dá pra considerar Retro? Porque por um lado, Assassin’s Creed 2 é da geração PS3, e foi lançado em 2009, assim como Persona 4, que saiu pra PS2 e é de 2009 também. Mas, não vamos nos ater a semânticas e fingir que […]

O post Valerie Porter and the Scarlet Scandal | Retro Análise do Sancini #1 apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Será que 2009 é um ano que em termos de videogame… Já dá pra considerar Retro? Porque por um lado, Assassin’s Creed 2 é da geração PS3, e foi lançado em 2009, assim como Persona 4, que saiu pra PS2 e é de 2009 também. Mas, não vamos nos ater a semânticas e fingir que só criei esta coluna pra falar de jogos velhos, e não porque ainda não recebi códigos de jogos recentes pra analisar.

Anyway, desde que joguei Dude, Where is my beer, fiquei um pouco mais receptivo a jogos point’n click tradicionais, e não somente Visual Novels, como eu já estava acostumado.

LEIAM – Dude, Where is my beer? | Eu quero goróó

Recentemente eu terminei a série Deponia (aguarde artigo em breve sobre os quatro jogos, só preciso da inspiração) e dentre os jogos da minha lista de desejos do Steam (obrigado, Chora_BR), recebi um singelo jogo casual chamado Valerie Porter and the Scarlet Scandal.

Jornalista e detetive ao seu dispor

Você é Valerie Porter, uma aspirante a jornalista nos anos 20 (1920 e não 2020, quem diria que chegamos ao ponto de usar isso), que começou a trabalhar no jornal de uma cidade, e deve obviamente escrever reportagens. Só que o que começa como um trabalho simples, evolui ao ponto de Valerie investigar um assassinato.

A trama do jogo é bastante simples a princípio, com algumas complicações e reviravoltas, mas conforme se passa o jogo, percebemos que algumas coisas não são o que aparentavam ser e precisamos ir a fundo para resolver os casos.

Jogue no seu ritmo, resolvendo ou não os puzzles

O jogo ele funciona com um misto de Objetos ocultos no cenário e resolução de quebra cabeças. Na área de encontrar os objetos, funciona de maneira bem simplista. Você tem uma lista de objetos a serem encontrados (relativos ou não ao momento do jogo) e precisa encontrá-los na tela.

O jogo dá uma colher de chá, porque é possível utilizar de várias ajudas para encontrar o que for necessário. E caso o jogador esteja com dificuldade, ele pode utilizar uma assistência, porém ela é limitada e possui um cooldown.

Esse cooldown da assistência pode ser eliminado, caso o jogador utilize das pilhas que podem ser encontradas no cenário. Essas pilhas só podem ser utilizadas até o fim do capítulo.

Em alguns momentos, Valerie adicionará determinados itens ao seu inventário. Esses itens particulares, são utilizados em conjunção com determinadas partes do cenário. Não é nada complexo como num point’n click tradicional, mas é utilizado as vezes.

Valerie Porter

Em determinados momentos, puzzles deverão ser resolvidos, e eles possuem uma variedade até que razoável, especialmente se tratando de um jogo de 12 reais.

Você tem puzzles simples, como quebra-cabeças, que são auto explicativos, momentos onde você deve usar sua lábia dando a resposta certa (basicamente seguindo uma linha de um ponto a outro) e puzzles que exigem que você preste atenção nos diálogos, para fazer palavras cruzadas, redigir as matérias e criar a manchete de suas matérias.

LEIAM – Override 2: Super Mech League | Mechas, Monstros e o Ultraman

Não é nada muito difícil, tampouco punitivo, e é possível pular os puzzles, sem punições ao jogador (o jogo não possui conqistas), o máximo que vai ser deduzido do jogador é um score.

Gráficos e sons, na média

Valerie Porter

Graficamente o jogo não é necessariamente um primor, não é feio. Ele é só meio termo. É difícil explicar, não chama a atenção, mas não é ruim. E a trilha sonora do jogo não é muito memorável.

A dublagem por outro lado, apesar da pouca quantidade de personagens, os papéis foram bem representados. A protagonista por exemplo, foi dublada pela Melissa Hutchinson, que posteriormente deu voz a Clementine na série da Telltale de The Walking Dead.

Uma distração rápida, talvez numa promo

Valerie Porter

Valerie Porter and the Scarlet Scandal agrada, apesar de não ser chamativo. Dá pra ser terminado em umas duas, três horas e fazer você fritar um pouco o cérebro.

Só não recomendo jogar o jogo em tela cheia, pois o jogo foi projetado pra 4:3 e fica centralizado em tela cheia. Tinha potencial para dar início a uma série, mas não ficou só nesse.

O jogo está disponível para PC, através do Steam.

O post Valerie Porter and the Scarlet Scandal | Retro Análise do Sancini #1 apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/05/14/valerie-porter-and-the-scarlet-scandal-retro-analise/feed/ 1