Arquivos point-and-click - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/point-and-click/ Um pouco de tudo na medida certa Sun, 06 Oct 2024 23:20:11 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos point-and-click - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/point-and-click/ 32 32 The House of Da Vinci 3 | Homem burro vs Quebra-cabeças https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/06/the-house-of-da-vinci-3-homem-burro-vs-quebra-cabecas/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/06/the-house-of-da-vinci-3-homem-burro-vs-quebra-cabecas/#comments Sun, 06 Oct 2024 23:20:11 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17552 Boy, as coisas não estão boas pra Ubisoft. A empresa tem enfrentado críticas pesadas a Assassin’s Creed Shadows, e detalhes vazados sugerem que o protagonista teria sido alterado por conta da tensão racial nos EUA em 2020… Sim, aparentemente temos Yasuke no jogo não porque seria uma boa ideia ter um personagem elusivo do período […]

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Boy, as coisas não estão boas pra Ubisoft. A empresa tem enfrentado críticas pesadas a Assassin’s Creed Shadows, e detalhes vazados sugerem que o protagonista teria sido alterado por conta da tensão racial nos EUA em 2020… Sim, aparentemente temos Yasuke no jogo não porque seria uma boa ideia ter um personagem elusivo do período dos estados em guerra no Japão, mas a… Enfim, vocês sabem. Mas como se a papagaiada de Assassin’s Creed Shadows e o fiasco nas vendas de Star Wars: Outlaws, que aparentemente vendeu um milhão de cópias não tivesse sido suficiente, temos um fiasco novo (mas não necessariamente novo) na conta da Ubisoft.

Lembra do fiasco que foi Skull & Bones? O primeiro AAAA da indústria dos games? Jogo que ficou no purgatório por 10 anos e foi celebrado por ninguém, sendo considerado mais um Ubislop, sendo inferior a Assassin’s Creed: Black Flag? Pois é, relatos sugerem que Skull & Bones teria custado 850 MILHÕES de dólares. Com fiasco atrás de fiasco, controvérsias e executivos se recusando a assumir a culpa, a Ubisoft pode estar a beira da falência e é especulado que a Tencent e a família Guillemot estão negociando a venda da Ubisoft para a gigante chinesa. E o ano da Ubisoft tinha começado relativamente bem com o Prince of Persia: The Lost Crown…

Eu curto adventures point’n click. Especialmente quando focam em puzzles, talvez pela minha predileção por jogos de objetos ocultos. Esse tipo de jogo me faz parecer mais inteligente do que eu realmente sou. Uma outra coisa que sou “fã”, é começar séries de jogos por qualquer outro título que seja o primeiro. É uma coisa que faço desde que me entendo por gente… Não, sério, parando pra pensar, toda minha vida se resume a começar franquias por jogos que não seja o primeiro.

Obviamente, é claro que cai nas minhas mãos, um jogo que cumpre esses dois requisitos. A série The House of Da Vinci é criação do estúdio eslovaco Blue Brain Games, que obteve financiamento para o jogo original num kickstarter e foi lançado em 2017 para Android e iOS, contando com versões adicionais para PC e consoles posteriormente, com as versões de Playstation e Xbox sendo as mais recentes. Como todo jogo relativamente bem sucedido, continuações foram feitas, com The House of Da Vinci 2 saindo em 2019 e The House of Da Vinci 3 saindo originalmente em 2022. E dois anos após o lançamento original, The House of Da Vinci 3 chega ao Playstation e ao Xbox. Confira nossa análise.

O fim da jornada de Giacomo

The House of Da Vinci 3 começa no momento em que o segundo jogo termina, com o protagonista Giacomo, pupilo e amigo de Leonardo da Vinci sofrendo um ataque de misteriosos bandidos. Após esse ataque, ele deve desvendar uma conspiração que ameaça o tempo.

A história de House of Da Vinci 3 não é necessariamente o ponto forte, já que ao contrário de point’n clicks como Deponia, ou mesmo os adventures de objetos ocultos, onde o foco é a história, House of Da Vinci (a série) foca no aspecto de Escape Rooms, Salas de Fuga, onde o jogador deve resolver quebra-cabeças para ir ao próximo ponto da história. E a série The House of Da Vinci usualmente é comparada com a série The Room, mas tem sua diferença, no caso a belíssima ambientação do período da Renascença.

Use seus neurônios

Apesar dos gráficos tridimensionais, The House of Da Vinci 3 não tem navegação livre em 3D, com ela sendo em trilhos, você navegando por partes com auxílio do ponteiro e dando zoom em partes do mundo que é possível interagir. Se você se sente burro, o jogo possui um sistema de dicas, e a Blue Brain também disponibilizou um detonado completo no Youtube deles. E o jogo está localizado em português, ajudando bastante as pessoas que não querem aprender um idioma novo.

Para esse terceiro jogo, a Blue Brain deixou o progresso do jogo mais fluído, tornando a jogatina linear e intuitiva. O inventário do jogo é limitado e assim que você utiliza um item no lugar pretendido, ele desaparece, e assim que você termina de fazer tudo numa área, não é possível retornar, incentivando o jogador a seguir em frente. Aliás, uma vantagem por exemplo em relação ao original de celulares, é obviamente o tamanho de tela, com o jogador podendo enxergar mais e melhor.

Os quebra-cabeças são o ponto alto do jogo, com tipos diferentes de puzzles, e muitas vezes puzzles interligados com a exploração. Como por exemplo, você precisa de uma alavanca pra resolver um quebra-cabeça, pra isso, vai em outra área, pegue o item. Se por um lado, soa como fetch quest, por outro, é esperado do gênero.

Conclusão:

Com gráficos decentes, uma trilha sonora adequada e uma jogabilidade fluída, The House of Da Vinci 3 é um excelente título para fãs de adventures e Escape Rooms, provando que a Blue Brain Games mantém o retrospecto positivo da série, e colocando expectativas para o porte em VR do primeiro House of Da Vinci, e para o próximo título da produtora, The House of Tesla.

Nota Final: 8,5/10

The House of Da Vinci 3 está disponível para Android, iOS, PC, Nintendo Switch, Playsation 4, Playstation 5, Xbox One e Xbox Series X|S e essa análise foi feita com uma cópia de PS4 fornecida pela Blue Brain Games.

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Sanitarium | Para que o louco não se enfureça, não pode contrariá-lo, tem que imitá-lo https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/07/30/sanitarium-para-que-o-louco-nao-se-enfureca-nao-pode-contraria-lo-tem-que-imita-lo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/07/30/sanitarium-para-que-o-louco-nao-se-enfureca-nao-pode-contraria-lo-tem-que-imita-lo/#respond Tue, 30 Jul 2024 13:18:44 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17203 Olha eu aqui outra vez, e com mais um jogo de adventure e point-and-click, e sim, só pra variar, trata-se de mais um jogo cujo a demo eu joguei lá no final dos anos 90. Eu tive acesso ao jogo também naquelas versões “RIP” com músicas e animações cortadas, e num CD que meu primo […]

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Olha eu aqui outra vez, e com mais um jogo de adventure e point-and-click, e sim, só pra variar, trata-se de mais um jogo cujo a demo eu joguei lá no final dos anos 90. Eu tive acesso ao jogo também naquelas versões “RIP” com músicas e animações cortadas, e num CD que meu primo havia comprado.

Nunca avancei no jogo, mas, após muita insistência do Diogo, eu finalmente decidi pegar esse jogo para jogar até o fim.

Confiram logo abaixo como foi a minha experiência:

Sanitarium
Fonte: segmento da live do canal Arcade Noé

Roteiro que nem o Programa H com Luciano Huck

Loucura, loucura, loucura…

Não que seja algo ruim. A história é apresentada em doses homeopáticas, seja em pequenos flashbacks e pequenos diálogos, ou através de alegorias, desorientação, visões surreais, simbolismo e metáforas.

LEIAM – Elden Ring: Shadow of the Erdtree | A expansão… do número de vezes que morri

É fácil fazer paralelos com filmes como Shutter Island e 12 Monkeys, que trazem o tema de delírio e loucura. O Diogo também citou Jacob’s Ladder, mas ainda não assisti. Outros momentos de Sanitarium me lembraram a forma de contar a trama semelhante ao jogo To The Moon.

Abaixo, adicionei spoilers. Caso não deseje estragar sua experiência, sugiro abraçar e aceitar todos os absurdos que são apresentados durante a história.

Efeitos sonoros, música e vozes da minha cabeça

Sanitarium
Fonte: segmento da live do canal Arcade Noé

O jogo inicia com um alarme disparado e sons de gritos e desespero. Confesso que, de imediato, já tive um desconforto bem grande que me fez procurar o botão do alarme o mais rápido possível. Os efeitos são bons e a dublagem é aceitável, apesar de achar que, em alguns momentos, faltava interpretação do protagonista.

LEIAM – Phantasmagoria 2 | Eu sou louco? Eu sou louco? Eu não to louco!

As músicas encaixam muito bem também. No geral, ou são trilhas ambientais bem perturbadoras ou músicas instrumentais minimalistas e melancólicas. Destaque para o tema Sarah.

O único ponto que me incomodou na parte de áudio eram os níveis de som quando se entrava em um puzzle ou quando se mudava de um ambiente para outro no jogo. Sempre havia uma variação que me incomodava.

Gráficos, vídeos e alucinações visuais

Sanitarium
Fonte: segmento da live do canal Arcade Noé

Na minha opinião, os gráficos de Sanitarium envelheceram relativamente bem. Os cenários e personagens são em 3D pré-renderizados. Na resolução do jogo (640×480), funciona muito bem. Aumentando a escala, acaba estourando um pouco, mas nada que incomode.

Os vídeos CGI também são agradáveis. Considerando outros vídeos 3D de jogos contemporâneos ao Sanitarium, este sobreviveu bem. Possivelmente por evitar mostrar rostos.

Minha única dificuldade foi enxergar alguns itens, dada a baixa densidade de pixels.

Jogabilidade, movimentação e espasmos involuntários

Fonte: segmento da live do canal Arcade Noé

Sanitarium é um adventure/point-and-click com interações com botão esquerdo do mouse e movimentação com botão direito. É simples e funcional. Não possui diversos verbos como jogos da LucasArts. Não possui combinação de itens no inventário. Não adiciona complexidade desnecessária.

Minhas únicas reclamações são com a velocidade de movimento do personagem e certa dificuldade para encontrar os spots clicáveis no cenário de Sanitarium. Às vezes, demandava muito tempo ir e vir pelo mapa; em outras, é necessário caçar qual pedra de um amontoado no chão é possível clicar ou em qual pedaço do mapa é possível andar.

Reprodução – Internet

Teorias e spoilers

Segue análise escrita por Mewd no fórum AdventureGamers

Resumo do Enredo:

Este é um resumo montado das cenas de flashback do ‘mundo real’ que são exibidas em momentos chave.

Max é um pesquisador médico perfeitamente comum que foi levado à carreira médica pela culpa de sua irmã Sarah ter morrido de uma doença desconhecida. Na busca para evitar tragédias semelhantes, Max se empenha em encontrar uma cura para o DNAV, uma doença misteriosa que afeta apenas recém-nascidos. Sua pesquisa o leva, junto com sua esposa, para a região dos Astecas na América Central; onde Max está convencido de que encontrará uma cura baseada no fato de que uma tribo de antigos aldeões astecas sobreviveu a uma praga sem o uso de tratamento médico. Max fica frustrado, pois, apesar de passar muito tempo investigando, não encontra nenhuma evidência de uma cura. Ele ouve dizer que seu antigo colega, Dr. Morgan, está trabalhando arduamente na Mercy Corporations para inventar a droga Hope, que promete curar o DNAV que está dizimando os recém-nascidos. Max, vendo seu trabalho atual como um fracasso, decide que talvez deva voltar para casa e ajudar seu antigo colega, que está próximo de uma cura real, em vez de buscar uma cura sozinho de maneira arrogante.

Max retorna para casa e começa a trabalhar com Morgan; infelizmente, muitos dos sujeitos de teste tratados com a droga Hope morrem. A pesquisa continua, e Max passa muito tempo longe de casa, tentando descobrir o que está errado. Sua esposa, infeliz por estar sozinha enquanto Max está consumido pelo trabalho, frequentemente lembra-lhe de sua insatisfação. No entanto, Max está determinado a encontrar uma cura.

Em algum momento, Max está rodando simulações em seu computador para a droga Hope e a vê falhar diante de seus olhos mais uma vez. Então, ele tem uma inspiração e, ao notar uma pequena foto de sua viagem de pesquisa na selva asteca, tem uma revelação e percebe que a resposta para curar o DNAV estava diante dele o tempo todo, aparentemente na foto.

LEIAM – Creepy Tale: Some Other Place | Análise

Ele rapidamente realiza uma simulação e fica eufórico ao ver que funciona. Ele então direciona todos os recursos da empresa para pesquisar essa cura, mas Morgan corta seu financiamento. Em uma reunião, Morgan explica que Max estava se distraindo demais com uma promessa vaga de cura, quando deveriam se concentrar na droga Hope para aperfeiçoá-la. Max fica enfurecido, acusando Morgan de estar buscando apenas lucros e prestígio em vez de curar a doença. Max ameaça deixar a empresa, mas Morgan lembra a ele que sua irmã Sarah não morreu de DNAV e que ele estava levando isso muito para o lado pessoal. Morgan cede e tenta conceder a Max algum financiamento para sua pesquisa, e a reunião termina de forma tensa.

Morgan corta os cabos de freio do carro de Max, na tentativa de impedi-lo de roubar a riqueza e o prestígio que ele obteria com sua cura. Morgan possivelmente faz isso não só por essa razão, mas também para usar a droga Hope como meio de mostrar a seu pai cruel e depreciativo que ele não é um fracasso.

Max dirige para casa, conversando com sua esposa ao celular enquanto desce uma estrada de montanha molhada pela chuva, e não consegue reduzir a velocidade. Seu carro sai da estrada e Max quase morre no acidente.

O que exatamente acontece em seguida é debatível. Max fica preso dentro do Sanatório.

Reprodução – Internet

Teoria do Enredo 1: Não Há Sanatório

“Esta teoria propõe que o jogo inteiro jogável é uma ilusão completa. Apesar dos capítulos no Asilo, isso também faz parte da alucinação causada pelo trauma craniano de Max. Isso é evidenciado durante “O Desafio” quando Max diz: “Eu vejo a conexão agora! Nada disso é real!”

Isso explicaria várias coisas, principalmente por que Morgan de repente é um psiquiatra em um asilo em vez de um médico e como Max acabou em um hospital em vez de ainda estar no asilo. Simplificando, nada disso realmente aconteceu.

A única coisa que realmente impede essa teoria é a virada horrivelmente gráfica que Morgan dá durante a parte “O Laboratório” do jogo. Ele é visto como um monstro desumano que está massacrando pessoas para conquistar a insanidade. Ele está usando crianças clonadas com aparência perturbadora para estudar e colher a “carne insana”.

Isso é espelhado no capítulo de Grimwall, onde Gromna comete atrocidades semelhantes. É possível que tudo isso represente o desdém de Max por Morgan por não ajudá-lo com sua cura, ou pode ter sido apenas a maneira do designer do jogo de construir um impulso contra Morgan como antagonista. De qualquer forma, parece uma tangente solta. Se você terminar o jogo assumindo que havia mais nos planos de Morgan do que simplesmente encher os bolsos, provavelmente sairá do jogo com a sensação de que ele não terminou corretamente.

Outra coisa a considerar são os avisos ominosos que Max recebe sobre estar preso neste lugar. Talvez isso seja orientação divina; é difícil dizer. No clímax, onde Morgan injeta o IV de Max com o misterioso líquido verde, vemos repetidamente uma representação “viral” de Morgan que está tentando mantê-lo restrito em sua própria mente, mas a droga real ainda não entrou em seu corpo. Todas essas coisas combinadas lançam algumas dúvidas sobre essa teoria, embora tudo possa ser atribuído a alucinação e exagero mental. A especulação nos leva à segunda teoria do enredo.”

Reprodução – Internet

Teoria do Enredo 2: Droga da Insanidade

“Esta é uma teoria alterada que é muito menos coerente; mas foi a impressão que tive na primeira vez que joguei. O nível “O Laboratório” desempenha um papel muito maior aqui; em que os estudos de Morgan sobre caçar e capturar a insanidade são factuais. Se o asilo é real ou não é discutível, mas o principal aqui é que Max foi injetado com um estranho líquido verde que parece ter sido colhido dos bebês de tubo de ensaio. Minha sugestão é que este seja um ‘Soro da Insanidade,’ com o qual se pode infectar um indivíduo perfeitamente normal e torná-lo insano.

Durante o clímax, Morgan injeta o IV de Max com essa substância. Pode muito bem ser veneno; considerando que mata você se chegar ao seu braço, mas parece notavelmente semelhante à injeção que você recebeu antes de se transformar em Grimwall.

Se o Asilo fosse real, então Morgan poderia idealmente tê-lo injetado com o soro e colocado no hospício para impedi-lo de espalhar informações sobre sua cura. É improvável que Morgan tenha conseguido se tornar o médico-chefe de um asilo apenas para fazer isso, no entanto. A menos, é claro, que a Mercy Corporations tenha seu próprio asilo; mas isso seria apenas se aprofundar em desculpas sem fundamento. Essa teoria é possível, mas parece terrivelmente improvável.”

Sanitarium
Reprodução – Internet

Considerações finais

Por algum motivo que não sei explicar, eu nunca persisti em jogar Sanitarium além daquela área inicial quando era criança/adolescente. Foi a melhor decisão que eu tomei.

Por quê? O jogo é ruim? Não! muito pelo contrario!

Só que para poder absorver as diferentes camadas e nuances de Sanitarium, se faz necessário um pouco de vivencia e entendimento da vida. Algo que, quando adolescente, tenho certeza que não conseguiria aproveitar e simplesmente achar que se trata de um jogo “pirado”.

Por exemplo, na vida adulta, as vezes nos dedicamos em demasia pelo trabalho e isso pode afetar a vida amorosa com o(a) companheiro(a). Ou uma internação por alguma infecção que te faz ter febre e delírios, e lidar com efeitos colaterais de analgésicos bem potentes.

Na minha opinião, Sanitarium  é um bom jogo e com uma história bem diferente. Já joguei outros adventures e no geral eles tem uma temática bem leve e bem humorada. Um que tentou ser mais na pegada adulto e terror foi Phantasmagoria, mas o resultado final foi uma entrega galhofa e que não causa inquietude e desconforto como Sanitarium.

O jogo tem pequenos defeitos, como as já citadas dificuldades para saber as áreas que são clicáveis e que tem movimentação permitida. Merecia um carinho da DotEmu para rodar o jogo em resoluções maiores, com scaling filters e algumas qualidades de vida.

Recomendado! Vá verificar nas promoções das suas plataformas de serviços de distribuição de jogo digitais favoritas(que não me pagam nada)

Você pode acompanhar a jogatina inteira na playlist Sanitarium do canal Arcade Noé.

Nota: JOGUEM!

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Leisure suit Larry – Wet Dreams don’t Dry | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/02/24/leisure-suit-larry-wet-dreams-dont-dry-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/02/24/leisure-suit-larry-wet-dreams-dont-dry-analise/#comments Sat, 24 Feb 2024 22:06:27 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=15987 Imagino que quem tenha se deparado com a notícia do lançamento deste jogo 5 anos atrás deve ter tido uma reação do tipo: “Larry? Larry Laffer? Em pleno 2020? Sei não hein… Acho que isso não vai dar certo.”. De qualquer forma, no fim das contas eu comprei o jogo e lá fui jogar em […]

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Imagino que quem tenha se deparado com a notícia do lançamento deste jogo 5 anos atrás deve ter tido uma reação do tipo: “Larry? Larry Laffer? Em pleno 2020? Sei não hein… Acho que isso não vai dar certo.”. De qualquer forma, no fim das contas eu comprei o jogo e lá fui jogar em meu Playstation 4.

Depois finalmente terminar o jogo, eu decidi vir até aqui e contar a todos vocês como foi a minha experiência com o Leisure suit Larry – Wet Dreams don’t Dry.

Uma pequena aula de história

Larry Laffer é o protagonista da serie “Leisure Suit Larry” criada por Al Lowe tendo sua estreia em 1987. Os games tem os adultos como público alvo pra se ter uma ideia o game que deu inspiração ao criador foi nada mais nada menos que softporn, dai surgiu o nosso personagem cafajeste que tem como o único objetivo ficar com garotas mas acaba sempre se metendo em confusão em histórias repletas de piadas machistas.

LEIAM – Leisure Suit Larry: Wet Dreams Dry Twice | A saga molhada continua 

Como criar um enredo com um personagem dos anos 90 tão “problemático” nos tempos modernos? A Crazy Bunch conseguiu e eu vou te contar logo a seguir com as minhas impressões do jogo.

Leisure suit Larry - Wet Dreams don't Dry
Reprodução: Internet

E o enredo do game?

Nosso protagonista Larry acorda de forma misteriosamente no futuro (o nosso presente), mas não demora muito para dar de cara  o bar do seu amigo de longa data, Lefty. Em sua busca para entender o que aconteceu, ele busca informações com seu amigo que lhe conta que Larry ficou desaparecido por cerca de 30 anos, e o atualiza sobre os eventos importantes que ocorreram durante sua ausência no mundo.

Sem perder tempo, nosso galanteador avista uma jovem no bar e tenta se aproximar dela, o que nos leva a encontrar um celular durante o desenrolar da historia. E isso nos leva a sede de uma grande empresa de eletrônicos onde conhecemos a proprietária da empresa, Faith. Personagem essa na qual ele se apaixona a primeira vista, e ela  propõem só sairá com Larry assim que ele alcançar 90 pontos no aplicativo de encontros “Timber”. E este será o objetivo principal do jogo em Leisure suit Larry – Wet Dreams don’t Dry.

Por incrível que pareça a história se desenrola bem, no jogo, Larry, por mais que seja um cafajeste é um personagem um tanto ingênuo. Friso aqui que me diverti com os diálogos dele com a IA de seu celular, pois ela lembra muito um tiozão de WhatsApp.

O jogo também faz piadas com alguns estereótipos, como um bar vegano, um personagem homossexual que é um fortão de academia e outros personagens nerds bem pastelões. O que me chamou a atenção foi a maneira como Larry lida com esses estereótipos durante o jogo, pois apesar de brincar com isso,  ele conta passa uma mensagem de respeito ao personagem.

Leisure suit Larry - Wet Dreams don't Dry
Créditos: CrazyBunch – Assemble Entertainment

Sobre o visual e jogabilidade

Leisure suit Larry – Wet Dreams don’t Dry é um point and click  e tem todos os cenários desenhados a mão com centenas de referências a pênis e vaginas, com alguns detalhes que chegam a ser exagerado.

Durante a minha jogatina no PS4 eu não percebi problemas nos diálogos do jogo, exceto alguns que no loading do cenário da academia por duas vezes. Incluo esse comentário por quê seu sucessor, Wet Dreams don’t Dry Twice, também tem esse problema para carregar os cenários.

LEIAM – Jujutsu Kaisen Cursed Clash | Uma abordagem distinta dos Arena Fighters de Anime

Como estamos falando de um game point and click, eu não poderia deixar de falar dos puzzles que são bem sem sentido. O jogo aposta nos puzzles malucos para dar um tom de humor e que no geral funciona, mas tem um ou outro que acaba ficando extremamente confuso e sendo bem difícil de resolver.

Leisure suit Larry - Wet Dreams don't Dry
Créditos: CrazyBunch – Assemble Entertainment

Conclusão: 

Leisure suit Larry – Wet Dreams don’t Dry é um game que não apresenta nada novo ou revolucionário, porém, para quem conhece ao menos um pouco da saga de Larry, sabe que não foi uma tarefa fácil trazer este personagem para os tempos modernos.

Por sorte a Crazy Bunch conseguiu tal feito e sem apelar ou destruir a essência do personagem e ainda conseguiu passar uma mensagem positiva, mesmo que sútil durante a resolução das quests do game. O jogo aposta em um humor que não costumamos ver nos jogos modernos, principalmente para adultos.

Pode ser um humor que não agrade a todos, mas certamente pode despertar o desejo de nos trazer jogos bem humorados.

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Phantasmagoria 2 | Eu sou louco? Eu sou louco? Eu não to louco! https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/01/02/phantasmagoria-2-eu-sou-louco-eu-sou-louco-eu-nao-to-louco/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/01/02/phantasmagoria-2-eu-sou-louco-eu-sou-louco-eu-nao-to-louco/#comments Mon, 02 Jan 2023 06:14:47 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12937 Como iniciar esse review após terminar um jogo? A única forma que eu consigo é com um longo, profundo e audível suspiro. Quando criança, lá pelos meus 7-10 anos, os jogos para computadores eram bem caros, tal como os de videogame. A forma mais comum que tínhamos de nos divertir era com jogos demo que […]

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Como iniciar esse review após terminar um jogo? A única forma que eu consigo é com um longo, profundo e audível suspiro.

Quando criança, lá pelos meus 7-10 anos, os jogos para computadores eram bem caros, tal como os de videogame. A forma mais comum que tínhamos de nos divertir era com jogos demo que vinham em revistas. Lembro de ler a análise do Phantasmagoria 2 nessa época na CD-ROM Today e ele me a chamou atenção.

Ao longo dos anos fui desenvolvendo interesse por point-and-click como: Torin’s Passage; Leisure Suit Larry; Monkey Island; Full Throttle. Depois migrei para os jogos de escape em Flash e mais recentemente para jogos de aventura como Journey of the Roach, Machinarium e Deponia.

Enfim, fui verificar a versão da GOG. A versão roda em cima do DOSBox e acompanha um manual. Rodei alguns segundos de jogo mas senti dificuldade em alternar as telas com Alt+Tab e como pretendia realizar streaming da jogatina, fui atrás de uma alternativa.

O jogo roda super bem dentro do ScummVM. Plataforma que recomendo imensamente para qualquer amante (ou não) de point-and-clicks. É possível ainda aplicar alguns filtros de scaling para melhorar os gráficos.

Roteiro de cinema trash, atuação idem

Phantasmagoria 2
Reprodução: Internet

Você inicia o jogo apenas com um vídeo sendo tratado em um hospital/ sanatório e em seguida a mensagem de “um ano depois”. No trabalho, é possível conversar com alguns colegas e ler alguns e-mails, isso te dá um pano de fundo para as relações e passado do protagonista. Um outro momento que aprofunda a história são as consultas com a psiquiatra, lá dá pra entender ainda mais tudo o que se passou e se passa com o personagem principal – Achei muito interessante essa abordagem para ir descobrindo a história.

Porém, o roteiro segue a receita trash dos anos 80: cenas de sexo que não acrescentam a trama e o gore. O horror ficou bem escondido em algum lugar, mas dá pra ir levando… até o capitulo final. No capitulo final tentam explicar os acontecimentos de uma forma que, ao meu ver, parece ter sido a saída mais fácil.

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A interpretação dos atores não é das mais convincentes e alguns efeitos práticos são bem falsos como algumas cenas com sangue e o vilão no final. Não que o contrario fosse mudar a experiência no jogo.

Vale lembrar que a nudez e violência presentes eram comuns em filmes, porém não me recordo de ver esse nível em jogos da época. Carmageddon e Postal só iriam ser lançados em 1997.

Ressalto ainda que a trama do jogo trata de temas não comuns de serem tratados como homossexualidade, bissexualidade, praticas sexuais não convencionais, relacionamento aberto e abuso infantil.

Áudio excelente, mas com ressalvas

Phantasmagoria 2
Reprodução: Internet

A dicção é muito boa e sem sotaques fortes, facilitando para entender as falas. A qualidade também é excelente, em contrapartida com áudios de locução da mesma época que tinham muita compressão (por exemplo Half-Life).

Música também chama atenção, por sinal bastante. Na minha gameplay eu desabilitei pois achei a trilha com piano que toca no apartamento um pouco estridente e também para facilitar ouvir os diálogos. Porém tirei a tarde antes de acabar o jogo para ouvir a trilha e adorei, é um instrumental muito gostoso e recheado de dissonância para te dar aquele ar de desconforto e agonia.

Minha única critica é que é possível ouvir o que produtores chamam de “areia”. Inclusive na trilha presente no YouTube isso também existe, não sendo um problema único da minha emulação.

Gráficos aceitáveis, mas preguiçosos

Reprodução: Internet

O jogo é todo filmado e ponto. Na época, a compressão de filmes não era tão boa quanto hoje e as resoluções eram outras. Levando isso em consideração, dá pra tolerar o framerate sem problemas. As scanlines presentes também são contornáveis com os filtros de scaling, pena que eu só descobri no finalzinho da gameplay.

No capitulo final existem muitas cenas que foram criadas com computação gráfica. Elas obviamente envelheceram mal, mas impressionam quando se considera a época em que foram criadas. Basta comparar com os cinematics de Diablo 1 e Warcraft II que são contemporâneos.

Uma coisa que me incomodou bastante foi os personagens usarem a mesma roupa (isso quando estavam de roupa). Visto que cada Dia/Capitulo é um CD diferente, seria possível fazer o personagem ter uma vestimenta para cada dia, porém decidiram reaproveitar as cenas.

Jogabilidade nada agradável

Reprodução: Internet

A jogabilidade de um point-and-click tem que ser essa mesma: apontar e clicar. Todavia, em Phantasmagoria 2 as vezes eu clicava e nada acontecia (ou demorava a acontecer), e eu clicava novamente pulando o vídeo que estava sendo carregado.

O uso de itens é bem simples, eles ficam mais claros quando são “usáveis”. Apesar disso, em dois momentos do jogo é necessário combinar itens e a forma de fazer isso não é nada convencional, levando a frustração.

Um ponto que poderia ser facilmente incluído na época é o de legendas. Tanto por questões de acessibilidade quando para facilitar a vida de quem não é fluente no idioma.

Por fim, minha maior critica é que não existe jogabilidade. É um filme interativo e a tarefa do jogador é acionar o maior número de vídeos possível para interpretar a historia. Tem “gatilhos” para ativar algumas cenas que não fazem sentido algum e simplesmente travam o avanço do jogo. Exemplo: olhar no espelho em casa para aí então poder ir em algum destino. Os únicos desafios estão em adivinhar as senhas de acesso aos computadores e o puzzle final.

Considerações finais

Reprodução: Internet

Tenho que ser sincero comigo mesmo: Eu esperava um point-and-click e caí em um filme interativo. Ano passado tive minha dose de filmes interativos com As Dusk FallsA Way Out. Definitivamente não é um gênero pra mim, mas devo reconhecer que Phantasmagoria 2 é uma produção ambiciosa pra época.

Teve um projeto no Kickstarter para remasterização dos vídeos em VHS e existe sempre a possibilidade dos desenvolvedores de  ScummVM melhorarem o jogo, no entanto parece não haver certo interesse nessa área e é aquela coisa: não dá pra polir o que já não é necessariamente bom.

Não vou falar o que você deve ou não jogar. Phantasmagoria 2 é uma experiência diferente e tem seu peso histórico. O jogo desenrolou bastante desde a primeira consulta na psiquiatra até o início do quinto capitulo, já o início é bem monótono e o fim é maçante.

Quem sabe já até é um clássico cult, só que com ênfase no cu.


Abaixo vocês podem conferir a jogatina completa que realizamos em live: 

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Quest for Infamy | A Jornada de um anti-herói https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/03/16/quest-for-infamy-a-jornada-de-um-anti-heroi/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/03/16/quest-for-infamy-a-jornada-de-um-anti-heroi/#respond Wed, 16 Mar 2022 23:21:28 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10367 Eu não acho que os point’n clicks estejam morrendo. Honestamente. Falo isso porque recentemente, um vídeo do canal Triple Jump sobre gêneros que estão morrendo ou faleceram, mencionou point’n clicks. E eu discordo. Talvez eles não estejam mais no mainstream, mas francamente, com a insistência da indústria em jogos que sejam corredores de 60 horas […]

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Eu não acho que os point’n clicks estejam morrendo. Honestamente. Falo isso porque recentemente, um vídeo do canal Triple Jump sobre gêneros que estão morrendo ou faleceram, mencionou point’n clicks. E eu discordo.

Talvez eles não estejam mais no mainstream, mas francamente, com a insistência da indústria em jogos que sejam corredores de 60 horas que seguram na sua mão e a cada cinco minutos te aponta na direção do objetivo, é difícil pra um gênero que faça o jogador PENSAR, chamar a atenção.

Mas ainda que as empresas grandes ignorem os adventures, ainda existem as empresas médias e pequenas que apostam no nicho, como a Daedalic, que possui um bom portfólio do gênero (como a série Deponia, que discutimos no passado aqui no site), e produtores menores que contribuem para que o gênero permaneça vivo, no ano passado tivemos Encodya por exemplo, além de diversos portes de jogos de PC para consoles. E sim, evito falar muito sobre os jogos da Telltale porque honestamente, eles deixaram de ser adventures para serem basicamente filmes interativos, e por mais que eu goste de Tales from Borderlands e Back to the Future, fica difícil colocá-los no mesmo balaio que os antigos Sam & Max ou Quest for Glory.

LEIAM – Chuck Rock II: Son of Chuck | Review

Por quê menciono Quest for Glory, a fantástica série da Sierra, você pergunta? Bem, o jogo da análise de hoje, Quest for Infamy, começou sua jornada sendo um fangame inspirado por Quest for Glory, só que ao invés de você controlar um herói, você seria o cara mal.

Só que Steven Alexander e Shawn Mills, perceberam que se você fosse um cara malvado que simplesmente chegasse nos vilarejos matando todo mundo, não teria necessariamente uma história pra contar. Então ao invés de fazer Roehn, o protagonista, ser um vilão, o transformaram num anti-herói, um cara que as vezes tá no lado errado da lei, geralmente pensa mais em si mesmo, mas que no fundo não é necessariamente um mal sujeito. Tipo o Han Solo.

Após recrutarem uma equipe, intitulada Infamous Quests, em 2012, um Kickstarter foi lançado com sucesso, para em 2014, o jogo sair no Steam. Oito anos depois, o jogo chega aos consoles.

Será que ele vale o seu tempo?

Quest for Infamy
Reprodução/ Ratalaika -Infamous Quests

Cultistas, delegados corruptos e um artefato amaldiçoado

Você está no papel de Roehm, um bon vivant que acaba “preso” no vale de Krasna quando uma aventura romântica dá MUITO errado. Lá, numa cidadezinha, ele tem que encontrar um meio de sobreviver e acaba se envolvendo em muitas tretas ao longo do caminho, incluindo um Culto, um delegado babaca pra caramba e um artefato chamado Olho de Jaagar.

No fim das contas, mesmo não sendo a pessoa moralmente correta para a missão, acaba sendo ele quem salva o dia, a sua própria maneira… Com direito a muitas piadas. Em termos de narrativa, Quest for Infamy é misto, já que em um lado, temos boas sacadas, mas ao mesmo tempo, algumas piadas geram zero resposta de mim.

Quest for Infamy
Reprodução/ Ratalaika -Infamous Quests

Um jogo de escopo enorme

Quest for Infamy traz influências enormes de Quest for Glory, o que não é incomum, já que a série da Sierra foi a principal fonte de inspiração, e não somente isso, mas junto com o remake (gratuito) de Quest for Glory 2: Trial by Fire (que você pode baixar aqui) e Heroine’s Quest: The Herald of Ragnarok, Quest for Infamy foi um dos poucos projetos nascidos nos fóruns da Tierra (um grupo de fãs que hoje atende pelo nome de AGD Interactive) que saiu da fase de conceito e se tornou um jogo completo.

O jogo tem toda a pegada de um point’n click, colete itens, vá de um ponto ao outro, resolva certos enigmas com soluções que só fazem sentido no mundo do jogo (arrancar os dentes de ferro de uma criatura, distrair o ferreiro com uma caneca de vidro arremessada ao longe e então usar a forja pra derreter esse ferro é um dos exemplos), e tudo que esperaríamos do gênero, mas… Quest for Infamy também é um RPG, com um twist. Após alguns dos eventos iniciais do jogo, você poderá escolher um mentor que irá definir a sua classe.

A classe que você escolhe (bandido, feiticeiro ou ladino) define o tipo de habilidades que você vai poder usar e algumas das quests que você irá realizar. E obviamente, como RPG, combates irão acontecer e eles são simples, e explicados. No menu de combate você vai poder escolher o tipo de ataque (stab, hack e slash), defender ou utilizar um item. Seus ataques tem porcentagens de acerto, e conforme você as usa, eles vão melhorando. Itens podem ser usados pra cura e magias podem ser usadas pelo feiticeiro, se você tiver os ingredientes para realizar a magia.

Apesar da aventura ser relativamente linear, o mundo de Quest for Infamy é ENORME e não é difícil ficar perdido, então não se acanhe se precisar de um detonado, esse é um daqueles jogos que você pode precisar.

Mas, apesar das múltiplas escolhas em diálogo e múltiplas classes, no fim das contas o resultado é linear e muitas das suas escolhas só alteram os diálogos, e não o resultado final da sua aventura. Mas como eu disse, as influências de Quest for Glory são latentes, e conforme se avança no jogo, percebe-se coisas aqui e ali, de determinados trechos da série.

Reprodução/ Ratalaika -Infamous Quests

O narrador é a melhor parte do jogo

Graficamente, para um point and click na pegada retrô, Quest for Infamy é tão bonito quanto poderia ser nos personagens in-game. Em combate, os sprites são mais detalhados e decentemente animados. E os cenários… Bem, os cenários do jogo são maravilhosos, muito mais bonitos do que Sumatra: The Fate of Yandi e Trails and Traces: The Tomb of Thomas Tew, outros adventures em pixel art que analisamos.

Os retratos dos personagens em diálogos são uma caixinha de sortidos, porque por um lado temos personagens retratados de maneira mais pixelada, como se saídos de um quadrinho, outros retratos ficaram mais foto-realistas, não sei dizer se ruim ou diferente, mas o contraste chega a me incomodar um pouco.

Vou ser honesto, eu não prestei tanta atenção na música. Sério. Mas por outro lado, a dublagem… Bem, varia de personagem pra personagem, mas a maioria cumpre bem seu papel, entregando as falas dependendo do tipo de personagem que é.

E o destaque da dublagem, certamente é o narrador, especialmente porque ele sempre tem um comentário quando você clica pra interagir com algo que não dá pra interagir, não daquela maneira. Como quando você tenta falar com o chão, ou toca a si mesmo (com a opção pra pegar itens, que fique claro);

Reprodução/ Ratalaika -Infamous Quests

Uma grande aventura sólida

Se você é um daqueles velhos que curtia a série Quest for Glory, então a compra de Quest for Infamy é uma boa pedida, o mesmo vale para quem curte os point’n clicks mais antigos. O humor pode não ser para todos, mas não se nega que é um jogo sólido. Só queria que fosse menos gigantesco no universo, porque é muito fácil se perder.

Quest for Infamy está disponível para PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch, Xbox One e Xbox Series X | S, além da versão original de PC. 

Créditos extras ao Hardcore Gaming 101 pelas informações sobre a produção do jogo.


Esta análise foi feita no PlayStation 4 com uma cópia digital do game gentilmente cedida pela Ratalaika Games.

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Encodya | O robô irá lhe proteger https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/12/19/encodya-o-robo-ira-lhe-proteger/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/12/19/encodya-o-robo-ira-lhe-proteger/#respond Sun, 19 Dec 2021 12:58:44 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=9090 No momento que você estiver lendo esse artigo, eu provavelmente vou ter saído de casa pela primeira vez em meses (sem contar as idas ao posto para a vacinação), já que a última vez que havia saído, foi pra visitar o zoológico (que tem o nome fresco de Bioparque). E honestamente, não tem muito a […]

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No momento que você estiver lendo esse artigo, eu provavelmente vou ter saído de casa pela primeira vez em meses (sem contar as idas ao posto para a vacinação), já que a última vez que havia saído, foi pra visitar o zoológico (que tem o nome fresco de Bioparque). E honestamente, não tem muito a ver com o fato de eu estar desempregado. Mesmo quando eu trabalhava, eu sempre fui um bicho mais caseiro. Saídas eram geralmente reservadas a coisas como a Bienal do Livro e tal.

Por quê estou escrevendo sobre isso? Sei lá. Enfim, o Chaosmonger Studio foi fundado no começo dos anos 2000 pelo italiano Nicola Piovesan, a princípio, o foco sempre foi em produções audiovisuais, com curta metragens variados.

LEIAM – The Game Awards | Refletindo sobre os anúncios

Em 2017, graças ao financiamento do Kickstarter, um curta metragem chamado “Attack of the Cyber Octopuses” foi lançado, o que levou a um outro financiamento de curta que seria lançado em 2019, chamado “Robot will Protect You”, que estrelaria Tina, uma das personagens de AotCO, só que 17 anos antes.

Desse curta, saiu mais um financiamento, dessa vez, de um jogo, a primeira vez que o Chaosmonger adentraria o mercado de jogos. E no começo de 2021, chegava aos PC’s, o adventure Encodya.

E em novembro desse ano, o jogo finalmente foi lançado para os consoles. Será que a jornada vale a pena? Ou Encodya é um point and click que merece ser esquecido por suas falhas catastróficas?

Sigam-me os bons!

Encodya
Créditos: Chaosmonger Studio

Uma jornada para salvar Neo-Berlim

Neo-Berlim, no ano de 2062. Tina, uma órfã de 9 anos de idade, vive com SAM-53, seu desajeitado robô guardião, em um abrigo improvisado no topo de um prédio de Neo-Berlim, uma megalópole sombria controlada pelas corporações.

Tina é uma criança da selva de pedra, que aprendeu a viver sozinha, arrumando coisas no lixo da cidade, e sobrevivendo disso. Seu robô está sempre junto dela, programado para protegê-la, não importando a situação.

Um dia, a garota descobre que seu pai lhe deixara uma importante missão: finalizar seu plano de salvar o mundo dos monótonos tons de cinza. Tina e SAM embarcam numa aventura cheio de criaturas robóticas bizarras, e seres humanos grotescos.

LEIAM – Game Dev Story | Seja o desenvolvedor e vicie no processo

O enredo de Encodya possui humor, mas não é aquela coisa escrachada que vimos em Leisure Suit Larry e que era 50/50, ou eu ria feito um desgraçado ou ficava com cara de nada.

Aqui é um humor mais “espertinho”, sutil e não permeia toda a jornada em si. Algumas referências durante a jornada vão fazer umas risadas altas (uma no final do jogo me fez rir alto) ocorre, mas a história mistura bem a questão do humor, com o drama da jornada de Tina para cumprir a missão que seu pai lhe deixara.

Nem todos os personagens são exatamente marcantes, já que alguns dos que você interagem, são basicamente parte do cenário. Mas, ainda assim a jornada é legal de ver, porque no fim, as pessoas que Tina interage na jornada, aparecem no final.

Encodya
Créditos: Chaosmonger Studio

É um point and click bom, maaas…

Encodya é um adventure point and click, então sabemos o que esperar… Mais ou menos. Ele possui dois personagens jogáveis, Tina e Sam. Tem momentos em que você precisará jogar usar a Tina, porque ela interage melhor socialmente com certas pessoas.

Porém, Sam também é necessário porque tem coisas que só ele pode levantar, locais que só ele alcança e robôs que só falam com ele por conta da linguagem robótica.

Enfim, as típicas presepadas do gênero estão aqui. Combinar itens de maneira absurda, conversar com as pessoas pra conseguir pistas e solucionar enigmas.

LEIAM – Lista completa das edições “JOGO + FILME” da WB Games Brasil

Isso aqui soará como reclamação particular minha, porque é, mas eu fico meio embasbacado com o quanto point’n clicks no PS4 são diferentes uns dos outros no quesito jogabilidade, ainda que no PC eles sejam mais homogêneos nesse departamento, mesmo sendo produzidos por produtoras diferentes.

Mesmo a série Deponia, no PS4, os jogos possuem controles ligeiramente diferentes. Enfim, ao menos Encodya possui um botão pra corrida, o que faz com que a navegação pelos cenários seja rápida.

O jogo é relativamente curto pra um point’n click, com duração total entre 5 e 6 horas (a campanha do Kickstarter diz 6 horas, mas meu save tem 5 horas e quebrados, isso porque eu fiquei QUINZE MINUTOS PARADO em um ponto pra um “Segredo” do jogo que me deu um troféu), mas é possível terminar em menos tempo, tem um achievement pra sub 4 horas.

No geral, Encodya é um bom point and click, mas… Ao menos na versão de Playstation 4, o jogo possui problemas de performance notáveis. Em especial em transição de cenários. Não afeta tanto a jogabilidade, mas é visível até mesmo pro jogador mais casual. A coisa é tão gritante que na cutscenes final, alguns momentos a taxa de quadros cai pra casa de 1 digito.

Créditos: Chaosmonger Studio

Belíssimos gráficos, quase como se fosse um filme jogável

Ok, o título da parte gráfica é uma piada com o fato de que o jogo foi inspirado no curta animado dos próprios produtores. Não sei exatamente o quanto de assets da animação foi reaproveitado, mas divago. O jogo possui cenários lindos, evocativos de uma versão um pouco cartunizada do estilo cyberpunk.

Ainda que a estética de mundo dominado por corporações esteja ali, é tudo menos agressivo. Dito isso, na metade final do jogo, o jogo dá um 180 no design de cenários, contendo campos e florestas verdejantes, mas não menos impressionantes.

Os modelos dos personagens possuem um estilo que me lembrou um pouco o remake de Monkey Island que saiu na década passada, com o estilo cartunizado. E como não pude jogar os remakes na época (e nem depois, mas enfim), isso aqui ficou bem legal, apesar de a princípio parecer estranho (isso é uma coisa que digo de todo point’n click que analiso aqui.)

A dublagem é um ponto bastante positivo, especialmente que Richard Epcar (Raiden em Mortal Kombat, Ansem em Kingdom Hearts) e Lizzie Freeman (Yanfei em Genshin Impact, Popoi no remake de Secret of Mana) reprisaram seus papéis como SAM e Tina… E fizeram um bom trabalho, assim como o resto do cast, que apesar de não ter nomes de quilate, desempenham seus papéis com competência.

A trilha sonora, composta por Yann Latour é um bocado atmosférica. Não no sentido de sons ambientes, longe disso, mas melodias calmas que dão por vezes o tom dramático de uma cena, ou o clima claustrofóbico de uma megalópole cyberpunk.

Não são aquelas músicas que você vai ouvir porque são músicas que te agitam, mas fora do jogo, você pode ouvi-las tranquilamente pra relaxar.

Créditos: Chaosmonger Studio

Quase recomendado

Se não fossem os problemas de performance, a recomendação de Encodya seria do tipo sem pensar duas vezes. Mas, isso deixa as coisas meio em cima do muro. É um bom point and click, mas do jeito que está no PS4, aguarde uma promoção.

Não sei se esses problemas de performance existem no PC, então não tenho autoridade pra falar. Honestamente, depois de pesquisar pra essa análise, fiquei com vontade de assistir aos dois curtas que originaram o jogo.

Enfim, Encodya está disponível para PC, Nintendo Switch, PlayStation 4 e Xbox One.


Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela Assemble Entertainment.

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Sumatra: The Fate of Yandi | Uma aventura confusa https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/07/25/sumatra-the-fate-of-yandi-uma-aventura-confusa/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/07/25/sumatra-the-fate-of-yandi-uma-aventura-confusa/#respond Sun, 25 Jul 2021 12:47:10 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7869 A maioria das pessoas está mais do que acostumada a ver os adventures point’n click como um gênero onde a comédia é maioria. Sim, há uma gama de títulos sérios, alguns mais adultos, mas convenhamos que temos aí títulos como Full Throttle, Secret of Monkey Island, Maniac Mansion, Day of the Tentacle, Sam & Max […]

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A maioria das pessoas está mais do que acostumada a ver os adventures point’n click como um gênero onde a comédia é maioria. Sim, há uma gama de títulos sérios, alguns mais adultos, mas convenhamos que temos aí títulos como Full Throttle, Secret of Monkey Island, Maniac Mansion, Day of the Tentacle, Sam & Max e por aí vamos. Mesmo mais recentemente, temos aí a série Deponia, Edna & Harvey, e jogos como Guard Duty e um dos que analisei recentemente, Trials and Traces: The Tomb of Thomas Tew, ou mesmo Tales from Borderlands (que é o melhor jogo da Telltale e o melhor Borderlands).

LEIAM – Trails and Traces: The Tomb of Thomas Tew | O Review

Por isso, quando um título um pouco mais sério sai no mercado, é uma surpresa. Mas, dado o histórico da Cloak and Dagger (que fez Football Game, um point’n click com uma pegada de terror), não esperava que Sumatra: The Fate of Yandi fosse ser um point’n click do tipo engraçado. O jogo, lançado para PC em 2019, chegando aos consoles em março de 2021.

Será que ele vale a pena o seu tempo?

Sobreviver para viver um novo dia

Yandi é um homem que trabalha numa madeireira, e em um fatídico dia, juntamente com seu amigo Ramdan, sofre um acidente devido a um deslizamento de terra e acaba indo parar numa parte funda da selva. Agora, ele precisa reencontrar Ramdan para juntos, poderem sair de lá.

Ele também precisa voltar para casa, pois está tremendamente arrependido de suas discussões com sua esposa, Adiratna. E enquanto está na selva, Yandi encontrará todo tipo de gente, descobrindo segredos e fazendo amizades, enquanto resolve quebra-cabeças desnecessariamente complicados que só fazem sentido no universo do jogo.

Eu apreciaria mais todo o trabalho de pesquisa envolvido no jogo se não fosse o fato da mudança do tom de narrativa não fosse tão brusco. A princípio parece ser um jogo que tem a narrativa focada na sobrevivência do personagem, do nada vira uma investigação e até mesmo assassinatos. Pareceu que eu estava jogando dois jogos completamente diferentes.

Mas enfim, como eu havia dito, a pesquisa feita para o jogo em si foi boa o suficiente para eu até mesmo achar que os criadores do jogo eram Indonésios em si. Não sei quanto as reproduções da parte urbana, mas alguns dos detalhes como a fauna e locações foram transpostos de maneira convincente.

Point’n click curto ao estilo clássico, mas com falhas

Sumatra: Fate of Yandi

O jogo é um point and click, o que significa que duas coisas serão óbvias: A primeira é que não existe um fator replay nativo, pela razão da solução dos enigmas do jogo será sempre a mesma, e a não ser que você tenha deixado passar dois troféus passíveis de se perder num primeiro playthrough. E eu esqueci qual seria a segunda, juro.

Enfim, uma coisa que aconteceu, é que como eu joguei o jogo do Thomas Tew e esse aqui quase em sequência, o acesso ao inventário me confundiu, porque em um jogo é com um botão, e esse aqui você acessa o inventário colocando o ponteiro na região do topo da tela, o que pode ser incômodo se você quer apenas mudar de área.

ASSISTAM – Unboxing do Controle alternativo de N64

Mas enfim, você segue pelos cenários, fazendo as coisas, resolvendo enigmas e favores. E as coisas funcionam exatamente como num point and click, clique para onde você quer mandar, pegue itens, combine-os e os use em pontos específicos para fazer o roteiro do jogo andar.

Em boa parte do jogo, tudo funciona bem (exceto o já supracitado problema com o inventário sendo ativado com o ponteiro no topo da tela), até um momento em específico no jogo que é possível do jogo simplesmente dar softlock. E não foi um caso isolado, foram várias vezes… E sempre no mesmo ponto.

Eu consegui passar por aquele ponto (de algum jeito), mas é frustrante você ter o progresso impedido por um softlock. Outro problema do jogo é o sistema de save, já que ele permite apenas cinco saves por vez.

Pode não ser um problema grande, já que Sumatra é curto e pode ser concluído em pouco mais de uma hora. Mas se você for fazendo saves conforme for progredindo, vai ter que apagar eles manualmente porque o jogo não oferece opção de salvar por cima.

Belos cenários, boas animações, porém…

Sumatra: Fate of Yandi

Boa parte do departamento sonoro de Sumatra consiste de sons ambientes. O que por um lado é feito de maneira competente, já que isso alimenta muito da tensão na selva, por outro lado, talvez uma trilha sonora fosse uma boa ideia. Deponia mesmo tem uma trilha excelente, só trazendo aqui o comparativo.

Vou novamente dizer isso, já que devo ter falado em algum outro lugar aqui no site. Mas eu não sou fã desse estilo minimalista de pixel art. Porém, as animações dos personagens em Sumatra são muitíssimo bem feitas, e mesmo os sprites não tendo rostos, a movimentação corporal passa toda a expressividade que os personagens passam.

LEIAM – RetroReview: Shinobi II – The Silent Fury (Game Gear)

Os cenários de Sumatra: Fate of Yandi são igualmente bem trabalhados. Claro, as vezes a quantidade de “Floresta” cansa um pouco, mas o jogo se passa na selva e isso era meio que esperado. Só queria que a reprodução da parte urbana da Indonésia que foi mostrada no jogo fosse um pouco mais… Acho que talvez o fato de que o que sei sobre a Indonésia veio de Satria Garuda Bima-X nublou meu julgamento. Enfim.

Talvez numa promoção

Sumatra: Fate of Yandi

Sumatra: Fate of Yandi é um point and click decente, sem sombra de duvidas. Porém, os pequenos problemas dele acabam sendo o suficiente para que eu o recomende somente numa promoção… Ou se você é fã de adventures e quiser uma platina fácil.

O jogo está disponível para PC, Playstation 4, Playstation 5, Xbox One, Xbox Series e Nintendo Switch.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela Ratalaika Games.

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Deponia | As desventuras de um anti-herói no ferro velho infinito https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/05/25/deponia-as-desventuras-de-um-anti-heroi-no-ferro-velho-infinito/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/05/25/deponia-as-desventuras-de-um-anti-heroi-no-ferro-velho-infinito/#respond Tue, 25 May 2021 15:59:59 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7378 Eu sempre quis gostar de Adventures Point and Click. Sério. Inclusive antes mesmo de eu receber pra analisar o “Dude, where is my beer?” , eu tinha adquirido alguns jogos do gênero no Steam (inclusive no momento, entre uma coisa e outra, estou jogando Post Mortem), mas eu não sou a mais brilhante das pessoas […]

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Eu sempre quis gostar de Adventures Point and Click. Sério. Inclusive antes mesmo de eu receber pra analisar o “Dude, where is my beer?” , eu tinha adquirido alguns jogos do gênero no Steam (inclusive no momento, entre uma coisa e outra, estou jogando Post Mortem), mas eu não sou a mais brilhante das pessoas e esse tipo de jogo parece exigir massa cinzenta do seu jogador.

E depois de um tempo, eu meio que parei de usar o PC como plataforma principal de jogo (com exceção de visual novels e jogos que meu notebook consegue rodar sem fazer a minha casa explodir).

LEIAM – Dude, Where is my beer? | Eu quero goróó

Bem, numa dessas muitas promoções da PSN, eu comecei a jogar a série Deponia, criada pelo pessoal do estúdio alemão Daedalus Entretainment, conhecida usualmente por seus point’n clicks, e terminei os quatro jogos da série. Falarei um pouco sobre cada um deles a seguir.

DEPONIA

Disponível para: PC/iOS/PS4/Xbox One/Switch
Versão Jogada: PlayStation 4

O primeiro Deponia nos traz Rufus, como o protagonista mais insuportável que eu já vi. Narcisista e egocêntrico, ele deseja sair do planeta lixo onde vive, Deponia, e morar na colônia/cidade flutuante que orbita o planeta, Elysium.

LEIAM – Override 2: Super Mech League | Mechas, Monstros e o Ultraman

Obviamente, ninguém leva suas tentativas de sair de Deponia a sério, porque usualmente elas não terminam muito bem, seja para Rufus… Ou todos ao seu redor, seja a sua ex-namorada Toni, ou os conhecidos em seu vilarejo.

Em uma das tentativas, ele acaba conhecendo (entenda como fazendo com que ela caia de uma nave de transporte) Goal, uma habitante de Elysium e nisso, começa a aventura de verdade.

O jogo

Honestamente, em termos de humor, Deponia acerta e erra na mesma proporção. Algumas das tiradas e sacadas do jogo são boas, e outras nem tanto. Mecanicamente falando, no PlayStation 4, ele é deveras básico, os puzzles não são tão complicados e o jogo é fácil de se terminar, e conquistar a platina.

Terminando sem pular os quebra-cabeças não lhe garante uma platina, pois existem algumas coisinhas extras a serem feitos. Ele é basicamente, o que se espera de um primeiro jogo de uma série: Não muito complicado, e experimenta bastante, tendo erros e acertos para serem definidos numa sequência.

Chaos on Deponia

Disponível para: PC/PS4/XONE/Switch
Versão jogada: PlayStation 4

No final do primeiro jogo, Goal e seu noivo Cletus estão retornando para Elysium, só que essa jornada é atrapalhada por Rufus, que em mais uma das suas tentativas de sair de Deponia (que pra chegar nessa tentativa, Rufus matou um passarinho e colocou fogo na casa de uma velha), atinge a nave deles e nisso, todos caem do céu (Incrivelmente a culpa não é do Rufus).

As circunstâncias levam a personalidade de Goal a ser dividida em três, e Rufus precisa convencer as três personalidades, que elas precisam se submeter a uma cirurgia para ser uma só. E enquanto isso, Rufus precisa ajudar a resistência de Deponia a evitar que o Organon (uma organização militar de Elysium) conclua os planos de destruir o planeta de vez.

O jogo

Chaos on Deponia é o meu favorito, sem sombra de dúvidas. Não só pela qualidade do roteiro, que melhorou absurdamente, mas também mecanicamente ele é mais agradável no PS4. Foram melhorias mínimas, mas que fizeram uma enorme diferença no fim das contas.

E o escopo e cenário do jogo foi imensamente ampliado, enquanto que basicamente o primeiro jogo se passa em Kuvaq e na Plataforma de Ascensão, aqui conhecemos mais sobre o Ferro Velho infinito que é Deponia.

Os puzzles estão melhores, e ainda será uma platina relativamente fácil. E um padrão começa a ser observado aqui: Toda vez que Rufus faz algo altruísta, ele acaba metendo os pés pelas mãos e se fode.

Goodbye, Deponia

Disponível para: PC/PS4/XONE/Switch
Plataforma jogada: PC

Por conta da política de censura da Sony, a Daedalus optou por remover Goodbye, Deponia (e Deponia: The Complete Journey) das lojas do PlayStation 4 nos EUA/Europa/Brasil, estando somente disponível na loja de Hong Kong. E como não tenho 12 dólares para um cartão da PSN de lá, tive que jogar a versão de PC, graças ao Chora_BR que me deu o jogo.

Rufus ainda vive em Deponia, o planeta Ferro Velho/Lixão e ainda quer ir para Elysium. Mas ainda assim, ele também quer deter o plano dos Organon de explodir Deponia. Para isso, ele vai contar com a ajuda de aliados imprescindíveis: Seu amigo Bozo (não, não é o palhaço), Goal e a pessoa com quem Rufus mais se importa: ELE MESMO.

Se um Rufus já causava estragos por onde passava, imagine três?

O Jogo

Deponia

Em termos de narrativa, Goodbye, Deponia é tão bom quanto seu antecessor, apesar de viajar bonito em algumas das partes. Mas pelo menos o humor se manteve o mesmo do antecessor.

Agora, pra ser honesto… Jogar no Notebook foi uma experiência inferior a jogar no PlayStation 4.

Talvez tudo se resuma a questão de usar o touchpad do Notebook e honestamente, fica horrível. Com um mouse deve ser mais confortável, usar o inventário rápido na rodinha do mouse.

Porque no PC é mais rápido, mas o touchpad deixa tudo tão sem graça.

Deponia Doomsday

Deponia

Disponível para: PC/PS4/XONE/Switch
Plataforma jogada: PlayStation 4

Deponia Doomsday é a sequência que não é muito sequência, mas é sequência. É um tanto difícil de explicar ele sem dar spoilers do resto da série, mas ele explica muitas das coisas que eram como garantido da série, como a razão de Toni ter terminado com Rufus, e como surgiu a personagem Lotti (A atendente da prefeitura de Kuvaq).

Mas bem, o plot de Deponia Doomsday envolve viagens no tempo, e Rufus novamente tendo que salvar não somente o mundo, mas o espaço-tempo e impedir que uma versão mais velha de si mesmo destrua Deponia, que os Fewlocks (uma paródia dos Morlocks) dominem Deponia e que um bigode cresça.

O jogo

Deponia

A versão de PS4 adicionou um botão pra acelerar o passo! (não sei se ele é existente no porte de Goodbye, Deponia) Infelizmente cortaram a opção de pular a transição de tela.

No geral, tantas risadas quanto Chaos in Deponia e muitos absurdos, incluindo óculos 4D, viagens no tempo e um troféu FILHO DA PUTA que exige todas as combinações diferentes de genes (243) que leva duas horas pra fazer e só não o fiz ainda porque to com preguiça danada.

No geral, dos três que joguei no PlayStation 4, é o segundo melhor. Como deu pra perceber, eu meio que fiquei sem muito o que falar, porque basicamente o que falei sobre cada jogo, foi mais sobre a experiência deles, e um pouco disso, logo, sigamos em frente.

A Jogabilidade

Deponia

A série Deponia, como devo ter explicado lá em cima, são adventures point and click, então basicamente você deve coletar itens, combinar itens, falar com as pessoas e resolver as situações de maneira completamente não convencional, como usar um algodão doce com iluminação fosforescente para seguir os passos, ou pegue um pano e cabelos de um esfregão, para no escuro, se disfarçar de outra pessoa.

Com exceção do primeiro jogo, cada jogo traz um gimmick diferente, no segundo jogo você tem a questão das três personalidades de Goal (Lady Goal, que reflete o lado refinado de Goal, Spunky Goal, que reflete o lado agressivo dela, e Baby Goal, que reflete o lado idealista da personagem). O terceiro jogo trouxe os Três Rufus, que tinham que fazer coisas específicas e trocar itens do inventario dentre si, e no quarto jogo tinhamos a questão dos portais no tempo, e apesar de não ser tão dinâmico quanto nos dois outros jogos, é uma variedade.

Nos momentos chave do jogo, quebra cabeças terão de ser resolvidos, e variam em complexidade e dificuldade. Eles podem ser simples, como montar um quebra-cabeças, enquanto que outros exigem um pouco mais de massa cerebral e em alguns casos, sorte na manipulação do inimigo. E caso você só queira curtir a história (ou fazer speedruns) os puzzles são em sua maioria, opcionais (e claro, eles são obrigatórios, caso queira fazer a platina dos jogos).

Gráficos

Deponia

Apesar do design de personagens não ser pra todo mundo, o trabalho de animação na série Deponia é muito bom.

Os cenários no primeiro jogo podem ser um bocado limitados por conta do escopo, mas eles vão evoluindo e honestamente, apesar de Chaos in Deponia ser o meu favorito, Deponia Doomsday e Goodbye, Deponia tem os melhores cenários em termos de variação. Apesar do mapa da ilha de Porta Fisco ser daora e termos pequenas visitas a outros pontos de Deponia são legais.

Apesar do estilo cartunesco, a animação em Deponia é boa (quase sempre) e as grandes Cutscenes provam que não são só spriteszinhos pequenos, mas um trabalho real ali da equipe. E mesmo não sendo lá a minha praia, o estilo de Deponia acabou meio que me contaminando.

Departamento Sonoro

Deponia

É no departamento sonoro que Deponia brilha. A trilha sonora, composta por Thomas Höhl e Finn Seliger é bem gostosa de se ouvir, com destaque aqui pros Jingles no começo de cada capítulo com umas rimas absurdas.

Outra música que curto bastante, além dos Jingles, é o hino dos Organon, que Rufus precisa cantar em um momento de Goodbye, Deponia. É basicamente o tema da tela título.

A dublagem em inglês do jogo é absurdamente boa, com destaque para a dupla Kerry Shale e Alix Wilton Regan, que dão voz aos protagonistas Rufus e Goal, com Kerry fazendo trabalho triplo (as vezes mais do que isso) com Cletus, Argus e as outras variações do Rufus… Exceto o Old Rufus (do prólogo de Doomsday Deponia), que foi dublado por David Hayter, numa óbvia referência ao Old Snake.

A série possui dublagens em Alemão (obviamente), espanhol e italiano, mas só ouvi um pouco da dublagem alemã e me parece ok… Mas a língua alemã me é muito alienígena de escutar, por isso não posso dar um parecer mais objetivo acerca do trabalho final.

Quanto a tradução, dos quatro jogos, apenas o primeiro possui tradução em português, mas o trabalho ficou tão aquém do desejado que eu não consegui aproveitar, tendo que voltar a colocar os textos em inglês.

Se curte point and clicks, jogue Deponia

Deponia

Se você curte adventures, dê uma chance a série Deponia, os jogos vez ou outra entram em promoção na PSN e no Steam, dando um alívio ao seu bolso.

São quatro jogos divertidos e que fazem você pensar fora da caixa, rir e xingar os desenvolvedores por causa daquele achievement das 241 combinações. QUEM ACHOU QUE AQUILO ERA UMA BOA IDEIA?

Enfim, a série Deponia está disponível para PC, PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch, com a análise se baseando nas versões de PlayStation 4 e PC dos jogos.

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Será que 2009 é um ano que em termos de videogame… Já dá pra considerar Retro? Porque por um lado, Assassin’s Creed 2 é da geração PS3, e foi lançado em 2009, assim como Persona 4, que saiu pra PS2 e é de 2009 também. Mas, não vamos nos ater a semânticas e fingir que só criei esta coluna pra falar de jogos velhos, e não porque ainda não recebi códigos de jogos recentes pra analisar.

Anyway, desde que joguei Dude, Where is my beer, fiquei um pouco mais receptivo a jogos point’n click tradicionais, e não somente Visual Novels, como eu já estava acostumado.

LEIAM – Dude, Where is my beer? | Eu quero goróó

Recentemente eu terminei a série Deponia (aguarde artigo em breve sobre os quatro jogos, só preciso da inspiração) e dentre os jogos da minha lista de desejos do Steam (obrigado, Chora_BR), recebi um singelo jogo casual chamado Valerie Porter and the Scarlet Scandal.

Jornalista e detetive ao seu dispor

Você é Valerie Porter, uma aspirante a jornalista nos anos 20 (1920 e não 2020, quem diria que chegamos ao ponto de usar isso), que começou a trabalhar no jornal de uma cidade, e deve obviamente escrever reportagens. Só que o que começa como um trabalho simples, evolui ao ponto de Valerie investigar um assassinato.

A trama do jogo é bastante simples a princípio, com algumas complicações e reviravoltas, mas conforme se passa o jogo, percebemos que algumas coisas não são o que aparentavam ser e precisamos ir a fundo para resolver os casos.

Jogue no seu ritmo, resolvendo ou não os puzzles

O jogo ele funciona com um misto de Objetos ocultos no cenário e resolução de quebra cabeças. Na área de encontrar os objetos, funciona de maneira bem simplista. Você tem uma lista de objetos a serem encontrados (relativos ou não ao momento do jogo) e precisa encontrá-los na tela.

O jogo dá uma colher de chá, porque é possível utilizar de várias ajudas para encontrar o que for necessário. E caso o jogador esteja com dificuldade, ele pode utilizar uma assistência, porém ela é limitada e possui um cooldown.

Esse cooldown da assistência pode ser eliminado, caso o jogador utilize das pilhas que podem ser encontradas no cenário. Essas pilhas só podem ser utilizadas até o fim do capítulo.

Em alguns momentos, Valerie adicionará determinados itens ao seu inventário. Esses itens particulares, são utilizados em conjunção com determinadas partes do cenário. Não é nada complexo como num point’n click tradicional, mas é utilizado as vezes.

Valerie Porter

Em determinados momentos, puzzles deverão ser resolvidos, e eles possuem uma variedade até que razoável, especialmente se tratando de um jogo de 12 reais.

Você tem puzzles simples, como quebra-cabeças, que são auto explicativos, momentos onde você deve usar sua lábia dando a resposta certa (basicamente seguindo uma linha de um ponto a outro) e puzzles que exigem que você preste atenção nos diálogos, para fazer palavras cruzadas, redigir as matérias e criar a manchete de suas matérias.

LEIAM – Override 2: Super Mech League | Mechas, Monstros e o Ultraman

Não é nada muito difícil, tampouco punitivo, e é possível pular os puzzles, sem punições ao jogador (o jogo não possui conqistas), o máximo que vai ser deduzido do jogador é um score.

Gráficos e sons, na média

Valerie Porter

Graficamente o jogo não é necessariamente um primor, não é feio. Ele é só meio termo. É difícil explicar, não chama a atenção, mas não é ruim. E a trilha sonora do jogo não é muito memorável.

A dublagem por outro lado, apesar da pouca quantidade de personagens, os papéis foram bem representados. A protagonista por exemplo, foi dublada pela Melissa Hutchinson, que posteriormente deu voz a Clementine na série da Telltale de The Walking Dead.

Uma distração rápida, talvez numa promo

Valerie Porter

Valerie Porter and the Scarlet Scandal agrada, apesar de não ser chamativo. Dá pra ser terminado em umas duas, três horas e fazer você fritar um pouco o cérebro.

Só não recomendo jogar o jogo em tela cheia, pois o jogo foi projetado pra 4:3 e fica centralizado em tela cheia. Tinha potencial para dar início a uma série, mas não ficou só nesse.

O jogo está disponível para PC, através do Steam.

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Recentemente aqui no site, foi publicada a análise de Tormenta: O Desafio dos Deuses, um jogo medíocre que foi feito com base em financiamento coletivo e tudo que o jogo deixou pelo caminho foi um amontoado que mistura decepção, apoiadores putos e um outro jogo no universo de Tormenta que conseguiu ser pior que o primeiro.

Porque sim, fizeram um jogo de Holy Avenger, e SIM, ELE É PIOR QUE TORMENTA: O DESAFIO DOS DEUSES.

LEIAM – Tormenta: O Desafio dos Deuses | Falha Crítica

Enfim, basicamente falei sobre um jogo ruim que veio de financiamento coletivo. O que isso tem a ver com o jogo que estou analisando?

Pois bem, o jogo desta análise que você está lendo neste exato momento também veio de um financiamento coletivo, porém, ao contrário de Tormenta: O Desafio dos Deuses, Dude, Where is my Beer?, não bateu sua meta inicial de 7 mil dólares (que em dezembro de 2018 eram mais ou menos 27 mil reais), arrecadando apenas 1807 dólares (6902 reais na cotação da época).

Por sorte a campanha era com o fundo flexível e os desenvolvedores do jogo trabalharam com o que tinham.

Será que valeu a pena? Confira comigo.

Em busca de uma Cerva

Você é o primo ruivo norueguês do Baixinho da Kaiser, e acabou de chegar a Oslo após um encontro com seu primo e outros personagens esquecidos de propagandas, como o Tio da Sukita, o Sebastian da C&A e o mala das Casas Bahia que perguntava “QUER PAGAR QUANTO?”.

Após uma longa viagem, tudo o que você quer é tomar uma cerveja simples geladinha, daquelas de bar… Ou seja lá como cervejas simples sejam servidas, eu não bebo, só faço as piadas aqui.

Enfim, tudo o que você quer é tomar uma cerveja gelada barata, porém por algum decreto de um hipster babaca (que “doravantemente” chamarei de Philip Grandson), as cervas foram proibidas, dando lugar a cervejas artesanais com nomes extremamente longos tipo Elixir Caribenho da Austrália do Norte, ou algo do tipo, geralmente produzidas por aqueles hipsters pescoço de lápis que frequentam a USP.

Revoltado com a falta de uma cerva feita por pessoas que ainda possuam todos os neurônios e não se preocupam com a quantidade de likes no twitter/instagram, o nosso ruivo de meia idade começa uma peregrinação em busca da cerveja, tendo que lidar com todo tipo de hipster babaca e esnobe, além de ter que resolver coisas extremamente desnecessárias e que só fazem sentido se você se chama Guybrush Threepwood.

Uma jornada imbecilmente desnecessária, e é por isso que ela vale a pena

Dude Where is my beer

O jogo é um adventure point’n click, bem ao estilo de jogos como Secret of Monkey Island e Maniac Mansion, então você se move clicando no mouse para onde quer ir, e tem um punhado de ações que pode fazer, clicando nelas, ou usando atalhos do teclado (úteis em alguns pontos da história).

Porém, tem uma mecânica interessante (que pode ter sido ou não utilizada em algum outro jogo, não sou PhD em adventure), já que o seu personagem é um cara que não é muito sociável, então para poder falar com a maioria das pessoas, você terá que beber as cervejas de nomes desnecessariamente complicados, feito Mel Ucraniano de Nepal Senegalense, que podem ser adquiridas nos bares ao longo da jornada.

Tomando uma cerveja, você aumenta um pouco o nível de manguaça e torna possível falar com as pessoas e pegar alguns itens que quando sóbrio, seu personagem se recusa a pegar. Nisso, segue o gameplay, com o personagem fazendo coisas imbecilmente complicadas, que no fim das contas são uma carta de amor aos adventures clássicos da LucasArts.

Não é sempre que o senso de humor do jogo vai te fazer rir, mas o mundo do jogo tem um background interessante o suficiente pra te manter jogando.

Tem coisas que não foram exploradas o suficiente, talvez pela falta de fundos. Isso também reflete na duração do jogo, já que ele pode ser terminado em cerca de 3, 4 horas, ou bem menos se você souber o que estiver fazendo, e sendo necessário dois playthroughs para fazer todas as conquistas (uma sem receber as dicas do gato falante e uma recebendo todas as dicas do gato falante).

Nem tudo é diversão, já que algumas decisões feitas não foram as melhores pro jogo. Primeiro, nem sempre o jogo vai te indicar que você já fez algo que gerou uma reação em outro lugar, o que pode levar a coçadas de cabeça. E no aspecto mais técnico, o jogo não permite que você mude a resolução do jogo, o que é um contra pra quem usualmente joga no modo janela.

Poucas cores, boa animação, trilha fabulosa

Dude Where is my beer

O estilo de arte escolhido para o jogo pode parecer estranho a princípio, porém você se acostuma e vê que é até bem desenhado e os sprites são razoavelmente bem animados. Os cenários são ricos em detalhe, e refletem cada tipo de bar que você frequenta, desde o básico, ao bar esportivo e o bar do Paquistanês com nome inspirado em banda de Death Metal.

E claro, o jogo foi feito com uma paleta de cores pequena, mas bem escolhida, com as cores contrastando de maneira harmoniosa, não agredindo aos olhos, mesmo na parte onde há um alerta sobre epilepsias, não chega a ser algo gritante.

A trilha sonora de David Borke é bastante funcional, podemos definir ela assim. Apesar de não ter aqueles temas memoráveis, ela é competente o suficiente para deixar o jogador no clima necessário para essa curta aventura.

Nem todas as áreas, necessariamente vão ter músicas, muitas vezes, o que lhe acompanhará são seus passos, ou a cacofonia de uma multidão.

Uma surpresa grata, mas que não é pra todos

Os próprios desenvolvedores disseram que eles fizeram basicamente o jogo que queriam jogar, então se você é um fã dos clássicos adventures da LucasArts, vai se sentir em casa com Dude, Where is my Beer?, pois ele possui os elementos que fizeram com que esses jogos se destacassem na época.

Nem todo mundo curte adventures, óbvio, mas aqueles que curtem, vão encontrar um bom aperitivo aqui.

Dude, Where is My Beer está disponível para PC’s, e a análise foi feita com uma cópia, gentilmente cedida pelos desenvolvedores.

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