Arquivos GBA - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/gba/ Um pouco de tudo na medida certa Tue, 16 Jan 2024 21:25:52 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos GBA - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/gba/ 32 32 O que eu joguei em 2023 | Tony Horo https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/01/16/o-que-eu-joguei-em-2023-tony-horo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/01/16/o-que-eu-joguei-em-2023-tony-horo/#respond Tue, 16 Jan 2024 21:25:52 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=15853 Um ano de esvaziar o backlog Como vocês estão, amigos? Em um ano que escrevi muito menos para o site, ainda assim consegui jogar bastante coisa, fechando a lista com 32 jogos zerados. Aqui você já sabe o esquema: postamos a lista dos jogos que jogamos com um breve review. Assim, você pode ver o […]

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Um ano de esvaziar o backlog

Como vocês estão, amigos? Em um ano que escrevi muito menos para o site, ainda assim consegui jogar bastante coisa, fechando a lista com 32 jogos zerados.

Aqui você já sabe o esquema: postamos a lista dos jogos que jogamos com um breve review. Assim, você pode ver o que te interessa na lista e comentar depois se vai jogar ou jogou cada um dos citados.

A temática desse ano pra mim foi de “esvaziar o backlog“; muita coisa que eu havia planejado jogar há anos finalmente saiu da geladeira e eu fui até o final, priorizando coisas antigas na frente de jogos mais modernos, que também tiveram seu espaço.

Estatísticas

Desde que montei meu PC em 2021, minha mentalidade sobre jogar na frente de um monitor mudou bastante.

Antes era algo que eu abominava, já que trabalho de home office. Hoje em dia, eu jogo muito mais no PC do que nos próprios consoles e isso se dá devido a facilidade de configurar um controle ou um emulador, e até mesmo modificar jogos de PC para que rodem ao meu agrado.

Isso claro, sem falar no preço muito mais convidativo para a maioria das coisas.

Assim, dos 32 jogos que zerei esse ano, as plataformas que joguei cada um foram:

  • PC: 15 jogos
  • PlayStation 5: 5 jogos
  • Switch: 4 jogos
  • Super Nintendo: 3 jogos
  • NES, GBA, PSP e Saturn: 1 jogo cada.

Sobre o gênero dos jogos, quem me conhece já sabe que não tem muita surpresa:

  • RPG: 6 jogos
  • Corrida: 5 jogos
  • Plataforma 2D, Plataforma 3D e Action Adventure: 4 jogos cada
  • Ação e FPS: 3 jogos cada
  • Beat n’ up: 2 jogos
  • Metroidvania: 1 jogo.

Existem alguns jogos que vão aparecer como menções honrosas no final, pois foram jogos sem fim ou que joguei bastante mas não zerei, e eles não entraram na estatística.

Assim que eu anoto tudo

Agora, vamos à lista:

1) Bright Memory: Infinite

Um FPS chinês curtinho e bem competente. Foi o meu primeiro jogo do ano, que zerei exatamente no dia 1º de janeiro. Foi o game que me fez clickar finalmente com a ideia de botar um headset e jogar um fps no PC, no silêncio do meu quarto.

Graficamente é bem bonito, a menos que você esteja jogando no Switch, que tem um port bem feio. A história se passa numa China futurística e você joga com uma garota de anime gostosa que mata todo mundo usando espada e muito tiro. Pela sua duração, eu recomendo pra quem quer botar um pezinho no gênero FPS.

Plataforma: PC
Gênero: FPS
Data que zerei: 01/01/2023
Nota: 7/10

 

2) Donkey Kong Country 3: Dixie Kong’s Double Trouble!

Clássico que não precisa de apresentações. Ultimamente tem se falado bastante em como o DKC3 é “mau visto” e isso é algo que tá sendo absorvido de gringos, pois no Brasil todo mundo gostava do Donkey Kong 3 tanto quanto dos outros dois.

Obviamente ele não é tão bom quanto o segundo game, mas isso é questão de gosto. É difícil bater de frente com o visual e temática pirata do DKC2, principalmente com a escolha de fazer o jogo se passar numa espécie de Canadá de macacos. O Kiddy Kong com certeza foi uma ideia muito doida que só poderia ter saído da mente de ingleses nos anos 90.

Apesar desse macaco gordo ser chato, o gameplay dele é igual ao do Donkey Kong, que por sinal nem aparece no jogo se você não fizer 103% e conseguir o final verdadeiro.

Inclusive esse jogo foi minha primeira “platina” da vida (antes mesmo desse conceito existir), pois eu fiz essa porcentagem láaaa em 2001, com meus 10 anos de idade. Dessa vez em 2023, eu só zerei sem pegar tudo, durante as lives em twitch.tv/horojoga.

Plataforma: SNES
Gênero: Plataforma 2D
Data que zerei: 02/01/2023
Nota: 9/10

3) Crisis Core: Final Fantasy VII Reunion

Um clássico do PSP, remasterizado e melhorado para a geração atual. Melhoraram o combate bastante, e agora ele está mais parecido com, digamos, Kingdom Hearts 2 em termos de agilidade e jogabilidade. A versão que joguei, no PS5, roda em 60 FPS travados, o que melhora muito a fluidez de tudo.

A história é muito legal de acompanhar, porém as missões são curtas e até repetitivas devido a sua origem portátil. A coisa era tão repetitiva nas side-missions que eu desisti da platina, mesmo sendo totalmente “fazível”, devido a chatice de repetir várias missões parecidas. É um bom jogo para acompanhar o remake do game principal.

Plataforma: PS5
Gênero: RPG
Data que zerei: 02/01/2023
Nota: 7,5/10

4) Need for Speed Underground

Um que estava no meu backlog desde os tempos de lan house. Dessa vez finalmente consegui ir até o final, e acredito que foi o primeiro jogo de corrida, tirando Mario Kart, que realmente vi os créditos no final (spoiler: não foi o único esse ano).

É um game que marcou bastante no seu tempo, e eu pessoalmente prefiro ele que o segundo Underground, visto que aqui não temos o chatíssimo mundo aberto, que pra mim não tem lugar em jogos de corrida.

Uma pena que, lá pro final, o jogo começa a abusar do rubber-banding. Pra quem não sabe, isso é algo que fazem em jogos de corrida, onde os carros do computador simplesmente andam em velocidades acima do normal, para sempre estarem próximos de você – ou muito a frente.

Mesmo com tanto ROUBO, eu consegui fazer as cento e tantas corridas nele e me diverti muito.

Plataforma: PC
Gênero: Corrida
Data que zerei: 11/01/2023
Nota: 8/10

5) Fight n’ Rage

Um joguinho de briga de rua bem competente, com gráficos estilizados e que dá uma sensação bem gostosa durante o combate. Joguei com um amigo aqui e a gente zerou em um dia. Caso você queira algo diferente no gênero, pode tentar esse.

Plataforma: Switch
Gênero: Bean n’ up
Data que zerei: 17/01/2023
Nota: 7/10

6) Duck Tales Remastered

Outro que estava perdido no meu backlog desde os tempos de PS3. Ele ainda está a venda na Steam, e isso me fez adquiri-lo logo antes que a Disney suma com o jogo da loja.

Eu nunca joguei o original, visto que quando comecei a jogar videogame, eu peguei tudo do SNES para frente e nunca fui muito atrás de coisas do NES, tirando os mais óbvios tipo Mario e Mega Man.

Aqui temos um remake muito bem feitinho, com melhorias em diversas partes, mas em nenhum momento facilitaram o gameplay: temos um jogo difícil PRA CACETE, e apesar de ter poucas fases, acredito que um jogador normal vai querer passar de uma ou duas fases por dia e deixar o Tio Patinhas descansar por umas horas, pois é BEM difícil e estressante.

Quando zerei, senti uma sensação de conclusão muito boa. Caso queira dificuldade em um jogo de plataforma, pode ir nesse.

Plataforma: PC
Gênero: Plataforma 2D
Data que zerei: 20/01/2023
Nota: 7,5/10

7) Portal with RTX

E já que estamos falando de backlog, vamos falar de Portal.
Na verdade, na verdade. Eu já havia zerado Portal no meu notebook da CCE láaaa em 2011, mas a performance era horrível e eu não lembrava de nada.

Dessa vez, com uma RTX 3060, eu consegui até botar um mod que adiciona raytracing ao jogo, que deixou tudo muito bonito e moderno.

Os puzzles são muito bem feitos e a Glados tem uma personalidade divertida que faz o ambiente — bem repetitivo — não parecer monótono. A Valve quando fazia jogo acertava demais.

Plataforma: PC
Gênero: FPS (naquelas)
Data que zerei: 15/02/2023
Nota: 8,5/10

8) Ys VIII: Lacrimosa of Dana

Nos últimos anos, eu virei um grande apreciador dos jogos feitos pela Nihon Falcom. É uma empresa japonesa meio desconhecida por nós, mas que produz diversos jogos com investimento até baixo para os padrões atuais, mas que sempre entrega um gameplay gostoso e narrativas memoráveis.

Ys VIII saiu primeiro no Vita anos atrás, e mesmo eu tendo um portátil desse, preferi adquirir a versão de PS5, na época que o suposto pai dos pobres ainda não tinha fodido com as importações (obrigado, Lula!).

É um RPG de ação muito legal que se passa em uma ilha gigantesca, e você deve explorá-la aos poucos para ir desvendando os mistérios ao redor do lugar e de seu passado.

O combate gira em torno da sua party que tem 3 personagens, e cada um tem um tipo diferente de ataque que é efetivo contra alguns tipos de inimigos.

É super intuitivo e divertido. Sem falar na história que, mesmo longa, é muito marcante e lembra bastante os RPGS da Square dos anos 90.

Plataforma: PS5
Gênero: RPG
Data que zerei: 22/03/2023
Nota: 9/10

9) Sonic Adventure

Um clássico do Dreamcast que zerei novamente esse ano. Ainda não tive coragem de fazer a campanha dos outros personagens, mas pretendo voltar a ele eventualmente, talvez esse ano.

Para um primeiro jogo 3D da série, até que o jogo é bem competente. Alguns momentos de exploração são bem esquisitos, mas há de se dar uma trégua, afinal é um jogo que começou a ser feito lá pra 1997.

Dá pra zerar em uns 3 dias sem jogar por muitas horas, e por isso eu sempre recomendarei ele como um dos melhores do Dreamcast. A versão do PC está bem melhor que em anos atrás, e agora suporta até controles, vejam só.

Plataforma: PC
Gênero: Plataforma 3D
Data que zerei: 25/03/2023
Nota: 7,5/10

10, 11 e 12) Toree 3D, Toree 2 e Toree Genesis

Três joguinhos similares que poderiam ser apenas um jogo só com capítulos diferentes.
São indies muito bem feitinhos onde você deve saltitar por plataformas até o final das fases.

O que mais me impressiona é que o visual dele é bem bonito, pegando como inspiração jogos do início do PS1, mas do nada tem uns jump scares e coisas meio macabras que aparecem no meio das fases.

Inclusive, até tinha um pai reclamando disso na página do jogo na Steam. Coitado.

Plataforma: PC
Gênero: Plataforma 3D
Data que zerei: 07/04, 11/04 e 12/04/23
Nota: 7/10

13) Grandia

Um absoluto clássico, que finalmente tirei do meu backlog. Anos atrás, eu havia adquirido uma versão repro do game para o Sega Saturn, mas só tive paciência e disposição de jogar no PC mesmo, com todas as facilidades que a versão proporciona, como: áudio em japonês nativo, 16:9, resolução maior dos cenários e framerate menos bunda.

A história é muito divertida e lembra os animes de aventura dos anos 90. O combate da série é maravilhoso e dá muita vontade de ir atrás de batalhas, diferentemente de muitos JRPGS que tem por aí até hoje.

Já havia zerado o Grandia 2 no Dreamcast uns anos antes, mas o primeiro jogo da série também é muito legal. Sinceramente uma das melhores experiências que tive esse ano.

Plataforma: PC
Gênero: RPG
Data que zerei: 10/04/2023
Nota: 9/10

14) Yakuza 6

Olha, o tanto que falaram mal do jogo e da engine dele na época que eu ainda estava jogando o Kiwami 2 — que por sinal foi feito depois do 6 — me fizeram entrar nesse aqui com muito pé atrás.

Não bastasse isso, mas também foi uma luta superar a trilogia do PS3 (3, 4 e 5), já que eram jogos enormes, onde a história ficou tão inchada que confesso que só terminei porque gosto muito da série.

Aí imagina minha surpresa quando vi que o 6 é um jogo muito mais contido. Apenas um protagonista, duas cidades, conteúdo bem mais limitado em relação ao monstro que é Yakuza 5 e adivinha: isso foi bom!

Temos um jogo bem focado na história de Kiryu e na Haruka, sua filha adotiva, que agora é adulta e arrumou um problema muito sério que infelizmente contradiz todo seu arco do último jogo.

Mas nada disso importa, pois a graça é meter a porrada em todo mundo. A Dragon Engine, usada nesse jogo e em mais alguns da série após esse, fez um belo trabalho, modernizando o visual e a física do game em relação ao jogo anterior.

Está sempre barato em várias plataformas, e apesar de ser o fechamento (até então, na época) da saga do Kiryu, acredito que é uma boa porta de entrada para a série original, antes dela virar JRPG no jogo numerado seguinte.

Plataforma: PS4 
Gênero: Action Adventure
Data que zerei: 23/04/2023
Nota: 8/10

15) Legend of Zelda: Tears of the Kingdom

Fiz um review em vídeo desse jogo que você pode assistir aqui:

A continuação do melhor jogo de Switch até hoje, chegou com ambições gigantes de melhorar e expandir tudo que foi feito no jogo anterior.

Nessa continuação direta, todos os poderes que Link usou no game anterior foram descartados, dando espaço para novas habilidades. A maioria delas agora gira em torno de interagir e construir objetos, como planadores, carrinhos, barcos e qualquer outra parafernália que venha na sua cabeça e o jogo permita que seja feito.

Não é uma mecânica muito legal para todos, obviamente. Tem gente que gosta apenas de usar as ferramentas que o jogo proporciona, ao invés de construir suas próprias soluções. Assim, o game já deixa alguns objetos meio que prontos para serem usados na hora certa, de forma que a aventura nunca fica travada.

Agora Hyrule não é o único ambiente explorável: temos o céu e suas ilhas e, infelizmente, o subsolo.

Essa parte do subsolo é muito chata ao meu ver, pois a visualização é baixa e várias vezes me vi batendo cabeça em paredes, que impedem a progressão do jogador. Isso ocorre porque o mapa do subsolo foi feito para ser explorado em pedaços, onde Link deve mergulhar de Hyrule pra baixo em pontos diferentes. Ou seja, não dá pra descer e andar livremente por lá até liberar o mapa todo.

Fora isso, é um jogo bem competente, mas acredito que deixou um gostinho de que tentaram enfeitar demais o pavão que já era bem bonito. Jogue Breath of the Wild antes desse.

Plataforma: Switch
Gênero: Action Adventure
Data que zerei: 18/05/23
Nota: 8/10

16) The Legend of Zelda

É isso mesmo. Não tem subtítulo porque eu realmente zerei o primeiro Zelda. E vou contar pra vocês, viu. É um jogo DIFÍCIL.

Não só porque os jogos da época não te carregam nas costas, mas porque a exploração é cheia de coisas ocultas que provavelmente foram pensadas para jogadores ficarem meses discutindo e descobrindo coisas novas, como a caverna secreta que só aparece se você queimar um arbusto bem específico numa área do mapa onde não há nenhum indicador para tal.

Não só isso, mas a última dungeon é um labirinto digno de sessões de tortura, e seguir por ela sem um guia é simplesmente perder tempo.

Consegui fazer uns 75% do jogo sem detonado, mas o final simplesmente exigiu que eu fosse atrás de alguma forma de terminar sem desistir. É muito divertido, não se engane, mas é algo que eu não faria de novo.

Apesar que, logo após terminar, eu fui atrás dos BS Zelda no SNES, que usam um mapa parecido com o deste jogo mas com algumas mudanças. Esse sim eu larguei, lol.

Pelo menos tirei isso do meu backlog.

Plataforma: NES
Gênero: Action Adventure
Data que zerei: 26/05/2023
Nota: 8/10

17) Ravenlok

Uma espécie de metroidvania bem bonitinho e estiloso cujo review você pode ler aqui.
No texto que escrevi sobre ele, chamei “zeldavania”, pois ele tem características de combate mais parecidas com o jogo do Link do que com o jogo da Samus.

A historinha é bem simpática e a progressão faz você sempre querer continuar a exploração para tentar zerar logo. Eu peguei “platina” nele, mas como o jogo é da Epic Store, isso não serve nem pra tirar onda com ninguém.

Competente. Se achar em promoção ou simplesmente gostar do visual. Dê uma chance.

Plataforma: PC
Gênero: RPG
Data que zerei: 04/06/23
Nota: 7,5/10

18) Final Fantasy IV

Final Fantasy IV foi um jogo que eu adquiri pela primeira vez no PS1, numa versão mal gravada que rodava pior que o disco original. Nunca fui muito longe quando criança nessa versão original.

No começo da minha vida adulta, comprei um Nintendo DS Lite e joguei a versão com gráficos 3D, que também bati na trave; joguei até 3/4 do jogo, mas por sei lá que cargas d’água eu dropei. Era uma síndrome que eu tinha até meus 25 anos, de nunca terminar um JRPG.

Hoje em dia, além de ter terminado vários daquela época, também tirei esse do backlog. Dessa vez com a bonita versão Pixel Remaster.

Essa versão trouxe melhorias que vão muito além do básico; dá pra duplicar a experiência ganha por luta, aumentar o dinheiro (nunca usei) e também tirar os inimigos do mapa para facilitar a exploração.

Não tenha vergonha de usar essas coisas, afinal de contas, somos todos pessoas ocupadas e, sinceramente, o jogo não fica mais fácil por causa de nada disso. Cortar o tempo do grinding é deixar o jogo mais prazeroso, e isso ajuda a apreciar melhor a história.

Confesso que 1/4 final do jogo — que não havia terminado no DS lembra — não é tão agradável, e a última dungeon é tão chata quanto a maioria das dungeons finais de JRPGs dessa época.

Não foi um jogo tão memorável assim, mas eu me diverti com ele o suficiente pra ir até o fim. Recomendo ir atrás do Pixel Remaster do V e do VI. São jogos com gráficos e histórias mais legais.

Plataforma: Switch
Gênero: RPG
Data que zerei: 04/06/23
Nota: 7,5/10

19) Mega Man: Maverick Hunter X

Um clássico absoluto. Esse remake do Mega Man X original, não levou nem o nome Rockman/Mega Man no Japão, sabiam? Lá, o jogo se chama apenas Irregular Hunter X, que virou o subtítulo no ocidente (onde Irregular é o nome japonês pra Maverick).

Ouso dizer que é o melhor jogo do PSP de longe. Sendo um remake praticamente 1:1 do game original, trocando a posição de alguns itens chave e adicionando elementos de história e gameplay no pós-game.

Uma coisa que me irritou muito foi saber que por causa do merda do Keiji Inafune, não tivemos o Zero jogável nessa versão. “Seria muito óbvio”, ele disse na época. Ele realmente é o pior produtor que já trabalhou na Capcom.

Ao invés do Zero, podemos jogar a campanha com o Vile, o robozinho que serve como primeiro chefe do jogo original.

Sinceramente nunca animei de jogar com ele. A progressão é mais lenta, e o Vile parece um tanque. Sem variações e armas nem tão legais. Seria melhor ter o Zero mesmo.

Plataforma: PSP
Gênero: Plataforma
Data que zerei: 14/06/23
Nota: 9,5/10

20) Final Fantasy XVI

Por incrível que pareça, Final Fantasy 16 foi a ovelha negra do meu ano. Estive muito empolgado com ele antes do lançamento. Fiz compra antecipada. Procurei jogar a demo antes do jogo. Fiz tudo.

E sabe o que aconteceu? Achei o jogo horroroso. O combate até que é legal, porém uma série de RPG como FF merecia um jogo que abraçasse mais suas origens, ao invés de tentar agradar um público ocidental, com muitas influências de Game of Thrones, que estava sendo exibido enquanto eles ainda estavam desenvolvendo o game.

A narrativa também é cansada; Clive é um protagonista modorrento, e seu irmão é até ligeiramente mais interessante, porém não jogamos com ele em momento algum, assim como Cid. Esse, é o melhor personagem do jogo, e ele deixa a história muito mais cedo do que esperávamos.

O vilão final também aparece do nada nos últimos capítulos, e a narrativa, que de início contava uma trama de impérios e reinos se enfrentando, dá lugar a algo totalmente mais fantástico do que o que fora apresentado até então. Tudo isso apenas para escalar a reta final do jogo para um nível mais “final fantasyzesco”, mas que não se encaixa com o restante da história.

A ausência de dungeons bem elaboradas e um mapa com exploração mínima, fez com que Final Fantasy XVI fosse pra mim não só a maior decepção do ano, mas também o pior Final Fantasy que já joguei.

Plataforma: PS5
Gênero: Ação
Data que zerei: 17/07/23
Nota: 6/10

21) Sonic Frontiers

Para limpar o palato do meu já vendido Final Fantasy 16, resolvi me aventurar no mais novo jogo do Ouriço.

Dessa vez a tentativa foi renovar a série transformando o jogo do raio azul em Zelda Breath of the Wild, basicamente.

Porém, estruturalmente o game não oferece os mesmos nuances que BotW tem, onde o jogador encontra naturalmente pontos de interesse no mundo aberto, optando por marcações no mapa que surgem no raio de outros objetivos que você encontra.

Obviamente que é um jogo bem mais ágil que o Zelda de Switch, e por essa razão não daria para fazer um jogo realmente idêntico. E nem deveriam, pra ser sincero.

Tem algo muito legal nesse Sonic Frontiers, que é quando você apenas vai perambulando no mapa, pulando em molas e corrimãos, sem pensar direito para onde deve ir, e sempre se acha alguma coisa nova.

Além disso, os ataques do Sonic são muito variados e podem ser melhorados com uma árvore de progressão que sinceramente, não tem lugar nesse jogo e só botaram porque outros jogos fazem. É sério; na METADE do jogo, você já tá com pontos infinitos sobrando pra distribuir e não tem como gastar porque não tem mais o que upar.

Uma crítica adicional é o cenário bem morto e com um filtro azulado que lembra os filmes da série Crepúsculo, sem falar em algumas lutas com chefes que — no padrão Sonic — são totalmente bugadas. Zerei esse no Hard e foi bem mais divertido do que se eu tivesse jogado no modo Normal.

Não é um jogo perfeito, nem de longe, mas a Sega está no caminho certo para fazer uma continuação muito mais colorida e com as arestas aparadas.

Plataforma: PS5
Gênero: Action Adventure
Data que zerei: 13/08/2023
Nota: 7,5/10

22 e 23) Horizon Chase 2

 

Fiz um review em vídeo desse game no Youtube, confere lá

A continuação de um dos jogos que MAIS ESCREVI TEXTO AQUI NESSE SITE. Sério, benzadeus, acho que fiz review de 90% de tudo que saiu de Horizon Chase 1 aqui no arquivos do woo lol.
Mas dessa vez, estamos falando de sua continuação que chegou para todos os consoles esse ano.

A galera brasileira da Aquiris foi adquirida pela Epic e antes que virassem um estúdio pra fazer asset de Fortnite (não pensem que isso não vai acontecer), eles entregaram o que pode ser talvez seu último jogo pessoal.

O design retro com polígonos sem textura deu lugar a um jogo de corrida 3D normal. A jogabilidade arcade, similar a Top Gear se manteve, mas graficamente o jogo está muito moderno, lembrando algo que poderia ter saído no PSP, por exemplo.

Senti falta de mais personalidade nos carros; são bem menos que no jogo anterior, e eles são apenas carros genéricos bonitos. Não temos mais o Uno da firma e nem outros carros que remetem a outras franquias famosas.

A trilha sonora conta novamente com Barry Leitch, compositor da série Lotus/Top Gear, mas ouso dizer que são mais do mesmo ouvido no primeiro Horizon Chase, porém menos memoráveis.

É um jogo que apesar de mais bonito, perdeu a personalidade no caminho.

Ah, você deve estar se perguntando porque eu joguei no Switch E no PC depois. Bem,  é porque a performance no Switch é horrorosa. Diferentemente do primeiro jogo que roda a 60 FPS cravadinho no console da Nintendo, esse aqui não consegue se manter a 30 FPS sem dar umas quedas. É bem triste, visto que muita gente comprou o primeiro game no Switch e a sua versão do segundo jogo merecia mais carinho.

Plataforma: Switch e PC
Gênero: Corrida
Data que zerei: 20/08/23 (Switch) e 25/08/23 (PC)
Nota: 7,0/10

24) Grand Theft Auto IV (GTA 4)

Quando GTA 4 saiu, eu estava totalmente fora de consoles. Não lembro direito o que estava fazendo na época além de estudar, mas provavelmente eu jogava apenas coisas japonesas que gravava em casa pro meu velhinho PS2, e nem acompanhava as novidades da indústria na época.

Assim, quase toda aquela geração PS3/Xbox 360 passou batida por mim até 2012, quando adquiri meu PS3 tardiamente e pude aproveitar bastante coisa, mas não GTA 4.

Inclusive, dos jogos numerados, eu zerei o 5, depois o 3 e agora finalmente o 4. Totalmente fora de ordem, né? Imagina se eu te contar que nunca terminei Vice City e sequer JOGUEI o San Andreas, lol.

Aqui, Niko veio de um país balcã atrás do sonho americano, mas tomou na tarraqueta ao descobrir que seu primo Roman, que dizia estar vivendo bem, na verdade era um fodido que trabalhava com táxis em Liberty City.

Niko, que era velho de guerra (literalmente), começa a se envolver com a máfia local e fazendo um crime aqui, e outro acolá, acaba subindo nos rankings e a trabalhar pra gente mais braba e influente.

Pra época até que foi um jogo legal. Tem muito menos conteúdo que os jogos de PS2, pois focaram em trazer o universo da série para algo mais realista, e conseguiram.

Porém, a cidade é um cu pra navegar; ruas apertadas, direção do carro muito realista pro seu próprio bem e combate (tanto em mãos quanto de tiro) bem ruins para um jogo com tamanho investimento.

A versão de PC que joguei já vem cheia de guerigueri pra rodar a 60 FPS cravados e gráficos bonitos, mas sei que na época ninguem jogou assim. Foi uma experiência até que divertida, mas nada que me faça querer jogar de novo um dia.

Plataforma: PC
Gênero: Ação
Data que zerei: 09/09/23
Nota: 7,5/10

25) Half-Life

E continuamos com a sequência de esvaziar o backlog do Tony!
Dessa vez, eu fui atrás do tão falado FPS mais perfeito de todos os tempos. Direto de 1998 para meu PC moderno em 2023, Half-Life foi o jogo que fez você poder comprar jogos no PC numa única loja hoje em dia.

Confesso que esse jogo eu comecei em JANEIRO, mas fui degustando ele em doses homeopáticas ao longo do ano, pois eu acho que é uma experiência muito longa e que eu não tenho foco suficiente pra jogar um jogo de tiro por tanto tempo sem enjoar.

Assim, eu passava uma fase ou outra e voltava à ele depois de semanas. Funcionou, pois eu fui até o fim e me diverti bastante.

Ao contrário do que eu achava antes de jogar, HL não é um jogo de tiro puro, como Unreal ou Quake, que são contemporâneos dele, e sim algo que tem elementos de narrativa ambiental — sem cutscenes em vídeo, tudo na engine do jogo enquanto você controla –, além momentos de puzzle bem-feitos e partes de plataforma.

Essa última característica infelizmente é muito ruim, e seu último capítulo, XEN, é odiado por todos até hoje.

Eu joguei com um mod bem legal de raytracing que é leve suficiente para rodar em placas como a RTX 3060, que não aguentam o tranco de jogos com traçados de raio mais pesados.

Existe também o remake chamado Black Mesa, que moderniza o jogo para algo como se tivesse sido feito lá pra 2010, e reformula totalmente o capítulo final para que ele seja mais aceitável. É legal jogar essa versão remake somente depois de apreciar o game original, porém.

Plataforma: PC
Gênero: FPS
Data que zerei: 10/09/23
Nota: 8/10

26) Chrono Trigger

Chrono Trigger é um marco na vida de muitas pessoas. Eu infelizmente não joguei na época, muito menos joguei na sua primeira renascença, quando as pessoas começaram a conhecer o game aqui no Brasil via emulação.

Em sua segunda renascença, no DS, com nova tradução — tanto para português por fãs quanto para inglês — muita gente também zerou o jogo, que dessa vez vinha com mais conteúdo extra.

Porém, eu também na minha sina de não zerar RPGS que já falei mais acima, também não cheguei no final. Aliás, eu CHEGUEI no final, mas não matei o chefe.

Dessa vez foi diferente. Comprei o jogo pela segunda vez — a primeira foi um cartucho repro pra SNES que também não zerei lol –, na Steam. PAGAR pelo jogo era talvez a motivação que me faltava.

Fui do começo ao fim, fazendo live às vezes mostrando meu progresso. Li a história com calma, absorvi cada diálogo de cada NPC das cidades, sem passar direto por eles. Entendi os nuances da narrativa, treinei minha party até a exaustão e fui atrás de cada um dos TREZE finais do game.

Sim, eu fiz tudo. E com isso, tive a melhor experiência com um JRPG na minha vida. Cada momento que fiquei jogando aqui no meu PC, usando fone e com as pernas cruzadas na cadeira, foi maravilhoso e divertido.

Fechei essa lembrança tatuando o C de seu logotipo no meu antebraço. Uma lembrança que quero ter para sempre no meu braço. E no meu coração.

Plataforma: SNES (versão para PC)
Gênero: RPG
Data que zerei: 26/09/23
Nota: 11/10

27) Spider-Man 2

Continuação do aclamado jogo de PS4, Spider-Man 2 melhora muito em termos de gameplay o que foi apresentado no primeiro jogo e em Miles Morales.

Com a vantagem do PS5, temos um jogo que usa Raytracing em seus gráficos obrigatoriamente, mesmo no modo performance, que pode atingir 60 FPS sem perda de quadros com o uso da tecnologia.

O combate está tão ágil quanto nos jogos anteriores, e foi melhorada muita coisa na exploração, como o teleporte. Agora podemos ir para qualquer área do mapa, desde que sejam feitos alguns objetivos na área para qual se queira ir.

A história porém está muito fraca. Peter foi reduzido a um fracassado, e literalmente todo mundo sabe mais do que ele. No fim, ele larga o manto de Aranha e deixa tudo nas mãos do Miles. É meus amigos, eles vão forçar isso até você aceitar.

O jogo é muito bom se você ignorar a narrativa ignóbil. Por sorte, ele vendeu pouco. Talvez o hack que fizeram na Insomniac foi merecido, sei lá. Eu não gosto desse jogo, mesmo sendo bom de jogar.

Plataforma: PS5
Gênero: Ação
Data que zerei: 09/11/23
Nota: 7/10

28) Super Mario RPG

Outro jogo cujo cartucho eu tenho desde muitos anos, porém nunca tentei me aventurar nele realmente. Dessa vez, com o lançamento iminente do seu remake, eu tive que de uma vez por todas terminar o original.

É um jogo que sempre teve um status de lendário entre os jogadores, mas sinceramente duvido que a maioria das pessoas realmente tenham jogado ele em sua totalidade.

É sim um RPG bem bonitinho e diferente para o SNES, com seus gráficos pré-renderizados a lá Donkey Kong Country, mas as cores são muito saturadas e o contraste é muito alto, tirando um pouco do brilho colorido dos outros jogos do Mario.

Além disso, o combate é bem feijão com arroz, mesmo para a época. Temos sim uma interação de timing que o jogador deve apertar o botão de ação na hora que o golpe encaixa, e isso tira bastante a monotonia do combate, mas não é suficiente para carregar as suas 16~20 horas de gameplay sem tanta exploração e variedade.

Os puzzles não são tão convidativos também, sem falar que os segredos do jogo são absurdamente “secretos” mesmo lol

Não estou reclamando disso, mas é bizarro como muitas das coisas escondidas no jogo estão em blocos transparentes sem indicação no mapa, e cabe ao jogador ficar pulando que nem um LOUCO por todos os lugares caso ele queira achar essas coisas.

Eu zerei sem nada disso e me dei por satisfeito. Não foi tão ruim mas pelo tanto que falaram a vida toda sobre esse jogo, eu achei que seria MUITO mais.

Plataforma: SNES (emulado no Switch)
Gênero: RPG
Data que zerei: 26/11/23
Nota: 7,0/10

29) Mega Man Zero

Um dos jogos — senão o mais — difícil do Gameboy Advance. Mesmo que seu gameplay seja bem similar a série X, parece que o pessoal da IntiCreates queria comer o cu de quem tá lendo, afinal, é um jogo que tortura o jogador.

Duvido que qualquer ser humano zerou esse jogo sem save state, pois é algo totalmente fora da realidade de um ser humano normal. Ainda mais se o cara tentou jogar isso num GBA normal sem iluminação traseira e à pilha.

Eu mesmo tentei jogar várias vezes no DS e no GBA SP e é intragável devido a falta de ergonomia e/ou de botões mesmo, no caso do GBA.

Aqui na versão do remaster, eles facilitaram bastante coisa, colocando checkpoints durante as fases, o que já tira um pouco da PUTARIA que esse jogo é, sem facilitar demais, como seria se simplesmente tivessem liberado save states em qualquer lugar.

Foi um desafio e tanto mesmo assim, e eu fiquei feliz de finalmente ter terminado pelo menos o primeiro dos quatro jogos da série Zero. Tão cedo não quero jogar o segundo pra não passar raiva.

Plataforma: GBA (versão Zero/ZX Collection no Switch)
Gênero: Plataforma 2D
Data que zerei: 10/12/23
Nota: 7,5/10

30) Split/Second

Daqui pro final do ano eu fui só na marolinha. Depois de tanto jogo longo e difícil, resolvi fechar o ano na molezinha e na maciota, como já dizia o grande Toguro mais novo.

Split/Second é um jogo de corrida na pegada de Burnout, mas o diferencial é que você não consegue destruir seus inimigos na porrada; o lance aqui é apertar um botão que ativa uma armadilha na frente do corredor adversário, no melhor estilo Dick Vigarista.

A proposta até que funciona bem, mas em vários momentos você simplesmente não tem o que fazer para alcançar um carro adversário, já que nem sempre tem uma armadilha na pista para ser usada. Fora o timing pra ativá-la na hora exata que o carro do adversário passa.

Ainda assim, não é tão frustrante quanto poderia ser, se você parar pra pensar. A IA é ajustada de forma que o jogo sempre te dê uma facilitada para acertar os outros corredores, mas nunca é certo.

A sensação de velocidade é boa, ainda mais se você conseguir fazer funcionar um mod que deixa o jogo rodar a 60 FPS, visto que o port de PC é tão porco que não tem como fazer isso nativamente.

Comprei baratinho na Nuuvem e até que valeu à pena, mas eu sou um cracudo por jogos de corrida desse estilo, e já já vocês vão ler que não foi minha pior escolha do gênero.

Plataforma: PC
Gênero: Corrida
Data que zerei: 02/01/2023
Nota: 7,0/10

31) Nekketsu Oyako

Um belo dia de dezembro eu SURTEI e resolvi ligar o Sega Saturn, já que recentemente adquiri um controle sem fio da 8bitdo no formato do Mega Drive, mas que serve perfeitamente pra jogar o console de 32 Bits da Sega.

Não tava a fim de jogar nada muito complexo, então fui nesse beat n’ up MALUCO chamado Nekketsu Oyako, onde tu controlas uma família de SEQUELADOS que bate nos outros na rua e até mesmo dentro de uma baleia (?). Sim, não tô exagerando.

A versão de Saturn roda um pouco mais lenta, mas parece que foi melhorada em relação a de PS1. É um jogo bem fácil e jogando pela primeira vez, eu consegui chegar no último chefe sem perder todos os continues.

Se quiser algo diferentinho, pode tentar esse. No Saturn não tem muitos beat n’ ups mesmo e foi uma tarde divertida.

Plataforma: Saturn
Gênero: Beat n’ up
Data que zerei: 26/12/2023
Nota: 7,0/10

32) Ridge Racer Unbounded

Lembra quando falava de Split/Second há 1 minuto de leitura atrás e que aquela não seria a pior escolha do gênero nesse ano? Então, rapaz.

Eu como disse, sou um cracudo por jogos de corrida arcade, e fui atrás de algo que já sabia que poderia me decepcionar. Feito pela Bugbear Studio, esse Ridge Racer só leva o nome da franquia da Namco, numa tentativa patética de renovar a marca com o público ocidental.

Isso era uma característica muito comum na época; empresas japonesas achando que precisavam fazer um jogo cinza e realista para vender mais no ocidente.

Olha, sinceramente, esse jogo parece que foi mijado. Tudo é laranja e escuro, como se a pessoa mijando tivesse pego cólera e gota no mesmo dia.

Não obstante, a dirigibilidade é bem dura, e volta e meia seu carro trava e não consegue sair depois de rodar, fazendo você reiniciar a corrida trocentas vezes até conseguir terminar sem perder tudo ou arrancar os cabelos.

A progressão também é travada por pontuação, e isso faz com que mesmo que você ganhe corridas, talvez faltem pontos para abrir todas as pistas de uma área. Uma verdadeira aberração de game design.

Aqui temos uma mecânica de destruição mais similar à Burnout, com nitro que pode ser usado para bater nos oponentes e mandá-los para o beleléu. Isso é divertido mesmo, mas as cores mortas do jogo fazem com que só os mais aficionados pelo gênero queiram se dedicar à ele antes de desistirem depois de algumas horas.

Apesar do port pra PC ser mais bem feito que do Split/Second, esse jogo é com certeza pior e não deve ser consumido por ninguém. Que jeito de fechar o ano, hein?

Plataforma: PC
Gênero: 20/12/23
Data que zerei: 30/12/23
Nota: 5/10

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Menções Honrosas

A) EA Sports FC 24

Depois que a EA gentilmente cedeu a key do jogo para que eu pudesse escrever o review que vocês podem ler aqui, eu continuei minha primeira aventura num FIFINHA online, visto que todas as vezes eu só abria esse tipo de jogo pra jogar uma temporada da carreira ou versus com amigos.

Até que tenho me divertido bastante com o modo Ultimate Team. Construir seu time com cartinhas e ir sempre melhorando sua equipe é bem legal, porém não me julgo bom o suficiente para jogar contra os outros no modo online por muito tempo sem me frustrar. Tem muito viciado!

A versão de PC é muito bugada e acho que a EA não melhora muito porque sabe que a vida útil desses jogos é de um ano e nada mais, então pra que fazer o jogo abrir direitinho se nego nem vai jogar mais ele ano que vem?

Infelizmente a Konami ficou totalmente para trás e não tem mais como voltar pro eFootball depois que você aprende a jogar Fifa, digo, EA FC.

Plataforma: PC
Gênero: Futebol
Nota: 7,5/10

B) Vampire Survivors

Um divertido jogo com inspirações visuais de Castlevania, mas que tem uma pegada mais twin-stick shooter, onde você só anda pelo mapa atirando automaticamente em ordas de inimigos, pegando upgrades aleatórios que vão surgindo no mapa.

É muito viciante e eu só parei de jogar porque minha vida tava parada graças à ele. Até reunião de trabalho eu tava fazendo enquanto jogava. Não tenho muito o que falar além de “joguem”. O gráfico podem afastar de cara mas você certamente estará lá pelas mecânicas e não pela qualidade visual. Vai por mim, é divertido demais.

Plataforma: PC
Gênero: Roguelite
Nota: 8/10

E chegamos ao fim de mais um ano

Depois desse texto gigante e muito maior que dos outros anos, mesmo com menos jogos — nada supera os 50 e tantos de 2020 –, eu fico feliz que pude me divertir tanto com meu hobby favorito.

Na vida a gente se julga tanto por passar tempo com algo que gostamos, mas temos que aproveitar tudo da melhor maneira possível e mais importante: sermos felizes.

Então, queria agradecer à todos que leram até aqui, ao Diogo que tá sempre sendo um bom amigo, mesmo que não tenhamos nos falado tanto ultimamente, a Deus por ter me dado energia pra estar aqui mais um aninho e é isso. Até o ano que vem!

Minhas listas dos anos anteriores:

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Castlevania: Dawn of Sorrow | Retro Review https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/02/22/castlevania-dawn-of-sorrow-retro-review/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/02/22/castlevania-dawn-of-sorrow-retro-review/#respond Wed, 22 Feb 2023 14:56:36 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=13283 Há pouco tempo, falei sobre meu Castlevania favorito, o Aria of Sorrow. O que tecnicamente é uma mentira, já que esse texto é bem antigo, mas vamos fingir que é recente porque eu reaproveitei ele, um dos meus textos de meu antigo blog. Pois bem, na virada de geração do Game Boy Advance pro Nintendo […]

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Há pouco tempo, falei sobre meu Castlevania favorito, o Aria of Sorrow. O que tecnicamente é uma mentira, já que esse texto é bem antigo, mas vamos fingir que é recente porque eu reaproveitei ele, um dos meus textos de meu antigo blog. Pois bem, na virada de geração do Game Boy Advance pro Nintendo DS, houve um salto gráfico e sonoro no portátil da Nintendo, e é claro que a Konami iria fazer um Castlevania.

E claro, que seria uma continuação de meu Castlevania favorito, e como era tendência em consoles Nintendo, você simplesmente coloca o nome do jogo + console, por exemplo, Mario Kart 64, Advance Wars, Sonic Advance. E é claro que no Nintendo DS, isso também foi regra, visto jogos como Ninja Gaiden: Dragon Sword, Full metal Alchemist: Dual Sympathy, e é claro, Castlevania: Dawn of Sorrow.

Reprodução: Internet

 

Soma Cruz ainda tenta tirar uma casquinha de Mina… E o mal voltou

O enredo se passa em 2036, um ano depois de Soma ter derrotado Graham Jones e com o apoio de seus amigos derrotou a criatura caótica que ameaçava a humanidade… Apesar disso, ele descobriu que herdou os poderes de Drácula, e tem que conviver com isso. Num passeio aleatório com Mina (ao que parece, ele ainda tenta tirar uma casquinha da moça), Soma é atacado por algumas criaturas das trevas, capitaneadas pela líder de uma seita misteriosa que vem crescendo.

LEIAM  – Castlevania: Aria of Sorrow | Retro Review

E nisso ele descobre que o seu poder de Drácula não havia sumido, apenas estava adormecido enquanto não havia perigo. Celia diz que quer despertar um novo conde das trevas, eliminando Soma e fará de tudo para alcançar o seu objetivo. Nisso, Soma, Arikado, Julius e Yoko partem para o castelo para investigar. A trama não foge do básico, mas não tem as reviravoltas de Aria of Sorrow, afinal, você já sabe que J era Julius Belmont, Arikado é o Alucard e Soma Cruz era Drácula.

Reprodução: Internet

O bom e velho metroidvania, melhorado

A jogabilidade segue o mesmo ritmo de Aria of Sorrow, mas agora com a maior quantidade de botões frontais, tivemos boas adições. Para cada arma do inventário, foi adicionado um ataque especial (A) que utiliza um pouco do seu MP. Outra alteração bem vinda, foi a da alma Doppelganger que permite que você tenha dois inventários de equipamento/almas e lhe dá uma chance de criar certas estratégias (embora a minha seja surrar os inimigos gritando: MOOOORRE DIABOOO!) contra determinados tipos de oponente.

Yoko ganhou maior utilidade no jogo no modo história, já que como feiticeira, ela tem poderes mágicos, e tem a habilidade de combinar algumas armas com alma, sintetizando armas mais fortes e pode te ajudar a economizar um bocado de dinheiro em determinadas armas, a custo de uma alma que PODE ser útil. Um dos problemas aqui, é que a coleta de almas está mais difícil, às vezes dependendo de uma sorte maior do que a necessária.

LEIAM – Tales of Symphonia Remastered – modesto até demais para o jogo lendário que é

O jogo tem três possíveis finais, um bom, que não é o verdadeiro, um ruim, que desbloqueia o Julius Mode e o bom. Aliás, o Julius mode foi bastante melhorado em relação ao Aria of Sorrow e convenhamos, ele foi uma prévia de como seria o Castlevania seguinte (Portrait of Ruin), com dois personagens jogáveis e intercambiáveis.

O Julius Mode funciona como os clássicos Castlevania, ou mais ou menos como o Circle of Moon de GBA. Empunhando o Vampire Killer e fazendo o uso de sub-armas, ele oferece uma história: “E se Soma Cruz tivesse cedido aos poderes de Drácula?”. Aliás, isso dá uma sobrevida maior ao jogo.

Ah, sim, a Stylus se faz necessária em alguns momentos do jogo, como os Magic Seals (necessários para se derrotar os mestres) e em outros momentos para “derreter o gelo”, e os cinco selos vão aumentando a dificuldade gradativamente.

Post Scriptum do Sancini de 2023: Hoje em dia temos uma romhack que elimina a necessidade do uso da Stylus.

Reprodução: Internet

Anime de Castlevania, antes daquela porcaria da Netflix

Graficamente é bem bonito, com cenários mais detalhados e monstros maiores, ainda não seria o mais bonito, mas mostra competência com ótimos efeitos visuais. O jogo conta com uma arte em anime, diferente do anterior, dando um toque diferente ao jogo. E para ser honesto, a arte ficou mais agradável pra mim do que a do seu antecessor.

As músicas aproveitam o hardware do DS e provavelmente ficarão na sua cabeça por um bom tempo… E destaco aqui a música de entrada (A do Lost Village) do Julius mode, que é uma clássica já da franquia. Aliás, outro remix de um clássico é encarado em Silence Ruins, se não me engano.

As vozes em sua maioria estão melhores que em Aria of Sorrow, mas o Hikaru Midorikawa (seiyuu do Soma) colocou um tom mais velho no personagem… Bem mais velho, diria eu. Afora isso, a sonoridade de Dawn of Sorrow é excelente.

Recomendo pegar o disco com a compilação de Aria e Dawn of Sorrow e escutar.

Reprodução: Internet

Finalizando…

Finalizando, com alguns defeitos, e uma jogabilidade melhorada, Castlevania: Dawn of Sorrow é uma ótima pedida para o DS, e você irá passar um bom tempo explorando o castelo de Drácula, chutando bundas. E eu vos digo, amigos, não há nada melhor do que destruir cruz-credos em um fim de semana.

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De Kiki Kaikai a Reshrined: A história de Pocky & Rocky https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/06/25/de-kiki-kaikai-a-reshrined-a-historia-de-pocky-rocky/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/06/25/de-kiki-kaikai-a-reshrined-a-historia-de-pocky-rocky/#comments Sat, 25 Jun 2022 13:54:04 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=11834 Sabe, recentemente, com a inércia da Capcom em conteúdo relacionado a Mega Man, estando as beiras de completar 35 anos da série, me lembrei de outras séries tão antigas quanto, como R-Type, da Irem que também faz 35 anos em 2022, e Street Fighter, que também faz 35 anos em 2022, por mais que a […]

O post De Kiki Kaikai a Reshrined: A história de Pocky & Rocky apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

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Sabe, recentemente, com a inércia da Capcom em conteúdo relacionado a Mega Man, estando as beiras de completar 35 anos da série, me lembrei de outras séries tão antigas quanto, como R-Type, da Irem que também faz 35 anos em 2022, e Street Fighter, que também faz 35 anos em 2022, por mais que a gente jure que Street Fighter II foi o primeiro da série. Uma série, que por incrível que pareça, é mais velha que elas, é a série Pocky & Rocky

Como assim, você me pergunta? Pocky & Rocky nasceu no Super NES. E se eu lhe dissesse que a série tem um jogo no NES e no PC Engine? Mas, estou me adiantando. Eu não tenho uma história complicada com essa série, então vamos falar sobre a produtora da série, Taito.

LEIAM – Cotton: A Noite dos Sonhos Fantásticos

A Taito, lá em 1978, deu início a febre dos jogos, com um singelo arcade chamado Space Invaders. Reza a lenda (que os japoneses juram ser verdade), que o sucesso do jogo era tamanho, que não era possível em certos momentos, encontrar moedas de 100 yen no país, porque todas estavam nas máquinas de Invaders.

Tá certo que a Namco iria retrabalhar melhor a fórmula de Space Invaders com Galaga e Galaxian, mas nos anos 80, a Taito sempre trabalhou em fazer arcades únicos ou diferentes, tanto que em 1986, eles começaram os testes de um arcade de nave que utilizaria três monitores lado a lado e espelhado para uma experiência widescreen, antes mesmo da invenção do que conhecemos hoje como widescreen.

Esse arcade? Darius. Mas, Darius só viria a ser lançado de fato em 1987, porém em 1986, a Taito lançaria um outro arcade, que é basicamente o tema do artigo de hoje… Falo de Kiki Kaikai.

Créditos: MAME-FAN

Kiki Kaikai | A Jornada de uma sacerdotisa

Desenvolvimento: Taito
Lançamento: 18 de Setembro de 1986
Gênero: Shooter multi direcional
Plataforma: Arcade

O primeiro jogo é extremamente simples. No comando de uma sacerdotisa Shinto chamada Sayu-chan, que fazia suas obrigações, ela é visitada por um grupo de Deuses que a alertam de um perigo imenso. Não sabemos que perigo é esse porque os Sete Deuses são sequestrados por Youkais, e agora Sayu precisa resgatá-los.

Sayu possui dois ataques, ela pode atirar com pergaminhos o-fuda, ou atacar com a vara de purificação dela. Atacar com a vara pode fazer com que os inimigos deixem cair power-ups para ela, mas esses ataques só podem ser feitos a curta distância, dando uma sensação de risco e recompensa. Para ataques mais seguros, você tem obviamente os pergaminhos.

Como todo bom fliperama, o jogo é difícil feito a peste e não possui modo cooperativo. De fato, o modo para dois jogadores, os mesmos se alternam, tornando tudo um tanto chato, na minha opinião. E pra colocar sal na ferida, não importa quantos créditos estejam na máquina, caso perca todas as vidas, é game over… EXCETO, se os três números da pontuação forem os mesmos dos 3 números aleatórios que surgem na tela após perder a última vida.

A parte audiovisual de Kiki Kaikai é bem básica. A trilha de Hisayoshi Ogura não é tão boa quanto a de Darius (também dele) e os gráficos não são tão chamativos. Os inimigos e a Sayu-chan possuem designs bons, mas os cenários são passáveis na melhor das hipóteses.

O jogo demorou pra vir pro ocidente oficialmente, mas bootlegs com o título Knight Boy podem ser encontrados, infelizmente não consegui rodar Knight Boy pra saber quando ele foi produzido. Apesar de não ter sido necessariamente bem sucedido (Kiki Kaikai estava longe de ser um Elevator Action em termos de sucesso), a criação de Hisaya Yabusaki rendeu lucro o suficiente para garantir alguns portes.

O primeiro deles saiu para o MSX, mas vamos pulá-lo por que eu não sei ainda como emular MSX. O segundo porte, foi lançado em Agosto de 1987, quase um ano após o lançamento do arcade. A plataforma? O Famicom Disk System.

Reprodução: Taito, Bits Laboratory

Kiki Kaikai: Dotou-hen | Scrolling e música ruins

Desenvolvimento: Bits Laboratory
Lançamento: 28 de Agosto de 1987
Gênero: Shooter multidirecional
Plataforma: Famicom Disk System

Vamos começar realmente do começo: Emular Famicom Disk System é um PÉ NO SACO. Ter que ficar acessar a troca de disco via swapping é chato. Kiki Kaikai: Dotou-hen introduziu o conceito de coop na série, com a segunda personagem jogável, Miki, baseada na idol Miki Ito, que havia sido contratada pela Taito para estrelar alguns comerciais de Kiki Kaikai.

Miki também gravou “Sayo Carnival”, uma versão vocal do tema do jogo, que é o típico pop chiclete japonês dos anos 80 e o jogo veio num belíssimo pacote com figures dos sete Deuses que são sequestrados no jogo. E aqui acabam meus elogios a Kiki Kaikai: Dotou-hen.

As músicas, rearranjadas por Yoshiaki Tsuruoka não soam legal, mesmo considerando que é o NES. Não são as mais terríveis, mas não ficaram boas. E graficamente, olha, você poderia dizer que é um jogo decente quando está parado, em screenshots. Porque PUTA QUE ME PARIU, o scroll desse jogo é absolutamente ABOMINÁVEL.

LEIAM – Pitfall completou 40 anos!

E a jogabilidade, também não ajuda. O jogo dessa vez, ao invés de ser um shooter multidirecional linear, como o original, ou a versão de MSX, tem um toque de exploração como Zelda, com um sistema de dia e noite, semelhante ao visto em Castlevania II: Simon’s Quest. Só que ideias que podem ser boas em teoria, ficaram terríveis aqui, já que o visual igual dos cenários faz fácil ficar perdido. E o sistema de dia/noite não é bem implementado, já que se demorar a chegar em algum lugar, faz o jogo dar game over DO NADA.

E os tiros? Seus pergaminhos o-fuda não são somente tiros, eles são também moeda de comércio pra lojas e save points, e eles são LIMITADOS. Você ganha mais pergaminhos se matar seus inimigos com a vara de purificação. Aliás, boa sorte tentando ACHAR inimigos, porque você vai andar por telas e mais telas de puro nada. Some isso a hitbox questionável, e temos aqui um jogo que você deve evitar.

Kiki Kaikai não havia sido o hit nos arcades, e a versão de NES falhou em tudo basicamente, o que significa que a Taito iria desistir de Kiki Kaikai, certo? Na verdade, como muitos, a terceira vez é a que dá sorte, então em 1990, Kiki Kaikai chegava a OUTRA plataforma, o PC Engine.

Reprodução: Taito

 

Kiki Kaikai (PCE) | Melhor que a versão de Arcade

Desenvolvimento: Taito
Lançamento: 27 de Março de 1990
Gênero: Shooter Multidirecional
Plataforma: PC Engine

Ao invés de inventar moda, como no Famicom Disk System, a Taito resolveu fazer o arroz com feijão e trouxe uma conversão que não somente era fiel ao layout e jogabilidade do arcade, como também era superior a mesma, com gráficos levemente melhorados, e os arranjos finalmente puderam ser decentemente ouvidos.

A versão de Arcade, pra quem não sabe, tinha as músicas em mono, e com isso, não eram tão marcantes. Aqui, pelo menos elas mostram o potencial que tinham, pra ser a melhor experiência possível de Kiki Kaikai. Eu posso ter falado menos aqui do que nas seções de NES e Arcade, mas o ponto é que a jogabilidade da versão de PC Engine é igual a do arcade, questão de risco e recompensa, só que com um pouquinho menos inimigos do que nos fliperamas.

Hoje em dia, com os preços na estratosfera, conseguir uma cópia de Kiki Kaikai vai abrir um belo rombo no seu bolso, Deus abençoe a emulação, é o que eu vos digo.

Enfim, eu falei das versões de Arcade, NES e PC Engine em ordem cronológica, porque eu as joguei para poder comentar. Então antes de seguir com a cronologia, vou comentar dos que não pude jogar por uma razão ou outra.

Reprodução: Taito

Kiki Kaikai no MSX

Desenvolvimento: Taito
Lançamento: 18 de setembro de 1986
Gênero: Shooter Multidirecional
Plataforma: MSX

Graficamente, Kiki Kaikai no MSX não parece ser ruim, os gráficos estão fiéis ao arcade, ainda que diminutos. Mas assim como no Famicom Disk System, o que mata o jogo é o scrolling, e isso meio que era esperado no micro japonês, que não tinha muita potência no departamento.

Mas o scrolling aqui é tão ruim que faz o do FDS parecer liso, e dificulta saber onde os inimigos estão quando você dispara.

É ruim A ESSE PONTO.

Reprodução: Taito

Kiki Kaikai: The Bizarre World

Existem dois portes de Kiki Kaikai para celulares, um japonês, que é fiel a versão de arcade, mas claro que numa coisa tipicamente Japão, não é possível ser jogado hoje em dia por conta da má preservação de jogos mobile japoneses, e o outro, que foi a primeira aparição do nome Kiki Kaikai no ocidente, é um porte feito pra celulares Java… Que não é muito bom. Primeiro, ele não possui efeitos sonoros, a música é o típico mídi Java vagabundo. E segundo, o jogo NÃO TEM scrolling. Todas as fases são compostas de múltiplas seções de uma tela. E pra completar, a área jogável é minúscula.

Reprodução: Taito

Kiki Kaikai no PC

Existe uma versão de PC do jogo, lançada em 2004, dizem ser uma emulação do arcade, não pude conferir, apesar de ter baixado, por uma razão: O instalador sequer abre no Windows 64-bit. Posso fazer nada. Mas, agora que terminamos o desvio, voltemos ao texto regular.

Assim como Ninja Warriors, e seus portes, a Taito tratou Kiki Kaikai como um outro jogo qualquer, logo, no começo dos anos 90 ela se dedicou a outras coisas, como versões medianas da série Darius pro SNES e relançar Space Invaders pela nonagésima vez.

Nisso, a Natsume, que já havia trabalhado com a Taito em títulos como Power Blade, Darius II (a Natsume desenvolveu os portes de Mega Drive e Master System) e Special Criminal Investigations (a Natsume novamente, foi a responsável pela versão de Master System), licenciou Kiki Kaikai para um jogo inédito que sairia em 1992 para o Super Nintendo.

Com o título de Kiki Kaikai: Nazo no Kuro Mantle (Misterioso Mundo Fantasma: O Mistério do Manta Negra), o jogo foi rebatizado para o lançamento americano, com o título que o tornaria icônico. Obviamente falo de Pocky & Rocky!

Reprodução: Taito/ Natsume

Pocky & Rocky | Ação hardcore em dose dupla

Desenvolvimento: Natsume
Lançamento: Dezembro de 1992
Gênero: Shooter Multidirecional
Plataforma: Super NES, SNES Satellaview (Sim, o jogo foi transmitido lá também)

Ao contrário do que a Natsume faria dois anos depois, com Ninja Warriors Again (que é mais como um remake de “The Ninja Warriors” de arcade), Pocky & Rocky é uma continuação direta de Kiki Kaikai. Após ter conseguido resgatar os deuses e fazer as pazes com os youkais, Pocky (o nome ocidental de Sayu) vivia sua vida tranquila, até que um dia, um dos youkais, um Guaxinim chamado Rocky (Manuki na versão japonesa) apareceu no vilarejo de Pocky, pedindo a ajuda dela, contando que os Youkais ficaram doidos após a visita de um misterioso ser que usava um manto preto. Com isso, Pocky e Rocky saem numa jornada para derrotar os Youkais, trazendo-os de volta pro lado do bem e descobrir mais sobre esse ser misterioso.

Pocky & Rocky usa uma versão melhorada da jogabilidade de Kiki Kaikai, dessa vez você tem tanto a opção de mashar o botão de tiro, ou um rapid fire, que vem muito a calhar. Além disso, os personagens possuem um dash, ótimo pra desviar de inimigos.

O design de fases melhorou bastante, por outro lado, a dificuldade aumentou exponencialmente, mesmo no Easy, jogar Pocky & Rocky não é a tarefa mais fácil do mundo. Por outro lado, chega de 1-hit deaths como no jogo de arcade, agora os personagens possuem pontos de vida, que podem ser recuperados com items adquiridos ao longo das fases.

Graficamente e sonoramente, ele é muito mais variado que seu antecessor, o que era esperado, visto que são seis anos de diferença entre o jogo original e este aqui. Os sprites são bonitos, os cenários são maravilhosos e as cutscenes são charmosas, fazendo de Pocky & Rocky um jogo obrigatório para os fãs do SNES.

E não fui só eu, que elogiei Pocky & Rocky, já que o jogo conseguiu excelentes notas nas revistas da época. E bem, numa possível continuação, a ordem costuma ser… “Em time que tá ganhando não se mexe”, certo? Parece que a Natsume não recebeu esse memorando, já que em 1994, eles resolveram mudar as coisas para Pocky & Rocky 2, que no Japão, recebeu o título de  Kiki Kaikai: Tsukiyo Soushi (Misterioso Mundo Fantasma: Uma noite a luz da lua).

Reprodução: Taito/ Natsume

Pocky & Rocky 2 | Mudando tudo, com um toque de magia

Desenvolvedora: Natsume
Lançamento: 17 de Junho de 1994
Gênero: Shooter Multidirecional
Plataforma: Super NES

Dessa vez, temos que salvar a Princesa Luna (nora), sequestrada e colocada em um casamento contra a sua vontade. Para isso, Pocky & Rocky terão ajuda de aliados, o que influencia bastante na jogabilidade.

Enquanto que apesar do elemento cooperativo, a experiência de Pocky & Rocky single player e multiplayer era basicamente a mesma, com a diferença sendo o numero de jogadores. Na continuação, as coisas diferem porque o single player e multiplayer podem se diferenciar, se vai ser ou não possível jogar com o outro personagem. Explicando, agora é possível alternar entre Pocky & Rocky (ou algum de seus outros aliados) no meio da partida. E também não só isso, mas alternar entre o personagem escolhido e algum dos aliados.

É possível também usar o aliado como um “projétil”, arremessando-o contra os inimigos, sendo ideal para batalhas contra chefões. Esse aliado vai estar ao seu lado o tempo todo e mais ou menos copia seus ataques, e pode sofrer algum dano até se incapacitar (mas eles voltam.) Porém, a quantidade de hit points que o personagem pode tomar antes de perder uma vida diminuiu para dois, podendo ser ampliado com itens encontrados.

O design de fases é menos linear que o jogo anterior, já que é possível encontrar desvios onde se pode recrutar aliados, achar lojas e coisas do tipo, mas não chega a ser a patifaria do jogo de NES. Graficamente, ele é tão bonito quanto o antecessor, e também possui uma trilha competente, uma das coisas que era comum da Natsume no NES e SNES, jogos com excelentes trilhas.

Assim como seu antecessor, Pocky & Rocky 2 foi bem avaliado pela crítica e público, mas após isso, a Natsume e a Taito colocaram a franquia na geladeira, sem nenhuma iteração nos 32 ou 64 bits. A própria Natsume não iria aparecer como desenvolvedora do próximo jogo da franquia, ao invés disso, entraria em campo a Altron, que havia trabalhado com a Taito na versão de Game Boy Color de Elevator Action (Elevator Action EX, que nos EUA virou um jogo de Laboratório de Dexter), e nas conversões/remakes de Bubble Bobble e Elevator Action para Game Boy Advanced (Bubble Bobble Old & New e Elevator Action Old & New). E apesar da Natsume estar publicando o jogo, Kiki Kaikai Advance não seria uma continuação de Pocky & Rocky, mas um remake/porte do Kiki Kaikai original, com elementos de Pocky & Rocky inseridos, além da marca Pocky & Rocky para reconhecimento internacional.

Nascia assim, Pocky & Rocky with Becky!

Reprodução: Taito/ Altron

Pocky & Rocky with Becky | Aquele que ninguém lembra porque é remake do Arcade

Desenvolvimento: Altron
Lançamento: 5 de Outubro de 2001
Gênero: Shooter Multidirecional
Plataforma: Game Boy Advance, Nintendo Wii U

Pocky & Rocky with Becky é basicamente um remake do primeiro jogo, que repete a história da Sayu/Pocky estar em seus afazeres de sacerdotisa e os deuses sequestrados e laiá laiá.

Só que dessa vez, Pocky não estará sozinha na jornada… Ou estará porque o jogo é single player. Mas dessa vez, temos a opção de escolha de personagens, você pode escolher a Pocky, o Rocky e a novata que não é novata, Becky. Becky é basicamente a Miki-chan, da versão de NES de Kiki Kaikai, aqui rebatizada de Becky. Ela funciona como um recolor de Pocky.

Considerando que é um jogo do começo da vida do Game Boy Advance, Pocky & Rocky with Becky não é um jogo feio, ele se aproveita das melhorias de hardware e das melhorias de design trazidas com os jogos de SNES. E sonoramente ele não faz feio, sabemos como o chip sonoro do GBA pode ser um horror na mão de gente incompetente.

A jogabilidade é basicamente a mesma do jogo de arcade, mas ao invés de 1-hit deaths, temos aí uma singela barra de vida (de 2 hits, como em Pocky & Rocky 2), e temos além dos óbvios ataques com os pergaminhos ofuda e a vara de purificação, um especial com os botões de ombro do GBA que aplicam-se a tela toda. Pocky & Rocky with Becky seria a maneira ideal de jogar a versão de arcade, se não fosse por um detalhe: a câmera elástico. Deixe-me explicar, quando você está se movendo e muda de direção, a câmera continua indo na direção anterior e PUXA pro outro lado, corrigindo o progresso. Não é algo que afete tanto a jogatina, mas pode incomodar muita gente.

Pocky & Rocky with Becky teve uma recepção morna, e eu definitivamente entendo as razões, porque ao invés de continuar o que tínhamos no SNES em termos de jogabilidade, entregaram um remake do arcade. Ele vale mais como curiosidade.

Reprodução: Starfish SD

Interlúdio de uma continuação cancelada

Mas, por incrível que pareça, a Taito não desistiu de Kiki Kaikai, já que ela havia licenciado novamente a IP, dessa vez para a Starfish SD desenvolver Kiki Kaikai 2, para o Game Cube. As coisas iam relativamente tranquilas (talvez), com o típico desenvolvimento de jogo atrasando um pouco e tal, tanto que o jogo migrou para o sucessor do Game Cube, o Nintendo Wii.

Só que uma coisa aconteceu nesse interim, a Square Enix comprou a Taito, e basicamente deixou a Taito menos como publisher/desenvolvedora, e mais como administradora dos arcades e tal. Inclusive a aquisição pela Square Enix foi a razão pela qual Hisayoshi Ogura saiu da Zuntata (banda/grupo de game music da Taito), que gerou diferenças criativas, apesar do mesmo ter feito trabalhos pra Taito como Freelancer.

Enfim, após a aquisição da Taito pela Square, alguns projetos baseados em IP’s da Taito foram cancelados, entre eles, Kiki Kaikai 2.

Só que o desenvolvimento do jogo estava já quase nos 45 do segundo tempo, então o jogo virou uma sequência espiritual, inicialmente intitulada Kiki Kai World (com pequenas alterações no visual da personagem), mas para evitar um processo por parte da Square-Enix, mudanças no visual foram feitas, e o projeto seguiu até ganhar o nome que seria lançado para PlayStation 2 e Wii, Heavenly Guardian.

Reprodução: Starfish SD

Heavenly Guardian/Snow Battle Princess Saiyuki | Bonitinho, mas desordenado

Desenvolvimento: Starfish SD
Lançamento: 20 de Dezembro de 2007
Gênero: Shooter Multidirecional
Plataformas: PlayStation 2, Nintendo Wii, Nintendo Switch, PC e PlayStation 4

O jogo possui dois modos história, um para single player e um para multiplayer. No single player, controlamos a Princesa do Gelo Saiyuki, que havia se apaixonado por um garoto de um vilarejo. Só que um dia, ela descobre que esse garoto foi amaldiçoado e estava em um estado de coma/sono eterno, e para curá-lo, Luna teria que conseguir oito ingredientes para fazer um elixir que o curaria. No multiplayer, basicamente é uma disputa de beleza entre Luna e sua irmã para ver quem derrota mais inimigos.

Heavenly Guardian não teve uma boa recepção na época, e sempre me perguntei o motivo, quando olhava a wiki do jogo. Felizmente o jogo recebeu uma segunda chance, com um relançamento para Nintendo Switch, PC e PlayStation 4 em 2019 (com o título de Snow Battle Princess Saiyuki), e apesar de achar um exagero as opiniões sobre o original, entendo de onde vem a frustração de muita gente com o jogo.

O design de fases não é muito intuitivo, e o spawn de inimigos do jogo não faz sentido, é desordenado e não organizado como em qualquer uma das versões de Kiki Kaikai (exceto a de java, aquilo é lastimável). A trilha sonora é esquecível. Mas, graficamente o jogo é bonito.

Os sprites são bem feitos e os cenários não deixam a desejar em termos de variedade. O design de personagens é bem puxado pro Anime, e as personagens são até charmosas. E a jogabilidade em si, apesar do péssimo mapeamento de teclas na versão de PC, não chega a ser ruim, e o preço no Steam é até convidativo. A versão de PS4 está disponível apenas na PSN japonesa, custando certa de 15 dólares.

No fim das contas, se você tem um controle pra jogar, e encontrou o jogo por um bom preço, vale a pena dar uma chance a Snow Battle Princess Saiyuki.

Reprodução: Taito, Natsume-Atari, Tango Project

O caminho até Reshrined

Mas agora você se pergunta… E quanto a Kiki Kaikai/ Pocky & Rocky? Bem, as coisas ficaram adormecidas até por volta de 2015, quando um grupo de desenvolvedores que trabalhou em Pocky & Rocky e outros jogos da Natsume, se juntou para formar um estúdio chamado Tengo Project.

Nisso, o Tengo Project trabalhou em revitalizar dois antigos projetos da Natsume, um deles era Wild Guns, com o excelente Wild Guns Reloaded (PS4/PC/Switch), que trouxe não só a ação clássica de Wild Guns, mas a expandiu com novos personagens, fases, estando em widescreen e cooperativo local para 4 pessoas. E em 2019, Ninja Warriors Again recebeu o mesmo tratamento, com o “espetabuloso” Ninja Saviors: Return of the Warriors (Ninja Warriors Once Again no Japão), para Switch e PS4.

Novamente, o jogo veio com melhorias de qualidade de vida, novos personagens, redesign de alguns inimigos, modo cooperativo, opção de trilha sonora do Arcade ou SNES. Infelizmente nenhum desses dois jogos está disponível na PlayStation Store Brasileira no momento em que esta matéria é escrita.

ASSISTAM – Chuck Rock II: Son of Chuck | Review

E em 2021, fora anunciado o mais recente projeto do Tengo Project, Pocky & Rocky receberia o mesmo tratamento que Wild Guns e Ninja Warriors Again. Intitulado Kiki Kaikai: Kuro no Nazo Mantle, o jogo foi lançado em Abril de 2022 no Japão e saiu agora dia 24 de Junho no resto do mundo. Como ainda não estamos com o jogo em mãos, não podemos saber exatamente se ele segue o sucesso de Wild Guns Reloaded e Ninja Warriors Once Again, mas a localização foi motivo de certa discórdia na internet.

Pocky & Rocky Reshrined traz três novas personagens, sendo que a roupa de uma delas (Ame no Uzumi) foi alterada para a versão ocidental, mostrando um decote mais modesto do que a versão japonesa. Sim, é uma razão bem minúscula para se decidir se compra ou não um jogo, mas em pleno ano de 2022, ter publishers ainda fazendo esse tipo de modificação para agradar a gente que nem joga é um tanto… Decepcionante.

Enfim, para não terminar numa nota frustrada, ao menos a recepção do jogo por quem jogou a versão japonesa em Abril foi positiva, então aguardemos aí.

Olha, eu achei que esse texto seria menor que o de Cotton, mas falamos até que bastante sobre Pocky & Rocky.

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Altered Beast: Guardians of the Realms | Estragando um clássico https://www.arquivosdowoo.com.br/2013/12/06/altered-beast-o-guardiao-dos-reinos/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2013/12/06/altered-beast-o-guardiao-dos-reinos/#comments Fri, 06 Dec 2013 10:44:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2013/12/06/altered-beast-o-guardiao-dos-reinos/ Todos os gamers com mais de 20 anos jogou Altered Beast ao menos uma vez na vida, e aqueles que ainda  não o fizeram vão fazer em algum momento. A frase “Rise From Your Grave” esta cravada em meu subconsciente de tal forma, que ao escrever a frase, sinto como se estivesse ouvindo Zeus sussurra-la […]

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Todos os gamers com mais de 20 anos jogou Altered Beast ao menos uma vez na vida, e aqueles que ainda  não o fizeram vão fazer em algum momento.

A frase “Rise From Your Grave” esta cravada em meu subconsciente de tal forma, que ao escrever a frase, sinto como se estivesse ouvindo Zeus sussurra-la em meus ouvidos.

Claro, pode ser que eu esteja sofrendo de algum distúrbio mental, o que não seria impossível ao olhar para meu histórico de problemas emocionais.

LEIAM – The Mansion of Hidden Souls | Um clássico do Sega Saturn

Bem, vocês também devem conhecer o Altered Beast do PlayStation 2, aquele jogo que vai contra todos os princípios do game original, tornando-se uma releitura desastrosa e que provavelmente deveria ser extirpada da terra.

Se lá era ruim, então vocês precisam conferir essa bizarrice do Game Boy Advance:

Altered Beast: Guardians of Realm

Altered Beast

Agora que refresquei um pouco a suas memorias, apresento a vocês uma releitura que apesar de não ser melhor que o original, supera a versão lançada para o PS2, então

No jogo anterior controlávamos um guerreiro ressuscitado por Zeus, com
a missão de salvar Perséfone das garras de Hades. Como podem ver, com um enredo simples desse, chutávamos varias bundas vindas do inferno até
chegar ao todo poderoso Hades.

Já em Guardian of The Realms, Zeus convoca um ex-lutador do Clayfighter para fazer uma limpa em 15 longas fases repletas de demônios
enviados por Arcanon.

Uma nova aventura

Altered Beast

Pronto é só isso a nova historia, Zeus ressuscitou um guerreiro só para
chutar bundas. Tudo bem que o enredo anterior não era digno de Oscar, mas também não era necessário encurtar a historia a tal ponto de assemelhar-se a um filme do Steven Seagal.

Se bem que o personagem aqui lembra muito Van Damme, é sério, em
muitos momentos enquanto jogava, lembrei do grande dragão branco,
até mesmo nos golpes, revejam o filme e depois me digam se não
estou certo.

Os comandos do game são os mesmos do clássico de 88, diferenciando-se
que agora é possível pular pressionando a defesa. Não gostei muito dessa ideia de pressionar defesa para pular, no Master System não tinha isso, nem sequer possuía defesa.

Há bons tempos aqueles do Master, Mega…

O importante é que os controles são bons, não que isso possa ajudar
em muita coisa aqui, já que não é sequer possível seguir adiante
sem levar dano, nem mesmo Kratos se sairia bem nessa empreitada.

As transformações

Altered Beast

Todos os personagens parecem ter sido modelados em massinha, alguém aqui já ouviu falar em stop-motion?

Foi muito utilizado nos anos 80 e 90, em filmes de ficção e terror, assistam Neco z Alenky de 88, e entendam o que estou dizendo.

Mas isso não é algo ruim, Clayfighter era animal, mesmo com sua jogabilidade dura, me divertia horrores, muitos outros títulos que utilizaram desse recurso também conseguiram um bom resultado.

Aqui a coisa ficou meio grosseira, pendendo para o lado cômico e não
para a seriedade, um exemplo seria os zumbis. Eles estão mais para o Mr. Bump do que zumbis, ao menos atacam em grande numero.

A transformação em lobisomem é hilária, ele lembra muito aquele lobo dos desenhos do Pluto, sabe qual estou falando né.

Conclusão

Esse game é muito difícil, prejudica um pouco o fator replay, mas clássico também tinha uma dificuldade alta, porém, lhe dava varias Power Ups para seguir adiante, diferente desse game.

As fases são muito longas e leva muito tempo para alcançar a Power
ups, sem contar que chove inimigo o tempo todo. Chegam acumular na tela.

Bem, esse titulo tinha tudo para dar certo, mas lembram daquela expressão “Time que esta ganhando não se mexe?”, aqui eles esqueceram esse pequeno detalhe, colocando fases longas demais, musicas fora do contesto do game.

Peguemos um game famoso para compreenderem o que estou dizendo, seria como deixar Joelma do Calypso cantar as musicas de Castlevania,
entenderam agora?

O jogo não merece tanta malhação, pois a proposta é muito boa perto
do Altered Beast do PS2, aqui tentaram dar um novo sentido ao titulo
incorporando um novo visual, mas mantendo o padrão clássico.

O jogo vale como curiosidade, mas infelizmente não tem nada que possa
atrair os puristas de plantão.

Ainda fico com o Altered Beast original que nem é lá tão bom assim.

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