Há muitos anos atrás, em
tempos que eu pesava 68 Kg e meu objetivo era trabalhar jogando videogames, meu pai
resolveu comprar o Sega Saturn da minha vó – Isso mesmo, minha vó havia comprado um Sega Saturn para a minha tia, que era mais nova do que eu e meu irmão. Lembro que o console nos rendeu finais de
semanas regados a muito
Daytona USA com a família e
diversas idas a videolocadora aos finais de semanas.


Em uma dessas idas, eu
topei com esse game que tinha uma borboleta e na contra capa algumas cabeças voadoras.  Fiquei impressionado com
aqueles gráficos realistas (hahaha, bons tempos) e pedi a meu pai que levasse.


Com o game em mãos, fui
obrigado a tirar o dicionário de inglês da mochila e passar a usá-lo com muita frequência para traduzir os diálogos. Diabos, não conseguia entender o que estava acontecendo. Com varias tentativas passei a compreender a história do jogo, o que fez com que eu sentisse um baita orgulho do feito.

Bem, o jogo conta a história dos irmãos Samantha e Jonathan, que ao se deparar com uma
borboleta, acabam se separando… Na realidade é Samantha que age feito uma
doida varrida ao ver a borboleta e corre atrás.

Provavelmente ela não saia
muito de casa e o único inseto voadora que ela tivera contato, era uma
barata
voadora
.

É, to divagando.

Samantha persegue a
borboleta até uma mansão, que como qualquer outra é devidamente assombrada – Isso
é uma regra, e não importa o que digam “TODAS AS MANSÕES SÃO ASSOMBRADAS!”.



Em todo o caminho,
Jonathan alertava sua irmã dos riscos de seguir a borboleta, visto que a lenda
local explicava que fantasmas se transformavam no inseto e tentava atrair
jovens para a mansão, a fim de aprisioná-los.

Como podem ter percebido, resta
a Jonathan adentrar a mansão e salvar sua irmã, antes que ela se torne um dos
fantasmas residentes.



Os gráficos são ótimos, ao
menos para EU, que na época não tinha tido contato com nada 3D naqueles tempos.
Então, aquilo era um prato cheio aos olhos, mas hoje em dia ele envelheceu
bastante.

O game é todo ambientado em 3D e com visão em primeira
pessoa, o que torna tudo bem atraente, já que os objetos são bem modelados,
para os padrões da época.
O hall de entrada me lembrou muito o de Resident Evil,
assim como alguns efeitos de som presente no jogo. Detalhe, Mansion of Hidden
Souls foi lançado em 1995, enquanto RE foi lançado no ano seguinte.
Essa sala me lembra algo!
Há inúmeros puzzles para serem resolvidos e sua resolução
depende dos diálogos, que são essenciais para seguir adiante no jogo, pois
algumas almas procuram objetos e para isso, você vai precisa entender um pouco.

A trilha sonora é muito bacana, que apesar de não ser tão
marcante, ela consegue embalar perfeitamente o game.

Os fantasmas são o ponto forte do game, pois cada um tem
sua história e é interessante. O problema fica por conta da sincronia da
dublagem, que é relaxada, bem aos moldes das dublagens de filmes de kung fu,
que rolava nos anos 90.



Porém, esse detalhe não torna o jogo ruim e sua história
é o suficiente para entreter e até mesmo proporcionar um surpreendente final.
Então, se esta pensando em jogar algo diferente no seu Sega Saturn/ Sega CD (ou
emulador), não perca tempo e jogue mais esse clássico da Sega, pois vale a
pena.


Author: Diogo Batista

Criador e Editor-Chefe do Arquivos do Woo, é um eterno rabugento. Opta por investir seu tempo entre games, filmes, livros e sua família à perder tempo discutindo na internet.