Arquivos Enix - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/enix/ Um pouco de tudo na medida certa Thu, 05 Sep 2024 13:10:31 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Enix - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/enix/ 32 32 Dragon Quest VIII: Journey of the Cursed King (3DS) | Análise Retrô https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/09/01/dragon-quest-viii-journey-of-the-cursed-king-3ds-analise-retro/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/09/01/dragon-quest-viii-journey-of-the-cursed-king-3ds-analise-retro/#respond Sun, 01 Sep 2024 22:13:21 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17446 A série Dragon Quest sempre foi jogada pra escanteio no ocidente. Houve uma tentativa de fazer ela se tornar o sucesso que é no Japão nos anos 80 e 90, trazendo os quatro primeiros jogos para a América do Norte sob o nome de Dragon Warrior. Como a Enix já não estava bem das pernas […]

O post Dragon Quest VIII: Journey of the Cursed King (3DS) | Análise Retrô apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
A série Dragon Quest sempre foi jogada pra escanteio no ocidente. Houve uma tentativa de fazer ela se tornar o sucesso que é no Japão nos anos 80 e 90, trazendo os quatro primeiros jogos para a América do Norte sob o nome de Dragon Warrior.

Como a Enix já não estava bem das pernas após isso, eles deixaram de trazer os jogos subsequentes que saíram no Japão no Super Famicom, como Dragon Quest V, VI e os remakes dos dois primeiros jogos. A série ainda teve uma sobrevida no PS1 com o lançamento ocidental do sétimo jogo, mas não teve muito alarde, principalmente numa época onde os JRPGS tinham uma barra muito alta para se destacarem.

ASSISTAM – Entrevista com Diogo do Arquivos do Woo

Em 2004, um ano após a fusão entre Square e Enix, o oitavo game da série foi lançado para o PlayStation 2.
A série estava dormente no ocidente, então o marketing resolveu colocar uma demo de Final Fantasy XII junto do jogo, o que provavelmente atraiu algumas vendas a mais.

Nada disso importa muito hoje em dia, então vamos falar do que Dragon Quest VIII representa e como ele é, como jogo, nos dias de hoje.

Reprodução: Square-Enix

Retrô de propósito

É difícil para um ocidental entender porque os jogos modernos da série DQ ainda usam efeitos sonoros do NES e — em alguns lançamentos – trilha sonora em chiptune ou digital. Acontece é que no Japão, a Square-Enix trata a série como algo tradicional, que remonta aos valores originais do que eram os JRPGS nos últimos 30 anos, enquanto trata Final Fantasy como uma marca internacional e moderna.

Nesse marketing divisivo, sempre há um pouco de adaptação quando os jogos feitos para serem tradicionais para o público japonês, vêm para o ocidente, que normalmente não possui afeição pela série.

LEIAM – Burn | Análise

Na versão de PlayStation 2, Dragon Quest VIII recebeu a trilha sonora orquestrada composta pelo já falecido Koichi Sugiyama, que trabalhou na série desde o início, junto com Yuri Horii (diretor criativo) e Akira Toriyama (também falecido), que era responsável pela arte Dragonbólica da série.

Além disso, mais duas mudanças chegaram na versão ocidental do game: menus mais “bonitos” — diferentes das telas simples da versão japonesa — e dublagem em inglês.

Aliás, é importante notar que a versão japonesa do PS2 NÃO POSSUI DUBLAGEM, apenas tendo aquele barulhinho de texto, também remetendo a época do Famicom.

A localização ocidental do game foi feita na Europa, e foi nesse game que a Square criou uma bíblia de localização para os jogos futuros da série, já que os termos usados nas traduções ocidentais não estavam padronizados ainda.

Tudo isso como já foi falado, trouxe na época um jogo clássico, não só em suas mecânicas que vamos abordar mais a frente, mas também na estética, tendo um ar de nostalgia que é muito abraçado pelos japoneses que gostam da série.

Reprodução: Square-Enix

O port de Nintendo 3DS

Em 2015 (no Japão) e 2017 no ocidente, a Square Enix surpreendeu a todos fazendo simplesmente um port de um jogo de PlayStation 2 para o 3DS. Existiram alguns jogos que também fizeram esse caminho acredito eu — de cara só consigo lembrar do port de Tales of the Abyss que não roda tão bem no portátil –, mas a versão de DQVIII para o console da Nintendo foi muito esperada, principalmente em como eles iriam adaptar o jogo graficamente e mecanicamente para as duas telas.

De cara já é importante dizer que o jogo não tem suporte ao modo 3D. Isso claramente se deu devido a quanta demanda essa engine de mundo praticamente aberto exige do console. Graficamente tudo foi refeito ou diminuído, com texturas mais simples, mas mantendo a estética e a aparência geral do game de PS2.

Por alguma razão, a trilha sonora se manteve “midi“. Isso se deu devido a algum problema de licença com o compositor, mas que pode ser facilmente corrigido com um patch caso você tenha um 3DS desbloqueado ou jogue no emulador.

LEIAM – Mars 2120 | Quantos metros tem essa vania?

Os menus dessa versão se mantiveram simples igual a versão japonesa, perdendo aquela tela com forma de mapa antigo que era bem legal da versão ocidental anterior.

Existiram algumas censuras no port, como mudança de violência em algumas cenas ou roupas menos safadas na versão ocidental. A questão das roupas também pode ser solucionada com patch.

Fora isso, temos dois personagens novos jogáveis, um sistema de tirar fotos para receber recompensas no jogo, novas cutscenes que exploram um pouco mais a história e o passado dos personagens, novos monstros, receitas, equipamento, roupas, opção nova de relação amorosa no fim do jogo e a principal mudança: AS BATALHAS NÃO SÃO MAIS ALEATÓRIAS!

Versão de PS2 (acima) e 3DS (abaixo) / Reprodução: Square-Enix

O fim das batalhas aleatórias

Deixando isso aqui num parágrafo separado pra mostrar a importância dessa mudança no panorama geral desse jogo. Dragon Quest VIII é um jogo que, por vezes e infelizmente, é maçante.

Principalmente em momentos que você quer explorar uma área ou simplesmente ir do ponto A ao B, é impossível andar mais de 10 passos sem entrar numa batalha. Essas batalhas duravam certa de 3 a 5 minutos em média e te recompensam com pouco EXP, o que torna boa parte do game um pouco chata a menos que você queira muito ir até o fim.

Na versão de 3DS, pela primeira vez, temos os inimigos andando pelo mapa. O que significa que temos um approach mais moderno que foi levado também aos jogos subsequentes da série, onde você encosta no inimigo e entra em batalha.

Isso não quer dizer que você pode simplesmente fugir de todas as lutas, até porque em lugares fechados isso ainda é bem difícil, mas torna a experiência de andar no mundo aberto muito, mas MUITO mais agradável. E não é só isso (!!): também é possível acelerar as batalhas em 2X, essencial para aquelas horas de grinding contra metal slimes.

Reprodução: Square-Enix

História

Se você já jogou algum jogo da série, nada aqui é muito diferente. Controlamos um rapaz de bandana chamado VOCÊ (tu que dá nome), que anda junto com um bandido gordinho chamado Yangus. Ambos estão escoltando um monstrinho verde e um cavalo branco.

Logo após algum tempo, é mostrado ao jogador que na verdade o monstrinho e o cavalo (égua, na verdade) são o rei e a princesa de um reino — daí o subtítulo do jogo — que estão sob a maldição de um mago chamado Dhoumagus.

Daí você viaja de cidade em cidade buscando mais informações sobre esse mago, e a história obviamente escala a um ponto onde você não está só salvando a aparência do rei e de sua filha, mas também salvando o mundo.

É um roteiro básico, mas que está sempre te puxando pra seguir em frente. É verdade que há muitos desvios na história, provavelmente para esticar a longevidade do game, mas de modo geral, é tudo bem coeso nesse sentido.

Não é uma história tão heroica como de outros games da série, como a primeira trilogia ou mesmo com toques emocionais tão grandes como em Dragon Quest V, mas os personagens são divertidos e nada chega ao ponto de querer largar o console por ser mal escrito ou algo assim.

Reprodução: Square-Enix

Jogabilidade

Como já falado algumas mal-traçadas linhas acima, Dragon Quest é uma série de mecânicas simples de propósito. Não espere um sistema de combate em tempo real como em Grandia ou Tales of; aqui temos um RPG de turno padrão. Se você já encostou em algum RPG Maker ou jogo feito nessa engine, vai entender muito bem o que tô falando (até porque RPG Maker é todo copiado de DQ, mas deixa quieto): nos menus temos opção de Ataque, Defesa, Magia, Habilidades e um esquema que eu gosto de chamar de “encher o ki”: o Psyche Up.

Psyche Up é uma opção que aumenta seu ataque as custas de perder o turno do personagem. Usando uma vez o Psyche Up vai pra 5, depois pra 20, depois pra 50 e há uma chance de ir pra 100, mas você pode falhar e manter os 50. Usar um ataque qualquer depois desses boosts aumenta significativamente o seu próximo ataque, e isso é uma estratégia essencial para alguns chefes.

E não, não é o mesmo que atacar em todos os turnos, pois essa habilidade realmente melhora seu próximo ataque.

Obviamente que alguns inimigos também podem contrabalancear, usando um ataque tira todos os buffs de sua party, incluindo o Psyche Up. Normalmente só alguns (quase todos) os chefes fazem isso, então é meio que um jogo de testar sua sorte pra tentar um ataque mais forte.

O combate é basicamente isso o jogo todo, sem muita variação, o que pode tirar a vontade de algumas pessoas que estão acostumadas com lutas mais envolventes. De modo geral, é satisfatório pelo que se propõe, apesar de muito difícil se você não treinar sua party constantemente ou não prestar atenção em lutas complicadas. Por isso sempre recomendo salvar a todo momento.

Reprodução: Square-Enix

Trilha sonora

Eu gosto muito do tema da série Dragon Quest, mas não sou muito fã das trilhas compostas pelo Sugiyama. Acho todas as músicas muito parecidas e juro que se eu ouvir o tema de batalha de todos os Dragon Quest eu não vou saber qual que é de qual. Sim, eu sei que é pra soar épico mas vamos esperar que com a mudança forçada do compositor para o próximo game, tenhamos músicas mais diferentes entre si.

Não precisa deixar de ser orquestrada; é só ver o tema de batalha de Final Fantasy XIII por exemplo, que é muito marcante e bem mais envolvente que qualquer canção de DQ.

Conclusão

Dragon Quest VIII: Journey of the Cursed King é um RPG muito tradicional e que existe do jogador que se esforce mais do que o básico, pois ele não te puxa muito pela mão. Em vários momentos o game te dá dicas do que fazer pra te forçar a ficar por minutos ou horas pensando no seu próximo passo, e nem sempre todas as dicas vão te ajudar.

Por isso, eu recomendo uso de algum guia detalhado pra deixar sempre aberto ali no cantinho da sua tela pra ser consultado em momentos onde a frustração esteja quase te vencendo.

Apesar disso, a recompensa é gigante, pois é um game enorme, com muito conteúdo até mesmo após o final. Se o jogo te pegar, você vai simplesmente querer fazer todas as quests possíveis, explorar cada área e melhorar seus personagens até o level 99.

No meu ponto de vista pessoal, eu fiquei claramente vencido pelo cansaço nas últimas 10 horas de jogo (de 90 jogadas), principalmente por algumas coisas mais escondidas que são apresentadas sem muita margem pro jogador descobrir rapidamente, mas lutei até o fim e zerei esse game que eu tenho no backlog desde que comprei meu PS2 lá no início dos anos 2010.

Sua sequência espiritual inclusive, Dragon Quest XI, é meu jogo favorito de todos os tempos. Principalmente por ele pegar toda a base do VIII e evoluí-la, com mecânicas de qualidade de vida que corrigem praticamente todos os percalços que citei acima. Logo, DQ8 não é perfeito, mas é um ótimo jogo que merece ser apreciado pelo que é: um excelente RPG tradicional da Square Enix.

Caso queira a melhor experiência, baixe a ROM da versão de 3DS já com o patch de música orquestra + sem censura. E se for usar o emulador Citra/Lime 3DS, procure o código cheat para acelerar o jogo em 2X, que não atrapalha a música e nem as cutscenes. Fica excelente!

 

 

Nota: 7,5/10

_________________________________________________________________________
Leia mais sobre Dragon Quest aqui no Arquivos do Woo:

Impressões do Diogo sobre Dragon Quest VIII de PS2 láaaa em 2012: link

Análise de Dragon Quest I por mim: link
Análise de Dragon Quest II por mim: link
Análise de Dragon Quest III por mim: link

Reprodução: Square-Enix

O post Dragon Quest VIII: Journey of the Cursed King (3DS) | Análise Retrô apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/09/01/dragon-quest-viii-journey-of-the-cursed-king-3ds-analise-retro/feed/ 0
Como foi ao ano de 1996 para os vídeo games https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/08/03/como-foi-ao-ano-de-1996-para-os-video-games/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/08/03/como-foi-ao-ano-de-1996-para-os-video-games/#comments Sat, 03 Aug 2024 08:00:07 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17052 Em 1983, houve um “crash” na indústria gamística. A indústria estagnou por 3 motivos: havia vários consoles nas lojas (12, pra ser mais exato) e a diferença gráfica entre eles era mínima, os controles eram pouco precisos ou costumavam quebrar facilmente e não havia uma Assistência Técnica Especializada na época. A falta de criatividade das […]

O post Como foi ao ano de 1996 para os vídeo games apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Em 1983, houve um “crash” na indústria gamística. A indústria estagnou por 3 motivos: havia vários consoles nas lojas (12, pra ser mais exato) e a diferença gráfica entre eles era mínima, os controles eram pouco precisos ou costumavam quebrar facilmente e não havia uma Assistência Técnica Especializada na época. A falta de criatividade das produtoras em fazer jogos diferentes, a maioria eram apenas clones um dos outros pela falta de direitos autorais naquela época.

ASSISTAM – Super Castlevania IV – Do início ao Fim

Isso fez com que várias empresas como a Mattel, Coleco e outras menos conhecidas quebrassem no seu departamento gamístico e nunca mais fossem uma potência novamente. A Coleco ainda chegou a fabricar alguns computadores mas ela nunca mais foi a mesma. A Atari foi a única que sobreviveu mas também nunca fez nada memorável até que ela decidiu parar de fazer hardware.

Mas essa história todos já conhecem. O que estou para comentar aqui foi outro “crash” que aconteceu na história mas não foi tão forte e abalador quanto o de 1983, mas afetou as pequenas produtoras e chegou a afetar um pouco o futuro das grandes.

Reprodução: Internet

O ANO DE 1996

O ano: 1996. Pouca gente prestou atenção nisso porque estavam todos loucos pra jogar o Nintendo 64 que acabara de sair, ou estavam comentando sobre o leitor de “farinha” do PlayStation que quebrava facilmente ou do Sega Saturn que havia sido lançado mas não estava superando as expectativas da Sega.

Enquanto esses 3 consoles estavam “bombando” na mídia, exatos 10 consoles/add-ons estavam sendo descontinuados: Sega CD, Sega 32X, TurboGrafx 16/PC Engine, Turbo Duo/PC Engine CD, 3DO, Atari Jaguar, Atari Jaguar CD, Philips CD-i, Virtual Boy e o Apple Pippin (esse no comecinho de 1997).

LEIAM – Dicefolk – uma tomada refrescante aos roguelites

Até o fim da década de 1990, era comum ver uma ou outra empresa grande em outro departamento apostar na indústria gamística mas quase sempre essa ideia não dava certo – ainda mais depois que a Nintendo trouxe os direitos autorais e conseguia segurar a maioria dos jogos exclusivos de outras empresas em seus consoles até 1996.

A verdade é que empresas como a Atari perderam a força porque não conseguiram se adaptar ao novo mercado multimilionário e tiveram que reformular seus planos, que nesse caso seria ao invés de produzir hardware passar a fabricar software para os consoles das outras empresas.

Reprodução: Internet

GRANDES IDEIAS

Grandes ideias, como a 3DO Company de Trip Hawkins falharam quase que completamente mesmo com apoio de grandes empresas como LG, Matsushita (Panasonic), AT&T, Time Warner e Electronic Arts. No começo as empresas até acharam legal a cobrança de apenas 3 dólares para poder lançar um jogo no console, mas como o alto preço inicial do console e a falta de variedade de títulos no lançamento acuminou na decadência rápida do console.

A ideia de Trip não era criar um novo console, mas sim criar um padrão como a JVC havia feito com o Vídeo Cassete: qualquer empresa pagava um pequeno royalty para a 3DO Company e poderia fabricá-lo – mas a ideia falhou porque haviam muitas empresas envolvidas com o 3DO e a royalty era paga a todas elas, o que deixava o preço um pouco fora do alcance do público. Isso também fez com que muitas publicadoras ficassem longe do console.

O Philips CD-i, por exemplo, que nasceu no desenvolvimento do SNES CD que estava sendo produzido pela Sony mas a Nintendo acabou chamando também a Philips para desenvolver um. Isso irritou a Sony que largou o seu projeto e fez o PlayStation e a Philips também largaria o seu e transformaria no CD-i que falhou por investir em quase que sua maioria jogos FMV (que estavam em “alta” na época) mas tinha controles péssimos e pouca variedade de jogos no fim das contas.

Reprodução: Internet

O MARKETING

O marketing também era uma coisa importante na época, e foi o que acabou com a credibilidade da Atari. O seu console Atari Jaguar foi vendido como um aparelho de “64-bits” por conter 2 processadores de 32-bits de pequena potência dentro do console mas devido ao tamanho pífio do cartucho (apenas 32mbit) isso acabou gerando vários jogos com gráficos que eram pouco melhores do que um Mega Drive/Super Nintendo, quem diria confrontar com um Sega Saturn por exemplo.

Então ela pensou que lançar um add-on de CD resolveria, e novamente não resolveu. O seu hardware era fraco, defasado e o add-on morreu pouco menos de 1 ano depois que foi lançado com pouquíssimas unidades vendidas.

LEIAM – Não importa a plataforma, divirta-se!

Nem mesmo a Nintendo escapou. O Virtual Boy é conhecido mundialmente como uma das maiores falhas da indústria. O projeto era pretensioso durante seu desenvolvimento mas acabou esbarrado numa limitação de 2 cores (vermelha e preta) para baratear o custo do hardware e acuminou em apenas 17 jogos desenvolvimentos para a plataforma em pouco mais de 1 ano.

Quem acompanhava as notícias na época podia ver que haviam mais de 100 jogos anunciados para ele e todos foram cancelados de uma hora pra outra depois do seu lançamento.

A verdade é que a indústria amadureceu em 1996. Não era apenas lançar “qualquer coisa” e fazer um marketing bonitinho que faria com que os jogadores comprassem seu console. Em 1996, a internet já estava engatinhando e o que não faltavam eram revistas com reviews dos jogos – coisa que não havia em 1984 quando aconteceu o primeiro Crash. Você podia conhecer o jogo antes mesmo de comprá-lo, nem que fosse apenas por imagens e opiniões de outros jogadores.

Reprodução: Internet

NO FIM DAS CONTAS

A Sega se deu mal fora do Japão: embora no Mega Drive a situação fosse contrária, no Saturn ela apostou contra a maré da indústria e colocou um hardware mais potente para o 2D e muito complexo de se programar e depois de pouco mais de 1 ano as empresas começaram a correr do console e apenas no Japão a produção ficou a mesma – é tanto que o Saturn lá foi descontinuado apenas em 2000, enquanto no resto do mundo foi em 1998 com pouquíssimos lançamentos naquele ano.

LEIAM – Por que decidimos falar sobre videogames?

A Nintendo também sofreu por se “opor” a tendência da indústria: seu novo console foi atrasado por 1 ano e saiu em 1996 usando cartuchos que eram caros de fabricar e acabavam por ter cortes no áudio e CGs em quase todos os jogos, raras foram as exceções como Resident Evil 2. Isso fez com que a maioria das grandes empresas como Squaresoft, Enix, Capcom, Konami, entre outras, lançassem poucos ou nenhum jogos na plataforma e migrassem seus projetos para o PlayStation.

Na 5ª Geração de Consoles, a Sony foi a grande vencedora porque o seu console era barato, tinha um hardware bom e fácil de programar, utilizava CDs, com o cartão de memória você podia salvar os jogos e jogar na casa dos seus amigos (valido para todos os jogos) e o seu controle até hoje é considerado por muitos o melhor controle já criado da história.

A verdade é que esse “crash” de 1996 ensinou as empresas uma coisa: não adianta ir contra a indústria se a sua ideia não é melhor do que as concorrentes e não adianta se fechar apenas para o seu nicho de jogadores, o foco deve ser sempre a maior fatia do mercado se quiser ser a empresa que dita as tendências e ela quiser permanecer no topo.

O post Como foi ao ano de 1996 para os vídeo games apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/08/03/como-foi-ao-ano-de-1996-para-os-video-games/feed/ 1
Chrono Trigger | Uma viagem no tempo https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/10/09/chrono-trigger-uma-viagem-no-tempo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/10/09/chrono-trigger-uma-viagem-no-tempo/#comments Fri, 09 Oct 2020 08:00:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=5597 Você conhece esse tema e sabe o que vem pela frente ou apenas desconfia? Não é de hoje que o tema de viagem no tempo é tão comum, atualmente há milhares semelhantes, mas na década de 90 ainda  repercutia bastante em se tratando dos sucessos dos cinemas como “Back to the Future” entre outros, todavia, […]

O post Chrono Trigger | Uma viagem no tempo apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Você conhece esse tema e sabe o que vem pela frente ou apenas desconfia?

Não é de hoje que o tema de viagem no tempo é tão comum, atualmente há milhares semelhantes, mas na década de 90 ainda  repercutia bastante em se tratando dos sucessos dos cinemas como “Back to the Future” entre outros, todavia, houve um game que balançou o coração daqueles que o zeraram.

Pois é, rapaziada, vamos falar de Chrono Trigger!

Particularmente, meu jogo favorito, meu top 1 em tudo, jogabilidade, gráficos, história, personagens e PRINCIPALMENTE: MÚSICA.

Amo este jogo e cada detalhe feito nele, a magia e a trama em cima da história é magnífica, apaixonante e sem igual.

Um breve resumo

Chrono Trigger

Você começa com o protagonista >> MUDO << chamado Crono, um rapaz que treina para ser espadachim e vive no pacífico ano de 1000 AD no reinado de Guardia.

O protagonista acorda em pleno dia do festival milenar  que acontece na cidade. Obviamente nosso herói vai lá se encontrar sua amiga de infância, Lucca, que está construindo uma máquina de teletransporte com seu pai.

Lucca é uma cientista inteligente e engenhosa, fortemente inspirada na personagem Bulma de Dragon Ball, não é atoa que você vai encontrar muita semelhança física da personagem com a própria Bulma e não é para menos, o desenhista do jogo é nada menos que Akira Toriyama, o criador da famosa franquia de sayajins.

LEIAM – Descoberto a Solução para o save corrompido de Perfect Dark

Crono esbarra com Marle, uma garota jovem e espirituosa passeando pela festa e os dois decidem curtir o festival juntos. (que beleza, hein?! mal começa o jogo e o herói já quer levar a pobre moça para o mal caminho.

Nada disso, Marle se aventura com Crono e vai testar o teletransporte de Lucca e seu pai Taban, mas algo da muito errado e é aí que as coisas se complicam.

Os personagens e suas linhas temporais

Chrono Trigger

O jogo começa a se desenrolar e há quebras de linhas temporais de acordo com a ações tomadas pelo protagonista do jogo, as coisas boas vão prevalecendo de acordo com seu progresso no jogo, todavia, há diversos problemas que tem que ir se resolvendo.

Chrono Trigger não é necessariamente um jogo infantil, é algo que te faz imergir profundamente numa história em que você só busca encaixar as peças no quebra cabeças, com missões totalmente alheia aos personagens, cito como exemplo o caráter de um prefeito de uma cidade no jogo, que em sua linha de tempo ele é corrupto e não liga para ninguém, mas ao viajar ao passado você descobre que seus ancestrais passaram por muita dificuldade, ao ajudá-los você muda completamente o comportamento do prefeito na sua era, fazendo ele se tornar amigável e gentil.

O game te apresentará diversos personagens fantásticos, como é o caso dos três iniciais, Crono, Marle e Lucca e os seguintes, Frog, Robô, Ayla e por fim, Magus.

Cada personagem tem uma história profunda e características únicas, Frog é um espadachim que lutava ao lado de seu grande amigo Cyrus, porém na guerra contra os monstros em 600 A.D. acaba perdendo seu amigo e sendo transformado em um sapo.

Marle é a princesa Nadia, recém fugida do castelo em busca de aventura, esbarra com Crono e Lucca no festival milenar e se aventura com os heróis nas vastas viagens pelo tempo.

LEIAM – Minha História com Perfect Dark

Robô é um personagem cômico, ele pertence ao ano de 2300 D.C. e foi criado para destruir humanos, todavia, entrou em defeito e foi reprogramado por Lucca para fazer parte da galera e acaba tendo sua história modificada.

Ayla é uma jovem líder de uma tribo pré-histórica em 6500000 a.C., ela é noiva de Kino e luta contra os LIZARDS REPTITES que pretendem dominar o mundo com sua inteligência e conhecimentos, todavia, os planos dos lagartos vai por água abaixo quando Ayla se junta a equipe de Crono para detê-los.

Magus pertence ao ano de 12000 B.C. Ele é um dos personagens mais queridos pelos amantes da franquia (não tanto por mim, sinceramente.) Ele é o estereótipo anti-herói que está pouco se lixando para os outros, só quer saber de adquirir poder e mais poder.

Mas nem só de metas egoístas vive nosso caro mago, ele tem um propósito profundo que não transmite, ele busca incessantemente por Schala, sua irmã mais velha, e quer a todo custo encontrá-la… seja passando por cima dos outros ou não.

LAVOS

Chrono

Você jogador irá vivenciar uma fantástica história jogando Chrono Trigger, vasculhando e desbravando eras antigas, eras de fantasia, gelo e terror e era pré-histórica.

Não, você não leu errado, uma era de terror, onde quem detém o poder é a rainha Zeal, mãe de Schala e Janus(Magus), que busca fortificar-se e adquirir mais e mais poder, deixando de lado seu povo e o largando numa intensa era glacial com poucos recursos para viver.

A Rainha Zeal é uma das principais do jogo, sendo manipulada pelo vilão principal Lavos, ela tem intenção de drenar seu poder afim de ficar mais forte, mas tudo o que está fazendo é invocá-lo mais cedo.

Lavos é o vilão principal do jogo, o personagem possui 3 formas de batalha, onde a sua primeira se trata de uma carapaça gigante e poderosíssima, imagine as outras.

Por experiência própria, não recomendo a batalha contra o mesmo antes de atingir o level 60.

Lavos é o principal responsável pela destruição do planeta em 1999 A.D. ele surge em um hemisfério no planeta e desfere vários ataques meteóricos e catastróficos no planeta, explodindo absolutamente tudo ao seu redor. Absolutamente nada sobrevive na superfície transformando o ano de 2300 B.C. um ano totalmente destruído e denso.

Um futuro totalmente inaceitável para a raça humana. Tendo conhecimento dessa destruição, Crono, Marle, Lucca e Robô se aventuram em busca de uma solução para evitar a catástrofe.

Viajando pelo tempo

A viagem no tempo só é permitida com 3 corpos dentro de um vórtice temporal, na soma de mais um, o vórtice se quebra e joga os viajantes na periferia do tempo, onde nada existe, exceto uma pequena “praça” e um senhor que explica justamente sobre as viagens no tempo.

Este senhor é nada menos que o guru Gaspar, que fora exilado em 12.000 B.C. para o fim do tempo. Outros dois sábios do mesmo ano foram jogados em um vórtice temporal aberto pela rainha Zeal. Melchior para o ano de 1000 A.D. e Baltasar para o ano de 2300 B.C.

Os 3 magos foram punidos por se rebelarem contra a rainha e ajudam os nossos heróis a consertar as linhas temporais e por consequência as fábricas do tempo.

Particularmente a minha parte favorita desse jogo é o Reino de Zeal onde você caminha no continente flutuante e entra no palácio, ali você vai apreciar a bela vista que o jogo nos proporciona, e apesar da limitação gráfica da época, é possível apreciar belas vistas no game Chrono Trigger. Como o já citado continente flutuante, a ponte de Zenan em 600 A.D, o Pico da Morte, entre outros.

A paixão pelo titulo

Meus xodó!

É isso meu caro jogador, se você não jogou este jogo, saiba que está perdendo a oportunidade de apreciar e desbravar um jogo maravilhoso, nota 1000, um jogo maravilhoso. Caso não seja fãs de RPG, bom, só tenho a dizer MEUS PESÂMES.

Particularmente eu não me canso de dizer que Chrono Trigger é maravilhoso.

Eu possuo uma coleção interessante de colecionador da franquia , desde fita do SNES, a Revista do Jogo Véio que adquiri recentemente (VALEU JOGO VÉIO), a versão do DS, meu disco piratão do PS1 (HAHAHA! risada do editor que também tem um disco desse) e a trilha sonora TRIPLA de Chrono Trigger com uma entrevista em Japonês com Yasunori Mitsuda.

Breve trarei a vocês TRADUZIDA na íntegra para que vocês partilhem dessa delícia junto comigo.

Conclusão

Queria contar a história toda do jogo para vocês, mas aqui eu só passei por cima para que vocês tenham noção do que o jogo é e acreditem, já dei informação o bastante.

Só não me reclamem de spoiler, pois se você ainda não jogou esse jogo de 95/96 e reclamar de spoiler, meu amigo. Tome vergonha na sua cara HUAHUAHUA.

Enfim, deem uma chance a esta maravilha, garanto a você jogador que não só vai te arrancar vários espantos e surpresas como também lhe arrancará lágrimas de alegria, assim como acontece comigo toda vez que jogo e zero o game.

É emocionante e mexe demais com você, é como se você fosse um 8º membro da equipe oficial, é como se você fizesse parte daquilo, é como se todos os personagens fossem seus amigos de verdade, é uma imersão completa em um jogo de fantasia e viagem no tempo. Sem igual.

Tudo o que eu posso dizer para Chrono Trigger especialmente é: Muito Obrigado por me ensinar o valor de grandes amizades e do porque lutar sempre pelo melhor de todos.

Obrigado por fazer minha infância mais maravilhosa e por me presentar com suas belas trilhas sonoras. Obrigado, Chrono Trigger.

Vale a pena jogar.

“GIVE ME YOUR BEST SHOT, IF YOU ARE PREPARED FOR THE VOID.”

O post Chrono Trigger | Uma viagem no tempo apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/10/09/chrono-trigger-uma-viagem-no-tempo/feed/ 8